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Governo Washington Luís

 

(1926 - 1930)

O período governamental que encerraria a "República Velha" teve início a 15 de novembro de 1926, quando tomaram posse nos cargos de Presidente e Vice-presidente Washington Luís e Fernando de Melo Viana, respectivamente.

Governo Washington Luís
Washington Luís

Governar é construir estradas

Duas grandes preocupações destacam-se no programa administrativo do novo Governo: construção de estradas e reforma financeira. Logo são iniciadas as grandes rodovias Rio - São Paulo e Rio - Petrópolis, esta última visando posteriormente a prolongar-se até Belo Horizonte. Atribuiu-se a Washington Luís o lema "governar é construir estradas". Empenhou-se também o Governo em conseguir a estabilização monetária mediante a formação de reservas em ouro, inicialmente obtido através de empréstimos.

De maneira geral, entretanto, nossa situação econômica não era boa. Nosso principal produto, o café, desde 1925 ultrapassou suas possibilidades de exportação em virtude do crescimento contínuo dos cafezais; bastaria dizer que, sendo a produção anual média de 21 milhões de sacas, o consumo mundial atingia apenas 14 milhões delas. Convém lembrar que, garantindo a manutenção de preços compensadores para o café, já haviam os Governos pretéritos negociado empréstimos em condições onerosas. Além disso, praticamente não mais se exportava borracha e o cacau sofria uma seriíssima crise.

O racha das oligarquias

Politicamente também não ia bem o regime. A representação popular havia sempre sido uma farsa. As fraudulentas eleições, feitas pelos chefes políticos ou "coronéis", se por um lado mantinham no poder seus representantes, por outro provocavam um natural desejo de reformas, que encontraria eco, sobretudo, entre a oficialidade mais jovem. Gerou-se assim o "tenentismo" que admitia ser a corrupção o vício fundamental do regime, contra o qual, aliás, estruturalmente nada de especial tinha a opor. Só posteriormente é que os líderes tenentistas aderiram a propostas mais concretas, tanto comunistas como nazi-fascistas.

A escolha dos candidatos à sucessão presidencial funcionará como um estopim para a mais importante revolução da História republicana. Apresentavam-se como prováveis candidatos Júlio Prestes, Getúlio Vargas e Antônio Carlos de Andrada.

Júlio Prestes, governador de São Paulo, havia sido líder do Governo na Câmara Federal e em torno do seu nome giravam as simpatias do Catete. No entanto, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de o candidato ser mineiro.

Getúlio Vargas, deixando a Pasta da Fazenda, ocupou o Governo do Rio Grande do Sul. O grande Estado sulino, em virtude das divisões e ressentimentos locais, jamais conseguiu coesão política suficiente para que um rio-grandense exercesse a presidência da República, não obstante ter Pinheiro Machado conseguido, consoante já analisado, uma verdadeira hegemonia entre os grandes chefes políticos do país. Mesmo no Império, jamais um gaúcho havia sido indicado para a presidência do Conselho de Ministros. Vargas compreendeu bem o problema. Sucedendo a Borges de Medeiros, tratou de apaziguar os grupos políticos antagônicos do seu Estado, formando uma "frente única".

Antônio Carlos de Andrada, governador de Minas Gerais, aspirava também à sucessão presidencial.

Suas possibilidades enquadravam-se na política tradicional de alternância no poder de paulistas e mineiros, chamada pelo povo de política café-com-leite, porquanto representava a força econômica dos grandes Estados: São Paulo (produtor de café) e Minas Gerais (produtor de lacticínios).

Em São Paulo surgiu o Partido Democrático, que reunia a oligarquia local dissidente. Os entendimentos políticos evoluíram no sentido de agruparem-se em torno de Getúlio Vargas as forças da oposição. Consequentemente, Minas Gerais e Rio Grande do Sul transformavam-se em dois grandes focos de rebeldia à política dominante. Na Paraíba contariam com o apoio de João Pessoa, candidato à vice-presidência. Formou-se assim a chamada "Aliança Liberal". Júlio Prestes e Vidal Soares foram de fato os candidatos situacionistas ("Concentração Conservadora").

