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Sistema Esquelético

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O esqueleto humano é o quadro interno do corpo. É composto por cerca de 270 ossos ao nascer – este total diminui para cerca de 206 ossos na idade adulta depois que alguns ossos se fundem.

A massa óssea no esqueleto atinge a densidade máxima em torno dos 21 anos de idade. O esqueleto humano pode ser dividido no esqueleto axial e no esqueleto apendicular . O esqueleto axial é formado pela coluna vertebral , a caixa torácica , o crânio e outros ossos associados. O esqueleto apêndice, que está ligado ao esqueleto axial, é formado pela cintura escapular , cintura pélvica e os ossos dos membros superiores e inferiores.

O esqueleto humano desempenha seis funções principais; apoio, movimento, proteção, produção de células sanguíneas, armazenamento de minerais e regulação endócrina.

Função

– Proteção;

– Sustentação;

– Sistema de alavancas;

– Produção de células sanguíneas;

– Armazenamento de íons e Cálcio.

Sistema de Alavancas

Movimento ativo: Músculos (estriado esquelético)

Movimento passivo: ossos

Produção de Células Sanguíneas

– Ossos;

– Medula óssea (M.O);

– Glóbulos brancos (leucócitos) defesa;

– Glóbulos vermelhos (hemácias) produção células vermelhas.

Armazenamento de Íons e Cálcio

– Cálcio: encontra-se em todas as células do corpo humano.

– Fósforo: todas as células precisam de fósforo e glicose que é transformado em energia para as células. ATP – dinosina de trifosfato.

O fosfato e encontrado dentro das mitocôndrias das células.

Células do Tecido Ósseo

Osteócitos: Células adultas (funcional);

Osteoblastos: Células jovens (formação);

Osteoclastos: Remoção do tecido ósseo;

Osteoplastos: Membrana que envolve os osteócitos.

Os canais encontrados nos ossos são:

Horizontal: Canais de Volkmann
Vertical:
Canais de Havers;

Função dos Canais

É por onde passam veias e artérias que alimentam os ossos, as artérias levam oxigênio e nutrientes e as veias coletam o CO2 e os resíduos metabólicos.

Os osteoplastos possuem canalicos que são ramificações que na realidade interligam os vários osteoplastos. Fazendo com que haja uma vasta rede, alimentando com oxigênio e nutrientes e removendo CO2 das células mais distantes dos canais.

A troca das células ósseas de um adulto fica em torno de 3 em 3 meses.

Existe um espaço entre as células do tecido ósseo que são chamados: “matrix extracelular” esta matrix é preenchida com “cálcio, fósforo, carbono e magnésio”.

O que dá resistência no osso são os “sais ósseos”.

A proteína é um conjunto de aminoácidos.

As proteínas dos ossos são os colágenos, são os colágenos que da flexibilidade nos ossos.

O crescimento da criança e mais rápido, pois esta crescendo todas as partes do corpo isto é chamado de “metabolismo”.

Metabolismo: é o funcionamento das células.

A troca das células é mais rápida em crianças do que os adultos, e por consequência as dos adultos são mais rápidas do que as do idosos.

Retirada e Reposição de Tecidos Ósseos

Criança Adulto Velhice
3 osteoblastos igual menos
1 osteóclastos igual mais

Osteoclastos

Rico em enzimas digestivas é ele que faz a retirada do tecido ósseo.

Quando os osteoclastos vão retirar a camada óssea através de seus tentáculos, liberando duas substâncias: enzimas proteoliticas e ácidos cítricos, lático. Os quebram os sais ósseos e as enzimas proteolíticas quebram as proteínas do tecido ósseo ( colageno ) e as proteínas da células.

Para a reposição da camada óssea as células que ficaram nos ossos sentem falta do contato que existia com a célula que foi removida, sendo assim estas células emitem uma informação ao núcleo da célula que estimula a ploriferação de outras células tampando o buraco. O sinal enviado ao núcleo da célula é conhecido de glicocalix.

Remodelamento Ósseo

Troca constante com objetivo de manter tecido funcional.

Absorção Intestinal de Cálcio e Fosfato

O cálcio é pouco absorvido pelo tubo intestinal, o fosfato é facilmente absorvido na maior parte do corpo, exceto quando existe excesso de cálcio na dieta; o cálcio tente a formar compostos de fosfato de cálcio quase insolúveis, que não são absorvidos, mas passam pelos intestinos e são secretados nas fezes.

Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina.

Excreção Intestinal e Urinária do Fosfato

À excreção de fosfato excretada nas fezes, em combinação com o cálcio, quase todo o fosfato da dieta é absorvido no sangue a partir do intestino, posteriormente, excretado na urina.

O fosfato é uma substância com limiar, isto é, quando sua concentração plasmática está abaixo do valor crítico, não há perda de fosfato na urina: porém acima desta concentração critica, a perda do fosfato é diretamente proporcional ao novo aumento. O rim regula a concentração de fosfato no líquido extracelular, alterando sua excreção de acordo com a concentração plasmática.

Vitamina D na Absorção do Cálcio e do Fosfato

A vitamina D exerce em potente efeito, aumentando a absorção de cálcio pelo tubo intestinal. É necessário que a vitamina D seja inicialmente convertida numa substância final ativa, série de uma reação no fígado e rim.

O mais importante desses compostos, denominado vitamina D3 ( colecalciferol ). A maior parte desta substância é formada na pele, como consequência da irradiação pelos raios ultravioletas do sol. A exposição adequada ao sol impede a o desenvolvimento de deficiência da vitamina D. O hormônio paratireóideo exerce potente efeito sobre a determinação dos efeitos funcionais da vitamina D no organismo, especialmente seus efeitos sobre a absorção de cálcio no intestino e seus efeitos sobre o osso.

O hormônio paratireóideo promove a conversão de uma substância nos rins; todavia, quando este hormônio está deprimido, esta substância é convertida num composto ligeiramente diferente que possui pouco efeito de vitamina D3.

Quando a concentração plasmática de cálcio já está muito elevada, a formação da substância sofre redução acentuada. Por sua vez, a falta da substância diminui a absorção do cálcio pelo intestino, ossos e túbulos renais, com a consequência diminuição de íons cálcio.

Cálcio no Plasma e no Líquido Intersticial

É evidente que o nível plasmático de cálcio é regulado dentro de limites muito estritos, e principalmente pelo hormônio paratireóideo. O cálcio no plasma encontra-se presente sob três formas diferentes, cerca de 40% do cálcio estão combinados às proteínas plasmáticas e, nesta forma não se difundem através da membrana capilar, cerca de 10% do cálcio difundem-se através da membrana capilar, mas encontram-se combinados com outras substâncias do plasma e do liquido intertisciais, os 50% restante de cálcio do plasma são difusíveis através da membrana capilar e ionizados. Este cálcio ionico é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo, incluindo seu efeito sobre o coração, sistema nervoso e a formação óssea.

Quando a concentração de íons cálcio no líquido extracelular cai abaixo do normal, o sistema nervoso torna-se progresivamente mais excitável, devido ao aumento de permeabilidade na membrana neuronal aos íons sódio, permitindo a fácil início dos potenciais de ação. Na presença de concentrações plasmática de íons cálcio de cerca de 50% abaixo do normal, as fibras nervosas periféricas , em particular, tornam-se tão excitáveis que começam descarregar espontaneamente, iniciando uma série de impulsos nervosos que passam para os músculos esqueléticos e desencadeiam contrações musculares involuntárias.

Hipercalcemia

Quando o nível de cálcio nos líquidos corporais se elevam acima do normal, ocorre depressão do sistema nervoso, e as atividades reflexas do sistema nervoso central ficam bem mais lentas.

O OSSO E SUAS RELAÇÕES COM O CÁLCIO E O FOSFATO EXTRACELULARES

O osso é composto de uma matriz orgânica rígida, que é muito fortalecida pelo depósito de sais de cálcio. O osso compacto médio contém, em peso, cerca 30% de matriz e 70% de sais. O osso recém-formado pode conter uma percentagem consideravelmente maior de matriz em relação aos sais.

MATRIZ ORGÂNICA DOS OSSOS

A matriz do osso é contituida por 90 a 95% de fibras colágenas, sendo o restante representado por um meio homogêneo, denominado substância fundamental. As fibras colágenas estendem-se primeiramente ao logo das linhas se força tensional. Essas fibras dão ao nosso osso a sua poderosa força elástica.

MECÂNISMO DE CALCIFICAÇÃO ÓSSEA

O estágio inicial da produção do osso consiste na secreção de moléculas de colágeno e substância fundamental pelos osteoblastos. Formando fibras colágenas; o tecido resultante é o osteóide, um material semelhante a cartilagem, porém diferindo dela, devido a precipitação de sais de cálcio. À medida que o osteóide se forma, alguns osteoblastos ficam aprisionados no osteóide, passando a ser denominado osteócitos.

PRECIPITAÇÃO DE CÁLCIO NOS TECIDOS NÃO-ÓSSEOS EM CONDIÇÕES ANORMAIS

Embora os sais de cálcio quase nunca se precipitem nos tecidos normais além do osso, eles podem fazê-lo em condições anormais. Por exemplo, percipitam-se nas paredes arteriais na condição denominada arteriosclerose , de modo que as artérias se transformam em tubos semelhantes a osso. Da mesma maneira, os sais de cálcio quase sempre se depositam nos tecidos de degeneração ou em antigos coágulos sanguineos. É provável que nestes casos, os fatores inibidores que normalmente impedem o depósito de sais de cálcio desaparecem dos tecidos, permitindo assim, a ocorrência de precipitação.

CÁLCIO PERMUTÁVEL

A importância do cálcio permutável para o organismo é que ele representa um rápido mecanismo tampão, de modo a evitar que a concentração de íons cálcio nos líquidos extracelulares se eleve excessivamente ou caia até niveis muito baixos, em condições transitórias de excesso ou de menor disponibilidade de cálcio.

REPARO DE FRATURAS

A fratura de um osso, ativa ao máximo todos os osteoblastos periósteo e intra-ósseos envolvidos na fratura. Além disso, forma-se grande número de novos osteoblastos, quase imediatamente, a partir das células osteoprogenitoras, que são células-tronco ósseas. Em pouco tempo surge, entre as duas extremidades fraturadas do osso, uma grande elevação de tecidos osteoblástico e nova matriz óssea orgânica, seguida rapidamente pela deposição de sais de cálcio.

Denominado CALO.

HORMÔNIO PARATIREÓIDEO

Soube-se que o aumento da atividade da glândula paratireóide causava rápida absorção de sais de cálcio dos ossos, resultando em hipercalcemia no líquido extracelular. Por outro lado, a hipofunção das glândulas paratireóides causavam hipocalcemia, quase sempre com tetania resultante. Além disso o hormônio paratireóide é importante no metabolismo do fosfato, bem como no metabolismo do cálcio.

ANATOMIA FISIOLÓGICA DAS GLÂNDULAS PARATIREÓDES

Normalmente , existem 4 glândulas paratireóides no ser humano, localizadas atrás da glândula tireóide. A tireoidectomia total ou subtotal resultava quase sempre na remoção total das glândulas paratireóides.

A remoção da metade das glândulas paratireóides causa em geral pouca anormalidade fisiológica. Todavia, a remoção de três das quatro glândulas normais costuma provocar hipoparatireoidismo transitório. Entretanto, até mesmo uma, pequena quantidade de tecido paratireóideo restante é habitualmente capaz de sofrer hipertrofia, de modo a desepenhar a função de todas as glândulas.

EFEITO DO HORMÔNIO PARATIREÓIDEO SOBRE A CONCENTRAÇÃO DE CÁLCIO E DE FOSFATO NO LÍQUIDO EXTRACELULAR

A elevação da concentração de íons cálcio é causada por dois efeitos:

1 – pelo efeito do hormônio paratireóideo, no sentido de absorver a absorção de cálcio e de fosfato no osso.
2 –
pelo rápido efeito no hormônio paratireóideo no sentido de reduzir a excreção renal de cálcio. Por outro lado, o declínio na concentração de fosfato é ocasionado por um efeito muito forte do hormônio Paratireóideo sobre os rins, resultando em excreção excessiva de fosfato, em geral, é grande o suficiente para sobrepujar o aumento da absorção de fosfato no osso.

EFEITO DO HORMÔNIO PARATIREÓIDEO SOBRE A EXCRESÃO DE FOSFATO E CÁLCIO PELO RINS

O hormônio paratireóideo sobre os rins aumenta a reabsorção de cálcio, a perda contínua de cálcio na urina levaria eventualmente a depleção desse mineral nos ossos.

CONTROLE NA SECREÇÃO DE PARATIREÓIDEA PELA CONCENTRAÇÃO DE ÍONS CÁLCIO

Qualquer condição capaz de elevar a concentração de íons cálcio determina a diminuição da atividade e do tamanho das glândulas paratireóides.

Essa condição incluem:

1 – quantidades excessivas de cálcio na dieta;
2 –
aumento da vitamina D na dieta;
3 –
absorção óssea causada por fatores distintos do hormônio paratireóideo ( por exemplo: absorção óssea causada pelo desuso ósseo).

CALCITONINA

É um novo hormônio que exerce efeitos fracos sobre a calcemia, opostos aos paratireóideos, esse hormônio e denominado “calcitonina “. por reduzir a concentração sanguínea de íons cálcio, é secretado pela tireóide, é cosntituida pela uma cadei de 32 aminoácidos.

FISIOLOGIA DAS DOENÇAS PARATIREÓIDEAS E ÓSSEAS

HIPOPARATIREODISMO

Quando as glândulas paratireóides não secretam quantidades suficientes de hormônio, a reabsorção osteócita de cálcio diminui, e os osteoclastos também ficam quase totalmente inativos. Como consequência, a reabsorção de cálcio no osso fica tão deprimida que o nível de cálcio nos líquidos corporais diminui. Como o cálcio e o fosfato não estão sendo absorvidos dos ossos, este geralmente permanece forte.

HIPERPARATIREOIDISMO

Embora leve possa ocorrer deposição de novo osso rápido o suficiente para compensar o aumento da reabsorção osteoclastica logo sobrepuja a deposição osteoblástica, de modo que o osso pode ser quase totalmente devorado.

Possuem tendência extrema para formar cálculos renais. A razão disso é que todo excesso de cálcio e fosfato absorvido do intestino ou mobilizado dos ossos no hiperparatireoidismo é excretado pelo rins, ocasionando elevação proporcional das concentrações urinarias dessa subst6ancia. Em consequ6encia os cristais de fosfato de cálcio tendem a prescipitar-se nos rins, formando cálculos de fosfato de cálcio.

RAQUITISMO

Em geral, o raquitismo é devido mais a falta de vitamina D do que à carência dietética de cálcio ou fosfato. Se a criança for adequadamente exposta a luz solar , forma uma substância na pele que torna-se ativa pelos raios ultravioletas e forma a vitamina D3, que impede o desenvolvimento do raquitismo, ao promover a absorção de cálcio e fosfato no intestino.

Durante o raquitismo prolongado, o acentuado aumento compensador da secreção de hormônio paratireóideo determina a absorção osteoclastica extrema do osso, por sua vez, torna o osso progressivamente mais fraco e impõe stresse físico acentuado sobre o osso, resultando uma rápida atividade osteoblástica. Os osteoblastos depositam grandes quantidades de osteóide que não se calcifica, devido à quantidade insuficiente de íons cálcio e fosfato. Em consequência, o osteóide recém formado, não calsificado e muito fraco substitui gradualmente o osso mais velho que esta sendo reabsorvido, tendo uma ossatura com problemas.

OSTEOPOROSE

É a mais comum de todas as doenças ósseas se adulto, sobretudo na velhice. Diferente da osteomalacia e do raquitismo por resultar mais da diminuição da matriz orgânica do que da calcificação anormal do osso. Na osteoporose a atividade osteoblástica do osso é inferior ao normal, a velocidade de deposição de osteóide fica reduzido. Em certas ocasiões, como na hiperparatireodismo, a causa da diminuição do osso consiste numa excessiva atividade osteoclástica.

As causas mais comuns de osteoporose incluem:

1 – falta de stresse físico dos ossos, devido à inatividade
2 –
desnutrição suficientemente extensa a ponto de impedir a formação da matriz protéica; falta de carbono, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, proteínas.
3 –
Falta de vitamina C, que é necessária para a secreção das substâncias intercelulares por todas as células, incluindo a formação de osteóide pelos osteoblastos
4 –
falta de secreção de extrogênio na pós-menopausa, visto que os extrogênios exercem atividade extimulante sobre os osteoblastos
5 –
velhice, devido à acentuada diminuição de hormônios do crescimento, somado ao fato de que muitas das funções anabolicas protícas estão deficientes, de modo que não pode haver deposição satisfatória da matriz
6 –
distúbio das glândulas paratireódes; controla o nível de cálcio e fosfato no meio extracelular
7
– Pré disposição genética. A osteoporose pode ser causada por numerosas doenças ou deficiências do metabolismo das proteínas
8 –
Falta de vitamina D3; a falta de vitamina D3 leva a diminuição na absorção de cálcio e fostato

Menopausa diminui a ação do extrogênio desregula os osteoblastos, nesta situação os osteoblastos sobre sai tendo uma remoção grande de cálcio dos ossos tendo osteoporose

FISIOLOGIA DOS DENTES

DENTINA

os principais constituintes da dentína são muito semelhantes aos do ossos. A principal diferença reside na sua organização histológica, portanto a dentina não contém quaisquer osteoblástos, osteócitos, osteoclastos ou espaços para vasos sanguíneos ou nervos. É depositada e nutrida pela camada denominada odontoblastos , que reveste sua superfície interna ao longo da parede da cavidade da polpa.

Os sais de cálcio na dentina a tornam extremamente resistentes às forças de compressão, enquanto as fibras colágenas a tornam rígidas e resistente às forças de tensão que poderiam surgir quando os dentes batem contra objetos sólidos.

ESMALTE

A superfície externa do dente é reboberta por uma camada de esmalte que é formada antes do nascimento do ente por células epiteliais especiais denominadas ameloblastos.

POLPA

É constituido por tecido conjuntivo com abundante suprimento de fibras nervosas, vasos sanguíneos e linfáticos.

ANORMALIDADES DENTÁRIAS

As bactérias dependem, em grande partes de carboidratos para sua alimentação. Quando existem carboidratos seus sistemas metabólicos são fortemente ativados, e as bactérias se multiplicam. Além disso formam ácidos lácticos bem com enzimas proteolíticas . Os ácidos são os principais responsáveis pela formação de cáries, uma vez que os sais de cálcio dos dentes são lentamente dissolvidos em meio altamente ácido.

Como as bactérias das cáries dependem dos carboidratos, ensina-se quase sempre que a ingestão rica em carboidratos leva ao desenvolvimento excessivos de cáries. Todavia, não é a quantidade de carboidratos ingeridos, porém a frequência com que são ingeridos. Quando ingerimos em parcelas muito pequenas durante todo o dia, como na forma de balas, as bactérias recebem seu substrato metabólico preferido durante muitas horas do dia, de modo que o desenvolvimento de cáries é extremo.

Sistema esquelético

 

Trata-se de uma torre de ossos unidos por dobradiças e articulações, em um sistema tão admiravelmente equilibrado que permite correr, saltar e curva-se a despeito do pés pequenos. Os 206 ossos do adulto fixam os músculos e protege os orgãos vitais com grande variedades de formas e tamanhos.

Os ossos estão assim distriuidos: 32 ou 33 na coluna vertebral, 22 na cabeça, 24 costelas, 64 nos membros superiores, 62 nos membros inferiores, alguns ossos na região do ouvido e outros na região do torax.

As principais funções são: proteção, sustentação, local de armazenamento de ions de cálcio e potássio, além de um sistema de alavanca que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamento do corpo, no todo ou em parte, e por fim local de produção de certas células do sangue.

1. PARTES

Os ossos constituem a estrutura de sustentação do corpo (esqueleto). O mais duro entre todos os tecidos vivos, o osso é um tecido conjuntivo constituído por uma mistura de fibras e células (35% do peso), impregnada de sais de cálcio.

Os ossos são unidos pelas articulações e permitem a movimentação, proporcionam locais de conexão para os músculos esqueléticos, constituem uma fonte de íons cálcio para o sangue e formam células sangüíneas. Os ossos podem ser longos, curtos, chatos ou de formato irregular. Os ossos longos são responsáveis pela estatura e refletem de forma particularmente marcante o fenômeno do crescimento.

1.1 – Epífise: A epífise é a extremidade de um osso longo. É bastante esponjosa e envolta por cartilagem articular. Está separada da diáfise por um disco epifisário cartilaginoso (linha epifisária) de tamanho variável nos primeiros 20 anos de vida. A maioria dos ossos desenvolve-se a partir de moldes de cartilagem. O desenvolvimento ósseo ocorre nas epífises e na diáfise e vagarosamente ambas avançam em direção ao disco epifisário. A cartilagem afina de forma progressiva até se tornar uma linha e por fim desaparecer, onde os centros de ossificação epifisário/diafisário encontram-se (fim do crescimento ósseo).
1.2 – Diáfise:
A diáfise é o corpo de um osso longo. Consiste de osso compacto com cavidade central. Ela resiste a forças de flexão. A linha epifisária a separa da epífise. O osso diafisário compacto desenvolve-se antes de haver substituição da cartilagem por osso no interior do corpo. Ela oferece suporte ao osso em desenvolvimento durante a formação da cavidade central (cavidade medular).
1.3 – Periósteo:
Periósteo é uma bainha fibrosa, celular e vascular, altamente sensitiva que mantém o osso vivo, fornecendo nutrição sangüínea para as células ósseas. É também uma fonte de células para o desenvolvimento ósseo durante o crescimento e após fraturas. Ele não cobre a cartilagem articular.

2 – FUNÇÕES

2.1 – Rigidez: É o esqueleto que garante o mecanismo rígido sobre os quais os outros sistemas podem dispor e atuar;
2.2 – Suporte:
É o esqueleto que provê armação e suspensão para outros sistemas;
2.3 – Proteção:
Para órgãos como coração, pulmões, etc.;
2.4 – Fixação muscular:
Fixa as extremidades dos músculos, permitindo as contrações e, assim, os movimentos;
2.5 – Alavancagem:
Sistema que permite o deslocamento e movimento do corpo;
2.6 – Formação de sangue:
Forma células sangüíneas e do sistema imunológico (hematopoiese);
2.7 – Armazenagem de sais minerais:
É o local de armazenamento de íons de Ca e P (Cálcio e Fósforo).

3 – NÚMEROS

O corpo humano geralmente é constituído por 206 ossos, podendo haver variação de um indivíduo para outro.

Parte do corpo

Nº. de ossos

Coluna vertebral

26

Cabeça

22

Osso hióide

01

Costelas e esterno

25

Membros superiores

64

Membros inferiores

62

Ossículos do ouvido

06

total

206

4 – TECIDOS ÓSSEOS

Existem dois tipos: Esponjoso ou Reticulado e Compacto ou Denso. Ambos apresentam o mesmo tipo de células e de substâncias intercelulares, diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade de espaços medulares. Ocorrem juntos na maioria dos ossos dos vertebrados.

5 – TIPO DE OSSOS

5.1 – Osso longo: É aquele que apresenta um comprimento maior que a largura e a espessura. São geralmente ocos e possuem medula óssea. Apresentam suas extremidades dilatadas, denominadas epífises e um corpo cilíndrico chamado diáfise.
5.2 – Osso curto:
É um bloco esponjoso envolto por uma fina camada de osso compacto. Possui as três dimensões (largura, comprimento e espessura) parecidas.

Osso chato: duas camadas paralelas de osso compacto e no meio uma camada de osso esponjoso.

6 – CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO

Para melhor estudarmos o esqueleto humano, dividiremos o mesmo em duas partes: AXIAL e APENDICULAR.

6.1 – Esqueleto Axial: Compreende os ossos que constituem o eixo longitudinal do corpo. Protege os órgãos principais e dá fixação ou suporte à formação da cabeça, pescoço e tronco. Fazem parte do esqueleto axial: crânio/face, vértebras, esterno, costelas e osso hióide.

6.2 – Crânio (8 ossos)

01 frontal , sob a região da fronte (testa)
01 occipital , na parte posterior da cabeça
01 esfenóide , encravado no meio dos ossos da base do crânio
01 etmóide , entre o frontal e o esfenóide, concorrendo para a formação da base o crânio, da órbita e das fossas nasais
02 temporais , na parte lateral da cabeça
02 parietais , no alto da cabeça

6.3 – Face (14 ossos)

01 vômer , lâmina óssea que divide o nariz
01 maxilar inferior , mandíbula
02 maxilares superiores
02 palatinos formam o céu da boca
02 malares ( zigomáticos ) formam as maçãs do rosto
02 lacrimais , situados dentro da cavidade orbitária
02 nasais , formando o nariz
02 cornetos inferiores, conchas nasais

Joelson Fachini

Simone Korn

O sistema de sustentação dos animais é composto pelo esqueleto, pelos músculos e pelas articulações.

