Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Belo Horizonte  Voltar

Belo Horizonte

HISTÓRIA

Foi à procura de ouro que, no distante 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz chegou à serra de Congonhas. Em lugar do metal, encontrou uma bela paisagem, de clima ameno e próprio para a agricultura.

Resolveu ficar: construiu a Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado.

O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada.

O povoado foi batizado de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local.

Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha.

Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais.

Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso.

Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência. Já no final do século passado, restavam mais de 4 mil habitantes. Sua rotina era simples e monótona.

Começava cedo, no trabalho de casa ou na lavoura, e terminava às dezenove horas, quando muitos já começavam a se recolher. Durante o dia, a Farmácia Abreu era o ponto de encontro preferido para o bate-papo. à noite, as mulheres faziam novenas, enquanto os homens improvisavam um botequim no Armazém Esperança.

De vez em quando, uma serenata fazia as janelas se abrirem. Apenas nos fins-de-semana o arraial ganhava vida, quando os moradores das redondezas vinham ouvir a missa ou visitar parentes e fazer compras.

Em datas especiais, o arraial tornava-se mais alegre: nas Festas Juninas, no Natal ou no Dia da Padroeira os festejos eram certos.

A Proclamação da República, em 1889, vem trazer aos curralenses a esperança de transformações. Para entrar na era que então se anunciava, deixando para trás o passado monárquico, aos sócios do Clube Republicano do arraial propuseram a mudança de seu nome para Belo Horizonte. Foi nesse clima de euforia que os horizontinos receberam a notícia da nova construção da nova capital.

Durante três dias o arraial se pôs em festa, com missa solene, discursos, bandas de música e bailes. Seus habitantes já sonhavam com modernização e o progresso que a capital traria para a região. Nem imaginavam que, nos planos dos construtores, não havia espaço reservado para eles.

Mudança da Capital

A luta pela mudança

A discussão sobre a mudança da capital mineira não surgiu no século passado; era, ao contrário, uma idéia muito antiga. A primeira tentativa de transferir a sede do Governo para uma cidade diferente de Ouro Preto data de 1879, quando os inconfidentes planejaram instalar a capital de sua república em São João Del Rei.

Depois disso, mais quatro tentativas foram feitas, todas fracassadas.

A questão só veio a ser considerada após a Proclamação da República. Só que dessa vez, não se trava de uma simples transferência, mas a construção de uma nova cidade.

Uma série de fatores favorecia a idéia de mudança. Em primeiro lugar, para se destacar o novo cenário republicano, Minas Gerais precisava mostrar-se politicamente unida e forte. A construção de uma nova capital, localizada no centro geográfico do Estado, poderia facilitar o equilíbrio das diversas facções políticas que então disputavam o poder.

Os republicanos também desejavam promover o progresso de Minas Gerias, tornando-o um Estado industrializado e moderno. A cidade de Ouro Preto não oferecia condições adequadas para o crescimento econômico esperado. Os transportes e as comunicações eram dificultados pelo relevo acidentado da cidade e as estruturas de saneamento e higiene não comportavam mais um aumento da população.

A construção de uma nova capital, planejada de acordo com essas exigências era a solução para o problema do crescimento.

Um outro fator contribuiu para fortalecer a idéia de mudança. Ouro Preto, cidade histórica, guardava em sua arquitetura uma série de símbolos e marcas do passado colonial que os republicanos queriam enterrar. com suas ruelas e becos, suas igrejas barrocas e suas casas, porões e senzalas, a velha capital lembrava os anos da dominação portuguesa, das conspirações e da escravidão.

Uma nova cidade, planejada segundo os valores modernos, seria o símbolo de uma nova era.

Em 1891, o presidente do Estado, Augusto de Lima, formulou um decreto determinando a transferência da capital para um lugar que oferecesse condições precisas de higiene. Adicionada à Constituição Estadual, a lei provocou muitos protestos da população ouropretana. Os mineiros dividiram-se entre os "mudancistas", favoráveis à nova capital, e os "não-mudancistas". Cada um desses grupos fundou seu jornal, promovendo reuniões e debates.

O Governo Estadual, enfrentando essas disputas, criou um Comissão de Estudos para indicar, dentre cinco localidades, a mais adequada para a construção da nova cidade. O Congresso mineiro, a quem cabia a decisão final, votou a favor de Belo Horizonte. Assim, a 17 de dezembro de 1893, a lei n.º 3 foi adicionada à Constituição Estadual, determinando que a nova sede do Governo fosse erguida em Belo Horizonte, chamando-se Cidade de Minas.

No prazo máximo de quatro anos, a capital deveria ser inaugurada. A lei criava ainda a Comissão Construtora, composta de técnicos responsáveis pelo planejamento e execução das obras. Em sua formação, estavam alguns dos melhores engenheiros e arquitetos do país, chefiados por Aarão Reis.

O Planejamento

O traçado da cidade e a exclusão social

Uma cidade ordenada, funcionando como um organismo saudável esse era o objetivo dos engenheiros e técnicos que idealizaram Belo Horizonte. Para alcançá-lo, era necessário projetar um cidade física e socialmente higiênica uma cidade saneada, livre de doenças, mas também livre de desordens e revoluções.

O projeto criado pela Comissão Construtora, finalizado em maio de 1895, inspirava-se no modelo das mais modernas cidades do mundo, como Paris e Washington. Os planos revelavam algumas preocupações básicas, como as condições de higiene e circulação humana.

Dividiram a cidade em três principais zonas: a área central urbana, a área suburbana e a área rural.

No centro, o traçado geométrico e regular estabelecia um padrão de ruas retas, formando uma espécie de quadriculado, Mais largas, as avenidas seriam dispostas em sentido diagonal. Esta área receberia toda a estrutura urbana de transportes, educação, saneamento e assistência médica. Abrigaria, também, os edifícios públicos dos funcionários estaduais.

Ali também deveriam se instalar os estabelecimentos comerciais. Seu limite era a Avenida do Contorno, que naquela época se chamava de 17 de Dezembro.

A região suburbana, formada por ruas irregulares, deveria ser ocupada mais tarde e não recebeu de imediato a infra-estrutura urbana. A área rural seria composta por cinco colônias agrícolas com inúmeras chácaras e funcionaria como um cinturão verde, abastecendo a cidade com produtos hortigranjeiros.

A implantação de tão grandioso projeto tinha, porém, uma exigência: a completa destruição do arraial que ali se localizava e a transferência de seus antigos habitantes para outro local.

Rapidamente, os horizontinos tiveram suas casas desapropriadas e demolidas, sendo-lhes oferecidos novos imóveis a um preço muito alto. Sem condições de adquirir os valorizados terrenos da área central, eles foram empurrados para fora da cidade, indo se refugiar em Venda Nova ou em cafuas na periferia.

A capital traçada pela Comissão Construtora era um lugar elitista. Seus espaços estavam reservados somente aos funcionários do Governo e aos que tinham posses para adquirir lotes. Acreditava-se que os problemas sociais, como a pobreza, seriam evitados com a retirada dos operários, assim que a construção da cidade estivesse concluída.

Mas, na prática, não foi isso que aconteceu. Belo Horizonte foi inaugurada às pressas, estando ainda inacabada. Os operários, aglomerados em meio às obras, não foram retirados e, sem lugar para ficar, assim como os horizontinos, formaram favelas na periferia da cidade. A primeira, a do Leitão - ficava nas proximidades do atual Instituto de Educação, em plena Avenida Afonso Pena.

Essa massa de trabalhadores que não eram considerados cidadãos legítimos de Belo Horizonte revelava o grau de injustiça social existente nos seus primeiros anos de vida.

Os Primeiros Anos

A cidade do tédio

Belo Horizonte foi inaugurada a 12 de dezembro de 1897, por uma exigência da Constituição do Estado. Entretanto, parte de suas construções não havia sido concluída e algumas de suas ruas e avenidas eram apenas "picadas" abertas no meio do mato. A crise econômica que tomava conta do país e do Estado tinha feito com que muitas obras ficassem paralisadas, à espera de recursos.

O comércio e a indústria ligada à construção civil, que tinham se desenvolvido bastante nos anos anteriores, agora enfrentavam dificuldades. A cidade não se industrializou no ritmo que se esperava e permaneceu sem atividades econômicas expressiva durante anos. Os trabalhadores foram os mais prejudicados os que não perderam o emprego tiveram seus salários atrasados durante meses.

Tudo isso contribuía para tornar a Capital uma cidade entediante e sem graça. Sua aparência inacabada e empoeirada dava a impressão de abandono. As ruas e avenidas largas demais para uma população não muito numerosa pareciam estar sempre vazias. Para piorar a situação, as diversões eram poucas e não conseguiam espantar a decepção e a tristeza dos primeiros habitantes.

Na área central, a Rua da Bahia era território de elite. Nela, ficava o único teatro da cidade o Soucasseaux, uma espécie de um barracão coberto de zinco, onde se apresentavam companhias de teatro e música e onde se improvisava um botequim. Nessa rua também ficavam os principais bares e cafés, lugar onde os homens se encontravam para conversar, falar de política e da vida.

Ao anoitecer, a rua virava palco para o footing (moças e rapazes desfilavam, trocando olhares, numa espécie de namoro bem comportado).

Na tentativa de espantar o tédio, os jovens fundavam clubes como o Rose, o Violetas, o dos Jardineiros do Ideal, o Santa Rita Durão e o Elite. Além de festas e bailes, esses Grêmios tinham a intenção de promover a literatura. Outros clubes eram criados durante os carnavais e os mais famosos foram os Matakins, os Diabos de Luneta e os Diabos de Casaca, que promoviam festas, desfiles de carros alegóricos, batalhas de confetes, serpentinas e, é claro, lança-perfume.

O Parque Municipal (na época quatro vezes maior) era muito freqüentado nos fins-de-semana. Ali, a sociedade encontrava espaço para praticar esportes, passear ou fazer piqueniques, enquanto bandas tocavam "retretas". Também era lá que as paróquias comemoravam datas religiosas, com quermesses e barraquinhas.

A população pobre e os operários, contudo, não tinham acesso a essas formas de lazer. Preferiam os botequins nos bairros, os jogos de bola e a tômbola, uma espécie de bingo onde os prêmios não valem dinheiro. É que eles viviam em locais distantes do centro e sua condição financeira os impedia de participar das diversões pagas. Além disso, na área central eles eram alvo fácil da polícia, que, por causa de um simples passeio, podia prendê-los, alegando "vadiagem".

Progresso em marcha lenta

Nas duas primeiras décadas deste século, Belo Horizonte viveu, alternadamente, períodos de grande crise e surtos de desenvolvimento. As fases de maior crescimento corresponderam aos anos de 1905, 1912-13 e 1917-19.

Aos poucos, pequenas fábricas começaram a funcionar na cidade, ampliou-se o fornecimento de energia elétrica, retomaram-se as obras inacabadas, expandiram-se as linhas de bonde, criaram-se praças e jardins e a cidade ganhou arborização. O número de empregos cresceu e a Capital passou a atrair mais habitantes.

A vida social também começou a se agitar, com a substituição do teatrinho Soucasseaux pelo elegante Teatro Municipal (1909) e com a inauguração de diversos cinemas. Freqüentar as salas dos cine-teatros Colosso, Comércio, Familiar, Progresso, Bijou e Paris tornou-se não só uma obrigação para os belo-horizontinos, como também um pretexto para encontros e conversas.

Nessa época em que cinema fazia muito sucesso, nasceu o gosto do belo-horizontino pela moda, com famosas costureiras imitando os modelos vestidos pelas atrizes mais conhecidas.

Foi também com o crescimento da cidade que a massa de trabalhadores começou a lutar contra as injustiças sociais. A primeira grande greve ocorreu em 1912 e paralisou a cidade por 15 dias. Liderado por trabalhadores da construção civil, que defendiam uma jornada de trabalho de oito horas, o movimento teve apoio de grande parte da população.

Mobilizando-se através de greves, os operários conseguiram ser reconhecidos como cidadãos, com direito a reivindicar melhores condições de trabalho, educação, transporte, saúde e moradia.

Anos 20 e 30

A poesia toma conta da cidade

Os anos vinte marcam uma época romântica da história da capital. Entre passeios de bonde e sessões de cinema, entre conversas nos cafés e o footing, a vida seguia alegre. Belo Horizonte era a "Cidade-Jardim" ou "Cidade Vergel", onde o verde das árvores saltava das ruas e invadia as casas, tomando quintais e pomares.

Nesse período, a capital viu nascer a geração de escritores modernistas que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Cyro dos Anjos, Luís Vaz, Alberto Campos, Pedro Nava, Emílio Moura, Milton Campos, João Alphonsus, Abgar Renault e Belmiro Braga, reunidos no Bar do Ponto, no Trianon ou na Confeitaria Estrela, eram rapazes inquietos que mudaram o panorama da literatura brasileira.

No campo das artes e da cultura, a cidade experimentou um grande desenvolvimento. Enquanto o Teatro Municipal vivia seus anos de glória, novas salas de cinema eram inauguradas como os cines Pathê, Glória, Odeon e Avenida. Em 1926, o maestro Francisco Nunes fundou o Conservatório Mineiro de Música. No ano seguinte, era criada a Universidade de Minas Gerais. Em 1929, fundou-se Automóvel Clube, ponto de encontro da elite belo-horizontina.

Como um reflexo do fim da I Guerra Mundial, em 1918, a indústria de Belo Horizonte ganhou impulso na década de vinte. Os serviços urbanos foram ampliados para atender a uma população sempre crescente. Parecia, finalmente, que a modernidade tinha chegado à Capital. Inauguraram-se grandes obras, como o viaduto de Santa Tereza, a nova Matriz da Boa Viagem e o Mercado Municipal.

Os automóveis circulando pelas ruas tornaram-se comuns, exigindo a criação de um código de trânsito e da primeira auto-escola. Surgiram também os auto-ônibus, complementando p serviço dos bondes.

Como prova do desenvolvimento e do prestígio, Belo Horizonte recebeu a visita dos reis da Bélgica, em 1920. Na ocasião, toda a Praça da Liberdade foi reformulada, adquirindo o seu aspecto atual. Em 1922, para comemorar os cem anos da Independência Brasileira, a Praça 12 de Outubro passou a se chamar Praça Sete de Setembro e ganhou o famoso "Pirulito".

Essa onda de progresso continuou ao longo da década de 30. Na periferia, surgiram novos bairros. Cresceram nessa época Lourdes, Barreiro, Nova Suíça, Gameleira, Renascença, Sagrada Família e Parque Riachuelo. Muitas favelas também começaram a se formar. A expansão da cidade aconteceu sem um maior controle ou planejamento e isso trouxe sérios problemas urbanos.

Muitos dos novos bairros não possuíam os serviços básicos de água, luz e esgotos. Enquanto isso, o centro permanecia relativamente vazio.

Na arquitetura, surgiram novidades: o primeiro edifício de dez andares e um novo estilo de fachadas, como a do Cine Brasil.

A Revolução de 3 de outubro de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, também marcou a história da cidade. Tomada de surpresa, a população assistiu à troca de tiros entre revolucionários e as forças federais, no cerco ao Quartel do 12º RI. Nos anos seguintes, a ditadura do Estado Novo traria o fechamento do Poder Legislativo, o controle da imprensa e o clima tenso da repressão.

Como conseqüência da política de modernização da economia implantada por Vargas, as bases para o desenvolvimento industrial da cidade foram lançadas, criando-se a zona industrial de Belo Horizonte.

Dois acontecimentos importantes na década foram o 2º Congresso Eucarístico Nacional, em 1936, que reuniu milhares de católicos na Praça Raul Soares, e a Exposição de Arte Moderna, no mesmo ano.

O período viu, ainda, nascerem as duas primeiras rádios da cidade a Rádio Mineira (1931) e a Rádio Inconfidência (1936). Com seus programas de auditório, transmitidos ao vivo, elas viveriam seus anos dourados na década seguinte. A capital começava a amadurecer.

Anos 40 e 50

Nasce uma moderna metrópole

Os anos quarenta trazem a modernidade e dão um ar de metrópole à Belo Horizonte. Nessa época, a capital ganhou várias indústrias, abandonando seu perfil de cidade administrativa. O impulso para isso foi dado pela criação de um Parque Industrial, em 1941. O setor de serviços também começou a crescer com o fortalecimento do comércio. O centro da cidade tornou-se, então, uma área valorizada, principalmente para a construção de edifícios, e passou a sofrer a especulação imobiliária.

O grande responsável pela transformação de Belo Horizonte foi o prefeito Juscelino Kubitschek. Com o objetivo de renovar a capital, promovendo um surto de desenvolvimento e modernização, JK realizou diversas obras que projetaram internacionalmente o nome da cidade.

A mais importante delas foi o Complexo Arquitetônico da Pampulha inaugurado em 1943. Desenhado pelo jovem arquiteto Oscar Niemeyer, o complexo era formado por quatro obras principais a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino e o Iate Golf Clube instaladas às margens da lagoa artificial.

Com suas linhas originais e modernas, Oscar Niemeyer fez da Pampulha um dos maiores exemplos da arquitetura modernista brasileira.

Também foi uma iniciativa de Juscelino Kubitschek, a construção de um conjunto habitacional no bairro São Cristóvão, localizado na Avenida Antônio Carlos, que, na época se chamava Avenida Pampulha. O Conjunto IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários), como foi denominado, surgiu como uma alternativa para o problema da moradia na cidade e como uma tentativa da Prefeitura de ordenar a região da Lagoinha.

Em 1941, também com projeto de Oscar Niemeyer, o Palácio da Artes começou a ser construído.

Um pouco mais tarde, já no final da década, um outro marco na arquitetura da capital seria inaugurado: o Edifício Acaiaca, na Avenida Afonso Pena. Com sua fachada de linhas retas e sóbrias, onde se destacavam as faces de dois índios, o Acaiaca era o maior e mais moderno prédio de Belo Horizonte, com os elevadores mais velozes da cidade.

Nessa época, ainda aconteceu a construção do Teatro Francisco Nunes (1949), no Parque Municipal, e da primeira estação rodoviária da cidade.

Se a marca dos anos 40 foi a modernização da arquitetura da cidade, os anos 50 ficariam conhecidos como a década da indústria, em razão do surto de desenvolvimento alcançado pela capital. A criação da Cemig, em 1952, e o desenvolvimento da Cidade Industrial, nas proximidades de Belo Horizonte (Contagem) são dois fatores que explicam esse crescimento.

Nessa década, caracterizada pelo grande êxodo rural, a população da cidade dobra de tamanho, passando de 350 mil para 700 mil habitantes. Surgem novos bairros, como o Sion e o São Pedro.

Uma nova avenida é aberta, sendo chamada de Cristiano Machado. Os problemas urbanos e a falta de moradia tornam-se mais graves. Preocupado com o crescimento desordenado da cidade, o prefeito Américo René Gianetti dá início à elaboração de um Plano Diretor para Belo Horizonte.

A cidade torna-se vertical com uma série de prédios cada vez mais altos sendo construídos. É dessa época o Edifício Clemente Faria, feito para ser a sede do Banco Lavoura (atual Banco Real), na Praça Sete. Projetados por Oscar Niemeyer, o Edifício JK, o Edifício do Bemge, o prédio do Colégio Estadual Milton Campos (atual Estadual Central), o Edifício Niemeyer e a sede da Biblioteca Pública Estadual são belos exemplares da arquitetura moderna caracterizados pela simplificação de formas e pelo uso de esquadrias metálicas, concreto, vidros e revestimentos de mármores e pastilhas.

Foi nos anos 50 que a cidade passou a ser influenciada pelo estilo de vida americano. Aquela era a época das grandes orquestras, que faziam sucesso não apenas no rádio, como também na recém-inaugurada TV Itacolomi. Nas boates e nos clubes cada vez mais numerosos tinham lugar as "horas dançantes" e os bailes de gala. Já para a população mais pobre, a diversão acontecia mesmo na rua, proporcionada pelas apresentações do cine grátis.

Anos 60 e 70

O progresso avança pela cidade

O crescimento econômico transformou o perfil de Belo Horizonte na década de 60. Sem respeito pela memória da cidade, o progresso avançou sobre suas ruas, demolindo casas, erguendo arranha-céus, derrubando árvores, cobrindo tudo de asfalto. Já não era possível reconhecer a "Cidade-Jardim" que tanto encantara os poetas; a cidade verde tinha ficado no passado.

Era preciso desafogar o trânsito e as avenidas rasgavam cada vez mais o tecido da cidade. Até o "Pirulito" foi retirado da Praça Sete, como parte das transformações radicais, e foi deixado no Museu Abílio Barreto.

A descaracterização da cidade fez-se sem remorsos. Se os espaços verdes desapareciam, se a beleza das antigas construções era transformada em pó, em seu lugar surgiam edifícios modernos, novas e novas indústrias.

Os anos 60 foram marcados pelo crescimento das indústrias e das instituições financeiras. Nessa época, Belo Horizonte começou a irradiar seu crescimento e suas cidades vizinhas também receberam muitos investimentos e fábricas. Esse progresso, contudo, não se fez sem o agravamento das desigualdades e problemas sociais. O surgimento de inúmeras favelas comprova o desequilíbrio causado pela concentração de renda.

Mas, não foi somente o desenvolvimento econômico que modificou a rotina de Belo Horizonte. A instauração da ditadura militar, após o Golpe de 64, também levou a população às ruas. Primeiro foram as mulheres católicas que com seus terços em punho, apoiaram o "movimento que nos livrara do perigo comunista". A manifestação foi denominada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade".

Mais tarde, vieram os estudantes dessa vez, protestando contra a falta de liberdade, o desrespeito aos direitos humanos e constitucionais. Inúmeras vezes, a Praça Sete assistiu à multidão ser dispersada com bombas e a prisão de manifestantes. Em 1978, seria a vez da campanha pela anistia dos presos políticos mobilizar os belo-horizontinos.

Na década de 70, a cidade era o próprio retrato do caos. Com um milhão de habitantes, belo Horizonte continuava crescendo desordenadamente. Nas regiões norte e oeste e nos municípios vizinhos, com a criação de distritos industriais e a instalação de empresas multinacionais, a população tornou-se cada vez mais densa.

Na tentativa de resolver os problemas causados pela falta de planejamento, foram tomadas várias medidas: criou-se o Plambel e instituiu a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A política de crescimento econômico acelerado, porém não resolvia os problemas sociais. A crise prolongada e os baixos salários levaram a população mais uma vez às ruas, já no final da década. Professores da rede pública e operários da construção civil, paralisando a cidade na greve de 1979, mostraram seu descontentamento com relação aos problemas econômicos e sociais, mas também em relação ao regime militar.

Anos 80 e 90

Os cidadãos redescobrem Belo Horizonte

A chegada dos anos 80 marcou o início de uma mudança nas relações do belo-horizontino com sua cidade. O crescimento desordenado e os problemas de perda de importantes marcos da história de Belo Horizonte, a degradação ambiental e as desigualdades sociais, foram pouco a pouco, tornando-se algumas das maiores preocupações dos cidadãos.

A consciência de que é preciso cuidar da cidade, ao mesmo tempo permitindo seu desenvolvimento e garantindo a qualidade de vida de seus habitantes, difundiu-se cada vez mais entre a população.

Foi ao longo da década de 80 que o belo-horizontino redescobriu o espaço das ruas, fazendo dele o palco de suas manifestações, de seus protestos e de suas artes. Em 1980, milhares pessoas tomaram a Avenida Afonso Pena e a então Praça Israel Pinheiro (hoje, Praça do Papa) para receber o próprio Papa João Paulo II. Em 83, diversas entidades e cidadãos saíram às ruas para protestar contra a demolição do prédio do Cine Metrópole, defendendo seu tombamento pelo Patrimônio Histórico.

Em 84, a multidão lotou a Praça da Rodoviária para dar força à campanha "Diretas Já", participando do comício que reuniu nomes como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Brizola e Lula. Um ano depois, os mesmos manifestantes chorariam a morte do recém-eleito presidente Tancredo Neves, acompanhando seu velório no Palácio da Liberdade.

Mais recentemente, em 92, seria a vez dos jovens "cara-pintadas" protestarem contra a corrupção e exigirem o impedimento do presidente Fernando Collor.

Uma mentalidade diferente daquela que orientou o crescimento nas décadas anteriores começava a surgir. As obras realizadas na cidade ganharam nova direção. Em 1981, adotou-se um novo sistema de transporte, na tentativa de melhorara situação do trânsito na cidade. Foi iniciada a implantação do metrô de superfície como uma alternativa rápida, segura e menos poluente para o transporte de massa.

Em 84, a canalização do Ribeirão Arrudas, que está sendo concluída agora em 1997, pôs fim ao problema das enchentes que todos os anos causava prejuízos ao centro da capital.

A memória da cidade começou a ser mais valorizada, com o tombamento de vários edifícios de importância histórica. A população ganhou, ainda, diversos espaços de lazer, como o Parque das Mangabeiras, inaugurado em 82, e o Mineirinho. A área de saúde também experimentou grandes avanços com a redução do número de casos de poliomielite e tétano, graças às campanhas de vacinação infantil.

Ainda assim os problemas não desapareceram. A Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade, era uma lagoa praticamente morta, tão poluída estavam suas águas. Uma praga de aguapés havia tomado conta de quase toda a superfície da lagoa, reproduzindo-se descontroladamente e provocando um desequilíbrio ecológico.

Na década atual, a valorização do espaço urbano teria continuidade. Em 1990, a Lei Orgânica do Município foi aprovada, trazendo avanços em diversos setores sociais. Em 92, criou-se o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município para tratar do tombamento de construções de valor histórico. Espaços como a Praça da Liberdade, a Praça da Assembléia e o Parque Municipal, que se encontravam abandonados e desvalorizados, foram recuperados e a população voltou a frenqüentá-los e a cuidar de sua preservação.

Em 96, o Plano Diretor da cidade e a Lei de uso e Ocupação do Solo passaram a regular e ordenar o crescimento da capital.

A cultura passou a ser valorizada como um instrumento de conquista da cidadania. Assim, surgiram inúmeros projetos com o objetivo de popularizar a arte. O Grupo de Teatro Galpão é um dos que levam seus espetáculos às ruas. Com ele surgiu a iniciativa do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua. Na dança, há os exemplos dos grupos 1º Ato e Corpo.

Na música, o Coral Ars Nova, já se apresentou em todos os continentes e venceu diversos concursos internacionais de coros, e o Grupo Uakti, principal grupo de música instrumental e experimental do Brasil.

Fonte: www.bhservico.com.b

Belo Horizonte

Belo Horizonte é uma metrópole diferente, cercada por exuberantes paisagens da natureza, belíssimas cachoeiras e grutas.

Com clima privilegiado e cercada pelas montanhas da Serra do Curral, Belo Horizonte tem despertado a atenção pelo potencial ecoturístico.

A poucos quilômetros do centro existem diversos roteiros para inesquecíveis passeios ecológicos, com trilhas que escondem centenas de nascentes e riachos, cachoeiras e poços de águas cristalinas.

Pequenos bares e restaurantes próximos às trilhas oferecem a típica comida mineira em fogão de lenha. Para quem gosta de adrenalina, a região é ideal para a prática de diversas modalidades de esportes de aventura.

Belo Horizonte é ponto de partida também para passeios históricos. Nas cidades históricas, pode-se apreciar a riqueza da arquitetura e do barroco mineiro, que traduzem a história do estado e do país.

Fonte: Belotur

Belo Horizonte

Belo Horizonte é a capital do estado de Minas Gerais e comanda uma área metropolitana composta por 17 municípios. Situada na porção centro-sul do estado, junto à Serra do Espinhaço, é uma das três mais importantes metrópoles da região Sudeste do Brasil. Seu setor industrial baseia-se na metalurgia, em função da proximidade de extensas jazidas minerais de ferro, sendo que seu segmento automobilístico é um dos mais dinâmicos do país.

É considerada um centro cultural de grande importância, por estar nas proximidades de uma região que, no século XVIII, foi palco de grandes acontecimentos históricos ligados à mineração de ouro.

Fundada em 12 de dezembro de 1897, fruto de um projeto urbanístico que visava criar uma nova capital em substituição à Ouro Preto, Belo Horizonte tinha um traçado apresentando o centro cortado por 65 ruas e 12 avenidas diagonais intercaladas com 24 praças - inspirado no traçado da cidade de Washington.

Sua construção, iniciada em 1894, durou três anos, sendo o autor do projeto o Engenheiro Arão Reis. As obras foram concluídas por Francisco Bicalho

Fonte: www.timebrazil.com.br

Belo Horizonte

A História

A história do Município de Belo Horizonte inicia-se no século XVII com a fixação do bandeirante João Leite da Silva Ortiz nas terras delimitadas entre o pé da Serra do Congonhas até a lagoinha. Neste Local, favorecido pela topografia, Ortiz inicia a atividade agrícola e pastoril que promove o desenvolvimento da área tornando-a centro de abastecimento e produção num setor pouco explorado já que o espírito da época estava voltado para exploração do ouro.

Este local, denominado "Cercado", fora definitivamente concedido em documento através da Carta de Sesmaria aquele bandeirante, em 19 de janeiro de 1711, pelo então governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Fica portanto registrado na história que, oficialmente, foi João Leite da Silva Ortiz, bandeirante, natural de São Francisco, Estado de São Paulo. O primeiro homem civilizado a habitar e possuir o local onde hoje está situada a capital de Minas Gerais.

Mais Tarde, com o desenvolvimento de sua produção, "Cercado" transforma-se num centro de atração de outros povoados passando a ser denominado "Curral d`El Rey" pôr ali existir um curral onde pernoitava o gado destinado ao pagamento da taxas reais.

"Curral d`El Rey "abastecia as grandes minerações da zona do Rio das velhas e via aumentar sua população com a chegada dos forasteiros. Como Distrito de Ordenhança, teve com Capitão o próprio Ortiz, nomeado a 02 de fevereiro de 1714 pelo governador, D. Braz de Baltazar.

A 06 de abril de 1714, com a formação das três primeiras Comarcas de Minas, "Curral d`El Rey " fica pertecendo à Comarca do Rio das Velhas, cuja a sede era Sabará.

Com a Proclamação da República e conseqüente divulgação de novas idéias, os moradores de "Curral d`El Rey"sentiram a necessidade de mudar o nome do distrito. Foram indicados: Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul e Novo Horizonte, sendo este último, pelo Capitão José Carlos Vaz de Mello, o mais aceito, não sem sofrer uma importante alteração sugerida pôr Luiz Daniel Cornélio de Cerqueira que propõe o nome Belo Horizonte.

Ainda como conseqüência do novo regime de governo instaurado no País, pensou-se em transferir a Capital mineira de Ouro Preto para Belo Horizonte, lugar de maior expressão econômica. Esta idéia tomou consistência maior no governo provisório do Dr. Augusto de Lima, mas sua concretização só se deu no governo seguinte, do Dr. Afonso Augusto Moreira Pena,. Que incumbiu o Eng. Paraense Aarão reis, de organizar e dirigir uma comissão de estudos para a mudança da Capital.

Formada a comissão, iniciou-se o processo de construção da nova Capital, comandada após o pedido de demissão de Aarão Reis, pôr Francisco de Paula Bicalho.

A idéia de mudança da Capital, entretanto, não foi aprovada pelo povo ouropretano que resistia contrariamente à decisão até o último instante, ou seja, até a inauguração da nova Capital em 12 de dezembro de 1897.

A nova Capital que já contava com uma considerável expansão de diversas pequenas indústrias que ali se instalavam, teve a industrialização como fator importante para o seu desenvolvimento.

Já pôr volta de 1912, contava com um apreciável parque industrial no qual predominavam as indústrias médias que foram se expandindo até a formação da Zona Industrial de Belo Horizonte, composta pôr mais de vinte empresas. Em conseqüência da industrialização, surgiram e se desenvolveram os setores comerciais e de prestação de serviços.

Hoje, Belo Horizonte é o terceiro centro urbano do País. Uma metrópole que abriga uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes e na juventude de seus 99 anos de fundação trabalha na busca de um desenvolvimento maior e na possibilidade de ser, ainda mais, uma cidade saudável e acolhedora.

A História de Belo Horizonte - De 1897 a 1909

1897 - 12/12 - é inaugurada a nova Capital de Minas Gerais.

29/12 - É empossado o primeiro Prefeito de Belo Horizonte Dr. Adalberto Ferraz da Luz que foi um dos engenheiros construtores de BH.

1898 - 12 / 01 - Foi inaugurada a primeira Agência Bancária de Belo Horizonte na recepção do Hotel Romanelli Rua Carijós, esquina com Rua São Paulo.

Acontece o primeiro grande incêndio de BH, foi no Quartel do 1 Batalhão de Brigada Policial em Santa Efigênia o prédio ficou completamente destruído.

Nesta época o Conde de Santa Marinha era uma figura de grande conceito em Belo Horizonte tendo construído o Cemitério do Bonfim e o prédio da imprensa oficial.

Toma posse como Presidente do Estado o Dr. Francisco Silviano Brandão em 07/07/1898.

1899 - Belo Horizonte tinha uma população de 25.000 habitantes.

Francisco Soucassoux constrói o primeiro Teatro de belo Horizonte que ficava na Rua da Bahia esquina de Av. Afonso Pena.

1900 - Foi realizada a maior festa já vista na cidade que foi o reivellon.

A diversão maior da cidade era as festas populares onde o pau de sebo era a atração principal.

Neste ano foi realizado o Carnaval com grande sucesso com desfiles de carroças enfeitadas com flores.

A única Escola de Nível Superior era a Faculdade de Direito.

É inaugurado o primeiro grande mercado de Belo Horizonte.

1901 - Foi inaugurada a primeira linha de Bondes em Belo Horizonte, nesta época os bondes eram transportes de luxo, para utilizar deste serviço os passageiros tinham que estar bem vestidos e não podiam transportar embrulhos, era um luxo

05/01 - Era inaugurada a primeira Associação Comercial de Minas Gerais.

19/03 - Era inaugurada apedra fundamental da igreja São José.

01/07- A cidade recebia o seu nome definitivo "Belo Horizonte ".

1902 - O presidente mandou construir um monumento na Praça da Liberdade, com as formas do Pico do Itacolomi, para homenagear os ouro-pretanos, que foram obrigados a deixar sua terra. A idéia não foi muito feliz pois recebeu várias críticas ridicularizando a obra.

O governo da época, Silviano Brandão, contraiu uma moléstia - a qual mais tarde o levou à morte - foi afastado do mandato, sendo substituído por Francisco Salles.

Construção da estrada de Ferro Oeste de Minas, rumo a Betim, passando pelo bairro Calafate, onde seria construído uma estação perto à Rua Santa Quitéria.

1903 - Alberto Santos Dumont, o criador do avião, visitou a cidade. Os moradores de Belo Horizonte o recebeu calorosamente. Após a recepção, o pai da aviação, percorreu a cidade no Landau presidencial - uma carroça puxada por quatro cavalos de raça . A cidade lhe prestou uma homenagem, dando seu nome a uma de suas principais avenidas: a Avenida do Comércio, que liga a Praça da Estação à Praça Rio Branco, passando a chamar-se Avenida Santos Dumond.

Foi criado o primeiro colégio, o Colégio Santa Maria, que fica na Rua da Bahia, hoje existe a Catedral de Lourdes.

1904 - Inauguração da Igreja São José, com desfiles de colegiais, bandas de músicas, novena e missa.

Fundação do primeiro time de futebol, o Sport Clube de Futebol, com sede numa loja da Rua dos Caetés. Os treinos eram realizados no Parque Municipal.

01/10 - Fundação da União Espírita Mineira

1905 - A cidade ganhou um novo tipo de taxi. Eram os fiacres, uma charrete coberta, puxada por um cavalo.

23/06 - Inauguração da primeira linha de bondes para o bairro Floresta, deixando de ser o transporte da elite, e passando a ser coletivo.

1906 - Foi eleito o presidente Afonso Pena, e no dia 18 de fevereiro, chega a Belo Horizonte, sendo calorosamente recebido pela população, que foi às ruas aplaudi-lo.

08/07 - Inauguração do Prado Mineiro, local apropriado para corridas de cavalo.

14/07 - Inauguração do segundo Batalhão de Polícia, na Rua da Bahia com Avenida Santos Dumont.

No mês de dezembro um rapaz chamado Raimundo Azeredo, que morava no bairro Pepiripau (hoje Sagrada Família), construiu um presépio com personagens que se movia, por meio de um pequeno motor a vapor. O presépio despertou interesses, e passo a ser chamado de Presépio do Pepiripau. Hoje o presépio é preservado pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, localizado na Rua Gustavo da Silveira, 1035; Bairro do Horto.

1907 - A popularidade do Presidente junto aos moradores de Belo Horizonte era tão grande que, todos os funcionários públicos cederam um dia de seus salários para comprar um palacete e o ofertaram ao chefe do Estado. Compraram o terreno e construíram uma das mais belas residências da cidade na Avenida Liberdade, hoje avenida João Pinheiro.

17/03 - O Presidente João Pinheiro fundou a primeira Escola Superior da Capital, a Escola Livre de Odontologia de Belo Horizonte. Ficava localizada à Rua Guaicurus, nº 266.

Com muito pesar a população recebeu a notícia de que o Presidente João Pinheiro adoecera. Apesar dos esforços da junta médica formada pelos Drs. Hugo Werneck, Murtinho Novaes e Teles Menezes, o governador Veio a Falecer. Foi decretado luto oficial por 30 dias. O presidente foi sepultado em Caeté, e a urna foi transportada num trem especial para a cidade vizinha. No dia seguinte ao sepultamento o povo exigiu a mudança do nome da Avenida Liberdade para Avenida João Pinheiro.

1908 - Inauguração do Cine Teatro Comércio, na rua Caetés com Rua São Paulo, era o maior da cidade com capacidade para 800 pessoas.

25/01 - Nascia na capital o time de futebol que viria a ser o mais querido, o Clube Atlético Mineiro.

05/11 - Ocorreu um violento incêndio no Grande Hotel. O sinistro destruiu todo o prédio em poucas horas. Um fato curioso acontece: um piso cedeu e provocou a queda de um piano que ficou tocando de forma automática em meio às chamas.

1909 - O Bairro Bonfim recebeu sua linha de bonde.

01/04- Reinauguração do Grande Hotel, com uma grande festa.

14/06- Morre o fundador de Belo Horizonte, Afonso Pena. O comércio, as repartições públicas e estabelecimentos de ensino fecharam e foi decretado luto oficial por três dias.

21/10- Inauguração do grande Teatro Municipal (mais tarde cine Metrópole). O teatro foi construído por José Verdussem. Neste dia foi apresentado a peça "Magda", com a companhia de Nina Sanzi, uma artista mineira que fazia sucesso na Europa.

A História de Belo Horizonte - Década de 10

1910 - A residência dos secretários de finanças de Minas, que ficava localizada à Avenida João Pinheiro esquina com Rua aimorés, foi transformada em sede da Prefeitura de Belo Horizonte.

03/03 - Fundação da Escola de Medicina, na Avenida Mantiqueira, mais tarde passou a chamar-se Avenida Alfredo Balena, em homenagem a um dos maiores mestre daquela escola.

Belo Horizonte já contava suas conquistas com 33.000 habitantes, possuindo várias casa de diversões, 4 cinemas, o grande Teatro Municipal e o Teatro de Variedades.

04/09- Inauguração da estrada para o Barreiro, passando pelo Bairro Calafate.

1911 - Belo Horizonte ganhou uma das mais belas obras, o Palácio da Justiça. Construído na Avenida Afonso pena ente rua Guajajaras e Avenida Álvares Cabral.

Construção do Hospital Cícero Ferreira para isolamento de pacientes portadores de moléstias contagiosas.

Construção do prédio do Banco Hipotecário na praça 12 de Outubro -atual Praça 7 de Setembro, hoje ocupado pelo Banco do Estado de Minas Gerais - BEMGE.

31/08 - Belo Horizonte ganhou seu Corpo de Bombeiros, aproveitando alguns homens da Guarda Civil.

1912 - O Prefeito vendia lotes nas Avenidas Paraná, São Francisco - atualmente Av. Olegário Maciel , ruas São Paulo, Curitiba, Santa Catarina, para incentivar o aumento da população, por preço de 10 anos antes.

Criou-se mais um time de futebol na cidade, é o América Futebol Clube.
Construção do Colégio Arnaldo.

1913 - No dia 1º de fevereiro foi inaugurado o novo matadouro. Com capacidade para abater 300 bois e 90 porcos por dia. Era localizado às margens do Ribeirão Arrudas, próximo ao Instituto Raul Soares.

20/07 - Inauguração do Orfanato Santo Antônio, na Avenida Amazonas esquina com Tamoios.

19/03 - Fundação da Associação Protetora dos Animais.

1914 - Belo Horizonte contava com uma população de 42 mil habitantes. Possuía quatro escolas superiores: Escola de Medicina, Engenharia, Direito e Odontologia.

06/01- A cidade estava em luto, havia morrido Carlos Prates, pessoa de destaque no governo de João Pinheiro. Ele havia ocupado cargos na Secretária da Agricultura, Comércio, Terras e Colonização. A capital prestou-lhe uma homenagem dando a um bairro da zona Oeste o seu nome.

Inauguração da estrada Belo Horizonte-Lagoa Santa, passando por Venda Nova.

13/01 - Belo Horizonte sofreu uma das maiores enchentes da época. Todos os córregos saíram de seus leitos, principalmente o Ribeirão Arrudas, que destruiu a ponte do Saco e desterrou grande parte da linha da Estrada de Ferro Oeste de Minas, que ficou interditada.

1915 - Foi realizado pela primeira vez o Campeonato Mineiro de Futebol. O campeão do ano foi o Clube Atlético Mineiro.

06/01- Inauguração do Cinema Floresta, que ficava na Rua Itajubá esquina com Pouso Alegre, no Bairro Floresta.

1916 - Com a Primeira Grande Guerra Belo Horizonte já sofria seus efeitos. Houve um retrocesso no desenvolvimento da cidade.

Inauguração da linha de bondes para Santa Casa de Misericórdia passando pelo Hospital das Clínicas.

1917 - O América Futebol Clube conquista a Taça de Prata oferecida pela Prefeitura da capital.

14/05 - Morre o ex-governador Chrispim Jacques Bias Fortes.

1918 - Fundação do Colégio Batista Mineiro, próximo ao bairro da Lagoinha.

Com a Primeira Guerra Mundial a "Gripe Espanhola" alastrava-se rapidamente, e a população de Belo Horizonte evitava sair de suas casas receosas de contágio. Várias pessoas na capital foram infectadas, e no mês de dezembro toda as casas foram desinfetadas.

1919 - Inauguração da bitola larga na via férrea, no dia 16 de julho, passando a permitir a ligação direta com o Rio de Janeiro sem necessidade de baldeação.

A História de Belo Horizonte - Década de 20

1920 - Ampliação do Corpo de Bombeiros, que consequentemente mudou-se para a Rua Aimorés com Rio Grande do Norte.

1921 - Inauguração do Palácio Episcopal.

02/09 - Fundação do Cruzeiro Esporte Clube com o nome de Yale. Este nome logo depois foi mudado para Palestra Itália.

O Parque Municipal ganhou o seu coreto, que fica localizado próximo à rua da Bahia.

Começavam as comemorações do centenário da Independência do Brasil.

Inauguração do Hospital Raul Soares, no bairro de Santa Efigênia.

08/09- Flávio dos Santos era nomeado o Prefeito da Capital.

19/09 - Inauguração da primeira linha de ônibus da cidade.

A Praça 12 de Outubro passou a se chamar 7 de Setembro em homenagem ao centenário da independência.

Belo Horizonte recebeu a visita da Rainha Elizabeth da Bélgica. Por isso a Praça da Liberdade foi totalmente reformada, passando a ter a forma atual.

1923 - A cidade de Venda Nova passou a pertencer Belo Horizonte.

29/04 - A aviadora Anísia Pinheiro Machado sobrevoou Belo Horizonte, tornando a primeira mulher a realizar este feito na cidade.

02/08 - A Loteria Mineira realizou seu primeiro sorteio. O prêmio foi no valor de 100 contos de réis e saiu para o bilhete de número 4.561.

1924 - O obelisco da Independência ficava pronto com atraso, e tinha sido construído na cidade de Capela Nova de Betim, pela empresa A. G. Gravatá. Com grande festa, no dia 7 de setembro, foi inaugurado e passou a ser chamado pela população de Pirulito da Praça 7.

O mês de outubro revelou-se o mês das homenagens, e alguns logradouros receberam nomes de personalidades como: Praça Raul Soares, Avenida Bernado Monteiro, rua Levindo Lopes e Aarão Reis.

1925 - No dia 15 de fevereiro o Presidente Melo Viana inaugura a estrada de Belo Horizonte-Santa Luzia.

09/04 - Inauguração do Conservatório Mineiro de Música, na Avenida Afonso Pena. A entidade foi fundada pelo Maestro Francisco Nunes e trouxe uma contribuição enorme para a melhoria do nível artístico da cidade.

12/10 - Era comemorado pela primeira vez na cidade o Dia das Crianças.

1926 - Pela primeira vez Belo Horizonte pode ter a possibilidade de ver um avião, chegando à capital pelo ar. Na esplanada do Horto desceram dois aviões da Marinha Nacional, eles vieram fazer um estudo sobre a possibilidade de se lançar uma linha aérea Belo Horizonte-Rio de Janeiro.

O Mercado Municipal, instalado no início da Avenida Afonso Pena, trouxe alguns transtornos para a cidade. Foi preciso transferi-lo para um local mais apropriado. Para resolver o dilema, foi realizado uma troca. O América Futebol Clube cedeu seu campo para a construção do novo prédio, local onde hoje se encontra o Mercado, em troca, o Clube recebia uma grande área no Parque Municipal para a construção de seu estádio, onde atualmente é o supermercado Extra. Este episódio foi um grande atentado contra o Parque Municipal.

24/07- Antônio Carlos R. de Andrade toma posse como Presidente do Estado.

1927 - A Câmara dos Deputados começou a funcionar na Praça da República.

A capital mineira já contava com 138 automóveis e 653 veículos de tração animal. Este número já trazia problemas para a cidade, forçado as autoridades a criarem o 1º regulamento de trânsito.

Inauguração da Cia. Fiação e Tecelagem Cachoeirinha.

07/09 - Criação da Universidade de Minas Gerais, mais tarde Universidade Federal de Minas Gerais.

1928 - Inauguração da primeira auto-escola. Ficava localizada na Av. Amazonas, nº 665, e chamava-se Escola Belo Horizonte.

07/03 - Inauguração do jornal "Estado de Minas". Seus fundadores eram: Juscelino Barbosa, Mendes Pimentel e Pedro Aleixo. Sua sede ficava localizada na Avenida João Pinheiro, esquina com Rua Timbiras.

1929 - O governador da Paraíba, João Pessoa, veio a Belo Horizonte poucos dias antes de ser assassinado.

24/01- Inauguração do prédio da Secretária de Agricultura na Praça Rio Branco. O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Luiz Signorelli.

11/08 - Belo Horizonte ganhou sua cadeia, que ficava atrás do 12 RI e passou a se chamar Casa de Correção.

05/10 - Inauguração do Mercado Municipal.

A História de Belo Horizonte - Década de 30

1930 - A cidade crescia e com ela a necessidade de haver mais escolas. Neste ano foi criado mais quatro grupos escolares: o Cesário Alvim, José Bonifácio, o Diogo de Vasconcelos e o Flávio dos Santos.

A Avenida Floriano Peixoto passou a chamar-se Avenida Brasil.

27/09 - Inauguração da fábrica de biscoitos Aymoré. Sua localização era na rua Timbiras com Santa Catarina.

03/10 - Belo Horizonte sofreu com a guerra política, as forças públicas se rebelaram contra as forças federais. As força públicas cercaram o Quartel do 12 RI. O fogo cruzado tomou conta das ruas da cidade, que se viu com os bondes parado, com o comércio fechado e carros que atravessem a cidade deveriam fazer em alta velocidade. O tenente Joaquim Garro, da Força Pública, tentou rastejar até o ninho de metralhadora do 12 RI para explodi-lo, mas foi visto e morto com uma rajada de metralhadora. No final do episódio o Tenente Rui de Brito Melo, oficial que havia iniciado a batalha, foi atingido e morto por uma bala de fuzil. O 12 RI se rendeu encerrando uma das passagens mais negras da história de Belo Horizonte.

1931 - No dia 6 de fevereiro nascia na cidade a Rádio Mineira, a primeira emissora. Sua sede era no Conselho Deliberativo, onde hoje é o Centro Cultural.

1932 - Belo Horizonte ganhava mais um jornal era o "Diário do Comércio", que circulava com 18 páginas em tamanho ofício numa tiragem de apenas 58 exemplares.

14/06 - A cidade ganhou o maior cinema do país, o Cine-Teatro Brasil, localizado na Praça 7.

1933 - Inauguração do Aeroporto da Pampulha.

1934 - Inauguração do Colégio Santo Agostinho

1935 - Os chefes de Estado que recebiam nome de Presidentes passaram a ser chamados de Governadores.

Construção do primeiro arranha-céu da cidade, o Edifício Ibaté, na Rua São Paulo contra esquina Afonso Pena. O Edifício tinha dez andares, no seu terraço, foi construído um mirante, que era muito freqüentado.

O prefeito Negrão de Lima mandou construir uma barragem represando o Rio Pampulha, para evitar futuros problemas de abastecimentos.

03/09 - Nascia a Rádio Inconfidência.

23/01 - O comerciante José Dias dos Santos e Augusto Guerra Coutinho fundam a loja O Mundo Colegial na Rua Rio de Janeiro 352, loja especializada em uniformes escolares atendeu Belo Horizonte mais de 55 anos.

1937 - Construção do Matadouro Modelo, canalização do Córrego da Lagoinha, criação da Avenida Pedro I, abertura das Avenidas Pedro II e Silviano Brandão, construção das fábricas de tecidos da Renascença e Cahoeirinha, canalização do Córrego dos Pintos, calçamento das estradas de Nova Lima e estrada da Pampulha, início à construção do novo prédio da Prefeitura na Avenida Afonso Pena e remodelação do Parque Municipal, todas essas obras foram realizadas por Otacílio Negrão de Lima.

O Mercado Municipal sofreu um grande incêndio, e o prefeito autorizou o fechamento do triângulo formado pelas ruas Curitiba, Goitacazes e Avenida Amazonas, para instalar ali um pátio para animais e um abrigo para tropeiros, de forma a evitar o constantes congestionamentos na região.

A cidade já possuía 22.000 aparelhos de rádio.

Fundação do Colégio Marconi e a Casa de Saúde São José.

28/11 - Inauguração do Minas Tênis Clube.

1938 - Inauguração da barragem da Pampulha, o Viaduto da Floresta e várias pontes sobre o Ribeirão Arrudas e muitos córregos da cidade.

1939 - A previsão máxima de habitantes feita por Aarão Reis era de 200 mil habitantes, e neste ano Belo Horizonte atingiu este número.

Instalação na Praça Diogo Vasconcelos, entre a Avenida Cristóvão Colombo e Rua Pernambuco no bairro Funcionários, a Padaria Savassi.

Inauguração do novo prédio da Prefeitura na Avenida Afonso Pena.

Inauguração do Café Nice, na Praça 7.

A História de Belo Horizonte - Década de 40

1940 - Juscelino Kubstichek de Oliveira tomava posse como novo prefeito de Belo Horizonte no dia 18 de abril. A meta de Juscelino era promover um surto de progresso no menor espaço de tempo. A infra-estrutura dotada pelo novo prefeito, levou-o a construir o que viria a ser um marco na economia e na indústria e colocaria Belo Horizonte em pé de igualdade com as grandes cidades brasileiras: a Cidade Industrial.

Juscelino Kubstichek contratou um jovem recém-formado arquiteto, Oscar Niemeyer, para desenvolver um projeto urbanístico para a lagoa da Pampulha. Logo aprovado. O projeto constava de quatro obras: a Igreja Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino e o Iate Golf Clube.

12/05 - Conclusão do Ribeirão Arrudas permitindo a construção da terceira mais importante avenida da cidade, a Tereza Cristina, com 4.115m, indo da Avenida Barbacena até a Amazonas.

Inauguração da estrada que ligava Belo Horizonte ao Triângulo Mineiro.

1941 - O Cemitério do Bonfim começou a atingir a sua capacidade máxima, 18.300 carneiros. JK construiu o Cemitério da Saudade com capacidade para 23.000 carneiros.

Inauguração da Igreja Batista, na Praça Raul Soares.

1942 - Grande manifestação patriótica aconteceu em Belo Horizonte no dia 18 de agosto; reuniram-se na Praça 7, líderes sindicais, políticos e trabalhadores, formando uma multidão que aumentava a cada instante. Os oradores, com seus discursos inflamados, repudiavam os países do Eixo, que participavam da 2º Guerra Mundial, e incendiavam a declaração de guerra.

1943 - Belo Horizonte ainda sofrendo com a guerra, montou um esquema organizado com antecedência de 15 dias. Foram espalhados cartazes em todas as lojas comerciais e lugares públicos, com o objetivo de instruir a população sobre a maneira como deveria agir durante a simulação de um ataque de guerra.

As pessoas deveriam permanecer em casa, manter as janelas e portas fechadas e luzes apagadas. Na rua, os abrigos de bondes eram uma sugestão para as pessoas defenderem das "bombas" que seriam atiradas pelos aviões. No dia 18 de junho realizou-se o teste com aviões fazendo vôos razantes sobre a Av. Afonso Pena. A Rádio Inconfidência (emissora oficial) informava sobre a evolução dos supostos combates. O episódio pouco durou. E as pessoas puderam respirar aliviadas logo após a encenação.

Belo Horizonte recebeu uma triste notícia do falecimento do Padre Eustáquio. Em sua homenagem as Vilas Progresso e Celeste Império passaram a constituir o bairro Padre Eustáquio.

1944 - Construção do Hospital da Baleia, no bairro da Saudade, especializado em doenças infantis.

Inauguração da Estação Meteorológica de Belo Horizonte.

1945 - O antigo Teatro Municipal, em homenagem à metrópole que Belo Horizonte se tornara, ganhou o nome de Cine Metrópole.

Nascimento das Casas Minart, uma grande indústria de móveis. Estava localizada na Rua São Paulo à Rua Carijós, onde hoje existe as Lojas Americanas.

30/10 - Posse do novo prefeito, João Gusman Júnior.

1946 - A Escola Norma foi transformada em Instituto de Educação no dia 21 de janeiro. Teve como diretora, a escritora Lúcia Casassanta que cursou uma escola de nível superior, e foi reconhecida por notório saber.

Fundação Perfumaria Lurdes.

07/01 - Pedro Laborne Tavares tomou posse como Prefeito de Belo Horizonte, o qual saiu pouco tempo depois, no dia 16 de agosto. Foi empossado Gumercindo Couto e Silva que permanece no cargo até o dia 26 de dezembro. Neste mesmo dia Emídio Beruto, seu sucessor, tomou posse.

1947 - O primeiro cinqüentenário de Belo Horizonte limitou-se a inauguração do Hotel Financial, que passou a ser o maior prédio da cidade com vinte e seis andares.

O Clube Atlético Mineiro recebeu o título de "Campeão do Cinqüentenário", em torneio realizado para a comemoração do aniversário da cidade.

A cidade contava com quatro grandes jornais, sendo o maior o "Estado de Minas" com 40.000 exemplares, a "Folha de Minas" e o "Diário" com 22.000 exemplares e o "Diário da Tarde com 16.000 exemplares diários.

12/12 - Otácilio Negrão de Lima tomou posse pela segunda vez como prefeito. Sendo o primeiro da história da cidade a ser eleito pelo povo.

1948 - O prefeito Otácilio Negrão de Lima objetivando o equilíbrio ao crescimento da cidade, adotou o Barreiro, Pampulha e Venda Nova, como cidades satélites e mandou construir um conjunto popular ao lado do Matadouro, hoje bairro São Paulo.

Conclusão das obras do Estádio do América Futebol Clube, no espaço onde era o Parque Municipal, hoje Hipermercado Extra. A partida de inauguração foi entre o time mineiro e o Vasco da Gama do Rio de Janeiro.

04/04 - Fundação do Clube dos Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais.

Criação do Mercado Popular, na Avenida Antônio Carlos, no bairro São Cristovão, par atender à população do Conjunto IAPI.

1949 - A Universidade de Minas Gerais passou a ser federal. recebendo o nome de Universidade Federal de Minas Geral.

Inauguração do Teatro Emergência - que recebeu este nome porque foi construído apenas para aguardar a construção do definitivo, já que o Teatro Municipal foi vendido - O nome definitivo foi "Francisco Nunes", nome dado em homenagem um músico mineiro, que deu uma grande contribuição à música.

A História de Belo Horizonte - Década de 50

1950 - Fundação da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Com a inclusão de Belo Horizonte para sediar a Copa do Mundo houve a necessidade de ser construído um monumental Estádio Municipal, hoje conhecido como Independência.

07/12 - O Clube Atlético Mineiro ganhou, na França, o título de "Campeão de Gelo". A disputa foi contra o St de François, sob uma temperatura de 5 graus abaixo de zero, com o gelo cobrindo todo o campo.

1951 - No dia 1º de fevereiro, Américo Renê Giannetti tomou posse como Prefeito de Belo Horizonte, e Juscelino Kubistcheck como governador do Estado. 1952 - Com o crescimento da cidade houve a necessidade da melhoria do sistema de transporte. Belo Horizonte ganhou a sua primeira linha de trolebus, aos quais eram veículos grandes nas cores laranja e creme, movidos a eletricidade.

Inauguração do Colégio Municipal, com o objetivo de servir aos moradores do Conjunto IAPI, no bairro São Cristovão.

1953 - Ocorreu um grande incêndio no Instituto de Educação, e com ele acabou-se com uma das melhores bibliotecas de Belo Horizonte.

Fundação da Construtora Mendes Júnior.

Os ônibus eram utilizados pela chamada elite, e os bondes para as classes mais populares.

1954 - Início da construção da Biblioteca Pública na Praça da Liberdade. O prédio teria seis andares, teatro, cinema, ambulatório e salas de exposições. Os operários que trabalhavam na obra eram presidiários da Penitenciária de Neves.

Inauguração do terminal de passageiros do Aeroporto da Pampulha e o Colégio Estadual no bairro de Lourdes, onde ficava o Batalhão de Cavalaria da Polícia Militar, que fora transferido para o DI no Prado. As duas obras foram realizadas pela então governador do estado, JK. O prédio do colégio foi projetado por Oscar Niemeyer, representando as salas de aula, uma régua; o auditório, um mata-borrão; a caixa-d'água, o formato de um giz, e o refeitório, simbolizado por um formato de uma borracha.

Foi construído, à base de protestos ecológicos, o colégio Imaco - Instituto Municipal de Ciências Contábeis- dentro dos limites do Parque Municipal.