A Crise de 1929

Ao chegarem ao Brasil os efeitos do colapso da Bolsa de Nova York (outubro de 1929), aumentaram as possibilidades de uma solução armada. A crise de 1929 alastrara-se pela Europa, atingindo também São Paulo, como tradicional fornecedor de café aos países estrangeiros conturbados financeiramente pela grande depressão.

O Brasil perdeu o seu maior mercado consumidor: Os EE.UU. Enfraquecera-se, pois, o Estado no qual o Governo federal depositava suas esperanças. Os créditos internacionais foram suspensos. A política de valorização do café entrou em colapso, afundando o restante da economia nacional.

Realizaram-se, contudo, as eleições para os cargos de Presidente e Vice-presidente da República no prazo previamente determinado. Pulularam as fraudes de ambos os lados. O resultado final foi favorável a Júlio Prestes e Vital Soares, que não chegariam a tomar posse, vez que, vinte e dois dias antes de terminar o mandato presidencial de Washington Luís, a Revolução havia se iniciado. Era a chamada Revolução de 30, liderada por Getúlio Vargas.

A frase de Antônio Carlos "façamos a revolução, antes que o povo faça" evidencia que se admitia a existência de um clima revolucionário. A insatisfação com o regime havia atingido níveis muito altos. As classes dominantes, naturalmente, não queriam aceitar uma tomada do poder pela população. A "Revolução" foi, portanto, um meio de evitar uma revolução no sentido real da palavra, que abarca mudanças efetivas nas estruturas sócio-econômicas do país.

Fonte: elogica.br.inter.net

Governo Washington Luís

O Governo de Washington Luís foi o último da “República Velha” ou “República do café-com-leite”. Ele não chegou a concluir o mandato. Foi deposto pelo movimento chamado “Revolução de 30”.

Washington Luís Pereira de Souza nasceu na cidade de Macaé (RJ), em 26 de Outubro de 1869. Ele foi filho de um rico fazendeiro dono de muitos escravos. Estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, na Faculdade de Direito de Recife e se formou em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1891.

Washington Luís foi nomeado promotor público na cidade de Barra Mansa (RJ), mas deixou o cargo para trabalhar como advogado em Batatais, interior de São Paulo. Participou ativamente da sociedade de Batatais, escreveu artigos para os jornais da cidade e foi eleito vereador e presidente da Câmara, cargo que na época valia como o de prefeito.

Apesar de teimoso, Washington Luís era alegre e bem humorado. Participava de reuniões com os amigos para ouvir músicas e poesias. Gostava de cantar trechos de ópera e até marchinhas de carnaval. Num desses encontros, conheceu Sofia Paes de Barros, neta do Barão de Piracicaba.

Washington e Sofia se casaram no dia 4 de março de 1900 e tiveram quatro filhos. Após o casamento, se mudaram para São Paulo. Ele foi eleito deputado estadual em 1904 e assumiu a Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo em 1905.

Foi prefeito da cidade de São Paulo por duas vezes: em 1913, foi escolhido pelos vereadores e, em 1917, foi eleito com voto direto.

Anos depois, Washington Luís foi presidente do Estado de São Paulo (1920-1924) e investiu na construção de rodovias.

Adotou o lema: “Governar é construir estradas”. Ele adorava carros. Até participou de alguns ralis automobilísticos no começo dos anos vinte.

O nome de Washington Luís foi indicado para a presidência da Republica pelo grupo que controlava a “política do café-com-leite”. Na eleição direta, não teve concorrentes. Foi eleito como candidato único. Passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1926.

