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Bulbo

 

O Bulbo tem sua origem na base do crânio e continua na medula.

O que é

É um órgão elaborador de atos reflexos e, como tal, rege a atividade de funções tão importantes para a vida como a respiratória e a do coração.

Bulbo

Localizado abaixo da ponte, controla importantes funções do nosso organismo, entre elas: a respiração, o ritmo dos batimentos cardíacos e certos atos reflexos (como a deglutição, o vômito, a tosse e o piscar dos olhos).

Bulbo
Tronco Cerebral

O tronco cerebral é constituído por três partes: os pedúnculos cerebrais, a ponte de Varólio, o bulbo ou medula alongada.

O bulbo ou medula alongada continua na medula espinhal depois que esta penetra no crânio. Tem a forma de um tronco de pirâmide. Mede 3 cm de largura e pesa cerca de 7 gramas.

A ponte de Varólio, também chamada 'protuberância anular', está situada adiante do bulbo, como uma faixa que o contornasse e que dos lados seria continuada pelos pedúnculos cerebelares médios que alcançam o cerebelo.

A formaçâo que está atrás da ponte, isto é, o bulbo, acaba, assim, por estar em contato com o cerebelo; entre os dois órgãos há o quarto ventrículo, o qual, mediante o 'aqueduto de Sylvius', comunica, em cima, com o terceiro ventrículo. Embaixo, contrariamente, se estreita, continuando com o canal central da medula. A ponte é constituída superficialmente por fibras que se cruzam; em profundidade achamos núcleos de substância cinzenta, alguns dos quais constituem a origem de um certo número de nervos cranianos

Os pedúnculos cerebelares apresentam-se sob a forma de dois cordões brancos que vão divergindo de baixo para cima para penetrar no cerebelo propriamente dito. Dos doze pares de nervos que têm origem no encéfalo, e que por essa razão ae chamam 'nervos cranianos', dez emergem do tronco cerebral. Para fora do crânio, o sistema nervoso central é continuado pela medula espinhal.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Bulbo

Tronco Encefálico

O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-se ventralmente ao cerebelo.

Possui três funções gerais:

1) recebe informações sensitivas de estruturas cranianas e controla os músculos da cabeça;
2)
contém circuitos nervosos que transmitem informações da medula espinhal até outras regiões encefálicas e, em direção contrária, do encéfalo para a medula espinhal;
3)
regula a atenção, função esta que é mediada pela formação reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de tamanhos e tipos diferentes, separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico).

Além destas 3 funções gerais, as várias divisões do tronco encefálico desempenham funções motoras e sensitivas específicas.

Na constituição do tronco encefálico entram corpos de neurônios que se agrupam em núcleos e fibras nervosas, que, por sua vez, se agrupam em feixes denominados tratos, fascículos ou lemniscos.

Estes elementos da estrutura interna do tronco encefálico podem estar relacionados com relevos ou depressões de sua superfície.

Muitos dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem fibras nervosas que entram na constituição dos nervos cranianos.

Dos 12 pares de nervos cranianos, 10 fazem conexão no tronco encefálico.

O tronco encefálico se divide em: BULBO, situado caudalmente; MESENCÉFALO, situado cranialmente; e PONTE, situada entre ambos.

O Bulbo

O que é

O bulbo, bulbo raquídeo ou ainda medula oblonga, é a parte menor e mais caudal do tronco encefálico. Derivando do mielencéfalo embrionário, o bulbo é contínuo, em sua parte inferior, com a medula espinhal e, na superior com a ponte.

Bulbo

O bulbo forma, deste modo, uma zona transicional conectando a região menos diferenciada do sistema nervoso central, que é a medula espinhal, com as regiões mais diferenciadas do encéfalo. Os sulcos e as fissuras na superfície da medula espinhal cervical, bem como muitas das colunas nucleares e as vias de fibras, presentes no interior da medula espinhal, se prolongam por distâncias variáveis no bulbo.

Em sua superfície ventral, os sulcos ventrolaterais se estendem por todo o bulbo, até a base da ponte, representando o ponto de entrada das radículas do nervo hipoglosso (XII par encefálico). Os funículos ventrais da medula espinhal se estendem pelo bulbo inferior e, rostral à decussação das pirâmides, são substituídos por elevações aumentadas, chamadas de pirâmides bulbares (eminências alongadas, formadas por um feixe compacto de fibras nervosas descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula , que será estudado com o nome de trato córtico-espinhal ou trato piramidal).

A fissura ventromedial é parcialmente obliterada pelas fibras decussantes, mas reaparece rostral a decussação, terminando cranialmente em uma depressão denominada forame cego. Em situação lateral às pirâmides, e estendendo-se até dois centímetros abaixo da ponte, existem duas proeminências ovóides, as olivas, que refletem a presença, em posição subjacente, dos núcleos olivares inferiores. No sulco em situação dorsal a oliva (sulco dorsolateral), ficam as radículas do nervo glossofaríngeo (IX par) e do nervo vago (X par). As radículas do nervo acessório espinhal (XI par) ficam caudais as radículas do nervo vago; todavia, elas se situam ao longo de uma linha contínua com essas radículas, estendendo-se até a medula espinhal cervical superior, ou seja, o nervo acessório possui uma raiz bulbar e uma raiz espinhal.

As olivas são mais facilmente identificadas na vista lateral do tronco encefálico, junto com uma elevação imediatamente lateral a oliva, o tubérculo cinéreo. Esta estrutura está relacionada ao trato espinhal e ao núcleo espinhal do nervo trigêmeo (V par), ambos subjacentes a ela.

A metade caudal do bulbo ou porção fechada do bulbo é percorrida por um estreito canal, continuação direta do canal central da medula. Este canal se abre para formar o IV ventrículo, cujo assoalho é em parte constituído pela metade rostral, ou porção aberta do bulbo. O sulco mediano posterior termina a meia altura do bulbo em virtude do afastamento de seus lábios, que contribuem para a formação dos limites laterais do IV ventrículo. Entre este sulco lateral posterior está situada a área posterior do bulbo, continuação do funículo posterior da medula e, como este, dividida em fascículo grácil e fascículo cuneiforme pelo sulco intermédio posterior.

Estes fascículos são constituídos por fibras nervosas ascendentes, provenientes da medula, que terminam em duas massas de substância cinzenta, os núcleos grácil e cuneiforme, situados na parte mais cranial dos respectivos fascículos, onde determinem o aparecimento de duas eminências, o tubérculo do núcleo grácil (ou clava), medialmente, e o tubérculo do núcleo cuneiforme, lateralmente. Em virtude do aparecimento do IV ventrículo, os tubérculos do núcleo grácil e do cuneiforme afastam-se lateralmente.

O pedúnculo cerebelar inferior é formado pelo corpo restiforme e pelo corpo justa-restiforme. Todavia, muitas vezes a expressão pedúnculo cerebelar inferior é usada como sinônimo de corpo restiforme. O pedúnculo cerebelar inferior é formado por um grosso feixe de fibras que forma as bordas laterais da metade caudal do IV ventrículo, fletindo-se dorsalmente para penetrar no cerebelo.

Três nervos encefálicos emergem do tronco encefálico ao nível da junção pontina: o nervo abducente (VI par), que emerge entre as pirâmides e a ponte; o nervo facial (VII par) que emerge entre a oliva e a ponte; e o nervo vestibulococlear (VIII par) que penetra no tronco encefálico pelo ângulo bulbo-pontino.

Ponte

Derivada da parte basal do metencéfalo embrionário, a ponte fica situada entre o bulbo e o mesencéfalo.

Sua característica mais marcante é uma grande massa ovóide na superfície ventral do tronco encefálico: a ponte basal. Os núcleos pontinos da ponte basal transmitem informação, oriunda do córtex cerebral, para o cerebelo e estes feixes de fibras proporcionam uma estriação transversal a ponte basal. Estas fibras convergem de cada lado para formar um volumoso feixe, o pedúnculo cerebelar médio. A região do tronco encefálico compreendida entre a ponte basal e o assoalho do IV ventrículo é chamada de tegmento pontino. Este é contínuo rostralmente como tegmento mesencefálico. (Figuras abaixo)

Bulbo

Embora diversos núcleos associados a vários nervos encefálicos fiquem localizados no tegmento pontino, o nervo trigêmeo (V par) é o único a emergir da ponte, considera-se como limite entre a ponte e o braço da ponte (pedúnculo cerebelar médio) o ponto de emergência deste nervo. Esta emergência se faz por duas raízes, uma maior ou raiz sensitiva e outra menor ou raiz motora.

Percorrendo longitudinalmente a superfície ventral da ponte existe um sulco, o sulco basilar, que geralmente aloja a artéria basilar.

A parte dorsal da ponte não apresenta linha de demarcação com a parte dorsal da porção aberta do bulbo, constituindo ambas o assoalho do IV ventrículo.

Bulbo

IV VENTRÍCULO À Situação e Comunicações

A cavidade do rombencéfalo tem uma forma losângica e é denominada quarto ventrículo. Situa-se entre o bulbo e a ponte ventralmente, e o cerebelo, dorsalmente. Continua caudalmente com o canal central do bulbo e, cranialmente com o aqueduto cerebral, cavidade do mesencéfalo através do qual o IV ventrículo se comunica com o III ventrículo. A cavidade do IV ventrículo se prolonga de cada lado para formar os recessos laterais, situados na superfície dorsal do pedúnculo cerebelar inferior. Estes recessos se comunicam de cada lado com o espaço subaracnóideo, por meio das aberturas laterais do IV ventrículo (forames de Luschka). Há também uma abertura mediana no IV ventrículo (forame de Magendie), situado no meio da metade caudal do teto do ventrículo. Por meio dessas cavidades o líquido cérebro-espinhal, que enche a cavidade ventricular, passa para o espaço subaracnóideo.

Assoalho do IV Ventrículo

O assoalho de IV ventrículo tem forma losângica e é formado pela parte dorsal da ponte e pela porção aberta do bulbo. Limita-se ínfero-lateralmente pelos pedúnculos cerebelares inferiores e pelos tubérculos dos núcleos grácil e cuneiforme. Súpero-lateralmente, limita-se pelos pedúnculos cerebelares superiores (compactos feixes de fibras nervosas que, saindo de cada hemisfério cerebelar, fletem-se cranialmente e convergem para penetrar no mesencéfalo). O assoalho do IV ventrículo é percorrido em toda a sua extensão pelo sulco mediano.

De cada lado deste sulco há uma eminência, a eminência medial, limitada lateralmente pelo sulco limitante. Este sulco, já estudado a propósito da embriologia do sistema nervoso central, separa os núcleos motores, derivados da lâmina basal e situado medialmente, dos núcleos sensitivos, derivados da lâmina alar e situados lateralmente.

De cada lado, o sulco limitante se alarga para constituir duas depressões, a fóvea superior e a fóvea inferior, situadas respectivamente nas metades cranial e caudal do assoalho do IV ventrículo. Medialmente à fóvea superior, a eminência medial dilata-se para constituir de cada lado uma elevação arredondada, o colículo facial, formado por fibras do nervo facial, que neste nível contornam o núcleo do nervo abducente. Na parte caudal da eminência medial observa-se, de cada lado, uma pequena área triangular de vértice inferior, o trígono do nervo hipoglosso, correspondendo ao núcleo do nervo hipoglosso. Lateralmente ao trígono do nervo hipoglosso e caudalmente à fóvea inferior, existe uma outra área triangular de coloração ligeiramente acinzentada, o trígono do nervo vago, que corresponde ao núcleo dorsal do vago.

Lateralmente ao trígono do vago existe uma estreita crista oblíqua, o funículo separans, que separa este trígono da área postrema, região relacionada com o mecanismo do vômito desencadeado por estímulos químicos. Lateralmente ao sulco limitante e estendendo-se de cada lado em direção aos recessos laterais, há uma grande área triangular, a área vestibular, correspondendo aos núcleos vestibulares do nervo vestíbulo-coclear.

Estendendo-se da fóvea superior em direção ao aqueduto cerebral, lateralmente à eminência medial, encontra-se o locus ceruleus, área de coloração ligeiramente escura, cuja função se relaciona com o mecanismo do sono.

Teto do IV Ventrículo

A metade cranial do teto do IV ventrículo é constituída por uma fina lâmina de substância branca, o véu medular superior, que se estende entre os dois pedúnculos cerebelares superiores.

Na constituição da metade caudal do teto do IV ventrículo temos as seguintes formações:

1) uma pequena parte da substância branca do nódulo do cerebelo;
2)
o véu medular inferior, formação bilateral constituída de uma fina lâmina presa medialmente às bordas laterais do nódulo do cerebelo;
3)
tela corióide do IV ventrículo, que une as duas formações anteriores às bordas da metade caudal do assoalho do IV ventrículo.

Mesencéfalo

Mais curto segmento do tronco encefálico, se estende da ponte até o diencéfalo e o terceiro ventrículo. A parte dorsal, ou teto do mesencéfalo, consiste em quatro pequenas elevações, os pares dos colículos inferiores e dos colículos superiores, separados por dois sulcos perpendiculares em forma de cruz. Na parte anterior do ramo longitudinal da cruz aloja-se o corpo pineal, que entretanto, pertence ao diencéfalo.

Cada colículo se liga a uma pequena eminência oval do diencéfalo, o corpo geniculado, através de um feixe superficial de fibras nervosas que constitui o seu braço. Assim, o colículo inferior se liga ao corpo geniculado medial pelo braço do colículo inferior, e o colículo superior, se liga ao corpo geniculado lateral pelo braço do colículo superior.

O aqueduto cerebral (aqueduto de Sylvius) tem situação ventral ao teto e conecta o terceiro ventrículo ao quarto ventrículo. Ventral ao aqueduto cerebral , contínuo como tegmento pontino, estendendo-se rostralmente até o terceiro ventrículo, fica o tegmento mesencefálico.

Duas elevações muito proeminentes, crus cerebri ou pes pedunculi, limitam uma depressão na linha média, a fossa interpeduncular, formando a parte mais ventral do mesencéfalo. O fundo da fossa interpeduncular apresenta pequenos orifícios para a passagem de vasos e denomina-se substância perfurada posterior. A crus cerebri, junto com a substância negra (núcleo compacto formado por neurônios que apresentam, a peculiaridade de conter inclusões de melanina), forme base do pedúnculo. Essa base e o tegmento mesencefálico formam o s pedúnculos cerebrais.

Dois nervos encefálicos emergem do mesencéfalo: o nervo troclear (IV par), pela superfície dorsal, imediatamente caudal ao colículo inferior, e o nervo oculomotor (III par) pela fossa interpeduncular.

Correspondendo à substância negra na superfície do mesencéfalo, existem dois sulcos longitudinais: um lateral (sulco lateral do mesencéfalo) e outro medial (sulco medial do pedúnculo cerebral). Exatamente do sulco medial emerge o nervo oculomotor.

Fonte: www.geocities.com

Bulbo

Bulbo

LEGENDAS - Bulbo

IVº ventrículo

Cavidade do rombencéfalo, situada entre o bulbo e a ponte, que se continua cranialmente com o aqueduto cerebral e caudalmente com o canal central do bulbo. Seu conteúdo é o líquor.

Canal central

Rresquício da luz do tubo neural do embrião.

Fascículo cuneiforme

Conduz impulsos nervosos provenientes dos membros superiores e da metade superior do tronco, relacionados a propriocepção consciente, tato epicrítico, sensibilidade vibratória e estereognosia.

Fascículo grácil

Conduz impulsos nervosos provenientes dos membros inferiores e da metade inferior do tronco, relacionados a propriocepção consciente, tato epicrítico, sensibilidade vibratória e estereognosia.

Fascículo longitudinal medial

Via de associação, que faz a conexão entre todos os núcleos motores de nervos cranianos. Importante para a realização de reflexos integrados no tronco encefálico, como aqueles que coordenam os movimentos da cabeça com os do globo ocular.

Fibras arqueadas internas

Fibras dos núcleos grácil e cuneiforme que cruzam o plano mediano (decussação sensitiva).

Formação reticular

Conjunto de neurônios que se organizam entre os núcleos e tratos mais compactos do tronco encefálico. Na formação reticular do bulbo encontram-se o centro respiratório, centro vasomotor e centro do vômito.

Lemnisco medial

Feixe de fibras sensitivas que levam ao tálamo impulsos provenientes dos fascículos/núcleos grácil e cuneiforme, relacionados ao tato epicrítico, propiocepção consciente e sensibilidade vibratória.

Nervo facial

VII par de nervo craniano, possui fibras eferentes viscerais especiais para a musculatura da mímica e fibras aferentes viscerais relacionadas a gustação.

Nervo glossofaríngeo

IX par de nervo craniano, contém, dentre outras, fibras aferentes viscerais gerais da língua, faringe, seio e corpo carotídeos.

Nervo vestíbulo-coclear

VIII par de nervo craniano, possui fibras aferentes somáticas especiais relacionadas ao equilíbrio (parte vestibular) e audição (parte coclear).

Núcleo coclear

Recebe os prolongamentos centrais dos neurônios bipolares do gânglio espiral, que constituem a porção coclear do nervo VIII. Relaciona-se a via auditiva.

Núcleo cuneiforme acessório

Recebe fibras aferentes do fascículo cuneiforme (relativas ao membro superior) e origina o trato cuneo-cerebelar, que penetra no cerebelo através do pedúnculo cerebelar inferior. O núcleo cuneiforme acessório é equivalente ao núcleo torácico ou dorsal (de Clarke), da medula espinal.

Núcleos grácil e cuneiforme

Núcleos sensitivos que recebem os axônios dos fascículos grácil e cuneiforme. Dão origem às fibras arqueadas internas que cruzam o plano mediano (decussação sensitiva) e infletem-se cranialmente para formar o lemnisco medial.

Núcleo do hipoglosso

Núcleo motor onde se originam fibras eferentes somáticas para a musculatura da língua.

Núcleo motor dorsal do vago

Núcleo motor que contém neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso parassimpático, cujos axônios formam o nervo vago. Corresponde à coluna lateral da medula espinal.

Núcleos olivares

Inferior, acessório dorsal e acessório medial: correspondem à “oliva” da anatomia macroscópica. Fazem parte de circuitos cerebelares e originam as fibras olivo-cerebelares que cruzam o plano mediano (fazem parte das fibras arqueadas internas) e penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior.

Núcleo do trato espinal do trigêmeo

Núcleo sensitivo em que chegam fibras aferentes somáticas gerais de quase toda a cabeça, pelo nervo trigêmeo (V par de nervo craniano). Fibras dos nervos cranianos VII, IX e X também fazem sinapse neste núcleo, trazendo sensibilidade geral do pavilhão auditivo e conduto auditivo externo. Este núcleo corresponde à substância gelatinosa da medula espinal.

Núcleos vestibulares

Núcleos sensitivos que recebem os prolongamentos centrais dos neurônios bipolares do gânglio vestibular (de Scarpa), que constituem a porção vestibular no nervo vestíbulo-coclear. Relacionam-se a via vestibular (equilíbrio). Os núcleos vestibulares também originam o trato vestíbulo-espinal, relacionado ao controle dos motoneurônios do grupamento medial da coluna anterior da medula espinal (musculatura axial), para manutenção da postura e equilíbrio.

Pedúnculo cerebelar inferior

Feixe de fibras que penetram no cerebelo, formado pelas fibras olivo-cerebelares e pelo trato espino-cerebelar posterior.

Plexo coróide

Estrutura ricamente vascularizada formada por células especializadas derivadas do epêndima, e por pia-mater. Produz líquor (líquido céfalo-raquidiano).

Recesso lateral do IVº ventrículo. Prolongamento recurvado do ângulo lateral do IVº ventrículo, presente bilateralmente, que se abre no espaço subaracnóideo perto do flóculo do cerebelo, através da abertura lateral do IVº ventrículo (foramen de Luschka). O recesso lateral contém parte do plexo coróide do IVº ventrículo, que chega até o espaço subaracnóideo. Há também uma abertura mediana (foramen de Magendie) através do teto do IVº ventrículo, próximo à sua extremidade caudal. É através destas três aberturas (duas laterais e uma medial) que há comunicação entre a cavidade do IVº ventrículo e o espaço subaracnóideo, permitindo a circulação do líquor.

Trato córtico-espinal (“pirâmide”, da anatomia macroscópica)

Feixe de fibras motoras que se originam, em sua maioria, nas áreas motoras do córtex cerebral (área 4 de Brodmann), no giro pré-central. No bulbo, a maioria destas fibras cruza o plano mediano (decussação motora, na “decussação das pirâmides”) e passa a ocupar o funículo lateral da medula espinal (trato córtico-espinal lateral).

Trato espino-talâmico lateral

Feixe de fibras sensitivas que levam impulsos relacionados a dor e temperatura. Estas fibras fazem sinapse em neurônios do tálamo, no núcleo ventral póstero-lateral (VPL). Os axônios deste núcleo chegam a área somestésica do córtex cerebral, no giro pós-central (áreas 1, 2 e 3 de Brodmann), através da cápsula interna e coroa radiada.

Trato solitário e núcleo|

O núcleo do trato solitário é sensitivo e recebe fibras aferentes viscerais gerais e especiais (gustação) que entram pelos nervos VII, IX e X pares cranianos. Antes de penetrarem no núcleo, as fibras têm trajeto descendente no trato solitário.

TERÇO MÉDIO

Bulbo

TERÇO SUPERIOR

Bulbo

TRANSIÇÃO BULBO-PONTINA

Bulbo

TERÇO INFERIOR

Bulbo

Mesencéfalo

NÍVEL INFERIOR

Bulbo

Bulbo

LEGENDAS - Mesencéfalo

Aqueduto cerebral

Une o IIIº ventrículo ao IVº ventrículo.

Base do pedúnculo cerebral

Porção ventral do mesencéfalo.

Braço do colículo inferior

Observado macroscopicamente no teto do mesencéfalo, liga o colículo inferior ao corpo geniculado medial.

Colículo inferior

Via auditiva. Recebe o lemnisco lateral e envia para o tálamo, para o corpo geniculado medial (núcleo geniculado medial) através do braço do colículo inferior.

Colículo superior

Relacionado aos movimentos dos olhos e atenção visual, recebe fibras do trato óptico através do braço do colículo superior.

Corpo geniculado medial

Núcleo talâmico da via auditiva.

Decussação do pedúnculo cerebelar superior

Fibras eferentes do cerebelo, provenientes dos núcleos cerebelares, que cruzam o plano mediano e se dirigem ao núcleo rubro e tálamo (núcleo ventral lateral – VL).

Fascículo longitudinal medial

Feixe de associação dos núcleos motores do tronco encefálico. No mesencéfalo, as fibras são dos núcleos vestibulares e de interneurônios dos núcleos do abducente e oculomotor, envolvidos na coordenação dos movimentos do globo ocular.

Formação reticular

A formação reticular do mesencéfalo e de partes rostrais da ponte participa de circuitos que envolvem núcleos talâmicos (intralaminares e reticulares), córtex cerebral e hipotálamo, importantes para manutenção da atenção e consciência.

Fossa interpeduncular

Depressão situada anteriormente na linha média do mesencéfalo, entre as bases dos pedúnculos cerebrais. Por aí penetram vasos que nutrem o mesencéfalo, ramos da A. basilar e Aa. cerebrais posteriores.

Lemnisco lateral

Pertencente à via auditiva, composto por fibras que fazem sinapse no colículo inferior.

Lemnisco medial

Feixe de fibras sensitivas que levam ao tálamo (núcleo ventral póstero-lateral – VPL) impulsos provenientes dos fascículos/núcleos grácil e cuneiforme, relacionados ao tato epicrítico, propiocepção consciente e sensibilidade vibratória. No mesencéfalo, as fibras do lemnisco medial situam-se em um eixo medial-lateral.

Núcleo mesencefálico do trigêmeo

Recebe impulsos proprioceptivos dos músculos da mastigação. O núcleo mesencefálico contém corpos de neurônios pseudo-unipolares, sensitivos.

Núcleo e Nervo oculomotor

O núcleo contém neurônios motores cujos axônios formam o nervo oculomotor, III par de nervo craniano, com fibras eferentes somáticas para a maioria dos músculos extrínsecos do globo ocular e fibras eferentes viscerais pré-ganglionares parassimpáticas para o gânglio ciliar e deste, para os músculos ciliar e esfíncter da pupila.

Núcleo rubro

Recebe fibras do cerebelo (núcleo denteado), envia fibras para o núcleo olivar inferior e origina as fibras do trato rubro-espinhal.

Núcleo do troclear

Núcleo motor do IVº par craniano, com fibras eferentes somáticas para o músculo oblíquo superior contralateral do globo ocular.

Pedúnculo cerebelar superior

Fibras eferentes do cerebelo, que cruzam o plano mediano no mesencéfalo (decussação dos pedúnculos cerebelares superiores).

Substância cinzenta periaquedutal

Local de origem de fibras descendentes que regulam a entrada de estímulos de dor.

Substância negra

A parte reticular (ventral) recebe aferências do striatum (caudado e putamen) e projeta para o tálamo, colículo superior e formação reticular. A parte compacta (dorsal) contém neurônios dopaminérgicos cujos axônios fazem sinapse no striatum.

Substância perfurada posterior

Região da fossa interpeduncular por onde penetram pequenos vasos perfurantes responsáveis pela nutrição do mesencéfalo (ramos da A. basilar e Aa. cerebrais posteriores).

Trato espino-talâmico lateral

Via aferente da dor e temperatura.

Fonte: www.ib.unicamp.br

Bulbo

Localização

O Bulbo localiza-se embaixo do cérebro e na frente do cerebelo. Possui a forma de um cone invertido. Ao contrário do cérebro e do cerebelo, no bulbo a substância branca situa-se na parte externa e a cinzenta, na interna.

Função

A função do bulbo é conduzir os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa. Também produz os estímulos nervosos que controlam a circulação, a respiração, a digestão e a excreção.

A região do bulbo que controla os movimentos respiratórios e os cardíacos chama-se nó vital. Recebe esse nome porque se uma pessoa recebe uma forte pancada nesse local poderá morrer instantaneamente, devido à paralisação dos movimentos respiratórios e cardíacos.

Fonte: www.universitario.com.br

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