"Senhor:
Posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães, escrevam a Vossa Alteza a (...) A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi, segunda feira, 9 de março.(...) não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza, o melhor que eu puder, ainda que, para o bem contar e falar, o saiba fazer pior que todos(...)""Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha"
Era um domingo, na segunda semana de março de 1500.

E é o próprio Dom Manuel I que, cercado de grande pompa, assiste à missa na Capela de Nossa Senhora de Belém, diante da praia de Restêlo. Há luzes, incenso e cânticos neste Domingo, 8 de março de 1500.
Um pouco atrás do rei estão as maiores personalidades da corte, solenemente vestidas de luto , como se usava nessa despedida. O bispo de Ceuta, Dom Diogo de Ortiz, celebra da missa , faz um longo sermão, augurando bom êxito à viagem
Depois, abençoa a bandeira das armas reais e a Cruz da Ordem de Cristo - símbolo da fé e dos grandes feitos marítimos portugueses, o rei entrega a Pedro Álvares Cabral, alcaide-mor de Azurara e Senhor de Belmonte, junto com um barrete, presente do papa.
Terminada a missa, a comitiva se encaminha para a praia. À frente está o bispo com os acólitos, precedidos do porta-cruzes e acompanhados dos frades da Ordem de Cristo, com tochas na mão. Dom Manuel e Cabral vem a seguir secundados pelos cortesãos, capitães e tripulantes dos navios. Soam trombetas, flautas, tambores. E o povo acompanha o cortejo fazendo coro aos cânticos solenes. Em grandes botes enfeitados, Cabral e seus homens rumam para as naus ancoradas ao largo, no rio Tejo.
A tarde, com a chegada de ventos propícios, os navios demandam à barra. Começa a longa viagem rumo ao Descobrimento do Brasil, era segunda feira, 9 de março de 1500.
São aproximadamente 1500 homens, entre mercadores, pilotos, oficiais maiores, carpinteiros, caldeireiros, ferreiros, torneiros, soldados e técnicos em navegação.
As caravelas tinham dois ou , mais freqüentemente, três mastros, com popa alta de dois pavimentos, eram ligeiras e facilmente manobráveis. Cada uma transportava perto de 120 homens e, apesar de não serem navios de guerra, possuíam poderosos canhões. Mas a frota compunha-se também de naus mais possantes e maiores, sólidas, preferidas para o transporte de mercadorias.
Eram ao todo treze navios, naus e caravelas, capazes de navegar com vento muito fraco. Sua capacidade variava entre 50 a 100 toneladas, e sua velocidade média aproximava-se dos 13 quilômetros horários. Costeavam praias perigosas e, quando bem dirigidos, podiam até navegar contra o vento.
No comando das treze embarcações, que compõem a esquadra estão alguns dos mais ilustres navegadores do reino:
01 Nau Capitânia desconhecida Pedro Alvares Cabral 02 Nau Sota-Capitânia El-Rei Sancho Tovar 03 Nau desconhecida Simão de Miranda de Azevedo 04 Nau desconhecida Aires Gomes da Silva 05 Nau desconhecida Vasco de Ataíde 06 Nau Anunciada Nuno Leitão da Cunha 07 Nau desconhecida Simão de Pina 08 Nau desconhecida Luis Pires 09 Nau desconhecida Nicolau Coelho 10 Caravela desconhecida Bartolomeu Dias 11 Caravela desconhecida Diogo Dias 12 Caravela S. Pedro Pêro de Ataíde 13
Naveta de antimentos desconhecida Gaspar de Lemos
Afonso Lopes Piloto
João de Sá O escrivão, físico, o mestre João, médico e cirurgião do rei.
Pero Vaz de Caminha Escrivão da feitoria que se ia fazer em Calicute.
Frei Henrique Soares de Coimbra Chefiava os frades franciscanos.
Pero de Escobar Piloto, foi com Vasco da Gama na sua primeira viagem à Ásia.
Aires Correia seria o feitor de Calicute.
Na manhã de 2 de maio , Caspar de Lemos toma o rumo de Portugal, levando as cartas do capitão-mor Pedro Álvares Cabral, de outros capitães, do físico Mestre João e do escrivão -Pero Vaz de Caminha, além de amostras da vegetação local, toras de pau-brasil, arco e flechas, enfeites indígenas e papagaios de cores berrantes. Neste mesmo dia, o resto da esquadra retorna o caminho das Índias. Ficaram em terra os dois degredados e dois grumetes que haviam fugido.
Onze dias depois de sair do Brasil, a frota de Cabral é atingida por violenta tempestade. Os vagalhões arremessam os barcos para o alto e para os lados, como se fossem de brinquedos. As pressas, as velas são recolhidas, os mastros seguros e o leme amarrados. Gritos cruzando o tombadilho, os homens trabalham rápido, na ânsia de sobreviver. É preciso manter as naus vazias de água, impedir que o casco aderne com as ondas e o vento. Mas nem todos conseguem. Naufraga um navio, depois outro. Estão próximos do cabo da Boa Esperança, e mais uma nau afunda. Finalmente, tão rápida quanto viera, a tempestade desaparece. A frota perdera quatro embarcações. Entre os mortos está Bartolomeu Dias, que anos antes descobrira este lugar, agora seu túmulo .
Reduzida a sete navios, a esquadra aporta em Moçambique, na costa oriental da África. Todas as naus estão ali, menos a de Digo Dias, que, navegando sozinha, descobre uma ilha imensa, à qual dá o nome de São Lourenço (hoje Madagascar).
Com apenas seis navios, Cabral prossegue até a ilha de Angediva. E, três meses após deixar o Brasil, Cabral ancora em Calicute, onde não consegue , a princípio, estabelecer relações amistosas com a população.
Depois de um ataque dos muçulmanos, em que mais de trinta portugueses foram mortos, Cabral tomou todas as embarcações fundeadas no porto, confiscou-lhes a carga e mandou incendiá-las. E durante dois dias bombardeou a cidade, até obter a rendição. Então estabelece uma feitoria e celebra tratados de paz. De Calicute, Cabral segue para Canamor, onde se abastece de gengibre e canela. E lá assina novos tratados de paz.
A 16 de janeiro de 1501, Cabral toma o caminho de volta. Na altura de Melinde, mais uma nau afunda. Uma outra e mandada a Sofala, para explorações. E,. com apenas quatro naus Cabral aporta em Moçambique, para fazer reparos em suas embarcações.
A esquadra se junta novamente na altura do cabo da Boa Esperança e segue viagem. De um total de treze navios, o Tejo recebia de volta apenas seis caravelas. Sete foram tragadas pelo mar.
Lisboa inteira festejou a chegada da frota e homenageou Cabral. Os portugueses se alegravam porque aquele viagem era a consolidação do comércio com o Oriente. E isso era atestado pelo carregamento de especiarias, porcelanas e sedas trazido pelas naus. Essa carga foi o suficiente para cobrir todas as despesas da viagem.
Começa para Portugal um período de grande riqueza. Dom Manuel já pode anunciar o sucesso das viagens, pois, pelo tratado de Tordesilhas, as terras lhe pertenciam por direi-to. Escreve aos reis da Espanha contando a viagem de Cabral, mas omite propositadamente a extensão da terra descoberta e a rota utilizada por Cabral na sua viagem às Índias.
O aumento do seu poder leva o soberano a adotar novos títulos. Dom Manuel agora é "Rei de Portugal e dos Algarves, de Aquém e de Além-mar em África, Senhor da Guiné, da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia". Na euforia do domínio das rotas indianas, objeto principal em cem anos de navegações, a descoberta do Brasil passava quase despercebida.
" Assim chega a noite de 22 de abril de 1500. Os marinheiros recolhem velas e baixam âncoras. Os navios vão esperar o dia para se aproximar da costa. Na proa do seu barco, um homem não tira os olhos da terra que a noite vai apagando. É Pedro Alvares Cabral a contemplar a terra que descobrira. Brasil."
E' Vinte e três de abril, 1500, o sol acaba de nascer. Lá está a terra Descoberta, a foz de um rio e um punhado de indivíduos bronzeados andando pela praia. Os capitães se reúnem na Caravela de Cabral. Pero Vaz de Caminha, na carta que enviaria depois ao Rei Dom Manoel, conta que Cabral, como primeira medida, resolve mandar um pequeno barco, com Nicolau Coelho, ver o lugar de perto. Junto à boca do rio, dezoito ou vinte homens se aproximaram do escaler,
A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência"todos nus, sem nenhuma coisa que lhes cobrisse suas vergonhas". Os homens traziam arcos e setas, mas a um sinal dos portugueses baixaram as armas.
Ai deu-se então uma troca de presentes entre descobridores e indígenas. Nicolau Coelho deu-lhes um barrete vermelho, uma carapuça de linho e um chapéu preto: e recebeu em troca um cocar de plumas compridas, que terminava com penas vermelha e castanhas, e um colar de pequenas contas brancas. Depois disso, o português voltou a bordo.
A noite foi de chuva e ressaca, tornando impraticável o desembarque. Levantou-se grossa ventania, sendo recolhidas todas as ancoras. Era preciso encontrar porto mais seguro. Por isso a armada subiu a costa durante todo o dia seguinte, com os navios menores à frete.
Após viajar 10 léguas, encontraram "um arrecife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, (a atual baía de Cabrália, entre a ilha da Coroa Vermelha e a baía rasa de Santa Cruz, no Estado da Bahia). Ancoraram ali, e Cabral mandou à terra seu piloto Afonso Lopes, para fazer sondagens a toda volta da baía. Ao voltar, Pero Vaz de Caminha assim os descreve:
E tomou dois daqueles homens da terra levou-os à Capitaina, onde foram recebidos com muito prazer e festa.
O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, aos pés uma alcatifa por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro, mui grande, ao pescoço. E Sancho de Tovar, e Simão de Miranda, e Nicolau Coelho, e Aires Corrêa, e nós outros que aqui na nau com ele íamos, sentados no chão, nessa alcatifa. Acenderam-se tochas. E eles entraram. Mas nem sinal de cortesia fizeram, nem de falar ao Capitão; nem a alguém. Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata!
Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali.
Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele.
Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados.
Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora.
Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais.
Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Mas, apesar de tudo, os visitantes pareciam sentir-se à vontade.
Caminha conta que eles se estenderam no tapete e se prepararam para dormir. Cabral, amavelmente, mandou buscar almofadas para lhes por debaixo das cabeças e com uma coberta cobriram sua nudez. O que teriam achado de tais confortos, mingúem sabe.
No dia seguinte, pela manhã, depois de fundear mais próximo da terra, Cabral mandou Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias levarem de volta os dois homens, e deu a cada um deles uma camisa nova, uma carapuça vermelha e um rosário de contas brancas, que os índios enrolaram no braço, além de vários chocalhos e guizos. E mandou com eles um criminoso condenado ao exílio, Afonso Ribeiro, que deveria ficar em terra.
O Domingo, dia 25, amanheceu cheio de sol. Cabral pediu que fosse celebrada missa e feito um sermão. E mandou que todos os capitães se preparassem e o acompanhassem a uma ilhota verde, hoje Coroa Vermelha, dentro da baia, e com toda tripulação presente, Frei Henrique celebrou a missa. Uma multidão de homens nus olhava admirada e com grande interesse para estes seres sadios do mar que entoavam canções tão estranhas.
Após a missa, em reunião na sua nau, com a presença de todos os comandantes e de Caminha, Cabral decide enviar a notícia da descoberta ao Rei Dom Manual, pois talvez ele quisesse mandar outra esquadra para reconhecer mais detalhadamente a nova terra, ao invés de confiar essa tarefa a uma armada a cominho da Índia. Para isso destaca o navio de mantimentos, comandada por Gaspar de Lemos. Decidiu-se não enviar nativos para Portugal, mas deixa em terra dois degredados, que poderiam servir de informantes quando um próximo navio chegasse.
A semana seguinte foi de explorações. Cabral esteve em terra várias vezes e organizou diversas excursões para conhecer melhor o lugar. Houve brincadeiras, danças, novas trocas de presentes. A beleza das mulheres causa admiração aos português.
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam.E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela.
