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Balão Brasil – História

Alberto Santos Dumont nasceu a 20/07/1873, filho de Francisca Santos e Henrique Dumont, conhecido como “O Rei do Café”, no tempo que o café era a riqueza nacional.

Ao lado de 7 irmãos, Alberto viveu a infância na Fazenda Arindeuva, a 20km de Ribeirão Preto, onde gostava de observar nuvens e pássaros, soltar balões juninos, construir pipas e pequenas aeronaves movidas a hélices de elástico.

O domínio dos ares foi uma paixão de infância, conforme relata em seu livro Os Meus Balões: “ nas compridas tardes ensolaradas do Brasil, eu me detinha horas e horas a contemplar o céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com as suas longas asas abertas, atingiam as grandes alturas.

E ao ver as nuvens que flutuavam alegremente à luz pura do dia, sentia-me apaixonado pelo espaço livre. meditando sobre a exploração do grande oceano celeste, por minha vez eu criava aeronaves e inventava máquinas”.

Balão BrasilSantos Dumont

Mas a imaginação de Alberto não estava sozinha nessa vontade de expansão dos limites humanos, sendo a literatura um dos combustíveis para seus voos imaginários, como se lê em “Os Meus balões: meu autor favorito era Júlio Verne. A sadia imaginação deste escritor verdadeiramente grande, atirando com magia sobre as imutáveis leis da matéria, me fascinou desde a infância. Nas suas concepções audaciosas eu via, sem nunca me embaraçar em qualquer dúvida, a mecânica e a ciência dos tempos do porvir, em que o homem, unicamente pelo seu gênio, se transformaria em um semideus.

Ainda segundo “Os Meus balões, o contato com a maquinaria da fazenda também ajudou na composição do gênio: “Aos 7 anos, já eu tinha permissão para guiar os locomóveis de grandes rodas empregados na nossa propriedade nos trabalhos do campo. Aos 12, deixavam-me tomar o lugar do maquinista das locomotivas Baldwin que puxavam os trens carregados de café nas 96,5 quilômetros de via férrea assentadas por entre as plantações. Enquanto meu pai e meus irmãos montavam a cavalo, eu preferia fugir para a usina, para brincar com as máquinas de beneficiamento”.

Em 1890, Henrique Dumont teve um acidente de charrete que o tornou hemiplégico, levando-o a vender suas terras. Foi uma ruptura dolorosa, sem a qual, no entanto, talvez a história da aviação fosse outra. Afinal, foi acompanhando o pai na busca por tratamento médico que Santos Dumont conheceu Paris, a “Cidade Luz”, então às vésperas da “Belle Epóque”, onde ideias fervilhavam num ambiente propício ao florescimento de qualquer gênio criativo?

Dois anos depois, quando Alberto contava 19 anos, recebeu do pai o melhor presente que um gênio criativo poderia desejar: liberdade e dinheiro de sobra para bancar suas experiências e viver tranquilo pelo resto da vida.

No mesmo ano, voltou à Paris, e mergulhou de cabeça nos estudos, decidido a se tornar inventor.

Curiosamente, foi numa de suas visitas de volta ao Brasil, que Santos Dumont conheceu os nomes que lhe abririam as portas do céu parisiense. Numa livraria do Rio de Janeiro, encontrou o livro “Andrée – Au Pôle Nord en Ballon”, dos balonistas Lachambre e Machuron, que tocou fundo sua alma inventora. De volta à Paris, procurou os autores, e com tanto entusiasmo, que já no dia seguinte, 23/03/1898, fazia seu primeiro voo a bordo de um balão, dirigido por Machuron.

Além do talento científico, Santos Dumont tinha as aptidões físicas perfeitas para um aeronauta de então, incluindo o peso diminuto.

Passou a trabalhar para Machuron e Lachambre, fazendo exibições em festas e exposições e logo dominava o funcionamento dos balões.

Em 04/07/1898, subiu ao céu o Balão Brasil, o primeiro construído por ele, que inovou pela forma esférica, pelos materiais, e por ser o menor já construído até então.

O próximo toque de gênio foi usar motores à explosão para conquistar a dirigibilidade dos balões. Contra todos os prognósticos, funcionou.

Depois disso, vencendo com talento científico, audácia, perseverança e coragem as leis da gravidade, do comodismo, da incredulidade e da inércia, Santos Dumont construiu 14 balões dirigíveis, experiências que culminaram, em 1906, com a primeira decolagem histórica de um objeto mais pesado que o ar.

Além do 14 Bis, outra obra prima de Santos Dumont é o avião Demoiselle, construído logo depois, que teve o projeto publicado gratuitamente numa revista científica da época, e cujas soluções técnicas originais servem ainda hoje como fundamentos da aeronáutica. Viva Santos Dumont!

