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Governo Castelo Branco

O Supremo Comando Revolucionário, que assumiu o poder em 1964, decretou através do ato Institucional nº 1 a escolha de um novo presidente para o Congresso Nacional, que deveria governar até 31 de janeiro de 1966. O escolhido, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, chefe do Estado-Maior do Exército, teve seu mandato prorrogado até 15 de março de 1967. O Ato Institucional nº 1 permitia também a suspensão dos direitos políticos de qualquer cidadão durante dez anos e a cassação de mandatos parlamentares.

Castelo Branco pregava o respeito à Constituição de 19646. No entanto, durante o seu governo, foram criados vários instrumentos de controle, como o Serviço Nacional de Informações (SNI) -- órgão de inteligência ligado às Forças Armadas -- e uma lei de greve que, na prática, impedia a realização de greves de qualquer natureza. Outros atos institucionais estabeleceram eleições indiretas para o governo estadual, que por seu turno nomeava os prefeitos das capitais. Milhares de pessoas ligadas ao governo deposto foram punidas, centenas de sindicatos sofreram intervenções. Todos os partidos políticos existentes foram extintos; em seu lugar, o governo criou dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reunia os partidários do novo regime; e o Movimento Democrático Brasileiro (MBD), única oposição permitida pelos militares, que pretendiam dessa forma manter as "aparências parlamentares" do movimento de 64.

Em fins de 1966 o Congresso Nacional foi fechado e, no inicio do ano seguinte, foi convocado para aprovar uma nova Constituição, promulgada em 24 de janeiro de 1967.

As medidas econômicas adotadas no governo de Castelo Branco tinham por objetivo combater a inflação e favorecer a retomada dos investimentos.

Nesse sentido, o novo governo:

revogou a Lei de Remessa de Lucros proposta por João Goulart, beneficiando o capital estrangeiro investido no Brasil (novos empréstimos foram negociados com o FMI)

estabeleceu o controle sobre os salários

instituiu a correção monetária, operação destinada a atualizar o poder aquisitivo da moeda, segundo índices determinados pelo governo

criou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em substituição ao antigo sistema de estabilidade e de indenização dos trabalhadores demitidos

fundou o Banco Nacional de Habitação (BNH) que, obtendo os recursos do FGTS, deveria financiar a construção de casas populares;
criou o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária e o Estatuto da Terra.

Apesar de não atingir as metas propostas, as medidas de Castelo Branco criaram condições para o crescimento econômico que ocorreu posteriormente.

Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (Fortaleza, 20 de setembro de 1900 — Fortaleza, 18 de julho de 1967) foi um militar e político brasileiro, primeiro presidente do regime militar instaurado pelo golpe militar de 1964.

Nomeado chefe do Estado-Maior do exército por João Goulart em 1963, Castello Branco foi um dos líderes do Golpe de Estado de 31 de Março de 1964, que depôs Goulart. Eleito presidente pelo Congresso, assumiu a presidência em 15 de Abril de 1964, e ficou no posto até 15 de Março de 1967. Durante seu mandato, Castello Branco desmantelou a esquerda do Congresso e aboliu todos os partidos. Ele promoveu reformas econômicas e tributárias, e foi sucedido pelo seu ministro de Guerra, Marechal Costa e Silva.

Castello Branco faleceu logo após deixar o poder, em um acidente aéreo. Era filho do General Cândido Borges Castello Branco e de D. Antonieta Alencar Castello Branco.

Carreira

Seu início de carreira foi na escola militar de Rio Pardo no Rio Grande do Sul, tendo sido declarado aspirante a oficial em 1921 e designado para o 12º Regimento de Infantaria em Belo Horizonte. Em 1923 alcançou o posto de primeiro tenente, e então foi para a Escola Militar de Realengo como instrutor de infantaria em 1927.

Na FEB, planejou e implementou manobras militares na Amazônia e no IV Exército. Foi diretor do ensino da Escola do Estado Maior.

Promovido a capitão em 1938, tenente coronel em 1943, e marechal da reserva ao tomar posse da presidência da República em 1964.

Em 1955, ajudou a remodelação administrativa do Exército e apoiou o movimento militar chefiado pelo ministro da Guerra, general Henrique Lott, que garantiu a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek.

Meses depois, quando organizações sindicais resolveram entregar ao ministro uma espada de ouro, Castello rompeu duramente com Lott. A imprensa registrou alguns momentos desse desentendimento

Influência Acadêmica

Quando capitão, foi estudar na França na École Supérieur de Guerre, onde aprendeu temas táticos, técnicas de domínio sócio-político, e temas sobre a publicidade e censura, entre outros.

Quando tenente coronel, estudou no Fort Leavenworth War School, nos EUA, onde aprimorou seus conhecimentos de tática e estratégia militar, absorvendo boa parte da cultura guerreira norte-americana.

Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial

Foi chefe de seção de operações da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, permanecendo durante trezentos dias nos campos de batalha. Enviou sessenta cartas, à sua esposa dona Argentina Vianna Castello Branco e a seus dois filhos.

Fonte: www.bairrodocatete.com.br

Governo Castelo Branco

Humberto de Alencar Castelo Branco - Militar, nascido na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, em 20 de setembro de 1897. Estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, na Escola Militar de Realengo, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada, na Escola de Estado-Maior e na Escola de Aviação Militar. Integrou a Seção de Planejamento e Operações da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Foi subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), comandante da Escola de Estado-Maior e diretor do departamento de estudos da Escola Superior de Guerra (ESG). Promovido a general-de-exército (1962), foi nomeado comandante do IV Exército, em Recife (1962-1963), e designado chefe do Estado-Maior do Exército (1963-1964). Foi um dos principais articuladores do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Através de eleição indireta passou a exercer o cargo de presidente da República em 15 de abril de 1964. faleceu no Ceará, em 18 de julho de 1967, em acidente aéreo.

Período presidencial - O governo de Castelo Branco foi marcado pela criação de um aparato legal que procurou legitimar o progressivo endurecimento do regime. As sucessivas manifestações de oposição ao governo resultaram em intervenção em sindicatos, extinção de entidades de representação estudantis, invasão de universidades, detenções e prisões indiscriminadas. Para muitos, a saída foi o exílio. Uma das primeiras medidas do governo foi o rompimento de relações diplomáticas com Cuba, assinalando a mudança de orientação da política externa brasileira, que passaria a buscar apoio econômico, político e militar nos Estados Unidos.

Em junho de 1964, foi criado o Serviço nacional de Informações (SNI), órgão encarregado das atividades de informação e contra-informação no interesse da segurança nacional. Em julho, foi aprovada a emenda constitucional n° 9, que prorrogou o mandato de Castelo Branco até 15 de março de 1967. Mantida a eleição direta para governador de estado em 3 de outubro de 1965, a oposição venceu na Guanabara (atual cidade do Rio de Janeiro) e Minas Gerais, provocando uma reação do governo.

Novos atos institucionais foram promulgados, ampliando os poderes do executivo: o AI-2, em 27 de outubro de 1965, que instituiu eleições indiretas para a presidência e vice-presidência da República, a extinção dos partidos políticos e o julgamento de civis por tribunais militares; o ato complementar n° 4 (AC-4), de 20 de novembro de 1965, que estabeleceu novas regras para a reorganização partidária e impôs a formação de somente duas agremiações, que foram organizadas no prazo previsto, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), de apoio ao governo, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição; o AI-3, de 5 de fevereiro de 1966, que determinava eleições indiretas para o governo dos estados e a indicação dos prefeitos das capitais pelos governadores; e o AI-4, de 7 de dezembro de 1966, que convocava o Congresso Nacional para votar a nova Constituição, promulgada em 24 de janeiro de 1967.

Na área econômica, foi implementado o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), com o objetivo de conter a inflação, retomar o crescimento econômico e normalizar o crédito. Em 1964, destacaram-se a criação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central. Nesse mesmo ano, foi criado o Banco Nacional de Habitação (BNH), com o objetivo de promover a construção e a aquisição de moradias pelas classes de menor renda. Em setembro de 1966, o governo instituiu o Fundo de garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que substituiu a estabilidade do trabalhador no emprego, e em novembro, unificou os institutos de aposentadoria e pensões, criando o Instituto Nacional de previdência Social (INPS).

Em janeiro de 1967 entrou em vigor a nova Constituição federal, que seria duramente criticada nos meios políticos e praticamente derrogada, em dezembro de 1968, pelo ato institucional n° 5. Em fevereiro de 1967 foi baixado o decreto que autorizou a entrada em circulação do cruzeiro novo, a nova unidade monetária e, em março, entraram em vigor duas importantes leis que definiram os limites do novo regime: a Lei de Imprensa, que restringia a liberdade de expressão, e a Lei de Segurança Nacional, que definiu os crimes contra a segurança nacional e a ordem política e social.

O Brasil e o mundo - O ano de 1964 foi marcado, nos Estados Unidos, pela premiação de Martin Luther King com o Nobel da Paz; a inglesa Mary Quant lançou a minissaia e os Beatles, o seu primeiro filme; no Brasil, era inaugurado o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e estreava o show Opinião. Em 1965, os conflitos raciais intensificaram-se nos Estados Unidos, especialmente em Los Angeles; Malcom X e o reverendo James Reeb foram assassinados. Houve o primeiro bombardeio americano ao Vietnã do Norte e manifestações estudantis contrárias, em Washington. Na corrida espacial, a União Soviética lançou a Voskbod II e os Estados Unidos a Gemini IV. Uma força interamericana invadiu a República Dominicana e sufocou um levante popular. No Brasil, era fundada a Rede Globo de Televisão; intelectuais foram presos durante conferência da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi lançada a Revista Civilização Brasileira. Na China, em 1966, Mao Tsé-Tung dava início à Revolução Cultural. No Brasil, realizavam-se os festivais de música popular pela TV Excelsior e TV Record, onde foi lançado o programa Jovem guarda, foi fundado o Teatro Casa Grande e a seleção brasileira eliminada da Copa do Mundo na Inglaterra. No início de 1967, três astronautas americanos da Apollo I morreram em exercício na plataforma de lançamento de Cabo Kennedy e, no Brasil, o escritor brasileiro Antônio Callado lançou Quarup.

Fonte: www.portalbrasil.eti.br

Governo Castelo Branco

Nascimento: Messejana(Fortaleza)-CE, em 20.09.1900
Falecimento: Mondumbim(Fortaleza)-CE, em 18.07.1967
Profissão: Militar (Marechal)
Período de Governo: 15.04.1964 a 15.03.1967 (02a11m)
Idade ao assumir: 64 anos
Tipo de eleição: indireta
Votos recebidos: 361 (trezentos e sessenta e um)
Posse: em 15.04.1964, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Auro Soares Moura Andrade, a fim de completar o qüinqüênio a terminar em 31.01.1966
Afastamento: em 26.03.1965, por motivo de viagem, período em que assumiu o Vice-Presidente
Observação: A Emenda Constitucional nº 09 de 22.07.1964, prorrogou os mandatos do Presidente e do Vice-Presidente até 15.03.1967

Vice-Presidente: José Maria de Alkmim

Nascimento: Bocaiúva - MG,em 11.06.1901
Falecimento: Belo Horizonte - MG, em 22.04.1974
Profissão: Advogado/Jornalista
Período de Governo: 15.04.1964 a 15.03.1967 (02a11m)
Idade ao assumir: 63 anos
Tipo de eleição: indireta
Votos recebidos: 361 (trezentos e sessenta e um )
Posse: em 15.04.1964, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Auro Soares Moura Andrade, a fim de completar o qüinqüênio a terminar em 31.01.1966
Observação: Exerceu a Presidência, por três horas, em 26.03.1965, por ocasião da inauguração da Ponte da Amizade, entre o Brasil e Paraguai, na ausência do titular

Fonte: www.planalto.gov.br

Governo Castelo Branco

Governo Castelo Branco
Governo Castelo Branco

1897 - 1967

Presidente militar da república brasileira (1964-1967) nascido em Fortaleza, CE, primeiro presidente do regime militar, que introduziu profundas alterações na legislação trabalhista e na economia e, para assegurar a nova ordem, cassou mandatos e suspendeu direitos políticos de opositores durante toda sua gestão. Filho do general-de-brigada Cândido Borges Castelo Branco, na época major, e de dona Antonieta de Alencar Castelo Branco.

Estudou no Liceu Piauiense, em Teresina PI, e no Colégio Militar de Porto Alegre, RS, de onde passou para a Escola Militar de Realengo. Na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, classificou-se em primeiro lugar, cursando depois a Escola Superior de Guerra da França e a Escola de Comando e Estado-Maior dos Estados Unidos. Como tenente-coronel, integrou o primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira, a FEB, chefiando a seção de operações do estado-maior (1944-1945).

Nomeado general comandou a 8a e 10a Regiões Militares, a guarnição da Amazônia e o IV Exército, sediado em Recife. Chefiava o estado-maior do Exército, ao ser deflagrado o movimento político-militar de 31 de março (1964). Por consenso entre os militares, foi escolhido em 9 de abril, com o AI-1, para completar o mandato do presidente João Goulart, e referendado pelo Congresso que depois (1966), em 24 de julho, prorrogaria seu mandato até 15 de março do ano seguinte (1967).

Encomendou ao ministro do Planejamento, Roberto de Oliveira Campos, a formulação da nova política econômica e intensificou as reformas jurídico-institucionais que visavam a preservar o novo regime. Na política promulgou quatorze emendas constitucionais. Editou o Ato Institucional nº 2, pelo qual suspendeu as garantias constitucionais, dissolveu os 13 partidos políticos existentes, além de estabelecer outras providências. Uma nova constituição foi elaborada para institucionalizar as reformas de seu governo, um projeto de autoria do ministro da Justiça Carlos Medeiros Silva, aprovada pelo Congresso e entrou em vigor a 15 de março (1967), na posse do marechal Costa e Silva.

Desenvolveu uma política de segurança nacional onde sua prioridade sobre os direitos e garantias individuais baseavam-se no disposto nas leis de segurança nacional e de imprensa, votadas anteriormente. No social inovou o sistema de vínculo empregatício, com o fim da estabilidade do trabalhador por tempo de serviço, e criou o fundo de garantia e o Banco Nacional de Habitação, incumbido de investir na construção de casas populares os recursos oriundos das contribuições de empregados e empregadores.

Essas e outras medidas visavam modificar a legislação trabalhista patrocinada pelo governo de Getúlio Vargas e que o liberalismo econômico considerava paternalista e antieconômica. Após terminar seu mandato, retirou-se da vida pública e morreu em um acidente aéreo no Ceará, em 18 de julho do mesmo ano.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Governo Castelo Branco

Governo Castelo Branco
Governo Castelo Branco

Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu na cidade de Fortaleza (CE), em 20 de setembro de 1897. Militar, foi promovido a general-de-exército em 1962 e ocupou o posto de Chefe do Estado-Maior do Exército em 1963 e 1964. Ele foi um dos organizadores do golpe militar que depôs o presidente João Goulart em 1964.

Após o golpe, os militares decretaram o Ato Institucional nº1 (AI-1) e convocaram eleições indiretas para presidente. Os deputados do Congresso Nacional elegeram Castelo Branco para presidir o país até janeiro de 1966, mas uma emenda constitucional prorrogou o mandato até 15 de março do ano seguinte.

No governo de Castelo Branco, o Brasil rompeu relações diplomáticas com Cuba e passou a buscar apoio econômico, político e militar nos Estados Unidos. Muitas manifestações de oposição ao golpe aconteceram no país. O governo militar respondeu com intervenção em sindicatos, extinção de entidades estudantis, invasão de universidades e prisões indiscriminadas. Para muitos, a saída foi o exílio (viver em outro país).

Em junho de 1964, foi criado o Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão encarregado das atividades de informação e contra-informação do governo. O mandato de Castelo Branco foi marcado pela imposição de leis, por meio de Atos Institucionais, que tentaram legalizar o progressivo endurecimento do novo regime e ampliaram os poderes do Executivo.

Castelo Branco implementou o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), com o objetivo de conter a inflação, retomar o crescimento econômico e normalizar o crédito. Em 1964, criou o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central.

Em setembro de 1966, o governo instituiu o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Em março de 1967, decretou duas importantes leis que definiram os limites do novo regime: a Lei de Imprensa, que diminuía a liberdade de expressão, e a Lei de Segurança Nacional

Castelo Branco morreu no Ceará, em um acidente aéreo, em 18 de julho de 1967, poucos meses depois de deixar o governo.

Fonte: www.resumos.com.br

Governo Castelo Branco

Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (Fortaleza, 20 de setembro de 1900 — Fortaleza, 18 de julho de 1967) foi um militar e político brasileiro, primeiro presidente do regime militar instaurado pelo golpe militar de 1964.

Nomeado chefe do Estado-Maior do exército por João Goulart em 1963, Castello Branco foi um dos líderes do Golpe de Estado de 31 de Março de 1964, que depôs Goulart. Eleito presidente pelo Congresso, assumiu a presidência em 15 de Abril de 1964, e ficou no posto até 15 de Março de 1967. Durante seu mandato, Castello Branco desmantelou a esquerda do Congresso e aboliu todos os partidos. Ele promoveu reformas econômicas e tributárias, e foi sucedido pelo seu ministro de Guerra, Marechal Costa e Silva.

Castello Branco faleceu logo após deixar o poder, em um acidente aéreo. Era filho do General Cândido Borges Castello Branco e de D. Antonieta Alencar Castello Branco.

Carreira

Seu início de carreira foi na escola militar de Rio Pardo no Rio Grande do Sul, tendo sido declarado aspirante a oficial em 1921 e designado para o 12º Regimento de Infantaria em Belo Horizonte. Em 1923 alcançou o posto de primeiro tenente, e então foi para a Escola Militar de Realengo como instrutor de infantaria em 1927.

Na FEB, planejou e implementou manobras militares na Amazônia e no IV Exército. Foi diretor do ensino da Escola do Estado Maior.

Promovido a capitão em 1938, tenente coronel em 1943, e marechal da reserva ao tomar posse da presidência da República em 1964.

Em 1955, ajudou a remodelação administrativa do Exército e apoiou o movimento militar chefiado pelo ministro da Guerra, general Henrique Lott, que garantiu a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek.

Meses depois, quando organizações sindicais resolveram entregar ao ministro uma espada de ouro, Castello rompeu duramente com Lott. A imprensa registrou alguns momentos desse desentendimento

Influência Acadêmica

Quando capitão, foi estudar na França na École Supérieur de Guerre, onde aprendeu temas táticos, técnicas de domínio sócio-político, e temas sobre a publicidade e censura, entre outros.

Quando tenente coronel, estudou no Fort Leavenworth War School, nos EUA, onde aprimorou seus conhecimentos de tática e estratégia militar, absorvendo boa parte da cultura guerreira norte-americana.

Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial

Foi chefe de seção de operações da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, permanecendo durante trezentos dias nos campos de batalha. Enviou sessenta cartas, à sua esposa dona Argentina Vianna Castello Branco e a seus dois filhos.

Publicações e ensaios acadêmicos

Escreveu alguns ensaios militares que condiziam com sua doutrina e sua carreira: Alto Comando da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai, A Doutrina Militar Brasileira, A Estratégia Militar, A Guerra, O Poder Nacional, Tendências do Emprego das Forças Terrestres na Guerra Futura. Além de seus ensaios deixou cerca de 3.000 documentos manuscritos.

Em 1962, em seu ensaio A Guerra escreveu:

(sic) ...A guerra revolucionária é uma luta de classes, de fundo ideológico, imperialista, para a conquista do mundo; tem uma doutrina, a marxista-leninista. É uma ameaça para os regimes fracos e uma inquietação para os regimes democráticos. Perfaz, com outros, os elementos da guerra fria.

(sic) ...A guerra fria foi concebida por Lênin para, de qualquer maneira, continuar a revolução mundial soviética. É uma verdadeira guerra global não declarada. Obedece a um planejamento e tem objetivos a conquistar, desperta entusiasmo e medo em grupos sociais e reações contrárias na opinião pública.

(sic) ...Seus objetivos capitais: dissociação da opinião pública, nacional e internacional, criação da indecisão e, o principal, retirar das nações a capacidade de luta.

(sic)...0 nacionalismo é uma posição decisiva para uma nação, sobretudo na época atual. Não pode ser uma panacéia para os seus males, nem uma operação de guerra, e muito menos uma conspiração de sentido internacional. Seus grandes males atuais são principalmente dois nos países subdesenvolvidos: um, o desvinculamento com o meio; outro, o de ser, às vezes, um instrumento nacional e internacional do comunismo soviético. É também um grande penacho dos ditadores e candidatos a ditador.

(sic)...As divisões que têm lavrado no Exército são mais conseqüências de lutas político-partidárias do que separações existentes nos meios militares ( ... ). Legalistas e revoltosos, a partir de 1922 e por pouco tempo. Em 1930 surge a alternativa revolucionários e anti-revolucionários, que desaparece pouco a pouco. A partir de 1955, governistas e golpistas, em meio a ódios e ressentimentos mantidos pelos comunistas e pela política partidária fardada e à paisana. Em seguida, esses mesmos elementos lançaram a injúria sobre o Exército de que seus oficiais se dividiam entre nacionalistas e entreguistas, enquanto a oficialidade era fiel à honra do Brasil e à sua independência política e econômica. Agora, renasce a teimosia, com a divisão alardeada em legalistas e golpistas. Politiqueiros e comunistas estão interessados em que tal exista. Isso amofina o Exército.

(sic)...Forças Armadas não fazem democracia. Mas garantem-na. Não é possível haver democracia sem Forças Armadas que a garantam. Daí, dizer Forças Armadas democráticas. Como é isto, então? Sim. Entra na sua doutrinação o fim de defender as instituições democráticas ( ... ). Muita gente diz que as Forças Armadas são democráticas quando há militares políticos e que conhecem a máquina de conduzir o Estado. Os generais aprendem isso para melhor situarem-se no cumprimento da destinação das Forças Armadas.

(sic)...Qual o militar que não tem ouvido, desde jovem tenente, a frase enunciada por doutores, congressistas, banqueiros, comerciantes, industriais e nunca pelo chamado homem do povo: '0 Exército precisa tomar conta disso!"? É permanecer no regime legal ou marchar para a ilegalidade ( ... ). A questão tem interessado muito mais ao meio civil que ao próprio Exército.

(sic) Acreditam os senhores que o Exército tenha dentro de suas fileiras um conflito ideológico? Já se pode dizer que a luta entre duas ideologias que, de fato, lavra em setores da nossa nação, tenha se prolongado no Exército? Pessoalmente, eu não acredito. 0 Exército tem em suas fileiras alguns comunistas, uns atuantes, outros de ação bem dissimulada e vários timidamente embuçados. Tais elementos não constituem, porém, uma parte apreciável de um grande todo, a ser, então, considerado como dividido ideologicamente.

(sic) As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha antidemocrática de servir a ditaduras fascistas ou sindico-comunistas.

Fonte: pt.wikipedia.org

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