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Pâncreas

 

Pâncreas

O pâncreas é um órgão relativamente pequeno, que pesa em torno de 100g e tem cerca de 15cm de comprimento.

Glândula mista – produz suco pancreático (que segue direto para o duodeno) e insulina (direto para a circulação), além de outros hormônios como glucagon e somatostatina.

Situa-se na porção superior do abdômen, próximo à coluna vertebral. È dividido m cabeça, corpo e cauda, sendo que a cabeça fica à direita do organismo (encaixada no duodeno) e a cauda à esquerda (próxima ao baço).

Possui em seu interior o ducto pancreático que leva o suco biliar do pâncreas para o duodeno

O pâncreas é subdividido em pequenos lobos, com ductos que penetram em ductos principais. Adiante com o ducto biliar, o ducto pancreático penetra no intestino delgado para liberar a secreção através de um pequeno orifício na parede da segunda porção do duodeno chamado de papila duodenal maior (que também recebe a bile).

Esta secreção é conhecida como suco pancreático, de qual aproximadamente 1,5 litros são produzidos diariamente. Ela contém enzimas capazes de digerir todos os tipos de alimentos - proteínas, gorduras e carboidratos. Estas enzimas são ativadas no intestino delgado quando necessárias. O suco pancreático é altamente alcalino, para ajudar a neutralizar a acidez do alimento que acabou de deixar o estômago.

No suco pancreático há enzimas digestivas capazes de atuar no processo de digestão: tripsina, lípase, amilase, quimiotripsina, calicreína, elastase, etc...).

Estas enzimas auxiliam na quebra de moléculas de proteína, lipídios e carboidratos.

Vários hormônios são também produzidos no pâncreas. Isto ocorre devido a um grupo especializado de células - Ilhotas de Langerhans - dispersas através do tecido. Os dois principais hormônios são insulina e glucagon, que regulam o metabolismo dos carboidratos. Outros hormônios controlam a liberação do suco pancreático.

Fonte: www.gastrosul.com.br

Pâncreas

Pâncreas, órgão dentro do corpo que desempenha um importante papel na digestão da comida, também produz a insulina, o principal químico no corpo responsável pelo equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.

Este informativo define o pâncreas e descreve em linhas gerais que problemas podem lhe ocorrer.

Localização

O pâncreas mede 10 polegadas e localiza-se atrás do estômago, no lado esquerdo do corpo. Seu formato é parecido com o de um girino, com uma cabeça e uma cauda longa. A cabeça é achatada no intestino, dentro do qual o estômago esvazia os alimentos parcialmente digeridos. O pâncreas também é conectado ao fígado e ao intestino.

Função do pâncreas

O pâncreas produz químicos chamados enzimas. Estas são essenciais à digestão dos alimentos, pois os quebram em partículas bem pequenas, o que facilita a absorção pelo organismo.

As enzimas são produzidas em pequenas glândulas no pâncreas e, depois, circulam pelo órgão dentro da primeira parte do intestino. Os sucos digestivos produzidos no pâncreas não são ativos até que tenham alcançado o intestino. As principais enzimas produzidas pelo pâncreas são a amilase, importante na digestão dos carboidratos (alimentos, como pão e batatas), a tripsina, que digere proteína (desde carne, queijo, leite e legumes, como grãos) e a lipase, que digere a gordura.

A glicose consiste na fonte de energia do corpo. Seu nível é controlado pela insulina, também produzida no pâncreas. Se o órgão não está trabalhando adequadamente e não está produzindo insulina como deveria, então uma condição chamada diabetes pode desenvolver.

Pancreatite

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, uma condição potencialmente muito séria. Às vezes, é observada em pessoas com HIV e pode ser causada por alguns medicamentos anti-HIV ou outras medicações. Entretanto, a pancreatite é mais comumente causada por ingestão de álcool em demasiado.

Os sintomas incluem enjôo e dor, podendo ser muito grave, na área onde há a junção das costelas com meio do peito. A barriga também pode estar bem macia e dolorosa ao tocar. Se o pâncreas deixa de trabalhar apropriadamente, a comida não será digerida adequadamente, o que pode causar perda de peso e diarréia.

Esta é clara e com mau cheiro devido à gordura não digerida.

O medicamento anti-HIV ddI pode causar pancreatite. Muito raramente, medicamentos anti-HIV da mesma categoria do ddI (NRTIs – inibidores de transcriptase reversa nucleosídeos) levam também à pancreatite. As pessoas que apresentam outros fatores de risco para o desenvolvimento da pancreatite, particularmente o beber em demasiado e contagem de células CD4 muito baixa, possuem risco maior de desenvolver pancreatite se estiverem tomando ddI. Além disso, as pessoas que estão recebendo, ao mesmo tempo, tratamento para HIV ? incluindo o ddI ? e tratamento para hepatite C parecem apresentar mais risco de desenvolver a condição.

Em algumas pessoas, a pancreatite não causa mais do que sintomas muito leves ou mudanças nos níveis de enzima, as quais só podem ser detectadas com exames de sangue. Entretanto, em casos mais extremos, a pancreatite pode ser fatal. Em algumas pessoas, um ataque inicial de pancreatite possivelmente causará danos e levará a uma doença de longo prazo chamada pancreatite crônica.

Exames

Exames de sangue podem ser feitos para detectar mudanças nos níveis das enzimas produzidas pelo pâncreas. Raios-X, imagens e ultra-sonografias podem ser usados para saber se o pâncreas inflamou e aumentou. Em pessoas com pancreatite crônica, um exame de ERCP (colangiopancreatografia retrógrada endoscópia) pode ser realizado. Este envolve passar uma câmera extremamente pequena através da boca e dentro do pâncreas para examiná-lo.

Medicamentos

Dependento da gravidade do ataque de pancreatite, pode ser necessária medicação para ajudar a controlar a produção de enzima e insulina. Também pode ser preciso que a pessoa se interne em um hospital a fim de obter fluidos intravenosos para prevenir desidratação, possivelmente causada por vômito e diarréia.

Medicamentos para controlar a dor também podem ser necessários, como antiinflamatórios, por exemplo, o naproxeno.

Se o ddI está lhe causando pancreatite, então o medicamento deve ser interrompido e trocado por um outro.

Fonte: www.aidsmap.com

Pâncreas

Pâncreas

É uma massa irregular de tecido situado entre o estômago e o intestino delgado.

Consta de três partes: cabeça, corpo e traseiro.

Secreta o suco pancreático que contém enzimas que intervêm na hidrolização de proteínas, gorduras, ácido nucléico e carboidratos; também secreta insulina e glucagon que verte na corrente sangüínea e é independente do suco pancreático que intervém na digestão.

O pâncreas produz o hormônio insulina, que regula o nível de glicose no sangue.

Em certas condições, por exemplo, quando se ingere muito açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta muito.

Então o pâncreas libera insulina no sangue.

Esse hormônio aumenta a absorção de glicose nas células. Assim, o excesso de glicose é retirado do sangue e o nível desse açúcar volta ao normal.

Quando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina, surge uma doença conhecida como diabetes.

Nesse caso, o excesso de glicose permanece no sangue: é a hiperglicemia, constatada pela presença de glicose na urina.

A incapacidade das células em absorver adequadamente a glicose do sangue provoca alguns sintomas como a sensação de fraqueza muscular e fome.

O que é o Pâncreas

Pâncreas

O pâncreas não é somente uma glândula, endócrina, pois este órgão constitui uma glândula de secreção externa; produz, na verdade, o suco pancreático, que serve para digerir os alimentos e que é lançado no duodeno por um ducto que percorre o pâncreas em toda a sua extensão.

Num corte do pâncreas, contudo, notam-se "ilhas" de substância formada de células diversas das do resto da glândula: são as ilhotas de Langerhans, que são dotadas, justamente, de urna função endócrina.

As ilhotas de Langerhans produzem um hormônio: a insulina, da qual a função é permitir a utilização dos açúcares por parte dos tecidos e em particular dos músculos, para cuja atividade o açúcar é fundamental.

Quando acontece faltar a insulina, os açúcares não podem ser utilizados pelos músculos e ficam no sangue: é a diabete. Esta moléstia é causada, na verdade, pela hiperglicemia, isto é, pela presença no sangue dos açúcares em proporção superior à normal, um por mil.

Aumentando o açúcar no sangue, a um certo ponto, o rim não consegue mais reter esse açúcar, que passa, em grande quantidade através dos glomérulos e aparece, portanto, na urina.

A estrutura do pâncreas assemelha-se à das glândulas salivares, diferente apenas em certas particularidades e na sua textura, mais solta e suave. Não está fechado em uma cápsula propriamente dita, mas é cercado por tecido areolar, que penetra no seu interior e mantém conectados os vários lóbulos que compõe o órgão. Cada lóbulo consiste de uma ramificação final do duto principal, terminando em sacos de fundo cego, tubulares e convolutos.

