ORIGEM
A construção do porto de Macapá foi iniciada em 1980, originalmente com a finalidade de atender à movimentação de mercadorias por via fluvial, transportadas para o estado do Amapá e a ilha de Marajó.
A inauguração oficial das instalações ocorreu em 6 de maio de 1982. A partir de 14 de dezembro de 2002, através do Convênio de Delegação nº 009/02 do Ministério dos Transportes e a Prefeitura de Santana, com a interveniência da Companhia Docas do Pará foi criada a Companhia Docas de Santana, Empresa Pública de direito privado para exercer a função de Autoridade Portuária.
ADMINISTRAÇÃO
O porto é administrado pela Companhia Docas de Santana - CDSA, vinculada à Prefeitura Municipal de Santana.
LOCALIZAÇÃO
Está localizado na margem esquerda do rio Amazonas, no canal de Santana, em frente à ilha de mesmo nome, a 18km da cidade de Macapá , capital do estado do Amapá.
ÁREA DE INFLUÊNCIA
Compreende o estado do Amapá e os municípios paraenses de Afuá e Chaves, situados na foz do rio Amazonas, a noroeste da ilha de Marajó.
ÁREA DO PORTO ORGANIZADO
Conforme Portaria-MT nº 71, de 15/03/00 (D.O.U. de 16/03/00, a área do Porto Organizado de Macapá , no Município de Santana, no Estado do Amapá, é constituída:
A) pelas instalações portuárias terrestres existentes no Município de Santana(AP), tendo como limites extremos, a leste a foz do rio Matapi e a oeste a localidade de Fazendinha, ambos projetados em direção ao rio Amazonas, abrangendo todos os cais, docas, pontes e piers de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviárias e ferrovias, e, ainda, os terrenos ao longo dessas faixas marginais e suas adjacências, pertencentes à União, incorporadas ou não ao patrimônio do Porto de Macapá ou sob sua guarda e responsabilidade.
B) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a estes até às margens das instalações do Porto Organizado, conforme definido na alínea "a" desta Portaria, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do Poder Público.
A Administração do Porto de Macapá fará a demarcação em planta da área constituída pela poligonal de pontos:A (00º 03' S'' e 51º 12' 30'' W), B (00º 04' 06'' S e 51º 12' 30'' W), C (00º 04' 06'' S e 51º 06' 46'' W) e D (00º 03' 00'' S e 51º 06' 46'' W).
ACESSOS
RODOVIÁRIO
Pelas rodovias AP-010, ligando as cidades de Macapá e Mazagão, BR- 210 (Perimetral Norte), encontrando a BR-156 próximo a Macapá , e, já na área urbana, pela rua Filinto Müller, que alcança as instalações portuárias.
FERROVIÁRIO
Não existe acesso ferroviário; no entanto, uma ferrovia da região, a Estrada de Ferro Amapá (EFA), com 194km desde a Serra do Navio até o terminal privativo da Indústria e Comércio de Minérios S.A. (Icomi), em Santana, fica a 2km do porto de Macapá .
MARÍTIMO
Pelo rio Amazonas, tanto pela Barra Norte, situada entre as ilhas Janaucu e Curuá, como pela Barra Sul, delimitada pelas ilhas de Marajó e Mexiana. Para o ingresso no porto é utilizado o canal natural de Santana, braço norte do rio Amazonas, com largura variável entre 500m e 800m e profundidade mínima de 10m.
FLUVIAL
Compreende o Amazonas e seus afluentes, principalmente o Jari.
INSTALAÇÕES
O porto dispõe de dois cais para atracação.
Cais A - com 60m de extensão e profundidade de 10m, dotado de um berço, recebe embarcações fluviais de pequeno porte.
Cais B - com um berço de 200m de comprimento e profundidade de 12m, atende à navegação de longo curso.
Cais C - com 136m de comprimento com dois berços, atende às navegações de longo curso e de cabotagem.
As instalações de armazenagem reúnem um armazém para carga geral com 3.570m2, na retaguarda do cais B, um galpão com 1.500m2 e um pátiomedindo 3.000m2, circundando o armazém, que pode servir também de depósito. O pátio entre o galpão e o armazém acresce à área de estocagem 16.500m2.
Existem dois terminais de uso privativo: o da Icomi, com 270m de cais, operando na exportação de minério de manganês, extraído da Serra do Navio, e o da Texaco, movimentando combustíveis em um cais com 120m. Ambos os terminais possuem profundidades mínimas de 10m.
A partir de dezembro de 1992, passou a operar, na área do próprio porto, um sistema de carga de granéis sólidos, pertencente à AMCEL, destinado à exportação de cavacos de madeira, na quantidade mínima prevista de 100.000t/ano.
EQUIPAMENTOS
Guindaste Grove modelo GMK-5130 para até 130t com spreaders manuais de 20' e 40'; 2 empilhadeira com lança telescópica e spreader eletrohidráulico para contêineres, marca Belotti, para altura de até três (3) contêineres; 1 empilhadeira Hyster com garfos frontais à diesel - 7t; 2 empilhadeira Yale para palletsà gás - 3t; 2 trator Ford CBT à diesel para reboque de carretas; 6 carretas para contêineres; 6 carretas para paletes; 2 transportadores de correia móvel e elétrica; 1 balança rodoviária eletrônica - 80t; 1 ship-loader para cavaco (Amcel).
Fonte: www.antaq.gov.br
Em 1758 foi fundada a cidade de Macapá , capital do Amapá, a única banhada pelo rio Amazonas.
Localizada a 14,4 m acima do nível do mar e a 345 Km de Belém, capital do estado do Pará, a cidade é cortada pela linha imaginária do Equador e seu acesso só é possível via aérea ou de barco por ser um porto fluvial.
Para saber mais sobre o município, não deixe de ler o que o IBGE preparou para homenageá-lo na época de seu aniversário.
Origens
O nome Macapá tem origem na língua tupi, sendo uma variação do termo "macapaba" que significa "lugar de muitos bacabas".
Antes de ser assim chamada, Macapá recebeu dois nomes. Foi batizada como Adelantado de Nueva Andaluzia em 1544 pelo então Rei da Espanha, Carlos V, recebendo mais tarde, na época de sua fundação, o nome de São José de Macapá .
A cidade foi criada a partir de um destacamento militar criado em 1738. Vinte anos depois, no dia 4 de fevereiro, o governador do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, fundava Macapá , habitada nos seus primórdios por casais de açorianos que lá aportaram.
O governador chegou com a missão de demarcar fronteiras na região Amazônica, através do Tratado de Madri, assinado em 1750, aproveitando para transformar o povoado em cidade.
Em 1943, Macapá passou a ser capital do território do Amapá, o qual só ganharia status de estado em 1988.
Marco Zero
Macapá é a única capital brasileira cortada pela linha imaginária do Equador. Para registrá-la, foi construído um monumento, chamado de Marco Zero, localizado a 5 Km do centro da cidade que contém um relógio de sol e um terraço para visitação.
Por estar posicionado estrategicamente entre os dois hemisférios, o marco permite ao visitante trocar de hemisfério a todo momento.
O mesmo acontece no estádio de futebol conhecido como Zerão. O campo é demarcado pela linha do equador, fazendo com que os times joguem em hemisférios diferentes.

O Marco Zero também é considerado um excelente local para apreciar o fenômeno do Equinócio* que acontece entre os dias 21 de março e 23 de setembro. Nesta época, os dias e as noites duram exatamente doze horas em qualquer lugar do planeta.
Equinócio: passagem do sol sobre a linha do Equador, marcando o início das diferentes estações (outono e primavera) nos dois hemisférios.
Em homenagem ao Divino Espírito Santo, a festa de Marabaixo foi criada pelos escravos negros que participaram da construção da Fortaleza de São José, importante monumento militar do período colonial.
Todo ano, seus descendentes, que vivem na chamada Vila de Curiaú, se reúnem para os festejos que começam na quaresma e duram vários meses.
Para dançar, os participantes formam um círculo ao som dos tambores. O ponto alto da festa é o Encontro dos Tambores, quando os grupos exibem mastros decorados com flores e uma bandeira do Espírito Santo.

Festa de São Tiago
Importada por famílias portuguesas que chegaram a Macapá no século 18, a festa homenageia São Tiago que, segundo consta, foi um soldado que lutou contra o domínio dos mouros.
A festa acontece entre os dias 16 e 27 de julho em Masagão, a 35 Km de Macapá . Os moradores revivem vários episódios da guerra entre cristãos e muçulmanos até culminar com uma missa e com a ladainha de São Tiago agradecendo a vitória dos cristãos.
Boi Bumbá
Uma das festas mais tradicionais da região, o Boi-bumbá leva pessoas de todas as idades a se fantasiarem para contar a história do boi que ressuscita após os feitiços de um pajé.
Reza a lenda que uma mulher grávida tem o desejo de comer a carne do boi mais apreciado pelo patrão. Para atendê-lo, o marido mata o boi mas o patrão descobre e ordena que o animal seja devolvido vivo. O marido invoca os poderes do pajé que consegue ressuscitar o boi.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística