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Glândulas Endócrinas

 

Glândulas Endócrinas
Glândulas Endócrinas

Há no organismo algumas glândulas das quais a função é essencial para a vida.

São conhecidas pelo nome de "glândulas endócrinas" ou de secreção interna, porque as substâncias por elas elaboradas passam diretamente para o sangue.

Estas glândulas não têm, portanto, um ducto excretor, mas são os próprios vasos sangüíneos que, capilarizando-se nelas, recolhem as secreções. As glândulas de secreção interna ou endócrinas distinguem-se, assim, nitidamente, das glândulas de secreção externa, ditas exócrinas; estas últimas são, na verdade, dotadas de um ducto excretor e compreendem as glândulas do aparelho digestivo, como as glândulas salivares, o pâncreas, as glândulas do estômago e do intestino etc.

As glândulas endócrinas secretam substâncias particulares que provocam no organismo funções biológicas de alta importância: os hormônios.

As principais glândulas endócrinas do organismo são o pâncreas, a tireóide, as paratireóides, as cápsulas supra-renais, a hipófise, as gônadas.

As atividades das diferentes partes do corpo estão integradas pelo sistema nervoso e os hormônios do sistema endócrino.

As glândulas do sistema endócrino secretam hormônios que difundem ou são transportados pela corrente circulatória a outras células do organismo, regulando suas necessidades. As glândulas de secreção interna desempenham papel primordial na manutenção da constância da concentração de glucose, sódio potássico, cálcio, fosfato e água no sangue e líquidos extracelulares. A secreção se verifica mediante glândulas diferenciadas, as quais podem ser exócrinas (de secreção externa) ou endócrinas (de secreção interna). Chamamos glândulas exócrinas as que são providas de um conduto pelo qual vertem ao exterior o produto de sua atividade secretora, tais como o fígado, as glândulas salivares e as sudoríparas. E as glândulas endócrinas são aquelas que carecem de um conduto excretor e portanto vertem diretamente no sangue seu conteúdo, como por exemplo, a tiróide, o timo, etc. Existem além disso, as mistas que produzem secreções internas e externas, como ocorre com o pâncreas (que produz suco pancreático e insulina) e o fígado.

As glândulas endócrinas têm muita importância, pois são capazes de elaborar complexas substâncias com os ingredientes que extraem do sangue e da linfa.

Estes compostos, os hormônios, possuem qualidades altamente específicas. Cada glândula endócrina fabrica seu produto ou produtos característicos dotados de propriedades físicas, fisiológicas ou farmacológicas especiais.

Hormônio: é uma substância secretada por células de uma parte do corpo que passa a outra parte, onde atua pouca concentração regulando o crescimento ou a atividade das células.

No sistema endócrino distinguimos 3 partes: célula secretória, mecanismo de transporte e célula branca, cada uma caracterizada por sua maior ou menor especificação. Geralmente cada hormônio é sintetizado por um tipo específico de células.

Os hormônios podem ser divididos em:

Glandulares: são elaborados pelas glândulas endócrinas e vertidos por estas diretamente ao sangue, que as distribui a todos os órgãos, onde logo exercem suas funções. Subdividem-se em dois grupos, conforme realizam uma ação excitante ou moderadora sobre a função dos órgãos sobre os quais influem.

Tissulares ou aglandulares: são formados em órgãos distintos e sem correlação nem interdependência entre eles: sua ação é exclusivamente local e a exercem no órgão em que se formam ou nos territórios vizinhos.

Sob o aspecto químico, os hormônios podem dividir-se em duas grandes classes:

a) Hormônios esteroides: aos quais pertencem as corticosupra-renais e sexuais.

b) Hormônios protéicos: (verdadeiras proteínas) ou aminoácidos (mais ou menos modificados), as quais pertencem os hormônios tiroideas, hipofisárias, pancreáticas e paratiróides. As características físico-químicas dos hormônios são: facilidade de solubilidade nos líquidos orgânicos, difusibilidade nos tecidos e resistência ao calor. A modalidade da secreção hormonal por parte das glândulas endócrinas não é todavia bem conhecida, já que falta saber, com exatidão, se produz de maneira contínua ou é armazenada na glândula e derramada na circulação no momento de sua utilização, ou se produz unicamente quando é necessário utilizá-la, ou se uma pequena parte é posta continuamente em circulação.

As principais glândulas são: A glândula pituitária ou hipófise , é um pequeno corpúsculo situado no esfenóide (este é um osso que se encontra bem perto do centro da cabeça): divide-se numa porção anterior, adeno-hipófise, numa parte intermediária e em outra posterior ou neuro-hipófise, cada uma das quais produz os seguintes hormônios.

Porção anterior: Na adeno-hipófise se separam os hormônios

a) somatrotofina ou hormônio do crescimento: Estimulação corporal ao exercer sua ação sobre os cartílagos de crescimento dos ossos; modifica o metabolismo de gorduras, proteínas e hidratos de carbono.
b) adrenocorticotrópico (ACTH):
Estimula a secreção dos hormônios córticosupra-renais.
c) hormônio folículo estimulante (FSH):
Estimula a formação do folículo de Graaf do ovário e dos túbulos seminíferos do testículo.
d) hormônio luteinizante:
Regula a produção e liberação de estrogeneos e progesterona pelo ovário e de testosterona pelo testículo.
e) prolactina:
Mantém a secreção de estrogêneos e progesterona;, estimula a secreção do leite através das mamas.
f) Tirotrofina:
Estimula a tiróides e a formação de tiroxina.

Porção intermédia

a) intermedina ou estimuladora de melanocitos (MSH): Regula a distribuição dos pigmentos.

Lóbulo posterior:

a) occitocina: Atua a nível do útero favorecendo as contrações no momento do parto e a nível mamário facilitando a secreção do leite.
b) vasopresina:
Estimula a contração dos músculos lisos; ação antidiurética sobre os túbulos dos rins. A extirpação desta glândula e a diminuição da liberação destes hormônios produzem o nanismo, e sua hipertrofia, o gigantismo; de seu lóbulo posterior se extrai a pituitina, que exerce sua ação sobre a tensão sangüínea; e a glândula pineal ou epífise (que não se extrai da hipófise por ser uma glândula independente) situada sobre o terceiro ventrículo e em frente os tuvérculos quadrigêminos, e que se extirpado numa criança, lhe provoca madureza corporal precoce, e um desenvolvimento intelectual antecipado (crianças prodígio).

PÂNCREAS

O pâncreas produz o hormônio insulina, que regula o nível de glicose no sangue. Em certas condições, por exemplo, quando se ingere muito açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta muito. Então o pâncreas libera insulina no sangue. Esse hormônio aumenta a absorção de glicose nas células. Assim, o excesso de glicose é retirado do sangue e o nível desse açúcar volta ao normal.

Quando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina, surge uma do ença conhecida como diabetes.

Nesse caso, o excesso de glicose permanece no sangue: é a hiperglicemia, constatada pela presença de glicose na urina. A incapacidade das células em absorver adequadamente a glicose do sangue provoca alguns sintomas como a sensação de fraqueza muscular e fome.

O pâncreas não é somente uma glândula, endócrina, pois este órgão constitui uma glândula de secreção externa; produz, na verdade, o suco pancreático, que serve para digerir os alimentos e que é lançado no duodeno por um ducto que percorre o pâncreas em toda a sua extensão.

Num corte do pâncreas, contudo, notam-se "ilhas" de substância formada de células diversas das do resto da glândula: são as ilhotas de Langerhans, que são dotadas, justamente, de urna função endócrina.

As ilhotas de Langerhans produzem um hormônio: a insulina, da qual a função é permitir a utilização dos açúcares por parte dos tecidos e em particular dos músculos, para cuja atividade o açúcar é fundamental.

Quando acontece faltar a insulina, os açúcares não podem ser utilizados pelos músculos e ficam no sangue: é a diabete. Esta moléstia é causada, na verdade, pela hiperglicemia, isto é, pela presença no sangue dos açúcares em proporção superior à normal, um por mil.

Aumentando o açúcar no sangue, a um certo ponto, o rim não consegue mais reter esse açúcar, que passa, em grande quantidade através dos glomérulos e aparece, portanto, na urina.

A estrutura do pâncreas assemelha-se à das glândulas salivares, diferente apenas em certas particularidades e na sua textura, mais solta e suave. Não está fechado em uma cápsula propriamente dita, mas é cercado por tecido areolar, que penetra no seu interior e mantém conectados os vários lóbulos que compõe o órgão. Cada lóbulo consiste de uma ramificação final do duto principal, terminando em sacos de fundo cego, tubulares e convolutos.

Esses alvéolos são quase que completamente formados por células secretoras, sendo muito difícil a visualização de suas luzes. Essas células são chamadas, em alguns animais, de células centro-acinares de Langherhan.

As células secretoras verdadeiras do pâncreas que delimitam a parede do alvéolo são muito características, colunares e apresentam duas zonas: uma externa, clara e finamente estriada próxima à membrana basal, e uma interna, granular, próxima ao lúmen.

Durante atividade, a zona granular ocupa a maior parte da célula, o contrário acontecendo em células em repouso. Entre os alvéolos, o tecido conectivo apresenta células que são denominadas células inter-alveolares.

Vascularização

Suprimento arterial do pâncreas

As artérias do pâncreas derivam das artérias esplênica e pancreatoduodenal. Até dez pequenos ramos da artéria esplênica suprem o corpo e a cauda do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais superiores anterior e posterior, provenientes da artéria gastroduodenal, e as artérias pancreatoduodenais inferiores anterior e posterior, provenientes da artéria mesentérica superior, suprem a cabeça do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais anastomosam-se amplamente. O sulco entre a parte anterior da cabeça do pâncreas e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal anterior, ao passo que o sulco correspondente entre a parte posterior da cabeça e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal posterior.

Drenagem venosa do pâncreas

As veias pancreáticas drenam para as veias porta, esplênica e mesentérica superior, mas a maioria delas desemboca na veia esplênica.

Drenagem linfática do pâncreas

Os vasos linfáticos do pâncreas acompanham os vasos sangüíneos. A maior parte deles termina nos nodos pancreatoesplênicos, que se situam ao longo da artéria esplênica na borda superior do pâncreas, mas alguns vasos terminam nos linfonodos pilóricos. Os vasos eferentes desses nodos drenam para os linfonodos celíacos, hepáticos e mesentéricos superiores.

Glândulas Endócrinas
Principais glândulas do sistema endócrino

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Glândulas Endócrinas

As glândulas endócrinas, também chamadas de glândulas de secreção interna produzem hormônios, que são distribuídos por todo o organismo através da corrente sanguínea.

Os hormônios têm a responsabilidade de controlar a ordem e a harmonia do organismo. Eles regulam a química corporal, o preparo do corpo para a atividade física e sua reação à fome, estresse, infecção e enfermidades.

Relação Hipotálamo-Hipofise

Hipotálamo e hipófise formam uma unidade que exerce controle sobre várias glândulas endócrinas como também desempenha uma série de atividades fisiológicas. Células nervosas e glândulas endócrinas encontram-se envolvidas na comunicação célula a célula através da secreção de mensageiros químicos (neurotransmissores ou hormônios) e através atividade elétrica.

A relação entre o hipotálamo e a hipófise foi reconhecida inicialmente por Galeno. Ele observou que o prolongamento ventral do hipotálamo em forma de funil, termina numa massa glandular envolvida por um rico aporte sanguíneo.

No hipotálamo encontramos neurônios especializados em secretar hormônios (neurônios pepitidérgicos).

Os produtos de secreção desses neurônios pepitidérgicos são:

Peptídeos liberadores ou inibidores dos vários hormônios da adeno hipófise.
Peptídeos neuro-hipofisários: Vasopressina (AVP).
Ocitocina.

Os neurônios hipotalâmicos que se relacionam com a neuro hipófise constituem o trato hipotálamo-neuro-hipofisário. E os neurônios que se relacionam com a adeno hipófise constituem o sistema parvicelular ou túbero infundibular. Fazem parte desse sistema neurônios curtos cujos corpos celulares se encontram distribuídos em algumas regiões do hipotálamo.e os axônios convergem para uma área hipotálamica denominada eminência mediana onde os vários hormônios são secretados. Devido a existência de um sistema vascular altamente especializado (sistema porta hipotálamo-hipofisário) entre a adeno-hipófise e a eminência mediana, os hormônios hipotalâmicos atingem a adeno-hipófise em altas concentrações.

Hormônios Hipotalâmicos

Hormônios secretados na circulação porta-hipofisária.

Hipofisiotróficos

Estes hormônios são responsáveis pela regulação da síntese e liberação dos hormônios adeno hipofisários.

Os principais hormônios hipofisiotróficos são:

TRH, Responsável pela liberação do hormônio tireotrófico e prolactina.
GNRH
, Responsável pela liberação dos hormônios gonadotróficos, FSH e LH.

GHRIH, Inibe a síntese e liberação dos seguintes hormônios:

1. GH, hormônio de crescimento.
2. TSH
, hormônio tireotrófico.
3. CRH
, hormônio liberador de ACTH (Corticotrofina).
GHRH
, Responsável pela liberação de GH
CRH
, Responsável pela liberação de ACTH (Adrenocorticotrófico)
LHRH
, Responsável pela liberação do hormônio luteinizante.

Hipófise ou Pituitária

A hipófise (ou pituitária), é uma glândula do tamanho de uma ervilha, de forma ovóide com diâmetro aproximado de 1cm e localiza-se numa pequena cavidade do osso esfenóide (cela turca) na parte central da base do crânio (entre os olhos). A hipófise secreta uma série de hormônios que dirigem funções vitais diversas tais como crescimento, desenvolvimento sexual, volume urinário etc. As glândulas adrenais e a tireóide são diretamente governadas pela hipófise. A hipófise possui sensores capazes de regular a atividade da maior parte das outras glândulas de nosso corpo.

Esta ligada ao hipotálamo através de um pedúnculo fino denominado trato hipofisário, imediatamente atrás do quiasma óptico.

A hipófise dos mamíferos é constituída de duas porções ou lóbos - o lobo anterior ou adeno-hipófise e o lobo posterior ou neuro-hipófise. A primeira porção origina-se a partir do epitélio do céu da boca. A porção posterior tem origem no sistema nervoso e não produz hormônios - apenas armazena e lança na circulação os hormônios produzidos pelo Hipotálamo

ADENO HIPÓFISE

E constituída por 5 tipos de células fenotipicamente distintas que são responsáveis pela secreção dos seguintes hormônios:

Samatotrofina (GH) - Hormônio do crescimento.
Hormônio tireotrófico (TSH) -
Estimula a glândula tireóide.
Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) -
Age sobre o córtex das glândulas supra-renais.
Hormônio folículo-estimulante (FSH) -
Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides.
Hormônio luteinizante (LH) -
Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo; provoca a ovulação e formação do corpo amarelo.
Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina
- Interfere no desenvolvimento das mamas, na mulher e na produção de leite.

Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.

Todos os hormônios ADRENOHIPOFISARIOS são proteicos.

HORMÔNIOS GONADOTROPICOS ( HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH) E HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)

Esses hormônios tem a função de regular o desenvolvimento, crescimento e maturação puberal, os processos de reprodução e a secreção dos hormônios esteróides sexuais das gonadas dos sexos. Ambos os hormônios estão presentes entre a 10ª e 12ª semanas da vida fetal mas nenhum deles é necessário p/ o desenvolvimento intra uterino inicial das gônadas ou p/ as etapas iniciais da diferenciação sexual.

Nas mulheres os depósitos de LH e FSH são mais altos antes da ovulação.

SECREÇÃO DE LH E FSH

A regulação incorpora elementos pulsáteis, periódicos, divinos, cíclicos e relacionados ao estágio da vida. A regulação é diferente em homens e mulheres.

A secreção de LH quanto FSH é estimulada principalmente por hormônio liberador da gonadotropina (GnRN) ou hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH)

Esse acarreta aumento muito maior na secreção de LH do que na de FSH . A dopamina inibe a secreção de LH.

A produção de melatonina inibe a liberação de gonadotropinas e é suprida pela luz e estimulada pela escuridão.

Embora os níveis de melatonina e da secreção de gonadotropinas estejam inversamente relacionados nos seres humanos, o papel da melotonina na regulação da reprodução humana ainda não foi estabelecido de maneira conclusiva.

O estresse é também influência bem caracterizada sobre as funções da reprodução. A função menstrual nas mulheres e a produção de espermatozóides nos homens são perdidas comumente durante o estresse físico ou psíquico prolongado. Esses efeitos podem ser mediados pelo CRH que inibe a liberação de GnRH.

Outra influencia interessante é representada pelos feromonios que são excitatores ou inibidores químicos veiculados pelo ar ou água. Após a percepção desses sinais químicos pelo sentido do olfato, conexões do bulbo olfativo p o hipotálamo transferem provavelmente sinais reprodutivos provenientes do meio ambiente e de outros indivíduos.

Pessoas sem gônadas e mulheres pós menopausa exibem picos ainda acentuados de LH. A secreção pulsátil de LH é amortecida em crianças mas aumenta bruscamente a medida que a puberdade chega. No inicio esses pulsos de amplitude mais alta aumentam apenas a noite coincidindo com a redução moderada de melatonina. Durante o inicio da puberdade o LH aumenta a noite. Esse padrão diurno dura 1 ou 2 anos.

Mas nas mulheres é uma natureza cíclica mensal. O ciclo menstrual resulta da interação complexa entre a unidade neurônio GnRH- gonadotrofo e nas modificações seqüenciais na secreção dos esteróides ovarianos.

Muitas mulheres são estéreis porque a regulação hipotalâmica desordenada deixa de produzir ovulação e função adequadas dos gonadotróficos hipofisários.

Os ciclos menstruais normais e a ovulação somente poderão ser restaurados se for administrado GnRH exógeno a essas mulheres, em pulsos que reproduzem o momento , a amplitude e a freqüência do gerador hipotalâmico normal. O mesmo vale para espermatogênese em homens estéreis.

As técnicas de reposição são utilizadas em mulheres com endometriose e menstruações doloridas, ou para inibir o câncer de próstata no homem.

REGULAÇÃO POR FEEDBACK DAS GONADOTROPINAS

A secreção de LH e FSH é regulada por produtos gonádicos.

O mecanismo regulador básico da secreção de LH e FSH é o feedback negativo. Quando as gonadas tornam-se funcionalmente inativas ou são removidas cirurgicamente haverá eleva7ção dos níveis plasmáticos de FSH e LH. O FSH aumenta em geral mais que LH.

Os hormônios esteróides gonádicos, testosterona em homens e estradiol em mulheres são os mais importantes desses sinais de feedback negativo. O estrogênio principal estradiol inibe a liberação de LH. São alterados tanto a amplitude quanto a freqüência dos pulsos de LH essas alterações indicam os locais hipofisário e hipotalâmico do feedback positivo.

Feedback positivo é simultâneo:

Mulheres gonádicas com deficiência de estradiol recebem terapia de reposição inicial com estradiol os níveis basais de LH e FSH (elevados) acabam declinando (Feedback negativo) após 7 dias de tratamento. A capacidade de responder as doses repetitivas subsequentes de GnRH na verdade aumenta (feedback positivo).

Progesterona modula a liberação de LH pode aumentar os efeitos do feedback + ( e atenuar) do estradiol sobre a responsabilidade do GnRH.

Contraceptivos orais utilizam efeitos de feedback – do estradiol, assim como da progesterona para interferir com os períodos normais e quantidade de secreção de LH e FSH. A estimulação delicadamente balanceada dos ovários pelas duas gonadotropinas é perdida e a ovulação é evitada.

As mensurações do LH urinário feitas em casa pelas mulheres podem ajuda-las a prever a ovulação e ajudam na concepção. A mensuração pode do HCG (gonadotropina) da gravidez pode detectar precocemente a gravidez.

PROLACTINA

Hormônio proteico; participa da estimulação do desenvolvimento das mamas e na produção de leite.
Quando a mulher está no período gestacional, tal hormônio aumenta...
Existem fatores que estimulam e inibem a secreção de prolactina.

Um dos fatores que estimulam a secreção é: durante o período de lactação (devido ao grande aumento de estrogênio-por estimular as células produtoras de prolactina.).

Se a mãe não amamentar o bebê, depois do parto; o nível de prolactina volta ao normal em um prazo de 3 a 6 semanas. Então podemos observar que o fator de amamentação (ou qualquer outra estimulação do mamilo), também mantêm os níveis de prolactina aumentados (principalmente, durante as primeiras 8 a 12 semanas após o parto.).

Como outros hormônios, a secreção de prolactina aumenta a noite. O primeiro pico aparece dentro de 60 a 90 min. Após o início do sono. O estresses incluindo anestesia, cirurgia, hipoglicemia induzida pela insulina, medo e tensão mental, provocam a liberação de prolactina, (fatores desconhecidos).

A inibição da prolactina é por parte do hipotálamo. A dopamina (apesar de não ser um peptídeo hipotalâmico) inibe fortemente a prolactina; tanto quando gerada no cérebro ou quando aplicada no tecido hipofisário.

Tal inibição é útil para finalidade terapêutica, por exemplo: a hipersecreção patológica de prolactina, proveniente de tumores, é suprimida prontamente pelos agonistas da dopamina. Esses efeitos podem até reduzir as dimensões (encolher) esses tumores.

A prolactina inibe sua própria secreção, via feedback; aumentando diretamente a síntese e a liberação da dopamina.

Efeitos biológicos da prolactina, são que além de estimular o desenvolvimento original do tecido mamário e de sua hiperplasia durante a gravidez; além de ser o principal hormônio pela lactogênese.

Antes e após a puberdade, a prolactina, juntamente com estrogênios, progesterona, cortisol, estimula a proliferação e a ramificação dos ductos na mama feminina. Durante a gravidez, a prolactina, juntamente com estrogênios e progesterona, é responsável pelo desenvolvimento dos lobos dos alvéolos, dentro dos quais ocorre a produção de leite. Finalmente, após o parto, a prolactina, juntamente com insulina e cortisol, estimula a síntese e a secreção de leite.

Nas mulheres, a deficiência de prolactina, causado pela destruição da hipófise anterior, resulta na incapacidade de produzir leite. O excesso de prolactina resulta de disfunção hipotalâmica ou de tumores hipofisários. Nas mulheres, a hipersecreção de prolactina, provoca infertilidade e até mesmo, desaparecimento completo da menstruação. Mesmo freqüentemente, ocorre lactação sem qualquer associação com a gravidez. Em homens, o excesso de prolactina resulta em menor secreção de testosterona e menor produz de espermatozóide...

HORMÔNIO TIREOTRÓFICO

Na 13 semana de gestação surge as células produtoras de TSH, sendo encontradas na área ântero-medial da glândula .Nessa mesma época a tireóide fetal começa a secretar hormônio tireóideo.

O TSH é um hormônio tireóideo-estimulante, glicoproteico e sua função é regular o crescimento e o metabolismo da tireóide e a secreção de seus hormônios, Tiroxina(T4) e Tridotironina (T3).

O TSH é formado por duas subunidades, uma Ñ e a outra Ò. O TRH hipotalâmico estimula a transição dos genes de ambas subunidades do TSH e o hormônio tireóideo a suprime. Além disso o TRH e o hormônio tireóideo modulam o processo de glicosilação, de forma a aumentar ou reduzir a atividade biológica.

SECREÇÃO DO TSH

A secreção do TSH é regulada reciprocramente, o TRH acelera a secreção, emnquanto o hormônio tireóideo reduz o rítmo por feedback negativo sobre a hipófise, através dos hôrmonios T3 e T4 da tireóide, bloqueando a ação do hôrmonio de liberação da tireóide (TRH). A dopamina e a somatostatina também inibem a secreção do TSH.

O TRH é um tripepitídeo (Piroglutamina-histidina-prolinaamida). Sua síntese é no hipotálamo e seu armazenamento é feito na eminência mediana e alcança sua células-alvo através da veia porta hipofisária. Após a administração venosa do TRH, os níveis plasmáticos de TSH aumentam por até dez vezes e retomam em direção aos níveis basais em 60 minutos.

Exemplo: Com injeções repetidas de TRH, a resposta do TSH diminui com o passar do tempo, pois a estimulação da tireóide leva a produção de T3 e T4.

Demonstrando assim a regulação por feedback negativo da secreção de TSH. Mas pequenos aumentos na concentração de hormônio teireóideo, faz com que ocorra o bloqueio da ação estimulante de TRH, suprindo a secreção de TSH. Já pequenas reduções na concentração do hormônio tireóideo aprimoram a responsividade do TSH ao TRH.

Por causa do feedback negativo, nos indivíduos que sofrem de doença da tireóide, resultando da deficiência do hormônio tireóideo (hipotireoidismo), as ações do TRH são relativamente descontroladas (irrestritas). Como resultado, esse indivíduo apresenta altíssimos níveis plasmáticos de TSH e hiperplasia dos tireotrofos.

A normalização do TSH plasmático é o indicador mais útil do hormônio tireóideo da terapia de reposição é correta.

A secreção de TSH e a produção do hormônio tireóideo ocorre em duas circunstâncias: Jejum e exposição ao frio, a responsividade do TSH ao TRH diminui durente o jejum, ajudando o indivíduo em jejum a adaptar-se à ausência de ingestão energética. Em animais, a secreção do TSH é aumentada pela exposição ao frio. Em humanos é difícil demonstrar, já que TSH aumenta a temogênese por estimulação da tireóide, sendo uma resposta lógica ao frio.

O TSH é secretado com ligeira variação diurna e níveis mais altos durante a noite.

O cortisol (hormônio do córtex supra-renal) reduz tanto a secreção do TRH, quanto de TSH e o hormônio de crescimento (GH) também reduz a secreção de TSH.

A hiperestimulação do TSH decorrente da deficiência da tireóide, tanto a subunidade Ñ quanto a Ò circulam em quantidades elevadas. Pacientes que parecem ter tumores hipofisários não funcionantes, tem altos níveis plasmáticos da unidade alfa.

AÇÕES DO TSH

O TSH exerce ações importantes sobre a tireóide, promovendo o crescimento e diferenciação da glândula e estimulando a secreção do hormônio tireóideo.

Indivíduos que não produzem o hormônio TSH sofrem da doença chamada cretinismo.

HORMÔNIO ADENOCORTICOTRÓFICO (ACTH)

É um hormônio polipeptídico da hipófise anterior, cuja função é regular o crescimento e a secreção do córtex supra-renal. Onde o hormônio mais importante da sua glândula-alvo é o cortisol. Essas células são encontradas na parte distal do lobo anterior. Os orticotrofos formam 20% da população da hipófise anterior. No feto humano a síntese e a secreção de ACTH começam com dez a doze semanas de gestação, antes do surgimento do córtex supra-renal.

SÍNTESE DE ACTH

A síntese de ACTH ilustra o princípio de que o produto genético primário na síntese de hormônios peptídicos podem produzir várias moléculas biologicamente ativas. O processo seqüencial desse produto genético primário no homem, dá origem ao ACTH.

Em lugares extra-hipofisários (cérebro, hipotálamo, medula supra-renal), as moléculas do hormônio melanócito estimulante (MSH) e o ACTH são produzidos a partir da pro-opiomelanocortina e pode desempenhar diferentes funções sinalizadoras.

SECREÇÃO DO ACTH

A regulação da secreção do ACTH, está entre os mais complexos de todos os padrões de regulação dos hormônios hipofisários. O hormônio exibe rítmo circadiano (noite e dia), explosões cíclicas e controle por feedback e responde a grande variedade de estímulos.

O CRH hipotalâmico é um mediador final importante dos fluxos reguladores, é um peptídeo que se origina em pequenas células do núcleo paraventricular. Esteestimula a síntese e a liberação por exocitose, do ACTH e de seus produtos da pro-opiomelanocortina.

O CRH causa ativação central, pois seus receptores são encontrados em todo o encéfalo e na medula espinhal, aumentando a atividade do sistema nervosa simpático e elevando a pressão arterial.

Em contraste o CRH reduz a função reprodutora por diminuir a síntese de hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) e inibir comportamento sexual. Ele também reduz a atividade alimentares crescimento, já nas células imunes o CRH estimula a liberação de citocinas e exacerba suas atividades sobre as células-alvo.

A secreção do ACTH exibe um acentuado padrão diurno, ocorrendo um grande pico de 2 a 4 horas antes de despertar e pouco antes do indivíduo adormecer cai para zero. A inibição da secreção de ACTH por feedback negativo é produzido pelo cortisol. O cortisol suprime a secreção de ACTH, no nível hipofisário bloqueando a ação estimuladora do CRH e reduzindo a síntese de ACTH ao bloquear a liberação hipotalâmica do CRH.

A hipersecreção autônoma de cortisol resulta em atrofia funcional do eixo CRH - ACTH - supra-renal, causando algumas enfermidades depressivas. A secreção doACTH responde mais caracteristicamente aos estímulos estressantes, com uma resposta que é essencial para sobrevida.

Exemplo: Em uma cirurgia abdominal extensa ou distúrbio psiquiátrico grave, a hipersecreção de ACTH, induzida pelo estresse, subjulga comportamentalmente o feedback negativo e não poderá suprida sequer quando o córtex supra-renal secretar cortisol em seu nível máximo. O estresse é uma situação que induz a secreção do CRH e ativa o sistema nervoso simpático.

AÇÃO DO ACTH

O ACTH estimula o crescimento de zonas específicas do córtex supra-renal, assim como a síntese e a secreção de cortisol e de outros hormônios esteróides.

A relação entre o ACTH e o sistema imune é que os receptores de ACTH e sua secreção ocorrem nos linfócitos, que liberam citocinas que irão estimular a liberação de ACTH pelos corticotrofos.

Por causa de sua seqüência de MSH, o ACTH exacerba a pigmentação da pele, pois o MSH atua sobre os melanócitos, estimulaando também a enzima chave na síntese de melanina (tirosinase) e a transferência de melanina dos melanócitos para as células epidérmicas (queratinócitos), acarretando o escurecimento da pele. Essa hiperpigmentação caracteriza doenças, onde ocorre enormes aumentos de secreção de ACTH, resultando em feedback negativo quando o córtex supra-renal é destruído (doença de Addison, ou insuficiência adrenocortical primária) ou em virtude da produção octópica de ACTH por células malignas da crista neural.

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH)

O GH estimula o crescimento e o desenvolvimento somáticos pós-natais e ajuda a manter a massa corporal magra e massa óssea normais em adultos. Também exerce várias ações sobre o metabolismo das proteínas, carboidratos e lipídeos.

O hormônio do crescimento é uma proteína constituída por 191 aminoácidos, formando uma cadeia simples polipeptídica , contendo duas pontes de dissulfeto.

Este hormônio origina-se nos somatotrofos da adeno-hipófise e é armazenado em grânulos densos.

Os somatotrofos constituem 40 a 50% da glândula adulta. Também podem formar tumores que secretam excesso de GH, produzindo uma doença chamada acromegalia.

O gene do GH transcreve um RNA mensageiro que orienta a síntese de um pré-hormônio. Então, um peptídeo sinalizador é removido e o hormônio, já na sua forma final, é armazenado nos grânulos.

SÍNTESE DE GH

A síntese do GH é controlada por alguns fatores, que podem aumentá-la ou inibila. O hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) é um hormônio hipotalâmico que aumenta a produção do hormônio do crescimento, já a somatostatina, é um hormônio, também hipotalâmico, que inibe a formação do GH, de forma não competitiva. Existem ainda o h. tireóideo e o cortisol que induzem a síntese do GH.

SECREÇÃO DE GH

A secreção do GH ocorre sob várias influências diferentes. Uma queda brusca nos níveis plasmáticos de um dos principais substratos produtores de energia, glicose ou ácidos graxos livres, provoca aumento no produção do GH. Já uma refeição rica em carboidratos ou uma carga de glicose pura, acarreta uma redução imediata no nível plasmático de GH.

A ingestão de uma dieta rica em proteínas eleva os níveis plasmáticos de GH; por outro lado o jejum total de proteína também estimula a secreção.

Exercício, retiradas de sangue, febre, traumatismo e grandes anestesias, são estimuladores rápidos da secreção do GH.

Os neurotransmissores dopamina, norepinefrina, acetilcolina e serotonina aceleram a secreção do hormônio através da estimulação da liberação do GHRH.

A secreção do GH é maior em mulheres, tendo seu nível mais alto antes da ovulação. Isso ocorre devido ao efeito estimulante do estradiol sobre o hormônio do crescimento.

Secreção do GH de acordo com a idade:

Crianças------- aumentado ligeiramente
Puberdade----------- grande aumento
Após a puberdade--- declínio até os níveis que vigoram na fase adulta
Envelhecimento---------- grande redução em resposta ao GHRH

AÇÕES DO GH

A ausência deste hormônio causa um retardo no crescimento dos seres humanos.

O principal efeito do GH é a estimulação do crescimento linear, este resulta da ação do hormônio no disco epifisário. O metabolismo das células formadoras da cartilagem (condrócitos) é estimulado.

O GH estimula também a proliferação dos condrócitos, bem como sua síntese de DNA, RNA e proteínas.

Também facilita a síntese proteica, por aumentar a captação celular de aminoácidos.

A massa total do osso e seu conteúdo mineral são aumentadas pelo GH.

Os órgãos vicerais, as glândulas endócrinas, o músculo esquelético, o coração, a pele e o tec conjuntivo sofrem hipertrofia e hiperplasia em resposta ao hormônio do crescimento.

DEFICIÊNCIA DE GH

A deficiência do hormônio de crescimento em crianças causa um retardo no crescimento e caso não seja tratada leva ao nanismo. Em adultos, os sintomas da deficiência de hormônio de crescimento não são óbvios e nem todos os adultos deficientes do hormônio serão sintomáticos. Entretanto, alguns adultos reclamam de letargia e diminuição da energia para as atividades diárias. Eles também possuem uma diminuição da massa magra (muscular) e aumento da massa gordurosa.

Estas alterações podem ser corrigidas com o uso do hormônio do crescimento sintético.

O tratamento de reposição com GH acarreta retenção de nitrogênio, aumento da massa corporal magra, melhor desempenho muscular, diminuição da massa adiposa e sensação de bem estar.

HIPERSECREÇÃO DE GH

A hipersecreção persistente resulta de tumores hipofisários e produz uma síndrome ímpar denominada acromegalia. Se esta começa antes da puberdade completada, o indivíduo atinge alturas muito elevadas, com longas extremidades superiores e inferiores.

Se ocorrer após a puberdade, apenas o crescimento perióstico é aumentado, causando deformidades como: dedos, artelhos mãos e pés alargados, cristas ósseas proeminentes acima dos olhos e mandíbula proeminente.

A íngua é aumentada e a pele fica mais espessa; já a gordura subcutânea é escassa.

Sinais e Sintomas:

Espessamento das partes moles-palmas das mãos, solas dos pés.
Crescimento das mãos - aumento tamanho de anéis
Crescimento dos pés - aumento número dos sapatos
Dor de cabeça
Pele oleosa
Face brutalizada
Suor excessivo
Fatiga
Manchas de pele
Síndrome do túnel do carpo
Afastamento dos dentes - restos de alimento freqüentes entre os dentes
Hipertensão
Diminuição da libido
Impotência
Secreção de leite pelos mamilos
Modificação ou perda da menstruação
Desordens de humor
Depressão
Apnéia do sono
Prolactinoma (hiperprolactinemia)

O prolactinoma é um tumor da hipófise que secreta prolactina (o hormônio da lactação). O tumor é benigno em 99% dos casos. É também o tumor pituitário mais comum (28% do total). A causa de sua origem é desconhecida.

Sinais e sintomas:

Diminuição da libido
Secura vaginal, dor à relação sexual
Distúrbios visuais
Ganho de peso inexplicável
Alterações de humor
Hipogonadismo em homens
Secreção de leite pelos mamilos
Dor de cabeça
Modificações ou desaparecimento ciclo menstrual
Infertilidade
Fraturas ou osteoporose
Puberdade retardada

Tumores secretores de unidade alfa

Estes tumores costumam secretar somente fragmentos dos hormônios hipofisários e portanto não possuem uma síndrome endócrina de hipersecreção. A sub-unidade alfa representa metade dos hormônios FSH, LH e TSH (cada um deles é composto de sub-unidades alfa- e beta). Boa parte daqueles tumores chamados não-funcionantes secretam sub-unidade alfa mas a maioria deles não secreta quantidades apreciáveis de FSH, LH ou TSH. No entanto, é possível dosar a sub-unidade alfa no sangue. Estes tumores são freqüentemente agressivos.

Síndrome da sela vazia

A síndrome da sela vazia ocorre quando se detecta por meio de imagens a presença de líquor no local que deveria ser ocupado pela hipófise, dentro da sela túrcica. A causa mais comum é a existência de uma abertura grande no diafragma da sela, uma membrana que recobre a hipófise e normalmente impede a entrada do líquor na região. Quando esta membrana tem uma abertura muito grande, a pressão do líquor de cima para baixo causa um achatamento da glândula hipofisária, na direção do fundo da sela túrcica, como que para o fundo de um balde. Nesta situação, a função hipofisária é em geral normal mas alguns pacientes relatam dor de cabeça, hiperprolactinemia, secreção de leite pelo mamilo e menstruações irregulares. Alguns pacientes possuem sela vazia decorrente de processos inflamatórios locais, como a neurosarcoidose; outros possuem a associação de sela vazia e tumores dentro da hipófise residual.

Hiposecreção hipofisária/ Tumores não-secrotores de hormônios

Sinais e sintomas:

Dor de cabeça
Perda visual
Fatiga
Letargia
Modificações do ciclo menstrual
Diminuição da libido

"Efeito de massa"

Qualquer massa localizada na região da hipófise pode causar sintomas inespecíficos. Estes incluem dor de cabeça, náuseas e vômitos, que podem corresponder a um aumento da pressão intracraniana. Além disto, uma massa nesta região pode comprimir os nervos que se dirigem aos olhos e causar alterações da visão (da visão periférica nas fases iniciais).

Sinais e sintomas:

Déficit crescimento e maturação sexual em crianças
Fadiga
Diminuição libido e impotência
Dor de cabeça
Distúrbios visuais
Palidez
Intolerância ao frio
Visão dupla
Hipopituitarismo

Hipopituitarismo

O hipopituitarismo é a ausência congênita ou adquirida da secreção dos hormônios hipofisários. Muitos casos de hipopituitarismo são causados por tumores da hipófise, mas existem várias outras causas. As deficiências mais comuns de secreção da hipófise são de hormônio de crescimento e das gonadotrofinas (o hormônio luteinizante e o hormônio estimulante dos folículos). Estas perdas hormonais causarão hipogonadismo e infertilidade. O déficit de hormônio de crescimento em crianças causa retardo no crescimento. Em adulto, causa aumento da massa de gordura e redução da massa muscular.

Hipofisite

Hipofisite significa "inflamação da glândula hipófise". O termo é genérico e a inflamação pode advir de vários tipos de infecção ou doença autoimune (onde o organismo combate suas próprias células). Se bem que doenças granulomatosas como a tuberculose e outras já representaram importante causa de hipofisite, a origem autoimune é hoje a mais comum.

Conhecemos muito pouco das razões que predispõem certas pessoas à hipofisite autoimune (mesmo naquelas portadoras de doenças autoimunes como o lupus, a artrite reumatóide etc) mas ela é certamente mais comum em mulheres, em especial durante a gravidez ou após a mesma.

O resultado da inflamação da glândula é em geral uma redução na função da mesma (chamada hipopituitarismo), que pode afetar um hormônio ou vários deles.

Em mulheres jovens, podem ocorrer aumentos transitórios de alguns hormônios. Caso a inflamação seja exclusiva da hipófise, ou seja, não afetar outras glândulas do corpo, a recuperação total espontânea pode ocorrer. No entanto, da mesma maneira como a doença pode desaparecer espontaneamente, ele poderá retornar no futuro.

Distúrbios visuais

A presença de massas na região da hipófise pode causar compressão dos nervos da visão e alterações visuais. De uma maneira geral, começa a ocorrer uma perda progressiva da visão lateral (periférica) de ambos os olhos. Caso não tratada a causa de origem, pode haver evolução para cegueira.

Fonte: saboth.sites.uol.com.br

Glândulas Endócrinas

O sistema endócrino baseia-se nas glândulas endócrinas. Endócrino significa «segregando directamente para». As hormonas produzidas por estas glândulas são descarregadas directamente na corrente sanguínea, de forma a manter o harmonioso funcionamento do corpo. As glândulas sexuais masculinas e femininas fazem parte deste sistema.

O que são Glândulas endócrinas

Glândulas endócrinas são a maior parte das glândulas existentes no corpo. Consistem em órgãos constituídos por tecidos especializados - semelhantes a pequenas fábricas de substâncias químicas. Libertam hormonas que são transportadas pela corrente sanguínea através de todo o corpo, por forma a permitir trocas em vários órgãos. As glândulas endócrinas, ou glândulas que incluem funções endócrinas, são a pituitária, a tiróide e a paratiróide. o timo, o pâncreas, as glândulas supra-renais, os ovários e os testículos.

Hormonas

Hormonas são mensageiros químicos libertados na corrente sanguínea pelas glândulas endócrinas. Os seus alvos podem ser outras glândulas, músculos ou órgãos cujas células são estimuladas a funcionar. Os mecanismo de feedback asseguram a regulação da produção e ação das hormonas.

Glândula pituitária

Glândula pituitária controla a atividade de outras glândulas. É um aglomerado de células, com o tamanho de uma ervilha e de cor vermelho-acinzentada, que pende de uma pequena haste que sai da base do cérebro. Entre outras funções, a glândula pituitária controla a velocidade de crescimento do corpo, liberta o leite de uma mãe que está a amamentar e regula as descargas de urina dos rins.

Glândulas tiróide e paratiróide

Glândulas tiróide e paratiróide são glândulas que estão localizadas no pescoço, muito perto uma da outra. A glândula tiróide, com forma semelhante à de uma borboleta, controla a taxa à qual o oxigénio e os alimentos são queimados para produzir energia. Segrega a hormona tiroxina. A glândula paratiróide segrega e paratormona, que ajuda a regular os níveis de cálcio.

Timo

Timo é uma glândula que se encontra no pescoço e tem um tamanho relativamente grande no caso de uma criança, mas encolhe bastante depois da puberdade. A sua função é de combater as infecções, nas primeiras fases da vida, através da segregação de hormonas protectoras.

Pâncreas

Pâncreas é uma glândula que tem um papel duplo. Além de libertar enzimas através de condutas para o intestino delgado, também liberta a hormona insulina para a corrente sanguínea, através de pequenas áreas de tecido dispersas pelo pâncreas e designadas por «ilhéus de Langerhans». A insulina controla o processo pelo qual o corpo obtém açúcar dos alimentos para produzir energia.

Glândulas supra-renais

Glândulas supra-renais são pares de glândulas localizadas logo acima de cada rim. Cada par liberta dois tipos diferentes de hormonas. A medula supra-renal, que é a glândula interna, produz epinefrina e neropinefrina. Ambas, muito prontamente, ajudam o corpo a lutar contra qualquer perigo. O coração bate mais rapidamente, a respiração torna-se mais acelerada e o sangue aflui da pele para o cérebro e músculos. A glândula externa, ou córtex supra-renal, tem uma reação mais lenta. Liberta uma hormona chamada hidrocortisona. ou cortisol, que reduz a inflamação e mobiliza as reservas de alimento quando este é escasso.

Reprodução sexual

Reprodução sexual significa a reprodução da espécie através da fertilização de um ovo. A fêmea fornece o óvulo e o macho fornece o espermatozóide que vai fertilizá-lo.

Testículos

Testículos são as glândulas sexuais masculinas, localizadas no escroto. Os testículos são glândulas endócrinas cujas hormonas, gradualmente, modificam um rapaz na puberdade. até ele chegar a homem. Também produzem as células que constituem o esperma, ou espermatozóides.

Ovários

Ovários são as glândulas endócrinas sexuais femininas. Os dois ovários estão situados de cada lado do útero. Produzem os óvulos e segregam hormonas.

Fonte: www.esas10saude.googlepages.com

Glândulas Endócrinas

Glândulas Endócrinas
Glândulas Endócrinas

Os principais órgãos do sistema endócrino são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, as paratireóides, os testículos e os ovários. Durante a gravidez, a placenta também atua como uma glândula endócrina além de suas outras funções.

O hipotálamo secreta vários hormônios que estimulam a hipófise: alguns desencadeiam a liberação de hormônios hipofisários e outros a suprimem. Algumas vezes, a hipófise é denominada glândula mestra por controlar muitas funções de outras glândulas endócrinas.

Alguns hormônios hipofisários produzem efeitos diretos, enquanto outros simplesmente controlam a velocidade com que outros órgãos endócrinos secretam seus hormônios. A hipófise controla a velocidade de secreção de seus próprios hormônios através de um circuito de retroalimentação (feedback) no qual as concentrações séricas (sangüíneas) de outros hormônios endócrinos a estimulam a acelerar ou a alentecer sua função. Nem todas as glândulas endócrinas são controladas pela hipófise.

Algumas respondem de modo direto ou indireto às concentrações de substâncias presentes no sangue:

As células pancreáticas secretoras de insulina respondem à glicose e aos ácidos graxos.

As células paratireoídeas respondem ao cálcio e ao fosfato.

A medula adrenal (parte da glândula adrenal) responde à estimulação direta do sistema nervoso parassimpático. Muitos órgãos secretam hormônios ou substâncias similares aos hormônios, mas, geralmente, eles não são considerados parte do sistema endócrino. Alguns desses órgãos produzem substâncias que atuam somente na área próxima de sua liberação, enquanto outros não secretam seus produtos na corrente sangüínea. Por exemplo, o cérebro produz muitos hormônios cujos efeitos são limitados basicamente ao sistema nervoso.

Principais Glândulas Endócrinas

Glândulas Endócrinas

Hormônios

Os hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias de aminoácidos de comprimento variável. Outros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do colesterol. Quantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no organismo. Os hormônios ligam-se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou no seu interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros. Eles controlam o crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais. Eles influenciam a maneira como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.

Controles Endócrinos

Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos. O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou muito baixa. Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.

Fonte: www.msd-brazil.com

Glândulas Endócrinas

As Glândulas Endócrinas

Introdução as Sete Glândulas Endócrinas

Funções do Sistema Hormonal

A função central do Sistema Hormonal é regular e controlar o emprego dos alimentos, inclusive a digestão de alimentos sólidos, a ingestão e uso de Oxigênio e o metabolismo e equilíbrio dos carbohidratos, gorduras, proteínas , sais minerais e água. Estas funções resultam no desenvolvimento do corpo, manutenção da vitalidade e capacidade de reprodução e manutenção da espécie.

Os sistemas de comunicação hormonais ampliam os sistemas de comunicação nervosos dentro do organismo.

Os Hormônios

Os hormônios são moléculas químicas (peptídeos, proteínas ou esteróides) produzidas em uma parte do corpo que então viajam para fazer efeito em outra parte.

Deste modo uma célula pode afetar outras células distantes. O sistema endócrino é um sistema refinado de verificações e equilíbrios em forma de circuitos realimentados que facilitam o funcionamento normal de todos os sistemas do organismo. Os hormônios podem ser produzidos e ter uma ação local, ou podem ser produzidos em uma glândula endócrina e ter efeito em um local distante.

As Glândulas

As glândulas são unidades funcionais formadas de células que segregam hormônios, localizadas em várias regiões do corpo e que compõem o sistema endócrino. Cada glândula tem funções específicas que ajudam a manter o organismo interno em condições normais e a promover a sobrevivência do organismo.

Convém esclarecer ao praticante de Revitalização Integral, que a intenção primordial deste caderno é dar um panorama geral da atuação das Glândulas e os hormônios secretados por elas, para que em última análise constate os benefícios decorrentes de um Sistema Hormonal regulado e sadio. Para isso, achamos conveniente abordar sucintamente em cada glândula algumas patologias, baseados em literatura médica.

Além disso, adicionamos uma tabela completa sobre os Hormônios secretados pelas glândulas, assim como sua estrutura química, efeitos e estímulos no organismo.

Glândula Hormônio Estrutura Química Principais Efeitos Regulação
Hipófise
(Lobo posterior)
Oxitocina Peptídeo Estimula a contração das musculaturas do útero e das glândulas mamárias Sistema nervoso
Lobo posterior Antidiurético Peptídeo Promove a reabsorção de água pelos rins Osmolaridade do sangue
Lobo anterior Somatotrofina Proteína Estimula o crescimento geral do corpo; afeta o metabolismo das células Hormônios do Hipotálamo
Lobo anterior Prolactina Proteína Estimula a produção e a secreção do leite Hormônios do Hipotálamo
Lobo anterior Folículo estimulante Proteína Estimula os folículos ovarianos nas fêmeas e a espermatogênese nos machos Estrógenos no sangue; hormônios do hipotálamo
Lobo anterior Luteinizante Proteína Estimula o corpo amarelo e a ovulação nas fêmeas e as células intersticiais nos machos Progesterona ou testosterona; hormônios do hipotálamo
Lobo anterior Tireotrofina Proteína Estimula a tireóide a secretar seus hormônios Tiroxina; hormônios do hipotálamo
Lobo anterior Adrenocorticotrófico Proteína Estimula a secreção de glicocorticóides pelas glândulas adrenais Cortisol; hormônios do hipotálamo
Tireóide Triiodotironina Aminoácidos Estimula e mantém os processos metabólicos Tireotrofina
Tireóide Calcitonina Peptídeo Baixa o nível de cálcio no sangue e inibe a liberação de cálcio dos ossos Concentração de cálcio no sangue
Paratireóides Paratormônio Peptídeo Eleva o nível de cálcio no sangue e estimula a liberação de cálcio dos ossos Concentração de cálcio no sangue
Pâncreas Insulina Proteína Baixa sua taxa no sangue; estimula o armazenamento de glicose pelo fígado; estimula a síntese de proteínas Concentração de glicose no sangue; somatostatina
Pâncreas Glucagon Proteína Estimula a quebra de glicogênio no fígado Concentração de glicose e aminoácidos no sangue
Pâncreas Somatostatina Peptídeo Suprime a liberação de insulina e glucagon Controle nervoso
Adrenal
(medula)
Epinefrina Catecolamina Aumenta o açúcar no sangue; causa vasoconstrição na pele, mucosas e rins Controle nervoso
Adrenal
(medula)
Norepinefrina Catecolamina Acelera os batimentos cardíacos; causa vasoconstrição generalizada no corpo Controle nervoso
córtex Glicocorticóides Esteróides Afeta o metabolismo de carboidratos; aumenta o açúcar no sangue Adrenocorticotrófico
córtex Mineralocorticóides Esteróides Promove a reabsorção de sódio e a excreção de potássio pelos rins Nível de potássio no sangue
Testículos Andrógenos Esteróides Estimula a espermatogênese; desenvolve e mantém os caracteres sexuais secundários masculinos Hormônio folículo estimulante; hormônio luteinizante
Ovários (folículo) Estrógenos Esteróides Estimula o crescimento da mucosa uterina; desenvolve e mantém os caracteres sexuais secundários femininos Hormônio folículo estimulante; hormônio luteinizante
Corpo amarelo Progesterona e estrógenos Esteróides Promove a continuação de crescimento da mucosa uterina Hormônio folículo estimulante; hormônio luteinizante
Pineal Melatonina Catecolamina Está envolvida no ritmo circadiano Ciclo dia / noite

1. A GLÂNDULA PINEAL [CASA DO ESPÍRITO]

Também chamada de corpo pineal ou epífise, é uma glândula cônica e achatada, localizada acima do teto do diencéfalo, ao qual se une por um pedúnculo. No homem adulto, mede aproximadamente 5 por 8 mm. A glândula pineal fica localizada no centro do cérebro, sendo conectada com os olhos através de nervos. As pesquisas recentes sobre as funções da glândula pineal e de seu principal produto, o hormônio melatonina, despertaram um grande interesse público nesta última década em função da descoberta do papel da melatonina na regulação do sono e do ritmo biológico [ritmo circadiano] em humanos.

1.1 A MELATONINA E O RITMO CIRCADIANO

A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio e é produzida na glândula pineal. A produção de melatonina pela glândula pineal é cíclica, obedecendo um ritmo diário de luz e escuridão, chamado ritmo circadiano. Nos seres humanos, a produção de melatonina ocorre durante a noite, com quantidades máximas entre 2 e 3 horas da manhã, e mínimas ao amanhecer do dia. Tanto a luz como a escuridão transmitem o sinal dos olhos para a glândula pineal, determinando a hora de iniciar e parar a síntese da melatonina. A produção noturna de melatonina levou à rápida descoberta do seu papel como indutor do sono em humanos, e como restauradora dos distúrbios decorrentes de mudanças de fusohorário (jet-lag), no início dos anos 90.

1.2 A MELATONINA E A REGULAÇÃO DO SONO

Além da regulação do sono, a melatonina controla o ritmo de vários outros processos fisiológicos durante a noite: a digestão torna-se mais lenta, a temperatura corporal cai, o ritmo cardíaco e a pressão sangüínea diminuem e o sistema imunológico é estimulado. Costuma-se dizer, por isso, que a melatonina é a molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e humanos. Do ponto de vista experimental, a melatonina modifica a imunidade, a resposta ao estresse e algumas características do processo de envelhecimento. No contexto clínico, tem sido utilizada nos distúrbios do ritmo biológico, alterações relacionadas ao sono e o câncer. Ela possui vários e significativos efeitos biológicos.

1.3 A MELATONINA E SEUS EFEITOS NO EQUILÍBRIO DO ORGANISMO

Os pesquisadores estudaram os efeitos anti-câncer da melatonina, que parece funcionar em conjunto com a vitamina B6 e o Zinco, opondo-se à degradação do sistema imunológico proporcionada pelo envelhecimento. A melatonina também pareceu promissora no tratamento de problemas femininos, como a osteoporose, a síndrome pré-menstrual, e até mesmo o controle da natalidade. Por se tratar de um dos principais hormônios anti-estresse, participa ainda das funções adaptativas e estimulantes. Portanto, a melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central. Muitos defendem que a pineal, atuando não apenas através da melatonina, é uma “estrutura tranqüilizadora que suporta o equilíbrio do organismo”, agindo como um órgão sincronizador, estabilizador e moderador. Isso sugere que a melatonina pode ter muitas aplicações em condições onde é importante estabilizar e harmonizar a atividade cerebral. Um dado importante é o fato de que a glândula pineal afeta diretamente as outras glândulas por meio de suas secreções. (Arendt J.,1995. In Melatonin and the Mammalian Pineal Gland, Chapman & Hall, London, pp. 4.)

1.4 A MELATONINA E SEU PAPEL NA REPRODUÇÃO

Foram caracterizados sítios de ligação para melatonina nas gônadas [glândulas sexuais], no epidídimo, no ducto deferente e na glândula mamária, sugerindo vários locais de ação. O papel da melatonina no desenvolvimento sexual e na reprodução humana ainda está sendo investigado. Em mulheres, foi demonstrado que as concentrações de melatonina e de progesterona variam com as estações do ano, e que há uma correlação negativa entre melatonina e a produção de estrógeno. A melatonina em humanos possui importante ação antigonadotrófica, visto que inibe a produção de hormônio liberador do hormônio de crescimento (GnRH), que é essencial para o desenvolvimento das gônadas na fase de puberdade. (Vanecek, 1998).

1.5 A MELATONINA E O MAL DE ALZHEIMER

Diagnosticado por Alois Alzheimer em 1906, o mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que destrói as células do cérebro, lenta e progressivamente, afetando o funcionamento mental (pensamento, fala, memória, etc.). Com o avanço da moléstia, o paciente começa a perder hábitos, como o da higiene pessoal, e a manifestar alterações de comportamento, como ansiedade, agressividade, etc. Caracterizado como uma forma de demência, o mal de Alzheimer atinge cerca de 1% da população na faixa dos 65 anos de idade. Seu primeiro sintoma é, via de regra, a perda da memória recente, sendo indicado, neste caso, consultar um médico neurologista. Em pacientes com Alzheimer, os receptores no hipocampo, responsáveis pelo controle da tensão vascular, tem seu número significativamente aumentado em relação a pessoas normais da mesma idade, provavelmente devido a uma "up regulation" em resposta à diminuição da melatonina circulante. O pico noturno de melatonina não ocorre, ou é muito reduzido em idosos normais. A melatonina apresenta uma redução na formação da proteína B amilóide que é a responsável pelo mal, tendo, portanto, um efeito que permitiria supor uma ação anti-Alzheimer.

1.6 A MELATONINA E A MEMÓRIA

A melatonina também tem um efeito sobre a retenção de memória, tendo sido efetiva na reversão da perda de memória em animais velhos e em modelos de Alzheimer.

1.7 A PINEAL E O CEREBELO

Na parte posterior do crânio está localizado o cerebelo, cuja função é a manutenção do equilíbrio, tônus muscular e da postura, bem como da coordenação dos movimentos. Se houver qualquer tensão ou lesão no cerebelo, esta repercutirá no funcionamento da pineal e suas preciosas secreções serão prejudicadas. O cerebelo é comparado a um computador muito elaborado. Ele não somente recebe impulsos proprioceptivos, os quais informam sobre a posição de nosso corpo ou de suas partes, como também chegam impulsos visuais, táteis e auditivos que podem ser utilizados pelo cerebelo. Não se sabe exatamente como ele executa esta tarefa.

1.8 O ALIMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

O sistema nervoso central é um todo, sua divisão em partes é exclusivamente didática. Essa divisão, em relação a um critério anatômico, reconhece que ele se localiza dentro do esqueleto axial, isto é, cavidade craniana e canal vertebral. O encéfalo é a parte do sistema nervoso central situado dentro do crânio neural. A medula se localiza dentro do canal vertebral. Encéfalo e medula constituem o neuro-eixo. No encéfalo, temos o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico. No homem, a relação entre tronco encefálico e o cérebro pode ser grosseiramente comparada à que existe entre o tronco e a copa de uma árvore. O sistema nervoso é formado por estruturas nobres e altamente especializadas, que exigem para seu metabolismo um suprimento permanente e elevado de glicose e oxigênio. Assim, o consumo de oxigênio e glicose pelo encéfalo é muito elevado e requer um fluxo circulante intenso. Quedas na concentração desses elementos ou a suspensão do afluxo sanguíneo ao encéfalo não são toleradas além de um período muito curto. A parada da circulação cerebral por mais de 7 segundos leva o indivíduo à perda da consciência. Após cerca de 5 minutos começam a aparecer lesões que são irreversíveis. Contudo, áreas diferentes do sistema nervoso central são lesadas em tempos diferentes, sendo as áreas filogeneticamente mais recentes as que primeiro se alteram. A área lesada que resiste por mais tempo é o centro respiratório situado no bulbo. Os processos patológicos que acometem os vasos cerebrais tais como tromboses, embolias e hemorragias ocorrem com uma freqüência cada vez maior com o aumento da vida média do homem moderno. Cumpre lembrar que no sistema nervoso central, ao que parece, não existe circulação linfática, por outro lado, existe circulação liquórica.

A Glândula Hipófise ou Pituitária

2. A GLÂNDULA HIPÓFISE OU PITUITÁRIA [OU CASA DA INTELIGÊNCIA]

A hipófise, também chamada de glândula “mestra” do organismo, é um órgão pequeno, tendo no homem o volume de uma pequena noz, pesando por volta de 0,6g. Situa-se no interior da caixa craniana, numa depressão óssea chamada sela túrcica. Ela coordena o funcionamento das demais glândulas, porém não é independente, obedece a estímulos do hipotálamo.

A hipófise é formada de três partes: A hipófise anterior ou adeno-hipófise, hipófise intermediaria e hipófise posterior. A atividade das células hipofisárias e a emissão de seus hormônios no sangue estão sob o controle de centros nervosos situados na base do cérebro, na região denominada hipotálamo.

As relações entre as duas estruturas se faz por intermédio de substâncias químicas: os fatores de liberação, ou “releasing factors”, secretados por alongamentos de células especializadas do hipotálamo. Dos sete hormônios produzidos pela adeno-hipófise, quatro exercem sua ação por intermédio de uma outra glândula endócrina.

2.1 A ADENO-HIPÓFISE OU HIPÓFISE ANTERIOR

A adeno-hipófise produz hormônios essenciais ao crescimento, ao metabolismo geral e à reprodução, garantindo a sobrevivência da espécie. Ela produz pelo menos seis hormônios. Três deles, as gonadotrofinas, são sexuais.

2.2 OS HORMÔNIOS SEXUAIS - AS GONADOTROFINAS

Estas substâncias estimulam as gônadas [testículos e ovários] a produzirem células reprodutoras.

2.3 O HORMÔNIO TIREOTRÓFICO

O hormônio tireotrófico [TSH] estimula a glândula tireóide e participa no metabolismo orgânico, no aproveitamento da água, do iodo, do cálcio, do fósforo, dos açúcares, das gorduras, das proteínas e das vitaminas.

2.4 O HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO

O hormônio adrenocorticotrófico [ACTH] é o ativador da parte externa da glândula supra-renal, vital no controle da água, sais e outros elementos.

2.5 O HORMÔNIO SOMATOTRÓFICO

O sexto hormônio, o somatotrófico, ou hormônio do crescimento, estimula o crescimento de todos os tecidos do corpo e também tem grande importância no aparecimento do diabetes.

2.6 A HIPÓFISE INTERMEDIÁRIA E O HORMÔNIO MELANOTRÓFICO

A parte intermediária da hipófise secreta o hormônio melanotrófico ou melatrofina que em peixes e anfíbios induz à dispersão dos grânulos de melanina dos melanócitos, levando ao escurecimento da pele. Esse processo é de fundamental importância para a proteção desses animais diante da ação dos predadores.

2.7 A HIPÓFISE POSTERIOR E A VASOPRESSINA, O HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO E A OXITOCINA

A hipófise posterior ou neuro-hipófise, localiza-se no lobo posterior, sendo constituída por fibras nervosas desprovidas de mielina (desmielinizadas) e por células da neurologia.

Os hormônios neuro-hipofisários são: a vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH), ambos produzidos no hipotálamo e armazenados no lobo posterior da hipófise, que controla o equilíbrio hídrico do organismo. A oxitocina age na musculatura lisa da parede do útero, facilitando a expulsão do feto e da placenta. Uma característica peculiar da neuro-hipófise é a sua circulação, curiosamente feita quase que totalmente de sangue venoso, isto é, carregado de gás carbônico e com baixas taxas de oxigênio. As secreções da “glândula mestra” obedecem a um conjunto de estímulos de ordem hormonal e nervosa. Assim, pode-se concluir que exista uma relação direta entre estado psíquico e hormônios.

2.8 CENTROS DE REGULAÇÃO DO COMPORTAMENTO E DA EMOÇÃO

Durante muito tempo acreditou-se que a regulação do comportamento e em especial o comportamento emocional estaria na dependência de todo o cérebro.

Coube principalmente a Hess, demonstrar a existência de centros de regulação do comportamento. Sabe-se que as áreas relacionadas com o comportamento emocional ocupam territórios bastante grandes. Por exemplo, no tronco encefálico estão localizados vários núcleos de nervos cranianos, viscerais e somáticos.

Ativando-se essas estruturas ocorrem estados emocionais, resultando diversas manifestações como: o choro, alterações fisionômicas, sudorese, salivação, aumento do ritmo cardíaco. Além de sua participação nos fenômenos emocionais, estas áreas relacionam-se também com comportamentos ligados às necessidades básicas do organismo tais como a sede, a fome e o sexo, importantes para a preservação do indivíduo e da espécie. O fato de que as áreas encefálicas que regulam o comportamento emocional também regulam o sistema nervoso autônomo torna-se mais significativo se considerarmos que as emoções se expressam através de manifestações viscerais [choro, aumento de salivação, eriçar de pelos em um gato com raiva] e são acompanhadas de alterações da pressão arterial, do ritmo cardíaco e respiratório. Torna-se claro também que muitos distúrbios emocionais graves resultam de afecções viscerais, sendo um exemplo clássico o caso das úlceras gástricas e duodenais.

OBSERVAÇÕES

A hipófise é muitas vezes marcada nas tradições como o “Terceiro Olho”. Inúmeras obras de arte sacra e crenças místicas indígenas representam essa marca entre as sobrancelhas, na testa, assim como todas as religiões reconhecem sua importância espiritual. Esta nobre glândula governa também a memória, a sabedoria, a inteligência e o pensamento. Ela ainda regula a produção de hormônios de outras glândulas, como a tireóide.

As Glândulas Tiróide e Paratiróides

3. A GLÂNDULA TIREÓIDE [CASA DO CRESCIMENTO]

A glândula tireóide localiza-se na base do pescoço, frente à traquéia, e abaixo do pomo de Adão. Tem forma de borboleta. Cada asa corresponde ao lobo da tireóide presente em ambos os lados da traquéia.

3.1 OS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS – T3 E T4

A função desta glândula é produzir, armazenar e liberar hormônios tireoidianos na corrente sangüínea. Estes hormônios, também conhecidos com T3 e T4, agem em quase todas as células do corpo. A produção da quantidade de hormônios tireoidianos é controlada por outra glândula chamada pituitária ou hipófise. Outra parte do cérebro, o hipotálamo, ajuda a hipófise enviando informações e esta, por sua vez, controla a tireóide, formando assim uma rede de informações ininterrupta. A tireóide, a hipófise e o hipotálamo trabalham juntos no controle da quantidade de hormônios tireoidianos. Estes órgãos trabalham de forma similar ao termostato, que controla a temperatura de uma casa. Se não há quantidade suficiente, a hipófise libera mais hormônio estimulante da tireóide (TSH), que indica à tireóide que deve produzir mais hormônio. Se os níveis de hormônio estão dentro dos valores normais, a hipófise diminui a produção de TSH a seus valores normais.

3.2 A TIROXINA

A tireóide segrega o hormônio tiroxina. A tiroxina contém iodo e regula o metabolismo basal ou o índice de oxidação celular, em outras palavras, o metabolismo do oxigênio.

A hiposecressão da tiroxina pode resultar em:

a- Bócio simples [dilatação da tireóide, resultante da carência de iodo na dieta]. Sais minerais de iodo são encontrados naturalmente em certos alimentos, como couve, agrião, etc. Quando a alimentação é deficiente em sais de iodo, a tireóide cresce exageradamente.

b- Mixedema na fase adulta e cretinismo na infância. Ambos têm sintomas como retardamento físico e mental e metabolismo anormal. A hipersecressão da tiroxina pode causar o bócio exoftálmico ou bócio tóxico [inchaço da garganta, elevação da taxa de metabolismo e glóbulos oculares proeminentes]. O bócio tóxico resulta de um tumor na tireóide e seus sintomas são os mesmos do exoftálmico, com exceção dos glóbulos oculares protuberantes.

3.3 AS GLÂNDULAS PARATIREÓIDES

São quatro pequenas glândulas do tamanho de uma ervilha, localizadas no lado interno da tireóide. Segregam o paratormônio, que controla o metabolismo de minerais como o cálcio e o fósforo. O hormônio das paratireóides regula a assimilação de cálcio e fósforo pelo organismo. A insuficiência desse hormônio causa contrações musculares. O excesso pode provocar descalcificação acentuada nos dentes e ossos.

3.4 HIPOSECREÇÃO E HIPERSECREÇÃO DO PARATORMÔNIO

A hiposecressão de paratormônio resulta na queda do índice de concentração do cálcio no sangue. Este estado é conhecido como tetania e causa cãibras e espasmos musculares. A hipersecreção de paratormônio faz com que o cálcio seja extraído dos ossos e lançado na corrente sangüínea. Este estado, conhecido por osteíte fibrosa, pode levar a profundas alterações na estrutura óssea, deformidade do esqueleto e depósito de cálcio nos rins.

4. A GLÂNDULA TIMO

Do grego, Thymus, significa energia vital. O timo situa-se na porção superior do mediastino anterior. Limita-se, superiormente, com a traquéia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum. Lateralmente, com os pulmões, e inferior e posteriormente com o coração. Sua cor é variável. Vermelha no feto, branco-acinzentada nos primeiros anos de vida e, depois, amarelada. O timo, plenamente desenvolvido, é de formato piramidal, encapsulado e formado por dois lobos fundidos. Por ocasião do nascimento pesa de 10 a 35g e continua crescendo de tamanho até a puberdade, 15 anos, quando alcança um peso máximo de 20 a 50g. Daí por diante sofre atrofia progressiva e passa a pesar pouco mais de 5 a 15g no idoso. O ritmo de crescimento tímico na criança e de involução no adulto é extremamente variável e, portanto, difícil determinar o peso apropriado para a idade. Contudo, o timo continua a exercer sua função protetora, com a produção complementar de anticorpos, mesmo que nesse período seu desempenho já não seja vital, pois há uma compensação pela proteção imunológica conferida pelo baço e nodos linfáticos, ainda imaturos nos recém-nascidos.

4.1 O TIMO E OS LINFÓCITOS T

Externamente, o timo é revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo, de onde partem septos que dividem o órgão em numerosos lóbulos. Cada lóbulo apresenta uma capa, o córtex, que é mais escura, e uma polpa interior, a medula, que é mais clara. Tanto a zona cortical quanto a medular apresentam células de estrutura epitelial misturadas com um grande número de linfócitos T e, ocasionalmente, células B e macrófagos. Em termos fisiológicos, o timo elabora uma substância, a timosina, que mantém e promove a maturação de linfócitos e órgãos linfóides como o baço e os linfonodos. Reconhece-se, ainda, a existência de uma ou outra substância, como a timina, que exerce função na placa mioneural (junção de nervos com músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e periféricos, sendo responsável por doenças musculares.

4.2 OS LINFÓCITOS B [O EXÉRCITO COMBATENTE]

As células do sistema imunológico formam um forte exército, cujos principais elementos são linfócitos. Os linfócitos B ou células B são células que produzem anticorpos circulantes. Os anticorpos são pequenas proteínas, membros da família das imunoglobulinas, que atacam bactérias, vírus e outros invasores externos (antígenos). Os anticorpos se "encaixam" às moléculas de antígeno que atacam como uma chave que se ajusta à fechadura. Cada anticorpo ataca apenas um tipo de antígeno. Por exemplo, um vai atacar o vírus do resfriado, enquanto o outro ataca uma bactéria, e cada linfócito B produz apenas um tipo de anticorpo para cada epítopo ( epítopo = parte do antígeno que é capaz de estimular a produção de anticorpos específicos contra ele).

4.3 AS CÉLULAS T [PATRULHEIRAS - “NATURAL KILLERS”]

Os linfócitos T ou células T não produzem anticorpos. Essas células atacam o invasores externos ou trabalham junto com outras células que o fazem ("T "vem do Timo, onde essas células se desenvolvem).

Os vários grupos de células T possuem diferentes funções: as células T citotóxicas, junto com outras células sangüíneas citotóxicas naturais [NK - natural Killer) patrulham constantemente o organismo em busca de células perigosas. Quando encontram essas células T "associam-se" às células invasoras e liberam substâncias químicas microscópicas que as destroem. Cada célula T citotóxica, assim como cada anticorpo, ataca apenas um alvo muito específico. Alguns atacam células que foram infectadas por vírus, outros atacam células cancerosas e alguns atacam tecidos e órgãos transplantados. Cada célula citotóxica natural (NK), por sua vez, tem uma ampla gama de alvos e pode atacar tanto células tumorais quanto uma variedade de micróbios infecciosos. Dois outros tipos de células T, chamada de células T "auxiliar ou LT-helper" e "supressores" são especialmente importantes devido aos seus efeitos regulatórios sobre o sistema imunológico. As células T auxiliares ajudam os linfócitos B a produzir anticorpos, enquanto as células T supressores desativam a ação das células T auxiliares quando o número de anticorpos produzidos é suficiente. Essas células comunicam-se entre si produzindo interferons, interleucinas e outros mensageiros químicos que governam a atividade das células do sistema imunológico. A proporção entre células auxiliares/supressores deve ser equilibrada para a saúde do organismo.

4.4 MENTE X SISTEMA IMUNOLÓGICO

Os linfócitos T e B têm receptores na superfície de suas células que podem acionar, dirigir e modificar suas funções imunológicas. Esses receptores são a base molecular da influência da mente nos linfócitos. Os receptores são como fechaduras que podem ser abertas para acionar as atividades de cada célula.

As chaves que abrem essas fechaduras são as moléculas mensageiras da mente-corpo: os neurotransmissores do sistema-nervoso autônomo, os hormônios do sistema endócrino e os imunotransmissores do sistema imunológico.

4.5 A TIMOSINA

A timosina pode servir como imunotransmissor, modulando os eixos hipotalâmicos hipofisário-suprarrenal e das gônadas. O sistema nervoso seria capaz de alterar o curso da imunidade via caminhos autônomo e neuroendócrino. Alguns trabalhos concluem que os humanos podem treinar a si mesmos para facilitar seus processos de cura interna mente-corpo.

4.6 ESTRESSE E DIMINUIÇÃO DA VIGILÂNCIA IMUNOLÓGICA DO ORGANISMO

Qualquer forma de estresse resultante de uma significativa mudança de vida (ex: a morte de um membro da família, mudança de emprego, mudança de família, etc.) pode ativar o eixo cortical-hipotalâmico-suprarrenal para produzir os corticoesteróides que suprimem o sistema de vigilância imunológica (lembrando que os corticóides atuam no núcleo das células retardando a multiplicação celular e isso impede a expansão clonal leucocitária). Em resposta à mudança estressante de vida observa-se uma diminuição na atividade das células NK (Natural Killer), exterminadoras naturais. A boa habilidade em lidar com desafios (poucos sintomas diante de um considerável estresse) está associada com uma alta atividade celular NK exterminadora natural.

5. A GLÂNDULA PÂNCREAS

O pâncreas é uma glândula em forma de folha, com aproximadamente 12,5 centímetros de comprimento. Ele é circundado pela borda inferior do estômago e pela parede do duodeno (a primeira porção do intestino delgado que se conecta ao estômago).

Possui duas funções principais: a secreção de um líquido que contém enzimas digestivas para o interior do duodeno e a secreção dos hormônios insulina e glucagon, os quais são necessários para metabolizar o açúcar para a corrente sangüínea. Esse órgão também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio para o duodeno, o qual neutraliza o ácido proveniente do estômago. Essa secreção de bicarbonato de sódio flui através de um ducto coletor que avança ao longo do centro do pâncreas [ducto pancreático). Em seguida, esse ducto une-se ao ducto biliar comum [proveniente da vesícula biliar e do fígado) para formar a ampola de Vater, a qual desemboca no duodeno.

Do grego, págkreas, todo carnoso, produz 2 hormônios: insulina e glucagon. Eles diminuem e aumentam respectivamente o nível de glicose no sangue para mantê-lo dentro dos limites normais. Quando há deficiência de insulina, a glicose é eliminada pelos rins sem aproveitamento, ocasionando o diabetes. O glucagon provoca hiperglicemia [aumento de glicose no sangue), diminui a motilidade intestinal e a secreção gástrica, aumentando a excreção renal. Esta glândula pode ser atingida por inflamação (pancreatite), por tumores, cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas, geralmente conseqüentes a traumatismo). Algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do diabetes.

5.1 PÂNCREAS E DIABETES

A deficiência de produção e/ou da ação da insulina provoca uma doença chamada Diabetes Mellitus. Esse distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências, tanto quando surge rapidamente, como quando se instala lentamente.

O Diabetes Mellitus (DM) apresenta duas formas clínicas:

1 - Diabetes Mellitus tipo I

Ocasionado pela destruição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Em geral, ocorre em função de um processo auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina. Aparece na infância e adolescência.

2 - Diabetes Mellitus tipo II

Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina, associado a uma relativa deficiência de sua secreção. É mais freqüente surgir depois dos 40 anos de idade.

Infelizmente, nada se sabe ainda sobre a causa da DM do tipo II, que representa 90% dos casos da doença. Entretanto, parece que as pessoas com predisposição genética, os obesos e aquelas que levam vida sedentária e estressada são as mais suscetíveis. A incidência de diabetes no mundo todo vem aumentando. Estima-se que o número de pessoas atingidas passe de 90 milhões, constatados em 1994, para 210 milhões até 2010. Evidentemente, um dos motivos para esse aumento é o próprio aumento da expectativa de vida. Mas, outra causa que tem merecido destaque entre os pesquisadores é a mudança no estilo de vida. Se a pessoa faz poucos exercícios físicos, leva uma vida sedentária, estressante e consome alimentação gordurosa, rica em açúcar, refrigerantes, aumentando assim a obesidade, ela apresenta maior risco de incidência de diabetes.

Embora as causas da DM sejam obscuras, o que se sabe, com certeza, é o fato de existirem alguns "gatilhos" que desencadeiam as crises. O principal desses gatilhos é o estresse contínuo, estado em que as glândulas supra-renais liberam superdoses de adrenalina. Este hormônio, além de acelerar o coração, tem a capacidade de liberar no sangue a glicose estocada no fígado e nos músculos. Esse processo se chama gliconeogênese. Para compensar a liberação aumentada de glicose produzida pela gliconeogênese, o pâncreas se esforça em produzir quantidades extras de insulina. Se esse esforço pancreático não for suficiente para reduzir ao normal os níveis aumentados de glicose pelo estresse ou, pior, se o pâncreas chegar a se esgotar, o resultado é o surgimento ou agravamento do diabetes. É também algo mais ou menos semelhante o que ocorre na obesidade. Quanto mais obesa e pesada a pessoa for, maior é a quantidade de insulina necessária, levando o pâncreas à fadiga. Certas infecções também funcionam como gatilho para o diabetes, assim como alguns casos de mulheres grávidas.

5.2 DISTÚRBIOS DO PÂNCREAS - PANCREATITE AGUDA

A pancreatite aguda é uma inflamação aguda do pâncreas que pode ser leve ou letal. Normalmente, o pâncreas secreta suco pancreático através do ducto pancreático ao duodeno. Esse suco contém enzimas digestivas em uma forma inativa e um inibidor que atua sobre qualquer enzima que é ativada no seu percurso até o duodeno. A obstrução do ducto pancreático (ex: por um cálculo biliar) interrompe o fluxo do suco pancreático. Geralmente, a obstrução é temporária e causa um dano limitado, o qual é logo reparado. Entretanto, quando a obstrução persiste, ocorre um acúmulo de enzimas ativadas no pâncreas, as quais suplantam a capacidade do inibidor e começam a digerir as células do pâncreas, causando uma grave inflamação. O consumo diário de mais de 120 ml de álcool durante vários anos pode provocar a obstrução do ducto pancreático, desencadeando finalmente a pancreatite aguda. Uma crise de pancreatite pode ser desencadeada por um consumo excessivo de álcool ou por uma refeição copiosa. Existem muitos outros distúrbios que podem causar uma pancreatite aguda.

5.3 SINTOMAS

Quase todos os indivíduos com pancreatite aguda apresentam uma dor abdominal intensa.

5.4 PANCREATITE CRÔNICA

A pancreatite crônica é uma inflamação do pâncreas de longa duração. Nos Estados Unidos e no Brasil, a causa mais comum da pancreatite crônica é o alcoolismo. Outras causas incluem uma predisposição hereditária e a obstrução do ducto pancreático resultante da estenose do ducto ou de um câncer pancreático. Em muitos casos, a causa da pancreatite é desconhecida. Nos países tropicais (ex: Índia, Indonésia e Nigéria), a pancreatite crônica de causa desconhecida em crianças e adultos jovens pode dar origem ao diabetes e a depósitos de cálcio no pâncreas. Os sintomas iniciais são decorrentes do diabetes.

5.5 SINTOMAS

Os sintomas da pancreatite crônica geralmente se enquadram em dois padrões. Em um deles, o indivíduo apresenta uma dor na região média do abdômen de intensidade variável. No outro, o indivíduo apresenta episódios intermitentes de pancreatite com sintomas semelhantes aos de uma pancreatite aguda leve a moderada. Algumas vezes, a dor é intensa e dura de muitas horas a vários dias. Em ambos os padrões, à medida que a pancreatite crônica evolui, as células que secretam enzimas digestivas são lentamente destruídas e, finalmente, a dor desaparece.

5.6 ADENOCARCINOMA DO PÂNCREAS

O adenocarcinoma do pâncreas é um tumor canceroso que se origina nas células que revestem o ducto pancreático. Aproximadamente 95% dos tumores cancerosos do pâncreas são adenocarcinomas. Esses tumores afetam os homens quase duas vezes mais do que as mulheres e são discretamente mais comuns entre os indivíduos da raça negra. O adenocarcinoma do pâncreas é duas a três vezes mais comum em tabagistas inveterados. Os indivíduos com pancreatite crônica apresentam um maior risco de apresentá-lo. Existe uma variabilidade mundial de incidência de câncer de pâncreas. Os dados indicam 9 em cada 100.000 indivíduos nos Estados Unidos, enquanto que no Brasil os dados publicados pelo Ministério da Saúde, em 1991, registraram índices de 7.3 homens e de 4.6 mulheres em 100.000 indivíduos no estado de São Paulo. A doença vem se tornando mais comum nos Estados Unidos com o aumento da expectativa de vida. Raramente o adenocarcinoma do pâncreas ocorre antes dos cinqüenta anos de idade. A média de idade no momento do diagnóstico é de 55 anos. Pouco se sabe sobre a sua causa.

5.7 SINTOMAS

O adenocarcinoma do pâncreas comumente é assintomático até o tumor tornar-se volumoso. Por essa razão, no momento do diagnóstico e em 80% dos casos, o tumor já produziu metástases extrapancreáticas, afetando linfonodos próximos, o fígado ou os pulmões.

As Glândulas Supra-Renais

6. AS GLÂNDULAS SUPRA-RENAIS

As glândulas supra-renais têm este nome devido ao fato de se situarem sobre os rins, apesar de terem pouca relação com estes em termos de função. As supra-renais são glândulas vitais para o ser humano, já que possuem funções muito importantes, como regular o metabolismo do sódio, do potássio e da água, regular o metabolismo dos carboidratos e regular as reações do corpo humano ao stress.

6.1 A ALDOSTERONA, A ADRENALINA E A NORADRENALINA

Estas glândulas endócrinas têm forma de lua achatada, situadas uma sobre cada rim e secretam vários hormônios, entre os quais destacam-se a aldosterona, a adrenalina (ou epinefrina) e a noradrenalina (ou norepinefrina). Sua função básica está relacionada à manutenção do equilíbrio do meio interno, isto é, da homeostase do organismo, frente a situações diversas de modificação desse equilíbrio (tensão emocional, jejum, variação de temperatura, infecções, administração de drogas diversas, exercício muscular, hemorragias, etc]. Possuem íntima conexão com o sistema nervoso.

Embriologicamente, cada supra-renal é formada por dois tecidos embrionários diferentes, dos quais resultam as duas camadas da supra-renal: a mesoderme origina o córtex e a neuroectoderme a medula da glândula. Muitos autores consideram córtex e medula da supra-renal como sendo dois órgãos distintos.

6.2 CÓRTEX DA SUPRA-RENAL

O córtex, camada externa da glândula, é amarelado e compõe-se de três camadas concêntricas de células. A camada externa, abaixo da cápsula, é chamada zona glomerulosa do córtex supra-renal. Funcionalmente, a camada glomerular produz e secreta aldosterona, enquanto que as outras duas camadas produzem glicocorticóides (cortisol e corticosterona) e hormônios sexuais.

6.3 A ALDOSTERONA

A principal ação da aldosterona é a retenção de sódio. Onde há sódio, estão associados íons e água. Portanto, a aldosterona age profundamente no equilíbrio dos líquidos, afetando o volume intracelular e extracelular dos mesmos. Glândulas salivares e sudoríparas também são influenciadas pela aldosterona para reter sódio. O intestino aumenta a absorção de sódio como reação à aldosterona.

6.4 O ESTRESSE E O CORTISOL

O estresse ainda é um tema que suscita muitas controvérsias, desde a sua definição até as suas implicações com as doenças. Por vezes, o estresse é definido como um estímulo, sendo por outras considerado como resposta desenvolvida por esse estímulo. Na realidade, a palavra estresse, em si, quer dizer “pressão”, “insistência” e estar estressado quer dizer “estar sob pressão” ou “estar sob a ação de estímulo insistente”. Significa também tensão. É uma palavra amplamente usada no âmbito da Física como sendo a tensão gerada em um corpo pela ação de forças sobre o mesmo. Neste caso, o estresse assume o significado de “reação” do corpo à ação das forças que configuram o estressor. De fato, estressor é qualquer estímulo capaz de provocar o aparecimento de um conjunto de respostas orgânicas e/ou comportamentais, relacionadas com mudanças fisiológicas estereotípicas de padrões, que incluem a hiperfunção da supra-renal, ou adrenal. O estresse é um processo reativo, que tem como objetivo diminuir os efeitos negativos causados pelo estressor e favorecer a adaptação a este ou às mudanças advindas da sua presença. Assim, o estado de estresse é exatamente aquele relacionado com a fase de adaptação, sendo o seu estabelecimento compatível com a liberação de cortisol (hormônio secretado pela suprarenal), que torna o organismo hábil para responder às exigências adaptativas.

6.5 A Adrenalina e a Noradrenalina

Existem, na medula adrenal, dois tipos de células: umas secretam adrenalina, as outras noradrenalina. Tais hormônios são secretados em resposta à estimulação simpática e são considerados como hormônios gerais. Liberados em grandes quantidades depois de fortes reações emocionais como, por exemplo, susto ou medo, estes hormônios são transportados pelo sangue para todas as partes do corpo, onde provocam reações diversas, principalmente constrição dos vasos, elevação da pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, etc. Tais reações resultam, entre outras coisas, no aumento do suprimento de oxigênio às células.

Além disso, a adrenalina, que aumenta a glicogenólise hepática e muscular e a liberação de glicose para o sangue, eleva o metabolismo celular. A combinação dessas reações possibilita, por exemplo, reações rápidas de fuga ou de luta frente a diferentes situações ameaçadoras. Ao contrário do córtex supra-renal, que lança seus produtos continuamente na circulação, a medula acumula os hormônios produzidos. Existem doenças que se caracterizam pelo excesso de produção dos hormônios das supra-renais. As principais são a Síndrome de Cushing e o Feocromocitoma.

6.6 A SÍNDROME DE CUSHING

Caracteriza-se por deposição de gordura no abdômen, fraqueza muscular, estrias avermelhadas, aumento de pêlos, surgimento espontâneo de hematomas, aumento de gordura na face e no pescoço. O quadro clínico é semelhante ao provocado pelo uso constante de medicamentos à base de corticóides.

6.7 O FEOCROMOCITOMA

É uma doença na qual ocorrem crises de hipertensão arterial podendo ou não estar acompanhada de dor de cabeça, sudorese e palpitações. Qualquer paciente jovem que apresente hipertensão arterial merece uma investigação médica visando excluir a possibilidade de feocromocitoma.

6.8 DOENÇA DE ADDISON

Além das doenças acima (que se caracterizam por excesso de hormônios das supra-renais) existe uma outra que se caracteriza pela falta dos hormônios das supra-renais. É a Doença de Addison, que se caracteriza por fraqueza, perda de peso, dores abdominais discretas e escurecimento de algumas áreas da pele e das mucosas.

As Glândulas Sexuais ou Gônadas

7. AS GLÂNDULAS SEXUAIS OU GÔNADAS MASCULINAS

7.1 AS GÔNADAS MASCULINAS - OS TESTÍCULOS

O testículo é composto por até 900 túbulos seminíferos enovelados, cada um tendo em média mais de 0,5m de comprimento, nos quais são formados os espermatozóides. O espermatozóide maduro é formado por uma cabeça, um corpo intermédio e uma cauda. Os espermatozóides podem chegar a viver três dias no interior do aparelho genital feminino. Os testículos começam a fabricar os espermatozóides e este processo continua ao longo da vida. Os espermatozóides são lançados no epidídimo, outro tubo enovelado de cerca de 6 m de comprimento. A hipófíse é a glândula que controla e regula o funcionamento dos testículos.

7.2 OS ANDROGÊNIOS

Os testículos secretam vários hormônios sexuais masculinos que são coletivamente chamados de androgênios, compreendendo a testosterona, diidrotestosterona e androstenodiona. Todavia, a testosterona é muito mais abundante que os demais hormônios, a ponto de poder ser considerada o hormônio testicular fundamental.

7.3 SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

Puberdade: os testículos da criança permanecem inativos até que são estimulados entre 10 e 14 anos pelos hormônios gonadotróficos da glândula hipófise (pituitária). O hipotálamo secreta fatores liberadores dos hormônios gonadotróficos que fazem a hipófise liberar FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante). O FSH estimula a espermatogênese pelas células dos túbulos seminíferos. Já o LH estimula a produção de testosterona pelas células intersticiais dos testículos e estabelece características sexuais secundárias e elevação do desejo sexual.

7.4 A TESTOSTERONA E OS CARACTERES SEXUAIS MASCULINOS

A testosterona faz com que os testículos cresçam. Ela deve estar presente, também, junto com o folículo estimulante, antes que a espermatogênese se complete. Após poucas semanas de vida do feto no útero materno, inicia-se a secreção de testosterona. Essa testosterona auxilia o feto a desenvolver órgãos sexuais masculinos e características secundárias masculinas. Isto é, acelera a formação do órgão sexual masculino, da bolsa escrotal, da próstata, das vesículas seminais, dos ductos deferentes e dos outros órgãos sexuais masculinos. Além disso, a testosterona faz com que os testículos desçam da cavidade abdominal para a bolsa escrotal. Se a produção de testosterona pelo feto é insuficiente, os testículos não conseguem descer e permanecem na cavidade abdominal. A secreção da testosterona pelos testículos fetais é estimulada por um hormônio chamado gonadotrofina coriônica, formado na placenta durante a gravidez. Imediatamente após o nascimento da criança, a perda de conexão com a placenta remove esse feito estimulador, de modo que os testículos deixam de secretar testosterona. Em conseqüência, as características sexuais interrompem seu desenvolvimento desde o nascimento até à puberdade. Na puberdade, o reaparecimento da secreção de testosterona induz os órgãos sexuais masculinos a retomar o crescimento. Os testículos, a bolsa escrotal e o órgão sexual masculino crescem, então, aproximadamente 10 vezes.

7.5 CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS

Além dos efeitos sobre os órgãos genitais, a testosterona exerce outros efeitos gerais por todo o organismo para dar ao homem adulto suas características distintivas. Faz com que os pêlos cresçam na face, ao longo da linha média do abdome, no púbis e no tórax. Origina, porém, a calvície nos homens que tenham predisposição hereditária para ela. Estimula o crescimento da laringe, de maneira que o homem, após a puberdade, fica com a voz mais grave. Estimula, ainda, um aumento na deposição de proteínas nos músculos, pele, ossos e em outras partes do corpo, de maneira que o adolescente do sexo masculino se torna geralmente maior e mais musculoso do que a mulher. Algumas vezes, a testosterona também promove uma secreção anormal das glândulas sebáceas da pele, fazendo com que se desenvolva a acne pós-puberdade na face. Na ausência de testosterona, as características sexuais secundárias não se desenvolvem e o indivíduo mantém um aspecto sexualmente infantil.

Hormônios Sexuais Masculinos

Glândula - Hormônio - Órgão-alvo - Principais ações Hipófise FSH e LH testículos estimulam a produção de testosterona pelas células de Leydig (intersticiais) e controlam a produção de espermatozóides. Testículos Testosterona diversos estimula o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Sistema Reprodutor induz o amadurecimento dos órgãos genitais, promove o impulso sexual e controla a produção de espermatozóides

7.6 A VIDA SEXUAL ADULTA E O CLIMATÉRIO MASCULINO

Após a puberdade, os hormônios gonadotrópicos são produzidos pela glândula hipófise masculina pelo resto da vida. A maioria dos homens, entretanto, começa a exibir um declínio lento das funções sexuais ao final da década dos 40 ou dos 50 anos. Um estudo mostrou que a média da idade para o término das relações intersexuais era aos 68 anos, apesar da grande variação. Este declínio da função sexual está relacionado com o declínio da secreção de testosterona. A diminuição da função sexual masculina é chamada de climatério masculino.

7.7 ANORMALIDADES DA FUNÇÃO SEXUAL MASCULINA

A próstata permanece relativamente pequena durante a infância e começa a crescer na puberdade, sob o estímulo da testosterona. A glândula atinge tamanho quase estacionário por volta dos 20 anos, e não se altera até a idade aproximada dos 50 anos. Nesta época, em alguns homens, começa a involuir, justamente com a produção diminuída de testosterona pelos testículos. Um fibroadenoma benigno prostático freqüentemente se desenvolve na próstata de muitos homens mais velhos, podendo causar obstrução urinária. Esta hipertrofia não é causada pela testosterona. O câncer da glândula prostática é uma causa comum de morte, resultando em cerca de 2 a 3% de todas as mortes masculinas.

7.8 ORQUITE GRANULOMATOSA (AUTO-IMUNE)

A orquite granulomatosa não tuberculosa é uma causa rara de aumento unilateral do testículo entre os homens de meia idade. Com freqüência, este aumento de tamanho do testículo desenvolve-se alguns meses após traumatismo. Histologicamente, esta orquite é caracterizada por granulomas, que são encontrados tanto nos túbulos seminíferos como no tecido conjuntivo intertubular.

7.9 SÍFILIS

O testículo e o epidídimo são lesados tanto na sífilis congênita como na adquirida, mas, quase invariavelmente, o testículo é o primeiro a ser lesado. Às vezes pode haver orquite sem epididimite concomitante.

Microscopicamente, há dois tipos de reação: a produção de gomas ou uma inflamação intersticial difusa, esta caracterizada por edema, infiltração de linfócitos e plasmócitos. Nos casos incipientes, as gomas podem produzir um aumento nodular e os focos de necrose branco-amarelados característicos. A reação difusa causa edema e endurecimento. Na evolução, seja a reação inicial gomosa ou difusa, segue-se uma cicatrização fibrótica progressiva, a qual, por sua vez, conduz a uma atrofia tubular considerável e, em alguns casos, à esterilidade. Geralmente o testículo diminui de tamanho, torna-se pálido e fibrótico. As células intersticiais de Leydig são poupadas e a potência não está alterada. Entretanto, quando o processo é muito extenso, as células de Leydig podem ser destruídas, produzindo-se perda de libido. A esterilidade ocorre menos freqüentemente quando a lesão é gomosa e não difusa.

7.10 CÂNCER DE PRÓSTATA

Não é nosso objetivo neste caderno abordar o tema com profundidade. A idéia é dar uma visão geral para que nosso praticante possa tomar as providências necessárias assim que tiver um sintoma inquietante. O câncer de próstata (câncer prostático) é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, depois do câncer de pele, e a segunda causa principal de morte por câncer nos homens, depois do câncer de pulmão. A próstata é uma das glândulas sexuais masculinas. É uma glândula pequena (do tamanho de uma noz) e produz uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos pelos testículos, formam o esperma (sêmen). Está localizada em cima do reto e embaixo da bexiga. A próstata rodeia a uretra (tubo que leva a urina desde a bexiga até o órgão sexual masculino). Com o crescimento da próstata aparecem dificuldades em urinar e em manter relações sexuais. Só os homens possuem próstata e seu desenvolvimento é estimulado pela testosterona, o hormônio masculino. O câncer de próstata se dá com maior freqüência em homens adultos. A próstata segue crescendo durante toda vida de um homem, e muitos deles, com idades próximas a 60 anos, apresentam uma condição chamada hipertrofia prostática benigna (HPB), muito mais comum que o câncer de próstata. Muitos dos sintomas do HPB são os mesmos do câncer de próstata. Como ocorre em muitos tipos de câncer, a detecção e o tratamento antecipados aumentam a perspectiva de cura. Além do mais, o câncer de próstata é um tipo de câncer que cresce lentamente.

7.11 SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

No seu estágio mais inicial, o câncer de próstata pode não produzir sintomas.

Com o crescimento do tumor, nota-se certos sintomas como:

Dificuldades em começar e terminar de urinar.
Reduzido jato da urina.
Gotejo no final da urinação.
Micção dolorosa.
Urinar pouca quantidade de cada vez e freqüentemente, especialmente à noite.
Ejaculação dolorosa.
Sangue na urina.
Incapacidade de urinar.
Dores contínuas.

8. AS GLÂNDULAS SEXUAIS OU GÔNADAS FEMININAS

8.1 OS OVÁRIOS

Os ovários são os centros endócrinos e germinativos da mulher, e a caracterizam como tal. O caráter cíclico da natureza e da fisiologia feminina é típico. Todas as ações cíclicas estrogênicas e/ou estrogênico-progesterônicas geram inúmeras transformações também cíclicas nos órgãos sexuais da mulher [genitália e mamas), em sua fisiologia e em outros setores do seu corpo. O funcionamento das gônadas femininas está sob o controle do sistema hipotálamohipofisário (com o qual elas interagem em regime de “feedback”) e também de fatores intraovarianos específicos. Estes últimos, entre outras ações, modulam a capacidade de resposta dos ovários às gonadotrofinas hipofisárias, que são o FSH [hormônio folículo estimulante) e o LH [ hormônio luteinizante). Resumidamente, podemos dizer que a fisiologia das gônadas femininas depende das ações das gonadotrofinas hipofisárias, dos próprios hormônios sexuais por elas produzidos e de fatores reguladores intra-ovarianos ainda mal conhecidos.

8.2 O ESTROGÊNIO E A PROGESTERONA

A trajetória biológica de tudo o que no corpo da mulher é caracteristicamente feminino é determinada pela trajetória biológica dos ovários ao longo da vida, uma vez que eles são a fonte básica dos estrogênios - os principais hormônios da feminilidade ao nível somático. Assim, é inegável que, durante a maior parte da vida da mulher, as suas gônadas são muito mais importantes como produtoras de estrogênios (e também de progesterona) do que de óvulos. A maior parte do volume dos ovários se deve à camada cortical, que é a camada funcional propriamente dita. É nela que, em meio a um estroma conjuntivo também dotado de certa capacidade endócrina, se encontram os folículos ovarianos, que são as unidades funcionais básicas das gônadas femininas. Após a ovulação, também em decorrência do pico ovulatório de LH, as células granulosas e tecais passam por acentuadas modificações morfológicas e funcionais, dando origem ao corpo lúteo.

Pouquíssimos são os folículos que atingem o pleno desenvolvimento, conseguindo produzir altos níveis de estrogênios, ovular e luteinizar-se. A imensa maioria deles está condenada à regressão e ao desaparecimento através do processo da atresia* ou morte folicular antes mesmo de completarem os primeiros estágios do seu crescimento. Como a formação de novos folículos é impossível ao longo da vida da mulher, o fenômeno da atresia folicular vai gradualmente levando ao esgotamento das gônadas femininas - esgotamento este que se completa em torno dos 50 anos, culminando com a menopausa. Assim, os órgãos que são os centros endócrinos e germinativos da mulher estão paradoxalmente condenados ao esgotamento e envelhecimento precoce. Em decorrência da privação estrogênica pós-menopáusica, todos os órgãos e tecidos estrogênio-dependentes do corpo da mulher entram em atrofia. Os estrogênios podem ser vistos como a principal manifestação endócrina do lado afrodisíaco da mulher, uma vez que são eles os responsáveis pela maturação sexual da mesma e pelo trofismo e boa forma de tudo o que no seu corpo é tipicamente feminino. A progesterona, à parte a sua fundamental importância na fisiologia ginecológica e no equilíbrio endócrino feminino, de certa forma pode ser vista como mais relacionada ao lado maternal da mulher. Já os androgênios, precursores bioquímicos dos estrogênios, podem ser relacionados ao obscuro componente masculino da mulher. *Atresia folicular - processo fisiológico através do qual a maioria dos folículos ovarianos entram em regressão, morrem e desaparecem ao longo dos vários estágios do seu crescimento.

8.3 HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS

Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona, são ambos compostos esteróides, formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol.

Os estrogênios são, realmente, vários hormônios diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um único hormônio.

8.4 FUNÇÕES DO ESTROGÊNIO

O estrogênio induz as células de muitos locais do organismo a proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou mesmo a triplicar de tamanho. O estrogênio também provoca o aumento do órgão sexual feminino e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de afunilada como no homem.

Provoca também o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo. Em resumo, todas as características que distinguem a mulher do homem ocorrem em função do estrogênio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo. O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade, mas promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se “extingam” dentro de poucos anos, de forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente que o homem, mas pára após os primeiros anos da puberdade. Já o homem tem 32 um crescimento menos rápido, porém mais prolongado, de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos. O estrogênio tem efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, e no ciclo menstrual.

8.5 FUNÇÕES DA PROGESTERONA

A progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. Está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à preparação das mamas para a secreção láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau da atividade secretória das glândulas mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por vasos sangüíneos. Determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. Finalmente, a progesterona inibe as contrações do útero e impede a expulsão do embrião implantado ou do feto em desenvolvimento.

8.6 SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

A hipófise anterior das meninas, como a dos meninos, não secreta praticamente nenhum hormônio gonadotrópico até à idade de 10 a 14 anos. Entretanto, por essa época, começa a secretar dois hormônios gonadotrópicos. No inicio, secreta principalmente o hormônio folículo-estimulante (FSH), que inicia a vida sexual na menina em crescimento. Mais tarde, secreta o hormônio luteinizante (LH), que auxilia no controle do ciclo menstrual.

8.7 O HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE

Causa a proliferação das células foliculares ovarianas e estimula a secreção de estrógeno, levando as cavidades foliculares a desenvolverem-se e a crescer.

8.8 O HORMÔNIO LUTEINIZANTE

Aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, estimulando a ovulação.

8.9 CICLO MENSTRUAL

O ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada dos hormônios folículoestimulante e luteinizante pela hipófise anterior (adenohipófise), e a secreção dos estrogênios e progesterona pelos ovários.

O ciclo de fenômenos que induzem essa alternância tem a seguinte explicação:

1- No começo do ciclo menstrual, isto é, quando a menstruação se inicia, a hipófise anterior secreta maiores quantidades de hormônio folículo-estimulante juntamente com pequenas quantidades de hormônio luteinizante. Juntos, esses hormônios promovem o crescimento de diversos folículos nos ovários e acarretam uma secreção considerável de estrogênio (estrógeno).
2-
Acredita-se que o estrogênio tenha, então, dois efeitos seqüenciais sobre a secreção da hipófise anterior. Primeiro, inibiria a secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante, fazendo com que suas taxas declinassem a um mínimo por volta do décimo dia do ciclo. Depois, subitamente, a hipófise anterior começaria a secretar quantidades muito elevadas de ambos os hormônios, mas principalmente do hormônio luteinizante. É essa fase de aumento súbito da secreção que provoca o rápido desenvolvimento final de um dos folículos ovarianos e a sua ruptura dentro de cerca de dois dias.
3-
O processo de ovulação, que ocorre por volta do décimo quarto dia de um ciclo normal de 28 dias, conduz ao desenvolvimento do corpo lúteo ou corpo amarelo, que secreta quantidades elevadas de progesterona e quantidades consideráveis de estrogênio.
4-
O estrogênio e a progesterona secretados pelo corpo lúteo inibem novamente a hipófise anterior, diminuindo a taxa de secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante. Sem esses hormônios para estimulá-lo, o corpo lúteo involui, de modo que a secreção de estrogênio e progesterona cai para níveis muito baixos. É nesse momento que a menstruação se inicia, provocada por esse súbito declínio na secreção de ambos os hormônios.
5-
Nessa ocasião, a hipófise anterior, que estava inibida pelo estrogênio e pela progesterona, começa a secretar outra vez grandes quantidades de hormônio folículo-estimulante, iniciando um novo ciclo. Esse processo continua durante toda a vida reprodutiva da mulher.

8.10 MENOPAUSA

Na maioria das mulheres, esse período de declínio estrogênico é acompanhado por reações vaso-motoras, alterações de temperamento e mudanças na composição da pele e do corpo. 0corre também aumento da gordura corporal e diminuição da massa muscular. A queda nos níveis de estrogênio é seguida por uma alta incidência de doenças cardiovasculares, perda de massa óssea e falhas no sistema cognitivo. A Terapia de Reposição Hormonal (TRP) mostrou-se dúbia. Foram registrados riscos com reposição efetuada com estrógenos sintéticos e progestinas. No entanto, há grande aceitação médica com a progesterona natural em forma de creme transdérmico para tratar dos males decorrentes do desequilíbrio hormonal. A progesterona natural via transdérmica não apresenta efeitos colaterais quando usada em doses fisiológicas.

Fonte: www.ogrupo.org.br

Glândulas Endócrinas

O sistema nervoso e as glândulas endócrinas são os dois principais mecanismos de comunicação e coordenação do corpo humano. Eles regulam quase todos os sistemas orgânicos. Embora o sistema nervoso e o sistema endócrino trabalham intimamente associados, eles possuem várias diferenças.

O sistema nervoso comunica-se através de sinais elétricos chamados impulsos nervosos, que transmitem a informação rapidamente e, geralmente, realizam efeitos de curta duração.

No sistema endócrino, ao contrário, a comunicação se faz por sinais químicos, através de substâncias chamadas hormônios. O sistema endócrino responde mais lentamente e normalmente causa efeitos mais duradouros.

O sistema endócrino é formado por glândulas endócrinas, que produzem hormônios e estão amplamente distribuídas pelo corpo. As glândulas endócrinas são glândulas sem ductos, isto é, elas secretam hormônios diretamente no interior de capilares (sanguíneos).

O sistema endócrino produz seus efeitos por meio da secreção de hormônios. Os hormônios são mensageiros químicos que influenciam ou controlam as atividades de outros tecidos ou órgãos. A maioria dos hormônios é transportada pelo sangue a outras partes do corpo, exercendo efeitos em tecidos mais distantes.

As principais glândulas endócrinas são:

1 – Hipófise
2 – Glândula Tireóide
3 – Glândulas Paratireóides
4 – Glândulas Supra-renais
5 – Pâncreas
6 – Gônadas (Ovários e Testículos)
7 – Timo
8 – Glândula Pineal

Hipófise

A hipótese é uma pequena glândula, um corpo ovóide, com tamanho semelhante de uma ervilha, também conhecida como glândula pituitária. Tem coloração cinza-avermelhado, medindo cerca de 12mm de diâmetro transverso e 8mm  de diâmetro antero-posterior e pesando aproximadamente 500mg. A hipófise está localizada abaixo do hipotálamo, posteriormente ao quiasma óptico, em uma depressão em forma de sela do osso esfenóide, denominada fossa hipofisária. É coberta superiormente pelo diafragma da sela, circular, da dura-máter. A hipófise está fixada à superfície inferior do hipotálamo, por uma curta haste denominada infundíbulo.

Ela possui duas partes: uma anterior, a adenohipófise, e outra posterior, a neurohipófise. A hipófise secreta oito hormônios e, portanto, afeta quase todas as funções do corpo.

Adenohipófise

A parte anterior da hipófise, a adenohipófise, é composta de tecido epitelial glandular e é altamente vascular e constituída de células epiteliais de tamanho e forma variados, dispostas em cordões ou folículos irregulares.

Sintetiza e libera pelo menos oito hormônios importantes:

Somatotropina (STH), envolvida no controle do crescimento do corpo;
Mamotropina (LTH), que estimula o crescimento e a secreção da mama feminina;
Adrenocorticotropina (ACTH), que controla a secreção de alguns hormônios corticais da glândula supra-renal;
Tirotropina (TSH), que estimula a atividade da glândula tireóide;
Hormônio estimulador do folículo (FSH), que estimula o crescimento e a secreção de estrógenos nos folículos ováricos e a espermatogênese nos testículos;
Hormônio das células intersticiais (ICSH), que ativa a secreção de andrógenos através do testículo;
Hormônio Luteinizante (LH), que induz a secreção de progesterona pelo corpo lúteo;
Hormônio estimulador de melanócitos (MSH), que aumenta a pigmentação cutânea.

Neurohipófise

O lobo posterior da hipófise é uma evaginação descendente do assoalho do diencéfalo. A porção posterior da hipófise é composta por tecido nervoso e, portanto, é chamada de neurohipófise.

Sintetiza dois hormônios:

Vasopressina (ADH), antidiurético, que controla a absorção de água através do túbulos renais;
Ocitocina, que promove a contração do músculo não estriado do útero e da mama.

Os dois hormônios da neurohipófise são produzidos no hipotálamo e transportados no interior do infundíbulo (haste hipofisária) e armazenados na glândula até serem utilizados. Os impulsos nervosos para o hipotálamo estimulam a liberação dos hormônios da neurohipófise.