Esses alvéolos são quase que completamente formados por células secretoras, sendo muito difícil a visualização de suas luzes. Essas células são chamadas, em alguns animais, de células centro-acinares de Langherhan.

As células secretoras verdadeiras do pâncreas que delimitam a parede do alvéolo são muito características, colunares e apresentam duas zonas: uma externa, clara e finamente estriada próxima à membrana basal, e uma interna, granular, próxima ao lúmen.

Durante atividade, a zona granular ocupa a maior parte da célula, o contrário acontecendo em células em repouso. Entre os alvéolos, o tecido conectivo apresenta células que são denominadas células inter-alveolares.

Vascularização

Suprimento arterial do pâncreas

As artérias do pâncreas derivam das artériasesplênica e pancreatoduodenal. Até dez pequenos ramos da artéria esplênica suprem o corpo e a cauda do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais superiores anterior e posterior, provenientes da artéria gastroduodenal, e as artérias pancreatoduodenais inferiores anterior e posterior, provenientes da artéria mesentérica superior, suprem a cabeça do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais anastomosam-se amplamente.

O sulco entre a parte anterior da cabeça do pâncreas e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal anterior, ao passo que o sulco correspondente entre a parte posterior da cabeça e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal posterior.

Drenagem venosa do pâncreas

As veias pancreáticas drenam para as veias porta, esplênica e mesentérica superior, mas a maioria delas desemboca na veia esplênica.

Drenagem linfática do pâncreas

Os vasos linfáticos do pâncreas acompanham os vasos sangüíneos. A maior parte deles termina nos nodos pancreatoesplênicos, que se situam ao longo da artéria esplênica na borda superior do pâncreas, mas alguns vasos terminam nos linfonodos pilóricos. Os vasos eferentes desses nodos drenam para os linfonodos celíacos, hepáticos e mesentéricos superiores.

Bibiliografia

Moore, Keith L. ; Anatomia voltada para a clínica; Terceira edição ; Ed. Guanabara Koogan ; 1994

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Pâncreas

Qual a estrutura normal do pâncreas?

O pâncreas é uma órgão com funções de secreção exócrina e endócrina localizado posteriormente ao estômago na região superior e posterior do abdómen logo à frente da coluna vertebral (espinha dorsal). O pâncreas está rodeado pelo fígado, intestino e outros órgãos.

O pâncreas tem mais ou menos 15 centímetros de comprimento e tem a forma de uma pêra achatada. A parte mais larga do pâncreas é a cabeça, a seção intermédia é o corpo e a parte mais fina é a cauda.

Pâncreas
A imagem mostra o pâncreas e órgãos adjacentes

O pâncreas produz insulina e outras hormonas. Estas hormonas entram na corrente sanguínea e ajudam o organismo a utilizar ou armazenar a energia obtida a partir dos alimentos. Por exemplo, a insulina ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

O pâncreas também produz sucos pancreáticos (secreção pancreática). Esta secreção contem enzimas que ajudam a digerir os alimentos O pâncreas liberta a secreção sistema de ductos que vão para o ducto biliar comum. O ducto biliar comum conduz a secreção pancreática para o duodeno, a primeira seção do intestino delgado.

Pâncreas
A imagem mostra o pâncreas, o ducto biliar comum e o duodeno.

A maioria dos tumores do pâncreas tem origem nos ductos que transportam a secreção pancreática. O cancro do pâncreas pode ser designado por cancro pancreático ou carcinoma do pâncreas.

Existe um tipo raro de cancro do pâncreas que tem origem nas células produtoras de insulina e outras hormonas; a este tipo de cancro dá-se o nome de cancro dos ilhéus. Esta doença rara não será aqui abordada.

Quando o cancro do pâncreas se dissemina para o exterior do pâncreas, ou seja, quando metastiza, as células cancerígenas encontram-se frequentemente nos gânglios linfáticos adjacentes. Se o cancro tiver atingido os gânglios, significa que as células cancerígenas se podem ter disseminado para outros gânglios linfáticos ou outros órgãos, tais como o fígado ou os pulmões. Por vezes, o cancro do pâncreas dissemina-se para o peritoneu, ou seja, para a camada de tecido que reveste o abdómen.

Quando o cancro metastiza para outra parte do corpo, o novo tumor tem o mesmo tipo de células anómalas e o mesmo nome do tumor primário. Por exemplo, se o cancro do pâncreas se disseminar para o fígado, as células cancerígenas aí existentes são, na realidade, células cancerígenas do pâncreas. A doença corresponde a uma metástase do cancro do pâncreas e não a um cancro do fígado. Deverá ser tratada como cancro do pâncreas e não como cancro do fígado.

Fonte: www.pop.eu.com

Pâncreas

PÂNCREAS, PANCREOPATIA, PANCREATOPATIA

A palavra pâncreas é formada dos elementos gregos pan (pag), todo + kréas, carne (todo carne). Esta denominação é atribuída a Herophilus (300 AC), médico de Alexandria, considerado o Pai da Anatomia, por ter sido o primeiro a realizar dissecções públicas em corpos humanos e de animais.

Dentre as suas contribuições à anatomia está a descrição do pâncreas, assim chamado provavelmente em razão da delicadeza do tecido que o constitui.[1] O termo pâncreas, contudo, fora empregado por Aristóteles, que viveu de 384 a 322 AC, e, assim, poderia ser anterior a Herophilus.[2]

Ruphus de Ephesus, médico do início da era cristã, adotou a denominação de pankréas dado à glândula em seu tratado de nomenclatura anatômica, intitulado Sobre os Nomes das Várias Partes do Corpo. Pouco se conhece sobre a vida de Ruphus, porém sabe-se que as suas obras exerceram grande influência na medicina árabe e romana.[3]

Galeno, no século II DC, acrescentou um segundo nome ao pâncreas, o de kallikréas, que em grego, quer dizer bela carne (de kallós, belo + kréas, carne).[4]

Esta denominação perdurou em latim ao lado de pancreas e sobreviveu no termo calicreína, substância que se acreditava fosse produzida no pâncreas.[5]

Por muito tempo o pâncreas foi confundido com os gânglios mesentéricos; coube a Vesalius (1514-1564) estabelecer a distinção em sua clássica obra De Humanis Corporis Fabrica.

Apesar disso, a confusão perdurou até o século XVII e, em 1627, Gaspar Aselli descrevia como pâncreas, no cão, um aglomerado de gânglios mesentéricos (pâncreas de Aselli).[6]

Deve-se a dois discípulos de Wesling, na Universidade de Pádua, a descoberta do ducto excretor da glândula. Em 1641, Hoffmann encontrou-o no galo e Wirsung o descreveu no homem em 1642, tendo feito uma gravura em cobre mostrando o sistema excretor do pâncreas.

Um exemplar dessa gravura foi enviado a Riolan, professor de anatomia em Paris, em 1643. Wirsung morreu assassinado a 22 de agosto desse mesmo ano, aparentemente em razão da disputa pela prioridade da descoberta do ducto pancreático.

Claude Bernard, em 1856, assim se refere a esse assassinato: "Constatamos novamente que as descobertas anatômicas e fisiológicas despertam menos paixões atualmente".[7]

O canal acessório do pâncreas só foi descoberto em 1724, por Santorini.[6]

Por muito tempo o pâncreas e as glândulas salivares foram considerados órgãos idênticos, cujas secreções teriam as mesmas funções. A denominação dada ao pâncreas em alemão, de Bauchspeicheldrüse, literalmente glândula salivar do abdome, é uma reminiscência desse antigo conceito.

A história do tecido endócrino do pâncreas teve início em 1869, com a descoberta, por Paul Langherans, da existência de grupos de células epitelióides distribuídas no tecido interacinar da glândula. Langherans não atribuiu qualquer função às células por ele descobertas e a denominação de ilhotas de Langherans foi dada por Laguèsse em 1893.[8]

A relação entre diabetes mellitus e secreção endócrina do pâncreas foi estabelecida por Mering e Minkowski em 1890, pela extirpação do pâncreas no cão.

Em 1913, Schaefer admitiu fossem as ilhotas de Langherans responsáveis pela produção de uma secreção endócrina capaz de atuar no metabolismo glicídico e propôs para a mesma, antes de seu isolamento, o nome de insulina (do latim insula, ilha).[1] Como se sabe, a insulina só foi isolada em 1921, por Banting e Best, no Laboratório de Mac Leod, em Toronto, no Canadá.

O pâncreas, talvez por sua situação topográfica, é pouco conhecido dos leigos, não tendo recebido denominação de uso popular. Tratando-se de reses, é conhecido em matadouros por moleja, termo que também designa o timo desses animais. Moleja é ainda usado como sinônimo de fressuras e miúdos de animais, especialmente aves.

Em espanhol existe a mesma palavra, molleja, empregada principalmente para o estômago carnoso das aves, o equivalente à moela em português.[9]

Em inglês, o pâncreas de vitela, quando preparado como alimento, é conhecido por sweetbread, sendo considerado fina iguaria. Usa-se o mesmo termo também para o timo.[10] O correspondente em francês a sweetbread é ris de veau e, em alemão, kalbsmilch.[11]

As doenças do pâncreas tanto podem ser denominadas pancreopatias como pancreatopatias.

É norma que os compostos de nomes gregos sejam, de preferência, formados a partir do genitivo. Assim, por exemplo, de hépar, atos, formaram-se os compostos hepatologia, hepatomegalia, hepatopatia e outros.

Há exceções, entretanto, como ocorre com haîma, atos, em que se utiliza o nominativo em alguns compostos, como hemograma, hemólise, hemopatia, e o genitivo em outros, como hematologia, hematopoiese, hematoma.

Pankréas, em grego, é um substantivo neutro da 3ª declinação, que admite duas formas para o genitivo: uma forma com a terminação em -atos e outra em -os.[12]

Portanto, mesmo obedecendo-se à regra de formação dos compostos a partir do genitivo, é admissível tanto pancreopatia como pancreatopatia. O que não é recomendável é empregarem-se as duas formas em um mesmo texto, porquanto a linguagem técnica deve primar pela uniformidade da terminologia.

Joffre M de Rezende

Referências bibliográficas

1. SKINNER, H.A. - The origin of medical terms, 2.ed. Baltimore, Williams & Wilkins, 1961, p. 309
2. ARISTÓTELES - Historia animalium, II. 54b. The Loeb Classsical Library, Cambridge, Harvard University Press, 1979, vol. 1, p.180.
3. MAJOR, R.H. - A history of medicine. Oxford, Blackwell Scientific Publications, 1954, vol. 1, p. 182-3.
4. LIDDELL, H.G., SCOTT, R. - A greek-english lexicon, 9.ed., Oxford, Claredon Press, 1983.
5. WERLE, E.: Discovery of the most important kallikrein and kallikrein inhibitors. Handb. Exper. Pharmacol. 25: 1-6, 1970.
6. KELLY, E.C. - Encyclopedia of medical sources, 4. ed. Baltimore, Williams & Willkins, 1948, p. 16 e 361.
7. BERNARD, C. - Leçons de physiologie appliquée a la médecine, t. II. Paris, Baillière et Fils, 1856 , p. 171-172
8. MORTON, L.T. - A medical bibliography (Garrison and Morton), 4.ed. London, Gower, 1983, p. 131.
9. COROMINAS, J. - Breve diccionario etimológico de la lengua castellana, 3.ed., Madrid, Ed. Gredos, 1980.
10. OXFORD ENGLISH DICTIONARY (Shorter), 3.ed. Oxford, Claredon Press, 1978.
11. VEILLON, E.: Medical dictionary. Barcelona, Editorial Labor, 1950.
12. LOURO, J.I. - O grego aplicado à linguagem científica. Porto, Ed. Educação Nacional, 1940, p. 212.

Fonte: usuarios.cultura.com.br

Pâncreas

O pâncreas é uma glândula digestiva de secreção interna e externa, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular, localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, sob o estômago.

O pâncreas é formado por uma cabeça que se encaixa no quadro duodenal, de um corpo e de uma cauda afilada. A secreção externa dele é dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e de Santorini. O cretal de Wirsung desemboca ao lado do cretal colédoco na ampola de Vater.

O pâncreas comporta dois órgão estreitamente imbricados: pâncreas exócrino e o endócrino.

Pâncreas Exócrino

O pâncreas exócrino secreta enzimas digestivas, reunidas em estruturas denominadas ácinos. Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos, por onde sua secreção é levada até um condutor maior, que desemboca no duodeno, durante a digestão.

Pâncreas Endócrino

Secreta os hormônios insulina (quando não é produzida em quantidade suficiente, dá origem a diabetes) e glucagon (hormônio com a regulação dos níveis de açúcar no sangue), reunidas em estruturas denominadas Ilhotas de Langerhans, cujas células beta secretam a insulina e as células alfa secretam o glucagon.

Os hormônios produzidos nas ilhotas de Langerhans caem diretamente nos vasos sangüíneos pancreáticos.

Doenças

O pâncreas pode ser atingido por inflamação (pancreatite), por tumores, cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas, geralmente conseqüentes a traumatismo); algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do diabete.

Fonte: www.webciencia.com

Pâncreas

Pâncreas

O pâncreas é um órgão com aproximadamente 15 cm de comprimento, 04 de altura e 02 de espessura (formato alongado), dividido em cabeça, corpo e cauda, localizado na cavidade abdominal abaixo do estômago, interligado por um cretal (ducto de Wirsung) à primeira porção do intestino delgado, ou seja, o duodeno.

Trata-se de uma glândula anfícrina (mista), associada ao sistema digestório humano, com uma porção endócrina produzindo hormônio, e outra porção com função exócrina responsável pela síntese do suco pancreático, contendo enzimas que atuam na digestão de carboidratos (amilase pancreática), lipídeos (lípase pancreática) e proteínas (proteases: tripsina, quimiotripsina e carboxipeptidase).

A parte endócrina é formada pelas ilhotas de Langerhans, formadas por dois tipos de células: as betas, produzindo a insulina, e as células alfa, produzindo glucagon. Ambos com efeitos antagônicos (contrário) no controle de glicose no sangue, respectivamente diminuindo e aumentando o nível desse monossacarídeo na corrente sangüínea.

Essa ação combinada mantém a normalidade da taxa de glicemia, proporcionando um adequado funcionamento do organismo.

CONTROLE GLICÊMICO

Após as refeições o nível de glicose no sangue aumenta e o pâncreas então secreta insulina que irá deslocar a glicose do sangue em direção às células que compõem os tecidos do corpo humano, ou armazenam a glicose nas células-alvo do fígado, na forma de glicogênio (reserva energética animal), abaixando a glicemia.

Quando ficamos muito tempo sem comer, o nível de glicose no sangue cai e o pâncreas passa a produzir e secretar glucacon estimulando a glicogenólise (quebra do glicogênio aumentando a taxa glicêmica), disponibilizando glicose no sangue, transportado para as demais células.

Fonte: www.mundoeducacao.com

Pâncreas

Os principais hormônios do pâncreas são a INSULINA e o GLUCAGON. Eles são responsáveis pelo controle plasmático de glicose.

Insulina

A insulina numa hiperglicemia:

Facilita o transporte da glicose para dentro das células, especialmente as musculares e dos tecidos conectivos; sua principal função é reduzir a quantia de glicose circulante no sangue. Mas também está envolvida no metabolismo de proteínas e gorduras.

Glucagon

O glucagon numa hipoglicemia:

Promove a quebra do glicogênio hepático em glicose (glicogenólise) e a gliconeogênese. Ambos processos aumentam os níveis de glicose plasmática.

Efeitos do exercício e treinamento

Durante o exercício (mais de 30 min.), os níveis de insulina tendem a cair, apesar da concentração de glicose manter-se relativamente constante. Pesquisas têm demonstrado que o número ou a eficiência dos receptores de insulina aumentam durante o exercício, aumentando a sensibilidade à insulina.

O glucagon, por outro lado, mostra um gradual aumento, para manter a concentração de glicose no sangue.

Fonte: jerriribeiro.vilabol.uol.com.br

Pâncreas

Pâncreas

O pâncreas é uma glândula mista: exócrina e endócrina. A porção exócrina produz muitas das enzimas digestivas necessárias à função gastrointestinal.

A porção endócrina compreende ilhas distintas de células, chamadas ilhotas de Langerhans. Estas células, situadas dentro das ilhotas, produzem dois hormônios que regulam a concentração de glicose no sangue. A insulina é um hormônio polipeptídeo produzido pelas células beta que reduzem o nível de glicose na circulação.

Pâncreas

É o único hormônio que reduz os níveis de glicose da circulação, é segregado como resposta aos níveis altos de glicose e está sujeito a controle por “feedback” negativo. A insulina faz com que as células absorvam glicose, estimula o armazenamento de glicose, e inibe a sua produção. As anormalidades na secreção ou na resposta das células à insulina provocam o distúrbio denominado diabetes mellitus.

O glucagon é uma pequena proteína produzida pelas células alfa, dentro das ilhotas, que causa a elevação do nível de glicose no sangue. Sua liberação é controlada pelos níveis de glicose no sangue. Com a queda destes níveis, cresce a liberação de glucagon que causa o armazenamento de glicose e sua síntese até que os níveis estejam aumentados e a liberação de glucagon seja então reduzida por “feedback” negativo. O glucagon se opõe às ações metabólicas da insulina.

Esta oposição, mais o controle por “feedback” negativo dos níveis de glicose, mantém um controle bastante severo dos níveis de glicose no sangue.

