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Proclamação da República

Proclamação da República - 15 de novembro de 1889

A data da Proclamação da República - 15 de novembro, se tornou feriado nacional a partir da aprovação da lei nº.662, de 6 de abril de 1949, proposta pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra.

A República no Brasil começou a dar seus primeiros passos em 1870, com a publicação do "Manifesto Republicano" no jornal A República.

Com 58 assinaturas de jornalistas, advogados, médicos, negociantes e fazendeiros o documento anunciava: "Somos da América e queremos ser americanos". Ser americano, naquele momento, significava ser republicano. Afinal, o Brasil era o único país do continente que ainda adotava a monarquia como regime de governo.

O Manifesto defendia o federalismo (autonomia para as Províncias administrarem seus próprios negócios) e criticava o poder pessoal do imperador. A partir dessas idéias surgiram os jornais, os clubes e os partidos republicanos.

Em 1873, foi fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), na cidade de Itú, que difundiu a idéia de que a República era sinônimo de progresso. Na verdade, os cafeicultores paulistas que compunham o partido não aceitavam a falta de participação na vida política do país. O PRP passou a contar também com o apoio de parte da classe média, dos operários, do Exército e da Igreja Católica.

Em 1873, reuniu-se em Itú, na província de São Paulo, a primeira Convenção republicana. Os republicanos de São Paulo começavam os trabalhos que orientariam a ação do Partido Republicano.

Proclamação da República
Marechal Deodoro proclamou a República no Quartel-General do Exército, no Rio

Os republicanos brasileiros dividiam-se em duas tendências:

Tendência evolucionista

Representada por Quintino Bocaiúva, acreditava que a transição da Monarquia para a República deveria ser feita pacificamente.

Tendência revolucionária

Representada por Silva Jardim e Lopes Trovão.

Pretendia instalar a República através da ação armada do povo.

Essa tendência era minoritária no Parlamento Republicano.

Questões que levaram a queda da monarquia:

Em 1888, a escravidão foi definitivamente abolida. Os grandes proprietários rurais do Vale do Paraíba (SP), defensores da escravidão, passaram a apoiar o movimento republicano, pois se sentiam traídos pela monarquia.

Durante o Império, o catolicismo era a religião oficial no Brasil e a Igreja era subordinada ao Estado. O império começou a perder a simpatia da Igreja Católica a partir de 1872. Nesse ano, os bispos de Olinda e de Belém puniram ordens religiosas que apoiavam os maçons. D. Pedro II solicitou que as punições fossem suspensas, mas os bispos não obedeceram, sendo, por isso condenados à prisão.

Depois da guerra do Paraguai, o Exército ganhou importância na sociedade. Mas, não tinham reconhecimento do governo monárquico. O poder dos civis era muito maior que o dos militares. Os militares queriam maior participação na vida política do país, os oficiais do Exército começaram a aderir as idéias republicanas. O coronel Benjamin Constant foi um dos que ajudaram a difundir as idéias republicanas.

Em 1844, grandes chefes do Exército (entre eles o marechal Deodoro da Fonseca) revoltaram-se contra a punição de oficiais que fizeram denúncias de corrupção acobertada por políticos.

Para resolver sua situação de isolamento, o governo imperial tentou um programa de reformas políticas (liberdade religiosa, liberdade de ensino, autonomia das províncias, mandato temporário para os senadores). Mas as reformas chegaram tarde.

No dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, o marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), liderou um golpe que depôs a Monarquia. Deodoro à frente de um batalhão, marchou para o Ministério da Guerra, depondo o Gabinete de Ouro Preto. Não houve resistência. Os revoltosos conseguiram a adesão das tropas governistas. Deodoro que estava doente, dirigiu-se então para a sua residência e os militares voltaram aos quartéis. Nesse momento, alguns republicanos, entre os quais José do Patrocínio, preocupados com a indefinição do movimento, dirigiram-se à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, proclamando a República. O povo não participou de nenhuma ação política, quando viram a tropa na rua, pensaram que se tratasse de um desfile militar.

Deodoro criou o governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. D. Pedro II foi convidado a deixar o país com sua família.

Fonte: br.geocities.com

Proclamação da República

Proclamação da República - 15 de novembro de 1889

Movimento político-militar que acaba com o Império e instaura no país uma república federativa.

A proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.

O novo sistema de governo é inaugurado depois de uma campanha política que dura quase 20 anos. O esforço nacional em torno da Guerra do Paraguai coloca na ordem do dia o regime federativo e a luta contra a escravidão. Em dezembro de 1870, políticos, intelectuais e profissionais liberais lançam no Rio o Manifesto Republicano. Defendem um regime presidencialista, representativo e descentralizado. No ano seguinte, o governo sanciona a primeira lei contra a escravatura. Daí por diante, as campanhas republicana e abolicionista caminham paralelas.

Partido Republicano

Em 1873 é fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), com a proposta básica de defender os princípios e os ideais republicanos e federativos. Apesar da crescente simpatia popular, a campanha não avança e o PRP elege poucos candidatos. Para os republicanos históricos, que formam o núcleo político-ideológico do movimento, fica cada vez mais claro que o novo regime não será conquistado apenas com propaganda política e atuação eleitoral. Apesar das evidentes dificuldades, a monarquia continua sólida. Diante desse quadro, republicanos "exaltados" e militares positivistas, como Benjamin Constant, defendem a intensificação da mobilização popular.

Conspiração

O último abalo da monarquia é a abolição da escravatura. O imperador perde o apoio de escravocratas, que aderem à república. Liderados pelos republicanos históricos, civis e militares conspiram contra o império. Comandante de prestígio, o marechal Deodoro da Fonseca é convidado para chefiar o golpe. Em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República. O antigo regime não resiste. Dom Pedro II e a família real são desterrados e embarcam para a Europa dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo governo provisório.

Fonte: EncBrasil

Proclamação da República

A República do Brasil foi proclamada em 15 de novembro de 1889, pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nesse dia, o marechal entrou no Quartel-General do Exército (hoje Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro), montado num cavalo, e terminou com o último Gabinete da Monarquia, que se encontrava em reunião naquele local.

O estabelecimento da República no Brasil não teve uma participação popular. A conspiração que derrubou a monarquia ficou restrita a poucos republicanos.

Entre eles estavam Rui Barbosa, deputado e jornalista, Aristides Lobo e Quintino Bocaiúva, as maiores lideranças republicanas do Rio de Janeiro, Francisco Glicério, proeminente chefe do Partido Republicano Paulista, e Benjamim Constant, estadista, militar e professor.

Benjamim Constant começou a conspirar para a derrubada da monarquia no início de novembro de 1889. No dia 11 do mesmo mês, Rui Barbosa, Aristides Lobo, Benjamim Constant e Quintino Bocaiúva, entre outros, conseguiram a adesão do Marechal Deodoro da Fonseca, figura de maior prestígio do Exército que relutara em participar do movimento devido à sua amizade com o imperador. Eles decidiram que o golpe seria efetuado no dia 20 de novembro.

Diversos boatos foram espalhados pelos jovens oficiais, entre os quais o Major Sólon Ribeiro. Circulava a notícia que o governo tinha ordenado a prisão dos envolvidos, em especial Deodoro e Benjamim Constant, transferido batalhões para as províncias e, até mesmo, extinto o Exército, substituindo-o pela Guarda Nacional. Essas especulações provocaram uma reação imediata.

Na manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro, à frente de um batalhão, marchou para o Ministério da Guerra, depondo o Gabinete de Ouro Preto.

Não houve resistência. Os revoltosos conseguiram a adesão das tropas governistas. Deodoro, que estava doente, retirou-se para a sua residência e os militares voltaram aos quartéis. Alguns republicanos, entre os quais José do Patrocínio, preocupados com a indefinição do movimento, dirigiram-se à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, proclamando a República. Patrocínio intitulou-se "proclamador civil da República".

No mesmo dia 15, o decreto número um, redigido por Rui Barbosa, anunciava a escolha da forma de República Federativa, com as antigas províncias constituindo, juntamente com a federação, os Estados Unidos do Brasil, com um governo provisório sendo estabelecido. Com a queda da monarquia, o novo sistema de governo é inaugurado, depois de uma campanha política que dura quase 20 anos.

Campanha pela República

O esforço nacional em torno da Guerra do Paraguai coloca na ordem do dia o regime federativo e a luta contra a escravidão. Em dezembro de 1870, políticos, intelectuais e profissionais liberais lançam no Rio o Manifesto Republicano. Defendem um regime presidencialista, representativo e descentralizado. No ano seguinte, o governo sanciona a primeira lei contra a escravatura. Daí por diante, as campanhas republicana e abolicionista caminham paralelas.

Em 1873 é fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), com a proposta básica de defender os princípios e os ideais republicanos e federativos. Apesar da crescente simpatia popular, a campanha não avança e o PRP elege poucos candidatos. Para os republicanos históricos, que formam o núcleo político-ideológico do movimento, fica cada vez mais claro que o novo regime não será conquistado apenas com propaganda política e atuação eleitoral. Apesar das evidentes dificuldades, a monarquia continua sólida. Diante desse quadro, republicanos "exaltados" e militares positivistas, como Benjamin Constant, defendem a intensificação da mobilização popular.

A propaganda republicana também se tornava mais intensa através da imprensa e de comícios buscando a adesão da população. As críticas contundentes aos membros da família imperial, em especial ao "decrépito" imperador Pedro II, visavam evitar o estabelecimento de um Terceiro Reinado, sob a égide da Princesa Isabel e do Conde d'Eu, seu marido de nacionalidade francesa. Criticava-se o Poder Moderador, a vitaliciedade do Senado, a ausência de liberdade religiosa e a inexistência de autonomia das províncias. Enfim, desejava-se uma descentralização administrativa e política. O estabelecimento do último Gabinete do Império, liderado pelo liberal Visconde de Ouro Preto, em junho de 1889, foi uma tentativa de implementar as reformas reivindicadas pelos setores oposicionistas, porém sem sucesso.

Fonte: www.unificado.com.br

Proclamação da República

Embora a constituição de 1891 determinasse que o Presidente da República seria eleito pelo voto direto da população, afirmava também que, após a sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito excepcionalmente pelo Congresso. Foi isso que ocorreu.

Candidataram-se ao cargo de Presidente o Mal. Deodoro da Fonseca e o Presidente do Congresso Prudente de Morais; à vice-presidência concorreram o ex-ministro da Marinha almirante Eduardo Wandenkolk e o ex-ministro da Guerra, Mal. Floriano Peixoto. (OBS.

A Constituição prescrevia que, diferentemente de hoje, se candidatam em chapas separadas o Presidente e o Vice.) Foi vitoriosa a chapa dos dois marechais, embora a votação de seus concorrentes demonstrasse a existência de uma ponderável força política oposta ao governo. A oposição a Deodoro formara-se durante o Governo Provisório, chegando mesmo a transformar-se em séria dissidência entre aqueles que haviam criado o novo regime.

O novo Presidente da República era amigo pessoal de D. Pedro II, sendo questionável sua legitimidade para assumir o controle do novo regime político. A oposição acusava-o, ademais, de ser defensor da monarquia. Sua atuação, contudo, não demonstrou que tentava restaurá-la.

Habituado à disciplina militar o velho marechal irritava-se profundamente com a violência dos ataques que lhe eram desferidos pelos adversários.

Com a aprovação de uma lei sobre a responsabilidade do Presidente da República, provavelmente preparando o caminho para um impeachment, Deodoro resolveu atacar o Congresso: em 3 de novembro de 1891 dissolvia-o, malgrado não ter poderes constitucionais para isso e, confiado no Exército, proclamava estado de sítio.

Apenas o governador do Pará, Lauro Sodré, não apoiou o golpe de Deodoro. No Rio Grande do Sul, porém, alguns militares aliados aos elementos da oposição ao governo depuseram o governador Júlio de Castilhos constituindo uma junta governativa pitorescamente cognominada de governicho. Paralelamente, o almirante Custódio Melo, no Rio de Janeiro, toma a iniciativa de anular o golpe de Deodoro; na manhã de 23 de novembro, ocupa vários navios e, ameaçando bombardear a cidade, intima o governo a render-se (1a. Revolta da Armada).

Conquanto Deodoro contasse com o apoio da maioria da guarnição militar, preferiu renunciar ao poder, evitando assim uma guerra civil. Ao entregar o governo ao Vice-presidente Floriano Peixoto, encerrava sua carreira política e militar.

Fonte: elogica.br.inter.net

Proclamação da República

15 DE NOVEMBRO DE 1889

Não houve um só tiro que pudesse revelar que se tratava de um golpe e não de um desfile.

Se ecoassem disparos (de fato, houve dois, mas ninguém os escutou), talvez aqueles 600 soldados percebessem que não estavam ali para participar de uma manobra, e sim para derrubar um regime. Na verdade, vários militares ali presentes sabiam que estavam participando de uma quartelada. Mesmo os que pensavam assim achavam que quem estava caindo era o primeiro-ministro, Ouro Preto Jamais o imperador D. Pedro II - muito menos a monarquia que ele representava.

Não é de estranhar a ignorância dos soldados do 1° e do 3° Regimento de Cavalaria e do 9° Batalhão. Afinal, até poucas horas antes, o próprio líder do golpe se mostrava indeciso.

Mais: estava doente, de cama, e só chegou ao Campo de Santana quando os canhões já apontavam para o quartel. Talvez ele não tenha dado o "Viva o imperador" que alguns juraram tê-lo ouvido gritar. Mas com certeza impediu que pelo menos um cadete berrasse o "Viva a república", que supostamente estava entalado em muitas gargantas.

A cena foi bem estranha Montado em seu belo cavalo, o marechal Deodoro da Fonseca desfilou longa lista de queixas, pessoais e corporativas, contra o governo -o governo do ministro Ouro Preto, não o do imperador.

O imperador - isso ele fez questão de deixar claro - era seu amigo: "Devo-lhe favores". O Exército, porém, fora maltratado. Por isso, derrubava-se o ministério.

Difícil imaginar que Deodoro estivesse dando um golpe, ainda mais golpe republicano - ele era monarquista. Ao seu lado estava o tenente-coronel Benjamin Constant, militar que odiava andar fardado, não gostava de armas e tiros e, até cinco anos antes, também falava mal da república. Ambos, Deodoro e Constant contavam agora com o apoio de republicanos civis. Mas não havia sinal de "paisanos" por perto -esses apenas tinham incentivado a aventura golpista dos dois militares (por coincidência ou não, dois militares ressentidos).

O fato é que naquela mesma hora o ministro Ouro Preto foi preso e o gabinete derrubado. Mas ninguém teve coragem de falar em república. Apenas à noite, quando golpistas civis e militares se reuniram, foi que proclamaram - em silêncio e provisoriamente - uma república federativa "Provisoriamente" porque se aguardaria "o pronunciamento definitivo da nação, livremente expressado pelo sufrágio popular". E o povo a todas essas? Bem, o povo assistiu a tudo "bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava", disse Aristides Lobo. Embora Lobo fosse republicano convicto e membro do primeiro ministério, seu depoimento tem sido contestado por certos historiadores (que citam as revoltas populares ocorridas naquela época). De qualquer forma, o segundo reinado, que começara com um golpe branco, terminava agora com um golpe esmaecido. A monarquia, no Brasil, não caiu com um estrondo, mas com um suspiro. E o plebiscito para "referendar" a república foi convocado em 1993 - com 104 anos de atraso. O império já havia terminado.

Fonte: www.culturabrasil.pro.br

Proclamação da República

15 DE NOVEMBRO DE 1889

O marechal Deodoro da Fonseca, liderando as Forças Armadas nacionais, anunciou nesta sexta-feira a proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil e o fim da monarquia. Um governo provisório assumirá o poder e a família Real deve ser expulsa do país depois de amanhã.

Não houve derramamento de sangue nem confrontos violentos durante o dia. A República foi imposta pelo Exército de forma pacífica porém severa, sem deixar possibilidade de reação aos monarquistas.

Deodoro, acompanhado por outros republicanos de destaque, como Quintino Bocaiúva e Benjamin Constant, fez o anúncio logo depois que o gabinete ministerial da monarquia, liderado pelo visconde de Ouro Preto, renunciou coletivamente.

Os antigos ministros concordaram em renunciar depois de serem mantidos presos por cerca de três horas por soldados republicanos no Campo de Santana, onde se localizava a secretaria imperial.

Os monarquistas, informados sobre a movimentação das tropas militares logo no início da manhã, haviam se reunido no local para discutir formas para enfrentar o levante, mas acabaram cercados pelos soldados fiéis a Deodoro.

Encurralado, o visconde de Ouro Preto percebeu que não havia como deter o impulso republicano e decidiu enviar um telegrama ao imperador Dom Pedro 2º, que se encontrava no alto da serra, em Petrópolis, comunicando a renúncia coletiva.

Não houve agressões ou ataques contra os ministros que renunciaram. A garantia da segurança dos monarquistas foi dada pelo próprio marechal Deodoro e eles puderam deixar o Campo de Santana sem risco, ouvindo apenas, as provocações dos soldados que estavam no local.

Logo após a renúncia do gabinete Ouro Preto, o marechal Deodoro foi carregado nos ombros por diversos militares que estavam aglomerado no Campo de Santana. Os soldados davam gritos de "Viva a República" e "Viva o Exército brasileiro".

Além do incentivo maciço de praticamente todos os batalhões do Rio de Janeiro, Deodoro contou também com o apoio importante dos agricultores, destacadamente os cafeicultores paulistas, em sua luta contra a monarquia.

Medidas urgentes

Ficou estabelecido que um governo provisório assumirá o comando do país enquanto é organizada uma grande votação em todo o território nacional para que o povo possa confirmar o desejo de ter a República como forma de governo instalada no Brasil.

O líder deste governo provisório será o próprio Deodoro, escolhido por unanimidade e aclamação entre os republicanos. O marechal, como se sabe, conta com grande prestígio junto à Marinha e Exército.

O governo provisório, que se define como presidencialista e federalista, terá três funções básicas: consolidar o novo regime, aprovar uma Constituição republicana e executar as reformas administrativas que se fazem necessárias no país.

Entre as medidas que deverão ser adotadas nos próximos dias estão a expulsão da família Real para a Europa, a extinção das Assembléias Provinciais e Câmaras Municipais, que serão substituídas por interventores, e a convocação de eleições para o novo parlamento. Também está definida que as províncias passarão a ser chamar "Estados" e haverá separação entre a Igreja e o governo federal.

Os republicanos destacam ainda em todas as suas declarações a urgência que há em se escrever uma nova Constituição das Leis da República e um Código Civil.

A Carta Magna, assim que for promulgada, irá reger os direitos e os deveres de todos os cidadãos brasileiros neste novo período, que se inicia sob a égide da República.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Proclamação da República

15 DE NOVEMBRO DE 1889

Movimento político - militar que acaba com o Brasil imperial e instaura no país uma República federativa.

A proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.

Proclamação da República
O momento da Proclamação da República em 15/11/1889

O novo sistema de governo é inaugurado depois de uma campanha política que dura quase 20 anos. Os ideais republicanos são antigos no país, mas é apenas a partir de 1870 que opinião pública se mobiliza em torno deles.

O esforço nacional em torno da Guerra do Paraguai (1865-1870) colocam em questão o regime federativo e a escravidão.

Em dezembro de 1870, políticos, intelectuais e profissionais liberais lançam no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano .

Defendem um regime presidencialista, representativo e descentralizado. No ano seguinte, o governo sanciona a primeira lei contra a escravatura. Daí por diante, as campanhas republicana e abolicionista caminham paralelas.

Partido Republicano

Em 1873, é fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), com a proposta básica de defender os princípios e ideais republicanos.

Apesar da crescente simpatia popular, a campanha não avança e o PRP elege poucos candidatos.

O governo imperial preocupa-se mais com a campanha abolicionista, a Igreja Católica e o Exército do que com a pressão dos defensores da República.

Para os republicanos "históricos", que formam o núcleo político-ideológico do movimento, fica cada vez mais claro que o novo regime não será conquistado apenas com propaganda política e atuação eleitoral. Apesar de suas evidentes dificuldades, a monarquia continua sólida.

Diante desse quadro, republicanos "exaltados" e militares positivistas, como Benjamim Constant, defendem a intensificação da mobilização popular.

Proclamação da República
Bandeira provisória do Brasil República

Conspiração

O último abalo da monarquia é o fim da escravidão, em 13 de maio de 1888. O império perde o apoio de escravocratas, que aderem à República. Liderados pelos republicanos "históricos", civis e militares, conspiram contra o império.

Proclamação da República
Dom Pedro II

Comandante de prestígio, o Marechal Deodoro da Fonseca é convidado para comandar o golpe. A 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República.

O antigo regime não resiste, mas também não há euforia popular.

Dom Pedro II e a família real embarcam para Portugal dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo Governo Provisório.

Proclamação da República
Marechal Deodoro da Fonseca

Proclamação da República
Bandeira permanente do Brasil República

Fonte: paginas.terra.com.br

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