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Entradas e Bandeiras

No Brasil, no século XVII, alguns homens valentes se introduziram no sertão, movidos pelo desejo de encontrar jazidas de metais preciosos e outras riquezas e, ainda, aprisionar selvagens, a fim de vendê-los como escravos aos colonizadores. Arriscavam-se muitíssimo, e algumas vezes foram massacrados por índios ferozes. Levavam provisões de mandioca, milho, feijão, carne seca e pólvora, bem como redes, onde dormiam. Faziam-se acompanhar dos filhos maiores de 14 anos, de escravos e alguns homens do povoado, que também ambicionavam riquezas. Não raro, ficavam longos períodos afastados da família, alguns deles nem mesmo regressando, vítimas de febres ou picadas de cobras, quando não de flechas indígenas.

Todavia, apesar do objetivo não muito elevado de sua missão, que foi bastante combatido pelos jesuítas, prestaram grande serviço ao Brasil, pois dilataram-lhe as fronteiras, conquistando terras que pertenciam à Espanha, como Goiás, Mato Grosso, grande parte de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Entravam pelas selvas em geral seguindo o curso dos rios ou as trilhas dos índios: daí o nome «entradas». A denominação «bandeiras» ê aplicada à entrada empreendida pelos desbravadores saídos de São Paulo, os que mais se dedicaram a essas expedições. Diz-se que o nome vem do fato de os desbravadores levarem uma bandeira à frente do grupo; outros crêem ser devido ao hábito dos paulistas de provocarem guerras entre os indígenas com o fito de enfraquecê-los, para mais facilmente conseguirem escravizá-los, o que eles próprios classificavam como «levantar bandeira».

Vestiam-se com camisa e calça de algodão, chapéu de abas largas; alguns usavam botas de cano alto e outros, a exemplo dos índios, iam descalços, apenas envolvendo as pernas em perneiras de couro. Protegiam o peito de possíveis flechadas com uma espécie de gibão de couro, acolchoado com algodão.

As bandeiras atravessaram o Brasil em todos os sentidos, chegando, como a de António Raposo Tavares, até o Amazonas, tendo partido de São Paulo. As mais importantes foram as de Fernão Dias Pais e seu genro Borba Gato, que exploraram a região de Minas Gerais, fundando inúmeros povoados, bem como a de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que encontrou ouro perto de Goiás.

Segundo a tradição, para conseguir dos Índios a revelação do exato local onde se achava o ouro cobiçado, Bueno usou de um estratagema: ateou fogo a um pouco de álcool que transportava em um recipiente, ameaçando-os de fazer o mesmo com os rios e fontes, caso se negassem a revelar o que lhes pedia.

Os indígenas atenderam-no, atemorizados, e apelidaram-no de Anhanguera, que significa em tupi «diabo velho» ou «espírito mau».

Fonte: www.scribd.com

ENTRADAS E BANDEIRAS

A partir de 1700, é iniciado no Brasil um processo de alargamento de suas fronteiras com o objetivo de dominar e exterminar os indígenas e as missões dos jesuítas espanhóis, mapeamento do território brasileiro, mineração de ouro e esmeraldas além de outros metais e pedras preciosas, e obtenção de mão-de-obra escrava. As Entradas e Bandeiras surgiram predominantemente em um período em que o Brasil já contava com inúmeros centros populacionais espalhados pelo seu territórios.

Os movimentos originaram-se no nordeste para a região do amazonas e posteriormente para o centro do país. Por outro lado, as Bandeiras partiram de São Vicente, em São Paulo, em direção ao Rio Grande do Sul, além de incursões pela região Centro-Oeste. O movimento das Entradas antecederam às Bandeiras, e ambos possuíram características diversas entre si.

Entradas

Grande parte do território brasileiro era ainda desconhecido: neste período, portanto, as terras ignotas possuíam, para o colonizador, uma aura de mistério que os levava a crer nas grandes riquezas em fontes perenes de metais preciosos ainda não exploradas. Assim nascem as entradas, tendo por objetivos a busca do ouro e o combate e a captura aos "selvagens hostis".