Função do Pâncreas

O pâncreas é um órgão que contém dois tipos básicos de tecido: os ácinos, produtores de enzimas digestivas, e as ilhotas, produtoras de hormônios.
O pâncreas secreta enzimas digestivas ao duodeno e hormônios à corrente sangüínea.
O ducto pancreático principal une-se ao ducto biliar comum no esfíncter de Oddi, onde ambos drenam para o interior do duodeno.
As enzimas secretadas pelo pâncreas digerem proteínas, carboidratos e gorduras.
O pâncreas também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio, que protege o duodeno neutralizando o ácido oriundo do estômago.
Os três hormônios produzidos pelo pâncreas são a insulina, que reduz o nível de açúcar (glicose) no sangue; o glucagon, que eleva o nível de açúcar no sangue; e a somatostatina, que impede a liberação dos dois outros hormônios.

Fonte: www.hghforever.com

Pâncreas

O pâncreas é um órgão que contém dois tipos básicos de tecido: os ácinos, produtores de enzimas digestivas, e as ilhotas, produtoras de hormônios.

O pâncreas secreta enzimas digestivas ao duodeno e hormônios à corrente sangüínea.

As enzimas digestivas são liberadas das células dos ácinos e chegam ao ducto pancreático por vários canais.

O ducto pancreático principal une-se ao ducto biliar comum no esfíncter de Oddi, onde ambos drenam para o interior do duodeno.

As enzimas secretadas pelo pâncreas digerem proteínas, carboidratos e gorduras.

As enzimas proteolíticas, que quebram as proteínas em uma forma que o organismo possa utilizar, são secretadas em uma forma inativa.

Elas são ativadas somente quando atingem o trato digestivo.

O pâncreas também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio, que protege o duodeno neutralizando o ácido oriundo do estômago.

Os três hormônios produzidos pelo pâncreas são a insulina, que reduz o nível de açúcar (glicose) no sangue; o glucagon, que eleva o nível de açúcar no sangue; e a somatostatina, que impede a liberação dos dois outros hormônios.

Fonte: www.msd-brazil.com

Pâncreas

Importante glândula de dupla função, endócrina e digestiva, o pâncreas é responsável pela produção de insulina, hormônio fundamental para o metabolismo da glicose pelas células do organismo, cuja deficiência é a causa do diabetes.O pâncreas é uma glândula grande, de cor amarelada ou cinza-avermelhada, situada por trás do estômago, na altura das duas primeiras vértebras lombares. Dividido em três regiões principais -- cabeça, corpo e cauda -- prolonga-se até as proximidades do duodeno (porção anterior do intestino delgado). É formado por um conjunto de células secretoras exócrinas, os ácinos pancreáticos, nas quais se elabora o suco pancreático digestivo; e por uma série de agrupamentos celulares endócrinos, as chamadas ilhotas de Langerhans, que segregam dois importantes hormônios, a insulina e o glucagon, responsáveis pelo controle do açúcar armazenado no organismo.

Anatomia comparada

Observa-se uma evolução progressiva, desde os vertebrados mais primitivos até o homem, na estrutura do pâncreas. Nos cordados inferiores, como o anfioxo, não se encontra ainda um pâncreas propriamente dito, mas um grupo de células com características próprias das células pancreáticas, que se situa no extremo anterior do tubo digestivo. À medida que se ascende na escala evolutiva, observa-se uma maior diferenciação, até chegar ao pâncreas humano. Nas lampreias, existe um tecido pancreático mais ou menos difuso. O órgão aparece já constituído como tal em alguns peixes e, a partir deles, em todos os grupos de vertebrados, dos anfíbios aos mamíferos.

Pâncreas humano

O pâncreas humano é percorrido por dois condutos: o de Wirsung e o de Santorini, este último perceptível apenas em alguns indivíduos. Pode-se praticar a extirpação cirúrgica de até oitenta ou noventa por cento do tecido pancreático, sem que se observe na pessoa afetada insuficiência endócrina ou exócrina.

O suco pancreático compõe-se de água, sais, mucinas e de diferentes enzimas de ação digestiva. Algumas delas agem sobre os carboidratos, como a amilase; outras sobre as gorduras, como a lipase; e outras ainda sobre as proteínas, como a tripsina. A secreção, levada ao duodeno pelo conduto de Wirsung, é liberada alguns minutos depois que o alimento penetra no estômago, mais exatamente quando o quimo entra em contato com a mucosa do duodeno. Nesse momento, as células secretoras duodenais lançam no sangue dois hormônios, a secretina e a pancreozimina, que chegam ao pâncreas e estimulam a secreção do suco pancreático.

O componente endócrino é formado pelos hormônios denominados insulina e glucagon. A primeira, que estimula a entrada da glicose do sangue no interior das células, onde é utilizada como combustível, é produzida pelas chamadas células beta das ilhotas de Langerhans. O glucagon exerce o efeito oposto, ao atuar no fígado para facilitar a conversão do glicogênio em glicose.

Entre as afecções mais importantes do pâncreas estão os tumores, quistos e inflamações. As inflamações agudas se devem à obstrução dos condutos pancreáticos ou ao efeito agressivo de certas drogas, como o álcool, que origina a destruição de uma parte do tecido e a liberação das enzimas contidas nas células, o que provoca necrose, hemorragias, supuração etc. O tratamento inclui a administração de agentes inibidores da secreção pancreática. A pancreatite crônica, que conduz à atrofia do órgão, é tratada sobretudo com dieta pobre em gorduras e redução no consumo de álcool.

Fonte: biomania.com

Pâncreas

O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insulina que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500ml de suco pancreático.

O pâncreas é achatado no sentido ântero-posterior, ele apresenta uma face anterior e outra posterior, com uma borda superior e inferior e sua localização é posterior ao estômago.

O comprimento varia de 12,5 a 15cm e seu peso na mulher é de 14,95g e no homem 16,08g.

O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na curva do duodeno), colo, corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior) e cauda.

Partes do Pâncreas

Ducto Pancreático

O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ducto colédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e entra no duodeno como um ducto comum chamado ampola hepatopancreática.

Ducto Colédoco e Pancreático

Pâncreas

O pâncreas tem as seguintes funções:

Dissolver carboidrato (amilase pancreática)
Dissolver proteínas (tripsina, quimotripsina, carboxipeptidase e elastáse)
Dissolver triglicerídios nos adultos (lípase pancreática)
Dissolver ácido nucléicos (ribonuclease e desoxirribonuclease)

Fonte: www.auladeanatomia.com

Pâncreas

Pâncreas
Pâncreas

O pâncreas encontra-se na parte superior da cavidade abdominal, estendido ao longo da borda inferior do estômago.

Seus hormônios são:

a) Glucagon

Estimula a conversão de glucógeno hepático em glucose do sangue, favorecendo o aumento da glucose circulante.

b) Insulina

Aumenta a utilização da glucose pelo músculo e outros tecidos, reduz a concentração de açúcar no sangue, aumenta os depósitos de glocógeno e o metabolismo da glucose.

Quando tem um funcionamento defeituoso, impede que seu hormônio, a insulina, possa chegar ao sangue; por isso não há combinação de oxigênio com a glucose, a qual permanece inalterada aumentando sua quantidade e provocando, como conseqüência, a diabetes.

Portanto o organismo procura eliminar este excesso de açúcar por meio da urina, e por isso a análise desta, é um excelente diagnóstico da doença: a ingestão de insulina é uma alternativa eficaz para este problema. Este hormônio é antagônico da adrenalina.

À medida que progride no interior do tubo digestivo, o bolo alimentar vai sendo decomposto por vários agentes químicos. Algumas das substâncias que interferem na decomposição química do bolo alimentar provêm de órgão anexos, que não fazem parte do tubo digestivo, mas que se ligam a ele por ductos especiais.

As glândulas salivares secretam a saliva, que participa ativamente da digestão dos hidratos de carbono.

O fígado abastece de bile a vesícula, que despeja essa secreção no intestino, com o objetivo principal de favorecer a digestão de gorduras. E o pâncreas, por sua vez, produz e lança no duodeno o suco pancreático, que se destina, sobretudo, à digestão de substâncias ácidas ou solúveis em meio alcalino.

Mas o pâncreas é uma glândula, ao mesmo tempo, exócrina e endócrina (de secreção externa e interna, respectivamente). Trata-se portanto, de um órgão de função dupla, como se fossem dois órgãos, conjugados numa única estrutura.

Enquanto a maio parte das células do pâncreas secreta o suco pancreático, que exerce uma função digestiva (ação exócrina), outras células produzem insulina, hormônio indispensável às funções vitais (ação endócrina).

A insulina é o agente requerido para o aproveitamento do açúcar por parte do organismo. A produção insuficiente desse hormônio gera o diabete, doença incurável, mas de efeitos lentos e retardáveis.

