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Sistema Esquelético

 

A sustentação do corpo está a cargo do sistema esquelético (esqueleto), que também fornece, em certos casos, proteção aos órgãos internos e ponto de apoio para a fixação dos músculos. O endoesqueleto é um tipo básico de esqueleto e consiste em inúmeras peças cartilaginosas e ósseas articuladas. Essas peças formam um sistema de alavancas que se movem sob a ação dos músculos.

Função do esqueleto

O esqueleto ósseo, além de sustentação corporal, apresenta duas importantes funções:

Reservas de sais minerais, principalmente de cálcio e fósforo, que são fundamentais para o funcionamento das células e devem estar presentes no sangue. Quando o nível de cálcio diminui no sangue, sais de cálcio são mobilizados dos ossos para suprir a deficiência.

Determinados ossos ainda possuem medula amarela (ou tutano), como mostra a figura ao lado. Essa medula é constituída principalmente por células adiposas, que acumulam gorduras como material de reserva.

No interior de alguns ossos (como o crânio, coluna, bacia, esterno, costelas e as cabeças dos ossos do braço e coxa), há cavidades preenchidas por um tecido macio, a medula óssea vermelha, onde são produzidas as células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.

Sistema Esquelético

Crescimento Ósseo

Há um esqueleto cartilaginoso durante a vida embrionária, o qual será quase totalmente substituído por um esqueleto ósseo. É o que se denomina ossificação endocondral (do grego endos, dentro, e chondros, cartilagem).

Os ossos começam a se formar a partir do segundo mês da vida intra-uterina. Ao nascer, a criança já apresenta um esqueleto bastante ossificado, mas as extremidades de diversos ossos ainda mantêm regiões cartilaginosas que permitem o crescimento. Entre os 18 e 20 anos, essas regiões cartilaginosas se ossificam e o crescimento cessa. Nos adultos, há cartilagens em locais onde a flexibilidade é importante (na ponta do nariz, orelha, laringe, parede da traquéia e extremidades dos ossos que se articulam).

Juntas e Articulações

Juntas é o local onde dois ossos se tocam. Algumas são fixas (ex.: crânio), onde os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas (ex.: articulações), os ossos são móveis, permitindo ao esqueleto realizar movimentos.

Há vários tipos de articulações:

Tipo "bola-e-soquete" - Nos ombros, possibilitando movimentos giratórios dos braços.

Tipo "dobradiça" - Nos joelhos e cotovelos, permitindo dobrar.

Articulação

Os ossos de uma articulação têm de deslizar um sobre o outro suavemente e sem atrito, ou se gastariam.

Os ossos de uma articulação são mantidos em seus devidos lugares por meio de cordões resistentes, constituídos por tecido conjuntivo fibroso: os ligamentos, que estão firmemente aderidos às membranas que revestem os ossos.

Divisão do esqueleto

O esqueleto humano pode ser dividido em três partes principais:

Cabeça

O crânio é uma estrutura óssea que protege o cérebro e forma a face. Ele é formado por 22 ossos separados, o que permite seu crescimento e a manutenção da sua forma. Esses ossos se encontram ao longo de linhas chamadas suturas, que podem ser vistas no crânio de um bebê ou de uma pessoa jovem, mas que desaparecem gradualmente por volta dos 30 anos.

A maioria dos ossos cranianos formam pares, um do lado direito e o outro do lado esquerdo. Para tornar o crânio mais forte, alguns desses pares, como os dos ossos frontais, occipitais e esfenóides, fundem-se num osso único. Os pares de ossos cranianos mais importantes são os parietais, temporais, maxilares, zigomáticos, nasais e palatinos. Os ossos cranianos são finos mas, devido a seu formato curvo, são muito fortes em relação a seu peso - como ocorre com a casca de um ovo ou o capacete de um motociclista.

Tronco

Formado pela coluna vertebral, pelas costelas e pelo osso esterno. O tronco e a cabeça formam o esqueleto axial.

Coluna Vertebral

Sistema Esquelético
Coluna Vertebral

Ou espinha dorsal, é constituída por 33 ossos (as vértebras). A sobreposição dos orifícios presentes nas vértebras forma um tubo interno ao longo da coluna vertebral, onde se localiza a medula nervosa.

Costela e Osso Esterno

A costela e o osso esterno protege o coração, os pulmões e os principais vasos sanguíneos. A musculatura da caixa torácica é responsável, juntamente ao diafragma, pelos movimentos respiratórios.

A caixa torácica é formada pelas costelas, que são ossos achatados e curvos que se unem dorsalmente à coluna vertebral e ventralmente ao esterno.

A maioria das pessoas possui 12 pares de costelas. Algumas tem uma extra (mais comum em homens do que mulheres). Os dois últimos pares de costelas são ligados à coluna vertebral, não se ligam ao esterno (as costelas flutuantes).

Membros Superiores e Inferiores

Os ossos dos membros superiores e inferiores ligam-se ao esqueleto axial por meio das cinturas articulares.

Membros Superiores

Composto por braço, antebraço, pulso e mão.

O braço só tem um osso: o úmero, que é um osso do membro superior.

O antebraço é composto por dois ossos: o rádio que é um osso longo e que forma com o cúbito (ulna) o esqueleto do antebraço. O cúbito também é um osso longo que se localiza na parte interna do antebraço.

A mão é composta pelos seguintes ossos: ossos do carpo, ossos do metacarpo e os ossos do dedo. Os ossos do carpo (constituída por oito ossos dispostos em duas fileiras), são uma porção do esqueleto que se localiza entre o antebraço e a mão. O metacarpo é a porção de ossos que se localiza entre o carpo e os dedos.

Membros Inferiores

São maiores e mais compactos, adaptados para sustentar o peso do corpo e para caminhar e correr. Composto por coxa, perna, tornozelo e pé.

A coxa só tem um osso - o fêmur - que se articula com a bacia pela cavidade catilóide. O fêmur tem volumosa cabeça arredondada, presa a diáfise por uma porção estreitada - o colo anatômico. A extremidade inferior do fêmur apresenta para diante uma porção articular - a tróclea - que trás dois côndilos separados pela chanfradura inter-condiliana. O fêmur é o maior de todos os ossos do esqueleto.

A perna e composta por dois ossos: a tíbia e a fíbula (perônio). A tíbia é o osso mais interno e a fíbula é o osso situado ao lado da tíbia.

Os dedos são prolongamentos articulados que terminam nos pés. O pé é composto pelos ossos tarso, metatarso e os ossos dos dedos. O metatarso é a parte do pé situada entre o tarso e os dedos. O tarso é a porção de ossos posterior do esqueleto do pé.

Cintura Pélvica

Ou bacia, conecta os membros inferiores ao tronco. Podem distinguir o homem da mulher. Nas mulheres é mais larga, o que representa adaptação ao parto.

Fonte: www.webciencia.com

Sistema Esquelético

Função

Proteção
Sustentação
Sistema de alavancas
Produção de células sanguineas
Armazenamento de íons cations

Sistema de Alavancas

Movimento ativo: Músculos (estriado esquelético)
Movimento passivo:
ossos

PRODUÇÃO DE CÉLULAS SANGUINEAS

Ossos
Medula óssea (M.O)
Glóbulos brancos (leucócitos) defesa
Glóbulos vermelhos (hemácias) produção células verm.

ARMAZENAMENTO DE ÍONS E CÁLCIO

Cálcio: encontra-se em todas as células do corpo humano.
Fósforo:
todas as células precisam de fósforo e glicose que é transformado em energia para as células. ATP – dinosina de trifosfato.

O fosfato e encontrado dentro das mitocondreas das células.

CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO

Osteócitos: Células adultas ( funcional )
Osteoblastos:
Células jovens ( formação )
Osteoclastos:
Remoção do tecido ósseo
Osteoplastos:
Membrana que envolve os osteócitos.

Os canais encontrados nos ossos são:

HORIZONTAL: CANAIS DE VOLKMANN
VERTICAL:
CANAIS DE HAVERS

FUNÇÃO DOS CANAIS

É por onde passam veias e artérias que alimentam os ossos, as artérias levam oxigênio e nutrientes e as veias coletam o CO2 e os resíduos metabólicos.

Os osteoplastos possuem canalicos que são ramificações que na realidade interligam os vários osteoplastos. Fazendo com que haja uma vasta rede, alimentando com oxigênio e nutrientes e removendo CO2 das células mais distantes dos canais.

A troca das células ósseas de um adulto fica em torno de 3 em 3 meses.

Existe um espaço entre as células do tecido ósseo que são chamados: "matrix extracelular" esta matrix é preenchida com "cálcio, fósforo, carbono e magnésio".

O que dá resistência no osso são os "sais ósseos".

A proteína é um conjunto de aminoácidos.

As proteínas dos ossos são os colágenos, são os colágenos que da flexibilidade nos ossos.

O crescimento da criança e mais rápido, pois esta crescendo todas as partes do corpo isto é chamado de "metabolismo".

Metabolismo: é o funcionamento das células.

A troca das células é mais rápida em crianças do que os adultos, e por consequência as dos adultos são mais rápidas do que as do idosos.

RETIRADA E REPOSIÇÃO DE TECIDO ÓSSEOS

Criança Adulto Velhice
3 osteoblastos igual menos
1 osteóclastos igual mais

OSTEOCLASTOS

Rico em enzimas digestivas é ele que faz a retirada do tecido ósseo.

Quando os osteoclastos vão retirar a camada óssea através de seus tentáculos, liberando duas substâncias: enzimas proteoliticas e ácidos cítricos, lático. Os quebram os sais ósseos e as enzimas proteolíticas quebram as proteínas do tecido ósseo ( colageno ) e as proteínas da células.

Para a reposição da camada óssea as células que ficaram nos ossos sentem falta do contato que existia com a célula que foi removida, sendo assim estas células emitem uma informação ao núcleo da célula que estimula a ploriferação de outras células tampando o buraco. O sinal enviado ao núcleo da célula é conhecido de glicocalix.

REMODELAMENTO ÓSSEO

Troca constante com objetivo de manter tecido funciopnal.

ABSORÇÃO INTESTINAL DE CÁCIO E DE FOSFATO

O cálcio é pouco absorvido pelo tubo intestinal, o fosfato é facilmente absorvido na maior parte do corpo, exceto quando existe excesso de cálcio na dieta; o cálcio tente a formar compostos de fosfato de cálcio quase insolúveis, que não são absorvidos, mas passam pelos intestinos e são secretados nas fezes.

Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina.

A EXCRESÃO INTESTINAL E URINÁRIA DE FOSFATO

À excreção de fosfato excretada nas fezes, em combinação com o cálcio, quase todo o fosfato da dieta é absorvido no sangue a partir do intestino, posteriormente, excretado na urina.

O fosfato é uma substância com limiar, isto é, quando sua concentração plasmática está abaixo do valor crítico, não há perda de fosfato na urina: porém acima desta concentração critica, a perda do fosfato é diretamente proporcional ao novo aumento. O rim regula a concentração de fosfato no líquido extracelular, alterando sua excreção de acordo com a concentração plasmática.

VITAMINA D NA ABSORÇÃO DO CÁLCIO E DO FOSFATO

A vitamina D exerce em potente efeito, aumentando a absorção de cálcio pelo tubo intestinal. É necessário que a vitamina D seja inicialmente convertida numa substância final ativa, série de uma reação no fígado e rim.

O mais importante desses compostos, denominado vitamina D3 ( colecalciferol ). A maior parte desta substância é formada na pele, como consequência da irradiação pelos raios ultravioletas do sol. A exposição adequada ao sol impede a o desenvolvimento de deficiência da vitamina D. O hormônio paratireóideo exerce potente efeito sobre a determinação dos efeitos funcionais da vitamina D no organismo, especialmente seus efeitos sobre a absorção de cálcio no intestino e seus efeitos sobre o osso.

O hormónio paratireóideo promove a conversão de uma substância nos rins; todavia, quando este hormônio está deprimido, esta substância é convertida num composto ligeiramente diferente que possui pouco efeito de vitamina D3.

Quando a concentração plasmática de cálcio já está muito elevada, a formação da substância sofre redução acentuada. Por sua vez, a falta da substância diminui a absorção do cálcio pelo intestino, ossos e túbulos renais, com a consequência diminuição de íons cálcio.

CÁLCIO NO PLASMA E NO LÍQUIDO INTERSTICIAL

É evidente que o nível plasmático de cálcio é regulado dentro de limites muito estritos, e principalmente pelo hormônio paratireóideo. O cálcio no plasma encontra-se presente sob três formas diferentes, cerca de 40% do cálcio estão combinados às proteínas plasmáticas e, nesta forma não se difundem através da membrana capilar, cerca de 10% do cálcio difundem-se através da membrana capilar, mas encontram-se combinados com outras substâncias do plasma e do liquido intertisciais, os 50% restante de cálcio do plasma são difusíveis através da membrana capilar e ionizados. Este cálcio ionico é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo, incluindo seu efeito sobre o coração, sistema nervoso e a formação óssea.

Quando a concentração de íons cálcio no líquido extracelular cai abaixo do normal, o sistema nervoso torna-se progresivamente mais excitável, devido ao aumento de permeabilidade na membrana neuronal aos íons sódio, permitindo a fácil início dos potenciais de ação. Na presença de concentrações plamática de íons cálcio de cerca de 50% abaixo do normal, as fibras nervosas periféricas , em particular, tornam-se tão excitáveis que começam descarregar espontaneamente, iniciando uma série de impulsos nervosos que passam para os músculos esqueléticos e desencadeiam contrações musculares involuntárias.

HIPERCALCEMIA

Quando o nível de cálcio nos líquidos corporais se elevam acima do normal, ocorre depressão do sistema nervoso, e as atividades reflexas do sistema nervoso central ficam bem mais lentas.

O OSSO E SUAS RELAÇÕES COM O CÁLCIO E O FOSFATO EXTRACELULARES

O osso é composto de uma matriz orgânica rígida, que é muito fortalecida pelo depósito de sais de cálcio. O osso compacto médio contém, em peso, cerca 30% de matriz e 70% de sais. O osso recém-formado pode conter uma percentagem consideravelmente maior de matriz em relação aos sais.

MATRIZ ORGÂNICA DOS OSSOS

A matriz do osso é contituida por 90 a 95% de fibras colágenas, sendo o restante representado por um meio homogêneo, denominado substância fundamental. As fibras colágenas estendem-se primeiramente ao logo das linhas se força tensional. Essas fibras dão ao nosso osso a sua poderosa força elástica.

MECÂNISMO DE CALCIFICAÇÃO ÓSSEA

O estágio inicial da produção do osso consiste na secreção de moléculas de colágeno e substância fundamental pelos osteoblastos. Formando fibras colágenas; o tecido resultante é o osteóide, um material semelhante a cartilagem, porém diferindo dela, devido a precipitação de sais de cálcio. À medida que o osteóide se forma, alguns osteoblastos ficam aprisionados no osteóide, passando a ser denominado osteócitos.