As entradas, portanto, foram os primeiros responsáveis pela dizimação em grande escala das tribos indígenas no Brasil. A ação dos catequizadores, ao passo que se opunha a esta caçada humana, acabava por facilitar o trabalho dos entradistas: a catequização dos índios, que se aglomeravam em aldeias, tornava mais facilitada a própria aniquilação deste povo. Os portugueses ainda aproveitavam as hostilidades entre certas tribos inimigas e jogavam-nas umas contra as outras, tirando grande partido disto. Apesar destes fatos, a luta dos portugueses não se desenvolveu sem perdas: os índios, de grande tradição caçadora e guerreira, opuseram grande resistência ao português. Mas a caçada portuguesa aos indígenas, ainda assim, foi implacável.

Bandeiras

São Paulo foi o grande centro irradiador das Bandeiras. Enquanto as primeiras Entradas possuíam por característica o recrutamento de uma gente aventureira, sem compromissos oficiais, as primeiras Bandeiras foram oficialmente organizadas pelo Governador-geral D. Francisco de Sousa. Possuíram as Bandeiras caráter mais pacífico que guerreiro, embora algumas das bandeiras, com seus sertanistas experientes, foram contratadas para o extermínio de índios ainda rebeldes à colonização e aos negros fugitivos estabelecidos nos quilombos.

Um dos movimentos bandeirantes organizados chegou a percorrer as maiores distâncias de que se tem notícia entre todos os movimentos exploratórios continentais: as jornadas empreendidas por Antônio Raposo Tavares chegaram a somar distâncias percorridas de dez mil quilômetros, abrangendo pioneiristicamente o espaço continental sul-americano. Através das bandeiras, iniciou-se também a exploração do espaço amazônico.

Também a expedição comandada por Fernão Dias Pais foi importante: à procura do ouro, Dias Pais morreu sem vislumbrar seu paraíso de riquezas. Porém, seu filho, Garcia Pais, e seu genro, Manuel de Borba Gato, prosseguiram na busca, fixando-se em Minas Gerais, uma região que atraía muitas outras expedições bandeirantes. Estas que vieram descobriram finalmente as tão almejadas minas auríferas na região das Minas Gerais.

Fonte: www.historiaonline.pro.br

ENTRADAS E BANDEIRAS

Expedições de desbravamento no interior do Brasil na época da colônia. Organizadas com maior freqüência no século XVII, seus principais objetivos são o reconhecimento territorial, a captação de mão-de-obra indígena, a submissão ou eliminação de tribos hostis e a procura de metais preciosos.

As entradas têm seu centro principal de propagação no litoral nordestino, saindo da Bahia e de Pernambuco para o interior em missão geralmente oficial de mapeamento do território. Também combatem os grupos indígenas que ameaçam ou impedem o avanço da colonização, como os caetés, os potiguares, os cariris, os aimorés e os tupinambás. A atuação das entradas estende-se do Nordeste à Amazônia e ao Centro-Oeste, abrangendo ainda áreas próximas do Rio de Janeiro.

As bandeiras, em sua maioria, saem de São Vicente e de São Paulo para o Sul, Centro-Oeste e região mineira. São quase sempre expedições organizadas por paulistas e formadas por familiares, agregados, brancos pobres e muitos mamelucos que têm como meta atacar as missões jesuíticas e trazer índios cativos ou ir em busca de minas de ouro e pedras preciosas. Entre as principais bandeiras destacam-se as de Antônio Raposo Tavares, Fernão Dias Pais Leme, Bartolomeu Bueno da Silva e Domingos Jorge Velho.

Expansão territorial

Oficiais ou particulares, as entradas e bandeiras têm importância fundamental para a expansão territorial e o desenvolvimento da economia colonial. São essas expedições que devassam a Amazônia e ali dão início ao extrativismo das "drogas do sertão" (ervas, resinas, condimentos e madeiras nobres). Entram pelo rio São Francisco, abrindo caminho para o gado, chegam às serras mineiras e descobrem ouro e diamante. Os sertanistas também são usados no combate a escravos negros aquilombados e índios que se opõem à colonização branca. É o caso da bandeira de Domingos Jorge Velho, contratada no final do século XVII para destruir o Quilombo dos Palmares e depois liquidar a resistência dos cariris no Nordeste, na chamada Guerra dos Bárbaros, que se estende de 1685 a 1713.