Estrutura anatômica do pâncreas - visto de frente, o pâncreas lembra uma grossa espiga de milho, com sua superfície lobulada. Disposto horizontalmente por trás do estômago, estende-se do duodeno até o baço, ao qual se liga por uma dobra de tecido peritoneal. Mede cerca de 10 a 15 centímetros e pesa, no adulto, 60 gramas, em média.

A parte mais volumosa do pâncreas extremidade próxima ao estômago é chamada cabeça a outra extremidade, cauda; a porção intermediária, corpo. O pâncreas tem cor amarelada e levemente rosada. A cápsula que envolve é tão fina que mal se faz notar nos exames anatômicos do órgão.

Também os lobos e suas subdivisões os lóbulos são separados por septos muito delgados, que contribuem muito pouco para sustentação interna. A leveza do órgão dispensa reforço.

Embora as duas funções do pâncreas sejam bem definidas, a divisão de trabalho de suas diferentes células não obedece a qualquer esquema topográfico rígido.

As células que secretam insulina estão dispostas de maneira irregular, em ácinos, na massa de tecidos de onde provém o suco pancreático.

Esses ácinos cercados de massa de tecidos por todos os lados foram apropriadamente batizados de ilhotas por seu descobridor (Langerhans).

Daí o nome que conservam até hoje: ilhotas de Langerhans (a palavra insulina deriva de insula, ilha).

Envolvidas em novelos de vasos capilares, a ilhotas de Langerhans despejam diretamente no sangue o produto de sua secreção, que passa pelas paredes permeáveis dos vasos.

O suco pancreático é produzido por outro tipo de células, que se agrupam em câmaras de vários tamanhos no interior do órgão. Essas câmaras ligam-se ao exterior por um sistema de canais.

O principal desses canais é o de Wirsung, reforçado externamente por paredes de tecido conjuntivo. Em geral, o pâncreas apresenta também um ducto acessório o chamado cretal de Santorini, que complementa a função drenadora do cretal de Wirsung. Esses dois canais vão "desaguar" no mesmo local em que desemboca a bile. Dali, as duas secreções (suco pancreático e bile) passam para o duodeno.

Do cretal de Wirsung, dentro do pâncreas, saem ramos laterais mais delgados, que dispõe como uma espinha de peixe. E, desses ramos, partem canais ainda mais finos, chamados canais interlobulares, porque passam entre os lóbulos.

Por sua vez, os canais interlobulares ramificam-se em ductos ainda mais estreitos, os canais intercalados. Estes, finalmente, acabam formando câmaras microscópicas - os ácinos pancreáticos - revestidas internamente pelas células secretoras do suco pancreático.

A secreção do suco pancreático obedece a um mecanismo muito parecido com o da bile. Quando a massa de alimentos já parcialmente transformada (quimo) chega ao duodeno, certas células do intestino começam a secretar hormônios. As substâncias gordurosas provocam a secreção de colescistoquinina, hormônio que passa para a corrente sangüínea e, ao chegar ao fígado, estimula a secreção de bile.

Processo semelhante ocorre com relação ao pâncreas. Substâncias ácidas provocam no duodeno (e também no jejuno) a secreção de um hormônio chamado secretina , que também vai estimular a produção de suco pancreático, quando chegar aos ácidos do pâncreas através da corrente sangüínea.

Quando uma substância como a caseína (proteína encontrada especialmente no leite e que constitui o principal componente do queijo) chega ao duodeno, começa a ocorrer no intestino a secreção de pancreozimina, também estimulante do suco pancreático. Isso porque a caseína não é solúvel em água, mas sim em meio alcalino, como o que é proporcionado pelo suco pancreático.

Os ácinos pancreáticos obedecem, ainda, a estímulo nervosos, originados de ramificações do nervo vago.

O pâncreas em relação ao duodeno e aos órgãos vizinhos. O pâncreas é alongado no sentido transversal, com a extremidade direita volumosa - a cabeça do pâncreas circundada pelo duodeno

O duodeno e a cabeça do pâncreas, são revestidos pela serosa peritoneal (folheto visceral).

O órgão é subdividido em muitos lobos e lóbulos, por meio de septos conjuntivos.

Na ilhota de Langerhans aparecem diferentes tipos de células:

Células-alfa, responsáveis pela produção de glucagon
Células-beta
, relacionadas à secreção de insulina
Células-delta
, cuja função ainda não é bem conhecida

Parte exócrina do pâncreas

Os ácinos glandulares são constituídos de células acinosas e células centrais (centro-acinosas).

O pâncreas é uma glândula anfícrina, ou seja, apresenta uma parte endócrina (ilhotas de Langernhans) que produz insulina e glucagom e uma parte exócrina que produz o suco pancreático.

Insulina

É um hormônio que interfere no metabolismo dos açúcares (carboidratos), controlando o nível de glicose no sangue. Controla a produção de glicogênio pelo fígado e estimula o consumo de glicose pelos tecidos, aumentando a permeabilidade através das membranas celulares a esta substância. O tecido cerebral constitui uma exceção, pois a entrada de glicose dá-se por difusão. Devido a este estímulo ao consumo de glicose, pelos tecidos, diminui a mobilização de gorduras e proteínas e a sua utilização como fonte energética.

O controle da secreção de insulina é feito através da concentração de glicose no sangue (mecanismos de realimentação ou feedback): um aumento na taxa de glicose sangüínea determina a liberação de uma maior quantidade de insulina que, em conseqüência, determina maior consumo de glicose pelos tecidos.

Dessa maneira há a manutenção do nível normal de glicose sangüínea.

O hipoinsulinismo provoca uma doença denominada Diabete mellitus.

O sintomas mais característicos do quadro clínico são a hiperglicemia e a glicosuria (eliminação de glicose pela urina). A quantidade de glicose sangüínea supera o nível normal, quantidade essa que ultrapassa os limites da reabsorção renal, portanto, o excesso é eliminado na urina.

A definição na produção de insulina pode depender de vários fatores, porém, geralmente, é causada por fatores genéticos.

O hiperinsulinismo é uma doença rara causada pela produção de insulina, geralmente resultante de tumor nas ilhotas de Langerhans. Como conseqüência advém hipoglicemia. O excesso de insulina determina, pela hipoglicemia, o choque insulínico que se caracteriza por grande excitabilidade do sistema nervoso central, podendo resultar em tremores, intensos nervosismo e até alucinações. Em casos mais extremos pode levar a convulsões, perda de consciência e mesmo levar ao estado de coma.

A insulina é secretada pelas células beta das ilhotas de Langerhans do Pâncreas .

Glucagon

Possuí uma ação antagônica à insulina, fazendo aumentar a glicemia. Estimula a glicogenólise no fígado e a liberação de glicose no sangue. A secreção é controlada pelo nível de glicose sangüínea. A queda do nível de glicose determina a liberação de Glucagon que, por sua atividade, restabelece a glicemia normal.

O glucagom é secretado pelas células alfa das ilhotas de Langerhans do Pâncreas.

A Fisiologia do Pâncreas Fisiologia Endócrina do Pâncreas

No pâncreas a porção endócrina é representada pelas ilhotas de Langerhans as quais são compostas pelas células a, b, d e F e seus produtos são, respectivamente, glucagon, insulina, somatostatina e polipeptídeo pancreático.

Insulina

Hormônio poliptídico sintetizado sob a forma de pré-proinsulina ( peptídeo sinalizador).

 Pré-Proinsulina®Proinsulina®Peptídeo C + Insulina

A insulina é formada por duas cadeias: a (21 aminoácidos) e b (30 aminoácidos), sendo que os aminoácidos 63 e 31 unem a insulina ao peptídeo C. No complexo de Golgi existe um sistema enzimático que separa a insulina do peptídeo clivando nos aminoácidos 63 e 31.

O tempo de metabolização do peptídeo C é maior que o da insulina, por isso no plasma temos 4 móleculas de peptídeo C para 1 mólecula de insulina, apesar de serem produzidas em quantidades equimolares.

Estrutura da insulina

As cadeias alfa e beta são unidas por pontes de sulfeto nos aminoácidos 6 da cadeia beta com 7 da cadeia alfa e 19 da cadeia beta com 20 da cadeia alfa. Tais pontos de sulfeto devem existir para que a insulina seja ativa. Sua metabolização implica no rompimento de tais pontes.

A ação biológica se dá entre os aminoácidos 22 e 26 da cadeia beta e a ligação da molécula ao receptor se dá através dos aminoácidos 7 e 12 da cadeia alfa.

Pâncreas
Estrutura da insulina

Síntese

O gene que é responsável pela síntese possui 4 éxons e 2 íntrons. Cada éxon é responsável por uma parte da insulina. Uma das partes é o peptídeo sinalizador ou pré-proinsulina. Esta migra para o Complexo de Golgi onde sofre clivagem, por um sistema enzimático, nos aminoácidos 31 e 63, originando a insulina e peptídeo C. tal processo é mediado pelo cálcio.

Na maioria das vezes, nem toda proinsulina foi clivada podendo ser encontrada nos grânulos de secreção junto com a insulina e peptídeo C. Além disso, nos grânulos encontramos amilóides (proteína apoptótico) os quais destroem insulina e proinsulina (no diabetes temos aumento dos amilóides).

Secreção

A secreção pancreática é estimulada quando a concentração de cálcio nos citosol aumenta. A concentração de insulina reativa ou IRI (insulina + proinsulina) é de 5 a 15 mU/mL, no jejum e 30 mU/mL no período pós prandial. Insulina é secretada na veia pancreática então vai, pelo sistema porta, até o fígado. Aí, 50% é metabolizada e 50% segue em frente para o músculo esquelético e tecido adiposo.

A glicose, no pós prandial, entra na célula beta pelo transportador glut 2 (glut 4 – músculo esquelético e tecido adiposo/glut 1 – SNC e rim /glut 2 – fígado e célula beta). Após a entrada, o sensor (glicosinase) promove a transformação de glicose em glicose 6 fosfato. Esse sofre metabolismo formando ATP e NADPH.

Altas concentrações de ATP promovem fechamento dos canais de potássio, com isso ocorre um aumento da concentração intracelular de potássio causando despolarização. Então, automaticamente abrem-se canais de cálcio o qual atua como segundos mensageiros aumentando a secreção de insulina.

Aminoácidos e ácidos graxos aumentam a concentração de piruvato e com isso de ATP e da secreção de insulina. Na célula beta existem receptores, também, para colocistoquinina e Ach, liberadas após as refeições. Quando a ligação ocorre ativa-se proteínas G levando ao aumento da concentração de inositol trifosfato e do diacilglicerol ambos aumentando cálcio citosólico e a secreção de insulina. Ainda, o diacilglicerol ativa a enzima proteína quinase C a qual aumenta a secreção de insulina.

Funções: Aumento da síntese de glicogênio, da lipogênese da síntese protéica, ou seja promove anabolismo.

Fatores que alteram a concentração de insulina:

ESTIMULAM

INIBEM

  Adrenalina em receptor a
  adrenérgico
  Noradrenalina em receptor a
  adrenérgico
  Noradrenalina em receptor b
  adrenérgico
  Hipercalcemia
  Glucagon   Jejum
  Hormônios gastro-intestinais   Exercício físico
  Sulfaniluréia   Somatostatina
  Hiperpotassemia   IL-1
  Nutrientes plasmáticos   Diazóxido

Quando a concentração de glicose é inferior a 50 mU/mL, a célula beta pára de liberar insulina para que o pouco de glicose não seja captado pelos tecidos insulino-dependentes mas pelos independentes como cérebro e rins. Se a concentração de glicose é superior a 50 mU/mL, aumenta-se a secreção de insulina até acabarem seus estoques.

Pâncreas

Existem 2 compartimentos de insulina: um grande e um pequeno. O grande serve de reservatório para o pequeno e é esvaziado tardiamente e mais lentamente que o pequeno.

Pâncreas

1a. fase

Liberação aguda: dura 5 minutos (pool pequeno)

2a. fase

Liberação aumenta gradualmente e a secreção se mantém enquanto durar o estímulo (pool grande).

O receptor de insulina é formado por 2 seguimentos a (intracelular) e 2 b (atravessa membrana). No seguimento beta existe tiroquinase inativa. Quando a insulina se liga ao receptor ocorre alto fosforilição da tiroquinase ativando-a . Ela, então, ativa o subtrato receptor de insulina.

Uma vez ativado, ele prmove uma série de respostas biológicas:

Aumento do número de gluts na célula alfa
Permite aumento da entrada de aminoácidos, potássio, fosfato, magnésio e etc.
Ativa sistemas enzimáticos com função anabólica
Inibe sistemas enzimáticos com função catabólica

Glucagon

Aumenta o AMPc, ativando todos os sistemas catabólicos levando ao aumento da excreção de glicose, aumento da gliconelgênese, lactato e lipólise.

Ele é um polipeptídeo de cadeia simples com 29 aminoácidos e com ponte de sulfeto no aminoácido 2..A biossíntese pela célula alfa vai do retículo endoplásmatico para o complexo de golgi.Sua metabolização se dá por sistema enzimático hepático que rompe pontes de sulfeto.

O aumento do glucagom ocorre pelos mesmos fatores que aumentam a insulina para evitar hipoglicemia severa após a refeição.Há secreção de glucagom simultaneamente à de insulina.A produção, secreção e metabolização é semelhante à insulina.

Somatostotina

Inibe a secreção de insulina e glucagom (inibe o efeito prolongado hipo ou hiperglicemiante)
Absorção de glicose
Secreção pancreática
Fluxo sanguíneo
Secreção de gastrina, CCK,VIP,GIP e secretina
Secreção de HCl
Esvaziamento gástrico
Inibe absorção de carboidratos e aminoácidos por fornecer sensação de saciedade

A Pancreatite

Glândula mista produtora de Insulina/Glucagon (f. endócrina) e enzimas digestivas formadoras do suco pancreático (f. exócrina). Desempenha importante papel na regulação do metabolismo intermediário e na digestão de proteínas, principalmente.

A principal patologia associada a este órgão é a Pancreatite, inflamação do parênquima pancreático, uma doença de diagnóstico confirmatório essencialmente laboratorial.

Pancreatite

Classificação: Pode ser classificada em: Aguda e Crônica
Etiologia:
Muito variada.

Podemos citar como exemplo:

Afecções biliares - Cálculo biliar e "bile tóxica"
Drogas -
Morfina e derivados, corticóides
Hiperparatireoidismo
- Hipercalcemia
Gravidez
- Alterações lipídicas e hormonais
Vírus
- Caxumba, mononucleose, hepatite
Trauma/Cirurgia
Hipertrigliceridemia
- Pode ser causa ou consequência
Etilismo
- O etanol é o principal desencadeador do surto na P. Crônica.

Fisiopatologia

Na P. Aguda

Ocorre a destruição do parênquima pancreático com a liberação e ativação de enzimas proteolíticas para o tecido próximo ou para a corrente sanguínea, iniciando assim um processo de AUTÓLISE local ou sistêmico.

Na P. Crônica

Há a substituição do parênquima pancreático por tecido fibrosado, levando à diminuição das funções do pâncreas. Pode reagudizar!!

Quadro Clínico:

Na P. Aguda

DOR é o principal sintoma!! Há o comprometimento das terminações nervosas livres do pâncreas e tecidos vizinhos.

Outras alterações:

Pulmonares

15 a 30 % dos casos ® Dispnéia

Abdominais

Náuseas, vômitos, estase gástrica

Hemodinâmicas

O aumento da permeabilidade capilar pela presença das enzimas proteolíticas no sangue leva à hipovolemia, desidratação, taquicardia e hipotensão

Renais - Insuficiência Renal secundária às alterações hemodinâmicas, em especial à hipovolemia.

Na P. Crônica

Os sintomas são relacionados à diminuição da função pancreática, tais como:

Perda de peso - Falta de apetite e Síndrome da Má Absorção (SMA).
Diabetes Mellitus
- Comprometimento das células b das ilhotas pancreáticas.
Ascite e derrame pleural -
Por extravasamento do suco pancreático para a cavidade abdominal.

Diagnóstico Laboratorial:

O laboratório é limitado, apesar de importante, no diagnóstico da pancreatite.

Os principais testes são:

Determinação da Amilasemia:

É a medida da atividade da alfa - Amilase no soro.

Esta enzima é encontrada no pâncreas e nas glândulas salivares, principalmente.

Na pancreatite aguda

1 -A amilase aumenta no soro 6 a 12 horas após o início do quadro. Seus valores aumentam de 4 a 5 vezes o normal, mas este aumento NÃO TEM correlação com a gravidade da lesão. Existem inclusive casos de pancreatite SEM aumento da amilase sérica, por fibrosamento de tecido.
2
-A especificidade do teste é baixa, e seu aumento não é patognomônico da doença. Apesar disso, é o teste mais importante na investigação da doença, pela sua alta sensibilidade.

Macroamilasemia

Aumento da amilase sérica sem pancreatite. Ocorre pela formação de complexos multimoleculares da enzima que não são filtrados pelos rins. Na pancreatite verificamos uma amilasúria que permanece até 4 dias após o episódio agudo.

A amilase possui ainda 2 isoenzimas, cuja determinação aumenta muito a especificidade do teste, mas ainda é difícil na rotina do laboratório. A separação é feita por eletroforese e estabelece bandas "P" e "S", pancreática e salivar, respectivamente.

Lipases

São enzimas produzidas exclusivamente pelo pâncreas, sendo sua determinação, portanto, muito específica para pancreatite.

Seu aumento ocorre após 24/48 horas em relação ao episódio agudo, com pico máximo em 4 dias. Este lento aumento é a grande desvantagem do teste, e praticamente elimina seu interesse na investigação da doença.

Calcemia

É frequente a hipocalcemia em pacientes com pancreatite, e o grau de alteração tem relação direta com a gravidade da lesão.

A hipocalcemia ocorre provavelmente pela ação do glucagon sobre as paratireóides, levando a um aumento a incorporação do cálcio no tecido ósseo. Há também um depósito de cálcio na lesão pancreática.

Coprológico Funcional

Prova de avaliação da função digestiva, eventualmente útil no diagnóstico da pancreatite crônica.

Outras Provas

Provas de função hepática, determinação da glicemia e investigação de hiperlipidemias são procedimentos laboratoriais complementares à investigação.

O Diabetes A Guisa de Introdução

Uma das mais importantes atividades do nosso corpo é a transformação dos alimentos em energia e calor para a sua própria manutenção e vitalidade.

Os alimentos são, basicamente, constituídos de três nutrientes principais:

Carboidratos
Proteínas
Gorduras

Após o processo de digestão eles liberam respectivamente: glicose, aminoácidos e ácidos graxos. As enzimas digestivas ajudam nessa liberação de nutrientes, os quais, nos intestinos, são absorvidos e passam para a corrente sangüínea que os leva a todas as células do nosso corpo.

A energia para o nosso corpo é retirada, mais prontamente, dos carboidratos porque eles são rapidamente degradados em moléculas de glicose que tem fácil absorção.

O pâncreas produz um hormônio chamado insulina que é liberado na circulação sangüínea e ajuda na penetração do açúcar em cada célula do corpo, alimento básico para o funcionamento celular. Na superfície das células existem os receptores de insulina. A glicose só passa para dentro das células quando a insulina circulante se liga à superfície das mesmas através dos receptores de insulina.

Após uma refeição a absorção dos alimentos causa um aumento dos níveis sangüíneos de açúcar. Nessa ocasião o pâncreas libera insulina para promover a entrada de açúcar em todas as células do corpo, diminuindo, consequentemente o nível de açúcar do sangue. No fígado ocorrerá um depósito de açúcar que é reservado para liberação gradual no intervalo entre as refeições, mantendo um valor sangüíneo de açúcar sempre adequado. Após sua função a insulina é degradada e, por isso, o corpo necessita sempre estar produzindo e mantendo um estoque de insulina. O mau funcionamento do pâncreas provoca a não utilização dos nutrientes já que as células não absorvem a glicose do sangue. Quando pouca ou nenhuma insulina é liberada pelo pâncreas, a absorção de açúcar do sangue para as células fica prejudicada. Ele aumenta no sangue e as células, paradoxalmente, ficam sem alimento.

A pouca ou nenhuma produção de insulina pelo pâncreas caracteriza o diabetes tipo I ou insulino-dependente. Nesses casos necessitamos injetar insulina. Se for usada por via oral é inativada pelos sucos digestivos. As células pancreáticas "mortas", que produziam insulina, não são possíveis de reativar e os transplantes de pâncreas ainda não são processos completamente efetivos como tratamento. A dieta e o uso de insulina são as condutas básicas na correção desse distúrbio endócrino.

O diabetes tipo II produz insulina mas os níveis de açúcar no sangue permanecem altos porque há uma incapacidade das células musculares e adiposas de usar tudo o que foi liberado pelo pâncreas, fazendo com que muito pouco da glicose sangüínea penetre nas células. Esse acontecimento chamamos de resistência insulinica. Esse tipo de diabete é mais brando que o tipo I e os seus sintomas podem passar desapercebidos por muito tempo.

Os sintomas mais freqüentes no diabetes são: emagrecimento, sede excessiva, urina em quantidade exagerada, fadiga, indisposição, alterações do apetite.

DIABETES MELLITUS

O diabete melito ou sacarino é uma doença crônica, provocada pela deficiente produção de insulina pelo pâncreas (a insulina é um hormônio que promove a metabolização dos carboidratos). Os casos brandos são geralmente assintomáticos, sendo descobertos casualmente, durante exames de rotina.

O diabete em fase adiantada tem sintomas clássicos que raramente deixam de se manifestar, tais como: sensação de fraqueza (astenia), emagrecimento, apetite exagerado (polifagia), aumento acentuado da eliminação urinária (poliúria), sede constante (polidipsia) e prurido cutâneo, de intensidade variável. Mais raramente, é possível que a doença se manifeste pela primeira vez sob forma de coma. Esse inicio brusco juvenil, que se inicia antes dos 15 anos de idade e se caracteriza pela completa ausência de produção de insulina pelo pâncreas.

CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES MELLITUS

Segundo o resultado do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG):

1 - DM tipo I ou Insulino-dependente
2 -
DM tipo II ou Não-Insulino-dependente ou ainda do obeso/idoso
3 -
DM gestacional - 1 a 5 %; 30 % desenvolve DM
4 -
Tolerância Diminuida à glicose

SÍNDROME DO DIABETES AGUDO:

No Músculo:

Depleção do Glicogênio
Oxidação de AG
Degradação oxidativa de proteínas

No Tecido Adiposo:

Baixa disposição de Acetil-CoA e NADPH+H+, com baixa da biossíntese de AG e TG
Baixa da ação antilipolítica com baixa da degradação de TG

No obeso, permanece a ação antilipolítica

No Fígado

Oferta de glicose, AG e AA
Baixa Síntese e degradação do glicogênio
Gliconeogênese a partir de AA.

Há superprodução de Acetil-CoA, com o aparecimento do "fígado graxo" do diabético.

No Sangue

Glicemia com glicosúria
AG devido à intensa lipólise no tecido adiposo
Colesterolemia, LDL e VLDL circulantes, devido ao excesso de Acetil-CoA produzido e processado pelo fígado
Corpos cetônicos, pela mesma razão.

SÍNDROME DO DIABETES CRÔNICO

Complicações tardias da doença

Principalmente sobre o sistema vascular e tecido nervoso, com o surgimento de:

Macroangiopatias

Aterosclerose precoce e acentuada

Microangiopatias

Principalmente reinopatias.

Outras complicações

Insuficiência Renal, hepatopatias, coagulopatias, maior susceptibilidade a infecções, etc.

SINTOMAS DO DIABETES MANIFESTO

Diabetes Agudo

Sinal Clássico Hiperglicemia e glicosúria

A hiperglicemia pode levar a um aumento da osmolaridade plasmática com desidratação tecidual e eventual coma hiperosmolar, principalmente em diabéticos do tipo II. Nestes casos a hiperglicemia é muito acentuada ( superior a 800,0 mg/dl), e não há cetonemia importante.

Forma mais grave

Coma Cetoacidótico, causado pelo excesso de corpos cetônicos no sangue. É comum em diabéticos do tipo I. Leva à perda de sódio e potássio na urina, com conseqüências renais e cerebrais importantes.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DO DM

O DM é uma doença cujo diagnóstico é altamente dependente dos resultados de testes laboratoriais.

Entre estes testes o mais simples a mais amplamente solicitado é o da Glicemia de Jejum. Resultados elevados em 2 ocasiões diferentes são sugestivos de DM.

A confirmação do diagnóstico nestes casos também é laboratorial: O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) ou Curva Glicêmica é o procedimento de escolha para confirmação da suspeita.

Uma vez confirmado o DM, existem outros exames e protocolos que auxiliam no acompanhamento e controle da doença, tais como o Perfil Glicêmico e as dosagens de Hemoglobina Glicosilada e Frutosamina.

Diagnóstico, complicações e tratamento - em qualquer tipo ou estágio do diabete melito, o diagnóstico baseia-se principalmente em exames laboratoriais para determinar a taxa de açúcar contido no sangue (glicemia) e na urina (glicosúria). Como glicemia depende da alimentação, isto é, aumenta após a ingestão de açúcar e diminui na falta deste, a determinação do nível sangüíneo de açúcar para o diagnóstico do diabete deve ser feita em completo jejum. Nessas condições, a glicemia oscila entre 80 e 120 mg para cada 100cm3 de sangue. Nos casos mais graves de diabete, as cifras podem até superar os 400mg.

Em condições normais, a glicose contida no sangue é completamente filtrada, nos rins, pelos glomérulos e, em seguida, absorvida pelos túbulos, de onde é reconduzida à circulação sangüínea. Assim, a urina normal jamais contém açúcar. Mas o mecanismo de reabsorção tubular tem limites o chamado limiar renal. No caso da glicose, varia entre 1,6 e 1,8g de açúcar por litro de sangue filtrado. Acima dessas quantidades, a glicose é eliminada junto com urina.

Por isso, a determinação da glicosúria é rotineira nos exames de controle do diabete melito: a eliminação de açúcar também ocorre no chamado diabete renal, caracterizado exclusivamente por um limiar renal excepcionalmente baixo. Daí a grande eliminação de glicose pela urina, apesar de haver produção normal de insulina pelo pâncreas e uma taxa normal de glicose no sangue.

O diabete pode se acompanhar de complicações cardiovasculares, nervosas, oculares e cutâneas. As complicações cardiovasculares, são comuns e, provavelmente, resultam do estreitamento vascular determinado pela moléstia (angiopatia diabética).

COMPLICAÇÕES MAIS FREQUENTES As complicações mais frequentes são:

Hipertensão arterial
Angina do peito
Enfarte do miocárdio
Insuficiência cardíaca
Obliterações arteriais periféricas

As últimas levam a dificuldades de cicatrização e favorecem o surgimento de gangrena nas extremidades do corpo.

DISTÚRBIOS NERVOSOS Alterações da sensibilidade cutânea:

Formigamentos
Sensações localizadas de dor ou de calor
Impotência e frigidez

As complicações oculares do diabete são as mais comuns e também as mais temíveis. Entre estas, destacam-se as modificações da retina (hemorragias, inflamações) e do cristalino (catarata). As complicações cutâneas mais frequentes são manchas esbranquiçadas (xantomas), localizadas sobretudo nas pálpebras, ombros e antebraços.

Além disso, no diabete não tratado, a impossibilidade de utilização dos carboidratos obriga o organismo a recorrer à gordura e às proteínas para a obtenção de energia. O desdobramento dessas substâncias pelo fígado acarreta excessiva produção de compostos chamados corpos cetônicos, muito tóxicos acima de determinado nível de concentração no sangue. Podem levar ao coma, complicação muito grave e as vezes mortal da enfermidade.

A normalização dos sintomas do diabete baseia-se em regime alimentar pobre em carboidratos e na administração de insulina natural ou de antidiabéticos sintéticos. Os casos de diabete juvenil só reagem ao tratamento com insulina natural, que obriga o paciente ao desconforto de injeções diárias desse medicamento. Em qualquer caso, os cuidados dietéticos e os medicamentos devem ser mantidos por toda vida os casos em que o diabete desaparece completamente tratado pode levar vida perfeitamente normal.

NOTA

Uma das mais graves complicações do diabete é a chamada angiopatia diabética, ou seja, o comprometimento progressivo dos vasos sangüíneos, particularmente das arteriolas e capilares arteriais. As mais atingidas são as redes arteriais dos rins, da retina, dos membros inferiores e do cérebro. Além dessas, podem ser igualmente afetadas as artérias cardíacas e pulmonares

A deficiência de insulina é a causa de alterações no metabolismo dos carboidratos e, por extensão no das gorduras e proteínas, quer ao nível extracelular, quer no interior da própria célula. No primeiro caso a glicose não entra na células e se acumula no sangue e na urina (hiperglicemia e glicosúria, respectivamente), provocando aumento exagerado da diurese (poliúria), da fome (polifagia) e da sede (polidipsia).

No segundo caso, devido à escassez de glicose no célula, não se completam a síntese do glicogênio, o ciclo das pentoses, a formação de fosfogliceraldeído e o ciclo de krebs. Em consequência, instala-se a insuficiência de açucares, gorduras e proteínas, seguida pela falta de energia. Essas alterações levam ao emagrecimento e à fadiga fácil dos diabetes. Por fim, o excessivo acúmulo de acetilcoenzima A leva a formação no fígado, bexiga e pulmões de corpos cetônicos, que entram na circulação sangüínea, causando um estado tóxico - cetoacidose.

Abordagem da patologia

O diabetes melito é uma doença condicionada por expressão poligênica que acomete principalmente adultos a partir da quarta década de vida, caracterizada por hiperglicemia, deficiência relativa ou absoluta na secreção e/ou ação da insulina, alterações no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos, podendo levar a complicações micro e macrovasculares e neurológicas.

O Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus baseado na National Diabetes Data Group (NDDG) e World Health Organization (WHO) reconhece as duas formas mais representativas do diabetes melito: O diabetes melito tipo 1 (insulino-dependente) e o diabetes melito tipo 2 (não-insulino-dependente) que corresponde a 85-90% dos casos de diabetes. A prevalência do diabetes melito tipo 2 vêm aumentando em todo mundo, acompanhada pela presença do sedentarismo e obesidade e mudança do hábito alimentar. Atualmente, cerca de 2 a 3% da população ocidental apresenta esta doença. No Brasil, o estudo multicêntrico sobre a prevalência de diabetes melito, encontrou uma taxa de 7,5% de diabéticos na faixa etária de 30 a 69 anos, com uma freqüência maior (17,4%) no grupo etário de 60 a 69 anos de idade.

O conjunto de alterações associadas ao diabetes melito tipo 2 - obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, hiperuricemia, aumento da atividade do sistema nervoso simpático e alteração dos fatores de coagulação - é denominado Síndrome de Reaven ou Síndrome X.

Atualmente, mesmo com todos os recursos terapêuticos disponíveis, o diabetes melito tipo 2 evolui com elevados índices de morbidade e mortalidade. Os sintomas nem sempre presentes, pouco específicos e muitas vezes tardios no desenvolvimento da doença dificulta o diagnóstico precoce. No Brasil, há cerca de 4,5 milhões de diabéticos, onde 2 milhões desconhecem sua condição.

Diagnóstico e controle

Segundo o Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus, o critério diagnóstico para o diabetes melito se baseia em três métodos. Cada um destes métodos deve ser confirmado no dia subsequente pelo próprio método ou pelos outros dois.

São eles:

1. Sintomas do diabetes associados a uma concentração de glicose plasmática casual superior a 200mg/dL. O termo casual é definido como qualquer período do dia. Os sintomas clássicos do diabetes incluem a poliúria, polidipsia e perda de peso.
2.
Glicose plasmática de jejum superior ou igual a 126mg/dL. O jejum é definido como 8 horas sem ingerir nenhum alimento ou produto que forneça calorias.
3.
Teste oral de tolerância à glicose apresentando glicose plasmática com níveis superiores a 200mg/dL 2 horas após a ingestão de 75g de glicose dissolvida em água.

Grupos de indivíduos com níveis intermediários de glicose plasmática em jejum ou durante o teste oral de tolerância à glicose, embora não reuna os critérios diagnósticos para o diabetes, devem ser monitorados.

O controle do diabetes melito deve ser realizado no sentido de prevenir futuras complicações próprias do diabetes e avaliar a aderência pelo paciente ao tratamento.

Este controle pode ser realizado pelos seguintes métodos:

Concentração da hemoglobina glicosilada

Este procedimento é usado no controle glicêmico do diabético e estima a média da concentração sérica de glicose por um período de 2 a 3 meses antes do teste. Há uma correlação positiva entre a glicosilação da hemoglobina e o índice glicêmico. Os valores normais de hemoglobina glicosilada no sangue é de 4 a 6%.

Concentração da frutosamina

Estudos recentes mostram que a determinação da concentração de frutosamina pode ser um bom método no controle glicêmico de indivíduos diabéticos, tendo a mesma eficiência que a concentração de hemoglobina glicosilada, com a vantagem de ser obtida mais rapidamente e ter um custo menor. A concentração de frutosamina estima a média de glicose no sangue nos últimos 15 dias. Seus valores sangüíneos normais em indivíduos adultos é de 205 a 285 mmol/ L.

Tratamento

O tratamento do diabetes melito tipo 2 baseia-se em mudança no estilo de vida, na dieta e no programa de exercícios físicos, e tem como objetivo a redução da resistência periférica à insulina e a preservação da função das células beta pancreáticas (produtoras de insulina). Entretanto, sabe-se que estas medidas apresentam uma baixa aderência e se tornam ineficientes a longo prazo.

A tendência do diabetes melito tipo 2 progredir em muitas situações, apesar do êxito terapêutico inicial, enfatiza a necessidade de agentes farmacológicos que previnam a deterioração das células beta, mantendo a secreção insulínica adequada e/ou melhorarem a ação insulínica periférica no sentido de evitar a hiperglicemia e seus efeitos a longo prazo.

Há diferentes classes de drogas que auxiliam no tratamento do diabetes melito tipo II como os hipoglicemiantes orais (Sulfoniluréias), os antihiperglicemiantes (biguanidas, inibidores da alfa-glicosidase) e os potencializadores da ação insulínica (biguanidas e tiazolinedionas).

Conclusão

O diabetes melito tipo 2 tem se tornado uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo, sendo considerado um problema de saúde pública. Por isso, seu diagnóstico precoce auxilia o tratamento da doença.

Hoje, recomenda-se o controle dos índices glicêmicos por meio de exames laboratoriais conscientização do paciente quanto a importância da manutenção dos níveis de glicemia normais a fim de se evitar e/ou minimizar as complicações comuns dessa doença.

A manutenção da glicemia em níveis normais é promovida por meio de uma dieta adequada ao indivíduo, a prática de exercícios físicos e uso de hipoglicemiantes orais, antihiperglicemiantes ou potencializadores da ação da insulina.

Fonte: www.jorgebastosgarcia.com

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