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REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

No Maranhão, como em São Paulo, houve conflitos entre os colonos e os jesuítas por causa da escravização dos indígenas. Em 1661, por seu trabalho de intransigente defesa da liberdade dos índios, os religiosos da Companhia de Jesus foram expulsos do Maranhão. Só puderam voltar, por decisão da Coroa, em 1680.

Nessa data, o governo português proibiu terminantemente a escravização de índios.

Para resolver o problema da falta de braços para a lavoura, bem como para controlar o comércio naquela região do Brasil, o governo português criou, em 1682, a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, à qual passou a responsabilidade do monopólio da Coroa.

A companhia não cumpriu os compromissos assumidos, o que despertou grande descontentamento entre os colonos da região. Os escravos africanos não foram trazidos para o Maranhão em número suficiente, e os gêneros alimentícios negociados pela companhia, além de muito caros, não eram de boa qualidade.

Revoltaram-se contra esta situação elementos do clero, da classe mais elevada e do povo, chefiados por Manuel Beckman, fazendeiro muito rico e respeitado na região. Os revoltosos expulsaram os jesuítas, declararam deposto o governador e extinta a companhia de comércio.

Beckman governou o Maranhão durante um ano, até a chegada de uma frota portuguesa sob o comando de Gomes Freire de Andrada. Beckman fugiu mas foi delatado por Lázaro de Melo, sendo então preso e enforcado.

A extinção da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão foi mantida pelo governo português , como queriam os revoltosos, mas os jesuítas puderam retornar e continuar seu trabalho.

Mem de Sá

Um dos principais acontecimentos durante o governo de Mem de Sá, sucessor de Duarte da Costa, foi a expulsão dos franceses no Rio de Janeiro.

Os invasores tinham estabelecido relações cordiais com os indígenas, incitando-os contra os portugueses.

Em 1563, os jesuítas José de Anchieta e Manuel de Nóbrega conseguiram firmar a paz entre os portugueses e os índios tamoios, que ameaçavam a segurança de São Paulo e de São Vicente.

Fonte: www.brasilescola.com.br

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

Em 1.661, por seu trabalho de intransigente defesa da liberdade dos índios, os religiosos da Companhia de Jesus foram expulsos do Maranhão. Só puderam voltar em 1.680 quando o governo português proibiu terminantemente a escravização de índios.

Para resolver o problema da falta de braços para a lavoura e controlar o comércio naquela região do Brasil, o governo português criou em 1.682, a Companhia do Comércio do Estado do Maranhão.

A Companhia não cumpriu os compromissos assumidos, o que despertou grande descontentamento entre os colonos da região. Os escravos africanos não foram trazidos para o Maranhão em número suficiente, e os gêneros alimentícios negociados pela Companhia, além de muito caros, não eram de boa qualidade. Ela exagerava em seu monopólio, fraudava pesos e medidas, produtos da região como cacau e baunilha eram vendidos por preços alvitantes a agentes da própria Companhia disfarçados.

Revoltaram-se contra essa situação elementos do Clero, da classe mais elevada e do povo, chefiados por Manuel Beckman, fazendeiro muito rico e respeitado na região. Em 25 de Fevereiro de 1.684 numa reunião na Câmara Municipal de São Luís, os revoltosos decidiram expulsar os Jesuítas e abolir o monopólio comercial da Companhia do Maranhão.

Beckman governou o Maranhão durante um ano, até a chegada de uma frota portuguesa sob o comando de Gomes de Freire de Andrada. Beckman fugiu, mas foi preso e enforcado.

A extinção da Companhia de Comércio do Maranhão foi mantida pelo governo português como queriam os revoltosos, mas os jesuítas puderam retornar e continuar seu trabalho.

Fonte: members.tripod.com

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

No Maranhão, por volta do século XVII, a situação econômica baseava-se na exploração das drogas do sertão e nas lavouras dos colonos.

REVOLTA DOS BECKMAN

A mão-de-obra usada nessas plantações não podia ser a escrava negra, uma vez que a região maranhense era pobre e não tinha recursos para valer-se de tal mão-de-obra escassa e cara, restando como opção a escravização de indígenas. Já as drogas do sertão eram extraídas com mão-de-obra indígena porém não escrava, uma vez que os índios, habitantes de missões jesuíticas, eram convencidos a fazê-lo por livre e espontânea vontade, a favor da comunidade onde viviam.

Um impasse, porém, estabeleceu-se nessa situação quando os jesuítas conseguiram determinar junto a Portugal a proibição da escravização indígena, causando a insatisfação dos colonos e opondo os doisgrupos. Tendo como um dos motivos amenizar a tensão entre agricultores e religiosos, o governo português estabeleceu, em 1682, uma Companhia de Comércio para o Estado do Maranhão, que tinha como finalidade deter o monopólio do comércio da região, vendendo os produtos europeus e comprando os locais, além de estabelecer um trato de fornecimento de escravos negros para a região.

Esta, contudo, não foi a solução do problema uma vez que a Companhia vendia produtos importados a altos preços, oferecia pouco pelos artigos locais e não cumpria com o abastecimento de escravos, sendo marcada pelo roubo e pela corrupção.

O descontentamento da população, diante deste quadro, aumentava cada vez mais. Assim, chefiados por Manuel e Tomas Beckman, os colonos se rebelaram, expulsando os jesuítas do Maranhão, abolindo o monopólio da Companhia e constituindo um novo governo, que durou quase um ano. Com a intervenção da Coroa Portuguesa, foi nomeado um novo governador para a região. Este puniu os revoltosos com a condenação à prisão ou ao exílio dos mais envolvidos, a pena de morte para Manuel Beckman e Jorge Sampaio e reintegrou os jesuítas no Maranhão. Dos objetivos da revolta o único que foi, de fato, alcançado com sucesso foi a extinção da Companhia de Comércio local.

"Não resta outra coisa senão cada um defender-se por si mesmo; duas coisas são necessárias: revogação dos monopólios e a expulsão dos jesuítas, a fim de se recuperar a mão livre no que diz respeito ao comércio e aos índios." Manuel Beckman (1684)

Fonte: www.colband.com.br

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

Em meados do século XVII, o Maranhão estava com problemas devido à dificuldade de escoar a sua produção e de obter gêneros metropolitanos e, sobretudo, escravos.

A criação da Companhia do Comércio do Estado do Maranhão em 1682, que tinha por objetivo precisamente resolver tais problemas, veio agravar ainda mais a situação. Em princípio, essa companhia deveria não apenas adquirir a produção açucareis como também fornecer gêneros metropolitanos e es­cravos. Porém, visto que a ela fora concedido o monopólio tanto da venda de escravos e produtos metropolitanos, como da compra do açúcar, os colonos ficaram sujeitos aos preços arbitrariamente estabelecidos pela companhia, o que já era motivo de insatisfação. Essa insatisfação converteu-se em aberta rebelião porque, além disso, a companhia não cumpriu o seu compromisso de abastecer adequadamente o Maranhão com bens metropolitanos e escravos.

A revolta eclodiu em 1684 liderada por Manuel Beckman, um abastado senhor de engenho. Os revoltosos propunham a abolição do monopólio da companhia e uma relação comercial mais justa. Em sinal de protesto, o governo local foi deposto, os armazéns da companhia saqueados e os jesuítas, velhos inimigos dos colonos por impedirem a escravização do índio, foram expulsos.

Sob a direção de Manuel Beckman foi composto um governo provisório, e seu irmão, Tomás Beckman, foi enviado a Lis­boa para apresentar as reivindicações dos revoltosos. Estas não foram atendidas e Tomás Beckman foi preso e recambiado para o Brasil, na frota em que veio o novo governador, Gomes Freire de Andrade. Este desembarcou no Maranhão, onde foi recebi­do com obediência, e, em seguida, reconduziu as autoridades depostas. Manuel Beckman fugiu e quando planejava libertar o irmão do cárcere foi traído por um afilhado. Beckman foi preso e executado.

Apesar do fracasso, esse foi o primeiro movimento anticolonial organizado, embora não tivesse ocorrido aos dirigentes do movi­mento a independência da colônia em relação a Portugal, ou seja, a condição colonial não foi questionada.

Fonte: www.culturabrasil.pro.br

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

Em 1682, foi criada pelo governo português a Companhia de Comércio do Maranhão.

Essa Companhia pagava baixos preços pelos produtos maranhenses e vendia ao Maranhão mercadorias de qualidade inferior, a preços altos. Gerando uma grande insatisfação.

A Companhia tanto explorou o povo que este acabou por se revoltar, sob a chefia de Manuel Beckman.

Essa revolta acabou com a Companhia de Comércio, depôs as autoridades e expulsou os padres jesuítas da região.

O governador do Maranhão, Francisco de Sá Menezes, que se encontrava em Belém, mandou oferecer dinheiro e honrarias a Beckman, caso ele acabasse com a revolta, porém ele não aceitou.

O General Gomes Freire de Andrade foi então nomeado novo governador do Maranhão, assumindo o governo e restabelecendo a ordem.

Manuel Beckman, abandonado pelos companheiros, fugiu para o interior.

Traído pelo seu afilhado, Lázaro de Melo, Beckman foi preso no seu engenho do Mearim. Foi condenado à morte, tendo sido enforcado.

Apesar do Fracasso, esse foi o primeiro movimento anticolonial organizado, embora não tivesse ocorrido aos dirigentes do movimento a independência da colônia em relação a Portugal, ou seja, a condição colonial não foi questionada.

Notas

Menuel Beckman era filho de uma portuguesa com um alemão, e todos o chamavam de "Bequimão".

Tomás Beckman era seu irmão, e também tomou parte na revolta.

No lugar onde Beckman foi enforcado, há atualmente um obelisco*.

Lázaro de Melo, o traidor, cheio de remorsos, acabou se matando.

Os jesuítas protegiam os indígenas, proibindo que eles trabalhassem como escravos.

*Obelisco sm. Monumento quadrangular, alongado, de pedra, sobre um pedestal.

Fonte: www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

Rebelião promovida por proprietários rurais maranhenses contra a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, em 1684. No centro da revolta, a questão do trabalho escravo dos índios e a questão dos preços das mercadorias, dos juros e dos impostos.

Em 1682, Portugal cria a Companhia de Comércio do Maranhão com o objetivo de estimular o desenvolvimento econômico do norte do Brasil. Em troca da concessão do monopólio do comércio do açúcar e da arrecadação dos impostos, a empresa deveria fornecer escravos, utensílios, equipamentos e alimentos aos colonos a juros baixos. Mas ela não cumpre o compromisso assumido, sobretudo em relação ao fornecimento de escravos africanos.

A falta de mão-de-obra desorganiza as plantações. Chefiados pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, em 1684 os proprietários rurais revoltam-se contra a empresa, atacando suas instalações. Expulsam os padres jesuítas, que continuam a opor-se à escravização de índios para trabalhar nas propriedades, na falta de negros africanos. A seguir, depõem o governador e assumem o controle da capitania. A metrópole intervém, enviando uma frota armada para São Luís. Manuel Beckman é preso e decapitado e Tomás, condenado ao desterro. Os demais líderes são condenados à prisão perpétua. A Companhia de Comércio é extinta em 1685, mas os jesuítas retornam a suas atividades.

Fonte: br.geocities.com

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

A Revolta dos Beckman, ocorrida em 1684 no Maranhão, foi liderada pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, que plantavam cana-de-açúcar no Maranhão na época.

Os motivos para tal revolta remontam à instalação de uma Companhia de Comércio do Maranhão por Portugal em 1682. Essa deveria ter o monopólio do comércio de açúcar e arrecadação de impostos do estado de Maranhão em troca de fornecimento de comida, escravos e implementos agrícolas a baixos juros. Infelizmente a dita companhia, não cumprindo seus deveres, foi atacada pelos irmãos Beckman em sua sede. Além disso eles também expulsaram os padres jesuítas por estes continuarem a defender a idéia de que os índios nativos não deveriam ser utilizados como mão de obra escrava. Já que a Companhia de Comércio do Maranhão não forneceu escravos suficientes, a falta de mão de obra e outras condições acima descritas levaram a esse extremo recurso. Depois disso chegaram até a depor o governador do Maranhão e assumir o governo da capitania do Maranhão.

Portugal logo intervém mandando uma frota a São Luís, que retoma a o governo da capitania, confisca todas as propriedades dos irmãos, decapitando Manuel e condenando à prisão perpétua os demais envolvidos.

Fonte: pt.wikipedia.org

REVOLTA DOS BECKMAN

( 1684 )

Estes protestos acabaram gerando uma rebelião, em fevereiro de 1684, que ficou conhecida como Revolta de Beckman, por ter sido liderada por Manuel Beckman.

REVOLTA DOS BECKMAN

Os revoltosos - comerciantes e proprietários rurais de São Luís, contando com apoio popular - decidiram expulsar os jesuítas e extinguir a Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão.

O irmão de Manuel, Tomás Beckman, foi enviado a Lisboa para que, na Corte, manifestasse claramente a fidelidade ao rei e à Metrópole, e lutasse pelas reivindicações que os colonos entendiam justas.

A administração portuguesa reagiu enviando um novo governador, Gomes Freire de Andrade, que, ao desembarcar em São Luís, com as forças que o acompanhavam de Portugal, não encontrou resistência.

Gomes Freire, então, restabeleceu as autoridades depostas, ordenando a prisão e o julgamento dos envolvidos no movimento. Apontados como líderes, Manuel Beckman e Jorge Sampaio receberam como sentença a morte pela forca. Durante o governo de Dom Pedro II de Portugal (1683 - 1706) a Companhia seria extinta, definitivamente, a pedido do próprio governador.

A situação de pobreza do Estado do Maranhão permaneceu no decorrer dos primeiros tempos do século XVIII.

Na segunda metade deste século o governo do Marquês de Pombal (1750 / 1777) tentou achar soluções para a região. A administração pombalina, dentro da política reformista adotada, criou, entre outras medidas, a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão

Aproveitando-se oportunamente de situações externas favoráveis - a Revolução Industrial que ocorria na Inglaterra e a guerra da independência das treze Colônias na América - a Companhia, em meados do século XVIII, estimulou o plantio do algodão no Maranhão, financiando esta atividade. A exportação do produto cresceu significativamente. Entretanto, quando a Inglaterra reatou relações com a sua antiga Colônia, a produção maranhense entrou em declínio.

Estas situações, entre outras dificuldades, levaram à extinção do Estado do Maranhão em 9 de julho de 1774. Suas capitanias ficaram subordinadas ao vice-rei do Brasil, com sede no Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, a expulsão dos jesuítas, por Pombal, fez desorganizar a atividade da coleta das "drogas do sertão" na Amazônia.

Fonte: www.multirio.rj.gov.br

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