Glândula Tireóide

A glândula tireóide possui tom vermelho-acastanhado, cerca de 25g e é altamente vascularizada. Está localizada na região ântero-inferior do pescoço, ântero-lateralmente à traquéia e logo abaixo da laringe, no nível entre a quinta vértebra cervical e a primeira vértebra torácica. A tireóide possui dois lobos (direito e esquerdo) que são conectados entre si por uma parte central denominada istmo da glândula tireóide. Cada lobo possui aproximadamente 5cm de comprimento.

A glândula está envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo e contém dois tipos de células: as células foliculares, localizadas nos folículos tereoideanos, e as células parafoliculares, localizadas entre os folículos.

Folículo Tireoideano: a glândula tireóidea é composta por muitas unidades secretoras chamadas folículos.

As células foliculares secretam e armazenam dois hormônios tireoideanos:

Triiodotironina (T3)
Tetraiodotironina (T4 ou tiroxina)

Dos dois hormônios tireóideos, a T3 é provavelmente o estimulador principal do ritmo metabólico da célula, com ação muito poderosa e imediata, enquanto a T4 é poderosa, porém menos rápida.

As glândulas parafoliculares, secretam o seguinte hormônio:

Calcitonina, que regula o metabolismo de cálcio, principalmente suprindo a reabsorção óssea.

Glândulas Paratireóides

As glândulas paratireóides são pequenas estruturas ovóides ou lentiformes, marron-amareladas, pesando cerca de 50g e geralmente se situando entre as margens do lobo posterior da glândula tireóide e sua cápsula. Geralmente existem duas de cada lado, superior e inferior.  

Cada glândula paratireóide possui uma fina cápsula de tecido conjuntivo com septos intraglandulares, mas carecendo de lóbulos.

As glândulas paratireóides secretam o hormônio paratireóideo (PTH) que está relacionado com o controle do nível e da distribuição de cálcio e fósforo.

O PTH atua em três órgãos-alvo: ossos, trato digestório (intestino) e rins. O efeito geral do PTH é o aumento dos níveis plasmáticos de cálcio e a diminuição dos níveis plasmáticos de fosfato.

Glândulas Supra-renais (adrenais)

As glândulas supra-renais são pequenos corpos amarelados, achatados ântero-posteriormente, estão situados ântero-superiores a cada extremidade superior do rim. Circundadas por tecido conjuntivo contendo muita gordura perinéfrica, são envolvidos pela fáscia renal, mas separadas dos rins por tecido fibroso. Cada uma mede aproximadamente 50mm verticalmente, 30mm transversalmente e 10mm  na dimensão antero-posterior, pesando cerca de 5g.

Uma glândula supra-renal seccionada revela um córtex externo, de cor amarela e formando a massa principal, e uma fina medula vermelho-escuro, formando cerca de 10% da glândula. A medula é completamente envolvida pelo córtex, exceto no seu hilo.

Córtex Supra-renal

O córtex supra-renal, uma fina camada externa (periférica), mostra três zonas celulares: as zonas glomerulosa (mais externa), fasciculada (mais larga) e reticulada (mais interna).  O córtex secreta os hormônios chamados esteróides.

Zona Glomerulosa: Produzem aldosterona (mineralocorticóide), que tem função importante na regulação do volume e da pressão do sangue, e na concentração do equilíbrio eletrolítico do sangue. Em geral, a aldosterona retém o sódio e a água e elimina potássio.

Zona Fasciculada: Produzem hormônios que mantêm o equilíbrio dos carboidratos, proteínas e gorduras (glicocorticóides). O principal glicocorticóide é o cortisol.

Zona Reticulada: Podem produzir hormônios sexuais (progesterona, estrógenos e andrógenos).

O córtex é essencial para a vida; a remoção completa é letal sem terapia de substituição. Também exerce considerável controle sobre os linfócitos e tecido linfático.

Medula Supra-renal

A medula supra-renal, a parte interna da glândula, é considerada uma extensão da parte simpática do sistema nervoso autônomo. É constituída de grupos e colunas de células cromafins separados por largos sinusóides venosos. Pequenos grupos de neurônios ocorrem na medula.

A medula da supra-renal secreta dois hormônios:

1 – Epinefrina (Adrenalina), que possui efeito acentuado sobre o metabolismo de carboidratos.
2 –
Norepinefrina (Noradrenalina), que produz aceleração do coração vasoconstrição e pressão sanguínea elevada.

Esses hormônios são classificados como aminas e por estarem no grupo químico chamado catecol, são denominados catecolaminas.

Esses hormônios são produzidos em situações de emergência e estresse, produzindo os seguintes efeitos (além dos descritos acima):

Conversão de glicogênio em glicose no fígado;
Elevação do padrão metabólico da maioria das células;
Dilatação dos brônquios.

Pâncreas

O pâncreas é um órgão alongado que se situa transversalmente na parte superior do abdome, estendo-se do duodeno até o baço. A anatomia detalhada do pâncreas está descrita em SISTEMA DIGESTÓRIO. (LINK)

O pâncreas secreta dois hormônios: a insulina e o glucagon. As células que produzem esses hormônios são denominadas ilhotas pancreáticas (Langerhans). As ilhotas são constituídas de aglomerações esferóides ou elipsóides de células, dispersas no tecido exócrino, juntamente com células endócrinas esparsas, frequentemente solitárias. O pâncreas humano pode conter mais de um milhão de ilhas, geralmente mais numerosas na cauda.

Essas ilhotas possuem dois tipos de células: os endocrinócitos alfa, que produzem glucagon e os endocrinócitos beta que produzem insulina. Esses dois hormônios ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. O efeito da insulina é baixar os níveis de glicose enquanto que o glucagon aumenta esses níveis.

Ação da insulina: diminui os níveis de glicose através de dois mecanismos:

1) aumenta o transporte de glicose do sangue para o interior das células;
2)
estimula as células a queimar glicose como combustível. A insulina é o único hormônio que diminui a glicose sanguínea.

Ação do glucagon: esse hormônio aumenta a glicose sanguínea de duas maneiras:

1) estimulando a conversão de glicogênio em glicose no fígado; 
2)
estimulando a conversão de proteínas em glicose.

Gônadas (Ovários e Testículos)

As gônadas são glândulas sexuais, que constituem nos ovários (mulheres) e testículos (homens). Essas gônadas, além de produzirem os gametas (óvulos e espermatozóides), também secretam hormônios, que serão descritos abaixo.

Ovários: existem dois ovários localizados um de cada lado da cavidade pélvica. Sua anatomia detalhada está descrita em SISTEMA GENITAL FEMININO (LINK).

Os ovários produzem dois hormônios sexuais femininos: o estrógeno e a progesterona. Esses hormônios participam do desenvolvimento e do funcionamento dos órgãos genitais femininos e da expressão das características sexuais femininas, sendo que tais características desenvolvem-se principalmente em resposta ao estrógeno.

Elas incluem:

Desenvolvimento das mamas;
Distribuição da gordura nos quadris, coxas e mamas;
Distribuição de pêlos em áreas específicas do corpo;
Maturação de órgãos genitais;
Fechamento das cartilagens epifisiais dos ossos longos.

Tanto o estrógeno como a progesterona são controlados por hormônios de liberação no hipotálamo, e pelas gonadotropinas da adenohipófise.

Testículos: estão localizados dentro do escroto. Sua anatomia detalhada está descrita em SISTEMA GENITAL MASCULINO (LINK).

O principal hormônio secretado pelos testículos é a testosterona, um esteróide produzido por suas células intersticiais. O estímulo para secreção da testosterona é o hormônio luteinizante (LH), proveniente da adeno-hipófise.

A testosterona auxilia na maturação dos espermatozóides e é responsável pelas características sexuais masculinas, tais como:

Crescimento e desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos;
Crescimento musculoesquelético;
Crescimento e distribuição dos pêlos;
Aumento da laringe, acompanhado por alterações da voz.

A secreção da testosterona é controlada por hormônios de liberação produzidos no hipotálamo, e pelos hormônios luteinizantes da adenohipófise.

Timo

O timo possui determinadas funções secretoras hormonais e linfáticas (produzindo linfócitos T). Ele varia de tamanho e atividade, dependendo da idade, doença e do estado fisiológico, mas permanece ativo mesmo na idade avançada. Ao nascimento pesa cerca de 10 a 15g, crescendo até a puberdade, quando ele pesa de 30 a 40gm, ou seja, apresenta-se muito maior na criança do que no adulto, sendo que após a puberdade, a glândula involui, ou se torna menor, sendo substituído por tecido conjuntivo a adiposo. No início da vida, ele é de cor cinza-rózeo, mole e finamente lobulado, constituído em dois lobos piramidais iguais, unidos por tecido conectivo frouxo. Após a meia idade, o timo torna-se amarelado devido à sua gradual substituição por tecido adiposo.

O timo situa-se na parte superior da cavidade torácica, posteriormente ao esterno e das quatro cartilagens costais superiores, inferiormente à glândula tireóide. E anteriormente ao pericárdio, arco da aorta e seus ramos. Sendo mais preciso, o timo localiza-se nos mediastinos superior e inferior anterior, estendendo-se inferiormente até a quarta cartilagem costal, com suas partes superiores afilando-se em direção ao pescoço e, algumas vezes, alcançando os pólos inferiores da glândula tireóide.

O timo tem a função de produzir diversas substâncias (inclusive hormônios) que regulam a produção de linfócitos, a diferenciação e as atividades no timo.

Essas substâncias incluem quatro polipeptídeos principais quimicamente bem distribuídos: timulina, timopoetina, timosina alfa I e timosina beta IV.

A timulina é produzida dentro do timo e precisa da presença de zinco para a atividade funcional (reage exclusivamente com as células T). A timopoetina intensifica diversas funções da célula T. A timulina e a timopoetina agem sistematicamente para dar regulação imune perfeitamente ajustadas das células T, auxiliando a manutenção do equilíbrio entre as atividades de seus diferentes subconjuntos. As atividades da timosina alfa I e beta IV não são bem claras. Sabe-se que as timosinas promovem maturação dos linfócitos no interior do timo e também estimulam o desenvolvimento e a atividade dos linfócitos no desempenho de suas funções linfáticas por todo corpo.

Corpo (Glândula) Pineal

O corpo pineal ou epífise do cérebro é um pequeno órgão piriforme, cinza-avermelhado, que ocupa uma depressão entre os colículos superiores. Está inferiormente ao esplênio do corpo caloso, separado deste pela tela corióidea do terceiro ventrículo. O corpo mede aproximadamente 8 mm de comprimento. Sua base está presa por um pedúnculo que se divide em lâminas inferior e superior, separadas pelo recesso pineal do terceiro ventrículo. E contendo, respectivamente, as comissuras epitalâmicas e da habênula. 

O corpo pineal contém cordões e folículos de pinealócitos e células da neuroglia entre as quais se ramificam muitos vasos sanguíneos e nervos. Septos se estendem até o corpo a partir da pia-máter adjacente.

O corpo pineal modifica a atividade da adenohipófise, neurohipófise, pâncreas endócrino, paratireóides, córtex e medula da glândula supra-renal e gônadas. As secreções pineais podem alcançar suas células-alvo via líquido cérebro-espinal ou através da corrente sanguínea.

A glândula pineal secreta a melatonina, um hormônio que altera o ciclo reprodutivo, influenciando a secreção de hormônios de liberação do hipotálamo.

Acredita-se também que a melatonina esteja relacionada com ciclo sono/vigília, possuindo um efeito tranqüilizante. Ela tem sido chamada de “relógio biológico do corpo”, controlando a maioria dos biorritmos.

OUTROS HORMÔNIOS

Hormônios Associados a Sistema Orgânicos Específicos

Esses hormônios normalmente controlam as atividades de um órgão específico. Por exemplo, células produtoras de hormônios presentes no trato digestório secretam colecistoquinina, gastrina e secretina. Esses hormônios ajudam a regular a digestão. Os rins secretam eritropoietina, que auxilia a regular a produção de glóbulos vermelhos do sangue.

Prostaglandinas

As prostaglandinas são substâncias químicas (hormônios) derivados de ácidos graxos e do ácido aracdônico. São produzidas por diversos tecidos e geralmente agem próximo aos seus sítios de secreção. Elas exercem importante papel na regulação da contração do músculo liso e na resposta inflamatória. As prostaglandinas também são associadas ao aumento da sensibilidade das terminações nervosas para a dor.

Resumo das Glândulas Endócrinas e Hormônios:

Glândula Endócrina
Hormônio
Tecidos/Órgãos Alvo
Ação Principal do Hormônio
Hipotálamo Liberadores e inibidores Adenohipófise Liberadores: estimulam a secreção hormonal

Inibidores: inibem a secreção hormonal

Adenohipófise Hormônio do crescimento (GH) (somatopropina)

Prolactina (PRL)

Tireoestimulante

(TSH e Tireotropina)

Adrenocorticotrópico (ACTH)

Gonadotrofinas:

   - Folículo-estimulante (FSH)

   - Luteinizante (LH)

Ossos e tecidos moles

Glândulas mamárias

Glândula tireóide

Córtex da supra-renal

Ovários e testículos

Ovários e testículos

Promove crescimento de todos os tecidos

Estimula a produção de leite

Estimula a produção de T3 e T4

Estimula a secreção de hormônios do córtex da supra-renal, principalmente o cortisol

Estimula o desenvolvimento dos óvulos/espermatozóides e estrógeno nas mulheres

Provoca a ovulação; estimula secreção de progesterona na mulher e testosterona nos homens

Neurohipófise Antidiurético (ADH)

Ocitocina

Rins e vasos sanguíneos

Útero e mamas

Estimula reabsorção da água pelos rins e determina a constricção dos vasos sanguíneos

Contração da musculatura uterina no parto e liberação ou ejeção do leite das glândulas mamárias

Glândula Tireóide T3 e T4

Calcitocina

Todos os tecidos

Ossos e rins

Estimulam o padrão metabólico e regulam o crescimento e o desenvolvimento

Favorece a formação de osso e diminui os níveis de cálcio

Glândulas Paratireóides Paratireóideo (PTH) Ossos, rins e intestinos Determina a reabsorção óssea, aumenta os níveis de cálcio, estimula a absorção de cálcio pelos rins e intestinos e estimula a excreção de fosfato pelos rins
Glândula Supra-renal

 Medula

Epinefrina (em pequena quantidade a norefinefrina) Diversos tecidos, especialmente coração e vasos sanguíneos Estimula na elevação dos níveis de glicose e participa da resposta ao estresse.
Glândula Supra-renal

 Córtex

Glicocorticóides (cortisol)

Mineralocorticóides (aldolterona)

Hormônios sexuais

Todos os tecidos

Rins

Órgãos sexuais, ossos, músculos e pele

Auxiliam na regulação do metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, elevam os níveis de glicose no sangue e participam na resposta ao estresse

Estimulam os rins a reabsorver sódio e excretar potássio e auxiliam a regular o equilíbrio hídrico e eletrolítico

Estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias em homens e mulheres

  Pâncreas

(Ilhotas pancreáticas)

 Células Alfa

Glucagon Fígado, músculos e tecido adiposo Eleva níveis de glicose no sangue
Pâncreas

(Ilhotas pancreáticas)

 Células Beta

Insulina Fígado, músculos e tecido adiposo Regula o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas e diminui os níveis de glicose no sangue
Gônadas

 Ovários

Estrógenos e progesterona Órgãos sexuais, pele, ossos e músculos Estimulam o desenvolvimento dos óvulos e das características sexuais femininas
Gônadas

 Testículos

Andrógenos (testosterona) Órgãos sexuais, pele e músculos Estimulam o desenvolvimento dos espermatozóides e das características sexuais masculinas
Timo Timosina Linfócitos T Estimula a maturação dos linfócitos T
Glândula Pineal Melatonina Diversos tecidos Auxilia a ajustar o biorritmo e controla o sono

Fonte: www.auladeanatomia.com

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