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Petrópolis

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As primeiras notícias de desbravamento da região de Petrópolis datam de 1531, mas sua colon ização se deu com as concessões de terras, a partir de 1686. Das sucessões hereditárias e vendas a terceiros, surgiram as Fazendas Córrego Seco, Itamarati, Samambaia, Corrêas, Quitandinha, Velasco e Morro Queimado.

Já no segundo decênio do século XVIII, com a abertura do atalho do “Caminho Novo” aberto por Bernardo Soares Proença, ligando o Porto da Estrela com o “Sítio de Garcia Rodrigues”, atual Paraíba do Sul, mais colonos começam a povoar a região.

D. Pedro I, que nas viagens para Minas pousava na Fazenda de Corrêas, conhecendo as belezas e salubridade da região, adquiriu a Fazenda do Córrego Seco em 1830, pela quantia de vinte contos de réis, acrescida no ano seguinte de gleba no Alto da Serra. Com a abdicação de D. Pedro I em 1831, essas propriedades ficaram arrendadas até 1842, quando, após a morte de D. Pedro I, passaram para seu filho D. Pedro II.

O levantamento de uma povoação e a construção do palácio, hoje Museu Imperial, bem como o plano para arrendamento e colonização das terras foi iniciado em 1843. Nesta ocasião foram construídos novos trechos da estrada da Serra da Estrela, sob o comando do engenheiro alemão Júlio Frederico Koeler. No ano seguinte, foi criado o distrito de Petrópolis, da freguesia de São José do Rio Preto, município de Paraíba do Sul.

Graças às facilidades concedidas por D. Pedro II, em 1845 chegaram ao “Córrego Seco da Serra Acima”, denominação primitiva do Alto da Serra, os primeiros grupos de colonos alemães. A chegada desses colonos fez com que o governo adquirisse outras duas fazendas, do Velasco e do Itamarati, e recebesse em doação a fazenda Quitandinha, com vistas a transformar suas terras em colônia agrícola.

Com a elevação do arraial do Porto da Estrela à categoria de vila, em 1846 Petrópolis passou à categoria de freguesia, com o topônimo São Pedro de Alcântara de Petrópolis.

Em 1854, por iniciativa de Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, a cidade recebeu novo impulso com a construção da primeira estrada de ferro brasileira, que ligava o Porto de Mauá à Raiz da Serra. Nesta fase, o pioneirismo e espírito vanguardista da cidade se solidificaram.

A fertilidade das terras, a excelência do clima, a dedicação do Imperador e, mais ainda, o espírito empreendedor dos colonos motivaram rápido desenvolvimento da freguesia que, em 1856, tinha mais de seis mil habitantes.

O movimento de emancipação começou a tomar vulto e, em 1857, foi criado o município de Petrópolis, elevada à categoria de cidade, pela Lei Provincial n.º 961, de 29 de setembro daquele ano, sendo instalado em 27 de junho de 1859.

Em 1861, a primeira estrada de rodagem do país, a União e Indústria, foi inaugurada ligando Petrópolis a Juiz de Fora. Em 1883, a Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará, mais tarde Leopoldina Railway, fez com que o primeiro trem subisse a serra.

Com a proclamação da República, o surto do progresso petropolitano pareceu diminuir. Porém, a Revolta da Armada, em 1893, impossibilitando as comunicações com a cidade de Niterói, obrigou que o Governo Estadual mudasse a capital fluminense para Petrópolis, situação que perdurou até 1902.

A abertura da estrada Rio-Petrópolis, inaugurada em 1928, a construção de rodovias interestaduais para Bahia e Minas Gerais, fazendo passar a maior parte do tráfego por Petrópolis, mais sua ligação com Teresópolis, evidenciam a posição invejável do município no panorama turístico e industrial do Estado.

Fonte: www.inepac.rj.gov.br

Petrópolis

Pontos Turísticos

Catedral de São Pedro de Alcântara

Construção em estilo neo-gótico foi iniciada em 1884 e concluída em 1939, complementa o belo conjunto urbano da Avenida Koeler e Praça da Liberdade. No templo, à direita, está a Capela Imperial com o mausoléu contendo os restos mortais de D. Pedro II e Dona Teresa Cristina.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus

Inaugurada em 1874, sua construção está ligada à presença de alemães, que a fizeram para cultos e reuniões.

Igreja Evangélica Luterana

O mais antigo templo religioso da cidade, teve sua pedra fundamental lançada em 1862.

Museu Imperial

Antigo palácio e morada predileta de Dom Pedro II. Foi construído com recursos particulares do Imperador, que herdou as terras compradas por seu pai, Dom Pedro I. Localizado em um parque, o museu tem inestimável acervo de objetos, peças, e jóias da coroa imperial. Sua coleção de obras raras, documentação gráfica e iconográfica São do maior interesse para conhecimento do Brasil do século XIX.

Museu Casa do Colono

Possui em seu acervo arcas de enxovais, louças, documentos, livros raros escritos em alemão, instrumentos de trabalho, utensílios de cozinha e forno de pão.

Museu das Armas – Coleção Ferreira da Cunha

Tem em seu acervo centenas de peças, das quais destacam-se baionetas, armas de fogo, coberturas militares e também armas indígenas. Possui ainda biblioteca especializada sobre armaria e assuntos militares.

Museu Santos Dumont

Casa planejada e construída pelo próprio pai da aviação para servir de residência de verão. O prédio, um chalé do tipo francês alpino, consta de três pavimentos e, não só na construção, como também nos utensílios de uso diário e mobiliário, conhece-se algumas obras de seu gênio inventivo. Do lado de fora existe um mirante que servia de observatório astronômico.

Avenida Koeler

Antiga Rua D.Afonso, lugar privilegiado para se observar os princípios urbanísticos do Plano Koeler, forma o mais belo conjunto paisagístico de Petrópolis. Suas nobres construções da segunda metade do século XIX e início do século XX, cercadas por amplos jardins, situam-se em frente ao canal do Rio Quitandinha.

Palácio da Princesa Isabel

Residência oficial da Princesa e do Conde D’Eu, foi construído pelo Barão de Pilar em 1853. Nele, D. Pedro II tomou conhecimento do movimento militar que instituiu a República.

Casa do Barão do Catete

Construída em 1872 com apenas um andar em estilo neoclássico. Em 1903 adquiriu mais um andar, como está hoje. Pertence à Prefeitura Municipal de Petrópolis e é também denominado Palácio Koeler.

Palácio Rio Negro

Construído em 1880 pelo Barão do Rio Negro, sede do governo no período em que Petrópolis foi capital do Estado. Em 1903, foi adquirido pelo Governo Federal e serviu de residência de verão para vários presidentes do Brasil.

Casa de Cláudio de Souza

Na esquina da Praça da Liberdade, sua fachada é uma réplica de Castelos do Vale do Loire. Hoje, depois da transferência do acervo musical para a Biblioteca Nacional, a casa transformou-se no Silogeu Petropolitano, que abriga praticamente todas as entidades culturais da cidade.

Palácio de Cristal

Construído na França para a Associação Hortícula de Petrópolis, da qual era presidente o Conde D’Eu, foi destinado a servir de local para exposições e festas.

Inaugurado em 1884, suas instalações já foram também usadas como cassino, corpo de bombeiros e até como albergue de desabrigados dos temporais de Petrópolis.

Palácio Amarelo

Construção de 1850, atualmente funciona como sede da Câmara Municipal de Petrópolis. A decoração da Sala de Sessões é considerada uma das mais belas do gênero no país.

Palácio Grão-Pará

Localizado nos fundos do Palácio Imperial, o prédio abrigava os camareiros que prestavam serviços à Família Imperial. Leva esse nome desde 1920, quando o Príncipe do Grão-Pará, primogênito da Princesa Isabel, passou a residir no local.

Palácio Itaboraí

Antiga residência de verão dos Governadores do Estado do Rio, atualmente é a sede da FIOCRUZ.

Palácio Quitandinha

O antigo cassino e hotel tem um teatro mecanizado com capacidade para 2.000 pessoas e o Salão Marconi, com capacidade para 4.000 pessoas.

Casa do Barão de Mauá

Elegante palacete, cercado de jardins, é um exemplo representativo da arquitetura neoclássica em Petrópolis.

Casa de Rui Barbosa

Hoje residência particular na Av. Ipiranga, ali foram escritas muitas de suas obras, entre elas “Orações dos Moços” e “Introdução ao Código Civil”.

Casa do Barão do Rio Branco

A qual em 1903, serviu de local para assinatura do Tratado de Petrópolis, que anexou as terras do hoje Estado do Acre ao Brasil.

Casarão do Visconde de Ubá

Construído no último quartel do século XIX por este nobre, em dos mais poderosos membros da aristocracia do café do Vale do Paraíba, demonstra a importância política que a cidade assumia, naquele período, com a presença da Família Imperial durante o verão.

Fórum de Petrópolis

Inaugurado em 1894, pode ser considerado um dos mais belos do território fluminense. Foi construído na época em que Petrópolis era a capital do Estado.

Parque Crèmerie

Uma das maiores Áreas verdes da cidade. É uma atração turística de lazer com piscinas, para adultos e crianças, play-ground, lago com pedalinhos, ilhas com moinho d’água e pequenas casas. Estas São ligadas por pontes de madeira à terra firme.

Prédio dos Correios e Telégrafos

Construção em estilo neoclássico teve suas obras iniciadas em 1922 e seu término em 1925.

Trono de Fátima

Construído em 1947 como local de orações, é também um mirante da cidade de Petrópolis.

Universidade Católica de Petrópolis

Antes de se tornar instituição de ensino superior em 1957, o prédio foi o Hotel de Orleans na época do segundo Império, quando nobres da corte costumavam nele se hospedar. Com a queda da monarquia, o hotel fechou e, durante o período em que Petrópolis foi capital do Estado, serviu como Palácio do Secretariado.

Depois foi reinaugurado como o Palace Hotel, onde também funcionou um cassino.

Relógio das Flores

Localizado em frente à Universidade Católica de Petrópolis, foi construído em 1972 para marcar os 150 anos da Independência do Brasil.

Casa da Antiga Fazenda Samambaia

Inicialmente construída em 1741. Seu traçado primitivo sofreu algumas reformas, sendo entretanto conservada suas características externas.

Casa da Fazenda Santo Antônio

Em Itaipava, data da segunda metade do século XVIII, sendo um dos mais antigos casarões da região.

Casa do Padre Correia

Em Corrêas, presumivelmente construída na metade do século XVIII. D.Pedro I apreciava hospedar-se nesta fazenda para descanso em suas viagens a Minas Gerais.

Castelo de Itaipava

Famoso por ser uma reprodução de castelo renascentista.

Companhia Petropolitana

Na Cascatinha, em sua arquitetura apresenta um dos mais completos complexos industriais ainda existentes: o edifício central semelhante a um castelo medieval, com estrutura de ferro belga, cercado por edificações menores. Existe uma pequena ferrovia interna ligando as suas seções.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Criado em 1839, ocupa uma Área de 10.000 hectares entre as terras de Petrópolis, Magé, Guapimirim e Teresópolis. A rodovia BR-495, a Petrópolis-Teresópolis, é um excelente percurso para se apreciar a beleza da Serra dos Órgãos.

Pico do Açu

Localizado no Parque Nacional, na divisa entre os municípios de Petrópolis / Magé / Teresópolis, a 23 km do centro. Com 2.226m de altitude, dele tem-se a paisagem da Serra dos Órgãos.

Alto da Ventania

Localizado na divisa de Petrópolis com Magé, a 8,5 km do Centro. Com 1.270m de altitude, dali aprecia-se o recorte do relevo da região.

Castelinho

É a montanha mais visitada em Petrópolis e sua trilha é ampla e de fácil acesso.

Com 1.385m de altitude, do local avista-se as seguintes localidades: Quitandinha, Valparaíso e Serra da Estrela.

Pedra do Cone

Localizada entre Corrêas e Cascatinha, a 18 km do centro. Tem 1.342m de altitude, e do pico avista-se o belo recorte do relevo da região.

Pedra do Cortiço

Localizada a 6,5 km do centro, tem 1.120m de altitude, com destaque para a paisagem que o circunda, avistando-se do local a Baixada Fluminense e a fachada litorânea com a Ponte Rio – Niterói.

Pedra do Quitandinha

Está a 1. 223m de altitude, do local avista-se toda a Área urbana de Petrópolis e o relevo que a circunda.

Pedra do Retiro

Com 1.540m de altitude, dela avista-se o centro de Petrópolis, Corrêas e o traçado da BR-040.

Pico Alcobaça

Localizado entre Corrêas e Cascatinha, tem 1.890m de altitude, com vista panorâmica da cidade de Petrópolis.

Pico da Maria Comprida

Está em Araras, tem 1.950m de altitude, possui acesso difícil, feito através de trilhas.

Pico do Cantagalo

No Vale da Tapera/Cuiabá, com 1.788m de altitude.

Pico do Cobiçado

No bairro Morin, tem 1.670m de altitude, de onde vê-se o recorte da Serra das Araras.

Pico do Taquaril

Localizado entre Posse e Pedro do Rio, tem 1.860m de altitude, e dele avista-se as localidades de Pedro do Rio, Posse, Itaipava e o Vale de Cuiabá.

Seio de Vênus

Localizado no Retiro, tem 1.480m de altitude, de onde avista-se o centro de Petrópolis, Corrêas e o traçado da BR- 040.

Reserva Biológica do Tinguá

Criada em 1989, tem 26 mil hectares e 150 km de perímetro que abrange os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Petrópolis, Miguel Pereira e Vassouras. Possui relevo acidentado, com escarpas sulcadas por rios torrenciais, onde destaca-se o maciço do Tinguá, com 1.600m de altura.

Fonte: www.explorevale.com.br

Petrópolis

A Cidade

A História de Petrópolis começa há mais de 150 anos, pois servia de passagem entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Em 1822, D. Pedro I, viajando em direção à Vila Rica, Minas Gerais, buscar apoio ao movimento da nossa Independência, encantou-se com a Mata Atlântica e o clima ameno da região serrana. Hospedou-se na Fazenda do Padre Correia e chegou a fazer uma oferta para comprá-la. Diante da recusa da proprietária, D. Pedro resolveu comprar, por 20 contos de réis, a Fazenda do Córrego Seco, pensando em transformá-la um dia no Palácio da Concórdia.

A crise política sucessória em Portugal e a insatisfação interna foram determinantes para o seu regresso à terra natal, onde ele viria a morrer sem voltar ao Brasil.

A Fazendo do Córrego Seco foi deixada como herança para seu filho, D. Pedro II, que nele construiria sua residência favorita de verão. A construção do belo prédio neoclássico, onde funciona atualmente o MUSEU IMPERIAL, teve início em 1845, e foi concluída em 1862.

Para dar início à construção, D. Pedro II assinou um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis.

Petrópolis abriu os braços para imigrantes alemães, italianos e portugueses, entre outros sob o comando do engenheiro Júlio Frederico Koeler, começaram a levantar a cidade, construir o Palácio e colonizar a região.. Os alemães tiveram participação fundamental na construção da primeira estrada de ferro brasileira, em 1854, obra do Barão de Mauá, ligando o Porto de Mauá à Raiz da Serra, facilitando, assim, o acesso a Petrópolis. A primeira estrada de rodagem brasileira, inaugurada em 1861, liga Petrópolis a Juiz de Fora, MG.

Seu nome: União e Indústria, pela qual você tem, hoje, acesso a recantos inesquecíveis.

O clima ameno, as construções históricas e a abundante vegetação são grandes atrativos turísticos. Além disso, a cidade possui um movimentado comercio e serviços, além de produção agropecuária (com destaque para a fruticultura) e industrial.

2) Historia da Cidade

Ao começo da exploração pelos portugueses do que viria a ser o atual estado do Rio de Janeiro, algumas missões foram enviadas na direção das montanhas da Serra da Estrela. Naquele lugar, encontraram-se poucos Índios dispersos, e o único recurso mineral apurado por ali foram algumas pedras de coloração esbranquiçada e consideradas sem valor.

A história da cidade começa a figurar-se mais propriamente em 1822, quando Dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Tentou comprar as terras, porem sem sucesso. Por fim, adquiriu uma fazenda vizinha, a fazenda do Córrego Seco, que renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir o Palácio da Concórdia. Hoje, a propriedade corresponde, com alguns acréscimos, à área do primeiro distrito de Petrópolis.

Os planos do primeiro imperador não foram concluídos, mas Dom Pedro II continuou com os planos e em 1843 assinou um decreto pelo qual determinava o assentamento de uma povoação e a construção do sonhado palácio de verão, que ficou pronto em 1847. A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império com a mudança de toda a corte. Pedro II governou por 49 anos, e em pelo menos 40 verões permaneceu em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses.

Independentemente da época do ano, era em Petrópolis que moravam os representantes diplomáticos estrangeiros. Entre 1894 a 1903 foi capital do Estado do Rio, em substituição a Niterói, devido a Revolta da Armada. Também neste período, foi eleito o único vice-governador fluminense cuja base política era Petrópolis (Hermogênio Silva). O sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado seu primeiro prefeito em 1916.

A importância política da cidade perdurou por décadas, mesmo depois do fim do Império. Todos os presidentes da república, de Prudente de Morais a Costa e Silva, passaram pelo menos alguns dias na cidade imperial durante seus mandatos. O mais assíduo dentre eles foi Getúlio Vargas, cujas estadias, durante o Estado Novo, duravam até três meses.

Como conseqüência da transferência da capital do Brasil para Brasília, Petrópolis perdeu consideravelmente sua importância no contexto político do país.

2.1) Acontecimentos Importantes

1704 – Abertura do Caminho do Ouro
1724 – 
Construção da variante de Bernardo Proença
1755 – 
Referências ao Sítio da Ponte, depois Fazenda do Pe. Correia
1822 – 
Passagem de Dom Pedro II por Correias pela primeira vez.
1831 – 
Compra da fazenda do Córrego Seco
1837 –
 Construção da Estrada Normal da Serra da Estrela
1843 –
 Fundação de Petrópolis (16 de março)
1845 –
 Chegada dos colonos alemães (29 de junho ) 
1847 –
 Inauguração do Hotel Suíço, o primeiro de Petrópolis 
1856 –
 Primeiro trem sobe a serra conduzindo o Imperador
1857 –
 Petrópolis é transformada de vila a cidade.
1861 –
 Inauguração da Estrada União e Indústria.
1889 – 
Proclamação da República. Dom Pedro II deixa Petrópolis.
1894 – 
Petrópolis capital do estado do Rio de Janeiro.
1904 –
 Campos Salles compra o Palácio Rio Negro para os verões presidenciais.
1928 –
 Construção da rodovia Washington Luiz
1944 –
 Construção do Hotel Quitandinha
1981 –
 Petrópolis é transformada em Cidade Imperial

3) Dados IBGE

Petrópolis é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 774,606 km, situado a 809 metros do nível do mar, contando com uma população de 312.766 habitantes (2008) e densidade de 395,9 hab./km, segundo o IBGE.

4) Planejamento e Arquitetura

Petrópolis é um notável exemplo dos esforços de imigração européia para o Brasil no Segundo Reinado. Concebida pelo major Júlio Frederico Koeler, é tida como a primeira cidade projetada do Brasil, composta de um núcleo urbano – a cidade (hoje o Centro), onde se concentravam o palácio imperial, prédios públicos, comercio e serviços. O Centro seria rodeado por “quarteirões imperiais”, que receberam famílias de agricultores, principalmente alemães, que hoje compõem bairros do primeiro distrito.

Outros estrangeiros, como açorianos e, posteriormente, italianos, viriam somar-se ao contingente de imigrantes, sobretudo para trabalhar nas indústrias de tecidos e comercio.

O pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões (Reihnland-Westphalen) de onde vinham os colonos alemães: Kastelaum (Castelanea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerstadt, Darmstadt e Rheinland (Renania). As terras foram arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II até hoje.

A cidade possui um conjunto arquitetônico sem igual, dos quais o símbolo mais conhecido é o palácio imperial, hoje Museu Imperial. O palácio é a principal construção do chamado “centro histórico”, onde se destaca a Avenida Koeler, ladeada por casarões e palacetes do século XIX. A via é perpendicular à fachada da Catedral de São Pedro de Alcântara e, no outro sentido, à praça Ruy Barbosa e é fachada da Universidade Católica – constituindo-se, assim, em um dos mais belos cenários da cidade.

No chamado “centro histórico” encontra-se também construções curiosas como a casa de verão de Santos Dumont; o palácio de Cristal; a “Encantada”; o palácio Amarelo (Câmara de Vereadores); o palácio Rio Negro, fronteiriço é sede da prefeitura (palácio Sergio Fadel); e construções curiosas, como o “castelinho” do auto-denominado “duque de Belfort”, na esquina da Koeler com a praça Ruy Barbosa; ou ainda a antiga casa da família Rocha Miranda, na Avenida Ipiranga – mesmo endereço de outra residência da mesma família, em estilo sessentista. Linhas modernas também estão presentes na casa de Lúcio Costa, no bairro de Samambaia.

Petrópolis foi palco de acontecimentos e episódios diversos da história do Brasil, como:

A inauguração da primeira rodovia pavimentada do Brasil, a União e Industria (1861), ligando a cidade a Juiz de Fora (MG)
A primeira sessão de cinema (1897), com a exibição, através de “cinematógrafo”, dos primeiros filmes dos irmãos Lumiere
A assinatura do tratado que incorporou o Acre ao Brasil (1903)
A morte de Ruy Barbosa (1923)
O suicídio do escritor austríaco Stefan Zweig (1942).

4.1) Distritos

Atualmente a cidade e subdividida em 5 distritos:

4.1.1) Petrópolis (distrito sede)
4.1.2) Cascatinha
4.1.3) Itaipava
4.1.4) Pedro do Rio
4.1.5) Posse

4.2) Principais distâncias rodoviárias:

Rio de Janeiro – 65 Km
Belo Horizonte – 380 Km
São Paulo – 460 Km
Brasília – 1.080 Km
Salvador – 1.660 Km
Vitória – 460 Km
Porto do Rio de Janeiro – 60 Km
Porto de Sepetiba – 100 Km

5) Economia

A economia de Petrópolis é baseada no turismo e no setor de serviços. Também merece destaque o comercio de roupas, sobretudo nos pelos da Rua Teresa e Itaipava, que atraem compradores (atacadistas e varejistas) de todo o país.

6) Turismo

6.1) Casa da Ipiranga (“Casa dos Sete Erros”)
6.2) Casa de Joaquim Nabuco
6.3) Casa da Princesa Isabel
6.4) Casa do Barão e Visconde de Mauá
6.5) Castelo do Barão de Itaipava
6.6) Catedral de São Pedro de Alcântara com o Mausoléu Imperial
6.7) Estação Itaipava
6.8) Parque Municipal de Itaipava
6.9) Morro Açu (Parque Nacional da Serra dos Órgãos)
6.10) Palácio de Cristal (Petrópolis)
6.11) Palácio Grão Pará
6.12) Palácio Quitandinha
6.13) Palácio Rio Negro
6.14) Trono de Fátima
6.15) Casa do Barão e Visconde do Arinos
6.16) Casa de Rui Barbosa
6.17) Casa do Visconde de Caeté

7) Informações Socioculturais

7.1) Museus e Teatros

Museu Casa de Santos Dumont
Museu Imperial de Petrópolis
Teatro Municipal Paulo Gracindo

7.2) Personalidades Ilustres

Santos Dumont, aviador;
Fausto Fanti, humorista;
Nair de Tefé, caricaturista e primeira-dama do Brasil;
Guilherme Fontes, ator;
Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea;
Roberto Jefferson, ex-deputado federal;
Raul de Leoni, poeta;
Camila Morgado, atriz;
Sir Peter Brian Medawar, Premio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1960;
Julio Cezar Melatti, antropólogo;
Marco Aurélio de Oliveira, o Marcão, jogador de futebol;
Rodrigo Santoro, ator;
Gil Brother, ator e comediante;
Gualter Salles, piloto.

Maximiliano da Autria, primo de Pedro II, foi um dos primeiros estrangeiros famosos a visitar Petrópolis, ainda em 1863 (pouco antes de assumir o trono do México). Balduno I, da Bélgica, também passaria por Petrópolis durante sua visita ao Brasil, em 1920 – bem como a rainha Sofia, da Noruega, em 1981. Mas, além de cabeças coroadas, a cidade ainda receberia inúmeros outros nomes reconhecidos internacionalmente, como Einstein, em 1926.