Fonte: br.geocities.com

ENTRADAS E BANDEIRAS

Bandeirantes

A partir de 1700, é iniciado no Brasil um processo de alargamento de suas fronteiras com o objetivo de dominar e exterminar os indígenas e as missões dos jesuítas espanhóis, mapeamento do território brasileiro, mineração de ouro e esmeraldas além de outros metais e pedras preciosas, e obtenção de mão-de-obra escrava. As Entradas e Bandeiras surgiram predominantemente em um período em que o Brasil já contava com inúmeros centros populacionais espalhados pelo seu territórios. Os movimentos originaram-se no nordeste para a região do amazonas e posteriormente para o centro do país. Por outro lado, as Bandeiras partiram de São Vicente, em São Paulo, em direção ao Rio Grande do Sul, além de incursões pela região Centro-Oeste. O movimento das Entradas antecederam às Bandeiras, e ambos possuíram características diversas entre si.

Entradas

Grande parte do território brasileiro era ainda desconhecido: neste período, portanto, as terras ignotas possuíam, para o colonizador, uma aura de mistério que os levava a crer nas grandes riquezas em fontes perenes de metais preciosos ainda não exploradas. Assim nascem as entradas, tendo por objetivos a busca do ouro e o combate e a captura aos "selvagens hostis".

As entradas, portanto, foram os primeiros responsáveis pela dizimação em grande escala das tribos indígenas no Brasil. A ação dos catequizadores, ao passo que se opunha a esta caçada humana, acabava por facilitar o trabalho dos entradistas: a catequização dos índios, que se aglomeravam em aldeias, tornava mais facilitada a própria aniquilação deste povo. Os portugueses ainda aproveitavam as hostilidades entre certas tribos inimigas e jogavam-nas umas contra as outras, tirando grande partido disto. Apesar destes fatos, a luta dos portugueses não se desenvolveu sem perdas: os índios, de grande tradição caçadora e guerreira, opuseram grande resistência ao português. Mas a caçada portuguesa aos indígenas, ainda assim, foi implacável.

Bandeiras

Bandeirantes

São Paulo foi o grande centro irradiador das Bandeiras. Enquanto as primeiras Entradas possuíam por característica o recrutamento de uma gente aventureira, sem compromissos oficiais, as primeiras Bandeiras foram oficialmente organizadas pelo Governador-geral D. Francisco de Sousa. Possuíram as Bandeiras caráter mais pacífico que guerreiro, embora algumas das bandeiras, com seus sertanistas experientes, foram contratadas para o extermínio de índios ainda rebeldes à colonização e aos negros fugitivos estabelecidos nos quilombos.

Um dos movimentos bandeirantes organizados chegou a percorrer as maiores distâncias de que se tem notícia entre todos os movimentos exploratórios continentais: as jornadas empreendidas por Antônio Raposo Tavares chegaram a somar distâncias percorridas de dez mil quilômetros, abrangendo pioneiristicamente o espaço continental sul-americano. Através das bandeiras, iniciou-se também a exploração do espaço amazônico.

Também a expedição comandada por Fernão Dias Pais foi importante: à procura do ouro, Dias Pais morreu sem vislumbrar seu paraíso de riquezas. Porém, seu filho, Garcia Pais, e seu genro, Manuel de Borba Gato, prosseguiram na busca, fixando-se em Minas Gerais, uma região que atraía muitas outras expedições bandeirantes. Estas que vieram descobriram finalmente as tão almejadas minas auríferas na região das Minas Gerais.

Antes de surgir a primeira vila, antes de surgirem as primeiras plantações de cana-de-açúcar, os portugueses entravam no sertão brasilerio em busca do ouro. Mas quando o açúcar passou a concentrar todas as atenções da Coroa Portuguesa, as entradas tornaram-se raras, a vida da colônia ficou resumida ao litoral.

Os paulistas, vivendo numa pobre cidadezinha do interior, no planalto, longe do açúcar, longe dos rebanhos e do pau-brasil, buscavam sua subsistência na 'caça ao índio'.

No final do Séc. XVI, começou um movimento para o interior, pois o Governo Geral deu impulso à busca de ouro e prata, dando um caráter oficial às bandeiras. E ainda, após choques com os colonos, os jesuítas fundaram missões (reduções) no interior. Isso despertou a cobiça dos bandeirantes, pois existiam milhares de nativos acostumados ao trabalho agrícola, muito mais valiosos que os 'índios bravos'. Dessa forma começaram a atacar as reduções.

