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7 de Setembro

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7 de Setembro – História do Brasil

Depois de ser colônia portuguesa por mais de 300 anos, o Brasil ouviu no dia 7 de setembro de 1922, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o conhecido momento protagonizado pelo Príncipe Regente D. Pedro, que bradou perante a sua comitiva: “Independência ou Morte!”.

O episódio ganhou o título de Grito do Ipiranga.

Detalhe de quadro a óleo sobre a Independência do Brasil, de François-René Moreaux, que hoje é conservado no Museu Imperial de Petrópolis.

Foi executado em 1844, a pedido do Senado imperial.

Denominado como inversão metropolitana pelos historiadores brasileiros, o ano de 1808 marcou a vinda da família real ao Brasil.

O país então deixava de ser colônia e assumiu a condição de metrópole.

O primeiro passo para o processo de independência estava dado e voltar atrás seria impossível.

Tanto esta era a realidade estabelecida, que com a eclosão da Revolução liberal do Porto, em 24 de agosto de 1920, D. João VI, imperador do reino de Portugal, Brasil e Algarves, teria que retornar para Portugal para reativaro Pacto Colonial. Quando a notícia chegou ao Rio de Janeiro, apenas no dia 12 de outubro, a comoção tomou conta do povo.

Com o objetivo de não abandonar o país, D. João VI deixou o filho D. Pedro de Alcântara como regente, nomeado mais tarde como imperador D. Pedro I.

Esta era uma forma de garantir a continuidade da dinastia caso ocorresse uma separação definitiva.

A situação do Brasil permaneceu indefinida em 1821. Em 9 de dezembro, chegaram ao Rio de Janeiro os decretos das Cortes que ordenavam a abolição da regência e o imediato retorno de D. Pedro a Portugal.

O partido brasileiro, no entanto, ficou alarmado com a recolonização e com a possibilidade de uma explosão revolucionária.

A nova situação favoreceu a polarização: de um lado o partido português e do outro, o partido brasileiro com os liberais radicais, que passaram a agir pela independência.

Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão à luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio um líder bem preparado para dar à independência a forma que convinha às camadas dominantes.

No Rio de Janeiro foi elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de D.Pedro de Alcântara.

O documento foi entregue a D.Pedro em 9 de janeiro de 1822 por José Bonifácio de Andrade e Silva, presidente do Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer às ordens das Cortes e permanecer no Brasil: era o Fico.

A arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, Dona Maria Leopoldina Josefa Carolina, exerce a regência, na ausência de D. Pedro I, que se encontrava em São Paulo. A imperatriz envia-lhe uma carta, juntamente com outra de José Bonifácio, além de comentários de Portugal criticando a atuação do marido e de dom João VI.

Ela exige que D. Pedro proclame a Independência do Brasil e, na carta, adverte: O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece.

D. Pedro ganhou forte apoio popular com a decisão do Fico. Para resistir às ameaças de recolonização foi decretada, em 16 de fevereiro de 1822, a convocação de um Conselho de Procuradores Gerais das Províncias do Brasil. Teoricamente, tinha por finalidade auxiliar o príncipe, mas na prática tratava-se de manobra dos conservadores, liderados por José Bonifácio, contra os radicais, representados por Joaquim Gonçalves Ledo, um funcionário público para quem a preservação da unidade político-territorial do Brasil deveria ser feita convocando-se uma Assembleia Constituinte eleita pelo povo.

Em maio, a cisão entre D. Pedro e as Cortes aprofundou-se: o regente determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o Cumpra-seassinado por ele, o que equivalia a conferir plena soberania ao Brasil.

Ao voltar de Santos, parando às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro de Alcântara, além de receber as ordens de seu pai, que era para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes, vieram juntas duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina, apoiando a decisão do ministro.

D. Pedro I, diante das circunstâncias, pronunciou as famosas palavras: Independência ou Morte!, rompendo os laços de união política com Portugal, em 7 de setembro de 1822.

Neste ato culminava o longo processo de emancipação, iniciado em 1808 com a vinda da família real. A 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado imperador e coroado em 1 ° de dezembro.

7 de Setembro – Independência do Brasil

7 de Setembro

Quando o Brasil declarou sua independência em 7 de setembro de 1822, havia percorrido um caminho realmente inusitado. Antiga colônia convencional, havia evoluído para a sede do império português em 1808, apenas para ser declarado um reino, igual em status a Portugal, em 1815. A família real portuguesa, fugindo diante das tropas napoleônicas que entraram em Portugal no final 1807, foram os únicos monarcas europeus a ver sua colônia americana e foram os únicos a governar seu império a partir das colônias. Por último, mas não menos importante, durante grande parte do século XIX, o Brasil foi a única colônia americana a se tornar uma monarquia independente. No entanto, a independência, declarada em 1822, não significava plenamente a soberania brasileira.

