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REVOLTA DO JUAZEIRO

( 1913 )

Confronto armado entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX. Ocorre no sertão do Cariri, no interior do Ceará, e centraliza-se na liderança de Padre Cícero. A revolta é um exemplo da ligação entre o clero católico e os grandes proprietários nos sertões brasileiros.

REVOLTA DO JUAZEIRO

Pacto dos coronéis – Em 1911, Padre Cícero é eleito prefeito de Juazeiro do Norte com o apoio dos grandes fazendeiros locais. Para assegurar a permanência da família Acioli no governo cearense, o padre promove o chamado "pacto dos coronéis", com 17 dos principais chefes políticos da região do Cariri. Juntos, forçam a Assembléia Legislativa a rejeitar o nome de Franco Rabelo, escolhido pelo presidente Hermes da Fonseca para governar o estado.

A fim de garantir a decisão, os fazendeiros armam centenas de sertanejos e os enviam à capital, onde são contidos pelas forças federais. Franco Rabelo renuncia e Hermes da Fonseca nomeia interventor do estado o general Setembrino de Carvalho. Padre Cícero aumenta sua influência sobre a população sertaneja, que o venera como santo. Por ocasião de sua morte, em 1934, sua fama se espalha pelo Nordeste e Norte do país.

Fonte: ENCBrasil

REVOLTA DO JUAZEIRO

( 1913 )

Revolução de 1930, movimento político-militar que, em outubro de 1930, derrubou o presidente Washington Luís Pereira de Sousa, substituído por uma junta militar, formada pelos generais Mena Barreto e Tasso Fragoso e pelo almirante Isaías Noronha, que, após alguns dias, passou o poder a Getúlio Vargas, como chefe do Governo Provisório.

As principais causas da Revolução de 1930 podem ser encontradas: no desgaste político das oligarquias que dominavam a vida política nacional, sobretudo, as mineiras e paulistas, que monopolizavam o governo do país desde a implantação da "política dos governadores"; no surto industrial e no crescimento da vida urbana, com o desenvolvimento da classe média e do operariado, gerando novas necessidades e insatisfação com o monopólio do poder pelas elites rurais; e na desestabilização da produção de café, provocada pela crise econômica de 1929.

Na década de 1920 os dois primeiros aspectos já haviam provocado manifestações de insatisfação, tais como o tenentismo, movimento de jovens oficiais do exército que se opunham às oligarquias e à Revolução de 1922, e a Revolução de 1924, além da ação da Coluna Prestes.

Quando ocorreu a sucessão de Washington Luís, representante de São Paulo à frente do governo federal, o candidato presidencial era Júlio Prestes, também de São Paulo.

Entretanto, pelo acordo tácito da "política dos governadores", caberia a sucessão a um político do estado de Minas Gerais que, ao ser preterido, levou o apoio do Partido Republicano (ver Partidos políticos) mineiro à candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas.

Júlio Prestes saiu vitorioso nas eleições, cuja lisura foi questionada, da mesma maneira que as eleições anteriores também já haviam sido questionadas, não ocorrendo nenhuma situação revolucionária naquelas ocasiões.

Mas desta vez, o assassinato de João Pessoa, político da Paraíba, que fora candidato a vice-presidente na chapa oposicionista, foi o estopim para o início do movimento revolucionário, embora o assassinato tenha ocorrido por motivos particulares. No dia 5 de outubro de 1930, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha iniciam o movimento, ocupando o quartel-general de Porto Alegre. Ao mesmo tempo a revolta eclodia em Minas Gerais. No Recife, em pouco tempo, Juarez Távora causou a fuga do governador Estácio Coimbra, e logo as regiões Norte e o Nordeste estavam em poder dos revolucionários. Em seguida é iniciada a marcha em direção ao leste, atravessando Alagoas, Sergipe e Bahia.

Liderados por Getúlio Vargas, os revoltosos, após alguns embates com as tropas legalistas, sobretudo no Rio Grande do Sul, chegaram ao Rio de Janeiro, tornando o movimento vitorioso.

Revolta de 1922 ou do Forte de Copacabana, movimento ocorrido no Rio de Janeiro, em julho de 1922, envolvendo militares e civis descontentes com os processos políticos da primeira República. Estando em curso a sucessão do presidente Epitácio Pessoa, as agitações aumentaram, culminando com a prisão do ex-presidente Hermes da Fonseca, o que provoca o início do movimento. Embora logo dominado, evidenciou o desconforto de setores da classe média e de jovens militares (tenentismo) com o regime oligárquico da "política de governadores" ou "política dos estados".

Revolução de 1924, movimento militar ocorrido, em São Paulo, em julho de 1924 liderado pelo general Isidoro Dias Lopes.

A revolução foi causada, basicamente, pela insatisfação da classe média urbana e de militares jovens (ver Tenentismo. Ver também Revolta de 1922 ou do Forte de Copacabana) com as estruturas políticas da República.

Durante quase um mês a capital paulista foi dominada pelos revoltosos, de onde saíram em direção ao Mato Grosso e Paraná, onde vários revolucionários aderiram à Coluna Prestes, vinda do Rio Grande do Sul.

Tenentismo, movimento político-militar e ideológico brasileiro ocorrido na década de 1920 e início da seguinte, sob a forma de inúmeros levantes militares, pode ser caracterizado pelas críticas de jovens militares às instituições republicanas e às condições da sociedade brasileira da época. Defendia a modernização econômica do país e combatia a corrupção política. O movimento foi apontado como uma das causas da Revolução de 1930, na qual teve uma atuação intensa, organizando o Clube Três de Outubro, que procurou dar maior consistência política às suas idéias.

Entre os principais tenentistas estão Juarez Távora, Luís Carlos Prestes, Siqueira Campos e Eduardo Gomes.

Revolta de Juazeiro, confronto armado entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX. Ocorreu no sertão do Cariri, interior do Ceará, e centralizou-se em torno da liderança do padre Cícero Romão Batista.

Eleito prefeito de Juazeiro em 1911, padre Cícero envolveu-se na disputa com o presidente Hermes da Fonseca para manter no poder regional a família Acioli. Após a derrota dos revoltosos, padre Cícero sofreu retaliações políticas e foi excomungado pela Igreja Católica no final da década de 1920. Entretanto, permaneceu como eminência parda da política cearense por mais de uma década e não perdeu sua influência sobre a população camponesa, que passou a venerá-lo como santo.

Revolta dos Anarquistas, greve preparada pelos anarquistas. Ocorreu em 1918, num contexto de insatisfação operária e muita mobilização que marcou as décadas de 1910 e 1920. Deveria servir de base a uma insurreição revolucionária combinada com a revolta dos escalões inferiores das Forças Armadas. Contando com a adesão de mais de dois mil trabalhadores, abrangeu as categorias da indústria têxtil, de metalúrgicos e parte da construção civil, reivindicando melhoria de salários e de condições de trabalho. Deflagrado em novembro, o movimento foi submetido a uma intensa repressão, tendo durado até dezembro. À frente do grupo insurrecional encontravam-se figuras importantes dos meios libertários, como José Oiticica e Astrogildo Pereira.

Fonte: www.vestibular1.com.br

REVOLTA DO JUAZEIRO

( 1913 )

Líder

Padre cícero.

Causa

- Intervenção do governo central no ceará, retirando do poder a tradicional família accioly (política das salvações).

- padre cícero lidera um exército formado por fiéis que recuperam o poder para a tradicional família.

- prestígio político do padre cícero aumenta consideravelmente, e a família accioly retoma o controle do estado do ceará.

Fonte: www.integral.br

REVOLTA DO JUAZEIRO

( 1913 )

Padre Cícero Romão Batista, líder religioso venerado por milhares de camponeses do sertão do Cariri, é o pivô desse conflito. Aliado dos coronéis cearenses, é eleito prefeito de Juazeiro em 1911. Organiza, então, o Pacto dos Coronéis: 17 chefes políticos da região fazem uma aliança para garantir a permanência da família Acioli no poder estadual.

O presidente da República, Hermes da Fonseca, reage e nomeia o coronel Franco Rabelo para dirigir o Estado. A Assembléia Legislativa cearense não aceita a indicação e elege Floro Bartolomeu, mentor político do padre Cícero, para o governo.

Os dois armam os sertanejos para garantir a decisão dos deputados. Hermes da Fonseca indica o general Setembrino de Carvalho como interventor do Ceará e força a renúncia do padre. Excomungado pela Igreja no final dos anos 20, padre Cícero permanece como eminência parda da política cearense por mais de uma década e até hoje é considerado um santo pelos sertanejos.

Fonte: www.brasilcultura.com.br

REVOLTA DO JUAZEIRO

( 1913 )

Em 1934 morria em Juazeiro do Norte um "messias", também perseguido pela Igreja Católica, porém, ao contrário de Antonio Conselheiro, o Padre Cícero Romão Batista era um aliado dos coronéis do Vale do Cariri, que a partir de 1912 lutaram contra a política de intervenções do governo federal e derrubaram o governador Franco Rabelo.

Padre Cícero
Padre Cícero

O MESSIANISMO

Considera-se como movimento messiânico, aquele que é comandado por um líder espiritual, um "messias", que a partir de suas pregações religiosas passa a arregimentar um grande número de fiéis, numa nova forma de organização popular, que foge as regras tradicionais e por isso é vista como uma ameaça a ordem constituída.

Esses movimentos tiveram importância em diversas regiões do país; no interiro da Bahia, liderado pelo Conselheiro, em Juazeiro do Ceará, liderado pelo Padre Cícero, no interior de Santa Catarina e Paraná, liderado pelo beato João Maria e novamente no Ceará, sob comando do beato José Lourenço; somente foi possível devido a algumas condições objetivas como a concentração fundiária, a miséria dos camponeses e a prática do coronelismo, e por condições subjetivas como a forte religiosidade popular e a ignorância. Os grandes grupos sociais que acreditaram nos messias e os seguiram, procuravam satisfazer suas necessidades espirituais e ao mesmo tempo materiais.

O CONFLITO NO CEARÁ

A Guerra que tomou conta do Ceará entre dezembro de 1913 e março do ano seguinte refletiu a situação da política interna do país, caracterizada pela disputa das oligarquias pelo poder. A vida política brasileira era marcada pelo predomínio de poucas famílias no comando dos estados; as oligarquias utilizavam-se da prática do coronelismo para manter o poder político e econômico.

No início de 1912, a "Política de Salvações" do presidente Hermes da Fonseca atingiu o Ceará. A prática intervencionista acompanhada de um discurso moralizador serviu para derrubar a governador Nogueira Acciolly, representante das oligarquias tradicionais do estado, em especial da região do Cariri, no poder a quase 25 anos.

Em abril do mesmo ano, foi eleito o coronel Franco Rabelo como novo governador do Ceará, representando os grupos intervencionistas e os interesses dos comerciantes. Rabelo procurou diminuir a interferência do governo federal no estado e demitiu o prefeito de Juazeiro do Norte, o Padre Cícero.

Floro Bartolomeu e Padre Cícero
Floro Bartolomeu e Padre Cícero

O conflito envolveu, de um lado, o novo governador eleito, Franco Rabelo e as tropas legalistas, e de outro as tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu, apoiadas pelo padre Cícero e pelos coronéis da região do Cariri, contando ainda com o apoio do senador Pinheiro Machado (RS), desde a capital.

O movimento armado iniciou-se em 9 de dezembro de 1913, quando os jagunços invadiram o quartel da força pública e tomaram as armas. Nos dias que se seguiram à população da cidade organizou-se e armou-se, construindo uma grande vala ao redor da cidade, como forma de evitar uma possível invasão.

A reação do governo federal demorou alguns dias, com o deslocamento de tropas da capital, que se somariam aos soldados legalistas no Crato. Apesar de estarem em maior número e melhor armados, não conheciam a região e nem as posições dos jagunços e por isso a primeira investida em direção a Juazeiro foi um grande fracasso, responsável por abater os ânimos dos soldados.

Os reforços demoraram a chega e as condições do tempo dificultaram as ações para um segundo ataque, realizado somente em 22 de janeiro e que não teve melhor sorte do que o anterior. Com novo fracasso, parte das tropas se retirou da região, possibilitando que os jagunços e remeiros invadissem e saqueassem as cidades da região, a começar pelo Crato, completamente desguarnecida. Os saques tinham por objetivo obter armas e alimentos e foram caracterizados por grande violência.

A última investida legalista ocorreu em fevereiro sob o comando de José da Penha, que acabou morto em combate.

Tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu
Tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu

A partir de então, Floro Bartolomeu começa a organizar uma grande tropa de jagunços com o objetivo de ocupar a capital Fortaleza. Durante os primeiros dias de março, os jagunços ocuparam diversas cidades e as estradas do interior e se aproximavam da capital, forçando Franco Rabelo à renúncia no dia 14 de março.

Desse maneira terminava a Política das Salvações e a família Acciolly retomava o poder. Floro Bartolomeu foi eleito deputado estadual e posteriormente deputado federal. A influência política do Padre Cícero manteve-se forte até o final da República Velha

Fonte: www.historianet.com.br

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