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Insulina

 

A substância mais importante no controle da glicemia é a insulina.

Trata-se de um de um hormônio produzido por células especiais no pâncreas. Quando hidratos de carbono são ingeridos e absorvidos, a glicemia aumenta; neste momento, células produtoras de insulina liberam este hormônio para a corrente sanguínea. Esta liberação reduz a glicemia, dirigindo a glicose do sangue para o fígado, músculos e tecido adiposo, a fim se ser usada mais tarde na produção de energia. Quando há insuficiente insulina tal processo não ocorre, levando-se glicemia a níveis excessivamente altos.

O Valor normal de glicemia se situa, em jejum, entre 80 e 120 mg por 100 ml de sangue - podendo variar um pouco dependendo do método de determinação utilizado. Quando a glicemia ultrapassa 180 mg/100 ml, aparece glicose na urina (glicosúria). Quando a glicemia atinge valores excessivamente altos pode provocar perda de consciência e morte. A doença resultante da alteração na regulação da glicemia é conhecida por diabetes mellitus ou simplesmente diabetes.

Os diabéticos que não produzem insulina necessitam tomar insulina em injeções. Em contrapartida, a maioria dos diabéticos que ainda produzem alguma insulina podem ser tratados com dieta ou dieta mais antidiabéticos orais, os quais aumentam a eficiência da insulina.

Resistência à Insulina

Sabe-se que mais de 80% dos diabéticos não necessitam injeções de insulina e também que a maioria dessas pessoas é obesa. Pessoas obesas, diabéticas ou não, necessitam produzir muito mais insulina diária do que aquelas nas mesmas condições e idade, porém magras. Pela redução do peso as necessidades de insulina são reduzidas. Portanto, a base fundamental no tratamento dos diabéticos obesos é a dieta de emagrecimento.

O tratamento com insulina

A insulina só pode ser administrada por injeção, porque ela é destruída no estômago se administrada oralmente. Embora a insulina administrada subcutaneamente seja tão boa quanto a insulina produzida pelo pâncreas, ela é mais difícil de ser regulada. O pâncreas normal sente o aumento da glicose no sangue depois de uma refeição e, imediatamente, ajusta o suprimento de insulina. A insulina injetada, porém, é absorvida pelo sangue independente das quantidades de glicose presentes.

Sobre a insulina

Os diferentes tipos de preparados de insulina são distinguidos pela velocidade com que a insulina injetada é absorvida do tecido subcutâneo pela corrente sanguínea (início da ação) e pelo tempo que o organismo leva para absorver toda a insulina injetada (duração da ação).

Insulina de ação rápida

Também chamada insulina regular, simples ou cristalina. Este tipo é uma solução clara de insulina de aspecto límpido e transparente, que tem um início de ação rápido e uma duração curta. Insulinas de ação rápida, atingem a corrente sanguínea e começam a baixar o nível de glicose no sangue em, aproximadamente, 1/2 hora depois de sua administração. Mas, como os nutrientes dos alimentos são absorvidos muito mais rapidamente do intestino pela corrente sanguínea, a insulina pode ser injetada 1/2 hora antes da refeição.

Insulina de ação intermediária

Esta insulina é obtida pela adição de uma substância que retarda a absorção da insulina. A combinação de insulina e de uma substância retardadora, geralmente, resulta na formação de cristais que dão ao líquido uma aparência turva. Os cristais de insulina devem ser agitados (misturados) suave e uniformemente no líquido antes de cada injeção. Nas insulinas de ação intermediária, as primeiras moléculas de insulina levam aproximadamente 1 hora e meia para alcançarem a corrente sanguínea. A maior quantidade de moléculas atinge a corrente sanguínea entre a 4ª e a 12ª hora depois da administração e, aproximadamente, depois de 24 horas a dose é totalmente absorvida.

Insulina pré misturada

Também estão disponíveis preparados pré-misturados de insulina de ação rápida e insulina de ação intermediária.

Fonte: www.novonordisk.com.br

Insulina

Existem vários tipos de insulina, com início de efeito, período de concentração máxima e duração do efeito que variam conforme o tipo de insulina.

A seleção da mais apropriada ou combinação de diversos tipos dependem da resposta individual ao fármaco, das condições do diabete e dos hábitos do paciente.

A insulina pode ser extraída do pâncreas do boi ou do porco ou através de biotecnologia com obtenção de molécula idêntica a insulina humana.

As insulinas bovina e porcina podem ser obtidas através de purificação simples ou sofrerem processos mais complexos para extrair outros peptídeos pancreáticos, neste caso sua denominação é acrescida de termos tais como " altamente purificados" ou " monocomponentes" .

Os três tipos de insulina ( humana, suína e bovina) causam efeito semelhante no homem e são denominadas insulinas regulares ou simples ou de " single peak" ( único pico de ação).

São cristalinas, solúveis em água e com início do efeito imediato pela via venosa ou após 30 minutos pela via subcutânea. São também denominadas insulinas solúveis ou insulinas não modificadas.

A insulina regular pode ser complexada com proteínas para liberação lenta (ex: insulina isofana ou NPH e insulina PZI) ou modificando o tamanho da partícula (ex: suspensão de insulina zinco).

De acordo com a duração do efeito, podem ser classificadas:

De curta duração - ao redor de 6 hs (insulina regular ou simples)
De efeito intermediário -
com duração até 24 horas
De longa duração -
ao redor de 36 horas

As insulinas bifásicas contém dois tipos de insulina, de modo a proporcionar picos e tempos de duração diferentes.

Preparação de insulina humana são menos imunogênicas do que preparações obtidas de animais. A insulina de porco é menos imunogênica que a bovina

Devido a possibilidade de diferentes respostas a insulinas de diferentes espécies, cuidados são recomendados para evitar a troca inadivertida de uma insulina de uma espécie para outra.

Redução na dose de insulina pode ser requerida na mudança de insulina animal ( especialmente a bovina) para a humana.

