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Sergipe

 

 

Formação Histórica

A colonização do Estado de Sergipe teve início na segunda metade do século XVI, quando ali começaram a chegar navios franceses, cujos tripulantes trocavam objetos diversos por pau-brasil, algodão e pimenta-da-terra.

Os portugueses, quando se dirigiam à Bahia, também aportavam frequentemente na enseada do rio Real. A conquista das terras ao norte da Bahia, onde se encontra o território do Estado de Sergipe, foi iniciativa de Garcia D'Ávila, grande proprietário de terras na região, que com a ajuda dos jesuítas tentou catequizar os nativos que ali encontraram. A conquista e colonização do território facilitaria as comunicações por terra entre a Bahia e Pernambuco e permitiria a sujeição das tribos indígenas, além de impedir novas incursões dos franceses.

O território que viria a ser a capitania de Sergipe D'El-Rei originou-se de um povoado chamado São Cristóvão. Mas a colonização propriamente dita somente aconteceu em 1590, após a destruição das tribos indígenas hostis. A região do arraial de São Cristóvão, sede da capitania de Sergipe D' El-Rei tornou-se então importante pólo de criação de gado e de cana-de-açúcar. No período das invasões holandesas, que correspondeu à primeira metade do século XVII, a economia de Sergipe D'El-Rei ficou prejudicada, recuperando-se, no entanto, com a retomada da região pelos portugueses, em 1645.

Em 1723 foi anexada à Bahia, tornando-se responsável por um terço da produção açucareira baiana da época. Em 1820 houve uma primeira tentativa de se conceder autonomia ao território sergipano, mas somente em 1823, depois de várias guerras e resistência às tentativas de anexação, a capitania de Sergipe tornou-se definitivamente emancipada da Bahia. Com a proclamação da República, em 1889, a província de Sergipe passou a ser um dos Estados da Federação, com sua primeira Constituição promulgada em 1892.

Origem do Nome

O nome Sergipe origina-se do tupi si'ri ü pe que quer dizer "no rio dos siris", tendo sido mais tarde adotado Cirizipe ou Cerigipe, que quer dizer "ferrão de siri", nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português.

Localização

Localizado na porção leste da região Nordeste do Brasil.

Limites

Norte : Estado de Alagoas
Leste : Oceano Atlântico
Sul e Oeste : Estado da Bahia.

Clima / Temperatura

O clima no Estado é tropical, com chuvas mais frequentes na costa e longas estiagens no interior, especialmente na região semi-árida. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 23 e 24º C.

Relevo

Seu relevo caracteriza-se pela predominância de terrenos baixos e várzeas nas proximidades do litoral, onde há uma faixa úmida voltada para o oceano; planícies na parte norte do Estado; e planalto semi-árido em sua região noroeste.

Hidrografia

O principal rio que banha o Estado de Sergipe é o São Francisco, um dos mais importantes do Brasil. Sua bacia hidrográfica inclui também os rios Vaza Barris, Sergipe, Japaratuba, Piauí e Real.

Vegetação

A vegetação predominante distingue a paisagem típica litorânea, de coqueiros e vegetação rasteira, da caatinga encontrada no interior. As extensas florestas anteriormente existentes, desapareceram substituídas pelo cultivo agrícola ou pela exportação das madeiras nobres, ainda nos tempos da colônia.

Bandeira

Sergipe

Nos fins do século XIX, o negociante e industrial sergipano José Rodrigues Bastos Coelho, necessitando de um distintivo para suas embarcações que identificasse o Estado de onde procediam, elaborou uma bandeira para este fim.

A bandeira, formada por um retângulo com quatro listras - alternando as cores verde e amarelo -, e um retângulo azul na parte superior à esquerda com quatro estrelas brancas de cinco raios, passou a ser conhecida, nos portos frequentados pelos navios de Bastos Coelho, como a "Bandeira Sergipana". As cores usadas foram as nacionais e as estrelas representavam quatro barras do Estado, talvez as mais transitadas pelo autor.

Esta bandeira, acrescentando mais uma estrela maior no centro das outras para representar o número exato das barras sergipanas, foi oficializada através da Lei No 795, de 19 de outubro de 1920. No dia 24 de outubro de 1920 a bandeira oficial de Sergipe foi hasteada pela primeira vez, na fachada do Palácio do Governo, ficando ao lado da bandeira nacional.

Em 1951, a bandeira oficial do Estado foi alterada. As cores e características foram mantidas, exceto o retângulo azul, que a partir daí continha quarenta e duas estrelas, representando o número dos municípios sergipanos na época.

No ano seguinte foi restabelecida a bandeira oficial instituída pela Lei No 795, de 19 de outubro de 1920.

Brasão

Sergipe

A Lei nº 02, de 5 de julho de 1892 instituiu o Brasão de Armas de Sergipe.

Coube ao professor Brício Cardoso a criação do Brasão, oficializado em 5 de julho de 1892 pela Assembléia Legislativa.

Sua simbologia está representada pelo índio Serigi embarcando em um balão; em seu centro a palavra PORVIR - o futuro. Abaixo do cesto do balão a legenda Sub Lege Libertas - Sob a Lei a Liberdade. Encerrando a faixa a data da primeira Constituição do Estado - 18 de maio de 1892. O índio representa o passado e o balão o futuro e a civilização.

Fonte: www.citybrazil.com.br

Sergipe

Etiologia

Siri-i-pe: Em tupi, siri é “caranguejo”, i é “água”, pé significa “caminho ”ou “curso” = curso do rio dos siris, ou simplesmente rio dos siris. Na linguagem do colonizador, Siri-i-pe transformou-se em Sergipe.

Siri-i-pe, palavra de origem tupi, significa “curso do rio dos siris”, ou simplesmente “rio dos siris”. Mais tarde foi adotado Cirizipe ou Cerigipe, que significa "ferrão de siri", nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português. Na linguagem do colonizador, Siri-i-pe transformou se em Sergipe. Com a divisão do Brasil em 15 (quinze) Capitanias Hereditárias, o atual território sergipano fazia parte da capitania que se estendia da foz do rio São Francisco à Ponta do Padrão na Bahia (Baía de Todos os Santos), concedida a Francisco Pereira Coutinho, em 1534, por Carta de Doação. A presença de Coutinho não alcançou as terras sergipanas, favorecendo a ação dos piratas franceses que contrabandeavam o pau-brasil, contando com a colaboração dos Tupinambás, tribo indígena que habitava o litoral sergipano.

As terras sergipanas, na época do descobrimento, eram habitadas por várias tribos indígenas. Além dos Tupinambás e caetés - tribos predominantes que ocupavam cerca de 30 aldeias ao longo do litoral e ambas pertencentes ao grupo tupi-, havia, Xocós (única tribo sobrevivente, que vive na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha), Aramurus e Kiriris, nas margens dos rios São Francisco e Jacaré; Aramaris, Abacatiaras e Ramaris, no interior, além dos Boimés, Karapatós e os Natus.

Devido ao fracasso do sistema de capitanias, das quais só duas prosperavam, a Coroa portuguesa comprou, em 1549, a capitania da Baía de Todos os Santos, incluindo Sergipe - dos herdeiros do donatário, para sediar o governo-geral e nomeou Tomé de Souza como primeiro governador-geral da Colônia.

A primeira tentativa de colonização de Sergipe ocorreu a partir de 1575, quando os jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio percorreram algumas aldeias e por onde passaram, fundaram as missões de São Tomé e ergueram igrejas dedicadas a São Tomé - nas imediações do rio Piauí (supõe-se no atual município de Santa Luzia do Itanhy) -, a Santo Inácio - às margens do rio Vaza-Barris (Itaporanga D'Ajuda) -, e a São Paulo - provavelmente em território que hoje pertence ao município de Aracaju -, localizadas em terras dominadas pelos caciques tupinambá Surubi, Serigi e Aperipê.

A chegada do então governador Luis de Brito a região, insatisfeito com esta primeira tentativa de colonização, provocou a fuga dos índios. Por ele interpretado como rompimento das relações amistosas, serviu de pretexto para atacá-los, resultando em morte de muitos índios que não conseguiram fugir, inclusive de Surubi, e aprisionamento de Serigy.

A ação de Brito não contribuiu para a conquista de Sergipe, que só aconteceu através uma guerra sangrenta contra os indígenas que foram definitivamente dominados por Cristóvão de Barros, em 1590, com a derrota do temido cacique Boipeba.Por ordem do rei Felipe II da Espanha e I de Portugal, Cristóvão de Barros fundou um arraial denominado de cidade de São Cristóvão, sede do governo, e deu à capitania o nome de Sergipe Del Rey, da qual foi nomeado o primeiro capitão-mor.

Montada a máquina administrativa, começou o trabalho de colonização e povoamento de Sergipe, através de doações de sesmarias. As imediações dos rios Reais e Piauí foram as primeiras a serem povoados. No início do século XVII, a colonização continuou nas regiões do Norte, pelas margens do rio São Francisco.

Entre 1637 e 1645 Sergipe esteve sob domínio dos holandeses, período no qual sua economia foi bastante prejudicada. Durante a invasão, São Cristóvão foi praticamente destruída, sendo reconstruída depois da expulsão dos holandeses. Após restituir o domínio português, a vida em Sergipe volta a se normalizar lentamente, desenvolvendo-se a cultura de mantimentos e a pecuária. Surge, na época, a lenda das minas de prata na Serra de Itabaiana.

No século XVIII, o cultivo da cana-de-açúcar começa a se desenvolver em Sergipe, atividade econômica que logo enriqueceu e destacou o Vale de Cotinguiba, superando o comércio de gado, inicialmente base da economia da capitania. Chegaram também os primeiros escravos da África para trabalharem na lavoura.

Em 1696, Sergipe consegue sua autonomia jurídica com a criação da Comarca de Sergipe, sendo Diogo Pacheco de Carvalho nomeado como primeiro ouvidor. Em 1698 foram instaladas as primeiras vilas: Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia e Santo Amaro das Brotas.

No começo do século XIX, Sergipe tinha economia própria e o seu principal produto era o açúcar. Criava-se gado e produzia-se também algodão, couro, fumo, arroz, mandioca, produtos exportados para as capitanias vizinhas.Em 1763, a Bahia, Sergipe, Ilhéus e Porto Seguro foram reunidos em uma só província, e Sergipe tornou-se responsável por um terço da produção açucareira baiana.

Constantes intervenções na vida sergipana contribuíram para que aumentassem os protestos nas câmaras municipais contra a dependência da Bahia. Então, no dia 08 de Julho de 1820, um Decreto de Dom João VI elevava Sergipe à categoria de Capitania independente da Bahia e Província do Império do Brasil, com o brigadeiro Carlos César Burlamaque nomeado seu primeiro governador.

A independência, porém, durou pouco. Em 1821, logo depois de chegar em Sergipe, Burlamaque foi preso por ordem da Junta Governamental da Bahia e conduzido para Salvador por não querer aderir ao movimento constitucionalista.

Finalmente, em 5 de dezembro de 1822, Dom Pedro I confirmou o decreto de 1820 que dava independência a Sergipe Del Rey, sendo nomeado Presidente, no ano seguinte, o brigadeiro Manuel Fernandes da Silveira. Em 1836, a Revolta de Santo Amaro voltou a tumultuar a vida em Sergipe, estendendo-se por outras vilas. Durante o conflito formaram-se os partidos Liberais e Conservador, os quais dominaram a política sergipana durante o Império. Com a decadência da cana-de-açúcar, a economia de Sergipe passa a depender da produção de algodão.

Em 17 de Março de 1855, a província ganha uma nova capital. O então presidente Inácio Joaquim Barbosa transfere o comando político-administrativo para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, à margem direita do rio Sergipe. A mudança, movida por razões econômicas, gerou protestos em São Cristóvão. Em 1860, a Província recebe a visita de Dom Pedro II que percorre vários municípios sergipanos.

Considerando a monarquia um fator de atraso para o Brasil, começa a se formar em Laranjeiras o Partido Republicano, que, em 1889, consegue eleger os primeiros representantes para o Congresso Federal; entre eles o escritor e filólogo João Ribeiro. Em 1892 é promulgada a primeira Constituição do Estado de Sergipe e, em 1920, durante as comemorações dos 100 anos de independência, foi oficializada a bandeira.

No início da República, Sergipe sedia movimentos rebeldes os quais disputam a hegemonia política local. Essas revoltas são motivadas pela interferência dos governos centrais que nomeiam para sucessivas chefias do Estado intelectuais sergipanos de projeção nacional, mas que não possuem raízes partidárias na região.

Durante uma década, o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço com o surgimento do bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu Sergipe e mais seis estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido pela volante e morto junto com Maria Bonita e mais nove companheiros em seu esconderijo em Angico, no município de Poço Redondo, no vale do São Francisco.

Em Agosto de 1942, Sergipe virou notícia nacional com a divulgação que, próximo à foz do rio Real (hoje Praia dos Náufragos), o submarino alemão denominado U 507, afundou os navios mercantes brasileiros Baependy, Araraquara e Aníbal Benévolo. Seguindo sua patrulha em direção Sul, o submarino fez mais três vítimas, o Itagiba, o Arará e o veleiro Jacyra, provocando protestos em Sergipe e em todo o país. Poucos dias depois dos naufrágios, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo e sua participação na II Guerra Mundial.

Folclore

Sergipe guarda em sua história e tradição muito das culturas portuguesa e negra e um dos mais ricos folclores do Brasil. São inúmeras as manifestações culturais que nos remetem ao passado e garantem, no presente, uma permanente interação entre as mais diversas comunidades responsáveis pela continuidade do nosso folclore. A seguir, você fará uma viagem pelo que há de mais belo na cultura popular sergipana.

GRUPOS FOLCLÓRICOS

Cacumbi

Sergipe

Não se sabe ao certo a origem do Cacumbi, acredita-se que é uma variação de outros autos e bailados como Congada, Guerreiro, Reisado e Cucumbi.

O grupo apresenta-se na Procissão de Bom Jesus dos Navegantes e no Dia de Reis, quando a dança é realizada em homenagem a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Pela manhã, os integrantes do grupo assistem à missa na igreja, onde cantam e dançam em homenagem aos santos padroeiros. Depois das louvações, o grupo sai às ruas cantando músicas profanas e, à tarde, acompanham a procissão pelas ruas da cidade.

Seus personagens são o Mestre, o Contra-Mestre e os dançadores e cantadores; o grupo é composto exclusivamente por homens. Os componentes vestem calça branca, camisa amarela e chapéus enfeitados com fitas, espelhos e laços. Só o Mestre e o Contra-Mestre usam camisas azuis. O ritmo é forte, o som marcante e o apito coordena a mudança dos passos. Os instrumentos que acompanham o grupo são: cuíca, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá.

Em Sergipe, o Cacumbi é encontrado nos municípios de Lagarto, Japaratuba, Riachuelo e Laranjeiras.

Cangaceiros

Sergipe

Em 1960, Azulão, um dos homens de Lampião, formou um grupo composto de 17 homens e 2 mulheres (representando Maria Bonita e Dadá), vestidos de cangaceiros e, com eles saiu cantando e dançando em ritmo de forró pelas ruas de Lagarto; costume vivo até hoje, revivendo as estórias e histórias de Lampião cantadas e decantadas em prosa e verso.

O grupo tem como indumentária chapéus de couro enfeitados, camisas de mangas longas com divisas nos ombros, jabiracas coloridas ou lenço no pescoço, cartucheiras, espingardas e sandálias de couro grosso.

Em Sergipe, a manifestação permanece viva nos municípios de Lagarto e Própria

Chegança

Dança que representa em sua evolução a luta dos cristãos pelo batismo dos Mouros. A apresentação sempre acontece na porta de igrejas, onde uma embarcação de madeira é montada para o desenvolvimento das jornadas.

A predominância é do azul e do branco. O padre, o rei e os Mouros (personagens da Chegança), utilizam outras tonalidades. O pandeiro é o principal instrumento de acompanhamento, eles utilizam também apitos e espadas. Bastante teatral, a apresentação completa da Chegança demora, geralmente, 60 minutos.
A influência do Samba em Sergipe

O samba é um gênero musical e tipo de dança popular brasileira cuja origem remonta à África. Os negros escravos que chegaram a Sergipe no início do século 17 trouxeram uma bagagem cultural muita significativa, com ritmos e cânticos que aos poucos foram sendo assimilados pelos portugueses e brasileiros. Essa mistura de culturas produziu um tipo de samba, marcado por batidas suaves e sincopadas.

Sergipe é responsável pela absorção do samba em outras manifestações folclóricas, existentes até hoje. Em várias partes do Estado, mas principalmente no Litoral Sul, grupos folclóricos como Batucada, Samba de Coco e Pisa Pólvora, são exemplos vivos da raiz mais pura do Samba.

Guerreiro

Auto natalino, que carrega marcas do Reisado. Sobre as origens conta a lenda popular que uma rainha, em um passeio acompanhada de sua criada de nome Lira e dos guardas (Vassalos), conhece a apaixona-se por um índio chamado Peri. Para não ser denunciada, manda matar Lira. Mesmo assim, o rei toma conhecimento do fato e, na luta contra o índio Peri, morre.

A dança é composta de jornadas - uma sequência de cantos e danças -, que são apresentadas de acordo com os personagens de cada grupo, sendo um dos pontos culminantes a luta de espadas, travada entre o Mestre e o índio Peri. Os principais personagens do Guerreiro, além do Mestre – que comanda as apresentações -, e do índio Peri, são: o Embaixador, a Rainha, Lira, o Palhaço e os Vassalos.

Os instrumentos que acompanham o grupo são sanfona, pandeiro, triângulo e tambor. Destacam-se os trajes coloridos e ricamente enfeitados.

Lambe Sujo e Caboclinho

Sergipe

São dois grupos folclóricos unidos num folguedo que se baseia no episódio da destruição dos quilombos. O grupo dos Lambe-Sujos é formado por meninos e homens totalmente pintados de preto, usando uma mistura de tinta preta e melaço de cana-de-açúcar para ficar com a pele brilhosa. Eles usam short e um gorro de flanela vermelha. Nas mãos, uma foice, símbolo de luta pela liberdade. Fazem parte do grupo o Rei”, a Rainha e a “Mãe Suzana”, representando uma escrava negra.

Após uma alvorada festiva, os Lambe-Sujos saem às ruas, acompanhados por pandeiros, cuícas, reco-recos e tamborins, roubando diversos objetos de pessoas da comunidade que são guardados no “mocambo”, armado em praça pública. A devolução dos objetos é feita mediante contribuição em dinheiro pelo proprietário do objeto roubado.

Junto com os Lambe-Sujos se apresentam os Caboclinhos, que pintam o corpo de roxo-terra e usam indumentária indígena: enfeites de penas, cocar e flecha nas mãos.

A brincadeira consiste na captura a rainha dos Caboclinhos pelos Lambe-Sujos, que fica aprisionada. À tarde, há a tradicional “batalha” pela libertação da rainha, da qual os Caboclinhos saem vitoriosos.

O grupo musical que acompanha o folguedo é composto por ganzás, pandeiros, cuícas, tambores e reco-recos.

Hoje, a "Festa de Lambe-Sujo", como é conhecida, tornou-se uma das mais importantes da cidade de Laranjeiras, acontecendo sempre no segundo domingo de outubro.

Maracatu

O Maracatu originou-se da coroação dos Reis do Congo. Não sendo propriamente um auto, não tem um enredo ordenado para sua exibição.

Integram ao cortejo real, lembrança da célebre rainha africana Ginga de Matamba, o Rei, a Rainha, o Príncipe e a Princesa, Ministros, Conselheiros, Vassalos, Lanceiros, a Porta-bandeira, Soldados, Baianas e tocadores. E as “Calungas”, bonecos representando Oxum e Xangô.

Em geral o cortejo é formado por integrantes negros. Vestidos de cores extravagantes, os participantes do cortejo seguem pelas ruas da cidade cantando e saracoteando, entre umbigadas, cumprimentos e marchas. Não existe uma coreografia especial.

Algumas das cantigas são proferidas numa presumível língua africana, tambor, chocalho e gonguê são os instrumentos musicais que acompanham o cortejo.