Anos depois, quando os índios das missões receberam armas dos espanhóis para defenderem-se, os bandeirantes penetraram cada vez mais no sertão. Foi essa penetração que traçou os contornos aproximados do Brasil atual. O Tratado de Tordesilhas tornou-se uma relíquia do passado e o ouro surgiu como recompensa aos desbravadores do sertão.

Fonte: www.escolavesper.com.br

ENTRADAS E BANDEIRAS

A Organização das bandeiras

Bandeirantes

São Paulo era uma povoação acanhada. O mato crescia por toda parte. Mas era para esse povoado que retornavam os bandeirantes cansados das aventuras, como Raposo Tavares.

Na primeira década do século XVII, logo após o regresso de Nicolau Barreto com inúmeras "peças" (assim eram chamados os escravos, índios ou negros) capturadas, os paulistas lançaram-se ao sertão.

Sucederam-se, desse modo, as bandeiras de Diogo de Quadros (1606), Manuel Preto (1606-1607), Belchior Dias Rodrigues (1607-1609). Os primeiros guerreou os carijós, Manuel Preto voltou da região do Guairá com índios, utilizados em sua fazenda de Nossa Senhora da Expectação (atual bairro da Freguesia do Ó). As outras duas entradas seguiram para a região dos índios "bilreiros", tribo não identificada, provavelmente situada entre os rios Paraná, Paraguai e Araguaia. O certo é que a expedição de Martim Rodrigues foi totalmente destruída.

Em 1610 partiram as entradas de Clemente Álvares, Cristóvão de Aguiar e Brás Golçalves, todas dirigidas ao sertão dos carijós. No ano seguinte foi a vez de Diogo Fernandes e Pêro Vaz de Barros - este último à frente de uma bandeira organizada por D. Luís de Souza, filho de D. Francisco de Souza, destinada a apresar índios nas missões do Guairá para o trabalho nas minas de Araçoiaba. Em 1612, Sebastião Preto seguiu para o Guairá, retornando com muitos índígenas. Três anos depois, Lázaro da Costa tomou rumo sul, enquanto Antônio Pedroso Alvarenga conduzia sua bandeira para os sertões goianos, atingindo o Tocantins e seus afluentes.

Uma vila despovoada de homens

Em 1623, partiram tantas bandeiras que São Paulo tornou-se quase que uma povoação só de mulheres e velhos. Nesse ano, penetraram no sertão, entre outros, Henrique da Cunha Gago e Fernão Dias Leme (tio de Fernão Dias Pais), além de Sebastião e Manuel Preto, que voltavam, mais uma vez, a caçar índios. No ano seguinte, os bandeirantes protestavam, indignados, contra uma provisão do governador, que destinava à Coroa a quinta parte dos indígenas capturados. O apresamento havia-se tornado uma atividade econômica de vulto. Devia, protanto, pagar impostos, da mesma forma que a pesca da baleia e o comércio de pau-brasil.

Organização das bandeiras

Por essa época, as expedições de apresamento e as de prospecção apresentavam formas de organização vastante diferentes. As primeiras, estruturadas militarmente pro D. Francisco de Souza e, mais tarde, pelos mestres-de-campo Manuel Preto e Antônio Raposo Tavares, reuniam milhares de índios, liderados por algumas centenas de mamelucos (mestiços) e portugueses. Dividiam-se me companhias com estados-maiores, vanguardas e flanqueadores. O armamento básico era o arco e flecha, mas contavam também com armas de fogo. As bandeiras de prospecção eram bem menores: alguamas dezenas de sertanistas que se esgueiravam pelas matas, procurando passar despercebidos às tribos guerreiras. Seu armamento era leve, para defesa contra eventuais ataques indígenas e de animais.

Entre os pontos comuns aos dois tipos de expedição estavam a ausência de animais de carga e o fato de evitarem vias fluviais. As regiões serem percorridas eram pedregosas ou cobertas pela mata, mais facilmente cruzadas por homens que estavam em marcha. Quanto aos rios, era junto a eles que estava localizada a amioria das tribos: o percurso por via fluvial teria anulado qualquer efeito de surpresa, essencial para o êxito do apresamento. só no sécvulo XVIII, quando foram descobertas as minas de Cuiabá, é que as monções começaram a seguir pelo rio Tietê - ou Anhembi, como era então denominado - rumo aos centros mineradores de Mato Grosso.

Fonte: www.geocities.com

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