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Sistema Cardiovascular

 

A função primária do sistema cardiovascular é levar sangue para os tecidos, fornecendo assim,os nutrientes essenciais para o metabolismo das células, enquanto ao mesmo tempo, remove os produtos finais do metabolismo das células.

O coração atua como bomba
Os vasos que conduzem o sangue para os tecidos são artérias.
Os vasos que conduzem o sangue dos tecidos de volta ao coração são as veias.
Nos tecidos interpostos as veias e artéria temos os capilares, que são responsáveis pelas trocas de produtos finais do metabolismo e líquidos.

Funções do sistema cardiovascular:

O sistema cardiovascular permite que algumas atividades sejam executadas com grande eficiência, como veremos:

Transporte de gases: permite o transporte de gases dos pulmões (responsáveis pela obtenção de oxigênio e pela eliminação de dióxido de carbono), com os demais tecidos do corpo por meio do sangue.
Transporte de nutrientes: após a absorção dos alimentos pelo sistema digestivo, os nutrientes resultantes da digestão passam através de um fino epitélio e alcançam o sangue. São, então, carreados aos tecidos do corpo, nos quais se difundem para o líquido intersticial ao redor das células.
Transporte de resíduos metabólicos: os resíduos formados na atividade metabólica das células devem ser transportados até os órgãos de excreção, através do sangue.
Transporte de hormônios e substâncias: hormônios são substâncias secretadas por certos órgãos, distribuídas pelo sangue e capazes de modificar o funcionamento de outros órgãos do corpo. Os medicamentos também precisam da circulação sanguínea (e, às vezes das proteinas) para atingir o órgão-alvo e promover ação terapêutica.
Intercâmbio de materiais: algumas substâncias são produzidas ou armazenadas em uma parte do corpo e utilizadas em outra parte. Células do fígado, por exemplo, armazenam moléculas de glicogênio, que, ao serem quebradas, liberam glicose, que o sangue leva para outras células do corpo.
Transporte de calor: o sistema vascular também participa na manutenção da temperatura corporal, seja na distribuição homogênea de calor pelas diversas partes do organismo, como promovendo vasoconstrição ou vasodilatação, para equilibrar a mesma em relação à temperatura ambiente.
Distribuição de mecanismos de defesa: pelo sangue circulam anticorpos e células fagocitárias, componentes da defesa contra agentes infecciosos.
Coagulação sangüínea: pelo sangue circulam as plaquetas. O sangue contém ainda fatores de coagulação, capazes de bloquear eventuais hemorragias em caso de rompimento de um vaso sangüíneo.

O CORAÇÃO

O coração é um órgão muscular oco que se localiza no meio do peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda.

O coração humano, como o dos demais mamíferos, apresenta quatro cavidades: duas superiores, denominadas átrios (ou aurículas) e duas inferiores, denominadas ventrículos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito através da válvula tricúspide. O átrio esquerdo, por sua vez, comunica-se com o ventrículo esquerdo através da válvula bicúspide ou mitral.A função das válvulas cardíacas é garantir que o sangue siga uma única direção, sempre dos átrios para os ventrículos.O processo de contração de cada câmara denomina-se sístole. O relaxamento, que acontece entre uma sístole e a seguinte, é a diástole.

CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

FUNÇÃO DA CIRCULAÇÃO

Atender as necessidades dos tecidos
Transportar nutrientes para os tecidos
Transportar produtos finais do metabolismo para longe dos tecidos
Transportar hormônios de uma parte do corpo para outra.
Manter ambiente adequado nos líquidos teciduais, para a sobrevida e funcionamento das células.

SANGUE

O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em uma pessoa normal sadia, cerca de 45% do volume de seu sangue são células (a maioria de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares. Este movimento circulatório do sangue ocorre devido à atividade coordenada do coração, pulmões e das paredes dos vasos sanguíneos. O sangue transporta ainda muitos sais e substâncias orgânicas dissolvidas.

No interior de muitos ossos, há cavidades preenchidas por um tecido macio, a medula óssea vermelha, onde são produzidas as células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.

Glóbulos vermelhos: Os glóbulos vermelhos são corpúsculos vermelhos do sangue. Um milímetro cúbico do sangue contém cerca de cinco milhões de corpúsculos ou glóbulos vermelhos, chamados também de eritrócitos ou hemácias. Uma variação de 4 a 6 milhões é considerada normal e uma de 8 milhões pode ser encontrada em indivíduos que vivem em regiões de grande altitude. Esse número pode ser menor que 1 milhão em caso de anemia grave. Os glóbulos vermelhos contêm hemoglobina.
Hemoglobina:
A hemoglobina é constituída por um pigmento vermelho chamado heme, que dá a cor vermelha característica do sangue. É um pigmento especial predominante no sangue, cuja função é transportar o oxigênio. Transporta o oxigênio dos pulmões até os tecidos do corpo. Depois, inverte sua função e recolhe o dióxido de carbono, transportando-o até os pulmões para ser expirado.
Plaquetas:
As plaquetas são pequenas massas protoplásticas anucleares, que aderem à superfície interna da parede dos vasos sanguíneos no lugar de uma lesão e fecham o defeito da parede vascular. Tem cerca de 200.000 a 300.000 plaquetas, denominadas trombócitos, no sangue.
Glóbulos Brancos:
No sangue, temos de 5.000 a 10.000 corpúsculos ou glóbulos brancos (células brancas do sangue), que recebem o nome de leucócitos. De 4.000 a 11.000 glóbulos brancos por mm3.

São de vários tipos principais:

Neutrófilos: Que fagocitam e destroem bactérias
Eosinófilos:
Que aumentam seu número e se ativam na presença de certas infecções e alergias; Basófilos - Que segregam substâncias como a heparina, de propriedades anticoagulantes, e a histamina
Linfócitos:
Que desempenham um papel importante na produção de anticorpos e na imunidade celular; Monócitos - Que digerem substâncias estranhas não bacterianas.

VASOS SANGUÍNEOS

Atuam como sistema fechado de condutos passivos, que leva sangue aos tecidos , onde os nutrientes e os produtos finais do metabolismo são trocados, e promove-lhe o retorno. Participam ativamente da regulação do fluxo sangüíneos para os rgãos.

O CIRCUITO

Sangue oxigenado enche o ventrículo esquerdo.
Sangue é ejetado do ventrículo esquerdo para a aorta.
O débito cardíaco é distribuído pelos diversos órgãos.
O fluxo sangüíneo dos órgãos é coletado pelas veias.
Retorno venoso para o átrio direito.
Sangue misto enche o ventrículo direito para a artéria.
O sangue é ejetado pelo ventrículo direito para as artérias pulmonar.
O fluxo sangüíneo dos pulmões retorna ao coração por meio das veias pulmonar.

HEMODINÂMICA

Este termo designa os princípios que governam o fluxo sangüíneo, no sistema vascular. Estes princípios físicos são os mesmos que se aplicam ao movimento dos fluidos em geral.

Os conceitos de fluxo, pressão, resistência e capacitância são aplicados ao fluxo sangüíneo para o coração e do coração para os vasos.

TIPOS E CARACTERÍSTICA DOS VASOS SANGUÍNEOS

ARTÉRIAS

A aorta é a maior delas
Artérias médias e pequenas se ramificam das da aorta
A função das artérias é levar sangue oxigenado para os órgãos.
São estruturas com paredes grossas e extenso desenvolvimento de tecido elástico, músculo liso e tecido conjuntivo.
A espessura da parede da arterial é característica especial pois recebem sangue diretamente do coração e estão submetidas a altas pressões atuantes sobre os vasos sangüíneos.
O volume de sangue, contido nas artérias é chamado de volume estressado ( significando que o volume de sangue está submetido a altas pressões).

ARTERÍOLAS

São os menores vasos arteriais.
Suas paredes apresentam extenso desenvolvimento do músculo liso e estas paredes estão tonicamente ativas (sempre contraído).
São locais de alta resistência ao fluxo sangüíneo.
São amplamente inervados por fibras nervosas simpáticas ( Adrenérgica a , b 2 e colinérgicos muscarínicos).

CAPILARES

Os capilares são estruturas de paredes muito delgadas, revestida de um só camada de células endoteliais, circundada por uma lâmina basal.
Os capilares são os locais onde os nutrientes, gases, água e solutos são trocados entre sangue e os tecidos.
As substâncias lipossolúveis ( O2 CO2) cruzam a parede do capilar por se dissolverem e se difundirem pelas membranas das células endoteliais.
As substâncias hidrossolúveis (íons) cruzam as paredes do capilar por meio de fenda (espaços) entre células endoteliais ou por grandes poros (capilares fenestrados).
Nem todos os capilares são todo tempo perfundidos com sangue. Ocorre perfusão seletiva dos leitos capilares dependendo das necessidades metabólicas dos tecidos.

VÊNULAS E VEIAS

As vênulas são estruturas de paredes finas.
As veias são formadas pela camada usual de células endoteliais e pequenas quantidades de tecido elástico, músculo liso e tecido conjuntivo.
As veias têm capacitância muito grande (capacidade para armazenar sangue).
As veias contêm a maior porcentagem de sangue de todo sistema cardiovascular.
A porcentagem de sangue contido nas veias é chamado volume não-estressado (submetido a baixas pressões).
O músculo liso das paredes das veias como o das arteríolas é inervado por fibras nervosas simpáticas. O ­ da atividade nervosa simpática provoca contração das veias assim reduz a capacitância e por conseguinte reduz o volume não estressado.

CIRCULAÇÃO PORTAL

A circulação portal é um sistema auxiliar do sistema nervoso. Um certo volume de sangue procedente do intestino é transportado para o fígado, onde ocorrem mudanças importantes no sangue, incorporando-o à circulação geral até a aurícula direita.

CIRCULAÇÃO PULMONAR

O sangue procedente de todo o organismo chega à aurícula direita através de duas veias principais; a veia cava superior e a veia cava inferior. Quando a aurícula direita se contrai, impulsiona o sangue através de um orifício até o ventrículo direito. A contração deste ventrículo conduz o sangue para os pulmões, onde é oxigenado. Depois, ele regressa ao coração na aurícula esquerda. Quando esta cavidade se contrai, o sangue passa para o ventrículo esquerdo e dali, para a aorta, graças à contração ventricular.

CIRCULAÇÃO LINFÁTICA

A diferença de pressão na parte do capilar que conduz sangue arterial é maior que a diferença no lado venoso, sendo assim, a quantidade de líquido que sai do capilar é maior do que a quantidade que volta, então o excesso de líquido que sai do capilar é maior do que a quantidade que volta.

FUNÇÕES DA LINFA

Recolher proteínas que podem vazar dos capilares devolvendo-as ao sangue.
Absorve gorduras do intestino além de defesas.

A ATIVIDADE ELÉTRICA DO CORAÇÃO

Nódulo sinoatrial (SA) ou marcapasso ou nó sino-atrial: região especial do coração, que controla a freqüência cardíaca. Localiza-se perto da junção entre o átrio direito e a veia cava superior e é constituído por um aglomerado de células musculares especializadas. Devido ao fato do nódulo sinoatrial possuir uma freqüência rítmica mais rápida em relação às outras partes do coração, os impulsos originados do nódulo SA espalham-se para os átrios e ventrículos, estimulando essas áreas tão rapidamente, de modo que o ritmo do nódulo SA torna-se o ritmo de todo o coração; por isso é chamado marcapasso.

Sistema De Purkinje: embora o impulso cardíaco possa percorrer perfeitamente todas as fibras musculares cardíacas, o coração possui um sistema especial de condução denominado sistema de Purkinje.

ATUAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO NO CORAÇÃO

O sistemanervoso que atua no coração é o sistema nervoso autonomico simpatico e parassimpatico.

Simpatico: taquicardia( aumento da frequencia cardiaca), aumento da força de contração,aumento do fluxo sangüíneo através dos vasos coronários visando a suprir o aumento da nutrição do músculo cardíaco(diminuição do debito). O simpatico atua no processo de luta ou fuga. Quando a disturbios fisiologicos como hipertensão a descarga simpatica fica aumentada.

Parassimpatico: bradicardia(diminuição da frequencia cardiaca), diminuição da força de contração, diminuição do debito cardiaco. O parassimpatico geralmente atua nos processos de repouso. Na hipotensão o parassimpatico tem predominancia em relação ao simpatico.

Edlene Felix

Fonte: www.fisiologiaunifor.com

Sistema Cardiovascular

O sistema circulatório também chamado de sistema cardiovascular é constituído por: coração, vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). É o responsável, através do transporte do sangue, pela condução, distribuição e remoção das mais diversas substâncias dos e para os tecidos do corpo. Também, é essencial à comunicação entre vários tecidos.

O sistema cardiovascular ou circulatório é uma vasta rede de tubos de vários tipos e calibres, que põe em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses tubos circula o sangue, impulsionado pelas contrações rítmicas do coração.

Sistema cardiovascular - As principais alterações cardiovasculares associadas ao envelhecimento ocorrem no miocárdio, no nó sino-atrial, nas valvas cardíacas e vasos sangüíneos, caracterizando modificações tanto de ordem anatômica quanto funcional.

Vasos Sangüíneos - O aumento da rigidez arterial e conseqüente aumento da pós-carga pode ser considerado o principal marcador do envelhecimento do aparelho circulatório.

O aumento da pós-carga repercute no aumento da pressão arterial sistólica, desencadeando uma série de modificações anatômicas no coração, como: hipertrofia ventricular esquerda, aumento do átrio esquerdo e alterações funcionais como a diminuição do enchimento ventricular no início da diástole e diminuição da distensibilidade do ventrículo esquerdo.

A aorta encontra-se habitualmente dilatada, com espessamento de sua camada íntima. Esse espessamento é observado mesmo em populações com baixa incidência de aterosclerose e é acompanhado pela dilatação da luz e redução da complacência ou distensibilidade dos vasos.

As outras artérias do corpo são também acometidas pelos mesmos processos arterioscleróticos, reduzindo, em maior ou menor grau, a luz do vaso. As artérias carótidas, as renais, assim como as coronárias, estreitam-se com o envelhecimento, sendo esse processo mais intenso no homem do que na mulher.

Miocárdio - Contrariamente ao que ocorre em ou-tros órgãos, o processo de envelhecimento no miocárdio ocasiona um au-mento do tamanho do coração e da es-pessura do ventrículo esquerdo. Isso ocorre em decorrência do aumento do tamanho dos miócitos e aumento do colágeno intercelular, apesar da redução do número de miócitos. A perda de miócitos é substituída por tecido fibroso e pode ser devida à perda de capilares da parede cardíaca.

Determinadas alterações anatômicas que estão ligadas a senescência são: o acúmulo de gordura, principalmente nos átrios e septo intercavitário; a fibrose disseminada não dependente de coronariopatias; o depósito de lipofuscina em fibras cardíacas; a hipertrofia do miocárdio ventricular, principalmente da câmara esquerda; calcificação do miocárdio e amiloidose senil.

À microscopia eletrônica, observa-se, na fibra muscular cardíaca no idoso: presença do pigmento lipofuscina; acúmulos localizados de mitocôndrias; mitocôndrias em degeneração; presença de gotas lipídicas no citoplasma. Nos espaços intercelulares ocorre aumento de elementos do tecido conjuntivo, tanto de fibras colágenas como elásticas e/ou infiltração gordurosa.

Sistema de condução - Assim como os demais órgãos, o sistema de condução também se altera no envelhecimento. Ocorre infiltração de células adiposas entre as células musculares especializadas do sistema de condução, acentuada redução do número dessas células, com conseqüente substituição por fibras colágenas e elásticas do tecido conjuntivo. Essa alteração processa-se de modo lento, mas contínuo, iniciando-se em torno de 60 anos.

Valvas cardíacas - As valvas cardíacas mais acometidas no envelhecimento são as válvulas atrioventriculares esquerda e as válvulas aórticas. Aparecem placas arterioscleróticas e espessamento das cordas tendíneas, além de calcificação e fibrose. As valvas tornam-se opacas e espessadas. A calcificação valvar parece ocorrer com maior freqüência em mulheres.

Função cardiovascular - As alterações anatômicas e fisiológicas do envelhecimento no sistema cardiovascular repercutem na função cardíaca. A deterioração da função cardíaca é variável de um indivíduo para outro.

O envelhecimento determina modificações estruturais que levam à diminuição da reserva funcional, limitando o desempenho durante a atividade física, bem como reduzindo a capacidade de tolerância em várias situações de grande demanda.

O débito cardíaco pode diminuir em repouso, mas isso ocorre principalmente durante o esforço, tendo uma influência importante do envelhecimento por meio da diminuição:

a) da resposta de elevação da freqüência cardíaca ao esforço ou outro estímulo;
b)
da complacência do ventrículo esquerdo, com retardo do relaxamento do ventrículo, com elevação da pressão diastólica dessa cavidade, levando à disfunção diastólica do idoso, muito comum e que se deve principalmente dependência da contração atrial para manter o enchimento ventricular e o débito;
c) da complacência arterial, com aumento da resistência periférica e conseqüente aumento da pressão arterial sistólica, com aumento da pós carga dificultando a ejeção ventricular);
d)
da resposta cronotrópica e inotrópica às catecolaminas;
e)
do consumo máximo de oxigênio ao exercício (VO2 máx) com o progredir da idade, que traduz a diminuição da capacidade do corpo em transportar oxigênio para os tecidos;
f)
da resposta vascular ao reflexo barorreceptor, com maior susceptibilidade do idoso a hipotensão;
g)
da atividade da renina plasmática (enzima que regula a entrada e saída de sangue no Glomérulo com aumento ou diminuição da pressão arterial).

Clinicamente se verifica que, em condições basais, a função cardíaca é suficiente para as atividades orgânicas. No entanto, em condições de sobrecarga, como esforços físicos exagerados, anemia, febre, emoções, infecções e hipertireoidismo, a reduzida reserva pode ser responsável por descompensações.

Fonte: www.fag.edu.br

Sistema Cardiovascular

A função básica do sistema cardiovascular é a de levar material nutritivo e oxigênio às células.

O sistema circulatório é um sistema fechado, sem comunicação com o exterior, constituído por tubos, que são chamados vasos, e por uma bomba percussora que tem como função impulsionar um líquido circulante de cor vermelha por toda a rede vascular.

O sistema cardiovascular é composto por: sangue, coração e vasos sangüíneos. Para que o sangue possa atingir as células corporais e trocar materiais com elas, ele deve ser, constantemente, propelido ao longo dos vasos sanguíneos.

O coração é a bomba que promove a circulação de sangue por cerca de 100 mil quilômetros de vasos sangüíneos.

Coração

Sistema Cardiovascular

1 - Coronária Direita
2 - Coronária Descendente Anterior Esquerda
3 - Coronária Circunflexa Esquerda
4 - Veia Cava Superior
5 - Veia Cava Inferior
6 - Aorta
7 - Artéria Pulmonar
8 - Veias Pulmonares

Funções do Coração

Como somos complexos seres multicelulares e como todas as nossas células, enquanto vivas, desempenhando suas funções, necessitam constantemente de nutrição, oxigênio e demais substâncias, é necessário um bombeamente contínuo do sangue por toda a vasta rede vascular que possuímos.

Tal bombeamento é feito, o tempo todo, através de uma bomba muscular, que se encontra funcionando desde a nossa vida embrionária, quando nem sequer forma humana ainda tínhamos: o nosso coração.

O coração pode ser, portanto, considerado como uma importante bomba muscular.

Sistema Cardiovascular

Como podemos observar na ilustração acima, o nosso coração possui 4 cavidades: 2 átrios e 2 ventrículos.

Através das 2 veias cavas (inferior e superior) o sangue, venoso, chega ao coração proveniente da grande circulação sistêmica. O coração recebe este sangue através do átrio direito.

Do átrio direito o sangue, rapidamente, vai passando ao ventrículo direito. Cerca de 70% do enchimento ventricular se faz mesmo antes da contração atrial.

Durante a contração atrial completa-se o echimento ventricular.

Logo em seguida, com a sístole ventricular, uma boa quantidade de sangue venoso do ventrículo direito é ejetado para a artéria pulmonar. Desta, o sangue segue para uma grande rede de capilares pulmonares. Ao passar através dos capilares pulmonares as moléculas de hemoglobina presentes no interior das hemáceas vão recebendo moléculas de oxigênio que se difundem do interior dos alvéolos, através da membrana respiratória, para o interior dos capilares pulmonares e interior das hemáceas. O gás carbônico, ao mesmo tempo, se difunde em direção contrária, isto é, do interior dos capilares pulmonares para o interior dos alvéolos.

Desta maneira o sangue se torna mais enriquecido de oxigênio e menos saturado de gás carbônico.

Este sangue volta então, mais rico em oxigênio, ao coração. Através das veias pulmonares o sangue atinge o átrio esquerdo e vai rapidamente passando ao ventrículo esquerdo. Com a sístole atrial uma quantidade adicional de sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo, completando o enchimento deste.

Em seguida, com uma nova sístole ventricular, o sangue é ejetado do ventrículo esquerdo para a artéria aorta e desta será distribuído, por uma enorme rede vascular, por toda a circulação sistêmica.

Após deixar uma boa quantidade de oxigênio nos tecidos, o sangue retorna mais pobre em oxigênio do mesmos, é coletado pelas grandes e calibrosas veias cavas, por onde retorna ao coração, no átrio direito.

Um jovem saudável, em repouso, apresenta aproximadamente os seguintes volumes de sangue nas câmaras ventriculares:

Volume Diastólico Final (o volume de sangue que se encontra em cada câmara ventricular ao final de uma diástole): 120 a 130 ml.
Volume Sistólico Final
(o volume de sangue que se encontra em cada câmara ventricular ao final de uma sístole): 50 a 60 ml.
Volume Sistólico ou Débito Sistólico (o volume de sangue ejetado por cada câmara ventricular durante uma sístole):
70 ml.