PRECIPITAÇÃO DE CÁLCIO NOS TECIDOS NÃO-ÓSSEOS EM CONDIÇÕES ANORMAIS

Embora os sais de cálcio quase nunca se precipitem nos tecidos normais além do osso, eles podem fazê-lo em condições anormais. Por exemplo, percipitam-se nas paredes arteriais na condição denominada arteriosclerose , de modo que as artérias se transformam em tubos semelhantes a osso. Da mesma maneira, os sais de cálcio quase sempre se depositam nos tecidos de degeneração ou em antigos coágulos sanguineos. É provável que nestes casos, os fatores inibidores que normalmente impedem o depósito de sais de cálcio desaparecem dos tecidos, permitindo assim, a ocorrência de precipitação.

CÁLCIO PERMUTÁVEL

A importância do cálcio permutável para o organismo é que ele representa um rápido mecanismo tampão, de modo a evitar que a concentração de íons cálcio nos líquidos extracelulares se eleve excessivamente ou caia até niveis muito baixos, em condições transitórias de excesso ou de menor disponibilidade de cálcio.

REPARO DE FRATURAS

A fratura de um osso, ativa ao máximo todos os osteoblastos periósteo e intra-ósseos envolvidos na fratura. Além disso, forma-se grande número de novos osteoblastos, quase imediatamente, a partir das células osteoprogenitoras, que são células-tronco ósseas. Em pouco tempo surge, entre as duas extremidades fraturadas do osso, uma grande elevação de tecidos osteoblástico e nova matriz óssea orgânica, seguida rapidamente pela deposição de sais de cálcio.

Denominado CALO.

HORMÔNIO PARATIREÓIDEO

Soube-se que o aumento da atividade da glândula paratireóide causava rápida absorção de sais de cálcio dos ossos, resultando em hipercalcemia no líquido extracelular. Por outro lado, a hipofunção das glândulas paratireóides causavam hipocalcemia, quase sempre com tetania resultante. Além disso o hormônio paratireóide é importante no metabolismo do fosfato, bem como no metabolismo do cálcio.

ANATOMIA FISIOLÓGICA DAS GLÂNDULAS PARATIREÓDES

Normalmente , existem 4 glândulas paratireóides no ser humano, localizadas atrás da glândula tireóide. A tireoidectomia total ou subtotal resultava quase sempre na remoção total das glândulas paratireóides.

A remoção da metade das glândulas paratireóides causa em geral pouca anormalidade fisiológica. Todavia, a remoção de três das quatro glândulas normais costuma provocar hipoparatireoidismo transitório. Entretanto, até mesmo uma, pequena quantidade de tecido paratireóideo restante é habitualmente capaz de sofrer hipertrofia, de modo a desepenhar a função de todas as glândulas.

EFEITO DO HORMÔNIO PARATIREÓIDEO SOBRE A CONCENTRAÇÃO DE CÁLCIO E DE FOSFATO NO LÍQUIDO EXTRACELULAR

A elevação da concentração de íons cálcio é causada por dois efeitos:

1 – pelo efeito do hormônio paratireóideo, no sentido de absorver a absorção de cálcio e de fosfato no osso.
2 –
pelo rápido efeito no hormônio paratireóideo no sentido de reduzir a excreção renal de cálcio. Por outro lado, o declínio na concentração de fosfato é ocasionado por um efeito muito forte do hormônio Paratireóideo sobre os rins, resultando em excreção excessiva de fosfato, em geral, é grande o suficiente para sobrepujar o aumento da absorção de fosfato no osso.

EFEITO DO HORMÔNIO PARATIREÓIDEO SOBRE A EXCRESÃO DE FOSFATO E CÁLCIO PELO RINS

O hormônio paratireóideo sobre os rins aumenta a reabsorção de cálcio, a perda contínua de cálcio na urina levaria eventualmente a depleção desse mineral nos ossos.

CONTROLE NA SECREÇÃO DE PARATIREÓIDEA PELA CONCENTRAÇÃO DE ÍONS CÁLCIO

Qualquer condição capaz de elevar a concentração de íons cálcio determina a diminuição da atividade e do tamanho das glândulas paratireóides.

Essa condição incluem:

1 – quantidades excessivas de cálcio na dieta;
2 –
aumento da vitamina D na dieta;
3 –
absorção óssea causada por fatores distintos do hormônio paratireóideo ( por exemplo: absorção óssea causada pelo desuso ósseo).

CALCITONINA

É um novo hormônio que exerce efeitos fracos sobre a calcemia, opostos aos paratireóideos, esse hormônio e denominado "calcitonina ". por reduzir a concentração sanguínea de íons cálcio, é secretado pela tireóide, é cosntituida pela uma cadei de 32 aminoácidos.

FISIOLOGIA DAS DOENÇAS PARATIREÓIDEAS E ÓSSEAS

HIPOPARATIREODISMO

Quando as glândulas paratireóides não secretam quantidades suficientes de hormônio, a reabsorção osteócita de cálcio diminui, e os osteoclastos também ficam quase totalmente inativos. Como consequência, a reabsorção de cálcio no osso fica tão deprimida que o nível de cálcio nos líquidos corporais diminui. Como o cálcio e o fosfato não estão sendo absorvidos dos ossos, este geralmente permanece forte.

HIPERPARATIREOIDISMO

Embora leve possa ocorrer deposição de novo osso rápido o suficiente para compensar o aumento da reabsorção osteoclastica logo sobrepuja a deposição osteoblástica, de modo que o osso pode ser quase totalmente devorado.

Possuem tendência extrema para formar cálculos renais. A razão disso é que todo excesso de cálcio e fosfato absorvido do intestino ou mobilizado dos ossos no hiperparatireoidismo é excretado pelo rins, ocasionando elevação proporcional das concentrações urinarias dessa subst6ancia. Em consequ6encia os cristais de fosfato de cálcio tendem a prescipitar-se nos rins, formando cálculos de fosfato de cálcio.

RAQUITISMO

Em geral, o raquitismo é devido mais a falta de vitamina D do que à carência dietética de cálcio ou fosfato. Se a criança for adequadamente exposta a luz solar , forma uma substância na pele que torna-se ativa pelos raios ultravioletas e forma a vitamina D3, que impede o desenvolvimento do raquitismo, ao promover a absorção de cálcio e fosfato no intestino.

Durante o raquitismo prolongado, o acentuado aumento compensador da secreção de hormônio paratireóideo determina a absorção osteoclastica extrema do osso, por sua vez, torna o osso progressivamente mais fraco e impõe stresse físico acentuado sobre o osso, resultando uma rápida atividade osteoblástica. Os osteoblastos depositam grandes quantidades de osteóide que não se calcifica, devido à quantidade insuficiente de íons cálcio e fosfato. Em consequência, o osteóide recém formado, não calsificado e muito fraco substitui gradualmente o osso mais velho que esta sendo reabsorvido, tendo uma ossatura com problemas.

OSTEOPOROSE

É a mais comum de todas as doenças ósseas se adulto, sobretudo na velhice. Diferente da osteomalacia e do raquitismo por resultar mais da diminuição da matriz orgânica do que da calcificação anormal do osso. Na osteoporose a atividade osteoblástica do osso é inferior ao normal, a velocidade de deposição de osteóide fica reduzido. Em certas ocasiões, como na hiperparatireodismo, a causa da diminuição do osso consiste numa excessiva atividade osteoclástica.

As causas mais comuns de osteoporose incluem:

1 – falta de stresse físico dos ossos, devido à inatividade
2 –
desnutrição suficientemente extensa a ponto de impedir a formação da matriz protéica; falta de carbono, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, proteínas.
3 –
Falta de vitamina C, que é necessária para a secreção das substâncias intercelulares por todas as células, incluindo a formação de osteóide pelos osteoblastos
4 –
falta de secreção de extrogênio na pós-menopausa, visto que os extrogênios exercem atividade extimulante sobre os osteoblastos
5 –
velhice, devido à acentuada diminuição de hormônios do crescimento, somado ao fato de que muitas das funções anabolicas protícas estão deficientes, de modo que não pode haver deposição satisfatória da matriz
6 –
distúbio das glândulas paratireódes; controla o nível de cálcio e fosfato no meio extracelular
7
– Pré disposição genética. A osteoporose pode ser causada por numerosas doenças ou deficiências do metabolismo das proteínas
8 –
Falta de vitamina D3; a falta de vitamina D3 leva a diminuição na absorção de cálcio e fostato

Menopausa diminui a ação do extrogênio desregula os osteoblastos, nesta situação os osteoblastos sobre sai tendo uma remoção grande de cálcio dos ossos tendo osteoporose

FISIOLOGIA DOS DENTES

DENTINA

os principais constituintes da dentína são muito semelhantes aos do ossos. A principal diferença reside na sua organização histológica, portanto a dentina não contém quaisquer osteoblástos, osteócitos, osteoclastos ou espaços para vasos sanguíneos ou nervos. É depositada e nutrida pela camada denominada odontoblastos , que reveste sua superfície interna ao longo da parede da cavidade da polpa.

Os sais de cálcio na dentina a tornam extremamente resistentes às forças de compressão, enquanto as fibras colágenas a tornam rígidas e resistente às forças de tensão que poderiam surgir quando os dentes batem contra objetos sólidos.

ESMALTE

A superfície externa do dente é reboberta por uma camada de esmalte que é formada antes do nascimento do ente por células epiteliais especiais denominadas ameloblastos.

POLPA

É constituido por tecido conjuntivo com abundante suprimento de fibras nervosas, vasos sanguíneos e linfáticos.

ANORMALIDADES DENTÁRIAS

As bactérias dependem, em grande partes de carboidratos para sua alimentação. Quando existem carboidratos seus sistemas metabólicos são fortemente ativados, e as bactérias se multiplicam. Além disso formam ácidos lácticos bem com enzimas proteolíticas . Os ácidos são os principais responsáveis pela formação de cáries, uma vez que os sais de cálcio dos dentes são lentamente dissolvidos em meio altamente ácido.

Como as bactérias das cáries dependem dos carboidratos, ensina-se quase sempre que a ingestão rica em carboidratos leva ao desenvolvimento excessivos de cáries. Todavia, não é a quantidade de carboidratos ingeridos, porém a frequência com que são ingeridos. Quando ingerimos em parcelas muito pequenas durante todo o dia, como na forma de balas, as bactérias recebem seu substrato metabólico preferido durante muitas horas do dia, de modo que o desenvolvimento de cáries é extremo.

Fonte: br.geocities.com

Sistema Esquelético

Você alguma vez já pensou por que precisamos de um esqueleto?

Então pense na carne que você vê no açougue. Ela é macia, como os nossos próprios músculos. Os outros órgãos do nosso corpo também são assim macios. Sem um esqueleto nós cairíamos como um saco vazio. Nossos músculos são fortes, mas sem um esqueleto eles não teriam nada para mantê-los no lugar, ficar de pé ou nos mover.

Alguns órgãos precisam de mais proteção do que outros. Por exemplo, o cérebro e a medula espinhal são protegidos pelo crânio e pela espinha. O coração, pulmões, ligado e intestinos, todos facilmente avariados, são protegidos pelas costelas, ossos do quadril e espinha.

O sistema formado pelo esqueleto e músculos é forte, porém flexível. Ele protege os órgãos mais importantes e permite movermo-nos livremente.

Há 206 ossos em um corpo adulto. Quando bebês, começamos com 300 ossos, mas alguns juntam-se quando crescemos.

Nós temos muito mais músculos do que ossos - cerca de 656 músculos, constituindo 1/3 do total do peso de uma mulher e quase a metade do peso de um homem.

Ossos e músculos trabalham juntos

O esqueleto e os músculos são inúteis um sem o outro. Eles precisam trabalhar juntos para sermos capazes de nos mover segundo nossos desejos, e, para fazer isso, são necessárias explicações muito complicadas e específicas vindas do cérebro. O cérebro, por sua vez, precisa de informações dos órgãos do sentido para dizer-lhe que os movimentos estão sendo levados a cabo apropriadamente. Feche seus olhos e tente tocar a ponta do seu nariz com o dedo indicador. Você achará difícil fazer isso sem usar seus olhos, que informam ao cérebro qual o exato movimento do seu dedo.

O sistema esqueleto e músculos é capaz de executar uma grande variedade de tarefas. Ele pode trabalhar sem que percebamos, como quando automaticamente nós nos inclinamos para manter o equilíbrio ao virarmos uma esquina em uma bicicleta. Isso envolve o movimento de dúzias de músculos, os ossos da espinha, quadril e ombros e, naturalmente, o controle do cérebro - tudo sem ter que pensar.

Outras ações físicas precisam de bastante raciocínio e necessitam de uma concentração enorme, habilidade e prática. Um atleta ou um nadador pode fazer atuar o esqueleto inteiro e centenas de músculos com uma força tremenda. Um concertista pode usar apenas os ossos e músculos das mãos e braços, mas os movimentos são pequenos e delicados e muitíssimo precisos.

A estrutura do osso

A estrutura dos ossos que compõem o esqueleto humano é imensamente forte, embora muito leve.

Os ossos parecem sólidos, mas eles têm cerca de 50°7o de água. O resto é feito de material mineral duro, a maioria carbonato de cálcio e fosfato de cálcio. Essas são substâncias naturais muito comuns.

Os ossos se desenvolvem a partir de um material semelhante à borracha, branco e parcialmente transparente, chamado cartilagem. Os ossos de um bebê são macios e flexíveis, mas eles endurecem à medida que assimilam cálcio. Eles são reforçados ainda mais pelos feixes de um material resistente e fibroso chamado colágeno, que corre através da maioria dos ossos. O colágeno e o cálcio gradualmente desaparecem dos ossos conforme envelhecemos, por isso, em pessoas idosas, os ossos se quebram mais facilmente, porque se tornam mais frágeis.

A parte exterior do osso é muito dura e resistente, mas o interior é esponjoso e preenchido pela medula óssea, também chamada de tutano. Muitos vasos sanguíneos correm para dentro da medula óssea através de buracos no osso, pois é na medula que são produzidas as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue).

Ossos longos, como os das pernas, são feitos para terem leveza e força. Eles são imensamente fortes onde necessitam ser, perto das extremidades, enquanto que a parte do meio é oca, para que sejam leves.

Todos os ossos, exceto nas juntas, são cobertos por uma membrana fina que contém os vasos sanguíneos e células especiais que reparam o tecido ósseo danificado.

Cartilagem, ligamentos e tendões

Os ossos são mantidos juntos, ligados aos músculos e protegidos contra choques por um outro material - o tecido conjuntivo.

O tecido conjuntivo é um material simples que preenche as lacunas entre os órgãos. Os tipos importantes para o esqueleto têm um ponto em comum - todos são extremamente resistentes. Todo o tecido conjuntivo é formado de maneira semelhante, consistindo de um material resistente semelhante à borracha no qual as células se encaixam, junto com as fibras de reforço, que são faixas fortes e brancas de colágeno, ou amarelas e elásticas de elastina.

Enquanto a maior parte do osso endurece gradualmente, conforme crescemos, as extremidades dos ossos permanecem como cartilagem durante toda a nossa vida e fazem uma almofada elástica nas juntas.

A cartilagem também é encontrada em outras partes do nosso corpo, sustentando e protegendo os órgãos.

Os ligamentos são resistentes faixas de tecido constituídos quase inteiramente de fibras que mantêm os ossos juntos. Os ligamentos seguram as juntas, para impedir os movimentos feitos em direção errada, enquanto que permitem que elas se dobrem livremente.

Os tendões são como cordas elásticas, constituídos de feixes de fibras de colágeno. Eles juntam os músculos aos ossos, ou a outras partes do corpo, e permitem aos músculos exercer uma ação de puxar. Os tendões são geralmente cobertos por uma bainha escorregadia que os ajuda a moverem-se suavemente.

Os ossos da cabeça

A cabeça é uma grande massa de ossos oca com a forma aproximada de um ovo, equilibrada no topo da espinha.

A parte principal da cabeça é o crânio, a parte arredondada que protege o cérebro. Ele é formado de oito ossos separados, que nos adultos estão ligados por rígidas juntas em ziguezague.

Em um bebê os ossos ainda estão sendo formados e não estão grudados, de forma que todo o crânio é ligeiramente flexível. Isto permite que a grande cabeça do bebê emerja facilmente na hora do nascimento.

Conforme o bebê vai crescendo, os ossos vão-se ligando gradualmente, embora haja um espaço mole no topo da cabeça do bebê até ele completar um ano.

Outros catorze ossos formam a face e o maxilar inferior ou mandíbula. Ossos fortes formam os maxilares superior e inferior, onde estão assentados os dentes. O osso do maxilar inferior é o único osso da cabeça que se move livremente, O maxilar inferior começa a vida como dois ossos separados que se ligam no queixo por volta de dois anos de idade.

Os menores ossos do corpo são dois conjuntos de minúsculos e delicados ossos, importantíssimos para o sentido da audição. Eles estão posicionados no fundo do ouvido e formam uma complicada série de alavancas que transmite o som para o sistema nervoso.

Os ossos do ouvido têm nomes que se referem às suas formas: martelo, bigorna e estribo.

A coluna vertebral

A coluna vertebral, ou espinha (coluna espinhal), é um conjunto de 33 ossos chamados vértebras.

Estas são divididas em grupos: pescoço, dorso superior, dorso inferior, a região do quadril e uma "cauda" curta chamada cóccix.

As cinco vértebras da região do quadril estão permanentemente fundidas em um único osso chamado sacro, enquanto o cóccix é formado por quatro vértebras fundidas.

Cada vértebra tem a forma de um anel através do qual passa a medula espinhal. De cada lado há uma ponta óssea e uma ponta maior na parte de trás. Você pode sentir alguma dessas pontas ao longo de suas próprias costas. As pontas maiores, como asas, são para a fixação de ligamentos e músculos.

As vértebras são mantidas juntas por uma complicada série de músculos, tendões, ligamentos e cartilagens. Isto produz um longo tubo ósseo, através do qual corre a medula espinhal, totalmente protegida. A espinha é imensamente forte e suporta todo o corpo. Ao mesmo tempo é elástica, suportando os solavancos quando andamos ou corremos. A maior proteção para os choques é fornecida pelos discos de cartilagem existentes entre cada vértebra.

A espinha inteira tem a leve forma de um "S", permitindo que se flexione facilmente. Ela é capaz de dobrar-se em uma curva suave, mas não pode dobrar-se fortemente sem danos.

A caixa torácica

As vértebras da parte superior das costas, as vértebras torácicas, servem para fixação da extremidade posterior das costelas.

Há doze pares de costelas, cada um ligado a uma vértebra por uma junta flexível. As costelas são ossos chatos, muito resistentes e elásticos, que se curvam em direção à frente do peito, onde a maioria deles liga-se ao esterno, ou osso do peito. Os dois últimos pares, mais curtos, são ligados apenas à espinha, e são chamados de costelas flutuantes.

Na base do esterno, três pares de costelas curvam-se para cima e ligam-se entre si, deixando um profundo sulco no meio da parte inferior do peito. Você pode facilmente sentir esse sulco embaixo de suas costelas.

As costelas e o esterno formam a caixa torácica, que tem uma dupla função. A caixa torácica protege o coração, pulmões e os vasos sanguíneos maiores numa forte "cesta" de ossos. Também nos ajuda a respirar. Os músculos recobrem as costelas e quando eles se contraem, levantam toda a caixa torácica, aumentando o tamanho do espaço interior. O ar entra preenchendo esse espaço extra e é forçado a sair quando os músculos se relaxam e a caixa torácica volta a sua forma original. Esses músculos são usados em respiração profunda, quando o peito sobe e desce bastante. Em outras vezes, uma lâmina de músculos chamada diafragma, no abdômen, ajuda a bombear o ar para dentro e para fora dos pulmões.

Os ossos dos braços e das pernas

Os membros, ou braços e pernas, de todos os mamíferos são semelhantes. Até as asas dos morcegos e as nadadeiras dos golfinhos se parecem muito com nossos membros quando são examinados os ossos e os músculos.

Os membros são ligados à espinha por grandes ossos, que devem ser suficientemente fortes para suportar uma carga pesada e o peso do nosso corpo. No ombro, o peso é suportado pela omoplata ou escápula, que é mantida no lugar por fortes músculos. Ela é fixada na frente do ombro pela fina clavícula, que, em uma queda, se quebra facilmente.

A parte superior do braço é composta de um único osso, o úmero. O antebraço é formado por dois ossos longos, o rádio e o cúbito. Esses ossos podem girar, possibilitando a rotação da mão e do pulso. O pulso e a palma da mão são formados por muitos ossos pequenos e angulares, enquanto os dedos têm ossos longos e cilíndricos.

As pernas possuem estrutura semelhante, mas os ossos são mais maciços, pois têm de fazer um trabalho mais pesado. Os pés apresentam a mesma formação das mãos, e a perna possui dois ossos, a tíbia e o perônio. O fêmur, o osso da coxa, deve ser forte o bastante para suportar todo o nosso peso quando corremos ou pulamos. O f é o osso mais longo do corpo e a sua parte superior curva é extremamente forte - pelo seu peso, é mais forte do que o aço. O fêmur está preso à pelve. A pelve é formada pelos ossos do quadril, que estão ligados firmemente à espinha no osso sacro.

Articulações

No encontro de dois ossos, há uma junta ou articulação. Às vezes, os ossos estão rigidamente fixos, como a maioria dos ossos da cabeça, mas, quase sempre, a articulação permite aos ossos algum tipo de movimento.

É importante que os ossos se movam apenas na direção apropriada, de maneira que as articulações são feitas de forma a impedir qualquer movimento inadequado.

As articulações dos nós dos dedos permitem que os dedos se movam apenas em uma direção. Eles não podem ser torcidos sem causar dor e ferimentos. Essas articulações atuam como uma dobradiça comum.

A cabeça move-se de maneira diferente. Há dois tipos especiais de articulações no alto da espinha - um entre o crânio e a primeira vértebra, o outro entre a primeira e a segunda vértebra. Essas articulações permitem à cabeça uma ampla variedade de movimentos.

A articulação do ombro é muito forte e permite ao braço movimentos livres em qualquer direção. A extremidade do longo osso do braço (o úmero) tem uma protuberância arredondada que se encaixa na cavidade da omoplata. Quando a protuberância se move dentro da cavidade, o braço pode mover-se em qualquer direção. Uma articulação semelhante une o f à pelve.

As articulações entre as vértebras permitem apenas um ligeiro movimento, de modo que a espinha possa ser rígida o suficiente para suportar o peso do corpo.

Onde os ossos se movem em uma articulação é necessário algum tipo de proteção para evitar o atrito entre eles.

A cartilagem que recobre as extremidades dos ossos é levemente elástica e escorregadia como um plástico flexível. Para reduzir ainda mais o atrito, toda a articulação é cercada por uma resistente bolsa de um tecido especial que produz um líquido escorregadio que age como óleo, lubrificando as juntas.

As grandes articulações dos braços e das pernas têm que lidar com os saltos e choques enquanto andamos, corremos ou produzimos qualquer movimento muito violento. Elas precisam de uma proteção extra, e esta é proporcionada pelos sacos cheios de fluido, chamados bolsas.

Os ossos são mantidos juntos nas articulações por ligamentos. Esses ligamentos flexíveis permitem uma certa quantidade de movimento, impedindo os ossos de fazerem maiores movimentos, que poderiam ferir e causar prejuízos à articulação.

Enquanto as articulações se movem, as extremidades dos ossos escorregam uma sobre a outra. Por isso, as superfícies das articulações devem ser completamente lisas.

Em doenças como a artrite, as articulações tornam-se doloridas e inflamadas, e as superfícies das articulações tornam-se ásperas. Isto pode endurecer a articulação, ou tornar os movimentos dolorosos.

A estrutura dos músculos

Os músculos são a chave de todos os nossos movimentos. Nós precisamos dos ossos para dar resistência ao nosso corpo, mas sem os músculos nós não poderíamos nos mover.

Os músculos representam de um terço a metade do peso do nosso corpo, e os maiores músculos estão nas pernas, nádegas e braços. São os músculos chamados "esqueléticos", "estriados" ou "voluntários", mas há também outros tipos de músculos em nosso corpo, os "lisos" ou "involuntários".

Os músculos lisos são encontrados em nossos órgãos internos e nas paredes das artérias. Geralmente não percebemos a sua movimentação, porque eles trabalham automaticamente para manter o bom funcionamento do corpo. Uma das importantes tarefas realizadas pelos músculos lisos é a movimentação dos alimentos nos intestinos.

O músculo cardíaco ou do coração é um tipo de músculo muito forte e incansável. Deve bater durante toda a vida, sem descanso.

Os músculos estriados são formados por massas de cordões minúsculos chamados fibras musculares (miofibrilas), que formam feixes envolvidos por uma fina pele flexível, chamada membrana. Em alguns músculos essas fibras chegam a mais de 30 cm de comprimento, e um músculo pode ter mais de 2000 fibras.

Nas extremidades do músculo há um tendão flexível e viscoso, que o prende ao osso.

O músculo cardíaco é bem diferente, suas fibras são cruzadas e ramificadas, formando uma rede desordenada em vez dos nítidos feixes dos músculos lisos e estriados.

Como os músculos trabalham

Os músculos têm uma finalidade muito simples. Eles se contraem quando instruídos pelo sistema nervoso. Um músculo se contrai quando os feixes de fibras que ele contém tornam-se menores e mais grossos. Então o mi todo encurta-se e aumenta a sua grossura. Você pode ver isso acontecer quando dobra seu braço e enrijece o músculo da parte superior do braço.

Minúsculas ramificações dos nervos estão enterradas em cada fibra muscular, terminando em uma pequena placa plana. Quando uma mensagem é enviada ao longo do nervo mandando a fibra se contrair, esta "placa motora" solta minúsculas quantidades de uma substância química que provoca o encurtamento da fibra muscular.

A fibra muscular contém feixes de filamentos microscópicos chamados miofibrilas, cobertas por pequenas estruturas dentadas e protuberâncias. Quando o mensageiro químico as alcança, dois tipos diferentes de miofibrilas deslizam uma sobre a outra. Elas se prendem parte devido às substâncias químicas da fibra e parte por causa de sua superfície áspera.

A mensagem que passa para a fibra muscular é simples - é uma instrução para se contrair. A fibra encurta, depois relaxa muito rapidamente até receber uma outra mensagem para "contrair-se" Quanto mais fibras receberem esta mensagem, mais curtos se tornarão os músculos; quando é necessário muito força muscular, quase todas as fibras recebem a mensagem "contraia-se" ao mesmo tempo.

Energia para os músculos

Como uma máquina, os músculos devem receber energia para funcionar. Esta energia é provida por uma substância química chamada ATP, que é encontrada em todas as células do corpo. Ela se transforma em uma substância chamada ADP e libera energia para ser usada pelos músculos. O ADP rapidamente volta a ser ATP, de modo que o corpo sempre tem energia em estoque.

Nos músculos esta energia é capaz de produzir a força para os movimentos de agarramento das miofibrilas, quando as fibras musculares se encurtam.

O uso do ATP como fonte de energia produz vários tipos de resíduos: água, calor, um gás chamado dióxido de carbono e ácido láctico. O dióxido de carbono ou gás carbônico é removido do corpo durante a respiração, enquanto que o ácido láctico é transformado pelo oxigênio do ar.

Quando trabalhamos muito, os resíduos não podem ser expelidos tão facilmente. Nós sentimos calor, devido ao calor extra produzido. Nós ofegamos, para expulsar o dióxido de carbono do corpo. A respiração profunda proporciona mais oxigênio do ar para eliminar o ácido láctico. Eventualmente, pode haver muito ácido láctico, então o resultado é cansaço e dor, que desaparecem quando descansamos. Então o oxigênio liquida com o resto do ácido láctico.

O sistema muscular

Os músculos variam enormemente em tamanho. Os menores provavelmente são os minúsculos músculos que ligam os ossículos do ouvido, constituídos de poucas e finas fibras musculares. Os maiores são os músculos glúteos, que formam as nádegas.

A maioria dos músculos são pares, isto é, há músculos idênticos nos lados opostos do corpo.

Os músculos estriados têm várias funções diferentes, embora as principais sejam o movimento, e permitir ficarmos em pé. Alguns são fusiformes, de seção oval e afilados em cada extremidade, onde se ligam aos tendões, que por sua vez se ligam aos ossos. Outros músculos estão ligados à pele, onde as suas contrações produzem as expressões faciais, levanta e encolhe os Alguns tipos de músculos estão ligados a outros músculos para lhes dar força extra quando eles puxa o braço para o se contraem.

Os músculos do peito e da parte superior das costas são usados na respiração e para a movimentação dos braços. Aqueles que se situam ao longo da espinha e na parte mais baixa das costas nos ajudam a ficar em pé. Cruzando o estômago estão finas faixas de músculos que protegem os órgãos delicados do abdômen.

Dependendo do trabalho que eles têm que fazer, os músculos podem ser triangulares, fusiformes, em espiral, ou de outras formas.

Músculos como alavancas

Os músculos movem os ossos pelo sistema simples das alavancas. Um pequeno movimento de um músculo preso perto da extremidade de um osso pode causar um movimento maior na outra extremidade do osso. A força muscular é transferida aos ossos pelos tendões, alguns dos quais bem compridos. Alguns dos músculos que movem os dedos estão no antebraço, e estão ligados aos dedos por tendões de 20 a 25 cm de comprimento.

A ação da maioria dos músculos recebe a oposição de algum outro músculo. Para dobrar ou erguer o antebraço, o bíceps, na parte da frente do braço, se contrai, erguendo o braço como se fosse uma alavanca. Para esticar o braço, o músculo tríceps, na parte de trás do braço, se contrai e baixa o antebraço.

ando um músculo está completamente relaxado, ele é muito mole, mas alguma tensão, ou tono, é necessária para manter o músculo sadio. Alguns sinais nervosos estão sempre passando para cada par de músculos opostos, mantendo-os em suave contração.

Sem o uso constante, eles se tornam flácidos e fracos, e se atrofiam. Isto acontece freqüentemente quando um braço ou perna quebrada é mantida rígida pelo gesso enquanto o osso se recompõe. O músculo perde a sua massa, mas logo recupera o tamanho original através de exercícios.

A coluna vertebral e o tronco

A coluna vertebral é um complicado sistema de ossos (vértebras), músculos, ligamentos, tendões e cartilagens. Todos esses tecidos atuam junto para fazer uma estrutura suficientemente forte e rígida e ao mesmo tempo, capaz de movimentos de torsão e dobradura.

A espinha, e todo o tronco, pode dobrar-se para a frente, para trás, para os lados e ainda torcer-se a partir dos quadris. Este movimento é possível devido a um grande número de músculos, alguns dos quais correm por toda a extensão das costas.

Alguns músculos estão ligados aos quadris, e estes agem como um apoio seguro quando a espinha é esticada por tensão muscular.

A torção é produzida pelos músculos do abdômen. Você pode sentir que partes do abdômen tornam-se tensas e duras quando você torce a parte superior do corpo.

Embora as vértebras estejam seguramente presas por ligamentos, são possíveis os movimentos de curvatura. Isto é possível porque há um grosso disco de cartilagem entre cada par de vértebras. Esses discos intervertebrais permitem que a espinha se curve. Algumas das projeções ósseas nas vértebras unem-se e escorregam juntas quando a espinha se curva, permitindo movimentos restritos em apenas certas direções.

A face e a garganta

As expressões faciais são uma parte importante da nossa linguagem diária. Nós usamos as expressões para mostrar nosso humor ou sentimentos sem o uso de palavras. Um sorriso, uma carranca, um nariz enrugado ou uma pálpebra erguida podem significar uma mensagem sem palavras ou podem fazer parte de uma conversação normal. Estamos continuamente enviando esses sinais e lendo-os na face de outras pessoas, geralmente sem qualquer pensamento consciente.

Todos esses exemplos da "linguagem corporal" são controlados pelos músculos da face. Há mais de trinta músculos faciais, a maioria deles ligados ao crânio e à pele.

Alguns têm finalidades específicas, como a do músculo que corre do lado da face ao canto da boca, que levanta o canto da boca e nos faz sorrir.

Um outro músculo forma um anel plano ao redor dos olhos, permitindo que esse se estreite protegendo-se de uma luz brilhante.

Através da testa há uma cinta de músculos que enrugam a testa em uma carranca, e também ajuda a erguer as pálpebras.

Os lábios são controlados por uma série de músculos que produzem os meticulosos movimentos necessários para a fala. Os lábios são as partes da face que possuem maior movimento, podendo mover-se em várias direções diferentes. A boca e os órgãos ao seu redor são capazes de uma grande variedade de movimentos.

Os músculos da face e do lado da cabeça movem o maxilar nas ações de morder, trituras e esmagar enquanto comemos. Um conjunto de músculos que se estendem ao lado da cabeça até as têmporas dão uma força extra quando cerramos os dentes. Outros músculos movem o maxilar de um lado para outro e para a frente e para trás.

Os músculos labiais juntamente com os das faces, também são usados para comer. Eles posicionam a comida com a ajuda da língua, que é por si só quase toda constituída de músculos. A língua é extremamente ágil e capaz de delicados movimentos. Além de sua função de dirigir a comida para os dentes durante a mastigação, ela é um importante órgão da fala. Os músculos do teto e do assoalho da boca e da garganta são usados para engolir.

Bem abaixo do maxilar, na parte superior da garganta, há uma estrutura comumente chamada de o pomo-de-adão, ou laringe, que produz os sons que usamos na fala, juntamente com os lábios e a língua. O ar que respiramos passa através da laringe, e é usado para vibrar duas faixas de tecido elástico - as cordas vocais.

As cordas são mantidas separadas durante a respiração normal, mas quando falamos, os músculos juntam as cordas vocais de maneira que a passagem de ar as faz vibrar e produzem sons. Os músculos variam as distâncias entre elas para produzir sons mais altos ou mais baixos.

As mãos e os pulsos

Nossas mãos são os mais úteis de nossos órgãos de movimento, e são ferramentas muito desenvolvidas. As máquinas podem ser construídas para copiar alguns dos movimentos das mãos, mas não é possível copiar a enorme variedade de suas habilidades.

As mãos podem mover-se delicada e vagarosamente, ou rapidamente com força considerável. Com nossos dedos e polegares, podemos segurar objetos de qualquer forma, e, por causa de nossos braços comparativamente compridos, temos um longo alcance.

A importância das mãos é tanta que uma grande parte do cérebro é usada para controlá-las. Um grande número de pequenos músculos têm que ser controlados e estão ligados ao cérebro por muitos nervos. Vários tipos de articulações são encontradas na mão e braço, para permitir movimentos livres mas vigorosos.

Articulações simples do tipo dobradiça permitem aos dedos se movimentarem para cima e para baixo, mas o polegar é articulado mais livremente, de modo que ele pode mover-se diretamente sobre a palma da mão. Este polegar "oposto" é que faz nossas mãos tão ágeis em pegar os objetos. Tente pegar uma moeda sem usar o polegar e você se certificará.

No pulso, há muitos ossos pequenos e quase quadrados que permitem a mão girar. O pulso também pode rodar quando os dois longos ossos do antebraço giram na articulação do cotovelo.

As pernas

As pernas são construídas basicamente como os braços, mas são muito mais longas e fortes.

O comprimento de nossas pernas nos dá velocidade extra quando corremos. Isto significa que os ossos das pernas devem ser mais pesados e mais fortes para absorver a força dos m e suportar o impacto dos pés no chão.

Até uma ação simples, como caminhar, envolve um tremendo esforço por parte do sistema nervoso, músculos e esqueleto, e as articulações são envolvidas em toda a extensão das pernas desde os artelhos até o quadril.

Os músculos das pernas são vigorosíssimos e não apenas sustentam o peso do nosso corpo quando estamos de pé, mas também empenham-se ainda mais para impelir o corpo para a frente quando corremos.

A parte principal dos músculos da perna está na coxa, sendo ajudados pelos músculos das nádegas. Esses músculos fazem a maior parte do trabalho quando andamos.

Os músculos da barriga da perna têm uma função diferente. Eles movem os pés para baixo quando nós caminhamos com passos largos, fornecendo o "empurrão" final que move todo o nosso corpo para frente.

Os músculos dos órgãos internos

O músculo liso, dos órgãos internos do corpo, é também chamado de "involuntário'; porque ele trabalha sem que o controlemos conscientemente. Este tipo de músculo é feito de fibras mais curtas do que as dos músculos estriados. Eles têm uma estrutura ligeiramente diferente e são pontudos nas extremidades.

O músculo liso geralmente está disposto em finas camadas ao redor do órgão, e se contrai mais delicadamente do que os músculos estriados.

Duas camadas de músculos lisos cobrem a parte de fora do intestino. Os músculos se contraem para estreitar o intestino atrás da massa de comida; a parte estreitada move-se vagarosamente ao longo do intestino, conforme mais músculos lisos forem contraindo-se. Este movimento chamado peristalse, força a comida através do intestino como uma onda.

O músculo liso também pode ser visto em ação na íris do olho. Ele dá uma resposta imediata às mudanças da quantidade de luz contraindo ou dilatando a pupila.

O coração é na maior parte constituído de músculo cardíaco que é uma outra forma de músculo involuntário. Suas contrações rítmicas são controladas por um conjunto embutido de nervos que dão um sinal regular instruindo toda a massa de músculo a se contrair.

O esqueleto e os músculos trabalham juntos para nos dar liberdade de movimentos. O papel do esqueleto é sustentar o corpo, enquanto permite os movimentos através do sistema de articulações. A tarefa dos músculos é imensamente complicada, variando desde esforços muito grandes como correr, até os movimentos muito delicados dos dedos de um músico ou de um cirurgião. Todo o corpo e seus movimentos são controlados e supervisionados pelo cérebro e o resto do sistema nervoso.

Glossário

Abdômem: a parte do tronco abaixo das costelas.
Acido láctico:
substância química residual formada nos músculos. Taxas muito altas de ácido láctico causam o cansaço (fadiga) muscular.
ADP:
adenosina difosfato; uma substância química presente em todos os tecidos.
ATP:
adenosina trifosfato; a substância química que dá força ao corpo. E conhecida como a "molécula de energia universal" porque é encontrada em todas as coisas vivas. O ATP se transforma em ADP (veja acima) liberando energia, o ADP é então reciclado em ATP uma vez mais.
Bíceps:
os grandes músculos superiores do braço que provocam o levantamento do antebraço.
Cartilagem:
material semelhante à borracha, escorregadio, que liga as juntas, reduzindo o atrito e almofadando os ossos.
Célula:
a menor unidade viva do corpo.
Clavícula:
osso longo e fino situado na parte da frente do ombro.
Cóccix:
uma "cauda" fina no final da espinha. Constitui-se de várias vértebras fundidas juntas.
Colágeno:
um material coriácio, elástico que fortalece as juntas e outras partes do corpo.
Crânio:
a parte arredondada da cabeça que protege o cérebro.
Cúbito:
um dos ossos do antebraço, está do lado oposto ao polegar.
Diafragma:
uma lâmina de músculos e outro tecido que se estende através do abdômen logo abaixo das costelas. E importante para a respiração.
Dióxido de carbono:
gás carbônico; gás sem cor produzido pelo corpo como um produto residual inútil e expelido pelos pulmões.
Elastina:
material elástico encontrado sob a forma de flexíveis filamentos ou fibras. Ela é encontrada nos tendões e em outras partes fortes e flexíveis do corpo humano.
Espinha:
é a coluna vertebral constituída de 33 ossos, interligados de modo a sustentar o corpo e permitir que ele se dobre.
Esqueleto:
são os 206 05505 que formam a armação do corpo humano.
Esterno:
o osso chato do peito, com forma de uma espada, que liga as costelas na frente do tórax.
Fêmur:
o osso da coxa. É o maior e mais pesado osso do corpo humano.
Fígado:
um grande órgão da parte superior do abdômen. Ele tem várias funções importantes, incluindo auxiliar a digestão, estocar energia e tornar determinados materiais do sangue inofensivos ao corpo humano.
Intestinos:
um comprido tubo muscular no qual a alimentação é digerida. Os intestinos são constituídos pelo intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo) e intestino grosso.
Junta:
é a conexão entre os ossos. Algumas juntas são fixas e rígidas outras permitem movimentos livres dos ossos.
Laringe:
o órgão da voz. Uma pequena caixa de cartilagem posicionada no pescoço, que contém as cordas vocais. Ela produz o som enquanto o ar é forçado pelos pulmões entre as cordas vocais.
Ligamento:
um material viscoso e flexível que mantém ligados os ossos em uma junta.
Medula dos ossos:
tecido macio que corre dentro da parte oca dos grandes ossos do corpo humano. As hemácias (glóbulos vermelhos) são produzidas na medula.
Medula Espinhal:
um feixe de células nervosas muito longo, que começa no cérebro e percorre todo o interior da coluna vertebral.
Membrana:
um material fino semelhante a pele, que cobre a maioria dos órgãos do corpo humano por dentro e por for
Miofibrilas: são os filamentos dentro das fibras musculares que provocam os movimentos de esticar e contrair.
Músculo:
feixe de fibras que se contrai quando instruído pelo sistema nervoso. E o músculo que provoca o movimento dos ossos e de outras partes do corpo.
Músculo estriado ou esquelético:
um tipo de músculo que movimenta os ossos do esqueleto.
Omoplata:
osso grande com a forma de pá, que fica na parte de trás do ombro.
Pelve:
cinturão de ossos formado pelo par de ossos do quadril unidos à espinha e ao sacro.
Peristalse:
movimento de contração do tubo digestivo durante a digestão, que movimenta o alimento ao longo do intestino.
Perônio:
o mais fino dos dois ossos que compõem a perna.
Rádio:
um dos ossos que compõem o antebraço. O rádio está do mesmo lado do polegar.
Sacro:
o osso que liga a espinha ao quadril ou pelve. O sacro constitui-se de cinco vértebras ligadas permanentemente.
Tendão:
a conexão flexível e viscosa entre um músculo e um osso.
Tíbia:
o osso da canela.
Tórax:
o peito, a parte superior do tronco.
Tríceps:
o músculo do braço que permite a extensão do antebraço.
Úmero:
o único osso do braço. Sua extremidade forma o cotovelo.
Vértebras:
pequenos ossos das costas que, ligados, formam a espinha.

Fonte: www.geocities.com

Sistema Esquelético

Trata-se de uma torre de ossos unidos por dobradiças e articulações, em um sistema tão admiravelmente equilibrado que permite correr, saltar e curva-se a despeito do pés pequenos. Os 206 ossos do adulto fixam os músculos e protege os orgãos vitais com grande variedades de formas e tamanhos.

Os ossos estão assim distriuidos: 32 ou 33 na coluna vertebral, 22 na cabeça, 24 costelas, 64 nos membros superiores, 62 nos membros inferiores, alguns ossos na região do ouvido e outros na região do torax.

As principais funções são: proteção, sustentação, local de armazenamento de ions de cálcio e potássio, além de um sitema de alavanca que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamento do corpo, no todo ou em parte, e por fim local de produção de certas células do sangue.

Com relação a classificação dos ossos, eles podem ser:

a) longo: É aquele que apresenta um comprimento consideravelmente maior que a largura e a espessura. Exemplos são; fêmur, úmero, rádio, ulna e outros.
b) plano:
É o que apresenta comprimento e largura equivalentes, predominando sobre a espessura. Exemplos são; ossos do crânio, como o parietal, occipital, frontal e outros.
c) curto:
É aquele que apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso são excelentes exemplos
d) irregular:
Possui um morfologia complexa. As vértebras e o osso temporal são exemplos.
e) pneumático:
Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, revestida de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de seio.
f) sesamoídes:
Desenvolvem na substância de certos tendões ou da capsula fibrosa de certas articulações.

Fonte: correionet.br.inter.net

Sistema Esquelético

1. PARTES

Os ossos constituem a estrutura de sustentação do corpo (esqueleto). O mais duro entre todos os tecidos vivos, o osso é um tecido conjuntivo constituído por uma mistura de fibras e células (35% do peso), impregnada de sais de cálcio.

Os ossos são unidos pelas articulações e permitem a movimentação, proporcionam locais de conexão para os músculos esqueléticos, constituem uma fonte de íons cálcio para o sangue e formam células sangüíneas. Os ossos podem ser longos, curtos, chatos ou de formato irregular. Os ossos longos são responsáveis pela estatura e refletem de forma particularmente marcante o fenômeno do crescimento.

1.1 – Epífise: A epífise é a extremidade de um osso longo. É bastante esponjosa e envolta por cartilagem articular. Está separada da diáfise por um disco epifisário cartilaginoso (linha epifisária) de tamanho variável nos primeiros 20 anos de vida. A maioria dos ossos desenvolve-se a partir de moldes de cartilagem. O desenvolvimento ósseo ocorre nas epífises e na diáfise e vagarosamente ambas avançam em direção ao disco epifisário. A cartilagem afina de forma progressiva até se tornar uma linha e por fim desaparecer, onde os centros de ossificação epifisário/diafisário encontram-se (fim do crescimento ósseo).
1.2 – Diáfise:
A diáfise é o corpo de um osso longo. Consiste de osso compacto com cavidade central. Ela resiste a forças de flexão. A linha epifisária a separa da epífise. O osso diafisário compacto desenvolve-se antes de haver substituição da cartilagem por osso no interior do corpo. Ela oferece suporte ao osso em desenvolvimento durante a formação da cavidade central (cavidade medular).
1.3 – Periósteo:
Periósteo é uma bainha fibrosa, celular e vascular, altamente sensitiva que mantém o osso vivo, fornecendo nutrição sangüínea para as células ósseas. É também uma fonte de células para o desenvolvimento ósseo durante o crescimento e após fraturas. Ele não cobre a cartilagem articular.

2 – FUNÇÕES

2.1 - Rigidez: É o esqueleto que garante o mecanismo rígido sobre os quais os outros sistemas podem dispor e atuar;
2.2 - Suporte:
É o esqueleto que provê armação e suspensão para outros sistemas;
2.3 - Proteção:
Para órgãos como coração, pulmões, etc.;
2.4 - Fixação muscular:
Fixa as extremidades dos músculos, permitindo as contrações e, assim, os movimentos;
2.5 - Alavancagem:
Sistema que permite o deslocamento e movimento do corpo;
2.6 - Formação de sangue:
Forma células sangüíneas e do sistema imunológico (hematopoiese);
2.7 - Armazenagem de sais minerais:
É o local de armazenamento de íons de Ca e P (Cálcio e Fósforo).

3 - NÚMEROS

O corpo humano geralmente é constituído por 206 ossos, podendo haver variação de um indivíduo para outro.

Parte do corpo

Nº. de ossos

Coluna vertebral

26

Cabeça

22

Osso hióide

01

Costelas e esterno

25

Membros superiores

64

Membros inferiores

62

Ossículos do ouvido

06

total

206

4 - TECIDOS ÓSSEOS

Existem dois tipos: Esponjoso ou Reticulado e Compacto ou Denso. Ambos apresentam o mesmo tipo de células e de substâncias intercelulares, diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade de espaços medulares. Ocorrem juntos na maioria dos ossos dos vertebrados.

5 - TIPO DE OSSOS

5.1 - Osso longo: É aquele que apresenta um comprimento maior que a largura e a espessura. São geralmente ocos e possuem medula óssea. Apresentam suas extremidades dilatadas, denominadas epífises e um corpo cilíndrico chamado diáfise.
5.2 - Osso curto:
É um bloco esponjoso envolto por uma fina camada de osso compacto. Possui as três dimensões (largura, comprimento e espessura) parecidas.

Osso chato: duas camadas paralelas de osso compacto e no meio uma camada de osso esponjoso.

6 - CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO

Para melhor estudarmos o esqueleto humano, dividiremos o mesmo em duas partes: AXIAL e APENDICULAR.

6.1 – Esqueleto Axial: Compreende os ossos que constituem o eixo longitudinal do corpo. Protege os órgãos principais e dá fixação ou suporte à formação da cabeça, pescoço e tronco. Fazem parte do esqueleto axial: crânio/face, vértebras, esterno, costelas e osso hióide.

6.2 - Crânio (8 ossos)

01 frontal , sob a região da fronte (testa)
01 occipital , na parte posterior da cabeça
01 esfenóide , encravado no meio dos ossos da base do crânio
01 etmóide , entre o frontal e o esfenóide, concorrendo para a formação da base o crânio, da órbita e das fossas nasais
02 temporais , na parte lateral da cabeça
02 parietais , no alto da cabeça

6.3 - Face (14 ossos)

01 vômer , lâmina óssea que divide o nariz
01 maxilar inferior , mandíbula
02 maxilares superiores
02 palatinos formam o céu da boca
02 malares ( zigomáticos ) formam as maçãs do rosto
02 lacrimais , situados dentro da cavidade orbitária
02 nasais , formando o nariz
02 cornetos inferiores, conchas nasais

Joelson Fachini

Simone Korn

Fonte: www.fisiovitae.com.br

Sistema Esquelético

A flexibilidade surpreendente do pequeno corpo duma criancinha, a dura fortaleza do físico dum atleta olímpico ou as curvas modeladas duma mulher sensual, até o corpo curvado da mulher idosa, que já tem perdido centímetros de altura e se torna arqueado e duro... Tudo isso fala dum sistema que nos sustenta e nos dá forma interiormente, possibilitando o corpo se endireitar, se arquear e os órgãos conservar um espaço apropriado para seu funcionamento. É a nossa estrutura óssea, o nosso sistema esquelético que deve receber muitos cuidados para conservar sua saúde.

Sistema Esquelético

O sistema esquelético está composto por 206 peças duras, resistentes e flexíveis chamadas ossos, pelas cartilagens que são partes mais moles que recobrem as extremidades dos ossos e fazem parte da estrutura do nariz, do pavilhão do ouvido e das costelas e pelos ligamentos que ligam os ossos nas articulações.

O esqueleto humano é o conjunto organizado de ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar e estabilizar o arcabouço do corpo.

Podemos dividí-lo em duas categorías: o esqueleto axial e o apendicular.

Os ossos do esqueleto axial constituem o eixo principal do corpo e também formam as paredes de cavidades corporais como por exemplo: o crânio, a coluna vertebral, as costelas, o esterno, etc.

O esqueleto apendicular está formado pelos ossos das extremidades, tanto das superiores quanto das inferiores e os ossos dos ombros (a cintura peitoral) e o quadril (a pelve) que ligam os membros com o esqueleto axial.

Quimicamente, os ossos estão formados por matéria orgânica e por matéria inorgânica. A parte orgânica está composta principalmente pelo colágeno que é uma proteína que lhes concede elasticidade, flexibilidade e resistência. A parte inorgânica está formada por sais minerais, por exemplo o cálcio e o fosfato que conferem dureza e rigidez aos ossos.

Aproximadamente, a parte orgânica constitui 33% e a inorgânica 66% dos ossos.

Essas proporções se modificam com a idade; na infância, a parte orgânica é comparativamente maior: é o período no que os ossos podem se tornar curvos e acontecer deformidades como o raquitismo, por exemplo quando não se recebem as quantidades necessárias de sais de cálcio.

O cálcio, o elemento fundamental para o funcionamento normal do organismo, obtem-se dos alimentos da dieta diária.

Ele proporciona rigidez não apenas aos ossos, mas também aos dentes.

Ele intervem em diversos processos como a contração muscular, a transmissão de impulsos nervosos, a coagulação do sangue, etc.

Nos ossos, achamos três classes principais de células ósseas: os osteoblastos, os osteócitos e os osteoclastos. Os osteoblastos têm a responsabilidade da formação do osso. Eles sintetizam e segregam o colágeno, que se alinha organizadamente formando uma matriz orgânica conhecida como osteoide. Nela se deposita o cálcio e o fosfato em forma de massa amorfa. Depois, com o acréscimo de íones hidróxido e bicarbonato à parte mineral, formam- se os cristais maduros.

Os ossos contêm dois tipos de tecido ósseo: o osso compacto e o osso esponjoso.

O denominado osso compacto se localiza na parte externa, embaixo do periósteo (a membrana conjuntiva que reveste os ossos) de grande dureza e densidade, cuja grossura depende da exigência mecânica. Organiza-se em forma de finas lâminas concêntricas, que fazem parte dos denominados sistemas Haversianos.

O osso esponjoso é o de menor peso, tem forma de grade, com espaços ósseos nos que se encontra a medula óssea. Geralmente, localiza-se na parte interna da diáfise ou corpo dos ossos e nas extremidades ou epífise.

O osso está revestido pelo periósteo que é uma membrana com uma particularidade fibrosa que se cola com firmeza a ele. Na sua face interna possui os osteoblastos que participam do crescimento e da restauração do osso. É vascularizada e essa é uma caraterística muito importante, posto que através de seus vasos sangüíneos chegam substâncias nutrícias às células ósseas.

As funções principais dos ossos são:

Apoio do corpo

Fornecem pontos de inserção aos músculos de modo que possam se originar os movimentos. Os ossos juntamente com os músculos e as articulações, fazem parte do sistema locomotor.

Fornecem rigidez ao corpo

Protegem os órgãos internos como o cérebro, os pulmões, etc. formando cavidades duras onde eles se encontram, por exemplo o crânio.

São lugares de origem das células sanguíneas. Os ossos possuem uma parte denominada medula óssea vermelha, onde se fabricam os glóbulos vermelhos.

Segundo sua forma, os ossos se classificam em longos, curtos, planos e irregulares.

Considera-se a este tipo como "o protótipo de osso". Denominamos diáfise ao eixo ou ao corpo dos ossos de característica oca e epífise às suas extremidades.

Na diáfise, podemos diferenciar uma camada externa de osso compacto de aproximadamente 3 mm. de grossura e na parte interna encontramos osso esponjoso, do mesmo jeito que nas extremidades onde são particularmente esponjosos e expandidos, nos que o osso compacto é de pouca espessura e semelhante a uma casca grossa.

Na cavidade medular da diáfise dos ossos longos dum adulto encontramos a medula óssea amarela (principalmente gordura). Ela pode voltar a se transformar em medula óssea vermelha. Na epífise ou extremidades, os interstícios dos ossos esponjosos estão repletos de medula óssea vermelha ou tecido hematopoético (produtor de glóbulos vermelhos).

Sistema Esquelético
Ossos da Mão e Punho

Os ossos longos têm maior longitude do que largura; por exemplo podemos mencionar o úmero, o fêmur, as falanges dos dedos, etc.

Eles agem como alavancas para gerar o movimento na contração muscular. Os ossos longos dos membros inferiores são os que agüentam o peso corporal.

Esses ossos são aplanados e ligeiramente curvos. Podemos citar a omoplata, os ossos do crânio, etc.

Por exemplo nos ossos do crânio, o osso compacto forma uma tábua externa e outra interna; no meio das duas encontramos osso esponjoso que é rico em veias e recebe o nome de diploe. Essas duplas camadas compactas desempenham uma função de proteção, posto que uma pancada na cabeça pode fraturar a camada externa e não a interna, que desse jeito não se prejudica e protege o encéfalo.

Nesta categoría se encontram os ossos do carpo (ossos do pulso), os ossos do tarso (ossos do tornozelo), etc. Eles estão agrupados e possibilitam o movimento formando pontes de ligação. Também intervêm sobretudo em matérias de estabilidade, como por exemplo no caso do tornozelo.

Fonte: www.professoronline.ac.mz

Sistema Esquelético

O sistema de sustentação dos animais é composto pelo esqueleto, pelos músculos e pelas articulações.

Suas principais funções são: estrutura do corpo, apoio para os músculos, sustentação, proteção, movimentação, produção das células de sangue, armazenar íons potássio, cálcio e fosfato.

Esqueleto humano pode ser dividido em duas partes: Esqueleto axial (caixa craniana, coluna vertebral e caixa torácica) e esqueleto apendicular (cintura escapular e cintura pélvica e os ossos dos membros superiores e inferiores).

A coluna vertebral possui no seu interior a medula nervosa ou espinhal e está composta das seguintes regiões: região cervical (região do pescoço), região torácica (tórax), região lombar (abdominal), região sacral (cintura pélvuca) e região caccígea (final).

A caixa torácica é formada pela região torácica da coluna vertebral, osso esterno e 12 pares de costelas (7 primeiras são consideradas verdadeiras, 3 falsas e 2 flutuantes).

Os ossos podem ser classificados de acordo com seu formato: longos, curtos e planos ou chatos.

O osso longo possui duas extremidades largas, as epífises, e um longo corpo a diáfise. A parte externa é compacta e a interna composta de substância esponjosa, sendo revestido por uma membrana o periósteo (responsável pelo crescimento em espessura e regeneração). O disco metafisário (epifisário) é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. A medula óssea pode ser amarela (reserva de gordura) e vermelha (hematopoiese- formação das células do sangue).

As articulações ou junturas são locais de contato entre ossos, podem possuir estruturas cartilaginosas e fibrosas visando diminuir o atrito durante os movimentos.

Nos animais encontramos basicamente dois tipos de esqueletos: endoesqueleto (esqueleto interno: vertebrados, equinodermas,) e exoesqueleto (esqueleto externo: maioria dos invertebrados). Nos peixes cartilaginosos (condrictes), o esqueleto e composto de cartilagem.

Nos artrópodes, o exoesqueleto, composto principalmente por quitina, envolve completamente o corpo destes animais, impedindo o seu crescimento contínuo. Para solucionar este problema, estes animais realizam mudas, trocando o exoesqueleto velho por um novo.

O movimento do nosso corpo, bem como o funcionamento de várias partes orgânicas dependem de músculos que realizam ações repetidas de contrações e relaxamentos.

Os músculos podem ser divididos de acordo com o seu funcionamento: músculo liso ou visceral- realizam movimentos lentos e involuntários (aparelho digestivo, aparelho respiratório, aparelho urinário, útero, genitália, vasos sanguíneos, bexiga); músculo estriado cardíaco- é encontrado somente no coração, permitindo movimentos rápidos e involuntários; músculo estriado esquelético- são os músculos que realizam movimentos rápidos e voluntários (ligados aos ossos do esqueleto, asas de artrópodes, conchas de moluscos).

Antagonísmo muscular é uma ação conjunta de músculos se contraindo e outros se relaxando, permitindo uma ação muscular.

Uma célula muscular é formada por miofibrilas que representam grupamentos protéicos relacionados com as contrações musculares. As contrações musculares estão relacionadas aos movimentos (deslizamentos) de proteínas específicas denominadas miosina e actina.

Para permitir movimentos, as células musculares gastam energia. Essa energia é proveniente do ATP que é convertido em ADP. Quando as reservas de ATP são esgotadas, entra em ação a fosfocreatina (grupamentos fosfatos) que liberam fósforo para o ADP, transformando-o em ATP. Novamente o ATP é transformado em ADP e nova energia é liberada. Com o esgotamento dos grupamentos fosfatos, as células musculares passam a realizar a fermentação e produção de ácido lático. O ácido lático é tóxico e produz um efeito doloroso na musculatura.

Fonte: orbita.starmedia.com

Sistema Esquelético

Tecido ósseo e sistema esquelético

Ossos, ligamentos e cartilagens

Função

Fornecer estrutura
Proteger órgãos moles
Produzir células sanguíneas
Armazenar sais inorgânicos

Tecido ósseo

Constituído por:

Diferentes tipos de células:

1) Osteoprogenitoras
2) osteoblastos
3) osteócitos
4) osteoclastos

Osseína

Matriz extra-celular calcificada (também chamada de Matriz óssea)

Porção orgânica: Fibras colagenosas e substância fundamental
Porção inorgânica:
Cálcio, fósforo e outros minerais

Células ósseas

Osteoprogenitoras: São células derivadas do mesênquima com potencial de se diferenciar nos osteoblastos.
Osteoblastos:
São células situadas na periferia do osso e relacionadas com o seu crescimento
Osteócitos:
Células alojadas em cavidades ovais na substância fundamental. Essenciais para a manutenção da osseína. Sua morte é seguida de reabsorção da osseína. Possuem extensões citoplasmáticas chamadas canalículos - permite movimento de substâncias
Osteoclastos:
São células volumosas, multinucleadas, derivadas da fusão de células brancas. Secretam substâncias ácidas que dissolvem substâncias calcificadas - importante na reabsorção óssea.

Tecido ósseo

Osseína: Substância fundamental calcificada – rigidez do osso é devido a presença de fosfato e carbonato de cálcio
Canal de Havers:
Orifício central das lamelas que contêm vasos sanguíneos e nervos.
Lamelas:
Camadas do tecido ósseo
Osteoplastos:
Cavidades dos ossos das quais saem canalículos ramificados

Tecido ósseo e Osteócitos

1) Tecido ósseo embrionário: Nos tecidos jovens e calos das fraturas
2) Tecido compacto:
É constituído por lâminas ósseas, formando cilindros concêntricos e canais de Havers
3) Tecido esponjoso:
É menos resistente, poroso, e desprovido de sistema de Havers.

Tipos de ossos

Sistema Esquelético

Tecido ósseo compacto

Periósteo

Membrana fibrosa que recobre a superfície óssea, com vascularização especial, o que lhe permite funcionar como elemento regenerador do osso quando este se fratura.

Ossificação

Processo de formação dos ossos inicia-se nas primeiras semanas de desenvolvimento fetal

Existem 2 modos de formação de ossos:

Ossificação intramembranosa
Ossificação endocondronal

Ossificação intramembranosa

Ocorre no interior de membranas de tecido conjuntivo Conversão direta de tecido mesenquimal em tecido ósseo Envolvido na formação dos ossos do crânio - fontanelas em bebês, áreas ainda com membranas conjuntivas.

Tipos de ossos


Sistema Esquelético
Osso Longo

Sistema Esquelético
Osso Curto

Sistema Esquelético
Osso Chato

Sistema Esquelético
Osso Irregular

Sistema Esquelético
Osso Sesamóides

Ossos longos

O comprimento maior que a espessura e a largura.

Epífises: Extremidades que se articulam com outros ossos
Diáfise:
Apresenta o canal medular que contém a medula óssea.
Periósteo:
Tecido fibroso que recobre os ossos.

Ossos chatos

 

Sistema Esquelético
Escápula

Sistema Esquelético
Escápula

Comprimento e a largura ultrapassam de muito a espessura.

Ossos curtos

Sistema Esquelético

Quando as três dimensões são aproximadamente as mesmas.

Fonte: biologia.ifsc.usp.br

Sistema Esquelético

Conceito de Sistema Esquelético

O sistema esquelético é composto de ossos e cartilagens.

Conceito de Ossos

Ossos são órgãos esbranquiçados, muito duros, que unindos-se aos outros, por intermédio das junturas ou articulações constituem o esqueleto. É uma forma especializada de tecido conjuntivo cuja a principal característica é a mineralização (cálcio) de sua matriz óssea (fibras colágenas e proteoglicanas).

O osso é um tecido vivo, complexo e dinâmico. Uma forma sólida de tecido conjuntivo, altamente especializado que forma a maior parte do esqueleto e é o principal tecido de apoio do corpo. O tecido ósseo participa de um contínuo processo de remodelamento dinâmico, produzindo osso novo e degradando osso velho.

O osso é formado por vários tecidos diferentes: tecido ósseo, cartilaginoso, conjuntivo denso, epitelial, adiposo, nervoso e vários tecidos formadores de sangue.

Quanto a irrigação do osso, temos os canais de Volkman (vasos sangüíneos maiores) e os canais de Havers (vasos sangüíneos menores). O tecido ósseo não apresenta vasos linfáticos, apenas o tecido periósteo tem drenagem linfática.

No interior da matriz óssea existem espaços chamados lacunas que contêm células ósseas chamadas osteófitos. Cada osteófito possui prolongamentos chamados canalículos, que se estendem a partir das lacunas e se unem aos canalículos das lacunas vizinhas, formando assim, uma rede de canalículos e lacunas em toda a massa de tecido mineralizado.

Conceito de Cartilagem

Sistema Esquelético

É uma forma elástica de tecido conectivo semi-rígido - forma partes do esqueleto nas quais ocorre movimento. A cartilagem não possui suprimento sangüíneo próprio; conseqüentemente, suas células obtêm oxigênio e nutrientes por difusão de longo alcance.

Funções do Sistema Esquelético

Sustentação do organismo (apoio para o corpo)
Proteção de estruturas vitais (coração, pulmões, cérebro)
Base mecânica para o movimento
Armazenamento de sais (cálcio, por exemplo)
Hematopoiética (suprimento contínuo de células sangüíneas novas)

É clássico admitir o número de 206 ossos.

Cabeça = 22
Crânio = 08
Face = 14

Pescoço = 8

Tórax = 37
24 costelas
12 vértebras
1 esterno

Abdômen = 7
5 vértebras lombares
1 sacro
1 cóccix

Membro Superior = 32
Cintura Escapular = 2
Braço = 1
Antebraço = 2
Mão = 27

Membro Inferior = 31
Cintura Pélvica = 1
Coxa = 1
Joelho = 1
Perna = 2
= 26

Ossículos do Ouvido Médio = 3

Divisão do Esqueleto

Esqueleto Axial

Composta pelos ossos da cabeça, pescoço e do tronco.

Esqueleto Apendicular

Composta pelos membros superiores e inferiores.

A união do esqueleto axial com o apendicular se faz por meio das cinturas escapular e pélvica.

Classificação dos Ossos

Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em:

Ossos Longos: Tem o comprimento maior que a largura e são constituídos por um corpo e duas extremidades. Eles são um pouco encurvados, o que lhes garante maior resistência. O osso um pouco encurvado absorve o estresse mecânico do peso do corpo em vários pontos, de tal forma que há melhor distribuição do mesmo. Os ossos longos tem suas diáfises formadas por tecido ósseo compacto e apresentam grande quantidade de tecido ósseo esponjoso em suas epífises.
Ossos Curtos:
São parecidos com um cubo, tendo seus comprimentos praticamente iguais às suas larguras. Eles são compostos por osso esponjoso, exceto na superfície, onde há fina camada de tecido ósseo compacto.
Ossos Laminares (Planos):
São ossos finos e compostos por duas lâminas paralelas de tecido ósseo compacto, com camada de osso esponjoso entre elas. Os ossos planos garantem considerável proteção e geram grandes áreas para inserção de músculos.

Além desses três grupos básicos bem definidos, há outros intermediários, que podem ser distribuído em 5 grupos:

Ossos Alongados: São ossos longos, porém achatados e não apresentam canal central.
Ossos Pneumáticos:
São osso ocos, com cavidades cheias de ar e revestidas por mucosa (seios), apresentando pequeno peso em relação ao seu volume.
Ossos Irregulares:
Apresentam formas complexas e não podem ser agrupados em nenhuma das categorias prévias. Eles tem quantidades variáveis de osso esponjoso e de osso compacto.
Ossos Sesamóides:
Estão presentes no interior de alguns tendões em que há considerável fricção, tensão e estresse físico, como as palmas e plantas. Eles podem variar de tamanho e número, de pessoa para pessoa, não são sempre completamente ossificados, normalmente, medem apenas alguns milímetros de diâmetro. Exceções notáveis são as duas patelas, que são grandes ossos sesamóides, presentes em quase todos os seres humanos.
Ossos Suturais:
São pequenos ossos localizados dentro de articulações, chamadas de suturas, entre alguns ossos do crânio. Seu número varia muito de pessoa para pessoa.

Estrutura dos Ossos Longos

Sistema Esquelético

A disposição dos tecidos ósseos compacto e esponjoso em um osso longo é responsável por sua resistência. Os ossos longos contém locais de crescimento e remodelação, e estruturas associadas às articulações.

As partes de um osso longo são as seguintes:

Diáfise: É a haste longa do osso. Ele é constituída principalmente de tecido ósseo compacto, proporcionando, considerável resistência ao osso longo.
Epífise:
As extremidades alargadas de um osso longo. A epífise de um osso o articula, ou une, a um segundo osso, em uma articulação. Cada epífise consiste de uma fina camada de osso compacto que reveste o osso esponjoso e recobertas por cartilagem.
Metáfise:
Parte dilatada da diáfise mais próxima da epífise.

Configuração Externa dos Ossos

Saliências Ósseas

Articulares

Cabeça
Côndilos
Facetas

Não Articulares

Processos
Tubérculos
Trôcanter
Espinha
Eminência
Lâminas
Cristas

Depressões Ósseas

Articulares

Cavidades
Acetábulo
Fóvea

Cavidade glenóide

Fossas
Sulcos
Forames
Meatos
Seios
Fissuras
Canais

Configuração Interna dos Ossos

As diferenças entre os dois tipos de osso, compacto e esponjoso ou reticular, dependem da quantidade relativa de substâncias sólidas e da quantidade e tamanho dos espaços que eles contém. Todos os ossos tem uma fina lâmina superficial de osso compacto em torno de uma massa central de osso esponjoso, exceto onde o último é substituído por uma cavidade medular. O osso compacto do corpo, ou diáfise, que envolve a cavidade medular é a substância cortical. A arquitetura do osso esponjoso e compacto varia de acordo com a função. O osso compacto fornece força para sustentar o peso.

Nos ossos longos planejados para rigidez e inserção de músculos e ligamentos, a quantidade de osso compacto é máxima, próximo do meio do corpo onde ele está sujeito a curvar-se. Os ossos possuem alguma elasticidade (flexibilidade) e grande rigidez.

Periósteo e Endósteo

O Periósteo é uma membrana de tecido conjuntivo denso, muito fibroso, que reveste a superfície externa da diáfise, fixando-se firmemente a toda a superfície externa do osso, exceto à cartilagem articular. Protege o osso e serve como ponto de fixação para os músculos e contém os vasos sangüíneos que nutrem o osso subjacente.

O Endósteo se encontra no interior da cavidade medular do osso, revestido por tecido conjuntivo.

Tecido Ósseo Compacto

Contém poucos espaços em seus componentes rígidos. Dá proteção e suporte e resiste às forças produzidas pelo peso e movimento. Encontrados geralmente nas diáfises.

Tecido Ósseo Esponjoso

Constitui a maior parte do tecido.
Ósseo dos ossos curtos, chatos e irregulares. A maior parte é encontrada nas epifises.

OSSOS DA CABEÇA

O crânio é o esqueleto da cabeça; vários ossos formam suas duas partes: o Neurocrânio e o Esqueleto da Face. O neurocrânio fornece o invólucro para o cérebro e as meninges encefálicas, partes proximais dos nervos cranianos e vasos sangüíneos. O crânio possui um teto semelhante a uma abóbada – a calvária – e um assoalho ou base do crânio que é composta do etmóide e partes do occipital e do temporal. O esqueleto da face consiste em ossos que circundam a boca e o nariz e contribuem para as órbitas.

Neurocrânio - Oito (08) ossos

FRONTAL

O osso frontal é um osso largo ou chato, situado para frente e para cima e apresenta duas porções: uma vertical, a escama, e uma horizontal, os tetos das cavidades orbitais e nasais.

Escama

Face Externa

Esta face é convexa e nela encontramos as seguintes estruturas:

Borda Supra - Orbital
Túber Frontal - 3 centímetros acima da borda supra-orbital
Arcos Superciliares - saliências que se estendem lateralmente à glabela
Glabela - entre os dois arcos superciliares (ponto antropométrico)
Sutura Metópica - encontrada em alguns raros casos e localiza-se logo acima da glabela e se estende até o bregma pela linha sagital mediana. Esta sutura, na infância, divide o osso em dois, podendo permanecer por toda a vida.
Incisura ou Forame Supra-Orbital - passagem de vasos e nervos supra-orbitais
Incisura Nasal - intervalo áspero e irregular
Espinha Nasal - localiza-se anteriormente e no centro da incisura nasal

Face Interna

Crista Frontal
Forame Cego - localiza-se na terminação da crista frontal e é nele que a dura máter se insere

Tetos das Cavidades Orbitais e Nasais

Formam o teto da órbita, a incisura etmoidal (separa as duas lâminas orbitais) e os óstios do seio frontal (anteriores a incisura etmoidal). Este seio torna o frontal um osso com características de osso pneumático, oco.

O frontal articula-se com doze ossos:

Esfenóide
Etmóide
Parietais (2)
Nasais (2)
Maxilares (2)
Lacrimais (2)
Zigomáticos (2)

Frontal - Cavidades Orbitais e Nasais

OCCIPITAL

É perfurado por uma abertura grande e oval, o forame magno, através do qual a cavidade craniana comunica-se com o canal vertebral.

Apresenta duas porções: escamosa e basilar.

a) Escamosa: Lâmina curvada que se estende posteriormente ao forame occipital.
b) Basilar:
Anterior ao forame occipital e espessa.

Escamosa

Face Externa: posterior e convexa.

Apresenta as seguintes estruturas:

Protuberância Occipital Externa

Localiza-se entre o ápice do osso e o forame magno
Crista Occipital Externa

Linha Occipital (Nucal) Suprema

Local de inserção da gálea aponeurótica. Localiza-se lateralmente a protuberância occipital externa

Linha Occipital (Nucal) Superior

Localiza-se abaixo da linha nucal suprema

Linha Occipital (Nucal) Inferior

Logo abaixo da linha nucal superior

Face Interna

Localiza-se anteriormente.

Apresenta as seguintes estruturas:

Eminência Cruciforme - divide a face interna em quatro fossas
Protuberância Occipital Interna - ponto de interseção das quatro divisões
Sulco Sagital - aloja a porção posterior do seio sagital superior
Crista Occipital Interna - porção inferior da eminência cruciforme
Sulco do Seio Transverso - lateralmente à protuberância occipital interna
Fossas Occipitais Superiores (Cerebrais)
Fossas Occipitais Inferiores (Cerebelares)

Basilar

Forame Magno: Grande abertura oval que dá passagem à medula oblonga (tronco encefálico - bulbo) e suas membranas (meninges), líquor, nervos, artérias, veias e ligamentos

Lateral

Côndilos Occipitais: Tem forma oval e articulam com a 1ª vértebra cervical (Atlas)
Canal do Hipoglosso:
Pequena escavação na base do côndilo occipital que dá saída ao nervo do hipoglosso (12º par craniano) e entrada a um ramo meníngeo da artéria faríngea ascendente.
Canal Condilar:
Ao lado do forame magno (dá passagem à veias)
Processo Jugular:
Localizado lateralmente ao côndilo occipital

O occipital articula-se com seis ossos

Parietais (2)
Temporais (2)
Esfenóide
Atlas

ESFENÓIDE

É um osso irregular, ímpar e situa-se na base do crânio anteriormente aos temporais e à porção basilar do osso occipital.

O osso esfenóide é dividido em: corpo (1), asas menores (2), asas maiores (2) e processos pterigóideos (2).

Corpo

a) Face Superior

Fossa Hipofisária
Processos Clinóides Médios e Posteriores
Espinha Etmoidal - articula-se com a lâmina crivosa do osso etmóide
Sela Túrsica - aloja a hipófise
Clivo - apoio da porção superior da ponte

b) Face Anterior

Crista Esfenoidal - forma parte do septo do nariz
Seio Esfenoidal - cavidades preenchidas com ar (osso pneumático) e servem para deixar o crânio mais leve. Raramente são simétricas

c) Face Inferior

Rostro Esfenoidal - espinha triangular na linha mediana
Processo Vaginal - de cada lado do rostro esfenoidal

d) Face Lateral

Sulco Carótido - sulco em forma de "S"
Língula - crista óssea no ângulo entre o corpo e a asa maior

Asas Menores

Canal Óptico - passagem do nervo óptico (2º par craniano) e artéria oftalmica
Processo Clinóide Anterior

Asas Maiores

Forame Redondo - passagem do nervo maxilar (5º par craniano - nervo trigêmeo)
Forame Oval - passagem do nervo mandibular (5º par craniano - nervo trigêmeo) e artéria meníngea acessória
Forame Espinhoso - passagem de vasos meníngeos médios e a um ramo do nervo mandibular
Espinha Esfenoidal
Face Temporal
Face Orbital

Processos Pterigóideos

Lâmina Pterigódea Medial
Lâmina Pterigóidea Lateral
Fossa Pterigóidea
Incisura Pterigóidea - entre as duas laminas

Entre as Asas Menores e Maiores

Fissura Orbitária Superior ou Fenda Esfenoidal - passagem do nervo oculomotor (3º par craniano), nervo troclear (4º par craniano), romo oftálmico do nervo trigêmeo (5º par craniano) e nervo abducente (6º par craniano).

ETMÓIDE

É um osso leve, esponjoso, irregular, ímpar e situa-se na parte anterior do crânio.

Apresenta 4 partes: 1 lâmina horizontal (crivosa), 1 lâmina perpendicular e 2 massas laterais (labirintos)

Lâmina Horizontal (Crivosa)

Crista Galli - processo triangular na linha mediana
Forames Olfatórios - localiza-se ao lado da crista Galli e dá passagem aos nervos olfatórios

Lâmina Perpendicular

Lâmina achatada que forma a parede mediana do septo nasal

Massas Laterais (Labirinto)

Processo Uncinado
concha nasal superior
concha nasal média

O osso etmóide articula-se com treze ossos: frontal (1), esfenoide (1), nasais (2), lacrimais (2), maxilares (2), palatinos (2), conchas nasais inferiores (2) e o vômer (1).

TEMPORAL

É um osso par, muito complexo, é importante porque no seu interior encontra-se o aparelho auditivo

Divide-se em 3 partes: Escamosa, Timpânica e Petrosa.

Parte Escamosa

Processo Zigomático - longo arco que se projeta da parte inferior da escama
Fossa Mandibular - articula-se com o côndilo da mandíbula

Parte Timpânica

Meato Acústico Externo

Parte Petrosa (Pirâmide)

Processo Estilóide - espinha aguda localizada na face inferior do osso temporal
Processo Mastóide -
projeção crônica que pode variar de tamanho e forma
Meato Acústico Interno -
dá passagem ao nervo facial, acústico e intermediário e ao ramo auditivo interno da artéria basilar
Forame estilomastóide -
localiza-se entre o processo mastóide e estilóide
Canal Carótico -
dá passagem à artéria carótida interna e ao plexo nervoso carótido
Fossa Jugular -
aloja o bulbo da veia jugular interna

O osso temporal articula-se com 5 ossos: occipital, parietal, zigomático, esfenóide e mandíbula.

PARIETAL

O parietal forma o teto do crânio. Osso par, chato e apresenta 2 faces, 4 bordas e 4 ângulos.

Faces

Face Externa é convexa, lisa e lateral
Face Interna é côncava e medial apresentando sulcos anteriores que correspondem aos ramos da artéria meningea média

Bordas

Borda Superior / Sagital / Parietal
Borda Anterior / Frontal / Coronal
Borda Posterior / Occipital / Lambdóidea
Borda Inferior / Escamosa / Temporal

Ângulos

Ângulo Frontal
Ângulo Esfenoidal
Ângulo Mastóideo
Ângulo Occipital

MAXILA

É um osso plano e irregular.

Forma quatro cavidades: o teto da cavidade bucal, o soalho e a parede lateral do nariz, o soalho da órbita e o seio maxilar, Cada osso spresenta um corpo e quatro processos.

Corpo

Forame Infra-Orbitário - passagem para os vasos e nervo infra-orbitais
Face Orbital - forma a maior parte do soalho da órbita
Seio Maxilar - grande cavidade piramidal dentro do corpo da maxila

Processos

Frontal - forte lâmina que parte do limite lateral do nariz
Zigomático - eminência triangular e áspera localizada no ângulo de separação das faces anterior, infratemporal e orbital
Alveolar - cavidades profundas para recepção dos dentes
Palatino - horizontal e projeta-se medialmente da face nasal do osso

A maxila articula-se com nove ossos: frontal, etmóide, nasal, zigomático, concha nasal inferior, lacrimal, palatino, vômer e maxila do lado oposto.

PALATINO

Forma a parte posterior do palato duro, parte do soalho e parede lateral da cavidade nasal e o soalho da órbita.

É formado por uma parte vertical e uma horizontal e apresenta 3 processos: piramidal, orbital e esfenoidal.

Parte Horizontal

Apresenta duas faces e três bordas:

Face Nasal - forma o soalho da cavidade nasal
Face Inferior (Palatina) - forma parte do palato duro

Borda Anterior - articula-se com a maxila
Borda Posterior - serve como inserção do palato mole e úvula
Borda Medial - articula-se com o osso palatino do lado oposto

Parte Vertical

Apresenta duas faces e quatro bordas:

Face Nasal - articula-se com a concha nasal inferior e média
Face Maxilar - articula-se com a maxila

Borda Anterior - é fina e irregular
Borda Posterior - articula-se com o osso esfenóide
Borda Superior - articula-se com o corpo do osso esfenóide
Borda Inferior

Processos

Processo Piramidal - articula-se com a maxila
Processo Orbital - articula-se com a maxila, esfenóide, etmóide. Forma parte do soalho da órbita
Processo Esfenoidal - articula-se com o osso esfenóide

O osso palatino articula-se com 6 ossos: esfenóide, etmóide, vômer, maxila, concha nasal inferior e com o osso palatino do lado oposto.

NASAL

Forma, com o nasal do lado oposto, o dorso do nariz.

O osso nasal articula-se com 4 ossos: frontal, etmóide, maxila e nasal do lado oposto.

LACRIMAL

Localiza-se na parte medial da órbita. É o menor e mais frágil osso da face.

O osso lacrimal articula-se com 4 ossos: frontal, etmóide, maxila e concha nasal inferior

CONCHA NASAL INFERIOR

Localiza-se ao longo da parede lateral da cavidade nasal.

Apresenta duas faces e duas bordas:

Face Medial - convexa
Face Lateral - côncava

Borda Superior - apresenta três processos: lacrimal, etmoidal e maxilar
Borda Inferior - é livre e espessa

A concha nasal inferior articula-se com 4 ossos: etmóide, maxila, lacrimal e palatino.

TÓRAX

É uma caixa osteocartilagínea que contém os principais órgãos da respiração e circulação e cobre parte dos órgãos abdominais.

A face dorsal é formado pelas doze vértebras torácicas, e a parte dorsal das doze costelas. A face ventral é constituída pelo esterno e cartilagens costais. As faces laterais são compostas pelas costelas e separadas umas das outras pelos onze espaços intercostais, ocupados pelos músculos e membranas intercostais.

ESTERNO

É um osso chato, plano e ímpar. É um importante osso hematopoético.

Apresenta 3 partes: manúbrio, corpo e processo xifóide.

Manúbrio

Face Anterior

Externa ou Peitoral
Lisa

Face Posterior

Interna ou Pleural
Côncava e Lisa

Borda Superior

Incisura Jugular
Incisuras Claviculares Direita e Esquerda

Borda Lateral

Apresenta uma incisura costal para a 1ª cartilagem costal e 1/2 para a 2ª

Borda Inferior

Articula-se com o corpo
Ângulo Esternal - entre o Manúbrio e o Corpo

Corpo

Face Externa: Anterior ou peitoral (plana)
Face Interna: Posterior ou pleural (côncava)

Borda Superior: Articula-se com o manúbrio
Borda Inferior: Articula-se como processo xifóide
Borda Lateral: 1/2 incisura costal para a 2ª cartilagem costal e incisuras costais para 3ª a 7ª cartilagem costal

Processo Xifóide

É fino e alongado. É a menor das três porções.

Forame do processo xifóide

O esterno articula-se com as clavículas e as cartilagens das sete primeiras costelas.

COSTELAS

As costelas são em número de 12 pares. São ossos alongados, em forma de semi-arcos, ligando as vértebras torácicas ao esterno.

As costelas são classificadas em:

7 Pares Verdadeiras: Articulam se diretamente ao esterno
3 Pares Falsas Propriamente Ditas: Articulam-se indiretamente (cartilagens)
2 Pares Falsas Flutuantes: São livres

1ª Costela

Face Superior

Sulco Ventral - passagem da veia subclávia
Tubérculo Escaleno - Inserção do músculo escaleno anterior
Sulco Dorsal - passagem da artéria subclávia
Tubérculo do Músculo Escaleno Médio

2ª a 12ª Costelas

Extremidade Posterior

Cabeça da Costela - Parte da costela que articula-se com a coluna vertebral (vértebras torácicas)
Fóvea da Cabeça da Costela
Colo da Costela - Porção achatada que se estende lateralmente à cabeça
Tubérculo da Costela - Eminência na face posterior da junção do colo com o corpo
Fóvea do Tubérculo da Costela
Ângulo Costal

Corpo (Diáfise)

Face Externa
Face Interna

Borda Superior
Borda Inferior

Sulco Costal

2 Veias
1 Artéria
1 Nervo Intercostal

OSSOS DA COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral, também chamada de espinha dorsal, estende-se do crânio até a pelve. Ela é responsável por dois quintos do peso corporal total e é composta por tecido conjuntivo e por uma série de ossos, chamados vértebras, as quais estão sobrepostas em forma de uma coluna, daí o termo coluna vertebral. A coluna vertebral é constituída por 24 vértebras + sacro + cóccix e constitui, junto com a cabeça, esterno e costelas, o esqueleto axial.

Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se com o osso do quadril ( Ilíaco ).

A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea.

São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas.

Sistema Esquelético

Curvaturas da Coluna Vertebral

Numa vista lateral, a coluna apresenta várias curvaturas consideradas fisiológicas.

São elas: cervical (convexa ventralmente - LORDOSE), torácica (côncava ventralmente - CIFOSE), lombar (convexa ventralmente - LORDOSE) e pélvica (côncava ventralmente - CIFOSE). Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de HIPERCIFOSE (Região dorsal e pélvica) ou HIPERLORDOSE (Região cervical e lombar).

Numa vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de ESCOLIOSE.

Funções da Coluna Vertebral

Protege a medula espinhal e os nervos espinhais
Suporta o peso do corpo
Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça
Exerce um papel importante na postura e locomoção
Serve de ponto de fixação para as costelas, a cintura pélvica e os músculos do dorso
Proporciona flexibilidade para o corpo, podendo fletir-se para frente, para trás e para os lados e ainda girar sobre seu eixo maior.

Canal Vertebral

O canal vertebral segue as diferentes curvas da coluna vertebral. É grande e triangular nas regiões onde a coluna possui maior mobilidade (cervical e lombar) e é pequeno e redondo na região que não possui muita mobilidade (torácica).

Na imagem ao lado (vista superior da coluna vertebral), podemos observar o canal vertebral. Ele é formado pela junção das vértebras e serve para dar proteção à medula espinhal. Além do canal vertebral, a medula também é protegida pelas menínges, pelo líquor e pela barreira hemato-encefálica.

As vértebras podem ser estudadas sobre três aspectos: características gerais, regionais e individuais.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

São encontradas em quase todas as vértebras (com excessão da 1ª e da 2ª vértebras cervicais) e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto.

Todas as vértebras apresentam 7 elementos básicos:

1. Corpo

É a maior parte da vértebra. É único e mediano e está voltado para frente é representado por um segmento cilindro, apresentando uma face superior e outra inferior.

FUNÇÃO

Sustentação.

2. Processo Espinhoso

É a parte do arco ósseo que se situa medialmente e posteriormente.

FUNÇÃO

Movimentação.

3. Processo Transverso

São 2 prolongamento laterais, direito e esquerdo, que se projetam transversalmente de cada lado do ponto de união do pedículo com a lâmina.

FUNÇÃO

Movimentação.

4. Processos Articulares

São em número de quatro, dois superiores e dois inferiores. São saliências que se destinam à articulação das vértebras entre si.

FUNÇÃO: Obstrução.

5. Lâminas: São duas lâminas, uma direita e outra esquerda, que ligam o processo espinhoso ao processo transverso.

FUNÇÃO

Proteção.

6. Pedículos

São partes mais estreitadas, que ligam o processo transverso ao corpo vertebral.

FUNÇÃO

Proteção.

7. Forame Vertebral

Situado posteriormente ao corpo e limitado lateral e posteriormente pelo arco ósseo.

FUNÇÃO

Proteção

CARACTERÍSTICAS REGIONAIS

Permitem a diferenciação das vértebras pertencentes a cada região.

Vários são os elementos de diferenciação, mas será suficiente observar os processos transversos:

Vértebras Cervicais
Vértebra Cervical

Possuem um corpo pequeno exceto a primeira e a segunda vértebra. Em geral apresentam processo espinhal bífido e horizontalizado e seus processo transversos possuem forames transversos (passagem de artérias e veias vertebrais).

Vértebra Torácica

O processo espinhoso não é bifurcado e se apresenta descendente e pontiagudo. As vértebras torácicas se articulam com as costelas, sendo que as superfícies articulares dessas vértebras são chamadas fóveas e hemi-fóveas. As fóveas podem estar localizadas no corpo vertebral, pedículo ou nos processos transversos.

Vértebra Lombar

Os corpos vertebrais são maiores. O processo espinhal não é bifurcado, além de estar disposto em posição horizontal. Apresenta o forame vertebral em forma triangular e processos mamilares. Apresenta um processo transverso bem desenvolvido chamado apêndice costiforme. Pode ser diferenciado também por não apresentar forame no processo transverso e nem a fóvea costal.

Na coluna vertebral encontramos também o sacro (cerca de quatro ou cinco vértebras fundidas - não móveis) e inferiormente ao mesmo, localiza-se o cóccix (fusão de 4 vértebras - não móveis).

Disco Intervertebral

Sistema Esquelético

Entre os corpos de duas vértebras adjacentes desde a segunda vértebra cervical até o sacro, existem discos intervertebrais.

Constituído por um disco fibroso periférico composto por tecido fibrocartilaginoso, chamado ANEL FIBROSO; e uma substância interna, elástica e macia, chamada NÚCLEO PULPOSO. Os discos formam fortes articulações, permitem vários movimentos da coluna vertebral e absorvem os impactos.

OSSOS DO MEMBRO SUPERIOR

Os ossos dos membros superiores podem ser divididos em quatro segmentos:

Cintura Escapular - Clavícula e Escápula
Braço - Úmero
Antebraço - Rádio e Ulna
Mão - Ossos da Mão

CLAVÍCULA

A clavícula forma a porção ventral da cintura escapular. É um osso longo curvado como um “S” itálico, situado quase que horizontalmente logo acima da primeira costela. Articula-se medialmente com o manúbrio do esterno e lateralmente com o acrômio da escápula. Tem duas extremidades, duas faces e duas bordas.

Diáfise

Borda Anterior
Borda Posterior
Face Superior - convexa
Face Inferior - plana e apresenta o sulco subclávio

Epífises

Epífise Medial - esternal e mais volumosa
Epífise Lateral - acromial e mais achatada

A clavícula articula-se com dois ossos: escápula e esterno.

ESCÁPULA

É um osso par, chato bem fino podendo ser translúcido em certos pontos. Forma a parte dorsal da cintura escapular.

Tem a forma triangular apresentando duas faces, três bordas e três ângulos.

Faces

Face Dorsal

Espinha da Escápula - Separa as fossas supra e infra-espinhal
Acrômio - Localiza-se na extremidade da espinha
Fossa Supra-Espinhosa - É côncava e lisa, localizada acima da espinha
Fossa Infra-Espinhosa - É côncava e localiza-se abaixo da espinha

Face Costal

Fossa Subscapular

Bordas

Borda Superior

Incisura Escapular - Incisura semi-circular localizada na porção lateral e é formada pela base do processo coracóide
Processo Coracóide - Processo curvo e espesso próximo ao colo da escápula

Ângulos

Ângulo Inferior - Espesso e áspero
Ângulo Superior -
Fino, liso e arredondado
Ângulo Lateral -
É ampliado em um processo espesso. Entra na articulação do ombro
Cavidade Glenóide -
É uma escavação da escápula que se articula com o úmero
Tubérculo Supra-Glenoidal - Localiza-se acima da cavidade glenóide
Tubérculo Infra-Glenoidal - Localiza-se abaixo da cavidade glenóide

A escápula articula-se com dois ossos: úmero e clavícula.

ÚMERO

É o maior e mais longo osso do membro superior. Articula-se com a escápula na articulação do ombro e com o rádio e a ulna na articulação do cotovelo.

Apresenta duas epífises e uma diafíse.

Epífise Proximal

Cabeça do Úmero - Articula-se com a cavidade glenóide da escápula
Tubérculo Maior - Situa-se lateralmente à cabeça e ao tubérculo menor
Tubérculo Menor - Projeta-se medialmente logo abaixo do colo
Colo Anatômico - Forma um ângulo obtuso com o corpo
Colo Cirúrgico
Sulco Intertubercular - Sulco profundo que separa os dois tubérculos

Epífise Distal

Tróclea - Semelhante a um carretel. Articula-se com a ulna
Capítulo - Eminência lisa e arredondata. Articula-se com o rádio
Epicôndilo Medial - Localiza-se medialmente à tróclea.
Epicôndilo Lateral - Pequena eminência tuberculada. Localizado lateralmente ao capítulo
Fossa Coronóide - Pequena depressão que recebe processo coronóide da ulna na flexão do antebraço
Fossa Radial - Pequena depressão
Fossa do Olécrano - Depressão triangular profunda que recebe o olécrano na extensão do antebraço
Sulco do Nervo Ulnar - Depressão localizada inferiormente ao epicôndilo medial

Diáfise

Tuberosidade Deltoídea - Elevação triangular áspera para inserção do músculo deltóide
Sulco do Nervo Radial - Depressão oblíqua ampla e rasa.

O úmero articula-se com três ossos: a escápula, o rádio e a ulna.

RÁDIO

É o osso lateral do antebraço. É o mais curto dos dois ossos do antebraço. Articula-se proximalmente com o úmero e a ulna e distalmente com os ossos do carpo e a ulna. Apresenta duas epífises e uma diáfise.

Epífise Proximal

Cabeça - É cilíndrica e articula-se com o capítulo do úmero
Cavidade Glenóide - Articula-se com o capítulo (úmero)
Colo do Rádio - Porção arredondada, lisa e estrangulada localizada abaixo da cabeça
Tuberosidade Radial - Eminência localizada medialmente, na qual o tendão do bíceps se insere

Epífise Distal

Incisura Ulnar - Face articular para a ulna
Incisura Cárpica - É côncava, lisa e articula-se com o osso escafóide e semilunar
Processo Estilóide - Projeção cônica

Diáfise

Apresenta três bordas e três faces.

Bordas

Borda Interóssea
Borda Anterior
Borda Dorsal

Faces

Face Anterior
Face Dorsal
Face Lateral

O rádio articula-se com quatro ossos: o úmero, a ulna, o escafóide e o semilunar.

ULNA

É o osso medial do antebraço. Articula-se proximalmente com o úmero e o rádio e distalmente apenas com o rádio. É um osso longo que apresenta duas epífises e uma diáfise.

Epífise Proximal

Olécrano - Eminência grande que forma a ponta do cotovelo
Incisura Troclear - Grande depressão formada pelo olécrano e o processo coronóide e serve para articulação com a tróclea do úmero
Processo Coronóide - Projeta-se da parte anterior e proximal do corpo da ulna
Incisura Radial - Articula-se com a cabeça do rádio
Tuberosidade Ulnar

Epífise Distal

Cabeça da Ulna - Eminência articular arredondada localizada lateralmente
Processo Estilóide - Localizado mais medialmente e é mais saliente (não articular)

Diáfise

Apresenta três bordas e três faces.

Bordas

Borda Interóssea
Borda Anterior
Borda Dorsal

Faces

Face Anterior
Face Dorsal
Face Medial

A ulna articula-se com dois ossos: o úmero e o rádio.

MÃO

A mão se divide em: carpo, metacarpo e falanges.

Ossos do Carpo

São oito ossos distribuídos em duas fileiras: proximal e distal.

Fileira Proximal: Escáfoide, Semilunar, Piramidal e Pisiforme
Fileira Distal:
Trapézio, Trapezóide, Capitato e Hamato

Ossos do Metacarpo

É contituído por 5 ossos metacarpianos que são numerados no sentido látero-medial em I, II, III, IV e V e correspondem aos dedos da mão. Considerados ossos longos, apresentam uma epífise proximal que é a base, uma diáfise (corpo) e uma epífise distal que é a cabeça.

Ossos dos Dedos da Mão

Apresentam 14 falanges:

Do 2º ao 5º dedos:

1ª falange (Proximal)
2ª falange (Média)
3ª falange (Distal)

Polegar:

1ª falange (Proximal)
2ª falange (Distal)

OSSOS DO MEMBRO INFERIOR

O membro inferior tem função de sustentação do peso corporal, locomoção, tem a capacidade de mover-se de um lugar para outro e manter o equilíbrio. Os membros inferiores são conectados ao tronco pelo cíngulo do membro inferior (ossos do quadril e sacro).

A base do esqueleto do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril, que são unidos pela sínfise púbica e pelo sacro. O cíngulo do membro inferior e o sacro juntos formam a PELVE ÓSSEA.

Os ossos dos membros inferiores podem ser divididos em quatro segmentos:

Cintura Pélvica - Ilíaco (Osso do Quadril)
Coxa - Fêmur e Patela
Perna - Tíbia e Fíbula
Pé - Ossos do Pé

ILÍACO (OSSO DO QUADRIL)

O membro inferior é especializado para sustentar o peso do corpo e a locomoção, a capacidade de mover-se de um lugar para outro e manter o equilíbrio, a condição de estar uniformemente balanceado. Os membros inferior são conectados ao tronco pelo cíngulo do membro inferior (ossos do quadril e sacro).

O esqueleto do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril, unidos na sínfise púbica e no sacro. O cíngulo do membro inferior e o sacro juntos formam a PELVE ÓSSEA.

O Ilíaco é um osso plano, chato, irregular, par e constituído pela fusão de três ossos:

Ílio - 2/3 superiores
Ísquio - 1/3 inferior e posterior (mais resistente)
Púbis - 1/3 inferior e anterior

O osso apresenta duas faces, quatro bordas e quatro ângulos.

Faces

Face Externa

Asa Ilíaca - linha glútea posterior, linha glútea anterior e linha glútea inferior
Cavidade do Acetábulo - grande cavidade articular constituída pela união dos três ossos do quadril: ílio, ísquio e púbis. O acentábulo apresenta as seguintes estruturas: face semilunar, fossa do acetábulo e incisura do acetábulo
Forame Obturatório - grande abertura arredondada localizada entre o ísquio e o púbis

Face Interna

Fossa Ilíaca - face grande, lisa e côncava
Face Auricular
Linha Arqueada - divide o ílio em corpo e asa

Bordas

Borda Superior

Crista Ilíaca - dividida em: lábio externo e interno e uma linha intermediária

Borda Anterior

Espinha Ilíaca Ântero-Superior
Espinha Ilíaca Ântero-Inferior
Eminência Iliopectínea - ponto de união do ílio com o púbis

Borda Posterior

Espinha Ilíaca Póstero-Superior
Espinha Ilíaca Póstero-Inferior
Incisura Isquiática Maior - superior à espinha isquiática
Espinha Isquiática - eminência triangular fina e pontiaguda
Incisura Isquiática Menor - inferior à espinha isquiática
Túber Isquiático - grande saliência dilatada

Borda Inferior

Ramo do Isquiopúbico - união do ísquio com o púbis

Ângulos

Ântero-Superior: Espinha ilíaca ântero-superior
Póstero-Superior: Espinha ilíaca póstero-superior
Póstero Inferior: Túber isquiátco
Ântero-Inferior: Púbis

O Ilíaco se articula com três ossos: sacro, fêmur e o ilíaco do lado oposto.

FÊMUR

O fêmur é o mais longo e pesado osso do corpo. O fêmur consiste em uma diáfise e duas epífises. Articula-se proximalmente com o osso do quadril e distalmente com a patela e a tíbia.

Epífise Proximal

Cabeça do Fêmur - é lisa e arredondada
Fôvea da Cabeça do Fêmur - localiza-se na cabeça do fêmur
Colo Anatômico - liga a cabeça com o corpo
Trocanter Maior - eminência grande, irregular e quadrilátera localizada na borda superior do fêmur
Trocanter Menor - localiza-se posteriormente na base do colo. É uma eminência cônica que pode variar de tamanho
Linha Intetrocantérica - se dirige do trocânter maior para o trocânter menor na face anterior
Crista Intetrocantérica - crista proeminente localizada na face posterior, correndo numa curva oblíqua do topo do trocânter maior para o menor

Epífise Distal

Face Patelar - articula-se com a patela
Côndilo Medial - articula-se com a tíbia medialmente
Condilo Lateral - articula-se com a tíbia lateralmente
Fossa Intercondilar - localiza-se entre os côndilos
Epicôndilo Medial - proeminência áspera localizada medialmente ao côndilo medial
Epicôndilo Lateral - proeminência áspera localizada lateralmente ao côndilo lateral s

Corpo

Linha Áspera - localiza-se na face posterior do fêmur. Distalmente, a linha áspera se bifurca limitando a superfície poplítea e proximalmente se trifurca em: linha glútea, linha pectínea e linha espiral.
O fêmur se articula com três ossos:
o ilíaco, a patela e a tíbia.

PATELA

A patela é um osso pequeno e triangular, localizado anteriormente à articulação do joelho. É um osso sesamóide.

É dividida em: base (larga e superior) e ápice (pontiaguda e inferior). Articula-se somente com o fêmur.

Face Anterior

É convexa

Face Posterior

Apresenta uma área articular lisa e oval

Borda Proximal - é espessa e pode ser chamada de BASE
Borda Medial - é fina e converge distalmente
Borda Lateral - é fina e converge distalmente

A patela articula-se com o fêmur.

TÍBIA

Exceto pelo fêmur, a tíbia é o maior osso no corpo que suporta peso. Está localizada no lado ântero-medial da perna. Apresenta duas epífises e uma diáfise. Articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.

Epífise Proximal

Côndilo Lateral - eminência que articula com o côndilo lateral do fêmur
Côndilo Medial - eminência que articula com o côndilo medial do fêmur
Eminência Intercondilar - localiza-se entre os dois côndilos
Tuberosidade da Tíbia - grande elevação oblonga que se insere o ligamento patelar
Fóvea Fibular - local da tíbia que articula com a fíbula (lateral à tuberosidade da tíbia)

Epífise Distal

Maléolo Medial - processo piramidal
Fossa para o Tálus - articula-se com o tálus
Incisura Fibular - local de articulação com a fíbula

Corpo

Borda Anterior - crista (mais proeminente)
Borda Medial - lisa e arredondada
Borda Lateral - crista interóssea (fina e proeminente)

Face Posterior - apresenta a linha do músculo sóleo
Face Lateral - mais estreita que a medial
Face Medial - lisa, convexa e larga

A tíbia articula-se com três ossos: fêmur, fíbula e tálus.

FÍBULA

A fina fíbula situa-se póstero-lateralmente à tíbia e serve principalmente para fixação de músculos. Não possui função de sustentação de peso. Articula-se com a tíbia (proximalmente e distalmente) e o tálus distalmente.

Epífise Proximal

Cabeça da Fíbula - forma irregular
Face Articular para a Tíbia - face plana que articula-se com o côndilo lateral da tíbia

Epífise Distal

Maléolo Lateralexpanção distal da fíbula
Face Articular para o Tálus

Corpo (Diáfise)

Borda Anterior - espessa e áspera
Borda Interóssea - crista interóssea
Borda Posterior - inicia no ápice e termina na borda posterior do maléolo lateral

Face Medial - estreita e plana. Constitui o intervalo entre as bordas anterior e interóssea
Face Lateral - é convexa e localiza-se entre as bordas anterior e posterior
Face Posterior - entre as bordas posterior e interóssea

A fíbula articula-se com dois ossos: tíbia e tálus.

OSSOS DO PÉ

O pé se divide em: tarso, metatarso e falanges.

Ossos do Tarso

São em número de 7 divididos em duas fileiras: proximal e distal.

Fileira Proximal: Calcâneo (túber do calcâneo) e Tálus (tróclea)
Fileira Distal: Navicular, Cubóide, Cuneiforme Medial, Cuneiforme Intermédio (Médio) e Cuneiforme Lateral

Metatarso

É contituído por 5 ossos metatarsianos que são numerados no sentido medial para lateral em I, II, III, IV e V e correspondem aos dedos do pé, sendo o I denominado hálux e o V mínimo. Considerados ossos longos. Apresentam uma epífise proximal que é a base e uma epífise distal que é a cabeça.

Dedos do Pé

Apresentam 14 falanges:

Do 2º ao 5º dedos:

1ª falange (Proximal)
2ª falange (Média)
3ª falange (Distal)

Hálux:

1ª falange (Proximal)
2ª falange (Distal)

Fonte: www.auladeanatomia.com

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