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Revolta de Juazeiro

 

História

Revolta no Juazeiro do Padre Cícero - 1912 ( Ceará).

Confronto armado entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX.

Ocorre no sertão do Cariri, no interior do Ceará, e centraliza-se na liderança de Padre Cícero.

A revolta é um exemplo da ligação entre o clero católico e os grandes proprietários nos sertões brasileiros.

Revolta de Juazeiro

Pacto dos coronéis

Em 1911, Padre Cícero é eleito prefeito de Juazeiro do Norte com o apoio dos grandes fazendeiros locais.

Para assegurar a permanência da família Acioli no governo cearense, o padre promove o chamado "pacto dos coronéis", com 17 dos principais chefes políticos da região do Cariri. Juntos, forçam a Assembléia Legislativa a rejeitar o nome de Franco Rabelo, escolhido pelo presidente Hermes da Fonseca para governar o estado.

A fim de garantir a decisão, os fazendeiros armam centenas de sertanejos e os enviam à capital, onde são contidos pelas forças federais.

Franco Rabelo renuncia e Hermes da Fonseca nomeia interventor do estado o general Setembrino de Carvalho.

Padre Cícero aumenta sua influência sobre a população sertaneja, que o venera como santo. Por ocasião de sua morte, em 1934, sua fama se espalha pelo Nordeste e Norte do país.

Resumo

1914, em Juazeiro do Norte, interior do estado do Ceará.
Sob a liderança do padre Cícero Romão Batista e acreditando cumprir uma ordem divina, os sertanejos pegaram em armas para derrubar do poder o novo interventor do estado.
O governo cedeu, devolvendo o poder ao grupo político que antes controlava o Ceará.

Fonte: ENCBrasil

Revolta de Juazeiro

História

Ocorreu no Ceará, no sertão do Cariri, em 1914. Confronto armado entre as oligarquias cearenses, dominadas pela família Accioly, e o Governo Federal.

O conflito originou-se da interferência do poder central na política estadual, nas primeiras décadas do século XX.

Foi liderada pelo padre Cícero e apoiada pelos coronéis que protestavam contra o interventor do Ceará, imposto pelo presidente Hermes da Fonseca.

Prevaleceu, no fim do conflito, a vitória dos sertanejos liderados pelo padre Cícero. Os Accioly voltaram a comandar o Ceará; o padre Cícero, a cidade de Juazeiro.

Sedição do Juazeiro (1914)

Revolta de Juazeiro, confronto armado entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX.

Ocorreu no sertão do Cariri, interior do Ceará, e centralizou-se em torno da liderança do padre Cícero Romão Batista.

Eleito prefeito de Juazeiro em 1911, padre Cícero envolveu-se na disputa com o presidente Hermes da Fonseca para manter no poder regional a família Acioli.

Após a derrota dos revoltosos, padre Cícero sofreu retaliações políticas e foi excomungado pela Igreja Católica no final da década de 1920.

Entretanto, permaneceu como eminência parda da política cearense por mais de uma década e não perdeu sua influência sobre a população camponesa, que passou a venerá-lo como santo.

Líder: Padre Cícero Romão Batista.

Padre Cícero montou um aparato político e militar que utilizava a fé dos fiéis em sua pessoa para fortalecerseu poder na região, tornando-se um verdadeiro coronel.

A igreja Católica insatisfeita com apratica do mandonismo político,acabou por se afastar de Padre Cícero.

Aproximou-se dos coronéis da regiãoe também dos cangaceiros,realizando praticas violentas e associando-as ao misticismo religioso.

Causa

Intervenção do governo central no ceará, retirando do poder a tradicional família accioly (política das salvações).

Padre cícero lidera um exército formado por fiéis que recuperam o poder para a tradicional família.

Prestígio político do padre cícero aumenta consideravelmente, e a família accioly retoma o controle do estado do ceará.

Revolta de Juazeiro: conseqüências das insatisfações políticas, liderada por pe. Cícero, teve como causa a vitória eleitoral de Franco Rabello contra a família Aciolis (coronéis locais, pe. Cícero e Floro Bartolomeu).

Franco Rabello renuncia e os aciolis são recolocados no poder.

Padre Cícero Romão Batista

Padre Cícero Romão Batista, líder religioso venerado por milhares de camponeses do sertão do Cariri, é o pivô desse conflito. Aliado dos coronéis cearenses, é eleito prefeito de Juazeiro em 1911.

Organiza, então, o Pacto dos Coronéis: 17 chefes políticos da região fazem uma aliança para garantir a permanência da família Acioli no poder estadual.

O presidente da República, Hermes da Fonseca, reage e nomeia o coronel Franco Rabelo para dirigir o Estado. A Assembléia Legislativa cearense não aceita a indicação e elege Floro Bartolomeu, mentor político do padre Cícero, para o governo.

Os dois armam os sertanejos para garantir a decisão dos deputados. Hermes da Fonseca indica o general Setembrino de Carvalho como interventor do Ceará e força a renúncia do padre. Excomungado pela Igreja no final dos anos 20, padre Cícero permanece como eminência parda da política cearense por mais de uma década e até hoje é considerado um santo pelos sertanejos.

Fonte: www.integral.br

Revolta de Juazeiro

( 1913 )

Em 1934 morria em Juazeiro do Norte um "messias", também perseguido pela Igreja Católica, porém, ao contrário de Antonio Conselheiro, o Padre Cícero Romão Batista era um aliado dos coronéis do Vale do Cariri, que a partir de 1912 lutaram contra a política de intervenções do governo federal e derrubaram o governador Franco Rabelo.

Revolta de Juazeiro
Padre Cícero

O MESSIANISMO

Considera-se como movimento messiânico, aquele que é comandado por um líder espiritual, um "messias", que a partir de suas pregações religiosas passa a arregimentar um grande número de fiéis, numa nova forma de organização popular, que foge as regras tradicionais e por isso é vista como uma ameaça a ordem constituída.

Esses movimentos tiveram importância em diversas regiões do país; no interiro da Bahia, liderado pelo Conselheiro, em Juazeiro do Ceará, liderado pelo Padre Cícero, no interior de Santa Catarina e Paraná, liderado pelo beato João Maria e novamente no Ceará, sob comando do beato José Lourenço; somente foi possível devido a algumas condições objetivas como a concentração fundiária, a miséria dos camponeses e a prática do coronelismo, e por condições subjetivas como a forte religiosidade popular e a ignorância. Os grandes grupos sociais que acreditaram nos messias e os seguiram, procuravam satisfazer suas necessidades espirituais e ao mesmo tempo materiais.

O CONFLITO NO CEARÁ

A Guerra que tomou conta do Ceará entre dezembro de 1913 e março do ano seguinte refletiu a situação da política interna do país, caracterizada pela disputa das oligarquias pelo poder. A vida política brasileira era marcada pelo predomínio de poucas famílias no comando dos estados; as oligarquias utilizavam-se da prática do coronelismo para manter o poder político e econômico.

No início de 1912, a "Política de Salvações" do presidente Hermes da Fonseca atingiu o Ceará. A prática intervencionista acompanhada de um discurso moralizador serviu para derrubar a governador Nogueira Acciolly, representante das oligarquias tradicionais do estado, em especial da região do Cariri, no poder a quase 25 anos.

Em abril do mesmo ano, foi eleito o coronel Franco Rabelo como novo governador do Ceará, representando os grupos intervencionistas e os interesses dos comerciantes. Rabelo procurou diminuir a interferência do governo federal no estado e demitiu o prefeito de Juazeiro do Norte, o Padre Cícero.

Revolta de Juazeiro
Floro Bartolomeu e Padre Cícero

O conflito envolveu, de um lado, o novo governador eleito, Franco Rabelo e as tropas legalistas, e de outro as tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu, apoiadas pelo padre Cícero e pelos coronéis da região do Cariri, contando ainda com o apoio do senador Pinheiro Machado (RS), desde a capital.

O movimento armado iniciou-se em 9 de dezembro de 1913, quando os jagunços invadiram o quartel da força pública e tomaram as armas. Nos dias que se seguiram à população da cidade organizou-se e armou-se, construindo uma grande vala ao redor da cidade, como forma de evitar uma possível invasão.

A reação do governo federal demorou alguns dias, com o deslocamento de tropas da capital, que se somariam aos soldados legalistas no Crato. Apesar de estarem em maior número e melhor armados, não conheciam a região e nem as posições dos jagunços e por isso a primeira investida em direção a Juazeiro foi um grande fracasso, responsável por abater os ânimos dos soldados.

Os reforços demoraram a chega e as condições do tempo dificultaram as ações para um segundo ataque, realizado somente em 22 de janeiro e que não teve melhor sorte do que o anterior. Com novo fracasso, parte das tropas se retirou da região, possibilitando que os jagunços e remeiros invadissem e saqueassem as cidades da região, a começar pelo Crato, completamente desguarnecida. Os saques tinham por objetivo obter armas e alimentos e foram caracterizados por grande violência.

A última investida legalista ocorreu em fevereiro sob o comando de José da Penha, que acabou morto em combate.

Revolta de Juazeiro
Tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu

A partir de então, Floro Bartolomeu começa a organizar uma grande tropa de jagunços com o objetivo de ocupar a capital Fortaleza. Durante os primeiros dias de março, os jagunços ocuparam diversas cidades e as estradas do interior e se aproximavam da capital, forçando Franco Rabelo à renúncia no dia 14 de março.

Desse maneira terminava a Política das Salvações e a família Acciolly retomava o poder. Floro Bartolomeu foi eleito deputado estadual e posteriormente deputado federal. A influência política do Padre Cícero manteve-se forte até o final da República Velha

Fonte: www.historianet.com.br

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