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Sistema Respiratório

 

O Sistema Respiratório é o sistema responsável por fornecer oxigênio para o sangue que irá manter todas as células do corpo em funcionamento.

O sistema respiratório é dividido em duas porções:

1 – Vias aéreas superiores

Formado pela boca, nariz, cavidade nasal, naso faringe, oru faringe e laringo laringe. Tem a função de captação, filtragem, umidificação e aquecimento do ar.

2 – Vias aéreas inferiores

Formado pela traquéia, carina, bronco principal direito e esquerdo, bronquios segmentares, bronquíolos e alvéolos ( encontra-se dentro do pulmão).

A transição da vias aéreas superiores com as vias aéreas inferiorese a cartilagem cricoide .

O sistema de proteção respiratório é composto pelos ossos da face, sistema de cartilagens da laringe e a caixa torácica.

A respiração é dividida em duas instâncias:

a) Inspiração: entrada do ar (ativo)

b) Expiração: saída do ar (passivo) responsável parcial pela retirada de CO2 e vapor da água (líquido).

Músculos

O sistema respiratório só funciona devido a uma ação contínua dos músculos que realizam a inspiração e podem auxiliar numa expiração forçada.

Músculos da Inspiração: Diafragma, intercostais internos, externocleidomastoideo, serrátil e escalenos.
Músculos da expiração:
Intercostais e abdominais.
Diafragma:
Músculo que devido a sua posição anatômica divide o tórax do abdômen.

É formado por duas hemicúpulas sendo que abaixo do lado direito encontra-se o fígado e abaixo do lado esquerdo encontra-se o estômago. Superior a eles estão os dois pulmões.

Suas inserções são: Últimas costelas, processo xifóide, L3 e L4. Existindo também um centro tendíneo frenico.

Sua inervação é mista sendo portanto voluntário e involuntário.

Ao se contrair exerce alterações em duas porções distintas:

a) Abdominal: aumentando a pressão abdominal, simulando o ato de evacuar.
b) Toracica:
traciona os dois pulmões para baixo, diminuindo a pressão toracica permitindo que o ar entre até os pulmões.

Pulmões

O sistema respiratório possui 2 pulmões o direito e o esquerdo.

Pulmão Direito: Maior que o pulmão esquerdo, possuindo 3 lobos (superior, médio e inferior).
Pulmão Esquerdo:
Menor, devido ao posicionamento do coração, possuindo lobos grandes (superior e inferior)e um lobo atrofiado Lobo da Língula.
São dividido em:
Vias aéreas, Pleura Parietal e Pleura viceral.

Os pulmões são revestidos por duas lâminas chamadas de Pleuras, intermediadas pelo Líquido Pleural, que asseguram a pressão interna do pulmão.

A função do pulmão é de garantir a chegada do oxigênio até o sangue, através do sistema alvéolo capilar.

A frequência respiratória é identificada pela sigla IRPM ( incursões respiratórias por minuto).

Mediastino é o espaço entre os pulmões.

Temos em media 15 incursões por minuto.

Na atmosfera contém:

20% Oxigênio
5% Gás Carbônico
79% Nitrogênio

MECÂNICA VENTILATÓRIA

HEMATOSE PULMONAR

A pleura parietal está presa no diafragma e nas costelas, quando inspiramos o diafragma, serrátil, escalenos e os músculos intercostais internos contrai tracionando a pleura parietal para baixo e para os lados, aumentando a pressão no líquido pleural, tracionando também a pleura visceral, aumentando a pressão que era de –5mmhg para –7,5 mmhg. Este processo faz com que a pressão negativa do pulmão aumente realizando a inspiração.

Na expiração o músculo do diafragma, serratil, escalenos e os intercostais internos relaxam fazendo com que as pleuras volte ao seu estado normal, consecutivamente o pulmão também volta ao normal.

O diafragma é responsável por 50% da mecânica ventilatória e os outros 50% e realizado pelos músculos intercostais internos, serratil e o escaleno.

Na inspiração geralmente entra para os pulmões 104 mmhg de oxigênio e 40 mmhg CO2.

Na expiração o sistema venoso retorna com um sangue com 40 mmhg oxigênio e 45 mmhg CO2 para o pulmão.

HEMATOSE TECIDUAL

O ar contém umidade, e quando inspiramos absorvemos esta umidade que se transforma em água que acumula-se nos alvéolos.

Estas moléculas de água tendem a unir-se, este processo chamamos de: “Tensão superficial dos líquidos “.

Porque os alvéolos não colaba (colam as paredes pela umidade da água)?

1 - Porque os alvéolos não ficam totalmente sem ar, existe constantemente um volume residual que mantém os alvéolos parcialmente insuflados ( com ar) 50%.

2 – Porque dentro dos alvéolos existe uma lipoproteina chamada (surfactante), produzida pelas células epiteliais alveolares do tipo 2, que diminui a tensão superficial dos líquidos em 50%.

Células epiteliais alveolares do tipo I = 90%

Células epiteliais alveolares do tipo II = 10%

Pús: São nada mais que células de defesa mortas e células de bactérias ou virus mortas.

A asma e a pneumonia são duas patologias do Sistema respiratório que afeta o circulatório.

O infarto e a embolia são duas patologias do Sistema circulatório que afeta o respiratório.

PNEUMONIA

É a invasão de agentes patogênicos nos alvéolos pulmonares, aonde ocorre uma batalha destes agentes patogênicos com os agentes imunológicos, esta batalha morrem muitas células (pús) dentro dos alvéolos, com isso o oxigênio que entra na inspiração, não é bem captado pelos vasos capilares das paredes dos alvéolos, pois o pús (catarro) fica entre o ar e as paredes, tendo assim menos oxigênio na corrente sangüínea. Alterando o sistema circulatório.

ASMA

É uma obstrução das vias respiratórias por agentes patogênicos causando um edema, dificultando a entrada do ar e assim tendo pouco oxigênio dentro dos pulmões, afetando o sistema circulatório. O uso da bombinha faz vaso dilatação das vias respiratórias liberando a entrada do ar.

A natação é a atividade física mais indicada pois trabalha muito a musculatura dos membros superiores, aumentando relativamente a caixa toracica tendo assim mais facilidade na inspiração mesmo com a presença da asma.

EMBOLIA

São embolos que estão localizados geralmente em vasos de pequeno calibre, que quando deslocados irão pelo sistema venoso em vasos de maiores calibres dando passagem livre para o mesmo que passam pelo coração e vão para o pulmão aonde se prendem nos capilares alveolares afetando o sistema respiratório.

INFARTO DO MIOCÁRDIO

É uma necrose isquêmica do miocárdio, resultante da oclusão de seu suprimento arterial ou drenagem venosa, com isso o coração terá mais dificuldade de enviar sangue aos órgãos inclusive aos pulmões que desencadeia um processo de liberação de substâncias químicas enviadas ao SNC e a região necessitada de sangue com nutrientes e O2, o SNC envia um sinal ao Coração para o mesmo trabalhar mais. Isto com certeza afeta o sistema respiratório deixando o pulmão com déficit sangüíneo.

POLICITEMIA

É o aumento do número de hemácias, devido a pouca oferta de oxigênio. (Efisema pulmonar, Asma) Rarefação.

Em altitudes o oxigênio é mais escasso e é por isso que não conseguimos respirar direito.

Na realidade para que nosso corpo possa acostumar com pouco oxigênio sem nenhuma mudança no sistema circulatório. A medula óssea libera mais hemácias (pois é ela que transporta o oxigênio para os tecidos). As hemácias aproveita todo o oxigênio captado pelos pulmões sem desperdiçar nada. O que não ocorre em baixas altitudes.

Fonte: br.geocities.com

Sistema Respiratório

Para que o organismo de qualquer animal ou vegetal funcione, é preciso energia. Esta energia vem de reações químicas que ocorrem continuamente na respiração intracelular.

As reações bioquímicas que ocorrem entre o oxigênio e a glicose, por exemplo, fornecem às células energia para manter todas as atividades. Quanto mais energia o corpo precisa, mais glicose e oxigênio são gastos nessa reação.

Esportes de longa duração, por exemplo, exigem do atleta mais fôlego e resistência, pois os músculos devem trabalhar durante muito tempo e precisam estar bem oxigenados. Além disso, o atleta possui um gasto energético superior ao de um não atleta, pois suas atividades consomem muita energia; por isso deve seguir uma dieta diferenciada, balanceada e rica em carboidratos, que lhe forneça energia e proteína, além de vitaminas e minerais, responsáveis por uma boa formação da estrutura muscular, óssea e fisiológica.

Uma gestante também apresenta mudanças que justificam um gasto energético maior. Com a presença de um novo ser, é preciso ter mais oxigênio para suprir as necessidades dos dois.

Calcula-se que, durante a gravidez, sejam necessários cerca de 20% de oxigênio adicional. Para transportar essa quantidade maior de oxigênio, há um aumento na quantidade de hemácias do sangue e um aumento do trabalho do coração. Essas alterações podem causar palpitações e elevação da pressão sangüínea.

A gravidez e as transfusões são formas muito comuns de dopings entre mulheres atletas. Elas podem engravidar e, dias antes da competição, provocar um aborto.

Como já foi dito, a gravidez aumenta o número de hemácias no sangue da mulher, para que ela possa realizar as suas trocas gasosas e as do bebê. Essa quantidade adicional de hemácias faz com que as trocas gasosas sejam mais eficientes e mais oxigênio chegue até os músculos, favorecendo o atleta. O doping sangüíneo consiste em aumentar-se o número de hemácias, transfundindo-se ao atleta suas próprias hemácias concentradas que haviam sido removidas e armazenadas anteriormente.

A função básica do sistema respiratório é suprir o organismo com oxigênio e dele remover o produto gasoso do metabolismo celular, o gás carbônico.

Regiões do sistema respiratório

O sistema respiratório dos mamíferos é compreendido pela zona de transporte gasoso, pela zona respiratória e por uma zona de transição:

Zona de transporte gasoso

Formada pelas vias aéreas superiores e pela árvore traqueobrônquica, encarregadas de acondicionar e conduzir o ar até os pulmões.

O ar inspirado, em seu trajeto pelas vias aéreas superiores, é umedecido e aquecido até entrar em equilíbrio com a temperatura corporal. Isto decorre de seu contato turbulento com a mucosa úmida que reveste as fossas nasais, a faringe e a laringe. A árvore traqueobrônquica estende-se da traquéia até os bronquíolos terminais.

Zona de transição

Fica interposta entre as duas outras zonas, e nela começam a ocorrer trocas gasosas, porém em níveis não-significativos. Esta zona inicia-se no nível do bronquíolo respiratório, caracterizado pelo desaparecimento das células ciliadas do epitélio bronquiolar.

Os bronquíolos respiratórios também se diferenciam por apresentarem, espaçadamente, sacos alveolares e também por se comunicarem diretamente com os alvéolos por meio de poros em suas paredes, denominados canais de Lambert.

Zona respiratória

É onde efetivamente se realizam as trocas gasosas. A partir do último ramo do bronquíolo respiratório, surgem os ductos alveolares, que, por sua vez, terminam nos sacos alveolares. A zona respiratória é constituída pelos ductos, os sacos alveolares e os alvéolos.

Mecânica da Respiração

O processo da respiração por ser dividido nas seguintes etapas:

A ventilação pulmonar, que representa a entrada e saída de ar entre a atmosfera e os alvéolos
A difusão de oxigênio e gás carbônico entre os alvéolos e o sangue
O transporte de oxigênio e gás carbônico do sangue e líquidos do organismo para as células e vice-versa
O controle da ventilação e dos fatores que realizam a respiração

Como o ar entra e sai dos pulmões?

Os pulmões podem sofrer expansão e relaxamento pelos movimentos de subida ou descida do diafragma, o que aumenta ou diminui a cavidade torácica, e pela elevação e depressão das costelas, o que aumenta ou diminui o diâmetro antero-posterior da cavidade torácica.

Os músculos que elevam a caixa torácica podem ser chamados músculos da inspiração, e os que a relaxam são os músculos da expiração. A respiração normal é realizada quase inteiramente pelo movimento do diafragma, mas, na respiração máxima, o aumento nos diâmetros do tórax deve-se mais da metade à dilatação dos pulmões.

Os músculos respiratórios realizam a ventilação pulmonar ao comprimir e expandir alternadamente os pulmões, o que, por sua vez, faz a pressão do interior dos alvéolos elevar-se e cair.

A ventilação pulmonar normal é realizada quase inteiramente pelos músculos da inspiração. A inspiração se faz pela contração da musculatura inspiratória, enquanto que a expiração, em condições de repouso, é passiva, ou seja, não há contração da musculatura expiratória.

Durante a inspiração, a cavidade torácica aumenta de volume e os pulmões se expandem para preencher o espaço deixado. Com o aumento da capacidade pulmonar, a pressão interna alveolar torna-se ligeiramente menor do que a pressão atmosférica, e isto faz o ar entrar pelas vias respiratórias.

A inspiração é seguida imediatamente pela expiração, que provoca a diminuição do volume pulmonar e a expulsão do gás. Porém ainda permanece um volume de ar nos pulmões, o volume residual.

O volume residual representa o ar que não pode ser removido dos pulmões mesmo pela expiração forçada.

Isto é importante porque permite a oxigenação do sangue pelo ar alveolar, mesmo entre as respirações. Se não fosse o ar residual, as concentrações de oxigênio e gás carbônico no sangue sofreriam subidas e descidas significativas em cada respiração, o que seria certamente uma desvantagem para o processo respiratório.

Ventilação dos alvéolos

Um fator importante no processo da ventilação pulmonar é a velocidade com a qual o ar alveolar é renovado a cada minuto pelo ar atmosférico; essa renovação chama-se ventilação alveolar.

Na inspiração, a maior parte do ar renovado deve primeiro preencher as vias respiratórias, vias nasais, faringe, traquéia, brônquios, antes de atingir os alvéolos.

Na expiração, todo o ar contido nas vias respiratórias é expirado primeiro, antes que o ar dos alvéolos possa chegar à atmosfera.

A ventilação alveolar é um dos principais fatores a determinar as concentrações de oxigênio e gás carbono nos alvéolos.

Diversos fatores modificam a ventilação, como alterações na freqüência, no volume corrente (quantidade de ar inspirada ou expirada espontaneamente em cada ciclo respiratório) e também no ritmo.

Por exemplo,as modificações causadas por emoções, dor, choro, fonação, tosse, etc denominações especiais:

Eupnéia: É a respiração normal, sem qualquer sensação subjetiva de desconforto.
Taquipnéia:
Aumento da freqüência respiratória.
Bradipnéia:
Diminuição da freqüência respiratória.
Hiperpnéia:
Aumento do volume corrente.
Hipopnéia:
Diminuição do volume corrente.
Hiperventilação:
Aumento da ventilação alveolar além das necessidades metabólicas.
Hipoventilação:
Diminuição da ventilação alveolar aquém das necessidades metabólicas.
Apnéia:
Parada dos movimentos respiratórios ao final de uma expiração basal.
Apneuse:
Interrupção dos movimentos respiratórios ao final da inspiração.
Dispnéia:
Respiração laboriosa, sensação subjetiva de dificuldade respiratória.

Difusão de gases nos tecidos

Os gases importantes na respiração são altamente solúveis em lipídios e, conseqüentemente, muito solúveis nas membranas celulares. Por este motivo, os gases se difundem facilmente através das membranas das células.

Por outro lado, o limite mais importante para a movimentação dos gases nos tecidos é a velocidade na qual os gases podem difundir-se através dos líquidos teciduais, e não através das membranas celulares.

Além do gradiente de difusão (os gases se difundem de áreas de maior pressão para as de menor pressão), outros fatores afetam a velocidade de difusão de um gás num líquido: a solubilidade do gás no líquido; a distância na qual o gás deve difundir-se; o peso molecular do gás; a viscosidade do líquido e a temperatura do líquido (estes dois último fatores permanecem razoavelmente constantes no organismo).

Composição do ar alveolar

O ar alveolar não apresenta a mesma concentração de gases que o ar atmosférico. Existem várias razões para essas diferenças:

O ar alveolar é só parcialmente substituído pelo ar atmosférico em cada movimento respiratório;
O oxigênio está constantemente sendo absorvido do ar alveolar;
O gás carbônico está constantemente sendo adicionado ao ar alveolar;
O ar atmosférico seco que entra nas vias respiratórias é umedecido antes de atingir os alvéolos.

O umedecimento do ar reduz a pressão parcial do oxigênio, no nível do mar, de 159mmHg (milímetro de mercúrio) no ar atmosférico para 100mmHg no ar alveolar, reduzindo também a pressão parcial dos outros gases no ar inspirado.

Velocidade na qual o ar alveolar é renovado pelo ar atmosférico

A quantidade de ar que permanece nos pulmões ao término de uma expiração normal mede aproximadamente 2300ml. Em cada movimento respiratório normal, apenas 350 ml de ar novo são trazidos para os alvéolos.

Assim, a quantidade de ar alveolar substituído por ar atmosférico, em cada movimento respiratório, é bem pequena, de modo que são necessários muitos movimentos respiratórios para substituir todo o ar alveolar.

A renovação lenta do ar alveolar é importante para impedir súbitas mudanças nas concentrações gasosas no sangue.

Isso torna o mecanismo de controle respiratório muito mais estável do que seria em outras condições e impede reduções e aumentos excessivos na oxigenação dos tecidos, no gás carbono e no pH tecidual quando a respiração é temporariamente interrompida.

Concentração de oxigênio nos alvéolos

O oxigênio está continuamente sendo absorvido pelo sangue, e o oxigênio atmosférico está continuamente penetrando nos alvéolos.

Quanto mais rapidamente é absorvido o oxigênio, menor se torna a sua concentração alveolar; por outro lado, quanto mais rapidamente é trazido oxigênio da atmosfera para os alvéolos, maior se torna a sua concentração.

A concentração de oxigênio nos alvéolos é chamada de pressão parcial alveolar (PO2) e é controlada primeiro pela velocidade de renovação do oxigênio nos pulmões.

No entanto, durante exercícios, a velocidade de utilização de oxigênio aumenta proporcionalmente à intensidade do mesmo, a fim de manter normal a PO2 acima de 100 mmHg, enquanto o indivíduo estiver respirando ar atmosférico normal, porque essa é a quantidade máxima de oxigênio no ar úmido.

Mas, se o indivíduo respirar gases contendo concentração de oxigênio maiores que 100 mmHg, a PO2 alveolar poderá atingir concentração mais elevada quando a ventilação alveolar chegar ao máximo.

Concentração de gás carbono nos alvéolos

O gás carbono está sendo continuamente formado no organismo, sendo levado para os alvéolos e removido dos alvéolos pelo processo de ventilação.

Os dois fatores que determinam a pressão parcial do gás carbônico (PCO2) nos pulmões são a velocidade de liberação de gás carbônico do sangue para os alvéolos e a velocidade com que o gás carbônico é removido dos alvéolos pela ventilação alveolar.

A PCO2 alveolar aumenta em proporção direta à velocidade de excreção do gás carbônico e diminui em proporção inversa à ventilação alveolar.

Logo, a concentração de oxigênio e gás carbônico nos alvéolos é determinada pela velocidade de absorção ou de excreção, respectivamente, desses dois gases e também pela ventilação alveolar.

Membrana pulmonar ou respiratória

As trocas gasosas entre o ar alveolar e o sangue pulmonar ocorrem através das membranas de todas as porções terminais dos pulmões. As membranas são conhecidas coletivamente como membranas respiratórias ou pulmonares.

Uma porção terminal compreende um bronquíolo respiratório, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos (existem cerca de 250 milhões em ambos os pulmões).

O epitélio destas estruturas é uma membrana muito delgada, e os gases alveolares ficam bem próximos ao sangue dos capilares.

Os gases, para se transferirem dos alvéolos para o sangue, e vice-versa, precisam atravessar uma "barreira alveolar".

Esta é formada pelos seguintes componentes: líquido que banha os alvéolos, epitélio alveolar, membrana basal do epitélio, pequeno espaço intersticial entre o epitélio alveolar e a membrana capilar, membrana basal do capilar e membrana endotelial do capilar.

Transporte através da membrana respiratória

As hemácias precisam se deformar para passar através dos capilares pulmonares, porque seu diâmetro é bem pequeno (cerca de 7 micrômetros). A membrana da hemácia habitualmente toca a parede capilar a fim de que o O2 e o gás carbônico não precisem passar através do plasma quando se difundem, e isso auxilia a rapidez da difusão.

Alguns fatores combinados determinam com que rapidez um gás poderá atravessar a membrana:

1 - espessura da membrana: Pode aumentar muito em conseqüência, geralmente, da presença de líquido de edema no espaço intersticial da membrana. O líquido pode, também, acumular-se nos alvéolos, de modo que os gases devam difundir-se não só através da membrana, mas também através do líquido. Qualquer fator que aumente a espessura da membrana (como a fìbrose dos pulmões) pode interferir na velocidade de difusão dos gases através da membrana.
2 - área da membrana respiratória:
Pode ser reduzida, por exemplo, com a remoção de um dos pulmões, o que reduz a área para a metade do normal. O enfisema faz com que os alvéolos se unam com a dissolução do septo interalveolar. A área total da membrana respiratória é consideravelmente reduzida, devido à perda do septo alveolar. Com isso, a troca de gases através da membrana é significativamente impedida, mesmo em repouso.
3 - coeficiente de difusão do gás (velocidade de difusão através de uma dada área para uma determinada distância):
O transporte de cada gás através da membrana respiratória depende da sua solubilidade na membrana e de seu peso molecular. Por exemplo, o CO2 se difunde através da membrana cerca de 20 vezes mais rápido do que o O2 . Este se difunde 2 vezes mais depressa do que o nitrogênio.
4 - gradiente de pressão:
A pressão parcial representa uma medida do número total de moléculas de um determinado gás, que atinge uma área da membrana alveolar. E a pressão do mesmo gás no sangue representa o número de moléculas que atingem a mesma área da membrana do lado oposto. A diferença entre essas duas pressões, pressão parcial do gás nos alvéolos e sua pressão no sangue, é o gradiente de pressão.

Trocas gasosas

Após a ventilação dos alvéolos com o ar atmosférico, o próximo passo no processo respiratório é a difusão do oxigênio dos alvéolos para o sangue pulmonar e a difusão do gás carbono do sangue para os alvéolos.

O processo de difusão é simples, envolvendo apenas movimentos ao acaso das moléculas, através da membrana respiratória; no entanto, no processo respiratório, também é importante a velocidade na qual a difusão ocorre.

Quando a pressão parcial de um gás nos alvéolos é maior do que a pressão do gás no sangue, como é para o O2, ocorre uma difusão dos alvéolos para o sangue ( a PO2 arterial normal é de 95mmHg e a PO2 alveolar normal é 100mmHg). Quando a pressão do gás no sangue é maior do que a pressão parcial nos alvéolos, como é para o gás carbônico, ocorre difusão do sangue para os alvéolos.

O sangue pulmonar é transportado pelas artérias para os tecidos. Ali, a PO2 é mais baixa nas células do que no sangue arterial que entra nos capilares. Com isso, o O2 se difunde para fora dos capilares e, através dos espaços intersticiais, para as células.

Quando o O2 é metabolizado com a glicose, nas mitocôndrias, forma-se CO2, por conseguinte, a pressão do CO2 (PCO2) no interior das células sobe muito, causando a difusão do CO2 para os capilares teciduais.

Nos Exercícios

A capacidade de difusão de O2 durante um exercício cansativo, ou em condições que aumentem a atividade pulmonar, em adultos jovens, eleva-se até 65ml por minuto (em condições de repouso a difusão de O2 é de 21ml por minuto, em média).

Esse aumento pode ser causado pela:

Abertura dos capilares pulmonares inativos, aumentando a área sangüínea pela qual o O2 possa difundir-se;
Dilatação dos capilares pulmonares que já estavam abertos;
Distensão das membranas alveolares, aumentando sua área e diminuindo sua espessura.

Em contrapartida, há o aumento do débito cardíaco. O tempo que o sangue fica nos capilares é muito reduzido; com isso, a oxigenação do sangue pode diminuir, devido ao pouco contato do sangue com os alvéolos, além das necessidades maiores de O2 para oxigenar os tecidos.

Por isso, é muito importante, para aumentar a oxigenação do sangue, que ocorra o aumento da ventilação e, também, uma maior capacidade da membrana respiratória em difundir o O2 para o sangue.

Transporte de O2 no sangue

Cerca de 97% do O2 transportado dos pulmões para os tecidos são carregados em combinação química com a hemoglobina nas hemácias. Os 3% restantes são carregados em estado dissolvido no plasma e transportados para os tecidos em solução simples.

A molécula de O2 combina-se frouxa e reversivelmente com a porção heme da hemoglobina. Quando a PO2 é alta, como nos capilares pulmonares, o oxigênio liga-se com a hemoglobina, mas quando a PO2 é baixa, como nos capilares teciduais, o oxigênio é liberado da hemoglobina.

A porção polipeptídica da molécula de hemoglobina normal do adulto (HbA) é composta por 4 cadeias de aminoácidos: 2 cadeias alfa e 2 cadeias beta. A seqüência desses aminoácidos é extremamente importante para determinar as propriedades da hemoglobina.

A hemoglobina fetal (HbF) é formada por 2 cadeias alfa e 2 cadeias gama e apresenta uma afinidade muito maior pelo O2, em comparação com a HbA.

Já as hemoglobinas anormais diferem da HbA por um único aminoácido na cadeia alfa ou beta. A mais conhecida é a HbS, presente nos indivíduos portadores de anemia falciforme, um distúrbio de origem genética. Na anemia falciforme, há a substituição de um único aminoácido nas cadeias beta. A doença recebe esse nome porque a hemoglobina adquire a forma de foice quando se desoxigena e, anormalmente, cristaliza-se.

Além das 4 cadeias polipeptídicas, a hemoglobina apresenta um grupamento heme ligado a cada uma das 4 cadeias. O grupamento é formado por uma protoporfirina e um átomo de ferro.

A esse íon ferroso que o O2 se associa, formando a oxiemoglobina (HbO2). Cada molécula de hemoglobina, é capaz de transportar no máximo 4 moléculas de O2. É também neste ponto que o monóxido de carbono se liga a hemoglobina formando a carboxiemoglobina (HbCO). A afinidade da hemoglobina pelo CO é cerca de 200 a 300 vezes maior do que pelo O2, por isso, a intoxicação pelo CO (fumaça de cigarro, gases de motores à explosão, etc) é extremamente grave, pois o CO ocupa o heme, impedindo a ligação do O2.

Quantidade total de oxigênio transportado dos pulmões para os tecidos

Em condições normais, cerca de 5ml de O2 são transportados por cada 100ml de sangue, com um débito cardíaco normal de aproximadamente 5000ml por minuto, mas a quantidade total de O2 liberada para os tecidos, a cada minuto, é de 250ml.

Durante exercícios forçados ou em casos de necessidades excessivas de O2, a taxa de transporte para os tecidos de O2 pode ser aumentada umas 15 vezes, ou seja, 15 x 250ml = 3750ml, por minuto.

As adaptações especiais no treinamento de atletas, tais como um aumento na concentração de hemoglobina total e um aumento no débito cardíaco máximo, podem elevar esse valor para 4500 a 5000ml/min.

A quantidade total de O2 transportado aos tecidos a cada minuto pode ser influenciada por 2 fatores: o aumento muito acentuado de hemácias e a redução no débito cardíaco.

Isto ocorre porque um aumento de hemácias muito acima do normal reduz o débito cardíaco devido à viscosidade aumentada do sangue. A redução do débito cardíaco é maior do que o aumento na capacidade de transporte de O2 pelo sangue. Mas, em casos de anemia, por exemplo, a capacidade de transporte de O2 pelo sangue é reduzida devido ao decréscimo de hemácias. Existe um aumento no débito cardíaco, mas não tão grande quanto a diminuição na capacidade de transporte de O2.

Somente nos casos de aclimatação para altitudes maiores é que o aumento no número de hemácias desenvolve um aumento na taxa de transporte de O2. A causa, provável, dessa elevação da taxa é o aumento do número e também do tamanho dos pequenos vasos periféricos, o que impede a queda do débito cardíaco.

Dissociação Oxigênio-Hemoglobina

Os tecidos necessitam cerca de 5ml de O2 para cada 100ml de sangue que passa através dos capilares. Para que 5ml de O2 sejam liberados do sangue para as células, a PO2 tecidual deve cair para 40mmHg.

Se a PO2 tecidual aumentar acima de 40mmHg, o O2 necessário para os tecidos não poderá ser liberado da hemoglobina.

Durante os exercícios pesados, a PO2 nos capilares teciduais baixa até 15mmHg, fazendo com que a hemoglobina libere quantidades maiores de O2 para os tecidos. Portanto a hemoglobina libera o O2 para os tecidos em um intervalo de pressão de 15 a 40 mmHg.

PO2 tecidual em concentrações diferentes de O2 atmosférico

A PO2 normal dos alvéolos é de cerca de 100mmHg, porém, quando subimos grandes altitudes em aviões ou se escalamos montanhas, a PO2 alveolar cai consideravelmente. Ou quando se entra em áreas de ar comprimido, como nas profundidades do oceano, a PO2 pode subir muito.

No entanto, a PO2 tecidual pouco se altera com a acentuada queda na PO2 alveolar. Se a PO2 diminui de 100 para 60 mmHg, a hemoglobina ainda está saturada de 88%.

Por outro lado, quando a PO2 alveolar sobe acima de 100 mmHg, a saturação máxima de O2 da hemoglobina não vai além de 100%.

Mesmo que a PO2 alveolar alcançasse 500mmHg, ou mais, o aumento na saturação da hemoglobina seria apenas de 3%, pois 97% da hemoglobina já estão normalmente combinados com o O2, em PO2 100 mmHg.

Isto mostra que a concentração de O2 atmosférico pode variar muito, de 60 até mais de 500 mmHg de PO2, e mesmo assim a PO2 dos tecidos varia não mais que poucos milímetros do normal.

Utilização de O2 pelas células

Em condições normais, a taxa de utilização de O2 pelas células é controlada pela taxa de gasto de energia no seu interior, e não pela quantidade de O2 oferecido à célula.

Mínimas pressões de O2 são necessárias nas células para que se efetuem as reações químicas intracelulares normais.

Como já foi visto em respiração celular, quando o ATP (trifosfato de adenosina) é utilizado pelas células para fornecer energia, ele é convertido em ADP (difosfato de adenosina). A concentração crescente de ADP aumenta a utilização metabólica tanto do O2 como dos outros nutrientes que se combinam com o O2 para liberarem energia.

Transporte de O2 no estado dissolvido

O O2 total no sangue, normalmente, é considerado quase completamente por aquele combinado à hemoglobina (97%), enquanto apenas uma pequena porção (3%) está dissolvida na água plasmática.

Durante exercícios pesados, quando o coeficiente de utilização aumenta, a quantidade transportada em dissolução cai até 1,5%.

Apesar disso, quando a PO2 no sangue se eleva muito acima de 100 mmHg, a quantidade de O2 dissolvido na água plasmática também aumenta.

Combinação da Hemoglobina com CO (monóxido de carbono)

O CO combina-se com a hemoglobina no mesmo local em que a molécula de hemoglobina se combina com o O2. Além disso, o CO combina-se com a hemoglobina com uma afinidade aproximadamente 200 vezes maior do que o O2.

Uma pressão alveolar de CO de, por exemplo, 0,5 mmHg (a PO2 nos alvéolos é de 100 mmHg, possibilita ao CO competir igualmente com o O2 para se combinar com a hemoglobina, fazendo com que metade da hemoglobina do sangue se ligue com CO ao invés de ligar-se ao O2.

Uma PCO de 0,7mmHg é letal. Um indivíduo envenenado com CO pode ser tratado com a administração de oxigênio puro, porque o O2 em altas pressões alveolares desloca o CO da sua combinação com a hemoglobina com mais rapidez do que se estivesse com a pressão atmosférica.

Podem ser administrado simultaneamente pequenas quantidades de CO2, pois este estimula o centro respiratório. O aumento da ventilação alveolar reduz a concentração de CO, permitindo sua liberação do sangue.

Com uso intensivo de O2 e de CO2, o CO pode ser removido do sangue 10 a 20 vezes mais rápido do que sem qualquer ajuda.

Como se dá o transporte do CO2 no sangue?

O CO2 pode, em geral, ser transportado pelo sangue em quantidades maiores que o O2. A variação da quantidade de CO2 no sangue tem influência no equilíbrio ácido-básico dos líquidos dos organismos.

O CO2 difunde-se para fora das células na forma gasosa, porém uma quantidade muito pequena difunde-se sob a forma de bicarbonato, pois a membrana plasmática é menos permeável ao bicarbonato do que ao gás dissolvido.

O CO2 pode ser transportado de três formas químicas diferentes:

1- Uma pequena quantidade (cerca de 7%) de CO2 é transportada no estado dissolvido na água plasmática para os pulmões.

2- O CO2 pode ser transportado na forma de bicarbonato (HCO3 -). A partir da combinação reversível do CO2 com a água no interior das hemácias e sob a ação da enzima anidrase carbônica, 60 a 90% de todo o CO2 é transportado dos tecidos para os pulmões. Este meio de transporte do CO2 é, sem dúvida, o método mais importante de transporte.

No interior das hemácias, a anidrase carbônica catalisa a reação entre o CO2 e a água, tornando-a muito mais rápida. Isto permite que grandes quantidades de CO2 dos tecidos reajam com a água das hemácias antes mesmo que o sangue deixe os capilares teciduais.

O ácido carbônico (H2CO3) formado nas hemácias dissocia-se em íons de hidrogênio (H -) e bicarbonato (HCO3 -).

A maior parte dos íons de hidrogênio formados reage rapidamente com a hemoglobina, formando um poderoso tampão ácido-base.

Os bicarbonatos formados difundem-se para o plasma, enquanto íons de cloro (Cl -) se difundem para o interior das hemácias. Esse movimento do Cl- para equilibrar o movimento do bicarbonato é denominado "fuga de cloreto". Ele impede o acúmulo de HCO3 - dentro das hemácias, e, se não fosse por isso, impediria a dissociação de mais CO2.

3- Transporte do CO2 pela Hemoglobina: além de reagir com a água, o CO2 também reage diretamente com a hemoglobina. A combinação do CO2 com a hemoglobina é uma reação reversível que ocorre com uma ligação muito frouxa. O composto formado por esta reação é chamado carbaminoemoglobina.

Contudo, esta reação é bem mais lenta que a reação entre o CO2 e a água dentro das hemácias. Por este motivo, somente uma pequena quantidade de CO2 reage com a hemoglobina, cerca de 30% da quantidade total transportada.

O CO2 não se liga à hemoglobina no mesmo ponto do O2, por isso a hemoglobina pode combinar-se ao mesmo tempo com o O2 e o CO2.

Difusão de CO2 para os pulmões

Nos pulmões, a PCO2 dos alvéolos é levemente menor que a do sangue, o que faz com que o CO2 se difunda do sangue para o interior dos alvéolos.

Com isso, diminui a PCO2 das hemácias, de forma que o ácido carbônico das células, sob a ação da anidrase carbônica, volta a transformar-se em água e CO2 , sendo que a carbaminoemoglobina libera o CO2. Ou seja, reações diversas ocorrem nos capilares pulmonares, já que todas as reações para o transporte de CO2 são reversíveis.

Transferência de O2 da mãe para o feto

A placenta, o órgão de troca de gases e nutrientes, normalmente não permite a mistura do sangue materno com o fetal. Em vez disso, os capilares fetais na placenta são banhados no sangue materno. O sangue que passa à circulação do feto está apenas 60% saturado de O2.

Se o feto tivesse hemoglobina adulta, a extração de O2 pelo feto em desenvolvimento seria ineficiente, produzindo níveis muito baixos de O2 nos tecidos fetais. O sangue fetal consegue carregar O2 a partir do sangue materno devido à síntese de uma forma diferente de hemoglobina, a hemoglobina fetal (HbF), durante a vida fetal. A diferença da HbF para a HbA é que cadeias polipeptídicas gama substituem as cadeias beta adultas.

A HbF fixa O2 mais prontamente e pode remover uma quantidade maior do sangue materno. Com isso, a HbF pode ser completamente saturada de O2 com pressão parcial inferior à da HbA. O sangue que passa da placenta para o feto pela veia umbilical está cerca de 80% saturado de O2 . A capacidade fetal de transporte de O2 é maior que a do sangue adulto devido a algumas adaptações, por exemplo, as hemácias fetais contêm concentração maior de hemoglobina.

Regulação da ventilação

Durante situações que aumentam a atividade metabólica, como exercícios, o trabalho do sistema respiratório é bem maior, pois este é solicitado a fornecer quantidades maiores de O2 aos tecidos e a eliminar quantidades aumentadas de CO2.

Para ajustar a freqüência da ventilação alveolar às exigências do corpo, entra em ação o centro respiratório, localizado no tronco cerebral. Este controle resulta na não alteração da pressão do O2 sangüíneo e da pressão do CO2, mesmo durante exercícios ou stress.

De uma forma geral, o centro respiratório gera o ritmo respiratório, que é modificado por uma série de reflexos originados em receptores diversos, tanto ao nível periférico como no central. Além disso, os outros centros, os controladores, podem também atuar sobre o ritmo respiratório, alterando-o, isto é, ordenando a contração dos músculos envolvidos com a ventilação.

Receptores

São vários os receptores envolvidos no controle da ventilação, que podem responder a estímulos químicos, mecânicos, etc.

Vejamos alguns:

1 - Quimiorreceptores

São aqueles receptores que estão relacionados à percepção dos teores de O2, CO2 e H +.

Quando cai a PO2 arterial, há um aumento da ventilação (em resposta à hipóxia); quando há a elevação dos teores de CO2 do organismo, há o estimulo à ventilação, ocorrendo também o contrário. Quando há queda do pH, a ventilação eleva-se, mas quando há elevação do pH (o pH normal do plasma arterial é de 7,4), há inibição da ventilação.

Os quimiorreceptores podem ser classificados, quanto à localização, em periféricos e centrais:

Os quimiorreceptores periféricos são formações nervosas altamente vascularizadas, localizadas no exterior de grandes artérias. Podem ser subdivididos anatomicamente em carotídeos (localizados próximos à artéria carótida) e aórticos (próximos aorta). Estes quimiorreceptores são sensíveis às variações de PO2, PCO2 e pH no sangue arterial.
Os quimiorreceptores centrais são terminações nervosas livres em contato direto com o centro respiratório. Estão localizados bilateralmente no bulbo.
Os quimiorreceptores centrais respondem, provavelmente, às alterações nos níveis de CO2 e pH.

2 - Receptores de irritação: são mecanorreceptores subepitelias localizados na traquéia, nos brônquios e nos bronquíolos. Estes destinam-se, aparentemente, à detecção de pequenas deformações da superfície das vias aéreas. Os receptores de irritação são estimulados por corpos estranhos, como gases, vapores irritantes, além da histamina. Quando estimulados, produzem tosse ou broncoconstrição reflexa.

3- Receptores do nariz e vias aéreas superiores: no nariz, faringe, laringe, há receptores que respondem à estimulação mecânica e química. Podem ser encarados como extensão dos receptores de irritação. A estimulação pode provocar tosse, espirros e broncoconstrição.

Controladores

O ato da respiração requer o movimento coordenado da musculatura esquelética e, para que isto ocorra, o Sistema Nervoso Central (SNC) precisa integrar a atividade dos neurônios e produzir os movimentos apropriados.

O ciclo respiratório é controlado por neurônios localizados no tronco cerebral no nível da ponte e bulbo. Esse conjunto de neurônios foi chamado de centro respiratório.

Atualmente, acredita-se que há diversos núcleos neuronais relativamente agrupados, envolvidos com a respiração; são os grupos respiratórios bulbares e pontino.

Apresentaremos um pequeno resumo dos grupos respiratórios. Para maior aprofundamento, sugiro o livro de Aires, Margarida et al. Fisiologia. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1993

Grupos respiratórios bulbares: o bulbo parece ser o responsável pela respiração espontânea, pois a maioria dos neurônios que apresentam periodicidade respiratória está localizada no bulbo.

Na região bulbar, existem bilateralmente dois conjuntos de neurônios respiratórios, denominados grupo respiratório dorsal (GRD) e grupo respiratório ventral (GRV).

O GRD é composto por um grupo de células ativas durante a inspiração (neurônios inspiratórios). No GRV, encontram-se neurônios envolvidos tanto com a inspiração quanto com a expiração.

Grupo respiratório pontino: assim como no bulbo, foram também identificados neurônios na ponte relacionados com a atividade respiratória. Os neurônios respiratórios pontinos apresentam tanto atividade inspiratória quanto expiratória.

No grupo respiratório pontino, há a presença do centro apnêustico e do centro pneumotáxico. O centro apnêustico localiza-se na porção inferior da ponte, e o centro pneumotáxico localiza-se na porção superior da ponte.

Controle voluntário da ventilação

O controle voluntário ou comportamental da ventilação reside no córtex cerebral e em outras regiões. O padrão de ventilação pode ser alterado voluntariamente durante a fonação, o canto ou quando um indivíduo quer aumentar ou interromper sua ventilação por um determinado tempo.

Os estímulos nervosos relacionados com a emoção (choro, riso, soluços), com o sistema nervoso autônomo (tremor, regulação térmica, vômito), com o olfato, com a mastigação e com a deglutição podem sobrepujar o controle automático da ventilação, que corresponde principalmente aos estímulos químicos.

As vias que conduzem os impulsos do córtex para os motoneurônios que enervam os músculos respiratórios são diferentes das vias relacionadas à respiração automática. Os axônios que emergem do GRD, do GRV e do córtex descem pela substância branca da medula até formarem sinapses com os motoneurônios.

Principais distúrbios do equilíbrio ácido-base

Na acidose respiratória, há uma elevação da PCO2, que reduz a relação bicarbonato/CO2, fazendo cair o pH. Sempre que a PCO2 se eleva, há um aumento concomitante do bicarbonato, por causa da dissociação do ácido carbônico produzido. Mas, neste caso, a relação bicarbonato/CO2 diminui. A retenção de CO2 ou hipercapnia pode resultar na hipoventilação.

Caso continue a acidose respiratória, o rim entra em ação, retendo bicarbonato. Com isso, a relação bicarbonato/ CO2 tende a voltar ao normal.

Na acidose metabólica, há aumento da produção de ácidos pelo organismo, fazendo cair a relação bicarbonato/ CO2 e o pH. Como exemplo, tem-se o acúmulo de cetoácidos do diabetes mellitus descompensado ou de ácido láctico, pela falta de O2 nos tecidos.

Nestes casos, a compensação é feita pelos pulmões, que, pela hiperventilação, passa a eliminar maior quantidade de CO2, fazendo retornar os valores normais de bicarbonato/CO2.

Na alcalose respiratória, há uma diminuição da PCO2, o que eleva a relação bicarbonato/CO2, resultando um aumento do pH.

A diminuição da PCO2 pode ser causada por hiperventilação alveolar, como ocorre em grandes altitudes ou em distúrbios psicológicos, como a ansiedade.

Persistindo o quadro, há uma compensação pelos rins, que aumentam a eliminação de bicarbonato e o pH tende a voltar ao normal.

Fonte: www.biomania.com.br

Sistema Respiratório

Anatomia do Sistema Respiratório

Cavidade Torácica

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório
1. Língua
2. Orofaringe
3. Laringe
4. Glote
5. Cordas Vocais
6. Cartilagem Tireóide
7. Cartilagem Cricóide
8. Traquéia
9. Esôfago

Formada por 12 vértebras torácicas , 12 pares de costelas e suas cartilagens costais e o esterno .

As costelas se dirigem para baixo e para frente , e formam um ângulo posterior que diminui conforme for mais baixa a costela , sendo a sétima costela a mais longa .

A cabeça das costelas articulam-se posteriormente com as hemifacetas dos corpos vertebrais torácicos numericamente igual e daquela uma acima e disco intervertebral interposto , formando uma articulação sinovial plana .

A primeira , a décima ,a décima primeira e a décima segunda costelas são atípicas , e articulam-se com apenas um corpo vertebral .

Anteriormente as primeiras sete costelas articulam-se com o esterno através de cartilagens costais , sendo chamadas de costelas verdadeiras.

A cartilagem costal da primeira costela esta unida diretamente ao esterno, formando uma sincondrose , enquanto que as outra seis costelas formam articulações sinoviais com o esterno .

A oitava , nona e décima costelas articulam-se a cartilagem costal da costela superior , e são chamadas de costelas falsas .

As duas últimas costelas são livres e cobertos por cartilagem costal , e são denominadas costelas flutuantes .

O esterno apresenta três partes: o manúbrio , corpo do esterno e processo xifóide , a primeira cartilagem costal articula-se com o manúbrio , a segunda cartilagem costal articula-se no ângulo esternal que é facilmente palpável na pele , como se fosse uma crista , sendo ponto de referência para contagem das costelas .

Entre as costelas existem os espaços intercostais , que são preenchidos pelos músculos intercostais , que estão dispostos em três camadas , a contração desses músculos realiza movimento nas costelas e previne aspiração do espaço intercostal .

A cavidade torácica esta separada da cavidade abdominal pelo músculo diafragma .Quando o diafragma esta relaxado o seu ponto mais alto se eleva ao nível de quinta e sexta costela , sendo mais alto a direita do que na esquerda .

A cavidade torácica esta dividida em três partes: cavidade pleural direita cavidade pleural esquerda e mediastino .

Sistema Respiratório

Vias respiratórias

Sistema Respiratório
Vista lateral das vias aéreas superiores
1- corneto superior
2- corneto médio
3- corneto inferior
4-palato duro
5-palato mole
6-cavidade oral
7-língua
8-úvula
9-nasofaringe
10-orofaringe
11-adenóide

Fazem parte das vias respiratórias , segundo a Nomina Anatômica do comitê internacional de nomenclatura anatômica , os seguintes órgãos: nariz, cavidade nasal , faringe , laringe , traquéia e brônquios com suas divisões .

Nariz e cavidade nasal

O nariz esta dividido em 2 partes pelo septo nasal , formado por osso(vômer e etmóide) e cartilagem , o assoalho é formado pelo palato duro e o teto pela lâmina crivosa do osso etmóide , as paredes laterais são formadas por 3 conchas.

As cavidades nasais e os seios nasais são forrados de epitélio colunar ciliado.

Posteriormente cada cavidade nasal abre-se para a faringe , a essa abertura se dá o nome de coana e mede aproximadamente 2,5 cm por 1,25.

Faringe

É uma cavidade fibromuscular afunilada com cerca de 15 cm de comprimento .

Divide-se em 3 partes

Nasofaringe - atrás da cavidade nasal , o teto é formado por ossos do crânio , acima do palato mole , as tubas auditivas abrem-se uma de cada lado da nasofaringe , isto regula a pressão aérea nos dois lados da membrana timpânica.
Orofaringe -
situa-se atrás da cavidade bucal , abaixo do palato mole e estende-se até a laringe , nessa área há as tonsilas palatinas , que são tecidos linfóides que atuam como filtro protegendo o trato respiratório de infecções.
Laringofaringe -
localiza-se atrás da laringe .

Essas três regiões apresentam 3 funções:

Filtrar o ar
Umedecer o ar
Elevar a temperatura do ar , se necessário

Laringe

Estende-se ao nível da terceira vértebra cervical até a margem inferior da sexta vértebra cervical , a laringe é sustentada por duas cartilagens hialina e elástica , a tireóide e a cricóide.

A cartilagem tireóide (pomo de adão) são duas lâminas que são fundidas na linha mediana.

A cartilagem cricóide forma o único anel completo de cartilagem .

A epliglote situa-se acima das pregas vocais e serve para dirigir alimentos e líquidos para o esôfago.

Traquéia

É um tubo de 12 cm de comprimento que se estende da cartilagem cricóide da laringe(C6) até o ângulo esternal (T5) onde se bifurca os brônquios.

A traquéia é formada por 16 a 20 peças de cartilagem em forma de C , o círculo é completado por músculo liso involuntário e as cartilagens unidas por tecido fibro-elástico.

Pleura

A pleura consiste de 2 camadas que são contínuas uma com a outra .

O pulmão é envolvido por uma camada que denomina-se pleura visceral , que entra nas fissuras e faces interlobulares .

A camada externa da pleura envolve a cavidade torácica e é denominada pleura parietal .

As 2 camadas se colocam uma oposta a outra e são lubrificadas pelo líquido pleural .

A pleura parietal é denominada de acordo com a região que passa , pleura costal (costelas) , pleura diafragmática (diafragma) , pleura mediastinal (mediastino) .

A parte da pleura que cobre a raiz do pulmão e se prolonga até o diafragma é denominada ligamento pulmonar e a pleura cervical prolonga-se até o pescoço pela abertura torácica superior .

Pulmões

Sistema Respiratório
Pulmão
1
- Traquéia
2 - Brônquio Principal Direito
3 - Lobo Superior do Pulmão Direito
4 - Lobo Médio do Pulmão Direito
5 - Lobo Inferior do Pulmão Direito
6 - Base do Pulmão
7 - Lobo Inferior do Pulmão Esquerdo
8 - Lobo Superior do Pulmaõ Esquerdo
9 - Língula

O pulmão esquerdo é ligeiramente menor devido ao coração e o pericárdio situarem-se mais a esquerda da linha mediana e o pulmão direito é maior porém mais curto .

Mecanismos da Respiração Inspiração

Inspiração em repouso - da segunda a sétima costela o movimento ocorre em 2 direções: ao redor do eixo esterno vertebral (alça de balde ) que aumenta o diâmetro transverso do tórax e ao redor da articulação costo vertebral (braço de bomba ) que aumenta o diâmetro ântero-posterior . As fibras do diafragma se contraem , as vísceras abdominais superiores são comprimidas e os músculos abdominais relaxam , aumentando o diâmetro vertical do tórax .

Inspiração profunda: A inspiração aumenta com a ajuda do peitoral maior e menor , serrátil anterior , trapézio , elevador da escápula , rombóides , escalenos e porção esternal do esternocleidomastoídeo .
Expiração
: A expiração calma ocorre sem ação muscular , apenas através do recuo elástico dos tecidos , a expiração forçada é realizada pelos músculos abdominais e grande dorsal .
Laringe:
Terceira vértebra cervical até margem inferior da sexta vértebra cervical .
Traquéia:
Sexta vértebra cervical até o ângulo esternal ou quarta vértebra torácica .
Pulmões Raiz:
Posteriormente a nível da quinta e sexta costelas , a meio caminho entre a borda medial de escápula e os processos espinhosos
Ápice:
Acima da clavícula e abaixo da cabeça clavicular do esternocleidomastoídeo .
Oitava costela:
Linha axilar média .
Décima costela:
Linha do ângulo inferior da escápula .
Fissura oblíqua:
Posteriormente no processo espinhoso da terceira vértebra torácica , até a sexta articulação costocondral anteriormente .
Fissura horizontal:
Linha axilar média até a quarta cartilagem costal anteriormente .

Diafragma

Depende muito da posição do indivíduo , a cúpula direita fica a nível da articulação xifoesternal (quinta costela , 1 a 2 cm abaixo do mamilo) anteriormente , e posteriormente a nível do corpo de T9 ( 1 a 2 cm abaixo do ângulo inferior da escápula , a cúpula esquerda fica anteriormente a nível da sexta costela (2,5 cm abaixo do mamilo ) e posteriormente 2,5 cm abaixo do ângulo inferior da escápula .

Os níveis de medição do tórax são:

Quarta cartilagem costal
Processo xifóide
Nona cartilagem costal

É o espaço entre os sacos pleurais.

É dividido em 2 partes por um plano horizontal que une o ângulo esterno (segunda cartilagem costal) a margem inferior do corpo da quarta vértebra torácica , dividindo em mediastino superior e mediastino inferior .

O mediastino superior é formado pelo arco aórtico e seus ramos , tronco braquiocefálico, artérias carótidas comum esquerda e subclávia esquerda, veias braquiocefálicas , veia cava superior , nervos frênicos ,vago e laríngeo recorrente esquerdo , traquéia , esôfago , ducto torácico e linfonodos .

O mediastino inferior e dividido em 3 partes:

Mediastino anterior - entre o pericárdio e o corpo do esterno , contém tecido gorduroso e 2 ou 3 linfonodos.
Mediastino posterior -
entre o pericárdio e o diafragma e oitava vértebra torácica , contém a parte torácica descendente da aorta , veias ázigos ,, nervos simpáticos e vago , ducto torácico , linfonodos e esôfago.
Mediastino médio -
contém o coração e pericárdio , parte ascendente da aorta , metade inferior da veia cava superior , bifurcação da traquéia , brônquios principais , artérias pulmonares , veias pulmonares , nervos frênicos e linfonodos .

Anatomia da árvore traqueobrônquica

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório

Anatomicamente o sistema respiratório divide-se em duas partes:

1) porção condutora, que são o nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos e bronquíolos terminais
2)
porção respiratória, que compreende bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e sacos alveolares, é nesta segunda porção ocorre a troca gasosa.

Os pulmões apresentam somente diferenças de tamanho, o direito é discretamente menor que o esquerdo. O pulmão direito divide-se em lobos superior, médio e inferior, que são separados pelas fissuras oblíqua e horizontal. O pulmão esquerdo divide-se em lobos superior e inferior separados por uma fissura oblíqua. Os lobos subdividem-se em segmentos, cada um recebendo uma artéria e uma veia segmentares. As artérias segmentares trazem o sangue da artéria pulmonar para ser oxigenado e levado pelas veias segmentares que desembocam na veia pulmonar que leva o sangue oxigenado para o coração.

A porção condutora, como o nome já diz conduz o ar para os pulmões, inicia-se no nariz que serve para filtrar, aquecer e umidificar o ar, que será conduzido para a traquéia, onde na carina divide–se nos brônquios fonte direito e esquerdo até chegar na porção respiratória bronquíolo respiratório, ducto alveolar e saco alveolar.

A traquéia é revestida de epitélio colunar ciliado , contendo abundantes glândulas secretoras de muco e caliciformes , sua parede é uma membrana fibroelástica e nos hiatos da traquéia há uma bainha muscular, importante para o mecanismo da tosse .

Os brônquios possuem cartilagem abundante até a sua quinta geração , porém da quinta até a décima quinta geração há pequenas placas cartilaginosas nas paredes , também são revestidas por epitélio colunar ciliado , glândulas de muco , caliciformes e células ciliadas.

Os bronquíolos são tubos de 1 mm , com paredes compostas de fibras musculares lisas circulares e revestidas de epitélio , contendo poucas glândulas mucosas e caliciformes.

Os bronquíolos terminais não contém cílios e nem glândulas secretoras e caliciformes e nem cartilagem.

O ácino é formado pelo bronquíolo respiratório , canal alveolar e alvéolos , tendo aproximadamente 0,5 a 1 cm de diâmetro.

Os alvéolos são sacos de ar com uma única camada de células achatadas com fibras elásticas finas , envolvida por uma rede de capilares , nos alvéolos há poros que permitem a passagem de ar de um alvéolo para o outro , poros de Kohn e Lambert , produzindo o fenômeno de corrente colateral de ar.

Fonte: www.geocities.com

Sistema Respiratório

O Aparelho Respiratório

O aparelho respiratório compreende o tórax no interior do qual se encontram os púlmões. O tórax e composto de doze pares de costelas. fixas atrás na coluna vertebral, que formam uma curva côncava para dentro e inclinada para baixo. Por intermédio das cartilagens costais. elas se inserem no osso esterno. na frente. com exceção das duas últimas costelas. as flutuantes. que permitem uma maior mobilidade da parte. inferior do tórax no sentido antero-posterior e lateral.

As costelas estão ligadas umas as outras por músculos inspiradores e expiradores. Um conjunto muscular muito poderoso recobre a caixa torácica e permite os movimentos necessários a entrada e saída do ar pulmonar .

 

Sistema Respiratório

Funcionamento

A respiração é um processo fisiológico pelo qual os organismos vivos inalam oxigênio do meio circulante e soltam dióxido de carbono.

A respiração (ou troca de substâncias gasosas - O2 e CO2 ), entre o ar e a corrente sanguínea, é feita pelo aparelho respiratório que compreende: nariz, cavidade nasal dividida em duas fossas nasais, faringe, laringe, traquéia, brônquios e pulmões com bronquíolos e alvéolos. Nos alvéolos pulmonares, o oxigênio (O2) passa para o sangue (glóbulos vermelhos), enquanto o gás carbônico (CO2) o abandona. Este intercâmbio de gases ocorre obedecendo às leis físicas da difusão.

Tórax

Os pulmões se localizam no interior do tórax. As costelas, que formam a caixa torácica, inclinam-se para a frente pela ação do músculo intercostal, provocando um aumento do volume da cavidade torácica.

O volume do tórax também aumenta pela contração para baixo dos músculos do diafragma. Quando o tórax se expande, os pulmões começam a encher-se de ar durante a inspiração. O relaxamento dos músculos do tórax permite que estes voltem ao seu estado natural, forçando o ar a sair dos pulmões. Os principais centros nervosos que controlam o ritmo e a intensidade da respiração estão no bulbo raquiano e na protuberância ou ponte.

Sistema Respiratório

Fonte: www.bombeirosemergencia.com.br

Sistema Respiratório

O Sistema Respiratório é o conjunto de órgãos que têm como função principal captar oxigênio e eliminar gás carbônico (dióxido de carbono). O sistema envolve o funcionamento de narinas (nariz), traquéia, laringe, pulmões e diafragma.

Narinas

Têm a função de conduzir, aquecer, umedecer e filtrar o ar. A entrada de ar também pode ser complementada pela boca. Do nariz ou da boca o ar passa pela garganta (faringe). A caixa craniana contém cavidades (seios da face) que estão cheias de ar.

Traquéia

Depois de passar pela garganta, o ar entra na traquéia, tubo subdividido em dois brônquios que levam o ar até o pulmão. Uma lâmina chamada epiglote fecha o orifício superior do tubo quando a pessoa come ou bebe e se abre apenas para a passagem do ar.

Laringe

Órgão responsável pela voz. Localizada na parte superior da traquéia, a laringe constitui-se de duas membranas que se estiram quando o ar é expelido, formando o som.

Pulmões

Principais órgãos do sistema respiratório. São duas grandes massas esponjosas localizadas no tórax e protegidas pelas costelas. O ar chega aos pulmões por meio de bronquíolos (ramificações dos brônquios). Estes carregam de ar os alvéolos pulmonares (microscópicos "sacos de ar" de paredes finíssimas). Nos alvéolos, o ar inspirado irá oxigenar o sangue e receber deste o gás carbônico produzido por todas as células do organismo. Os pulmões possuem cerca de 300 milhões de alvéolos.

Diafragma

É o músculo responsável, junto com os músculos das costelas, pelo movimento constante dos pulmões, o que permite a entrada e a saída de ar. Está localizado na base dos pulmões, acima do abdome. Quando o diafragma se expande (inspiração), o ar é sugado pelas narinas e pela boca. Quando ele se contrai, o ar é expulso (expiração), eliminando o gás carbônico no ar expirado.

Fonte: www.crazymania.com.br

Sistema Respiratório

O Sistema Respiratório essencialmente, consiste na absorção, pelo organismo de oxigênio e a eliminação do gás carbônico.

O orgão respiratório é o pulmão, onde irei escrever um pouco mais sobre esse importante orgão.

As principais funções são:

a) metaboliza alguns compostos
b)
filtra materiais tóxicos da circulação
c)
reservatório de sangue
d)
realiza troca gasosa, ou seja, possibilita que oxigênio se mova a partir do ar para dentro do sangue venosoe o dioxido de carbono se mova para fora.

O oxigênio e o dioxido de carbono movem-se entre o ar e o sangue por difusão simples, ou seja, de um local de uma alta pressão para uma baixa pressão parcial.

A area de condução do até realizar a troca gasosa é; nariz (boca), faringe, laringe, traqueia, bronquio principal direito ou esquerdo, bronquios lobares, bronquios segmentares, ductos alveolares e saco alveolar.

O volume de ar no pulmão é de 500ml, mas só 350ml participa da troca gasosa, pois existe o restante que é conhecido como espaço morto anatômico.

Fonte: correionet.br.inter.net

Sistema Respiratório

O sistema respiratório é o conjunto de órgãos que realizam a função da respiração, ou seja, o processo encarregado da troca de oxigênio e gás carbônico entre o organismo e o meio ambiente.

Esta definição enfatiza a principal função do sistema respiratório que é a troca gasosa nos pulmões, isto é, a entrada de oxigênio do ar ambiente e a eliminação do gás carbônico resultante do metabolismo orgânico que gera a energia indispensável para a vida.

Metabolismo é o conjunto de reações químicas que o organismo realiza para a formação, o desenvolvimento e a renovação das estruturas celulares, assim como para a produção da energia necessária às manifestações da vida.

Sistema Respiratório

Anatomia

Tórax é o conjunto que compreende a cavidade torácica, os órgãos nela contidos (pulmões, coração etc.), e as paredes que limitam esta cavidade.

É a parte do corpo humano localizado entre o pescoço e o abdome.

Esqueleto torácico

É a parte óssea do tórax constituída pelos seguintes elementos:

Costelas

Em número de 12 pares, delimitam em grande parte a cavidade do tórax. Têm forma de arco e dirigem-se obliquamente para frente e para baixo. Articulam-se posteriormente nas vértebras torácicas e anteriormente no esterno, por intermédio das cartilagens costais, exceto as duas últimas costelas que têm extremidade anterior livre.

As costelas são classificadas em:

Costelas verdadeiras: São as dez primeiras que se articulam com o esterno
Costelas falsas ou flutuante:
São as duas últimas que não apresentam articulação com o esterno.

As costelas participam dos movimentos respiratórios, aumentando os diâmetros ântero-posterior e transverso do tórax durante a inspiração.

Esterno

Osso aplanado, localizado na parte central e anterior do tórax. Nele estão articuladas as dez primeiras costelas, por meio das cartilagens costais. Apresenta, na sua parte inferior, limitando com o abdome, uma cartilagem chamada processo xifóide.

Coluna vertebral torácica ou dorsal

Formada por doze vértebras que correspondem a cada par de costelas.

Assim, cada segmento torácico (exceto as duas últimas costelas falsas), compõe-se de vértebra, duas costelas, as correspondentes cartilagens costais e parte do esterno.

Músculos respiratórios

Participam ativamente dos movimentos da respiração e dividem-se em:

Músculos inspiratórios

Diafragma: É o músculo inspiratório mais importante. Ele possui a forma de abóbada ou cúpula de convexidade superior, e se fixa nas seis últimas costelas, na cartilagem xifóide e na coluna vertebral. Este músculo separa a cavidade torácica da abdominal.
Intercostais externos:
Estão localizados nos espaços intercostais (entre as costelas), orientados obliquamente, para baixo e para frente, da margem inferior da costela à margem superior da infrajacente.
Intercostais internos:
Estendem-se inversamente aos intercostais externos.
Tóraco-espinhais:
Constituídos pelo músculo escaleno e o esternocleidomastóideo, só entram em ação quando existe dispnéia intensa.
Peitoral maior:
Funcionam quando os braços estão fixos com os cotovelos sobre a mesa, elevando as costelas e ampliando a caixa torácica.
Peitoral menor:
Situado embaixo do peitoral maior, também auxilia a inspiração.
Tóraco-escapulares:
Formados pelos músculos trapézio, rombóides e elevador da escápula, permitem elevar e manter o nível da escápula (osso localizado nas costas, por cima das costelas).
Serrato póstero-superior:
Eleva as costelas superiores e as puxa para trás.

Músculos expiratórios

Músculos abdominais: São músculos expiratórios poderosos, antagonistas do diafragma na mecânica respiratória.
Intercostais internos:
Também auxiliam a expiração.
Serrato póstero-inferior:
Força as costelas para baixo e para dentro.
Quadrado lombar:
Fixa a última costela.
Triangular do esterno:
Puxa as costelas para baixo.

Vias aéreas ou setor de condução

As vias aéreas são um conjunto de condutos que servem apenas como via de passagem do ar inspirado ou expirado. Constituem o setor de condução do ar e compreendem todos os condutos desde a cavidade nasal até os bronquíolos terminais.

Com finalidade didática, as vias aéreas dividem-se em:

Vias aéreas superiores

As vias aéreas superiores são um conjunto de condutos que permitem a passagem do ar inspirado ou expirado desde a cavidade nasal até a glote.

São formadas por:

Cavidade nasal

O aparelho respiratório humano começa na cavidade nasal.

Localizada na parte média da face, acima da cavidade bucal, é delimitada por ossos e cartilagens que formam o nariz, e é dividida pelo septo nasal em duas metades: direita e esquerda. É revestida pela continuação da pele do nariz, que em forma progressiva se transforma em mucosa nasal.

A cavidade nasal comunica-se posteriormente com a faringe, por meio de amplo orifício, a coana, e por pequenos orifícios, com os seios da face ou seios paranasais.

O soalho corresponde ao teto da cavidade bucal e a parede medial é formada pelo septo nasal. A parede lateral, a ambos lados, apresenta três relevos chamados conchas ou cornetos nasais - superior, médio e inferior - que delimitam espaços chamados meatos nasais superior, médio e inferior. A mucosa de revestimento é rica em vasos sanguíneos e tem nervos olfatórios, que permitem realizar suas funções respiratória e olfatória.

Seios da face ou seios paranasais

São cavidades cheias de ar localizadas nos ossos da face, ao redor das cavidades nasais, que se comunicam por orifícios próprios com os meatos nasais anteriormente referidos.

Faringe

É a parte posterior das cavidades nasal e bucal, que se comunicam amplamente, constituindo uma via de passagem única para o ar e os alimentos dos sistemas respiratório e digestivo.

Laringe

Situada na parte média do pescoço, comunica-se superiormente com a faringe e inferiormente com a traquéia; realiza a função de fonação (produção da voz), e fecha as vias aéreas durante a deglutição dos alimentos. É constituída por cartilagens, membranas, ligamentos e músculos estriados, voluntários que permitem as modulações da voz humana.

Cordas vocais e glote

As cordas vocais, responsáveis pela fonação, são membranas finas localizadas na laringe e a abertura entre elas constitui a glote.

Vias aéreas inferiores

As vias aéreas inferiores são um conjunto de condutos que permitem a passagem do ar inspirado ou expirado desde a traquéia até os bronquíolos terminais.

São formadas por:

Traquéia: Tem a forma de um tubo que continua a laringe e se localiza na parte central do tórax detrás do esterno. É constituída por arcos cartilaginosos (anéis incompletos na sua parte posterior) sobrepostos e unidos entre si pelos ligamentos anulares, e cuja parede posterior, desprovida de cartilagens, é chamada de porção membranosa da traquéia. Na parte inferior, a traquéia se bifurca em brônquios direito e esquerdo.
Brônquios direito e esquerdo:
Juntamente com artérias, veias, linfáticos e nervos de cada pulmão, formam os hilos ou pedículos pulmonares direito e esquerdo. O brônquio principal direito é mais grosso, mais curto e quase continua na direção da traquéia; o brônquio principal esquerdo, de diâmetro menor, é mais longo e mais oblíquo.
Brônquios lobares:
Ao penetrarem nos respectivos pulmões, os brônquios direito e esquerdo dividem-se em brônquios lobares.
Brônquios segmentares:
Os brônquios lobares dividem-se em brônquios segmentares.
Bronquíolos:
Os brônquios segmentares se ramificam sucessivamente em brônquios cada vez menores chamados bronquíolos.
Bronquíolos terminais:
São os últimos bronquíolos que não possuem alvéolos em sua parede.

Parênquima pulmonar ou setor de troca

O parênquima pulmonar representa o setor de troca de gases do aparelho respiratório.

Seus componentes são:

Pulmões

Os pulmões direito e esquerdo, órgãos principais da respiração, estão contidos na cavidade torácica, envolvidos pela pleura. Eles se dividem em lobos (três lobos para o direito e dois para o esquerdo).

Os lobos do pulmão direito, superior, médio e inferior, são separados entre si por fendas profundas, as fissuras oblíqua e horizontal. O pulmão esquerdo apresenta apenas dois lobos, o superior e o inferior, separados pela fissura oblíqua.

Cada lobo do pulmão é subdividido em segmentos broncopulmonares, que recebem cada um seu próprio brônquio e seus ramos próprios da artéria pulmonar.

Lóbulo pulmonar

Lóbulo é a unidade funcional do parênquima pulmonar. Um conjunto de lóbulos forma o segmento broncopulmonar. Cada lóbulo é formado por um bronquíolo respiratório que origina os ductos alveolares cujas dilatações, chamadas sacos alveolares, terminam nos alvéolos.

Assim, os componentes do lóbulo pulmonar são:

Bronquíolos respiratórios: São os bronquíolos que apresentam alvéolos em suas paredes
Ductos alveolares:
Os bronquíolos respiratórios se dividem em ductos alveolares
Sacos alveolares:
Os ductos alveolares se dividem em sacos alveolares compostos por um conjunto de alvéolos
Alvéolos:
São pequenas invaginações arredondadas, com aproximadamente 250 micras de diâmetro, responsáveis pelo aspecto esponjoso do pulmão.
Cada alvéolo é rodeado por uma malha de capilares sanguíneos.
Membrana alvéolo-capilar:
É a estrutura principal do parênquima pulmonar, formada pelo epitélio alveolar e o endotélio capilar. Ela separa o ar inspirado rico em oxigênio de um lado, com o sangue rico em gás carbônico do outro. Por meio dela são processadas as trocas gasosas da respiração.
Interstício alveolar:
O interstício alveolar, também chamado de interstício septal ou interstício pulmonar, está constituído pelo tecido localizado entre os alvéolos e os capilares pulmonares. É o espaço entre as células alveolares (que formam as paredes dos alvéolos) e as células endoteliais (que compõem as paredes dos capilares pulmonares).
O conjunto de célula alveolar, célula endotelial e interstício alveolar forma a membrana alvéolo-capilar.
Pleura e cavidade pleural:
Pleura é uma membrana dupla muito fina formada pela pleura visceral, que envolve o pulmão, e pela pleura parietal, que forra internamente as paredes da cavidade torácica.
Cavidade pleural é uma cavidade virtual existente entre as pleuras visceral e parietal, que contém apenas uma pequena quantidade de líquido lubrificante. A pressão negativa existente na cavidade pleural é um fator importante na mecânica respiratória.
Mediastino:
Entre os pulmões há uma região mediana, o mediastino, ocupada principalmente pelo coração e os grandes vasos sanguíneos que dele saem ou a ele chegam, pela traquéia, esôfago e importantes troncos nervosos. Na sua face medial está o hilo ou pedículo pulmonar, local de entrada e saída dos vasos, nervos e brônquios em direção aos pulmões.

Fisiologia

A principal função do sistema respiratório é a troca gasosa.

Porém, ele possui outras funções como veremos a seguir:

Função respiratória

A troca de gases é a função principal do sistema respiratório, ou seja, a captação do oxigênio (O2), que está no meio ambiente, e a eliminação do gás carbônico (C02), que é o produto do metabolismo celular.

Metabolismo celular é o processo que permite a formação da energia necessária a todas as funções do nosso organismo e que garante a vida.

O metabolismo celular precisa:

Da chegada do oxigênio presente no meio externo, até o interior de cada célula
Da eliminação do gás carbônico, que é um dos produtos residuais deste metabolismo.

No homem, a difusão direta de O2 e CO2 entre o meio externo e o interior das células é impossível devido às distâncias a serem percorridas pelos gases. Nele, os pulmões são os órgãos encarregados de fornecer oxigênio ao organismo e retirar o gás carbônico produzido.

Didaticamente, a função respiratória é dividida em:

Ventilação: Entrada de ar, rico em oxigênio, desde o meio ambiente até os alvéolos e a saída do mesmo desde os alvéolos até o meio ambiente, agora carregado de gás carbônico, por meio da via aérea.
Difusão:
Movimento do oxigênio desde o alvéolo até o sangue do capilar pulmonar, por meio da membrana alvéolo-capilar e do gás carbônico na direção contrária.
Perfusão:
Movimento do sangue venoso (pobre em oxigênio) desde o coração, pela artéria pulmonar, até os capilares pulmonares que rodeiam os alvéolos (constituindo a membrana alvéolo-capilar) e a remoção do sangue já arterializado (rico em oxigênio), desde os capilares pulmonares até o coração, pelas veias pulmonares.

Considerando em conjunto os sistemas respiratório e cardiovascular, sua principal função é prover uma quantidade adequada de sangue arterializado (rico em oxigênio) a todo momento e a todos os tecidos do corpo humano.

O sistema respiratório arterializa (oxigena) o sangue, e elimina o gás carbônico resultante do metabolismo celular.

O sistema cardiovascular distribui o sangue oxigenado a todo o organismo e o leva de volta, carregando o gás carbônico até o sistema respiratório.

Funções não-respiratórias

Fonação: Por meio do seu compartimento gasoso, o pulmão é o grande alimentador da voz, que nos permite falar, rir, chorar, cantar, soluçar, exclamar, suspirar etc.
Defecação e parto:
A manobra de Valsalva (esforço expiratório com a glote fechada e, portanto, sem saída de ar para o ambiente após uma inspiração completa) é uma força motora importante na defecação e no parto.
Filtro sangüíneo:
A circulação pulmonar constitui um filtro do sangue entre os territórios venoso e arterial do organismo. Assim, partículas de 10 a 50 micras são retidas na circulação pulmonar, evitando que alcancem órgãos vitais do organismo, principalmente o cérebro, e prejudiquem sua circulação.

As partículas retidas pela circulação pulmonar são constituídas por coágulos sanguíneos, conglomerados de glóbulos vermelhos, fragmentos de medula óssea, células cancerosas e, durante a gravidez, tecido placentário e líquido amniótico. Estes coágulos são destruídos em sua grande maioria pela ação de enzimas dentro dos próprios pulmões.

Regulação térmica e hidro-salina

Com o aumento da ventilação pulmonar há maior perda de calor e água, já que em nenhum outro ponto do organismo o sangue se aproxima tanto do exterior como na circulação pulmonar.

Manutenção do pH sanguíneo

Regulando a eliminação de ácido carbônico, sob a forma de CO2, o pH sanguíneo é controlado, aumentando ou diminuindo a ventilação pulmonar.

Eliminação de substâncias voláteis

Além da eliminação do gás carbônico, um de seus objetivos primários, os pulmões funcionam como porta de saída de substâncias voláteis a 37 graus centígrados de temperatura. Tal é o caso da acetona dos pacientes com diabetes mellitus descompensada, ou eventualmente em pessoas normais em jejum (hálito cetônico); também, pacientes com cirrose hepática em insuficiência hepática eliminam amônia com a respiração (fedor hepático); o álcool também é eliminado pela respiração, o que permite o teste do bafômetro.

