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Vesícula Biliar

 

Vesícula Biliar

É uma glândula localizada atrás do fígado, está delimitada interiormente pelo epitélio vesicular biliar e produz os componentes da bílis.

A vesícula biliar localiza-se na fossa da superfície visceral do fígado, onde está coberta inferior e lateralmente pelo peritônio.

A principal parte da vesícula biliar é denominada corpo. A terminação inferior cega do corpo está na borda do fígado ou inferiormente a esta, sendo denominada fundo. Acima, o colo, e a primeira parte do ducto cístico apresentam comumente a forma de um S, uma disposição que resulta no que se denominou de sifão. A vesícula varia bastante em tamanho e forma. Em média, comporta cerca de 30 ml. Uma dilatação denominada bolsa cervical está algumas vezes presente na junção do corpo com o colo, porém é patológica. A mucosa do ducto cístico e do colo da vesícula biliar apresenta-se sob a forma de pregas espirais. As do ducto são tão regulares que foram denominadas valvas espirais.

Relações e anatomia de superfície.

Quando o indivíduo está em decúbito, as relações da vesícula biliar são: acima, com o fígado, posteriormente, com a primeira ou segunda parte do duodeno, ou ambas; com o cólon transverso, inferiormente; e, anteriormente, com a parede abdominal anterior.

A vesícula biliar varia de posição de acordo coma posição do fígado. Quando o indivíduo está em posição ereta, a vesícula biliar pode estar em qualquer local, desde a borda costal direita e a linha semilunar e entre os planos transpilórico e supracristal, dependendo do tipo corporal. Nas mulheres magras, a vesícula pode ficar pendurada até a crista ilíaca.

Independente da atividade de cada pessoa, fígado e vesícula seguem uma rotina diária importante ao bom funcionamento do organismo.

Por exemplo: os alimentos são melhor processados pelo fígado das três horas da tarde às três horas da manhã. Já a vesícula atua melhor no horário inverso—das três horas da manhã às três horas da tarde. Os dois órgãos digerem bem frutas como banana, pêra, maçã, abacaxi e cereais tipo milho e arroz integral. Mas um alimento que atua de forma medicinal e curativa, benéfico ao fígado e à vesícula, é a berinjela (Solanum melongena).

Além dessa propriedade, também é indicada para quem faz regimes de emagrecimento. Cada 100 gramas de berinjela tem apenas 28 calorias, mais vitaminas A, B1, B2, B5, C, potássio, cálcio (previne osteoporose) e magnésio (bom para o estômago). De acordo com a médica naturalista Ana Lídia Carvalho, do Instituto de Medicina Natural da Amazônia, a berinjela é excelente para quem tem pressão alta, ajuda a regular os níveis de colesterol e triglicerídeos.

Para baixar a pressão alta: bata no liqüidificador uma berinjela pequena com um copo de água, coe e tome em jejum todos os dias.

A vesícula biliar é um órgão oco, com forma de pêra, preso à superfície inferior do fígado e que desemboca por meio do ducto cístico no colédoco ou ducto hepático comum.

A parede da vesícula apresenta-se constituída por quatro camadas diferentes. Uma camada mucosa, constituída por epitélio prismático simples e lâmina própria.

Uma camada de músculo liso. Uma camada bastante desenvolvida de tecido conjuntivo perimuscular; e uma camada adventícia, na parte da vesícula presa ao fígado e serosa no restante da vesícula.

A função da vesícula é acumular bile produzida pelo fígado; a bile armazenada na vesícula passa por um processo de concentração pois as células da camada mucosa absorvem a água, concentrando a bile de 50 a 100 vezes.

Este processo se dá devido a um transporte ativo de sódio, sendo a água transportada passivamente pelo gradiente osmótico

A água e o cloreto de sódio absorvidos entram pela superfície apical das células epiteliais e fluem para os espaços extracelulares dos lados e da base das células, depois para o tecido conjuntivo e para os vasos sangüíneos e linfáticos.

A contração da musculatura lisa da vesícula biliar é controlada pela ação do hormônio colecistocinina, elaborado na mucosa intestinal, que promove o lançamento da bile na luz do duodeno.

A secreção total de bile é de aproximadamente 700 a 1. 200ml, e o volume máximo da vesícula é de apenas 30 a 60 ml. No obstante, a secreção biliar de até 12 horas pode ser armazenada na vesícula biliar, pois a água, o sódio, o cloreto e a maioria dos outros pequenos eletrólitos são absorvidos continuamente pela mucosa vesicular, diminuindo o volume total da bile e, conseqüentemente, concentrando os outros elementos.

O esvaziamento da vesícula biliar só acontece se o esfíncter que regula a passagem do ducto colédoco ao duodeno, o esfíncter de Oddi, estiver relaxado, e se a musculatura lisa da vesícula se contrair gerando a força necessária para deslocar a bile ao longo do duto colédoco. O principal estímulo para o esvaziamento da vesícula biliar é a liberação do hormônio colecistocinina.

Este hormônio é liberado pela mucosa intestinal, especialmente pelas regiões superiores do intestino delgado, na presença de gorduras no alimento que penetra no intestino.

A coleistocinina secretada é absorvida pelo sangue e ao passar pela vesícula biliar produz contrações específicas do músculo vesicular, essas contrações criam a pressão que força a bile para o duodeno. Quando não existe gordura na refeição, a vesícula esvazia-se precariamente; porém quando a quantidade de gordura é suficiente a vesícula esvazia seu conteúdo em uma hora.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um órgão em forma de pêra que se localiza na borda inferior do fígado no lado direito.

Vesícula Biliar
Pedras ou cálcuols biliares

Sua função é coletar e concentrar a bile, que é um líquido para digerir alimentos gordurosos , e é produzido pelo fígado. A bile é liberada da vesícula após as refeições e se dirige através dos ductos biliares para o duodeno, ou seja, a primeira porção do intestino delgado.

Os problemas da vesícula biliar são normalmente causados pela presença de cálculos ou "pedras", que são massas duras, grandes ou pequenas, poliedros regulares ou irregulares, constituídas de colesterol, ou sais biliares ou ambos e resultam de defeitos da concentração dos componentes da bile pela mucosa da vesícula doente.

Cálculos múltiplos retirados por colecistectomia videolaparoscópica

Estes cálculos podem bloquear o fluxo da bile da vesícula, causando cólica ou dor abdominal importante, inflamação ou infeção, inclusive com formação de pus ou necrose da parede da vesícula.

Quando os cálculos migram para o cretal biliar principal - ductos hepáticos ou colédoco - pode aparecer icterícia , aquele amarelamento da pele e mucosas.

Nesta etapa, apenas a retirada da vesícula não resolve mais, sendo necessário procedimentos maiores ainda, como exploração da via biliar, com ou sem drenagem interna ou externa.

Entre outras complicações mais graves dos cálculos biliares está a pancreatite aguda de origem biliar, outro capítulo a ser tratado à parte .

De um modo geral, o estudo ultrasonográfico, também denominado ecográfico, do abdome estabelece o diagnóstico.

Com certeza a colecistectomia ( retirada da vesícula ) é a cirurgia videolaparoscópica mais realizada dentro da cirurgia geral. A remoção da vesícula biliar não é associada com grande dificuldade da digestão na maioria das pessoas, sendo muito bem suportada.

A colecistectomia videolaparoscópica proporciona um tratamento seguro e efetivo para a maioria dos pacientes com cálculos da vesícula sintomáticos e , hoje, sem dúvida é o procedimento de escolha para a maioria destes pacientes.

Entretanto, não é o procedimento definitivo, uma vez que são observadas taxas de conversão para procedimento aberto que variam de 0.5 a 3,0 % nos melhores serviços cirúrgicos do mundo.

Por este motivo, a orientação das Sociedades de Cirurgia em todo o mundo é para que estes procedimentos videolaparoscópicos sejam realizados apenas por cirurgiões qualificados para realizar com segurança o procedimento aberto , e com experiência em cirurgia do trato biliar.

A colecistectomia laparoscópica deve ser realizada em sala cirúrgica de hospital com equipamento apropriado e pessoal qualificado e dimensionado para procedimento tanto laparoscópico quanto aberto. É uma operação de grande porte normalmente realizada sob anestesia geral.

Fonte: www.drcaldeira.com

Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um órgão pequeno que armazena e concentra bílis. A vesícula biliar está ligada ao fígado através do ducto hepático.

Ela mede cerca de 3 a 4 polegadas (7,6 a 10,2 cm) de comprimento e cerca de 1 polegada (2,5 cm) de largura.

O que é a vesícula biliar?

A vesícula biliar é também chamada de “bexiga”.

Qual é a sua função?

A função da vesícula biliar é armazenar bile. A bile é um líquido digestivo secretado continuamente pelo fígado.

O bile emulsifica gorduras e neutraliza os ácidos na comida parcialmente digerida.

Condições e Doenças da vesícula biliar

Às vezes, as substâncias contidas no bile na vesícula biliar, formam os cálculos biliares. Essas pequenas concreções duras são mais comuns em pessoas com mais de 40 anos, especialmente em mulheres e obesos.

Eles podem causar inflamação da vesícula biliar, uma doença que produz sintomas semelhantes aos de indigestão, especialmente após uma refeição gordurosa. Se uma pedra se aloja no ducto biliar, produz dor.

Cálculos biliares podem passar para fora do corpo espontaneamente, mas o bloqueio grave é tratado através da remoção da vesícula biliar através de cirurgia.

Remoção da vesícula biliar

Em alguns casos, a vesícula biliar deve ser removida. A cirurgia para remover a vesícula biliar é chamada de colecistectomia. Em uma colecistectomia, a vesícula é removida através de um longo corte no abdômen.

Uma vez que a vesícula biliar é removida, a bile é entregue diretamente aos dutos do fígado para a parte superior do intestino.

As complicações da remoção da vesícula biliar

As complicações são raras.

Quando as complicações ocorrem, elas podem ser na forma de: hemorragia, infecção e lesão ao duto (tubo) que transporta bile da vesícula biliar para o estômago.

Fonte: www.vidaesaude.org

Vesícula Biliar

Pedra na Vesícula Biliar

Colecistectomia videolaparoscópica

A remoção da vesícula biliar é uma cirurgia comum realizada por via laparoscópica.
O termo médico para este procedimento é colecistectomia videolaparoscópica.
A operação é realizada por quatro pequenos orifícios de 0,5 cm no abdome.
A dor pós-operatória é de leve a moderada.
Geralmente, o paciente fica um dia internado no hospital e retorna às atividades normais entre 10 e 15 dias.
A vesícula biliar é um órgão em forma de pêra situada sob o lobo direito do fígado.
Sua função principal é coletar a bile produzida pelo fígado e concentrá-la. Quando a pessoa se alimenta, a vesícula biliar se contrai liberando a bile, que passa por um canal chamado colédoco, até chegar ao intestino e encontrar o alimento.
A remoção da vesícula biliar não está associada a nenhuma disfunção digestiva na maioria das pessoas.

PEDRA

O principal problema da vesícula biliar está associado à presença de cálculos (pedras de variado tamanho e número) geralmente formados a partir do colesterol ou sais biliares contidos na bile.

Essas pedras podem bloquear a saída da vesícula biliar, impedindo o fluxo natural da bile. Isso ocasiona aumento da pressão dentro da vesícula, levando a inchaço (edema) e conseqüente infecção. Esse estado é conhecido como colecistite aguda. A pessoa apresenta dor intensa, do tipo cólica, sob a costela direita, com vômitos e febre.

Se uma pedra pequena conseguir passar para o canal da bile o paciente pode ter complicações sérias.

TRATAMENTO

A ecografia ou ultrassonografia abdominal é o método para diagnóstico.

Em casos mais complexos, outros exames radiológicos podem ser necessários.

Cálculos (pedras) de vesícula não desaparecem com o tempo. Qualquer tentativa, além da cirurgia, não apresentará sucesso - podem ocorrer melhoras temporárias, mas as complicações retornam.

A remoção da vesícula é o tratamento mais rápido e seguro para a colelitíase.

PREPARO DO PACIENTE EM CASO DE CIRURGIA:

A partir da meia-noite da véspera da cirurgia, o paciente deve permanecer em jejum absoluto.
Se o paciente apresentar problemas de obstipação (intestino preso), o cirurgião deve ser avisado.
O médico deve ser avisado se o paciente estiver usando qualquer medicamento.

A CIRURGIA:

O paciente é operado com anestesia geral.
É feita uma pequena incisão no umbigo, na qual é introduzida uma agulha para encher a cavidade abdominal com gás especial. A intenção é criar espaço para realização da cirurgia.
É introduzido um tubo metálico chamado trocáter por onde é colocado o laparoscópio (como um telescópio). Assim é visualizada toda a cavidade abdominal.
São feitos mais três pequenos cortes através dos quais são colocadas as pinças serão utilizadas na cirurgia.
Pode ser realizado RX do canal da bile durante a cirurgia para detectar pedras. Se houver cálculos, eles deverão ser removidos na cirurgia ou depois por meio de endoscopia. (papilotomia endoscópica)
No final da cirurgia os cortes são fechados com um ou dois pontos.

APÓS A CIRURGIA

Atividade - A maioria dos pacientes não fica mais que 24 horas no hospital. Há casos em que o paciente é operado no começo da manhã e liberado na noite do mesmo dia. Em média, o paciente volta às atividades plenas em 7 dias. Em caso de trabalhos que exigem médio ou grande esforço, o habitual é retornar às atividades em 3 a 4 semanas.

Dor - Pode ser de leve a moderada, controlada com analgésicos leves. Se houver dor intensa, o médico deve ser avisado. Nas primeiras 12 horas, podem ocorrer náuseas e vômitos.

Alimentação - Uma vez que a dieta líquida é bem tolerada ou não haja vômitos, o paciente poderá receber alta no dia seguinte.

Recuperação - Sair da cama já no pós-operatório é permitido e estimulado. Na manhã seguinte, os curativos podem ser retirados e o paciente autorizado a tomar banho. Em geral, a recuperação é gradual e progressiva.

Pontos - São retirados após 7 dias.

O PACIENTE DEVE PROCURAR O MÉDICO NAS SEGUINTES SITUAÇÕES:

Febre constante (acima de 38°C)
Ficar com a pele ou os olhos amarelados
Tiver náuseas e vômitos
Sangramento na ferida operatória continuamente
Dor ou inchaço abdominal.
Tiver calafrios
Tosse persistente ou respiração curta
Secreção na ferida operatória.

Fonte: www.cimamed.com.br

Vesícula Biliar

Alterações da vesícula biliar

Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um órgão pequeno localizado debaixo do fígado que tem forma de pêra. Armazena a bílis, um líquido amarelo-esverdeado produzido pelo fígado, até que o aparelho digestivo dele necessite. A bílis é composta de sais biliares, eletrólitos, pigmentos biliares como a bilirrubina, colesterol e outras gorduras (lípidos). A bílis é utilizada pelo organismo para que o colesterol, as gorduras e as vitaminas dos alimentos gordos sejam mais solúveis e, desse modo, possam ser melhor absorvidas.

Os sais biliares estimulam o intestino grosso a segregar água e outros sais, o que ajuda a que o conteúdo intestinal avance com maior facilidade até ao exterior do corpo. A bilirrubina, um produto residual formado por restos de glóbulos vermelhos inúteis, é excretada pela bílis. Os produtos da decomposição dos medicamentos e os resíduos processados pelo fígado também são excretados na bílis.

Os sais biliares aumentam a solubilidade do colesterol, das gorduras e das vitaminas lipossolúveis para facilitar a sua absorção no intestino. A hemoglobina produzida pela destruição dos glóbulos vermelhos converte-se em bilirrubina, o principal pigmento da bílis, e passa a esta como um produto residual. Na bílis também se segregam algumas proteínas que têm um papel importante na função digestiva.

A bílis flui desde os finos canais coletores dentro do fígado até aos canais hepáticos esquerdo e direito, depois para o interior do cretal hepático comum e finalmente para o grosso cretal biliar comum. Quase metade da bílis segregada entre as refeições flui diretamente, através do cretal biliar comum, para o intestino delgado. A outra metade é desviada do cretal hepático comum através do cretal cístico até ao interior da vesícula biliar, onde se armazenará. Já na vesícula biliar, até 90 % da água da bílis passa ao sangue. O que fica é uma solução concentrada de sais biliares, lípidos biliares e sódio.

Quando a comida chega ao intestino delgado, uma série de sinais hormonais e nervosos provocam a contração da vesícula biliar e a abertura de um esfíncter (o esfíncter de Oddi). A bílis flui então da vesícula biliar diretamente para o intestino delgado para se misturar ali com o conteúdo alimentar e desempenhar as suas funções digestivas.

Uma grande proporção dos sais biliares armazenados na vesícula biliar é lançada no intestino delgado e quase 90 % é reabsorvida através da parede da seção inferior deste; o fígado extrai então os sais biliares do sangue e segrega-os outra vez dentro da bílis. Os sais biliares do corpo experimentam este ciclo de 10 a 12 vezes por dia. Em cada ocasião, pequenas quantidades de sais biliares chegam ao intestino grosso, onde são decompostos pelas bactérias. Alguns destes sais biliares são reabsorvidos no intestino grosso e o resto é excretado nas fezes.

Fonte: www.manualmerck.net

Vesícula Biliar

Vesícula Biliar

A vesícula Biliar (7 – 10cm de comprimento) situa-se na fossa da vesícula biliar na face visceral do fígado.

Esta fossa situa-se na junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado.

A relação da vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a parte superior do duodeno normalmente é manchada com bile no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade para até 50ml de bile.

O Ducto Cístico (4cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco.

O comprimento varia de 5 a 15cm. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na face posterior da cabeça do pâncreas.

No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, o ducto colédoco entra em contato com o ducto pancreático principal.

Fonte: www.auladeanatomia.com

Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um pequeno órgão piriforme (forma de pêra) lovalizado sob o fígado. A vesícula biliar armazena bile, um líquido digestivo amarelo-esverdeado produzido pelo fígado, até o sistema digestivo necessitá-lo. A bile é constituída por sais biliares, eletrólitos, bilirrubina, colesterol e outras gorduras (lipídeos). A bile aumenta a solubilidade do colesterol, das gorduras e das vitaminas dos alimentos gordurosos, facilitando a sua absorção pelo organismo. Os sais biliares estimulam o intestino grosso a secretar água e outros sais, o que auxilia na mobilização do conteúdo intestinal ao longo do intestino e para fora do corpo.

A bilirrubina, um produto da degradação metabólica de resíduos de eritrócitos destruídos, é excretada na bile. Os produtos metabólicos de medicamentos e os produtos da degradação metabólica processados pelo fígado também são excretados na bile. A bile flui dos finos condutos coletores existentes no interior do fígado até os ductos hepáticos esquerdo e direito e, a seguir, para o ducto hepático comum e, posteriormente, para o ducto biliar comum, o mais calibroso.

Aproximadamente 50% da bile secretada entre as refeições flui diretamente através do ducto biliar comum para o intestino delgado.

A outra metade da bile secretada é desviada do ducto biliar comum, através do ducto cístico, para a vesícula biliar, onde ela é armazenada. Na vesícula biliar, até 90% da água presente na bile é absorvida para o interior da corrente sangüínea. O que resta na vesícula biliar é uma solução concentrada de sais biliares, lipídeos biliares e sódio. Quando o alimento entra no intestino delgado, uma série de estímulos hormonais e nervosos desencadeiam a contração da vesícula biliar e a abertura de um esfíncter (esfíncter de Oddi).

A seguir, a bile flui da vesícula biliar para o intestino delgado, mistura-se ao conteúdo alimentar e realiza suas funções digestivas. Uma grande porção da reserva de sais biliares da vesícula biliar é liberada no interior do intestino delgado e aproximadamente 90% dos sais biliares são reabsorvidos para o interior da corrente sangüínea através da parede da porção distal do intestino delgado. A seguir, o fígado extrai os sais biliares do sangue e os secreta novamente de volta à bile. Os sais biliares do organismo realizam esse ciclo cerca de dez a doze vezes por dia. Em cada ciclo, pequenas quantidades de sais biliares atingem o intestino grosso, onde são degradadas por bactérias. Parte dos sais biliares é reabsorvida no intestino grosso e o restante é excretado nas fezes.

Cálculos Biliares

Os cálculos biliares são acúmulos de cristais que se depositam no interior da vesícula biliar ou nas vias biliares (condutos biliares). Quando os cálculos biliares localizam-se na vesícula biliar, a condição é denominada colelitíase. Quando eles localizam-se nas vias biliares, a condição é denominada coledocolitíase. Os cálculos biliares são mais comuns em mulheres e em certos grupos de indivíduos (p.ex., nativos americanos). Os fatores de risco para a formação de cálculos biliares incluem a idade avançada, a obesidade, a dieta ocidental e a predisposição genética. Nos Estados Unidos, 20% dos indivíduos com mais de 65 anos de idade apresentam cálculos biliares. Contudo, a maioria nunca chega a apresentar problemas. Anualmente, mais de meio milhão de indivíduos são submetidos à cirurgia de remoção da vesícula biliar, a maioria devido ao fato dos cálculos biliares causarem problemas.

O principal componente da maioria dos cálculos biliares é o colesterol, embora alguns sejam compostos por sais de cálcio. A bile contém uma grande quantidade de colesterol, o qual normalmente permanece líquido. Entretanto, quando a bile se torna supersaturada de colesterol, este pode tornar-se insolúvel e pode precipitar para fora da bile. A maioria dos cálculos biliares forma-se na vesícula biliar. A maioria dos cálculos biliares localizados nas vias biliares são originários da vesícula biliar.

Pode ocorrer a formação de cálculos em um conduto biliar quando a bile reflui devido a uma estenose anormal ou após a remoção da vesícula biliar. Os cálculos biliares localizados nas vias biliares podem acarretar uma infecção grave ou mesmo letal nos ductos biliares (colangite), no pâncreas (pancreatite) ou no fígado.

Quando ocorre uma obstrução das vias biliares, as bactérias podem proliferar e podem estabelecer rapidamente uma infecção nos condutos. As bactérias podem disseminar para o interior da corrente sangüínea e causar infecções em outras partes do corpo.

Sintomas

A maioria dos cálculos biliares permanece assintomática durante longos períodos, principalmente quando eles permanecem na vesícula biliar. Raramente, no entanto, os cálculos biliares grandes podem provocar erosão gradativa da parede da vesícula biliar e podem penetrar no intestino delgado ou no intestino grosso, onde podem causar uma obstrução intestinal (oclusão ileobiliar ou íleo paralítico por cálculo biliar). Muito mais freqüentemente, os cálculos biliares deixam a vesícula biliar e alojam-se nas vias biliares. Eles podem circular por esses condutos e atingir o intestino delgado sem qualquer incidente ou podem permanecer nos condutos sem obstruir o fluxo biliar ou causar sintomas. Quando os cálculos biliares causam obstrução parcial ou temporária de um ducto biliar, o indivíduo apresenta dor.

A dor tende a aumentar e diminuir de intensidade (cólica). Geralmente, essa dor aumenta lentamente até atingir um platô e, em seguida, diminui gradualmente. A dor pode ser aguda e intermitente, durando até algumas horas. A sua localização varia. Mais freqüentemente, a dor é localizada na região superior direita do abdômen e o local pode ser doloroso à palpação. A dor pode irradiar para a escápula. Freqüentemente, o indivíduo apresenta náusea e vômito. Quando existe uma infecção concomitante com a obstrução do ducto, o indivíduo apresenta febre, calafrios e icterícia.

Normalmente, a obstrução é temporária e não é complicada por infecção.

Pode ser impossível diferenciar a dor causada pela obstrução de um ducto daquela causada pela obstrução da vesícula biliar. Uma obstrução persistente do ducto cístico produz inflamação da vesícula biliar (condição denominada colecistite aguda). Os cálculos biliares que acarretam obstrução do ducto pancreático causam inflamação do pâncreas (pancreatite), assim como dor, icterícia e, possivelmente, infecção.

Algumas vezes, a dor intermitente retorna após a remoção da vesícula biliar.

Esta dor pode ser causada pela presença de cálculos biliares no ducto biliar comum. Freqüentemente, os cálculos biliares são erroneamente responsabilizados por sintomas de indigestão e pela intolerância a alimentos gordurosos. Um indivíduo que apresenta eructação, distensão abdominal, sensação de plenitude gástrica e náusea apresenta a mesma probabilidade de ter uma úlcera péptica ou uma indigestão quanto de ter cálculos biliares. A dor localizada na região superior direita do abdômen que ocorre após o consumo de alimentos gordurosos pode ser decorrente da presença de cálculos biliares. Entretanto, a indigestão pós-prandial (após as refeições) é comum e apenas raramente indica a presença de cálculos biliares.

Diagnóstico

A ultra-sonografia é o melhor método para se diagnosticar a presença de cálculos na vesícula biliar. A colecistografia também é eficaz. Na colecistografia, uma radiografia revela o trajeto de um contraste (substância radiopaca) à medida que ele é deglutido, absorvido no intestino, secretado na bile e armazenado na vesícula biliar. Quando a vesícula biliar não está funcionando normalmente, o contraste não é visualizado no interior da mesma. Quando a vesícula biliar está funcionando adequadamente, o contraste delineia o cálculo biliar nas radiografias. O uso conjunto da ultra-sonografia e da colecistografia permite ao médico identificar a presença de cálculos biliares na vesícula em 98% dos casos.

No entanto, os exames podem fornecer resultados falso-positivos em alguns poucos indivíduos que não apresentam cálculos biliares. Quando um indivíduo apresenta dor abdominal, icterícia, calafrios e febre, a possibilidade dele apresentar cálculos biliares é grande. Normalmente, os resultados de exames de sangue revelam um padrão de disfunção hepática, o qual sugere uma obstrução do conduto biliar. Vários exames podem fornecer as informações adicionais necessárias para o estabelecimento de um diagnóstico seguro. Eles incluem a ultrasonografia, a tomografia computadorizada (TC) e várias técnicas radiográficas que utilizam constraste para delinear as vias biliares.

A ultrasonografia e a TC podem mostrar se o conduto biliar está dilatado, mas os os ductos podem estar obstruídos sem estarem dilatados. As técnicas radiográficas ajudam na detecção de uma obstrução e, quando ela estiver presente, a identificar se ela é causada por um cálculo biliar. A técnica radiográfica diagnóstica a ser utilizada dependerá da situação.

Quando o diagnóstico é quase certo, muitos médicos realizam apenas uma das técnicas radiográficas antes de decidir pela cirurgia. Quando o diagnóstico é incerto, uma ultra-sonografia deve ser primeiramente realizada.

Tratamento

A maioria dos indivíduos com cálculos biliares “silenciosos” (isto é, assintomáticos) na vesícula biliar não necessita de tratamento. Os indivíduos com dores intermitentes podem tentar evitar ou reduzir a ingestão de alimentos gordurosos. Esta medida pode ajudar na prevenção ou na redução dos episódios dolorosos.

Cálculos na Vesícula Biliar

Quando cálculos na vesícula biliar causam episódios recorrentes de dor apesar das alterações da dieta, o médico pode recomendar a remoção da vesícula biliar (colecistectomia). A colecistectomia não acarreta deficiências nutricionais e não são exigidas restrições alimentares após a cirurgia. Aproximadamente 1 a 5 indivíduos em cada 1.000 submetidos à colecistectomia morrem. Durante a cirurgia, o médico pode investigar a possibilidade de cálculos nas vias biliares. A colecistectomia laparoscópica foi introduzida em 1990 e, em um período surpreendemente curto, revolucionou a prática cirúrgica.

Atualmente, aproximadamente 90% das colecistectomias são realizadas por laparoscopia. Na colecistectomia laparoscópica, a vesícula biliar é removida através de tubos inseridos através de pequenas incisões realizadas na parede abdominal. Todo o procedimento é realizado com a ajuda de uma câmera (laparoscópio), que também é posicionada na cavidade abdominal através das incisões. A colecistectomia laparoscópica reduziu o desconforto pós-operatório, abreviou a estadia hospitalar e reduziu os afastamentos do trabalho.

Outros métodos de eliminação de cálculos biliares introduzidos durante a última década incluem a dissolução com éter de metilterbutilo e a fragmentação com ondas sonoras de choque (litotripsia). Um tratamento mais antigo consistia na dissolução dos cálculos biliares com um tratamento crônico com ácidos biliares (quenodiol e ácido ursodesoxicólico).

Distúrbios Raros da Vesícula Biliar

O colesterol pode ser depositado no revestimento da vesícula biliar. Os depósitos de colesterol aparecem como pequenas pintas amarelas que contrastam acentuadamente contra o fundo vermelho (uma condição chamada vesícula biliar de morango). Eventualmente, pode ocorrer a formação de tumores não cancerosos (pólipos) no interior da vesícula biliar. Ocasionalmente, o distúrbio pode causar dor e exigir a remoção cirúrgica da vesícula biliar. A diverticulose da vesícula biliar, pequenas bolsas digitiformes do revestimento da vesícula biliar, pode ocorrer à medida que o indivíduo envelhece. A diverticulose pode produzir inflamação e exigir a remoção cirúrgica da vesícula biliar.

Cálculos nas Vias Biliares (Condutos Biliares)

Os cálculos nas vias biliares podem causar problemas graves e, por essa razão, devem ser removidos através da cirurgia abdominal ou da colangiopancreatografia endoscópica retrógrada endoscópica (CPER). Na CPER, é realizada a passagem de um endoscópio (tubo de visualização flexível com instrumentos cirúrgicos acoplados) através da boca, do esôfago, do estômago até o intestino delgado. Através de um tubo, é injetado um contraste (substância radiopaca) no esfíncter de Oddi. Em um procedimento denominado esfincterotomia, esfincterotomia, o esfíncter muscular é alargado o suficiente para permitir que os cálculos biliares causadores da obstrução do ducto biliar sejam levados até o intestino delgado.

A CPER e esfincterotomia são técnicas eficazes em 90% dos casos. Menos de 4 em cada 1.000 indivíduos morrem e 3 a 7 em cada 100 indivíduos apresentam complicações, o que torna esses procedimentos realizados concomitantemente uma opção mais segura que a cirurgia abdominal. As complicações imediatas incluem a hemorragia, a pancreatite (inflamação do pâncreas) e a perfuração ou a infecção dos condutos biliares. Em 2 a 6% dos indivíduos, ocorre uma nova constrição dos ductos e recorrência dos cálculos biliares. Os cálculos biliares localizados apenas na vesícula biliar não podem ser removidos através da CPER.

Normalmente, a realização apenas da CPER é melhor para os indivíduos idosos com cálculos biliares localizados nas vias biliares e que já foram submetidos à remoção da vesícula biliar. Para esses indivíduos, o índice de sucesso é comparável ao da cirurgia abdominal. Na maioria das pessoas idosas que nunca apresentou problemas de vesícula biliar, a remoção da mesma é desnecessária, pois apenas aproximadamente 5% dos idosos apresentam sintomas repetidos de cálculos biliares nas vias biliares.

Os indivíduos com menos de 60 anos de idade e que apresentam episódios de problemas de vesícula biliar ou de vias biliares são comumente submetidos à remoção eletiva da vesícula biliar após serem submetidos à CPER e à esfincterotomia. Caso contrário, eles apresentam um certo risco de apresentar problemas agudos de vesícula biliar em algum momento no futuro. Quase todos os cálculos são removidos do ducto biliar durante a CPER. Se cálculos biliares permanecerem no ducto, eles freqüentemente são eliminados através da esfincterotomia permanente. Qualquer cálculo remanescente pode então ser removido através da endoscopia, antes da retirada do dreno do ducto biliar, o qual foi colocado durante a cirurgia.

Colecistite Aguda

A colecistite aguda é a inflamação da parede da vesícula biliar, comumente decorrente de um cálculo biliar localizado no ducto cístico, que causa um episódio de dor súbita de forte intensidade. Pelo menos 95% dos indivíduos com inflamação aguda da vesícula biliar apresentam cálculos biliares. Raramente, uma infecção bacteriana causa inflamação. A inflamação aguda da vesícula biliar sem cálculos biliares é uma doença grave. Ela tende a ocorrer após lesões, cirurgias, queimaduras, infecções disseminadas pelo corpo (sépsis) e doenças graves, sobretudo em indivíduos submetidos à nutrição parenteral (alimentação através de uma veia) prolongada. Comumente, o indivíduo não apresenta sinais prévios de uma doença da vesícula biliar antes de apresentar uma dor súbita e de forte intensidade na região abdominal superior. Normalmente, a doença é extremamente grave e pode acarretar a gangrena ou a perfuração da vesícula biliar. Para essas condições, a cirurgia imediata é necessária, para a remoção da vesícula biliar doente.

Sintomas

A dor, comumente na região superior direita do abdômen, é o primeiro sinal de inflamação da vesícula biliar. Ela pode piorar quando o indivíduo respira profundamente e, freqüentemente, ela irradia para a parte inferior da escápula direita. A dor pode tornar-se excruciante. A náusea e o vômito são comuns.

Comumente, o indivíduo sente uma dor aguda quando o médico pressiona a região superior direita do abdômen. Em poucas horas, pode ocorrer rigidez da musculatura abdominal direita. No início, o indivíduo pode apresentar apenas uma febre discreta. No decorrer do tempo, a febre tende a ser mais elevada.

Tipicamente, uma crise de vesícula biliar diminui em dois a três dias, desaparecendo completamente em uma semana. Quando a crise não cede, o indivíduo pode apresentar complicações graves. A febre alta, calafrios, o aumento importante da contagem de leucócitos (leucocitose) e a interrupção dos movimentos peristálticos intestinais (íleo paralítico) podem indicar a formação de uma abcesso, a gangrena ou a perfuração da vesícula biliar. Nestes casos, é necessária a realização imediata de uma cirurgia.

Outras complicações podem ocorrer. Uma crise de vesícula biliar acompanhada por icterícia ou um refluxo da bile ao fígado indica que o ducto biliar comum pode encontrar-se parcialmente obstruído por um cálculo ou pela inflamação. Quando os exames de sangue revelam um aumento da concentração de amilase (uma enzima), o indivíduo pode ter uma pancreatite (inflamação do pâncreas) causada pela obstrução do ducto pancreático pelo cálculo biliar.

Diagnóstico

O médico diagnostica a inflamação aguda da vesícula biliar baseando-se nos sintomas apresentados pelo indivíduo e nos resultados de determinados exames.

Freqüentemente, a ultrasonografia pode ajudar na confirmação da presença de cálculos na vesícula biliar e pode mostrar um espessamento da parede da vesícula bilar. A cintilografia hepatobiliar (um método de diagnóstico por imagem utilizado após a injeção intravenosa de uma substância radioativa) fornece o diagnóstico mais acurado. Neste exame, são geradas imagens do fígado, das vias biliares, da vesícula biliar e da porção proximal do intestino delgado.

Tratamento

O indivíduo com inflamação aguda da vesícula biliar geralmente é hospitalizada, recebe líquidos e eletrólitos por via intravenosa e é submetida a um jejum absoluto (de líquidos e sólidos). O médico pode realizar a passagem de uma sonda nasogástrica para aspirar o conteúdo do estômago e mantê-lo vazio, reduzindo a estimulação da vesícula biliar.

Normalmente, a antibioticoterapia é instituída assim que o médico suspeita de uma inflamação aguda da vesícula biliar.

Quando o diagnóstico é seguro e o risco cirúrgico é pequeno, a remoção da vesícula biliar é comumente realizada no primeiro ou no segundo dia da doença.

Entretanto, quando o indivíduo apresenta uma outra doença que aumenta o risco cirúrgico, a cirurgia pode então ser adiada enquanto a doença e tratada. Se a crise ceder, a vesíbula biliar pode ser removida posteriormente, de preferência após 6 semanas ou mais. Geralmente, na suspeita de complicações (p.ex., formação de abcesso, gangrena ou perfuração da vesícula biliar), é necessária a realização imediata da cirurgia.

Causas Menos Comuns de Obstrução do Ducto Biliar

Ocasionalmente, a obstrução do ducto biliar é causada por uma outra causa que não os cálculos biliares ou tumores. Por exemplo, uma lesão durante uma cirurgia da vesícula biliar pode causar uma obstrução ou o ducto pode ser estreitado à medida que ele passa através de um pâncreas afetado por uma doença crônica. A infestação por Ascaris lumbricoides ou por Clonorchis sinensis são causas mais raras de obstrução .

Apesar de não mais possuírem a vesícula biliar, uma pequena porcentagem de indivíduos apresentam recorrências ou novos episódios de dor que se assemelham às crises de vesícula biliar. Não se sabe qual a causa desses episódios, mas eles podem ser decorrentes de um mal funcionamento do esfíncter de Oddi, a abertura que controla a liberação de bile para o intestino delgado. Acredita-se que a dor seja resultante da maior pressão nos ductos causada pela resistência ao fluxo de bile ou às secreções pancreáticas.

Em alguns indivíduos, os pequenos cálculos biliares que permaneceram após a cirurgia podem ser a causa da dor. O médico pode usar um endoscópio (tubo de visualização com instrumentos cirúrgicos acoplados) para dilatar o esfíncter de Oddi. Normalmente, este procedimento alivia os sintomas em indivíduos com uma anormalidade identificável do esfíncter. No entanto, ele não é útil para os indivíduos que apenas sentem dor.

Colecistite Crônica

A colecistite crônica é a inflamação prolongada da vesícula biliar caracterizada por crises repetidas de dor abdominal aguda e intensa. Uma vesícula biliar lesada contrai, diminui de tamanho e apresenta paredes espessadas. As suas paredes contêm principalmente material fibroso. O revestimento interno da vesícula biliar pode apresentar ulcerações ou cicatrizes e a vesícula contém um sedimento ou cálculos, os quais causam freqüentemente obstrução do ducto cístico. Essa condição é provavelmente causada pela lesão e pelas repetidas reparações de episódio prévios de inflamação aguda, os quais são freqüentemente causados por cálculos biliares

Tumores do Ducto Biliar

Excetuando-se os cálculos biliares, o câncer é a causa mais comum de obstrução do ducto biliar. Quase todos os cânceres originam-se na cabeça do pâncreas, através do qual passa o ducto biliar comum. Menos comumente, os cânceres originam-se nas vias biliares, na junção do ducto biliar comum com o ducto pancreático; na vesícula biliar ou no fígado. Ainda mais raramente, os ductos biliares podem ser obstruídos por um câncer metastático (originário de um outro local no corpo) ou os ductos biliares podem ser comprimidos por linfonodos afetados por um linfoma. Os tumores não cancerosos (benignos) das vias biliares também causam obstrução.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas de obstrução do ducto biliar são a icterícia, o desconforto abdominal, a perda do apetite, a perda de peso e o prurido, normalmente sem febre ou calafrios. Os sintomas pioram gradualmente. O diagnóstico de câncer como a causa da obstrução é feito com o auxílio da ultrasonografia, da tomografia computadorizada (TC) ou da colangiografia direta (radiografias realizadas após a injeção de um contraste). Para o estabelecimento de um diagnóstico seguro, o médico realiza uma biópsia (coleta de uma amostra de tecido para exame microscópico).

Tratamento

O tratamento dos tumores do ducto biliar depende da causa e das circunstâncias. A cirurgia é o modo mais direto para se determinar o tipo de tumor, para se verificar se ele pode ser removido e para se garantir que a bile pode fluir desviando da obstrução. Mais freqüentemente, o câncer não pode ser totalmente removido e a maioria desses tumores não responde bem à radioterapia. A quimioterapia pode prover algum alívio dos sintomas.

Alguns indivíduos com obstrução de ducto biliar causada por um câncer apresentam dor, prurido e um acúmulo de pus causado por uma infecção bacteriana.

Quando não são submetidos a uma cirurgia, o médico pode realizar o implante de um stent (tubo de derivação) com o auxílio de um endoscópio flexível, para permitir que a bile e o pus (quando presente) flua em torno do câncer. Este procedimento não somente reduz o acúmulo de bile ou de pus, mas também xajuda a controlar a dor e alivia o prurido.

Fonte: www.msd-brazil.com

Vesícula Biliar

O QUE É BILE?

É uma substância líquida produzida pelo fígado, à base de colesterol, cuja função é auxiliar na digestão de gorduras. Aproximadamente 500 a 1000 ml de bile são produzidos diariamente pelo organismo. Boa parte é concentrada (desidratada na vesícula biliar) antes de atingir o intestino delgado.

O QUE É ICTERÍCIA?

É a coloração amarelada da pele e das mucosas (característica dos pacientes com hepatite ou obstrução no trajeto da bile), fazendo com que haja acúmulo na circulação de componentes da bile. A bilirrubina total costuma estar acima de 2 mg% nos exames laboratoriais para que o paciente apresente icterícia.

O QUE É COLÚRIA?

É o escurecimento da urina, que fica rica em derivados das bilirrubinas. Costuma ocorrer junto com a icterícia.

O QUE É ACOLIA?

É o clareamento das fezes, que ocorre em conseqüência da obstrução do trajeto biliar para o intestino delgado.

CÁLCULO DE VESÍCULA (PEDRA NA VESÍCULA)

É uma doença muito comum na população adulta. Aproximadamente 10% das pessoas acima de 20 anos são portadoras de cálculos na vesícula biliar no mundo ocidental.

Alguns fatores contribuem para isso. Sexo feminino (cerca de 8 vezes mais comum), idade (acima da 5ª década de vida), fatores genéticos (maior chance nas pessoas com história familiar), fator hormonal (uso de anticoncepcionais orais, uso de hormônios, gravidez), portadores de diabete, portadores de hiperlipidemia, cirrose hepática, anemias (hemolítica, falciforme), etc...

O paciente pode ser assintomático (não ter sintomas), ter apenas dispepsia, ou ter dores intensas (cólica biliar) acompanhadas de vômitos. Usualmente, quando as cólicas ocorrem, o cálculo já está impactado na saída da vesícula biliar, impedindo a saída da bile.

Independentemente de ter ou não sintomas, os pacientes portadores desta entidade clínica têm 30% de chance de virem a fazer uma inflamação aguda deste órgão (o que o levaria a cirurgia de urgência na maioria das vezes).

Em 10% dos casos um ou mais cálculos podem sair da vesícula biliar, migrar para o ducto colédoco e ficar aí empacado, causando total obstrução do trajeto da bile. Isto traz como conseqüência, icterícia, colangite (infecção das vias biliares) ou pancreatite aguda.

O diagnóstico é confirmado na maioria das vezes por ecografia abdominal.

O tratamento é cirúrgico (colecistectomia).

COLEDOCOLITÍASE (CÁLCULO NA VIA BILIAR PRINCIPAL)

É comumente uma complicação dos cálculos de vesícula biliar que saem da vesícula e ficam presos no ducto colédoco.

Esta situação leva o paciente a um quadro de icterícia, colúria e acolia; muitas vezes confundindo o diagnóstico com doenças como hepatites.

O tratamento atual deste tipo de lesão deve ser feito por endoscopia, através de um procedimento chamado colangiografia endoscópica retrógrada com papilotomia. Todavia o paciente deve ser submetido à colecistectomia após o procedimento endoscópio para tratar convenientemente a causa do problema (pedras na vesícula biliar).

Fonte: www.gastrosul.com.br

Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um orgão de formato sacular (bolsa), localizada sob o fígado e que se comunica com o cretal hepático principal (a via biliar comum) por um cretal próprio chamado ducto cístico.

Na vesícula biliar, a bile que é produzida no fígado, se concentra no intervalo das refeições sendo liberada para o duodeno logo após a ingestão do alimento, principalmente as gorduras.

Vesícula Biliar

O que são cálculos (pedras) da vesícula biliar? Por que se formam?

A bile tem três componentes básicos: bilirrubina, sais biliares e colesterol. A bilirrubina é um pigmento derivado da destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, efetuada no baço. Através da circulação, é levada para o fígado que a elimina pelos canais biliares; ela dá cor à bile. O fígado produz os sais biliares que são importantes no processo de digestão dos alimentos , especialmente das gorduras. O colesterol é eliminado pelo fígado, através da bile. Há um equilibrio físico-químico entre essas três substâncias que mantêm a bile em estado líquido. A perda deste equilíbrio provoca precipitação de seus componentes, dando origem aos cálculos (pedras).

Quais são as conseqüências da formação dos cálculos?

Os cálculos (pedras) biliares podem permanecer silenciosos durante anos ou se manifestarem a qualquer momento. Quando um cálculo da vesícla biliar se movimenta e obstrui o ducto cístico, seu cretal de drenagem para o ducto hepático, provoca contração da parede da vesícula que se traduz por dor em cólica. É a chamada cólica biliar. Quando o cálculo se encrava no ducto cístico, impedindo a passagem de bile, esta é retida na vesícula e desencadeia um processo inflamatório e infeccioso agudo que se chama colecistite aguda.

A colecistite aguda pode regredir ou não. Quando for persistente, vai se comportar como um abscesso local. Pode romper, ficando bloqueada sob o fígado ou romper para dentro do abdômen provocando peritonite aguda. Quando um cálculo sai da vesícula biliar e progride para cretal hepático obstruindo esse cretal, a bile não passa para o intestino e reflui através das células hepáticas para a corrente circulatória. A bilirrubina refluída para o sangue provoca uma cor amarelada típica de pele chamada de icterícia. Essa bile retida pode infectar, provocando doença grave designada colangite aguda.

Como devem ser tratados os cálculos de vesícula biliar?

A doença da vesícula biliar é de tratamento cirúrgico. A vesícula é o órgão doente e a fonte produtora dos cálculos e se não for retirada continuará a produzí-los com um grande potencial de complicações.

A remoção da vesícula biliar chama-se Colecistectomia Convencional e a técnica Videolaparoscopia.

Na Convencional é realizada uma incisão de aproximadamente 20 cm logo abaixo do gradeado costal no lado direito do abdômen e após a abertura de todas as camadas musculares o cirurgião identifica e retira o órgão. Tem como principal incoveniente a dor.

Felizmente no final dos anos 80 uma nova técnica foi desenvolvida. Trata-se da Cirurgia por Videolaparoscopia, uma técnica em que o cirurgião realiza 4 pequenas incisões (que variam de 0,5 a 1,0 cm).

Através delas introduz os instrumentos cirúrgicos e uma câmera de TV que amplia a imagem em 20 vezes. A internação é de 24 horas e após uma semana o paciente está apto a exercer suas atividades normais. Como as incisões são mínimas e a agressão cirúrgica muito menor a dor no pós operatório é infinitamente menor quando comparada à convencional, fazendo com que o paciente tenha condições de retornar ao trabalho e as atividades físicas muito mais rapidamente.

A vesícula é fundamental para o organismo?

Não. Quando a vesícula biliar deixa de funcionar por doença ou é extraída cirurgicamente, os canais biliares intra e extra-hepáticos dilatam para conter mais bile.

Sem a vesícula, embora menor, a qualidade de bile é suficiente para desempenhar sua função digestiva.

Fonte: www.cirurgiaobesidade.com.br

Vesícula Biliar

Características da Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um saco membranoso, em forma de pêra, e é um reservatório alongado, situado na face inferior do fígado (lado direito).

É um órgão muscular em que se acumula a bile no intervalo das digestões (até 50 cm3), a bile é produzida pelo fígado, passa pela vesícula biliar através de um pequeno tubo chamado ducto cístico.

Os tecidos que constituem as paredes musculares da vesícula biliar concentram a bile, absorvendo grande parte da sua água e mantêm-na recolhida até o início do processo de digestão.

Quando estimulada, a vesícula biliar contrai-se e manda a bílis concentrada através do ducto biliar até o intestino delgado, auxiliando a digestão.

A afecção mais freqüente da vesícula biliar é a presença de cálculos que ocorrem devido à existência de quantidades excessivas de cálcio e colesterol na bílis.

Vesícula Biliar

Fonte: www.webciencia.com

Vesícula Biliar

O Sistema Biliar é constituído pelas Vias Biliares e pela Vesícula. A sua função é permitir a passagem da bílis, desde o fígado até ao intestino delgado ( segunda porção do duodeno ). A bílis é uma solução complexa, mas necessária, para que no intestino delgado se absorvam as gorduras.

ANATOMIA DO SISTEMA BILIAR

Vesícula Biliar
Imagem esquemática do fígado: além das células do fígado observam-se os vasos sanguineos a azul e canalículos biliares a verde

O fígado é atravessado por inúmeros canalículos biliares que drenam a bílis para outros canalículos de maior calibre confluindo os da parte direita do fígado para o cretal hepático direito e os da parte esquerda do fígado para o cretal hepático esquerdo. A junção do cretal hepático direito e esquerdo formam o cretal hepático comum. O cretal cístico une a vesícula ao cretal hepático comum que depois desta junção passa a chamar-se cretal biliar comum ou colédoco.

Na sua porção terminal o cretal biliar comum é acompanhado pelo cretal pancreático ( cretal de Wirsung ) e em conjunto entram no duodeno formando a papila de Vater. O cretal biliar comum, o cretal pancreático e a papila de Vater são envolvidos pelo esfíncter de Oddi, uma zona de maior pressão que regula a passagem da bílis para o duodeno.

FUNÇÕES DO SISTEMA BILIAR

O fígado secreta por dia cerca de 500 ml ( meio litro ) de bílis. A bílis é uma solução complexa constituída por sais biliares ( ácidos biliares ), fosfolípidos e colesterol. Em menor quantidade existe também na bílis bilirrurina conjugada e ácidos orgânicos. A bílis secretada pelo fígado durante o intervalo das refeições encontra o esfíncter de Oddi fechado obrigando a bílis a armazenar-se na vesícula, onde por perda de água, se vai concentrando. Durante a refeição a gordura que chega ao duodeno faz libertar a hormona colecistoquinina que contrai a vesícula e relaxa o esfíncter do Oddi. A bílis chega então ao duodeno onde se mistura com os alimentos e, pelas suas propriedades detergentes permite a solubilização e digestão das gorduras.

Compreendemos a necessidade de a bílis, formada no fígado, chegar ao intestino delgado mas, também se torna claro que o papel da vesícula não é primordial para que isso aconteça e, que podemos perfeitamente viver sem vesícula como acontece a todas as pessoas a quem o cirurgião por terem pedras na vesícula ou por outro motivo, teve que tirar a vesícula ( colecistectomia ).

Os sintomas e sinais pelos quais as doenças da vesícula se manifestam são a dor - cólica biliar - e os sintomas e sinais resultantes da colestase.

A dor originada nas vias biliares aparece quando há distensão dos canais biliares ou da vesícula. O impacto dum cálculo no cretal cístico ou no colédoco, que impede o fluxo da bílis é, a causa mais frequente, de distensão e consequente dor. A dor localiza-se com frequência na parte direita e superior do abdómen e pode irradiar para o ombro direito. Embora a cólica biliar possa ter características típicas confunde-se por vezes com a dor causada pela úlcera do estômago ou duodeno, pela angina de peito, pela esofagite, pela pancreatite. Confunde-se com muita frequência com a dor da Dispepsia Funcional, da Dor Abdominal Funcional e com a dor o Síndrome do Intestino Irritável.

Ainda está muito difundida a ideia de atribuir à Litíase da Vesícula sintomas dispépticos originados no estômago: enfartamento, desconforto epigástrico, eructações ( arrotos ) e até sintomas da doença do refluxo gastro-esofágico: azia e regurgitação. Felizmente estas falsas noções, que podem conduzir a atitudes terapêuticas erradas, vão desaparecendo. Mas é ainda hoje muito frequente ser-se operado às pedras da vesícula porque se tem azia ou queixas dispépticas. Algum tempo, depois da operação, estas queixas reaparecem. A operação não tinha indicação, não devia ter sido realizada.

A colestase aparece quando o fluxo biliar encontra um obstáculo na sua passagem e, pode dar origem a uma constelação de sintomas, sinais e alterações bioquímicas: icterícia e prurido (comichão ) porque a bilirrubina e os sais biliares sobem no sangue, elevação das transaminases, da fosfatase alcalina, da gamaGT, má absorção das gorduras no intestino e consequente diarreia, fezes pálidas porque a bílis é que dá às fezes a cor amarelada etc.

Quando há infecção a febre é um sintoma importante.

A doença mais frequente das vias biliares é a Litíase da Vesícula ( pedras na vesícula ou cálculos na vesícula são maneira diferentes de dizer a mesma coisa ). Litus significa rocha em latim e dela deriva litíase e cálculu significa em latim pequena pedra. A litíase da vesícula é muito frequente embora na maior parte dos casos não dê origem a sintomas, as pedras permanecem silenciosas na vesícula e não necessitam de nenhum tratamento.

As outras doenças da vesícula e vias biliares: tumores, colangite esclerosante, cirrose biliar primária, quistos, disquinésia da vesícula e esfíncter de Oddi; são situações raras.

O diagnóstico das doenças das vias biliares e vesícula tornou-se muito mais fácil nos últimos 20 anos com o desenvolvimento das técnicas de imagem: além do Rx simples do abdómen e colecistografia oral ( quase abandonada ), temos hoje a ecografia ( ultra-sonografia ), a TAC ( tomografia axial computorizada ) a RM ( ressonância magnética ), a colangiografia, a PTC ( colangiografia percutânea trans-hepática ) a CPRE ( colangiopancreatografia retrograda endoscópica). Além destas técnicas de imagem vários exames ao sangue, hematológicos e bioquímicos ajudam o médico a estabelecer o diagnóstico das doenças do sistema biliar.

Fonte: www.gastroalgarve.com

Vesícula Biliar

O QUE É A VESÍCULA BILIAR E O QUE ELA FAZ?

A vesícula é uma pequena saculação ( como uma bexiga murcha) que se encontra junto ao fígado e sua função é armazenar bile, um líquido amarelo esverdeado espesso produzido pelo fígado . Após se alimentar , a vesícula se espreme liberando bile em grande quantidade no intestino para entrar em contato com o alimento e continuar o processo de digestão iniciado pelo estômago. A função básica da bile é digerir as gorduras.

COMO SÃO FORMADAS AS PEDRAS?

A bile é composta por três substâncias: o colesterol, os sais biliares e lecitina. Juntos em quantidades proporcionais mantêm a bile em estado líquido.

Quando o colesterol ou os sais biliares são produzidos em excesso pelo fígado por alguma razão , há precipitação desta substância formando pequenos grânulos.

Estes grânulos são o início das pedras.

AS PEDRAS SÃO SEMPRE IGUAIS?

Não, há diferentes tipos e tamanhos de pedras. Depende de qual substância a pedra é formada e há quanto tempo ela está em formação. Portanto, poderemos ter muitas ou apenas uma pedra; pedras pequenas como grâos de areia ou grandes até o tamanho de um ovo de galinha.

Cerca de 90% das pedras são formadas de colesterol. O restante é composto de sais biliares (bilirrubina). A razão da formação das pedras ainda não é bem conhecida . Entretanto pessoas que tem problemas saguíneos relacionados a destruição de hemácias tem grande chance de Ter pedras na vesícula (mecanismo bem conhecido)

QUEM TEM RISCO DE TER PEDRAS?

Mulheres entre 20 e 60 anos têm 3 x mais chance de Ter cálculos do que a população masculina.

Mulheres que tiveram múltiplas gestações .

O risco aumenta com a idade e a obesidade.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS ASSOCIADOS A COLELITÍASE ?

colelitíase e coledocolitíaseDor abdominal intensa , geralmente tipo cólica, que pode se localizar no no lado direito do abdomen abaixo da costela, boca do estômago, ou ainda nas costas. Pode se localizar em todos os lugares descritos ao mesmo tempo ou separadamente.

EXISTEM COMPLICAÇÕES?

Sim.

Dentre as pricipais complicações estão:

A cólica biliar que ocorre quando uma das pedras fica presa na saída da vesícula impedindo o fluxo de bile, levando a uma distensão importante da vesícula. Há então um esforço da mesma para expelir a pedra. O resultado é uma dor tipo cólica.

Se a pedra permanece na saída vesícula por um período prologado ocorre uma segunda complicação chamada colecistite aguda. É uma inflamação aguda da vesícula biliar com dor intensa, constante geralmente acompanhada de febre.

A coledocolitíase é o resultado da migração de uma pedra de dentro da vesícula biliar para o cretal da bile. Nestes casos o paciente fica ictérico ( pele e olhos ficam amarelados como na hepatite) pois a bile fica impedida de chegar ao intestino , acumulando-se no fígado e sangue.

A colangite e a pancreatite são as complicações mais graves secundárias à migração das pedras para o cretal da bile.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO DE COLELITÍASE ?

Atualmente o exame mais preciso para o diagnóstico de pedras na vesícula é a ultrassonografia (ecografia) . Exames radiológicos podem ser realizados. Algumas vezes o paciente descobre que tem pedras na vesícula durante a investigação de outra patologia . No caso da suspeita de que alguma pedra migrou para o cretal da bile, esta pode ser diagnosticada e retirada no pré-operatório através de um exame endoscópico conhecido como colangiopancreatografia retrógrada endoscópica e papilotomia endoscópica respectivamente.

COMO É TRATADA A COLELITÍASE?

Pacientes com diagnóstico de pedras na vesícula sem nunca terem apresentados sintomas devem conversar com o seu médico a respeito da indicação de cirurgia.

Habitualmente não há indicação cirúrgica nestes casos. Existem dois métodos cirúrgicos para remover a vesícula biliar e as pedras. É necessária a remoção da vesícula pois esta se torna fonte de formação de mais pedras.

Colecistectomia convencional , ou aberta. Neste caso a cirurgia é realizada com uma incisão (corte) que pode variar de tamanho conforme o paciente. Desde 12-15 cm até 30 cm (valores aproximados). O paciente permanece internado em média 3 dias e necessita de um tempo de recuperação para voltar a plena atividade física em 30 dias.

Colecistectomia videolaparoscópica

Atualmente existem dois métodos não cirúrgicos de eliminar as pedras da vesícula:

Dissolução oral através de medicações. O uso de medicações para eliminar as pedras é reservado para casos muito especiais em que o paciente não possa ser submetido a cirurgia. O índice de sucesso varia de 40-80% e o tratamento dura de 6 a 12 meses , com altos índices de recorrência.

Destruição dos cálculos através da Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque, que consiste na destruição das pedras com ondas sonoras de alta freqüência que direcionadas às pedras leva a quebra das mesmas em fragmentos menores. O índice de complicações utilizando este método é muito grande e a maioria dos serviços que possui o aparelho de litotripsia abandonou o método.

Fonte: www.gastronet.com.br

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