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Inflação

 

Inflação é um processo pelo qual ocorre aumento generalizado nos preços dos bens e serviços, provocando perda do poder aquisitivo da moeda. Isso faz com que o dinheiro valha cada vez menos, sendo necessária uma quantidade cada vez maior dele para adquirir os mesmos produtos.

Há vários fatores que podem gerar inflação. O aumento muito grande do preço de um item básico na economia pode contaminar os demais preços provocando uma alta generalizada. É o caso do petróleo e da energia elétrica, por exemplo.

O excesso de consumo também provoca inflação, pois os produtos tornam-se escassos ocasionando aumento de seus preços.

Em outra hipótese, se o Governo gasta mais do que arrecada, e para pagar suas contas emite papel-moeda, provoca inflação, pois está desvalorizando a moeda, uma vez que criou dinheiro novo sem lastro, sem garantia, sem que tenha havido criação de riqueza, de produção. Assim, os bens e serviços continuam os mesmos, mas o dinheiro em circulação aumenta de volume. Passa-se, então, a exigir maior quantidade de dinheiro pela mesma quantidade de produto, o que alguns economistas chamam de dinheiro fraco, dinheiro podre.

O processo inflacionário, quando instalado, é de difícil controle. Funciona como um círculo vicioso, obrigando a realização de reajustes periódicos de preços e salários, com o seu conseqüente agravamento. E quem mais sofre com tudo isso é a camada mais pobre da população, que não tem como se proteger.

Em épocas de inflação galopante, tivemos no Brasil contas bancárias com reajustes diários como forma de repor o poder de compra que o dinheiro perdia de um dia para o outro. Mas as pessoas mais pobres não tinham (e ainda não têm) acesso a contas bancárias, não podendo se utilizar desse benefício. E assim, seu dinheiro valia menos a cada dia.

A Correção Monetária tem o objetivo de minimizar (ou até neutralizar) as distorções causadas pela inflação na economia. Com ela, os valores monetários são reajustados com base na inflação ocorrida no período anterior, calculada por índices que procuram medir as mudanças que ocorrem nos níveis de preços de um período para outro. No Brasil, o cálculo destes índices é feito por entidades credenciadas, como o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Outras instituições também têm elaborado estes cálculos, como a FGV - Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro; FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, ambos em São Paulo; o IPEAD - Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis, em Belo Horizonte, dentre outros.

Os índices de preços, ou de inflação, são, portanto, indicadores que procuram mensurar a evolução do nível de preços. É um número que está associado à média ponderada dos preços de um conjunto de produtos, denominado cesta, em um determinado período.

Assim, se de um mês para o outro determinado índice de preços sofre uma elevação de 0,6%, por exemplo, significa que os preços que fazem parte da cesta correspondente a esse índice aumentaram, em média, 0,6%.

Há diversos índices que são utilizados para medir a inflação, cada um com metodologia de cálculo própria e com utilização específica. Para aferir, por exemplo, a variação dos preços dos produtos finais consumidos pela população, usa-se o índice de custo de vida (ICV) ou o índice de preços ao consumidor (IPC), tomando por base os produtos de consumo de uma família-padrão para toda a sociedade ou certa classe. Para medir a variação nos preços dos insumos e fatores de produção e demais produtos intermediários, usam-se índices de preços ao produtor ou o índice de preços no atacado (IPA).

A inflação no Brasil levou à criação de muitos índices diferentes para medir a inflação e corrigir a desvalorização da moeda.

Atualmente, os principais são:

IPC Fipe - Índice de Preços ao Consumidor.
IGP-M -
Índice Geral dos Preços do Mercado.
IPC -
Índice de Preços ao Consumidor.
IPA -
Índice de Preços no Atacado.
INCC -
Índice Nacional do Custo da Construção.
IGP-DI -
Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna.
INPC -
Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
IPCA -
Índice de Preços ao Consumidor Ampliado.
ICV -
Índice do Custo de Vida.
ICVM -
Índice do Custo de Vida da Classe Média.

Outras informações

O contrário de inflação, ou seja, a redução do nível de preços, chama-se deflação.

Em sua forma extrema, isto é, quando se encontra fora de controle e com aumentos de preços absurdos, a inflação é chamada de hiperinflação.

Em períodos de inflação alta, em que os preços chegam a sofrer reajustes diários, a população não retém dinheiro, pois ele se desvaloriza muito rápido. Tão logo recebem o dinheiro as pessoas compram mercadorias, pois se deixarem para o dia seguinte não conseguirão comprar tudo o que conseguem comprar hoje.

O caso mais grave de hiperinflação que se tem notícia ocorreu na Alemanha, após a primeira guerra mundial, que chegou a acusar um trilhão por cento entre agosto de 1922 e novembro de 1923.

Índices de inflação do Brasil

Para que se conheça um pouco daquilo que é apresentado sobre a inflação nas notícias, apresentaremos a seguir uma lista dos principais índices de inflação do Brasil.

Índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), índice da Universidade de São Paulo (USP), pesquisado no município de São Paulo, que tenta refletir o custo de vida de famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos. Esse índice é calculado desde 1939.

Índices da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

IPA (Índice de Preços no Atacado) é um índice com base na variação dos preços no mercado atacadista.
IPC-Br
(Índice Preços ao Consumidor) é calculado com base nos custos de famílias com renda de até 33 salários mínimos, cobrindo 12 das principais capitais do país.
IPC-RJ
(Índice Preços ao Consumidor – Rio de Janeiro), índice que considera a variação dos preços na cidade do Rio de Janeiro, que toma por base os gastos de famílias com renda de um a 33 salários mínimos.
INCC
(Índice Nacional do Custo da Construção). Reflete a variação dos preços de materiais de construção e da mão-de-obra no setor da construção civil. É calculado a partir da média dos índices de doze regiões metropolitanas. Utilizado em financiamento direto de construtoras e incorporadoras.
IGP
(Índice Geral de Preços), costuma ser usado em contratos com prazo mais longo, como aluguel. O índice apura as variações de preços de matérias-primas agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços finais no consumo. O IGP é calculado com base nos gastos de famílias com renda de até 33 salários mínimos. O IGP subdivide-se em alguns outros índices de acordo com o período de tempo em que ele é calculado.

Apesar de existirem diferentes IGP, todos eles são uma média ponderada dos seguintes índices:

Índice de preços no atacado (IPA), com peso de 60%; índice de preços ao consumidor, (IPC) no Rio de Janeiro e São Paulo, com peso de 30%; índice nacional de custo da construção (INCC), com peso de 10%.
IGP-DI
(Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) é o IGP pesquisado do dia 1.º ao último dia do mês corrente. Esse índice é calculado desde 1944.
IGP-M
(Índice Geral de Preços do Mercado), índice cuja metodologia é igual à do IGP-DI, mas pesquisado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte. Esse índice é calculado desde 1989.
IGP-10
(Índice Geral de Preços 10) é elaborado com a mesma metodologia do IGP-DI e do IGP-M, mudando apenas o período de coleta de preços: entre o dia 11 de um mês e o dia 10 do mês seguinte. Esse índice é calculado desde 1994.

Índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre os dias 1.º e 30 de cada mês. Compõe-se da variação de preços das 11 maiores regiões metropolitanas do país. Reflete o custo de vida para famílias com renda mensal de um a oito salários mínimos. Esse índice é calculado desde 1979 e é utilizado nos reajustes de salário.
IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado desde 1979, semelhante ao INPC, porém, refletindo o custo de vida para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa é feita nas mesmas 11 regiões metropolitanas, tendo sido escolhido como alvo das metas de inflação no Brasil.
IPCA-15
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15). É igual ao IPCA, diferindo no período de cálculo. Calcula-se com base na variação que ocorre do dia 16 de um mês ao dia 15 do mês seguinte. Esse índice é calculado desde 2000.

Vemos que existem vários índices para medir a inflação. E esses apresentados são apenas os mais usados.

Apesar de existirem vários índices, há apenas duas diferenças entre todos eles:

1. Os bens e serviços que estão contidos na cesta que estamos considerando.

Alguns tentam refletir a percepção do consumidor, enquanto outros tentam refletir a percepção dos atacadistas.

2. O período em que o índice é considerado. Alguns são considerados do primeiro dia ao último dia do mês, enquanto outros são considerados entre outras datas.

No Brasil, o número de índices para medir a inflação é muito alto. Isso se deve principalmente à alta inflação que ocorreu no país nos anos 1980 até o início dos anos 1990. Muitas vezes, já no início do mês, precisava-se saber qual era a inflação no mês anterior. Dessa forma o IGP-M foi instituído.

Isso porque os preços são coletados e deve-se fazer uma análise dos dados.

Assim, como os dados eram coletados até o dia 20, poderiam ser divulgados antes do início do próximo mês.

Fonte: www.gazetadeitauna.com.br

Inflação

A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços onde esse aumento é contínuo. Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma estabilidade nos preços.

Significado

A inflação é o aumento do índice de preços e pode se originar de várias maneiras. A inflação de demanda e a inflação de custo, como dois dos principais tipos.

A inflação pode ser dividida em:

Inflação de Demanda

É quando há excesso de demanda agregada em relação à produção disponívelquando a economia . As chances da inflação da demanda acontecer aumenta produz próximo do emprego de recursos.

Para a inflação de demanda ser combatida, é necessário que a política econômica se baseie em instrumentos que provoquem a redução da procura agregada.

Inflação de Custos

É associada à inflação de oferta. O nível da demanda permanece e os custos aumentam. Com o aumento dos custos ocorre uma retração da produção fazendo com que os preços de mercado também sofram aumento.

As causas mais comuns da inflação de custos são: os aumentos salariais faz com que o custo unitário de um bem ou serviço aumente o aumento do custo de matéria-prima que provoca um super aumento nos custos da produção fazendo com que o custo final do bem ou serviço aumente e por fim, a estrutura de mercado que algumas empresas aumentam seus lucros acima da elevação dos custos de produção.

Conseqüências da Inflação:

Sobre a Distribuição de Renda

Os trabalhadores saem perdendo, pois seus salários são reajustados periodicamente, ao passo que os preços de bens e serviços sobem quase diariamente. Os empresários defendem seus ganhos repassando o aumento de seus custos para o consumidor elevando o preço de seus produtos. Por outro lado, os donos de imóveis têm suas propriedades valorizadas e os profissionais liberais podem aumentar seus honorários.

Sobre a Balança Comercial

Com a inflação, os preços dos bens e serviços produzidos internamente tendem a ficar mais elevados do que os dos importados, levando as pessoas a aumentarem o consumo das mercadorias importadas, o que contribui para o déficit na balança comercial. A alta taxação desses produtos é a forma de o governo evitar esse desequilíbrio.

Sobre as Expectativas dos Empresários

Com a inflação e as medidas de políticas econômicas adotadas para combatê-la, como por exemplo, a redução de crédito, os lucros dos empresários tendem a ficar instáveis, fato que não lhes permite uma perspectiva segura em longo prazo. Em razão disso, tornam-se mais cautelosos e reduzem seus investimentos. Conseqüentemente, há um comprometimento da capacidade produtiva do sistema econômico, o que leva a uma queda no nível do emprego da mão-de-obra.

Ação do Governo no Combate a Inflação de Demanda

Diminuição da quantidade de dinheiro na economia, o que é obtido pelo rígido controle sobre as emissões de papel moeda, limitação ao crédito, limitação a empréstimos e limitação a financiamentos.

Aumenta os impostos e corta gastos do governo.

Ação do Governo no Combate a Inflação de Custos

O governo acompanha a evolução dos custos de produção das empresas e autoriza aumentos de preços apenas quando fica demonstrado que realmente houve um substancial aumento nos custos de produção.

A Evolução da Inflação no Brasil em Décadas

Década de 1930 – Média Anual de 6%
Década de 1940 – Média Anual de 12%
Década de 1950 – Média Anual de 19%
Década de 1960 – Média Anual de 40%
Década de 1970 – Média Anual de 40%
Década de 1980 – Média Anual de 330%
Entre os anos de 1990 – 1994 – Média Anual de 764%
Entre os anos de 1995 – 2000 – Média Anual de 8,6%

Fonte: faculdadearapoti.com.br

Inflação

Mitos e verdades sobre a inflação

Quando o assunto é inflação, o cenário atual é preocupante. As discussões têm-se revelado inócuas e as medidas do governo, tímidas. Na população ganha corpo uma sensação de perda de controle do processo. O consenso sobre as origens do problema é nenhum. Tampouco quanto às medidas para combatê-lo. O resultado é uma espiral crescente de preocupações, alimentada por uma onda generalizada de aumentos nos setores de alimentos, serviços, produtos manufaturados e custos administrados pelo governo. Vivemos em um ambiente fértil para proliferar todo o tipo de visões catastróficas.

A hiperinflação vai voltar. Os preços estão fora de controle. Os alimentos vão sumir dos supermercados. O confisco da poupança pode voltar. Existem catástrofes à vista para todos os gostos e tendências no imaginário popular.

Temores e insegurança trazidos por uma inflação crescente são veículos ideais para ressuscitar na mente da população os momentos difíceis vividos em décadas passadas até a chegada do Plano Real. Falta de alimentos, aumentos desenfreados de preços, intervenção na poupança, seqüestro de gado no campo e outras práticas e situações pouco amistosas. Nascido em fevereiro de 1994, o Plano Real, ainda em sua fase adolescente, apresenta características evidentes de envelhecimento precoce, exigindo uma plástica reparadora. O Brasil do Real não tinha reservas internacionais. A taxa de desemprego era o dobro da atual. O mercado consumidor estava estagnado. A lei de responsabilidade fiscal não existia. Os bancos estaduais eram ferramenta de geração de caixa a governos estaduais perdulários. O governo arrecadava 27% do PIB. Nossa moeda estava desvalorizada. As reservas externas eram de cerca de US$ 30 bilhões. O saldo da balança de pagamentos era próximo de zero.

O quadro atual é profundamente diverso. Portanto, alguns princípios modelares do plano já não são mais tão eficazes como foram no passado. Caso típico da taxa Selic.

Para recuperar os atributos visuais do Plano Real, recomenda-se a aplicação de botox para acabar com as rugas incorporadas pelas deformações de propósitos incluídas ao longo do tempo em sua concepção original.

Três pontos merecem destaque: em primeiro lugar, a taxa básica de juros perdeu sua efetividade como instrumento regulador da pressão inflacionária. O segundo ponto é que trocamos a formação de uma poupança interna pela venda de títulos públicos atrelados à Selic, captados a custos estratosféricos. O terceiro ponto é que, com a crise do subprime em 2008, a saída foi incrementar os gastos públicos e desonerar a carga tributária. A partir daí, o ufanismo cingiu o semblante dos políticos.

Situação semelhante ocorreu em 1973. O mundo vivia a primeira crise do petróleo e nossos governantes faziam planos mirabolantes. O Brasil era uma ilha de prosperidade.

A perspectiva econômica ufanista nos levou a uma tremenda inflação, controlada só vinte anos depois. Hoje, o sobrepeso do Estado sobre a economia compromete seriamente a eficiência das medidas corretivas. Vivendo à custa de uma dieta rica em calorias, proporcionada por uma concepção de Estado onipresente e clientelista, só temos conseguido aumentar o déficit nas transações correntes em relação ao PIB. De positivo em 0,8%, em 2003, para negativo em 2,3%, em 2010. Considerados os ajustes contábeis.

Medida saneadora seria a realização de uma lipoaspiração para eliminação das gorduras localizadas. Para maior eficiência, tal procedimento precisaria ser acompanhado de cirurgia de redução do estômago para limitar o ímpeto de um Estado voraz, que consome quase metade de tudo o que se produz no País. Em cirurgias desse tipo é sempre possível uma recaída. Para evitá-la, recomenda-se que o Estado livre-se rapidamente das áreas de infraestrutura, reduzindo seu apetite por verbas, cargos e tentações inomináveis às quais a montanha de dinheiro de seus orçamentos expõe os dedicados funcionários. Privatizar aeroportos, ferrovias, portos, rodovias e hidrelétricas seria bastante saudável.

Para mantermos uma dieta menos calórica, recomenda-se a contratação de administradores com experiência comprovada nas diferentes áreas de atuação, dispensando desse trabalho milhares de gestores políticos despreparados, que fingem gerir mais de um trilhão de reais a cada ano, fruto do trabalho suado dos brasileiros.

Somente com a aplicação dos conceitos de produtividade e qualidade poderemos nos livrar da falta de competência gerencial.

A situação atual não pode ser creditada a um governante específico. Tampouco, as medidas devem ser aplicadas a um ministério em especial, órgão ou empresa do governo. Devem fazer parte de uma reengenharia na forma de administrar, entender o País e projetar o futuro. Uma oportuna revisão do Plano Real poderia representar o necessário PAC da Economia para equacionarmos e colocarmos em ação algumas questões críticas do Brasil, para que não venhamos a passar vexame nos eventos de 2014 e 2016.

Neste conjunto de situações, não é menor a responsabilidade de milhões de eleitores que, ano após ano, a partir de visões locais, interesses regionais ou partidários, outorgam cargos e grandes responsabilidades a políticos desqualificados. Alguns dirão ser esse o preço da democracia. Caso seja esse seu entendimento, pare de se preocupar com a inflação, viva feliz e sem reclamar da incapacidade até agora demonstrada pelo governo de adotar as medidas necessárias.

CARLOS STEMPNIEWSKI

Fonte: www.sindilojasbh.com.br

Inflação

Inflação é o contínuo, persistente e generalizado aumento de preços.

Consideramos quatro tipos principais:

A ) Inflação de demanda

Refere-se ao excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços na economia. É causada pelo crescimento dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção. Ocorre apenas quando a economia está próxima do pleno-emprego, ou seja, não pode aumentar substancialmente a oferta de bens e serviços a curto prazo.

B ) Inflação de custos

Tem suas causas nas condições de oferta de bens e serviços na economia. O nível da demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos fatores importantes aumentam, levando à retração da oferta e provocando um aumento dos preços de mercado.

C ) Inflação inercial

É a aquela em que a inflação presente é uma função da inflação passada.

Se deve à inércia inflacionária, que é a resistência que os preços de uma economia oferecem às políticas de estabilização que atacam as causa primárias da inflação. Seu grande vilão é a "indexação", que é o reajuste do valor das parcelas de contratos pela inflação do período passado.

C1) Estagflação define-se como uma situação típica de recessão, ou seja, diminuição das atividades econômicas e aumento dos índices de desemprego, além da inflação, além da falta de instrumentos institucionais que regulem a economia, de conformidade com a doutrina de Keynes(é o que caracteriza esse conceito).

D ) Inflação estrutural

A corrente estruturalista supunha que a inflação em países em vias de desenvolvimento é essencialmente causada por pressões de custos, derivados de questões estruturais como a agrícola e a de comércio internacional. a inflação de demanda é acarretada basicamente por uma certa defasagem entre a quantidade ofertada e a quantidade demandada, sendo esta última bem maior do que a primeira, causando dessa forma uma pressão nos preços em função de um certo patamar de demanda reprimida. Dentro deste contexto a inflação da moeda estreitamente relacionada com a inflação de demanda, pois quando o governo pratica a emissão de moeda (aumentando a base monetária) cria na população, a curto prazo, a idéia do aumento do poder aquisitivo.

A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país. Resulta na diminuição da produção e do trabalho, dos salários e dos benefícios das empresas. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa.

Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestímulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego.

Tecnicamente, para que a economia de um país entre em recessão, são necessários dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Se o PIB crescer pouco, pode-se falar até de estagnação econômica, mas não de recessão.

Embora caracterizada por uma redução expressiva das atividades comerciais e industriais, a recessão é considerada como uma fase normal do ciclo econômico, sendo bem menos severa que a depressão.

Como exemplo de recessão temos os EUA e Japão, que entraram no ano de 2008, em um grande declínio econômico. Como principal causa podemos citar a "crise do 08" que está afetando fortemente grandes potências Depressão econômica consiste num longo período caracterizado por numerosas falências de empresas, crescimento anormal do desemprego elevado, escassez de crédito, baixos níveis de produção e investimento, redução das transações comerciais, alta volatilidade do câmbio com deflação ou hiperinflação, e crise de confiança generalizada.

É mais severa que uma recessão, a qual é uma fase declinante normal do ciclo econômico.

Uma regra usual para definir a depressão é a redução de 10% no PIB .

Fonte: www.geocities.com

Inflação

O QUE É INFLAÇÃO?

Esta palavra nos torturou muito no passado, e este fantasma passa a nos assombrar novamente no presente. Mesmo sendo um termo comum a todos, ainda assim encontramos pessoas com dificuldades para dar uma definição precisa.

Vamos fazer um teste?

Responda rapidamente: O que é inflação?

Existem várias formas de se responder: É o aumento de preços das mercadorias. É o aumento do custo de vida.

Porém, a resposta mais completa seria: A inflação se caracteriza por altas persistentes e generalizada dos preços dos bens de consumo duráveis, não duráveis, bens de capital, insumos, mão-de-obra e recursos naturais.

A inflação ocorre quando a emissão de moeda pelo governo se encontra acima de suas receitas, ou seja, sem o devido lastro de produtividade gerado pela economia. Entende-se por moeda, além da moeda de troca, os papéis do tesouro e outros títulos do governo vendidos no mercado de capitais. Como conseqüência da expansão do meio circulante, os preços sobem. A tendência numa economia inflacionária é de se projetar a inflação futura como uma forma de proteção do padrão monetário. Isso faz com que a própria economia realimente a inflação gerando uma espiral inflacionária geométrica.

Inflação é um fenômeno encontrado em quase todas as economias mundiais, embora suas conseqüências sejam mais sentidas em países em fase de desenvolvimento, como o Brasil, em que a inflação chegou a atingir até três dígitos.

Uma das formas já utilizadas e questionadas de combate à inflação é o congelamento de preços. Questiona-se essa forma de combate à inflação porque os preços nada mais são do que o termômetro pelo qual se mede a inflação.

Podemos comparar o congelamento de preços a uma pessoa que está em estado febril: medimos a febre dela e, ao invés do médico receitar um antitérmico, ele coloca o termômetro na geladeira. O grau de febre registrado no termômetro baixará, mas o doente continuará com febre. É o que ocorreu no congelamento de preços praticado pelo Governo Sarney (1986), quando se tentou controlar a inflação utilizando esse mecanismo. O resultado foi uma maior concentração de renda nacional, pois, efetivamente, somente os salários ficaram sob o controle do Governo, e, após o descongelamento, a febre continuou de forma mais intensa.

Um dos maiores perigos para o País é que a inflação gera distorções na economia, inclusive a falsa impressão de ganhos que jamais existiram. As pessoas se iludem com esses falsos ganhos e passam a ter comportamentos de consumo que realimentará esse fluxo.

A inflação é usualmente reconhecida sob três formas principais:

Inflação de demanda: Ocorre quando há excesso de demanda, consumo, para bens e serviços em relação à oferta. Neste caso, a origem da inflação está diretamente relacionada ao comportamento do consumidor.

Inflação de custo: Ocorre quando há um aumento dos custos de produção - aumento de preço de matéria-prima, aumento dos salários – sem, conseqüentemente, aumento da produtividade da empresa. Neste caso a origem da inflação está diretamente relacionada à empresa.

Existe, ainda, a chamada inflação psicológica, que tem origem no comportamento dos empresários (ofertantes) e no comportamento dos consumidores (demandantes). Os empresários, para se proteger de uma possível inflação futura, alteram os preços no presente, e os consumidores, prevendo novas altas, consomem além das atuais necessidades. Consomem para estocar, gerando, assim, o desequilíbrio da oferta e da procura.

Você saberia responder qual poderia ser a origem da nossa atual inflação?

Ana Claudia Gutierres

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Abreu, M. P. (1990) “Inflação, Estagnação e Ruptura: 1961-1964”. In: Abreu, M. P. (org) A Ordem do Progresso, Rio de Janeiro: Editora Campus.
Baer, W. (1996). O ressurgimento da inflação no Brasil: 1974-86. In: Baer, W. A economia brasileira. São Paulo. Ed. Nobel. (Cap 7 – pág. 135-162).
Lessa, C. (1983) Quinze Anos de Política Econômica. São Paulo: Editora Brasiliense.
Serra, J. (1982) “Ciclos e Mudanças Estruturais na Economia Brasileira do Pós- Guerra”. In: Belluzzo, L. G. M. & Coutinho, R. (orgs) Desenvolvimento Capitalista no Brasil, Vol. 1, São Paulo: Editora Brasiliense.

Fonte: www.revista.inf.br

Inflação

A inflação e um aumento generalizado de preços. Ou seja, se o preço de apenas um produto subir, não podemos dizer que ocorreu inflação. Todavia, se o preço de vários produtos subirem, podemos dizer que houve inflação.

Existem vários entidades que calculam a inflação, Algumas relacionadas ao governo e outras independestes. Cada uma delas começa pensando no tipo de consumidor que quer tomar como padrão. Assim, essas entidades calculam diferentes índices de inflação.

As fontes de inflação são divididas em três tipos:

Estrutura de mercado que condiciona capacidade dos setores a repassar aumentos de custos aos preços dos produtos.

Grau de abertura da economia ao comércio exterior

Estrutura das organizações, pois quanto maior é o poder de troca dos sindicatos, maior será a capacidade de obter reajustes salariais.

Índices de Inflação

1. IGP-M

Índice Geral dos Preços do Mercado, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. A coleta de preços é feita entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês corrente, com divulgação no dia 30. É composto por três índices: Índice de Preços no Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representam 60%, 30% e 10%, respectivamente, do IGP-M.

2. IPA

Índice de Preços no Atacado, calculado pela FGV, com base na variação dos preços no mercado atacadista. Este índice é calculado para três intervalos diferentes, e compõem os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10), com um peso de 60%.

3. IPC

Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FGV, mede a inflação para famílias com rendimentos entre 1 e 33 salários mínimos, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O IPC representa 30% do IGP-M. Este índice é calculado para três intervalos diferentes, e compõem os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10), com um peso de 30%.

4. INCC

Índice Nacional do Custo da Construção, calculado pela FGV, mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços atualizados pelo setor de construção civil. Este índice é calculado para três intervalos diferentes, e compõem os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10), com um peso de 10%.

5. IGP-DI

Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna. É calculado pela FGV entre o primeiro e o último dia do mês. Sua divulgação ocorre por volta do dia 10 do mês seguinte. Mede os preços que afetam diretamente a atividade econômica do País, excluída as exportações. A exemplo do IGP-M, também é composto pela média ponderada do IPC, IPA e INCC, calculados para o respectivo período.

6. INPC

Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 8 salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis.

7. IPCA

Índice de Preços ao Consumidor Ampliado. É calculado pelo IBGE nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis.

8. Deflator doPIB

É a razão entre o PIB Nominal e o PIB Real, ou seja, é o preço de determinada mercadoria ou serviço em um determinado ano relativamente ao preço desta no ano-base.

Resumindo

O PIB nominal mede o valor da produção da economia. O PIB real mede a quantidade de produto, ou seja, a produção avaliada em preços constantes (do ano-base). O deflator do PIB mede o preço da unidade típica de produto em comparação com seu preço no ano-base.

9. PIB Nominal

É o valor dos bens e serviços medidos a preços correntes.

10. PIB Real

É o valor dos bens e serviços medidos a preços constantes. É uma medida mais perfeita do bem-estar econômico, pois leva em conta a produção total de bens e serviços sem a influência da variação nos preços.

Fonte: ecen.com

Inflação

O que controla a inflação?

A maioria dos analistas acredita que o Banco Central controla a inflação usando a política de metas de inflação e a taxa de juros Selic como seu instrumento. No entanto, pela primeira vez o voto majoritário da última reunião do Copom atribuiu à oferta de produtos importados no câmbio atual como o fator preponderante de controle inflacionário.

Cresce a percepção entre os analistas que a âncora cambial tem um efeito maior sobre a inflação do que a meta de inflação que procura dar ao mercado a expectativa para reajustar preços e salários.

Assim, pode estar em jogo o dogma das expectativas como o fio condutor do processo inflacionário, numa economia globalizada, ou seja, os agentes econômicos não formam seus preços. Esses são formados pela forte e crescente concorrência internacional.

Assim, a política monetária perde eficácia atropelada pela inexorável competição entre milhões de empresas espalhadas pelo mundo. Isso é mais verdadeiro num país como o nosso onde as taxas de juros ao tomador final pouco tem a ver com a taxa Selic, devido aos altos spreads bancários e onde a oferta de crédito atinge parcela pequena da demanda.

A pergunta então é: O que faz o dólar perder valor perante o real, causando o aumento em nossas importações, que impedem as remarcações de preços das empresas? Segundo uns o nível da taxa de câmbio é decorrente da farta liquidez internacional, aos fundamentos mais sólidos da economia, ao superávit das contas externas, ao investimento direto líquido de estrangeiros (IDLE) e aos empréstimos externos tomados pelas empresas a taxas de juros cada vez mais baixas devido à queda do risco país.

Desde 2004 ocorre anualmente nas contas externas uma sobra de US$ 30 bilhões devido ao saldo das transações correntes e do IDLE.

Esse saldo independe da Selic e está garantido pela forte expansão das exportações devido a vários fatores que deverão permanecer por um bom período: nível elevado do comércio internacional, preço e demanda elevados das commodities, exploração mais intensa dos mercados emergentes, agregação de valor aos produtos exportados e posição estratégica na produção de alimentos e nos biocombustíveis.

Outros argumentam que a causa principal da apreciação cambial está na alta taxa Selic que proporciona aplicações financeiras mais rentáveis do que em outros países, injetando dólares em excesso na economia.

Os dois argumentos são válidos e não excludentes. O fato é que o Banco Central abandonou há mais de um ano a política de câmbio flutuante efetuando compras maciças de dólares para evitar ainda mais a valorização do real. Apesar disso, da queda contínua da Selic desde setembro de 2005 e de outras medidas visando reduzir a oferta de dólares, o real vai se apreciando a cada mês e crescem vigorosamente as reservas internacionais.

A conseqüência natural do crescimento dessas reservas é a queda contínua do risco país e a atração de mais dólares. A não ser que haja uma reviravolta no mercado americano com a elevação das taxas de juros, esse processo tende a continuar apreciando o real e trazendo para mais cedo a obtenção do grau de investimento, que atrairá ainda mais dólares ao país.

Assim, não deveria causar espanto se ao final do ano, mantido o ritmo de crescimento das reservas, elas se aproximassem de US$ 200 bilhões como falou o Presidente da República.

A política econômica do governo é aumentar a demanda para gerar o crescimento econômico, usando para isso reajustes reais no salário mínimo, crédito consignado e expansão dos programas sociais.

O aumento da demanda gera o aumento da oferta e não o inverso. Num primeiro momento esse aumento da demanda é atendido pelas importações e em seguida a produção local corre atrás reduzindo margens de lucro que são compensadas pelo aumento do volume de vendas.

O que garante tudo isso é o câmbio nos níveis atuais que constitui a barreira para que o aumento da demanda não ocasione remarcação de preços, preservando o poder aquisitivo dos consumidores e gerando expressivo aumento do consumo e do emprego.

O que se perde de emprego pela perda de exportações de alguns setores é mais do que compensado pelo crescimento de emprego pela preservação do poder de compra dos consumidores.

Essa é a diferença marcante com a política econômica de governos anteriores, apesar de muitos insistirem que o atual governo é uma continuidade do anterior.

Como a inflação está sob controle independentemente do Banco Central, isso força o Copom a proceder a quedas contínuas da Selic que sempre foi uma aberração econômica. Não tem explicação para o fato dos 26 países emergentes terem inflação de 4% ao ano com taxas de juros reais muito inferiores às nossas.

Isso vem de longa data e já foi muito pior.

Cabe então a pergunta

Os bancos centrais destes países estão com políticas monetárias erradas e o nosso é que está certo? É evidente que não. Esta grande distorção na Selic comandada pelo sistema financeiro em parceria com o Banco Central causou nos últimos dez anos uma perda de 8% do PIB desse período em juros pagos pelo setor público. Não existe país no mundo que tenha sofrido um golpe tão forte em suas finanças públicas.

Para desviar a atenção dessa aberração fiscal alguns analistas, com farta cobertura na mídia, procuraram colocar a culpa do problema fiscal do país na Previdência Social e nos programas sociais do governo, cujas despesas cresceram mais do que o PIB nos últimos anos.

A falha dessas análises é que só procuraram medir os custos e não a relação custo sobre benefício. Além disso, foram incapazes de projetar esses custos no longo prazo, pois não apresentaram cálculos atuariais, que é o mínimo necessário para serem levadas a sério.

As perspectivas para os próximos anos são de fortes crescimentos nas importações e taxas de câmbio decrescentes. Assim, tudo indica que o principal instrumento de controle inflacionário esteja na taxa de câmbio que tende a se apreciar com maior ou menor velocidade dependendo do volume de compras de dólares pelo Banco Central, que é o piloto da inflação que ele deseja e não o da meta de inflação de 4,5% ao ano.

Amir Khair

Fonte: www.ie.ufrj.br

Inflação

A inflação é um processo de elevação de preços que ocorre sempre que há procura maior do que a capacidade de uma economia produzir determinado bem ou serviço.

Em resumo, a inflação pode ser de oferta – quando há escassez de produto – ou de demanda – quando a procura é maior do que a quantidade ofertada.

No Brasil, vivemos atualmente um período de inflação de demanda, haja vista que o aquecimento econômico deixou as pessoas com maior poder aquisitivo, o que expandiu o consumo, ao mesmo tempo em que a produção não conseguiu acompanhar este crescimento.

Este cenário de atividade aquecida fica evidente pelos dados do PIB do primeiro semestre de 2010, com alta de 9,0% - a maior da série histórica do IBGE, iniciada em 1995. Além disso, o noticiário tem trazido informações sobre taxas recordes de contratação de mão-de-obra, desemprego em queda e produção industrial em expansão.

A conjunção destes fatores tem conduzido uma revisão constante das expectativas de inflação. Os economistas consultados pelo Banco Central (pesquisa Focus) aumentam, a cada semana, suas projeções. Diante disso, o Banco Central começou a lançar mão de seus instrumentos de controle da elevação dos preços, dando início a um ciclo de alta da taxa básica de juros. Entenda as causas da inflação e como combatê-la.

Perguntas e Respostas

1. O que é inflação?

É o aumento no nível geral de preços dos bens e serviços de uma economia. Sua medição dá-se pelo acompanhamento de índices de inflação.

2. O que causa inflação?

São vários os fatores que causam inflação. Um dos mais importantes é a (a) aproximação entre oferta e demanda agregada. Em outras palavras, quando o consumo interno de um país fica muito perto de sua capacidade produtiva, os empresários podem ter incentivo para aumentar os preços.

Outro processo muito comum é o (b) choque de oferta, que se dá quando algum imprevisto causa queda brusca no volume de produção de determinado bem.

Trata-se de ocorrência relativamente comum no setor agrícola, pois, não raro, lavouras são afetadas por problemas climáticos. Contudo, tais declínios acentuados de produção tendem a ter efeito limitado sobre os índices gerais de preço, haja vista que o cálculo de sua variação dá-se sobre uma cesta muito grande de produtos.

Há outros fatores, não menos relevantes, que influenciam o comportamento da inflação. Um deles é (c) a variação cambial. Uma eventual elevação súbita da cotação do dólar ante o real, como a que se viu em 1999, tem como efeito automático o encarecimento dos chamados produtos ‘tradables’, isto é, aqueles comercializáveis tanto interna quanto externamente. é que esses bens e serviços, justamente por essa característica, são cotados na moeda americana.

Ainda no campo externo, um (d) fenômeno inflacionário que atinja diversos países tende a contaminar os preços domésticos. é o que se viu antes da crise financeira americana de 2008, quando as cotações das commodities agrícolas, minerais e energéticas subiam com vigor na esteira da pujante demanda internacional.

Por fim, (e) a inflação passada também pode alimentar reajustes de preços no presente. Este processo, que atualmente se dá em nível muito menor que o verificado no período de hiperinflação, é chamado de indexação. A boa notícia é que este efeito restringe-se hoje aos chamados preços administrados - aqueles regulados por contratos que determinam a recomposição da inflação passada por meio de um índice de preço. Este é o caso de muitos serviços públicos, cadernetas de poupança e aluguéis.

3. Quais são os tipos de inflação?

São dois os principais tipos de inflação: A de oferta e a de demanda.

A primeira se verifica quando há escassez de produto, ao passo que a segunda ocorre quando a procura é maior do que a quantidade ofertada.

4. Como a inflação é sentida pela população?

A inflação não é sentida de forma homogênea pelas famílias. Seu impacto depende muito do que cada uma consome, onde mora, qual a sua renda mensal, entre outros fatores. Os institutos de pesquisa desenvolveram diversos índices de preço para abranger grupos sociais ou níveis de renda específicos.

5. O que é um índice de inflação?

Um índice de inflação é um indicador que mede a evolução dos preços de um agregado de bens e serviços num determinado período de tempo. Existe uma dezena deles no Brasil como herança da época da hiperinflação, quando o ritmo frenético de reajustes demandava acompanhamento diário ou semanal. O que diferencia um indicador de outro é o nível de renda e o perfil social das famílias pesquisadas, a abrangência, a cesta de produtos que serve de base para o levantamento de preços e o período de coleta. Cada índice tem o seu valor, dependendo do que se quer avaliar.

6. Quais são os índices que medem a inflação?

Os principais são o IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O IPCA, índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é tido como o indicador oficial de inflação, sendo utilizado pelo Banco Central em seu sistema de metas.

Medido entre os dias 1º e 30 de cada mês, o IPCA reflete o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Distrito Federal e Goiânia. São consideradas as variações de preços dos itens de uma cesta de compras que é montada com base nos resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

O IBGE produz ainda o INPC, que faz o cálculo com famílias de 1 a 8 salários mínimos, e o IPCA-15, cujo diferencial para o IPCA é o período de coleta - vai do dia 15 de um mês até a mesma data do mês seguinte.

Já o IGP-M, índice Geral de Preços do Mercado, tem caráter mais amplo. Isto porque considera não só preços de produtos finais (de consumo), mas também os de atacado e da construção civil. O período de coleta vai dos dias 21 de um mês a 20 do seguinte.

Cabe destacar ainda que o IGP-M é uma média ponderada, em que os preços do atacado têm peso bastante significativo. Desta maneira, ele é bastante sensível a choques cambiais e variações bruscas nos preços de ‘bens tradables’.

A FGV também calcula o índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IPC-DI), que possui a mesma metodologia do IGP-M, exceto pelo período de coleta de preços que considera um mês fechado.

7. Como se combate a inflação?

No Brasil, o principal instrumento para combater a inflação é a política de juros, cuja taxa básica (a Selic) é fixada pelo Banco Central. Ao aumentá-la, o BC eleva o custo do dinheiro, tornando mais caro o crédito para o consumo e para expandir a capacidade produtiva. Com menos pessoas e empresas consumindo bens e serviços, os preços tendem a cair.

A redução dos gastos públicos também poderia contribuir para o combate da inflação. A explicação é que o Estado, assim como as famílias e o setor privado, é um importante demandante de tudo o que se produz na economia. Só que, ao contrário dos outros dois, o setor público pouco reage à alta dos juros e dificulta o trabalho do BC de controlar a elevação dos preços.

8. O que é inércia inflacionária?

Inércia inflacionária é o processo pelo qual os reajustes atuais influenciam os preços futuros - em parte por conta da indexação que ainda resta na economia. Uma das atribuições do BC é justamente tentar coibir essa transferência. Para tanto, ele monitora o mercado - como, por exemplo, por meio da pesquisa Focus, na qual economistas são consultados semanalmente sobre suas principais projeções - e age no presente para reverter expectativas de que os preços subirão além do que seria desejável.

9. O Brasil utiliza o sistema de metas de inflação. Como isso funciona?

O Brasil adota o sistema de metas desde 1999 para controlar a inflação. Com base em suas projeções de PIB, o BC fixa uma meta para a elevação dos preços que seja compatível com o que espera para o crescimento da economia. Na seqüência, o mercado começa a alinhar suas próprias expectativas de inflação em torno do número estabelecido. O BC, ao mesmo tempo em que acompanha o mercado, também age para convencer os economistas a convergirem para a sua meta. Esse mecanismo, por si só, acaba sendo um instrumento de controle.

Em caso de descumprimento da meta, o Banco Central precisa se explicar ao governo através de uma carta aberta, enviada ao Congresso.

Fonte: veja.abril.com.br

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