Funções metabólicas

Na passagem pela circulação pulmonar, algumas substâncias sofrem transformações. Isso ocorre com a angiotensina I, que é transformada em angiotensina II.

Também são produzidas substâncias como histamina, prostaglandinas e tromboxanes. Todas elas participam de atividades metabólicas importantes do nosso organismo.

Mecanismos de defesa

A superfície dos alvéolos, que entra em contato direto com o ar que respiramos, é a maior exposição do nosso organismo com o meio ambiente (a superfície alveolar representa 80 a 100 vezes a superfície do nosso corpo).

Para defender o organismo das eventuais agressões levadas pelo ar da respiração, encontramos pelo menos quatro linhas de defesa:

Filtro nasal

Filtra, aquece e umidifica o ar respirado

Aparelho mucociliar

Reveste as vias aéreas desde a glote, na laringe, até os bronquíolos terminais. Este tapete de muco, por aderência, pega as impurezas do ar respirado e, acionado pelos cílios, os leva dos bronquíolos até a glote, de onde são eliminadas pela expectoração ou deglutidas, e também eliminadas com as fezes

Macrófagos alveolares

São células que podem migrar até os alvéolos e fagocitar, digerir e eliminar substâncias ou micro-organismos que conseguiram chegar até esta região do sistema respiratório

Leucócitos

Representam no interstício pulmonar a última linha de defesa contra as agressões veiculadas pelo ar.

Drenagem linfática: os interstícios pulmonares possuem abundantes vasos linfáticos que drenam a linfa dos pulmões, levando também impurezas ou substâncias formadas no sistema respiratório.

Fonte: www.pulmonar.org.br

Sistema Respiratório

VENTILAÇÃO PULMONAR

Nossas células necessitam, enquanto vivas e desempenhando suas funções, de um suprimento contínuo de oxigênio para que, num processo químico de respiração celular, possam gerar a energia necessária para seu perfeito funcionamento e produção de trabalho.

Da mesma forma que um motor de automóvel necessita, para produzir seu trabalho mecânico, além da fonte de energia orgânica fornecida pelo combustível (gasolina, álcool ou diesel), de fornecimento constante de oxigênio; da mesma forma que uma chama num palito de fósforo, para permanecer acesa necessita, além da matéria orgânica presente na madeira do palito, também de oxigênio, nossas células também, para manterem seu perfeito funcionamento necessitam, além da fonte de energia proporcionada pelos diversos alimentos, de um fornecimento constante de oxigênio.

O oxigênio existe em abundância em nossa atmosfera. E para captá-lo necessitamos de nosso aparelho respiratório. Através deste, parte do oxigênio da atmosfera se difunde através de uma membrana respiratória e atinge a nossa corrente sanguínea, é transportado pelo nosso sangue e levado às diversas células presentes nos diversos tecidos. As células, após utilizarem o oxigênio, liberam gás carbônico que, após ser transportado pela mesma corrente sanguínea, é eliminado na atmosfera também pelo mesmo aparelho respiratório.

Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana respiratória, oxigênio passando do interior dos alvéolos para o sangue presente nos capilares pulmonares e o gás carbônico se difundindo em sentido contrário, é necessário um processo constante de ventilação pulmonar.

A ventilação pulmonar consiste numa renovação contínua do ar presente no interior dos alvéolos. Para que isso ocorra é necessário que, durante o tempo todo, ocorram movimentos que proporcionem insuflação e desinsuflação de todos ou quase todos os alvéolos. Isso provoca, no interior dos alvéolos, uma pressão ligeiramente, ora mais negativa, ora mais positiva do que aquela presente na atmosfera.

Durante a inspiração, devido a uma pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg. mais negativa do que a atmosférica, uma certa quantidade de ar atmosférico é inalado pelo aparelho respiratório; durante a expiração, devido a uma pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg. mais positiva do que a atmosférica, a mesma quantidade de ar é devolvida para a atmosfera.

Para que possamos insuflar e desinsuflar nossos alvéolos, devemos inflar e desinflar nossos pulmões. Isso é possível através de movimentos que acarretem aumento e redução do volume no interior da nossa caixa torácica, onde nossos pulmões estão localizados.

Podemos expandir o volume de nossa caixa torácica levantando nossas costelas e contraindo o nosso músculo diafragma.

Para retrairmos o volume da caixa torácica fazemos exatamente o contrário: rebaixamos nossas costelas enquanto relaxamos o nosso diafragma.

Portanto temos diversos músculos que nos são bastante importantes durante nossa respiração:

Músculos utilizados na inspiração: Diafragma, esternocleidomastoideos, intercostais externos, escalenos, serráteis anteriores.
Músculos utilizados na expiração:
Intercostais internos, retos abdominais e demais músculos localizados na parede anterior do abdomen.

Durante a inspiração e durante a expiração, o ar passa por diversos e diferentes segmentos que fazem parte do aparelho respiratório:

Nariz: É o primeiro segmento por onde, de preferência, passa o ar durante a inspiração. Ao passar pelo nariz, o ar é filtrado, umidificado e aquecido. Na impossibilidade eventual da passagem do ar pelo nariz, tal passagem pode acontecer por um atalho, a boca. Mas infelizmente, quando isso acontece, o ar não sofre as importantes modificações descritas acima.
Faringe:
Após a passagem pelo nariz, antes de atingir a laringe, o ar deve passar pela faringe, segmento que também serve de passagem para os alimentos.
Laringe:
Normalmente permite apenas a passagem de ar. Durante a deglutição de algum alimento, uma pequena membrana (epigloge) obstrui a abertura da laringe, o que dificulta a passagem fragmentos que não sejam ar para as vias respiratórias inferiores. Na laringe localizam-se também as cordas vocais, responsáveis para produção de nossa voz.
Traquéia:
Pequeno tubo cartilaginoso que liga as vias respiratórias superiores às inferiores, logo abaixo.
Brônquios:
São numerosos e ramificam-se também numerosamente, como galhos de árvore. Permitem a passagem do ar em direção aos alvéolos.
Bronquíolos
: Mais delgados, estão entre os brônquios e os sacos alveolares, de onde saem os alvéolos.

Por toda a mucosa respiratória, desde o nariz até os bronquíolos, existem numerosas células ciliadas, com cílios móveis, e grande produção de muco. Tudo isso ajuda bastante na constante limpeza do ar que flui através das vias respiratórias.

Os alvéolos apresentam uma certa tendência ao colabamento. Tal colabamento somente não ocorre normalmente devido à pressão mais negativa presente no espaço pleulra, o que força os pulmões a se manterem expandidos. O grande fator responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um fenômeno chamado Tensão Superficial.

A Tensão Superficial ocorre no interior dos alvéolos devido a grande quantidade de moléculas de água ali presente e revestindo, inclusive, toda a parede interna dos alvéolos. A Tensão Superficial no interior dos alvéolos certamente seria bem maior do que já o é se não fosse a presença, nos líquidos que revestem os alvéolos, de uma substância chamada surfactante pulmonar.

O surfactante pulmonar é formado basicamente de fosfolipídeos (dipalmitoil lecitina) por células presentes no epitélio alveolar. A grande importância do surfactante pulmonar é sua capacidade de reduzir significativamente a tensão superficial dos líquidos que revestem o interior dos aléolos e demais vias respiratórias.

VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES

A cada ciclo respiratório que executamos, um certo volume de ar entra e sai de nossas vias respiratórias durante uma inspiração e uma expiração, respectivamente. Em uma situação de repouso, em um jovem e saudável adulto, aproximadamente 500 ml de ar entram e saem a cada ciclo. Este volume de ar, que inspiramos e expiramos normalmente a cada ciclo, corresponde ao que chamamos de Volume Corrente.

Além do volume corrente, inspirado em uma respiração normal, numa situação de necessidade podemos inspirar um volume muitas vezes maior, numa inspiração forçada e profunda. Tal volume é chamado de Volume de Reserva Inspiratório e corresponde a, aproximadamente, 3.000 ml de ar num jovem e saldável adulto.

Da mesma forma, se desejarmos, podemos expirar profundamente, além do volume que normalmente expiramos em repouso, um maior volume de ar que é denominado Volume de Reserva Expiratório e corresponde a, aproximadamente, 1.100 ml.

Mesmo após uma expiração profunda, um considerável volume de ar ainda permanece no interior de nossas vias aéreas e de nossos alvéolos. Trata-se do Volume Residual, de aproximadamente 1.200 ml.

O Volume de Reserva Inspiratório somado ao Volume Corrente corresponde ao que chamamos de Capacidade Inspiratória (aprox. 3.500 ml).

O Volume de Reserva Expiratório somado ao Volume Residual corresponde ao que chamamos de Capacidade Residual Funcional (aprox. 2.300 ml).

O Volume de Reserva Inspiratório somado ao Volume Corrente mais o Volume de Reserva Expiratório corresponde à Capacidade Vital (aprox. 4.600 ml).

Finalmente, a soma dos Volumes Corrente, de Reserva Inspiratório, de Reserva Expiratório mais o Volume Residual, corresponde à nossa Capacidade Pulmonar Total (aprox. 5.800 ml).

Se multiplicarmos o volume de ar inspirado e expirado normalmente pela frequência respiratória (número de ciclos respiratórios a cada minuto), obteremos o volume de ar inspirado e expirado durante 1 minuto:

Tal volume é conhecido como Volume Minuto Respiratório (aprox. 6.000 ml/min):

Volume Minuto Respiratório = Volume Corrente.Frequência Respiratória

Se subtrairmos o Volume Corrente daquele volume que permanece no interior de nosso espaço morto anatômico-fisiológico (aprox. 150 ml), obteremos o noso Volume Alveolar (350 ml):

Volume Alveolar = Volume Corrente - Volume do Espaço Morto

O Volume Alveolar multiplicado pela frequência respiratória nos traz um valor que é conhecido como Ventilação Alveolar (4.200 ml/min):

Ventilação Alveolar = (Vol. Corrente - Vol. espaço morto).Freq. Respiratória

Fisiologia do Aparelho Respiratório

TROCAS GASOSAS

O ar atmosférico, que respiramos, é composto basicamente dos seguintes elementos: Nitrogênio, Oxigênio, Gás Carbônico e Água.

Quando o inalamos, conforme o ar vai passando através de nossas vias respiratórias, durante a inspiração, sofre algumas modificações quanto às proporções de seus elementos básicos, pois ocorre uma signifiativa umidificação do ar e este se mistura com um outro ar muito mais rico em dióxido de carbono, que se difunde constantemente do sangue dos capilares pulmonares para o interior dos alvéolos.

ELEMENTO AR ATM. (PRESSÃO) AR ATM. (%) AR ALV. (PRESSÃO) AR ALV. (%)
NITROGÊNIO 597,0 mmHg.  78,62 569,0 mmHg.  74,90 
OXIGÊNIO 159,0 mmHg.  20,84 104,0 mmHg.  13,60
GÁS CARBÔNICO   0,3 mmHg.   0,04  40,0 mmHg.   5,30
ÁGUA   3,7 mmHg.   0,50  47,0 mmHg.   6,20
TOTAL 760,0 mmHg. 100,00 760,0 mmHg. 100,00

Conforme se pode observar, o oxigênio e o gás carbônico encontram-se, no ar alveolar, com pressões parciais de 104 mmHg. e 40 mmHg., respectivamente.

O sangue venoso bombeado pelo ventrículo direito chega aos pulmões e flui pelos capilares pulmonares com pressões parciais de oxigênio e gás carbônico, respectivamente, de 40 mmHg. e 45 mmHg.

Na medida em que este sangue venoso flui pelos capilares pulmonares o oxigênio, em maior pressão no interior dos alvéolos (104 mmHg.) do que no sangue (40 mmHg.) se difunde do ar alveolar para o sangue. Já o gás carbônio, em maior pressão no sangue venoso (45 mmHg.) do que no ar alveolar (40 mmHg.), difunde-se em sentido contrário.

Desta forma o sangue, após circular pelos capilares pulmonares, retorna ao coração (átrio esquerdo) através das veias pulmonares, com pressões parciais de oxigênio e gás carbônico de, respectivamente, 95 mmHg. e 40 mmHg.

O coração então, através do ventrículo esquerdo, ejeta este sangue para a circulação sistêmica. Através desta o sangue fluirá por uma riquíssima rede de capilares teciduais. Ao passar por tecidos que se encontram com baixa concentração de oxigênio, este se difunde do sangue para os tecidos e depois para as células, que o consomem constantemente. Em troca, estas mesmas células fornecem o gás carbônico que, em maior concentração no interior destas células e nos tecidos do que no sangue, difundem-se em sentido contrário, isto é, das células para os tecidos e destes para o sangue.

O sangue retorna, então, novamente para o coração (átrio direito), pobre em oxigênio e mais rico em gás carbônico. O coração novamente o ejeta à circulação pulmonar e tudo se repete.

TRANSPORTE DOS GASES NO SANGUE:

Quase todo o oxigênio é transportado, no sangue, ligado à hemoglobina, presente em grande quantidade no interior das hemácias.

Já o gás carbônico, apenas 23% é transportado ligado à hemoglobina (carbamino-hemoglobina). Cerca de 7% é transportado livre, dissolvido no plasma e, os 70% restantes, na forma de bicarbonato. Para se transformar em bicarbonato, inicialmente o gás carbônico se difunde para o interior da hemácia. Em seguida reage com água lá presente e, graças a uma enzima chamada anidrase carbônica, forma ácido carbônico. O ácido carbônico rapidamente se dissocia em hidrogênio livre mais íon bicarbonato. Este sai da hemácia ao mesmo tempo em que o íon cloreto entra, e segue transportado no plasma.

Regulação da Respiração

Durante uma situação de repouso inspiramos e expiramos aproximadamente 500 ml de ar a cada ciclo. Em repouso executamos aproximadamente 12 ciclos a cada minuto. Portanto, aproximadamente 6.000 ml de ar entram e saem de nossas vias aéreas durante 1 minuto.

Quando executamos uma atividade física aumentada, nossas células produzem uma quantidade bem maior de gás carbônico e consomem também quantidade bem maior de oxigênio. Por isso devemos aumentar também bastante nossa ventilação pulmonar pois, caso isso não ocorra, teremos no nosso sangue uma situação de hipercapnia e hipóxia. Tanto a hipercapnia quanto a hipóxia podem nos levar a um estado de acidose. A acidose, se não tratada, pode nos levar a um estado de coma e, posteriormente, à morte.

Tudo isso normalmente é evitado graças a um mecanismo automático que regula, a cada momento, nossa respiração, de acordo com a nossa necessidade a cada instante.

No tronco cerebral, na base do cérebro, possuimos um conjunto de neurônios encarregados de controlar a cada instante a nossa respiração:

Trata-se do Centro Respiratório.

O Centro Respiratório é dividido em várias áreas ou zonas com funções específicas cada uma:

Zona Inspiratória

É a zona responsável por nossa inspiração. Apresenta células auto-excitáveis que, a cada 5 segundos aproximadamente, se excitam e fazem com que, durante aproximadamente 2 segundos nos inspiremos. A partir desta zona parte um conjunto de fibras (via inspiratória) que descem através da medula e se dirigem a diversos neurônios motores responsáveis pelo controle dos nossos diversos músculos da inspiração.

Zona Expiratória

Quando ativada, emite impulsos que descem através de uma via expiratória e que se dirigem a diversos neurônios motores responsáveis pelos nossos músculos da expiração. Através de um mecanismo de inibição recíproca, quando esta zona entra em atividade, a zona inspiratória entra em repouso, e vice-versa. Durante uma respiração em repouso a zona expiratória permanece constantemente em repouso, mesmo durante a expiração. Acontece que, em repouso, não necessitamos utilizar nossos músculos da expiração, apenas relaxamos os músculos da inspiração e a expiração acontece passivamente.

Zona Pneumotáxica

Constantemente em atividade, tem como função principal inibir (ou limitar) a inspiração. Emite impulsos inibitórios à zona inspiratória e, dessa forma, limita a duração da inspiração. Portanto, quando em atividade aumentada, a inspiração torna-se mais curta e a frequência respiratória, consequentemente, aumenta.

Zona Quimiossensível

Situada entre as zonas inspiratória e expiratória, controla a atividade de ambas. Quanto maior a atividade da zona quimiossensível, maior será a ventilação pulmonar.

Esta zona aumenta sua atividade especialmente quando certas alterações gasométricas ocorrem: Aumento de Gás Carbônico, Aumento de íons Hidrogênio livres (redução de pH) e, em menor grau, redução de Oxigênio.

O fator que provoca maior excitação na zona quimiossensível, na verdade, é o aumento na concentração de íons Hidrogênio livres no meio, isto é, uma situação de acidose.

Mas acontece que, na prática, verificamos que um aumento de gás carbônico no sangue (hipercapnia) provoca muito mais o aumento na atividade da zona quimiossensível do que um aumento na concentração de Hidrogênio em igual proporção no sangue. Isso ocorre porque o gás carbônico apresenta uma solubilidade muitas vezes maior do que a do hidrogênio e, com isso, atravessa a membrana das células nervosas com muito mais facilidade. No interior das células da zona quimiossensível, o gás carbônico reage com a água lá presente e, graças à enzima anidrase carbônica, rapidamente forma ácido carbônico. Este, então, se dissocia formando íon bicarbonato + íon Hidrogênio livre, sendo este último exatamente o que mais excita a zona quimiossensível.

A hipóxia também excita a zona quimiossensível, mas de uma outra maneira bem diferente:

Na croça da aorta e nos seios carotídeos existem receptores muito sensíveis a uma queda na concentração de oxigênio no sangue: os quimioceptores (aórticos e carotídeos). Quando a concentração de oxigênio no sangue se torna mais baixo do que a desejável, estes receptores se excitam mais intensamente e enviam sinais à zona quimiossensível aumentando a excitabilidade desta e, com isso, aumentando a ventilação pulmonar.

EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA VENTILAÇÃO PULMONAR

Um aumento da atividade física também provoca aumento na ventilação pulmonar de outras formas:

Impulsos provenientes da área motora cortical, responsável pelo comando consciente de nossa atividade motora, ao se dirigirem para baixo, em direção à medula, passam pelo tronco cerebral (além de outras áreas) e fazem conecções com alguns neurônios desta região. Isso pode provocar aumento na ventilação pulmonar, muitas vezes mesmo antes que as alterações gasométricas (hipercapnia, hipóxia ou acidose) aconteçam.

Movimentos passivos também podem aumentar a ventilação pulmonar: Na profundidade de nossos músculos esqueléticos, nos tendões e mesmo no interior de muitas das nossas cápsulas articulares, possuimos receptores que se excitam a cada movimento dessas estruturas. Ao se excitarem, enviam impulsos que se dirigem à medula e também, muitas vezes, ao encéfalo, passando pelo tronco cerebral e fazendo conexões com neurônios do Centro Respiratório.

Fonte: mclocosta.sites.uol.com.br

Sistema Respiratório

O sistema respiratório pode ser subdividido numa porção condutora e em outra respiratória. A porção condutora é formada pela nasofaringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos. A porção respiratória é formada pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos.

As fossas nasais são forradas internamente por uma mucosa que varia segundo a região estudada. Na porção inicial, que faz contato direto com o exterior e conhecida como porção do vestíbulo, a mucosa é formada por um epitélio estratificado pavimentoso, sustentado por uma lâmina própria de tecido conjuntivo denso. Neste epitélio, como na pele, encontramos pêlos e glândulas, que auxiliam no processo de filtração do ar. A maior parte das fossas nasais são recobertas por epitélio pseudo-estratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes, epitélio comum a boa parte do sistema respiratório. Esta porção das fossas nasais é conhecida como porção respiratória e, além do epitélio, pode-se observar uma lâmina própria fibrosa com glândulas. Além destes 2 tipos de epitélios nas fossas nasais observa-se um epitélio especializado na porção olfatória da mucosa nasal. O epitélio desta região também é pseudo-estratificado colunar, onde são vistas, além de células de sustentação, células basais e células olfatórias. Estas ultimas são na realidade neurônios bipolares, que apresentam cílios não-móveis na sua porção apical.

O epitélio descrito na área respiratória das fossas nasais é, como foi apresentado anteriormente, comum a várias outras porções do trato respiratório.

Este epitélio, em função desta larga distribuição, é conhecido como epitélio respiratório e é formado por 5 tipos celulares: - células cilíndricas ciliadas; - células basais, as quais são responsáveis pela renovação do epitélio, e que não alcançam a luz do tubo conferindo o aspecto pseudo-estratificado; as células caliciformes, produtora de muco; células em escova, ricas em microvilos na porção apical e a célula granular, que são células endócrinas atuando na regulação do sistema como um todo.

A faringe, localizada, em seguida as fossas nasais, apresenta epitélio respiratório e nas porções que entram em contato com o alimento, na orofaringe, apresenta epitélio estratificado pavimentoso. A laringe une a faringe à traquéia e tem como ponto mais importante a presença de dobras da mucosa, sendo o segundo par, as cordas vocais verdadeiras. Da mesma forma que acontece na faringe a mucosa na laringe apresenta regiões com epitélio respiratório e outras sujeitas a atrito, onde este epitélio é substituído por epitélio estratificado pavimentoso. A laringe é sustentada por diversas placas cartilaginosas, as maiores do tipo hialino e as placas menores de cartilagem elástica.

A traquéia se segue a laringe sendo formada por um tubo sustentado por diversos anéis de cartilagem hialina. A traquéia é revestida internamente pelo epitélio respiratório, e sua lâmina própria é formada por tecido conjuntivo frouxo. A mucosa da traquéia apresenta além das células caliciformes do epitélio, diversas glândulas mucosas. Os anéis cartilaginosos da traquéia são abertos posteriormente e unidos através de musculatura lisa. Os anéis são revestidos externamente por tecido conjuntivo frouxo que se constitui numa camada adventícia.

A traquéia se ramifica e origina os dois brônquios, que após um pequeno percurso entram no pulmão onde se dividem sucessivamente. Quando os brônquios alcançam uma pequena dimensão, a ponto de não se observar em corte, peças de cartilagem, mas somente musculatura lisa ao redor de sua luz, estes passam a ser considerados bronquíolos. A diminuição no calibre destes condutos também é acompanhada por uma transformação nas características histológicas, que a princípio são semelhantes aquelas observadas na traquéia.

Nos ramos maiores dos brônquios, o epitélio é aquele observado em quase todo o trato respiratório superior, o epitélio respiratório, porém aos poucos passa de pseudo-estratificado para cilíndrico simples, ainda com células ciliadas e caliciformes. A lâmina própria assim como a da traquéia é rica em fibras elásticas e é seguida por conjuntivo, onde estão localizadas as placas cartilaginosas e a musculatura lisa. Com a diminuição do calibre do brônquio ocorre uma diminuição no tamanho destas placas e um aumento na quantidade de músculo liso, relativamente ao tamanho do ducto.

Nos bronquíolos as alterações continuam, o epitélio que nos bronquíolos mais calibrosos é cilíndrico simples aos poucos passa a cúbico e ocorre uma diminuição no numero de células ciliadas e de células caliciformes. Não se observa mais cartilagem ao redor do ducto, somente musculatura lisa. Nos ductos de menor calibre ocorre uma redução ainda maior no conjuntivo abaixo do epitélio. Os bronquíolos terminais apresentam parede bem fina e o epitélio cúbico, com a ausência de células caliciformes. No lugar deste tipo celular, passa a se observar células de Clara.

Já fazendo parte da porção respiratória, os bronquíolos respiratórios com epitélio semelhante ao encontrado na porção terminal, se caracteriza pela presença de diversos alvéolos em sua parede. Os bronquíolos respiratórios são seguidos pelos ductos alveolares. Este ducto apresenta a parede repleta de sacos alveolares. Somente nos vértices entre dois sacos alveolares, que podem ser observados resquícios da parede do ducto, com epitélio cúbico simples, poucas fibras elásticas e reticulares e musculatura lisa.

A porção final do sistema respiratório é formada pelos sacos alveolares ou alvéolos. Os alvéolos apresentam parede fina, em função da própria necessidade de troca gasosa. O epitélio que forra os alvéolos é do tipo pavimentoso simples.

Observa-se 2 tipos celulares principais:

Os pneumatócitos I e
Os pneumatócitos II.

Os pneumatócitos I são células achatadas que revestem a superfície do alvéolo. O pneumatócito II é responsável pela produção de surfactante e se localiza nos vértices ou septos dos sacos alveolares.

Entre 2 sacos alveolares, a parede pode apresentar somente capilares sangüíneos, de tal forma, que a barreira entre o sangue e o ar é formada simplesmente pelas células epiteliais e endoteliais e as respectivas membranas basais. No septo, onde não ocorre troca gasosa, já se observa fibras reticulares e elásticas, substância amorfa, além de fibroblastos, responsáveis pela sua produção. Observam-se macrófagos nos sacos alveolares e ductos, os quais são os responsáveis pela limpeza e proteção destas vias.

Fonte: www2.uerj.br

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