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Governo Fernando Collor de Mello

Primeiro governo civil brasileiro, eleito por voto direto desde 1960. Foi também o primeiro escolhido dentro das regras da Constituição de 1988, com plena liberdade partidária e eleição em dois turnos. Collor, ex-governador de Alagoas, político jovem e com amplo apoio das forças conservadoras, derrotou no segundo turno da eleição, Luiz Inácio "Lula" da Silva, migrante nordestino, ex-metalúrgico e destacado líder da esquerda. Entre suas promessas da campanha estão a moralização da política e o fim da inflação. Para as elites, ofereceu a modernização econômica do país consoante a receita do neoliberalismo. Prometeu a redução do papel do Estado, a eliminação dos controles burocráticos da política econômica, a abertura da economia e o apoio às empresas brasileiras para se tornarem mais eficientes e competitivas perante a concorrência externa.

Plano Collor - No dia seguinte ao da posse, ocorrida em 15 de março de 1990, o Presidente lançou seu programa de estabilização, o plano Collor, baseado em um gigantesco e inédito confisco monetário, congelamento temporário de preços e salários e reformulação dos índices de correção monetária. Em seguida, tomou medidas duras de enxugamento da máquina estatal, como a demissão em massa de funcionários públicos e a extinção de autarquias, fundações e empresas públicas. Ao mesmo tempo, anunciou providências para abrir a economia nacional à competição externa, facilitando a entrada de mercadorias e capitais estrangeiros no país.

Os planos de modernização econômica e de reforma adminsitrativa são bem recebidos, em geral. As elites políticas e empresariais apoiaram a desregulamentação da economia e a redução da intervenção estatal no setor.

Corrupção - Mas, já em 1991, as dificuldades encontradas pelo plano de estabilização, que não acabou com a inflação e aumentou a recessão, começaram a minar o governo. Circulam suspeitas de envolvimento de ministros e altos funcionários em uma grande rede de corrupção. Até a primeira-dama, Rosane Collor, dirirgente da LBA, foi acusada de malversação do dinheiro público e de favorecimento ilícito a seus familiares.

As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa campanha da imprensa. Em 25 de abril de 1992, Pedro Collor, irmão do Presidente, deu uma explosiva entrevista à revista "Veja". Nela, falou sobre o "esquema PC" de tráfico de influência e de irregularidades financeiras organizadas pelo empresário Paulo César Farias, amigo de Collor e caixa de sua campanha eleitoral. A reportagem teve enorme repercussão e a partir daí surgiram novas revelações sobre irregularidades no governo. Em 26 de maio, o Congresso nacional instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de irregularidades. Logo depois, a revista "ISTOÉ" publicou uma entrevista de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. Ele confirmou que as empresas de PC faziam depósitos com regularidade nas contas fantasmas movimentadas pela secretária. Essas informações atingiram diretamente o Presidente.

Impeachment - Surgiram manifestações populares em todo o país. Os estudantes organizaram diversas passeatas pedindo o Impeachment do Presidente. Depois de um penoso processo de apuração e confirmação das acusações e da mobilização de amplos setores da sociedade por todo o país, o Congresso Nacional, pressionado pela população, votou o impeachment (impedimento) presidencial. Primeiramente, o processo foi apreciado na Câmara dos deputados, em 29 de setembro de 1992, e, depois, no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O Parlamento decidiu afastar Collor do cargo de Presidente da República e seus direitos políticos são cassados por oito anos. Foi também denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção.

Fonte: elogica.br.inter.net

Governo Fernando Collor de Mello

Nascimento:

Rio de Janeiro - RJ, em 12.08.1949

Profissão:

Jornalista

Período de Governo:

15.03.1990 a 02.10.1992 (02a06m17d)

Idade ao assumir:

40 anos

Tipo de eleição:

direta sendo disputada em 2 turnos

Votos recebidos:

1º turno: 20.611.030 (vinte milhões seiscentos e onze mil e trinta); 2º turno: 35.089.998 (trinta e cinco milhões oitenta e nove mil novecentos e noventa e oito)

Posse:

em 15.03.1990, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Nelson Carneiro

Afastamento:

várias vezes, por motivo de viagem, períodos em que assumiu o vice-Presidente

Observação:

Foi o primeiro Presidente eleito pelo voto popular depois de 25 anos de regime de exceção. Seu curto período de Governo foi marcado por escândalos de corrupção o que levou a Câmara dos Deputados a autorizar a abertura do processo de Impeachment em 02.10.1992 e Collor foi afastado do poder. Na sessão de julgamento, a 29.12.1992, o Presidente Fernando Collor, às doze horas e trinta minutos renunciou ao mandato para o qual fora eleito. Os Senadores aprovaram a inabilitação política de Fernando Collor por oito anos.

Biografia:

Nascido no Rio de Janeiro a 12 de agosto de 1949, Fernando Afonso Collor de Mello é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Alagoas, além de jornalista profissional. De uma família política tradicional do nordeste, elegeu-se prefeito de Maceió em 1979 e deputado federal em 1982.

Em 1987, foi eleito governador de Alagoas e, dois anos depois, abandonou o cargo para concorrer à presidência da república nas primeiras eleições diretas do país desde 1960. Com uma campanha baseada na sua juventude em oposição aos velhos generais do regime militar, Collor venceu as eleições após uma disputa acirrada com Lula, candidato do PT.

No governo, além de defender uma economia liberal, lançou um plano que trazia de volta o Cruzeiro e confiscava contas correntes, cadernetas de poupanças e outros investimentos por 18 meses. Utilizava-se também de uma forte campanha de marketing. Uma imagem de vigor era passada em todos os meios de comunicação, ao mostrar o presidente andando de Jet Ski e avião supersônico. No entanto, um escândalo de corrupção envolvendo o presidente e outros políticos veio chocar a população brasileira. Desvio de dinheiro e contas fantasma envolviam Fernando Collor, sua esposa e amigos. Foi desencadeada uma forte campanha pelo impeachment. O movimento estudantil estava de volta e passeatas foram organizadas por todo o país. Eram os "caras-pintadas" pedindo justiça.

Collor foi afastado definitivamente do governo em dezembro de 1992. Perdeu seus direitos políticos por oito anos e foi julgado e considerado inocente do crime de corrupção passiva. Partiu para uma viagem turística que incluía Aspen e Disney World, dizendo-se vítima de um complô e anunciando pretender retomar a carreira política. Paulo César Farias, o primeiro acusado de todo esquema, foi morto em 1997.

Fernando Collor deixou de ser, recentemente, presidente da Organização Arnon de Mello, de rádio, jornal e TV.

Fonte: www.agbcuritiba.hpg.ig.com.br

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