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Governo Campos Sales

 

Após ser eleito juntamente com o Vice Francisco de Assis Rosa e Silva, preocupou-se principalmente com as finanças do país, abaladas não só pelas conseqüências do Encilhamento como também pela agitação política.

Para a 'execução de sua política financeira, tomou Campos Sales algumas providências, antes mesmo de assumir a presidência da República. Negociou com banqueiros estrangeiros (principalmente ingleses) um acordo denominado Funding Loan, pelo qual ficavam suspensos durante algum tempo os pagamentos de juros dos empréstimos anteriores, contraindo-se, para isso, novo empréstimo.

Funding Loan (1898)

Pelo acordo, que visava a solucionar a dívida externa nacional, foi concedido um empréstimo de 10 milhões de libras.

O Brasil teria 3 anos para iniciar o pagamento dos juros (de 5% ao ano) e 13 anos para começar a pagar os serviços da dívida, tendo 63 anos para concluir o pagamento. Com efeito, somente em 1961 foi paga a última parcela deste empréstimo.

Saneamento Financeiro

Para que o empréstimo fosse efetivado, exigiram os credores que as finanças públicas fossem reorganizadas.

Na execução de seu programa financeiro contou Campos Sales com o ministro Joaquim Murtinho. Foram feitos cortes nos gastos públicos, inclusive suspendendo algumas obras, aumentaram-se alguns impostos, desvalorizou-se o câmbio, restringiu-se o crédito e houve "enxugamento monetário", chegando o dinheiro a ser queimado. Tais medidas provocaram queixas amargas e acusações de que se estava retardando o progresso do país. Realmente, tal fato pôde ser constatado posteriormente, com o agravante de que capitais estrangeiros haviam passado a controlar grande parte da economia nacional. Houve desemprego e recessão.

Política dos Governadores

Para tranqüilidade de sua administração organizou Campos Sales a chamada "política dos governadores", que consistia no seguinte: os senadores e deputados correligionários dos governadores dos Estados teriam amplo prestígio junto ao Governo Federal. Este receberia em troca o apoio dos governadores estaduais na execução da política geral do país. Diminuía assim, naturalmente, a importância dos partidos, ao mesmo tempo em que se consolidavam as oligarquias locais. Foi nesse período que se consolidou o voto de cabresto, através dos currais eleitorais.

O resultado imediato da política dos governadores foi a formação de oligarquias estaduais que, apossando-se da direção dos Estados, realizariam, daí em diante, eleições nem sempre (para não dizer nunca) isentas de fraudes e sufocariam prontamente tentativas de rebeldia como as surgidas no Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Goiás. Ao mesmo tempo, Minas Gerais e São Paulo demograficamente mais fortes, conquistaram o primeiro plano na direção da política republicana.

O órgão responsável por fiscalizar as eleições - uma espécie de Tribunal Superior Eleitoral da época - era a Comissão de Verificação dos Poderes, formada por 5 deputados. Eram indicados sempre aliados do governo, o que impedia qualquer oposição de se instalar. Foram denominadas votações de "eleições a bico-de-pena", vez que a Comisssão fraudava qualquer resultado favorável à oposição. Apelidou-se a fraude eleitoral de degola.

Fonte: elogica.br.inter.net

Governo Campos Sales

MANUEL FERRAZ DE CAMPOS SALES ( Campos Sales ) 1898 – 1902

Nasceu em Campinas, São Paulo, a 13 de fevereiro de 1841, filho de Francisco de Paula Sales e D. Ana Cândida de Sales.

Bacharelou-se em Direito na Faculdade de São Paulo.

Foi deputado provincial pelo Partido Liberal em 1867.

Aderiu ao Partido Republicano, sendo um dos signatários do Manifesto republicano de 1870.

Foi eleito deputado geral em 1885. Proclamada a República, foi Ministro da Justiço da Governo Provisório.

Senador na Constituinte de 1890, interrompeu o mandato por Ter sido eleito presidente do Estado de São Paulo.

Eleito Presidente da República, de 15 de novembro de 1898 à 15 de novembro de 1902, visitou a Argentina em caráter oficial, passando o exército do Governo a Francisco de Assis Rosa e Silva de 19 de outubro a 08 de novembro de 1900.

O seu governo caracterizou-se pela atenção dada à situação financeira do País.

Antes de assumir o Governo, visitou a Europa, onde entrou em entendimento com os credores, estabelecendo uma severa política fiscal a cargo do Ministro da Fazenda Joaquim Murtinho. Para fortalecer o Governo estabeleceu a chamada "política dos governadores", pela qual as bancadas dos Estados prestigiadas pelos chefes das unidades teriam o reconhecimento assegurado em troca de apoio que dariam ao Governo Federal.

A severidade na cobrança dos impostos diminuiu-lhe a popularidade, mas, ao deixar o Governo, as finanças se encontravam em boas situações.

Em 1906, voltou a ocupara a cadeira de senador por São Paulo. Faleceu a 28 de junho de 1913.

Fonte: www.geocities.com

Governo Campos Sales

Advogado, nascido na cidade de Campinas, estado de São Paulo, em 15 de fevereiro de 1841.

Foi presidente da comissão central do Partido Republicano de São Paulo (1889), tendo sido deputado provincial por essa legenda (1882-1883 e 1888-1889). Foi ministro da Justiça do governo provisório (1889-1891) e senador por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891).

Residindo na Europa (1892-1893), atuou como colaborador do Correio Paulistano.

Governou o estado de São Paulo (1894-1898). Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1898.

Foi novamente senador por São Paulo (1909-1912), e assumiu o cargo de ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina (1912).

Faleceu na cidade de Santos, estado de São Paulo, em 28 de junho de 1913.

Período presidencial

A eleição de Campos Sales expressou o triunfo da oligarquia cafeeira paulista, diante do esfacelamento da atividade política dos militares "jacobinos", envolvidos na tentativa de assassinato do presidente Prudente de Morais. Campos Sales concebeu a chamada "política dos governadores", que consistia em apoiar os grupos dominantes aliados ao governo federal em cada estado.

Esse apoio estava condicionado à garantia de eleição, para o Congresso, de candidatos que defendessem o governo central, no que se refere às políticas nacionais, visto que Campos Sales instituiu a Comissão de Verificação pela qual os grupos politicamente dominantes validavam ou não o resultado de uma eleição.

A crise financeira foi enfrentada, momentaneamente, mediante a obtenção em Londres de um novo empréstimo, o funding loan - empréstimo para consolidar uma dívida. Esse acordo financeiro suspendeu temporariamente a cobrança de juros dos empréstimos anteriores, possibilitando que os recursos provenientes do novo empréstimo fossem utilizados para a criação de condições materiais para saldar seu débito.

Campos Sales criou o Instituto de Manguinhos, voltado, entre outras atribuições, para a fabricação de vacinas contra a peste bulbônica. O Brasil contava, em 1900, com 17.318.554 habitantes, dos quais 64% viviam no campo.

Resumo

Nome completo: Manuel Ferraz de Campos Sales
Primeira-dama:
Ana Gabriela de Campos Sales
Nascimento:
Campinas - 15 de fevereiro de 1841
Profissão: Advogado
Período de Governo: 15.11.1898 a 15.11.1902 (04a)
Idade ao assumir: 57 anos
Partido Político:
PRP
Tipo de eleição:
direta
Votos recebidos: 420.286 (quatrocentos e vinte mil duzentos e oitenta e seis)
Posse: em 15.11.1898, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Manoel de Queirós Matoso Ribeiro
Data da Morte:
28 de junho de 1913
Local da Morte:
Santos (SP)

Mandato de Campos Sales

Início do mandato: 15 de novembro de 1898
Fim do mandato: 15 de novembro de 1902
Tempo de Mandato: 4 anos
Vice-Presidente: Francisco de Assis Rosa e Silva
Precedido por: Prudente de Morais
Sucedido por: Rodrigues Alves

Fonte: www.portalbrasil.eti.br

Governo Campos Sales

4°presidente da República.

Período de 1898 a 1902.

Paulista.

Deu inicio à Política dos Governadores.

Principal acontecimento foi a negociação da dívida brasileira em 1898 com os banqueiros credores: o funding-loan.

Consistia basicamente na suspensão do pagamento da dívida por três anos, mais o empréstimo de dez milhões de libras esterlinas que seria reincorporado à dívida principal em dez anos, o que na realidade significaria a suspensão do pagamento da dívida por treze anos, e o compromisso brasileiro de não contrair novos empréstimos e reduzir parte do papel-moeda em circulação.

Ministro da Fazenda era Joaquim Murtinho deu inicio a uma política financeira deflacionista valorizador da moeda através do congelamento de salários, aumento de impostos. As conseqüências foram a redução do poder aquisitivo da população, o desemprego e falências dos açucareiros do nordeste.

A elite foi beneficiada, uma vez que possibilitou a manutenção do padrão e margem de ganho, transferindo para a população assalariada os prejuízos da economia: a socialização das perdas.

Política externa: a Questão do Amapá, conflito diplomático entre o Brasil e a Guiana Francesa. A questão foi favorável ao Brasil.

Fonte: www.cdb.br

Governo Campos Sales

1841 - 1913

Manuel Ferraz de Campos Salles nasceu no dia 13 de fevereiro de 1841, em Campinas, São Paulo.

Em 1872 já era um dos grandes líderes da facção paulista republicana. Na convenção republicana de Itu, realizada em 1873, defendeu a indenização dos proprietários de escravos na questão do abolicionismo, representando uma segurança para os senhores aristocratas.

Em 1884 era deputado pelo partido em São Paulo e tomava uma atitude de neutralidade sem apoiar liberais nem conservadores. Seu próximo cargo político foi o de Ministro da Justiça no governo de Deodoro da Fonseca.

Governo Campos Sales
Governo Campos Sales

Eleito em 1898 para a presidência da república, Campos Salles se dedicou basicamente aos problemas de ordem econômica, que não eram poucos num país que se encontrava falido após sucessivas revoltas dentro do seu território.

Em viagem para a Europa negociou o funding-loan, tratado assinado com banqueiros ingleses que marcou o início da sua política deflacionária. Com o objetivo de controlar a oposição, instalou a chamada Política dos Governadores que era um acordo entre governo e as principais oligarquias. As dissidências praticamente isoladas do poder político se tornaram cada vez mais radicais e passaram a representar uma forte oposição.

Ao fim de seu governo, Campos Salles ganhou uma enorme impopularidade, pois mesmo tendo melhorado a situação do tesouro, empobrecera ainda mais as camadas populares. Vaiado e apedrejado em sua saída do Catete, deixou um ambiente de tensão para o seu sucessor Rodrigues Alves. Campos Salles chegou a ser cogitado para reeleição em 1906, mas desistiu apesar de seu desejo de reparar as vaias recebidas ao deixar ao governo.

Campos Salles morreu na cidade de Santos, São Paulo, no dia 28 de junho de 1913.

Fonte: br.geocities.com

Governo Campos Sales

Governo Campos Sales
Governo Campos Sales

Campos Sales foi o presidente que montou a estrutura política que garantiu por muitos anos o controle do país pelos cafeicultores paulistas. Esse período da história, que durou até 1930, ficou conhecido como "República dos Fazendeiros". Foi chamada também de "República Café-com-Leite", devido ao rodízio entre mineiros e paulistas na presidência da República.

Manuel Ferraz de Campos Sales nasceu na cidade de Campinas (SP), em 15 de fevereiro de 1841. Sua família, rica e influente, era proprietária de muitas fazendas de café. De todos os irmãos, foi o mais aplicado nos estudos. Os professores diziam que tinha futuro. Aos 15 anos, o jovem "Maneco", como era carinhosamente chamado em casa, foi para São Paulo. Aprendeu várias línguas e cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde se destacou como grande orador. Em 1863, se formou advogado com notas máximas nos exames.

Depois de terminar a faculdade, Campos Sales voltou para Campinas e se casou com sua prima Ana Gabriela, no dia 8 de junho de 1865. O casal teve 10 filhos.

Em 1867, ele se filiou ao Partido Liberal e foi eleito deputado em São Paulo. Em 1870, entrou para o Partido Republicano e se tornou um dos grandes líderes do partido. Na Convenção de Itu, realizada em 1873, representou os interesses dos fazendeiros e defendeu a indenização dos proprietários de escravos na questão do abolicionismo.

Campos Sales foi eleito senador por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891) e escolhido como Ministro da Justiça do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca. Morou na Europa, nos anos de 1892 e 1893. Nesse período, escreveu as "Cartas da Europa", publicadas no jornal Correio Paulistano.

Voltou ao Brasil e foi eleito Presidente da Província de São Paulo. Governou de 1894 a 1898. Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República, em 15 de novembro de 1898.

Na presidência do Brasil, ele foi um político habilidoso.

Criou a chamada "política dos governadores": uma troca de apoio entre os governadores dos estados e o presidente. Campos Sales ajudava a eleger os deputados indicados pelo governadores e os deputados apoiavam o presidente no Congresso. A estratégia funcionava através da manipulação das eleições. Os poderosos em cada estado, grandes fazendeiros chamados de "coronéis", escolhiam os candidatos para os cargos políticos. Como nas eleições o voto era aberto e não secreto, os "coronéis" negociavam favores em troca de votos. Ou até mesmo forçavam o eleitor a votar no candidato indicado por ele. Era o chamado "voto de cabresto". O esquema permitiu que um pequeno grupo de pessoas ricas e influentes controlassem o poder no Brasil. Por isso, também chamamos esse período de oligárquico, que significa governado por poucos.

Para garantir total apoio no Congresso, Campos Sales criou a Comissão de Verificação. Depois das eleições, os candidatos eleitos ainda deviam ser diplomados pela Comissão para poderem assumir os cargos. Os deputados favoráveis ao presidente tomavam posse, os contrários eram impedidos, sofriam a chamada "degola".

Preocupado com a saúde pública, o presidente criou o Instituto de Manguinhos, voltado, entre outras atribuições, para a fabricação de vacinas contra a peste bubônica.

Na área da economia, Campos Sales e o Ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, colocaram em prática um plano para estabilizar as finanças e reduzir a inflação.

O presidente fechou um acordo com os banqueiros ingleses, chamado de "funding-loan", que estabeleceu um novo empréstimo ao Brasil e um prazo maior para pagar as dívidas em atraso.

Cortou gastos e criou um novo imposto: um selo que deveria ser colocado nas mercadorias em circulação. A chamada "Lei do Selo" causou aumento nos preços dos alimentos e tornou Campos Sales bastante impopular. Ganhou nas ruas o apelido de "Campos Selos".

Quando deixou o governo, Campos Sales foi vaiado desde a saída do Palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro, até a estação, onde pegou o trem que o levou de volta para São Paulo. Ele continuou a carreira política como senador por São Paulo e assumiu o cargo de embaixador do Brasil na Argentina, em 1912.

Campos Sales sempre foi um homem vaidoso, se vestia com elegância e freqüentava os salões de barbearia para manter aparado o bigode e o cavanhaque.

Também mantinha alguns hábitos simples. Na época da presidência, gostava de passar as horas de folga andando de bicicleta com a família pela Praia do Flamengo e não usava a carruagem oficial para ir à cidade.

Morreu na cidade de Santos, estado de São Paulo, em 28 de junho de 1913.

Fonte: www.presidencia.gov.br

Governo Campos Sales

Manuel Ferraz de Campos Sales (Campinas, 15 de Fevereiro de 1841 — Santos, 28 de junho de 1913) foi um advogado e político brasileiro, terceiro presidente do Estado de São Paulo, de 1897 a 1898, presidente da República entre 1898 e 1902.

Formação e início da carreira

Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873.

Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral de 1885 a 1888 e deputado provincial (1889).

Com a Proclamação da República, foi nomeado ministro da justiça, no governo de Deodoro da Fonseca.

Governo Campos Sales
Governo Campos Sales

Elegeu-se senador em 1891, mas renunciou ao cargo em 1896, para se tornar governador do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897.

Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italina na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de canudos.

Na Presidência da República

Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem.

Julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.

Desenvolveu a chamada política dos governadores, através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, através da qual tentou obter o apoio do Congresso através de relações de clientelismo e favorecimento político entre o governo central, representado por si próprio enquanto presidente, estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que estes apoiassem a política do governo federal.

O quarto presidente do Brasil, Campos Sales, numa nota de 10 mil réis de 1925.Na economia, Campos Sales decidiu que a resolução do problema da dívida externa era o primeiro passo a ser tomado. Em Londres, o presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como "funding loan". Com esse acordo, suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente; o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente; a dívida começaria a ser paga em 1911, com o prazo de 63 anos com juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia.

Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de "saneamento" econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinho, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros.

Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Sua política foi acusada de extremamente recessiva, para usarmos um termo atual.

Recebeu a alcunha de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência por causa de sua política de ajuste financeiro mal compreendida pela população.

