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Tato

 

Tato

“Cada dia temos a possibilidade de conhecer e deixar que nos conheçam também por dentro de nossa pele, através do tato e do contato, que despertam emoções profundas.”

Nossa pele é uma espécie de traje espacial que portamos numa atmosfera de gases ásperos, raios cósmicos, radiações solares e obstáculos de todo tipo. Há anos li que um menino tinha que viver numa bolha (desenhada pela NASA) devido a debilidade de seu sistema imunológico e de sua suscetibilidade às enfermidades. Todos somos este menino. A bolha é nossa pele. Mas esta pele também está viva, respira e excreta, nos protege das radiações perigosas e do ataque dos micróbios, metaboliza a Vitamina D, nos isola do calor e do frio, se repara a si mesma quando necessário, regula o fluxo sanguíneo, atua como um marco para nosso sentido do tato, nos guia na atração sexual, define nossa individualidade e contém toda a carne e os humores dentro de nós, onde devem estar.

Não só temos impressões digitais que são únicas, temos também uma disposição de poros que é única.

Nossa pele é o que se interpõe entre nós e o mundo. Basta refletir um pouco para nos darmos conta de que nenhuma outra parte de nós faz contato com algo alheio a nosso corpo. A pele nos aprisiona, mas também nos dá uma forma individual. O mais assombroso, talvez, é que pode reparar-se quando deve fazê-lo, e de fato está renovando-se todo o tempo.

Com seu peso entre seis e dez quilos, é o maior órgão do corpo e pode assumir uma grande variedade de formas: garras, espinhos, cascos, plumagens, escamas, cabelo. É submergível, lavável e elástica. Ainda que possa deteriorar-se com a idade, envelhece notavelmente bem. Para a maioria das culturas é o lugar ideal para praticar a pintura, a tatuagem e a decoração com jóias.

Mas, o mais importante: aloja o sentido do tato

A ponta dos dedos e a língua são mais sensíveis que as costas. Algumas partes do corpo são “cosquentas”, outras são “casquentas”. As partes mais pilosas são geralmente mais sensíveis à pressão, porque há muitos receptores sensoriais na base de cada pelo. Nos animais, desde o rato até o leão, os bigodes são especialmente sensíveis. O nosso também, mas em escala muito menor.

O sentido do tato não está na camada externa da pele, mas na segunda. A camada externa está morta, se desmancha com facilidade.

É por isso que nos filmes vemos ladrões passando lixa na ponta dos dedos antes de experimentar as combinações de um cofre: assim tornam mais fina a camada morta e deixam os receptores do tato mais próximos da superfície.

Em 1988, o New York Times publicou um artigo sobre o papel critico do contato no desenvolvimento infantil; nele se mencionava o “estancamento psicológico e físico de crianças privadas de contato físico, ainda que bem alimentadas e cuidadas”, o que era confirmado por um pesquisador que trabalhava com primatas e por outro que lidou com órfãos da Segunda Guerra Mundial. “Os bebês prematuros que foram massageados durante quinze minutos três vezes ao dia, aumentaram de peso quarenta e sete por cento mais rápido do que outros que se mantiveram isolados em suas incubadoras. (...)

Os bebês massageados também mostraram sinais de que seu sistema nervoso estava amadurecendo mais rápido: eram mais ativos e respondiam mais a rostos e sons. Em média, as crianças massageadas saíram do hospital seis dias antes dos outros, não massageados.” Oito meses depois, os bebês massageados obtiveram resultados melhores nos testes de capacidade mental e motriz do que os que ficaram nas incubadeiras.

Saul Shanberg, um neurologista que faz experimentos com ratos na Universidade de Duke descobriu que os cuidados que a mãe proporciona às suas crias, lambendo-as e penteando-as, produz nelas verdadeiras modificações químicas; quando a cria foi apartada da mãe, diminuíram seus hormônios de crescimento.

A ODC (a enzima que assinala que é hora que comecem certas mudanças químicas) caiu em todas as células do corpo, o mesmo acontecendo com a síntese protéica. O crescimento recomeçou somente quando a cria foi devolvida à mãe. Quando os experimentadores trataram de reverter os maus efeitos do isolamento, descobriram que uma massagem suave não servia, mas sim uma passagem mais forte de um pincel que simulava ser a língua da mãe; depois disso, a cria se desenvolvia normalmente.

Estes ratos privados temporariamente de contato materno e tratados com “lambidas” de pincel requeriam posteriormente muito contato, muito mais do que necessitavam habitualmente para responder com normalidade.

Shanberg iniciou seus experimentos com ratos como resultado de seu trabalho em pediatria, lhe interessava especialmente o enamismo psicosocial. Algumas crianças que vivem em lugares emocionalmente destrutivos deixam de crescer. Shanberg descobriu que nem sequer as injeções de hormônios de crescimento podiam estimular os corpos dessas crianças para que voltassem a crescer. Por outro lado, um cuidado terno e amoroso sim, o podia fazer. O afeto que recebiam das enfermeiras quando eram admitidos num hospital bastava para que voltassem ao caminho do crescimento. O assombroso é que o processo é totalmente reversível. Quando os experimentos de Shanberg com crias de ratas produziram idênticos resultados, este neurologista começou a pensar nos recém-nascidos humanos, tipicamente isolados e que passam grande parte de sua primeira vida sem contato com ninguém. Os animais dependem do fato de estar perto de sua mãe para a sobrevivência básica. Se se elimina o contato materno (que seja por quarenta e cinco minutos, nada mais, no caso das ratas) o bebê diminui sua necessidade de comida para manter-se com vida até que volte sua mãe. Isto acontece se sua mãe se afastou por um breve espaço de tempo ou se ela não mais voltar. Este metabolismo mais lento resulta numa parada do crescimento. O contato assegura o bebê que ele está a salvo parece oferecer ao organismo via livre para desenvolver-se normalmente. Em muitos experimentos se comprovou que os bebês que eram mantidos mais tempo nos braços se tornavam mais alertas e desenvolviam, anos depois, maiores aptidões cognitivas.

É um pouco como a estratégia que adota num naufrágio: primeiro nos colocamos um salva-vidas e buscamos auxilio. Os bebês e as crias dos animais chamam sua mãe com um grito agudo. Depois fazem uma reserva de água e comida, e tratam de conservar energia, interrompendo com isso as atividades normais de crescimento.

Nos experimentos realizados com primatas, na Universidade de Illinois, os investigadores descobriram que a falta de contato produzia danos cerebrais.

Descreveram três situações:

1) O contato físico não era possível, mas sim qualquer outra relação.
2)
Durante quatro das vinte e quatro horas do dia, se tirava a divisória, para que os macacos pudessem interatuar.
3) Isolamento total.
As autópsias do cerebelo mostraram que os macacos que haviam sido totalmente isolados tinham danos cerebrais; o mesmo podendo dizer-se dos animais parcialmente separados. Os que haviam levado uma vida normal não mostravam danos.

Por surpreendente que pareça, uma privação de contato físico, mesmo que relativamente pequena, pode causar dano cerebral, no que nos macacos se revelava freqüentemente por uma conduta anômala.

Todos os animais respondem ao tato, às carícias e, de qualquer forma, a vida mesma não poderia ter se desenvolvido sem o tato, isto é, sem os contatos físicos e as relações que se formam a partir daí.

Na ausência de contato, as pessoas de qualquer idade podem adoecer e sentirem-se mutiladas. Nos fetos, o tato é o primeiro sentido que se desenvolve, e no recém-nascido é automático, antes que os olhos se abram ou o bebê comece a captar o mundo. Pouco depois de nascer, ainda que não possamos ver nem falar, instintivamente começamos a tocar. As células do tato dos lábios nos possibilitam mamar, e os mecanismos de fechamento das mãos começam a buscar calor.

Entre outras coisas, o tato nos ensina a diferença entre eu e o outro, nos diz que pode haver algo fora de nós: a mãe. O primeiro conforto emocional é tocar nossa mãe e ser tocado por ela; e segue na memória como um exemplo definitivo de amor desinteressado, que nos acompanha por toda a vida.

Anteriormente, o critério para os bebês prematuros era não molestá-los mais que o necessário, e os fazia viver numa espécie de cela de isolamento.

Mas agora as provas sobre os benefícios do tato são tantas e tão eloqüentes que muitos hospitais incentivam o contato: “abraçou seu filho hoje”, perguntam num decalque. O tato parece ser tão essencial quanto à luz do Sol.

Fonte: www.corpomente.cjb.net

Tato

Tato é um dos cinco sentidos clássicos propostos por Aristóteles, ainda que hoje em dia a definição tenha sofrido algumas alterações. Enquanto que Aristóteles incluía a percepção da temperatura e da dor, hoje em dia o termo é mais utilizado para a percepção da pressão por terminações nervosas existentes na pele.

Discute-se ainda o fato de existirem receptores nervosos diferenciados para vários tipos de pressão: pressão ligeira e intensa ou pressão breve e permanente - o que implicaria, talvez, a subdivisão deste sentido noutros. A complexidade do estudo deste sentido aumenta se pensarmos que também existem receptores distintos que detectam a pressão visceral, como quando estamos de estômago cheio; ou receptores endócrinos que proporcionam a sensação de "tensão" - como quando apresentamos ansiedade ou se tomam substâncias como a cafeína.