Tendo o Maracatu perdido a tradição sagrada, hoje, é considerado um grupo carnavalesco, de brincadeira s de rua, que, em Sergipe, é encontrado nos municípios de Brejo Grande e Japaratuba.

Parafusos

Sergipe

Conta-se que no tempo da escravidão, os escravos negros fugitivos saíram à noite para roubar as anáguas das sinhazinhas deixadas no quaradouro. Cobrindo todo corpo até o pescoço, sobrepondo peça por peça, nas noites de lua cheia saíram pelas ruas dando pulos e rodopiando em busca da liberdade. A superstição da época contribuiu para que os senhores ficavam apavorados com tal assombração - acreditando em almas sem cabeça e outras visagens - e não ousavam sair de casa.

Após a libertação, os negros saíram pelas ruas vestidos do jeito como faziam para fugir dos seus donos. Nasceram assim os parafusos.

Trajando uma sequência de anáguas, cantarolando, pulando em movimentos torcidos e retorcidos, um grupo exclusivamente de homens – representando os escravos negros – formam o grupo folclórico “Parafuso” da cidade de Lagarto.

Os instrumentos que acompanham o grupo são triângulo, acordeom e bombo.

Reisado

Sergipe

O Reisado, de origem ibérica, se instalou em Sergipe no período colonial. É uma dança do período natalino em comemoração do nascimento do menino Jesus e em homenagem dos Reis Magos. Antigamente era dançado às vésperas do Dia de Reis, estendendo-se até fevereiro para o ritual do “enterro do boi”. Atualmente, o Reisado é dançado, também, em outros eventos e em qualquer época do ano.

A cantoria começa com o deslocamento do grupo para um local previamente determinado, onde é cantado “O Benedito”, em louvor a Deus, para que a brincadeira seja abençoada e autorizada. A partir daí, começam as “jornadas”. O enredo é formado pelos mais diversos motivos: amor, guerra, religião, história local, etc., apresentado em tom satírico e humorístico, originando um clima de brincadeira.

O Reisado é formado por dois cordões que disputam a simpatia da platéia e são liderados pelas personagens centrais: o “Caboclo” ou “Mateus” e a “Dona Deusa” ou “Dona do Baile”. Também se destaca a figura do “Boi”, cuja aparição representa o ponto alto da dança. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, pandeiro, zabumba, triângulo e ganzá.

O Reisado tem como característica o uso de trajes de cores fortes e chapéus ricamente enfeitados com fitas coloridas e espelhinhos.

São Gonçalo

Sergipe

Dança em homenagem a São Gonçalo do Amarante, que segundo a lenda, teria sido um marinheiro que tirou muitas mulheres da prostituição, através da música alegre que fazia com a viola. A dança é acompanhada por violões, pulés (instrumentos feitos de bambu), e caixa. A caixa é tocada pelo "patrão" - homem vestido de marinheiro, como alusão a São Gonçalo do Amarante.

O grupo dança em festas religiosas e pagamento de promessas. É composto em suas maioria por trabalhadores rurais, que se vestem de mulher, representando as prostitutas. Um dos grupos mais apreciados pela singeleza da dança e da música.

Apesar de louvar um Santo católico, a dança lembra movimentos de rituais afro. Mais uma vez isso fica comprovado também na letra das músicas. Um dos versos mais conhecidos do São Gonçalo diz: “Vosso reis pediu uma dança, é de ponta de pé, é de ‘calcanhá’. Onde mora vosso reis de Congo...”

Sergipe

Os movimentos muito sensuais parecem mais um jogo de conquista, já que os dançadores representam prostitutas que São Gonçalo recuperou através da dança. Não é à toa que os homens se vestem com saias, fitas coloridas e colares. Tudo isso serve para simbolizar as prostitutas.

A religiosidade do grupo é visível. Assim que começa a brincadeira eles fazem o sinal da cruz. Quando termina também. Para acompanhar o gesto, os brincantes cantam: “Nas horas de Deus amém. Padre, Filho, Espírito Santo. Essa primeira cantiga que pra São Gonçalo eu canto”.