1 – Os acidentes da vida do inventor não foram poucos. Mas, segundo relato contido no livro Segue Meus Balões, ele gostava de viver perigosamente: “Eu ia, ia, nas trevas. Sabia que avançava a grande velocidade mas não sentia nenhum movimento. Ouvia e recebia a procela, e era só. Tinha consciência de um grande perigo, mas este não era tangível. Uma espécie de alegria selvagem dominava os meus nervos. Lá no alto, na solidão negra, entre os relâmpagos que a rasgavam, entre o ruído dos raios, eu me sentia como parte da própria tempestade!”.
2 –
 Em 1899, Santos Dumont levava uma bicicleta presa às cordas do Balão América, um pouco mais moderno que o Balão Brasil, mas ainda não dirigível. Provavelmente, era usada quando o balão ia parar em algum lugar distante, para que o aeronauta buscasse ajuda para o transporte do Balão de volta à Paris.
3 – 
Santos-Dumont usava o sinal matemático de igualdade entre os dois sobrenomes para demonstrar a igual importância que dava às suas ascendências brasileira e francesa.
4 – 
Santos Dumont é chamado Pai da Aviação porque toda prática da aviação é permeada por soluções por ele idealizadas. E um dos maiores exemplos são os hangares: o primeiro hangar do mundo foi construído por Santos Dumont em 1900, com 11 metros de altura, 7 de largura e 30 de extensão. E, com ele, surgiram também as primeiras portas deslizantes, também inventadas por Santos Dumont.
5 –
 O sucesso das experiências de Santos Dumont com os motores a explosão em seus dirigíveis levou o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partisse do campo de Saint Cloud e, por seus próprios meios, sem tocar o solo e sem auxílio de terra, contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos. A distância percorrida seria de aproximadamente 30Km.

Santos Dumont realizou algumas tentativas com seus dirigíveis N° 4 e N° 5, chegando a sofrer um grave acidente, em 27 de agosto de 1901, com o N° 5: O balão perdeu gás e começou a murchar rapidamente, perdeu altitude, bateu numa chaminé e rasgou-se, explodindo no ar. Santos Dumont desmaiou e acordou pendurado no alto do Hotel Trocadero.

Então escalou rapidamente as cordas do dirigível e, ajudado por bombeiros, conseguiu recuperar o motor do aparelho.

Mais tarde foi intimado pelo hotel a pagar 150 francos pelos estragos?

Menos de dois meses depois, em 19 de outubro de 1901, com o dirigível nº 6, Santos Dumont finalmente conquistou Prêmio Deutsch.

O qual foi integralmente doado por ele: metade para quitar dívidas alheias em casas de penhores, devolvendo ferramentas de trabalho e instrumentos musicais a pessoas necessitadas, e a outra metade entre seus mecânicos e colaboradores.

Com este feito, Santos Dumont provou ao mundo que o homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares, e se tornou conhecido mundialmente.

Entenda por que o brasileiro Santos Dumont é conhecido como o pai da aviação

Em 19 de outubro de 1901, Alberto Santos-Dumont, brasileiro que mais tarde ficara conhecido como “pai da aviação”, contornou a Torre Eiffel com o “Dirigível no 6” e impressionou a todos por realizar o primeiro vôo dirigido da História.

Até então, as pessoas só conheciam os balões tripulados.

Balão Brasil
Santos Dumont

Tudo começou quando Santos-Dumont deixou o Brasil para morar na França. Era 1892 e ele tinha 19 anos, mas sua curiosidade parecia de criança! De tanto observar os franceses passeando em balões, Santos-Dumont decidiu construir o seu.

O primeiro balão que Santos-Dumont criou foi batizado de “Brasil”. Por mais que estivesse feliz com o invento, ele não estava satisfeito, já que queria ter o controle da direção não ficar “ao sabor do vento”.

A partir desse desejo, ele inventou um balão comprido, com motor de automóvel, leme e hélice. Também não faltou a cestinha que o levaria dentro. Assim foi feito o “Dirigível no 1”, que não resistiu à força do vento e caiu. Pensa que Santos-Dumont desitiu? Engana-se.

Ele tentou mais algumas vezes até conseguir voar com o “Dirigível no 6”.

Balão Brasil
Da esquerda para a direita: o balão Brasil, o dirigível no 1 em pleno vôo e o dirigível no 5 quando tentava contornar a Torre Eiffel, em Paris

Enquanto pilotava pelo céu da Europa, o jovem aviador percebeu que seus sonhos se tornaram bem maiores. Dessa vez ele queria fazer algo muito mais espetacular que um balão. Santos-Dumont, então, projetou o primeiro avião do mundo e o chamou de “14 bis”. Ele era branco, feito de pano e madeira e parecia voar em marcha a ré.

Em 12 de novembro de 1906, Santos-Dumont recebeu um prêmio do Aero Club de France por ter voado mais de 220 metros com seu novo invento.

Apesar do sucesso, ele não parou por aí: criou o “Demoiselle” — mais leve que o “14 bis” e feito de pano e bambu.

Ele foi o último avião construído por Santos-Dumont, que se dedicou a inventar outras coisas, como uma garagem para aviões (hangar), a porta de correr e o relógio de pulso.

Alberto Santos-Dumont nasceu no interior de Minas Gerais no dia 20 de julho de 1873. Quando criança, foi morar numa fazenda em São Paulo e de lá partiu para descobrir o mundo. Hoje, sua importância é reconhecida internacionalmente e, por isso, ele é considerado o pai da aviação.

Fonte: www.tvcultura.com.br/cienciahoje.uol.com.br

 

 

 

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