Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Cuiabá  Voltar

Cuiabá

 

8 de Abril - Aniversário

No dia 8 de abril de 1719, Cuiabá foi fundada por Antônio Pires de Campos. Mas a condição de cidade só veio em 1818. Sete anos mais tarde, tornou-se capital do estado de Mato Grosso.

Chamada de "cidade verde", Cuiabá é uma das principais atrações turísticas do estado por abrigar a região conhecida como Pantanal e a Chapada dos Guimarães.

Cuiabá

ORIGENS

Fundada pelo bandeirante Antônio Pires de Campos, Cuiabá origina-se do nome "Ikuiapá", que significa "lugar de flecha-arpão". Acredita-se que o local era freqüentado pelos índios Bororo que pescavam com flecha-arpão na foz do rio Ikuiébo, afluente do Rio Cuiabá.

Batizada de Arraial de Bom Jesus de Cuiabá, a capital do Mato Grosso foi explorada por bandeirantes que desbravaram o cerrado em busca de ouro. A notícia da descoberta atraiu povoadores brasileiros e estrangeiros e contribuiu para a formação de um pequeno arraial hoje localizado na Avenida Tenente-coronel Duarte, conhecida como Prainha.

Com o esgotamento do ouro na segunda metade do século XVIII, a região deixa de prosperar e só não é abandonada por causa do Rio Cuiabá que dá acesso ao Pantanal. Foi o suficiente para a vila se tornar entreposto comercial e centro de abastecimento de várias regiões.

CORAÇÃO DA AMÉRICA

Localizado na praça Moreira Cabral (antigo campo do Ourique), onde também fica a Assembléia Legislativa do estado, o Centro Geodésico da América do Sul foi demarcado pela Comissão Rondon em 1909. O local já foi uma praça de enforcamento de condenados e também um campo de touradas.

AS BELEZAS DE CUIABÁ

Pantanal e Chapada dos Guimarães são os populares santuários ecológicos que Cuiabá oferece aos visitantes. Na baixada cuiabana - depressão geográfica da bacia do rio Paraguai - começa a se formar a reserva biológica do Pantanal, irrigado pelos rios Paraguai, Cuiabá, São Lourenço, Manso e Vermelho.

O vasto Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, controlada pelo regime cíclico das águas que se repete há milhões de anos. A única superfície úmida do planeta, ocupando 133.465km2, também abriga a maior reserva ictiológica da América do Sul.

Com uma variedade de ecossistemas devido a existência de rios oriundos de diferentes regiões, carregando sedimentos e inundando solos em épocas diferentes, o Pantanal apresenta uma grande variedade de espécies animais, principalmente aves como jaburu, garça, tuiuiu, arara, colhereiro etc e mamíferos como a onça-pintada, anta, jaguatirica, gato-do-mato, cachorro-vinagre e o lobo-guará.

Para se chegar ao Pantanal por via terrestre, é preciso seguir pela BR 364 até Cuiabá. Por via aérea, o aeroporto mais próximo é o Marechal Rondon, localizado no município de Várzea Grande, vizinho a Cuiabá.

A Chapada dos Guimarães tem 70% de sua área em Cuiabá, estando distante da cidade a apenas 65 Km. Localizada exatamente no Centro Geodésico da América do Sul, ao sul do estado, a chapada tem altitudes que chegam a 900 metros, com uma brisa constante e temperaturas baixas no inverno (zero grau) e altas no verão (40 graus).

A vegetação é rica e diversificada, composta por cerrado com matas de galerias e grotas que abrigam florestas. Lá, florescem espécies de vários ecossistemas como plantas da mata Atlântica, da Amazônia e Pantanal.

No percurso entre Cuiabá e a chapada, os turistas dispõem de uma variedade de cachoeiras adornando a paisagem. A mais conhecida é a Véu de Noiva com 75 metros de queda livre.

Devido à riqueza da flora e fauna, o Governo Federal transformou 3.300 hectares em parque nacional.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Cuiabá

Cuiabá localizada no Centro Geodésico da América do Sul, a cidade de Cuiabá consolida-se como uma importante cidade brasileira. O povoamento iniciou quandobandeirantes paulistas em busca de minerais preciosos e do índio para o trabalho análogo à escravidão encontrou ouro nas margens do rio Coxipó, afluente do Cuiabá. A descoberta do metal precioso às margens do lendário rio, ensejou a fundação de Cuiabá em 8 de abril de 1719, com o surgimento do "Arraial de Forquilha", denominação dada ao primeiro povoamento que daria origem à cidade.

Cuiabá

Três anos depois – em 1722 – foram descobertas as "Lavras do Sutil", rica jazida encontrada nas proximidades do córrego da Prainha e da "Colina do Rosário", onde foi construída a histórica igreja do Rosário, situada atualmente no coração da cidade. Expandia-se, assim, a população, com a descoberta do ouro. A notícia do ouro logo extrapola os limites do lugar e exerce poderosa atração migratória, trazendo consigo a burocracia do governo colonial português, com seu sistema de controle e poder. Nesse contexto Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de "Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá".

A queda da produção, aliada à baixa qualidade do ouro de aluvião e impostos elevados, mais a descoberta de novas jazidas na região, causaram um período de decadência na exploração do ouro. As atividades agrícolas substituíram a mineração, passando a ocupar papel de sustentação da economia local.

Após esse período de estagnação, quase um século depois de sua fundação, Cuiabá conquistou a condição de cidade, através da Carta Régia de 1818, e declarada capital da então Província de Mato Grosso em 1835.

Na segunda metade do século XIX, com o fim da Guerra do Paraguai e a livre negociação, a cidade ganha força com a realização de obras de infra-estrutura e equipamentos urbanos. Como polo avançado no interior brasileiro, centraliza uma região que passa a ter expressiva produção agroindustrial açucareira e intensa produção extrativa, em especial de poaia e de seringa.

Entretanto, outro período de marasmo econômico voltou a ocorrer, penalizando a cidade com mais uma fase de isolamento e paralisação de seu desenvolvimento econômico e crescimento urbano. Situação alterada apenas do final da década de 30 do século passado, com a política de integração nacional do Governo Federal.

O programa da "Marcha para o Oeste", em curto espaço de tempo deixou suas marcas na cidade, que ganhou nova feição com a edificação de sua primeira avenida, a Avenida Getúlio Vargas e nela prédios destinados à administração pública, agências bancárias, hotéis e de lazer.

Na década de 60 Cuiabá continua a trajetória de crescimento, desta feita como o "Portal da Amazônia", principal polo de ocupação da Amazônia meridional brasileira, constituindo hoje, a Grande Cuiabá, com uma população total de cerca de 800 mil habitantes.

Fonte: www.cuiabatur.com.br

Cuiabá

HISTÓRIA DE CUIABÁ

Muito diferente dos idos anos de 1719, quando Pascoal Moreira Cabral desbravava os rios e matas, e quando o ouro era produto que mais facilmente se obtinha, Cuiabá hoje é uma metrópole que completa 287 anos de transformação, numa verdadeira metamorfose que atingiu toda e qualquer peça da chamada Capital Verde de Mato Grosso.

Fundada em 8 de abril de 1719 pelos bandeirantes Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil, às margens do córrego da Prainha, devido a descoberta de ouro, mais tarde denominadas “Lavras do Sutil”, a maior fonte de ouro que se teria achado no Brasil até então, Cuiabá só foi elevada a cidade em 17 de setembro de 1818, através de carta régia assinada por D. João VI. Só em agosto de 1835 se tornou Capital da província com a Lei nº 19, assinada por Antonio Pedro de Alencastro, à época, com cerca de 7 mil habitantes. Foi em 1909 que Cuiabá teve seu reconhecimento como Centro Geodésico da América do Sul. Em meados do Século XIX, já estando unidas a parte principal e a portuária da cidade, a população já atingia quase 10 mil habitantes.

Na segunda metade do século XIX, com o fim da Guerra do Paraguai e a livre negociação, a cidade ganha força com obras de infra-estrutura e equipamentos urbanos. Como polo avançado no interior brasileiro, centraliza uma região que passa a ter expressiva produção agroindustrial acuçareira e intensa produção extrativa, em especial de poaia e de seringa.

No século XX, a ligação rodoviária com São Paulo e Goiás e a aviação comercial, a partir de 1940, trouxeram o desenvolvimento da Capital. O grande marco de crescimento, no entanto, têm início na década de 70, quando o Governo Federal inicia um programa de povoamento do interior do País, oferecendo vantagens para os interessados. Em cinco anos, de 1970 a 1975, a população passou de 83 mil para 127 mil pessoas. Hoje, de acordo com o censo do IBGE, publicado em 2004, a Capital de Mato Grosso tem 524 mil habitantes.

Localizada a uma altitude de 165 metros, a Capital possui uma área de 3.984,9 km2, com um clima tropical umido no verão (dezembro a fevereiro) e seco no inverno (junho a agosto). A temperatura máxima, nos dias mais quentes, fica em torno de 45ºC. A mínima varia entre 12 e 14ºC. O município divide águas das Bacias Amazônica e Platina. Entre os principais rios dessas redes hidrográficas estão o Cuiabá e o das Mortes.

O rio Cuiabá, que corta a cidade, divide dois municípios: Cuiabá e Várzea Grande. A Capital mato-grossense limita-se ao Norte com Rosário Oeste, a Noroeste com Acorizal, a Sodoeste com Várzea Grande, ao Sul com Santo Antonio do Leverger, a Leste com Campo Verde e a Noroeste com Chapada dos Guimarães. A economia da Capital hoje está centralizada no comércio e na indústria. No comércio, a representatividade é varejista, constituída por casas de gêneros alimentícios, vestuário, eletrodomésticos, de objetos e artigos diversos. O setor industrial é representado, basicamente, pela agroindústria, com um distrito industrial que dispõe de infra-estrutura necessária, a Capital vem atraindo empresários de várias regiões do País.

Com 288 anos, Cuiabá se prepara para viver outro grande surto de crescimento, com a implantação de vários mega-projetos, entre eles, a ligação ferroviária com o Porto de Santos, a conclusão e pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a BR-163, a saída rodoviária para o Oceano Pacífico, a hidrovia do Paraguai, a Usina de Manso, a Termoelétrica e o Gasoduto.

Vila Bela da Santíssima Trindade

História, cultura e belezas naturais fazem a alegria do turista em Vila Bela da Santíssima Trindade.

Cuiabá

Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico de Mato Grosso. Sua conturbada história, seu povo, sua cultura rica e belezas naturais fazem valer a pena cada um dos 540 quilômetros que a separam da segunda e atual capital do Estado, Cuiabá. Seguindo de carro ou ônibus, o trajeto segue pela BR-174 , passando por Cáceres e Pontes e Lacerda .

254 anos de história.

Bem no centro de Vila Bela , estão as ruínas de uma catedral do período colonial. Ela é um símbolo da cidade e constitui o marco de uma história que começa em 1752 . Naquela época, a descoberta de riquezas minerais na região do Rio Guaporé, fez com que Portugal se apressasse em povoá-la, temendo que os vizinhos espanhóis fizessem o mesmo. Foi então criada a Capitania de Mato Grosso e sua capital instalada em 19 de março de 1752, com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade .

Cuiabá

Enquanto foi capital, a cidade obteve um progresso muito grande devido aos investimentos em infra-estrutura e incentivos fiscais para os novos moradores. No entanto, as dificuldades de povoar a região (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá acabaram forçando a transferência da capital, em 1835. Como uma cidade qualquer, Vila Bela não resistiria. Os moradores abandonaram a região, deixando casas, estabelecimentos comerciais e escravos para trás. Num dos episódios mais fascinantes de toda essa história, são estes escravos abandonados que garantem a sobrevivência da cidade, constituindo no local uma comunidade negra forte, unida e fiel às suas tradições.

A "Cidade Negra"

Em Vila Bela quase não há analfabetos e muitos moradores passam dos 100 anos de idade . Até bem pouco tempo atrás, sua população era composta exclusivamente por descendentes de escravos africanos. Isso lhe garantiu o apelido de " Cidade Negra ", que, mesmo com a imigração e os casamentos interraciais, continua valendo até hoje.

De acordo com o IBGE, 74% dos vilebelenses são negros ou mulatos. Um contingente que continua unido e cultivando suas tradições. Segundo moradores, o fato de Vila Bela ter sido administrada por negros desde o século passado, criou por lá gerações sem complexos de inferioridade e orgulhosa de sua cor. Talvez por isso as tradicionais festas do mês de julho (Senhor Divino, Congo e São Benedito) sejam tão concorridas. Elas representam a alegria, a fé e a perseverança de um povo que ainda hoje sofre com a discriminação e a intolerância. Um povo que também foi agraciado com belezas naturais de tirar o fôlego.

Um banho nas cascatas

Depois do roteiro histórico e cultural, a melhor pedida é mergulhar fundo nas atrações naturais que Vila Bela tem a oferecer. Seguindo 14 quilômetros de carro e mais 2 a pé, você vai encontrar duas belíssimas cascatas: Namorados (76 metros de queda) e Cachoeirinha (46 metros). Uma opção de mais difícil acesso, porém compensadora, é a cascata do Jatobá, com inacreditáveis 140 metros de queda . Vale a pena.

Antes de terminar, um segredinho: Se estiver se sentindo cansado, pergunte a qualquer morador onde encontrar uma garrafa de Canjinjin . Com efeitos terapêuticos (e afrodisíacos, dizem) devastadores, esta é uma bebida alcoólica preparada somente por mulheres e cuja receita é um segredo de estado. Experimente para ver.

Pantanal Matogrossense

Conheça a maior reserva de biodiversidade das Américas

Você está cansado do barulho, dos engarrafamentos, do stress da cidade grande? Então venha para Cuiabá! Não que a capital mato-grossense esteja livre desses problemas modernos (não está, infelizmente), mas é que aqui é o ponto de partida para uma aventura renovadora, inesquecível. No paraíso.

Cuiabá

Meros 100 quilômetros nos separam do Pantanal, a maior reserva de biodiversidade das Américas. Formado em Mato Grosso, principalmente pelas águas do rio Paraguai, o Pantanal é uma área alagada, de 210 mil quilômetros quadrados, que se estende por Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Nesse espaço, que equivale a três vezes o tamanho da Costa Rica, existe uma rede de fontes fluviais, planícies de inundação e um complexo sistema de lagoas interligadas que servem de berçário para inúmeras espécies animais; muitas raras, algumas únicas.

Cuiabá

Partindo de Cuiabá rumo ao Pantanal, o visitante tem muitas opções de transporte e de roteiro. De carro, avião ou barco, seu destino tanto pode ser um passeio pelos diversos rios da bacia, um safári fotográfico pela Rodovia Transpantaneira ou mesmo uma boa pescaria. No lado mato-grossense do Pantanal, os pontos de apoio mais procurados pelos turistas são as cidades de Barão de Melgaço, Poconé e Cáceres.

Cuiabá

É evidente que o leque de atrações desse santuário ecológico não se resume a estas três cidades e seus arredores. Muito mais está esperando por você em Mato Grosso. Se você acha que este texto não foi convincente, fique então com a singeleza dos argumentos do poeta Carlos Drummond de Andrade. É de arrepiar.

"Pára, contempla, observa: não são miragens em que a vida brincasse de fazer coisas imensas e misteriosas. Não é uma terra fora da terra e do presente, visão, alegria, fábula. É o aqui e agora de um Brasil que é teu e desconheces", Pantanal.

Cidades Turísticas do Pantanal

Barão de Melgaço

Cuiabá

Barão, como é carinhosamente conhecida, fica a pouco mais de 77 km de carro pela MT-040, que acaba de ser recuperada. Pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes, Barão guarda uma surpresa para os visitantes: as grandes baías do Pantanal. É difícil descrever tamanha imponência. Siá Mariana, Porto de Fora, Buritizal e Chacororé são as mais conhecidas. Esta última, com 13 quilômetros de diâmetro - maior do que a baía de Guanabara - faz o turista compreender porque os portugueses deram ao Pantanal o nome de "Mar de Xaraiés". É, sem dúvida, um dos pontos mais bonitos - e menos conhecidos - do Pantanal.

Poconé

A "cidade rosa", Poconé, fica à cerca de 100 quilômetros da capital. Um trajeto que permite sentir uma amostra da biodiversidade pantaneira. Isto porque, na beira da estrada, podem ser admirados jacarés, tuiuiús, biguás, araras e até capivaras, em bando, correndo para os alagados. A 42 quilômetros mais ao sul da cidade, em Porto Cercado, encontramos novamente o rio Cuiabá, agora com características diferenciadas, no tipo de margem, vegetação ribeirinha e curso d'água. Dezenas de córregos e afluentes se intercomunicam, permitindo passeios por avenidas de água no meio da mata.

Cento e sessenta quilômetros ao sul de Poconé, pela Transpantaneira, encontramos Porto Jofre, um importante pólo de atividades turísticas e esportivas. Dispondo de navegação fluvial permanente, esta região, em pleno Pantanal, é servida por Barcos Hotéis, Pousadas, áreas de camping e algumas pistas para aviões de pequeno e médio portes.

Cáceres

Cuiabá

Pode-se dizer que o Pantanal começa em Cáceres, localizada na margem esquerda do Rio Paraguai. A partir da capital Cuiabá, são 200 quilômetros pela BR-174, que liga o sul do país à Mato Grosso. É conhecida como "a princesinha do Paraguai", graças ao seu folclore, arquitetura colonial, belas praias e uma infinidade de outras atrações naturais. Além disso, dois eventos contribuem para fazer a fama da cidade: O Festival Internacional de Pesca - um dos maiores do mundo -, em setembro, e o Festival da Piranha, nas cheias de março. Cáceres dispõe de uma boa rede hoteleira, restaurantes, lanchonetes, sendo uma das mais preparadas para receber o fluxo de turistas que aumenta a cada ano.

É evidente que o leque de atrações desse santuário ecológico não se resume a estas três cidades e seus arredores. Muito mais está esperando por você em Mato Grosso.

Chapada dos Guimarães

Um verdadeiro paraíso ecológico

Chapada dos Guimarães

Localizado à 60 quilômetros de Cuiabá, o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães é um dos lugares mais belos do Brasil. Aliás, belo é isenção jornalística, o lugar é mesmo deslumbrante, cinematográfico.

Ao todo, são 33 mil hectares de cachoeiras, paredões e mirantes de fazer amarelar o Ronaldinho. Tudo isso envolto em um clima ameno - frio, se comparado ao de Cuiabá - e misterioso. Isso mesmo! Além das belezas naturais, aqui também é uma terra de místicos, esotéricos e ufólogos de plantão.

Além de pista de pouso de extraterrestres, muitos afirmam que Chapada é um canalizador de energias cósmicas, um berço para a civilização do terceiro milênio.

Cuiabá

Simpática e acolhedora, a cidade de Chapada dos Guimarães, com 14 mil habitantes, está situada na borda do Planalto Central Brasileiro, 860 m acima do nível do mar.

Lá estão praticamente todas as opções de hospedagem, alimentação e lazer dos visitantes do parque. Nada é muito luxuoso, mas existem opções confortáveis e não muito agressivas ao bolso do turista médio.

Além de ponto de apoio, a cidade é a sede, geralmente no mês de julho, de um tradicional e concorrido Festival de Inverno onde os visitantes são convidados a participar de oficinas de teatro, dança e música e assistir a shows e apresentações folclóricas.

Cuiabá

Em 99, mais de 140 mil pessoas lotaram a cidade para curtir o festival. Na programação para o Festival de Inverno deste ano (2000) contamos com as seguintes atrações: 27/07 - Show Regional; 28/07 - As Meninas; 29/07 - Gal Costa e Orquestra Sinfônica da UFMT; 03/08 - Show Regional e Banda Paloty; 04/08 - Chiclete com Banana e Art Manha, Legislativo e Banda Terra; 05/08 - Skank e Filhos do Tião, Spirit, Os Mobili, 14 Bis com acompanhamento acústico da Orquestra Sinfônica da UFMT.

Claro, a falta de consciência turística dos visitantes ainda é um problema para o Parque. O lixo, a depredação e a exploração imobiliária fazem estragos, mas ainda não conseguiram roubar de Chapada dos Guimarães o seu ar selvagem, intocado. Ainda.

Cuiabá

Talvez seja esse o momento de vir conhecer toda essa exuberância antes que, infelizmente, seja tarde demais.

Jaciara

Cuiabá

O vale do São Lourenço era todo habilitado pelo povo Boróro, no entanto a partir do final do século passado, três mineiros: Luiz França de Moura, Limírio Enéas de Moura e Osório de Moraes, Procedentes de Bagagem, chegaram às margens do Rio brilhante que se encontra nas imediações de Jaciara no ano de 1877. A Coluna Prestes, comandada por Siqueira Campos, Passou na região no ano de 1926 e ainda hoje existem testemunhas vivas de fatos ocorridos naquela época, como é o caso do Sr. Benigno Moura, descendente direto dos primeiros habitantes do Brilhante e também de Doca Maciel e de D. Moreninha Maciel Veneza, pioneiros da Fazenda Jatobá, onde os chamados "Revoltosos Pernoitaram".

A primeira professora do Rio Brilhante foi Elvidelina Malhado de Moura. Em 1947, Milton Ferreira da Costa, paulista de Marília, sobrevoou a região e viu que entre Cuiabá e Rondonópolis se oferecia um rico chão a quem desejasse. Milton teve uma audiência com o governador Arnaldo Estevão Figueiredo, que começava o processo de colonização no Estado de Mato Grosso e aceitou a proposta daquele jovem que pretendia colonizar a região.

Cuiabá

Foi adquirido uma área de 70.000 hectares de terras nos nomes de Antonio Ferreira Sobrinho, seus filhos: Milton, Paulo, Osvaldo, Navarro, Jeny e o cunhado Coreolano de Assunção que acabou dando o nome de Jaciara à cidade que inicialmente chamou-se "Função".

O Primeiro colonizador a chegar de mudança foi Alzerino Bernardes de Aguiar, mas quem deu estabilidade ao lugar foi Antonio Ferreira Sobrinho, pai dos Ferreiras. Devido à experiência como fazendeiro.

Cuiabá

No ano de 1950 a empresa Cipa, construiu a primeira residência de alvenaria, adquirida por Mariano José Delmontes. A segunda foi construida por Luzinete e Mariano, a terceira pertenceu a um Japônes, a quarta era de Augusto Conti, a quinta foi do construtor Cipriano e a sexta Dona Dininha era proprietária.


Em l2 de dezembro de l953, criou-se o distrito de Jaciara, em território do município de Cuiabá. A Lei Estadual de 20 de dezembro de l958, criou o município, com território desmembrado dos municípios de Cuiabá e Poxoréu. Em l958, teve início a abertura da BR-364, passando por Jaciara. Esta estrada foi de fundamental importância para o crescimento do lugar. Em l0 de novembro de l962, o Estado criou a Usina Jaciara, implantada no ano posterior. Em l965, produziu sua primeira safra.

Relevo/Topografia

A unidade geomorfológica que domina a maior parte da região é denominada Planalto dos Alcantilados, modelado por rochas palezóicas do grupo aquidauana. Este planalto, maturamente dessecado, deu origem à vários segmentos qu receberam denominções locais, como a Serra das Areias, situada em sua proporção central; Serra de São Lourenço, Coroados e São Jerônimo, que desempenham papel divisório entre microregião e a baixada cuiabana. Existem áreas onduladas e levemente onduladas: 30%, áreas praticamente planas: 65% e áreas inaproveitáveis: 1%.

Hidrografia

A maior parte do Município de Jaciara é banhada pela Bacia do Rio São Lourenço e podemos ainda destacar o Rio Tenente Amaral, o Rio Prata, Brilhante e os córregos: Saia Branca, Àgua Grande, Piraputanga, Bento Ribeiro, etc.

GEOGRAFIA

Cuiabá faz limite com os municípios de Chapada dos Guimarães , Campo Verde , Santo Antônio do Leverger , Várzea Grande , Jangada e Acorizal . É um entroncamento rodoviário-aéreo-fluvial, interligando o norte do Brasil e o oeste da América do Sul , e o centro geodésico da América do Sul.

O município é cercado por três grandes ecossistemas: a Amazônia , o cerrado e o Pantanal . Com um clima quente, o lugar está ao norte do Pantanal, ao lado da Chapada dos Guimarães e ainda é considerado a porta de entrada da Floresta Amazônica.

Área:

3.538,17 km²

População:

542.861 hab. est. 2006 MT: 1º

Densidade:

153,43 hab. / k²

Altitude:

165 metros

Clima:

Tropical quente subúmido Awh

Fuso Horário:

UTC -4

Aniversário:

8 de abril

Fundação:

Em 1º de janeiro de 1727 , Cuiabá é elevada à categoria de vila , com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá .

Gentílico:

Cuiabano, papa-peixe

Hidrografia

Vista de Cuiabá a partir do rio Cuiabá .

Cuiabá é abastecida pelo rio de mesmo nome, afluente do Rio Paraguai e limite entre a capital e Várzea Grande. O município se encontra no divisor de águas das bacias Amazônica e Platina. O município é banhado também pelos rios Coxipó-Açu, Pari, Mutuca, Claro, Coxipó, Aricá, Manso , São Lourenço , das Mortes , Cumbuca, Suspiro, Coluene , Jangada, Casca, Cachoeirinha e Aricazinho, além de córregos e ribeirões.

Clima

Cuiabá rotineiramente registra as temperaturas mais quentes entre as capitais brasileiras. Seu clima é tropical quente e sub-úmido. Precipitação média anual de 1750 mm , com intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro. A temperatura máxima, nos meses mais quentes, fica em torno de 43°C . A mínima varia entre 12 e 14ºC. Durante a seca, que vai de maio a agosto, a umidade cai a níveis críticos, às vezes abaixo de 15%.

Relevo

O quadro geomorfológico do município é, em grande parte, representado pela Chapada dos Guimarães. Mas também aparecem Planalto da Casca e a Depressão Cuiabana. Predomina-se relevos de baixa amplitudes com altitudes que variam de 146 a 250 metros na área da própria cidade.

Demografia

Sua população estimada em julho de 2005 é de 533.800 habitantes. Várzea Grande , cidade conurbada, tem 248.728, totalizando 782.528 habitantes na grande Cuiabá.

O número de eleitores em junho de 2006 era de 358.495 representando 18,37% do total de eleitores do estado do mato grosso .

A cidade viveu tranqüilamente até a década de 1960 , quando um fluxo de imigrantes começou a vir para o estado, principalmente nas décadas de 1970 e 1980 . Nesse período, a população passou de 57.860 habitantes em 1960 para 100.865 em 1970, 213.151 em 1980, 402.813 em 1991 e 483.346 em 2000 , perfazendo 19,3% da população total do estado.

Esse aumento desordenado da população levou a um crescimento das áreas periféricas da cidade, que carecem muitas vezes de investimentos em planejamento, saneamento e outros serviços públicos, coisa que também ocorre em várias cidades do país.

FOLCLORE

Talvez por sua localização geográfica , que a isolou do resto do país por muito tempo, Cuiabá é uma cidade com personalidade própria. Na arquitetura, na música, na dança, na culinária, no jeito de falar, enfim, em praticamente todas as suas manifestações culturais, um traço genuinamente local pode ser encontrado. Essa riqueza, faz do folclore cuiabano uma das principais atrações turísticas da cidade.

Siriri

O Siriri , é um dos folguedos mais populares e antigos de Mato Grosso. É praticado nas Cidades e principalmente, na zona rural, fazendo parte da maioria das festas como casamentos, batizados, carnaval, aniversários, e também das comemorações religiosas. É dançado por homens, mulheres e crianças, em roda ou fileiras formadas por pares que se movimentam ao som da viola de cocho , do ganzá e do mocho .

Cururu

Folguedo popular dos mais antigos de Cuiabá, podendo ser apresentado como roda de cantoria e dança. Os instrumentos utilizados são a viola de cocho , o ganzá e o adufo . Consiste em , no mínimo, dois cantadores, sempre do sexo masculino; um tocando viola de cocho, outro o ganzá. A origem do nome Cururu , admite-se que possa ser originada da tribo dos Bororo que desenvolviam uma dança típica chamada Bacururu.

Boi-à-Serra

O Boi-à-Serra é um folguedo do carnaval mato-grossense. Durante os festejos do carnaval, as pessoas brincavam ou ainda brincam, em alguns lugares, o Siriri, o Entrudo, o Boi-à-Serra e também o Cururu, que é uma manifestação quase sempre ligada à religiosidade do povo. Porém, segundo alguns tiradores, o Boi-à-Serra pode ser dançado em qualquer festa.

Rasqueado

O rasqueado desperta com maior intensidade na população da periferia das cidades, quando começa a ser executado com os hinos de santos (acompanhando Bandeira do Senhor Divino, São Benedito, Procissão de São João. Etc), indo aparecer nos chamados Chá com Bolo . Uns dos principais instrumentos usados no rasqueado é a Viola de Cocho.

CULINÁRIA CUIABANA

A culinária cuiabana assim como a brasileira, tem suas raízes nas cozinhas indígenas, portuguesa espanhola e africana.

A diferença está na incorporação de ingredientes da flora e da fauna nativas, nas combinações e modo s de preparo originais que lhe asseguram sabores, cheiros, e aspectos inesquecíveis e sedutores ao paladar, ao olfato e aos olhos.

Aqui frutos como exótico e saboroso pequi – de sabor e aroma peculiares – dão cor e enriquecem pratos a base de arroz e frango, a mandioca, a manga e o caju, o charque, peixes frescos ou secos, são ricamente combinados pelas mãos hábeis e criativas de tradicionais quituteiras em suas residências, peixarias ou restaurante especializado em comida típica.

Situadas nas bordas do Pantanal, onde a prodigalidade em seus peixes nobres faz analogias á fé cristã no milagre da multiplicação, as cidades de Cuiabá e Várzea-Grande têm como referenciais gastronômicos mais marcantes ou pratos à base de pescado.

Pacu assado, piraputanga na brasa, mojica de pintado, arroz com pacu seco, moqueca cuiabana, caldo de piranha, ventrecha de pacu frita, dourado ou piraputanga na folha de bananeira e caldeirada de bagre, são pratos nascidos nas barrancas do rio Cuiabá e nas baias do Pantanal por obra da inventividade dos ribeirinhos.

Nos restaurantes das cidades, ganham toques de gourmets e conquistam os mais exigentes e sofisticados paladares.

E tem ainda a maria isabel, a original farofa de banana da terra, prato exclusivo da culinária local, a paçoca de pilão feita com carne de charque e farinha de mandioca temperada, o furumdu, doce preparado com mamão verde, rapadura e canela, o pixé elaborado com milho torrado e socado com canela e açúcar, o bolo de arroz cuiabano, o francisquito, os doces de caju e manga, o inigualável licor de pequi e o afrodisíaco guaraná de ralar que substitui, nas famílias mais tradicionais cuiabana o cafezinho brasileiro.

Pratos doces e salgados, típicos da culinária Cuiabana.

Salgados

Arroz com pequi
Arroz Carnaval
Costela Passada ao Sol com Pequi e Arroz
Carne com Banana Verde
Carne Seca com Abóbara Madura
Croquete de Mandioca
Mojica de Pintado

Doces

Bolo de Arroz
Bolo de Arroz Tradicional
Bolo de Mandioca
Bolo de Polvilho Frito
Biscoito de Queijo da Vovó
Biscoito de Queijo Assado
Biscoito da Roça
Biscoito de Polvilho
Biscoito Tradicional de Milho

Cuiabá

Uma interessante mistura no Centro-Oeste brasileiro

Pegue a cultura dos pantaneiros, adicione um pouquinho de costumes paraguaios, bolivianos e indígenas e mexa bem, no alegre rítmo do rasqueado, dança típica da região. Junte agora uma boa quantia de história de grandes fazendeiros e seus escravos, de bandeirantes em busca de ouro e de cidades praticamente abandonadas no passado. Salpique com muita beleza natural, tranquilidade e um clima deliciosamente quente. Essa é mais ou menos a receita que resultou no que hoje é a capital do Mato Grosso, Cuiabá.

Cuiabá
Pantanal Mato Grossense

Cuiabá consegue ser uma capital de estado sem perder o seu charme. Só pra se ter uma idéia, a cidade faz divisa com a chapada dos Guimarães e suas belas cachoeiras, com o Pantanal e toda sua rica fauna e flora, com o cerrado do interior do Brasil, e com a Amazônia, que dispensa qualquer tipo de comentário.

Seu povoamente se deu pelos bandeirantes, que iam para a região em busca de ouro, levando consigo seus escravos, além dos muitos imigrantes de países vizinhos ajudaram a colonizar a cidade, o que faz com que a diversidade do seu povo seja muito grandiosa.

Cuiabá
Igreja N. Senhora Auxiliadora

Para entender melhor a história da cidade, visite a Fundação Cultural, que conta com 4 museus: o Museu de História Natural, o de Antropologia, o de Arte Sacra e o Museu Histórico, além de um ateliê livre.

Outros 2 bons museus são o Museu Rondon e o Museu de Pedras Ramis Bucair, que tem belos acervos de trabalhos indígenas e pedras das mais diversas, incluindo um meteorito e um fóssil de dinoussauro, respectivamente.

Já a cultura, o misticísmo e a fé do povo podem ser observados na Catedral Metropolitana, na Igreja de São Gonçalo, do Rosário, de Nossa Senhora do Bom Despacho, e na de Nossa Sra. Auxiliadora. Todas tem uma história muito interessante para contar sobre sua construção, ou mesmo sobre as peças e obras que elas abrigam.

A cidade também é ótima para as compras: de artesanato indígena à doces típicos e licores caseiros. Além de tudo isso, os fãs de comidas regionais sairão muito satisfeitos com os deliciosos pratos servidos nos restaurantes, a grande maioria à base dos peixes da região, como a piraputanga.

Não se pode esquecer das interessantes danças típicas, como o Rasqueado, o Cururu e o Siriri, que apesar de já não tão presentes no dia-a-dia dos moradores, nunca são esquecidas, bem como todas as outras tradições e costumes desse belo povo que mora no Coração da América do Sul.

Fonte: www.stw.tur.br

Cuiabá

Como na Independência, a notícia da proclamação da República encontrou Cuiabá em grande efervescência, com grupos políticos já se digladiando contra ou a favor do novo regime. A instabilidade política grassava por todo o País, mas em Mato Grosso adquiria contornos mais marcantes, inclusive pela truculência das disputas entre os grupos de poder locais, geralmente chefiados por coronéis cujo prestígio se media pela capacidade de arregimentar homens e armas pelo critério da eficácia mais que da legitimidade ou procedência.

Cuiabá

A ação desses grupos, aliada à de caudilhos vindos do sul, acostumados a chamar qualquer briga política de revolução para em nome dela saquear fazendas e praticar outras estrepolias, resultou na proliferação dessa prática, que se estendeu aos grupos de bandoleiros e ladrões de gado que assolaram a região nas décadas seguintes.

Cuiabá

Para a maioria da população, pacífica e assustada, restava quase sempre a posição de vítima direta ou indireta dessas ações. Principalmente as mulheres, que não tinham voz nem vez, tanto na vida pública quanto na vida privada.

Cuiabá

Esse clima de instabilidade política e social, em parte decorrente da própria forma de ocupação e defesa do território, foi um dos fatores que resultaram na insignificante participação do

capital estrangeiro no desenvolvimento de Mato Grosso, comparada com outras regiões do país. Mas na entrada do século XX os interesses internacionais muito contribuíram para o fortalecimento econômico de Mato Grosso e Cuiabá com toda a movimentação provocada pelo ciclo da borracha nos seringais do norte e pelo ciclo da erva-mate nos ervais do sul do Estado.

Cuiabá

Em 1914, com cerca de 22 mil habitantes, Cuiabá já tinha perímetro urbano de três quilômetros de comprimento (no sentido NE-SO) por dois de largura. A cidade era organizada em dois distritos, com 24 ruas, 28 travessas, 17 praças, dois jardins públicos e um serviço de bonde com um ramal para o Matadouro e outro para a Cervejaria.

Cuiabá

A prefeitura mantinha serviços de abastecimento d’água, ensino público, limpeza pública, iluminação e dois mercados públicos. Havia dois hotéis, vários restaurantes, serviço telegráfico, rede de telefones e correio. Nas duas bibliotecas públicas e da Sociedade Literária Cuyabana circulavam além de livros duas revistas locais e seis jornais, sendo um diário (O Debate).

Mato Grosso era governado na época por Joaquim Augusto da Costa Marques, o primeiro governante eleito a exercer integralmente seu mandato de quatro anos, coroando assim um período de uma década de razoável normalidade.

Cuiabá

Política na capital. Foi também o primeiro a empreender uma visita às mais distantes localidades do Estado, numa longa viagem de mais de ano, fotografada e primorosamente documentada no Álbum Graphico de Matto Grosso, um dos mais importantes acervos de imagens e informações sobre o passado desta região.

Cuiabá

Ainda em 1914 o Estado recebe a visita do presidente norte-americano Theodor Roosevelt, que empreende uma viagem pela selva amazônica em companhia do então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon, que em janeiro do ano seguinte completa a ligação telegráfica entre Cuiabá e a vila de Santo Antonio do Madeira, atual Porto Velho, capital de Rondônia.

Em janeiro de 1918, após conturbado período em que a tentativa de empeachment do governador Caetano Manoel de Faria Albuquerque resultou em sangrentos combates no sul e no norte seguidos de intervenção federal, assume o comando de Mato Grosso, eleito fragorosamente, o bispo cuiabano D. Francisco de Aquino Corrêa. Intelectual notável, membro da Academia Brasileira de Letras, D. Aquino, além de pacificar o Estado, procura jogar mais luz sobre suas inteligências criando a Academia Mato Grossense de Letras, o Instituto Histórico de Mato Grosso e o serviço de iluminação elétrica de Cuiabá.

Vários governos, e golpes e choques armados e intervenções federais, se sucederam, até que em 1937 assume o governador Julio Strubing Muller, que permaneceria no cargo por oito anos, até o final da ditadura Vargas. Uma das principais marcas de seu governo foi a preocupação em melhorar o aspecto visual e funcional de Cuiabá, abrindo ruas e estradas, reformando e construindo modernos prédios públicos, como o Colégio Estadual e outros, inclusive um hotel e um cinema, que segundo se conta, faziam falta na cidade. Construiu também a ponte de concreto ligando Cuiabá a Várzea Grande, impulsionou a pecuária e procurou desenvolver a agricultura atraindo colonos dos estados do Nordeste para a região de Poxoréu. O projeto não deu certo ali mais veio frutificar na colônia de Dourados, no sul do Estado, implantada ainda durante o seu mandato.

O sul do Estado, que após a Guerra do Paraguai vinha sendo povoado sobretudo por mineiros e paulistas em função da facilidade de terras para a pecuária, crescia celeremente e começava a desenvolver-se também na agricultura. A estrada de ferro trouxe levas e levas de imigrantes japoneses, portugueses, libaneses, e encurtou para dois ou três dias a comunicação com São Paulo e Rio de Janeiro, que até então levava meses de espera pelo rio Paraguai.

Cuiabá

Enquanto o norte de Mato Grosso expandia a pecuária como sua principal atividade econômica mas sofria ainda as dificuldades da falta de transporte por via rodoviária, o sul já tinha essas melhorias e incrementava o comércio, facilitado pela relativa proximidade dos grandes centros consumidores. E se o crescimento econômico do sul trazia benefícios para Cuiabá, centro político e administrativo do Estado, o crescimento demográfico trazia também o desequilíbrio numérico, evidente sobretudo a partir de 1945, nas sucessivas eleições diretas ou indiretas de governadores originados do sul do Estado, como Arnaldo Estevão de Figueiredo, Fernando Correa da Costa, Pedro Pedrossian e José Fontanillas Fragelli.

Cuiabá

E a idéia separatista, que motivou grandes disputas, crises políticas e entreveros armados por mais de um século e meio, acaba concretizada por decreto do governo militar de Ernesto Geisel em 1977, criando o Estado de Mato Grosso do Sul, separado então definitivamente de Cuiabá.

O sentimento de perda para as populações do norte mato-grossense foi muito grande. Cuiabá, já era então uma grande metrópole, com todos os recursos e facilidades de qualquer cidade moderna. Mas o receio de muitos era que estivéssemos então condenados ao ostracismo e à estagnação, com o sul liberto projetando-se de forma avassaladora tanto na região quanto no contexto nacional.

Não foi preciso muito tempo para se verificar que aconteceria exatamente o contrário. Superadas as intermináveis disputas políticas e econômicas com o sul, o norte pôde então concentrar seus esforços administrativos, políticos e empresariais para a defesa de seus próprios interesses, tanto a nível local quanto junto ao governo federal.

Um acertado e oportuno programa de incentivo à colonização, aliado à descoberta do cerrado como campo propício à produção mecanizada de soja e outros grãos de exportação, atraiu grandes contingentes de produtores do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, que abriram lavouras e fundaram cidades que cresceram e se multiplicaram, mudando radicalmente em menos de vinte anos o perfil demográfico e econômico do novo Mato Grosso.

A pacata Cuiabá tornou-se trepidante com a grande movimentação de gente, recursos e projetos. Novos arranha-céus, vias expressas, shopping centers e complexos industriais concretizaram da noite para o dia o sonho de uma metrópole futurista em pleno centro do continente. A ligação rodoviária por asfalto tanto para o sul, quanto para o norte e para o leste do Estado, a chegada do trem através da Ferronorte, o evolução tecnológica no ramo das comunicações e da informática, quebraram definitivamente o passado de isolamento geográfico e cultural, ligando em tempo real Cuiabá e outras cidades do Estado com o resto do mundo. O desenvolvimento dos sistemas de ensino e pesquisa, o aprimoramento da agropecuária, o incremento do comércio, da indústria e dos setores de prestação de serviços geraram novos empregos, novas empresas e aumento de arrecadação.

Mato Grosso entra no século XXI como o Estado brasileiro com melhor desempenho no aumento de arrecadação de ICMS. É uma das regiões com maior crescimento populacional, com índice médio de 4% ao ano nos últimos vinte anos. A avalanche de novos moradores vindos de todas as regiões do país, fazem de Cuiabá não uma metrópole privada de seus traços culturais originais, mas, pelo contrário, estes são cada vez mais cultuados, valorizados e geralmente adotados pelos novos moradores.

A antiga xenofobia cuiabana, que resultou em episódios tristes da nossa história, como a Rusga contra os portugueses e as barbaridades contra os paraguaios, transmuta-se hoje para uma postura extremamente cordial, hospitaleira e bem humorada, que encanta a todos que chegam, de passagem ou pau-rodado.

O recurso à violência, que até tempos recentes justificou externamente a imagem de um Mato Grosso sem lei e sem alma, onde tudo ou quase tudo era resolvido a bala, acaba enterrado para sempre, por uma nova mentalidade, visível por exemplo no fato de que muito mais que Raposo Tavares, Totó Paes ou Filinto Miller, são cultuados como grandes personalidades da História do Estado figuras como o pacifista Cândido Rondon, que instituiu no Brasil uma nova forma de contato e relacionamento com os indígenas, D. Aquino Correia, que provou ser possível administrar trocando as armas pelo diálogo, pelas letras e pelas luzes, e o atual governador Dante de Oliveira que, deputado federal de oposição no tempo da ditadura, encabeçou o projeto de lei que restabeleceu o sistema de eleições diretas para a escolha do presidente do Brasil.

O avanço de mentalidades e costumes trouxe também um novo papel para a mulher, que passa a ter presença e influência cada vez maiores em todo o mercado de trabalho, nos meios de comunicação e expressão e nas instâncias responsáveis pelas políticas públicas.

Mas a mudança de mentalidade mais radical, sobre a qual se assenta, sem dúvida, o futuro de Mato Grosso neste terceiro milênio, é a que se verifica nas formas de relacionamento com a natureza. Acostumados durante séculos a verem a força da natureza como o maior obstáculo para o progresso, os mato-grossenses descobrem de repente que o fato de não a terem vencido na forma que muitos sonharam no passado coloca o Estado hoje como uma das regiões mais promissoras do mundo. Poucos países do mundo têm a condição extraordinária de Mato Grosso, que abriga em seu território três dos mais ricos e inexplorados ecossistemas do globo, que são o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia.

Mais que o turismo, o ecoturismo, o romantismo e a fantasia que nossos paraísos ecológicos impulsionam, assoma no futuro como fonte de renda e qualidade de vida primordial para nossa gente a exploração científica da biodiversidade infinita de nossas águas, matas e solos. O desafio está em saber desenvolver atitudes seguras de preservação de toda essa riqueza enquanto tivermos, certamente por muito tempo ainda, a agricultura e a pecuária como nossas principais atividades econômicas.

Cuiabá

Completando praticamente três séculos de fundação e localizada no Centro Geodésico da América do Sul, a cidade de Cuiabá consolida-se como importante cidade brasileira. O povoamento da cidade iniciou com a descoberta de ouro às margens do rio Coxipó, por bandeirantes paulistas em busca de minerais preciosos e do índio para o trabalho escravo. A descoberta do metal precioso, às margens do lendário rio Coxipó, ensejou a fundação de Cuiabá em 8 de abril de 1719, com o surgimento do "Arraial de Forquilha", denominação dada ao primeiro povoamento que daria origem à cidade.

Três anos depois – em 1722 – foram descobertas as "Lavras do Sutil", rica jazida encontrada nas proximidades do córrego da Prainha e da "Colina do Rosário", onde foi construída a histórica igreja do Rosário, situada no coração de Cuiabá. Expandia-se, assim, a população, com a descoberta do ouro. A notícia do ouro logo extrapola os limites do lugar e exerce poderosa atração migratória, trazendo consigo a burocracia do governo colonial português, com seu sistema de controle e poder. Nesse contexto Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de "Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá".

A queda da produção, aliada à baixa qualidade do ouro de aluvião e impostos elevados, mais a descoberta de novas jazidas na região, causaram um período de decadência na exploração do ouro. As atividades agrícolas substituiram a mineração, passando a ocupar papel de sustentação da economia local.

Após esse período de estagnação, quase um século depois de sua fundação, Cuiabá conquistou a condição de cidade, através da Carta Régia de 1818, e declarada capital de Mato Grosso em 1835, 17 anos depois.

Cuiabá
Av. do CPA

Na segunda metade do século XIX, com o fim da Guerra do Paraguai e a livre negociação, a cidade ganha força com a realização de obras de infra-estrutura e equipamentos urbanos. Como polo avançado no interior brasileiro, centraliza uma região que passa a ter expressiva produção agroindustrial açucareira e intensa produção extrativa, em especial de poaia e de seringa.

Entretanto, outro período de marasmo econômico voltou a ocorrer, penalizando a cidade com mais uma fase de isolamento e paralisação de seu desenvolvimento econômico e crescimento urbano. Situação alterada apenas do final da década de 30 deste século, com a política de integração nacional do Governo Federal.

O programa da "Marcha para o Oeste", em curto espaço de tempo deixou suas marcas na cidade, que ganhou nova feição com a edificação de sua primeira avenida, a Avenida Getúlio Vargas e nela prédios destinados à administração pública, agências bancárias, hotéis e de lazer.

Na década de 60 Cuiabá continua a trajetória de crescimento, desta feita como o "Portal da Amazônia", principal polo de ocupação da Amazônia meridional brasileira, constituindo hoje, a Grande Cuiabá, maior núcleo urbano do oeste brasileiro, com uma população total de cerca de 800 mil habitantes.

No final de século, completando 281 anos de fundação, Cuiabá prepara-se para passar por um outro grande surto de crescimento, com a implantação de sete mega-projetos: a ligação ferroviária com o Porto de Santos, a conclusão e pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a saída rodoviária para o Oceano Pacífico, a hidrovia do Paraguai, a Usina de Manso, a Usina Termoelétrica e o Gasoduto. Concluídos esses projetos, dada sua localização geo-política estratégica no centro do continente, Cuiabá consolidará sua vocação a nível de continente, firmando-se como um dos mais importantes centros intermodais de transportes da América do Sul.

ORIGEM DO NOME: " * IKUIAPÁ.

IKUIA - flecha-arpão.

PÁ - lugar ( Lugar da flecha-arpão ).

Designação:

De uma localidade onde se pesca com flecha-arpão.

De uma localidade onde antigamente os bororos costumavam pescar com flecha-arpão correspondente à foz do IKUIÉBO, córrego da Prainha, afluente da esquerda. do rio Cuiabá, na cidade homônima.

Julgamos que o nome da capital de Mato Grosso, Cuiabá, justamente edificada nas duas margens do córrego da Prainha, não seja outra coisa que a corrupção e sonorização de Ikuiapá."

Fonte:Súmula de Informações do Municipio de Cuiabá.

Cuiabá

Cuiabá, principal cidade de Mato Grosso, é a capital do Centro Geodésico da América do Sul. Conhecida como o "Portal do Amazônia", Cuiabá é também uma das principais portas do Pantanal, pois é a partir exatamente da baixada cuiabana, depressão geografia da bacia do rio Paraguai, que começa a se formar o Pantanal, irrigado principalmente pelos rios Paraguai, São Lourenço, Cuiabá, Manso e Vermelho.

De sua história extraímos a riqueza do ouro, que os bandeirantes no desbravamento do cerrado aportaram por aqui para explorar o minério que na época era abundante. Cuiabá foi batizada então como o Arraial do Bom Jesus de Cuiabá até retirar de Vila Bela da Santíssima Trindade a qualidade de capital do Estado de Mato Grosso.

Momento crucial de nossa história, pois o Estado passa a receber maiores atenções do governo brasileiro.

Cuiabá cresceu e cresce assustadoramente como a capital brasileira de expansão demográfica mais acelerada.

Hoje reconhecida como importante pólo industrial do centro-oeste. Cuiabá é rota primordial para escoamento da produção agrícola e pecuária de Mato Grosso para os grandes centros do Brasil. Esse crescimento atraiu grandes investidores que concentram aqui negócios imobiliários, comerciais e agroindustriais, tornando a cidade cada vez mais próspera e promissora.

Atrações Turísticas

Cidade

Cuiabá principal cidade de Mato Grosso. É a capital do Centro Geodésico da América do Sul. Conhecida como o "Portal da Amazônia, Cuiabá é também uma das principais entradas do Pantanal, pois é a partir exatamente da baixada cuiabana, depressão geografica da bacia do rio Paraguai, que começa a se formar o Pantanal, irrigado principalmente pelos rios Paraguai, São Lourenço, Cuiabá, Manso e Vermelho.

De sua história extraímos a riqueza do ouro, que os bandeirantes, no desbravamento do cerrado, aportaram por aqui para explorar, já que na época era abundante. Cuiabá foi batizada então como Arraial do Bom Jesus de Cuiabá até retirar de Vila Bela de Santíssima Trindade a qualidade de Capital do Estado de Mato Grosso. Momento crucial de sua história, pois o Estado passou a receber maiores atenções do Governo brasileiro.

Cuiabá cresceu, e cresce assustadoramente como a capital brasileira de expansão demográfica mais acelerada. Hoje reconhecida como importante pólo industrial do Centro-Oeste, Cuiabá é rota primordial para escoamento da produção agrícola e pecuária do Mato Grosso para os grandes centros do Brasil. Esse crescimento atraiu grandes investidores que concentram na capital seus negócios imobiliários, comerciais e agroindustriais, tornando a cidade cada vez mais próspera e promissora.

Cuiabá

Cuiabá

Rio Cuiabá

Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo encharcamento do solo são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior. Somente os terrenos mais elevados e os morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação, onde muitos animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

Rio Cuiabá

Rio Cuiabá

Rio Cuiabá

Igreja de São Benedito

Construída em 1722 em estilo barroco. O altar mor é em talha dourada, estilo rococó. É a mais antiga igreja de Cuiabá que guarda suas características originais. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Igreja de São Benedito

Igreja de São Benedito

Igreja Nª Sª Auxiliadora

Cuiabá, principal cidade de Mato Grosso, é a capital do Centro Geodésico da América do Sul. Conhecida como o "Portal do Amazônia", Cuiabá é também uma das principais portas do Pantanal, pois é a partir exatamente da baixada cuiabana, depressão geografia da bacia do rio Paraguai, que começa a se formar o Pantanal, irrigado principalmente pelos rios Paraguai, São Lourenço, Cuiabá, Manso e Vermelho.

Igreja Nª Sª Auxiliadora

De sua história extraímos a riqueza do ouro, que os bandeirantes no desbravamento do cerrado aportaram por aqui para explorar o minério que na época era abundante.

Cuiabá foi batizada então como o Arraial do Bom Jesus de Cuiabá até retirar de Vila Bela da Santíssima Trindade a qualidade de capital do Estado de Mato Grosso. Momento crucial de nossa história, pois o Estado passa a receber maiores atenções do governo brasileiro.

Cuiabá cresceu e cresce assustadoramente como a capital brasileira de expansão demográfica mais acelerada. Hoje reconhecida como importante pólo industrial do centro-oeste.

Cuiabá é rota primordial para escoamento da produção agrícola e pecuária de Mato Grosso para os grandes centros do Brasil. Esse crescimento atraiu grandes investidores que concentram aqui negócios imobiliários, comerciais e agroindustriais, tornando a cidade cada vez mais próspera e promissora.

Fonte: www.brasilviagem.com

Cuiabá

FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO, VALE GUAPORÉ

A Festa do Divino tem sua origem em Portugal e foi estabelecida pela rainha Dª. Isabel, casada com o Rei D. Diniz, por volta das Primeiras décadas do século XIV.

0 Imperador do Divino gozava de direitos próprios de um soberano, libertando presos comuns em certas localidades Portuguesas e brasileiras.

Para a organização da festividade havia a FOLIA DO DIVINO, grupo de pessoas pedindo e recebendo auxilio de toda a espécie A folia constituía-se de músicos e cantores com a Bandeira do Divino, ilustrada com a pomba simbólica. Essas FOLIAS percorriam grandes regiões, gastando semanas ou meses inteiro.

Em Rondônia, a festa do Divino tem expressividade no Vale do Guaporé, onde a população ribeirinha , Procura manter viva a tradição do festejo.

0 Culto ao Divino foi introduzido no Guaporé por volta de 1894, pelo senhor Manoel Fernandes Coelho, quando de sua mudança de Vila Bela do Mato, Grosso para a localidade de Ilha das Flores. Naquele ano, o Senhor Manoel Fernandes fez vir de Vila Bela, a coroa de Prata e juntamente com outros adeptos, realizou os festejos do Divino naquela localidade. Todos os anos posteriores até o ano de 1932, o Divino foi festejado naquele local, sendo então, os festejos transferidos para Rolim de Moura. Após o falecimento dos principais membros da Irmandade local, a senhora Eduvirgem Leite Ribeiro, viúva do falecido Argemiro Leite, regressou para sua cidade de origem, Vila Bela da Santíssima Trindade, levando a Coroa de Prata, símbolo da festividade do Vale do Guaporé.

Reuniram-se, então, os principais membros da Irmandade da época, moradores das localidades de Tarumã e Rolim de Moura, ou seja: Antão Gomes, Manoel Canuto, Antonio de Freitas, Norberto Quintão, Maximiliano de Brito, Bernardino Nery da trindade, Cândido de Moraes e Gonçalo Moraes, que depois de vários debates, solicitaram à senhora Eduvirgem Leite, que lhes devolvesse a Coroa de Prata.

Tendo concordado, a senhora Eduvrigem Leite entregou a Coiroa de Prata ao senhor Bernardino Nery, que era o antigo irmão da localidade de TARUMÃ.

Assim, no ano de 1933 foi realizado o festejo em TARUMÃ, e foi feito o sorteio entre as localidades de TARUMÃ e ROLIM DE MOURA, para decidirem em qual localidade seria realizado o festejo do ano seguinte.

Rolim de Moura foi sorteado para a realização do festejo de 1933. Logo após o sorteio, os membros da irmandade daquela comunidade se organizaram para programar os festejos do ano seguinte, de 1934. Entretanto , os senhores Bernardino Nery, Cândido de Moraes e outros membros da Irmandade de Tarumã, não concordaram que o festejo fosse realizado somente em Rolim de Moura. Decidiram então, enviar um ofício ao Bispo da Diocese de Cuiabá, informando-o que as festividades do Senhor Divino Espírito Santo do Vale do Guaporé, nos últimos anos, vinham fracassando e que seria melhor a Coroa retornar para sua igreja de origem.

O Bispo de Cuiabá entrou em contato com o novo administrador apostólico da Prelazia de Guajará-Mirtim, Monsenhor Francisco Xavier Rey, tendo por base o ofício enviado pelos membros da Irmandade da localidade de Tarumã. Monsenhor Rey, então orientou a criação dos Estatutos dos festejos do Senhor Divino Espírito Santo do Vale do Guaporé. Ele nomeou a comissão para os trabalhos de redação. A 20 de maio de 1934, na Capela de Nossa Senhora do Carmo, o Estatuto foi lido e Monsenhor Francisco Xavier Rey, decidiu que as festividades do Senhor Divino Espirito Santo seriam realizadas em Rolim de Moura, enquanto não houvesse outra Capela ou Igreja no Vale do Guaporé.

Em Pedras Negras foi construída a Capela de São Francisco. E, no dia 23 de maio de 1937, foi realizado o primeiro festejo do Senhor Divino, naquela localidade.

De 1937 a 1945 os festejos foram realizados alternadamente em Pedras Negras e Rolim de Moura.

Com o surgimento da Capela de São Miguel, na localidade de Limoeiro, no Rio São Miguel, as festividades foram realizadas também naquela localidade, nos anos de 1945 e 1947.

Com a inauguração oficial da Igreja de São Francisco em Pedras Negras, a Coroa retornou para lá, em julho de 1947, sendo que o festejo foi realizado a 17 de julho, na mesma localidade de Pedras Negras. Assim de 1948 a 1953, ficou obedecendo a um rodízio entre as localidades de pedras negras, Rolim de Moura e Limoeiro. Com a inscrição de irmãos bolivianos, no ano de 1953, foi feito para a localidade de Versalles, República da Bolívia, e em 5 de junho de 1954 foi realizado o primeiro festejo naquela localidade, na Capela de São José.

Em 1955, foram sorteados os Irmãos da localidade de Santo Antônio, em 29 de maio de mesmo ano, foi feito o primeiro festejo naquela localidade. No ano seguinte, o festejo voltou a ser realizado em Limoeiro, na Igreja de São Miguel, aos 20 dias do mês de maio de 1956.

Aos 09 dias do mês de junho do ano de 1957, com muito fervor, foram realizados pela primeira vez os festejos do Senhor Divino na Capela de São Sebastião de Costa Marques.

Atualmente a Festa vem se realizando em sistema de rodízio, atingindo a cada ano a localidades de Pedras negras, Limoeiro, Costa Marques, Pimenteiras, Rolim de Moura e Versalhes na Bolívia. A escolha do Local é feita durante o encerramento dos festejos, através de sorteio e recai de quatro em quatro anos no mesmo local. 0 registro mais antigo sobre a realização dos festejos, data de 1936 e o Estatuto de Criação da Irmandade da Divino Espírito Santo, no Guaporé, data de 1934. No entanto, antigos moradores e descendentes dos primeiros organizadores dos festejos, afirmam que Ata da festa dotada do século passado, em folha avulsa e que foi extraviada durante o período de sua paralização. Esse período ninguém soube precisar. Afirmam alguns que ocorreu após um desentendimento entre os membros da irmandade, cujo Presidente guardião da Coroa, na época, descontentando-se entregou-a a Prelazia de Guajará-Mirim.

D. Francisco Xavier Rey, Bispo de Guajará -Mirim, foi o revitalizador da Festa, por volta do 1934/19 36.

Os festejos

Os festejos do Divino no Guaporé tem: o seu início a partir do momento em, que o Barco do Divino chega à localidade promotora da Festa do ano anterior, e o encarregado da Coroa recebe c Imperador do Divino da localidade, a Arca contendo a Coroa, a Bandeira, as Toalhas do altar e os livros de Ata. Isso ocorre após a quaresma, mais ou menos no período da Páscoa.

Tradicionalmente, a saída do barco dava-se no sábado de Aleluia. Hoje devido as inúmeras dificuldades que os peregrinos enfrentam, não há rigidez quanto a data de saída.

Após o encarregado da Coroa receber a arca, o Barco do Divino inicia sua peregrinação ao longo do rio Guaporé, por quarenta dias, até o final da Festa, colhendo óbolos entre os ribeirinho, 0 Final da Festa dá-se no dia de Pentecostes.

Antigamente, a Peregrinação era feita em barco movido a remos. hoje, os peregrinos utilizam um pequeno motor emprestado de algum membro da irmandade para movimentar a embarcação até perto da localidade, quando , então, o motor é desligado e os remeiros iniciam remadas' cadenciadas impulsionando o barco até o porto.

Ao aproximar-se de cada povoação, 0 Barco do Divino anuncia a sua chegada através de ronqueira (artefato confeccionado em madeira com um cano de ferro por onde é introduzido a pólvora), três buzinadas em chifres de bois, e mais próximos, os remeiros entoam cânticos de chegada e fazem a "meia Lua", em frente ao porto, que consiste em três voltas circulares com, o barco, antes de aportar. As remadas são cadenciadas e os romeiros espargem água para o alto entre uma remada e outra. 0 caxeiro, inicia o toque do tarol.

Á chegada do Barco do Divino, ocorre grande número de pessoas que extravasam sua fé, agradecendo as graças recebidas e pagando suas promessas.

Uns se prostram de joelhos, percorrendo dessa maneira a distância que separa o porto do local de "morada" da Coroa. Outros se introduzem no rio, com água até a altura dos ombros segurando velas acesas, rezando ou chorando, Todos eles acometidos de grande emoção.

0 Divino é saudado com foguetes, alegria, grande satisfação e demonstração de fé.

quando o barco aporta, o encarregado da Coroa sai do barco acompanhado dos foliões, do Mestre dos foliões (que entoam cânticos acompanhados de um violão), do encarregado da Bandeira e os demais tripulantes, são recebidos pelo Imperador e/ou Imperatriz do local. A Imperatriz recebe o Cetro de Prata, e o Imperador a Coroa, das mãos do em carregado da Coroa. A partir de então, os fiéis ajoelham-se e beijam a Bandeira, 0 Cetro e têm a Coroa posta em suas cabeças por breves instantes. É a bênção do Divino, que todos recebem contritamente As esmolas são, então colocadas na bandeja de prata que suporta a coroa.

0 Cortejo dirige-se para a igreja da localidade por breve período, seguindo depois para o local onde se dará a alvorada do Divino ou "velório?", (que acontece durante todos os dias em que a coroa ficar na povoação).

Esse costume é herança dos Portugueses e ainda é conservado em seus aspectos tradicionais. Ao Cair da noite, a Bandeira e a Coroa são recolhidos à casa onde são rezadas as novenas e entoados cânticos. 0 Santo não po de ficar sozinho durante a noite, é velado pelos fiéis e representantes da tripulação do barco.

Durante o dia, a Coroa e a Bandeira são levadas para a visitação às casas, coletando óbolos dos moradores.

Além da esmola, o dono oferece comidas e bebidas a todos do, cortejo. A Coroa só se retira da casa quando o dono autoriza. A dona da casa acompanha a Coroa até a casa vizinha, levando o Cetro, e a entrega à nova anfitriã da Coroa. Se a dona da casa não for casada no católico, não pode levar o Cetro, que nessas circunstâncias, será entregue a outra pessoa presente em sinal de grande apreço à pessoa escolhida. É considerada grande honraria receber a Coroa do Divino e carregar o Cetro da Imperatriz.

São oferecidas as mais variadas espécies de esmolas: dinheiro, bois, cavalos, galinhas, patos, carneiros etc...

Os animais são abatidos para servirem de alimentação à tripulação do barco, e, no final da festa, para alimentarem a todos que estiverem presentes. As esmolas em dinheiro são entregues ao pároco para que sejam utilizadas em beneficio da Igreja da localidade promotora da festa.

No dia do Divino Espírito Santo, final da festa, é feito o carregamento do Mastro da Bandeira por vários homens e mulheres, até em frente a Igreja, onde é hasteada. A Bandeira é pregada em um quadrado de madeira que por sua vez é colocada na ponteira do Mastro. Esse arranjo, possibilita que a Bandeira seja movimentada pelo vento, em várias direções. No dia seguinte, a Bandeira estará apontando na direção onde a festa deverá ocorrer no próximo ano. Depois do hasteamento da Bandeira, celebra-se o culto do Divino na igreja.

0 sorteio do Imperador e Imperatriz do DIVINO de Alferes da Bandeira, do Capitão do Mastro, dos Mordomos. das engomadeiras, da Secretária da Imperatriz e da localidade da Festa do Divino é feito no dia. seguinte. Findo o sorteio, o povo canta, como, bebe, saúda os eleitos e dança.

0 Capitão do Mastro, os mordomos, as engomadeiras e a secretária da imperatriz atuam apenas no dia final da festa.

A Festa do Divino Espírito Santo, no Vale do Guaporé, sobrevive, apesar de todas as dificuldades e contratempos. numa mostra fervor religioso e apego às mais caras tradições da região.

TRIPULAÇÃO DO BARCO DO DIVINO

REMEIROS: - São promesseiros ou foram sorteados no ano anterior; impulsionam o Barco com remadas cadenciadas, Usam lenços brancos amarrados na fronte.

FOLIÕES OU ALUNOS DO DIVINO: - Cantores de 08 a 14 anos, usam lenços brancos amarrados em volta da cabeça, amarrados em baixo dó maxilar inferior.

MESTRE: - Encarregado dos foliões, toca o violão.

CAIXEIRO: - Tocador de Tarol.

ARTILHEIRO OU RONQUEIRO: - Para disparar a salva de tiros.

ENCARREGADO DA COROA.

COMANDANTE GERAL: - o piloto do Barco e zela pela disciplina a bordo.

1 COZINHEIRO e 1 COPEIRO.

ALFERES DA BANDEIRA: - Encarregado da Bandeira do Divino. Atualmente a Irmandade do Divino admite aumentar o número dos remeiros para 14 ou 16,quando a embarcação usada permite, para que possam atender a grande procura por essa função, pelos promesseiros. Havendo muitos promesseiros para participarem da viagem no barco, eles são aceitos nas funções de 2º Copeiro e 2º Cozinheiro.

Os encarregados do. barco da Coroa e o Mestre dos Foliões, são escolhidos pelo Imperador da Festa. Os outros são sorteados ou aceitos por serem promesseiros.

SÍMBOLOS DA FESTA DO DIVINO

BANDEIRA DO DIVINO: - É de cor vermelha com a pomba do DiVino bordada em branco no centro. No último dia. Da FESTA é deixada no mastro ao relento, para apontar o local onde deverá ocorrer a próxima Festa, De acordo com a direção em que se encontrar no dia seguinte, será escolhido o local através de sorteio, colocando-se em uma urna os nomes das localidades que ficam na direção apontada pela bandeira.

Fonte: www.pakaas.net

Cuiabá

GEOGRAFIA

Cuiabá faz limite com os municípios de Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Jangada e Acorizal. É um entroncamento rodoviário-aéreo-fluvial e o centro geodésico da América do Sul, nas coordenadas 15°35'56",80 de latitude sul e 56°06'05",55 de longitude oeste[1]. Situado na atual praça Pascoal Moreira Cabral, foi determinado por Marechal Cândido Rondon, em 1909 (o correto ponto do centro geodésico já foi contestado, mas cálculos feitos pelo Exército Brasileiro confirmaram as coordenadas do marco calculadas por Rondon).

O município é cercado por três grandes ecossistemas: a amazônia, o cerrado e o pantanal; está próximo da Chapada dos Guimarães e ainda é considerado a porta de entrada da floresta amazônica. A vegetação predominante no município é o cerrado, desde suas variantes mais arbustivas até as matas mais densas à beira dos cursos d'água.

Cuiabá é abastecida pelo rio Cuiabá, afluente do Rio Paraguai e limite entre a capital e Várzea Grande. O município se encontra no divisor de águas das bacias Amazônica e Platina e é banhado também pelos rios Coxipó-Açu, Pari, Mutuca, Claro, Coxipó, Aricá, Manso, São Lourenço, das Mortes, Cumbuca, Suspiro, Coluene, Jangada, Casca, Cachoeirinha e Aricazinho, além de córregos e ribeirões.

O clima é tropical quente e sub-úmido. As chuvas se concentram de setembro à abril, enquanto que no resto do ano as massas de ar seco sobre o centro do Brasil inibem as formações chuvosas. Nesses meses são comuns a chegada de frentes frias vindas do sul do país, deixando o clima mais ameno e úmido. Quando essas frentes se dissipam, o calor, associado à fumaça produzida pelas constantes queimadas nessa época, faz a umidade relativa do ar cair a níveis baixos, às vezes abaixo dos 15%, aumentando os casos de doenças respiratórias. A precipitação média anual de 1.469,4 mm, com intensidade máxima em janeiro, fevereiro e março. A temperatura máxima média chega a 34,1ºC, mas as máximas absolutas chegam a mais de 40ºC. A mínima média em julho, o mês mais frio, é de 16,7ºC.

O quadro geomorfológico do município é, em grande parte, representado pelo Planalto da Casca e pela Depressão Cuiabana. Predominam os relevos de baixa amplitude com altitudes que variam de 146 a 250 metros na área da própria cidade

[1] MATO GROSSO. Assembléia Legislativa. Instituto Memória. Centro geodésico da América do Sul. Disponível em http://www.al.mt.gov.br/memoria/arquivo/centro_geodesico.asp . Acesso em 27 de outubro de 2006

[2] Médias calculadas com base em dados de 1970 a 2002 do 9º Distrito de Meteorogia. Fonte: Universidade Federal de Mato Grosso. Departamento. de Geografia. Laboratório de Climatologia. Citado por: CUIABÁ, 2004,

Cuiabá

Cuiabá é a capital do Estado brasileiro de Mato Grosso. O município está situado às margens do rio de mesmo nome e forma uma conurbação com o município de Várzea Grande. A população de Cuiabá é de 542.861 habitantes (estimativa do IBGE para 1 de julho de 2006), enquanto que a população da conurbação chega a quase 800 mil habitantes. Fundada em 1719, ficou praticamente estagnada desde o fim das jazidas de ouro até o início do século XX. Desde então, apresentou um crescimento populacional acima da média nacional, atingindo seu auge nas décadas de 1970 e 1980.

Na década de 90, o crescimento diminuiu, acompanhando a queda que ocorreu na maior parte do país. Porém teve uma aceleração considerável a partir da virada do século. Hoje, além das funções político-administrativas, é o pólo industrial, comercial e de serviços do estado. É conhecida como "cidade verde", por causa da grande arborização.

ORIGEM DO NOME

Há várias versões para a origem do nome "Cuiabá". Uma delas diz que o nome tem origem na palavra Bororo ikuiapá, que significa "lugar da ikuia" (ikuia: flecha-arpão, flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava; pá: lugar). O nome designa uma localidade onde os bororo costumavam caçar e pescar com essa flecha, no córrego da Prainha, afluente da esquerda do rio Cuiabá. Outra explicação possível é a de que Cuiabá seria uma aglutinação de kyyaverá (que em guarani significa "rio da lontra brilhante") em cuyaverá, depois cuiavá e finalmente cuiabá.

Uma terceira hipótese diz que a origem da palavra está no fato de existirem árvores produtoras de cuia à beira do rio, e que "Cuiabá" seria "rio criador de vasilha" (cuia: vasilha e abá: criador). Há ainda outras versões menos embasadas historicamente, que mais se aproximam de lenda do que de fatos. O certo é que até hoje não se sabe com certeza a origem do nome.

BREVE HISTÓRIA

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica cidade datam de entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo. Em 1718, chega ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral sobe pelo Coxipó, onde trava uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltam e, no caminho, encontram ouro. Deixam, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo. Em 8 de abril de 1719, Pascoal assina a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalha e a imigração para a região torna-se intensa.

Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobrem às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas torna-se grande e até a população da Forquilha muda-se para perto desse novo achado. Em 1723, já está erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica. Já em 1726, chega o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Estado português na cobrança de imposto. Em 1º de janeiro de 1727, Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Tem-se muito confundido a fundação do arraial da Forquilha por questões ideológicas. Estudos historiográficos há muito já traçam a diferença entre uma e outra fundação, alegando-se que 1° de janeiro seria a data de elevação do arraial da Forquilha à categoria de vila, o que é um dissenso, pois não se pode fundar uma cidade num lugar que só viria a ser descoberto anos depois. Porém, a data de 8 de abril se firmou enquanto data da cidade, desejosa de ser a primeira do oeste brasileiro. Logo, contudo, as lavras mostraram-se menores que o esperado, o que acarretou um abandono de parte da população.

Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital do estado em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para a cidade não é suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso é invadido. Várias cidades são atacadas, mas as batalhas não chegam à capital. A maior baixa se dá com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios a cidade de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morre infectada.

Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que a cidade se desenvolve ecomomicamente. A economia esteve nesse período baseada na cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e a cidade volta a ficar estagnada, desta vez até 1930. A partir dessa data, o isolamento é quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. O boom no crescimento se dá depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país.

Nas décadas de 1970 e 1980, a cidade cresce muito, mas os serviços e a infra-estrutura não se expandem com a mesma rapidez. O agronegócio se expande pelo estado e a cidade começa a se modernizar e se industrializar. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminui e o turismo começa a ser visto como fonte de renda. Com quase 530 mil habitantes, a cidade convive com o trânsito tumultuado, a violência crescente, a falta de saneamento básico e a desigualdade social.

Fonte: www.cuiabaemfoco.zip.net

Cuiabá

Região Metropolitana

HISTÓRIA DA CIDADE

Muito diferente dos idos anos de 1719, quando Pascoal Moreira Cabral desbravava os rios e matas, e quando o ouro era produto que mais facilmente se obtinha, Cuiabá hoje é uma metrópole que completa 287 anos de transformação, numa verdadeira metamorfose que atingiu toda e qualquer peça da chamada Capital Verde de Mato Grosso.

Fundada em 8 de abril de 1719 pelos bandeirantes Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil, às margens do córrego da Prainha, devido a descoberta de ouro, mais tarde denominadas “Lavras do Sutil”, a maior fonte de ouro que se teria achado no Brasil até então, Cuiabá só foi elevada a cidade em 17 de setembro de 1818, através de carta régia assinada por D. João VI. Só em agosto de 1835 se tornou Capital da província com a Lei nº 19, assinada por Antonio Pedro de Alencastro, à época, com cerca de 7 mil habitantes.

Foi em 1909 que Cuiabá teve seu reconhecimento como Centro Geodésico da América do Sul. Em meados do Século XIX, já estando unidas a parte principal e a portuária da cidade, a população já atingia quase 10 mil habitantes. Na segunda metade do século XIX, com o fim da Guerra do Paraguai e a livre negociação, a cidade ganha força com obras de infra-estrutura e equipamentos urbanos. Como polo avançado no interior brasileiro, centraliza uma região que passa a ter expressiva produção agroindustrial acuçareira e intensa produção extrativa, em especial de poaia e de seringa. No século XX, a ligação rodoviária com São Paulo e Goiás e a aviação comercial, a partir de 1940, trouxeram o desenvolvimento da Capital.

O grande marco de crescimento, no entanto, têm início na década de 70, quando o Governo Federal inicia um programa de povoamento do interior do País, oferecendo vantagens para os interessados. Em cinco anos, de 1970 a 1975, a população passou de 83 mil para 127 mil pessoas. Hoje, de acordo com o censo do IBGE, publicado em 2004, a Capital de Mato Grosso tem 524 mil habitantes. Localizada a uma altitude de 165 metros, a Capital possui uma área de 3.984,9 km2, com um clima tropical umido no verão (dezembro a fevereiro) e seco no inverno (junho a agosto).

A temperatura máxima, nos dias mais quentes, fica em torno de 45ºC. A mínima varia entre 12 e 14ºC. O município divide águas das Bacias Amazônica e Platina. Entre os principais rios dessas redes hidrográficas estão o Cuiabá e o das Mortes. O rio Cuiabá, que corta a cidade, divide dois municípios: Cuiabá e Várzea Grande. A Capital mato-grossense limita-se ao Norte com Rosário Oeste, a Noroeste com Acorizal, a Sodoeste com Várzea Grande, ao Sul com Santo Antonio do Leverger, a Leste com Campo Verde e a Noroeste com Chapada dos Guimarães.

A economia da Capital hoje está centralizada no comércio e na indústria. No comércio, a representatividade é varejista, constituída por casas de gêneros alimentícios, vestuário, eletrodomésticos, de objetos e artigos diversos. O setor industrial é representado, basicamente, pela agroindústria, com um distrito industrial que dispõe de infra-estrutura necessária, a Capital vem atraindo empresários de várias regiões do País.

Com 286 anos, Cuiabá se prepara para viver outro grande surto de crescimento, com a implantação de vários mega-projetos, entre eles, a ligação ferroviária com o Porto de Santos, a conclusão e pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a BR-163, a saída rodoviária para o Oceano Pacífico, a hidrovia do Paraguai, a Usina de Manso, a Termoelétrica e o Gasoduto.

CARACTERÍSTICAS

Perfil Turístico

Cravada no Centro Geodésico da América do Sul, Cuiabá é o portão de entrada para quem busca lazer e negócios em Mato Grosso. Cidade histórica, dispõe de excelentes hotéis e centros de convenções de porte internacional.

Shoppings e praças arborizadas sugerem compras e passeios que convergem a ótimos restaurantes e deliciosos pratos da cozinha regional, nacional e internacional.

O melhor da cultura, do artesanato e da gastronomia mato-grossense encontrá-se em Cuiabá. O Mercado do Peixe transformou-se em Museu do Rio, o antigo Arsenal de Guerra é hoje Sesc Arsenal, um centro cultural com salas de artes, teatro, cinema e bar. Há ainda o Aquário Municipal, a Casa do Artesão, o Palácio da Instrução, bibliotecas, museus e galerias de arte.

Cuiabá é, enfim, a síntese da emoção que o visitante vai experimentar ao conhecer as rotas turísticas que Mato Grosso oferece passando por Amazônia, Cerrado, Araguaia e Pantanal.

Gastronomia Típica

Peixes: Pacú, Pintado, Chácara, Dourado, simplesmente fritos ou envolvidos em farinha de mandioca e fritos.

Maria Isabel - Carne seca com arroz.

Carne seca com Moranga - Carne seca, servida com moranga (especie de abóbora) e arroz branco.

Carne assada com frutas - Servida com farinha de mandioca e bananas.

Farofa de Banana - Farinha de mandioca tostada na manteiga ou no óleo de oliva, misturada com pedaços de banana.

Clima

Tropical úmido

Fonte: www.ferias.tur.br

Cuiabá

História da Cidade

Sobre a origem do nome do Município, diz Carlos Drumond concordar com os jesuitas, quando admitem ser o topônimo oriundo do tupi. Segundo ele, Cuiabá derivar-se-ia de Icúia, espécie de flecha para pesca, feita de cana brava e pá, partícula locativa: lugar, pouso. Icuiapá designaria, por conseguinte, lugar onde se faz alguma coisa.

O profundo conhecimento da língua indígena dá ao Padre Albisetti, a certeza de ser este o significado de Cuiabá: lugar em que os bororós costumavam pescar com a icúia.

A fundação da cidade é uma conseqüência do arrojo dos bandeirantes paulistas que, empenhados a principio na captura de índios para os trabalhos da lavoura, e atraídos depois pelas minas de ouro e diamantes, vieram a desbravar os sertões brasileiros.

É incerto o nome do primeiro chefe bandeirante que visitou o Estado.

Consta, no entanto, ter sido o valente Manoel Corrêa, seguido de outros não menos ousados, como Antônio Pires de Campos e Pascoal Moreira Cabral.

Segundo José Barbosa de Sá, na Relação das Povoações de Cuiabá e Mato Grosso, foi Antônio Pires de Campos o primeiro a alcançar a chapada cuiabana.

Coube, porém, a Pascoal Moreira Cabral, imprimir novo rumo ao nomadismo bandeirante, quando, partindo de Araritaguaba, em 1716, teve conhecimento, através de Antônio Pires de Campos, da existência de aldeamentos de índios coxiponés.

Arribou até o afluente do Cuiabá, a que denominavam Coxipó, em cujo leito descobriu, por acaso, o ouro, em meio aos cascalhos. Repentinamente transformou-se o "modus vivendi" dos bandeirantes, que não mais andariam exclusivamente à caça de silvícolas.

Mais tarde abandonaram o arraial, em que de início se estabeleceram, surgindo o da "Forquilha", com a sua primeira igreja, sob a invocação de Nossa Senhora da Penha de França. Celebrou a primeira missa o Padre Jerônimo Botelho.

Nesse local, a 8 de abril de 1719, convocados os homens de bem, lavrou-se o têrmo de fundação do arraial, sendo Pascoal Moreira Cabral nomeado guarda-mor regente. Seguiu, na ocasião, para São Paulo, o Capitão Antônio Antunes Maciel, incumbido de levar as amostras do ouro encontrado ao Governador da Capitania, D. Pedro de Almeida Portugal.

A brandura com que se houve o capitão-mor das minas, na arrecadação dos dízimos devidos à Coroa Portuguesa, motivou sua substituição pelo antigo Capitão-mor de Sorocaba, Fernando Dias Falcão.

A mudança de Cuiabá para o sítio atual se deve ao sorocabano Miguel Sutil de Oliveira, João Francisco Barbado e seus companheiros, que chegaram até à embocadura do córrego "Prainha" onde, guiados pelos aborígines, encontraram maior abundância do precioso metal. Estabeleceram-se nas fraldas da elevação de Nossa Senhora do Rosário, na "lavra do Sutil", hoje Cuiabá, atraindo os moradores da antiga povoação.

O afluxo de gente a esse novo Eldorado foi extraordinário e, apesar das dificuldades de comunicações, espantoso o seu desenvolvimento. Tanto que, em 1.° de janeiro de 1726, o Capitão-General de São Paulo, Rodrigo Cesar de Menezes, mandou erigir em vila o povoado, sob a invocação de Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Difícil se tornava à Capitania de São Paulo a administração dos distritos de Cuiabá e Mato Grosso, que foram por fim desanexados, por Alvará de 9 de maio de 1748, por força do qual se criava a Capitania de Mato Grosso e Cuiabá. Foi seu primeiro governador D.Antônio Rolim de Moura Tavares, que ali aportou em 1751, com a recomendação de transferir para Mato Grosso a sede do governo. Mais tarde, em 19 de março de 1752, foi erigida em capital a recém-fundada Vila Bela da Santíssima Trindade.

Dada a sua posição geográfica central, Cuiabá conservou sua hegemonia, apesar de destituída dos foros de capital. Elevada à categoria de cidade, em 17 de setembro de 1818, passou a Capital em 1825, porém, só em 19 de agôsto de 1835 foi confirmada a predominância política que historicamente lhe cabia. A sobrevivência de Cuiabá é verdadeiro milagre de resistência e combatividade do seu povo contra todos os fatores adversos que a empolgaram, até o advento da sua atual transformação em metrópole progressista.

Sua evolução sócio-econômica foi tolhida durante mais de um século por agitações internas e dificuldades de toda a espécie, das quais a menor era a distância que a separava da capital do País. O problema de comunicação só foi solucionado em 1857, com a chegada do primeiro navio a vapor, sob o comando de Antônio Cláudio Soído.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

O distrito foi criado por Provisão régia de 1722. O Município em 1726, com a denominação de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, verificando-se a instalação em 1.° de janeiro do ano seguinte.

A sede municipal recebeu foros de cidade por Carta de Lei de 17 de setembro de 1818. Foi declarada Capital da Província de Mato Grosso por Alvará de 1820 e pela Lei provisional n.° 19, de 28 de agosto de 1835.

Em 1911, 6 distritos integravam o Município: Sé, São Gonçalo, Chapada, Várzea Grande, Guia e Brotas. Na divisão administrativa de 1933 aparecem os mesmos distritos e mais os de Aldeia, Coronel Ponce, Passagem da Conceição e Rondonópolis.

Em 1936/37, compunha-se dos distritos de Cuiabá, São Gonçalo, Várzea Grande, Aldeia, Brotas, Chapada, Coronel Ponce, Guia, Passagem da Conceição, Rondonópolis, Coxipó da Ponte e Poxoréo (ex-Poxoreu), aos quais se acrescentou, em 1937, o de Serra da Jibóia.

Dados Gerais

Limites

A capital mato-grossense limita-se ao norte com Rosário Oeste, a noroeste com Acorizal, a sudoeste com Várzea Grande ao sul com Santo Antônio do Leverger, a leste com Campo Verde e a nordeste com Chapada dos Guimarães.

Clima / Temperatura

Tropical quente e sub-úmido. Precipitação média anual de 1.750 mm, com intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro.

A temperatura máxima, nos meses mais quentes, fica em torno de 43oC. A mínima varia entre 12 e 14ºC.

Hidrografia

O município divide águas das Bacias Amazônica e Platina. Entre os principais rios dessas redes hidrográficas estão o Cuiabá e o das Mortes. O rio Cuiabá, que corta a cidade, divide dois municípios: Cuiabá e Várzea Grande.

O município é banhado também pelos rios Coxipó-Açu,Pari,Mutuca, Claro, Coxipó, Aricá, Manso, das Mortes, São Lourenço, Cumbuca, Suspiro, Culuene, Jangada, Casca, Cachoeirinha e Aricazinho, além de córregos e ribeirões.

Hino

Letra:
Esequiel Siqueira e Luis Cândido da Silva

Cuiabá, és nosso encanto
Teu céu da fé tem a cor
Da aurora o lindo rubor;
Tens estelífero manto.

Coro
És do Senhor Bom Jesus;
Do Estado, a Cidade-luz;
És, enfim, nosso tesouro.

Recendes qual um rosal,
Enterneces corações,
Ergues a Deus orações,
Para venceres o mal.

Tens beleza sem rival
Cultuas sempre o valor
Do bravo descobridor
Pascoal Moreira Cabral

Bandeira

Bandeira de Cuiabá

Brasão

Brasão de Cuiabá

Atrações Turísticas

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães

Criado em 1989, o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, patrimônio natural brasileiro, com uma área de 33 mil hectares, com o objetivo de proteger essas paisagens naturais maravilhosas, sítios arqueológicos e ecossistemas de grande interesse científico.

Em função da posição estratégica de Chapada dos Guimarães, muito próximo ao Centro Geodésico da América do Sul, com altitudes elevadas, abriga uma central do Projeto SINDACTA, Sistema de Defesa Aérea do Ministério da Aeronáutica para o controle dos vôos militares.

Avenida do CPA

Avenida do CPA

Uma avenida de grandes dimensões, a principal da Cidade Verde, onde estão localizados edifícios comerciais e residenciais de alto padrão.

Centro Geodésico da América do Sul

Centro Geodésico da América do Sul

Demarcado pela Comissão Rondon , em 1909 , o centro geodésico da América do Sul fica no antigo campo do Ourique - hoje a praça Moreira Cabral, onde também fica a Assembléia Legislativa de Mato Grosso. O local já foi uma praça de enforcamento de condenados e também um campo de touradas!!!

Palácio Alencastro

Palácio Alencastro

Sede da Prefeitura Municipal de Cuiabá , o Palácio Alencastro situa-se na praça de mesmo nome, bem ao lado da Catedral Metropolitana. O prédio, de linhas modernas, foi construído na década de 60.

Palácio Paiaguás

É a Sede do Governo do Estado e situa-se Centro Político e Administrativo (CPA). Foi inaugurado em 1975.

Rua 13 de Junho

Paralela a Avenida Prainha, é uma das movimentadas avenidas de Cuiabá, principalmente em horário comercial.

Turismo Local

Cuiabá

Este é o portão mágico para novas e emocionantes descobertas.

Cuiabá, Centro Geodésico da América do Sul, ao lado de Várzea Grande, é a passagem para o maravilhoso santuário ecológico do Pantanal, a fascinante Chapada dos Guimarães , os surpreendentes e instigantes Vales do Araguaia, do Guaporé e Nortão de Mato Grosso.

Como centro do Centro Oeste Brasileiro e corredor de acesso rodoviário para a região Norte do Brasil, proporciona encantamento através da sua gente receptiva, sua culinária, artesanato e um pouco da história de "desbravamento" do interior do Brasil.

Arsenal de Guerra - SESC Arsenal

Arsenal de Guerra

oi criado em 1818, por ordem de Dom João IV. Foi construído para ser " um estabelecimento militar para conserto e fabricação de armas ", conforme definiu a carta-régia. Hoje encontra-se restaurado como um centro cultural.

Casa do Artesão

Situada na Rua 13 de Junho, no bairro do Porto, a Casa do Artesão tem uma bela amostra da cultura mato-grossense . Há um Museu do Artesanato com exposição permanente de peças caboclas e indígena. O turista pode comprar souvenirs.

Catedral Metropolitana

Catedral Metropolitana

Inaugurada em 1973, a atual catedral foi construída sobre os escombros da antiga , uma jóia do período colonial que foi demolida num episódio até hoje não esclarecido. De qualquer forma, sua arquitetura moderna tem admiradores. É a sede da tradicional festa do Senhor Divino, que acontece de Maio a Junho.

Centro Histórico

Centro Histórico

Fundada em 1719 , com a descoberta de ouro em abundância, Cuiabá transformou-se na maior cidade do Brasil em menos de duas décadas. Mas, passada a corrida do ouro, a verde capital do velho oeste brasileiro teve que resistir a longos anos de solidão nesses sertões.

Rua do meio, de baixo, beco do candieiro... Cuiabá guarda em suas ruelas muitas relíquias do período colonial.

Como já disse o poeta João do Rio, são " ruas tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira ." Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Igreja de N. S. do Rosario e Capela São Benedito

Capela São Benedito


Construída em 1722 em estilo barroco. O altar mor é em talha dourada, estilo rococó. É a mais antiga igreja de Cuiabá que guarda suas características originais. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É local da tradicional festa de São Benedito que acontece sempre no mês de Julho.

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Localizada no centro da cidade.

Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho

Localizada no Morro do Seminário, teve sua construção iniciada em 1720 pelas mãos do Frei Ambrósio Daylé, que deu ao projeto o estilo arquitetônico frncês da Notre Dame de Paris e, por isso, é conhecida como a "Notre Dame Cuiabana".

Inaugurada em 1919, a igreja ainda está inacabada. Ao lado da Igreja, está o Museu de Arte Sacra, antigo Seminário da Conceição. Expõe peças da antiga catedral de Cuiabá e alguns pertences de Dom Aquino Corrêa, célebre religioso que pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

Hino de Cuiabá

Letra: Prof. Esequiel P. R. Siqueira
Música: Luiz Cândido da Silva

Cuiabá, és nosso encanto
Tem céu da fé tem a cor
Da aurora o lindo rubor
Tens estelifero manto.

(Estribilho:)
Cuiabá, és rica de ouro;
És do Senhor Bom Jesus;
Do Estado, a Cidade-luz;
És, enfim, nosso tesouro.

Recendes qual um rosai,
Enterneces corações
Ergues a Deus orações
Para venceres o mal.

Tens beleza sem rival,
Cultuas sempre o valor
Do bravo descobridor
Pascoal Moreira Cabral.

Fonte: www.camaracba.gov.br

Cuiabá

Cuiabá é um município brasileiro e a capital do estado brasileiro do Mato Grosso. O município está situado às margens do rio de mesmo nome, na sua margem esquerda, e forma uma conurbação com o município de Várzea Grande. Segundo a estimativa realizada para 2009 pelo IBGE, a população de Cuiabá é de 550.562 habitantes, enquanto que a população da conurbação ultrapassa os 1.678.241 mil habitantes. Já a sua região metropolitana possui 1.815.392 habitantes.

Fundada em 1719, ficou praticamente estagnada desde o fim das jazidas de ouro até o início do século XX. Desde então, apresentou um crescimento populacional acima da média nacional, atingindo seu auge nas décadas de 1970 e 1980.

Nos últimos 15 anos, o crescimento diminuiu, acompanhando a queda que ocorreu na maior parte do país. Hoje, além das funções político-administrativas, é o pólo industrial, comercial e de serviços do estado. É conhecida como "cidade verde", por causa da grande arborização.

Cuiabá

Etimologia

Há várias versões para a origem do nome "Cuiabá". Uma delas diz que o nome tem origem na palavra Bororo ikuiapá, que significa "lugar da ikuia" (ikuia: flecha-arpão, flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava; pá: lugar). O nome designa uma localidade onde os bororos costumavam caçar e pescar com essa flecha, no córrego da Prainha, afluente da esquerda do rio Cuiabá. Outra explicação possível é a de que Cuiabá seria uma aglutinação de kyyaverá (que em guarani significa "rio da lontra brilhante") em cuyaverá, depois cuiavá e finalmente cuiabá.

Uma terceira hipótese diz que a origem da palavra está no fato de existirem árvores produtoras de cuia à beira do rio, e que "Cuiabá" seria "rio criador de vasilha" (cuia: vasilha e abá: criador). Martius traduz o vocábulo como "fabricante ou fazedor de cuias". Teodoro Sampaio interpreta, duvidando da origem tupi, como "homem da farinha", o farinheiro. De cuy: farinha e abá: homem. Há ainda outras versões menos embasadas historicamente, que mais se aproximam de lenda do que de fatos. O certo é que até hoje não se sabe com certeza a origem do nome.

História

Cuiabá

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica cidade datam de entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo.

Em 1718, chega ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral sobe pelo Coxipó, onde trava uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltam e, no caminho, encontram ouro. Deixam, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo.

Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta, em plena selva, em 1719, comandante da região de Cuiabá.

Em 8 de abril de 1719, Pascoal assina a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalha e a imigração para a região torna-se intensa.

Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobrem às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas torna-se grande e até a população da Forquilha muda-se para perto desse novo achado. Em 1723, já está erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica.

Já em 1726, chega o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Estado português na cobrança de imposto. Em 1º de janeiro de 1727, Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Tem-se muito confundido a fundação do arraial da Forquilha por questões ideológicas. Estudos historiográficos há muito já traçam a diferença entre uma e outra fundação, alegando-se que 1° de janeiro seria a data de elevação do arraial da Forquilha à categoria de vila, o que é um dissenso, pois não se pode fundar um município num lugar que só viria a ser descoberto anos depois. Porém, a data de 8 de abril se firmou enquanto data do município, desejosa de ser a primeira do oeste brasileiro. Logo, contudo, as lavras mostraram-se menores que o esperado, o que acarretou um abandono de parte da população.

Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não é suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso é invadido. Várias cidades são atacadas, mas as batalhas não chegam à capital. A maior baixa se dá com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morre infectada.

Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolve economicamente. A economia esteve nesse período baseada na cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e o município volta a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir dessa data, o isolamento é quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento se dá depois da década de 1950, com a transferência de Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país.

Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresce muito, mas os serviços e a infra-estrutura não se expandem com a mesma rapidez. O agronegócio se expande pelo estado e o município começa a se modernizar e se industrializar. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminui e o turismo começa a ser visto como fonte de renda. Com quase 530 mil habitantes, o município convive com o trânsito tumultuado, a violência crescente, a falta de saneamento básico e a desigualdade social.

Símbolos

Brasão de Cuiabá

O Brasão foi oficializado pela Lei N.º 592, de 13 de Setembro de 1961, assinada pelo prefeito Aecim Tocantins, a partir do original, criado em Lisboa quando da sua fundação em 1º de janeiro de 1727. Segue inscrição extraída da Ata de Fundação do município: "declarou que sejam as Armas, de que usasse, um escudo dentro com campo verde e nele um morro ou monte todo salpicado com folhetos e granetos de ouro; e, por timbre, em cima do escudo, uma fênix…".

Bandeira de Cuiabá

A Bandeira foi criada pelo Sr. Nilton Benedito de Santana, que contou com o apoio do jornalista Pedro Rocha Jucá, e oficializada pelo prefeito José Villanova Torres, através do Decreto nº 241, de 29 de Dezembro de 1972, que diz no Artigo 1º: "Fica oficializada a Bandeira Municipal de Cuiabá, com as seguintes características: a- um retângulo verde e branco; b- em primeiro plano, com as bordaduras ou círculo na cor amarelo ouro, com a inscrição em letras vermelhas: "VILA REAL DO BOM JESUS DE CUIABÁ - 1719". c- no centro o marco estereotipado na cor verde, representando o centro geográfico da América do Sul: logo abaixo, geometricamente triangulado, os vértices do marco representando um monte de ouro, símbolo da riqueza mineral de Cuiabá".

O Hino foi oficializado pela Lei N.º 633, de 10 de Abril de 1962. O seu artigo segundo, que nem sempre é cumprido, diz: "Será obrigatório em todas as solenidades da Prefeitura Municipal que houver participação musical, quando o encerramento se der com o toque do Hino de Cuiabá".

Geografia

Cuiabá faz limite com os municípios de Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Jangada e Acorizal. É um entroncamento rodoviário-aéreo-fluvial e o centro geodésico da América do Sul, nas coordenadas 15°35'56",80 de latitude sul e 56°06'05",55 de longitude oeste. Situado na atual praça Pascoal Moreira Cabral, foi determinado por Marechal Cândido Rondon, em 1909 (o correto ponto do centro geodésico já foi contestado, mas cálculos feitos pelo Exército Brasileiro confirmaram as coordenadas do marco calculadas por Rondon).

O município é cercado por três grandes ecossistemas: a amazônia, o cerrado e o pantanal; está próximo da Chapada dos Guimarães e ainda é considerado a porta de entrada da floresta amazônica. A vegetação predominante no município é o cerrado, desde suas variantes mais arbustivas até as matas mais densas à beira dos cursos d'água.

Cuiabá é abastecida pelo rio Cuiabá, afluente do Rio Paraguai e limite entre a capital e Várzea Grande. O município se encontra no divisor de águas das bacias Amazônica e Platina e é banhado também pelos rios Coxipó-Açu, Pari, Mutuca, Claro, Coxipó, Aricá, Manso, São Lourenço, das Mortes, Cumbuca, Suspiro, Coluene, Jangada, Casca, Cachoeirinha e Aricazinho, além de córregos e ribeirões.
Avenida do CPA.

O clima é tropical quente e úmido. As chuvas se concentram de setembro à abril, enquanto que no resto do ano as massas de ar seco sobre o centro do Brasil inibem as formações chuvosas. Nesses meses são comuns a chegada de frentes frias vindas do sul do país, deixando o clima Frio e úmido. Quando essas frentes se dissipam, o calor, associado à fumaça produzida pelas constantes queimadas nessa época, faz a umidade relativa do ar cair a níveis baixos, às vezes abaixo dos 15%, aumentando os casos de doenças respiratórias.

A precipitação média anual de 1.469,4 mm, com intensidade máxima em janeiro, fevereiro e março. A temperatura máxima média chega a 34,1°C, mas as máximas absolutas chegam a mais de 40°C. A mínima média em julho, o mês mais frio, é de 16,0°C. E segundo o INMET(1961-1990) a menor temperatura registrada foi de 3,3°C em 18 de julho de 1975 e a maior de 42,1°C em 16 de outubro de 2008.

O quadro geomorfológico do município é, em grande parte, representado pelo Planalto da Casca e pela Depressão Cuiabana. Predominam os relevos de baixa amplitude com altitudes que variam de 146 a 250 metros na área da própria cidade.

Turismo

Cuiabá Turismo

Cuiabá tem vários atrativos turísticos por estar situada em uma região de variadas paisagens naturais, como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal, e por ser um município muito antigo, com um patrimônio histórico importante. O turismo de eventos também é crescente no município.

A arquitetura da área urbana inicial de Cuiabá, como em outras cidades históricas brasileiras, é tipicamente colonial,[13] com modificações e adaptações a outros estilos (como o neoclássico e o eclético) com o tempo. Ela foi bem preservada até meados do século XX, mas, depois dessa época, o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico afetaram o patrimônio arquitetônico e paisagístico do centro histórico. Vários prédios foram demolidos, entre eles a antiga igreja matriz, demolida em 1968 para dar lugar à atual.

Somente na década de 1980 ações para a preservação desse patrimônio foram tomadas. Em 1987, o centro foi tombado provisoriamente como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN e, em 1992, esse tombamento foi homologado pelo Ministério da Cultura do Brasil. Desde então vários prédios foram restaurados, entre os quais estão as Igrejas do Rosário e São Benedito, do Bom Despacho e do Nosso Senhor dos Passos, o Palácio da Instrução (hoje museu histórico e biblioteca), o antigo Arsenal da Guerra (hoje centro cultural mantido pelo SESC), o mercado de peixes (atualmente Museu do Rio Cuiabá) e um sobrado onde hoje funciona o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (o MISC). A área tombada pelo IPHAN é a que mais preserva as feições originais. As antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima (hoje, respectivamente, as ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino) e suas travessas ainda mantém bem preservadas as características arquitetônicas das casas e sobrados.

Além dos locais já citados, há vários outros para se visitar, como o zoológico, o Museu Rondon (com artefatos indígenas) e o Museu de Arte e Cultura Popular, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, o obelisco e o marco do centro geodésico da América do Sul, a atual Catedral Metropolitana, a Igreja de São Gonçalo no bairro do Porto, a Mesquita de Cuiabá, os parques Mãe Bonifácia, Massairo Okamura, Zé Bolo Flô e o Parque Urbano da Vila Militar, com áreas para exercícios físicos e pistas de caminhada e ciclismo, o Horto Florestal, na confluência do rio Cuiabá com o Coxipó e o Estádio José Fragelli, conhecido como Verdão.

É possível também visitar as comunidades ribeirinhas, onde se pode conhecer o modo de vida da população local e os artesanatos fabricados por eles, e os rios e baías frequentados para banho e pesca.

Cultura

Boa parte das tradições cuiabanas se deveu, em parte, ao isolamento sofrido pelo município com a decadência econômica.[14] Outro fator que explica parte das características das manifestações culturais é o convívio de várias culturas desde a fundação de Cuiabá, como os índios que ali viviam, os bandeirantes paulistas e os negros levados para lá como escravos.[15] Todos esses fatores se refletem na gastronomia, nas danças, no modo de falar e nos artesanatos.

Ainda hoje permanecem traços característicos da culinária tradicional, cuja base são os peixes, pescados nos rios da região (pacu, pintado, caxara, dourado e outros) e consumidos de várias maneiras, acompanhados de farinha de mandioca, abóbora e banana, em pratos como a maria isabel, a farofa de banana e o pirão. Talvez o mais típico prato local seja a mujica, prato à base de peixe.

São também típicas de Mato Grosso e comuns em Cuiabá várias danças, como o cururu cuiabano e o siriri, dançadas principalmente nas festas religiosas (como as de São Benedito, de São Gonçalo e do Divino Espírito Santo), bem como o rasqueado cuiabano, dançado nos bailes e festas.

Bibliografia

CONTE, Cláudio Quoos; FREIRE, Marcus Vinícius De Lamônica. Centro histórico de Cuiabá, patrimônio do Brasil. Cuiabá: Entrelinhas, 2005. ISBN 85-87226-25-8

CUIABÁ. Prefeitura. Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano. Perfil socioeconômico de Cuiabá. Cuiabá: IPDU, AS&M, Central do Texto, 2004. Vol. 2

FREIRE, Júlio De Lamônica. Por uma poética popular da arquitetura. Cuiabá: EdUFMT, 1997. ISBN 85-327-0055-1

JUCÁ, Pedro Rocha. Os Símbolos Oficiais de Cuiabá. Cuiabá: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – Secretaria Municipal de Educação, 1990.

MATO GROSSO. SEPLAN. Anuário estatístico de Mato Grosso - 2003. Cuiabá: SEPLAN-MT, Central de Texto, 2004. ISBN 85-88696-23-1, ISSN 01003429.

PIAIA, Ivane Inêz. Geografia de Mato Grosso. 3.ed. rev. e ampl. Cuiabá: EdUNIC, 2003 ISBN 85-86914-11-8

PÓVOAS, Lenine C. Sobrados e casas senhoriais de Cuiabá. Cuiabá: Fundação Cultural de Mato Grosso, 1980.

SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: da ancestralidade aos dias atuais. Cuiabá: Entrelinhas, 2002. ISBN 85-87226-14-2

Fonte: www.pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal