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Laringe

 


Laringe vista de frente e de perfil

O que é

A laringe é um curto canal que se encontra no pescoço adiante do esôfago.

O seu comprimento no adulto é de 4 a 5 centímetros. Começa ela em cima na faringe e é continuada embaixo pela traquéia. A função da laringe não é só aquela de dar passagem ao ar que se dirige aos pulmões ou que deles sai, mas também aquela de emitir a voz. É ela, portanto, o órgão da "fonação".

Tal tarefa é desempenhada pelas cordas vocais que se acham no interior do canal laríngeo. As cordas vocais são constituídas por duas pregas músculo-membranosas, de forma prismática, dispostas, horizontalmente, de diante para trás, e que fecham em parte o canal laríngeo.

O ar que sai dos pulmões, passando pela laringe, as faz vibrar. Conforme as cordas vocais estão mais ou menos tensas, os sons que elas produzem são mais ou menos agudos.

Dentro das cordas vocais há, na verdade, um músculo muito delgado, chamado tíreo-aritenóideo: a tensão desse músculo é regulável pela nossa vontade, que transmite as necessárias ordens ao nervo laríngeo inferior.. e este, por sua vez, faz contrair ou relaxar o músculo.

Em conseqüência, a fenda glótica, isto é, o espaço compreendido entre os bordos das cordas vocais, se alarga ou se restringe segundo o caso.

É evidente então que o ar que passa pela glote provoca vibrações de intensidade diversa, a cada uma das quais corresponde uma nota musical ou um som elementar. O timbre da voz depende essencialmente da forma da própria laringe e pode variar na dependência das diversificações que afetam este órgão. No homem, antes da puberdade, o canal laríngeo tem uma secção redonda e a voz é ainda de soprano; depois do desenvolvimento sexual, a faringe muda de forma, a sua secção torna-se elíptica, e o timbre da voz se torna mais grave. Na mulher, ao contrário, a laringe não muda de aspecto e a voz feminina fica geralmente mais aguda e mais metálica do que a do homem.

Cartilagem Tireóide

A - Vista de Frente

B -Vista de Perfil

A laringe é formada essencialmente por cartilagens, que são: a cartilagem tireóide, adiante: a cartilagem cricóide, embaixo; e as duas cartilagens aritenóides, dos lados. A maior dessas cartilagens é a cartilagem tireóide (que não deve ser confundida com a glândula tireóide, com a qual, na verdade, se acha em contato).

A cartilagem tireóide forma na frente uma saliência, particularmente perceptível nos indivíduos adultos do sexo masculino: é isso o que vulgarmente se chama "pomo de Adão".

Na abertura superior da laringe encontra-se uma pequena formação, também essa cartilaginosa, a epiglote, que pode abater-se sobre a laringe fechando-a inteiramente. Isto tem lugar automaticamente durante a deglutição. Graças à epiglote, o alimento engolido não entra nas vias respiratórias mas vai ter ao esôfago.

Apenas realizado o ato da deglutição, a epiglote se levanta imediatamente de modo que a laringe possa de novo dar passagem ao ar. Na verdade, quando uma pessoa respira não pode engolir e quando engole não pode respirar.

A laringe é formada por músculos: uns, ditos extrínsecos a movem no seu todo; outros, ditos intrínsecos fazem mover as diferentes cartilagens. Músculos e cartilagens constituem o arcabouço da laringe, cujo volume varia com o sexo e a idade. No seu interior, é ela forrada por uma mucosa que se segue à boca, concorrendo assim para a articulação das palavras.É o órgão da fonação.

Utiliza o ar expirado para produzir a voz, já que nela se encontram as cordas vocais. Intervém no processo da tosse, fechando as vias aéreas de maneira a produzir a pressão necessária para gerar a tosse, depois se abre e permite a libertação do ar de forma brusca (tosse), que limpa as vias do muco e das partículas estranhas.

FARINGE

Aqui se cruzam os condutos dos aparatos digestivo e respiratório. Os alimentos passam da faringe ao esôfago e depois ao estômago.

O ar passa para a laringe e a traquéia. Para evitar que os alimentos penetrem nas vias respiratórias, uma válvula chamada epiglote se fecha, mediante um ato reflexivo na parte superior da laringe.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Laringe

O que é

A laringe - palavra derivada do grego larungein (= gritar) e daí larynx (= gaita, parte alta da traquéia) - é uma estrutura das vias aéreas superiores que comunica a laringofaringe com a traquéia, possuindo tríplice função:

Age como uma válvula para impedir não só a passagem de ar durante a deglutição como também que partículas alimentares possam penetrar na via respiratória
É via aerífera
É órgão essencial da formação dos sons (função vocalizadora)

Ela possui estrutura semi-rígida, com esqueleto cartilaginoso, no qual as cartilagens se articulam em junturas sinoviais. Durante a puberdade, no homem, a laringe cresce rapidamente em tamanho e as pregas vocais tornam-se cerca de 1 cm mais longas fazendo com que o limite inferior do tom de voz caia de uma oitava.

Nas mulheres, estas alterações, inclusive no tom da voz, são muito menos acentuadas. A laringe é palpável anteriormente, sendo importante referencial em anatomia de superfície. Relaciona-se posteriormente com a laringo-faringe.

Cartilagens

As cartilagens da laringe são a tireóide, a cricóide e a epiglote (ímpares) e a aritenóide, a corniculada e a cuneiforme (pares). As cartilagens tireóide, cricóide e aritenóide são cartilagens hialinas e podem sofrer calcificação, que se inicia depois dos 20 anos. As restantes são cartilagens elásticas.

As palavras tireóide, cricóide, aritenóide e epiglote derivam do grego. Tireóide vem de thyreós (= escudo) e oidés (= forma de). Cricóide é derivada de krykos (= círculo) e oidés (= forma de). Aritenóide vem de arytaina (=jarro, copo) e oidés (= forma de), enquanto epiglote vem de epi (= sobre, em cima) e glottis (= laringe) . Já corniculada e cuneiforme derivam do latim. Corniculada vem de corniculatum (= que tem um pequeno chifre). Cuneiforme vem de cunœus (= cunha) e formis (= em forma de).

A cartilagem tireóide está constituída por duas lâminas divergentes, unidas anteriormente em ângulo de 90º no homem e aproximadamente 120º na mulher, o que lhe confere forma de escudo e justifica sua etmologia. No ponto de união das lâminas, superiormente, há uma projeção anterior, a proeminência laríngea (pomo de Adão), mais acentuada no homem, palpável e visível in vivo. As bordas anteriores das lâminas divergem superiormente formando a incisura tireóidea. Já a borda posterior de cada lâmina prolonga-se superior e inferiormente para constituir os cornos superior e inferior, respectivamente. Na superfície lateral de cada lâmina vê-se uma crista, a linha oblíqua onde se fixam os mm. constrictor inferior da faringe, esternotireóideo e tireo-hióideo.