São Gonçalo morreu em 1262 e foi canonizado somente em 1561. O rei de Portugal Dom João III, um grande devoto, foi um dos primeiros a empenhar-se para a beatificação do Santo em Roma. Em Portugal a sua festa é realizada em Amarante, no dia 7 de Junho.

Taieira

Grupo de forte característica religiosa tendo por objetivo a louvação a São Benedito e a Nossa Sra. do Rosário, ambos padroeiros dos negros no Brasil. É da imagem dessa santa que se retira a coroa para colocar na cabeça da "Rainhas das Taieiras" ou "Rainha do Congo".

Durante a missa na Igreja de São Benedito, em Laranjeiras, as Taieiras, grupo de influência afro, participa efetivamente do ritual cristão numa demonstração clara do sincretismo religiosos entre a Igreja Católica e os rituais afro-brasileiros. O momento da coroação é o ápice da festa que se realiza sempre no dia 06 de janeiro, nessa igreja.

Sergipe

Tocando quexerés (instrumentos de percussão) e tambores, as Taieiras, trajando blusa vermelha cortada por fitas e saia branca, seguem pelas ruas cantando cantigas religiosas ou não.

Este evento é definido como uma das mais claras demonstrações de sincretismo, com santos e rainhas, procissões e danças misturados num mesmo momento de celebração.

Sergipe

Cacumbi

Dança realizada em homenagem aos padroeiros dos negros, São Benedito e N. Sra. do Rosário. Composto exclusivamente por homens, o Cacumbi traça uma perfeita arrumação de seus componentes no contorno e no ritmo.

A festa é rítmica, o som é marcante e o apito coordena a mudança dos passos. Chapéus enfeitados por fitas e espelhos, cores vivas e muita alegria marcam o espetáculo.

Zabumba

Sergipe

Zabumba é o nome popular do “bombo”, um instrumento de percussão. O termo, também, é usado para denominar o conjunto musical composta por quatro integrantes, todos do sexo masculino, conhecido como “Banda de Pífanos”.

Em Sergipe, as apresentações da Zabumba acontecem em rituais de pagamento de promessas, datas comemorativas, festas religiosas e festivais de cultura popular.

GRUPOS FOLCLÓRICOS DO CICLO JUNINO

Bacamarteiros

Sergipe

Costume e tradição do município de Carmópolis. Os Bacamarteiros comemoram a noite de São João (24 de junho) com dança, música e muitos tiros de bacamarte (espécie de rifle artesanal). O grupo é composto por mais de 60 participantes, entre homens e mulheres. As mulheres trajam chapéu de palha e vestido de chita, dançam sempre em círculo, enquanto os homens, que ficam atrás, vão disparando tiros de bacamarte, de acordo com o desenrolar da dança.

Batucada

Manifestação folclórica bastante difundida no município de Estância. Os instrumentos de percussão - tambor, reco-reco, ganzá e triângulo - e o compasso rítmico das batidas dos pés são as características mais marcantes.

A Batucada é composta de 100 a 150 figurantes, homens e mulheres, que vestem indumentárias típicas do ciclo junino. Na cabeça, todos usam chapéus de palha e nos pés tamancos de madeira.

Samba de Coco

Uma dança acompanhada de cânticos, a origem é africana, mas com forte influência indígena. A marcação do ritmo é forte, feita através dos sapateados e das palmas.

Sua origem africana está ligada intimamente à formação dos quilombos. Os negros que fugiam das senzalas se reuniam em locais distantes - quilombos, e para passar o tempo ocioso cantavam enquanto praticavam o ritual da quebra do coco, retirando a “coconha” (amêndoa), para o preparo dos alimentos.

No Samba de Coco, o tirador do coco, também chamado de coqueiro, é quem puxa os versos, que são respondidos pelo coro dos participantes. Os versos podem ser tradicionais e improvisados e aparecem nas mais variadas formas, quadras, sextilhas, décimas, etc.

No Samba de Coco o canto é marcado pelos instrumentos de percussão: cuícas, pandeiros, ganzás, bombos, tambores, chocalhos, maracas e zabumbas que acompanham a sanfona.