Logo no início do Governo, chegou ao fim a Coluna Prestes. O Governo de Washington Luís não estava mais ameaçado pelas rebeliões tenentistas, mas ele se negou a assinar o pedido de anistia aos envolvidos nos levantes, inclusive aos “rebeldes de 1924” que deram origem à Coluna Prestes.

Em dezembro de 1926, Washington Luís assinou a lei da reforma monetária que criava uma nova moeda: o cruzeiro.

O presidente reprimiu o avanço do movimento operário com a Lei Celerada, de 1927. Essa lei aplicava censura à imprensa e limitava o direito de reunião.

A situação de Washington Luís começou a se complicar com a crise mundial de 1929, iniciada com a quebra da Bolsa de Nova Iorque. O café, que representava 70% das exportações brasileiras, teve seu preço diminuído no mercado internacional. Além disso, havia uma superprodução de café nas fazendas e um grande estoque do produto nas mãos do Governo.

Mesmo enfraquecidos, o presidente Washington Luís e os cafeicultores de São Paulo indicaram como sucessor na presidência o paulista Julio Prestes. Os estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul não concordaram com a indicação e criaram a Aliança Liberal, que lançou como candidato a presidente o gaúcho Getulio Vargas e a vice-presidente o paraibano João Pessoa.

Júlio Prestes venceu as eleições presidenciais de 1º de março de 1930. Mas o resultado foi contestado por suspeita de fraude. Além disso, o assassinato de João Pessoa, candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas, agravou os movimentos de oposição ao Governo. Militares se rebelaram nos quartéis e manifestantes tomaram as ruas do Rio de Janeiro, atearam fogo aos jornais fiéis ao Governo e exigiram a saída de Washington Luís.

Getúlio Vargas e outros políticos iniciaram uma conspiração e o presidente Washington Luís foi deposto em 24 de outubro de 1930, pelos chefes das forças armadas. Uma junta provisória de Governo assumiu o poder, composta pelos generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e pelo almirante Isaías de Noronha. O movimento ficou conhecido como “Revolução de 30”.

No Palácio Guanabara, Washington Luís pensou em resistir. Porém, vinte e um dias antes do término de seu mandato, após garantia de que seus ministros, familiares e amigos estariam seguros, foi deposto e levado preso ao Forte Guanabara.

Em 21 de Novembro de 1930, embarcou para um longo exílio na Suíça, Portugal e Estados Unidos. Retornou ao país em 1947 e não se envolveu mais em política. Dedicou-se ao estudo e a pesquisa de Historia. Morreu em São Paulo em 04 de Agosto de 1957.

Fonte: www.presidencia.gov.br

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Governo Washington Luís
Político fluminense (1869-1957). O último presidente da República Velha, deposto 21 dias antes do final do mandato.

Washington Luís Pereira de Sousa (26/10/1869-4/8/1957) nasce em Macaé, filho de família prestigiada no Império.

Estuda no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e forma-se em direito em São Paulo.

Nomeado promotor público do município de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, renuncia ao cargo para dedicar-se à advocacia em Batatais, no interior de São Paulo.

É eleito vereador em 1897 e prefeito da cidade em 1898.

Em 1900 casa-se com Sofia de Oliveira Barros, filha de um cafeicultor de Piracicaba, união que reforça sua ligação com a oligarquia paulista.

Com o apoio dela, elege-se prefeito da capital em 1914 e governador do estado em 1920, quando profere sua famosa frase "Governar é abrir estradas".

Investe realmente na modernização da infra-estrutura de transportes, construindo 1. 326 quilômetros de novas estradas.

Assume a Presidência da República em 15 de novembro de 1926.

Encontra a economia em crise de endividamento interno e externo e de retração das exportações, em parte provocada pela crise econômica mundial.

É deposto pela Revolução de 1930, em outubro daquele ano.

Vive os 17 anos seguintes exilado na Europa e nos Estados Unidos.

Volta ao Brasil em 1947.