A cartilagem cricóide apresenta uma placa posterior, a lâmina, e um arco anterior. Nas suas faces laterais há facetas que se articulam com os cornos inferiores da cartilagem tireóide, e outras, na parte póstero-superior de sua lâmina, que articulam-se com as cartilagens aritenóides. No plano mediano da lâmina eleva-se uma crista que serve de inserção à musculatura longitudinal do esôfago (tendão crico-esofágico). A borda inferior da cartilagem cricóide marca o término da laringe e da faringe e o início da traquéia e do esôfago.

As cartilagens aritenóides situam-se sobre a borda posterior da lâmina da cartilagem cricóide. Têm a forma de uma pirâmide triangular, apresentando um ápice superior e uma base inferior.

Desta destacam-se dois processos: vocal, anteriormente, e muscular, lateralmente. O processo vocal é a única parte destas cartilagens que não pode sofrer ossificação pois é constituído de cartilagem elástica. A face medial da cartilagem aritenóide é recoberta pela mucosa da laringe. Músculos e ligamentos cobrem a maior parte das cartilagens aritenóides.

A cartilagem epiglótica tem a forma de uma folha e está fixada à porção mediana do osso hióide e à cartilagem tireóide pelos ligamentos hio-epiglótico e tireo-epiglótico, respectivamente. Sua face posterior, a sua borda superior e a parte superior de sua face anterior são recobertas pela mucosa da laringe. A cartilagem epiglótica está unida ao ápice da cartilagem aritenóide, de cada lado, por uma prega da mucosa, a prega ari-epiglótica. Inclusas nestas pregas estão as pequenas cartilagens corniculadas e cuneiformes, que são inconstantes.

Articulações

As articulações da laringe são sinoviais e ocorrem entre as cartilagens tireóide e cricóide (articulação cricotireóidea) e entre as cartilagens cricóide e aritenóide (articulação crico-aritenóide).

A articulação cricotireóidea que ocorre entre os cornos inferiores da cartilagem tireóide e a face lateral da cartilagem cricóide, permitindo movimentos de flexão e extensão de uma cartilagem sobre a outra.
A articulação crico-aritenóide que ocorre entre as bases das cartilagens aritenóides e face superior das cartilagens cricóides. As superfícies de contato são incongruentes mas a articulação permite o movimento de rotação das aritenóides em torno de um eixo vertical, bem como a tração lateral daquelas cartilagens.

Ligamentos

Diversas estruturas ligamentosas são referidas com a laringe.

São elas:

A membrana tireo-hióidea, que liga a borda superior da cartilagem tireóide à borda súpero-posterior do osso hióide. A membrana é espessada na sua porção mediana (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas suas bordas livres posteriores (ligamentos tireo-hióideos laterais) nos quais podem existir incrustações cartilaginosas (cartilagem tritícea). O ramo interno do n. laríngeo superior e a a. laríngea superior (da a. tireóidea superior) perfuram lateralmente a membrana tireo-hióidea.

O cone elástico e o ligamento cricotireóideo, que em conjunto constituem uma lâmina de tecido conjuntivo cuja inserção inferior se faz em toda a borda superior do arco da cartilagem cricóide, de uma faceta articular a outra. A parte mediana desta lâmina se prende superiormente à cartilagem tireóide, constituindo o ligamento cricotireóideo. As partes laterais não se prendem à borda inferior da cartilagem tireóide; passam internamente a ela e se prendem, posteriormente, aos processos vocais da cartilagem aritenóide e anteriormente se encontram ao inserirem, medianamente, na face posterior do ângulo da cartilagem tireóide. Estas partes laterais formam os cones elásticos, um de cada lado. A borda superior, livre, de cada cone elástico constitui o ligamento vocal, rico em fibras elásticas, o qual após ser revestido por músculos e mucosa constituirá a prega vocal.

A membrana quadrangular é uma delgada lâmina conjuntiva que se prende superiormente na prega ari-epiglótica e que inferiormente termina em uma borda livre, o ligamento vestibular. Anteriormente a membrana quadrangular prende-se na face posterior do ângulo da cartilagem tireóide.

Desta forma, o ligamento vestibular vai da cartilagem aritenóide ao ângulo da cartilagem tireóide, situando-se alguns milímetros acima do ligamento vocal. O ligamento vestibular é a estrutura de sustentação da prega vestibular (ou falsa prega vocal), que, ao contrário da prega vocal, não possui músculos em sua espessura.

Ádito e cavidade da laringe

O ádito da laringe é (como o nome indica) a entrada da laringe e encaminha o ar da laringo-faringe para a cavidade laríngea. Seus limites são a borda da epiglote, as pregas ari-epiglóticas e, posteriormente uma prega que une as cartilagens aritenóides (prega interaritenóidea). O fechamento do ádito protege a via respiratória contra a penetração de partículas alimentares e corpos estranhos.

A cavidade da laringe é dividida em três porções: vestíbulo, glote e cavidade infraglótica:

O vestíbulo vai do ádito da laringe às pregas vocais, englobando as pregas vestibulares e os ventrículos. As pregas vestibulares, que vão da cartilagem tireóide, anteriormente, à cartilagem aritenóide, posteriormente, incluem os ligamentos vestibulares e são revestidas por mucosas, sendo o espaço entre elasdenominado de rima do vestíbulo. Os ventrículos correspondem a um espaço em forma de canoa de cada lado da cavidade da laringe limitado superiormente pela prega vestibular e inferiormente pela prega vocal e ainda a porção intermediária, mediana, que se situa entre os espaços direito e esquerdo. Cada ventrículo apresenta um divertículo, o sáculo, que possui glândulas mistas cuja secreção lubrifica as pregas vocais.

Galeno usou a palavra grega glottis (= bocal de flauta), derivada de glossa (= língua) para denominar toda a laringe. Vesalio usou a palavra para designar a região abrangendo as pregas vestibulares, as pregas vocais e os ventrículos. Atualmente,a glote corresponde às pregas e a os processos vocais. O intervalo entre as pregas e os processos vocais de um lado e de outro é a rima da glote. As pregas vocais estendem-se da cartilagem tireóide ao processo vocal das cartilagens aritenóides e incluem o ligamento e o músculo vocal, revestidos pela mucosa. A parte mais anterior da rima da glote, localizada entre as pregas vocais, é a sua parte intermembranosa, enquanto que a porção que se situa entre os processos vocais é a parte intercartilaginosa. Enquanto que as pregas vocais são de importância na produção da voz, as pregas vestibulares exercem função protetora e, normalmente, não participam da fonação. É provável que as pregas vestibulares entrem em contato durante a deglutição.

A cavidade infraglótica, que é a região da laringe limitada superiormente pelas pregas vocais e inferiormente pelo início da traquéia.

Músculos

Há dois grupos de músculos da laringe, os extrínsecos e os intrínsecos.

Os extrínsecos ou são levantadores da laringe (m.m. tireo-hióideo, estilo-hióideo, milo-hióideo, digástrico, estilofaríngico e palatofaríngico) ou são abaixadores da laringe (m.m. omo-hióideo, esterno-hióideo e esternotireóideo).

Dos músculos intrínsecos da laringe três originam-se da cartilagem cricóide:

O m. cricotireóideo de trajeto ascendente e posterior, com suas fibras se inserindo na borda inferior da lâmina da cartilagem tireóide e na borda anterior do corno inferior.
O m. crico-aritenóideo lateral de trajeto posterior, com suas fibras se inserindo no processo muscular da cartilagem aritenóide.
O m. crico-aritenóideo posterior, cujas fibras, com trajeto lateral, se inserem no processo muscular da cartilagem aritenóide.

Dois músculos, intimamente ligados entre si, unem as cartilagens tireóide e aritenóides:

O m. tireo-aritenóideo vai da face lateral da cartilagem aritenóide à face posterior da cartilagem tireóide nas proximidades do plano mediano. Suas fibras são paralelas ao ligamento vocal e estão fixadas à borda lateral deste.
O m. vocal, formado pelas fibras derivadas do m. tireo-aritenóideo que se fixam à borda lateral do ligamento vocal.

Dois músculos unem as cartilagens aritenóides entre si:

O m. aritenóideo transverso que une posteriormente as cartilagens aritenóides.
O m. aritenóideo oblíquo, formado por dois feixes musculares que cruzam posteriormente o aritenóideo transverso e se fixam, por um lado, no processo muscular da cartilagem aritenóide e, por outro, no ápice da cartilagem aritenóide do lado oposto.

Finalmente, dois músculos unem as cartilagens aritenóides à epiglote (m. ari-epiglótico) e a cartilagem tireóide à epiglote (m. tireo-epiglótico).

Inervação e ações

Todos os músculos intrínsecos da laringe, com exceção do cricotireóideo, são inervados pelo n. laríngeo recorrente , ramo do n. vago. O m. cricotireóideo é inervado pelo ramo laríngeo externo do n. laríngeo superior do n. vago. Acredita-se que as fibras que inervam estes músculos, entretanto, se originam da raiz bulbar do n. acessório e apenas são distribuídas pelo vago.

As ações principais dos músculos intrínsecos da laringe são as seguintes:

Tensionar ou relaxar o ligamento vocal, ou seja, aumentar ou encurtar a distância que separa as cartilagens aritenóides e tireóide.
Aduzir ou abduzir os ligamentos vocais, ou seja, afastar ou aproximar do plano mediano os ligamentos vocais. Conseqüentemente, significa aumentar ou reduzir a rima da glote.
Ocluir o ádito da laringe, ou seja, fechar a entrada da laringe.

O m. cricotireóideo é o principal tensor do ligamento vocal. Ele aproxima as bordas anteriores das cartilagens cricóide e tireóide, aumentando a distância posterior entre as duas cartilagens e, conseqüentemente, tensionando o ligamento vocal.

A ação oposta é feita pelo m. tireo-aritenóideo que traciona a cartilagem aritenóide em direção à cartilagem tireóide, reduzindo a distância que as separa e relaxando o ligamento vocal. Deve ser ressaltado que o m. vocal, parte do tireo-aritenóideo, é capaz de alterar a tensão de partes isoladas do ligamento vocal.

O m. crico-aritenóideo posterior é o principal abdutor da prega vocal. Ele traciona os processos musculares das cartilagens aritenóides em direção ao plano mediano. Deste modo, estas cartilagens fazem uma rotação em torno de um eixo vertical, fazendo com que os processos vocais se desloquem lateralmente. A rima da glote, portanto, nesta ação, tanto na sua parte intermembranosa (ligamento vocal), quanto na sua parte intercartilaginosa (processos vocais das aritenóides) aumenta. A ação oposta, isto é, a aproximação dos ligamentos vocais do plano mediano (adução), com fechamento da rima da glote, é feita pelos mm. crico-aritenóideo lateral e aritenóideo transverso. O primeiro traciona os processos musculares lateralmente, uma ação diretamente oposta ao do m. crico-aritenóideo posterior, e o último traciona as cartilagens aritenóides uma para junto da outra.

Os mm. que ocluem o ádito da laringe são o ari-epiglótico, tireo-epiglótico e aritenóideos oblíquos. O ari-epiglótico aproxima a cartilagem epiglótica das cartilagens aritenóides, o que fecha o ádito da laringe. O tireo-epiglótico transforma o ádito numa fenda transversal, o que auxilia a sua oclusão. Os aritenóideos oblíquos são auxiliares dos mm. ari-epiglóticos.

A mucosa da laringe é inervada por dois nervos: o ramo interno do n. laríngeo superior e o n. laríngeo recorrente. O primeiro inerva a mucosa da laringe da epiglote até as pregas vocais. O segundo é responsável pela inervação sensitiva inferiormente às pregas vocais. Assim, a rima da glote é a linha divisória entre os territórios de inervação do laríngeo superior e do laríngeo recorrente.

As aa. laríngeas, superior e inferior, ramos, respectivamente, das aa. tireóidea superior e inferior, irrigam a laringe. A laríngea superior acompanha o ramo interno do n. laríngeo superior e ambos perfuram a membrana tireo-hióidea para penetrar na laringe. A laríngea inferior acompanha o n. laríngeo recorrente. As veias acompanham as artérias e os linfáticos drenam para os linfonodos cervicais profundos.

Márcio A. Cardoso

Ezequiel Rubinstein

Fonte: www.icb.ufmg.br

Laringe

O que é

A laringe é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas. É uma câmara oca onde a voz é produzida. Encontra-se na parte superior da traquéia, em continuação à faringe.

O pomo-de-adão, que aparece como uma saliência na parte anterior do pescoço, logo abaixo do queixo, é uma das peças cartilaginosas da laringe. A entrada da laringe é chamada glote.

Acima dela existe uma espécie de "lingüeta" de cartilagem, denominada epiglote, que funciona como uma válvula. Quando engolimos, a laringe sobe, e sua entrada é fechada pela epiglote de modo a impedir que o alimento engolido penetre nas vias respiratórias. A laringe é unida por meio de ligamentos ao osso hióide, situado na base da língua.

O revestimento interno da laringe apresenta pregas, denominadas cordas vocais. A laringe tem um par de cordas vocais, formadas por tecido conjuntivo elástico, coberto por pregas de membrana mucosa. A vibração que o ar procedente dos pulmões provoca neste par de cordas a formação de sons, amplificados pela natureza ressonante da laringe.

Os sons produzidos na laringe são modificados pela ação da faringe, da boca, da língua e do nariz, o que nos permite articular palavras e diversos outros sons.


Esquema da Laringe

Fonte: www.geocities.com

Laringe


Esquema do Aparelho Respiratório

A laringe deriva do grego Larynx, que significa flauta, é um curto canal que se encontra no pescoço adiante do esôfago.

No homem é um mecanismo valvular que apresenta várias funções:

1ª - mantêm a via aérea permeável e, portanto, controla a passagem do ar que ventila os pulmões;
2ª -
forma uma válvula que impede a penetração de líquidos e alimentos, durante a deglutição, para o interior das vias aéreas (traquéia e pulmões);
3ª –
vocalização é o órgão da "fonação" no homem.

Deve ser mencionado que na escala filogenética, a laringe não é um órgão especializado para a fala, pois muitos animais que apresentam a laringe bem mais complexa do que a humana são mudos, talvez porque dependa exclusivamente do controle encefálico. Pessoas que perderam a laringe podem voltar a falar quando aprendem a dilatar o esôfago superior; fazendo reverberar esta extremidade dilatada com o ar expulso da traquéia, está agora sem a válvula reguladora.


Esquema da Passagem do Ar na Laringe

BIBLIOGRAFIA

Hahn MS, Jao CY, Faquin W, Grande-Allen KJ. Glycosaminoglycan composition of the vocal fold lamina propria in relation to function. Ann Otol Rhinol Laryngol. 2008 May;117(5):371-81.
Sakae FA, Imamura R, Sennes LU, Mauad T, Saldiva PH, Tsuji DH. Disarrangement of collagen fibers in Reinke's edema. Laryngoscope. 2008 Aug;118(8):1500-3.
Dromey C, Nissen SL, Roy N, Merrill RM. Articulatory changes following treatment of muscle tension dysphonia: preliminary acoustic evidence. J Speech Lang Hear Res. 2008 Feb;51(1):196-208.

Fonte: www.unifesp.br

Laringe

Anatomia da Laringe

Introdução

Características da laringe
Esqueleto ossocartilaginoso
Região da supraglote
Região da glote
Região da subglote

Laringe

Cilindro membranoso e muscular.

Localização

Fixa-se superiormente no osso hióide

Anteriormente no pescoço.

Superiormente abre-se para a faringe.

Inferiormente abre-se para a traquéia.

Revestida por mucosa

Começa na epiglote e termina na borda inferior da cartilagem cricóide.

No homem: 4,50 cm

Na mulher: 3,50 cm

Laringe – esqueleto ossocartilaginoso

No relevo interno do cilindro interno da laringe observa-se duas saliências:

Pregas Ventriculares
Pregas Vocais

Constituído por um osso e nove cartilagens.

OSSO HIÓIDE

CARTILAGENS

Impares

Tireóide – hialino

Epiglote – elástico

Cricóide - hialino

Pares

Aritenóides- hialino e elástico (em sua parte superior)

Corniculadas – hialino

Cuneiformes – hialino

É dividida em três andares ou regiões:

Supraglote
Glote
Subglote

Supraglote

Epiglote
Prega ariepiglótica
Aritenóide
Pregas vestibulares
Ventrículo

Separada em duas sub-regiões:

Epilaringe: porção supra-hióidea
Supraglote:
porção infra-hióidea

Glote

Pregas vocais
Comissuras anterior e superior

Pode ser dividida em duas partes:

Interligamentosa: pregas vocais
Intercartilaginosa:
faces internas das cartilagens aritenóides e, posteriormente, ao músculo aritenóideo

Subglote

Do limite inferior da glote até a borda inferior da cricóide

Jackeline Yumi Fukunaga

Renata Rumy Makibara

Bibliografia

Behlau, Mara e Pontes, Paulo. Avaliação
Tratamento da disfonias, 1995, São Paulo

Fonte: www.virtual.epm.br

Laringe

A laringe constitui importante segmento do aparelho respiratório, altamente diferenciado, pois desempenha não só função respiratória como também fonatória.

Está situada na região infra-hióidea, abaixo da faringe e acima da traquéia. É formada por um arcabouço musculo-cartilaginoso.

As cartilagens da laringe são cinco:

Tireóide

Em forma de um livro aberto para trás e é conhecida vulgarmente como "pomo de Adão"

Cricóide

Situada logo abaixo da tireóide, à quem está ligada pela membrana crico-tireóidea e possui formato de anel, cujo engaste está voltado para trás

Aritenóides

São duas, uma para cada lado, em forma de pirâmide triangular de grande eixo vertical, estão apoiadas pelo engaste da cartilagem cricóide.

A base da cartilagem aritenóide apresenta duas apófises: a apófise vocal, que dá inserção à corda vocal; e a apófise muscular, onde se inserem os músculos adutores da glote;

Epiglote

Localizada no orifício superior da laringe e funciona à maneira de opérculo protetor das vias aéreas inferiores durante a deglutição.

Existem ainda outros quatro nódulo cartilaginosos situados dois pares de cada lado sobre a cartilagem aritenóide e a prega aríteno-epiglótica, são as cartilagens de Santorini, conhecida na nova nomina anatômica por cartilagem corniculada e Wrisberg, agora cartilagem cuneiforme. Estas cartilagens estão ligadas entre si por ligamentos e articulações que permitem o deslizamento de uma cartilagem sobre a outra, em movimentos ântero-posteriores, de lateralidade e basculante, sobre influência da ação dos músculos da Laringe.

Músculos da Laringe

Tíreo-aritenóideo

Músculo par, que constituí a própria corda vocal e se insere, adiante, no ângulo entrante da cartilagem tireóide e, atrás, na apófise vocal da cartilagem aritenóide; limita, com o lado oposto, o espaço epiglótico.

Aritenóideo transverso

Músculo impar, que vai de uma cartilagem aritenóide à outra. Ao se contraírem aproxima as aritenóides e, portanto, as cordas vocais.

Aritenóideo obliquo

Músculo par, origina-se da face posterior da cartilagem aritenóidea e cruza obliquamente a laringe de baixo para cima, indo inserir-se no ápice da face posterior da cartilagem aritenóide do lado oposto. Quando contraí estreita a rima da glote ao bascular para dentro as cartilagens aritenóideas.

Crico-aritenóideo posterior

Músculo par, que se insere, de um lado, na face posterior do engaste cricóide e, de outro, na apófise muscular da aritenóide. Ao contrair, provoca um movimento basculante da aritenóide trazendo a apófise vocal para fora e para trás. Também conhecido como músculo dilatador da glote.

Crico-aritenóideo lateral

Músculo par, situado um de cada lado. Insere-se, de um lado, na porção lateral da borda superior da cricóide e, de outro, também na apófise muscular da aritenóide. Quando contrai, desloca a apófise vocal para dentro e para frente. Devido sua ação também é chamado de músculo constritor da glote.

Cricotireóideo

Músculo par, que se insere na face anterior das cartilagens cricóide e tireóide, ao lado da linha mediana, na região infra-hióidea. Ao contrair, traciona a tireóide para baixo, distendendo a corda vocal.

De acordo com sua ação, os músculos do laringe dividem-se, portanto, em:

Adutores

Aproximam as cordas vocais, também chamados de constritores da glote, são eles: crico-aritenóideos e aritenóideo transverso e oblíquo.

Abdutores

Afastam as cordas vocais, também chamados de dilatadores da glote, são os crico-aritenóideos posteriores.

Tensores

Distendem as cordas vocais, são os tíreos-aritenóideos e os crico-tireóideos.

Os músculos adutores e tensores, aproximando as cordas vocais, desempenham função fonatória. Os abdutores, afastando as cordas vocais, garantem função respiratória. As perturbações motoras desses grupos musculares acarretam distúrbios respiratórios ou fonatórios, que podem chegar até a asfixia ou a afonia.

Inervação da Laringe

Toda a inervação motora dos diferentes musculos da laringe é fornecida pelo nervo laríngeo recorrente, com exceção do músculo crico-tireóideo, cuja inervação é feita pelo nervo laríngeo superior, nervo misto que também é responsável pela sensibilidade da mucosa laríngea.

O nervo laríngeo superior é ramo colateral do nervo vago. Corre medialmente a artéria carótida interna e divide-se em dois ramos, um externo e um interno. O ramo externo dirige-se para baixo e para diante ao longo da face lateral do músculo constritor inferior da faringe. Ao longo do seu trajeto fornece um ramo para o músculo constritor inferior e inerva o músculo crico-tireóideo. Tem uma relação de proximidade estreita com a artéria tireóidea superior. O ramo interno, passa entre o músculo tíreo-hióideo e a membrana tíreo-hióidea, penetrando a membrana tíreo-hióidea acompanhado pela artéria laringéia superior. O nervo laríngeo superior enerva parte da base da língua, as valéculas, a epiglote, o seio piriforme, o vestíbulo, as bandas vestibulares e o ventrículo laríngeo. Enerva ainda a região posterior da laringe e anterior da faringe, ao nível da cartilagem cricóide.

O nervo laríngeo inferior ou recorrente é igualmente ramo colateral do nervo vago. Após a sua origem tem um trajeto ascendente, percorrendo o sulco traqueo-esofágico, acompanhando o bordo posterior do lobo lateral da glândula tireóide, sendo a sua face anterior, na maior parte dos casos, cruzada pela artéria tireóide inferior. Penetra a laringe, acompanhado pela artéria laríngea inferior, imediatamente atrás da articulação crico-tireóide. Divide-se em dois ramos, anterior e posterior, podendo esta divisão efetuar-se antes do nervo penetrar na laringe. O ramo anterior passa acima a à frente da porção mais lateral do músculos crico-aritenóideo lateral e tiro-aritenóideo. O ramo posterior enerva os músculos crico-aritenóideo, aritenóideo transverso e aritenóideo oblíquo.

Vascularização da Laringe

A laringe é vascularizada pelas artérias laríngea superior, laríngea inferior e artéria cricotireóidea. A artéria laríngea superior é ramo da artéria tireóidea superior, tendo origem junto ao pólo superior do lobo lateral da glândula tireóide. Após sua origem passa horizontalmente pela porção posterior da membrana tíreo-hióidea juntamente com o ramo interno do nervo laríngeo superior. Atravessa de seguida a membrana, por baixo do nervo e corre por baixo deste na submucosa da parede lateral e do pavimento do seio piriforme. Irriga a mucosa e os músculos da laringe. A artéria laríngea inferior é ramo da artéria tireóidea inferior. Corre ao longo do trajeto do nervo laríngeo recorrente até à face posterior da articulação crico-tireóide, penetrando a laringe através de um orifício profundo, relativamente ao bordo inferior do músculo constritor inferior da faringe (área de Killian-Jamieson). Irriga a mucosa e músculos e anastomosa-se com ramos da artéria laríngea superior. A artéria cricotireóidea é ramo da artéria tireóidea superior e origina-se ao nível da membrana cricotiróide.

As veias da laringe são constituídas essencialmente pelas veias laríngeas superior e inferior que apresentam um trajeto semelhante às artérias, drenando para as veias tireóideas superior e inferior, respectivamente.

Espaços da Laringe: A cavidade laríngea é dividida em três espaços, andares ou regiões.
Glótico:
Constituído pelas cordas vocais, que limitam entre si o espaço denominado glote
Supraglótico:
Vai das cordas vocais até a abertura superior da laringeborda livre da epiglote, aos lados, . Os limite do abertura superior da laringe é formada anteriormente pela pelas pregas arítenodo andar supraglótico (vestibulo larígeo) apresenta, -epiglóticas; posteriormente pelos vértices das cartilagens aritenóides. A superfície interna nas paredes lateraisventriculares, que não desempenham função, e delimitam com as cordas , duas pregas mucosas denominadas falsas cordas vocais ou prega vocais verdadeiras um espaçoventrículo de Morgagni., conhecido como ventrículo laríngeo ou
Infraglótico:
Estendes desde as cordas vocais até um plano imaginário que passapela borda inferior da cartilagem cricóide.

Fonte: anatomiaclinica.com

Laringe

A Laringe é uma estrutura alongada de forma irregular que conecta a faringe com a traquéia. Tem um esqueleto formado por diversas peças cartilaginosas e elásticas, unidas por tecido conjuntivo fibroelástico. Seu contorno se percebe desde fora pelo que se chama a "noz" ou "pomo-de-adão"; contém as cordas vocais, pregas de epitélio que vibram ao passar o ar entre elas, produzindo o som.

A laringe esta situada acima da traqueia, a frente da parte inferior da faringe, atrás e sobre a base da lingua, ao nível das quatro últimas vertebras cervicais. Ela compreende numerosas cartilagens ligadas e articúladas entre si, como também aos órgaos vizinhos, através dos ligamentos e das membranas . Sua mobilização e feita com o auxilio de um conjunto de músculos que se distribuem em todas as direções e que estão recobertos de mucosa.

Alguns são os abaixadores ou elevadores da laringe. Outros são muscúlos constritores. Alguns permitem a adução ou abdução das cordas vocais e sua mobilidade. A laringe está envolvida por massas musculares cervicais cujas contrações excessivas podem impedir e comprimir a circulação sanguinea no nível dos vasos de grosso calibre. Ela é ricamente vascularizada e a sua inervação é de grande importância.

No canto, como na palavra falada, a laringe, que é um órgão móvel, deve estar livre para executar movimentos de elevação ou abaixamento que estão relacionados com as flutuações da linha melódica. Mas ela só pode se elevar , abaixar ou deslocar-se da frente para trás, através dos movimentos da língua, da mandíbúla e das modificações no volume das cavidades de ressonância. Desta forma a laringe garante sua mobilidade e o mecanismo normal das cordas vocais.

Ela muda, também, de lugar conforme a posição da cabeça, * (Inclinada à frente, ela se abaixa; levantada ela se eleva). conforme a pressão expiratória e as atitudes articulatórias que são o resultado de um mecanismo fisiológico regulado por movimentos precisos e que dependem da nossa vontade.

Também, pode prestar-se, através de um treinamento singular , a adaptações diferentes das que acabam de ser descritas ou, ainda, a atitudes pré-determinadas, automatizadas e contrarias a sua função fisiológica. Se obrigarmos a laringe a adotar uma posição constantemente baixa, portanto contraida na totalidade da extensão vocal, ou a uma atitude sempre muito elevada, não haverá uma relação entre a localização do órgão e a altura tonal. Nos dois casos, estas posições anti-fisiológicas impedem a adaptação das cavidades de ressonância, modificam as vibrações das cordas vocais, atrapalham os movimentos de articulação e alteram o timbre. A emissão torna-se em pouco tempo, difícil, sempre que certos princípios básicos não são respeitados.