Os cegos utilizam muito o tato para conseguirem superar as dificuldades devidas à falta do sentido da visão: usam, por exemplo, uma bengala que serve como extensão do braço; a leitura em Braille também usa este sentido.

O mesmo se passa com animais noturnos que, face à falta de luz, usam bigodes longos e antenas desenvolvidas para detectar através do tato as propriedades do meio.

A pele

A pele é nosso maior órgão sensorial. Ela recebe, a todo instante, diversos tipos de estímulos que são enviados ao encéfalo. Há uma grande área do córtex cerebral responsável pela coordenação das funções sensoriais da pele, em particular das mãos e dos lábios. Muitos dos receptores sensoriais da pele são terminações nervosas livres. Algumas delas detectam dor, outras detectam frio e outras, calor.

Pele

Principais receptores sensoriais

Corpúsculo de Meissner - Tato (presentes nas regiões mais sensíveis da pele)
Corpúsculo de Pacini - Pressão forte
Corpúsculo de Krause - Frio
Corpúsculo de Ruffini - Calor
Terminações nervosas livres - Dor

Fonte: www.webciencia.com

Tato

A pele

A pele é o maior órgão do corpo humano, chegando a medir 2 m2 e pesar 4 Kg em um adulto. É constituída por duas camadas distintas, firmemente unidas entre si - a epiderme (mais externa, formada por tecido epitelial) e a derme (mais interna, formada por tecido conjuntivo).

Sensibilidade cutânea

Tato

A pele protege o nosso corpo do ambiente externo funcionando como se fosse uma capa à prova de água, resistente, flexível, ainda por cima, lavável!

Além disso, é o maior órgão sensorial do nosso corpo: através dela detectamos o mais leve toque das patas de um inseto ao caloroso aperto de mão.

Sabemos se o ambiente está quente ou frio e se um determinado estímulo físico ou químico, está para causar uma lesão.

Combinando todas essas sensações podemos examinar as características de um objeto: sem vê-lo, podemos enfiar a mão dentro do bolso e distinguir uma chave de uma moeda. Os olhos, as orelhas e o nariz detectam estímulos sensoriais à distância mas a pele, enquanto órgão sensorial precisa interagir diretamente com a fonte de estímulo. E de fato, podemos ver e ouvir uma pessoa à distância, cheirar o seu perfume mas o contato direto estabelecido com ela, através do aperto de mão ou de um abraço, parece proporciona-nos uma certeza incontestável da sua presença.

Receptores mecânicos da pele

Embora consigamos discriminar tato, pressão e vibração como sensações distintas, essas são causadas pela estimulação mecânica de um mesmo grupo de receptores. Isso acontece por causa da distribuição geográfica e da densidade de receptores na pele, assim como, devido às particularidades de como os mecanoceptores respondem aos estímulos. O tato é provocado por receptores cutâneos mais superficiais; a pressão, pela estimulação de receptores mais profundos e, a vibração, por receptores sensíveis a estímulos repetitivos e rápidos. Há pele com e sem pelos (como os lábios, as palmas das mãos e planta dos pés) como mostra a figura de cima e a tabela abaixo, a relação dos receptores sensoriais, a natureza do estímulo e a sensação que causa.

Veja os tipos de receptores da pele, os estímulos e as sensações percebidas:

Nome do receptor Estimulo Sensação
Corpúsculo de Meissner Vibração (20-40 Hz) Toque rápido
Terminações do Folículo piloso Deslocamento do pelo movimento, direção
Terminações
de Ruffini
Desconhecida Desconhecida
Corpúsculo
de Krause
Pressão Pressão
Corpúsculo de
Pacini
Vibração (150-300 Hz) Vibração
Terminações
livres
Estímulos mecânicos, térmicos e
químicos intensos
Dor
Corpúsculo de Merkel Endentação estável Toque, Pressão

Há receptores (Pacini e de Meissner) que respondem apenas a estímulos passageiros, ou seja, só quando o estimulo está sendo aplicado ou removido ou variando constantemente. Esses são conhecidos como receptores de adaptação rápida pois se o estimulo perdurar, teremos a sensação de que o estimulo está ausente. Fique de olhos fechados e concentre-se sobre uma região do seu corpo com e sem roupa. Sem passar a mão sobre essas regiões e valendo-se apenas o sentido cutâneo, você pode identificar as diferenças claramente? Não? De fato, o contato constante da roupa sobre a pele provoca a adaptação dos receptores e, se estivermos de olhos fechados, teremos a impressão de que ela nem está sobre o nosso corpo. Outros receptores (Merkel e de Ruffini) respondem continuamente à presença de estímulos, por isso, são chamados de receptores de adaptação lenta.

Cada receptor envia a informação para o cérebro, separadamente, por meio de uma via rotulada de neurônios (figura abaixo, à esquerda). A figura à direita ilustra como as sensações somáticas da cabeça e do resto do corpo chegam ao sistema nervoso central até as áreas cerebrais do córtex (córtex somatossensorial). Nas áreas associativas do córtex, é que realmente, ficamos sabendo sobre as características dos objetos que examinamos com as mãos ou que interage com a superfície da pele.

Tato

Tato

A sensibilidade cutânea é a mesma em todo o corpo?

Cada receptor sensorial possui um campo de recepção do estímulo que corresponde a sua área de inervação (elipse azul para cada neurônio).

O tamanho do campo de recepção varia conforme a região do nosso corpo: nas mãos e na face, são pequenos e numerosos em relação a outras partes do corpo que são grandes.

Na área somatossensorial do cérebro, a superfície cutânea do corpo é representada de forma distorcida, como mostra a figura desse homenzinho engraçado. É chamado de homúnculo sensorial (figura à esquerda) e representa as regiões com maior densidade de receptores e de maior capacidade discriminativa. Assim, as mãos, a face, os lábios e a língua são muito mais sensíveis do que o tronco, nádegas, genitais, braços, pernas e pés.

Verifique você mesmo, se a teoria sobre o homúnculo sensorial é correta, através de uma simples experiência!

Material necessário:

Um compasso
Uma régua
Um voluntário de olhos vendados

Peça ao voluntário que fique sentado enquanto você fará as estimulações na superfície do corpo. Para começar, garanta que a ponta de fixação do compasso e o grafite estejam bem alinhados. Em seguida, meça 3mm sobre a régua. Encoste simultaneamente as duas pontas do compasso num único movimento sobre a ponta do dedos médio. Pergunte-lhe se sentiu um ou dois pontos e anote a resposta na tabela, 1 ou 2, conforme o caso. Faça o mesmo no dedo indicador, polegar, palma da mão, braço, antebraço e costas. Aumente a abertura do compasso para 5, 10 e 50 mm e repita a operação.

Bibliografia citada

HAINES, D.E. (2006). Neurociência Fundamental: com aplicações básicas e clinicas. 3a edição. Rio de Janeiro: Elsevier.

Fonte: www.ibb.unesp.br

Tato

Ao contrário do que muitas pessoas pensam o órgão que representa o tato não são as mãos, esse sentido não se encontra em uma região específica, pois todo ocorpo possui terminações nervosas responsáveis pela percepção do toque.

O tato é o primeiro sentido que desenvolve nos seres humanos.

É pelo tato que sentimos as propriedades dos corpos físicos: sua dureza e textura.

Existem três tipos de sensibilidade no tato:

Mecânica: É responsável pela percepção da pressão, movimentos leves e distensões da pele.
Térmica:
É responsável pela percepção do frio, calor. Reage a estímulos que vem de fora.
Dolorosa: É responsável por captar pressões fortes e vibrações:
os órgãos são os lábios, papilas mamárias, clitóris e o pênis.

Discute-se ainda o fato de existirem receptores nervosos diferenciados para vários tipos de pressão: pressão ligeira e intensa ou pressão breve e permanente - o que implicaria, talvez, a subdivisão deste sentido noutros.

Fonte: robertarosasoares.pbworks.com

Tato

Funções da pele

A pele humana é um órgão complexo responsável por diversas funções fundamentais á vida humana; suas funções são:

Órgão de revestimento externo do corpo
O maior órgão do corpo humano e o mais pesado
Responsável pela proteção do organismo
Funções imunitárias (defesa=leucócitos, linfócitos mastócitos)
Principal órgão da regulação do calor
Protege contra a desidratação
Funções nervosas, constituindo o sentido do tato
Metabólicas, como a produção da vitamina D.
Protege contra a radiação

Histologia

A pele tem três camadas

Tato
1-
Córnea
2-
Epiderme
3-
Derme
4-
Tecido adiposo subcutâneo

O ciclo celular da pele

Tato

A pele normal produz cerca de 1 250 células por dia para cada cm² e essas células são provenientes de 27 000 células

A duração normal do ciclo celular da pele é de 311 horas

Sensores

Tato

Para obter as percepções táteis TEMOS terminações nervosas e corpúsculos = receptores táteis

Nas regiões da pele providas de pêlo:

Terminações nervosas: Captam as forças mecânicas aplicadas contra o pêlo
Receptores de Ruffini:
São receptores térmicos de calor

Na pele desprovida de pêlo e também na que está coberta por ele, encontram-se ainda três tipos de receptores comuns:

Corpúsculos de Paccini: Captam especialmente estímulos vibráteis e táteis = pressão.
Corpúsculos de Meissner
: Estão nas saliências da pele sem pêlos (como nas partes mais altas das impressões digitais)percebem o tato leve.
Discos de Merkel:
De sensibilidade tátil e de pressão. Os movimentos de pressão e tração sobre epiderme desencadeiam o estímulo.

Terminações nervosas livres

Sensíveis aos estímulos mecânicos, térmicos e especialmente aos dolorosos.

Bulbos terminais de Krause

Receptores térmicos de frio.Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as membranas mucosas (por exemplo: ao redor dos lábios e dos genitais).

RECEPTORES DE SUPERFÍCIE SENSAÇÃO PERCEBIDA
Receptores de Krause Frio
Receptores de Ruffini Calor
Discos de Merkel Tato e pressão
Receptores de Vater-Pacini Pressão
Receptores de Meissner Tato
Terminações nervosas livres Principalmente dor

Fonte: www.luscientia.pbworks.com

Tato

Um pipoqueiro chacoalhava a panela, e quem passava por perto e via aquela cena, sentia o cheirinho bom e ficava com vontade de comer aquela comida.

Ele gritava:

Pipoca com queijo! Hmmmm...

A mão vai entrando lentamente no saco. Apalpa as pipocas, mas procura um pedacinho de queijo. As pipocas são rugosas, o queijo é mais liso. De repente, uma coisa estranha, meio mole. Está andando! Aaaaarrgh! É uma barata!

E pipocas voam para todos os lados.

O tato é a maneira como a gente "pega" o mundo pelas sensações da pele.

Logo debaixo da pele, os neurônios sensoriais registram as sensações que chegam por ali.

Nós sentimos a forma da pipoca pela ponta dos dedos. Os neurônios sensoriais pegam essa sensação, mandam para os neurônios de associação, que despacham a informação recebida para os neurônios efetuadores.

Os neurônios efetuadores recebem os impulsos e imediatamente mandam ordens para o corpo.

Por exemplo: a mão procurava um queijo e sentiu uma forma estranha, que se mexia. Essa informação foi passada dos neurônios sensoriais para os neurônios de associação, e finalmente para os neurônios efetuadores.

Quando estes últimos receberam a sensação, mandaram uma ordem imediata para os músculos do braço:

Tirem a mão daí! Perigo!

E o braço foi puxado pelos músculos, espalhando pipocas por todos os lados. E junto saiu uma barata, que correu assustada!

Mas existem outros órgãos sob a pele que também captam as sensações... são os corpúsculos sensoriais! São eles que registram as sensações de temperatura, pressão e dor.

Há outros órgãos sob a pele com a responsabilidade de captar as sensações do ambiente: os corpúsculos sensoriais.

Eles transmitem a informação aos neurônios sensoriais, que a envia no caminho descrito acima.

Os corpúsculos sensoriais registram as sensações de temperatura (calor, frio), pressão (um pernilongo pousando no seu braço, por exemplo) e dor (como a picada do pernilongo).

Pessoas que não enxergam geralmente têm o tato muito desenvolvido. Pelas mãos, podem distinguir os traços do rosto de outras pessoas. Também podem ler pelo método Braille, um sistema de sinais em relevo. Muitos elevadores têm sinais em braile ao lado dos botões, para indicar os andares.

Fonte: www.canalkids.com.br

Tato

A pele ou cútis é o órgão de revestimento externo do corpo, o maior órgão do corpo humano e o mais pesado, responsável pela proteção do organismo.

Anatomia

O nome anatómico internacional é cútis. A pele é um dos maiores órgãos, constituindo 15% do peso corporal. Ela cobre quase todo o corpo à excepção dos orifícios genitais e alimentares, olho e superfícies mucosas genitais.

Histologia

A pele tem três camadas, a epiderme, a derme e o hipoderme subcutâneo (tecnicamente externo à pele mas relacionado funcionalmente). Há ainda vários órgãos anexos, como folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas;ou penas, escamas e cascos.

A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, mas o seu número é semelhante.

Epiderme

A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra), e chegam a até 2 mm de espessura.

A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (células escamosas em várias camadas). A célula principal é o queratinócito (ou ceratinócito), que produz a queratina. A queratina é uma proteína resistente e impermeável responsável pela proteção. Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV); e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, gigantes e com prolongamentos membranares.

A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se houvessem vasos na epiderme ela ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigénio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.

A epiderme apresenta várias camadas. A origem da multiplicação celular é a camada basal. Todas as outras são constituídas de células cada vez mais diferenciadas que com o crescimento basal vão ficando cada vez mais periféricas, acabando por descamar e cair (uma origem importante do pó que se acumula nos locais onde vivem pessoas ou animais).

Camada basal, é o mais profundo, em contato com derme, constituído por células cúbicas pouco diferenciadas que se dividem continuamente, dando origem a todas as outras camadas. Contém muito pouca queratina. Algumas destas células diferenciam-se e passam para as camadas mais superficiais, enquanto outras permanecem na camada basal e continuam a se dividir.

Camada espinhosa: células cúbicas ou achatadas com mais queratina que as basais. Começam a formar junções celulares umas com as outras, como desmossomas e tight junctions (daí o aspecto de espinhos).

Camada granulosa: células achatadas, com grânulos de queratina proeminentes e outros como substância extracelular e outras proteínas (colagénios).

Camada lúcida: células achatadas hialinas eosinófilas devido a grânulos muito numerosos proteicos. Estas células libertam enzimas que as digerem. A maior parte já está morta (sem núcleo). Estão presentes na pele sem folículos pilosos (pele glabra).

Camada cornea: constituído de células achatadas eosinófilas sem núcleo (mortas) com grande quantidade de filamentos, principalmente queratinas.

A junção entre a epiderme e a derme tem forma de papilas, que dão maior superfície de contato com a derme e maior resistência ao atrito.

Orgãos anexos da epiderme

Folículo piloso

Produz uma estrutura maciça queratinizada, o pêlo, que é produzido por células especializadas na sua raiz, constituindo o bulbo piloso. Tem músculo liso eretor e terminações nervosas sensitivas associadas. Os folículos pilosos dos bigodes de alguns animais como o gato são altamente especializados como orgãos dos sentidos.

Derme

A derme é um tecido conjuntivo de sustentação da epiderme. É constituído por fibrilhas de colagénio e elastina com numerosos fibrócitos que fabricam estas proteínas e sustentam o tecido.

Tem duas camadas, a camada papilar de contato com a epiderme e a camada reticular mais densa. É na derme que se localizam os vasos sanguíneos e linfáticos que vascularizam a epiderme e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados.

Estes incluem vários tipos de sensores:

1. Corpúsculo de Vater-Pacini, sensíveis à pressão.
2. Corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequência diferente.
3. Corpúsculo de Krause, sensíveis ao frio (pele glabra).
4. Orgão de Ruffini, sensíveis ao calor.
5. Célula de Merckel, sensíveis a tato e pressão.
6. Folículo piloso, com terminações nervosas associadas.
7. Terminação nervosa livre, com dendritos livres sensíveis à dor e temperatura.

Hipoderme

Tecnicamente já não faz parte da pele. É constituído por tecido adiposo que protege contra o frio.

É um tecido conjuntivo frouxo ou adiposo que faz conexão entre a derme e a fáscia muscular e a camada de tecido adiposo é variável à pessoa e localização.

Funções: reservatório energético; isolante térmico; modela superfície corporal; absorção de choque e fixação dos órgãos.

Camadas

Areolar: Superficial; adipócitos globulares e volumosos e numerosos e delicados vasos.
Lâmina fibrosa:
Separa a camada areolar da lamelar.
Lamelar:
Mais profunda; aumento da espessura com ganho de peso (hiperplasia).

Fisiologia (função)

A pele é um órgão muito mais complexo do que aparenta. A sua função principal é a proteção do organismo das ameaças externas físicas. No entanto ela tem também funções imunitárias, é o principal órgão da regulação do calor, protegendo contra a desidratação. Tem também funções nervosas, constituindo o sentido do tato e metabólicas, como a produção da vitamina D.

Proteção física

A epiderme secreta proteínas e lípidos (a principal, é a queratina) que protegem contra a invasão por parasitas e a injúria mecânica e o atrito. Contra esta também é fundamental o tecido conjuntivo da derme, no qual os fibrócitos depositam proteínas fibrilares com propriedades de resistência à tração e elasticidade, como os colagénios e a elastina. A melanina produzida pelos seus melanócitos protege contra a radiação, principalmente UV. Sua quantidade aumentada produz o bronzeamento da pele.

Proteção da desidratação

Uma das funções vitais da pele é a proteção contra a desidratação. Os seres humanos são animais terrestres, e necessitam de proteger os seus corpos principalmente compostos de água contra a evaporação excessiva e desidratação e o subsequente choque hipovolémico e morte, que seriam inevitáveis num meio seco e quente. É comum vítimas de queimaduras graves morrerem eletrocutadas de choque hipovolémico (sangue com pouco volume devido à perda de água) se perderem superficie cutânea extensamente. A pele protege da desidratação por dois mecanismos. As junções celulares como tight junctions e desmossomas dão coesão às células da epiderme e a sua superfície contínua de membrana lipídica impede a saída de água (que não se mistura com lípidos).,.,.

Regulação da temperatura corporal

A pele também é o principal órgão da regulação da temperatura corporal através de diversos mecanismos:

1. Os vasos sanguíneos subcutâneos contraem-se com o frio e dilatam-se com o calor, de modo a minimizar ou maximizar as perdas de calor.
2.
Os folicúlos pilosos têm músculos que produzem a sua ereção com o frio (pele de galinha), aprisionando bolhas de ar estático junto à pele que retarda as trocas de calor - um mecanismo mais eficaz nos nossos antepassados mais peludos.
3.
As glândulas sudoriparas secretam liquido aquoso cuja evaporação diminui a temparatura superficial do corpo.
4.
A presença de tecido adiposo (gordura) subcutâneo protege contra o frio uma vez que a gordura é má condutora de calor.

Como órgão imunitário

A pele é um órgão importante do sistema imunitário. Ela alberga diversos tipos de leucócitos. Há linfócitos que regulam a resposta imunitária e desenvolvem respostas específicas; células apresentadoras de antigénio (histiócitos ou células de Langerhans) que recolhem moléculas estranhas (possíveis invasores) que levam para os gânglios linfáticos onde as presentam aos linfócitos CD4+; mastócitos envolvidos em reações alérgicas e luta contra parasitas.

Funções metabólicas

As funções matabólicas da pele são importantes. É lá que é fabricada, numa reação dependente da luz solar, a vitamina D, uma vitamina essencial para o metabolismo do cálcio e portanto na formação/manutenção saudável dos ossos.

Como órgão dos sentidos

Finalmente a pele também é um órgão sensorial, constituindo o sentido do tato. Ela apresenta numerosas terminações nervosas, algumas livres, outras com comunicação com órgãos sensoriais especializados, como células de Merckel, folículos pilosos. A pele tem capacidade de detectar sinais que criam as percepções da temperatura, movimento, pressão e dor. É um órgão importante na função sexual.

O ciclo celular da pele

A pele normal produz cerca de 1250 células por dia para cada cm² e essas células são provenientes de 27000 células; a pele do doente de psoríase produz 35000 nova células a cada dia para cada cm² e essas células provêm de 52000 células. A duração normal do ciclo celular da pele é de 311 horas, mas se reduz para 36 na pele psoriática.

Embriologia

A pele é constituida por duas camadas germinativas diferentes: a ectoderme e a mesoderme. A epiderme tem origem na ectoderme, enquanto a derme e o tecido adiposo subcutâneo têm origem mesodérmica.

Patologia

A pele é um importante órgão na clínica de várias doenças ou condições benignas que a afetam principalmente ou primariamente outros órgãos.

Acantose nigricans: Forma de hiperplasia do epitélio da pele.
Acne:
Inflamação dos folículos pilosos devido a infecção pela bactéria Propionibacterium acnes.
Carbúnculo:
Doença infecciosa causada pelo Bacillus anthracis com manifestações cutâneas importantes.
Dermatite seborreica:
Doença inflamatória da pele com etiologia auto-imune.
Efélis ou sarda
: é uma hiperpigmentação fotorreativa em alguns pontos da pele que até certo ponto pode ser considerada sem importância (normalmente não necessita de preocupação).
Ictiose:
Doença genética com formação de pseudo-escamas na pele.
Impetigo:
Infecção da pele com formação de pústulas por Staphylococcus aureus ou Streptococcus.
Lentigo:
Pigmentação da pele semelhante à efelis mas que não aparece e desaparece com as estações do ano.
Melanoma maligno:
Tumor dos melanócitos da pele.
Melasma:
Escurecimento da pele devido a hormonios femininos que ocorre sobretudo na gravidez.
Molusco contagioso:
Pápula devido a infecção pelo vírus do molusco contagioso.
Pelagra:
Dermatite devido a deficiência vitamínica.
Psoríase:
Doença autoimune da pele, aspecto de intensa descamação.
Pênfigo:
Doença com formação de bolhas de causa autoimune. Pode ser fatal.
Tinha:
Infecção cutânea com fungos. A forma mais importante é o pé de atleta.
Tumores da pele:
Outras neoplasias comuns da pele, como nevos (pontos negros - benigno) e carcinomas epidermóides ou basalóides.
Urticária, Eczema e Eritema multiforme:
Reações alérgicas da pele.
Verruga:
Lesão neoplásica benigna causada por infecção com papilomavirus.
Vitiligo:
Doença autoimune da pele (um dos fatores é o psicológico) faz com que determinadas regiões do corpo (começando geralmente nas extremidades) sofram despigmentação, ficando muito mais clara que a pele normal, necessita de tratamento médico.

Fonte: www.saberweb.com.br

Tato

Por toda a pele de nosso corpo existem terminações nervosas livres e terminações nervosas fechadas dentro dos chamados corpúsculos táteis. Há vários tipos de corpúsculos táteis, específicos para diferente impressões.

A sensibilidade tátil pode ser definida como a sensação originada pelo leve contato do algodão com a pele. É captada pelos corpúsculos de Messner, muito numerosos na ponta da língua e dos dedos. A sensibilidade para a pressão é dada pelos corpúsculos de Vater-Pacini, situados profundamente na derme. São muito numerosos nas polpas dos dedos.

A polpa dos dedos percebe, em média, cerca de seis impressões táteis de uma só vez. O alfabeto Braile, que permite aos cegos ler, foi criado levando em conta essa característica. Nesse alfabeto, cada letra é uma combinação de até seis pontos.

Além do tato, a pele registra também diferenças de temperatura e dor. Os corpúsculos de Krause nos permitem sentir frio; os de Ruffini, calor.

A dor resulta de estímulos captados pelas terminações nervosas livres espalhadas por toda a pele. A sensação de dor tem função protetora, pois alerta a pessoa contra ameaças de lesão ao corpo.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Tato

Nos primeiros anos de vida, o conhecimento que o homem adquire do mundo que o cerca se deve, em grande parte, ao sentido do tato. Tocar, manipular e segurar objetos são atividades básicas para o desenvolvimento não apenas físico, como também mental e emocional do ser humano.

O sentido do tato permite obter informações sobre grande número de características dos corpos físicos, como suas propriedades mecânicas, textura e grau de dureza.

O tato abrange três tipos de sensibilidade: mecânica, térmica e dolorosa. Os receptores sensoriais táteis estão presentes na maior parte das espécies animais, tanto na superfície do corpo como em diferentes órgãos internos. Permitem conhecer as características do ambiente e também o estado de muitas estruturas orgânicas.

Nos invertebrados, os receptores táteis costumam aparecer como filamentos, pêlos ou projeções sensíveis ao atrito, ao contato ou à pressão. Um bom exemplo são os tentáculos táteis dos moluscos gastrópodes, como o caracol, ou as antenas de crustáceos e insetos, que cumprem também uma importante função olfativa.

Em geral, trata-se de terminações nervosas livres, providas de ramificações.

Nos vertebrados, os receptores táteis cutâneos são terminações de células epiteliais em cuja base conecta-se uma fibra nervosa. Existem também os receptores táteis internos, situados em músculos, tendões, membranas e áreas do tecido conjuntivo, que fornecem informações sobre a tensão a que se acham submetidas essas estruturas. Alguns proprioceptores (como são chamados esses receptores) para estímulos mecânicos fornecem, entre outras informações, dados sobre postura corporal e movimentos de algumas partes do corpo com relação a outras.

As regiões do corpo que estão mais expostas ao contato com objetos do ambiente externo contam com um número maior de receptores táteis. Assim ocorre, por exemplo, com as extremidades do corpo, a região ventral dos vertebrados que se locomovem por reptação, a boca etc.

São particularmente sensíveis certas formações específicas de alguns mamíferos: as chamadas vibrissas (os bigodes do gato), pêlos longos e delicados próprios principalmente de espécies com hábitos noturnos. As áreas genitais são também ricas nesse tipo de terminações, assim como a base dos pêlos dos mamíferos.

A inervação cutânea é extremamente complexa. As terminações sensoriais podem ser livres ou protegidas por uma cápsula, caso em que são chamadas corpúsculos.

Os três tipos principais de corpúsculos são: os de Meissner, abundantes na palma da mão humana; os corpúsculos de Pacini, situados sobretudo em regiões mais profundas da pele e no tecido conjuntivo subcutâneo das mãos e dos pés; e os de Ruffini, encontrados em ligamentos, juntas e tecidos subcutâneos.

No passado, os cientistas acreditavam que cada uma dessas estruturas especializadas era responsável pela percepção de um tipo de sensação, mas experiências de extirpação dessas estruturas não forneceram dados conclusivos. Além disso, é possível estimular a córnea, que apresenta apenas terminações nervosas livres, para produzir sensações de dor, pressão, frio e calor. Sabe-se, porém, que os corpúsculos de Pacini reagem somente à deformação mecânica.

Fonte: www.biomania.com.br

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