Fachada do Hotel Quitandinha

O maior número de visitantes célebres, porém, concentrou-se entre 1944 e 1946, tempo de vida do Hotel-cassino Quitandinha. Orson Welles, Errol Flynn, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol I, da Romênia) foram alguns de seus hospedes.

Com o fechamento dos cassinos no país, determinado pelo presidente Dutra (1946-1950), o Quitandinha começou a entrar em decadência. Antes, porém, seria a sede da Conferência Interamericana de 1946, na qual destacou-se a chefe da delegação argentina, Eva Perón.

A poetisa Gabriela Mistral exercia a função de consulesa do Chile em Petrópolis quando foi agraciada com o Premio Nobel de Literatura, em 1945. Outro Nobel, o britânico Peter Medawar (Medicina, 1954) nasceu e viveu em Petrópolis até os 14 anos. Na década de 1970, a cantora norte-americana Sarah Vaughan também visitou a cidade.

Refúgio de importantes nomes da cultura nacional, figura nas páginas de Machado de Assis e de Stanislaw Ponte Preta e lá Jorge Amado concluiu seu “Gabriela Cravo e Canela”. Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Villa-Lobos e Alceu Amoroso Lima tinham casas de veraneio em Petrópolis. Como centro do poder nacional, foi o endereço de veraneio de importantes vultos do império e da república, como os barões de Mauá e Rio Branco ou, mais tarde, Santos Dumont e Rui Barbosa.

8) Referências

Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Pagina visitada em 5 de setembro de 2008.
Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2007/02/07/ult1811u157.jhtm
Página da prefeitura (em português) – http://www.petropolis.rj.gov.br/
Guia Turístico (em português) – http://www.petropolis.com.br/
Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis – FCTP: http://fctp.petropolis.rj.gov.br/fctp/
Guia de Petrópolis – http://www.guiadepetropolis.com.br/petropolis.asp
Petromundo – http://www.petromundo.com.br/
Wapedia – http://wapedia.mobi/pt/Petr%C3%B3polis
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/contagem/rjcont96.shtm

Fonte: lrodrigo.lncc.br

Petrópolis

Petrópolis é uma bela e cidade na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, com um certo estilo europeu e clima das montanhas, o que lhe confere uma atmosfera e atrações especiais. O Imperador Pedro II mantinha o Palácio Imperial na cidade, e lá passava vários meses durante o ano. A cidade fica à 1 hora do Rio de Janeiro.

A viagem e como chegar à Petrópolis

Ir à Petrópolis é muito fácil, pois a cidade fica distante apenas 1 hora do Rio de Janeiro.

Deste modo, para quem parte do Rio é muito simples, bastando ir à rodoviária e pegar um ônibus em direção à Petrópolis. Os ônibus partem em curtos intervalos de tempo, e em dias normais, não é necessário comprar passagem com antecedência ou esperar longas horas.

Por sua proximidade, Petrópolis e Rio de Janeiro são cidades muito interligadas econômicamente, e muitas pessoas inclusive viagem diariamente de uma cidade à outra, à estudo ou à trabalho.

Como opção para conhecer Petrópolis, pode-se agendar um passeio ou excursão de turismo de um dia com uma agência de viagem. Existem agências que levam grupos com guias turisticos em ônibus especial e em locais pré-programados, mediante reserva de lugar.

Em caso de tour ou excursão pré agendada, geralmente o ônibus da empresa sai do local marcado e pré-estabelecido de manhã cedo e retorna ao Rio de Janeiro de noite, após ter visitado os principais pontos turisticos da cidade.

Características Gerais da Cidade

Petrópolis é uma cidade especial com inúmeras atrações típicas de cidades de regiões altas e montanhosas, sendo muito procurada para passar férias e fins de semana. Entre seus principais atrativos turísticos e caracteríscas, eis algumas abaixo.

Ruas Arborizadas, Pontes, Canais e Passeios de Carruagem

A cidade de Petrópolis, é uma bela cidade na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, com um certo estilo europeu, possuindo tradição, importância histórica, construções importantes de igual valor histórico e cultural assim com muitos locais pitorescos e interessantes para visitar..

Pode-se dizer sem sombra de dúvida que Petrópolis é um lugar ideal para andar e caminhar, atravesando pontes, visitando edifícios históricos e interessantes, em ruas com antigas luminárias, ruas com canais que correm ao centro margeados por gramados e canteiros, com poéticas pontes sobre os mesmos, e onde nos bares e confeitarias pode-se tomar um gostoso café ou chocolate quente. E é exatamente isto que atrai milhares de turistas e visitantes à cidade durante o ano todo.

Passeios de carruagem puxadas a cavalos, como se fazia no século 19 estão disponíveis exatamente em frente ao Museu Imperial, ou antigo Palácio onde morou o Imperador. Ao se contratar o passeio, o cocheiro ou condutor da charrete, com trajes do tempo em que este transporte esteve no auje, o levará a conhecer os principais pontos da cidade, e certamente lhe explicara acerca dos locais e pontos por onde passa. É uma forma interessante e romantica de fazer um tour pela cidade, da mesma forma como se locomoviam os aristocrátas do tempo do Império e da Velha República no início do século 20.

Clima e Ar das Montanhas

Situada na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, o clima de Petrópolis é agradável o ano todo, possuindo temperatura amena no verão e frio no inverno, o que confere um charme especial ao local.

Por estas qualidades, D.Pedro II fazia de Petrópolis sua morada preferida, onde passava em torno de 5 meses por ano durante os verões, quando o Rio se tornava muito quente. Exatamente por isto, o local onde residia o Imperador, o Palácio Imperial de Petrópolis é uma das principais atrações da cidade.

Muitos outros personagens famosos do Império e antiga República também mantinham casa de verão em Petrópolis, e após a proclamação da República, era costume dos antigos Presidentes mudarem a sede do governo para Petrópolis durante o verão.

Informações Turisticas e Hospitalidade

Na principal praça de Petrópolis, a Praça Dom Pedro II, a poucos metros do Palácio Imperial existe um quiosque da secretária de turismo com muitas informações, onde um funcionário atende e fornece mapas e dicas sobre os principais pontos de interesse na cidade. Pelo menos, até 2008, este local estava disponível desta forma.

Principais Atrações Turísticas

Para quem gosta de caminhar e está disposto à uma saudavel caminhada, é possivel visitar vários locais indo à pé, de posse de um roteiro pré programado.

Entretanto, roteito cada um faz o seu, de acordo com suas conveniências e interesses, mas aqui estão enumerados alguns dos principais pontos de interesse geral.

Museu e Palácio Imperial

É a principal atração da cidade, muito bem preservado, com bela arquitetura neo-clássica e belos jardins circundantes. Dentro do museu existem pinturas de época, é possivel ver objetos pessais que pertenceram a D. Pedro II, ver relíquias e comendas do Império, assim como ver a Coroa e um traje de gala, usado somente em cerimônia por D. Pedro II.

Catedral de São Pedro de Alcântara

É a catedral de Petrópolis, em estilo néo-gótico, uma construção imponente e que chama atenção no cenário arquitetônico da cidade. É lá que estão os túmulos de Dom Pedro II, sua esposa e Imperatriz Dona Teresa, e a filha que seria herdeira do trono, a Princesa Isabel.

Palácio de Cristal

O Palácio de Cristal é uma construção feita de ferro e vidro, praticamente transparente, exceto pela cobertura. Ficou pronto em 1879, e foi usado também como uma espécie de estufa para cultivo de orquídeas. Mas mais que isto, foi usado também para eventos no tempo do Império, quando então o Imperador e Princesa Isabel lá organizaram bailes.

Atualmente os jardins do Palácio de Cristal servem também para eventos, como uma Festa ou Feira do Chocolate, que lá presenciamos num inverno de 2008.

Por todo os jardins haviam muitas barracas e stands de vendas, por onde se vendiam vários comestiveis, mas principalmente chocolates.

Dentre do Palácio havia algumas mostras e exibições de audio-visuais.

A Casa de Santos Dumont

O Museu Casa de Santos Dumont ou “A Encantada” como é também conhecida, é uma casa museu que foi construída e projetada por Santos Dumont para ser sua residência de verão.

Palácios e Casas de Personalidades Famosas

Na cidade estão preservadas as antigas casas de verão do Barão do Rio Branco, Barão de Mauá, Rui Barbosa, Santos Dumont e muitos outros. Entretanto nem todas estão abertas para visitação interna, podendo serem vistas apenas externamente.

A antiga mansão e palacete da Princesa Isabel também fica próxima do Palácio Imperial.

O Palácio Rio Negro, que era usado pela Presidência da República durante o verão também é uma das construções que chama a atenção.

Hotel Quitandinha

O hotel Quitandinha foi um marco arquitetônico, marco da engenharia, marco da era de ouro dos cassinos e um marco na história do show business no brasil. O luxuoso hotel teve seu repentino apogeu durante a época do jogo, ficando nacionalmente conhecido e se tornando um dos ícones de Petrópolis.

O hotel tem aparência europeia, e sua chamativa e alegórica decoração interna foi inspirada em cenários de famosos filmes de Hollywood da primeira metáde do século 20. O antigo cassino é um espaço enorme em baixo de uma cúpula de concreto, um desafio para época.

Hoje os apartamentos do luxuoso hotel foram transformado num condomínio de apartamentos com serviços, tipo apart hotel, onde os moradores são proprietários ou alugam suas unidades.

As partes sociais (pelo menos até 2007), pertencem aos proprietários do hotel, e estas instalações ficam abertas à visitação publica mediante ingresso e são também alugadas para eventos e congressos.

Os espaços sociais são enormes e chamam a atenção pela decoração exótica inspirada na era de ouro de Hollywood. Existe um club noturno de dança e show com palco para orquestra ao estilo da era Glen Miller, os salões estar do hotel são enormes, existem enormes áreas cobertas que eram usadas para rinques de patinação e quadras de esporte, um espaço enorme para casssino onde existe eco devido ao tamanho, e uma grande sala de concerto ou teatro com mais de um palco.

Quando se visita sente-se uma sensação de vazio e abandono, quase melâncolia, e é realmente da pena. Sente-se vontade de fechar os olhos e imaginar que num passe de mágica, voltassemos ao passado, todas as luzes se acendessem, e inúmeras pessoas passassem a circular novamente pelos salões, dando vida à um local que ficou perdido no tempo, fazendo voltar à um tempo ou à uma época que não existe mais.

Mas vale a pena circular por aqueles ambiente e locais que um dia brilharam ao som e estilo de uma época, e entreteram tantas pessoas, um tempo onde ainda existiam termos com Damas e Cavalheiros corteses, como num filme ao estilo Casablanca ou similares de Hollywood.

História e Surgimento da Cidade

Petrópolis é uma cidade relativamente recente, ou seja, não é uma cidade dos tempos coloniais, embora a área já fosse relativamente bem conhecida desde 1722 quando um proprietário de terras abriu uma variação do caminho que que ligava Rio à Minas Gerais, facilitando e encurtando o o trajeto.

Por volta de 1822, Dom Pedro I estava à caminho de Minas Gerais pelo e hospedou-se em uma fazenda de propriedade do Padre Correia, e gostou mutio do clima e da região. Como Dom Pedro I tentou comprar as terras e o Padre não quiz vender, ele adquiriu uma fazenda vizinha, chamada fazenda do Córrego Seco, que foi renomeada Imperial Fazenda da Concórdia. Neste local, Dom Pedro I fez planos para o Palácio da Concórdia. A área da antiga fazendo corresponde a aproximadamente à área do primeiro distrito da atual cidade de Petrópolis.

Entretanto, os planos de Pedro I não foram adiante como deveria, mas D.Pedro II, seu sucessor decidiu continuar os planos e no ano de 1843, assinou o decreto que determinava o assentamente de um novo povoado no local e também a construção do palácio de verão.

As obras foram concluidas em 1847 e a partir daquela data D.Pedro II lá passava os verões e sua permanência se estendia por até 5 meses, e durante estes períodos, a cidade de Petrópolis se tornava capital do Império.

Fonte: www.riodejaneiroaqui.com

Petrópolis

Situada na região serrana do Rio de Janeiro, a menos de uma hora da Cidade Maravilhosa, Petrópolis e seus distritos, é um dos destinos turísticos mais generosos do país. Em termos históricos a cidade oferece inúmeras atrações que já justificam a viagem. Cidade que recebia o Imperador e a Côrte, Petrópolis possui a majestade típica das cidades que fizeram história. As mansões dos barões, viscondes e condes, situadas próximas ao Palácio Imperial, hoje majestoso museu, revelam o estilo de vida de uma época romântica e aristocrática. De saraus e trajes sofisticados, de refinamento e poder. Não deixe de visitar além do Museu Imperial, a Casa de Santos Dumont, o Quitandinha, o Palácio de Cristal e as casas do Barão de Mauá, Princesa Isabel, Rui Barbosa, além do Palácio Rio Negro, residência de verão dos presidentes da República.

Seguindo rumo a Itaipava, pela União Indústria, primeira estrada macadamizada do país, o visitante vai descobrindo outra Petrópolis. Entrando em várias ruas e localidades. Em Correas, logo no início do caminho para Bonfim, recanto de natureza e esportes de aventura, vale a pena visitar a Pousada da Alcobaça, onde além da hospedagem, uma linda propriedade em estilo Normando encanta os visitantes e hóspedes, pelos seus jardins, rio, pequena cachoeira e até horta.

Destaque para a proprietária, conhecida por todos como Dona Laura, que recebe com elegância e simplicidade e atende pessoalmente os clientes do seu restaurante, cujas mesas são disputadas, principalmente nos fins de semana. O restaurante da pousada é o primeiro passo de um roteiro gastronômico de uma cidade privilegiada, com restaurantes estrelados do Guia Quatro Rodas. É o caso do Locanda della Mimosa, que ostenta três estrelas na porta, reconhecimento que apenas sete restaurantes do país possuem, sendo o Locanda o único caso de cidade do interior, os demais estão em São Paulo (dois), Rio de Janeiro (três) e Curitiba (um). Na região ainda existem três restaurantes que ostentam uma estrela.

Continuando o caminho de Correas, depois da Alcobaça, vale a pena seguir até o Vale do Bonfim. A estrada é estreita e leva a um mundo de aventuras radicais, cuja sede é o Campo de Aventuras Paraíso-Açu, onde além de confortável pousada, o turista encontra o ponto de partida para praticar esportes radicais como rappel, canyoning, cabo aéreo, trekking, tudo com apoio de instrutores e equipamentos de primeira, em pleno parque Nacional da Serra dos Órgãos. Qualquer pessoa, em condições normais de saúde, irá encontrar uma opção para ser “radical” sem ser irresponsável.

Voltando à estrada União Indústria que liga Petrópolis aos seus distritos chega-se a Itaipava, que impressiona pela variedade do comércio e movimento, especialmente nos fins de semana. Destaque para o Shopping Vilarejo sempre cheio de atrações e oferecendo o melhor comércio da região. Não faltam bons restaurantes, bares e casas noturnas para quem gosta de agito e gente bonita.

Continuando pela União Indústria, caminho que leva a inúmeras atrações da região, o turista começa a encontrar muitas placas de pousadas. Quem anda abusando nos restaurantes ou quer ficar longe das tentações, num ambiente agradável, tem um consolo, sigas as placas e hospede-se no Spa Petit Village, reduto de globais e outros famosos que buscam alimentação saudável e privacidade.

Quem não abre mão de sofisticação deve reservar o Parador Santarém, pousada de raro requinte, em área privilegiada, cujo restaurante recebe visitantes.

Aproveite e peça para conhecer os quartos e tenha uma “aula” de decoração. O site da pousada dá uma noção do que você irá encontrar.

Quem viaja com crianças pode passear pelo Brejal, circuito alternativo que vem recebendo cada dia mais visitantes, com propriedades rurais que acolhem os turistas e permitem conhecer um pouco da vida rural. Na BR040, que liga Rio de Janeiro a Belo Horizonte, está uma excelente opção de hospedagem para os praticantes de esportes e quem viaja com criança. É o Hotel Pedra Bonita, no km 69, que oferece quadras de tênis, squash, ginásio coberto, piscinas, inclusive térmica, hípica, charretes, lazer infantil, parquinho, num ambiente cercado pela natureza.

Há muitas razões para você visitar a região de Petrópolis, e cada viagem você irá descobrir um novo motivo. As próprias pousadas já valem uma viagem. Há sempre algo novo para descobrir, eventos acontecendo.

COMO CHEGAR

Para quem vem de São Paulo uma opção é sair da Dutra em Volta Redonda, na saída do km 265 e pegar a BR 393 chegando até a BR 040, em Três Rios.

Depois seguir até o acesso a Itaipava no km 62. De lá pode optar por seguir em direção a Petrópolis pela União Indústria ou a esquerda em direção a Itaipava e Secretário. Para quem vem do Rio de Janeiro basta pegar a Rio-Petrópolis (BR 040) até o km 82, entrando direto em Petrópolis ou seguir até a mesma entrada de Itaipava no km 62. É mais rápido pela BR 040, mas você perde a chance de passar por dentro de Petrópolis.

Onde parar

Na subida de Petrópolis o Posto da Serra, no km 100 e no sentido Belo Horizonte –Rio o Posto Brazão no km 71.

Fonte: www.estradas.com.br

Petrópolis

Petrópolis – Rio de Janeiro

Petrópolis é uma cidade histórica do Estado do Rio de Janeiro. É uma cidade diferente por ter crescido em cima da Serra da Estrela, com clima ameno e belas construções históricas. As atrações turísticas são muitas, incluindo o Hotel Cassino Quitandinha, a Catedral de São Pedro e o Museu Imperial.

Localizado a 67 km do Rio de Janeiro, encontramos a bela e histórica cidade de Petrópolis, lugar de retiro na montanha dos únicos dois imperadores do Brasil.

O Passeio nos levará admirar a arquitetura gótica da Catedral de São Pedro de Alcântara. Visite a tumba do último imperador do Brasil, Dom Pedro II, sua esposa e a filha, o Museu Imperial que apresenta tapeçarias, móveis antigos e jóias. Um destaque da visita é a coroa imperial de 1,7 kg, com mais de 600 diamantes e 77 pérolas e o deslumbrante Palácio de Cristal, uma magnífica estrutura em vidro construído pela França em 1879. Não perca o cenário perfeito para uma viagem de volta no tempo.

História

A história da cidade começou em 1830, quando Dom Pedro I encantou-se pelo clima e beleza da Mata Atlântica e adquiriu a Fazenda do Córrego Seco. As terras foram herdadas por Dom Pedro II e deram origem, em 16 de março de 1843, à Petrópolis. O projeto urbanístico, tido como arrojado na época, ainda hoje pode ser apreciado quando se caminha pelas ruas do Centro Histórico, outrora sede da Fazenda. Construída para ser a sede da Corte, Petrópolis ainda hoje possui a majestade típica das cidades que fizeram história. As mansões dos barões, viscondes e condes, situadas próximas ao Palácio Imperial, hoje um belo museu, revelam o estilo de vida de uma época romântica e aristocrática. De saraus e trajes sofisticados, de refinamento e poder.

Não só as marcas do Império encantam e chamam atenção na cidade. A natureza também deixou suas imponentes marcas. Na região, localiza-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde está a impressionante formação rochosa chamada de “Dedo de Deus”. Trilhas e passeios a cavalo levam o turista a descobrir uma abundante vegetação, orquidários, cachoeiras, vales e montanhas que oferecem vistas deslumbrantes e momentos de aventura.

Não deixe de visitar o Museu Imperial, a Casa de Santos Dumont, o Quitandinha, o Palácio de Cristal e as casas do Barão de Mauá, Princesa Isabel, Rui Barbosa, além do Palácio Rio Negro, residência de verão dos presidentes da República.

Informação básica

Clima

Clima tropical brando, sem estação seca, com temperatura média anual de 16ºC.

Eventos

Bauernfest (junho)

A festa é uma homenagem à colonização alemã e oferece muita música, comida e danças típicas. O evento é o segundo maior do Estado e realiza-se num burgo construído nos arredores do Palácio de Cristal.

Exposição Agropecurária (abril)

A exposição acontece todos os anos no Parque Municipal, com duração de uma semana e milhares de participantes.

Natal

É a festa preferida da cidade. Petrópolis fica toda ornamentada e enfeitada com milhões de lâmpadas multicoloridas. Concertos de corais e procissões de velas dão o tom da Cidade Imperial durante o período.

Distâncias

Rio de Janeiro: 68 km
Teresópolis: 55 km
Três Rios: 61 km
Niterói: 74 km
Nova Friburgo: 122 km
Belo Horizonte: 386 km

São Paulo: 475 km Hospedagem / Restaurantes A cidade possui hotéis charmosos e confortáveis, que atendem a todos os gostos de hospedagem. São diversas opções no Centro Histórico e arredores.

Petrópolis também oferece o melhor da culinária nacional e internacional em restaurantes que lembram o tempo do império e primam pela qualidade no atendimento, conforto e cardápios variados.

Como chegar

Via Aérea: o aeroporto mais próximo é o Antônio Carlos Jobim, na cidade do Rio de Janeiro. Saindo da capital, pegue a BR-040 até Petrópolis.

Via Rodoviária:

Principais rodovias de acesso:

A partir da cidade de São Paulo: Rodovia Presidente Dutra / BR-040
A partir de Belo Horizonte: BR-040
A partir de Vitória: BR-393 / BR-040
A partir de Brasília: BR-040

Atrações

Museu Imperial

Em estilo neoclássico, a casa era o antigo Palácio Imperial que D. Pedro II mandou construir em 1848. Os jardins, desenhados por Jean Baptiste Binot sob a orientação pessoal do imperador, merecem destaque. Além de guardar os objetos e móveis do palácio, o Museu ainda reúne relíquias do Brasil Império como, por exemplo, a coroa de D. Pedro II. Há também no local uma pinacoteca e o Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Palácio de Cristal

Com estrutura metálica e vedação de vidro, foi fabricado na França. É um exemplo perfeito do novo estilo arquitetônico surgido com a Revolução Industrial. Foi palco de vários bailes, começando pelo de sua inauguração em 2 de fevereiro de 1884. Aí também, a Princesa Isabel assinou a libertação de 103 escravos pouco antes da abolição da escravatura.

Palácio Quitandinha

O nome Quitandinha vem de o fato do local ser parada de viajantes do início do século para comer e repousar. É um palácio impressionante em estilo normando, com 50.000m² de área construída e 6 andares. A decoração é de Dorothy Drape, cenógrafa que marcou época em Hollywood. O Quitandinha conta a história da época de ouro do rádio, dos cassinos e das chanchadas. Ele próprio surgiu, em 1944, como um luxuoso hotel-cassino.

Catedral São Pedro de Alcântara

Construída em 1884 em estilo gótico francês do século XVIII. Destacam-se em seu interior obras esculpidas em mármore Carrara. A Capela Imperial guarda estátuas da família imperial, além dos restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d’Eu. Localiza-se na R. S. Pedro de Alcântara, 60 – Centro.

Museu Casa do Colono

Com suas paredes originais de pau-a-pique e barro misturado com capim, lembra as várias famílias imigrantes que colonizaram Petrópolis.

Casa do Barão de Mauá

Sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Petrópolis, foi mandada construir, em 1852, pelo Barão de Mauá, que utilizou nos gradis ferro fundido em sua fábrica. Ergue-se em estilo neoclássico, rodeado de jardins onde há algumas palmeiras raras e jasmineiros perfumados.

Palácio Rio Negro

Construído em 1889 pelo Barão do Rio Negro para sua residência, foi sede do governo entre 1894 e 1902, quando Petrópolis foi capital do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 1903, tornou-se a residência de verão dos Presidentes da República até a construção de Brasília. As núpcias do presidente Hermes da Fonseca e Nair de Teffé, um dos casamentos mais badalados da época, foram realizadas nos salões do Palácio Rio Negro.

Atrativos Naturais

Rafting pelo rio Paraibuna, descida de rapel na cachoeira Véu da Noiva, cavalgada ecológica no Haras Analu e pela região que liga o vale do Cuiabá a Teresópolis, caminhadas ecológicas pela serra dos Órgãos e trekking na reserva biológica do Tinguá, são algumas das muitas escolhas que se pode fazer para aproveitar a estada em Petrópolis.

Outra boa pedida é percorrer o antigo “Caminho do Imperador”, ou “Estrada Imperial”, que liga Petrópolis a Pati do Alferes, pelo alto da serra do Couto, num percurso de 36 km.

Parque Municipal

Oferece área de lazer com quadras de esporte, ciclovia, local para caminhadas, picadeiro de areia e local para shows e festas populares.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Fica bem próximo a Petrópolis, na região da Serra dos Órgãos. Curiosas formações rochosas como o Dedo de Deus, com 1.692 m de altitude, e a Pedra do Sino, com 2.263 m de altitude desafiam a habilidade de montanhistas. Criado em 1939, seus 11.800 hectares abrigam orquídeas, samambaias, paineiras, ipês e cedros, além de quatis, cutias e espécies ameaçadas de extinção como o papagaio-de-peito-roxo.

Compras

Petrópolis possui um pólo de compras que oferece os mais diversos produtos.

Confira os quatro principais pontos:

Rua Teresa

Próxima ao Centro Histórico. Conhecida nacionalmente como um incomparável shopping a céu aberto, com roupas e acessórios de moda a preços de fábrica (atacado e varejo).

Bingen

Bairro localizado a 10 km do Centro Histórico. Lá você também encontra roupas e acessórios mais baratos, além de um forte pólo de fabricação de móveis, papéis e tecidos para decoração.

Itaipava

3º distrito do município de Petrópolis, a 15 km do Centro Histórico. Destaca-se pela excelência da gastronomia e lojas de cerâmica, móveis, decoração, roupas, acessórios de moda, antiquários e artesanato.

Rua 16 de Março

Localizada no Centro Histórico. Possui shoppings, lojas de roupas e calçados, de conveniências, presentes, informática, perfumarias, joalherias, livrarias, restaurantes, cinemas e entretenimento.

Fonte: www.stw.tur.br

Petrópolis

Pontos Turísticos

Petrópolis
Palácio Quitandinha

Petrópolis
Palácio de Cristal

Petrópolis
Museu Imperial

Petrópolis
Casa da Princesa Isabel

Petrópolis
Casa da Ipiranga

Petrópolis
Casa de Santos Dumont

Petrópolis
Catedral de São Pedro de Alcântara

Fonte: www.grandehotelpetropolis.com.br

Petrópolis

História

A história de Petrópolis começou muito antes de sua fundação, com a compra da fazenda do Córrego Seco pelo Imperador Pedro I, em 1830.

Herdeiro dessas terras, D. Pedro II arrendou a fazenda a um engenheiro do Exército, major Júlio Frederico Koeler, que tinha o sonho de fundar no local uma colônia alemã, com trabalhadores livres. Assim, no dia 16 de março de 1843, pelo decreto imperial nº 155, o Córrego Seco foi arrendado ão major Koeler, com a condição de reservar terrenos para um palácio, uma povoação, uma igreja sob invocação de S. Pedro de Alcântara e um cemitério.

Dois anos depois, começaram a chegar à região os primeiros colonos alemães, seguidos mais tarde de italianos, franceses, ingleses, suíços e belgas, que muito influenciaram a arquitetura da cidade.

Em 1845, começou a construção do palácio, o único realmente construído, no Brasil, para residência da Família Imperial. Hoje, na imponente construção funciona o Museu Imperial, que traz a público exposições permanentes, saraus, restaurante e casa de chá, arquivo histórico, biblioteca e brinquedoteca, além de um amplo parque arborizado.

Devido à proximidade com o Rio de Janeiro, então capital do país, Petrópolis foi também a residência oficial de verão dos presidentes da República. Em visita à cidade, o Presidente, ainda hoje, hospeda-se no Palácio Rio Negro.

Economia e Educação

Economia

O município de Petrópolis apresenta uma das melhores logísticas do estado, em torno do qual se concentra 70% da movimentação de cargas do país. 65% do PIB nacional encontra-se no raio de 500 km. Graças à sua posição estratégica, Petrópolis pode comunicar-se rapidamente com os grandes centros consumidores do Brasil e do exterior.

Petrópolis é um pólo econômico importante, sobretudo nas áreas agropecuária, têxtil, de vestuário e moveleira.

No setor têxtil, destaca-se a região da Rua Teresa, com 900 lojas e um movimento de cerca de 240 milhões de reais por ano. Seu parque industrial e comercial emprega 35 mil pessoas direta e indiretamente.

O setor moveleiro conta, hoje, com aproximadamente 200 empresas, oferecendo 1.100 empregos diretos e com um faturamento declarado de 25 milhões de reais por ano.

No que se refere à produção agrícola, o Governo Municipal vem priorizando a agricultura orgânica (cultivada sem agrotóxicos), tendo como meta atingir 60% do total produzido no município até 2004.

Condomínios Industriais

Petrópolis possui condomínios industriais para empresas de pequeno e médio porte localizados em áreas pré-determinadas e em antigas fábricas que foram convertidas em pequenas indústrias. Esses condomínios constituem uma solução prática e financeiramente acessível para pequenos empresários que desejam iniciar suas atividades fabris.

Turismo

Em decorrência de sua arquitetura histórica, de suas florestas naturais e de suas opções de comércio, entretenimento e lazer, o turismo em Petrópolis encontra-se em franca expansão. Anualmente, 500 mil pessoas visitam a cidade, gerando empregos e receita.

O município tem mais de 60 hotéis e concentra um dos mais conhecidos redutos gastronômicos do país. Além disso, opções de turismo ecológico e esportes radicais começam a se firmar na cidade.

Educação

A qualificação da mão-de-obra da cidade é garantida pelo alto nível de sua rede escolar, constituída por mais de 200 escolas de ensinos fundamental e médio, entre unidades públicas e privadas. A elas unem-se os cursos profissionalizantes e de atualização oferecidos pelo SEBRAE, SENAI, CEFET, SENAC, FAETEC e SESI.

A cidade também oferece ensino universitário e pós-graduação em instituições como a Universidade Católica de Petrópolis, Faculdade de Medicina de Petrópolis, Universidade Estácio de Sá e Faculdade Artur Sá Earp e o LNCC – Laboratório Nacional de Computação Científica, que oferece cursos de pós-graduação em modelagem, análise e simulação computacional.

Petrópolis
Petrópolis

Localização

Petrópolis fica a 65 km da cidade do Rio de Janeiro.

A estrutura viária do município está baseada na rodovia federal BR 040, uma das melhores estradas do país.

A BR 040 dá acesso à região Metropolitana do Rio de Janeiro, a Juiz de Fora e a Belo Horizonte, capital mineira.

O município conta ainda com o entroncamento da BR 393 em Três Rios, possibilitando o acesso a São Paulo e ao Nordeste do Brasil.

Distâncias entre Petrópolis e algumas cidades e pontos de saída:

Rio de Janeiro – 65 Km
Aeroporto Internacional / RJ – 53 Km
Aeroporto Santos Dumont / RJ – 63 Km
Porto do Rio de Janeiro – 60 Km
Porto de Sepetiba – 100 Km
São Paulo – 460 Km
Belo Horizonte / MG – 480 Km

Qualidade de Vida

A qualidade de vida vem aumentando em Petrópolis. Em 1997, o município ocupava o 8º lugar no IQM – Índice de Qualidade dos Municípios; em 1998, alcançou a 6ª posição no ranking.

As paisagens de Mata Atlântica, com suas montanhas, cachoeiras, orquídeas e bromélias, o clima ameno, sempre fresco ao cair do sol, e as fontes de água pura, freqüentes na região, são um trunfo no qual a cidade investe e procura preservar.

Por outro lado, a cidade de Petrópolis e, especificamente, seu centro histórico, abrigam uma considerável quantidade de prédios do século XIX perfeitamente conservados, formando um dos mais importantes conjuntos históricos do país.

Fonte: petropolis-tecnopolis.com.br

Petrópolis

Petrópolis – Primeira Cidade Planejada das Américas

Petrópolis é uma das mais bem preservadas cidades históricas do estado do Rio. Fundada pelo imperador D. Pedro II em 1843, foi construída a 809m de altitude, na Serra do Mar.

Cercada por 70% de Mata Atlântica, a cidade tem um clima agradável, com temperatura média de 22º C.

Petrópolis tem cinco distritos espalhados por uma área total de 811km2. Com uma população de quase 300 mil pessoas, é considerada a primeira cidade planejada das Américas.

História

A história da criação de Petrópolis começa 100 anos antes de sua fundação, em 1743, quando o português Manuel Correa da Silva começou a comprar todas as fazendas que havia desde o registro do Rio Paraíba do Sul até os altos da Serra da Estrela.

Manuel Correia da Silva

Manuel Correa da Silva chegou ao Brasil muito jovem e, depois de participar de muitas entradas e bandeiras, enriqueceu na mineração em Goiás. Uma de suas fazendas transformou-se na cidade de Pirenópolis-GO, onde atualmente se encontram centenas de artesãos de jóias de prata e pedra semipreciosas cujo talento ficou conhecido como Estilo Pirenópolis.

Ainda jovem, mas muito rico, Manuel resolveu se mudar-se para mais próximo da Corte e adquiriu a Fazenda do Rio da Cidade do rico sesmeiro, Manuel Antônio Goulão. Mais tarde, se casou com a sua única filha, Dona Brites Maria de Assunção Goulão. Tiveram cinco filhos sendo dois padres, ambos formados em Coimbra, e três filhas com enorme descendência, alguns com muita influência na vida da colônia.

Quando Manuel Correia da Silva morreu em 1784, na sua bela Fazenda do Rio da Cidade, ele era dono de toda a região.

A grande fazenda foi desmembrada e as terras resultantes distribuídas entre seus filhos, resultando em fazendas que existem até hoje, dentre as quais se destacam: Pe. Correia, Sto. Antônio, Fazenda das Arcas, Samambaia, Itamarati, Olaria, São José e Retiro.

Padre Correia

Um dos filhos mais famosos de Manuel Correia da Silva é Antônio Tomás de Aquino Correia, mais conhecido como Pe. Correia. Tendo nascido na Fazenda do Rio da Cidade em 1759, Pe. Correia estudou na Universidade de Coimbra e foi ordenado em 1783. Transformou sua propriedade na mais progressiva fazenda do Caminho Novo, citada por todos os viajantes estrangeiros que por ali passaram quando o Brasil abriu seus portos ao comércio internacional. Em 1829, o viajante inglês Robert Walsch cita em seus diários que lá tomou um excelente suco de pêssego e ficou maravilhado com as imensas plantações de café.

A casa grande da fazenda era enorme, com varanda na frente e muito bonita. Havia uma capela consagrada a Nossa Senhora do Amor Divino, cuja imagem está atualmente na igreja da cidade de Correias.

O Padre Correia criava gado mais para corte do que para o aproveitamento de leite. Como o clima era propício ao cultivo de plantas de origem européia, o Padre Correia se dedicava ao cultivo de cravos, figos, jabuticabas, uvas, pêssegos, marmelos, milho e maçãs, tendo grandes lucros. Dentre tantas atividades, destacavam-se o cultivo de milho e a fabricação de ferraduras onde eram empregados muitos escravos.

O Padre Correia foi um dos grandes senhores de terra da região petropolitana. D. Pedro I frequentou várias vezes a fazenda do Padre Correia, passando a ter grande admiração por aquele local.

No dia 19 de junho de 1824, em Corrêas, faleceu o Padre Correia, de morte repentina, provavelmente problemas cardíacos. Foi enterrado no Rio de Janeiro na igreja de São Pedro, já demolida, hoje avenida Presidente Vargas. Com sua morte, D. Arcângela Joaquina da Silva, sua irmã, herdou a fazenda.

Fazenda Córrego Seco

D. Pedro I tinha uma filha de cinco anos, a Princesa Dona Paula, cuja frágil saúde muito sofria com o calor do Rio de Janeiro, tendo vindo a falecer prematuramente aos dez anos, em 1833.

Para proteger a saúde da filha e fugir das epidemias de cólera, tornou-se costume que D. Pedro I saísse do Rio de Janeiro no verão e fosse visitar as fazenadas situadas ao longo do Caminho Novo, onde a temperatura era bem mais baixa do que no litoral.

Em uma destas andanças, D. Pedro I pernoitou na fazenda do Padre Correia e se encantou com a exuberância e amenidade do clima. Quis então adquirir a propriedade para seu uso e, em especial, para o tratamento de sua filha.

D. Pedro I também estava interessado em construir um palácio fora do Rio de Janeiro, pois recebia muitas visitas da Europa não habituadas ao calor tropical.

Além disso, incomodava o Imperador existirem no Rio de Janeiro residências muito mais luxuosas que os seus palácios, todos eles muito simples. Um palácio de verão, serra acima, deveria ser mais qualificado para a sua condição.

Em 1828, D. Pedro I, agora com sua segunda esposa D. Amélia, tentou insistentemente convencer D. Arcângela Joaquina da Silva a lhe vender a Fazenda do Pe. Correia. Mas D. Arcângela, não efetuou a venda, pois havia assumido o compromisso de não deixar que a propriedade passasse a mãos de quem não fosse de sua família. Ela mesma, talvez querendo se ver livre das incômodas e freqüentes visitas reais, indicou a D. Pedro I outra fazenda pertencente ao Sargento-Mór José Vieira Afonso e que tinha o nome de Córrego Seco. D. Pedro I comprou a fazenda por vinte contos de réis, preço considerado muito alto pois as terras eram improdutivas, e a escritura de compra foi assinada em 1830.

Fazenda da Concórdia

D. Pedro I ainda adquiriu outras propriedades em torno, no Alto da Serra, em Quitandinha e no Retiro, ampliando a área de sua fazenda. Como ele enfrentava dificuldades políticas na capital, desejando que reinasse paz entre a Nação e o Trono Brasileiro, passou a chamar o Córrego Seco de Fazenda da Concórdia.

Logo depois encarregou seu arquiteto real Pedro José Pezerat e o engenheiro Pierre Taulois do projeto do Palácio da Concórdia, mas a obra não foi realizada, pois no dia 07 de abril de 1831, o Imperador foi obrigado a abdicar para retornar a Portugal. Esse projeto e o orçamento constam dos arquivos do Museu Imperial, infelizmente sem referência quanto ao local da obra.

Com a abdicação e morte de seu pai, D. Pedro II herda essas terras, que passam por vários arrendamentos até que Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial, teve a iniciativa de retornar aos planos de D. Pedro I. Era uma vultuosa empreitada que iria consumir consideráveis investimentos públicos e privados nos anos seguintes. Mas o Império estava em boa condição financeira, com o afastamento dos ingleses da nossa economia, com a proibição do tráfego negreiro e principalmente, com o boom do café.

O Nascimento de Petrópolis

Em 16 de março de 1843, D. Pedro II assinou o Decreto Imperial nº 155 que arrendou as terras da fazenda do Córrego Seco ao engenheiro alemão Major Júlio Frederico Koeler, para a fundação da Povoação Palácio de Petrópolis. O decreto prevê a construção do Palácio Imperial, de uma Vila Imperial com quarteirões planejados, da Igreja São Pedro de Alcântara e de um cemitério.

O Major Koeler fez um planejamento urbanístico tão detalhado, que muitos consideram Petrópolis a primeira cidade planejada do Brasil. No projeto, consta a planta geral da Povoação-palácio com o projeto do Palácio Imperial além de detalhes sobre a área mínima dos terrenos e a proteção das matas nas encostas.

Quase um século mais tarde, quando a especulação imobiliária fez com que as diretrizes originais fossem ignoradas, a população sofreu com os mortais deslizamentos de terra agora comuns no período de chuvas em Petrópolis.

Em janeiro de 1845, Koeler colocou na Bolsa de Valores as ações da Companhia de Petrópolis, criada por ele para a execução de seus planos e projetos.

As ações da Companhia foram vendidas em quatro meses e dois meses depois chegaram os imigrantes alemães para o trabalho. Com recursos financeiros e mão-de-obra livre, a construção da povoação-palácio estava assegurada. Além disso, os governos provinciais de Caldas Vianna em 1843 e Aureliano Coutinho em 1845 deram integral apoio ao plano traçado por Koeler.

A Estrada Normal da Serra da Estrela

Em 1841, antes de iniciar as obras de construção de Petrópolis, D. Pedro II encarregou o engenheiro alemão Júlio Frederico Koeler de construir a Estrada Normal da Serra da Estrela.

Esta estrada tornaria possível o acesso de carruagens à Fazenda do Córrego Seco, uma vez que o Caminho Novo era apenas para tropas de mulas.

A estrada, que tem trechos transitáveis até hoje, tornou-se o principal elo de ligação para chegar às Minas Gerais e tinha grande importância econômica.

Naquela época, era preciso seguir de barco até Porto Mauá, depois por estrada precária até Raiz da Serra e, então, ir pela nova estrada, num percurso de 14 km até Petrópolis.

A Primeira Estrada de Ferro do Brasil

Em 1º de maio de 1854, foi inaugurada a primeira estrada de ferro brasileira, ligando Porto Mauá à Raiz da Serra.

Construída por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, a estrada reduziu o tempo de viagem neste trecho de 4 horas para apenas 23 minutos.

Nesta época, uma viagem de Juiz de Fora até o Rio de Janeiro era uma aventura de pelo menos 3 dias.

Petrópolis
Viagem de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro

De Juiz de Fora até a divisa com a Província do Rio de Janeiro, segue-se pela Estrada Nova do Paraibuna. Daí em diante a estrada piora muito, pois estamos no antigo Caminho Novo, por onde vamos até Petrópolis.

Em Petrópolis, tomamos a Estrada Normal da Serra da Estrela que nos leva até Raiz da Serra onde tomamos o trem até a Estação Guia de Pacobaíba em Porto Mauá. Daqui, a viagem segue na barca a vapor “Guarani” até a Prainha, atual Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

Fonte: espeschit.com.br

Petrópolis

Brasão

Brasão do Município de Petrópolis foi criado pela deliberação nº 224 de 8 de janeiro de 1929, sendo o Prefeito o Dr. Paula Buarque. O Projeto é do Dr. Guilherme de Almeida e o desenho do Sr. Wasat Rodrigues.

Petrópolis
Brasão do Município de Petrópolis

É formado por um escudo português, em azul, tendo ao alto o emblema PII em ouro sobre a Coroa Imperial, também em ouro, e na parte inferior, sobre uma montanha em ouro, a águia da Alemanha em negro e vermelho. Em cima do escudo, a coroa de cinco torres em prata. Com suporte, trilhos e seus dormentes na cor natural envolvidos por fita azul, na qual em letras ouro encontra-se a inscrição “Altiora Semper Petens”.

Os elementos mostrados no Brasão representam os seguintes fatos e aspectos da história do Brasil e de Petrópolis:

O escudo português é uma homenagem aos descobridores do Brasil

A coroa e o emblema PII é uma homenagem ao fundador.

Hino de Petrópolis

Letra e Música de autoria de Geraldo Ventura Dias

Petrópolis,
tens do passado gloriosas tradições,
Petrópolis,
cultura e fibra de homens de outras nações,
Que lutaram e criaram as riquezas,
guardaram as belezas
que devemos defender.
Petrópolis,
tranqüilidade, nossa fonte de saúde;
Petrópolis,
o teu futuro é a tua juventude
que estuda e trabalha consciente
de que a luta no presente,
vitória vai trazer.
Para frente, para o alto,
construir,
com amor e com vontade,
progredir,
vem viver aqui na serra,
onde a sorte nos sorri.

Quem pensa que é feliz em outra terra BIS
é porque
ainda não viveu aqui.

História do Hino e de seu autor

De uma indicação do professor e então vereador Paulo Ribeiro, através do projeto 1637/69, surgiu o concurso para a escolha do Hino do Município de Petrópolis.

A Deliberação nº 2849, de 6 de maio de 1970, assinada pelo prefeito Paulo Rattes, estabeleceu um prêmio de cinco mil cruzeiros novos ao vencedor, quantia essa depois alterada para dez mil cruzeiros , pela Deliberação nº 3168, de 2 de dezembro de 1971, do prefeito João Ésio Caldara.

A 20 de julho de 1972, a comissão que apontou o Hino de Petrópolis, reuniu-se no Salão Hermogênio Silva, da Câmara Municipal. Presidida pelo então secretário municipal de Educação e Cultura, professor Gil Mendes, teve como membros do júri Maria de Lourdes Tornaghi, Waldyr Dalmaso, Clever Costa de Castro, Joaquim Eloy Duarte dos Santos, João Augusto da Costa e Ely Francisco Fagundes.

Entre os diversos concorrentes, a comissão, após minunciosa análise, escolheu, por voto secreto, o de Geraldo Ventura Dias, autor dos hinos do Serrano e do Petropolitano F.C.

A Deliberação nº 3333, de 27 de outubro de 1972, sancionada pelo prefeito Caldara, tornou obrigatória a execução do Hino de Petrópolis nas solenidades oficiais patrocinadas pelo município.

Geraldo Ventura Dias nasceu na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 6 de outubro de 1925. Estudou no Instituto Granbery, tendo-se diplomado bacharel em Ciências Contábeis, além de ter frequentado cursos de língua italiana.

Em sua cidade natal, ingressou nos quadros do Banco do Brasil, aposentando-se, na função de gerente, após trinta e três anos de serviço.

Transferindo-se para Petrópolis, cidade em que residiu por cerca de quarenta anos, iniciou intensa participação em clubes de serviço, associações esportivas, etc.

Tornou-se sócio e presidente do Rotary Clube de Petrópolis e conselheiro nato do Petropolitano F.C.

Em 1972, recebeu o título de cidadão petropolitano, outorgado pela Câmara Municipal, por seus relevantes serviços prestados à nossa cidade.

Em 1987, obteve o primeiro lugar no “Concurso de Poesia Farid Félix”, promovido pela Academia Petropolitana de Letras, entidade em que ocupou a cadeira nº 8 até seu falecimento, ocorrido em 10 de junho de 2000.

Pelo decreto nº 577, de 11 de agosto de 2000, o prefeito Leandro Sampaio denominou Escola Municipal Geraldo Ventura Dias a uma escola localizada na Estrada Velha da Estrela, no Meio da Serra.

Feriados do Município

São os feriados municipais:

16 de março – Dia do Aniversário da Fundação de Petrópolis – Lei 4753/90
29 de junho – Dia da Chegada dos Primeiros Colonos Alemães a Petrópolis- Lei 4753/90
20 de novembro – Dia da Consciência Negra – 5786/2001
Data Móvel – Sexta-feira Santa – Lei 4753/90
Data Móvel – Corpus Christ – 5041/93

HISTÓRIA

ANTECEDENTES À FUNDAÇÃO

A Serra da Estrela, onde se encontra Petrópolis, era praticamente desconhecida pelos colonizadores portugueses nos primeiros 200 anos de colonização, salvo por alguma expedição exploratória para tomar posse de sesmarias. Isso, por causa do enorme paredão montanhoso de mais de 1000m de altura que tinha que ser vencido para se chegar até lá; e, também, pela presença dos bravios índios Coroados que habitavam serra acima. Ali não havia atividade econômica.

Somente quando os bandeirantes paulistas descobriram ouro nas Minas Gerais é que foi aberto o Caminho Novo, em 1704, para facilitar a viagem até as vilas mineradoras. O caminho era “novo” porque havia um outro, o “velho”, desde meados dos anos 1600, muito longo e de difícil trânsito, aberto pelos próprios bandeirantes, constituído de trilhas e picadas até as minas de ouro.

É impossível pensar Petrópolis, Juiz de Fora, Barbacena, São João Del Rei e Ouro Preto sem antes pensar o Caminho Novo. Também não dá para entender Petrópolis sem a subida da Serra Velha, por onde vieram os nossos pioneiros colonizadores. Conhecer esses caminhos é conhecer 300 anos da nossa história, que começou em 1724 quando Bernardo Soares de Proença abriu a variante do Caminho Novo, passando pelo alto da serra onde hoje está nossa cidade.

O CAMINHO NOVO

O Caminho Novo faz parte de uma rede de importantes caminhos do Brasil Colonial aos quais era dado o nome de Estrada Real. Muitos desses caminhos eram antigas trilhas e veredas abertas pelos bandeirantes que se embrenhavam pelo sertão, na direção de Minas Gerais e Goiás, à procura de ouro e pedras preciosas.

O mais antigo deles, conhecido como Caminho Velho, ia de São Paulo, de Piratininga até Taubaté, subia a Serra da Mantiqueira, passava por São João del Rey e ia para Vila Rica, Caetés, Sabará. Dali havia extensões para Tijuco (Diamantina), Jaguará, até a região da Fazenda Meia Ponte, hoje Pirenópolis, Goiás. Mas quem vinha da capital, Rio de Janeiro, tinha de ir em uma embarcação até Paraty, subir e descer a Serra do Mar até Taubaté para encontrar o Caminho Velho e seguir adiante. Do Rio eram “99 dias de viagem, sendo 43 a pé ou a cavalo”, conforme descrição do Governador Geral Artur de Sá e Meneses, que fez a viagem em 1699, para avaliar as possibilidades da exploração do ouro. Foi após essa viagem que ficou decidida a abertura de um caminho oficial por onde pudesse ser transportado sob controle, o ouro extraído nas minas e fosse feito todo o suprimento das dezenas de arraiais e vilas que iam surgindo em torno da mineração. (3, p175)

O Caminho Novo foi aberto por Garcia Rodrigues Paes e levava vinte ou trinta dias de viagem, um terço do tempo feito pelo Caminho Velho. Ele iniciava num porto do rio Pilar, que deságua no fundo da baía da Guanabara, subia a Serra do Mar na altura de Xerém, passava por Marcos da Costa, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, onde havia um Registro para a fiscalização colonial e seguia para as Minas Gerais, passando por Juiz de Fora e Barbacena. Ocorre que, a subida do paredão da Serra do Mar, em Xerém, era muito íngreme, onde muitas vezes, pessoas e mulas carregadas rolavam ribanceira abaixo. Depois de vinte anos de sofrimento, Bernardo Proença, um rico fazendeiro da região, se propôs abrir uma nova subida da Serra por antiga trilha de índios em sua fazenda. Aceita a proposta, Proença construiu o Porto da Estrela no fundo da baía da Guanabara, onde é hoje a Praia de Mauá e que se tornou logo numa importante vila, depósito e escoamento de mercadorias. Esse porto com sua capela em louvor de Nossa Senhora Estrela dos Mares está hoje em ruínas, mas ainda pode ser visitado. Ele foi o início da variante do Caminho Novo por onde os tropeiros subiam a Serra do Mar, atravessando a exuberante encosta da nossa Serra Velha.

Chegando ao Alto, a Variante de Proença seguia em direção à área onde hoje está situada a Estação de Transbordo Imperatriz Leopoldina, passando pela fazenda do Córrego Seco, onde, mais tarde, surgiria Petrópolis. Dali os tropeiros tomavam a atual rua Silva Jardim até o Quissamã. Para chegar a Corrêas, os viajantes percorriam um trecho que até hoje tem o nome de Estrada Mineira. Vinha depois Pedro do Rio, Secretário, Cebolas, até encontrar o Caminho Novo de Garcia Rodrigues Paes em Paraíba do Sul, prosseguindo, então, até a região das minas de ouro. Em Barbacena, também há hoje um bairro com o nome de Caminho Novo e uma rua Caminho Novo, sobre os antigos trechos da histórica trilha.

Segundo o Registro de Paraíba do Sul em 1824, a cada dia, indo e vindo, passavam em média pelo Caminho Novo 153 mulas dos tropeiros e 77 pessoas. (4, 1o vol, p. 8) Por ela também passaram os importantes viajantes-naturalistas dos anos 1800 como Spitz, von Martius, Saint Hilaire, Walsh, Freireys e muitos outros que, como o Barão de Langsdorff, queriam conhecer as riquezas do novo país para informar as possibilidades de exploração aos seus governos.

Bernardo Proença recebeu pelo seu trabalho, uma sesmaria no Alto da Serra onde hoje está quase toda a cidade de Petrópolis. Outras sesmarias foram distribuídas ao longo do Caminho Novo e logo a região se desenvolveu muito. Se ele não tivesse aberto a Variante do Caminho Novo passando pelo Córrego Seco, todo o desenvolvimento da nossa região teria acontecido no eixo Xerém-Paty do Alferes-Miguel Pereira-Paraíba do Sul, que era o traçado original daquela via feita por Garcia Rodrigues Paes.

Bernardo Proença recebe três homenagens em Petrópolis: um monumento próximo à Estação de Transbordo Imperatriz Leopoldina, o nome de uma rua no bairro do Itamarati e o de um conjunto habitacional em Corrêas. Garcia Rodrigues Paes é lembrado em um monumento em Paraíba do Sul.

O Brasil, antes desses caminhos não existia como unidade geopolítica e administrativa. Havia algumas feitorias explorando açúcar no litoral e outros núcleos urbanos na Bahia, Nordeste e São Paulo. Esses caminhos ligaram o interior ao litoral, promovendo uma unificação cultural e de esforços que resultou na ocupação e no desenvolvimento de uma vasta região onde se instalaram fazendas, ranchos, pousos e vendas. Data daí, também, o início da nossa atividade administrativa pública organizada com o emprego de funcionários para controle da zona mineira, como fiscais, meirinhos, corregedores; a criação dos “Registros” ao longo dos caminhos; monetarização da economia, com a criação da Casa da Moeda, das Casas de Fundição e a formação, enfim, de uma classe média mais sólida, ao lado de outras como a dos mineradores, artesãos, administradores, comerciantes etc.

AS SESMARIAS E ANTIGAS FAZENDAS DA REGIÃO

As primeiras sesmarias distribuídas no “sertão de serra acima do Inhomirim” pelo governo português datam de 1686 a algumas pessoas que, no momento, se destacavam na vida política e na segurança da Colônia. Mas devido à presença dos índios Coroados e das dificuldades de subir a serra, somente com o Caminho Novo e com a concessão de novas glebas a sesmeiros, a atividade econômica desenvolveu a região. Quando Petrópolis foi fundado 130 anos depois, já havia um grande número de fazendas e alguma atividade industrial entre a baia da Guanabara e Vila Rica, conforme descreve o Barão de Langsdorff no primeiro volume de seus diários. Assim, o trânsito pelo Caminho Novo era muito grande.

Na região onde seria fundado Petrópolis, as fazendas mais importantes eram:

Fazenda do Rio da Cidade, na Estrada do Contorno.
Fazenda do Pe. Correia, em Corrêas.
Fazenda do Córrego Seco, cuja sede era onde hoje está o Ed. Pio XII (Rua Marechal Deodoro, no Centro Histórico).
Fazendas Quitandinha, Samambaia, Retiro de São Tomás e São Luiz, Itamaraty, Secretário, que depois deram seus nomes aos bairros da cidade e dos distritos.
Fazenda da Engenhoca, onde hoje está a Estação de Transbordo de Corrêas.
Fazenda Mangalarga e Fazenda das Arcas, em Itaipava.
Fazenda Sumidouro, em Pedro do Rio.
Fazenda Santo Antônio, na estrada Philúvio Cerqueira (Petrópolis – Teresópolis).
Fazenda das Pedras, na Serra das Araras.

A FAZENDA DO Pe. CORREIA e D. PEDRO I

Antônio Tomás de Aquino Correia, filho de Manuel Correia da Silva, nasceu no Rio da Cidade em 1759, estudou na Universidade de Coimbra e foi ordenado em 1783, passando a ser conhecido como o Padre Correia. Transformou sua propriedade na mais progressiva fazenda da Variante do Caminho Novo, citada por todos os viajantes estrangeiros que por ali passaram quando o Brasil abriu seus portos ao comércio internacional. Em 1829, o viajante inglês Robert Walsh cita em seus diários que lá tomou um excelente suco de pêssego. Refere-se também a plantações de café, mostrando dessa forma a importância da fazenda. A casa grande da fazenda era enorme, com varanda na frente e muito bonita. Havia uma capela consagrada a Nossa Senhora do Amor Divino, cuja imagem está atualmente na igreja de Corrêas. Esse conjunto arquitetônico está preservado até hoje como um dos mais antigos e valiosos monumentos coloniais petropolitanos.

O Padre Correia criava gado mais para corte do que para o aproveitamento de leite. Como o clima era propício havia o cultivo de cravos, figos, jabuticabas, uvas, pêssegos, marmelos, milho e maçãs e outras frutas de origem européia. Mas a principal atividade do Padre Correia era cultivo de milho e a fabricação de ferraduras para atender à enorme demanda exigida pelas dezenas de tropas diárias que pernoitavam na Fazenda. Lá também, existiam muitos escravos. O Padre Correia foi um dos grandes senhores de terra da região petropolitana. D. Pedro I esteve na fazenda em março de 1822 e retornou várias vezes passando a ter grande admiração por aquele local. O Padre Correia faleceu em 1824, com 65 anos, de morte repentina, provavelmente problemas cardíacos, tendo Da. Arcângela Joaquina da Silva, sua irmã, herdado a fazenda.

A FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS

A fundação da cidade de Petrópolis está intimamente ligada ao Imperador D. Pedro I e ao Pe. Correia. Desde que o Imperador pernoitou na fazenda do padre, de passagem pelo Caminho do Ouro que o levaria às Minas Gerais, ficou encantado com a exuberância e amenidade do clima. Foi seu desejo então, adquirir a propriedade para seu uso e, em especial, para o tratamento de sua filha, Princesa Dona Paula Mariana de cinco anos, sempre muito doente e que se recuperou bem quando lá esteve.

A FAZENDA DO CÓRREGO SECO E A FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS

Dom Pedro I sentia a necessidade de construir um palácio fora do Rio de Janeiro, pois recebia muitas visitas da Europa não habituadas ao calor tropical. Construir um palácio na fazenda do Padre Correia seria muito oportuno pelo excelente clima da região que agradaria aos visitantes estrangeiros. Consciente ou inconscientemente, incomodava também ao Imperador, residências muito mais luxuosas que os seus palácios, todos eles muito simples. Um palácio de verão serra acima poderia ser mais qualificado para a sua condição imperial. Além disso, sua filha a princesinha Da. Paula, que tinha sérios problemas de saúde vindo a falecer prematuramente aos dez anos, passou um verão na Fazenda do Padre Correia e se sentiu muito bem, repetindo a estadia muitas vezes. Em 1828, D. Pedro I, agora com sua segunda esposa D. Amélia, continuava a freqüentar a fazenda com Da Paula. A comitiva imperial nunca tinha menos de cinqüenta pessoas e Da. Amélia sentiu que visitas tão avantajadas estavam trazendo muitos problemas para Da. Arcângela, irmã e herdeira do padre. Pediu, então, a Dom Pedro que comprasse a Fazenda. O Imperador se entusiasmou com a idéia, mas Da. Arcângela, alegando questões familiares de herança, não concordou com a venda.

Ela mesma, talvez querendo se ver livre das incômodas e freqüentes visitas reais indicou a Dom Pedro I uma fazenda vizinha que estava à venda, a do Córrego Seco, pertencente ao Sargento-Mór José Vieira Afonso. Assim D. Pedro comprou o Córrego Seco por vinte contos de réis (5, vol 2, p88), preço considerado muito alto para o valor real da fazenda. A escritura de compra foi assinada em 1830.

D. Pedro I ainda adquiriu outras propriedades no entorno, no Alto da Serra, em Quitandinha e no Retiro, ampliando a área de sua fazenda. Ele poderia afinal realizar seu sonho de 1822, construindo um Palácio de Verão. Como enfrentava dificuldades políticas na capital, desejando que reinasse paz entre a Nação e o Trono, passou a chamar o seu Córrego Seco de Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir um palácio. Encarregou o arquiteto real Pedro José Pezerat e o engenheiro francês Pierre Taulois de um projeto que denominou Palácio da Concórdia, simbolizando a harmonia entre a Nação e o ramo brasileiro da Casa dos Bragança que tanto desejava. Mas a obra não foi realizada, pois no dia 07 de abril de 1831, o Imperador foi obrigado a abdicar para retornar a Portugal. O projeto do palácio e o orçamento da obra constam dos arquivos do Museu Imperial, infelizmente sem referência quanto ao local da obra. (6, p.8)

DOM PEDRO II E O DECRETO DE FUNDAÇÃO

Com a abdicação e morte de seu pai em 1834, D. Pedro II herda essas terras, que passam por vários arrendamentos até que Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial, teve a iniciativa de retomar os planos de Pedro I, de construir um palácio de verão no alto da serra da Estrela. Era uma vultuosa empreitada que iria consumir consideráveis investimentos públicos e privados nos anos seguintes, mas o Império, na década 1840 -50, estava em boa condição financeira, com o afastamento dos ingleses da nossa economia, com a proibição do tráfego negreiro que liberava capitais para investir e, principalmente, com o “boom” do café. O Mordomo já tinha mandado o engenheiro alemão Júlio Frederico Köeler construir a Estrada Normal da Serra da Estrela para tornar possível o acesso de carruagens à Fazenda do Córrego Seco, uma vez que o Caminho Novo era apenas para tropas de mulas.

Paulo Barbosa e Köeler elaboraram um plano para fundar o que ele denominou “Povoação-Palácio de Petrópolis”, que compreendia a doação de terras da fazenda imperial a colonos livres, que iriam não só levantar a nova povoação, mas, também, seriam produtores agrícolas. Assim nasceu Petrópolis com a mentalidade de substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre. (5, I, p. 13 e 14)

No dia 16 de março de 1843, o Imperador, que estava com dezoito anos e recém-casado com Da. Teresa Cristina assinou o Decreto Imperial nº 155 que arrendava as terras da fazenda do Córrego Seco ao Major Köeler para a fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”, incluindo as seguintes exigências:

1- Projeto e construção do Palácio Imperial.
2- Urbanização de uma Vila Imperial com Quarteirões Imperiais.
3- Edificação de uma igreja em louvor a São Pedro de Alcântara.
4- Construção de um cemitério.
5- Cobrar foros imperiais dos colonos moradores.
6- Expulsar terceiros das terras ocupadas ilegalmente.

O Major Köeler fez a planta geral da povoação-palácio, o projeto do Palácio Imperial e, em janeiro de 1845, colocou na Bolsa de Valores as ações da Companhia de Petrópolis, criada por ele, para a execução de seus planos e projetos. (5, I p. 15 e II p.253) As ações da Companhia foram vendidas em quatro meses e dois meses após, a 29 de junho, começaram a chegar os imigrantes alemães para se instalarem e começar o trabalho.Com recursos financeiros e mão-de-obra livre, a construção da povoação-palácio estava assegurada. Além disso, os governos provinciais de Caldas Vianna, em 1843, e Aureliano Coutinho, em 1845, deram integral apoio ao plano traçado pelo Mordomo Imperial e por Köeler.

O palácio de verão era uma tradição das monarquias européias. A Casa de Bragança em Portugal veraneava no Paço Real e no Palácio da Pena, ambos em Sintra. No Brasil, desde de Dom João VI, a Família Imperial, passava seus verões no Convento Jesuíta de Sta Cruz, no Rio de Janeiro, tentando, sem muito sucesso, se livrar do calor do clima de São Cristóvão. Dom Pedro II não tinha muita simpatia nem pelo Convento nem pela Fazenda de Sta. Cruz. Em 1850, Dom Afonso, primeiro filho do Imperador, tinha dois anos e a Família Imperial estava desde o Natal em Sta Cruz, quando, sem motivo aparente, o menino apareceu morto no seu berço. O monarca ficou desolado e tomou horror pelo Convento, decidindo nunca mais ali voltar (5, vol II, p. 29 e 47), passando a se interessar pelo projeto do seu mordomo. Ele conheceu a Serra da Estrela em 1844, quando esteve na Fábrica de Pólvora. Em 1845, esteve hospedado com a imperatriz, na casa-grande do Córrego Seco, especialmente preparada desde outubro de 1843 para recebê-lo. (5, vol II, p.253, 246 e 252)

O MORDOMO-REAL PAULO BARBOSA DA SILVA (1790-1868)

Paulo Barbosa nasceu em Sabará, MG. Aos quatorze anos era cadete e, em 1810, foi promovido a alferes. Como capitão, foi transferido para o Imperial Corpo de Engenheiros. No ano de 1825, embarcou para a Europa em viagens de estudos. Com a queda de José Bonifácio, tutor do imperador, o coronel Paulo Barbosa da Silva passou a ser, por intermédio de uma nomeação, o Mordomo da Casa Imperial, função que ia desempenhar com grande desenvoltura.

O mordomo Paulo Barbosa, com seu espírito liberal e ecumênico, era contra a escravidão e prestou relevantes serviços ao Império. A sua participação na fundação de Petrópolis foi decisiva quando mobilizou o seu companheiro de arma, o engenheiro Major Júlio Frederico Köeler.

Além disso, foi Ministro Plenipotenciário na Rússia, na Alemanha, na Áustria e na França, onde, em 1851, foi demitido de sua função diplomática. Retornou ao Brasil a chamado de D. Pedro II, em 1854, novamente como Mordomo da Casa Imperial, falecendo em 1868.

O MAJOR JÚLIO FREDERICO KÖELER (1804-1847)

Júlio Frederico Köeler era germânico da Mogúncia, no vale do rio Reno, dominada na época pela França de Napoleão, com suas instituições que valorizavam o mérito e a riqueza em lugar das convenções e privilégios. (7, p.224) Os hábitos e o refinamento franceses marcaram profundamente o temperamento do Mj Köeler e orientaram a sua atuação nos primeiros anos da fundação de Petrópolis.

Ainda jovem, ingressou no Exército prussiano, chegando a alferes. Em 1928, foi contratado para servir no Exército Imperial, depois de prestar rigorosos exames perante a Academia Militar do Rio de Janeiro. Casou-se, em 1830, na catedral de Niterói, com D. Maria do Carmo Rebelo de Lamare.

Afastado do Exército por questões políticas quando foram demitidos todos os oficiais estrangeiros não naturalizados, Köeler foi contratado como engenheiro civil na Província do Rio de Janeiro. Em 1831, já naturalizado cidadão brasileiro, retornou ao Exército e, nos doze anos seguintes, realizou importantes obras públicas na província, uma delas a construção da Estrada Normal da Estrela, que dava acesso a Petrópolis. Em 1843 arrendou a Fazenda Imperial e iniciou o seu trabalho na região.

O plano urbanístico para Petrópolis era complexo porque a cidade deveria ser levantada entre montanhas, aproveitando o curso dos rios. Ele inverteu o antigo estilo colonial português de construir as casas com o fundo para os rios que eram utilizados apenas como esgoto, como na maioria das nossas cidades. Passou a aproveitar os cursos de água para traçar pelas suas margens as avenidas e as ruas que davam acesso aos bairros. Outro aspecto relevante no plano foi a preocupação com a preservação da natureza determinada pelo seu código de posturas municipais.

Köeler faleceu num trágico acidente durante um torneio de tiro ao alvo, na Chácara da Terra Santa, de sua propriedade. Sua curta administração frente à colônia de Petrópolis foi decisiva para o que foi realizado nos anos posteriores.

PETRÓPOLIS CIDADE

Como todo povoado colonial, a cidade nasceu de um curato em 1845, subordinado a São José do Rio Preto e um ano depois, foi criada a Paróquia de São Pedro de Alcântara, vinculada à Vila da Estrela. Em 1857, onze anos após, foi elevado a município e cidade, sem passar pela condição de vila, o que era, na ocasião, inédito.

Mas o Imperador não desejava essa mudança de status para sua Petrópolis, pois sabia que nessa condição haveria uma administração municipal interferindo nas suas relações com a cidade. O Coronel Amaro Emílio da Veiga, deputado na Assembléia Provincial, depois de duas tentativas sem sucesso por interferência do próprio Imperador, conseguiu aprovar o seu projeto “…elevando a povoação de Petrópolis à categoria de cidade, revogando-se as leis em contrário.” D. Pedro II ficou enfurecido e retaliou, determinando que o Cel. Veiga retornasse ao Exército, impedindo que ele assumisse a presidência da Assembléia Legislativa de Petrópolis, para a qual tinha sido o candidato mais votado nas primeiras eleições municipais. Desgostoso, o Cel. Veiga pediu a reforma do Exército, afastando-se da vida pública, mas continuou morando em Petrópolis até falecer alguns anos depois. Hoje, ele dá nome a uma importante rua da cidade.

A COLONIZAÇÃO

A COLONIZAÇÃO ALEMÃ

Na primeira metade dos anos 1800, as conseqüências sociais e econômicas da Revolução Francesa, da Abolição da Escravatura e da Revolução Industrial, resultaram numa difícil condição de vida para os povos de língua alemão. A população estava politicamente desiludida e havia discórdia por toda a parte. Ricos e pobres endividados, o desemprego era grande no Rhur, o coração do aço alemão, com muitos problemas nas minas de carvão. Salvo os que viviam da vinicultura, uma parte da população, que, movida pela esperança de vida melhor, deixou tudo e partiu para as Américas. A maioria dos colonos que chegou a Petrópolis era natural de aldeias localizadas nos bispados de Treves e Mogúncia, na Renânia e Westphália, (Grão-Ducado de Hesse-Darmstadt e no Ducado de Nassau), região atualmente conhecida pelo nome de Hunsrück, localizada na confluência dos rios Reno e Mosel.

Em 1837, aportou no Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães em viagem para a Austrália. Devido aos maus tratos sofridos a bordo, eles resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. O Mj Köeler soube da ocorrência e se entendeu com a Sociedade Colonizadora do Rio de Janeiro para trazer os imigrantes para trabalhar na abertura da Estrada Normal da Estrela, pagando uma indenização ao capitão do navio. Assim, foi dada permissão aos colonos de desembarcarem no Rio de Janeiro. Estes, sob as ordens de Köeler, estiveram primeiramente trabalhando no Meio da Serra, depois foram para o Itamarati.

A segunda leva de colonos foi planejada pelos presidentes da província João Caldas Viana e Aureliano Coutinho para trabalhar em obras na província, mas eles acabaram em Petrópolis, locando no terreno, o plano urbanístico traçado por Köeler. Foram 600 casais de colonos alemães contratados em 1844, exigindo-se que fossem artífices e artesãos com experiência.

Treze navios deixaram Dunquerque com 2.338 imigrantes, o primeiro deles chegando ao porto de Niterói em 13 de junho e o último, em 7 de novembro de 1845, sendo os imigrantes alojados em barracões ao lado da igreja matriz.(8, p.8) Acertados os trâmites legais, eles foram transferidos para o Arsenal de Guerra do Rio, onde se acha hoje instalado o Museu Histórico Nacional, ficando por lá alguns dias e, então, seguiram viagem pela baía da Guanabara e pelo rio Inhomirim, até o Porto da Estrela. De lá, para o Córrego Seco, foram a pé ou a cavalo, com escalas na Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, onde existiam ranchos para os viajantes.

Muitos dos colonos que deixaram Dunquerque não chegaram a Petrópolis em conseqüência do mau passadio a bordo e do surto de febres nos depósitos. Outros, especialmente crianças, não resistiram à penosa subida da serra e foram enterrados pelo caminho. O diplomata belga, Auguste Ponthos, em seu livro “Avaliação sobre o Brasil”, afirma que 252 imigrantes morreram, sendo 56 nos portos ou na viagem para Petrópolis. (8, p. 83)

Vieram muito mais alemães católicos do que protestantes. No dia 19 de outubro de 1845, na praça Koblenz, dia de São Pedro de Alcântara, num altar ornamentado com flores silvestres, o Padre Luís Gonçalves Dias Correia celebrou uma missa para os católicos e o pastor Frederico Ave-Lallemant professou um culto para os protestantes. O Presidente da Província, Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, compareceu a essa solenidade, tendo feito um grande elogio ao trabalho dos colonos.

Foram muitas as dificuldades iniciais. Logo que aqui chegaram foi necessária a compra de 200 cabras para alimentar as crianças, já que suas mães não tinham leite, devido às agruras da viagem. Köeler planejou uma colônia agrícola em Petrópolis sem estudo prévio da geologia do terreno que resultou no fracasso do empreendimento. Os colonos abriram estradas, derrubaram matas para a construção de residências e semearam suas hortas para consumo e foram utilizados nas obras públicas, retificando os rios, drenando os lodaçais e construindo os prédios da povoação.

Para os alemães se sentirem à vontade e se lembrarem de sua terra, Köeler repetiu os nomes das regiões de origem na Alemanha nos quarteirões da cidade como Mosela, Palatinado, Westphalia, Renânia, Nassau, Bingen, Ingelheim, Darmstadt, Woerstadt, Siméria, Castelânia Westphalia e Worms.

Além disso, homenageou as diversas nacionalidades de outros colonos, dando-lhes nomes nos quarteirões: Quarteirão Francês, Suíço e Brasileiro.

Hoje, os descendentes dos colonos estão por toda a cidade e seus nomes de família podem ser encontrados no Obelisco do centro da cidade, nos guias telefônicos e dão nomes a ruas e praças. O progresso dos colonos alemães dinamizou Petrópolis, contribuindo para o seu desenvolvimento. O seu trabalho e a sua lembrança fazem parte da cidade.

OUTROS IMIGRANTES COLONIZADORES

Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil.

Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.

Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.(9, p.37)

No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Aos poucos foram se aproximando de outros grupos. Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras. (9 p.37)

Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.

PETRÓPOLIS NO IMPÉRIO

Durante todo o 2° Reinado, a presença de D. Pedro II em Petrópolis se destacou, acima de qualquer outra personalidade, por sua influência, pela constância da sua presença e do seu amor à cidade. “Fale-me de Petrópolis”, pedia a quem o visitava no exílio, pouco antes de falecer. Na colonização, os alemães, que receberam toda a proteção e simpatia do Imperador, sempre lhe prestaram as maiores homenagens, chamando-o de “Unser Kaiser” (Nosso Imperador). A temporada de verão na Serra da Estrela durava até seis meses, de novembro a maio, quando então, a tutela imperial era transferida para Petrópolis. Desde 1848, somente nos anos difíceis da Guerra do Paraguai, a vilegiatura serrana do imperador foi interrompida. Nos dois últimos anos do Império, sua saúde se deteriorou com os diabetes, a ponto dele se retirar de um espetáculo que assistia no Hotel Bragança. Os médicos e sua família procuraram mantê-lo em Petrópolis.

Proclamada a República, foi em Petrópolis que ele recebeu a notícia de seu exílio. Com o Imperador na cidade, ela se tornava a capital do Império e centro da atenção nacional.

A cidade se desenvolvia rapidamente, com forte tendência aristocrática, por força da presença do Imperador e de sua corte, nas temporadas do verão petropolitano. Nobres, políticos, diplomatas, grandes senhores e toda sua “entourage”, ricos negociantes e a intelectualidade da época se transferia para Petrópolis, durante um semestre a cada ano. Palacetes eram construídos para morada dessa gente abonada. Quem não tinha moradia se hospedava em hotéis e casas de família. E a cidade assumia um aspecto elegante. Muitos desses palacetes, hoje fazem parte do patrimônio arquitetônico do Centro Histórico da cidade, cuja preservação é imprescindível para o desenvolvimento turístico e cultural de Petrópolis.

Mas o protocolo da serra era simples, podendo o Imperador ser encontrado circulando pela cidade de vitória ou mesmo a pé. Vez em quando, entrava na sala de aula de uma escola e passava a fazer perguntas aos espantados alunos.

Carolina Nabuco contava que sua mãe viu certa vez, a princesa Isabel saindo de sua casa, em frente a Catedral, recomendando ao Conde d’Eu: “Gaston, não esqueça a chave do portão!” (10 p.31)

Sem perder suas características de veraneio, a cidade se modernizava, acompanhando a tendência geral da segunda metade dos anos 1800.

Alguns sinais dessa modernidade são descritos a seguir:

O renomado ensino de respeitados colégios como o Kopke, o Calógeras, o de Frederico Stroele, o NS de Sion, o Santa Isabel e as escolas de educadoras francesas, como as de Mme Dienes, Mme Taulois e Mme Geslin.

A construção do Hospital Santa Teresa, inaugurado em 1876, com participação ativa de Dom Pedro II.

Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, criou a estrada de ferro e a linha de barcos a vapor, que ligava Petrópolis ao Rio de Janeiro. Essa viagem começava no Cais dos Mineiros do Rio e ia até o Porto de Mauá, no fundo da Baía da Guanabara, em pequenos vapores muito confortáveis, com orquestra e sala de refeições; do Porto de Mauá até Raiz da Serra usava-se a primeira estrada de ferro do Brasil, em 1854, e daí, em diligências até Petrópolis pela Estrada Normal da Estrela. Em 1883, foi inaugurada a Estrada de Ferro do Príncipe Grão-Pará, vencendo a Serra da Estrela em cremalheira, notável obra de engenharia na época, que substituía as diligências serra acima.

Hotéis para veranistas e visitantes ilustres foram inaugurados. O Hotel Bragança, que funcionou por quase 80 anos e foi derrubado para a abertura da rua Alencar Lima tinha noventa e dois quartos, salões de festas, de bailes e um teatro. Mas havia outros, como o Hotel Suíço, o João Meyer, ponto de reunião de colonos, o Hotel Europa, que hospedou o Imperador Maximiliano do México, em 1848 e o Orleans, onde hoje funciona a Universidade Católica de Petrópolis, na Rua Barão do Amazonas.

A indústria de tecidos encontrou fatores favoráveis na cidade como o clima úmido, a energia hidráulica e a mão-de-obra qualificada. A Imperial Fábrica de São Pedro de Alcântara, a Companhia Petropolitana, a Aurora, a Werner, a Santa Helena, a Da. Isabel e a Cometa faziam de Petrópolis o mais importante pólo têxtil do país.

Construção de modernas estradas de rodagem que facilitavam o acesso à cidade. Entre elas, a Estrada para Paty do Alferes, a atualíssima Estrada Normal da Estrela que vinha do Porto da Estrela até Petrópolis (1843) e a União e Indústria que ia de Petrópolis para Juiz de Fora (1856).

Assim, com sua animada vida social, Petrópolis competia com o Rio de Janeiro durante todo um semestre por ano, levando a grande vantagem de oferecer um clima ameno aos seus visitantes. Em conseqüência, a cidade ostentava um grande número de primeiros lugares no Brasil, como a Estrada Normal da Estrela, a primeira estrada de rodagem de montanha, a União e Indústria, a primeira estrada macadamizada, a primeira cidade totalmente planejada antes de ser iniciada a sua construção e o primeiro trem a subir uma montanha.

PETRÓPOLIS NA REPÚBLICA

Com a Proclamação da República em 1889 que resultou no banimento e o exílio da Família Imperial, temia-se que a cidade fosse ameaçada por retaliações republicanas e perdesse o seu prestígio. Mas isso não aconteceu. As funções administrativas passaram a ser exercidas por intendentes nomeados pelo governador do estado até 1892, quando Petrópolis passou a ser governada pela sua Câmara, situação que perdurou até 1916, quando foi criada a Prefeitura Municipal, tendo Oswaldo Cruz como seu primeiro prefeito, nomeado por Nilo Peçanha.(11, p.34).

Internamente, tentando se alinhar com as novas idéias e apagar as lembranças da Monarquia, os políticos começaram a mudar os nomes das ruas, substituindo os antigos nomes imperiais pelos seus novos valores:

Rua do Imperador……Av. 15 de novembro
Rua da Imperatriz…….Av. 7 de setembro
Rua Princesa Isabel…..Rua 13 de maio
Rua de Bourbon………..Rua João Pessoa, depois Nelson de Sá Earp.
Rua de Joinville………..Rua Ipiranga
Rua da. Francisca…….Rua Gen. Osório

Significativos para a cidade foram os oito anos em que ela se transformou na capital do Estado do Rio de Janeiro. Em 1893, ocorreu a Revolta Armada em Niterói contra o governo do Marechal Floriano Peixoto e foram cortadas todas as comunicações entre o Rio de Janeiro e Niterói. Com a capital do estado ameaçada, o governo foi transferido de Niterói para Petrópolis, em 1894. José Tomás Porciúncula era o governador e o retorno só aconteceu em 1902.

O município tinha 29.000 habitantes e até 35.000 no verão, já estava recebendo energia elétrica e duas surpreendentes modernidades ocorreram em 1896: bondes elétricos passaram a circular na cidade e aí ficaram até 1939; o primeiro automóvel subiu a serra, um “Decauville”, em 1902, movido a benzina e não tinha silencioso.

Quando Petrópolis deixou de ser capital do Estado, pensou-se novamente que a cidade perderia seu prestígio e ficaria esquecida. Ao contrário, por muitos anos, o desenvolvimento foi mantido, ao lado da sua vocação turística. Quando surgia uma epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro muitas pessoas se mudavam para Petrópolis, que estava livre desses males pela salubridade do clima.

Os republicanos também se renderam aos encantos da Serra da Estrela. De 1894 a 1903, o Ministério das Relações Exteriores praticamente funcionou em Petrópolis, decidindo questões vitais como a assinatura do Tratado de Petrópolis, que anexou o Acre à Federação.

Nos anos seguintes, com exceção de Floriano Peixoto, Delfim Moreira e Castello Branco, todos os presidentes da República, desde Deodoro da Fonseca até Costa e Silva, veranearam em Petrópolis. A cidade que antes se transformava em capital do Império, agora se tornava capital da República com presença de expressivas personalidades como Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Santos Dumont, Conde Afonso Celso, Hermes da Fonseca e sua mulher Nair de Teffé, Pandiá Calógeras, Henrique Lage, Ruy Barbosa, Joaquim Murtinho, Stefan Sweig, Edson Passos, Eugênio Gudin e tantas outras. Ficou preservado o seu ambiente culto, aristocrático e refinado. Durante o verão, no início da noite, a estação ferroviária se transformava num “point” social, repleta com as famílias esperando a chegada do “trem dos maridos”. Com eles vinham também as notícias do dia. (1, p.53)

Epitácio Pessoa, em 1920, construiu o prédio do I° Batalhão de Caçadores, trazendo para a cidade a tropa do Exército, hoje 32°Batalhão de Infantaria, uma das tradições petropolitanas. Em 1922, ele construiu o belo prédio dos Correios em arquitetura neoclássica. Em 1928, foi construída a primeira rodovia asfaltada do país que ligava o Rio a Petrópolis, que recebeu o nome de Washington Luiz, uma homenagem ao presidente que teve essa importante iniciativa para a vida da cidade.

Talvez Getúlio Vargas tenha sido o presidente que mais se aproximou e se interessou por Petrópolis. Até hoje, muitos ainda se lembram dele caminhando pelas ruas da cidade, com as mãos cruzadas nas costas. O Museu Imperial e o Mausoléu dos Imperadores devem a ele a sua existência. Getúlio Vargas em Petrópolis, na visão de José Luiz Alquéres, de certa forma, repete a época imperial, pela concentração e continuidade do poder central durante o Estado Novo, pela afetividade do povo petropolitano com a família Vargas e pelo trânsito político que beneficiou seus parentes, como a filha Alzira – qual uma nova princesa Isabel, sua mulher Darcy e seus aparentados Amaral Peixoto, João Goulart, Celina e Moreira Franco. Tudo isso contribui para dar a Getúlio uma aura só superada pelo velho imperador, com o qual, inconscientemente ou não, procurou se identificar. (10, p.37)

Essa nova “corte imperial” mudou a cidade. O suntuoso Hotel-Cassino Quitandinha, aberto em 1944, se tornou conhecido em todo o país e atraiu o jet-set internacional para Petrópolis. Orson Welles, Errol Flynn e outros, nele se hospedaram. Com a proibição legal do jogo em 1946, o hotel perdeu o esplendor, mas até hoje seu prédio, conhecido como Palácio Quitandinha é atração na cidade.

Depois da década de 50, mudanças sociais e tecnológicas como a explosão demográfica, a limitação dos espaços urbanos, o início do processo de industrialização do país, com as intensas migrações internas de populações marginalizadas, a cidade se viu envolvida em um processo político populista que a descaracterizou e permitiu que diversas áreas, inclusive as encostas dos morros, fossem ocupadas de modo inadequado. Como conseqüência, ocorreu um violento crescimento da população sem um planejamento urbano e paisagístico que permitisse a manutenção das condições anteriores da cidade, o que modificou em profundidade o ambiente, a sua aparência e a qualidade de vida da população.

A mudança da capital federal para Brasília em 1961 é uma data significativa para Petrópolis. A modernidade inevitável e, nos últimos anos, a reestruturação da economia mundial com a globalização impuseram a Petrópolis a condição de subunidade do Grande Rio, deixando-a sem vida própria, crescendo sempre o caráter suburbano de seus moradores, que passam a dividir com outros locais o seu modo de vida. Em conseqüência, nos últimos anos, implacável e impiedosamente, lojas e serviços de antiga tradição na cidade encerraram sua atividade. Alfaiataria De Carolis, Confeitaria Copacabana, Casa Galo, Ótica Haack, Casa Duriez, Sapataria Schettini, Padaria Alemã e das Famílias e tantas outras, são saudosas lembranças para os petropolitanos. Esses comércios foram sufocados pela dominação abusiva do mercado por redes nacionais de lojas de varejo que se instalaram em Petrópolis. Isso evidentemente, mudou a identidade social e cultural da cidade.

OS VALORES PETROPOLITANOS

A partir de 1960 a cidade não conseguiu os grandes investimentos que necessitava para se modernizar e poder enfrentar a concorrência comercial e industrial, cada vez maior. Houve então a grande mudança de rumo na vida do petropolitano e da sua cidade, que se voltou cada vez mais, para a sua tradição histórica e para a urbanização e arquitetura que ficaram de seu passado. E para a beleza e preservação da sua natureza. A cada dia, novas mansões e palácios abriam suas portas para visitação. A Prefeitura de Petrópolis planejou e organizou o setor de turismo e cultura e uma extensa rede de facilidades foi sendo oferecida ao turista como informações, eventos, pousadas e hotéis, restaurantes e outras atrações cheias de requinte e particularidades, capazes de atrair o interesse do visitante.

Esse patrimônio esteve em parte, seriamente ameaçado por incorporadores e construtores mais gananciosos do que desavisados. Mas, em 1979, um grupo de petropolitanos animados, corajosos e vibrantes com sua cidade se movimentou em torno de entidades preservacionistas como a APANDE e sensibilizou o presidente João Figueiredo, conseguindo que fosse assinado o Decreto 80, em 1981, impedindo demolições e construções que descaracterizavam o Centro Histórico. E ele atribuiu à cidade o título de CIDADE IMPERIAL. Com apenas cinco artigos no seu decreto, Figueiredo salvou o que restou da Petrópolis imperial. Nos anos seguintes, em conjunto com os moradores, a Câmara Municipal promulgou um bem elaborado código de posturas municipais que garantiu as tradições e os valores da cidade.

Tanto no Império como na República, Petrópolis se desenvolveu, sempre estimulado pela presença de pessoas ilustres que amaram a cidade e aqui passaram boa parte de suas vidas. Muitos deles estão sepultados em Petrópolis e foram incorporados ao patrimônio cultural de nossa cidade. Especialmente a sua rica tradição ligada à Família Imperial brasileira, em particular a figura de D. Pedro II, passou a ser um valor significativo para a cidade e um forte apelo para turismo cultural de maior grandeza.

A educação também é um expressivo valor petropolitano. Os alunos do nosso ensino fundamental público e privado, sempre se destacaram nas avaliações oficiais, assim como na vida profissional, os estudantes do ensino superior representado pela Universidade Católica de Petrópolis e Faculdade de Medicina de Petrópolis.

Para que esses valores histórico-culturais possam se transformar em riqueza para a cidade, estão sendo feitos grandes esforços pela iniciativa privada e pelo poder público, com ações diretas como investimentos na educação do povo, na divulgação e principalmente, na transformação da consciência dos que vivem em Petrópolis para que se sensibilizem com esses valores e recebam com toda atenção aqueles que vierem nos visitar.

Entre as sete cidades imperiais das Américas, Petrópolis é a que tem mais direito de usar esse honroso título. As outras cidades imperiais, Ciudad Imperial, no sul do Chile e a Vila Imperial de Potosi, na Bolívia, que foram as primeiras e receberam seus títulos concedidos por Carlos V. Dom Pedro I deu o título de Imperial à Cidade a São Paulo, à Vila Rica, Ouro Preto e a Montivideo, querendo consolidar a presença militar brasileira na Banda Oriental do Rio da Prata em 1825. Os regentes de 1831 chamaram uma pequena vila de Goiás de Vila do Porto Imperial. Finalmente Dom Pedro II preferiu denominar nossa vizinha como Imperial Cidade de Niterói em 1841. Todas essas concessões foram rigorosamente legais, concedidas por decretos oficiais. Petrópolis, porém, entre todas essas, é a que mais tem o direito de ostentar o título de Cidade Imperial apesar de não ter recebido esse galardão de um imperador. Nossa cidade nasceu sob o patrocínio e com a proteção de Dom Pedro II, em terras da Família Imperial. Até a sua morte nosso Imperador nunca se desligou de sua cidade. Petrópolis é cidade imperial oficiosa, mas com todo o direito e o orgulho desse título de nobreza.

Antônio Eugênio Taulois

BIBLIOGRAFIA

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Fonte: petropolis.rj.gov.br

Petrópolis

Petrópolis, capital do município com o mesmo nome, é a única ‘Cidade Imperial’ em toda América do Sul. Localiza-se na região Verde Imperial do Estado do Rio de Janeiro, na Serra do Mar, conhecida popularmente como Serra da Estrela, lugar onde pode praticar todo tipo de esportes de aventura em contato com a natureza, em especial o Parque Nacional da Serra dos Órgãos um dos seus principais símbolos. Possui um rico Patrimônio Monumental e Cultural, seus monumentos mais visitados são a Catedral, o Museu Imperial, o Palácio de Cristal e todos os edifícios que concentram-se na esplêndida Avenida Koeler. Além disso, destaca o distrito de Itaipava como uma das zonas de melhor ambiente de todo o município, lugar onde concentram-se os melhores hotéis, restaurantes, bares e lugares noturnos da cidade.

HISTORIA

A Serra da Estrela, onde está localizado o município de Petrópolis, nas suas origens foi habitada por índios Coroados. Foi desconhecida nos primeiros anos de colonização portuguesa por culpa da sua localização, rodeada de enormes montanhas e por bravos índios que viviam e protegiam estas terras.

A princípios do século XVIII com a construção do Caminho Novo, utilizado para transportar o ouro de Minas Gerais, os portugueses conseguiram conquistar todo o território.

Petrópolis foi fundada no dia 16 de março de 1843 pelo Imperador Dom Pedro II e elevada à categoria de cidade no ano de 1857. Anos mais tarde converteu-se no lugar de veraneio preferido pela Corte Imperial e o governo transferiu sua capital para esta cidade. No ano 1981 recebeu o atual título de Cidade Imperial.

Foi capital do Estado do Rio de Janeiro desde o ano 1894 até o ano de 1903 e residência de veraneio dos presidentes da República, convertendo-se em um dos pontos turísticos mais importantes do país e freqüentado por artistas, intelectuais, políticos e famosos, que construíram luxuosas residências.

Atualmente Petrópolis segue conservando sua elegância e é visitada ao longo de todo o ano por milhares de turistas que encontram no seu rico patrimônio monumental e cultural um de seus principais pedidos turísticos, seu Centro Histórico está repleto de igrejas, palácios, edifícios históricos, teatros e galerias culturais.

Outro dos seus grandes atrativos é todo o ambiente natural em que está situado, com belas montanhas, vales, parques, rios e cascatas. Um dos seus principais símbolos naturalista é o Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

PASSEIO TURISTICO

Catedral de São Pedro de Alcântara – A Catedral de São Pedro de Alcântara é o monumento mais importante da cidade. Está localizado na Rua São Pedro de Alcântara e foi construída em estilo neogótico francês entre o ano de 1884 e o ano de 1939. Destaca por sua alta e bela torre principal, que alcança os 70 metros de altura e no seu interior está a ‘Capela Imperial’, com os restos mortais de D. Pedro II, Dona Teresa Cristina, a Princesa Isabel e o Conde D’Eu, entre outras autoridades.

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus – A Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus está situada na Rua Montecaseros, centro da cidade. Foi construída pelos alemães entre o ano de 1872 e 1874, que a utilizaram como lugar de culto e reuniões.

Igreja Evangélica de Confissão Luterana Brasileira – A Igreja Evangélica Luterana Brasileira é a igreja mais antiga da cidade e está localizada na Avenida Ipiranga. Foi mandada construir no ano de 1862 pelo Pastor George Gottlo Stroele aos colonos alemães, inaugurando-se anos mais tarde. No final do século XIX foi reformada e atualmente somente conserva a cúpula principal de seu aspecto original. Destaca sua alta e bela torre construída no centro de sua fachada principal.

Igreja de Santo Antônio – A Igreja de Santo Antônio, localizada no alto da Serra, é do estilo neogótico, foi mandada construir pelo Visconde de Ouro Preto no final do século XIX. No ano de 1998 foi declarada Patrimônio Cultural.

Avenida Koeler – A Avenida Koeler é uma das principais avenidas da cidade, lugar onde concentram-se numerosos edifícios culturais e históricos levantados entre a segunda metade de século XIX e princípios do século XX. Encontra-se rodeada de amplos e belos jardins com flores e frondosas árvores.

Monumento a Koeler – O Monumento a Koeler construído na Praça Princesa Isabel, enfrente da Catedral de São Pedro de Alcântara. Está dedicado a Júlio Frederico Koeler, principal realizador do plano urbanístico da cidade.

Trono de Fátima – O Trono de Fátima é um monumento dedicado a Nossa Senhora de Fátima localizado na Rua do Bispo Dom José. Está formado por uma grande imagem da Santa, de 3,5 metros de altura, protegida por uma grande cúpula sustentada por colunas. Destacam-se as espetaculares vistas da cidade que se obtém desde suas imediações.

Palácio Imperial – O Palácio Imperial é um edifício em estilo neoclássico construído na segunda metade do século XX na Rua da Imperatriz. Destacam seus belos jardins decorados com estátuas gregas, fonte e carruagem de época. Na atualidade é sede do Museu Imperial.

Palácio de Cristal – O Palácio de Cristal, foi declarado Patrimônio Histórico Artístico Nacional no ano de 1967, localiza-se na Praça da Confluência, Rua Alfredo Pachá, formando parte de um belo conjunto arquitetônico rodeado de amplos bosques e jardins. Foi inaugurado no ano de 1884 e é uma réplica do Cristal Palace em Londres construído em ferro e cristal vitrificado. Foi recentemente restaurado.

Palácio Sérgio Fadel – Prefeitura Municipal de Petrópolis – O Palácio Sérgio Fadel, atual Prefeitura Municipal de Petrópolis, está situado na famosa Avenida Koeler, no centro da Cidade.

Palácio Amarelo – O Palácio Amarelo está situado no centro da cidade, Praça Visconde de Mauá. Foi construído a meados do século XIX e utilizado como residência pelo Barão de Guaraciaba. Atualmente é a sede da Câmara Municipal de Petrópolis.

Palácio da Princesa Isabel – O Palácio da Princesa Isabel está situado na Avenida Koeler e foi mandado construir a meados do século XX pelo Barão do Pilar. No ano de 1876 foi adquirido pela Princesa Isabel e o Conde D’Eu, passando a ser sua residência oficial até a proclamação da república. Atualmente é sede da Cia Imobiliária de Petrópolis e do Antiquário da Princesa, e foi declarado Patrimônio Histórico Artístico Nacional.

Palácio Quitandinha – O Palácio Quitandinha é um belo edifício em estilo normando construído no ano de 1944 na atual Avenida Joaquim Rolla. Foi restaurado no ano de 1989 e atualmente é um dos centros culturais mais importantes de todo o município, sede do Teatro Mecanizado, que destaca por sua grande capacidade e seus três palcos giratórios, do Salão Marconi e do Casino Salão Mauá.

Palácio Itaboraí – O Palácio Itaboraí localiza-se na Rua Visconde Itaboraí, Valparaíso. É um edifício neoclássico, nas suas origens foi residência e veraneio dos governadores do Estado. No ano de 1982 foi declarado Patrimônio Histórico Artístico Nacional.

Relógio de Flores – O Relógio de Flores localiza-se em frente da Universidade Católica de Petrópolis, na Rua Barão do Amazonas. Foi inaugurado no ano de 1972 para comemorar os 150 anos da independência do Brasil.

Casa de Petrópolis – A Casa de Petrópolis foi construída no ano de 1884 por José Tavares Guerra na Avenida Ipiranga. É um dos edifícios que melhor representa a típica arquitetura eclética do final do século XIX. Seu interior é sede do Instituto de Cultura e possui importantes pinturas murais. Merece especial destaque os belos jardins de suas imediações, projetados por Augusto Glaziou.

Casa de Rui Barbosa – A Casa de Rui Barbosa está situada na Avenida Ipiranga rodeada de amplos e belos jardins. Nela residiu e morreu um dos personagens mais importantes do Império e dos primeiros anos da República, Rui Barbosa. Atualmente é de propriedade privada.

Casa do Barão de Mauá – A Casa do Barão de Mauá, Irineo Evangelista de Souza, é um elegante palácio rodeado de jardins localizado na Praça da Confluência. Foi construído no século XIX e é um claro exemplo de arquitetura neoclássica. Atualmente é sede da PETROTUR, Centro de Informações Turísticas da Cidade.

Casa da Antiga Fazenda Samambaia – A Casa da Antiga Fazenda Samambaia localiza-se no Distrito de Cascatinha. Foi declarada Patrimônio Histórico Artístico Nacional no ano de 1951 e atualmente é de propriedade privada.

Museu Imperial – O Museu Imperial está instalado no interior do Palácio Imperial, na Rua da Imperatriz. Guarda uma importante coleção de relíquias do Império, mobiliário, jóias, porcelanas e numerosos documentos, um de seus tesouros mais importantes é a Coroa de D. Pedro II. Algumas de suas salas são utilizadas pelo Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Museu Casa de Santos Dumont – ‘A Encantada’ – O Museu Casa de Santos Dumont, conhecida como ‘A Encantada’, localiza-se na Rua do Encanto, centro da cidade. Foi mandada construir por Alberto Santos Dumont, ‘Pai da Aviação’ e utilizada como residência de veraneio.

Centro de Cultura Raul de Leoni – O Centro de Cultura Raul de Leoni é um dos espaços culturais mais importantes de Petrópolis. Está situado na Praça Visconde de Mauá e conta com teatro, cinema, biblioteca e várias galerias de arte. Foi inaugurado no ano de 1977.

Teatro Municipal Paulo Gracindo – O Teatro Municipal Paulo Gracindo, antigo Teatro Imperial, está localizado na Praça Expedicionários, centro da cidade. Foi inaugurado no ano de 1933 e atualmente no seu interior se realizam diferentes atos culturais.

Castelo de São Manoel – O Castelo de São Manoel está localizado em Corrêas, Rua Castrelo São Manoel. Foi construído nas primeiras décadas do século XX.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos – O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma zona protegida criada no ano de 1939, principal símbolo natural do município. Tem uma área de quase 12.000 hectares, que estende-se pelos municípios de Guapimirim, Magé, Teresópolis, e na sua maioria pelo de Petrópolis. É um verdadeiro paraíso natural onde habitam numerosas espécies de animais e plantas, muitos deles em perigo de extinção e protegidos pela lei. Destacam-se suas montanhas, vales, bosques, rios, cascatas e piscinas naturais, é freqüentado pelos amantes dos esportes de aventura e risco, especialmente o alpinismo. Seus picos mais importantes são Pedra do Sino, Pedra-Açú, Dedo de Deus e Dedo de Nossa Senhora. Conta com boas infra estruturas de serviços, bares, restaurantes, camping e área de descanso.

Parque Cremerie – O Parque Cremerie é uma das áreas mais importantes da cidade, conhecido por seus belos jardins, piscinas e seu lago com pedalinhos. Está situado na Estrada da Independência.

Itaipava – Distrito Turístico – Itaipava é o Distrito Turístico mais importante de Petrópolis. Localiza-se às margens da Estrada União Indústria, primeira Estrada de Rodagem do Brasil, e é famosa por sua excelente infra-estrutura hoteleira, bares, restaurantes e locais de ambiente noturno animado. Outro de seus grandes atrativos são suas instalações esportivas e de lazer, uma das mais importantes é o Parque Municipal de Petrópolis, sem esquecer do Castelo Barão de Itaipava, seu monumento mais importante.

Parque Municipal de Petrópolis – O Parque Municipal de Petrópolis é a maior área pública de lazer de todo o município, freqüentado pelos amantes do ciclismo, dos esportes e dos extensos passeios. Situa-se no Distrito Turístico de Itaipava, ao longo da Estrada União e Indústria, e conta com várias pistas esportivas, como para bicicleta, para moto cross e locais e praças onde realizam-se durante todo o ano diferentes atos e festas populares.

Castelo Barão de Itaipava – O Castelo Barão de Itaipava situa-se na Estrada União e Indústria do Distrito de Itaipava. Foi construído no ano de 1920 com material europeu e destaca-se por suas autêntica réplica de um castelo medieval. Em uma das torres existe uma cópia do batistério da Catedral de São Pedro.

Fonte: www.a-brasil.com

Petrópolis

Significado do Nome: Cidade de Pedro

Aniversário da Cidade: 16 de Março

CARACTERÍSTICAS

Município histórico da Região Serrana, conhecido como a Cidade Imperial, Petrópolis é a Cidade que mais conserva a história do Período Imperial Brasileiro.

Foi capital do Estado durante 9 anos (1894-1903) e nessa se construiu a 1ª Estarada de Ferro do Brasil, a Leopoldina Railway, que a ligava ao Porto de Mauá, e a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional, a primeira cervejaria do País. Em 1898 passou a se chamar Cia. Cervejaria Bahemia, que deu origem a cerveja mais antiga do Brasil. Hoje a fábrica pertence a Antártica, mas a cerveja bohemia não parou de ser fabricada.

Os descendentes da Família Imperial, os Orleans a Bragança ainda vivem na Cidade. Possui clima refrescante e o dense nevoeiro chamado ruço, que cobre a cidade com grande rapidez, porém sofre, principalmente nas épocas de chuvas, deslizamentos provocados tanto por causas naturais como por ação humana.

Atualmente representa o que de mais sofisticado existe em matéria de gastronomia e hotelaria, o Vale dos Gourmets, no Distrito de Itaipava, que concentra os melhores restaurantes da regiõ, uma intensa vida noturna com boates, restaurantes e bares, além de shopping centers, lojinhas típicas, ateliês com variado artesanato, pousadas e antiquários. Seu padroeiro é São Pedro de Alcântara.

Clima: Ameno no verão e frio no inverno

Temperatura Média: 20° C

COMO CHEGAR

Saindo do Rio de Janeiro, deve-se seguir a Linha Vermelha até a Rodovia Washington Luis (BR 0-40), sempre olhando as indicações para Petrópolis.

Saindo de São Paulo, são 463 km de distância, vindo pela Rodovia Presidente Dutra e, em seguida, BR-040.

Localização: Município da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro

Limites: São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis, Magé, Guapimirim, Duque de Caxias, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Paraíba do Sul e Areal.

Acesso Rodoviário: Linha Vermelha até a Rodovia Washington Luis (BR 0-40)

Distâncias da Capital: 65 km

Principais Pontos Turísticos

Catedral de São Pedro de Alcântara

Construção em estilo neogótico francês do século XVIII, teve a sua pedra fundamental lançada em 1884, sob o patrocínio de D. Pedro II e da princesa Isabel.

Foi executada em alvenaria de pedra aparelhada e apresenta obra de cantaria de granito.

No seu interior existem obras esculpidas em mármore de Carrara, destacando-se a Capela Imperial que está situada à direita na entrada principal da Catedral, em mármore, ônix e bronze onde está o sepulcro com relíquias dos Santos Mártires, São Magno, Santa Aurélia e Santa Thecla.

No local existem pertences e fragmentos de sítios caros a D. Pedro II, como por exemplo a cruz central, que é de granito preto da Tijuca. No centro da capela está a lápide de mármore de Carrara, pesando quase três toneladas, com as estátuas jacentes do Imperador D. Pedro II e Dona Teresa Cristina. Ao fundo, nas laterais, as estátuas jacentes da Princesa Isabel e do Conde D’Eu.

Em frente à Capela Imperial encontra-se o batistério com a pia batismal proveniente da antiga Igreja Matriz (1848). O padroeiro da igreja é São Pedro de Alcântara, venerado como protetor da monarquia, instituído por D. Pedro I como patrono do Império Brasileiro. Sua festa é celebrada no dia 19 de outubro e não deve ser confundida com a de São Pedro Apóstolo, festejado no dia 29 de junho.

D. Pedro II – O último Imperador do Brasil

Ajustado aos pilares de elevação da torre acha-se o órgão projetado e construído no Rio de Janeiro pelo artista Guilherme Berner (introdutor da indústria do órgão no Brasil). Foi doação feita pela Sra. Olga Rheingantz de Porciúncula. funciona por sistema eletropneumático e é acionado por um grupo motor-ventilador-dínamo de 2HP. Todo mobiliário do templo é de época, trabalhado a mão em jacarandá. Em frente a Capela Imperial encontra-se o batistério.

A simples pia batismal é proveniente da antiga Igreja Matriz (1848). O tampo de bronze é moderno (1934), já que o original no transporte para a nova igreja caiu e quebrou. Ao lado do batistério há uma imagem de Santo Antônio dos Pobres, esculpida por Denis Cross.

O padroeiro escolhido para a Catedral foi São Pedro de Alcântara, venerado como protetor da monarquia e que fora instituído como patrono oficial do Império Brasileiro por D. Pedro I. Sua festa é celebrada no dia 19 de outubro e ele não deve ser confundido com São Pedro Apóstolo, festejado no dia 29 de junho.

Centro de Cultura Raul de Leone

Inaugurado em 31 de janeiro de 1977 pelo, então prefeito, Sr. Paulo José Alves Rattes. Foi projetado pelos arquitetos, Edmundo Lustosa e César Miggliacci.

Inicialmente denominado Centro Cultural Alceu de Amoroso Lima, abriga a Biblioteca Municipal de Petrópolis e suas atividades correlatas. Com a criação da Secretaria Municipal de Cultura em 1983, a biblioteca passou a fazer parte da estrutura da Secretaria que se instalou, então no prédio.

O Centro incorporou a partir desta data, diferentes atividades culturais, tais como: cinema, teatro, música, artes plásticas e populares, além da biblioteca, que através do decreto de nº 52 de 09 de setembro de 1983 passou a chamar-se Tristão de Athaíde.

Com espaços para exercer atividades culturais, o Centro de Cultura conta também com uma biblioteca. O acervo chega a 120 mil volumes. Além disso, as galerias Aloísio Magalhães e Van Dijk apresentam exposições de pintura, escultura e fotografia. Já a sala Guiomar Novaes, com capacidade para 200 pessoas, tem sido palco de eventos promovidos pela Fundação de Cultura e Turismo e por outras entidades culturais petropolitanas. Há ainda a sala de projeção Humberto Mauro, com para capacidade 90 pessoas.

O Centro de Cultura hoje denominado Raul de Leoni, dedicado ao poeta que foi presidente da Academia de Petropolitana de Letras, abriga ainda atividades didáticas como cursos de pintura e música. Dairamente, o espaço recebe cerca de 300 visitantes.

Matriz Sagrado Coração de Jesus

Missa dominical, às 10h, com o coral Canarinhos de Petrópolis ou coral convidado.

Foi inaugurada em 1874 sob os cuidados do Padre Teodoro Esch e sua construção está inseparavelmente ligada à presença dos colonos alemães. Foram eles que a fizeram para que lhes servisse de lugar de culto e reuniões. A partir daí, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus passou a fazer parte da história franciscana e da história pastoral de Petrópolis.

Mosteiro da Virgem

Abriga uma comunidade contemplativa de Beneditinas, fundada em 1925, em Roma. Segue a regra de São Bento, pai dos Monges do Ocidente.

Após a morte de sua fundadora, a comunidade decide vir para o Brasil, em 1932. Foi transferida do Rio de Janeiro para Petrópolis em 1937, e em 1939 instalou-se na Av. Ipiranga. Em 1986, o Mosteiro recebe como doação, casa e terreno vizinho. Assim, a partir de 1987, começa a construção de uma nova igreja e a ampliação do Mosteiro. A bonita igreja construída em estilo moderno, projetado pelo arquiteto e artista sacro Cláudio Pastro, teve a sua construção finalizada em 1989.

A seguir, em 1992, o restante da nova ala também é ampliado. Copa, cozinha, refeitório, enfermaria, e algumas “celas” (nome dado aos quartos nos mosteiros) foram construídas através de doações de entidades européias e também de donativos de pessoas amigas.

As irmãs cumprem os ofícios – os salmos cantados – diariamente. Aos domingos e ao longo da semana, durante a missa, é possível ouvi-las entoar o canto gregoriano.

Museu Casa de Santos Dumont – A Encantada

Construída no antigo morro do Encanto, foi planejada e construída por Alberto Santos Dumont para servir de residência de verão; e devido a sua localização foi carinhosamente apelidada de “A Encantada”.

O prédio, um chalé do tipo alpino francês, consta de três pavimentos sendo que o primeiro era uma pequena oficina, o segundo servia para sala de estar e jantar e por último o escritório, quarto de dormir.

Uma curiosidade da casa é que não tinha cozinha e todas as refeições vinham do Palace Hotel, atual prédio da Universidade Católica de Petrópolis, junto ao Relógio das Flores.

Vale a pena ser visto o mirante que servia de observatório astronômico. Chama a atenção do visitante a escada recortada em forma de raquete, o que obriga o mesmo a sempre começá-la com o pé direito.

Palácio Amarelo

A primeira construção no local onde hoje se ergue o Palácio Amarelo data de 1850. José Carlos Mayrink da Silva Ferrão ergueu o solar, cujo o aspecto lamentavelmente é desconhecido.

Em 14 de fevereiro de 1891, foi vendido a Francisco Paulo de Almeida, o Barão de Guaraciaba.

O Barão começou, então a sofrer uma pressão incomensurável para vender o prédio. A Câmara, para desalojá-lo, autorizou a instalação na praça de um mercado público. Como nada disso deu certo, a Câmara resolveu então em 1894, construir um prédio exatamente na praça. E o Barão se deu por vencido. A escritura foi assinada em 05 de julho.

As obras de adaptação do prédio só terminaram em junho de 1897, muito embora desde 31 de janeiro a Câmara já funcionasse no seu novo endereço. O autor do projeto provavelmente é Harald Bodtker, cuja a personalidade era completamente desconhecida.

A parte mais famosa é a decoração da sala das sessões, considerada como a mais bela do gênero, é chamada de Salão Hermogênio Silva. O seu decorador foi o também escultor Henrique Levy, assim como os tetos do vestíbulo e do Salão Nobre foram pintados por José Huss.

Atualmente funciona como a sede da Câmara Municipal de Petrópolis.

Na parte exterior, em sua praça, o chafariz da águia foi construído em 1899 por Heitor Levy e ajardinada em 1897 por Carlos Júlio Mayer e o projeto alterado em 1944 por Burle Marx. O seu aspecto atual já sofreu algumas adaptações.

Palácio de Cristal

Localizado na antiga praça da Confluência foi construído nas Oficinas da Sociedade Anônima de Saint-Sauvers Les Arras, na França em 1879, para a Associação Hortícola de Petrópolis, da qual era presidente o Conde D’Eu, marido da Princesa Isabel, destinado a servir de local para exposições e festas. Foi inaugurado em 1884.

A sua mais bela festa foi realizada no domingo de Páscoa de 1888, na qual a princesa Isabel junto a seus filhos, entregou cartas de alforria a escravos, a maioria indenizando os seus senhores com notável campanha desenvolvida na cidade.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, integra o conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Confluência.

Conhece-se pelo nome de Palácio de Cristal não apenas o pavilhão, produto da Revolução Industrial que acontecia na Europa, como o próprio logradouro, totalmente ajardinado e com repuxos.

Teatro Municipal

Antigo Teatro Imperial, inaugurado em 2 de janeiro de 1933. Foi construído e explorado pela firma d’Ângelo. Em suas paredes internas há pinturas do artista austríaco Carlos Schaeffer. No dia da inauguração apresentou-se um grupo de artistas cariocas, espetáculo organizado pelo teatrólogo e escritor Henrique Pongetti. Neste local se apresentaram companhias de danças, operetas e vários artistas famosos da época , como Paulo Gracindo.

Anos mais tarde, o teatro passou a ser explorado como cinema. Atualmente, pertence à Prefeitura Municipal e é palco de eventos culturais.

Trono de Fátima

Construído em 1947, como local de oração, através de donativos, festas religiosas e promoções num trabalho que movimentou toda a comunidade católica de Petrópolis.

A cúpula protetora apóia-se em 7 colunas, representando os dons do Espírito Santo. Sobre a cúpula está colocado um anjo com 1m de altura. A imagem da virgem mede 3,50m esculpida na Itália e na parte inferior há uma capela e sala de ex-votos. Do local descortina-se bela vista panorâmica.

Casa da Princesa Isabel

Residência oficial da Princesa Isabel e do Conde d’Eu até a Proclamação da República. Foi construída por volta de 1853 pelo seu primeiro proprietário, Barão de Pilar, e em 1874 alugada ao Conde d’Eu, que a adquiriu em 1876. Nela nasceram os dois primeiros filhos da Princesa Isabel. Lá se encontrava D. Pedro II quando tomou conhecimento do movimento militar que instituiu a República.

Após 15 de novembro de 1889, passou a ser ocupada pelas delegações diplomáticas de diversos países e pela Nunciatura Apostólica. Posteriormente, abrigou estabelecimentos de ensino. Tombada pelo IPHAN, conserva as características neoclássicas.

Atualmente é sede da Cia Imobiliária de Petrópolis, onde também funciona o Antiquário da Princesa, ambos de propriedade da Família Imperial.

Casa das Duchas

Foi adquirida pelo francês Antoine Court, em 1872, onde quatro anos mais tarde, começou a construção de uma casa de hidroterapia, que consiste no tratamento de enfermidades através da água.

Em seu salão, pode-se atender até a 50 pessoas por hora. Era um dos pontos “chics” de Petrópolis, sendo freqüentado por políticos do Império, homens de Estado e toda a elite da época. D. Pedro II, Joaquim Nabuco, Visconde de Mauá, Paulo Barbosa, entre outros, eram os seus ilustres freqüentadores.

Seus jardins foram projetados por Binot ( o mesmo que projetou os jardins do Museu Imperial ), lá havendo quaresmeiras, ipês, samambaias e outras espécies.

Com a queda da Monarquia, o estabelecimento foi decaindo, havendo então o colapso total de sua freqüência.

Atualmente, a Casa das Duchas está sendo reformada pelos seus proprietários. É tombada pelo IPHAN.

Casa de Joaquim Nabuco

Esta construção é mais antiga do que a do Palácio Imperial, visto que nela habitava um dos arquitetos que o projetou.

Em 1917, passou às mãos de Joaquim Nabuco. Diplomata, escritor, político e advogado, filho do senador José Tomás Nabuco de Araújo, o “Estadista do Império”. Entrou para o serviço diplomático e, atraído pela política interna, foi eleito deputado, vindo a residir no Rio de Janeiro. Realizou campanhas em favor do Abolicionismo, ganhando a admiração do povo brasileiro.

Viajou pela Europa, e de regresso ao país, liderou o movimento abolicionista, culminando com o êxito de cinco anos de luta: a Abolição dos Escravos.

Afastou-se da política em 1889 por possuir convicções monarquistas, vivendo no Rio de Janeiro e atuando como enviado extraordinário em diversas questões para diferentes países. Visitava Petrópolis freqüentemente.

Depois de seu falecimento, a casa foi dividida em duas residências.

Hoje é sede da Secretaria Municipal de Saúde.

Guerra – Casa Petrópolis

Linda casa da Avenida Ipiranga 716, têm uma história bem real.

É um imóvel representativo da arquitetura eclética do final do século XIX e que continua intacto.

Foi construído em 1884 por José Tavares Guerra, filho mais moço do Comendador Luís Tavares Guerra, já antigo morador da Cidade Imperial, no terreno fronteiro à casa.

José Tavares Guerra educou-se na Inglaterra, tendo vivido na Europa desde os 07 até aos 28 anos de idade, indo inicialmente para a Alemanha, pois naquela época a Inglaterra não aceitava matricular pessoas vindas do Brasil por causa das chamadas doenças tropicais. Aos 15 anos, finalmente pode ir para a Inglaterra, a fazer os estudos superiores, graças a intervenção do Barão de Mauá, seu padrinho de batismo. De volta ao Brasil, cheio de boas lembranças da velha Europa, resolveu construir uma Nova Inglaterra para seu uso particular.

Para construir a mansão tipo Queen Victoria, importou grande parte do material (inclusive trabalhos em madeira de lei brasileira, lá entalhada), além de maçanetas e dobradiças de bronze, os brocados que revestem paredes dos salões, as lareiras de mármore de Carrara, os monumentais lustres e os apliques da famosa Fundição Barbedienne (1) encimados por cristais Baccarat, assim como os espelhos, igualmente franceses, que cobrem parte das paredes do salão.

Os tetos pintados sobre tela ou diretamente na madeira (há outros exemplares na cidade), são obra do pintor alemão Schaeffer, que acabou aqui se radicando. No fumoir da sala de jantar, as pinturas são atribuídas ao pintor italiano Dall Ara (2), que também pintou os afrescos da Villa Itararé, outra linda mansão nesta cidade. Um dos salões é todo forrado em seda e outro em papel trabalhado a ouro com relevos.

Durante a construção da casa, atuou o engenheiro formado da Alemanha, Karl Spangenberger (1821 a 1890) que famoso por suas habilidades em madeira e na confecção de bengalas das quais muito se orgulham os colecionadores.

A mansão possui ainda estábulos com baias de ferro fundido, numa construção dominadas por um grande relógio de torre, o mais antigo da cidade.

Era visitada pelo Imperador Pedro II que percorria o jardim em seus passeios matinais e pelo Visconde de Mauá.

Além do prédio propriamente dito, há peculiaridade de o jardim ser de autoria do paisagista francês Glaziou (3), que veio para o Brasil onde reformulou os jardins da Praça da Aclamação. hoje Praça da República, da Quinta da Boa Vista, residência de D. Pedro II e os do Barão de Nova Friburgo.

Hoje a Mansão Tavares Guerra pertence aos familiares descendentes e também a família Rocha Miranda.

Algumas pessoas acham que o nome desta mansão é, Casa dos 7 erros, na realidade não são erros e sim um estilo diferenciado de arquitetura. Vulgarmente chamada pelo povo desta forma. A família atesta que de erro não tem nada e o setor de Turismo também procura não usar esta denominação e sim Mansão Tavares Guerra – Casa de Petrópolis.

Casa de Rui Barbosa

Ali residiu e faleceu Rui Barbosa, figura importante do Império e dos primeiros anos da República. Foi primeiro-ministro da República e representou o Brasil na Conferência de Haia, onde ficou conhecido como “Águia de Haia”.

Nesta residência, escreveu muitas de suas obras, entre elas “Oração aos Moços” e “Introdução ao Código Civil”.

Em 1924, o governo foi autorizado a adquirir a casa, bem como o mobiliário, a biblioteca e o arquivo do ilustre brasileiro.

A casa, de aspectos ecléticos, com tendência para o estilo normando e varanda feita de ferro, era carinhosamente chamada por Rui Barbosa de “sweet home”. Hoje em dia, é propriedade particular.

Casa do Visconde de Ubá

Em 1852, o Ministro do Uruguai Dom André Lamas fixou residência neste casarão de linhas clássicas. Mais tarde, em 1863, passou a propriedade ao Sr. Joaquim Ribeiro de Avelar, o Visconde de Ubá.

O Visconde de Ubá era um dos mais importantes aristocratas do café do Vale do Paraíba. Neste casarão foi promovida intensa vida social e política. Ali, a Princesa Isabel e sua irmã princesa Leopoldina passaram a sua lua-de-mel, em 1864. D. Pedro II, já adoentado, hospedou-se nesta casa antes de ir para a Europa, em 1888.

Após a morte do Visconde, o casarão passou a ficar aos cuidados de seu genro, Dr. Francisco de Carvalho Figueira de Mello. Em 20 de abril 1903, ele a vendeu para a Congregação das Religiosas de Nossa Senhora de Sion. Atrás do Casarão foi construído em 1905 um imponente prédio em estilo eclético onde, até 1968 funcionou o Colégio Sion de Petrópolis.

Desde 1969, o prédio (Casa do Visconde de Ubá) pertence à Universidade Católica de Petrópolis ( UCP ) e abriga a sua Reitoria. Os demais prédios abrigam departamentos administrativos, biblioteca, laboratório de informática e Faculdades da área de Ciências Humanas.

Casa do Barão de Mauá

No princípio da Av. Barão do Rio Branco, esquina da Rua Piabanha, bem em frente à Praça da Confluência está situado o palacete que pertenceu ao Barão de Mauá.

O terreno pertencia ao colono Felipe Erbis I, natural da Alemanha.

Em 1848, parte de sua propriedade, com testada para o Quarteirão de Nassau (atual av. Piabanha), foi vendida para Jean Baptiste Binot. A outra parte voltada para Westphália (atual Av. Rio Branco) foi adquirida em 1852 por Irineo Evangelista de Souza- futuro Barão de Mauá . De abril deste ano a março de 1854 foi construída sua casa, usada por ele como residência de verão, desenhada pelo engenheiro Otto Reimarus e intitulada “residência de Mauá”, a única que mandou construir, apesar de possuir outros imóveis. Neste período vinha a Petrópolis para acompanhar a construção da primeira estrada de ferro do Brasil.

No século XIX, em matéria de arquitetura, o Brasil ocupou uma posição de vanguarda. Arquitetos brasileiros foram chamados para desenhar grandes obras em outros países.

A vinda da família real de Portugal para o Brasil, no início do mesmo século, introduziu uma mudança sensível nos usos e costumes da vida da colônia. A vinda de uma missão composta por pintores, escultores e arquitetos franceses, no ano de 1816, determinou uma nova alteração nos rumos da arquitetura brasileira. A partir de então, todas as construções locais deveriam observar rigorosamente os padrões vigentes na França, considerado o maior centro da civilização ocidental.

O estilo neoclássico veio romper a linha contínua da influência portuguesa sobre a arquitetura colonial, estimulando a melhoria das técnicas de construção e adoção de materiais adequados aos diversos tipos de obras.

O palacete de Mauá seguiu o estilo da época. Até hoje conserva suas linhas neoclássicas, sóbrias, com seus telhados escondidos por beiras de alvenaria, janelas e portas no mesmo estilo usado na época do II Império. Encrustado em meio à densa floresta tem à sua volta belo jardim gramado, com algumas espécies de raras palmeiras e árvores frutíferas. A propriedade é toda murada de alvenaria e gradís de ferro, vindos do estaleiro do próprio Mauá.

O prédio acabou sendo empregado no pagamento de parte da dívida dos credores, quando da falência de Mauá em 1878.

Devido a estes problemas financeiros, a casa de Petrópolis foi vendida ao Sr. Alberto de Faria, sogro do pensador católico, Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Athayde, que passou longas temporadas na residência.

Na década de 1950/60, Vinícius de Moraes, na ocasião casado com a Sra. Lucinha Proença, descendente de Alberto de Faria, também veraneou no antigo palacete de Mauá. Aí compôs “Pobre Menina Rica” em parceria com Carlos Lira, como também “Apelo”.

As dependências do palácio são claras, espaçosas, arejadas, com uma linda vista para a mata, e da sua sala principal, de entrada, descortina-se as montanhas do Caxambu e Morin, além de se ter uma bela visão da torre da Catedral. Nesse mesmo salão, encontra-se uma mesa que tem sobre seu tampo uma pintura sobre porcelana representando Luiz XVI cercado de damas de côrte, poltronas e cadeiras, adquiridas num castelo francês –móveis do século XVIII. A casa sofreu várias reformas. Seus tetos pintados a óleo se perderam e foram substituídos por madeiras de lei. Os banheiros tem pias inglesas.

Atualmente a casa está sendo utilizada pelo gabinete da Prefeitura de Petrópolis.

Casa do Barão do Rio Branco

Casa de veraneio de José Maria da Silva Paranhos Junior , Barão do Rio Branco, local onde ele assinou o Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903, unindo o território do Acre ao Brasil, hoje estado.

Cervejaria Bohemia

Em fevereiro de 1853, um colono de nome Henrique Kremer, conceituado e hábil artista se especializara na cobertura de casas com taboinhas, vendia a propriedade que possuia no quarteirão Westfália à fazenda provincial que a transformou no atual Matadouro Municipal de Petrópolis e, com os recursos obtidos fundava, no quarteirão Nassau , na Rua D. Leopoldina nºs 16, 18 e 20 ( hoje rua Alfredo Pachá ) uma fábrica de cerveja.

Por seu falecimento em 1865, foi constituída por seus herdeiros a firma Augusto Kremer & Cia., que existiu até 1876, época em que já possuia mais uma fábrica de cerveja em Juiz de Fora.

Em 31 de agosto deste ano, separam-se comercialmente os sócios e cunhados: Frederico Guilherme Lindscheid fica com a fábrica de Petrópolis e Agusto Kremer com a de Juiz de Fora.

Nas mãos de Lindscheid a Imperial Fábrica de Cerveja nacional tomou uma grande expansão e prosperidade, tornando o seu proprietário o industrial petropolitano mais rico de seu tempo. Por ocasião da partilha de bens realizada em março de 1896, por motivo do falecimento de sua mulher Henriqueta Kremer Lindscheid, a fortuna declarada totalizava 1.073:973$40 quantia fabulosa para a época, sabendo-se que nessa ocasião o inventário dos bens do imperador D. Pedro II somou 1.557:080$131.

Nesssa partilha de bens, a Fábrica de Cerveja e os prédios onde ela funcionava, tudo avaliado em 220:000$, passam a pertencer à filha de Lindscheid, Carolina, casada com Henrique Kremer, neto do fundador.

Em 25 de julho de 1898, achando-se presentes e representados na assembléia geral os senhores Rodolpho Weber, Souza Filho & Cia., C. Spaelty – Zweifel, F. C. F. Finkennaver, Hermann Kalkuhl, Fernando Augusto da Rocha, Octávio da Silva Prates, Carlos Maximo de Souza, Monsenhor Dr. Pedro Peixoto de Abreu Lima, Júlio Delage, Pedro de Schepper, Francisco Sixel, João Esch Jun, João Antonio Ribeiro, Miguel Rittmeyer , Antonio Joaquim Luiz Canedo, Carlos Kerster, Victorino Rodrigues de Figueiredo, Guilherme Bradac, Henrique Kremer. Christiano Hecksher, Emílio Vielsen, Dona Virgínia Ferrari, Hernesto Roncheni, Ettore Poggiolesi, foi constituída a Cervejaria Bohemia incorporando todos os bens da antecessora e com o capital de 500:000$000 divido em 2.500 ações no valor nominal de 200$000, sendo que os primeiros diretores eleitos, foram os senhores Henrique Kremer e Guilherme Bradac .

Hoje depois de mais de 150 anos de existências dessa fábrica de cerveja apresentando-se como filial de Petrópolis da Indústria de Bebidas Antárctica do Rio de Janeiro S/A., devida à fusão de 31 de dezembro de 1973 com a Cervejaria Antárctica da Guanabara Ltda., já não produz aqui a mesma gostosa cerveja Bohemia, porem esta continuidade da obra de um colono empreendedor, cuja especialidade era cobertura de casas com taboinhas, desenvolvendo um das mais tradicionais fábricas de cerveja do Brasil e guiça a mais antiga continuando a ser muito elogiada, e o prédio no local ainda é mantido.

Escola Doméstica Nossa Senhora do Amparo

O Convento do Amparo foi fundado em 1871 pelo Pe. Siqueira. Foi construído por meio de esmolas e força de vontade do próprio padre, chegando até a ser desiludido por D. Pedro II em levar adiante a sua empreitada utópica de criar uma escola só para meninas, que seria a primeira na época voltada para este público. Recebeu vultosos donativos e um legado de 74000$000 de um testamento, o que levou à concretização de seu projeto.

Nos dias de hoje, ainda funciona como educandário voltado à educação de meninas carentes. Sendo adaptado à modernidade, preserva a sua memória mantendo-se impecável, tanto interna quanto externamente.

Monumento a Koeler

Dedicado ao Major Júlio Frederico Koeler, arrendatário da Fazenda do Córrego Seco de propriedade de dom Pedro II, idealizador do Plano Urbanístico da cidade e grande incentivador da vinda de imigrantes alemães para Petrópolis.

O monumento compreende uma base executada em lajotas de granito, representando a Fazenda do Córrego Seco em seu primitivismo, a terra bruta desbravada para a fundação da cidade. A coluna principal, executada em granito fino, tem a forma triângular representando o trabalho do major Koeler no que concerne a triangulação para o traçado de Petrópolis. Na face direita da coluna em baixo relevo representando a fundação de Petrópolis, figuram dom Pedro II entregando ao Major Koeler a autorização para que a Fazenda fosse transformada em cidade. Na face esquerda da coluna em baixo relevo também em bronze, representando a colonização de Petrópolis, uma família de colonos, semeando a terra. Na parte frontal da coluna em base de granito de 80 x 80cm está gravado a própria planta da cidade. Sobre a coluna está o escudo da cidade em bronze. No alto da coluna, a estátua de Júlio Frederico Koeler, também em bronze medindo 2m de altura.

Endereço: Praça Princesa Isabel – Centro (em frente a Catedral São Pedro de Alcântara).

Museu da FEB (Força Expedicionária Brasileira)

Criado, organizado e mantido pelos veteranos da FEB, membros da Seção Regional de Petrópolis, com apoio da Fundação de Cultura e Turismo Petrópolis.

Exposição de fotos, uniformes e objetos que pertenceram aos “pracinhas” petropolitanos que lutaram na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial.

Obelisco

Monumento em forma de obelisco, medindo 20m de altura. Em cada face foram colocadas placas de bronze, em forma retangular, medindo 1,30m de largura por 85cm de altura. Na face frontal está escrito Este monumento, marco comemorativo do 1º Centenário da Elevação de Petrópolis à categoria de cidade, foi mandado construir pelo Prefeito Dr. Flávio Castrioto de Figueiredo e Mello, para perpetuar o nome dos que ajudaram Koeler a construir esta cidade, indicar as gerações futuras, desse passado, o caminho do trabalho, da comunidade e do progresso. O Obelisco é uma homenagem da Prefeitura Municipal de Petrópolis aos fundadores, isto é, a D.Pedro II, Conselheiro Paulo Barbosa da Silva, Caldas Vianna, Aureliano Coutinho, Júlio Frederico Koeler e a todos os colonos alemães que chegaram em Petrópolis a partir de 29 de junho de 1845.

Endereço: Rua do Imperador, s/nº – Centro.

Palácio Sérgio Fadel (Prefeitura Municipal de Petrópolis)

O Dr. Joaquim Antônio d’Araújo e Silva, Barão do Catete com Grandeza e Visconde Silva, era médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formado em 1849, tendo dirigido o Hospício D. Pedro II e o Instituto Nacional de Oftalmologia. Em Petrópolis, presidiu a Sociedade Mantenedora do Hospital Santa Teresa.

Em 1872, requeria à Câmara Municipal que fosse marcado o alinhamento do terreno que comprara para a casa que pretendia construir na Rua Dom Afonso (hoje Av. Koeler).

Ainda no início do século passado, o Presidente Campos Sales ali se hospedou e teve a idéia de adquirir o Palacete do Barão do Rio Negro (do outro lado da rua) para transformá-lo em residência de verão dos Presidentes da República.

Nos dias de hoje funciona como sede da Prefeitura Municipal de Petrópolis.

Palácio Grão Pará

Este prédio, em estilo neoclássico, teve a sua construção iniciada em 1859 e terminada em 1861, projetada pelo arquiteto da Casa Imperial Theodoro Marx, com a contribuição de Araújo de Porto Alegre.

Durante o Império destinava-se ao alojamento dos camaristas, membros de famílias representativas, que se revezavam a serviço do Imperador D. Pedro II e sua família. Abrigou o Tribunal da Justiça durante a República Velha. Foi sede do Colégio Luso-brasileiro e moradia do ex-embaixador americano Edwin Morgan.

Com a revogação do banimento da Família Imperial em 1925, passou a ser moradia dos descendentes do Príncipe do Grão-Pará, primogênito da Princesa Isabel, sendo tombada em 1959 pelo IPHAN.

Palácio Rio Negro

Em 1889, menos de três meses antes da Proclamação da República, o senhor Manoel Gomes de Carvalho, Barão do Rio Negro, comprou dos herdeiros da família Klippel o terreno onde seria erguido o seu palácio de verão. Em fevereiro de 1896, o Palácio e a casa ao lado, pertencentes a um dos filhos do Barão, foram vendidos ao Estado do Rio de Janeiro para servir de residência oficial do governante. Em 1903, o Palácio foi incorporado ao Governo Federal e passou a ser residência oficial de verão dos presidentes da República. Desde então, por ali passaram Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luiz, Getúlio Vargas, Gaspar Dutra, Café Filho, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Costa e Silva. No verão de 1996/1997, quando o Palácio estava completando 100 anos na função de residência oficial do governo, a tradição foi reinventada. Através de um gesto ritual, a presidência da República voltou a se instalar no Palácio Rio Negro.

Foi no entanto, no Governo de Hermes da Fonseca, que o Palácio viveu talvez o seu momento mais brilhante, com a realização do casamento do Marechal Hermes com Nair de Teffé, então célebre não só por sua beleza como por sua inteligência, pois notabilizou-se por suas mordazes charges, que publicava na imprensa sob o pseudônimo de Rian.

O seu mais assíduo freqüentador foi o Presidente Getúlio Vargas, que nos 18 anos que esteve à frente do País, não deixou de passar um só verão em Petrópolis.

Praça Dom Pedro II

Nesta praça encontra-se a primeira estátua erigida no Brasil em homenagem a D. Pedro II. É uma belíssima estátua em granito e bronze, que retrata o Imperador em pose pensativa, trabalho do escultor francês Jean Magrou. Foi inaugurada em 1911.

Em 1889, após a Proclamação da República, mudaram o nome para Praça D. Pedro de Alcântara, porém o povo não aprovou a mudança, sendo que alguns anos mais tarde voltou a chamar-se Praça D. Pedro II.

Endereço: Praça Dom Pedro II, s/nº – Centro.

Praça Expedicionários

No lado oposto à Praça D. Pedro II encontra-se a Praça Expedicionários, onde há o Monumento dos Expedicionários Petropolitanos. É um trabalho em bronze e granito, medindo 5m de altura. Em forma quadrangular na parte superior, uma pira em bronze medindo 1m. Na parte da frente, também em bronze, os perfis de quatro soldados petropolitanos que morreram em batalhas na Itália na Segunda Guerra Mundial.

Uma figura de mulher em pé, medindo 1,70m foi esculpida em bronze e representa a cidade de Petrópolis, oferecendo aos seus filhos a coroa de louros de glória.

Obra de autoria de Antônio Geraldes.

Endereço: Centro – em frente ao Teatro Municipal.

Praça da Liberdade

Possui uma superfície de 21.275 metros quadrados. É a maior praça, em área, do Centro Histórico. O primeiro nome foi Largo Dom Afonso, em homenagem prestada ao primogênito de D. Pedro II, que faleceu prematuramente.

Era um lugar de pouco trato, até que em 1885, o vereador Dr. Manoel Bordini propôs que a área fosse urbanizada e entregue à população para lazer. Em 1886, Dr. Auguste Glaziou, botânico francês de renome, veio a Petrópolis e cuidou do paisagismo do Largo Dom Afonso, em conjunto com o mestre-de-obras da província do Rio de Janeiro.

Foi denominada Praça da Liberdade em 1888, porque ali se reuniam os escravos livres para comprar a liberdade dos companheiros que ainda eram mantidos nas senzalas.

Em 1914, passou por uma remodelação, contando então com rinque de patinação, plantio de árvores e canteiros de flores.

No ano de 1923, seu nome mudou para Praça Rui Barbosa. Porém, o nome não caiu no gosto do povo, que continuou chamando-a de Praça da Liberdade, nome posteriormente retomado. Em 1964, a Praça passou por grande reforma e algumas características foram preservadas, como o coreto, as palmeiras imperiais e a ponte de madeira.

É um dos principais pontos de lazer de Petrópolis. Há carrinhos puxados por bodes, parque infantil cercado, rinque de patinação, fonte com iluminação, bar e restaurante, que fazem da praça uma opção de entretenimento para todas as idades.

Endereço: Situada no encontro da Av. Roberto Silveira, Av. Koeler, R. Dr. Nélson de Sá Earp e R. Barão de Amazonas – Centro.

Relógio de Flores

Inaugurado em 1972 por ocasião dos 150 anos da Independência do Brasil. É controlado no interior do prédio da UCP, movido à bateria possuindo um carrilhão com badaladas a cada meia hora.

Endereço: Rua Barão do Amazonas, 124 – em frente a Universidade Católica de Petrópolis.

Solar D. Afonso

Sobre a construção deste Palacete contam o seguinte: A Princesa Isabel estava remodelando o Palacete na outra extremidade da rua, quando soube que rico mercador português iria construir neste local. Teve medo que o novo rico edificasse prédio que não fosse condigno, e mandou lhe dizer que se fizesse casa boa grandiosa ganharia uma comenda. O resultado foi a mais bela construção da rua. O magnífico Palacete em estilo neoclássico, cercado de belos jardins em estilo francês, onde existem quatro estátuas simbolizando as estações do ano, foi construído em 1875 pelo Comendador Joaquim Antônio dos Passos, próspero comerciante de café no Rio de Janeiro. O imóvel foi propriedade da família Passos até 1890, quando foi vendido ao senhor Albert Landsberg, alemão responsável pela introdução da cerveja no país em 1853, tendo permanecido com seus herdeiros durante 55 anos. Em 1945 o casal Maria Amália e Othon Lynch Bezerra de Melo o adquiriu para a moradia de verão de sua numerosa família. No mesmo ano seus atuais proprietários deram-lhe a denominação de Solar D. Afonso, que foi Príncipe, filho primogênito de D. Pedro II, nascido em 1845 e falecido em tenra idade. O Solar D. Afonso pertenceu ao empresário Ronaldo do Valle Simões Filho, genro do ex-presidente Tancredo Neves.

Hoje funcionando como Hotel Solar do Império

Endereço: Avenida Koeler esquina com Praça da Liberdade – Centro histórico.

Casa de Stefan Zweig

Stefan Zweig foi um escritor austríaco nascido em Viena em 1881, que participou do movimento conhecido como “Nova Objetividade” ou “Realismo Fantástico”. Sofreu forte influência do pensamento de Sigmund Freud e tornou-se conhecido por suas análises do complexo psíquico e por ter ousado defender ideais humanitários.

Devido à perseguição nazista que se desencadeou na Europa durante a Segunda Guerra, Stefan Zweig e sua esposa vieram para o Brasil e aqui escreveu “Brasil, País do Futuro”.

Logo encontrou refúgio nesta casa em Petrópolis no ano de 1941, onde encontrou forças para terminar os seus últimos escritos literários: um livro de memórias, uma novela e duas biografias.

Zweig foi o escritor mais traduzido no mundo – o seu livro “Partida de Xadrez”, escrito em Petrópolis, vendeu mais de um milhão de cópias. Escrevia sobre a volúpia, sobre as angústias do poder, do amor e da morte, escrevia reinventando a vida.

Permaneceu nesta casa até a sua esposa e ele suicidarem-se em 1942, pois estava profundamente desiludido com os destinos da Áustria e de toda a Europa, por conta da guerra.

Endereço: Rua Gonçalves Dias, 34 – Valparaíso.

Mirante do Cristo

Localizado na Rodovia Washington Luís (BR 040), próximo à chegada de Petrópolis. Possibilita uma magnífica vista panorâmica da Serra da Estrela e do Rio de Janeiro.

Endereço: Rodovia Washington Luís (BR 040).

Museu Casa do Colono

Localizada no Quarteirão Castelânea, que lembra a cidade de Kastellaum na região alemã de Hunsruck, local de origem de várias famílias que emigraram e colonizaram Petrópolis. É uma casa simples, com as paredes originais, em pau-a-pique com barro misturado a capim, o que evita fendas.

Endereço: Rua Cristóvão Colombo, 1034 – Castelânea

Orquidário Binot

Fundado em 1870 por Pedro Maria Binot, filho do francês Jean Baptista Binot encarregado de projetar e executar os jardins do Palácio Imperial. De renome internacional, possui inúmeras variedades de orquídeas e exporta para outros países, sendo seu principal mercado os Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Endereço: Rua Fernandes Vieira, 390 km 40.

Palácio Quitandinha

Construído em 1944 por Joaquim Rolla, para ser o maior cassino hotel da América do Sul, é em estilo normando, apresentando em seu interior o estilo “Hollywoodiano”.

O estilo normando é característico dos cassinos europeus que faziam sucesso na Normandia, antes da Segunda Guerra Mundial, e o interior lembra cenários de filmes americanos, daí o estilo no Brasil. Os ambientes foram decorados por Doroth Draper, cenógrafa dos filmes famosos de Hollywood.

Numa área de 50.000m2, o Quitandinha foi construído para ser a “Capital do jogo bancado no Brasil”. Banheiros em mármore, lustres com pingentes de cristal e um sistema de iluminação que seria suficiente para iluminar uma cidade de 60.000 habitantes. Seus salões podem abrigar até 10.000 pessoas simultaneamente.

A cúpula do Salão Mauá é a maior do mundo com 30m de altura e 50m de diâmetro, sendo comparada a redoma da Catedral de São Pedro em Roma; o Teatro Mecanizado com três palcos giratórios tem capacidade para 2.000 pessoas. O lago tem formato do mapa do Brasil com o farol na Ilha de Marajó.

Os hóspedes do Hotel Quitandinha eram milionários, atrizes, vedetes, políticos que desejavam obter o máximo em matéria de bem viver. Em 30 de maio de 1946, o Pres. Dutra proibiu o jogo no país e assim, o Quitandinha acabou não conseguindo sobreviver como hotel, seus apartamentos foram pouco a pouco sendo vendidos e a partir de janeiro de 1989 foi restaurado e atualmente a parte social é utilizada para congressos, eventos, shows e feiras.

Endereço: Av. Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha.

Parque Cremerie

Localizado em área de preservação ambiental, os 47 mil metros quadrados do Cremerie incluem playground, quadras esportivas e pedalinho. O maior atrativo do local é tranqüilidade atípica de um ponto turístico. Trechos de mata atlântica dividem a atenção dos visitantes, com quadras esportivas e outras opções que atraem centenas de pessoas todos os dias. O pedalinho, em funcionamento no lago cortado por pontes e moinhos, é a atração mais requisitada pelas crianças. Um playground com onze brinquedos também é garantia de diversão.

No local funcionou a antiga fábrica de queijos de Jules Buisson, em 1845 ele fundou a Cremerie Buisson, cujos produtos eram conhecidos em todo Brasil graças à sua excelente qualidade. Jules Buisson, viveu qual velho solitário numa pequena vivenda rodeada de jardins, com um belíssimo parque. Sua oficina de fabricação de queijos e manteiga era asseadíssima, confortável e segundo o Sr. Buisson “era quase um crime entrar ali um profano”.

Endereço: Estrada da Independência, s/nº – Independência.

Casa do Padre Corrêa

Acredita-se que tenha sido construída na metade do século XVIII. Suas terras foram doadas por carta de Sesmaria em janeiro de 1720 com a condição de que ali fosse construída uma capela para a celebração das missas de domingo, além de estipular a obrigatoriedade de se dar pousada aos vice-reis e governadores que ali passassem.

D. Pedro I apreciava hospedar-se nesta fazenda para descanso em suas viagens para as Minas Gerais. Numa dessas viagens tentou comprar a fazenda, mas as herdeiras do Padre Correia, não querendo vendê-la, sugeriram que ele comprasse a que estava à venda, a Fazenda do Córrego Seco.

A Fazenda do Padre Correia era famosa por suas plantações de milho e de plantas européias como pêssego, cerejas, uvas, maçãs e outros. Cunha Mattos descreveu a casa como edifício assobradado cujo pavimento superior tem uma varanda de quatro arcos e dez janelas, ladeada pela Capela de Nossa Senhora do Amor Divino, cujo órgão e mesa de comunhão encontram-se na Igreja Matriz de Corrêas.

Hoje abriga o Colégio Padre Correia.

Endereço: Rua Álvares de Azevedo, 24 – Corrêas.

Castelo Barão de Itaipava

Construído em 1920 pelo Barão J. Smith de Vasconcellos. É famoso por ser uma reprodução de castelo renascentista, projetado pelo arquiteto Lúcio Costa e seu amigo Fernando Valentim, que fazem dele o único castelo em estilo medieval com um toque normando clássico, das Américas.

A construção foi realizada por vinte famílias trazidas da Europa, com material totalmente europeu: de Portugal vieram os blocos de pedras que foram talhadas por artesãos portugueses; da França o telhado de ardósia; da Itália, o mármore de Carrara, que compõe o piso de vários salões, inclusive o do famoso salão do Zodíaco. As portas e janelas são do mais puro jacarandá, com ferragens inglesas; os vitrais são austríacos e finalizando os principais detalhes, cada porta dos quartos de seus filhos tinha seus nomes gravados em ouro.

Esta construção levou em torno de 5 anos. São 42 cômodos distribuídos em 19 quartos, 7 banheiros, diversos salões, bibliotecas, sala de música, halls, duas torres, diversos terraços, dependências para hóspedes, ala dos serviçais e galerias que abrigam interessantes histórias que permeiam a vida dos Smith de Vasconcellos no Brasil. O hall com as escadarias e o teto de jacarandá é finamente trabalhado. Há vitrais com as armas da família, biblioteca com estantes esculpidas em relevo, livros raros e um vasto parque, cercando a mansão.

Como curiosidade, o Barão, na primeira metade do século passado, encomendou à fábrica Rolls Royce uma Limousine com 11 lugares, onde passou a acomodar seus 7 filhos, a Baronesa Anna Thereza, a babá e o motorista. Esse automóvel tão especial também tinha em suas portas gravado em ouro, o brasão de armas da família. Em outros detalhes, o Castelo Barão de Itaipava mantém uma torre onde está a cópia do batistério da Catedral de São Pedro.

Presenças importantes como Adhemar de Barros, Getúlio Vargas, Amaral Peixoto e várias pessoas da sociedade carioca e paulista freqüentavam o local.

Em 1992, o Castelo foi sede de um leilão de peças da família Smith Vasconcellos.

Endereço: Estrada União e Indústria, 15.243 – Itaipava.

Castelo de São Manoel

O Castelo de São Manoel, em Corrêas, com o tempo acabou tornando-se mais do que um ponto de referência. Acabou dando o nome para um bairro. O imóvel foi construído no espaço até então ocupado pela sede da fazenda de Olaria, que pertencia ao célebre Padre Correia. A casa da fazenda, erguida no século XVIII foi derrubada para dar lugar ao castelo, de estilo inglês, na década de 20.

O responsável pela idéia foi Oscar de Teffé, descendente direto do Barão de Teffé que, para homenagear o filho Manoel, um piloto de automóveis, batizou o castelo com seu nome.

Atualmente o imóvel já perdeu as características no seu interior. Na parte externa, porém, mantém os pontos comuns com castelos europeus, com seteiras, torres suntuosas, encimadas por ameias (parte saliente retangular, separadas por intervalos iguais, na parte superior das muralhas).

Endereço: Rua Castelo São Manoel, s/nº – Corrêas.

Florália Garden Center

Localizada no bairro da Samambaia, a Florália funciona em uma área de cerca de 50.000 m2, onde se cultivam inúmeras espécies ornamentais, além de orquídeas. A floricultura possui 53 estufas com sistema adequado de ventilação e cobertura de vidro a fim de que possa ser mantida a temperatura ideal para o cultivo das plantas, evitando assim pragas e doenças.

Endereço: Rua Maestro Octávio Maul, 1700 – Samambaia.

Florália Garden Center

Localizada no bairro da Samambaia, a Florália funciona em uma área de cerca de 50.000 m2, onde se cultivam inúmeras espécies ornamentais, além de orquídeas. A floricultura possui 53 estufas com sistema adequado de ventilação e cobertura de vidro a fim de que possa ser mantida a temperatura ideal para o cultivo das plantas, evitando assim pragas e doenças.

Endereço: Rua Maestro Octávio Maul, 1700 – Samambaia.

Museu de Armas

Prédio em estilo medieval construído em pedra que chama a atenção pelo seu ar misterioso. Seu acervo reúne centenas de peças de diversos períodos, destacam-se baionetas, armas de fogo, estampas e gravuras militares, além de armas indígenas. Possui também biblioteca especializada sobre armaria e assuntos militares.

Endereço: Estrada Rio – Petrópolis, km 40.

Parque Municipal de Petrópolis

Maior área pública de lazer do município, o Parque Municipal de Petrópolis se tornou referência para quem curte grandes espaços ao ar livre.

Ocupando um dos locais mais privilegiados de Itaipava – ao longo da estrada União e Indústria – há diversão para todos os gostos nos seus 150 mil metros quadrados de extensão: vale um passeio de bicicleta na ciclovia local (são, ao todo, 1.350 metros de extensão), a prática da caminhada, a escolha de um esporte coletivo para ser disputado entre amigos numa das cinco quadras poliesportivas, ou ainda a entrega ao dolce farniente à sombra de uma das espécies nativas da Mata Atlântica. Para quem é adepto da cultura oriental, o parque também oferece aulas gratuitas de Tai-Chi-Chuan aos domingos, às 11 horas.

Desde 2001, o espaço vem recebendo atenção especial da Prefeitura: ganhou novo visual, com obras de drenagem e recomposição das áreas, recuperação da ciclovia, novas luminárias, pintura das cinco quadras poliesportivas e reforma dos banheiros. O parque também recebeu um bicicletário (com aluguel de biclietas infantis e de adulto) e conta ainda com o trabalho do Horto Florestal Chico Mendes, área mantida pela Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) e encarregada da produção de várias espécies da Mata Atlântica, facilitando a manutenção do Programa de Arborização lançado em 2002 pelo prefeito Rubens Bomtempo.

Anualmente, o local é palco da maior festa country do estado – a Exposição Agropecuária de Petrópolis. O evento sempre acontece entre abril e maio. Além de incentivar a produção rural da região, com exposição de animais e hortifruti, apresentação de rodeios, o espaço também se tornou a sensação do público jovem, trazendo em dez dias, o que há de melhor no pop/ rock nacional.

Endereço: Estrada União e Indústria, 10.000 – Itaipava.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

O primeiro registro de caminhantes no Parque Nacional da Serra dos Órgãos que se tem notícia da data de 1817, quando dois naturalistas austríacos atravessaram a Serra do Mar, rumo à Minas Gerais e São Paulo, colecionando espécimes da fauna e da flora ali existentes, passando pela Serra dos Órgãos.

A maior área do Parque localiza-se em Petrópolis.

São variados os atrativos e as atividades de ecoturismo ali desenvolvidas: banhos de cachoeira, rappel, escaladas, caminhadas, a famosa Travessia Petrópolis-Teresópolis com 42 km de trilhas, e a Via Ferrata, uma trilha que possui equipamentos de segurança como escadas e corrimões em cabo de aço, degraus de ferro, pontes tipo tibetana e falsa baiana em toda a sua extensão.

Fonte: www.ferias.tur.br

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Por que ir

Destino preferido dos cariocas quando chega o inverno, Petrópolis combina o charme das construções do período imperial com o friozinho da serra e a infra-estrutura de qualidade – há hotéis confortáveis, bons restaurantes e comércio variado. A natureza exuberante também se faz presente através do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, repleto de trilhas, cachoeiras e mirantes naturais.

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Palácio de Cristal: Construção é cenário de concorridos eventos

A apenas 65 quilômetros da Cidade Maravilhosa, Petrópolis conserva muitas das construções da época em que Dom Pedro II passava longas temporadas no agradável destino. Muitos centros culturais funcionam em antigos palacetes e casarões do século 19 – é o caso do principal cartão-postal da cidade, o Museu Imperial. O palácio, erguido em 1845 para ser a residência de verão da família real, guarda documentos, mobiliário, jóias e objetos de membros da corte. Para circular pelos cômodos, os visitantes recebem pantufas para não arranhar o piso histórico. Os belos jardins da casa servem de cenário para o espetáculo Som e Luz, com relatos sobre o Segundo Reinado, apresentado nas noites de quinta a sábado.

Para visitar outras atrações no Centro de Petrópolis, como a bela Catedral de São Pedro de Alcântara e casas de personalidades como Santos Dumont, Rui Barbosa e princesa Isabel, vale apostar nos passeios de charrete – adaptados, os veículos ganharam ares de carruagens.

Não deixe de conferir dois outros ícones da cidade: o Palácio de Cristal, com intensa programação musical; e o Palácio Quitandinha, antigo cassino com salões abertos à visitação. As boas compras também fazem a fama da região. Na Rua Teresa, paraíso dos sacoleiros, há roupas, casacos e acessórios para todos os gostos e bolsos.

O que ver e fazer em Petrópolis

Construções históricas emolduram Petrópolis e remetem ao período do Brasil Império. Palácios e casarões abertos ao público, como o Museu Imperial, contam histórias da realeza através de coleções ou espetáculos, como o Som e Luz. Comer bem, fazer compras e curtir a natureza também são bons programas durante o passeio à região serrana.

Encantar-se com o Museu Imperial

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Museu Imperial

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Museu Imperial

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Coroa de D. Pedro II

Para curtir o Museu Imperial, cartão-postal de Petrópolis, vá sem pressa. Dos jardins – repletos de árvores e plantas de espécies diversas – aos salões, há muito para apreciar na antiga residência da família real. O passeio começa com o visitante recebendo um par de pantufas para circular pelo palácio neoclássico sem correr o risco de arranhar o piso imperial. Para melhor interagir com a rica coleção, alugue um guia eletrônico e siga pelos cômodos, como a sala de jantar, onde estão preservados a mobília de mogno, os copos de cristal, as louças e os talheres.

Entre os espaços mais concorridos está o que guarda a principal peça do acervo: a coroa de D. Pedro II, com 639 brilhantes e 77 pérolas, obra do ourives Carlos Marin. A sala abriga também o cetro de ouro criado para a coroação de D. Pedro I, em 1822. Para encerrar a imersão histórica em grande estilo, tome um chá completo no café e restaurante Petit Palais. Nas noites de quinta a sábado, o palácio é cenário para o espetáculo Som e Luz.

Circular pelas construções históricas

As principais construções espalham-se por duas avenidas. A Ipiranga, um dos principais corredores históricos da cidade, reúne a igreja Luterana, a Casa da Ipiranga e antiga residência de Rui Barbosa. Já a avenida Koeler guarda os palácios Rio Negro (aberto recentemente para visitas) e Sérgio Fadel, além da casa de Princesa Isabel – os dois últimos têm visitação somente externa. Nos arredores estão a bela e gótica Catedral de São Pedro de Alcântara, a curiosa casa de Santos Dumont e o Palácio de Cristal, com estruturas de vidro e arame. Estique o passeio até a entrada Sul da cidade – lá está o suntuoso Palácio Quitandinha, erguido na década de 40 para ser o maior cassino da América do Sul.

Passear de charrete pelo Centro Histórico

O charmoso city tour à bordo de réplicas de carruagens percorre as principais construções históricas do Centro. Um dos roteiros permite fazer paradas nas atrações. O ponto de embarque é em frente ao Museu Imperial.

Assistir o espetáculo Som e Luz

O espetáculo é uma verdadeira viagem aos tempos de D. Pedro II. Durante 45 minutos, os espectadores acompanham os principais fatos que marcaram o Segundo Reinado, tendo os jardins do Museu Imperial como cenário. Lá, uma cortina d’água com seis metros de altura e 17 metros de largura funciona como uma tela de cinema, projetando episódios relativos à história do país, como a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República. As apresentações acontecem de quinta a sábado, às 20h.

Curtir Itaipava

O distrito, a 20 quilômetros do Centro, é repleto de pousadas charmosas, restaurantes estrelados e lojinhas de artesanato. A natureza, generosa, oferece cachoeiras e trilhas para caminhadas e cavalgadas, em especial nos subdistritos de Araras, Correas e Nogueira. No inverno, a noite é quente nas boates.

Fazer compras

Comprar também é atividade obrigatória em Petrópolis. Guarde lugar no porta-malas para as últimas novidades da moda em roupas e acessórios, encontradas na famosa Rua Teresa. Também fazem sucesso as delícias artesanais, como geléias, conservas, vinhos e licores.

Praticar esportes no Parque Nacional da Serra dos Órgãos

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que se espalha pelos municípios de Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Magé, é cenário para a prática de esportes.

O trekking está entre as atividades mais procuradas e há opções para atletas de todos os níveis – a caminhada que leva à cachoeira Véu da Noite, com 42 metros de queda, dura uma hora e meia; enquanto a que termina na Pedra do Açu, a 2.200 metros de altitude, exige cinco horas nas trilhas. As turmas do rapel e do canyoning também marcam presença nas cachoeiras do parque. Todas as atividades devem ser praticadas com o acompanhamento de guias.

Esportes e Ecoturismo em Petrópolis

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que se espalha pelos municípios de Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Magé, é cenário para a prática de esportes.

O trekking está entre as atividades mais procuradas e há opções para atletas de todos os níveis – a caminhada que leva à cachoeira Véu da Noite, com 42 metros de queda, dura uma hora e meia; enquanto a que termina na Pedra do Açu, a 2.200 metros de altitude, exige cinco horas nas trilhas. As turmas do rapel e do canyoning também marcam presença nas cachoeiras do parque. Todas as atividades devem ser praticadas com o acompanhamento de guias.

Atrativos Culturais em Petrópolis

As diversas construções históricas que se espalham pela cidade imperial convidam a uma viagem no tempo. No cenário, estão belíssimas construções como o Museu Imperial, que revela detalhes da intimidade de Dom Pedro e família. Também merecem destaque a Catedral de São Pedro de Alcântara, em estilo gótico e que guarda os restos mortais de membros da realeza; a curiosa casa de Santos Dumont, projetada pelo inventor; o Palácio Quitandinha, construído para abrigar o maior cassino da América do Sul; e o Palácio de Cristal, uma inusitada construção em ferro e arame.

Catedral de São Pedro de Alcântara

Petrópolis

A imponente construção gótica, inspirada nas catedrais francesas e alemãs, chama a atenção por dentro e por fora. Na fachada, exibe uma torre de 70 metros; enquanto no interior revela arcos e belos vitrais, além do Mausoléu Imperial com os restos mortais de D. Pedro II, imperatriz Teresa Cristina e Princesa Isabel. A igreja foi inaugurada em 1925.

Palácio de Cristal

Petrópolis

A estrutura transparente sustentada por armações de metal chama a atenção em meio ao casario neoclássico do Centro Histórico. Inaugurado em 1884, o palácio veio da França e foi um presente do Conde D’Eu para a princesa Isabel. A obra foi restaurada em 1998 e, desde então, é cenário para shows e eventos, como as apresentações de chorinhos que acontecem aos sábados; e a Serenata Imperial, na última quinta-feira de cada mês.

Palácio Quitandinha

Petrópolis

O palácio foi construído em 1944 para abrigar o maior cassino-hotel da América do Sul, mas com a proibição no jogo do Brasil foi transformado em condomínio. A imponência e a suntuosidade, porém, continuam presentes nos salões abertos a visitação.

Palácio Rio Negro

Petrópolis

A construção é um dos principais símbolos do luxo do ciclo do café, com grãos desenhados nos pisos de mármore. Residência de verão de 13 presidentes, a casa foi cenário para o casamento do marechal Hermes da Fonseca. O espaço foi aberto à visitação no começo de 2009, porém, apenas as atrações do primeiro andar podem ser observadas. Lá estão três salões nobres e sala de jantar, além de cortes nas paredes que apresentam pinturas originais.

Casa de Santos Dumont

A residência, que foi projetada pelo próprio Santos Dumont em 1918, apresenta objetos pessoais do pai da aviação, além de curiosidades, como a escada que obriga a subir com um pé de cada vez. Há visitas guiadas.

Palácio Amarelo

Petrópolis

O casarão de 1850, antiga residência do Barão de Guaraciaba, abriga a Câmara Municipal. As visitas guiadas levam somente ao Salão Hermogênio Silva, com acabamento em madeira trabalhada e pinturas no teto.

Casa da Ipiranga

Petrópolis

A construção é mais conhecida como a Casa dos Sete Erros, devido às diferenças entre as fachadas esquerda e direita. Erguida em 1884, apresenta diversos detalhes importados da Europa, como a lareira em mármore de Carrara, os lustres de cristal e as cortinas bordadas com fios de ouro. No antigo estábulo funciona um restaurante.

Casa da Princesa Isabel

Inaugurada em 1853, a casa não é aberta a visitas – o espaço, porém, abriga um antiquário nos fundos, de onde é possível observar o jardim.

Endereço: Av. Koeler, 42

Casa de Rui Barbosa

A antiga residência do escritor – hoje, uma propriedade particular -, não é aberta para visitas internas, mas o exterior pode ser apreciado em detalhes.

Casa do Colono Alemão

Petrópolis

O museu conta a história da colonização alemã através de objetos de época e detalhes que retratam o cotidiano dos colonos. O espaço funciona em um sobrado de 1847, onde viveu a família Kaiser. Visitas guiadas.

Igreja Luterana

O templo é o mais antigo da cidade, inaugurado em 1863. Entre os atrativos está um órgão alemão com 860 tubos.

Nas Redondezas de Petrópolis

Depois da imersão histórica, vale a pena descer a serra e curtir os encantos da Cidade Maravilhosa, a meros 65 quilômetros. Entre os programas obrigatórios estão curtir uma praia em Ipanema, tomar um chope nos botecos do Leblon, caminhar em Copacabana e visitar os cartões-postais – Cristo Redentor e Pão de Açúcar.

Quem preferir curtir a natureza nos arredores de Petrópolis encontra em Itaipava muito mais que cenários bucólicos para tomar banhos de cachoeira ou fazer cavalgadas. Por lá estão escondidas pousadas, restaurantes e lojinhas encantadoras.

Rio de Janeiro

Apenas 65 km separam Petrópolis da capital. Por lá, o programa começa com um mergulho no mar, seguido por chopes e petiscos nos botecos tradicionais. À noite, a Lapa, reduto do samba e da boemia, é ponto de encontro para curtir boa música. Entre um programa e outro, visite os ícones cariocas – Cristo Redentor, e Pão de Açúcar.

Itaipava

O charmoso distrito, a 20 km do Centro de Petrópolis, tem brilho próprio em função das aconchegantes pousadas, dos estrelados restaurantes e das sofisticadas lojinhas de artesanato. A natureza privilegiada espalha-se pelos subdistritos de Araras, Correas, Nogueira e Posse, onde cavalgadas, banhos de cachoeira e caminhada são os melhores programas.

Onde Comer em Petrópolis

Tradicionais restaurantes espalham-se pelas ruas centrais de Petrópolis. Nos cardápios, delícias típicas da serra, como fondues, racletes, carnes de caça e muitos doces para a sobremesa. Afastado do Centro Histórico fica um dos mais conceituados estabelecimentos da região – o italiano Locanda della Mimosa, com pratos assinados pelo chef Dânio Braga. Vindo do Rio, logo na entrada da cidade, vale fazer uma parada na Casa do Alemão ou na Pavelka para provar os famosos croquetes de carne e sanduíches de pão com linguiça.

Alameda 914

A especialidade da casa é o escargot, que chega à mesa através de variadas receitas, ora acompanhado por cogumelos, ora por polenta. A casa é pequena, sendo recomendável fazer reservas.

Locanda della Mimosa

O clássico restaurante comandado pelo chef Dânio Braga está entre os melhores da região serrana fluminense. O cardápio costuma ser alterado semanalmente, sempre de acordo com os produtos da estação. Alguns pratos tradicionais, porém, ficam em cartaz o ano inteiro. Para acompanhar as receitas criativas do chef, a aconchegante adega oferece rótulos diversos.

Capitólio

A bonita casa abriga dois restaurantes – um de comida variada e outro, bastante concorrido, de culinária japonesa.

Casa do Alemão

O croquete de carne é a estrela do cardápio, que traz ainda croquetes de frango e bacalhau, sanduíches de frios e o tradicional pão com linguiça.

Falconi

Patrimônio de Petrópolis, o restaurante completou cem anos em 2007. O cardápio é variado, oferecendo de pizzas a fondues. O amplo e rústico salão conta com lareira para os dias mais frios.

Majórica

A churrascaria já faz parte do cenário da cidade, onde está há 50 anos. A picanha especial aliada aos bons serviços garante o movimento constante.

Pavelka

Além dos croquetes e dos sanduíches, a casa oferece uma delicatessen repleta de doces, biscoitos, compotas e frios.

Petit Palais

O charmoso bistrô funciona nos jardins do Museu Imperial e é famoso pelo chá colonial completíssimo.

Restaurante do Solar

O aconchegante restaurante funciona em uma bela fazenda emoldurada por vales e montanhas. Fondues e racletes são as melhores pedidas quando o inverno chega para valer.

Doces Húngaros

Vale a pena recusar a sobremesa dos restaurantes para saborear as delícias da tradicional lojinha. Os destaques, em meio a tanta variedade, são a torta de maçã e a mil-folhas.

Compras em Petrópolis

Fazer compras também é programa obrigatório em Petrópolis. Guarde lugar no porta-malas para as últimas novidades da moda em roupas e acessórios encontradas na famosa Rua Teresa. Também fazem sucesso as delícias artesanais, como geléias, conservas, vinhos e licores.

Roupas

Dois pólos de moda reúnem turistas e sacoleiros em Petrópolis. O mais tradicional é o da Rua Teresa, um verdadeiro shopping a céu aberto nos arredores do Centro Histórico, com dois quilômetros de vitrines repletas de roupas e acessórios a preços convidativos.

Já no bairro do Bingen, mais afastado, há diversos shoppings espalhados pela rua Paulo Hervê. Além de artigos de vestuário, as lojas da área oferecem móveis e artigos para decoração.

Comes e bebes

Três endereços fazem parte do patrimônio de gostosuras de Petrópolis. Na centenária Confeitaria Willemsen, as receitas alemãs passam de geração a geração, garantindo a qualidade dos bombons, bombas e tortas. Já na Mr. Paul of Petrópolis, o brownie é o carro-chefe há mais de 30 anos.

A casa capricha também nos chutneys, geléias, fruit cakes, conservas e salgados. Vinhos e licores são os destaques da fábrica Maiworm, fundada há 160 anos e que ainda funciona na propriedade da família. Os visitantes podem ainda acompanhar a fabricação e degustar mel, geléias e chope artesanal.

Quando ir a Petrópolis

Petrópolis é um dos destinos de inverno preferido dos cariocas, que lotam a cidade nos finais de semana durante a temporada de frio. O movimento é intenso, em especial, no mês de julho, quando acontece o Festival de Inverno, com variada programação musical, e a Bauernfest. Em novembro é a vez da gastronomia se destacar ainda mais, com a realização do Petrópolis Gourmet.

Durante todo o ano, espetáculo Som e Luz agita os jardins do Museu Imperial; enquanto o Palácio de Cristal é cenário para serestas.

Som e Luz

O espetáculo é uma verdadeira viagem aos tempos de D. Pedro II. Durante 45 minutos, os espectadores acompanham os principais fatos que marcaram o Segundo Reinado, tendo os jardins do Museu Imperial como cenário.

Lá, uma cortina d’água com seis metros de altura e 17 metros de largura funciona como uma tela de cinema, projetando episódios relativos à história do país, como a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República. As apresentações acontecem de quinta a sábado, às 20h.

Bauernfest

Entre os meses de junho e julho acontece a tradicional e animada Festa do Colono Alemão. O evento, que comemora a chegada dos imigrantes germânicos no século 19, é realizado dentro da antiga Cervejaria Bohemia e do Palácio de Cristal, no Centro Histórico.

Na vasta programação, apresentações de danças folclóricas, bandas típicas, corais, música de câmara, orquestras sinfônicas, bailes e concursos – o mais disputado é o de Chopp em Metro Também não faltam as delícias da cozinha germânica para acompanhar as cervejas artesanais produzidas na região.

Festival de Inverno

O evento, que tem como cenário os atrativos históricos da cidade, reúne grandes nomes nacionais e internacionais da música, do teatro e do balé. Algumas apresentações são gratuitas.

Petrópolis Gourmet

Mais de 20 restaurantes da região participam do festival gastronômico que movimenta a serra no mês de novembro. No período, há cardápios especiais com preços fixos – uma boa ocasião para saborear as receitas exclusivas de renovados chefs, como o italiano Dânio Braga. Além das degustações, há oficinas de gastronomia.

Serenata Imperial

Músicos da região fazem seresta na última quinta-feira de cada mês. O evento gratuito acontece no Palácio de Cristal, a partir das 20h. No repertório, canções de nomes consagrados como Silvio Caldas e Orlando Silva, além de sucessos de Roberto Carlos e Chico Buarque.

Fonte: feriasbrasil.com.br

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