As insulinas de origem bovina ou suína não devem ser empregadas alternativamente mesmo quando o tipo e conteúdo sejam equivalentes, já que existe uma diferença de espécies que requer um ajuste na dosificação.

Insulinas produzidas de diferentes espécies correspondem a mesma estrutura básica, mas com diferentes sequências de aminoácidos nas cadeias.

Vias de administração

Via subcutânea ou IM: todas as insulinas
Via IV:
apenas insulina simples

Tipos de insulinas Nomes Comerciais
Humana monocomponente várias formas Novolin (Novo Nordisk) Biohulin (Biobrás) Humulin
Mista bovina e suína Iletin (Biobrás)
Mista bovina e suína altamente purificada Iolin (Biobrás) Insulina mista purificada (Lilly)
Suína monocomponente Monolin (Biobrás) Neosulin (Biobrás) Actrapid MC (Novo Nordisk)
Suína monocomponente suspensão zíncica Monotard MC (Novo Nordisk)

Fonte: www.ufpe.br

Insulina

A insulina será sempre necessária no tratamento do Diabetes Tipo 1, e seu uso deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico.

Produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans, atua no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

As necessidades diárias de insulina variam de acordo com a idade, rotina diária, padrão alimentar e sobretudo, a presença ou não de alguma secreção residual de insulina pelas células ß pancreáticas.

De uma maneira geral, no início do quadro a necessidade diária de uma pessoa oscila entre 0,3 a 0,6 U/Kg, podendo chegar a 1U/Kg no final do primeiro ano de doença.

Há inúmeras preparações insulínicas, que variam de acordo com a origem e o tempo de ação.

Escolhemos abordar neste texto a insulina de ação rápida, regular e a NPH, ambas de origem humana, por serem as utilizadas pela grande maioria das pessoas.

Efeitos da insulina no metabolismo dos carboidratos:

a) aumento no transporte de glicose através da membrana celular
b) aumento na disponibilidade de glicose no líquido intracelular
c) aumento na utilização de glicose pelas células
d) aumento na glicogênese (polimerização de glicose, formando glicogênio), principalmente no fígado e nos músculos
e) aumento na transformação de glicose em gordura

Efeitos da insulina no metabolismo das proteínas:

a) aumento no transporte de aminoácidos através da membrana celular
b) maior disponibilidade de aminoácidos no líquido intracelular
c) aumento na quantidade de RNA no líquido intracelular
d) aumento na atividade dos ribossomas no interior das células
e) aumento na síntese protéica
f) redução na lise protéica
g) aumento no crescimento

Efeitos da insulina no metabolismo das gorduras:

a) aumento na transformação de glicose em gordura
b) redução na mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos
c) redução na utilização de ácidos graxos pelas células

Tipos de Insulina

Regular

Também chamada de insulina de ação rápida. Seu início de ação leva de 30 minutos a uma hora, o pico máximo de atividade ocorre de 2 a 3 horas depois e a duração da ação vai de 4 a 6 horas. É usada quando um ação rápida é necessária, como na cetoacidose diabética. Pode ser misturada com a insulina NPH.

A figura 1 demonstra a ação da insulina regular:

Insulina

Se a insulina regular é administrada às 7 horas da manhã, sua ação máxima será por volta das 9 horas e a duração de atividade será até as 11 horas.

NPH

É a insulina de ação intermediária. Inicia sua ação em 30 minutos a uma hora e meia, com pico máximo de ação em 4 a 7 horas, podendo a duração alcançar 14 a 18 horas após a aplicação.

A figura 2 demonstra a ação da insulina NPH:

Insulina

Se a insulina NPH for aplicada às 7 horas da manhã, seu pico máximo de ação ocorrerá por volta das 13 horas, com duração máxima até as 19 horas.

Uma grande vantagem dessas insulinas humanas, regular e NPH é que elas podem ser misturadas em uma única aplicação.

A forma, quantidade e periodicidade de aplicação das insulinas vai depender de cada caso, de cada pessoa, do modo como cada um responde ao tratamento e deve ser minuciosamente discutido e decidido em conjunto com o médico.

A insulina é um hormônio fabricado naturalmente por algumas células localizadas no pâncreas. Pessoas portadoras de Diabetes que necessitam utilizar insulina, o fazem porque seu organismo não a produz ou produz em quantidade insuficiente, necessitando de complementação diária.

A insulina é um MEDICAMENTO!!!

Surgiu para salvar vidas. Antes de sua descoberta, as pessoas afetadas pela diabetes morriam à mingua, sem que se pudesse fazer nada por elas.

Como todo medicamento, a insulina só deve ser utilizada quando prescrita por um médico.

O uso da insulina não cura o Diabetes, pois essa é uma doença crônica, onde a cura ainda não foi descoberta. Assim, ela deve ser administrada todos os dias, às vezes, mais de uma vez ao dia. Sua ação é de redução dos níveis de glicose do sangue, protegendo a pessoa das complicações da doença.

Existem vários tipos de insulina. As mais usadas atualmente são as insulinas humanas tipo NPH, de ação mais lenta e a regular de ação rápida, utilizada para correção da glicemia elevada.

A concentração das insulinas no Brasil vem em U-100, isto é, para cada 1ml correspondem 100 unidades de insulina. Elas se apresentam em frascos de 10 ml, logo, contendo 1000 unidades para utilização em seringas.

Os frascos fechados de insulina devem ser armazenados em geladeira entre 2º a 8ºC, fora da embalagem térmica ou de isopor, longe do congelador, de preferência na gaveta ou próximo a ela, longe da porta também, pois lá não temos como manter uma temperatura adequada.

Uma vez congelada, a insulina perde suas propriedades de tratamento, podendo ser desprezada.

Se a insulina não puder ser guardada em geladeira, procure um lugar fresco, limpo e que não pegue sol diretamente para armazená-la. Ela pode ser mantida em temperatura ambiente, entre 15º e 30ºC.

Uma vez aberto o frasco de insulina, ele deverá ser utilizado no período de 30 dias, por isso, para seu controle, marque a data de abertura no frasco.

Evite transportar o frasco de insulina quando a temperatura ambiente estiver acima de 40ºC e use sempre uma caixa de isopor ou bolsa térmica. Se o transporte for de longa distância, além da embalagem térmica, utilize gelo reciclável separado do frasco de insulina por isolante para evitar seu congelamento. Nunca utiliza gelo seco.

Para a aplicação da insulina:

Inicialmente, lave suas mãos cuidadosamente;
Retire o frasco de insulina da geladeira de 10 a 20 minutos antes, pois a insulina gelada causa dor e irritação após a aplicação;
Separe todo o material que irá utilizar: seringa, agulhas, algodão e álcool 70%;
Gire o frasco de insulina leitosa (NPH) com movimentos suaves das mãos, sem agitar, pois o excesso de agitação também torna a substância inútil. Ela não deve espumar;
A insulina transparente (Regular) não necessita de homogeneização prévia;
Promova a desinfecção da tampa emborrachada do frasco de insulina com algodão embebido em álcool 70%;
Pegue a seringa de insulina e puxe o êmbolo até a graduação correspondente à dose prescrita, tomando o cuidado de não tocar na parte interna do êmbolo;
Retire o protetor da agulha e injete o ar dentro do frasco até o final. A introdução de ar no frasco facilita a aspiração e ajuda na retirada correta da dose de insulina;
Sem retirar a seringa vire o frasco de cabeça para baixo e puxe o êmbolo até a dose prescrita. Se bolhas de ar aparecerem, dê pequenos golpes na seringa com as pontas dos dedos. Quando as bolhas saírem confira se a quantidade de insulina aspirada é a prescrita e, se necessário, corrija;
Retire a seringa com a agulha do frasco e proteja-as, preparando-se para a aplicação.

Locais de aplicação de insulina

Regiões lateral direita e esquerda do abdome, de 4 a 6 cm distante da cicatriz umbilical, face anterior e lateral externa da coxa, face posterior do braço e quadrante superior lateral externo das nádegas, como na figura:

Locais adequados para aplicação de insulina

É muito importante fazer o rodízio do local de aplicação visando a melhor absorção da insulina e a prevenção de complicações como a lipodistrofia.

Deve-se organizar as aplicações por região escolhida, explorando uma determinada área até que se esgote as possibilidades de aplicação, respeitando-se o intervalo de 2 cm entre aplicações em um mesmo local.

A aplicação feita no abdome é a de maior velocidade de absorção, seguida dos braços, coxas e nádegas.

Não é aconselhável realizar a aplicação de insulina logo após a prática esportiva, pois o fluxo sanguíneo está aumentado, o que aumenta a velocidade de absorção.

Técnica de aplicação de insulina:

Com as mãos limpas e a insulina já preparada, limpe o local escolhido para aplicação com algodão;
Faça uma prega cutânea na pele do local escolhido e introduza a agulha em ângulo de 90 graus soltando a prega logo após;
Injete a insulina delicadamente e retire a agulha da pele.
O descarte da seringa e agulha não deve ser feito no lixo normal, pois pode machucar quem recolhe e manipula o lixo.
Arrume uma garrafa plástica usada (a melhor é a de água sanitária) e vá descartando ali suas agulhas e seringas. Quando a garrafa estiver cheia, tampe-a e leve ao posto de saúde mais próximo de sua casa para que eles possam descartar no local apropriado.
Seringas e agulhas descartáveis de insulina podem ser reutilizadas em nível doméstico, desde que guardados alguns cuidados como a higiene das mãos e a proteção da agulha com sua capa própria.
Cuidado para não se machucar na hora de re-encapar a agulha. Se você estiver fazendo a insulina em alguém, peça para a própria pessoa re-encapar a agulha.
O Ministério da Saúde considera possível a reutilização das seringas pela mesma pessoa até oito aplicações em ambiente doméstico. Em caso de hospitais, unidades e postos de saúde exija sempre uso único de seringas e agulhas.
Em casa, as seringas e agulhas podem ser guardadas em local limpo á temperatura ambiente ou junto com a insulina na geladeira.
Na reutilização da agulha, não é necessária a limpeza com álcool, pois este retira a camada de silicone da agulha, o que torna a aplicação mais dolorosa.

Para quem usa canetas para aplicar insulina:

Prepare a insulina e os materiais como já descrito acima;
Retirar a tampa da caneta;
Separe a caneta em duas partes (corpo e parte mecânica);
Gire o parafuso interno até ficar completamente dentro da parte mecânica;
Acomode o refil de insulina no corpo da caneta;
Recoloque a parte mecânica ao corpo da caneta;
Conecte a agulha na caneta;
Selecione 2 unidades e pressione completamente o botão injetor. Repita a operação até o aparecimento de uma gota de insulina na ponta da agulha;
Selecione o número de unidades de insulina necessárias;
Introduza a agulha no subcutâneo;
Pressione o botão injetor;
Após a administração, aguarde 5 segundos antes de retirar a agulha;
Retire a agulha e pressione o local por mais 5 segundos;
Retire e descarte a agulha utilizada;
Recoloque a tampa da caneta;
Guarde a caneta em uso em temperatura ambiente (nunca poderá ser guardada no refrigerador)

Bibliografia

Grossi SAA. tratamento insulinoterápico da pessoa com diabetes mellitus. In: Duarte YAO, Diogo MJD. Atendimento domiciliar: um enfoque gerontológico. São Paulo, Atheneu, 2000. cap.24.2, p.336-47.
Diabetes sem mistério: conforto e segurança na aplicação de insulina. Centro BD de Educação em Diabetes, s./d.
American Diabetes Association. Insulin administration. Diabetes Care, 2004, 27: s106-107,. Supplement 1.
UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) Group: Intensive blood-glucose control with sulphonylureas or insulin compared with convencional treatment and risk of complications in patients with type 2 diabetes (UKPDS 33). Lancet, v. 351, p.837-853, 1998.
Ferreira, SRG. Análise crítica do uso de canetas injetoras de insulina ,Aventis Pharma, 2001.
OLIVEIRA, MC. Escolha a seringa e a agulha BD Ultra-Fine adequadas ao seu tratamento com insulina. BD Bom Dia, São Paulo, n.76, p.8-9, Dez.2006.

Fonte: www.orientacoesmedicas.com.br

Insulina

Insulina

Dentre os hormônios, o mai importante é, sem dúvida nenhuma, a insulina. A insulina é produzida pelas células beta, localizadas nas ilhotas de Langerhans, sno interior do pâncreas, e tem a função de regular a quantidade de glicose existente no organismo.

A glicose penetra nas células graças à ação da insulina. No diabetes há falta de insulina e portanto a glicose não penetra nas células permanecendo na circulação. O nível normal de açúcar no sangue é de 70 a 110 mg/dL. Acima de 110 e até 126 mg fala-se em intolerância à glicose e após 126mg – diabetes mellitus.

Receptor de insulina

A insulina sérica se liga a um receptor específico na superfície de suas células-alvo. O receptor é um grande complexo glicoprotéico transmembrana que pertence à superfamília de receptores tipo 3 ligados a quinases e constituindo em duas subunidades alfa e duas beta. Os receptores ocupados se agregam em grupos, que são interiorizados em vesículas, resultando em infra-regulação. A insulina interiorizada é degradada nos lisossomos, mas os receptores são reciclados para a membrana plasmática.

Ações da insulina

insulina tem importantes ações na econômica energética, tais como:

1. Aumento da síntese do glicogênio: A insulina força o armazenamento da glicose nas células do fígado (e dos músculos) na forma do glicogênio; os níveis baixos de insulina faz com que as células do fígado convertam o glicogênio em glicose e excrete para o sangue. Esta é a ação clínica da insulina que é diretamente útil em reduzir níveis elevados do glicose do sangue como no diabetes.
2. Aumento da síntese do ácido graxo:
A insulina força as células gordurosas a recolher os lipides do sangue que são convertidos nos triglicerides; a falta da insulina causa efeito ao contrário.
3. Aumento da esterificação dos ácidos graxos:
A insulina força o tecido adiposo a sintetizar gorduras (isto é, triglicerides) a partir dos esteres do ácido graxo; a falta da insulina causa o efeito inverso.
4. Diminuição da proteinolise:
A insulina promove a redução da degradação das proteínas; a falta da insulina aumenta a degradação da proteína.
5. Diminuição da lipólise:
A insulina reduz a conversão dos estoques lipídicos das células gordurosas em ácidos graxos sangüíneos; a falta da insulina tem efeito inverso.
6. Diminui a gliconeogenese:
Diminui a produção da glicose oriundas de vários substratos, no fígado; a falta da insulina causa a produção da glicose de vários substratos no fígado e em outras partes do corpo.
7. Aumento da “captura” de amino-ácido:
Forças células à absorver aminos-ácido circulantes; a falta do insulin inibe essa absorção.
8. Aumento da “captura” do potássio:
A insulina força as células a absorver potássio sérico; a falta da insulina inibe esta absorção.
9. Ação no tônus do músculo das artérias:
A insulina promove o relaxamento dos músculos das arterias, aumentando o fluxo sangüíneo, especialmente nas artérias da microcirculação; a falta da insulina reduz o fluxo sangüíneo permitindo que estes músculos se contraiam.
10. Crescimento celular:
As ações de longo prazo da insulina englobam efeitos sobre o DNA e RNA, mediados, em parte, pelo completo Ras (Ras é uma proteína que regula o crescimento celular e cicla entre uma forma ativa ligada ao GTP (guanidina trifosfato) e GDP (guanidina difosfato)). A insulina muda o equilíbrio em favor da forma ativa e inicia uma cascata de fosforilação que resulta na ativação de proteínas quinase ativada por mitógenos, que, por sua vez, ativa vários fatores de transcrição nucleares, levando à expressão de genes que estão envolvidos com crescimento celular

Fonte: www.medicinageriatrica.com.br

Insulina

A insulina é um hormônio que promove a entrada de glicose nas células e que também atua no metabolismo de lipídeos e proteínas. Por ter sido o primeiro dos hormônios a ser purificado, cristalizado e sintetizado por técnicas de biologia molecular, a insulina é considerada como modelo de hormônio peptídico. O importante conceito de propeptídeo advém do estudo de sua síntese. Sua importância médica é fundamental, cerca de cinco por cento da população de países desenvolvidos tem diabetes mellitus, e outros cinco por cento poderão desenvolver esta doença.

Esta página tem por objetivo apresentar alguns conceitos sobre a insulina (sua estrutura molecular, sua ação no metabolismo e possíveis complicações decorrentes de sua ausência ou mal funcionamento no organismo).

Histórico

A identificação das ilhotas foi feita por Langerhans em 1860, mas não foi compreendida sua função na época. Em seguida, Mering e Minkowski, em 1889, demonstraram que cães pancreatectomizados desenvolviam diabetes. Mayer em 1909 e Sharpey-Schaffer em 1917 foram os primeiros pesquisadores a sugerir a associação entre ilhotas e o diabetes. Porém somente em 1921 Banting e Best comprovaram essa associação. Esses pesquisadores utilizavam extração ácido-alcool do tecido pancreático e verificaram a existência de um importante fator hipoglicemiante. Dessa forma as ilhotas foram consideradas fonte produtora desse princípio ativo, daí o nome insulina.

Rapidamente verificou-se que as ilhotas de bovino e suíno produziam insulina que era ativa na espécie humana. A utilização da insulina animal proporcionou grandes avanços na pesquisa biomédica. A insulina foi a primeira proteína de comprovada atividade hormonal, a primeira proteína a ser cristalizada (Abel, 1926), a primeira proteína a ser seqüenciada (Sanguer et al, 1955), a primeira proteína a ser sintetizada por técnicas químicas (Duetal; Zahn; Katsoyanis; ~ 1964); a primeira proteína que foi demonstrada como sendo sintetizada na forma de uma molécula grande precursora (Steiner et al, 1967), e a primeira proteína a ser preparada para o uso comercial com a metodologia do DNA recombinante. Apesar de tudo, pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares de sua atividade em relação a outros hormônios que também agem em nível molecular.

Biossíntese

A insulina é formada no pâncreas que é constituído por dois tipos principais de tecido: os ácinos (Fig.1), que secretam sucos digestivos para o duodeno, e as Ilhotas de Langerhans as quais secretam insulina, glucagon e outros hormônios diretamente no sangue.

O pâncreas do ser humano tem 1 a 2 milhões de ilhotas de Langerhans (Fig.2), cada qual com apenas cerca de 0,3 mm de diâmetro e organizadas em torno de pequenos capilares para dentro dos quais as células secretam seus hormônios. As ilhotas contém três principais tipos de células, as células alfa, beta e delta, que se distinguem umas das outras por suas características morfológicas. As células beta, constituindo cerca de 60% de todas as células, ficam sobretudo no meio de cada ilhota e secretam insulina. As células alfa, cerca de 25% do total, secretam glucagon. E as células delta, cerca de 10% do total, secretam somatostatina.

Além disso, pelo menos um outro tipo de célula, a célula PP, está presente em pequenos números nas ilhotas e secreta um hormônio de função incerta, chamada de polipeptídeo pancreático.

Insulina
Fotomicrografica de corte de pâncreas. Observar os glóbulos pancreáticos separados por septos de tecido conjuntive (setas) cada lóbulo é constituido por porção exôcrina.

A insulina é sintetizada nas células beta pelo mecanismo celular usual de síntese protéica, começando com a tradução de RNA da insulina pelos ribossomos presos no retículo endoplasmático para formar o pré-pró-hormônio insulínico. Este pré-pró-hormônio tem um peso molecular de cerca de 11.500, mas é clivado no retículo no retículo endoplasmático para formar uma pró-insulina com um peso molecular em torno de 9.000; a maior parte desta é clivada adicionalmente no aparelho de golgi para formar insulina antes de esta ser embalada nos grânulos de secreção.

Insulina
Fotomicrografia de corte de pâncre mostrando em detalhe, acinos pancretáticos (setas) ao redor de uma ilhota de Langerhans ( cabeça de seta ) apresentando as céluas A, B, D e F ( que só podem ser diferenciadas umas das outras por técnicas imunocitoquímicas)

A insulina é sintetizada nas células beta pelo mecanismo celular usual de síntese protéica, começando com a tradução de RNA da insulina pelos ribossomos presos no retículo endoplasmático para formar o pré-pró-hormônio insulínico. Este pré-pró-hormônio tem um peso molecular de cerca de 11.500, mas é clivado no retículo no retículo endoplasmático para formar uma pró-insulina com um peso molecular em torno de 9.000; a maior parte desta é clivada adicionalmente no aparelho de golgi para formar insulina antes de esta ser embalada nos grânulos de secreção.

Estrutura covalente

A molécula de insulina é um polipeptídeo que possui duas cadeias A e B, ligadas por duas pontes dissulfeto entre as cadeias, estas conectam os aminoácidos A7 ao B7 e A20 ao B19. Uma terceira ponte dissulfeto na cadeia A liga os resíduos A6 e A11. Existem variações na estrutura da insulina nas diferentes espécies de mamíferos, porém as muitas substituições de aminoácidos que podem ocorrer em ambas as cadeias acabam não afetando sua atividade biológica. Essas substituições ocorrem mais comumente nas posições 8, 9 e 10 da cadeia A (posições não cruciais para a atividade biológica).

A estrutura covalente da insulina humana é apresentada abaixo:

Insulina

Estrutura Tridimensional

A animação abaixo mostra alguns aspectos das estruturas secundária (as cadeias e os "motifs"), terciária (a organização das cadeias, evidênciando as pontes dissulfeto), e por último os aminoácidos relacionados à atividade biológica da molécula, isto é, seu provável sítio de ligação com o receptor.

Insulina
Molécula de Insulina humana

Tipos de Insulina

Existe uma semelhança muito grande entre os tipos de insulina humana, suína e bovina.

A insulina suína difere em um único aminoácido, substituição de alanina ou treonina na posição B30, enquanto que a bovina tem esta modificação mais as substituições de alanina por treonina em A8 e valina por isoleucina em A10. Estas modificações não levam a mudança apreciável da atividade biológica e pouca diferença em antigenicidade. Embora todos os pacientes que recebem insulina heteróloga desenvolvem baixos títulos de anticorpos contra a molécula, poucos alcançam títulos clinicamente significativos. As insulinas suínas e bovinas são terapia padrão para diabetes mellitus assim como a insulina humana que é produzida humana pela metodologia do DNA recombinante, que devido ao seu alto custo de obtenção é utilizada em indivíduos com histórico de complicações alérgicas relacionadas aos tipos de insulina animal.

Insulina
1- Insulina humana (PM = 5734) código pdb = 1ben

Insulina
2- Insulina bovina (PM = 5703) código pdb = 1aph

Insulina
3- Insulina suína (PM = 5747) código pdb = 1zni

O receptor

O receptor de insulina nas células é um heterodímero constituído de duas subunidades, designadas a e b ligadas por pontes dissulfeto. Ambas as subunidades são extensivamente glicosiladas, e a remoção do ácido siálico e galactose diminuem a ligação e a ação da insulina. A subunidade a (PM = 135.000) é inteiramente extracelular e se liga a insulina via região rica em cisteína. A subunidade b (PM = 95.000) é a proteína transmembrânica que desempenha a segunda função principal do receptor, isto é, sinal da transdução. A porção citoplasmática da subunidade b tem atividade de tirosina quinase e um sítio autofosforilável.

Os receptores de insulina são encontrados na maioria das células de mamíferos, em concentração acima de 20.000/célula, e freqüentemente em células não tipicamente alvos da insulina.

Quando a insulina se liga ao receptor, ocorrem muitos eventos:

Há mudança conformacional do receptor;
Os receptores se cruzam formando microagregados, porretes ou capaz;
O receptor é internalizado;
Algum sinal é gerado.

Fonte: www.virtual.epm.br

Insulina

Aplicação de Insulina

Técnicas:

1. Guardar a insulina dentro da geladeira, de preferência na porta ou na gaveta de verduras e legumes. Sempre longe do congelador.

Insulina

2. Lavar as mãos.

Insulina

3. Juntar o material (algodão, álcool, seringa, agulha e insulina).

Insulina

4. Agitar suavemente ou rolar o frasco de insulina entre as mãos.

Insulina

5. Limpar a tampa de borracha do frasco com algodão embebido em álcool.

Insulina

6. Introduzir ar na seringa de acordo com a dosagem prescrita e injetar no frasco de insulina. Cuidado para não contaminar a seringa e a agulha.

Insulina

Insulina

7. Virar o frasco e aspirar a insulina desejada. Bater suavemente com os dedos na seringa para retirar as bolhas de ar e acertar a dosagem.

Insulina

8. Limpar o local onde será aplicada a insulina com algodão embebido em álcool. Fazer uma prega na pele e introduzir a agulha em ângulo de 90º.

Insulina

Insulina

9. Injetar a insulina, pressionar o local com algodão e retirar a agulha, fazendo uma suave pressão no local sem fazer massagem.

Insulina

10. Locais de aplicação:

Insulina

É muito importante o rodízio do local de aplicação da insulina.

Fonte: www.hu.usp.br

Insulina

Insulina

"Aquele que domina os outros é forte; Aquele que domina a si mesmo é poderoso". (Lao Tse)

Materiais necessários a auto-aplicação:

Frasco da insulina prescrita;
Agulha para aspiração da insulina (25x7 ou 25x8);
Agulhas para aplicação
Agulha convencional 13x3,8mm ou 13x4,5mm
Agulha ultra-fine 13x3,3mm
Seringas para insulina;
Algodão;
Álcool.

Técnica de aplicação

Desinfecção

Lavar bem as mãos com água e sabão;
Misturar a insulina rolando o frasco entre as mãos;
Limpar a tampa do frasco usando algodão e álcool.

Montagem da seringa de insulina

Deve-se usar 2 agulhas distintas, uma para aspiração da insulina e outra para a aplicação da mesma, em virtude da agulha ficar romba com a aspiração;
Injetar no frasco um volume de ar aproximadamente igual ao da insulina a ser retirado;
Virar o frasco e aspirar a insulina;
Tirar as bolhas de ar batendo com o dedo na parte da seringa onde as mesmas se encontrarem;
Observar se a dose da insulina está correta;
Retirar a agulha do frasco e trocá-la pela da aplicação;
Fazer a assepsia da região com algodão e álcool;
Segurar a insulina como um lápis (ângulo de 90 graus ou levemente inclinada);
Fazer uma prega cutânea e introduzir a agulha, soltando a pele e aspirando o êmbolo;
Caso apareça sangue não injetar a insulina, retirar a agulha e aplicar em outro local;
Injetar a insulina;
Terminada a aplicação, retirar a agulha e fazer leve pressão no local com algodão e álcool sem massagear.

Observações

Não toque na agulha, pois assim pode contaminá-la;
A mesma agulha e seringa pode ser utilizada até cerca de três vezes ou até a ponta da agulha ficar romba;
Não utilizar agulha ou seringa que foi utilizada por outra pessoa
Lembrar que, se for fazer associação de insulina, aplicar as duas insulinas misturadas na mesma seringa

Recentemente foi lançado no mercado insulinas em "canetas" o que facilita a administração da mesma, esta modalidade requer uma técnica mais simples de aplicação dispensando algumas das etapas orientadas anteriormente.

Atenção: via de administração

A insulina deve ser administrada por via sub-cutânea (debaixo da pele). Nas áreas com pouco tecido adiposo (gordura) podese usar as agulhas ultra-fine.

Áreas de aplicação

Regiões, na prática, pouco utilizadas:

Parte externa e superior dos braços;
Região superior dos glúteos.

Regiões, na prática, mais utilizadas:

Parte anterior e lateral das coxas;
Região abdominal (com exceção da área imediatamente superior e inferior da cicatriz umbilical).

Rodízio da aplicação

Não é aconselhável a aplicação de insulina no mesmo local todos os dias. É importante fazer um rodízio sistemático das áreas de aplicação, possibilitando a absorção uniforme da mesma. Escolha uma das áreas sugeridas na ilustração acima e utilize-a para aplicação durante uma semana, mantendo a distância de 3cm entre uma injeção e outra. Na semana seguinte, escolha outra região e assim por diante.

Lembrar que, antes de uma atividade física, não se deve usar insulina no grupo muscular que será mais exercitado. Procure outra região para aplicação, pois o aumento do fluxo sanguíneo nesta região acarretará em uma absorção mais rápida da insulina e, conseqüentemente, em maior risco de hipoglicemia.

Armazenamento da insulina

A insulina deve ser guardada em local fresco sem incidência de raios solares. Também pode ser guardada em geladeira, na parte baixa; alguns profissionais de saúde orientam não armazenar na porta devido às constantes variações de temperatura. Meia hora antes da aplicação deve-se aspirar a dose desejada e deixar que retorne à temperatura ambiente, pois a aplicação da insulina gelada dói. A insulina que fica fora da geladeira, inclusive a usada em canetas não deve ser utilizada por mais de 30 dias. Lembrar que, da mesma forma que a insulina não deve esquentar, também não deve congelar. Caso isso aconteça, despreze-a.

Transporte da insulina em viagens

Em viagens, a insulina que está em uso não precisa de refrigeração, porém deve-se tomar o cuidado de não esquentar a insulina; desta forma, deve-se carregar em bolsas térmicas evitando o contato direto do gelo com a insulina.

Quando se esquecer de tomar insulina

É importante que o paciente em uso de insulina não se esqueça de aplicá-la.

Se isso eventualmente acontecer:

O paciente deverá fazer uso da insulina quando se lembrar, porém numa dose menor, ou mesmo na dose plena se a glicose estiver alta;
O paciente diabético tipo 1, ou tipo 2, deve fazer uso de insulina mesmo quando estiver doente ou se alimentando pouco;

Estas orientações devem ser discutidas com o seu médico ou enfermeiro que pode adequar situações específicas.

Os pacientes em uso de insulina, ao apresentarem qualquer intercorrência aguda como quadros infecciosos, devem fazer uso de sua insulina usual, mesmo que estejam se alimentando pouco, já que o estresse orgânico é uma condição hiperglicemiante e deve-se manter os níveis basais de insulina para evitar cetoacidose diabética; a dose usada, porém, deve ser menor: 1/2 a 1/3 da dose usual e, se possível, fazer a monitorização prévia com a dosagem de glicemia capilar HGT (hemoglucoteste).

Esquema de uso de insulina regular (rápida) ou ultra-rápida

Caso o paciente, por algum motivo, apresente hiperglicemia pode ser usada a insulina rápida ou ultra-rápida, segundo o esquema:

0-150 mg/dl não administrar
151-200 mg/dl 2u SC
201-250 mg/dl 4u SC
251-300 mg/dl 6u SC
301-350 mg/dl 8u SC
351-400 mg/dl 10u SC

u = unidade
SC = Subcutâneo

O paciente deverá fazer novo HGT (Hemoglucoteste) após duas horas do uso da insulina, repetindo a mesma, segundo o esquema anterior até a normalização da glicemia.

Fonte: www.fachesf.com.br

Insulina

Porque é necessário aplicar insulina?

O organismo humano precisa de um hormônio chamado insulina para transformar os alimentos na energia necessária ao funcionamento das células e dos órgãos.

Pessoas normais produzem insulina em um órgão chamado pâncreas. Quando uma pessoa adquire diabetes, seu corpo progressivamente vai perdendo a capacidade de fabricar insulina. Em algum momento (geralmente, alguns anos após o início do diabetes tipo 2, ou logo no início do diabetes tipo 1), o indivíduo diabético precisa repôr a insulina que o seu corpo não consegue mais produzir. A forma de aplicar essa insulina é através de injeções, uma, duas ou mais vezes durante o dia.

A boa notícia é que atualmente existem novos tipos de insulina, que tornam bem mais fácil a tarefa de controlar os níveis de glicemia de pessoas diabéticas. O médico é quem vai avaliar qual o melhor tipo de tratamento para cada caso em particular, de acordo com as características, necessidades e estilo de vida do paciente

Quais são os tipos de insulina que existem?

A maior parte das insulinas disponíveis hoje no mercado brasileiro é do tipo “humana”, ou seja, são insulinas fabricadas em laboratório mas exatamente iguais à insulina produzida pelo próprio corpo humano. Em alguns lugares, ainda se pode encontrar insulinas animais (bovinas ou suínas), mas sua utilização é bastante restrita.

As insulinas podem ser classificadas, de acordo com seus tempos de ação, em lentas, intermediárias, rápidas e ultra-rápidas. Cada tipo de insulina vai ter seu próprio início de ação (tempo necessário para que a insulina comece a fazer efeito, depois de aplicada); pico de ação (período após a aplicação em que a insulina exerce seu maior efeito), e duração de ação (por quanto tempo a insulina fica agindo, no total, após a injeção).

Um resumo do perfil de ação das insulinas encontradas no Brasil pode ser visto abaixo:

a) Insulinas ultra-rápidas:

Início de ação: 10 a 15 minutos;
Pico de ação:
30 a 90 minutos;
Duração de ação:
3 a 6 horas.
Cor:
transparente. Exemplo: insulina lispro (Humalog ®) e insulina aspart (Novorapid ®), e, em breve: insulina glulisina.

b) Insulinas rápidas:

Início de ação: 30 a 60 minutos;
Pico de ação:
2 a 3 horas;
Duração de ação:
6 a 8 horas.
Cor:
transparente. Exemplo: insulina regular (Insuman R ®, Biohulin R ®, Humulin R ®, Novolin R ®).

c) Insulinas intermediárias:

Início de ação: 2 a 4 horas;
Pico de ação:
6 a 10 horas;
Duração de ação:
14 a 18 horas.
Cor:
branca turva. Exemplo: insulina NPH (Insuman N ®, Biohulin N ®, Humulin N ®, Novolin N ®).

d) Insulinas lentas - Início de ação:

2 horas; pico de ação: não faz pico (nível de ação constante, por isso causam menos hipoglicemia);
Duração de ação:
18 a 24 horas. Exemplo: insulina glargina (Lantus ®) e insulina detemir (Levemir ®).

Além desses tipos de insulina, existem disponíveis no mercado preparações contendo 2 tipos diferentes de insulina pré-misturadas, em frascos ou em refis para canetas. Exemplos são as misturas de NPH + regular (em proporções de 90/10, 85/15, 80/20, 75/25 ou 70/30), NPH + lispro (75/25) e NPH + aspart (70/30).

A insulina pode ser usada por alguma outra via, que não seja injetável?

Atualmente, todas as insulinas disponíveis no mercado brasileiro são para uso injetável (subcutâneo).

Há muitas pesquisas para tentar encontrar alguma forma alternativa de administrar insulina aos pacientes diabéticos, visto que muitos pacientes reclamam do desconforto da injeção (embora a dor e o risco de complicações sejam mínimos, se a insulina for aplicada com a técnica correta).

Uma apresentação para uso inalatório chegou a ser comercializada no Brasil por alguns meses, em 2007, mas foi retirada do mercado devido ao seu custo altíssimo e também pelos relatos de complicações pulmonares. Essa insulina inalável (nome comercial: Exubera) necessita de um aparelho inalador para ser administrada corretamente, e não pode ser usada por asmáticos ou fumantes. Talvez essa apresentação volte ao mercado num futuro próximo, dependendo do resultado de pesquisas que estão em andamento.

Vários pesquisadores também estão tentando criar apresentações de insulina para uso oral, ou para aplicação na mucosa da cavidade oral, embora existam muitas dificuldades técnicas para essa via de aplicação, já que a maior parte da insulina administrada no aparelho digestivo acaba sendo digerida e inativada pelas enzimas do próprio paciente.

Fonte: www.portalendocrino.com.br

Insulina

Como a insulina deve ser armazenada ?

A insulina pode ser armazenada em temperatura ambiente. Ela permanece em boas condições por 30 dias em um lugar frio e seco (2,5°C - 30°C). Ampolas não abertas de insulina devem ser armazenadas em geladeira e são válidas até a data de validade da caixa. Uma vez aberta, a ampola de insulina mantida em geladeira é válida por três meses ou um mês se estiver fora da geladeira.

Quando a insulina se torna "ruim" ?

Não utilize a insulina Regular se ela se tornar turva e/ou expirar a validade. Não use a insulina NPH ou Lenta se ela cristalizar ou aparecerem depósitos na parte inferior da ampola, se ela congelar, ou se expirar a validade.

O que acontece se eu trocar a minha insulina ?

Mudanças no tipo e/ou fonte da espécie podem resultar na necessidade de uma alteração na dose. Qualquer alteração de insulina deve ser feita apenas sob supervisão médica.

E sobre misturar insulinas ?

Regular e NPH - injetar imediatamente após a mistura. Regular e Lenta - injetar imediatamente após a mistura, evite misturar e guardar para uso posterior. Regular e Ultra Lenta - misture e injete em até 5 minutos ou aplique em duas injeções diferentes. Seja coerente em sua escolha.

Como eu jogo fora as seringas ?

Jogue fora imediatamente após o uso em um recipiente opaco, resistente a perfuração e durol. As seringas não devem ser reembaladas antes de serem jogadas fora. Não existe a necessidade de se quebrar a agulha após o uso e não é recomendado, mas se desejar fazê-lo, você deve utilizar um aparelho específico que pode ser comprado em farmácias. Quando o recipiente estiver quase cheio, ele deve ser coberto, lacrado e jogado fora conforme normas de despejo de material hospitalar.

Eu posso reutilizar as seringas ?

As seringas devem ser utilizadas apenas uma vez, por causa da esterilização e a seringa reutilizada não é garantida. Entretanto, para alguns esse procedimento parece ser seguro e prático.

Se na opinião de seu médico a múltipla utilização da seringa é aceitável, ele não deve durar mais que um dia e os seguintes procedimentos devem ser tomados: Armazene a seringa em temperatura ambiente. Coloque o protetor da agulha quando não estiver usando. Não embeba a agulha no álcool. Mantenha a seringa seca e limpa. Sopre a seringa com ar para evitar que a agulha entupa. Jogue fora se a agulha entortar ou encostar em outra superfície que não a pele. Certifique-se que a região em torno do local da aplicação não possui nenhum tipo de irritação ou infecção.

Fonte: www.diabete.com.br

Insulina

Ações da insulina e efeitos da insulina e glucagon sobre o metabolismo

A função mais conhecida da insulina é a regulação da glicemia. Produzida nas células beta do pâncreas, a insulina é secretada quando os níveis séricos de glicose aumentam, como no caso de uma refeição. No jejum pós-absortivo, os níveis de glicemia caem e a secreção de insulina diminui, ao mesmo tempo que os glucagon aumentam. A insulina, entretanto, não age somente sobre a glicose sérica, sendo considerada hormônio anabólico (e anti-catabólico) tão importante quanto o hormônio do crescimento (Tabela 1).

No tecido adiposo, a insulina facilita o armazenamento de glicose e sua conversão para ácidos graxos (lipogênese). A insulina também inibe a lipólise e oxidação das gorduras. No fígado, a insulina ajuda na conversão de glicose em glicogênio, além de diminuir a gliconeogênese, ou formação de glicose a partir de fontes como lactato, glicerol e aminoácidos. A ação da insulina é contrabalançada por hormônios como o glucagon, epinefrina e cortisol.

Tabela 1. Ações da insulina
Ação Efeito
Estímulo Armazenamento da glicose exógena
Estímulo Síntese protéica
Estímulo Lipogênese
Inibição Gliconeogênese e glicogenólise
Inibição Lipólise

Estado pós-absortivo

No estado pós-absortivo, todos os nutrientes foram armazenados ou utilizados. Há tendência à queda da glicemia, o mesmo ocorrendo com a secreção de insulina. O resultado é a redução da síntese de gordura, com aumento da lipólise periférica e da oxidação das gorduras. Os níveis séricos de glucagon aumentam, resultando em glicogenólise e gliconeogênese.

Tabela 2. Ações da insulina e glucagon sobre o metabolismo 
  Insulina Glucagon
Síntese de proteínas estímulo inibição
Síntese de gordura estímulo inibição
Glicogênese estímulo inibição
Lipólise inibição estímulo
Oxidação de glicose inibição estímulo
Glicogenólise inibição estímulo
Gliconeogênese inibição estímulo
Catabolismo protéico inibição estímulo

Fonte: www.uftm.edu.br

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