Se, durante 1 minuto, um adulto normal em repouso apresenta aproximadamente 70 ciclos (sístoles e diástoles) cardíacos e se, a cada ciclo, aproximadamente 70 ml. de sangue são ejetados numa sístole, podemos concluir que, durante 1 minuto, aproximadamente 5 litros (70 x 70 ml.) de sangue são ejetados por cada ventrículo a cada minuto. O volume de sangue ejetado por cada ventrículo a cada minuto é denominado Débito Cardíaco (DC).

REGULAÇÃO DA ATIVIDADE CARDÍACA

Mas acontece que, ao se praticar alguma atividade física mais intensa, com a dilatação acentuada de diversos vasos sanguíneos na musculatura esquelética, uma quantidade bem maior de sangue passa a retornar ao coração. O coração então, nessas ocasiões, passa também a ejetar a mesma quantidade através de seus ventrículos e evitando assim a ocorrência de uma estase sanguínea. Em determinados momentos, com atividade física intensa, o volume de sangue que retorna ao coração chega até a aproximadamente 25 litros por minuto e, ainda assim, muitas vezes o coração é capaz de bombear todo este volume.

Lei de Frank-Starling

Estabelece que o coração, dentro de limites fisiológicos, é capaz de ejetar todo o volume de sangue que recebe proveniente do retorno venoso.

Podemos então concluir que o coração pode regular sua atividade a cada momento, seja aumentando o débito cardíaco, seja reduzindo-o, de acordo com a necessidade.

Vejamos, portanto, de que forma o coração controla sua atividade:

Controle da Atividade Cardíaca

O controle da atividade cardíaca se faz tanto de forma intrínseca como também de forma extrínseca.

Controle Intrínseco

Ao receber maior volume de sangue proveniente do retorno venoso, as fibras musculares cardíacas se tornam mais distendidas devido ao maior enchimento de suas câmaras. Isso faz com que, ao se contraírem durante a sístole, o fazem com uma maior força. Uma maior força de contração, consequentemente, aumenta o volume de sangue ejetado a cada sístole (Volume Sistólico). Aumentando o volume sistólico aumenta também, como consequência, o Débito Cardíaco (DC = VS x FC).

Outra forma de controle intrínseco

Ao receber maior volume de sangue proveniente do retorno venoso, as fibras musculares cardíacas se tornam mais distendidas devido ao maior enchimento de suas câmaras, inclusive as fibras de Purkinje. As fibras de Purkinje, mais distendidas, tornam-se mais excitáveis. A maior excitabilidade das mesmas acaba acarretando uma maior frequência de descarga rítmica na despolarização espontânea de tais fibras. Como consequência, um aumento na Frequência Cardíaca se verifica. O aumento na Frequência Cardíaca faz com que ocorra também um aumento no Débito Cardíaco (DC = VS X FC).

Controle extrínseco

Além do controle intrínseco o coração também pode aumentar ou reduzir sua atividade dependendo do grau de atividade do Sistema Nervoso Autônomo (SNA).

O Sistema Nervoso Autônomo, de forma automática e independendo de nossa vontade consciente, exerce influência no funcionamento de diversos tecidos do nosso corpo através dos mediadores químicos liberados pelas terminações de seus 2 tipos de fibras: Simpáticas e Parassimpáticas.

As fibras simpáticas, na sua quase totalidade, liberam nor-adrenalina. Ao mesmo tempo, fazendo também parte do Sistema Nervoso Autônomo Simpático, a medula das glândulas Supra Renais liberam uma considerável quantidade de adrenalina na circulação.

Já as fibras parassimpática, todas, liberam um outro mediador químico em suas terminações: acetilcolina.

Um predomínio da atividade simpática do SNA provoca, no coração, um significativo aumento tanto na frequência cardíaca como também na força de contração. Como consequência ocorre um considerável aumento no débito cardíaco.

Já um predomínio da atividade parassimpática do SNA, com a liberação de acetilcolina pelas suas terminações nervosas, provoca um efeito oposto no coração: redução na frequência cardíaca e redução na força de contração. Como consequência, redução considerável no débito cardíaco.

Na aula prática sobre coração isolado de anfíbio podemos observar os efeitos isolados, não somente da adrenalina ou acetilcolina, mas também de várias outras substâncias na frequência cardíaca e na força de contração do coração.

SISTEMA PURKINGE

A ritmicidade própria do coração, assim como o sincronismo na contração de suas câmaras, é feito graças um interessante sistema condutor e excitatório presente no tecido cardíaco: O Sistema de Purkinje. Este sistema é formado por fibras auto-excitáveis e que se distribuem de forma bastante organizada pela massa muscular cardíaca.

Podemos conferir, na ilustração abaixo, como se distribuem as diversas fibras que formam o Sistema de Purkinje:

Sistema Cardiovascular

Nodo Sinu-Atrial (SA)

Também chamado nodo Sinusal, é de onde partem os impulsos, a cada ciclo, que se distribuem por todo o restante do coração. Por isso pode ser considerado o nosso marcapasso natural. Localiza-se na parede lateral do átrio direito, próximo à abertura da veia cava superior. Apresenta uma frequência de descarga rítmica de aproximadamente 70 despolarizações (e repolarizações) a cada minuto. A cada despolarização forma-se uma onda de impulso que se distribui, a partir deste nodo, por toda a massa muscular que forma o sincício atrial, provocando a contração do mesmo. Cerca de 0,04 segundos após a partida do impulso do nodo SA, através de fibras denominadas internodais, o impulso chega ao Nodo AV.

Nodo Atrio-Ventricular (AV)

Chegando o impulso a este nodo, demorará aproximadamente 0,12 segundos para seguir em frente e atingir o Feixe AV, que vem logo a seguir. Portanto este nodo, localizado em uma região bem baixa do sincício atrial, tem por função principal retardar a passagem do impulso antes que o mesmo atinja o sincício ventricular. Isto é necessário para que o enchimento das câmaras ventriculares ocorra antes da contração das mesmas pois, no momento em que as câmaras atriais estariam em sístole (contraídas), as ventriculares ainda estariam em diástole (relaxadas). Após a passagem, lenta, através do nodo AV, o impulso segue em frente e atinge o feixe AV.

Feixe AV

Através do mesmo o impulso segue com grande rapidez em frente e atinge um segmento que se divide em 2 ramos:

Ramos Direito e Esquerdo do Feixe de Hiss: Através destes ramos, paralelamente, o impulso segue com grande rapidez em direção ao ápice do coração, acompanhando o septo interventricular.

Ao atingir o ápice do coração, cada ramo segue, numa volta de quase 180 graus, em direção à base do coração, desta vez seguindo a parede lateral de cada ventrículo. Note que cada ramo emite uma grande quantidade de ramificações. Estas têm por finalidade otimizar a chegada dos impulsos através da maior quantidade possível e no mais curto espaço de tempo possível por todo o sincício ventricular.

Com a chegada dos impulsos no sincício ventricular, rapidamente e com uma grande força, ocorre a contração de todas as suas fibras.

A contração das câmaras ventriculares reduz acentuadamente o volume das mesmas, o que faz com que um considerável volume de sangue seja ejetado, do ventrículo direito para a artéria pulmonar e, do ventrículo esquerdo para a artéria aorta.

Algo interessante de se verificar no músculo cardíaco é a forma como suas suas fibras se dispõem, umas junto às outras, juntando-se e separando-se entre sí, como podemos observar na ilustração abaixo.

Sistema Cardiovascular

Uma grande vantagem neste tipo de disposição de fibras é que o impulso, uma vez atingindo uma célula, passa com grande facilidade às outras que compõem o mesmo conjunto, atingindo-o por completo após alguns centésimos de segundos. A este conjunto de fibras, unidas entre sí, damos o nome de sincício. Portanto podemos dizer que existe uma natureza sincicial no músculo cardíaco.

Existem, na verdade, 2 sincícios funcionais formando o coração: Um sincício atrial e um sincício ventricular. Um sincício é separado do outro por uma camada de tecido fibroso. Isto possibilita que a contração nas fibras que compõem o sincício atrial ocorra num tempo diferente da que ocorre no sincício ventricular.

HEMODINÂMICA

Durante todo o tempo o sangue flui, constantemente, por uma vasta rede vascular por todos os nossos tecidos.

O coração bombeia continuamente, a cada sístole, um certo volume de sangue para nossas artérias. O sangue encontra uma certa resistência ao fluxo, proporcionada em grande parte pelo próprio atrito das moléculas e células sanguíneas contra a parede de um longo caminho encontrado a frente através de nossos vasos sanguíneos, de variados diâmetros e numerosas ramificações.

O fluxo sanguíneo varia bastante nos diferentes tecidos. Determinados tecidos necessitam de um fluxo bem maior do que outros.

Tecidos como músculos esqueléticos apresentam grandes variações no fluxo sanguíneo através dos mesmos em diferentes situações: Durante o repouso o fluxo é relativamente pequeno, mas aumenta significativamente durante o trabalho, quando o consumo de oxigênio e demais nutrientes aumenta e a produção de gás carbônico e outros elementos também aumenta.

Através de uma vasodilatação ou de uma vasoconstrição, a cada momento, o fluxo sanguíneo num tecido pode aumentar ou diminuir, devido a uma menor ou maior resistência proporcionada ao mesmo.

Dois importantes fatores que determinam o fluxo num vaso pode ser demonstrado pela seguinte fórmula:

FLUXO = PRESSÃO / RESISTÊNCIA

Diante disso podemos concluir que, aumentando a pressão, o fluxo aumenta; aumentando a resistência, o fluxo diminui.

A resistência ao fluxo, por sua vez, depende de diversos outros fatores:

Comprimento do Vaso

Quanto mais longo o caminho a ser percorrido pelo sangue num tecido, maior será a resistência oferecida ao fluxo. Portanto, quanto maior for o comprimento de um vaso, maior será a resistência ao fluxo sanguíneo através do próprio vaso.

Diâmetro do Vaso

Vasos de diferentes diâmetros também oferecem diferentes resistências ao fluxo através dos mesmos. Pequenas variações no diâmetro de um vaso proporcionam grandes variações na resistência ao fluxo e, consequentemente, grandes variações no fluxo.

Vejamos: Se um determinado vaso aumenta 2 vezes seu diâmetro, através de uma vasodilatação, a resistência ao fluxo sanguíneo através do mesmo vaso (desde que as demais condições permaneçam inalteradas) reduz 16 vezes e o fluxo, consequentemente, aumenta 16 vezes. Existem situações em que um vaso chega a aumentar em 4 vezes seu próprio diâmetro. Isso é suficiente para aumentar o fluxo em 256 vezes. Podemos concluir então que a resistência oferecida ao fluxo sanguíneo através de um vaso é inversamente proporcional variação do diâmetro deste mesmo vaso, elevada à quarta potência.

Viscosidade do Sangue

O sangue apresenta uma viscosidade aproximadamente 3 vezes maior do que a da água. Portanto, existe cerca de 3 vezes mais resistência ao fluxo do sangue do que ao fluxo da água através de um vaso. O sangue de uma pessoa anêmica apresenta menor viscosidade e, consequentemente, um maior fluxo através de seus vasos. Isso pode facilmente ser verificado pela taquicardia constante que tais pessoas apresentam.

Diante dos diferentes fatores citados acima e de que forma os mesmos interferem no fluxo sanguíneo, podemos melhor entender a Lei de Poiseuille:

FLUXO = DP.(D)4 / V.C

Onde:

DP = Variação de Pressão entre um segmento e outro do segmento vascular.
C = Comprimento do vaso.
V = Viscosidade do sangue.
D = Diâmetro do vaso.

VELOCIDADE DO SANGUE

A Velocidade do sangue nos vasos também varia dependendo do diâmetro do vaso: Quanto maior o diâmetro de um vaso, menor será a velocidade do sangue para que um mesmo fluxo ocorra através deste vaso.

Vejamos um exemplo:

A área de secção de reta da artéria aorta é de aproximadamente 2,5 cm2. Já a área de secção de reta de todos os capilares existentes no nosso corpo (somados) seria de, aproximadamente, 1000 vezes maior do que a da aorta (2,5 cm2 X 1.000 = 2500 cm2 = 25 m2).

A velocidade do sangue na artéria aorta é de, aproximadamente, 30 cm/segundo. Sendo assim, a velocidade do sangue num capilar seria de, aproximadamente, 1.000 vezes menor, ou seja, 30 cm/seg / 1.000 = 0,3 mm/seg.

CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL

Conforme pudemos constatar no tópico "hemodinâmica", o fluxo sanguíneo no interior dos vasos depende diretamente da pressão arterial: quanto maior a pressão, maior é o fluxo.

Portanto, é muito importante que nós tenhamos uma adequada pressão arterial pois, se esta for muito baixa, o fluxo será insuficiente para nutrir todos os tecidos; por outro lado, uma pressão excessivamente elevada pode, além de sobrecarregar o coração, acelerar o processo de envelhecimento das artérias e, pior ainda, aumentar o risco de um acidente vascular (do tipo derrame cerebral).

Para que a pressão arterial em nosso corpo não seja nem elevada demais nem baixa demais, possuimos alguns sistemas que visam controlar nossa pressão arterial.

Destacamos abaixo 3 mecanismos importantes que atuam no controle de nossa pressão arterial:

MECANISMO NEURAL

Como o próprio nome diz, envolve a importante participação do Sistema Nervoso. Não é o mecanismo mais importante, porém é o mais rápido em sua ação.

Situado no tronco cerebral, na base do cérebro, um circuito neuronal funciona a todo momento, estejamos nós acordados ou dormindo, em pé ou sentados ou mesmo deitados, controlando, entre outras coisas, a nossa frequência cardíaca, força de contração do coração e tônus vascular de grande parte de nossos vasos. Tal circuito nenomina-se Centro Vasomotor.

Quanto maior a atividade do centro vasomotor, maior é a frequência cardíaca, maior é a força de contração do coração e maior é a vasoconstrição em um grande número de vasos.

Ora, o aumento da frequência cardíaca e da força de contração provocam um aumento no Débito Cardíaco; o aumento na vasoconstrição provoca um aumento na resistência ao fluxo sanguíneo.

Lembremos da seguinte fórmula:

PRESSÃO ARTERIAL = DÉBITO CARDÍACO X RESISTÊNCIA

Podemos então concluir que, o aumento da atividade do Centro Vasomotor induz a um consequente aumento na Pressão Arterial.

Na parede da artéria aorta, numa região denominada croça da aorta, e também nas artérias carótidas, na região onde as mesmas se bifurcam (seios carotídeos), possuímos um conjunto de células auto-excitáveis que se excitam especialmente com a distensão dessas grandes e importantes artérias. A cada aumento na pressão hidrostática no interior dessas artérias, maior a distensão na parede das mesmas e, consequentemente, maior é a excitação dos tais receptores. Por isso estes receptores são denominados baroceptores (receptores de pressão). Acontece que esses baroceptores enviam sinais nervosos inibitórios ao Centro Vasomotor, reduzindo a atividade deste e, consequentemente, reduzindo a pressão arterial.

Portanto, quando a pressão naquelas importantes artérias aumenta (ex.: no momento em que deitamos), os baroceptores aórticos e carotídeos se tornam mais excitados e, com isso, inibem mais intensamente o nosso Centro Vasomotor, localizado no tronco cerebral. Com isso a nossa pressão arterial diminui; por outro lado, quando a pressão naquelas artérias diminui (ex.: no momento em que nos levantamos), os tais baroceptores se tornam menos excitados e, com isso, inibem menos intensamente o nosso Centro Vasomotor, o que provoca um aumento na pressão arterial.

MECANISMO RENAL

Este é o mais importante e pode ser subdividido em 2 mecanismos: hemodinâmico e hormonal.

Hemodinâmico

Um aumento na pressão arterial provoca também um aumento na pressão hidrostática nos capilares glomerulares, no nefron. Isto faz com que haja um aumento na filtração glomerular, o que aumenta o volume de filtrado e, consequentemente, o volume de urina. O aumento na diurese faz com que se reduza o volume do nosso compartimento extra-celular. Reduzindo tal compartimento reduz-se também o volume sanguíneo e, consequentemente, o débito cardíaco. Tudo isso acaba levando a uma redução da pressão arterial.

Hormonal

Uma redução na pressão arterial faz com que haja como consequência uma redução no fluxo sanguineo renal e uma redução na filtração glomerular com consequente redução no volume de filtrado. Isso faz com que umas células denominadas justaglomerulares, localizadas na parede de arteríolas aferentes e eferentes no nefron, liberem uma maior quantidade de uma substância denominada renina. A tal renina age numa proteína plasmática chamada angiotensinogênio transformando-a em angiotensina-1.

A angiotensina-1 é então transformada em angiotensina-2 através da ação de algumas enzimas.

A angiotensina-2 é um potente vasoconstritor: provoca um aumento na resistência vascular e, consequentemente, aumento na pressão arterial; além disso, a angiotensina-2 também faz com que a glândula supra-renal libere maior quantidade de um hormônio chamado aldosterona na circulação. A aldosterona atua principalmente no túbulo contornado distal do nefron fazendo com que no mesmo ocorra uma maior reabsorção de sal e água. Isso acaba provocando um aumento no volume sanguíneo e, consequentemente, um aumento no débito cardíaco e na pressão arterial.

DESVIO DO FLUIDO CAPILAR

É o mais simples de todos:

Através dos numerosos capilares que possuímos em nossos tecidos, o sangue flui constantemente graças a uma pressão hidrostática a qual é submetido. Os capilares são fenestrados e, portanto, moléculas pequenas como água podem, com grande facilidade e rapidez, passar tanto de dentro para fora como de fora para dentro dos através da parede dos capilares.

A pressão hidrostática, no interior dos capilares, força constantemente a saída de água para fora dos capilares.

Felizmente há uma pressão oncótica (ou pressão coloidosmótica), exercida por colóides em suspensão no plasma (como proteínas plasmáticas) que força, também constantemente, a entrada de água para dentro dos capilares.

Normalmente há um certo equilíbrio: a mesma quantidade de áqua que sai, também entra.

Mas quando ocorre um aumento ou redução anormal na pressão hidrostática no interior dos capilares, observamos também um aumento ou uma redução mais acentuada na saída de água através da parede dos mesmos capilares. Isso faz com que fiquemos com um volume sanguíneo mais reduzido ou mais aumentado, dependendo do caso, o que certamente influi na pressão arterial, reduzindo-a ou aumentando-a.

Fonte: www.sogab.com.br

Sistema Cardiovascular

O sistema cardiovascular ou circulatório é uma vasta rede de tubos de vários tipos e calibres, que põe em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses tubos circula o sangue, impulsionado pelas contrações rítmicas do coração.

FUNÇÕES

O sistema circulatório permite que algumas atividades sejam executadas com grande eficiência:

Transporte de gases

Os pulmões, responsáveis pela obtenção de oxigênio e pela eliminação de dióxido de carbono, comunicam-se com os demais tecidos do corpo por meio do sangue.

Transporte de nutrientes

No tubo digestivo, os nutrientes resultantes da digestão passam através de um fino epitélio e alcançam o sangue. Por essa verdadeira "auto-estrada", os nutrientes são levados aos tecidos do corpo, nos quais se difundem para o líquido intersticial que banha as células.

Transporte de resíduos metabólicos

A atividade metabólica das células do corpo origina resíduos, mas apenas alguns órgãos podem eliminá-los para o meio externo. O transporte dessas substâncias, de onde são formadas até os órgãos de excreção, é feito pelo sangue.

Transporte de hormônios

Hormônios são substâncias secretadas por certos órgãos, distribuídas pelo sangue e capazes de modificar o funcionamento de outros órgãos do corpo. A colecistocinina, por exemplo, é produzida pelo duodeno, durante a passagem do alimento, e lançada no sangue. Um de seus efeitos é estimular a contração da vesícula biliar e a liberação da bile no duodeno.

Intercâmbio de materiais

Algumas substâncias são produzidas ou armazenadas em uma parte do corpo e utilizadas em outra parte. Células do fígado, por exemplo, armazenam moléculas de glicogênio, que, ao serem quebradas, liberam glicose, que o sangue leva para outras células do corpo.

Transporte de calor

O sangue também é utilizado na distribuição homogênea de calor pelas diversas partes do organismo, colaborando na manutenção de uma temperatura adequada em todas as regiões; permite ainda levar calor até a superfície corporal, onde pode ser dissipado.

Distribuição de mecanismos de defesa

Pelo sangue circulam anticorpos e células fagocitárias, componentes da defesa contra agentes infecciosos.

Coagulação sangüínea

Pelo sangue circulam as plaquetas, pedaços de um tipo celular da medula óssea (megacariócito), com função na coagulação sangüínea. O sangue contém ainda fatores de coagulação, capazes de bloquear eventuais vazamentos em caso de rompimento de um vaso sangüíneo.

Fonte: www.afh.bio.br

Sistema Cardiovascular

O coração humano apresenta quatro câmaras (ou cavidades): dois átrios (ou aurículas) e dois ventrículos. O lado direito do coração trabalha apenas com sangue venoso. O lado esquerdo, apenas com sangue arterial. Entre as câmaras do lado direito, há uma válvula chamada de tricúspide. Entre as câmaras do lado esquerdo, a válvula é chamada de bicúspide (ou mitral). As válvulas permitem com que o sangue sigam do átrio para o respectivo ventrículo sem que retorne.

Defeitos nas válvulas são audíveis ao estetoscópio. São chamados de sopros.

O coração humano é automático. Impulsos elétricos são gerados no átrio direito por uma massa de células musculares chamada de marca-passo ou nódulo sino-atrial (NSA). A modulação da freqüência cardíaca é realizada pelo sistema nervoso autônomo (SNA). Há dois nervos associados ao coração. O nervo cardíaco pertence à divisão do SNPA chamado de simpático. Libera neurotransmissores estimuladores, moléculas de noradrenalina. É responsável pela taquicardia. O nervo vago pertence ao Parassimpático e libera acetilcolina sobre o músculo cardíaco. É responsável pela bradicardia.

As contrações cardíacas são as sístoles. Os relaxamentos das câmaras, diástoles. A sístole do ventrículo esquerdo gera a pressão arterial máxima e sua diástole, a pressão arterial mínima. Por isso, a leitura de pressão é feita em dois valores. A pressão arterial é medida pelo esfigmomanômetro ("aparelho de pressão"). O aparelho mede as pressões na artéria braquial, que se encontra no braço. Há preferência para que a medida seja feita no braço esquerdo.

Circulações

Pequena circulação ou circulação pulmonar
Inicia-se no ventrículo direito e termina no átrio esquerdo. O sangue sai venoso pelas artérias pulmonares. Sofre hematoses no coração e retorna arterial pelas veias pulmonares.
Grande circulação ou circulação sistêmica
Inicia-se no ventrículo esquerdo e termina no átrio direito. O sangue sai arterial pela artéria aorta e retorna venoso pelas veias cavas, superior e inferior.

Distúrbios do sistema cardiovascular

Hipertensão
Apesar de também ser chamada de pressão alta é evidente que não são exatamente sinônimos. Uma pressão alta repetidas vezes confere o diagnóstico de hipertensão.

A pressão alta é dada quando:

Pressão máxima maior que 14 (140mmHg)
Press ão mínima maior que 9 (90mmHg)

A recorrência da pressão alta pode levar a um enrijecimento dos vasos e sérias dificuldades circulatórias no futuro.

Há vários fatores associados à hipertensão:

  1. idade;
  2. genéticos;
  3. obesidade;
  4. diabetes;
  5. colesterol ruim (LDL) ("low density lipoprotein");
  6. ingestão de sal;
  7. ingestão de gordura trans;
  8. estresse (a adrenalina é vasoconstritora);
  9. sedentarismo;
  10. fatores étnicos (pessoas negras têm uma incidência maior);
  11. tabagismo;
  12. abuso de álcool.

As recomendações para uma boa saúde vascular são:

Exercício!
Uma dieta saudável!
Garanta o HDL (colesterol bom) alto. Para isso, use o azeite extra-virgem nas saladas, não consuma gordura trans e coma sardinha e salmão de vez em quando! Pratique esportes!
Nada de beber e de fumar!
(pedir para não se estressar vai adiantar?)

Aneurisma

A palavra significa "alargamento". Dilatação arterial de causa atribuída a fatores genéticos e alguns facilitadores como tabagismo, inflamações, traumatismos e certas doenças (como a sífilis). O alargamento do vaso característico do aneurisma é assintomático. No entanto, a área é fragilizada e poderá romper ocasiando perda de sangue e risco de morte

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Queda na circulação geral do cérebro. Essa diminuição do fluxo de sangue ocasiona perda de alguma função neurológica como dificuldades visuais e na fala (afasia), confusão mental e inconsciência.

Há dois tipos de AVC:

a) Isquêmico
Deve-se a uma obstrução de um vaso cerebral. A diminuição da passagem do sangue pelo vaso provoca a indisponibilidade de oxigênio para os neurônios.
b) Hemorrágico.
É conhecido como derrame. Há derramamento de sangue porque um vaso se rompeu.

Infarto do miocárdio

Muitos acreditam que "infarto no coração" é uma redundância. Não é. O infarto é a morte de um tecido devido a uma falha grave no suprimento sangüíneo e, conseqüentemente, na oferta de oxigênio (isquemia). Especificamente no coração, há uma obstrução ainda que parcial das artérias coronárias. As coronárias irrigam o coração superficialmente com sangue arterial.

O infarto é precedido de um desconforto peitoral. Essa dor irradia-se principalmente para o lado do braço esquerdo. É possível que essa dor não signifique exatamente o infarto. O paciente deve ser investigado e suas obstruções devem ser reparadas.

As soluções para as obstruções coronarianas são:

a) Angioplastia
Uso de um cateter introduzido pelos vasos do paciente para que insufle um balão na área obstruída melhorando a circulação na região.
b)
Colocação de um stent
Aplicação de uma mola metálica que dilatada e se acomoda definitivamente na área obstruída, melhorando a passagem de sangue.
c)
Cirurgia de revascularização (Bypass ou Ponte de safena)

Uso de um outro vaso do próprio paciente para criar um "atalho" para o sangue contornar a região obstruída. Podem ser usados a veia safena (da perna) ou artérias do braço (radial) e do peito (mamária).

Fonte: sites.google.com

Sistema Cardiovascular

O sistema cardiovascular ou aparelho cardiovascular ou aparelho circulatório funciona para fornecer e manter suficiente, contínuo e variável o fluxo sangüíneo aos diversos tecidos do organismo, segundo suas necessidades metabólicas, para desempenho das funções que devem cumprir, em face das diversas exigências funcionais a que o organismo está sujeito.

Ao desempenhar sua função, o aparelho cardiovascular está organizado morfológica e funcionalmente:

Para gerar e manter uma diferença de pressão interna ao longo do seu circuito
Para conduzir e distribuir continuamente o volume sangüíneo aos tecidos do organismo
Para promover a troca de gases (principalmente oxigênio e gás carbônico), nutrientes e substâncias entre o compartimento vascular e as células teciduais
Para coletar o volume sangüíneo proveniente dos tecidos e retorná-lo ao coração.

Assim, o sistema cardiovascular compõe-se das seguintes estruturas:

a) coração;
b)
vasos arteriais (sistema vascular arterial);
c)
sistema tubular trocador (microcirculação);
d)
vasos venosos (sistema vascular venoso);
e)
vasos linfáticos (sistema vascular linfático).

O conjunto dos sistemas vasculares distribuídos em todas as estruturas do organismo é denominado grande circulação, ou circulação sistêmica. A grande circulação conduz sangue arterial oxigenado do lado esquerdo do coração, o qual retorna dos pulmões, para todos os tecidos do organismo e, a partir destes, conduz sangue venoso desoxigenado e rico em gás carbônico para o lado direito do coração.

Os sistemas arterial e venoso do pulmão constituem a pequena circulação, ou circulação pulmonar. A pequena circulação é a que conduz o sangue venoso, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico, proveniente de todo o organismo, a partir do lado direito do coração até aos pulmões, e destes faz retornar sangue arterial rico em oxigênio para o lado esquerdo do coração.

a) Coração

O desempenho de sua função depende de algumas propriedades:

Propriedades eletrofisiológicas

São especialmente próprias do tecido excitocondutor do coração e incluem o automatismo, a condutibilidade e a excitabilidade.
O automatismo é a capacidade que tem o coração de gerar seu próprio estímulo elétrico, que promove a contração das células miocárdicas contráteis, o grau do automatismo que determina o ritmo cardíaco, ou a freqüência dos batimentos do coração, a qual varia normalmente de 60 a 100 vezes por minuto.
A condutibilidade diz respeito à capacidade de condução do estímulo elétrico, gerado em um determinado local, ao longo de todo o rgão, para cada uma das suas células.
A excitabilidade refere-se à capacidade que cada célula do coração tem de se excitar em resposta a um estímulo elétrico, mecânico ou químico, gerando um impulso elétrico que pode se conduzir, no caso do tecido excitocondutor, ou gerando uma resposta contrátil, no caso do miocárdio.

Propriedades mecânicas

São a contratilidade e o relaxamento.
A contratilidade é a capacidade de contração do coração, que leva a ejeção de um determinado volume sangüíneo para os tecidos e provoca o esvaziamento do órgão.
O relaxamento é a capacidade de desativação da contração, que resulta em retorno de um volume de sangue e no enchimento do coração.

b) Sistema Vascular Arterial

Tem basicamente a propriedade de conduzir e distribuir o volume sangüíneo aos tecidos, para a manutenção da pressão intravascular e da oferta de fluxo adequada.

c) Microcirculação

Tem a propriedade de permitir a troca de substâncias sólidas, líquidas e gasosas entre o compartimento intravascular e as células teciduais.

d) Sistema Vascular Venoso

Tem a propriedade de variação da sua complacência, para permitir o retorno de um volume sangüíneo variável ao coração e manter a reserva desse volume.

e) Sistema Vascular Linfático

Representa uma via acessória pela qual pode fluir líquido dos espaços intersticiais para o sangue. Os linfáticos podem transportar proteínas e grandes partículas.

Embora tenham independência para sua manifestação funcional, cada uma das propriedades dos diferentes componentes do aparelho cardiovascular está sob a influência reguladora e diferenciada de uma parte do sistema nervoso, que é o sistema nervoso autônomo, por meio das suas duas divisões representadas pelo sistema simpático e pelo sistema parassimpático.

Estrutura e Fisiologia Geral do Coração

O coração é um órgão oco, aproximadamente esférico, constituído de paredes musculares que delimitam quatro cavidades - os átrios direito e esquerdo e os ventrículos direito e esquerdo. O átrio direito e o ventrículo direito constituem o coração direito, ou lado direito do órgão, e o átrio esquerdo e ventrículo esquerdo integram o coração esquerdo, ou lado esquerdo do órgão.

O coração tem o tamanho da mão fechada e pesa cerca de 300 g.

Sistema Cardiovascular
Visão da região anterior do coração, com parte do pericárdio removido

Observa-se a musculatura ventricular, os átrios direito e esquerdo, a veia cava superior, a crossa da aorta e a artéria pulmonar.

Sistema Cardiovascular
Corte longitudinal do coração mostrando os ventrículos direito e esquerdo (este com a musculatura mais espessa), os átrios direito e esquerdo, as valvas tricúspide, mitral, aórtica e pulmonar.

Observa-se a representação do fluxo sangüíneo (setas) desde a cava superior, átrio e ventrículo direitos e artéria pulmonar até as veias pulmonares, átrio e ventrículo esquerdos e aorta.

Os átrios estão separados entre si pelo septo interatrial, e os ventrículos, pelo septo interventricular. Entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo, separando as duas cavidades, encontra-se a valva mitral; entre o átrio direito e o ventrículo direito está a valva tricúspide.

No átrio esquerdo desembocam diretamente quatro veias pulmonares, que conduzem o sangue proveniente dos pulmões.

Para o átrio direito drenam diretamente as veias cavas superior e inferior, que são os condutores terminais do sangue proveniente de todas as partes do organismo.

Do ventrículo esquerdo sai a grande artéria aorta, que distribui sangue para todo o organismo, por meio das suas ramificações arteriais; na saída do ventrículo esquerdo situa-se a valva aórtica, que separa esta cavidade ventricular da aorta.

Do ventrículo direito emerge a artéria pulmonar, que é a condutora do sangue em direção aos pulmões; entre a saída da cavidade ventricular direita e o início da artéria pulmonar encontra-se a valva pulmonar.