Suas principais funções são: estrutura do corpo, apoio para os músculos, sustentação, proteção, movimentação, produção das células de sangue, armazenar íons potássio, cálcio e fosfato.

Esqueleto humano pode ser dividido em duas partes: Esqueleto axial (caixa craniana, coluna vertebral e caixa torácica) e esqueleto apendicular (cintura escapular e cintura pélvica e os ossos dos membros superiores e inferiores).

A coluna vertebral possui no seu interior a medula nervosa ou espinhal e está composta das seguintes regiões: região cervical (região do pescoço), região torácica (tórax), região lombar (abdominal), região sacral (cintura pélvuca) e região caccígea (final).

A caixa torácica é formada pela região torácica da coluna vertebral, osso esterno e 12 pares de costelas (7 primeiras são consideradas verdadeiras, 3 falsas e 2 flutuantes).

Os ossos podem ser classificados de acordo com seu formato: longos, curtos e planos ou chatos.

O osso longo possui duas extremidades largas, as epífises, e um longo corpo a diáfise. A parte externa é compacta e a interna composta de substância esponjosa, sendo revestido por uma membrana o periósteo (responsável pelo crescimento em espessura e regeneração). O disco metafisário (epifisário) é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. A medula óssea pode ser amarela (reserva de gordura) e vermelha (hematopoiese- formação das células do sangue).

As articulações ou junturas são locais de contato entre ossos, podem possuir estruturas cartilaginosas e fibrosas visando diminuir o atrito durante os movimentos.

Nos animais encontramos basicamente dois tipos de esqueletos: endoesqueleto (esqueleto interno: vertebrados, equinodermas,) e exoesqueleto (esqueleto externo: maioria dos invertebrados). Nos peixes cartilaginosos (condrictes), o esqueleto e composto de cartilagem.

Nos artrópodes, o exoesqueleto, composto principalmente por quitina, envolve completamente o corpo destes animais, impedindo o seu crescimento contínuo. Para solucionar este problema, estes animais realizam mudas, trocando o exoesqueleto velho por um novo.

O movimento do nosso corpo, bem como o funcionamento de várias partes orgânicas dependem de músculos que realizam ações repetidas de contrações e relaxamentos.

Os músculos podem ser divididos de acordo com o seu funcionamento: músculo liso ou visceral- realizam movimentos lentos e involuntários (aparelho digestivo, aparelho respiratório, aparelho urinário, útero, genitália, vasos sanguíneos, bexiga); músculo estriado cardíaco- é encontrado somente no coração, permitindo movimentos rápidos e involuntários; músculo estriado esquelético- são os músculos que realizam movimentos rápidos e voluntários (ligados aos ossos do esqueleto, asas de artrópodes, conchas de moluscos).

Antagonísmo muscular é uma ação conjunta de músculos se contraindo e outros se relaxando, permitindo uma ação muscular.

Uma célula muscular é formada por miofibrilas que representam grupamentos protéicos relacionados com as contrações musculares. As contrações musculares estão relacionadas aos movimentos (deslizamentos) de proteínas específicas denominadas miosina e actina.

Para permitir movimentos, as células musculares gastam energia. Essa energia é proveniente do ATP que é convertido em ADP. Quando as reservas de ATP são esgotadas, entra em ação a fosfocreatina (grupamentos fosfatos) que liberam fósforo para o ADP, transformando-o em ATP. Novamente o ATP é transformado em ADP e nova energia é liberada. Com o esgotamento dos grupamentos fosfatos, as células musculares passam a realizar a fermentação e produção de ácido lático. O ácido lático é tóxico e produz um efeito doloroso na musculatura.

Fonte: en.wikipedia.org/br.geocities.com/ www.fisiovitae.com.br/correionet.br.inter.net/                     orbita.starmedia.com

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