A coroa portuguesa precisava de ajuda para se mudar antes do avanço das tropas francesas e depois recuperar seu trono em Portugal, ajuda que a Grã-Bretanha havia concordado em fornecer – em troca de generosas vantagens comerciais no Brasil. A independência também não significava liberdade para os escravos, esteio da força de trabalho brasileira.

Quando as tropas de Napoleão se aproximaram de Lisboa no final de 1807, João VI, o rei português, depois de muita hesitação, decidiu não aderir ao bloqueio continental da França à Grã-Bretanha e, em vez disso, aproveitou a oferta britânica para proteger a monarquia portuguesa. Apressadamente, toda a corte, incluindo parte do exército e da marinha, juntamente com a tesouraria real e várias bibliotecas, mudou-se para a mais importante colônia portuguesa da época, o Brasil. Ao todo, cerca de dez a vinte mil pessoas se mudaram para o Brasil. Assim que a família real chegou ao Rio de Janeiro, instalou sua corte na capital colonial e começou a expandir as instituições existentes para desenvolver um estado funcional no lugar de uma colônia anteriormente dependente.

A família real e particularmente o príncipe regente (que logo se tornaria o rei João VI) rapidamente passaram a considerar o Rio de Janeiro como mais do que um local de exílio temporário. Em 1815, João VI elevou o Brasil à condição de reino em pé de igualdade com sua antiga pátria, que era governada na época pelo Conselho de Regência e protegida pelo exército britânico.

O novo reino manteve cuidadosamente sua distância da turbulência da guerra europeia. Para os brasileiros, a presença da corte portuguesa no Rio significou uma crescente identificação das políticas régias com os interesses brasileiros. Ao mesmo tempo, no entanto, significou que os portugueses ocuparam alguns dos cargos políticos anteriormente abertos aos brasileiros, enquanto dependiam quase inteiramente da economia brasileira para as receitas do governo. Assim, a realocação da corte portuguesa produziu respostas mistas entre as elites brasileiras. No entanto, forneceu ao país um centro de poder reconhecível e geralmente aceito que promoveu a estabilidade e, assim, ajudou o Brasil a manter sua integridade territorial enquanto outras nações latino-americanas se fragmentavam.

A independência política do Brasil foi acelerada pelos acontecimentos políticos em Portugal após 1820.

Revoltas liberal-nacionalistas nas cidades do Porto e Lisboa levaram ao estabelecimento de uma junta provisória em Portugal, substituindo o Conselho de Regência que havia sido presidido pelo Marechal de Campo Beresford, um inglês. A Junta exigiu o retorno do rei a Portugal e começou a montar uma cortes (congresso constituinte) com o objetivo de redigir uma constituição. Quando João VI e a corte real retornaram a Portugal em 1821 devido à crescente pressão das Cortes, João deixou seu filho, Pedro I, como príncipe regente no Rio de Janeiro.

Inicialmente, os brasileiros aproveitaram a oportunidade de enviar delegados às Cortes, que presumiam reconhecer o status do Brasil como igual ao de Portugal, e que esperavam incorporar os interesses brasileiros à política portuguesa em um grau sem precedentes. Em vez disso, a política das Cortes em relação ao Brasil revelou-se como uma tentativa de devolver o país ao seu antigo status de colônia.

Limitou a jurisdição de Pedro I ao sul do Brasil e despachou governadores para outras províncias. Além disso, em 1821, as Cortes exigiram o regresso do príncipe Pedro I a Lisboa, onde terminaria a sua formação.

A essa altura, os nacionalistas brasileiros haviam transferido sua fidelidade de João VI para Pedro I e exerceram pressão sobre o príncipe para que permanecesse no Brasil. Em 9 de janeiro de 1822, o príncipe declarou oficialmente sua intenção de permanecer no Brasil. A partir de maio de 1822, nenhuma decisão das Cortes foi implementada no Brasil sem a aprovação expressa do príncipe regente.

Após o recebimento de correspondência das Cortes reafirmando suas demandas, Pedro I, a conselho de nacionalistas brasileiros, como José Bonifácio de Andrada e Silva, e sua esposa Leopoldina, declarou a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822. Às margens do rio rio Ipiranga, ele exclamou as famosas palavras “Independência ou Morte”, que, juntamente com a marinha britânica e o apoio comercial, selaram a separação do Brasil de Portugal. Em 1º de dezembro do mesmo ano, Pedro I foi coroado “Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil”.

Nem todas as províncias reconheceram a independência do Brasil, e no nordeste e sul do Brasil Pedro I teve que usar a força militar para reprimir várias revoltas regionais contra seu governo após a declaração de independência.

A independência política para o Brasil não equivalia à independência econômica. Antes de 1822, a corte portuguesa no Brasil havia continuado a dependência econômica do país da exportação de bens primários para gerar receita (e, portanto, financiar o governo real). Esse padrão continuou depois de 1822. Além disso, em troca da rápida assistência da Grã-Bretanha na realocação da corte e na proteção de Portugal, o rei João VI, ao chegar ao Brasil, declarou todos os portos brasileiros abertos ao comércio com nações amigas – o que na realidade significava a Grã-Bretanha – efetivada em 28 de janeiro de 1808.

Embora a declaração encerrou o monopólio colonial de Portugal no comércio com o Brasil, transferiu, em vez de encerrar, a dependência comercial da ex-colônia.

A Grã-Bretanha rapidamente se tornou o principal destinatário das exportações primárias do Brasil, ao mesmo tempo em que aumentava a importação brasileira de produtos manufaturados da Inglaterra.

De muitas maneiras, a declaração simplesmente eliminou o papel de Portugal como entreposto comercial entre fazendeiros brasileiros e fabricantes britânicos.

Em 1810, um tratado entre o Brasil e a Grã-Bretanha cimentou essa mudança na dependência econômica. Os comerciantes britânicos recebiam privilégios comerciais especiais, incluindo uma tarifa máxima de 15% sobre suas mercadorias, em comparação com a tarifa de 24% cobrada sobre importações de todas as outras nações. Além disso, o tratado concedeu à Inglaterra jurisdição sobre os comerciantes britânicos que moravam no Brasil.

Como consequência do tratado econômico favorável e da exclusão da Grã-Bretanha do mercado europeu devido ao Bloqueio Continental, o Brasil na década de 1820 tornou-se o terceiro maior destinatário das exportações da Grã-Bretanha. De fato, o crescimento do comércio entre as duas nações tornou-se tão importante que a Grã-Bretanha exerceu pressão diplomática sobre Portugal em 1825 para reconhecer a independência política do Brasil, embora isso pudesse comprometer os interesses comerciais britânicos em Portugal. Foi somente em 1844, quando o tratado de 1810 expirou e a Tarifa Alves Branco mais que dobrou os impostos sobre as mercadorias britânicas, que o Brasil recuperou um grau maior de independência econômica da Grã-Bretanha.

A independência política também não produziu mudanças fundamentais na estrutura da economia e da sociedade brasileiras. Embora a manufatura, antes proibida na colônia, tenha sido incentivada com a chegada da corte régia ao Brasil, a base da economia brasileira continuou sendo a exportação de bens primários. De fato, a elite brasileira que veio para apoiar a independência de forma alguma endossou uma reestruturação mais profunda das bases sociais e econômicas da nação recém-independente. Assim, a escravidão permaneceu em vigor, e grandes propriedades focadas no cultivo de culturas de exportação, como açúcar e cada vez mais café, continuaram a dominar a economia. Isso deixou o Brasil à mercê de preços do mercado mundial muitas vezes instáveis para suas exportações e dependente da importação de produtos manufaturados da Europa e, cada vez mais, dos Estados Unidos.

7 de Setembro – O que foi

7 de Setembro foi a separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa, declarada oficialmente no dia 7 de setembro de 1822.

O processo de independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se estende até a adoção da primeira Constituição brasileira, em 1824.

As revoltas do fim do século XVIII e começo do XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolução Pernambucana de 1817, mostram o enfraquecimento dos Estados Unidos (1776) e a Revolução Francesa (1789) reforçam os argumentos dos defensores das ideias liberais e republicanas. Cresce a condenação internacional ao absolutismo monárquico e ao colonialismo.

Aumentam as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e o excesso de impostos numa época de livre-mercado e circulação de mercadorias.

Independência do Brasil foi um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Desde 1500, o Brasil foi uma colônia Portuguesa, sendo explorada por sua metrópole. Não tinha liberdade econômica, administrativa, e muito menos política. Como a exploração metropolitana era excessiva e os colonos não tinham o direito de protestar, cresceu o descontentamento da população. Iniciam-se então as rebeliões conhecidas pelo nome de Movimentos Nativistas, quando ainda não se cogitava na separação entre Portugal e Brasil. No início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual da colônia, alguns grupos pensaram na independência política do Brasil.

Ocorreram, várias revoltas, entre elas: a Inconfidência Mineira (1789); depois a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817).

Em 1789, ocorreu no interior da província de Minas Gerais, uma das passagens mais importantes da História do Brasil.

Após a metade do século XVIII, a coroa portuguesa aumentou ainda mais sua opressão contra a colônia, proibindo as atividades fabris, artesanais e aumentando os preços dos produtos vindos de Portugal.

Nas Minas Gerais, as jazidas de ouro começavam a se esgotar, mesmo assim a coroa cobrava impostos cada vez mais elevados. Esses fatos desagravam parte da elite mineira, que inspiradas nos ideais iluministas, passaram a discutir a necessidade da independência brasileira. Sobre o lema LIBERDADE AINDA QUE TARDIA (Libertas Quea Sera Tamen), passaram a conspirar contra a coroa portuguesa.

Em maio de 1789, após serem traídos por Joaquim Silvério dos Reis, participante da conspiração, os lideres do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro, respondendo pelo crime de INCONFIDÊNCIA (falta de fidelidade ao rei). Entre todos os presos, apenas Tiradentes foi condenado à morte. No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado em praça pública e seu corpo esquartejado. Sua morte serviria de exemplo para outros que tentassem questionar o poder da coroa.

Somente anos mais tarde, após a proclamação da República (1889), Tiradentes foi considerado um herói nacional.

O processo de independência

Oficialmente o 7 de setembro de l822 é da data da Independência do Brasil, proclamada pelo Príncipe Infante Dom Pedro, as margens do Ipiranga, após mais de três séculos de domínio da coroa portuguesa.

Historicamente podemos afirmar que a Independência do Brasil tem suas raízes na revolução liberal do porto em Portugal, em l820 que impôs a volta da família real para aquele país.

Início do século XIX  ano de 1808 D. João e toda família real, refugia-se no Brasil em decorrência da invasão e dominação de Portugal por tropas francesas.

Este fato trouxe um notável progresso para a colônia, pois esta passou a ter uma organização administrativa idêntica à de um Estado independente. D. João assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia o monopólio português sobre o comércio brasileiro. O Brasil começa a adquirir condições para ter uma vida política independente de Portugal, porém sob o aspecto econômico, passa a ser cada vez mais controlado pelo capitalismo inglês.

Com receio de perder o trono e sem alternativa, devido às exigências da Corte (Parlamento português), D.João VI volta para Lisboa (Portugal) em 26 de abril de 1821, deixando como Príncipe Herdeiro, nomeado Regente do Brasil, o primogênito com então 21 anos de idade.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou: Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.

Em junho de 1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a Primeira Assembleia Constituinte Brasileira. Em 1º de agosto deste mesmo ano baixa um decreto considerando inimigas tropas portuguesas que desembarquem no país. Cinco dias depois, assina o Manifesto às Nações Amigas, redigido por José Bonifácio. Nele, Dom Pedro justifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura a independência do Brasil, mas como reino irmão de Portugal.

Em protesto, os portugueses anulam a convocação da Assembleia Constituinte Brasileira, ameaçam com o envio de tropas e exigem o retorno imediato do príncipe regente. No dia 7 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe as exigências das Cortes. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil às margens do Rio Ipiranga. Em 12 de outubro de 1822, é aclamado imperador pelos pares do Reino e coroado pelo bispo do Rio de Janeiro em 1º de dezembro, recebendo o título de Dom Pedro I.O país estava livre e poderia seguir dali pra frente, seu próprio caminho.

Desde então, o Brasil cresce em meio a diferentes realidades sociais e econômicas, com a instalação de culturas que até então eram determinadas pela influência europeia.

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.

Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência.

A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi à camada que mais se beneficiou.

Corte portuguesa

A instalação da Corte portuguesa no Brasil, em 1808, contribui para a separação definitiva das duas nações. A abertura dos portos, a elevação da colônia à situação de reino e a criação do Reino Unido de Portugal, e Algarve praticamente cortam os vínculos coloniais e preparam a independência. Com a Revolução do Porto, em 1820, a burguesia portuguesa tenta fazer o Brasil retornar à situação de colônia. A partir de 1821, as Cortes Constituintes – o Parlamento lusitano – tomam decisões contrárias aos interesses brasileiros, como a transferência de importantes órgãos administrativos para Lisboa.

Também obrigam Dom João VI a jurar lealdade à Constituição por elas elaborada e a retornar imediatamente a Portugal. O rei português volta, mas deixa no Brasil o filho Dom Pedro como Regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável. Pressionado pelas Cortes Constituintes, Dom João VI chama Dom Pedro à Lisboa. Mas o príncipe regente resiste às pressões, que considera uma tentativa de esvaziar o poder da monarquia. Forma-se em torno dele um grupo de políticos brasileiros que defende a manutenção do status do Brasil no Reino Unido. Em 29 de dezembro de 1821, Dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia 9 de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à História como o Dia do Fico.

Articulações políticas

Entre os políticos que cercam o Regente estão os irmãos Antonio Carlos e José Bonifácio de Andrada e Silva, e o Visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal ministro e conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio luta, num primeiro momento, pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando o mínimo de autonomia brasileira.

Convencido de que a separação é irreversível, aceita a independência desde que a monarquia continue. Para ele, o regime monárquico é o único capaz de neutralizar a intervenção portuguesa nas províncias e preservar a unidade político- territorial do país. Fora da Corte, outros líderes liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, atuam nos jornais e nas lojas maçônicas. Fazem pesadas críticas ao colonialismo português e defendem total separação da metrópole.

Em 3 de junho de 1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembleia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, baixa um decreto considerado inimigas tropas portuguesas que desembarquem no país. Cinco dias depois, assina o Manifesto às Nações Amigas, redigido por José Bonifácio. Nele, Dom Pedro justifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura “a Independência do Brasil, mas como reino irmão de Portugal”.

Independência

Em protesto, os portugueses anulam a convocação da Assembleia Constituinte brasileira, ameaçam com o envio de tropas e exigem o retorno imediato do príncipe regente. No dia 7 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe as exigências das Cortes. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil.

Em 12 de outubro de 1822, é aclamado imperador pelos pares do Reino e coroado pelo bispo do Rio de Janeiro em 1º de dezembro, recebendo o título de Dom Pedro I. No início de 1823, realizam-se eleições para a Assembleia Constituinte da primeira Constituição do Império Brasileiro. A Assembleia é fechada em novembro por divergências com Dom Pedro I. Elaborada pelo Conselho de Estado, a Constituição é outorgada pelo imperador a 25 de março de 1824.

Com a Constituição em vigor e vencidas as últimas resistências portuguesas nas províncias, o processo da separação entre colônia e metrópole está concluído. Contra o liberalismo de setores das elites brasileiras, triunfa o espírito conservador e centralizador de José Bonifácio. “Independência sem revolução” era a expressão usada na época para definir o pensamento do principal conselheiro de Dom Pedro I.

Ele pregava a independência sem mudança de regime, ou seja, sem a proclamação da república, e sem nenhuma mudança social importante, como a extinção da escravidão.

Nome completo do Imperador Dom Pedro I (1798 – 1834): Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

Sua frase histórica: “Viva a independência e a separação do Brasil. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou Morte!”.

Em 7 de setembro de 1822, às 16:30hs.

Vamos saber porque esta data é tão importante para nós brasileiros?

No dia 7 de setembro comemora-se o Dia da Independência do Brasil. Este dia é festejado com desfiles militares no Brasil.

Depois da chegada dos portugueses ao Brasil, nosso país pertenceu a Portugal por muito tempo. O Brasil tinha de fornecer riquezas a Portugal, não podia ter leis próprias, escolher governantes ou vender mercadorias pra outros países. E o povo ainda pagava impostos. Cansados de tanta injustiça, alguns grupos de Brasileiros começaram a querer a independência para ficar livre de Portugal. Teve muita briga até que em 7 de setembro de 1822 o príncipe D. Pedro, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, proclamou a independência do BRASIL.

Você sabia?!

Perto de onde foi proclamada a independência, fica hoje o Museu Paulista, também conhecido como Museu do Ipiranga. Lá encontram-se roupas, objetos, moveis entre outros pertences do Imperador D. Pedro I. O artista Pedro Américo pintou a cena da independência. A obra conhecida como Independência ou morte encontra-se no Museu Paulista.

7 de Setembro
Bandeira do Brasil independente

Esta foi a primeira bandeira do Brasil independente.

Os dois ramos simboliza mas duas riquezas do Império: o fumo e o café.

O Brasil é a nossa pátria, isto é, nosso país. Por isso é que comemoramos o dia em que o Brasil libertou-se de Portugal.

Fonte: historia.portalmidis.com.br/www5d.biglobe.ne.jp/www.encyclopedia.com/www.pngwing.com

 

 

 

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