A laringe e o elemento vibrante, ja que ela contém as cordas vocais. Estas são em número de duas, de cor branca nacarada. Elas são constituidas por pregas muscúlares localizadas horizontalmente . Sua inserção anterior esta situada ao nível do pomo de Adão. Sua dimensão varia segundo o sexo, a idade e a categoria da voz ( de 14 à 21 mm para as mulheres e de 18 à 25 mm para os homens. Elas estão inseridas nas cartilagens ligadas entre si por uma musculatura que garante seu funcionamento, e são recobertas por uma mucosa estimulada por movimentos ondulatórios de baixo para cima e da frente para trás. As cordas vocais executam movimentos de aproximação e afastamento que correspondem a altura tonal. Quanto mais alta é sua freqüência e mais agudo é o som ( O Lá do diapasão. É o inverso para o som grave. Sua coaptação mais ou menos profunda e firme varia na pressão e na quantidade segundo a nota emitida. Elas podem, também, se alongar , se esticar , se estreitar , se alargar ou relaxar .

Laringe vista de frente e de perfil

A laringe é um curto canal que se encontra no pescoço adiante do esôfago. O seu comprimento no adulto é de 4 a 5 centímetros. Começa ela em cima na faringe e é continuada embaixo pela traquéia. A função da laringe não é só aquela de dar passagem ao ar que se dirige aos pulmões ou que deles sai, mas também aquela de emitir a voz. É ela, portanto, o órgão da "fonação". Tal tarefa é desempenhada pelas cordas vocais que se acham no interior do canal laríngeo. As cordas vocais são constituídas por duas pregas músculo-membranosas, de forma prismática, dispostas, horizontalmente, de diante para trás, e que fecham em parte o canal laríngeo. O ar que sai dos pulmões, passando pela laringe, as faz vibrar. Conforme as cordas vocais estão mais ou menos tensas, os sons que elas produzem são mais ou menos agudos.

Dentro das cordas vocais há, na verdade, um músculo muito delgado, chamado tíreo-aritenóideo: a tensão desse músculo é regulável pela nossa vontade, que transmite as necessárias ordens ao nervo laríngeo inferior.. e este, por sua vez, faz contrair ou relaxar o músculo. Em conseqüência, a fenda glótica, isto é, o espaço compreendido entre os bordos das cordas vocais, se alarga ou se restringe segundo o caso. É evidente então que o ar que passa pela glote provoca vibrações de intensidade diversa, a cada uma das quais corresponde uma nota musical ou um som elementar. O timbre da voz depende essencialmente da forma da própria laringe e pode variar na dependência das diversificações que afetam este órgão. No homem, antes da puberdade, o canal laríngeo tem uma secção redonda e a voz é ainda de soprano; depois do desenvolvimento sexual, a faringe muda de forma, a sua secção torna-se elíptica, e o timbre da voz se torna mais grave. Na mulher, ao contrário, a laringe não muda de aspecto e a voz feminina fica geralmente mais aguda e mais metálica do que a do homem.

Cartilagem

A laringe é formada essencialmente por cartilagens, que são: a cartilagem tireóide, adiante: a cartilagem cricóide, embaixo; e as duas cartilagens aritenóides, dos lados. A maior dessas cartilagens é a cartilagem tireóide (que não deve ser confundida com a glândula tireóide, com a qual, na verdade, se acha em contato).

A cartilagem tireóide forma na frente uma saliência, particularmente perceptível nos indivíduos adultos do sexo masculino: é isso o que vulgarmente se chama "pomo de Adão".

Na abertura superior da laringe encontra-se uma pequena formação, também essa cartilaginosa, a epiglote, que pode abater-se sobre a laringe fechando-a inteiramente. Isto tem lugar automaticamente durante a deglutição. Graças à epiglote, o alimento engolido não entra nas vias respiratórias mas vai ter ao esôfago.

Apenas realizado o ato da deglutição, a epiglote se levanta imediatamente de modo que a laringe possa de novo dar passagem ao ar. Na verdade, quando uma pessoa respira não pode engolir e quando engole não pode respirar.

A laringe é formada por músculos: uns, ditos extrínsecos a movem no seu todo; outros, ditos intrínsecos fazem mover as diferentes cartilagens. Músculos e cartilagens constituem o arcabouço da laringe, cujo volume varia com o sexo e a idade. No seu interior, é ela forrada por uma mucosa que se segue à boca, concorrendo assim para a articulação das palavras.É o órgão da fonação.

Utiliza o ar expirado para produzir a voz, já que nela se encontram as cordas vocais. Intervém no processo da tosse, fechando as vias aéreas de maneira a produzir a pressão necessária para gerar a tosse, depois se abre e permite a libertação do ar de forma brusca (tosse), que limpa as vias do muco e das partículas estranhas.


A)-
Glote na posição de repouso
B) Glote durante a atividade
1)-Glote
2)-Cordas vocais
3)-Epiglote
4)-Comissura anterior
5)-Cartilagens aritenóides
6)-Comissura posterior

Cordas vocais

As pregas vocais estão situadas no interior da laringe e se constituem em um tecido esticado com duas pregas. O expulsar do ar por elas as faz vibrarem produzindo o som pelo qual nos comunicamos. As pregas são fibras elásticas que se distendem ou se relaxam pela ação dos músculos da laringe com isso modulando e modificando o som e permitindo todos os sons que produzimos enquanto falamos ou cantamos.

Todo o ar inspirado e expirado passa pela laringe e as pregas vocais, estando relaxadas, não produzem qualquer som, pois o ar passa entre elas sem vibrar.

Quando falamos ou cantamos, o cérebro envia mensagens pelos nervos até os músculos que controlam as cordas vocais que fazem a aproximação das cordas de modo que fique apenas um espaço estreito entre elas. Quando o diafragma e os músculos do tórax empurram o ar para fora dos pulmões , isso produz a vibração das cordas vocais e conseqüentemente o som. O controle da altura do som se faz aumentando-se ou diminuindo-se a tensão das cordas vocais.

A freqüência natural da voz humana é determinada pelo comprimento das cordas vocais. Assim mulheres que tem as pregas vocais mais curtas possuem voz mais aguda que os homens com pregas vocais mais longas. É por esse mesmo motivo que as vozes das crianças são mais agudas do que as dos adultos . A mudança de voz costuma ocorrer na adolescência que é provocada pela modificação das pregas vocais que de mais finas mudam para uma espessura mais grossa. Este fato é especialmente relevante nos indivíduos do sexo masculino .

A laringe e as pregas vocais não são os únicos órgãos responsáveis pela fonação . Os lábios , a língua , os dentes , o véu palatino e a boca concorrem também para a formação dos sons.

Fonte: www.studiomel.com

Laringe

A laringe é um órgão do aparelho respiratório que se estende da língua à traqueia. É maior no homem que na mulher mas, na mulher ocupa uma posição ligeiramente mais alta que no homem.

Cartilagens da laringe

A laringe integra um conjunto de cartilagens de que destacamos alguns dados morfológicos. A cartilagem tiroideia é formada por duas lâminas quadriláteras abertas em ângulo diedro de abertura posterior. O bordo superior da cartilagem é convexo na sua porção anterior e côncavo na sua porção posterior e dá inserção à membrana tiro-hioideia. A projeção cutânea do bordo anterior desta cartilagem constitui a proeminência laríngea (maçã de Adão). Na sua face lateral é descrita a linha oblíqua que dá inserção aos músculos estenotiroideu, tirohioideu e constrictor inferior da faringe. Da extremidade superior do bordo posterior de cada lâmina da cartilagem tiroideia destaca-se, o corno superior que dá inserção ao ligamento tirohioideu lateral. Este ligamento contém no seu interior a cartilagem triticial. Da extremidade inferior do bordo posterior da lâmina destaca-se o corno inferior que apresenta uma faceta que se articula com a porção postero-lateral da cartilagem cricoideia.

A superfície interna é coberta por mucosa. Anteriormente dá inserção ao pé cartilagem epiglote. Superiormente e de cada lado inserem-se os ligamentos vestibular e vocal e os músculos vocais.

A cartilagem cricoideia forma um anel completo, e localiza-se por baixo da cartilagem tiroideia. A sua porção anterior, mais estreita, é designada por arco cricoideu e dá inserção aos músculos, cricotiroideu, anteriormente e ao músculo constrictor inferior da faringe, posteriormente. A porção posterior, mais espessa, é designada como lâmina cricoideia.

Na porção postero-superior da lâmina cricoideia existe uma faceta que se articula com a base da cartilagem aritnoideia.

A cartilagem epiglote, localiza-se na porção superior da laringe, atrás da lingua e do osso hioide. Apresenta-se perfurada por pequenos orifícios que contém glândulas mucosas. A extremidade inferior é designada por petiolo e encontra-se unido à cartilagem tiroideia através do ligamento tiro-epiglótico. Por cima do peciolo descreve-se o tubérculo epiglótico. A epiglote está unida anteriormente ao osso hioide através do ligamento hio-epiglótico. A porção mais alta da epiglote é livre e coberta por uma mucosa que se reflete para a base da língua e para a parede lateral da faringe, formando as pregas glosso-epiglóticas mediana e laterais e entre elas as valéculas glosso-epiglóticas.

Nas cartilagens aritnoideias temos a referir, o processo vocal que dá inserção à extremidade posterior da verdadeira corda vocal e que se projeta da base da cartilagem, o processo muscular que se projeta lateral e posteriormente a partir da base da cartilagem, e que dá inserção aos músculos cricoaritnoideu posterior e crico-aritnoideu lateral. O apex articula-se com a cartilagem corniculada ou de Santorini. Na base descreve-se a faceta articular para a cartilagem cricoideia.

A laringe tende a ossificar, com o avanço da idade. As cartilagens elásticas, como a epiglote raramente ossificam, mas a tiroideia, a cricoideia e as aritnoideias, que são cartilagens hialinas ossificam com a idade.

O osso hióide localiza-se por cima da laringe. Este osso não integra a laringe, no entanto, dadas as relações morfológicas e implicações cirúrgicas é aqui referido.

Dá inserção aos músculos supra e infra hióideus e a músculos da língua. O grande corno dá inserção ao ligamento tiro-hióideu lateral e ao músculo constrictor médio da faringe. A artéria lingual passa imediatamente por cima do pequeno corno.

Ligamentos e membranas da laringe

Os ligamentos e membranas da laringe são divididos em extrínsecos e intrínsecos. De entre os extrínsecos referimos a membrana tiro-hioideia e o ligamento tirohioideu que é a porção espessada na linha média, desta membrana. A membrana tiro-hioieia é penetrada, na sua porção lateral pela artéria e pela veia laríngea superior e pelo ramo interno do nervo laríngeo superior. Existe uma bolsa serosa entre a porção superior da membrana e o osso hióide. O ligamento tirohióideu lateral forma o bordo posterior da membrana tiro-hióideia. Outros ligamentos extrínsecos são o ligamento hioepiglótico, o ligamento tiroepiglótico, o ligamento cricotraqueal e o ligamento cricotiroideu.

Os ligamentos intrínsecos são: o ligamento quadrangular, que se estende de cada lado da epiglote até ás cartilagens corniculada e aritnoideia formando a prega aritnoepiglótica da laringe; o segmento ventricular de tecido fibroelástico que é uma membrana que se estende da membrana quadrangular em cima até ao cone elástico em baixo, formando um segmento de tecido elástico que envolve o ventriculo laríngeo; o cone elástico que apresenta duas partes que se reúnem anteriormente na linha média, profundamente em relação ao ligamento cricotiroideu e que se inserem na superfície interna da cartialgem tiroideia. Atrás, o cone elástico insere-se nas cartilagens aritnoideias e no seu processo vocal. Apresenta um espessamento entre a cartilagem tiroideia e o vértice do processo vocal, formando a margem livre do ligamento vocal. O cone elástico é por vezes designado por membrana triangular, podendo considerar-se a sua base na linha média, na zona de inserção nas cartilagens tiroideia e cricoideia, o apex no processo vocal da cartilagem aritnoideia e superiormente, na cartilagem tiroideia, estendendo-se posteriormente numa linha côncava em direção ao processo vocal. O bordo superior do cone elástico é livre e corresponde ao ligamento vocal, ao passo que o seu bordo inferior se insere na cartilagem cricoideia.

Configuração interna da laringe

A propósito da configuração interna da laringe, referimos o aditus laríngeo, zona limitada anteriormente pela epiglote, lateralmente pelas pregas aritno-epiglóticas, e posteriormente, pelos vértices das cartilagens corniculadas e pelo bordo superior do músculo interaritnoideo. De referir que as pregas aritnoepiglóticas formam a parede medial do seio piriforme.

A laringe, na sua conformação interna, estende-se desde o aditus até ao bordo inferior da cartilagem cricoideia e apresenta três zonas, limitadas pelas cordas vocais e pelas bandas vestibulares: o vestíbulo, o ventrículo e a subglote.

O vestíbulo ocupa a porção mais alta da laringe e estende-se do aditus até às bandas vestibulares (falsas cordas vocais). O ventrículo laríngeo, (ventrículo de Morgagni, ou seio laríngeo), é constituído pela mucosa que se estende acima das verdadeiras cordas vocais e abaixo das bandas vestibulares (falsas cordas). Na extremidade anterior do ventrículo laríngeo existe um divertículo, o sacúlo, cujas dimensões são muito variáveis.

A glote é constituída pelas cordas vocais e pela fenda entre elas (rima glottodis) e é porção mais estrita da laringe. Na glote descrevemos uma porção musculo-membranosa, anterior e uma porção cartilagínea, posterior, formada pelo processo vocal das cartilagens aritnoideias. A comissura anterior das cordas vocais encontra-se inserida através de um ligamento da comissura (ligamento de Broyles).

Espaços laríngeos

As cartilagens, os ligamentos e as membranas da laringe, determinam a formação de espaços virtuais, os espaços laríngeos.

Descrevem-se assim: o espaço préepiglótico, limitado anteriormente pela cartilagem tiroidiea, superiormente pela valécula e pelo ligamento tiroepiglótico mediano, posteriormente pela face anterior da epiglote e lateralmente continua-se com o espaço periglótico; o espaço periglótico é limitado anteriormente pelo pericôndrio que reveste internamente a cartilagem tiroideia, o cone elástico e a membrana quadrângular, medialmente é limitado pelo ventrículo laríngeo e posteriormente por uma reflexão da mucosa do seio piriforme; o espaço subglótico é limitado em cima pela corda vocal e superiormente e lateralmente pelo cone elástico. Descreve-se ainda o espaço de Reinke, entre a mucosa e o músculo vocal.

Músculos da laringe

Os músculos da laringe são divididos em intrínsecos e extrínsecos.

Os músculos extrínsecos movem a laringe como uma unidade, fazendo-a ascender , descender ou ocupar uma posição mais anterior, a deglutição ou a fonação.

Dividem-se em quatro grupos. O primeiro é constituído pelos músculos infra-hioideus que são o omohioideu, o esternohioideu, e o tirohioideu que baixam a laringe. O segundo grupo é constituído pelos músculos estilo-hioideu, digástrico e milo-hioideu que elevam a laringe. O terceiro grupo é constituído pelo estilo-faríngeo e pelo palato-faríngeo, que elevam a faringe e a laringe. O grupo quatro integra os músculos constrictores médio e inferior da faringe.

Os músculos intrínsecos alteram a forma e as dimensões do adito laríngeo e da glote. Os músculos intrínsecos da laringe são todos enervados pelo nervo laríngeo inferior ou recorrente, com excepção do músculo crico-tiroideu que é enervado pelo ramo externo do nervo laríngeo superior.

Os músculos intrínsecos são: o cricotiroideu, que é um tensor e secundariamente um adutor das cordas vocais; o músculo cricoaritnoideu posterior, que é um abductor das cordas vocais; o músculo cricoaritnoideu lateral, adutor das cordas vocais e com ação ao cricoaritnoideu posterior; o músculo interaritnoideu adutor da porção mais posterior das cordas vocais; os músculos aritnoideus oblíquos, adutores das cordas vocais; músculo tiroaritnoideu externo, que é um antagonista dos músculos crico-tiroideu e cricoaritnoideu posterior, sendo um adutor das falsas cordas vocais; músculo tiroaritnoideu interno ou músculo vocal, que é adutor e tensor das cordas vocais.

Mucosa da laringe

A laringe é recoberta por epitélio de tipo respiratório, com excepção da metade superior da face posterior da epiglote, da porção superior das pregas aritnoepiglóticas e das cordas vocais.

Função esfincteriana da laringe

Foram descritos por Pressman em 1941, três esfincteres laríngeos que protegem a arvore respiratória.

Assim, foram descritos: o aditus, as pregas vestibulares (falsas cordas), e as verdadeiras cordas vocais.

Artérias da laringe

A laringe é irrigada pela artérias, laríngea superior, laríngea inferior e artéria cricotiroideia. A artéria laríngea superior é ramo da artéria tiroideia superior, tendo origem junto ao polo superior do lobo lateral da glândula tiroideia. Após a sua origem passa horizontalmente pela porção posterior da membrana tiro-hioideia juntamente com o ramo interno do nervo laríngeo superior. Atravessa de seguida a membrana, por baixo do nervo e corre por baixo deste na submucosa da parede lateral e do pavimento do seio piriforme. Irriga a mucosa e os músculos da laringe. A artéria laríngea inferior é ramo da artéria tiorideia inferior. Corre ao longo do trajeto do nervo laríngeo inferior até à face posterior da articulação crico-tiroideia, penetrando a laringe através de um orifício profundo, relativamente ao bordo inferior do músculo constrictor inferior da faringe (área de Killian-Jamieson). Irriga a mucosa e músculos e anastomosa-se com ramos da artéria laríngea superior. A artéria crico-tiroideia é ramo da artéria tiroideia superior e origina-se ao nível da membrana crico-tiroideia.

Veias da laringe

São constituídas essencialmente pelas veias laríngeas superior e inferior que apresentam um trajeto semelhante às artérias, drenando para as veias tiroideias superior e inferior, respectivamente.

Linfáticos da laringe

A rede linfática da laringe é muito rica, excepto ao nível das cordas vocais. Os linfáticos da laringe são divididos nas regiões supra-glótica e infra-glótica, não existindo qualquer anastomose linfática entre estas duas regiões. Ambas as regiões para a região lateral do pescoço. Os linfáticos da região supra-glótica percorrem o pavimento do seio piriforme e acompanham a artéria laríngea superior, drenando para os gânglios jugulares superiores. Alguns destes vasos linfáticos drenam para os gânglios prélaríngeos. A rede linfática subglótica é menos rica e drena através da membrana crico-tiroideia para os gânglios laríngeos anteriores (gânglios de Delfos). Alguns destes vasos eferentes alcançam os gânglios pré e peri-traqueais, estes últimos acompanham o trajeto do nervo recorrente. Alguns vasos linfáticos acompanham a artéria laríngea inferior e o nervo recorrente, alcançando a partir daí os gânglios linfáticos cervicais profundos inferiores. Alguns vasos linfáticos podem drenar diretamente para os gânglios da fossa supra-clavicular

Nervos da laringe

Referem-se os nervos laríngeo superior e o nervo laríngeo inferior ou recorrente.

O nervo laríngeo superior é ramo colateral do nervo vago. Corre medialmente às artérias carótidas interna e externae divide-se em dois ramos, um externo e um interno. O ramo externo dirige-se para baixo e para diante ao longo da face lateral do músculo constrictor inferior da faringe. Ao longo do seu trajeto fornece um ramo para o músculo constrictor inferior e enerva o músculo crico-tiroideu. Tem uma relação de proximidade estreita com a artéria tiroideia superior. O ramo interno, passa entre o músculo tiro-hioideu e a membrana tiro-hioideia, penetrando a membrana tiro-hioideia acompanhado pela artéria laríngea superior. O nervo laríngeo superior enerva parte da base da língua, as valéculas, a epiglote, o seio piriforme, o vestíbulo, as bandas vestibulares e o ventrículo laríngeo. Enerva ainda a região posterior da laringe e anterior da faringe, ao nível da cartilagem cricoideia.

O nervo laríngeo inferior ou recorrente é igualmente ramo colateral do nervo vago. Após a sua origem tem um trajeto ascendente, percorrendo o sulco traqueo-esofágico, acompanhando o bordo posterior do lobo lateral da glândula tiroideia, sendo a sua face anterior, na maior parte dos casos, cruzada pela artéria tiroideia inferior. Penetra a laringe, acompanhado pela artéria laríngea inferior, imediatamente atrás da articulação crico-tiroideia. Divide-se em dois ramos, anterior e posterior, podendo esta divisão efetuar-se antes do nervo penetrar na laringe. O ramo anterior passa acima a à frente da porção mais lateral do músculos crico-aritnoideu lateral e tiro-aritnoideu. O ramo posterior enerva os músculos crico-aritnoideu, aritnoideu transverso e aritnoideu oblíquo.

Fonte: cms.piso5.net

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