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Belém

Na embocadura do rio Amazonas organizou-se historicamente a vida social e econômica e a entrada para o interland de expedições coloniais oficiais, de missionários de várias ordens religiosas, entre outros viajantes, disputando esse território de antiga ocupação e domínio, com as diversas etnias indígenas pré-colombianas ali existentes. E também aí se fizeram as primeiras tentativas de colonização portuguesa na Amazônia, registrando-se os primeiros povoamentos já no início do século XVII.

Em 1616, os colonizadores se estabeleceram na foz do Amazonas, inaugurando um processo de expansão a partir do povoado que daria origem à cidade de Belém. Essa região representou, por todos esses séculos, a passagem e a fixação de diferentes grupos sociais e de formas diversas de exploração econômica de recursos tais como as drogas do sertão, a madeira, a caça e a pesca, os minérios e os frutos.

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Destacou-se também pela agricultura de várzea e de terra firme, com suas plantações de cacau, cana-de-açúcar, tabaco, frutas, grãos e mandioca, e que esteve ligada às atividades de engenhos e de inúmeros processos de trabalho e de transformação primária de outros recursos agrícolas.

Essa região estuarina ainda exerce grande influência na vida profissional dos pescadores tradicionais da região (tanto do Salgado quanto do Estuário), refletindo-se no movimento e volume das pescarias que são praticadas na extensão dos 598 km de litoral amapaense e dos 562 km de litoral paraense. Isto ocorre em razão do regime de vazão do rio Amazonas, que contribui para os movimentos norte-sul e sul-norte dos pescadores, que na Zona do Salgado eles costumam chamar de  rodígio (rodízio).

Estuário é a área receptora dos produtos carreados pelo rio Amazonas e seus tributários. As alterações ambientais por que passa a Bacia Amazônica, com a erosão provocada pelos desmatamentos em suas cabeceiras e margens com o mercúrio lançado no rio pelos garimpeiros, podem exercer influência em sua foz com conseqüências ainda ignoradas.

Os limites da zona estuarina parecem ser ainda uma questão discutível. Há, entretanto, tendências para dimensioná-los segundo a influência direta do movimento das marés.

Em torno de Belém e de Macapá, o estuário é uma região considerada como berçário para a reprodução da biodiversidade aquática, por isso é uma área de notória influência de pescadores de categorias diversas, cuja pré-história, revelada pelas pesquisas arqueológicas, assinala uma sucessão de tradições ou fases de ocupação que atestam milenarmente a relação referida anteriormente.

E suas ilhas, principalmente a do Marajó, Caviana, Mexiana, Maracá, foram palco dessa cena pré-histórica. Os pesqueiros ou pontos de pesca desde os pesqueiros reais até os atuais, nessa região, são pontos de convergência de pescadores. Entre os atuais, destacam-se os pesqueiros da Ponta Fina, Castelão, Maguari, Pepéua, Croinha (na ilha de Marajó), Canal do Navio, Anjo e Anjinho (no litoral do município de Marapanim), Ponte de Algodoal (no litoral de Maracanã) e outros, segundo estudos de Lurdes Furtado.

Dentre os ambientes que integram os ecossistemas estuarinos, estão os rios, os igarapés, as florestas, a várzea, as baías, as ilhas com suas praias, os campos alagados; todos com suas especificidades ambientais e sociais. Inclui-se nas áreas prioritárias para conservação da biodiversidade na região costeira região Norte, segundo o MMA (2002, p. 14), na categoria da área de  extrema importância biológica , fazendo jus ao adjetivo de berçário ou criadouro natural de espécies ictiológicas.

Para se compreender os usos sociais dos diferentes ambientes nessa região, precisamos evocar a sua dinâmica sociocultural que remonta à fase pré-histórica de ocupação da Amazônia, cuja cultura dos povos primevos perpassou séculos, deixando um legado sociocultural para as populações contemporâneas em termos de manejo ambiental, hábitos alimentares, relação entre mundo terrestre e mundo aquático e um modus vivendi particular.

Arqueólogos e antropólogos denominam essa cultura de cultura de floresta tropical, dominante na Amazônia. Há duas versões quanto à origem dessa cultura como mostra Furtado. Clifford Evans e Betty Meggers consideram que ela teria se originado nas margens de rios da bacia amazônica, e atingida por diferentes influências oriundas do oeste e do norte da América do Sul.

A de Donald Lathrap, que acha ser essa cultura originária de alguns pontos da América Central, nas planícies ribeirinhas do Amazonas, ou ainda, nas planícies da América do Sul, e daí se irradiado para o oeste (OLIVEIRA, 1983). Não obstante divergências na definição de sua origem, para Evans/Meggers tal cultura representaria um nível mais simples e menos complexo de arranjo societário do que para Lathrap. Ambos concordam que o padrão de ocupação, ao qual chamam de floresta tropical, teria sido a adaptação mais efetiva do homem ao ambiente amazônico.

Um dos exemplos clássicos é o do viver indígena, com maiores concentrações populacionais às margens dos rios e o das formas simples de vida social. Testemunhos dessa ocupação pré-histórica são revelados pelas prospecções arqueológicas que trouxeram a lume evidências das culturas que se desenvolveram na região, em particular na região do estuário amazônico como nas ilhas do Marajó, Caviana, Mexiana e no Amapá, por exemplo. Em estudos mais recentes, a arqueóloga Edithe Pereira, da Coordenação de Ciências Humanas do Museu Paraense Emilio Goeldi, apresenta quadros com dados sobre as seqüências cronológicas do povoamento pré-histórico da Amazônia, segundo Simões (1982) e Roosevelt (1992), como resultado das pesquisas nesse campo, permitindo-se ter uma visão mais detalhada das concepções dos respectivos arqueólogos.

Cidades ribeirinhas e a relação com a água

O estuário amazônico é berço de grande biodiversidade, dada a complexidade dos ecossistemas. As populações indígenas, ribeirinhas ou urbanas, viveram historicamente de uma economia baseada nos recursos florestais e aquáticos ali presentes e abundantes. O delta do Amazonas, com suas dezenas de ilhas espalhadas nas proximidades de sua maior, a do Marajó, causou surpresa e admiração aos naturalistas e viajantes que por ali passaram nos séculos XVII e XVIII e que registraram, em seus escritos, a admiração pela exuberância da floresta sobressaindo as referências à água, sua abundância, sua força e seu movimento.

Na embocadura e em todo o estuário formado pelo rio Amazonas e seus afluentes próximos à embocadura, pelas ilhas, lagos, furos e igarapés, os grupos sociais espalharam-se, dominaram os territórios e sobreviveram graças aos saberes que produziram e acumularam sobre esses ecossistemas, seus recursos, aplicações e usos, desenvolvendo práticas que são atualizadas pela cultura local do presente (TOCANTINS, 1998).

Efetivamente, a Amazônia é a parte do planeta de maior diversidade biológica e onde se encontra uma das maiores concentrações de água doce e enormes extensões de terras ainda com cobertura florestal.. No estuário a floresta encontra-se parcialmente inundada, com seus períodos de enchentes e vazantes, e os ecossistemas de várzea, manguezais e terra firme. É uma enorme área composta pelas embocaduras dos rios Amazonas e Tocantins, cuja biodiversidade apresenta altas taxas de fitoplâncton. É ainda a zona de contato da água doce com a água salgada, dinâmica importante para a vida no estuário, onde os recursos de água doce se alternam com os do mar. A densidade da ocupação dessa região deve-se em especial à proximidade da cidade de Belém , em torno da qual foi lentamente se organizando a economia e a sociedade desde o período colonial, com suas freguesias rurais, muitas dando origem a cidades ribeirinhas.

A disponibilidade de água potável na terra é de apenas 2%, pois 97,2% das águas do planeta estão nos oceanos e mares. A Amazônia brasileira recobre uma área de 5.034.740 km2 e corresponde a 59,12% do território do país. Alguns países como o México e o Brasil, nas Américas, a África Central e as ilhas que conformam o mundo asiático, são os que possuem maior concentração da biodiversidade, o que significa também a presença de recursos aquáticos. Na América do Sul, encontram-se 47%, sendo o Brasil o mais beneficiado pelo recurso água, com 20% das águas do planeta, dos quais quase 70% estão na Amazônia.

O potencial dos recursos localizados na bacia do Amazonas ainda está por ser estimado. Porém as alterações nos ecossistemas já são bem visíveis (CASTRO, 2003). Estudos detectaram processos de erosão provocados pelos desmatamentos decorrentes de atividades econômicas variadas, insistindo na necessidade de controle por parte do Estado que possa tornar eficiente a relação economia x natureza, porém, na prática, não tem havido grandes avanços nessa direção. Tem a ver também com o crescimento demográfico das áreas urbanas, aproximando-se da média nacional, sem ter tido tempo de se preparar para atender às demandas dessa população crescente nas cidades. Há carência de serviços básicos, como escolas, postos de saúde, saneamento e emprego.

Na atualidade, a economia tornou-se mais complexa, com a implantação de estruturas industriais e de serviços, a diversificação das profissões e das qualificações, e mesmo, para alguns setores, o uso de tecnologias informacionais enquanto base dos processos de produção e de comercialização, atendendo assim, a um mercado mais exigente e dinâmico. Essas observações nos levam a considerar a tendência de continuação dos processos urbano de complexificação e de fragmentação social e territorial. As fotos a seguir ilustram formas de ocupação na margem de rios, locais de produção e comercialização de recursos naturais florestais e aquáticos.

Fonte: www.ufpa.br

Belém

BELEM e ILHA DE MARAJÓ - PA

Considerada a porta de entrada para a Amazônia, Belém é muito quente e úmida e possui uma grande variedade de fauna e flora. Devido sua ocupação e crescimento ter ocorrido no início do século XX no auge da cultura da borracha, a capital do Pará tem construções luxuosas como o Teatro da Paz, que já foi a mais rica casa de shows do Brasil, e os imponentes casarões da época permanecem intocados, perfeitos para quem busca um passeio rico em história.

A cidade velha, em Belém guarda lembranças de uma época ainda mais distante: Os casarões em azulejo azul, datam o século XVII. 

É nessa parte da cidade que você pode visitar também as belas igrejas da época, como a Igreja do Carmo, e a Capela São João Batista. O museu Emílio Goeldi também merece uma visita.

O maior atrativo da cidade, é com certeza o Mercado Ver-o-peso, que leva esse nome, pois no período colonial, se fazia nele a verificação do peso das mercadorias, que desembarcavam no porto ao lado. Nos dias de hoje, funciona como um mercado, que vende de tudo. 

Um dos produtos mais procurados, é com certeza o Perfume do Boto, que promete trazer, a quem o usar, a cara metade em pouquíssimo tempo.

Outros destaques da cidade são o Bosque Rodrigo Alvez, que mostra um pouco da floresta amazônica, os passeios ecológicos de barco pelo Rio Guamá, o Instituto Padre Guido del Toro, para compras de artesanato, e a Praça da República, para passear na feirinha. 

Além disso, fartar-se com a culinária da região que é deliciosamente exótica, com toques indígenas, misturados à tradicional comida portuguesa é uma boa pedida. Um dos pratos típicos é o pato no tucupi, que por ter as folhas de jambú em sua receita, provocam uma leve sensação de dormência.

Quem vai a Belém não deve deixar de visitar a Ilha de Marajó que durante a cheia, de dezembro a julho, tem seus campos alagados, dificultando a observação da fauna, e da flora, portanto prefira a seca para aproveitar melhor o seu passeio. 

Lembrando que para ter acesso à ilha, é necessário uma viagem de 4 horas de barco (saídas junto ao Mercado Ver-o-peso, ou ainda 40 minutos de taxi-aéreo.

A Ilha de Marajó é a maior ilha fluvio-marinha do mundo, e podemos dizer que há duas cidades principais, aonde se pode permanecer durante a estadia: Soure e Salvaterra.Ambas tranqüilas e não muito grandes, proporcionam momentos inesquecíveis.

Em Marajó também se pode apreciar o fenômeno da Pororoca, que ocorre quando os Rio Amazonas se encontra com o mar, formando ondas gigantescas!Além disso, a ilha oferece praias belíssimas, praticamente inexploradas. 

Em Soure, a Praia do Pesqueiro, é a preferida dos moradores e dos visitantes, mas se preferir mais tranqüilidade, a opção é a Praia de Araruna.Em Salvaterra, as melhores opções são a Água Boa e a Praia Grande.

O artesanato, principalmente o de cerâmica, é um dos pontos fortes da cidade, assim como as danças e festas típicas, com destaque para o Festival de Quadrilhas e Boi-Bumbá. 

Também não ficam de fora os famosos e procurados pratos à base de peixes da região, e o exótico Frito do Vaqueiro, feito com carne de búfalo.Aliás, o búfalo é o animal símbolo da região, sendo muito utilizados como meio de transporte. 

Pode-se observá-los pastando por toda a ilha, e até mesmo dar um passeio montado em um deles, acompanhado por guias, numa das fazendas da região. Com certeza será inesquecível!

Fonte: www.stw.tur.br

Belém

PORTO DE BELÉM

ORIGEM

O projeto de construção do porto de Belém foi elaborado no começo do ano de 1897, prevendo novas instalações de atracação e armazenagem em substituição às precárias docas de Ver-o-Peso, Reduto e Souza Franco. As obras tiveram início com a edição do Decreto nº 5.978, de 18 de abril de 1906, que autorizou a implantação do projeto, e do Decreto nº 6.283, de 20 de dezembro de 1906, que definiu o funcionamento da Port of Pará Co., de capital privado, como concessionária do porto. O primeiro trecho de cais, com 120m, e um armazém para carga geral, com 2.000m2, foram inaugurados em 2 de outubro de 1909.

Pelo Decreto-Lei nº 2.142, de 17 de abril de 1940, a União assumiu a direção do Porto de Belém criando as administrações autônomas: Serviço de Navegação da Amazônia (SNAPP) e a Administração do Porto do Pará. Mais tarde, o Decreto-Lei nº 155, de 10 de fevereiro de 1967, extinguiu a SNAPP, dando lugar a Empresa de Navegação da Amazônia S.A. (Enasa), e a Companhia Docas do Pará (CDP), ambas sociedades de economia mista. Esta última vinculada à Portobras, extinta em 1990 e por sucessão à União.

ADMINISTRAÇÃO: O porto é administrado pela Companhia Docas do Pará (CDP).

LOCALIZAÇÃO: Está localizado na margem direita da baía de Guajará, em frente à Ilha das Onças, na cidade de Belém (PA), distando aproximadamente 120km do oceano Atlântico.

ÁREA DE INFLUÊNCIA: Abrange a quase totalidade do território paraense, destacando-se a região centro-leste do estado, bem como, o extremo norte de Goiás e o sudoeste do Maranhão.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 1.025, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de Belém no estado do Pará, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes na margem direita da baía de Guajará, desde a extremidade sul do mercado Ver-o-Peso até o riacho Burrinhos, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Belém ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

RODOVIÁRIO: Pelas rodovias BR-010 e BR-316, que chegam a Belém com seus traçados coincidentes.

FERROVIÁRIO: Não há.

MARÍTIMO

Pela baía de Marajó, com a barra demarcada pelos faróis da ilha Tijoca e do cabo Maguari, apresentando largura de 55km e profundidade mínima de 10,5m.

Por um trecho navegável natural com aproximadamente 110km de extensão, largura de 3,2km a 15km e profundidade de 9m, é alcançada a entrada da baía de Guajará entre as ilhas da Barra e do Forte, compreendendo uma largura de 350m e profundidade de 10m. O canal de acesso se desenvolve por cerca de 4km, com largura variando entre 90m e 180m e profundidade mínima de 6m.

INSTALAÇÕES

O Cais acostável com 1.295m de extensão, e dividido em 3 (três) trechos:

1) Trecho do armazém de 4 ao 8, onde estão sendo movimentados carga geral e contêineres

2) Trecho do armazém 9 e 10, onde operam apenas embarcações de navegação interior, movimentando carga geral e passageiros

3) Trecho dos armazéns 11, 12 e silos, onde são movimentados contêineres e trigo a granel.

O porto dispõe de 6 (seis) armazéns de primeira linha, medindo 100mx20m; 2 (dois) armazéns de primeira linha, medindo 120mx20m; 4 armazéns de segunda linha, medindo 100mx20m, 1 pátio interno para contêineres com área de 12.000m2, pátios internos descobertos para estocagem de contêineres vazios; 5 (cinco) pátios externos para contêineres.

O terminal de Miramar, para inflamáveis, reúne 91 tanques para granéis líquidos (derivados de petróleo e produtos químicos), com capacidade estática total de 207.215t, utilizados por diversas empresas distribuidoras.

EQUIPAMENTOS: 2 empilhadeiras, 16 guindastes elétricos de pórtico, sendo 12 de 13,2t, 3 de 6t e 1 de 12,5t, 1 cábrea para 200t, 1 caminhão much, 2 caminhões, 2 sugadores para trigo, 3 balanças, sendo 1 para 80t, 1 para 60t e 1 para 30t, 6 veículos utilitários e 1 trator.

FACILIDADES

O porto possui 16 hidrantes de água potável para fornecimento aos navios. Os contêineres desembarcados e embarcados no porto devem ser operados com o equipamento do navio. No caso de granéis sólidos a operação pode ser feita com equipamento do porto e a carga geral pode ser operada pelos equipamentos do navio e do porto.

Fonte: www.antaq.gov.br

Belém

Belém DO PARÁ: HISTÓRIA, URBANISMO E IDENTIDADE

INTRODUÇÃO

A cidade de Belém situada no Norte do Brasil, é um ponto de confluência em sua região, sendo considerada como a metrópole da Amazônia, por ser a maior concentração populacional do Norte brasileiro.

Desde seu descobrimento, no início do século XVII, a cidade passou por diversas alterações em sua malha urbana, influenciadas por diversos acontecimentos históricos que ocorreram em suas terras.

Apresenta-se a história da cidade, delineando acontecimentos que influíram para alterações na malha urbana. Após, é apresentada a frente urbanística que relata as alterações realizadas em decorrência dos eventos descritos na parte histórica.

Em seguida passa-se para a identidade do cidadão belenense, desde o século XVI até os dias de hoje. Todas as frentes são relatadas de maneira cronológica. A metodologia da presente pesquisa ocorreu através de entrevistas in loco com a população nativa e/ou residentes na cidade há mais de 10 anos, e através de referenciais bibliográficos.

FRENTE HISTÓRICA

A colonização da cidade de Belém data do início do século XVII, como conseqüência da disputa da colonização das Américas pelas duas maiores potências da época, as Coroas Portuguesa e Espanhola (VIANA, 1967).

Geograficamente singular, foi colonizada por sobre o Meridiano de Tordesilhas, em terras então pertencentes à Espanha. Foi fundada em 1616, sob comando da Dinastia Filipina6, para proteger a foz do Rio Amazonas e garantir o território sob posse e domínio ibérico (PEREIRA et al, 2007). Inicialmente batizada de Feliz Lusitânia, foi denominada também de Santa Maria do Grão Pará, Santa Maria de Belém do Grão Pará e, finalmente, Belém ;

A morfologia da cidade era diminuta, consistindo somente em um forte, terminado em 1616, e o colégio jesuíta de 1626 (JESUÍTAS, [s.d.]). Ambas as edificações estavam localizadas no ponto mais alto do terreno, margeando a orla fluvial.

A decisão de alocar os principais edifícios na cota mais elevada parte de conceitos militares de defesa, pois quando em ponto mais alto, é facilitada a visibilidade de qualquer atividade ocorrida: no caso de Belém a visibilidade fica facilitada tanto na orla fluvial quanto em terra.

Tanto por estar situada na chamada entradada Amazônia, próximo à foz do Rio Amazonas, quanto por obter índios educados pelos jesuítas, Belém se tornou um chamariz: para os ingleses, franceses e holandeses, interessados na dominação territorial pan-americana, como para os bandeirantes, cujos quais viam no índio doutrinado pela educação missionária, potencial mão de obra a ser utilizada nas fazendas ao Sul.

Em 1688 é criado o Mercado do Ver-o-Peso, que auxilia a cidade a comercializar seus bens locais. Localizado na orla, se torna o primeiro meio de comunicação entre a cidade e o mundo. Por se tratar de um ponto confluente de vias fluviais e, conseqüentemente, geograficamente favorável, a cidade de Belém ganha atenção internacional.

Com isto, não é incomum a vinda de grande número de europeus, principalmente provindos da península ibérica. Entretanto, o contingente indígena era imensamente maior que o europeu.

Ocorre nesta região um fato singular na história das conquistas das coroas nas Américas: os dominadores, necessitando do auxílio da sabedoria indígena com relação à orientação e sobrevivência dentro da selva, conjuntamente com a necessidade de comunicação entre portugueses e os índios, e com o intuito de promover eventual miscigenação, aprenderam a língua nativa, e não o contrário.

Belém como toda a ocupação portuguesa na Amazônia, foi realizada além dos limites do Tratado de Tordesilhas (VIANA, 1967). Apesar de ser uma colônia portuguesa, o território belenense somente irá, de fato, pertencer a Portugal, com a assinatura do Tratado de Madrid,em 1750.

Com o resultado do Tratado de Madrid, a Coroa Portuguesa, através de seu primeiro ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido como Marquês de Pombal, promove mudanças significativas no relacionamento entre metrópole e colônias. Estas mudanças, a nível nacional e regional, dentre outros quesitos visando a uniformidade cultural, proíbem o uso do Nheengatu e línguas indígenas por sobre o reino.

Estas medidas fizeram com que o Norte brasileiro mantivesse contato mais estreito com Portugal12 do que com as demais regiões brasileiras. Somente com a proibição do uso das línguas indígenas foi que esta região iniciou, de fato, a falar a língua portuguesa. Ainda hoje é perceptível o fato de que, em Belém se fala o português com sotaque da antiga metrópole.

Durante a época do ciclo econômico da borracha (1850-1920), a cidade foi palco de diversos acontecimentos. O ouro branco, nome dado ao látex, oportunizou à Belém diversos melhoramentos em sua infra-estrutura, sendo o mais significativo à implantação de luz elétrica. Houve também uma internacionalização da cidade e, conseqüentemente, o requinte de sua elite, que vivia deslumbrada com o glamour da belle-époque de inspiração parisiense(DUARTE, 2007).

Na época, o censo de 1900 indicava que Belém era uma das grandes capitais brasileiras, contando com 96 mil habitantes (JUNIOR, 2007).

Com o declínio da borracha brasileira, na década de 1920, em detrimento da ascensão da borracha da Malásia, a economia e, conseqüentemente, a população belenense, declinaram.

O pequeno sopro do segundo ciclo da borracha, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), trouxe nova esperança e contingente populacional interessado em trabalhar nos as plantações de seringueiras. Entretanto, após a guerra, este ciclo, como o primeiro, também se findou.

A cidade hoje, capital da Região Metropolitana de Belém continua sendo um grande chamariz populacional instigando nas massas o sonho de riqueza nos grandes centros urbanos.

FRENTE URBANÍSTICA

Iniciada como uma pequena aglomeração com intuitos militares, seus primeiros anos foram marcados pelo convívio quase que único com os nativos. Somente com a inauguração do Mercado do Ver-O-Peso e conseqüente mercantilização, a cidade começa a desenvolverse.

Apesar de se apresentar como uma comunidade com características de relações de troca, tanto cultural com os nativos, quanto mercantil através de sua orla, (SILVA et al, 2007), e devido ao fator defensivo, a cidade vai se desenvolver de costas para a orla, em direção a Leste (AMARAL, 2007).

O ciclo da borracha irá se apresentar para a comunidade belenense como o grande estopim das mudanças urbanísticas ocorridas na malha urbana. A criação de uma elite da borracha, com grandes vínculos e fortes laços com a cultura européia, em especial à francesa (JÚNIOR, 2007), irá transpor para o território brasileiro conceitos como a Haussmannização, que consiste na transposição do modelo de renovação urbana parisiense para outros contextos(ibid.).

O recorrente perfeccionismo da elite emergente exigiu um maior tecnicismo para com as propostas de intervenções urbanas:

A presença de engenheiros no tratamento de problemas urbanos começava nessa época a se firmar, num cenário que até então tinha sido dominado por administradores públicos com formação nas ciências jurídicas. (JÚNIOR, 2007. p. 112).

Os melhoramentos realizados na capital paraense a condicionaram de acordo com seu papel no contexto internacional, ou seja, o ponto de saída da borracha brasileira. As propostas de intervenções realizadas em Belém principalmente o melhoramento da Boulevard da República, foram destaques nacionais (JUNIOR, 2007).

A Revolução Industrial Brasileira, ocorrida em 1930, conjuntamente com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, criam no país uma nova burguesia, que diferentemente das anteriores, possui anseios empresariais (BRUAND, 1999). A onda de industrialização ocorrida na grande maioria do território brasileiro chegará à região Norte, mais amena em comparação com as demais regiões. Suas conseqüências afetarão Belém somente na verticalização do centro da cidade.

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) irá trazer alguns benefícios para a cidade de Belém: com a conquista nipônica por sobre o pacífico e, especialmente, sobre a Malásia, o Brasil é novamente procurado pelos países europeus e norte-americanos para exportar o látex.

Este período, conhecido como o segundo ciclo da borracha, trouxe algum alívio econômico para a região amazônica. Através dos presidentes Getúlio Vargas e Franklin Delano Roosevelt, é firmado em 1943 um acordo entre Brasil e Estados Unidos da América, estabelecendo a implantação de uma base naval norte-americana em Belém

Em contrapartida, o governo estadunidense deveria instalar infra-estrutura na cidade. Com este acordo foi implementado um complexo sistema de diques, similar ao da cidade de Amsterdam, para nivelar e amenizar os efeitos das marés por sobre o território belenense, que possui grande parte de sua área sobre pântanos. Conjuntamente com o sistema de diques, foi implantado o sistema de saneamento básico e telégrafos (BRASIL, [s.d.]).

A Revolução Industrial somente ocorrerá na região Norte com as intervenções do então Presidente da República, Juscelino Kubitchek de Oliveira13. Através de seu Plano de Desenvolvimento Nacional PDN, da Operação Amazônia e do Plano de Intervenção Nacional PIN, conjuntamente com a construção da rodovia Belém-Brasília, estimulou-se à intensificação da ocupação urbana e criação de novos municípios na região Norte.

Esta política de desenvolvimento irá desencadear um processo intenso de ocupação com a chegada de migrantes do Nordeste e Sul do Brasil(SOARES, 2007).

O processo migratório gerou em Belém não diferentemente das outras capitais brasileiras, um inchaço urbano. São edificados na cidade diversos conjuntos habitacionais (CHARLET, 2007), procurando amenizar o contingente populacional presente nas diversas áreas invadidas pela população. Segundo a Comissão de Bairros de Belém o déficit habitacional, em 1994, estaria na ordem de 200.000 unidades habitacionais. (ibid.).

Outro fator apresentado como conseqüência do intenso processo de urbanização e desenvolvimento, acarretando no indevido inchaço urbano é o aumento considerável da atividade comercial informal, localizada nas vias centrais da cidade. A informalidade iniciada com a recessão econômica nacional do final da década de 1980 torna-se latente. (MEDEIROS, 2007).

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio- Econômicos do Pará DIEESE, o mercado informal na Região Metropolitana de Belém que contava com 173.800 pessoas em Janeiro de 1989 aumentou para 205.000 pessoas em Outubro de 1997 (DIEESE apud MEDEIROS, 2007). Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego PED concluem que, em 1994, quando no início do Plano Real, haviam 73 mil desempregados em Belém ;

Apesar de haver uma grande porcentagem da população belenense residindo nas regiões de baixadas e tirando seu sustento graças à informalidade econômica, irá ocorrer na capital paraense um fenômeno que tem por objetivo produzir uma novaimagem.

De acordo com Amaral (2007), procuram-se buscar referenciais locais, como o rio e a baía, para compor estratégias de marketing urbano e, conseqüentemente, de atração turística.