Terminadas as festas e brincadeiras, todos puseram-se a trabalhar. A tripulação abasteceu as naus com lenha e água. Mestre João - o físico, com os pilotos e o grande astrolábio, fez observações em terra, localizou a constelação do Cruzeiro do Sul e escreve um relatório de tudo ao rei. Caminha continuou a escrever sua longa carta. A única coisa que faltava antes de partirem era deixar um padrão que garantisse a terra para Portugal contra todos os que viessem. Para isso, os carpinteiros fizeram uma cruz gigante a ser erguida na praia. E, a l.º de maio, numa Sexta feira, esta cruz foi levada em processão até a margem. Tinhas as armas de Portugal esculpidas, e foi colocada à entrada da floresta, debaixo de qual se improvisaram um pequeno altar. E assim rezaram uma segunda missa, sob olhar de aproximadamente 150 indígenas. Caminha registra:
E quando se veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles se levantaram conosco, e alçaram as mãos, estando assim até se chegar ao fim; e então tornaram-se a assentar, como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, eles se puseram assim como nós estávamos, com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados que certifico a Vossa Alteza que nos fez muita devoção.
Terminada a missa, iniciaram-se os preparativos para deixar aquela terra que Cabral batizara de Vera Cruz, e Caminha assim escreveu:
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa.Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo;
Fonte: www.geocities.com
O descobrimento do Brasil, aconteceu no dia 22 de abril de 1500, pelos europeus deu-se no contexto da expansão marítima que ocorreu em fins do século XV. A suspeita da existência de terras a ocidente era bastante forte, sobretudo, após a primeira viagem de Cristóvão Colombo (1492), o que explica a insistência do rei de Portugal dom João II durante as negociações do Tratado de Tordesilhas (1494) para estender até 370 léguas a oeste de Cabo Verde as possíveis terras portuguesas. A presença de navegadores espanhóis no litoral brasileiro em 1499-1500 é discutida.

É o caso, por exemplo, de Alonso de Ojeda, que teria chegado ao Rio Grande do Norte, de Vicente Yáñez Pinzón, que partiu de Palos, em 18 de novembro de 1499, e positivamente desembarcou no litoral do brasileiro. Chegou ao cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, que chamou de Santa Maria de la Consolación. No entanto, alguns historiadores acham que pode ter sido a ponta de Mucuripe ou a ponta da Jabarana, no Ceará. Seguindo em direção noroeste descobriu a embocadura do rio Marañon e a do Orinoco que chamou de mar Dulce. Ainda no litoral norte descobriu o cabo de São Vicente, atualmente cabo Orange.
Um mês depois da partida de Pinzón, Diego de Lepe seguiu a mesma rota explorando a costa do Brasil ao sul do cabo de Santo Agostinho. Do lado português, é provável que Duarte Pacheco Pereira, autor do Esmeraldo de situ orbis, tivesse estado no Brasil em 1498 ou 1499. Entretanto, a descoberta oficial deu-se com a expedição de Pedro Álvares Cabral, fidalgo português nomeado pelo rei para comandar a expedição que se destinava à Índia, dando continuidade à abertura da rota para aquela região descoberta, em 1498, por Vasco da Gama. A frota de Cabral era composta por 13 navios, financiados com capitais reais e particulares, inclusive de comerciantes estrangeiros.
Partiu de Lisboa no dia 9 de março de 1500. Acompanhavam Cabral navegadores experientes como Bartolomeu Dias, o descobridor do Cabo da Boa esperança, Nicolau Coelho, Sancho de Tovar e Gaspar de Lemos. A viagem até o Brasil estendeu-se até o dia 22 de abril, quando foi avistado no litoral sul do estado da Bahia um monte, batizado de monte Pascoal. A nova terra foi primeiramente chamada Vera Cruz e, no ano seguinte, Terra de Santa Cruz. Só posteriormente seria denominada Brasil em decorrência da abundância da árvore pau-brasil existente, no século XVI, na mata Atlântica. A esquadra permaneceu no Brasil até o dia 2 de maio, tendo sido rezadas duas missas, pelo franciscano frei Henrique de Coimbra (26 de abril e 1º de maio). Foram feitos contatos com indígenas e deixados alguns degredados. A expedição seguiu viagem para a Índia, enviando-se Gaspar de Lemos de volta a Portugal para informar ao rei a descoberta. O principal documento que narra tais eventos é a carta escrita ao rei dom Manuel I, o Venturoso pelo escrivão Pero Vaz de Caminha.
Fonte: www.brasilnoar.com.br