16/04 - Começou em Belo Horizonte o que mais tarde foi uma catástrofe histórica. Na base da barragem da lagoa da Pampulha apareceu um pequeno vazamento com a forma de um repolho. Técnicos forma imediatamente para o local e tomaram algumas medidas preliminares, mas o vazamento começava a aumentar. Alex Rabelo, construtor da barragem, e Luiz Vieira, considerado o maior técnico em barragens, decidiram que as compotas deveriam ser abertas. O aeroporto da Pampulha foi interditado. O Corpo de Bombeiros tomou providências para que os moradores dos bairros, Aarão Reis, Capitão Eduardo, Matadouro e São Paulo, onde passava o Córrego do Onça, fossem retirados transferindo-os para um lugar seguro. No dia 20 aconteceu a tragédia maior: a barragem rompeu. Milhões de metros cúbicos de água se projetaram rumo ao aeroporto e inundaram toda a região, formando um espetáculo impressionante. O pequeno Córrego do Onça transformou-se num caudaloso rio, estendendo-se até o Rio das Velhas que também transbordou. Não houve vítimas, mas os prejuízos materiais forma incalculáveis.

1955 - Celso Mello tomou posse em 1º de fevereiro como prefeito de Belo Horizonte.

08/11- Nascia a primeira emissora de televisão de Belo Horizonte e a terceira do País, a TV Itacolomi.

Foi inaugurado um arrojado edifício, o mais alto do Brasil na época, o Conjunto JK, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

1956 - O crescimento da cidade podia ser percebido pelo fato do Aeroporto da Pampulha ser o sexto do mundo, recebendo mais de oitenta aviões por dia.

02/01- Inauguração do Clube dos Viajantes, com sede na Rua Itapecirica; passando mais tarde a ser chamado de Clube Recreativo Mineiro, e sua sede foi transferida para a Rua Grão Mogol, no bairro Sion.

Inauguração do Santa Casa de Misericórdia, com capacidade para 1200 leitos.

1957 - Construção do Edifício Arcângelo Maleta no lugar do Grande Hotel, que teve destacada participação na história da cidade, hospedando tantas pessoas ilustres e sendo palco de várias decisões que definiram os rumos do Brasil.

Belo Horizonte era considerada o município de maior progresso do país.

A Rede Ferroviária Federal inaugurou a linha BH-Rio Acima

Finalização das obras de reconstrução da represa da Pampulha. JK veio a Belo Horizonte para inaugurá-lá e foi recebido com grande festa popular.

1958 - Inauguração do prédio da Delegacia de Plantão no Bairro São Cristovão.

Finalização de uma projeto de construção do mais arrojado centro esportivo do País. Era constituído de uma grande estádio para a prática do futebol - o Mineirão -, um ginásio para esportes especializados de diversas modalidades - o Mineirinho - um Centro Esportivo Universitário - CEU e da Lagoa da Pampulha para os esportes aquáticos.

01/05 - Inauguração do Conjunto Residencial JK.

12/12 - A Universidade Católica de Minas Gerais foi reconhecida oficialmente, através de decreto assinado por JK, exatamente no dia do aniversário de Belo Horizonte.

Amintas de Barros tomou posse como Prefeito da cidade.

1959 - Inauguração da Praça 21 de Abril, hoje conhecida como Praça Tiradentes, no dia 29 do mesmo mês.

Inauguração do Zoológico.

A História de Belo Horizonte - Década de 60

1960 - Eram iniciadas as obras de construção do Estádio Magalhães Pinto - Mineirão.

Devido a problemas na sua fundação um edifício localizado na Avenida Amazonas, 749 ficou conhecido como Balança mais não cai.

1961 - Era inaugurada na Praça da Liberdade a Biblioteca Pública, porém devido a falta de verbas foi construido apenas três andares dos cinco do projeto original.

Inaugurado o Edifício Arcanjo Maleta na Rua da Bahia com 642 salas, 129 lojas e 319 apartamentos.

Era criado o Coral Ars Nova.

1962 - Morre o maior historiador da cidade: Abílio Barreto. neste ano e m sua homenagem o Museu de Belo Horizonte passou a ter o seu nome .

Tomou posse com Prefeito de Belo Horizonte Claves de Souza.

Inaugurada a estátua de Tiradentes no cruzamento das Avenidas Afonso Pena e Brasil, passando a chamar Praça 21 de Abril.

1963 - No dia 3 de janeiro, tomou posse como Prefeito de Belo Horizonte, Jorge Carone Filho.

Belo Horizonte ganhava o maior e mais arrojado mercado da América Latina; o Mercado Novo, instalado no quarteirão compreendido entre as vias Olegário Maciel, Goitacasses, Tupis e Rio Grande do Sul.

O Pirulito da Praça 7 foi transferido para Praça Diogo de Vasconcelos ( Praça da Savassi ).

Foi Inaugurado o anel rodoviário.

O abrigo de bondes da Avenidas Afonso Pena com Rua da Bahia, considerado reduto de marginais, mendigos e desocupados, foi transformado em galeria de artes e exposições.

Foi realizada uma missa de sétimo dia na Igreja São José, para o Presidente dos Estados Unidos, John Kennedy que foi transmitida ao vivo pela TV Itacolomi e pela Rádio Guarani.

No mês de novembro o Prefeito Jorge carone mandou cortar as árvores da Afonso Pena, com a justificativa de uma praga e que a praga iria acabar com todas as árvores da cidade.

Foi construido o primeiro Shopping Center da Cidade no fianl da Avenida Silviano Brandão, porém ele não chegou a ser instalado e foi transformado em moradia de desabrigados.

Foi inaugurado na Praça 7 um monumento em homenagem aos fundadores da cidade. Hojê este monumento está abandonado no Parque Municipal.

1964 - Começa a construção da Estação Rodoviária.

1965 - No dia 31 de janeiro, Oswaldo Pierucetti tomou posse como Prefeito de Belo Horizonte.

A Praça Diogo de Vasconcelos, na bairro Funcionários era ponto de encontro dos estudantes, principalmente do Colégio Padre machado e Instituto de Educação de Minas Gerais.

Foi inaugurado o "Mineirão" um dos maiores Estádios de Futebol.

1966 - A Avenida António Carlos recebeu mais duas pistas laterais para dar melhor escoamento ao tráfego.

Continua a ritmo lento as obras de construção do Palácio das Artes.

O Aeroporto da Pampulha é um dos mais movimentados do Brasil.

É assinado o decreto para construção do Parque das Mamgabeiras.

O "Rei" Roberto Carlos vem a Belo Horizonte com toda a turma da Jovem Guarda e é realizado o maior desfile de rua na história de Belo Horizonte. O cortejo saiu o Aeroporto da Pampulha em carro aberto com Erasmo carlos, Wanderley Cardoso, Wanderléia entre outros e foram até o ginásio do Minas Tenis onde mais de vinte mil pessoas estavam esperando a comitiva para um Show que foi transmitido para todo o Brasil pela TV Itacolomi.

1967 - O Clube de Diretores Lojistas faz um apelo ao Prefeito para a proibição de passagem de carretas pelo centro de Belo Horizonte .

Toma posse com Prefeito de Luiz Gonzaga Souza Lima.

Começa as obras da construção da Vila Olímpica do Clube Atletico Mineiro.

1968 - Cortadas as arvóres da Avenida do Controrno e da Praca da Liberdade

O Prefeito Souza Lima, pretendia iniciar a construcão de um metrô em Belo Horizonte, que iria do Horto ao Eldorado com conexão para o Barreiro .

1969- É criado o bairro da Mangabeiras.

É criada na Praca da Liberdade à Feira Hippie.

Comçou a ser destruiada a Serra do Curral para exloracão de minério.

Veio a Belo Horizonte a Seleção Brasileira de Futebol para jogar contra o Atlético no Mineirão. O Galo ganhou da Seleção por 2X1 e este foi o último jogo antes da viagem para o México.

A História de Belo Horizonte - Década de 70

1970 - O ano de 1970 foi marcado pela maior tragédia da história da cidade. O desabamento do Pavilhão de Exposições daa Gameleria. No final da tragédia 45 pessoas morreram no local e dezenas de pessoas ficaram mutiladas.

O Atlético cedeu o seu campo em Lourdes para a Prefeitura construir um campo de lazer.

É inaugurado o Cemitério Parque da Colina.

É fundado o Grupo de Teatro de Bonecos Giramundo por Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Madu.

1971 - Era inaugurado em 8/03 o Centro Esportivo Universitário na Pampulha.

09/03 Belo Horizonte recebeu a nova Estacão Rodoviária, a mais moderna da América Latina com uma área de 35.529m2.

Todos os veiculos trocaram de placa.

13/03 Inaugurado o Túnel da Lagoinha e no dia seguinte o Elevado Castelo Branco. Nunca a cidade recebeu tantas obras.

18/12 O Atlético é Campeão Brasileiro em pleno Maracanã vencendo o Botafogo com um gol de Dario.

1972 - É inaugurada a nova Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Córrego da Cachoeirinha foi canalizado.

Foi proibida as corridas de carros nas pistas laterais do Mineirão.

Fonte: www.mixbh.com.br

voltar 1234avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal