Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Entradas E Bandeiras - Página 4  Voltar

Entradas e Bandeiras

São Paulo era uma povoação acanhada. O mato crescia por toda parte. Mas era para esse povoado que retornavam os bandeirantes cansados das aventuras, como Raposo Tavares (figura ao lado).

Na primeira década do século XVII, logo após o regresso de Nicolau Barreto com inúmeras "peças" (assim eram chamados os escravos, índios ou negros) capturadas, os paulistas lançaram-se ao sertão.

Sucederam-se, desse modo, as bandeiras de Diogo de Quadros (1606), Manuel Preto (1606-1607), Belchior Dias Rodrigues (1607-1609). Os primeiros guerreou os carijós, Manuel Preto voltou da região do Guairá com índios, utilizados em sua fazenda de Nossa Senhora da Expectação (atual bairro da Freguesia do Ó). As outras duas entradas seguiram para a região dos índios "bilreiros", tribo não identificada, provavelmente situada entre os rios Paraná, Paraguai e Araguaia. O certo é que a expedição de Martim Rodrigues foi totalmente destruída.

Em 1610 partiram as entradas de Clemente Álvares, Cristóvão de Aguiar e Brás Golçalves, todas dirigidas ao sertão dos carijós. No ano seguinte foi a vez de Diogo Fernandes e Pêro Vaz de Barros - este último à frente de uma bandeira organizada por D. Luís de Souza, filho de D. Francisco de Souza, destinada a apresar índios nas missões do Guairá para o trabalho nas minas de Araçoiaba. Em 1612, Sebastião Preto seguiu para o Guairá, retornando com muitos índígenas. Três anos depois, Lázaro da Costa tomou rumo sul, enquanto Antônio Pedroso Alvarenga conduzia sua bandeira para os sertões goianos, atingindo o Tocantins e seus afluentes.

Uma vila despovoada de homens

Em 1623, partiram tantas bandeiras que São Paulo tornou-se quase que uma povoação só de mulheres e velhos. Nesse ano, penetraram no sertão, entre outros, Henrique da Cunha Gago e Fernão Dias Leme (tio de Fernão Dias Pais), além de Sebastião e Manuel Preto, que voltavam, mais uma vez, a caçar índios. No ano seguinte, os bandeirantes protestavam, indignados, contra uma provisão do governador, que destinava à Coroa a quinta parte dos indígenas capturados. O apresamento havia-se tornado uma atividade econômica de vulto. Devia, protanto, pagar impostos, da mesma forma que a pesca da baleia e o comércio de pau-brasil.

Organização das bandeiras

Por essa época, as expedições de apresamento e as de prospecção apresentavam formas de organização vastante diferentes. As primeiras, estruturadas militarmente pro D. Francisco de Souza e, mais tarde, pelos mestres-de-campo Manuel Preto e Antônio Raposo Tavares, reuniam milhares de índios, liderados por algumas centenas de mamelucos (mestiços) e portugueses. Dividiam-se me companhias com estados-maiores, vanguardas e flanqueadores. O armamento básico era o arco e flecha, mas contavam também com armas de fogo. As bandeiras de prospecção eram bem menores: alguamas dezenas de sertanistas que se esgueiravam pelas matas, procurando passar despercebidos às tribos guerreiras. Seu armamento era leve, para defesa contra eventuais ataques indígenas e de animais.

Bandeirantes

Entre os pontos comuns aos dois tipos de expedição estavam a ausência de animais de carga e o fato de evitarem vias fluviais. As regiões serem percorridas eram pedregosas ou cobertas pela mata, mais facilmente cruzadas por homens que estavam em marcha. Quanto aos rios, era junto a eles que estava localizada a amioria das tribos: o percurso por via fluvial teria anulado qualquer efeito de surpresa, essencial para o êxito do apresamento. só no sécvulo XVIII, quando foram descobertas as minas de Cuiabá, é que as monções começaram a seguir pelo rio Tietê - ou Anhembi, como era então denominado - rumo aos centros mineradores de Mato Grosso.

Fonte: www.historiaonline.pro.br

Entradas e Bandeiras

Entradas e bandeiras eram os nomes atribuídos às expedições empreendidas no Brasil no período colonial com o fim de explorar o território, buscar riquezas minerais e aprisionar escravos indígenas ou mesmo negros.

Enquanto as Entradas eram financiadas pelos cofres públicos e com o apoio total do governo em nome do rei de Portugal, as Bandeiras eram iniciativas de bravos particulares que com recursos próprios adentravam pelos sertões brasileiros.

Jaime Cortesão é um historiador que chama a atenção para «a precocidade, em Porto Seguro, do movimento de entrada para oeste, em busca de ouro e pedras. Apenas São Vicente e São Paulo se volverão, logo após a chegada do primeiro donatário, centro de uma precoce e espontânea penetração por parte dos primeiros colonos.» Em Porto Seguro, diz ele em seu livro Cabral e as origens do Brasil, «é que se vai formar a lenda da serra das esmeraldas, que levará ao descobrimento definitivo das minas e à exploração intensiva dos sertões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.»

Eram tempos em que a prata era o metal mais estimado, e depois da atroz conquista do México e do Peru pelos espanhóis, a América a tinha derramado no mundo, o tesouro era levado pelos galeões para a Europa. Em 1542 foram descobertas as minas de Potosi, no Alto Peru (hoje, Bolívia) e como a terra era separada da do Brasil por uma linha imaginária, havia a crença geral de que a América portuguesa possuiria também muita prata. Capistrano de Abreu conta que à preocupação pelas minhas já haviam cedido «Cristóvão Jacques e Martim Afonso de Sousa. Nas suas capitanias, esperavam descobri-las João de Barros e sócios. Duarte Coelho contava descobri-las no rio São Francisco e só deixou de ir pessoalmente pesquisá-las por cirscunstâncias alheias à sua vontade. Em Porto Seguro correram notícias de ouro uns quarenta anos depois da viagem de Pedro Álvares Cabral.»

Ao primeiro governador-geral Tomé de Sousa havia sido insistentemente recomendado pela Corte descobrir as minas de ouro e prata. Mandou uma galé ao norte, para ver se, entrando pelos rios dentro na direção onde fica o Peru, se encontravam indícios de minas - mas o barco desapareceu. O historiador Varnhagen diz: « Ás notícias vindas de São Vicente (...) se tinham seguido outras mandadas de Pernambuco pelo provedor-mor Antônio Cardoso; (...) mas eram especialmente as recém-chegadas de Porto Seguro, onde estava o capitão Duarte de Lemos, que mais visos tinham de verdadeiras. Uma partida de gentios, ali arribada do sertão, dava conta de que, para as bandas do grande rio São Francisco, se encontravam serras com esse metal amarelo que iam ter aos rios; e ao mesmo tempo apresentavam mostras de várias pedras finas, entrando neste número algumas verdes como esmeraldas.»

O capitão Duarte de Lemos escreveu ao rei em julho de 1550, de Porto Seguro: garante-lhe que ali «é a terra onde está o ouro, porque de nenhuma destas partes podem ir melhor a ele que por esta» já que o Peru «está na altura de dezessete graus que é onde esta capitania está»... O argumento português era portanto geográfico: devia haver ouro, porque as terras eram contíguas às do Peru.

Entrada de Porto Seguro, 1554

Teve lugar no governo de Tomé de Souza, sob o comando do castelhano Francisco Bruzo de Espinhosa (que consta do processo movido contra o donatário Pero do Campo Tourinho). Teria descido pelo litoral, enveredado pelo vale do rio Pardo, com numerosa expedição, atravessando o vale do rio Jequitinhonha, chegando ao rio São Francisco, cruzando assim o sertão do que hoje é o Estado da Bahia, saindo no atual Estado de Minas Gerais onde se ergue em sua homenagem a cidade de Espinosa. Percorreu tabuleiros de pastagens naturais onde havia até jazidas de sal, e por isso mesmo a zona mais tarde se encheria com numerosos rebanhos, sobretudo a partir do século XVII, com a ação do grande senhor dos sertões, Antônio Guedes de Brito.

Bandeiras

Os integrantes destas expedições recebiam a denominação de Bandeirantes e seu objetivo claro era adentrar no território para além da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, garantindo ainda a expansão do território para Portugal.

Drogas do sertão

Algumas especiarias extraídas do chamado sertão brasileiro na época das entradas e das bandeiras receberam o nome de Drogas do sertão, como por exemplo o urucum e o guaraná.

Caminho geral do sertão

Por décadas os bandeirantes do Vale do Paraíba que rumavam para as terras do ouro, hoje Minas Gerais, mas na época conhecidas como sertão da capitania de São Paulo, à qual pertenciam, cruzavam a Garganta do Embaú, com notável altitude de 1.133m no alto daSerra da Mantiqueira. Era o ponto mais baixo dos cumes da serra, visível de longe, e a partir dela, embrenhavam-se pelo chamado "caminho geral do sertão".

Por esta passagem cruzaram bandeiras como as de Fernão Dias Pais, ntonio Delgado da Veiga e de Miguel Garcia. O caminho, mais tarde, foi trecho da antiga Estrada Real, que fazia descer o ouro de Minas Gerais ao porto de Parati, nos arredores do Rio de Janeiro.

Fonte: pt.wikipedia.org

voltar 1234
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal