PortalSaoFrancisco.com.br

Glândulas Endócrinas

Glândulas Endócrinas

Há no organismo algumas glândulas das quais a função é essencial para a vida. São conhecidas pelo nome de "glândulas endócrinas" ou de secreção interna, porque as substâncias por elas elaboradas passam diretamente para o sangue. Estas glândulas não têm, portanto, um ducto excretor, mas são os próprios vasos sangüíneos que, capilarizando-se nelas, recolhem as secreções. As glândulas de secreção interna ou endócrinas distinguem-se, assim, nitidamente, das glândulas de secreção externa, ditas exócrinas; estas últimas são, na verdade, dotadas de um ducto excretor e compreendem as glândulas do aparelho digestivo, como as glândulas salivares, o pâncreas, as glândulas do estômago e do intestino etc.

As glândulas endócrinas secretam substâncias particulares que provocam no organismo funções biológicas de alta importância: os hormônios. As principais glândulas endócrinas do organismo são o pâncreas, a tireóide, as paratireóides, as cápsulas supra-renais, a hipófise, as gônadas.

As atividades das diferentes partes do corpo estão integradas pelo sistema nervoso e os hormônios do sistema endócrino.

As glândulas do sistema endócrino secretam hormônios que difundem ou são transportados pela corrente circulatória a outras células do organismo, regulando suas necessidades. As glândulas de secreção interna desempenham papel primordial na manutenção da constância da concentração de glucose, sódio potássico, cálcio, fosfato e água no sangue e líquidos extracelulares. A secreção se verifica mediante glândulas diferenciadas, as quais podem ser exócrinas (de secreção externa) ou endócrinas (de secreção interna). Chamamos glândulas exócrinas as que são providas de um conduto pelo qual vertem ao exterior o produto de sua atividade secretora, tais como o fígado, as glândulas salivares e as sudoríparas. E as glândulas endócrinas são aquelas que carecem de um conduto excretor e portanto vertem diretamente no sangue seu conteúdo, como por exemplo, a tiróide, o timo, etc. Existem além disso, as mistas que produzem secreções internas e externas, como ocorre com o pâncreas (que produz suco pancreático e insulina) e o fígado.

As glândulas endócrinas têm muita importância, pois são capazes de elaborar complexas substâncias com os ingredientes que extraem do sangue e da linfa. Estes compostos, os hormônios, possuem qualidades altamente específicas. Cada glândula endócrina fabrica seu produto ou produtos característicos dotados de propriedades físicas, fisiológicas ou farmacológicas especiais.

Hormônio: é uma substância secretada por células de uma parte do corpo que passa a outra parte, onde atua pouca concentração regulando o crescimento ou a atividade das células. No sistema endócrino distinguimos 3 partes: célula secretória, mecanismo de transporte e célula branca, cada uma caracterizada por sua maior ou menor especificação. Geralmente cada hormônio é sintetizado por um tipo específico de células.

Os hormônios podem ser divididos em

Glandulares: são elaborados pelas glândulas endócrinas e vertidos por estas diretamente ao sangue, que as distribui a todos os órgãos, onde logo exercem suas funções. Subdividem-se em dois grupos, conforme realizam uma ação excitante ou moderadora sobre a função dos órgãos sobre os quais influem. Tissulares ou aglandulares: são formados em órgãos distintos e sem correlação nem interdependência entre eles: sua ação é exclusivamente local e a exercem no órgão em que se formam ou nos territórios vizinhos.

Sob o aspecto químico, os hormônios podem dividir-se em duas grandes classes.

a) Hormônios esteroides: aos quais pertencem as corticosupra-renais e sexuais.

b) Hormônios protéicos: (verdadeiras proteínas) ou aminoácidos (mais ou menos modificados), as quais pertencem os hormônios tiroideas, hipofisárias, pancreáticas e paratiróides. As características físico-químicas dos hormônios são: facilidade de solubilidade nos líquidos orgânicos, difusibilidade nos tecidos e resistência ao calor. A modalidade da secreção hormonal por parte das glândulas endócrinas não é todavia bem conhecida, já que falta saber, com exatidão, se produz de maneira contínua ou é armazenada na glândula e derramada na circulação no momento de sua utilização, ou se produz unicamente quando é necessário utilizá-la, ou se uma pequena parte é posta continuamente em circulação.

As principais glândulas são: A glândula pituitária ou hipófise , é um pequeno corpúsculo situado no esfenóide (este é um osso que se encontra bem perto do centro da cabeça): divide-se numa porção anterior, adeno-hipófise, numa parte intermediária e em outra posterior ou neuro-hipófise, cada uma das quais produz os seguintes hormônios.

Porção anterior: Na adeno-hipófise se separam os hormônios

a) somatrotofina ou hormônio do crescimento: estimulação corporal ao exercer sua ação sobre os cartílagos de crescimento dos ossos; modifica o metabolismo de gorduras, proteínas e hidratos de carbono.

b) adrenocorticotrópico (ACTH): estimula a secreção dos hormônios córticosupra-renais.

c) hormônio folículo estimulante (FSH): estimula a formação do folículo de Graaf do ovário e dos túbulos seminíferos do testículo.

d) hormônio luteinizante: regula a produção e liberação de estrogeneos e progesterona pelo ovário e de testosterona pelo testículo.

e) prolactina: mantém a secreção de estrogêneos e progesterona;, estimula a secreção do leite através das mamas.

f) Tirotrofina: estimula a tiróides e a formação de tiroxina.

Porção intermédia

a) intermedina ou estimuladora de melanocitos (MSH): regula a distribuição dos pigmentos. Lóbulo posterior:

a) occitocina: atua a nível do útero favorecendo as contrações no momento do parto e a nível mamário facilitando a secreção do leite.

b) vasopresina: estimula a contração dos músculos lisos; ação antidiurética sobre os túbulos dos rins. A extirpação desta glândula e a diminuição da liberação destes hormônios produzem o nanismo, e sua hipertrofia, o gigantismo; de seu lóbulo posterior se extrai a pituitina, que exerce sua ação sobre a tensão sangüínea; e a glândula pineal ou epífise (que não se extrai da hipófise por ser uma glândula independente) situada sobre o terceiro ventrículo e em frente os tuvérculos quadrigêminos, e que se extirpado numa criança, lhe provoca madureza corporal precoce, e um desenvolvimento intelectual antecipado (crianças prodígio).

PÂNCREAS

O pâncreas produz o hormônio insulina, que regula o nível de glicose no sangue. Em certas condições, por exemplo, quando se ingere muito açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta muito. Então o pâncreas libera insulina no sangue. Esse hormônio aumenta a absorção de glicose nas células. Assim, o excesso de glicose é retirado do sangue e o nível desse açúcar volta ao normal.

Quando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina, surge uma do ença conhecida como diabetes. Nesse caso, o excesso de glicose permanece no sangue: é a hiperglicemia, constatada pela presença de glicose na urina. A incapacidade das células em absorver adequadamente a glicose do sangue provoca alguns sintomas como a sensação de fraqueza muscular e fome.

Pâncreas

O pâncreas não é somente uma glândula, endócrina, pois este órgão constitui uma glândula de secreção externa; produz, na verdade, o suco pancreático, que serve para digerir os alimentos e que é lançado no duodeno por um ducto que percorre o pâncreas em toda a sua extensão. Num corte do pâncreas, contudo, notam-se "ilhas" de substância formada de células diversas das do resto da glândula: são as ilhotas de Langerhans, que são dotadas, justamente, de urna função endócrina.

As ilhotas de Langerhans produzem um hormônio: a insulina, da qual a função é permitir a utilização dos açúcares por parte dos tecidos e em particular dos músculos, para cuja atividade o açúcar é fundamental. Quando acontece faltar a insulina, os açúcares não podem ser utilizados pelos músculos e ficam no sangue: é a diabete. Esta moléstia é causada, na verdade, pela hiperglicemia, isto é, pela presença no sangue dos açúcares em proporção superior à normal, um por mil. Aumentando o açúcar no sangue, a um certo ponto, o rim não consegue mais reter esse açúcar, que passa, em grande quantidade através dos glomérulos e aparece, portanto, na urina.

Pâncreas

A estrutura do pâncreas assemelha-se à das glândulas salivares, diferente apenas em certas particularidades e na sua textura, mais solta e suave. Não está fechado em uma cápsula propriamente dita, mas é cercado por tecido areolar, que penetra no seu interior e mantém conectados os vários lóbulos que compõe o órgão. Cada lóbulo consiste de uma ramificação final do duto principal, terminando em sacos de fundo cego, tubulares e convolutos.

Esses alvéolos são quase que completamente formados por células secretoras, sendo muito difícil a visualização de suas luzes. Essas células são chamadas, em alguns animais, de células centro-acinares de Langherhan. As células secretoras verdadeiras do pâncreas que delimitam a parede do alvéolo são muito características, colunares e apresentam duas zonas: uma externa, clara e finamente estriada próxima à membrana basal, e uma interna, granular, próxima ao lúmen. Durante atividade, a zona granular ocupa a maior parte da célula, o contrário acontecendo em células em repouso. Entre os alvéolos, o tecido conectivo apresenta células que são denominadas células inter-alveolares.

Vascularização

Suprimento arterial do pâncreas

As artérias do pâncreas derivam das artérias esplênica e pancreatoduodenal. Até dez pequenos ramos da artéria esplênica suprem o corpo e a cauda do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais superiores anterior e posterior, provenientes da artéria gastroduodenal, e as artérias pancreatoduodenais inferiores anterior e posterior, provenientes da artéria mesentérica superior, suprem a cabeça do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais anastomosam-se amplamente. O sulco entre a parte anterior da cabeça do pâncreas e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal anterior, ao passo que o sulco correspondente entre a parte posterior da cabeça e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal posterior.

Drenagem venosa do pâncreas

As veias pancreáticas drenam para as veias porta, esplênica e mesentérica superior, mas a maioria delas desemboca na veia esplênica.

Drenagem linfática do pâncreas

Os vasos linfáticos do pâncreas acompanham os vasos sangüíneos. A maior parte deles termina nos nodos pancreatoesplênicos, que se situam ao longo da artéria esplênica na borda superior do pâncreas, mas alguns vasos terminam nos linfonodos pilóricos. Os vasos eferentes desses nodos drenam para os linfonodos celíacos, hepáticos e mesentéricos superiores.

Principais glândulas do sistema endócrino
Principais glândulas do sistema endócrino

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Glândulas ENdócrinas
Glândula Hormônio Estrutura Química Principais Efeitos Regulação
Hipófise
(Lobo posterior)
Oxitocina Peptídeo Estimula a contração das musculaturas do útero e das glândulas mamárias Sistema nervoso
Lobo posterior Antidiurético Peptídeo Promove a reabsorção de água pelos rins Osmolaridade do sangue
Lobo anterior Somatotrofina Proteína Estimula o crescimento geral do corpo; afeta o metabolismo das células Hormônios do Hipotálamo
Lobo anterior Prolactina Proteína Estimula a produção e a secreção do leite Hormônios do Hipotálamo
Lobo anterior Folículo estimulante Proteína Estimula os folículos ovarianos nas fêmeas e a espermatogênese nos machos Estrógenos no sangue; hormônios do hipotálamo
Lobo anterior Luteinizante Proteína Estimula o corpo amarelo e a ovulação nas fêmeas e as células intersticiais nos machos Progesterona ou testosterona; hormônios do hipotálamo
Lobo anterior Tireotrofina Proteína Estimula a tireóide a secretar seus hormônios Tiroxina; hormônios do hipotálamo
Lobo anterior Adrenocorticotrófico Proteína Estimula a secreção de glicocorticóides pelas glândulas adrenais Cortisol; hormônios do hipotálamo
Tireóide Triiodotironina Aminoácidos Estimula e mantém os processos metabólicos Tireotrofina
Tireóide Calcitonina Peptídeo Baixa o nível de cálcio no sangue e inibe a liberação de cálcio dos ossos Concentração de cálcio no sangue
Paratireóides Paratormônio Peptídeo Eleva o nível de cálcio no sangue e estimula a liberação de cálcio dos ossos Concentração de cálcio no sangue
Pâncreas Insulina Proteína Baixa sua taxa no sangue; estimula o armazenamento de glicose pelo fígado; estimula a síntese de proteínas Concentração de glicose no sangue; somatostatina
Pâncreas Glucagon Proteína Estimula a quebra de glicogênio no fígado Concentração de glicose e aminoácidos no sangue
Pâncreas Somatostatina Peptídeo Suprime a liberação de insulina e glucagon Controle nervoso
Adrenal
(medula)
Epinefrina Catecolamina Aumenta o açúcar no sangue; causa vasoconstrição na pele, mucosas e rins Controle nervoso
Adrenal
(medula)
Norepinefrina Catecolamina Acelera os batimentos cardíacos; causa vasoconstrição generalizada no corpo Controle nervoso
córtex Glicocoticóides Esteróides Afeta o metabolismo de carboidratos; aumenta o açúcar no sangue Adrenocorticotrófico
córtex Mineralocorticóides Esteróides Promove a reabsorção de sódio e a excreção de potássio pelos rins Nível de potássio no sangue
Testículos Andrógenos Esteróides Estimula a espermatogênese; desenvolve e mantém os caracteres sexuais secundários masculinos Hormônio folículo estimulante; hormônio luteinizante
Ovários (folículo) Estrógenos Esteróides Estimula o crescimento da mucosa uterina; desenvolve e mantém os caracteres sexuais secundários femininos Hormônio folículo estimulante; hormônio luteinizante
Corpo amarelo Progesterona e estrógenos Esteróides Promove a continuação de crescimento da mucosa uterina Hormônio folículo estimulante; hormônio luteinizante
Pineal Nelatonina Catecolamina Está envolvida no ritmo circadiano Ciclo dia / noite

Fonte: www.webciencia.com

voltar 12avançar