Historiador e membro da Academia Paulista de Letras, escreve livros e ensaios sobre a história brasileira até morrer, em São Paulo.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril.
Quem é quem na história do Brasil.
São Paulo, Abril Multimídia, 2000.

Fonte: www.meusestudos.com

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Washington Luís

Herdando compromissos financeiros de seu antecessor, Washington Luís assumiu com palavras adequadas para a ocasião: "Eu não faço obras sem ter dinheiro pronto na gaveta e não faço pagamentos que não tenham sido legalmente autorizados".

E mesmo com o caixa curto construiu mais de 300 km de estradas municipais, antecipando o lema que o tornaria famoso na sua carreira posterior como presidente do Estado (na época o governador era assim chamado) e presidente da República: "governar é abrir estradas". Iniciou a urbanização da Várzea do Carmo com a implantação do parque D. Pedro II e construiu o "Trianon" na avenida Paulista (no mesmo local onde hoje se encontra o Masp).

Durante sua gestão a cidade passou por maus momentos, entre greves e uma grave epidemia. A "gripe espanhola", vinda da Europa em 1918, no final da 1ª Guerra, chegou a São Paulo em um ano de inverno rigorosíssimo. Não bastasse isto, a maioria dos operários estava com os salários congelados desde o início da guerra em 1914, quando ocorreu uma retração da produção industrial. Porém, mesmo havendo a partir de 1916 uma recuperação da atividade industrial e da lucratividade das empresas, os trabalhadores tinham em 1918 os mesmos salários nominais de 1914, depreciados pela inflação.

Esta situação perversa - que já havia provocado duas greves gerais na cidade em 1917 e 1918 - expôs os operários aos rigores de um inverno gélido e uma gripe que se mostrou devastadora, matando mais de 8.000 pessoas.

Durante as greves, Washington Luís manteve-se fiel a outro de seus lemas: "a questão social é um caso de polícia". Sua única providência foi autorizar o funcionamento das feiras-livres nos bairros, como forma de descentralizar o abastecimento.

Durante a greve de 1917 os trabalhadores só aceitaram a mediação do jornalista Julio de Mesquita Filho de O Estado de S. Paulo nas conversações sobre as suas justas reivindicações. Contudo, tanto empregadores como as autoridades não cumpriram suas promessas de reposição salarial e anistia às lideranças, o que levou a novas greves em 1918 e 1919, que por fim resultaram em aumentos de salários e na conquista da jornada de 8 horas.

Eleito para a presidência do estado, Washington Luís não chegou a terminar seu mandato municipal, concluído por Álvaro da Rocha Azevedo (1919-1920).

Fonte: www.sampa.art.br

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Washington Luís Pereira de Sousa (1869 - 1957)

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Presidente da república brasileira (1926-1930) nascido em Macaé, RJ, conhecido como o último presidente do período da República Velha, deposto, 21 dias antes do término do mandato.

Estudou no Rio de Janeiro como aluno interno do Colégio Pedro II e bacharelou-se (1891) pela Faculdade de Direito de São Paulo.

Nomeado promotor público em Barra Mansa, RJ, depois passou a se dedicar à advocacia em Batatais, SP, onde iniciou a carreira política.

Elegeu-se vereador (1897), prefeito (1898) e deputado estadual para a legislatura (1904).

Foi secretário estadual de Justiça e Segurança Pública (1906-1914), assumiu o cargo de prefeito da capital paulista (1914) e à presidência do estado (1920).

Filiado ao Partido Republicano Paulista, o PRP, foi eleito para o Senado Federal (1925) e no ano seguinte, presidente da república, substituindo um período de agitações políticas no governo de Artur da Silva Bernardes.

Libertou presos políticos, não prorrogou o estado de sítio, enfrentou a crise internacional do café e com seu ministro da Fazenda, Getúlio Vargas, buscou estabilizar o câmbio e equilibrar a economia nacional.

Construiu a rodovia Rio-Petrópolis (1928), mais tarde Rodovia Washington Luís e criou a Polícia Rodoviária Federal através do Decreto nº 18.

323 (1928) para definir as regras de trânsito à época , com a denominação inicial de Polícia de Estradas.

As eleições de 1º de março (1930) deram a vitória a Júlio Prestes, contra Getúlio Vargas, porém as denuncias de fraude nas eleições e o assassinato, em Recife, de João Pessoa, companheiro de chapa de Getúlio, desencadeou a revolução em 3 de outubro 3 e, no dia 24 de outubro as forças armadas depuseram o presidente, que se exilou na Europa e só retornou ao país (1947) após a queda da ditadura Vargas.

Além de político, foi historiador e publicou diversos trabalhos, entre os quais um importante estudo, Na capitania de São Vicente (1956), e morreu em São Paulo.

A N E X O

A Polícia Rodoviária Federal foi criada no dia 24 de julho de 1928, no governo do presidente Washington Luiz, cujo lema era “Governar é construir estradas”.

Embora criada desde 1928, somente em 1935 Antônio Felix Filho, o Turquinho, foi chamado pelo administrador Natal Crosato, a mando do Engenheiro-Chefe da Comissão de Estradas de Rodagem, hoje DNIT, Yeddo Fiúza, para organizar os serviços de vigilância das rodovias Rio-Petropólis, Rio São Paulo e União Indústria.

Turquinho recebeu a missão de zelar pela segurança das rodovias federais e foi nomeado Inspetor de Tráfego, com a missão inicial de, usando duas motocicletas Harley Davidson, percorrer e fiscalizar as ditas rodovias, contando com cerca de 450 "vigias" da Comissão de Estradas de Rodagem (CER), para esse fim e ficou na história como o rimeiro Patrulheiro Rodoviário Federal. Turquinho, desde 1927, já defendia a criação da Polícia de Estradas, surgindo daí seu aproveitamento como primeiro Inspetor de Tráfego. Turquinho e Carlos Rocha Miranda, também indicado por Fiúza, organizaram a estrutura da Polícia das Estradas e juntos criaram, no dia 23 de julho de 1935, o primeiro quadro dos primeiros 12 policiais da hoje Polícia Rodoviária Federal, denominados, a época, Inspetores de Tráfego. Hoje a Polícia Rodoviária Federal está presente em todo o Brasil, por meio de mais de 500 pontos atendimento aos cidadãos que utilizam a malha viária federal para seus deslocamentos

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

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Washington Luiz Pereira de Souza

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Biografia

Washington Luiz Pereira de Souza (1870-1975).

Natural de Macaé (RJ), estudou no Colégio Pedro II e formou-se em Direito em São Paulo, onde cumpriu sua trajetória política: Vereador, Deputado estadual, Secretário de Justiça, Prefeito da cidade de São Paulo e Governador do estado.

Na presidência

Por suspender o estado de sítio e a censura à imprensa que vigoraram no governo de Artur Bernardes, o governo de Washington Luiz (15/11/1926 - 24/10/1930) foi recebido com grande otimismo, embora tivesse recusado anistia aos revoltosos de 1922 e de 1924.

Tal expectativa, contudo, dissipou-se em virtude do retorno da censura à imprensa, da pouca sensibilidade para com as questões sociais, da crise econômica de 1929 e da indicação do paulista Julio Prestes como candidato oficial à sucessão presidencial. A Revolução de 1930 pôs fim ao governo de Washington Luiz e à denominada República Velha.

Fonte: www.republicaonline.org.br

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Washington Luís Pereira de Souza ( Washington Luís ) 1926 - 1930

Nasceu no Rio de Janeiro, mas eleito por São Paulo, procurou concentrar poderes em suas mãos e pacificar o país.

Libertou presos políticos e diminuiu a censura à imprensa. Suspendeu o Estado de Sítio.

Propagou um discurso anticomunista.

A Quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, levou à baixo todos os seus projetos econômicos.

O preço do café desabou, levando a uma crise séria.

Lançou Júlio Prestes, paulista, para sua sucessão, quebrando a ordem do Café com Leite.

Não terminou seu mandato, sendo deposto por Getúlio Vargas, que liderou a Revolução de 30.

Faleceu em São Paulo a 4 de agosto de 1957.

Período presidencial

Durante toda a década de 1920, a República Velha sofreu um profundo desgaste devido às manifestações de oposição da classe média urbana, dos movimentos tenentista e operário e das oligarquias dissidentes. Logo no início de seu governo, chegou ao fim a Coluna Prestes, que com 620 homens entrou em território boliviano e, posteriormente, se dissolveu. O governo de Washington Luís não estava mais ameaçado pelas rebeliões tenentistas e pelo avanço do movimento operário, entretanto, para coibir novos movimentos de oposição, criou a Lei Celerada, em 1927, que impunha censura à imprensa e restringia o direito de reunião, levando para a clandestinidade o Partido Comunista Brasileiro, que havia sido reconhecido pelo governo no início do ano.

A crise econômica mundial de 1929, deflagrada com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 24 de outubro, foi a maior na história do capitalismo, atingindo diversos países e paralisando suas atividades econômicas. Seus efeitos no Brasil derrubaram a política de valorização do café, iniciada em 1906 com a assinatura do Convênio de Taubaté. O café, que respondia por 70% das exportações brasileiras, teve seu preço diminuído no mercado internacional. A crise do produto ameaçou a estabilidade do governo de Washington Luís que não permitiu a nova desvalorização da moeda, pleiteada pelos cafeicultores diante do desastre na Bolsa de Nova Iorque.

A vitória do paulista Júlio Prestes, apoiado por Washington Luís, nas eleições presidenciais de 1º de março de 1930, foi contestada por suspeita de fraude. O assassinato de João Pessoa, presidente da Paraíba e candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas à sucessão presidencial, em 26 de julho de 1930, foi um fato decisivo para o agravamento dos movimentos de oposição ao governo de Washington Luís, já desgastado pela crise do café. Reassumindo o governo do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas e outros políticos como Oswaldo Aranha deram início à conspiração política que levou ao movimento de 3 de outubro de 1930, a Revolução de 1930, como ficou conhecido o episódio. O presidente Washington Luís foi deposto em 24 de outubro, pelos chefes das forças armadas, e uma junta provisória de governo assumiu o poder, composta pelos generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e pelo almirante Isaías de Noronha.

Resumo

Décimo Período de Governo Republicano - 15.11.1926 a 24.10.1930

Nascimento: Macaé - RJ, em 26.10.1869
Falecimento:
São Paulo - SP, em 04.08.1957
Profissão:
Advogado
Período de Governo:
15.11.1926 a 24.10.1930 (03a11m14d)
Idade ao assumir:
57 anos
Tipo de eleição:
Direta
Votos recebidos:
688.528 (seiscentos e oitenta e oito mil quinhentos e vinte e oito)
Posse:
Em 15.11.1926, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Antônio Francisco de Azeredo

Observação: Foi deposto em 24.10.1930 pelo movimento revolucionário. Assume o poder a Junta Governativa composta pelos Generais Tasso Fragoso e Menna Barreto e pelo Almirante Isaías de Noronha.

Ficha de Washington Luís

Nome completo: Washington Luís Pereira de Sousa
Data de Nascimento:
26 de outubro de 1869
Local de Nascimento:
Macaé (RJ)
Data da Morte:
4 de agosto de 1957
Local da Morte:
São Paulo (SP)
Primeira-dama:
Sofia Pais de Barros
Partido Político:
PRP
Profissão:
Advogado

Mandato de Washington Luís

Início do mandato: 15 de novembro de 1926
Fim do mandato:
24 de outubro de 1930
Tempo de Mandato:
3 anos, 11 meses e 14 dias
Vice-Presidente:
Fernando de Melo Viana
Precedido por:
Artur Bernardes
Sucedido por:
Júlio Prestes

Fonte: www.geocities.com/www.planalto.gov.br

Governo Washington Luís

Washington Luís Pereira de Souza nasceu em Macaé (RJ), em 1869, pertencente a uma família de grande prestígio político no período imperial.

Advogado, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1891.

Iniciou sua carreira política em 1897 como vereador e, posteriormente, prefeito de Batatais (SP). Em 1900, disputou uma cadeira na Câmara Federal por São Paulo, apresentando-se com um perfil oposicionista em relação aos Governos federal e estadual. Apesar de vitorioso, não pôde assumir seu mandato por ter tido sua eleição rejeitada pela Comissão de Verificação de Poderes da Câmara dos Deputados.

Nesse mesmo ano transferiu-se para a capital paulista. Nos anos seguintes iniciou uma bem sucedida carreira política no Partido Republicano Paulista (PRP).

Exerceu os cargos de deputado estadual (1904-1906), secretário estadual de Justiça (1906-1912), prefeito da capital (1914-1919) e presidente do estado (1920-1924). À frente do Governo estadual, ampliou os efetivos militares paulistas com o objetivo de aumentar o poder de pressão do estado na federação, construiu mais de 1.300 quilômetros de estradas de rodagem - seu lema era "Governar é abrir estradas" -, e dedicou um tratamento duro ao movimento operário, cujos problemas dizia "interessar mais à ordem pública do que à ordem social".

Após deixar o Governo de São Paulo, ocupou uma cadeira no Senado. Em março de 1926, concorrendo como candidato único, elegeu-se presidente da República. Sua gestão à frente do Governo federal foi marcada por uma política de câmbio elevado, que visava favorecer as exportações, resultando também na proteção da indústria nacional, ao mesmo tempo que afetava negativamente o comércio de importação pela alta nos preços dos artigos estrangeiros.

No início de 1929, indicou, para sucedê-lo, o presidente de São Paulo Júlio Prestes. Essa escolha desagradou os políticos de Minas Gerais, que esperavam que a alternância entre paulistas e mineiros na presidência - estabelecida pela "política do café com leite"- fosse mantida. Contrariados, os grupos dirigentes de Minas aliaram-se aos do Rio Grande do Sul e formaram a Aliança Liberal, que lançou os nomes do gaúcho Getúlio Vargas e do paraibano João Pessoa à presidência e vice-presidência da República, respectivamente. A Aliança Liberal receberia ainda o apoio dos grupos de oposição dos demais estados e dos militares oriundos do movimento tenentista. A campanha eleitoral foi bastante acirrada, com a oposição realizando grandes comícios nos principais centros urbanos do país. Realizado o pleito no mês de março de 1930, porém, saiu vitoriosa a chapa situacionista.

O resultado eleitoral foi logo contestado por setores da Aliança Liberal, que alegavam a ocorrência de fraudes no pleito e começaram a articular um movimento político-militar que depusesse Washington Luís. Deflagrado no dia 3 de outubro, o movimento logo se estendeu por todo o país. No dia 24 de outubro oficiais graduados das Forças Armadas no Distrito Federal depuseram o presidente, que foi levado preso para o forte de Copacabana. O Governo ficou a cargo, durante alguns dias, de uma junta governativa composta pelos generais Mena Barreto e Tasso Fragoso e pelo contra-almirante Isaías de Noronha. Em 3 de novembro, o poder foi entregue, após certa relutância por parte dos membros da junta, a Getúlio Vargas, comandante das forças revolucionárias. Enquanto isso, Washington Luís rumava para o exílio.

Viveu, então, por 17 anos na Europa e nos Estados Unidos. Voltou ao Brasil em 1947 e fixou-se em São Paulo, sem retomar, contudo, a atividade política.

Morreu na capital paulista, em 1957.

Fonte: www.cpdoc.fgv.br

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