Após a presidência

Governo Campos Sales

Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina.

Durante as articulações (demarches) para a eleição presidencial de 1914 seu nome chegou a ser lembrado para a presidência, mas faleceu repentinamente em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.

Fonte: www.camaradecachoeira.mg.gov.br

Governo Campos Sales

Governo Campos Sales (1898/1902)

No governo Campos Sales foi firmado um pacto de poder chamado de Política dos Governadores. Baseava-se num compromisso político entre o governo federal e as oligarquias que governavam os estados tendo por objetivo acabar com a constante instabilidade que caracterizava o sistema político federativo.

A Política dos Governadores estabelecia que os grupos políticos que governavam os estados dariam irrestrito apoio ao presidente da República, em contrapartida o governo federal só reconheceria a vitória nas eleições dos candidatos pertencentes aos grupos que o apoiavam.

O governo federal firmava acordos com os grupos políticos que já detinham o poder, e a partir daí diplomava somente os candidatos da situação garantindo-se, desse modo, a perpetuação desses grupos no governo. Com poucas ou nenhuma chance de chegar ao poder por via eleitoral restava aos grupos da oposição juntarem-se aos grupos políticos da situação.

Essa aliança reforçou o poder das elites agrárias mais influentes do país. Os estados mais ricos da federação (SP e MG) dispunham das mais prósperas economias devido a produção em larga escala do principal produto de exportação brasileiro, o café. As oligarquias desses estados conquistaram influência nacional e governaram de acordo com seus interesses.

Funding Loan

O enfrentamento da crise econômica foi o alvo principal das medidas do governo de Campos Sales. Começou com a renegociação da dívida externa do país, com os credores ingleses. Os banqueiros europeus, principalmente os britânicos, fizeram um novo acordo financeiro com o Brasil chamado de funding loan.

Por esse acordo, os banqueiros fizeram um vultoso empréstimo de cerca de 10 milhões de libras ao Brasil e aceitaram uma moratória, isto é, a suspensão temporária do pagamento dos juros e da dívida externa. Como garantia do acordo, os banqueiros fizeram algumas exigências ao governo brasileiro, que as aceitou.

Essas garantias determinavam que, se o acordo não fosse honrado pelo governo brasileiro, os credores ingleses tinham direito a toda a renda das alfândegas do Rio de Janeiro e de outros Estados caso fosse necessário, às receitas da Estrada de Ferro Central do Brasil e do serviço de abastecimento de água do Rio de Janeiro.

Fonte: www.anglopiracicaba.com.br

Governo Campos Sales

Manuel Ferraz de Campos Sales -1841 - 1913

Presidente da república brasileira (1898-1902) nascido em Campinas, SP, cuja política conservadora não foi das mais populares, porém se mostrou eficaz na obtenção de créditos internacionais e no saneamento das finanças.

De uma rica família de fazendeiros de café, formou-se em direito em São Paulo (1863) e filiou-se ao Partido Liberal.

Um dos promotores da convenção de Itu, que organizou o Partido Republicano Paulista (1873), elegeu-se deputado geral (1885).

Com a proclamação da república, tornou-se o primeiro ministro da Justiça do governo de Deodoro da Fonseca.

Assumiu o governo de São Paulo (1894) e foi eleito presidente da república (1898), com o apoio da chamada concentração, grupo formado pelas bancadas dos grandes estados, dissidentes do Partido Republicano Federal.

Seu governo enfrentou uma séria crise econômica e sua política financeira acarretou numerosas falências, acompanhada de manifestações de protesto estudantis e operárias, mas através de uma rigorosa política deflacionária instituiu a contenção das despesas públicas e cumpriu o pagamento da dívida externa nos termos do empréstimo de consolidação acertado no governo de Prudente de Morais.

Na política interna reduziu as chances da oposição, favorecendo as vitórias parlamentares de oligarquias estaduais aliadas.

Na política externa, o fato mais importante foi o retorno à vida pública de Joaquim Nabuco, como advogado do Brasil na questão da Guiana Inglesa e a nomeação do barão do Rio Branco como embaixador em Berlim, depois de ter resolvido a questão do Amapá.

Entregou o governo ao eleito Rodrigues Alves com o crédito internacional reestabelecido e com o país em condições de desenvolver um programa de modernização.

Morreu em Santos, litoral do Estado de São Paulo.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

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