Assim, o coração é composto de uma estrutura muscular espessa, de cerca de 1 - 2 cm, denominada miocárdio, que integra as paredes das cavidades atriais e ventriculares. O miocárdio está envolto externamente por uma estrutura membranosa, o pericárdio, cuja função é proteger o miocárdio e permitir o suave deslizamento das paredes do órgão durante o seu funcionamento mecânico, pois contém líquido lubrificante em seu interior.

Internamente, o miocárdio é recoberto pelo endocárdio, a membrana de proteção interna que fica em contato direto com o sangue, separando a musculatura, do interior das cavidades do órgão. O coração tem também um conjunto de valvas intracavitárias, cuja função é direcionar o fluxo de sangue em um único sentido no interior do coração.

O tecido excitocondutor compreende um conjunto de quatro estruturas interligadas morfofuncionalmente: o nodo sinusal, que é um aglomerado de células excitáveis especializadas, situado no extremo da região ântero-superior direita do coração, próximo à junção da veia cava superior com o átrio direito; o nodo atrioventricular, que também se constitui num aglomerado celular excitável especializado, situado na junção entre os átrios e os ventrículos, na porção basal do septo intraventricular, na região mediana do coração; o feixe de Hiss e seus ramos principais direito e esquerdo com suas subdivisões, que se localizam na intimidade da estrutura muscular miocárdica, partindo da base do septo intraventricular e dirigindo-se aos ventrículos direito e esquerdo, respectivamente; o sistema de fibras de Purkinje, que representa uma rede terminal de condução do impulso elétrico a cada célula miocárdica contrátil.

O coração é fartamente irrigado com sangue arterial por meio de uma riquíssima rede de circulação própria - a circulação arterial coronariana - e tem o sangue venoso drenado pela circulação venosa coronariana de retorno; o miocárdio adjacente à cavidade ventricular esquerda é também irrigado pelo sistema de vasos de Thebésius, que transporta sangue arterial desta cavidade diretamente para as células musculares.

Sistema Cardiovascular
Circulação coronária arterial (em vermelho) e venosa (em azul)
vista das regiões anterior e posterior do coração
.

Para controle do seu funcionamento, de modo a atender as necessidades variáveis de fluxo sangüíneo dos tecidos do organismo, o coração está sob a influência reguladora de uma rica rede de nervos oriundos de diversas estruturas do sistema nervoso central, os quais modificam o estado funcional e as propriedades dos diferentes componentes do órgão, por meio da liberação, em seus terminais, de substâncias químicas neurotransmissoras estimuladoras (noradrenalina e outras) ou inibidoras (acetilcolina e outras).

Esses nervos fazem parte do sistema nervoso autônomo (ou involuntário, ou neurovegetativo) e pertencem às duas divisões deste: o sistema nervoso simpático (nervos simpáticos), que tem função estimuladora sobre as] propriedades funcionais, e o sistema nervoso parassimpático (nervo vago), que tem efeito funcional inibidor.

Atividade Elétrica do Coração

O Comando do Funcionamento do Órgão

Para que o coração possa exercer sua função mecânica de bombeamento do sangue arterial para todo o organismo, por meio da contração, e de aspiração do sangue venoso que retorna de todos os órgão e tecidos, por meio do relaxamento, é necessário que as células miocárdicas sejam inicialmente ativadas por um estímulo elétrico que atua sobre a membrana celular. Esse estímulo elétrico, que comanda o funcionamento do coração, é automática e ritmicamente gerado no nodo sinusal, que é a estrutura cardíaca mais excitável e a que tem a maior capacidade de automatismo, em decorrência do que é chamada marca-passo natural do coração. O potencial de ação do coração, ou o seu estímulo elétrico, origina-se automaticamente no nodo sinusal e, a partir dessa estrutura, propaga-se pelo miocárdio atrial atingindo o nodo atrioventricular, de onde ganha o tecido especializado condutor dos ventrículos, representado pelo feixe de Hiss e seus ramos e subramos direito e esquerdo, terminando no sistema de Purkinje e ativando seqüencialmente toda a musculatura ventricular numa direção e sentido bem definidos.

A atividade elétrica gerada no coração pode ser captada na superfície corporal por meio de eletrodos colocados em determinadas posições padronizadas, considerando que o corpo é um bom condutor de eletricidade. Essa atividade elétrica, representada pelas diferenças de potencial elétrico criado em cada ponto do coração, as quais nada mais são que o potencial de membrana e o potencial de ação alternando-se ciclicamente, expressa o eletrocardiograma que, assim, pode ser definido como o registro gráfico da atividade elétrica do coração captada ao longo do tempo na superfície corporal.

Alterações em qualquer dos fenômenos eletrofisiológicos que determinam o potencial de ação do tecido excitocondutor e do miocárdio comum do coração, provocadas por diversas influências ou fatores, representam a base fisiopatológica para o surgimento das arritmias cardíacas.

Entre os agentes mais importantes, capazes de modificar fisiológica ou patologicamente o potencial de ação, incluem-se:

O estado do equilíbrio entre as influências nervosas autonômicas simpática e parassimpática, tendo em vista que a influência estimuladora simpática é provocadora de arritmias e que a influência inibidora parassimpática é antiarritmogênica
Concentração hídrica e eletrolítica nos tecidos do coração; o equilíbrio acidobásico no organismo
As substâncias diversas que circulam pelo sangue e influenciam o coração
Os agentes farmacológicos (medicações, drogas e anestésicos);
Os diversos processos patológicos aos quais o coração está sujeito.

Funcionamento Mecânico do Coração

Contração e Relaxamento e Ciclo Cardíaco

Quando o estímulo elétrico gerado no nodo sinusal atinge as células miocárdicas comuns, estas são eletricamente excitadas e suas membranas se despolarizam, o que provoca a liberação intracelular de íons cálcio, que se acoplam às proteínas contráteis desencadeando o processo de contração das células. Esse processo funcional, que compreende a estimulação e a subseqüente contração das células miocárdicas, denomina-se acoplamento excitação-contração.

Por meio da contração (ou encurtamento circular) e do relaxamento (ou distensão) dos ventrículos, o coração ejeta um determinado volume de sangue para as circulações arteriais - sistêmica e pulmonar - e promove o retorno para si do mesmo volume sangüíneo que circula pelas circulações venosas - sistêmica e pulmonar. Por seu turno, a contração do miocárdio dos átrios complementa o enchimento dos respectivos ventrículos, e o relaxamento dos átrios facilita o retorno de sangue das circulações venosas, sistêmica e pulmonar. Os átrios e os ventrículos não se contraem e relaxam simultaneamente, mas o fazem em momentos diferentes, ou seja, enquanto os átrios estão se contraindo, os ventrículos se encontram relaxados para a recepção do sangue, e vice-versa.

A contração do coração, tendo-se como referência os ventrículos, chama-se sístole cardíaca ou batimento cardíaco, e o relaxamento denomina-se diástole cardíaca.

O conjunto dos fenômenos mecânicos que ocorrem nas fases da contração sistólica e do relaxamento diastólico do coração constitui o ciclo cardíaco, que inclui:

Alterações das dimensões e dos volumes atriais e ventriculares
Modificações das pressões no interior dos átrios e dos ventrículos
Modificações da pressão arterial sistêmica e pulmonar
Modificações da pressão venosa sistêmica e pulmonar
Movimentos de fechamento e abertura das valvas intracardíacas.

A oferta e a manutenção do fluxo sangüíneo aos tecidos do organismo, que se constituem nos objetivos funcionais fundamentais do aparelho cardiovascular, estão na dependência básica de um determinado volume de sangue e de um certo gradiente de pressão existentes no interior do órgão.

O valor normal máximo da pressão arterial sistólica é 140 mmHg; o da pressão arterial diastólica é 90 mmHg. Em média, os valores normais da pressão arterial situam-se em torno de 120 x 80 mmHg.

As estreitas relações entre as variáveis cardiovasculares ou hemodinâmicas fundamentais são representadas pelas seguintes funções matemáticas:

Débito Cardíaco = Freqüência Cardíaca x Volume Sistólico Pressão Arterial = Débito Cardíaco x Resistência Periférica O adequado nível da pressão arterial sistólica e diastólica é de grande importância para a integridade morfológica e para o perfeito funcionamento de todo o aparelho cardiovascular e, em conseqüência, para a manutenção das funções de todos os órgãos e do estado de saúde do indivíduo ao longo do tempo.

A elevação da pressão arterial acima dos valores normais, provocada por fatores diversos que terminam por elevar a resistência vascular periférica ou o volume sangüíneo, representa um distúrbio comumente encontrado: a hipertensão arterial. Entre os muitos fatores capazes de produzir elevação crônica da pressão arterial destacam-se a hereditariedade, a ingestão excessiva de sal e o estresse emocional prolongado. A hipertensão arterial, que afeta homens e mulheres geralmente a partir dos 40 anos, pode resultar em graves alterações patológicas do coração e da circulação arterial, caso não seja devidamente tratada após a sua descoberta.

Entre as principais complicações dessa condição clínica incluem-se a hipertrofia do coração e a sua insuficiência progressiva, o desenvolvimento de arritmias, o infarto do miocárdio, a aceleração da aterosclerose, os acidentes vasculares cerebrais (ou derrames cerebrais) e a insuficiência renal crônica.

Controle do Funcionamento do Aparelho Cardiovascular

A regulação das funções do coração e do sistema vascular é a mais complexa existente no organismo. Isso porque a adequada oferta e a manutenção do fluxo sangüíneo exigido pelos diversos tecidos do organismo de momento a momento requerem, constante e freqüentemente, rápida adaptação funcional dos diferentes componentes do aparelho cardiovascular. O sistema nervoso, por meio da atividade de diversas estruturas, desempenha papel fundamental nessa regulação, influenciando o funcionamento das diferentes estruturas cardiovasculares e os seus mecanismos de ajustes fisiológicos, de forma instantânea, a curto, médio e longo prazo.

Diversos são os mecanismos reguladores cardiovasculares, que atuam isolada ou combinadamente, com o propósito final de garantir adequado volume de sangue circulante e pressões arterial e venosa as mais estáveis possíveis dentro dos limites fisiológicos, visando à manutenção do fluxo sangüíneo tissular. Assim, o volume sangüíneo e a pressão circulatória são as duas variáveis hemodinâmicas que se constituem nos alvos finais da regulação cardiovascular. Os mecanismos reguladores podem ser remotos, quando atuam à distância das estruturas cardiovasculares reguladas, ou podem ser de natureza local, quando as influências reguladoras se processam localmente na intimidade dos órgãos para ajuste do fluxo sangüíneo por eles exigido, independentemente da regulação do fluxo sangüíneo global.

Fonte: www.fes.br

Sistema Cardiovascular

Sistema Cardiovascular - Anatomia

1.1 O Coração

O coração, figura 1.1, é um órgão muscular localizado entre os dois pulmões e abaixo do osso anterior do tórax (chamado de esterno), numa região denominada mediastino. Está inclinadamente para a esquerda, tendo sua ponta inferiormente situada próxima ao mamilo esquerdo. Tem aproximadamente o tamanho de um punho fechado de um adulto e pesa aproximadamente 300 gramas.

Sistema Cardiovascular
Figura 1.1 - Coração

Ele se compõe de dois sistemas de bombeamento independentes, um do lado direito e outro do lado esquerdo. Cada um destes sistemas tem duas câmaras – um átrio (câmara superior) e um ventrículo (câmara inferior). Desta forma, o coração apresenta quatro cavidades.

É composto de uma estrutura muscular espessa, de cerca de 1 – 2 cm, denominada miocárdio, que integra as paredes das cavidades atriais e ventriculares. O miocárdio está envolto externamente por uma estrutura membranosa, que é o pericárdio, cuja função é proteger o miocárdio e permitir o suave deslizamento das paredes do órgão durante o seu funcionamento mecânico, pois contém líquido lubrificante em seu interior (fluido pericárdico). Internamente, o miocárdio é recoberto pelo endocárdio, que se constitui na membrana de proteção interna que fica em contato direto com o sangue, separando a musculatura, do interior das cavidades do órgão.

1.2 Câmaras do Coração

As quatro cavidades ou câmaras do coração recebem e bombeiam sangue. As duas câmaras superiores ou átrios são separados entre si pelo septo interatrial e os ventrículos (câmaras inferiores) pelo septo interventricular.

Externamente, o sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. Ele circula o coração e contém gordura e vasos sangüíneos coronarianos. Já internamente, entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo encontra-se a valva mitral (ou bicúspide); entre o átrio direito e o ventrículo direito a valva tricúspide.

1.3 As Valvas Cardíacas

As valvas são retalhos (“flaps”) musculares que se abrem e fecham; este movimento de abrir e fechar faz com que o sangue seja direcionado de maneira correta.

Sistema Cardiovascular
Figura 1.2 - Valvas Cardíacas

O coração tem quatro valvas, figura 1.2:

A valva tricúspide regula o fluxo do sangue entre o átrio direito e o ventrículo direito;
A valva pulmonar se abre para permitir ao sangue fluir do ventrículo direito aos pulmões;
A valva mitral regula o fluxo do sangue entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo;
A valva aórtica permite ao sangue fluir do ventrículo esquerdo aorta ascendente.

1.4 Anatomia Topográfica

1.4.1 Superfície externa

A superfície externa, figura 1.3, é formada por:

Sistema Cardiovascular
Figura 1.3 - Superfície externa

1. Veia Cava Superior;
2. Veia Cava Inferior;
3. Átrio Direito;
4. Ventrículo Direito;
5. Ventrículo Esquerdo;
6. Artéria Pulmonar;
7. Aorta;
8. Artéria Coronária Direita;
9. Artéria Coronária Descendente Anterior;
10. Átrio esquerdo;
11. Veias Pulmonares.

1.4.2 Interior do Coração

O interior do coração, figura 1.4, é formado por:

Sistema Cardiovascular
Figura 1.4 - Interior do Coração

1. Átrio Direito;
2. Valva Tricúspide;
3. Ventrículo Direito (via de entrada);
4. Ventrículo Direito (via de saída);
5. Valva Pulmonar;
6. Artéria Pulmonar;
7. Átrio Esquerdo;
8. Septo Interventricular;
9. Ventrículo esquerdo;
10. Valva Mitral;
11. Aorta.

1.5 Os Grandes Vasos do Coração

No átrio esquerdo desembocam diretamente quatro veias pulmonares, que conduzem sangue proveniente dos pulmões. Para o átrio direito drenam diretamente as veias cavas superior e inferior, que são os condutores terminais do sangue proveniente de todas as partes do organismo. Do ventrículo esquerdo sai a grande artéria aorta, que distribui sangue para todo organismo, por meio das ramificações arteriais; na saída do ventrículo esquerdo situa-se a valva aórtica, a qual separa esta cavidade ventricular da aorta. Do ventrículo direito emerge a artéria pulmonar, que é a condutora do sangue em direção aos pulmões; entre a saída da cavidade ventricular direita e o início da artéria pulmonar encontra-se a valva pulmonar.

Desta forma, as artérias são os vasos que conduzem o sangue para longe do coração e as veias conduzem sangue de volta ao coração.

1.6 Anatomia de superfície do Coração - as Artérias Coronárias

O coração, como qualquer outro músculo do corpo, necessita de receber oxigênio para que funcione adequadamente. A musculatura do coração é nutrida através de um sistema de artérias, as artérias coronárias, que se originam da aorta. As duas artérias coronárias mais importantes são a coronária direita e a coronária esquerda - esta última se divide (mais freqüentemente) em artéria coronária descendente anterior e artéria circunflexa.

Sistema Cardiovascular
Figura 1.5 - Anatomia de superfície do Coração

1.7 Funções do Coração

Todas as células de nosso corpo necessitam de oxigênio para viver. O papel do coração é enviar sangue rico em oxigênio a todas as células que compõe o nosso organismo. As artérias são as vias por onde o sangue oxigenado é enviado. A aorta é a maior de todas as artérias, e se origina no ventrículo esquerdo. As artérias se dividem em ramos cada vez menores, até os capilares sistêmicos, que são vasos extremamente finos através dos quais o oxigênio sai para os tecidos. Após a retirada do oxigênio e o recebimento do gás carbônico que se encontrava nos tecidos, os capilares levam o sangue até as veias. As veias transportam sangue com baixa quantidade de oxigênio e alto teor de gás carbônico, desde os tecidos de volta ao coração e daí aos pulmões, chegando aos capilares pulmonares, onde o sangue volta a receber oxigênio e a ter o gás carbônico removido, sendo o processo reiniciado. O sangue flui continuamente pelo sistema circulatório, figura 1.6, e o coração é a "bomba" que torna isso possível.

Sistema Cardiovascular
Figura 1.6 - Funções do Coração

 

1.8 O lado direito do coração

O lado direito do coração as veias que trazem o sangue de todo o corpo. Este "sangue usado " é pobre em oxigênio e rico em gás carbônico - é chamado de sangue venoso.
O átrio direito é a primeira câmara cardíaca que recebe o sangue.
A câmara se enche a medida que seus músculos se relaxam para encher com sangue venoso que retornou de todo o corpo.
O sangue entra em uma segunda câmara muscular chamada de ventrículo direito.
O ventrículo direito é um das duas principais bombas do coração. Sua função é levar o sangue aos pulmões.
Os pulmões oxigenam o sangue, restaurando a sua taxa de oxigênio, e o trocam com gás carbônico, que é expirado.

1.9 O lado esquerdo do coração

O lado esquerdo recebe o sangue depois que ele volta dos pulmões, já tendo recebido oxigênio. Este se denomina sangue arterial.
O sangue rico em oxigênio chega ao coração por veias que vêm dos pulmões (chamadas de veias pulmonares)
O sangue chega aos pulmões no átrio esquerdo, a primeira câmara no lado esquerdo.
Do átrio esquerdo, o sangue segue para o ventrículo esquerdo, uma câmara muscular poderosa que bombeia o sangue oxigenado para todo o corpo.
O ventrículo esquerdo é a mais forte das câmaras do coração. Seus músculos espessos necessitam executar contrações poderosas o suficiente para bombear o sangue para todas as partes do corpo.
Esta contração forte gera a pressão sanguínea sistólica (o primeiro valor - e o mais alto - na medida da pressão arterial sanguínea). A pressão medida mais baixa, ou pressão sanguínea diastólica, ocorre quando o ventrículo esquerdo relaxa para se encher novamente com sangue.
O sangue deixa o coração passando pela aorta ascendente. A aorta é a principal artéria que alimenta de sangue o corpo inteiro.

1.10 O Sistema Elétrico do Coração

As batidas do coração são ativadas e reguladas pelo sistema de condução, que consiste em uma cadeia de células musculares especializadas que formam um sistema elétrico independente no interior da musculatura cardíaca (tecido excito-condutor). Este tecido gera e conduz um impulso elétrico que ativa todo o órgão.

É constituído por um conjunto de quatro estruturas interligadas morfo-funcionalmente: o nodo sinusal (aglomerado de células excitáveis especializadas, situado no extremo da região ântero-posterior direita do coração, próximo a junção da veia cava superior com o átrio direito); o nodo átrioventricular (situado na junção entre os átrios e os ventrículos, na porção basal do septo interventricular, sendo também um aglomerado celular excitável); o feixe de His e seus ramos e subdivisões (localizam-se na intimidade da estrutura muscular miocárdica, partindo da base do septo interventricular e dirigindo-se aos ventrículos direito e esquerdo); o sistema de fibras de Purkinje (representa uma rede terminal de condução do impulso elétrico a cada célula miocárdica contrátil).

Sistema Cardiovascular
Figura 1.7 - Sistema Elétrico do Coração

A. Lado direito do coração. O nodo sinusal e o nodo atrioventricular são ambos estruturas atriais direitas, considerando que o feixe de His cursa pelo trígono fibroso direito, para alcançar o ápice do septo interventricular. O ramo de condução direito cursa ao longo das bandas septal e moderadora. B. Lado esquerdo do coração. O feixe de condução esquerdo forma uma ampla rede de fibras ao longo da superfície septal. Ao, aorta; AV, atrioventricular; SC, seio coronário; VCI, veia cava inferior; AE, átrio esquerdo; VE, ventrículo esquerdo; FO, fossa oval; VP, válvula pulmonar; TP, tronco pulmonar; VCS, veia cava superior; CT, crista terminal.

Fonte: www.ceunes.ufes.br

Sistema Cardiovascular

A função básica do sistema cardiovascular é a de levar material nutritivo e oxigênio às células. O sistema circulatório é um sistema fechado, sem comunicação com o exterior, constituído por tubos, que são chamados vasos, e por uma bomba percussora que tem como função impulsionar um líquido circulante de cor vermelha por toda a rede vascular.

O sistema cardiovascular consiste no sangue, no coração e nos vasos sangüíneos. Para que o sangue possa atingir as células corporais e trocar materiais com elas, ele deve ser, constantemente, propelido ao longo dos vasos sangüíneos. O coração é a bomba que promove a circulação de sangue por cerca de 100 mil quilômetros de vasos sangüíneos.

Circulação Pulmonar e Sistêmica

Circulação Pulmonar

Leva sangue do ventrículo direito do coração para os pulmões e de volta ao átrio esquerdo do coração. Ela transporta o sangue pobre em oxigênio para os pulmões, onde ele libera o dióxido de carbono (CO2) e recebe oxigênio (O2). O sangue oxigenado, então, retorna ao lado esquerdo do coração para ser bombeado para circulação sistêmica.

Circulação Sistêmica

É a maior circulação; ela fornece o suprimento sangüíneo para todo o organismo. A circulação sistêmica carrega oxigênio e outros nutrientes vitais para as células, e capta dióxido de carbono e outros resíduos das células.

VASOS SANGUÍNEOS

Formam uma rede de tubos que transportam sangue do coração em direção aos tecidos do corpo e de volta ao coração.

Os vasos sangüíneos podem ser divididos em sistema arterial e sistema venoso:

Sistema Arterial

Constitui um conjunto de vasos que partindo do coração, vão se ramificando, cada ramo em menor calibre, até atingirem os capilares.

