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Ipiabas

1838

História

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As primeiras sesmarias (légua de sesmaria, medida itinerária equivalente a 3.000 braças, ou seja, 6.600m) no sertão de Valença, datam de 1771, 1793 e 1797 bem como em 1818 há “proprietários e sesmeiros estabelecidos além da margem esquerda do rio Paraíba”. Os índios Coroados “resultantes do cruzamento dos Coropós com os temíveis Goitacazes de Campos que os venceram em batalha e os assimilaram” (Rugendas), instalaram-se em terras da futura região valenciana, muito anterior a da penetração do homem branco, nos sertões fluminense.

Estes “Coroados de Valença”, se estabeleceram na margem superior do rio, devido às lutas com seus “perigosos parentes”, os Puris. Os Coroados dividiam-se entre Purús e Araris. Os primeiros eram os indígenas de Valença e os outros foram viver em Rio Bonito (Conservatória). Estes se espalhavam pela região de Ipiabas e aos poucos desapareceram.

Quando aqui já havia fazendas e escravos cuidando dos cafezais, em 13/10/1838 foi criado o Distrito de Ipiabas, fazendo parte da Vila de Valença e no dia 15/09/1841 passou a ser o 2º na posição. Em 1850, através de subscrições para a construção da primeira capela do local a Baronesa do Rio Bonito ofertou 400$000 e o Vereador João Pereira Darrigue de Faro 300$000; Angélica Joaquina de Vergueiro Faro assinou 100$000; Joaquina Moreira da Gama 50$000 e várias outras personalidades do Distrito. Em 26/05/1849 passou a ser Curato com o nome de Nossa Senhora da Piedade das Ipiabas e em 27/09/1852 torna-se Freguesia.

Pelo Decreto nº 1 de 08/05/1892, Ipiabas passa a ser o 5º Distrito de Valença e em 06/01/1917, tornara-se o 4º Distrito, de Marquês de Valença. Porém em 31/12/1943, passou a fazer parte do município de Barra do Piraí. Em 1856 mandaram construir o primeiro cemitério da região e em 1870, o Comendador José Gonçalves de Moraes, filho do Capitão Gonçalves de Moraes incumbiu-se de levantar a bela Matriz da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, inteiramente sem ajuda financeira de qualquer pessoa.

Em 09/05/1874, a Câmara de Valença concedeu oito contos de réis para a construção de um novo cemitério na Freguesia e o Comendador forneceu um pedaço de terra, madeiras e dois contos de réis, pedindo uma quadra reservada para os membros da Irmandade de N. S. da Piedade. Em 14/08/1883, a Câmara aprovou o orçamento e planta, apresentado pelo Vereador Major Lindolpho de Carvalho para o abastecimento de água potável à sede da Freguesia, na importância de 5.561$000, sendo que o Barão fazia cessão gratuita do reservatório existente e que construiria um chafariz com três torneiras na rua da Carioca.

Na sessão de 29/03/1887, foi lido um ofício assinado por Frederico Darrigue de Faro (filho do Barão), Dr. Aureliano Teixeira Garcia e Manoel Gonçalves Brazuma da povoação de Barra do Piraí, pertencente à Freguesia de Ipiabas, oferecendo à Câmara Municipal treze colunas com os respectivos lampiões, para a iluminação pública a querosene, daquela região, já assentada, sendo três sobre a ponte Senador Vergueiro e dez nas ruas e o Barão também oferecia sete postes com os competentes lampiões, que ali mandara assentar.

Desde 1870, o vigário de Ipiabas era Jacob de Santa Maria Magdalena Leite que muito se dedicou à igreja e aos habitantes.

Neste distrito há produção de leite e derivados como na Fazenda Ibitira onde existe fábrica de queijos, requeijões e ricotas; plantações de café, bem como criações de suínos, cavalos e hortifrutigranjeiros, bem como hotéis e pousadas para o turismo.

Texto: Anna Maria Sloboda Cruz.

Fonte: www.valedocafe.com.br

 

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