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Ciclo do Açúcar

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Ciclo do Açúcar – O que foi

A indústria açucareira foi introduzida no Brasil, baseada no sistema de plantação, com o domínio do latifúndio, monocultura, trabalho escravo e produção voltada para o mercado externo.

Os engenhos de cana-de-açúcar foi herança dos engenhos mouros introduzidos durante a ocupação muçulmana na península Ibérica na Idade Média.

cana-de-açúcar teve seu desenvolvimento em fazendas que acabaram sendo denominadas de Engenho, ficavam próximas ao litoral, onde encontraram um solo propício chamado de massapé.

O maquinário do engenho era a moenda de onde se extraia a garapa, depois a casa de fervura onde ele virava o melaço e depois colocado em formas e levado para a casa de purgar, onde viraria o pão de açúcar.

O açúcar bruto (rapadura ou pão de açúcar) era ensacado e vendido para Portugal este revendia para a Holanda, que refinaria o produto, embalaria em caixas e revenderia aos outros países.

Este acordo com os flamengos (holandeses) se deu em razão que foi o banco de Amsterdã que financiou a produção açucareira no Brasil.

A colônia não podia comercializar diretamente com outros países, devido ao Pacto Colonial onde um monopólio permitia o comércio somente com a metrópole. Desta forma Portugal era apenas um atravessador.

Ciclo do Açúcar
Ciclo do Açúcar

açúcar foi o principal produto da economia durante todo o período colonial, mas entrou em decadência no século XVII com a concorrência do açúcar produzido nas Antilhas e depois no século XIX o café passou a ser o principal produto de exportação do país.

O Ciclo do Açúcar – 1540-1640

Ciclo do Açúcar

Em meados do século XVI, Portugal conseguiu estabelecer uma economia açucareira em partes da costa nordeste da colônia. A produção de açúcar, o primeiro empreendimento agrícola colonial em grande escala, foi possibilitada por uma série de condições favoráveis.

Portugal detinha o know-how agrícola e manufatureiro das suas ilhas atlânticas e fabricava os seus próprios equipamentos de extração de açúcar da cana-de-açúcar. Além disso, por estar envolvida no comércio de escravos africanos, tinha acesso à mão de obra necessária.

Por último, Portugal contou com a capacidade comercial dos holandeses e com o financiamento da Holanda para permitir uma rápida penetração do açúcar nos mercados europeus.

Até o início do século XVII, portugueses e holandeses detinham o monopólio virtual das exportações de açúcar para a Europa. No entanto, entre 1580 e 1640 Portugal foi incorporado à Espanha, país em guerra com a Holanda. Os holandeses ocuparam a área açucareira do Brasil no Nordeste de 1630 a 1654, estabelecendo o controle direto do suprimento mundial de açúcar.

Quando os holandeses foram expulsos em 1654, eles haviam adquirido o know-how técnico e organizacional para a produção de açúcar.

Seu envolvimento na expansão do açúcar no Caribe contribuiu para a queda do monopólio português.

O boom do açúcar no Caribe provocou uma queda constante nos preços mundiais do açúcar. Incapazes de competir, as exportações brasileiras de açúcar, que haviam atingido seu pico em meados do século XVII, diminuíram drasticamente. Entre o quarto quarto do século XVII e o início do século XVIII, Portugal teve dificuldades em manter a sua colônia americana. A queda do açúcar revelou uma frágil economia colonial, que não tinha commodity para substituir o açúcar. Paradoxalmente, porém, o período de estagnação induziu o povoamento de partes substanciais do território da colônia. Com o declínio do açúcar, o setor pecuário, que havia evoluído para abastecer a economia açucareira com animais para transporte, carne e peles, assimilou parte dos recursos ociosos, tornando-se uma economia de subsistência.

Devido aos métodos de produção extensiva de gado, grandes áreas no interior da colônia foram ocupadas.

Percebendo que só poderia manter o Brasil se minerais preciosos fossem descobertos, Portugal aumentou seus esforços exploratórios no final do século XVII. Como resultado, no início do século XVIII, ouro e outros minerais preciosos foram encontrados. A maior concentração desse ouro estava no Planalto Sudeste, principalmente no que hoje é o Estado de Minas Gerais.

A Cana-de-açúcar no Brasil

Cana-de-açúcar

É possível afirmar que a cana-de-açúcar apoiou o processo de colonização do Brasil, sendo a razão de sua prosperidade nos primeiros dois séculos de história. Desde o seu Descobrimento em 1500, até 1532, há referências de que a cana-de-açúcar era cultivada e a cana-de-açúcar produzida no Nordeste brasileiro, mais especificamente no estado de Pernambuco.

cana-de-açúcar foi o primeiro grande cultivo do Brasil, possuindo engenhos correspondentes nos estados de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Do Descobrimento do país em 1500 a 1600, a cana-de-açúcar foi o principal produto brasileiro vendido na Europa.

Os historiadores concordam que foi a capitania de Pernambuco, pertencente a Duarte Coelho, local onde foi fundado e floresceu o primeiro centro açucareiro do Brasil, incentivado por três aspectos importantes:

A habilidade e eficiência do doador, a própria terra e clima favorável ao cultivo da cana-de-açúcar, e a localização geográfica mais próxima da Europa em relação à região de São Vicente (interior do Estado de São Paulo), outro pólo produtor que se destacou como o outro produtor inicial de cana-de-açúcar no Brasil durante o período colonial.

O progresso dessa indústria foi notável no final do século XVI. Na Bahia, onde os indígenas destruíram o primeiro mil, a produção só começou a partir de 1550.

O Estado de Alagoas, que faz fronteira com Pernambuco, só teve sua primeira mil por volta do ano de 1575.

No Estado de Sergipe, o precedente português da Bahia iniciou a produção de cana-de-açúcar em 1590.

No Estado da Paraíba, a primeira tentativa de introdução da cultura da cana-de-açúcar foi em 1579, na Ilha da Restinga, que fracassou com a invasão dos piratas franceses na região.

A implantação definitiva da cultura da cana-de-açúcar na Paraíba ocorreu com sua primeira milha em 1587.

No Estado do Pará, as primeiras usinas foram instaladas pelos holandeses, possivelmente antes de 1600. A primeira fábrica portuguesa naquele Estado começou a funcionar entre 1616 e 1618.

Tanto no Pará quanto no Amazonas as usinas desviaram sua produção para a aguardente, ao invés do açúcar.

A produção de açúcar no Estado do Ceará não foi impressionante, a partir de 1622, mas logo mudou seu objetivo para a produção de aguardente.

No Estado do Piauí a história identifica que o cultivo da cana-de-açúcar teve início por volta de 1678.

No ano de 1692, está cadastrado apenas um mil em pleno funcionamento no Estado do Rio Grande do Norte.

A região Nordeste, representada principalmente por Pernambuco, Bahia, Alagoas e Paraíba, simbolizava o luxo.

A riqueza reinou desde que a monocultura da agroindústria da cana-de-açúcar pagou todos os custos e cobriu todas as necessidades da Capitania.

Desde o surgimento da escravidão no Brasil (1888), os engenhos já haviam incorporado quase todas as inovações importantes da indústria açucareira de qualquer parte do mundo existentes à época. Com a abolição, passou a ter à sua disposição recursos financeiros que antes eram destinados à compra e manutenção de escravos.

Assim, surge uma nova era na indústria açucareira no Brasil com o surgimento das chamadas “Usinas Centrais”, precursoras dos atuais engenhos.

Fonte: Frederico Czar (Professor de História)

 

 

 

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