Conforme conceitos de urbanismo espetáculo(SANCHÉZ, 1997; apud FERREIRA, 2007), ou espetáculo urbano(ARANTES, 2000; apud FERREIRA, 2007), são implantadas pelos governos municipal e estadual estratégias mercadológicas para criar uma imagem fantasiosa da cidade (FERREIRA, 2007). Estas estratégias, realizadas principalmente em reformas de edifícios de cunho histórico e/ou cultural, serão concebidas somente na área central. Exemplo disto é a revitalização de parte da região portuária, criando a Estação das Docas, projeto embasado no Puerto Madero, de Buenos Aires. Esta onda irá gerar, na segunda metade da década de 1990, um marketing residencial da região central de Belémprincipalmente no bairro do Umarizal, onde torres de 30 a 35 pavimentos são edificadas frente à baía. De acordo com Ferreira (2007), esta prática se torna viável devido à morfologia topográfica favorável à verticalização.

FRENTE IDENTITÁRIA

De acordo com Castells (apud RIBEIRO, 2007), a identidade é o processo de construção de significado com base em um atributo cultural [...]. Segundo Hall (ibid.), o indivíduo pode possuir identidades múltiplas, sendo considerado como um sujeito pósmoderno não tendo identidade fixa, essencial ou permanente.

Ribeiro (2007), afirma que as identidades não são absolutas, e sim estabelecidas no convívio social, onde podem sofrer mutações com a constante mudança, criação e recriação do sistema de valores e crenças. A identidade pode, ainda, ser construída e mutável de acordo com a escala do lugar, segundo Santos (apud RIBEIRO, 2007).

As frentes históricas e urbanísticas apontam fatores que indicam que a identidade do belenense, até o início do ciclo da borracha, se manteve como a de uma população ribeirinha, dentro de uma sistemática econômica, basicamente de trocas e com intensos contatos com os indígenas da região.

A relação construída com os nativos fez com que os estrangeiros adquirissem a identidade local. Exemplo disto é o fato dos europeus e brasileiros falarem o Nheengatu até a segunda metade do século XVIII e a população atual belenense falar em seus dia-a-dia, 7200 palavras provindas da língua tupi.

O ciclo da borracha trouxe uma identidade para o belenense, a do cidadão internacional, devidamente educado e politizado. O contato da elite citadina com o continente europeu, principalmente a França, trouxe para a cidade novos comportamentos, pensamentos e conceitos.

As correntes migratórias da segunda metade do século XX oportunizaram para a sistemática citadina belenense experiências identitárias multiterritoriais, constituindo sua identificação através da reformulação de sentidos e valores(HAESBAERT, apud RIBEIRO, 2007) trazidos das outras regiões brasileiras.

Sendo assim, entende-se que a sistemática da cidade ocorre como conseqüência de diversas vertentes identitárias, transformando a malha urbana em um espaço constantemente mutável. Entretanto, apesar de apresentar inúmeras identidades díspares, algumas historicamente intrínsecas no cidadão belenense e outras atuais, entende-se que a ligação ribeirinha se mantém presente na identidade local.

Apesar da intensa verticalização da cidade, ainda permanecem na cidade as formas mais antigas de ocupação do espaço, com estreitas vilas e passagens que acusam um uso bastante desorganizado do solo urbano abarrotados de casas estreitas(RODRIGUES, 2007).

Ainda é presente em Belém um grande contato identitário com os índios. Exemplo disto é o fato de existir na cidade o terceiro maior contingente populacional indígena de todo o país (XIMENES, 2007). Os dados do censo do IBGE de 1999 registraram um total de 2.291 índios de diferentes etnias na Região Metropolitana de Belém (ibid).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com a pesquisa realizada, entende-se que a cidade apresentada foi e ainda é palco de diversos acontecimentos de cunho nacional. As três frentes abordadas apresentam-se ricas e extensas, oportunizando material para futuras pesquisas acadêmicas.

A história, o urbanismo e a identidade se mostraram interligados, durante todos os períodos analisados. Entende-se que os fatores são complementares entre si, auxiliando o entendimento das frentes supracitadas.

Entende-se ainda que Belém apesar de ser a maior concentração populacional da Amazônia e um renomado pólo regional, possui em sua imagem/identidade características e comportamentos comunitários e individuais similares aos realizados por seus ancestrais há séculos atrás.

Caio Smolarek Dias

Solange Irene Smolarek Dias

REFERÊNCIAS

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Fonte: www.fag.edu.br

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