É uma glândula localizada atrás do fígado, está delimitada interiormente pelo epitélio vesicular biliar e produz os componentes da bílis.
A vesícula biliar localiza-se na fossa da superfície visceral do fígado, onde está coberta inferior e lateralmente pelo peritônio. A principal parte da vesícula biliar é denominada corpo. A terminação inferior cega do corpo está na borda do fígado ou inferiormente a esta, sendo denominada fundo. Acima, o colo, e a primeira parte do ducto cístico apresentam comumente a forma de um S, uma disposição que resulta no que se denominou de sifão. A vesícula varia bastante em tamanho e forma. Em média, comporta cerca de 30 ml. Uma dilatação denominada bolsa cervical está algumas vezes presente na junção do corpo com o colo, porém é patológica. A mucosa do ducto cístico e do colo da vesícula biliar apresenta-se sob a forma de pregas espirais. As do ducto são tão regulares que foram denominadas valvas espirais.
Relações e anatomia de superfície. Quando o indivíduo está em decúbito, as relações da vesícula biliar são: acima, com o fígado, posteriormente, com a primeira ou segunda parte do duodeno, ou ambas; com o cólon transverso, inferiormente; e, anteriormente, com a parede abdominal anterior.
A vesícula biliar varia de posição de acordo coma posição do fígado. Quando o indivíduo está em posição erecta, a vesícula biliar pode estar em qualquer local, desde a borda costal direita e a linha semilunar e entre os planos transpilórico e supracristal, dependendo do tipo corporal. Nas mulheres magras, a vesícula pode ficar pendurada até a crista ilíaca.
Independente da atividade de cada pessoa, fígado e vesícula seguem uma rotina diária importante ao bom funcionamento do organismo. Por exemplo: os alimentos são melhor processados pelo fígado das três horas da tarde às três horas da manhã. Já a vesícula atua melhor no horário inverso—das três horas da manhã às três horas da tarde. Os dois órgãos digerem bem frutas como banana, pêra, maçã, abacaxi e cereais tipo milho e arroz integral. Mas um alimento que atua de forma medicinal e curativa, benéfico ao fígado e à vesícula, é a berinjela (Solanum melongena).
Além dessa propriedade, também é indicada para quem faz regimes de emagrecimento. Cada 100 gramas de berinjela tem apenas 28 calorias, mais vitaminas A, B1, B2, B5, C, potássio, cálcio (previne osteoporose) e magnésio (bom para o estômago). De acordo com a médica naturalista Ana Lídia Carvalho, do Instituto de Medicina Natural da Amazônia, a berinjela é excelente para quem tem pressão alta, ajuda a regular os níveis de colesterol e triglicerídeos. Para baixar a pressão alta: bata no liqüidificador uma berinjela pequena com um copo de água, coe e tome em jejum todos os dias.
A vesícula biliar é um órgão oco, com forma de pêra, preso à superfície inferior do fígado e que desemboca por meio do ducto cístico no colédoco ou ducto hepático comum.
A parede da vesícula apresenta-se constituída por quatro camadas diferentes. Uma camada mucosa, constituída por epitélio prismático simples e lâmina própria.
Uma camada de músculo liso. Uma camada bastante desenvolvida de tecido conjuntivo perimuscular; e uma camada adventícia, na parte da vesícula presa ao fígado e serosa no restante da vesícula.
A função da vesícula é acumular bile produzida pelo fígado; a bile armazenada na vesícula passa por um processo de concentração pois as células da camada mucosa absorvem a água, concentrando a bile de 50 a 100 vezes.
Este processo se dá devido a um transporte ativo de sódio, sendo a água transportada passivamente pelo gradiente osmótico
A água e o cloreto de sódio absorvidos entram pela superfície apical das células epiteliais e fluem para os espaços extracelulares dos lados e da base das células, depois para o tecido conjuntivo e para os vasos sangüíneos e linfáticos.
A contração da musculatura lisa da vesícula biliar é controlada pela ação do hormônio colecistocinina, elaborado na mucosa intestinal, que promove o lançamento da bile na luz do duodeno.
A secreção total de bile é de aproximadamente 700 a 1. 200ml, e o volume máximo da vesícula é de apenas 30 a 60 ml. No obstante, a secreção biliar de até 12 horas pode ser armazenada na vesícula biliar, pois a água, o sódio, o cloreto e a maioria dos outros pequenos eletrólitos são absorvidos continuamente pela mucosa vesicular, diminuindo o volume total da bile e, conseqüentemente, concentrando os outros elementos.
O esvaziamento da vesícula biliar só acontece se o esfíncter que regula a passagem do ducto colédoco ao duodeno, o esfíncter de Oddi, estiver relaxado, e se a musculatura lisa da vesícula se contrair gerando a força necessária para deslocar a bile ao longo do duto colédoco. O principal estímulo para o esvaziamento da vesícula biliar é a liberação do hormônio colecistocinina.
Este hormônio é liberado pela mucosa intestinal, especialmente pelas regiões superiores do intestino delgado, na presença de gorduras no alimento que penetra no intestino.
A coleistocinina secretada é absorvida pelo sangue e ao passar pela vesícula biliar produz contrações específicas do músculo vesicular, essas contrações criam a pressão que força a bile para o duodeno. Quando não existe gordura na refeição, a vesícula esvazia-se precariamente; porém quando a quantidade de gordura é suficiente a vesícula esvazia seu conteúdo em uma hora.
Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Vesícula Biliar
A vesícula biliar é um órgão em forma de pera que armazena cerca de 50mL de bile até que o corpo a necessite para a digestão.
A vesícula biliar tem cerca de 7-10cm de comprimento em humanos e tem uma aparência verde-escuro devido ao seu conteúdo (bile), não ao seu tecido.
É conectada ao fígado e ao duodeno através do trato biliar.
É vascularizada pela artéria cística.
A vesícula biliar armazena bile, que é lançada quando a comida contendo gordura entra no trato digestivo, estimulando a secreção de colecistoquinina (CCK). A bile emulsifica gorduras e neutraliza ácidos na comida parcialmente digerida.
Depois de ser armazenada na vesícula biliar, a bile se torna mais concentrada do que quando saiu do fígado, aumentando sua potência e intensificando seu efeito nas gorduras. A maior parte da digestão ocorre no duodeno.
Fonte: pt.wikipedia.org
A vesícula biliar é um saco membranoso, em forma de pêra, e é um reservatório alongado, situado na face inferior do fígado (lado direito). É um órgão muscular em que se acumula a bile no intervalo das digestões (até 50 cm3), a bile é produzida pelo fígado, passa pela vesícula biliar através de um pequeno tubo chamado ducto cístico. Os tecidos que constituem as paredes musculares da vesícula biliar concentram a bile, absorvendo grande parte da sua água e mantêm-na recolhida até o início do processo de digestão.
Quando estimulada, a vesícula biliar contrai-se e manda a bílis concentrada através do ducto biliar até o intestino delgado, auxiliando a digestão.
A afecção mais freqüente da vesícula biliar é a presença de cálculos que ocorrem devido à existência de quantidades excessivas de cálcio e colesterol na bílis.
Fonte: www.webciencia.com
A vesícula biliar é um órgão em forma de pêra que se localiza na borda inferior do fígado no lado direito.
Sua função é coletar e concentrar a bile, que é um líquido para digerir alimentos gordurosos , e é produzido pelo fígado. A bile é liberada da vesícula após as refeições e se dirige através dos ductos biliares para o duodeno, ou seja, a primeira porção do intestino delgado.
Os problemas da vesícula biliar são normalmente causados pela presença de cálculos ou "pedras", que são massas duras, grandes ou pequenas, poliedros regulares ou irregulares, constituídas de colesterol, ou sais biliares ou ambos e resultam de defeitos da concentração dos componentes da bile pela mucosa da vesícula doente.
Estes cálculos podem bloquear o fluxo da bile da vesícula, causando cólica ou dor abdominal importante, inflamação ou infeção, inclusive com formação de pus ou necrose da parede da vesícula.
Quando os cálculos migram para o canal biliar principal - ductos hepáticos ou colédoco - pode aparecer icterícia , aquele amarelamento da pele e mucosas. Nesta etapa, apenas a retirada da vesícula não resolve mais, sendo necessário procedimentos maiores ainda, como exploração da via biliar, com ou sem drenagem interna ou externa.
Entre outras complicações mais graves dos cálculos biliares está a pancreatite aguda de origem biliar, outro capítulo a ser tratado à parte .
De um modo geral, o estudo ultrasonográfico, também denominado ecográfico, do abdome estabelece o diagnóstico.
Com certeza a colecistectomia ( retirada da vesícula ) é a cirurgia videolaparoscópica mais realizada dentro da cirurgia geral. A remoção da vesícula biliar não é associada com grande dificuldade da digestão na maioria das pessoas, sendo muito bem suportada.
A colecistectomia videolaparoscópica proporciona um tratamento seguro e efetivo para a maioria dos pacientes com cálculos da vesícula sintomáticos e , hoje, sem dúvida é o procedimento de escolha para a maioria destes pacientes.
Entretanto, não é o procedimento definitivo, uma vez que são observadas taxas de conversão para procedimento aberto que variam de 0.5 a 3,0 % nos melhores serviços cirúrgicos do mundo.
Por este motivo, a orientação das Sociedades de Cirurgia em todo o mundo é para que estes procedimentos videolaparoscópicos sejam realizados apenas por cirurgiões qualificados para realizar com segurança o procedimento aberto , e com experiência em cirurgia do trato biliar.
A colecistectomia laparoscópica deve ser realizada em sala cirúrgica de hospital com equipamento apropriado e pessoal qualificado e dimensionado para procedimento tanto laparoscópico quanto aberto. É uma operação de grande porte normalmente realizada sob anestesia geral.
Fonte: www.drcaldeira.com