Sistema Venoso

Formam um conjunto de vasos que partindo dos tecidos, vão se formando em ramos de maior calibre até atingirem o coração.

Os vasos sanguíneos que conduzem o sangue para fora do coração são as artérias. Estas se ramificam muito, tornam-se progressivamente menores, e terminam em pequenos vasos determinados arteríolas. A partir destes vasos, o sangue é capaz de realizar suas funções de nutrição e de absorção atravessando uma rede de canais microscópicos, chamados capilares, os quais permitem ao sangue trocar substâncias com os tecidos. Dos capilares, o sangue é coletado em vênulas; em seguida, através das veias de diâmetro maior, alcança de novo o coração. Esta passagem de sangue através do coração e dos vasos sanguíneos é chamada de CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA.

Estrutura dos Vasos

1- Túnica externa

É composta basicamente por tecido conjuntivo. Nesta túnica encontramos pequenos filetes nervosos e vasculares que são destinados à inervação e a irrigação das artérias. Encontrada nas grandes artérias somente.

2- Túnica média

É a camada intermediária composta por fibras musculares lisas e pequena quantidade de tecido conjuntivo elástico. Encontrada na maioria das artérias do organismo.

3- Túnica íntima

Forra internamente e sem interrupções as artérias, inclusive capilares. São constituídas por células endoteliais.

Os vasos sangüíneos são compostos por várias anastomoses, principalmente nos vasos cerebrais.

Anastomose

Significa ligação entre artérias, veias e nervos os quais estabelecem uma comunicação entre si. A ligação entre duas artérias ocorre em ramos arteriais, nunca em troncos principais. Às vezes duas artérias de pequeno calibre se anastomosam para formar um vaso mais calibrosos. Freqüentemente a ligação se faz por longo percurso, por vasos finos, assegurando uma circulação colateral.

O Polígono de Willis (melhor estudado em "Vascularização do SNC") é um exemplo de vasos que se anastomosam, formando um polígono. Esse processo ocorre no cérebro para garantir uma demanda adequada de oxigênio as células nervosas, ou seja, caso ocorra a obstrução de uma artéria cerebral, a região irrigada pelo vaso lesado ainda receberá sangue proveniente de outra artéria do polígono, preservando o tecido nervoso.

SISTEMA ARTERIAL

Conjunto de vasos que saem do coração e se ramificam sucessivamente distribuindo-se para todo o organismo. Do coração saem o tronco pulmonar (relaciona-se com a pequena circulação, ou seja leva sangue venoso para os pulmões através de sua ramificação, duas artérias pulmonares uma direita e outra esquerda) e a artéria aorta (carrega sangue arterial para todo o organismo através de suas ramificações).

Algumas artérias importantes do corpo humano:

Sistema Cardiovascular

1 - Sistema do tronco pulmonar

O tronco pulmonar sai do coração pelo ventrículo direito e se bifurca em duas artérias pulmonares, uma direita e outra esquerda. Cada uma delas se ramifica a partir do hilo pulmonar em artérias segmentares pulmonares.

Ao entrar nos pulmões, esses ramos se dividem e subdividem até formarem capilares, em torno alvéolos nos pulmões. O gás carbônico passa do sangue para o ar e é exalado. O oxigênio passa do ar, no interior dos pulmões, para o sangue. Esse mecanismo é denominado HEMATOSE.

2 - Sistema da artéria aorta (sangue oxigenado)

É a maior artéria do corpo, com diâmetro de 2 a 3 cm. Suas quatro divisões principais são a aorta ascendente, o arco da aorta, a aorta torácica e aorta abdominal. A aorta é o principal tronco das artérias sistêmicas. A parte da aorta que emerge do ventrículo esquerdo, posterior ao tronco pulmonar, é a aorta ascendente.

O começo da aorta contém as válvulas semilunares aórticas. A artéria aorta se ramifica na porção ascendente em duas artérias coronárias, uma direita e outra esquerda que vão irrigar o coração.

O estudo sobre o Corpo Humano é objeto de curiosidade por ser uma engrenagem biológica, misteriosa, extremamente complexa e maravilhosa, funcionando de maneira integrada e em harmonia uma parte com as outras.

A artéria coronária esquerda passa entre a aurícula esquerda e o tronco pulmonar.

Divide-se em dois ramos: ramo interventricular anterior (ramo descendente anterior esquerdo) e um ramo circunflexo. A ramo interventricular anterior passa ao longo do sulco interventricular em direção ao ápice do coração e supre ambos os ventrículos. O ramo circunflexo segue o sulco coronário em torno da margem esquerda até a face posterior do coração, originando assim a artéria marginal esquerda que supre o ventrículo esquerdo.

Sistema Cardiovascular

A artéria coronária direita corre no sulco coronário ou atrioventricular e dá origem ao ramo marginal direito que supre a margem direita do coração medida que corre para o ápice do coração. Após originar esses ramos, curva-se para esquerda e contínuo o sulco coronário até a face posterior do coração, então emite a grande artéria interventricular posterior que desce no sulco interventricular posterior em direção ao ápice do coração, suprindo ambos os ventrículos.

Logo em seguida a artéria aorta se encurva formando um arco para a esquerda dando origem a três artérias (artérias da curva da aorta) sendo elas:

1 - Tronco braquiocefálico arterial
2 - Artéria carótida comum esquerda
3 - Artéria subclávia esquerda

O tronco braquiocefálico arterial origina duas artérias:

4 - Artéria carótida comum direita
5 - Artéria subclávia direita

Artérias da Curva da Aorta Distribuição
1º Ramo Tronco Branquiocefálico Arterial Artéria Subclávia Direita Encéfalo e medula espinhal, pescoço e ombro ( Origina as artérias dos membros superiores )
Artéria Carátida Comum Direita Cabeça e Pesqueço
2º Ramo Artéria Carótida Comum Esquerda Cabeça e Pesqueço
3º Ramo Artéria Subclávia Esquerda Encéfalo e medula espinhal, pescoço e ombro ( Origina as artérias dos membros superiores )

ARTÉRIAS DO PESCOÇO E CABEÇA

As artérias vértebrais direita e esquerda e as artérias carótida comum direita e esquerda são responsáveis pela vascularização arterial do pescoço e da cabeça.

Antes de entrar na axila, a artéria subclávia dá um ramo para o encéfalo, chamada artéria vertebral, que passa nos forames transversos da C6 à C1 e entra no crânio através do forame magno. As artérias vertebrais unem-se para formar a artéria basilar (supre o cerebelo, ponte e ouvido interno), que dará origem as artérias cerebrais posteriores, que irrigam a face inferior e posterior do cérebro.

Na borda superior da laringe, as artérias carótidas comuns se dividem em artéria carótida externa e artéria carótida interna.

Sistema Cardiovascular

A artéria carótida externa irriga as estruturas externas do crânio. A artéria carótida interna penetra no crânio através do canal carotídeo e supre as estruturas internas do mesmo. Os ramos terminais da artéria carótida interna são a artéria cerebral anterior (supre a maior parte da face medial do cérebro) e artéria cerebral média (supre a maior parte da face lateral do cérebro).

Artéria carótida externa

Irriga pescoço e face.
Seus ramos colaterais são:
artéria tireoíde superior, artéria lingual, artéria facial, artéria occipital, artéria auricular posterior e artéria faríngea ascendente.
Seu ramos terminais são:
artéria temporal e artéria maxilar.

Polígono de Willis

A vascularização cerebral é formada pelas artéria vertebrais direita e esquerda e pelas artérias carótidas internas direita e esquerda.
As vertebrais se anastomosam originado a artéria basilar, alojada na goteira basilar, ela se divide em duas artérias cerebrais posteriores que irrigam a parte posterior da face inferior de cada um dos hemisférios cerebrais.
As artérias carótidas internas em cada lado originam uma artéria cerebral média e uma artéria cerebral anterior.
As artérias cerebrais anteriores se comunicam através de um ramo entre elas que é a artéria comunicante anterior.
As artérias cerebrais posteriores se comunicam com as arteriais carótidas internas através das artérias comunicantes posteriores.
Para saber mais sobre o Polígono de Willis, veja Sistema Nervoso (Vascularização do Encéfalo).

ARTÉRIAS DOS MEMBROS SUPERIORES

Artéria Distribuição
Subclávia Encéfalo e medula espinhal, pescoço e ombo (Origina as artérias dos membros superiores)
Axilar Ombro, músculo torácios e escapulares e úmero
Braquial Braço
Radial Face Lateral do antebraço, punho e mão
Ulnar Face Medial do antebraço, punho e mão
Arco Superficial Palmar Palma da mão e Dedos (Formado principalmente pela artéria ulnar)
Acro Profundo Palmar Palma da mão e dedos (Formado principalmente pela artéria radial)

Explicação da tabela acima

A artéria subclávia (direita ou esquerda), logo após o seu início, origina a artéria vertebral que vai auxiliar na vascularização cerebral, descendo em direção a axila recebe o nome de artéria axilar, e quando, finalmente atinge o braço, seu nome muda para artéria braquial (umeral). Na região do cotovelo ela emite dois ramos terminais que são as artérias radial e ulnar que vão percorrer o antebraço. Na mão essas duas artérias se anastomosam formando um arco palmar profundo que origina as artérias digitais palmares comuns e as artérias metacarpianas palmares que vão se anastomosar.

Artéria Aorta - Porção Torácica

Após a curva ou arco aótico, a artéria começa a descer do lado esquerdo da coluna vertebral dado origem aos ramos:

Viscerais (nutrem os órgãos)

1- Pericárdicos
2
- Bronquiais
3
- Esofágicos
4
- Mediastinais

Parietais (irrigam a parede dos órgãos):

5- Intercostais posteriores
6
- Subcostais
7-
Frênicas superiores

Artéria Aorta - Porção Abdominal

Ao atravessar o hiato aórtico do diafragma até a altura da quarta vértebra lombar, onde termina, a aorta é representada pela porção abdominal.

Nesta porção a aorta fornece vários ramos colaterais e dois terminais.

Os ramos terminas da artéria aorta são artéria ilíaca comum direita e artéria ilíaca comum esquerda.

ARTÉRIAS DOS MEMBROS INFERIORES

Artéria Distribuição
Ilíaca Comum Pelve, genitália externa e membros inferiores
Ilíaca Interna Pelve, nádegas, genitália externa e coxa
Ilíaca Externa Membros inferiores
Femoral Virilhas e músculos da coxa
Poplítea Região posterior da perna, joelho, fêmur, patela e fíbula
Tibial Anterior Joelho, músculos anteriores da perna, tornozelo
Tibial Posterior Músculos, ossos e articulações das pernas e dos pés
Fibular Músculos profundos da região posterior da perna, músculos fibulares, fíbula, tarso e face lateral do calcanhar
Dorsal do Pé Músculos e articulações da face dorsal do pé
Plantar Lateral Metatarsos e artelhos
Plantar Medial Flexor curto dos dedos, adutor do hálux e dedos

Fonte: auladeanatomia.com

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