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História do Avião

 

Alberto Santos Dumont: A História da Invenção do Avião

História do Avião
História do Avião - 14-Bis.

A cena: Paris, a “Cidade-Luz”, capital da França, exibindo suas aspirações e frutos de uma continuada e, ainda, efervescente Revolução Industrial e Cultural.

O ano: 1906, o dia: 23 de outubro, às 16h45min; inúmeras pessoas, com os seus chapéus nas mãos, vibrando, acenando ao alto, extasiadas pelo que presenciavam, enquanto Santos Dumont cruzava, em vôo, o Campo de Bagatelle, com o seu Mais-Pesado-Que-o-Ar: o 14-Bis.

Este relato descreve, de forma sucinta, o motivo de comemorarmos em 23 de outubro, o Dia doAviador.

Porém, sua importância vai além de representar apenas a data magna da Aeronáutica - aqui entendida como a Ciência da Navegação Aérea - e da Força Aérea Brasileira. Essa data é carregada deinquestionável valor histórico; porém para desfilarmos seus motivos, torna-se imprescindível falarmos do ilustre brasileiro Alberto Santos Dumont.

Toda história teve início quando, aos 24 anos de idade, o jovem engenheiro de formação e ascendência francesa, Dr. Henrique Dumont conheceu a jovem Francisca de Paula Santos e, se casaram, a 6 desetembro de 1856, na cidade de Ouro Preto-MG

Em 1872, o Dr. Henrique Dumont foi contratado para trabalhar na construção da Ferrovia Pedro II, posteriormente conhecida como Estrada de Ferro Central do Brasil, que ligaria o Rio de Janeiro a MinasGerais, particularmente o trecho localizado na Serra da Mantiqueira.

Para não ficar longe da família, o Dr. Henrique trouxe sua esposa, os cinco filhos, instalando-se emuma casa próxima às obras, na Fazenda Cabangu, entre os Distritos de João Ayres e João Gomes; local onde nasceu, a 20 de julho de 1873, data em que o Dr. Henrique completava seus 41 anos, o sexto, dos oito filhos do casal, batizado como Alberto Santos Dumont.

Concluída as obras em 1875, a família Dumont mudou-se para a cidade de Valença-RJ e, posteriormente, em 1879, para Ribeirão Preto-SP, onde se estabeleceu na Fazenda Arindeúva, ocupando-se com plantio e beneficiamento de café, através da empresa Dumont Coffee Company.

Em 1891, Santos Dumont viajou com seus pais para Paris. Os dez últimos anos do século XX foram marcados por inúmeras evoluções tecnológicas, como o gramofone, a linotipia, a turbina a gás, o cinema e o cinerama.

O motor a gasolina, ou seja, de explosão, também conhecido como motor de combustão interna, eraa sensação do momento, fazia o maior sucesso e, devido a isto, exposições da época mostravam-no em múltiplas versões e funcionando sob os mais variados princípios. Ao visitar uma dessas exposições, o entãojovem Santos Dumont ficou fascinado, pois sempre se viu interessado em entender aquele mecanismo.

A família Dumont voltou para o Brasil e, juntamente, Alberto, mas não para ficar muito tempo, pois tinha em mente uma séria de idéias e concluíra que Paris seria o local ideal para colocá-las em prática.

Seu pai, que além de engenheiro era fazendeiro e abastado cafeicultor, fez todo o possível para facilitar o empreendimento do filho. Além de emancipá-lo com apenas 18 anos, deu-lhe, antecipadamente,sua herança, composta de ações e títulos de renda que lhe permitiram viver folgadamente e financiar, sem ajuda de terceiros, todas as suas experiências.

Em 1892, Santos Dumont voltou para Paris, disposto a aprender tudo sobre Mecânica e, em especial, sobre motores a explosão, objetivando colocar em prática um plano que vinha articulando desde criança.

Embora não primasse pela originalidade, o projeto era arrojado: consistia em criar um aparelho que permitisse ao homem voar, controlando o seu próprio curso.

Podemos acrescentar que, a passagem do século XIX, até, aproximadamente, os dez primeiros anosdo século XX, marcou Paris com uma idéia e vontade fixa de grande parte da população: voar!

Várias pessoas tentaram a proeza e tiveram um resultado final funesto, outras, com melhor sorte, apenas não obtiveram os resultados esperados. Muitos continuaram a tentar das mais diferentes maneiras.

Mas, até então, ninguém havia conseguido alçar vôo por seus próprios meios, manter-se no ar e, depois,retornar ao solo num aparelho dirigível, e era isso que Santos Dumont pretendia.

Na realidade, o projeto de Santos Dumont não era novo, pois já existiam balões.

Quando ainda menino, em Ribeirão Preto-SP, ele já ficava intrigado com os Sanhaços e Tico-Ticos que pousavam em seu quintal e depois ganhavam o ar, novamente, com a maior tranqüilidade, afinal - pensava ele – “as aves são pesadas e, se elas conseguem voar, por que não o homem?”

EXPERIÊNCIAS INICIAIS

O primeiro balão construído por Santos Dumont não tinha motor, dependia do vento para deslocar-se, mas acrescentou muito, no que tange o emprego de materiais, até então nunca utilizados. Ao vê-lo, houvemuitos parisienses duvidaram do bom senso de Santos Dumont. O balão “Brasil”, como foi batizado, era diferente dos outros modelos conhecidos, tinha o formato esférico e um invólucro com diâmetro inferior a 5 metros, com capacidade para 113 m3 de gás; seu peso era de 15 kg e, a rede, que em outros balões chegava a pesar 50 kg, no “Brasil” não passava de 1.800 gramas; a barquinha, que geralmente pesava mais de 30 kgem outros balões, agora limitava-se a 6 kg, e como não bastasse toda essa economia de peso, até a âncora foi substituída por um arpão de ferro.

Mesmo com todas as previsões pessimistas, por ocasião de seu primeiro vôo, o menor aeróstato do mundo ganhou altura valentemente, provando que Santos Dumont, embora estreante, sabia muito bem o que fazia em matéria de construção aeronáutica. O sucesso do “Brasil” foi somente o primeiro passo. A dirigibilidade dos balões era o que realmente interessava a Santos Dumont; porém, para chegar a ela, teria que utilizarbalões com propulsão própria.

Santos Dumont aprofundou seus estudos, concentrando-se, principalmente, em Mecânica e em motor de combustão interna, pelo qual se viu impressionado à primeira vista, tornando-o objeto constante de suas pesquisas, na busca de um motor ideal para propelir um veículo aéreo, com as seguintes características: pouco peso, muita força e o uso de combustível líquido, por ser mais fácil de ser transportado. O objetivo foi alcançado em 1897, quando construiu um motor de dois cilindros e o adaptou a um triciclo.

Depois de muitos estudos e planejamento, mandou construir um balão que foi batizado como “Santos Dumont Nº 1”, o primeiro de uma série de balões com a forma de “charutos voadores motorizados”. O número foi colocado propositadamente, para diferenciá-lo dos outros que certamente viriam, com inclusãode outras melhorias técnicas.

O novo balão foi criticado pelos especialistas da época. Segundo comentários, a seda japonesa utilizada na confecção do invólucro não era um material adequado para ser inflado com hidrogênio, um gás altamente explosivo. Além disso, instalar um motor a gasolina debaixo de um balão construído desta forma seria um verdadeiro suicídio, pois os gases quentes do escapamento fatalmente incendiariam o invólucro, fazendo explodir o hidrogênio.

Mais uma vez Santos Dumont estava certo. A 20 de setembro de 1898, depois de uma tentativa frustrada, o brasileiro pioneiro da aviação subiu aos céus e alcançou a altura de 400 metros, no comando dopeculiar veículo que concebera. Ao pousar no mesmo ponto de onde partiu, deu prova definitiva que é possível impulsionar e dirigir uma embarcação aérea, mesmo contra o vento, em condições de absoluta segurança. Estava concluída mais uma etapa da conquista dos ares, a Ciência da Navegação Aérea.

Aberto o caminho, faltava explorá-lo, e Santos Dumont lançou-se com afinco à tarefa, construindo um balão após outro e realizando com eles, toda sorte de experiências, as quais lhe permitiram desvendar, gradualmente, os mistérios da navegação em veículos mais-leves-que-o-ar.

A cada novo balão que construía, Santos Dumont acrescentava aperfeiçoamentos, cuja falta se fizeram sentir no modelo anterior e, assim, os seus aparelhos iam se tornando cada vez mais funcionais e seguros.

No ano de 1900, o milionário francês Henri Deustsch de la Meurth, entusiasta e mecenas da aviação, lançou um desafio aos construtores de dirigíveis: quem conseguisse partir do Campo de Saint-Cloud, fazer avolta em torno da Torre Eiffel e retornar ao local de partida, no prazo de trinta minutos, sem tocar ano solo, faria jus a um prêmio 125.000 francos.

Pilotando o seu mais recente balão, o “Nº 6”, Santos Dumont levantou vôo do Campo de Saint-Cloud, a 19 de outubro de 1901, em disputa do prêmio que recebeu o nome de seu idealizador: Deustsch.Antes do fim do prazo estipulado estava de volta.

Dos 125.000 francos, distribuiu 50.000 entre os seus mecânicos e auxiliares.

A outra parte, 75.000, foi entregue à polícia parisiense para ajudar os necessitados;ao autor da façanha coube, apenas, a satisfação de ter demonstrado, diante de uma assistência oficial, que o dirigível era um veículo perfeitamente manejável e seguro. Ainda, por ocasião deste feito, somou-se um outro prêmio, conferido a Santos Dumont pelo governo do Brasil, constituído de uma medalha de ouro assinada pelo então Presidente da República (1898-1902), Dr. Manoel Ferraz de Campos Sales (1841-1913); acompanhada do prêmio, em espécie, de 100 contos de réis, equivalente, na época, a 125.000 francos.

Depois do “Nº 6”, Santos Dumont construiu vários outros balões: o “Nº 7”. Projetado e construído exclusivamente para corridas, era uma obra-prima de elegância: delgado, esguio, alcançava a velocidade de80 km/h; entretanto, nunca chegou a competir, pois não apareceram concorrentes com disposição e capacidade para enfrentá-lo.

O “Nº 8” não existiu, pois Santos Dumont era bastante supersticioso, e evitava este número devidoao acidente ocorrido com o dirigível “Nº 5”, no dia 8 de agosto (oitavo mês do ano); então, em decorrência disto, saltou do 7 para o “Nº 9”.

O dirigível “Nº 9”, conferiu a Santos Dumont grande popularidade, pois abandonou sua antiga regrade segurança, passando a transportar pessoas de um lado para outro de Paris. Este gesto simpático, aliadoà sua acanhada compleição física (1,50 m de altura e 50 kg), tornou-o carinhosamente conhecido como “LePetit Santos”.

Para não ter de esvaziar os seus dirigíveis após cada vôo, em 1905 projetou e mandou construir umgrande hangar, em Neuilly, Paris, que foi, aliás, o primeiro do mundo, onde recolhia seus “charutos voadores”, até a experiência seguinte, economizando tempo e dinheiro a ser gasto, com hidrogênio, para inflálo novamente.

O sucesso alcançado pelo “Nº 9” no transporte de pessoas, levou-o a projetar e construir um dirigível especialmente destinado para este fim.

Surgiu, assim, o “Nº 10”, maior que todos os anteriores e chamado pelo próprio Santos Dumont de dirigível “Omnibus”. Seu invólucro tinha capacidade vinte vezes maiorque a do primeiro balão, o “Brasil”, mas a potência de seu motor não ultrapassava 25 cavalos de força.

Já convicto da superioridade do veículo mais-pesado-que-o-ar sobre o balão dirigível, assim comotodos os aeronautas da época, Santos Dumont passou a estudar a constituição física dos pássaros, o formatodos seus corpos e os movimentos que as aves faziam durante o vôo.

O 14-BIS

Depois de empreender catorze projetos, alguns não tendo apresentado os resultados esperados,além de passar dezenas de horas em vôo, Santos Dumont concluiu que os aeróstatos - forma genérica quedesignava os balões e os dirigíveis - eram lentos demais e, que para vencer a resistência do ar e voar mais depressa, teria que criar um aparelho mais pesado que o ar.

Então, Santos Dumont assim o fez: planejou, construiu o seu “Mais-Pesado-Que-o-Ar” e iniciouuma série de testes, que incluíram verificação de eficiência, comportamento no ar e estabilidade, feito porintermédio de um cabo de aço esticado entre dois postes e, após içar seu engenho, fê-lo deslizar sobreaquele, puxado por dois burrinhos.

Cauteloso e prudente que era, Santos Dumont não quis levantar vôo, correndo riscos; entretanto, apesar de suas limitações, o balão ainda era o meio de transporte aéreo mais seguro que existia, de modo que o inventor aproveitou esta qualidade num aparelho misto, apenas para fins experimentais.

Consistia no conjunto composto pelo dirigível “Nº 14”, ao qual foi atrelado o seu novo engenho, uma aeronave feita de 4 bambu, com ligas, interseções e cantoneiras de alumínio, revestimento de seda japonesa e, com as seguintes medidas: 11,5 metros de envergadura (medida das asas, tomada de uma ponta à outra), 10 metros de comprimento e 290 kg. Este conjunto foi denominado pelos amigos e pessoas que costumavam assistir às experiências de Santos Dumont, de 14-Bis.

Mesmo tendo em mente o caráter provisório do conjunto, Santos Dumont o manteve, pois enquantoo balão “Nº 14” erguia o aeroplano, evitava acidentes e protegia de possíveis falhas durante a decolagem, aterrissagem e o mantinha no ar, permitindo que fossem realizados os testes de comportamento em vôo, semriscos de queda.

Em julho de 1906, o aeroplano de Santos Dumont foi emancipado do balão “Nº 14”, porém seu nome permaneceu: 14-Bis; ocorrendo após isto, seus primeiros testes. Pouco depois, seu construtor o inscreveu para disputar o Prêmio Archdeacom.

Ernest Archdeacom, aficionado da aviação, estabeleceu um prêmio, no valor de 3.000 francos parao piloto que conseguisse voar 25 metros, com um aparelho mais-pesado-que-o-ar. O Aeroclube da França acrescentou mais 1.500 francos, como prêmio, para o piloto que conseguisse cobrir a distância de 100 metros em vôo.

Ficou estabelecida a manhã do dia 23 de outubro de 1906, para a realização da prova do concurso. Apenas Santos Dumont se apresentou, juntamente com o seu 14-Bis; porém, como o aeroplano teve problemas de ordem mecânica em seu trem-de-pouso, nos momentos que antecederam a prova; esta foi adiada para a parte da tarde e, até lá, Santos Dumont empreendeu todos os seus esforços nos reparos de seu avião, não parando nem mesmo para almoçar.

Chegada a tarde e, já tendo executado os ajustes necessários, Santos Dumont e o 14-Bis, realizaram o feito. Grande multidão que se encontrava no Campo de Bagatelle, assistiu à conquista do Prêmio Archdeacom, quando o 14-Bis, depois de tomar embalo e percorrer, em vôo, 60 metros a 80 centímetros do solo.

Era a primeira vez, diante de uma comissão oficialmente constituída - a Comissão Fiscalizadora doAeroclube da França - que um aparelho mais-pesado-que-o-ar se elevava do solo e tornava a descer, depois de ter cumprir um percurso previamente determinado, sem recorrer a outros meios, além de sua própria força motriz.

A imprensa mundial aclamou a vitória do brasileiro e, a partir de então, Santos Dumont tornou-se tema de noticiários e comentários em toda a Europa.

Logo, porém, apareceram descrentes de sua façanha, alegando ter sido, o vôo do 14-Bis, um “salto”.

A estes, Alberto Santos Dumont respondeu no mês seguinte,a 12 de novembro, ao conquistar, também, o prêmio oferecido pelo Aeroclube da França e, desta vez, nãodeixou margem para dúvidas: dos seus 24 cavalos de seu motorzinho, o 14-Bis cruzou, novamente, no céu, a distância de 220 metros, erguendo-se à altura de 6 metros. Inaugurando assim, de forma inequívoca e definitiva, a Centenária Era da Aviação.

Ilton José de Cerqueira Filho

BIBLIOGRAFIA

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Fonte: www.historica.arquivoestado.sp.gov.br

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História da Aviação no Brasil

Quatro anos depois do feito de Santos Dumont com o "14-Bis", o francês Demêtre Sensaud de Lavaud efetuou o primeiro vôo da América do Sul e Central, com uma aeronave totalmente fabricada no Brasil.

A aviação iniciou-se no Brasil com um vôo de Edmonde Planchut, a 22 de Outubro de 1911, tendo o aviador, que fora o mecânico de Santos Dumont, em Paris, saído da Praça Mauá e voado sobre a Avenida Central, indo cair ao mar nas proximidades da antiga Praia do Zumbi. Era então grande o entusiasmo pela aviação. Na redação do jornal A Noite, no dia 14 de Outubro, era fundado o Aeroclube Brasileiro, que em janeiro do ano seguinte teria sua Escola de Aviação.

Aí, com muitos outros, aprendeu a voar o primeiro às de aviação brasileira, o Capitão Ricardo Kirk, que seria também o primeiro brasileiro a morrer em desastre de aviação, em 28 de Fevereiro de 1915.

No Rio de Janeiro, foram várias as iniciativas de fabricação de aeronaves. Os protótipos de J. Alvear e Marcos Evangelista Villela Junior voaram, respectivamente, em 1914 e 1918. Apesar dos esforços desses pioneiros e dos projetos do comendador Garcia Seabra e do empresário português Pedro Domingues da Silva, todas as tentativas de instalar uma indústria aeronáutica na década de 20 fracassaram.

O milionário armador Henrique Lage (1881-1941) chegou a assinar um contrato com uma empresa inglesa para produzir aviões no Brasil; dois protótipos foram construídos com sucesso - o monomotor Rio de Janeiro e o bimotor Independência, mas o empreendimento malogrou por falta de encomendas.

Em 17 de junho de 1922, os portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegaram ao Brasil, concluindo seu vôo pioneiro, da Europa para a América do Sul.

E em 1927 seria terminada, com êxito, a travessia do Atlântico, pelos aviadores brasileiros João Ribeiro de Barros e Newton Braga, no avião "Jaú", hoje recolhido ao Museu da Aeronáutica, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

História da aviação no mundo

Deixando de discorrer sobre a pré-história da aviação, sonho dos antigos egípcios e gregos, que representavam alguns de seus deuses por figuras aladas, e passando por sobre o vulto de estudiosos do problema como Leonardo da Vinci, que no séc. XV construiu um modelo de avião em forma de pássaro e fez vários desenhos antecipando soluções que mais tarde mostraram-se factíveis, entre suas contribuições mais importantes para o desenvolvimento da aviação estão a hélice e o paraquedas.

No século XIX, o desenvolvimento da aviação seguiu vários rumos. O cientista britânico Francis Herbert Wenham utilizou em seus estudos o túnel aerodinâmico. Numerosos esforços foram feitos para imitar o vôo das aves com experimentos baseados em asas movidas pelos músculos humanos, mas ninguém teve êxito.

Na realidade, tiveram mais sucesso aqueles que se dedicaram ao estudo dos planadores e contribuíram para o desenho das asas. O engenheiro norte-americano Octave Chanute conseguiu, em 1896, alguns avanços com seus planadores de asas múltiplas, mas sua contribuição mais notável para a aviação foi seu livro sobre os avanços aeronáuticos "Progress in flying machines" (O progresso das máquinas voadoras, 1894). Os numerosos experimentos realizados com pipas ou papagaios de papel nessa época contribuíram para melhorar notavelmente os conhecimentos sobre aerodinâmica e estabilidade do vôo.

Pode-se localizar então início da aviação nas experiências destes pioneiros que tentaram, desde os últimos anos do séc. XIX, o vôo de aparelhos então denominados mais pesados do que o ar, para diferencia-los dos balões, cheios de gases, mais leve do que o ar. Ao contrário dos balões, que se sustentavam na atmosfera por causa da menor densidade do gás em seu interior, os aviões precisavam de um meio mecânico de sustentação para que se elevassem por seus próprios recursos.

O brasileiro Santos Dumont foi o primeiro aeronauta que demonstrou a viabilidade do vôo do mais pesado do que o ar. O seu vôo no "14-Bis" em Paris, a 23 de Outubro de 1906, na presença de inúmeras testemunhas, constituiu um marco na história da aviação, embora a primazia do vôo em avião seja disputada por vários países.

Entre os aeronautas pioneiros podemos citar: Gabriel Voisin, Louis Blériot, Wilbur e Orville Wright, Trajan Vuia, Henry Farman e muitos outros.

É indiscutível que todos esses aeronautas contribuíram para tornar realidade o avião. No entanto, a primazia de Santos Dumont não pode ser contestada. Os seus vôos foram os únicos realizados perante um grande público e devidamente documentados. O seu feito, fartamente destacado na imprensa de todo o mundo, na época, foi definitivamente consagrado na ata da sessão realizada em dezembro de 1910, no Aero Clube da França, na qual ficou registrado ter sido Santos Dumont "o primeiro aviador do universo que subiu em aeroplano com motor". Nada disso aconteceu com os outros citados acima. O seu 14-Bis, portanto, pode ser considerado como o primeiro avião que se elevou e se manteve no ar por seus próprios meios.

Ao vôo de Santos Dumont, seguiu-se um período de competição entre países da Europa e os E.U.A., na conquista de recordes de velocidade e distância. Com a I Guerra Mundial, a aviação tomaria considerável impulso, em virtude do uso dos aviões como arma de grande poder ofensivo, mas seria na década de 1920/30 que este avanço se consolidaria.

Desde antes da I Guerra Mundial, atravessar o Atlântico sem escalas era a meta dos aeronautas e projetistas de aviões. Em 1919, Raymond Orteig, de Nova York, ofereceu um prêmio de US$ 25.000 a quem voasse de Nova York a Paris, sem escalas. De fins de 1926 até 1927, vários aviadores norte-americanos e franceses tentaram a conquista do prêmio. Finalmente, venceu a prova o piloto norte-americano do correio aéreo, Charles Lindbergh.

Nos três anos seguintes, foram realizados muitos outros vôos sobre o Atlântico, inclusive a primeira travessia feita por uma mulher, Amelia Earhart, em junho de 1928, juntamente com dois outros pilotos. Quatro anos depois, ela voaria solo, atravessando o Atlântico.

Em 1931, Wiley Post e Harold Gatty fizeram a primeira viagem relativamente rápida ao redor do mundo, no monoplano "Winnie Mae": percorreram 15.474 milhas em 8 dias e 16 horas, Em 1933, Post realizaria sozinho o vôo ao redor do mundo em 7 dias e 19 horas. E, em 1938, Howard Hughes, faria, num bimotor, a volta ao mundo em 3 dias e 19 horas.

Fonte: www.angelfire.com

História do Avião

O primeiro voo alcançado pelo homem foi conseguido por Jean-François Pilâtre de Rozier e François Laurent d'Arlades numa aeronave mais leve que o ar, o balão.

No entanto a partir desse feito o principal objectivo do homem foi em conseguir voar em máquinas mais pesadas que o ar, os futuros aviões. Apesar da grande motivação de muitos inventores esta evolução mostrou se lenta.

A 28 de Agosto de 1883 John Joseph Montgomery tornou se a primeira pessoa a voar num a aeronave mais pesada que o ar que não era no entanto auto proporcionada, conhecida hoje como planador. Foi apenas no início do Sec XX que surgiram as primeiras máquinas mais pesadas que o ar e que conseguiram produzir potencia, no entanto a atribuição do primeiro voo então de um avião está envolto em grande polémica.

O caso mais conhecido e reconhecido é o dos irmãos Wright e do seu Flyer 1 pela Fedaration Aeronautique Internationale em 1903. Apesar de ser um voo bastante polémico, pois supostamente este avião não descolou sozinho, foi catapultado mas acabou por voar. Este era construído utilizando materiais como abeto vermelho, madeira forte e leve e ainda musselina (tecido leve e transparente) que foi utilizado para cobrir as superfícies. Também as hélices eram artesanais tendo sido esculpido directamente na madeira. O avião possuía ainda um motor a gasolina no qual a ignição era iniciada através de pedais e corrente de bicicleta.

Este avião tinha uma curiosidade engraçada para além de muitas: é que a orientação era contraria a que conhecemos hoje, a cauda estava direccionada para a frente.

O primeiro voo da história também é atribuído a Santos Drumond, brasileiro que construiu o 14Bis em 1906 e este sim era auto proporcionado tendo voado cerca de 60 metros a 3 metros de altura. Ao contrário do voo dos irmãos Wright este teve lugar em público tendo ficado registado por testemunhas e jornalistas.

Estes são os casos mais famosos no que remonta aos primórdios da aviação.

Foi durante a primeira guerra mundial que se notou a grande utilidade dos aviões (que era visto por muitos como um “brinquedo”) não só sendo utilizado para transporte mas também equipados com armas letais e destrutivos podiam infligir bastantes danos aos inimigos como o caso do famoso “Barão Vermelho” alemão.

A Partir da primeira Guerra mundial este ramo ficou sujeito a grandes e rápidas evoluções e grandes feitos históricos como a primeira travessia transatlântica, por Sacadura Cabral e Gago Coutinho (ver Historia Aviação Portuguesa). Só para se notar a evolução gigantesca da aviação em duas décadas, em 1930 já estava em desenvolvimento a turbina a jacto.

Já na década de 40 na Segunda guerra mundial os aviões tiveram um papel fundamental para o desenrolar do conflito e ganharam grande popularidade para este tipo de eventos por conseguir destruir tudo no solo, e ao mesmo tempo lá não se encontrar, sendo mais difícil de abater. A Partir daí o avião tornou -se um dos mais importantes veículos militares.

Em Outubro de 1947, o americano Chuck Yeager, no seu Bell X-1, foi a primeira pessoa a ultrapassar a barreira do som. O recorde mundial de velocidade para um avião de asa fixa tripulada é de 7 297 km/h, Mach 6,1, da aeronave X-15.

Durante o bloqueio de Berlim, aviões, tanto militares como civis, continuaram a abastecer Berlim Ocidental com mantimentos, em 1948, quando os acessos por estradas e linhas de comboio à cidade foram completamente bloqueados foi bloqueado por ordem da União Soviética.

O primeiro jacto comercial, o De Havilland Comet, foi introduzido em 1952, e o primeiro jacto comercial de sucesso, o Boeing 707, ainda nos anos 50.

O Boeing 707 iria desenvolver-se posteriormente no Boeing 737, a linha de aviões de passageiros mais usada do mundo, no Boeing 727, outro avião de passageiros bastante usado, e no Boeing 747, o maior avião comercial do mundo até 2005, quando foi superado pelo Airbus A380.

Fonte: aprenderparaensinar2.wikispaces.com

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SANTOS DUMONT: A HISTÓRIA DO AVIÃO

A HISTÓRIA

Nasceu em 20/07/1873 no Sítio de Cabangu-MG. Era filho de rico fazendeiro de café. Sempre contou com recursos para realizar seus experimentos.

Em 1891, aos 18 anos, mudou-se para França.

Foi aconselhado pelo pai a não re-alizar um curso superior, e sim procurar especialistas em física, química, mecânica e eletricidade, certo que seu fu-turo estava na mecânica.

Segundo o próprio Dumont, seu interesse pela mecânica nasceu quando ainda muito jo-vem dirigia as locomotivas que circulavam no interior da fazenda de seu pai.

O INTERESSE PELOS VÔOS

Em 1890, em São Paulo, Santos Dumont assistiria a uma ascensão de aeróstato e, desde então, mantinha o desejo de realizar um vôo. Em Paris, realizou uma série de vôos em balões livres. Era um esporte perigoso e que fascinava a juventude

OS DIRIGÍVEIS

Depois de alguns vôos, Santos Dumont decidiu projetar um balão.

Em 1898, Dumont projetou e construiu o balão denominado Santos Dumont N.º1, o primeiro de uma série de dirigíveis.

A plena dirigibilidade dos balões ainda não havia sido alcançada, e os inventores debruçavam-se sobre o problema. Dumont chegou a projetar e construir ainda mais 8 dirigíveis, aperfeiçoando-os cada vez mais. Os dirigíveis eram cada vez maiores e com motores cada vez mais potentes.

OS DIRIGÍVEIS O 14 BIS – A INVENÇÃO DO AVIÃO

Posteriormente, abandonou os balões e dirigíveis e concentrou-se nos estudos de um aparelho mais pesado que o ar e movido a motor de explosão. Em 1906, a aeronave estava pronta.

Tinha 10 metros de comprimento, 12 de en-vergadura e pesava 160 quilos, contando com um motor de 50 cavalos de força.

Em 13/09/1906, realizava o primei-ro vôo do 14 Bis. O avião correu por cerca de 200 metros e alcançou vôo, descrevendo um percurso de cerca de 100 metros, a mais de um metro de altura.

A AERONAVE DEMOISELLE

Em 1907, Dumont construiu um avião sensivelmente mais evoluído do que o primeiro.

Voava a aeronave Nº 19,batizada pelo povo de Paris como “Demoiselle”.

O Demoiselle era um aparelho leve, de grande efeito estético. Pousava e decolava em apenas 80 metros de terreno gramado. Diversos fabricantes consultaram o inventor brasi-leiro sobre a possibilidade de produzir o pequeno avião em escala industrial. Dumont respondia que qualquer indus-trial poderia copiar sem restrição o aparelho.

A VOLTA AO BRASIL

De volta ao país, Dumont tentou ser ouvido sobre a implantação da aviação no Brasil, mas o resultado foi frustrante. Dumont ficava incomodado com o descaso do governo brasileiro em relação ao novo invento e sua importância, a-pesar do reconhecimento internacional.

Somente em 1918, ele recebeu o sítio Cabangu, onde nascera, como doa-ção do Governo em reconhecimento por seus feitos.

A VOLTA AO BRASIL

Dumont abandonou a aeronáutica no auge do sucesso.

Em 12 anos de trabalho, ele projetara e construíra um balão esférico, 16 dirigíveis e sete aeronaves mais pesadas do que o ar. Em 1909, com apenas 36 anos, Dumont encer-rou definitivamente suas atividades aeronáuticas.

Quando o inventor tinha menos de 40 anos, foi acometido de es-clerose múltipla. A doença, degenerativa e progressiva, logo o impediu de voar e Dumont passou vários anos viven-do entre o Brasil e a Europa. Vivia constantes crises de depressão.

O SUICÍDIO

Alberto Santos-Dumont tirou a própria vida em um quarto do Grande Hotel de La Plage, Guarujá, em 1932, enfor-cando-se com uma gravata. O motivo, dizem alguns, teria sido uma profunda depressão causada pela constatação de que o avião, seu invento, estava sendo usado para fins militares. Virara um instrumento de morte e destruição. A certidão de óbito do inventor ficou “sumida” por 23 anos. Quando foi encontrada, dava como “causa mortis” de San-tos-Dumont um suposto “colapso cardíaco”. Não ficava bem o herói nacional ter cometido suicídio.

SANTOS X WRIGHT

A insistência em creditar aos irmãos Wright a invenção do avião incomodava Santos-Dumont, que levou seu 14 Bis ao ar em outubro de 1906, sem recorrer a qualquer artifício. As alegadas experiências dos irmãos Wright não pos-suíam nenhuma testemunha e não despertavam interesse na vizinhança. Os próprios irmãos se recusavam a exibir provas que seu planador voava realmente.

Inclusive tiveram diversos pedidos de patentes recusados e empresários também não se mostravam dispostos a in-vestir sem provas concretas da praticidade do instrumento. Somente em 1908, os Wright finalmente realizaram, na Europa, a primeira demonstração com a máquina que haviam criado. Era lançado ao ar através de uma catapulta instalada numa rampa. Dotada de esquis, não de rodas, a máquina dos norte-americanos, o Flyer, era incapaz de alçar-se aos céus sozinha, sem que houvesse o emprego da catapulta.

CURIOSIDADES

Ele assinava Santos=Dumont para indicar que considerava igualmente importante sua ascendência brasileira-lusitana com a francesa. Santos Dumont trouxe para o Brasil o 1º automóvel a rodar em nossas terras, um modelo PEUGEOT importado da França.

O primeiro relógio de pulso também foi inventado por Santos Dumont. Ainda idea-lizou e popularizou o chuveiro, a porta deslizante para hangar e a dirigibilidade dos balões. Ele era o brasileiro mais conhecido no mundo antes de Pelé.

PEDRO PICORELLI

THIAGO NOGUEIRA

Fonte: www.demec.ufmg.br

História do Avião

Breve História da Aviação

Segundo uma antiga lenda grega, Dédalo e seu filho Ícaro construíram asas com penas de aves e as fixaram as corpo com cêra. Ícaro, entuasiasmado com a experiência teria se aproximado muito do sol. O calor derreteu a cêra fazendo com que perdesse as asas e ocasionando sua morte por afogamento no mar. Mais do que uma estória a lenda nos traz o antigo desejo do homem de voar.

Datam do século XI as primeiras reais tentavas do homem de voar. Procurando imitar o vôo das aves, construíam asas e jogavam-se de penhascos e torres. O resultado previsivelmente era desastroso. Leonardo da Vinci projetou um engenho conhecido como ortóptero, baseado no princípio de vôo das aves, com asas oscilantes. Faltava ao homem músculos suficientes para impulsionar o mecanismo. Em 1897, Clement Ader realizou o primeiro vôo num aparelho mais pesado do que o ar devendo-se a ele também a adoção da palavra avião para designar seu invento. Ader fixou os elementos essenciais ao avião, inclusive com a adoção de um motor de 40 hp que lhe impulsionava.

ALBERTO SANTOS DUMONT

Nascido em 1873 no sítio Cabangu-MG (hoje cidade de Santos Dumont). Partiu para França em 1892 com a finalidade de estudar física, mecânica e eletricidade. Vivamente interessado por assuntos ligados a aerostação, iniciou a construção de balões dirigíveis impulsionados por motores.

Em 1900 ganhou o prêmio Deutsch de La Meurthe por ter conseguido cumprir o desafio de decolar, a bordo do dirigivel dumont de bandeira brasileira, efetuar o percurso ida-e-volta de Saint-Cloud a Tour Eiffel no prazo de 30 minutos.

Em 1904, com o famoso 14-bis, Santos Dumont tornou o pioneiro da aviação, ganhador do prêmio Archdeacon, por ter conseguido decolar do campo de Bagatelle, na presença de uma comissão do Aeroclube da França, por seus meios próprios ( isto é, sem auxílio de meios externos, como por exemplo a catapulta utilizada por outros aeronautas para alçar vôo) e voar por uma extensão de 66 metros a uma velocidade de 37 km/h, cabendo-lhe por mérito e direito o título de "Pai da Aviação".

No período de 1907 a 1910, Santos Dumont realizou inúmeros vôos com o monoplano Demoiselle. Patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, onde recebeu a patente de Marechal-do-Ar, escreveu as obras "No ar" e "O que eu vi: o que nós veremos", foi indicado para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras e negou-se a tomar posse por não julgar-se digno de tal honraria. Faleceu em São Paulo em 1932.

DATAS E FATOS MARCANTES

1904 - Primeiro vôo autonomo com Santos Dumont.
1909
- Travessia do Canal da Mancha pelo francês Louis Blériot.
1910
- Atingido o teto dos 1000 metros com Letham. - Ultrapassados os 100 km/h por Léon Morane. - Primeiro vôo num hidroavião com Fabre.
1913 -
Travessia do Mediterrâneo por Garros.
1913 -
Record de 200 km/h por Prevost.
1919
- Travessia do Atlântico por Alcock e Brown.
1927
- Nova Iorque/Paris em 33h30min por Lindberg.
1937
- Primeiro avião a reação ( jato ) - Alemão Heinkel 178.
1947
- Quebra da barreira do som com Chuck Yeager.

Fonte: www2.sorocaba.unesp.br

História do Avião

Desde os tempos mais remotos o homem sempre desejou poder voar.

Diversos estudiosos estudaram de forma exaustiva, formas de alcançar esse grande feito. Leonardo da Vinci, por exemplo, desenvolveu um protótipo de um avião no século XV.

Após o homem conseguir voar com uma aeronave mais leve que o ar: os balões, o grande desafio era desenvolver algo mais pesado que o ar e que pudesse voar através de meios próprios.

Em 1883, John J. Montgomery desenvolveu um planador, porém a invenção voava apenas de cima para baixo e através da força do vento somente.

O avião propriamente dito surgiu no início dos anos noventa e a maior polêmica dessa história está aqui: Quem inventou o avião, os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright ou o brasileiro Santos Dummont?

Pode ser novidade para os brasileiros, mas na maior parte do mundo os créditos de pai ou pais da aviação não são de Dummont como nós achamos, mas sim dos irmãos americanos.

Em 1903, eles conseguiram voar em um avião, porém aí está o detalhe da polêmica, eles voaram com o auxílio de uma catapulta, uma espécie de instrumento para se obter impulso, além disso, não houve testemunhas creditáveis (quatro salva-vidas e um garoto).

Posteriormente em 1908, Santos Summont voou com o 14Bis sem o auxílio de nada, pelas ruas de Paris, França, fato que foi oficializado e testemunhado por inúmeros moradores da capital além da imprensa francesa.

Alguns críticos dizem que pelo fato da invenção dos americanos voar com o auxílio de catapultas, não se pode considerar a invenção como um avião, sendo que é importante o fato de alcançar e manter o vôo próprio.

Para outros, o importante é a capacidade do vôo, visto que caças militares também utilizam catapultas, porém não deixam de ser aviões.

Porém neste caso, os especialistas falham ao esquecer que caças militares utilizam catapultas apenas para reduzir o comprimento da pista utilizada, e também que eles continuam o vôo após a utilização das catapultas, fato que não acontecia com o avião dos irmãos Wright, que era obrigado, após um impulso, a voltar ao chão.

Atualmente, os aviões são um dos mais importantes meios de transporte da humanidade e usam uma tecnologia que avança a cada dia.

Recentemente em 2005, a empresa francesa Airbus lançou o maior avião do mundo, o Airbus A380, com capacidade de 555 a 845 passageiros.

História do Avião

Fonte: www.historiadetudo.com

História do Avião

Santos Dumont e a Invenção do Avião

Na manhã de 23 julho de 1932, duas semanas depois de iniciada a guerra civil, Dumont presencia vôos rasantes de aeronaves do Exército e ouve bombas explodindo ao longe. Logo depois, tomado por uma profunda crise depressiva, o inventor enforcava-se no quarto do hotel em que vivia.

Alberto Santos Dumont foi o maior inventor brasileiro de todos os tempos e, também, aquele que contou com mais recursos à sua disposição para realizar seus experimentos. Filho de um grande fazendeiro de café, Dumont recebeu uma grande herança do pai, suficiente para financiar seus inventos e garantir sua subsistência ao longo de toda a vida. De seus inventos nunca recebeu nada, recusando-se a solicitar patentes de seus aparelhos por julgar que o segredo de invenção retardava o desenvolvimento aeronáutico.

Alberto Santos Dumont foi o maior inventor brasileiro de todos os tempos e, também, aquele que contou com mais recursos à sua disposição para realizar seus experimentos. Filho de um grande fazendeiro de café, Dumont recebeu uma grande herança do pai, suficiente para financiar seus inventos e garantir sua subsistência ao longo de toda a vida. De seus inventos nunca recebeu nada, recusando-se a solicitar patentes de seus aparelhos por julgar que o segredo de invenção retardava o desenvolvimento aeronáutico.

Durante alguns dias, Dumont realizou diversos experimentos com o 14 Bis.

Em 13 de setembro de 1906, diante de testemunhas, ele realizava seu histórico vôo.

Nessa época, o inventor brasileiro já se convencera de que o motor de explosão tinha se desenvolvido o suficiente para sua aplicação na construção de uma aeronave mais pesada do que o ar. E assim abandonou os balões e dirigíveis e concentrou-se nos estudos de um aparelho dessa natureza. Em 1906, a aeronave estava pronta. Tinha 10 metros de comprimento , 12 de envergadura e pesava 160 quilos, contando com um motor de 50 cavalos de força. No dia 13 de setembro de 1906, Dumont realizava o primeiro vôo do 14 Bis . Diante de numerosa comissão fiscalizadora do Aeroclube da França, no campo de Bagatelle, o avião correu por cerca de 200 metros e alcançou vôo, descrevendo um percurso de cerca de 100 metros, a mais de um metro de altura. Era a primeira vez que um aparelho mais pesado que o ar se elevava por seus próprios meios e permanecia no ar por algum tempo. A fama de Dumont espalhou-se rapidamente por vários países da europeus.

O aparelho Demoseille, projetado e construído por Santos Dumont, seria hoje chamada de aeronave ultra-leve. Com ela Dumont realizava viagens freqüentes no interior da França.

Em 1907, Dumont construiu um avião sensivelmente mais evoluído do que o primeiro: voava a aeronave Nº 19,batizada pelo povo de Paris como "Demoiselle". O aparelho possuía apenas 8,4 metros de comprimento e 5,10 cm de envergadura e se assentava sobre três rodas, duas na parte traseira do avião e uma na frente.

A fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa. O motor de 30 cavalos tinha sido concebido pelo próprio Dumont e pesava 40 quilos. Com esse avião, pioneiramente, Dumont realizou viagens orientadas por bússola. O aparelho voava a 80 quilômetros por hora.

O Demoiselle era um aparelho leve, de grande efeito estético. Pousava e decolava em apenas 80 metros de terreno gramado.

Dumont realizava vôos freqüentes com o aparelho sobre Paris e algumas pequenas navegações para locais próximos.

A volta ao Brasil

De volta ao país, Dumont tentou ser ouvido sobre a implantação da aviação no Brasil, mas o resultado foi frustrante. Depois de constatar o interesse que demonstravam pela aeronáutica diversos países, também, inconformado com a falta e importância que lhe era atribuída, entre nós, Dumont escreveu ao presidente da República. Na carta, datada de 16 de novembro de 1917, afirmava que a aviação já era reconhecida como uma das principais armas de guerra, que o Congresso norte-americano acabara de ordenar a construção de 22.000 aparelhos e que tanto a Argentina, como o Chile já possuíam uma grande frota aérea, enquanto o Brasil não dava atenção ao problema. A resposta à carta foi negativa, e Dumont, decepcionado, tornou-a pública, queixando-se de que sua opinião parecia menos valiosa para brasileiros do que para os americanos e chilenos.

Mas se ele revelava preocupação de que o Brasil fosse dotado de uma força aérea, não defendia a fabricação local. Ao contrário, Dumont acreditava que os aviões deveriam ser encomendados "às melhores casas européias e americanas", cujos tipos já tinham sido "consagrados pelas experiências na guerra".

Por outro lado, Dumont lembrava que os precursores da aeronáutica na França, seus contemporâneos, eram então os homens que estavam à frente da indústria ou da implantação dos projetos fabris. O mesmo aconteceria na indústria automobilística, com Renault e outros à frente. Para ele, isso acontecia porque "seus governos os têm sabido aproveitar.

Mas em 1917 o Governo tinha pouca vontade de se ocupar com a aviação, embora diversos governos brasileiros dessa época reconhecessem a importância do inventor, homenageando-o em várias ocasiões.

Em 1918, ele recebeu o sítio Cabangu, onde nascera, como doação do Governo em reconhecimento por seus feitos. Dumont adquiriu terras contíguas, formou pastos, construiu um açude e começou a criar gado.

Entretanto, ao reconhecimento internacional pela importância de seu invento, sucederam-se anos de sofrimento: quando o inventor tinha menos quarenta anos, uma terrível doença havia manifestava seus primeiros sintomas. Dumont foi acometido de esclerose múltipla. A doença, degenerativa e progressiva, logo o impediu de voar e Dumont passou vários anos vivendo entre o Brasil e a Europa, e sofrendo várias internações para tratamento dos sintomas da doença e alternando períodos de depressão e de vida relativamente normal .

Em 3 de dezembro de 1928, Dumont voltava de mais uma temporada na Europa. Ao mesmo tempo em que o navio em que viajava se preparava para aportar, já no interior da Baía da Guanabara, um hidroavião com vários passageiros a bordo realizava manobras com o objetivo de lançar sobre o navio uma mensagem de boas vindas ao inventor. No entanto, subitamente, aparentemente em razão de uma manobra equivocada, o avião caiu no mar, matando todos os seus ocupantes. O acidente provocou grande e prolongada depressão no inventor, que presenciou a queda da aeronave.

Em meados de 1931, Dumont está de volta novamente ao Brasil, depois de outra temporada no estrangeiro. A doença progredira muito e o inventor tinha grandes dificuldades de locomoção e muitos períodos de melancolia. Vai então morar no Guarujá, onde caminhadas matinais na praia são seus últimos momentos de bem estar.

Mas em 1932 irrompe a Revolução Constitucionalista. Em 14 de julho desse ano Dumont redige um manifesto conclamando os mineiros a se unir a São Paulo contra o Governo de Getúlio Vargas.

Na manhã de 23 julho de 1932, duas semanas depois de iniciada a guerra civil, Dumont presencia vôos rasantes de aeronaves do Exército e ouve bombas explodindo ao longe. Logo depois, tomado por uma profunda crise depressiva, o inventor enforcava-se no quarto do hotel em que vivia.

Desaparecia, aos cinquenta e nove anos de idade, o inventor do avião.

Jose Fier

Fonte: Museu Paulista da Universidade de São Paulo

História do Avião

Quem Inventou o Avião

Foi em 23 de outubro1906 nos céus de Paris que Santos Dumont voou com seu 14 Bis.

Qualquer brasileiro reconhece este fato como a criação do avião, pois foi documentado na presença de juízes este voou 60 metros, a uma altura de 2 a 3 metros.

Estava presente também uma multidão de curiosos. mas ha de se considerar o também voou dos irmãos wright que nos Estados Unidos faziam suas tentativas desde 1903 e também colocou um dirigível no ar.

Porém fica difícil para aqueles tempos definir o que seria um avião, considerando que muitas espécies de balões motorizados ja estavam sendo testados naquela época.

Verdadeiramente os aeroplanos começaram a voar mesmo foi um bom tempo depois na mesma época dos automóveis e algumas décadas após os trens.

Os gregos foram os primeiros a sonhar em voar. Quem não conhece o sonho de Ícaro?

Muito tempo se passou para que este sonho se concretizasse. Dos gregos a Santos Dumont e aos irmão wright foi preciso passar mais de 3000 anos.

Fonte: pt.shvoong.com

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