Enquanto dançam, sapateando e pisando forte no chão, os participantes batem palmas e cantam, girando sem parar, desenvolvendo passos e requebros.

A indumentária é simples. As mulheres usam vestidos estampados, com saias rodadas e cinturas marcadas, e os homens, calças comuns e camisas identicamente estampadas. Nos pés, usam tamancos de madeira que ajudam a sonorizar o ato da pisada no chão.

Sarandaia

A Sarandaia, realizada em Capela, é a junção de dois grupos folclóricos: Zabumba e Bacamarteiros. No dia 31 de maio, à meia-noite, eles saem às ruas pedindo brindes para ajudar a compor o mastro. O cortejo invade a noite com muita gente dançando ao ritmo da zabumba e os estouros dos bacamartes.

Pisa-Pólvora

Um ritual, uma dança folclórica, muito parecida com a Batucada, ambas manifestações populares com forte expressividade no município de Estância. A finalidade maior do Pisa-Pólvora é preparar a pólvora para as sensacionais batalhas de busca-pés e para os barcos de fogo, abrindo os festejos juninos da cidade.

A dança é realizada em torno de um pilão, onde estão colocados o enxofre, o salitre e o carvão, substâncias utilizadas no preparo da pólvora. Homens e mulheres costumam participar, vestidos à moda caipira, cantando e dançando ao som de ganzás, tambores, triângulos, reco-reco e porca.

O ritual é uma herança dos tempos da escravidão; os negros costumavam realizar as tarefas, dançando, pisando forte no chão e tirando versos de improviso.

Culinária

A formação cultural de Sergipe gerou uma diversificada culinária, marcada, no entanto, por singulares diferenças. Como aconteceu em todo o Nordeste, a comida típica recebeu influência de negros, brancos e índios. Todas essas influências contribuem para que a cozinha sergipana seja saborosa, rústica, perfumada, simples, e que traga a marca do passado em seus ingredientes.

E a variedade é grande. Enquanto os doces e guloseimas foram trazidos pelos portugueses, os índios contribuíram com o hábito de comer raízes, como a macaxeira e o inhame. Os negros, por sua vez, comiam a carne seca e aquelas partes menos nobres que deram origem a pratos bastante apreciados por aqui: o sarapatel (nas versões de porco, boi e frango), a rabada e a feijoada, que em Sergipe é preparada com bastante verdura. Estes enriqueceram as receitas que conheciam com ingredientes que a natureza local oferecia.

Às margens de rios e nas praias é comum saborear pratos à base de frutos do mar, servidos de diversas formas: ensopados, escaldados, cozidos, ou fritos, utilizando ingredientes como camarão, lagosta, uma grande variedade de peixes e os famosos caranguejos. Na região do sertão dá-se mais ênfase à carne de bode e a de carneiro, com a buchada e a carne-do-sol com pirão de leite.

A cozinha regional é caracterizada pelo tradicional café nordestino com delícias como a torta de macaxeira com charque, o cuscuz, o beiju de tapioca, arroz-doce, batata-doce, inhame, pé-de-moleque, que costumam ser servidos nos cafés-da-manhã e na hora do jantar.

Mas, sem dúvida, a maior variedade de cores e sabores está entre as receitas que utilizam as frutas típicas como mangaba, graviola, pitanga, siriguela, cajá, carambola, manga, araçá, caju, entre outras, que podem ser saboreadas tanto in natura, como serem base para a preparação de sucos, sorvetes e sobremesas em geral.

A culinária junina de Sergipe é um capítulo à parte. Milho, tapioca, macaxeira e amendoim formam a base da maioria dos pratos: bolos de milho, canjica, pamonha, beiju e cuscuz de coco são iguarias típicas presentes na culinária da época, além dos deliciosos licores de umbu, jenipapo, pitanga e de tamarindo.

Fonte: www.conhecasergipe.com.br

Sergipe

O Hino, o símbolo mais antigo de Sergipe foi publicado pela primeira vez no jornal "Noticiador Sergipano", de São Cristóvão, em 1836. Seus versos são de autoria do professor Manoel Joaquim de Oliveira Campos e a música é de frei José de Santa Cecília, ambos sergipanos.

HINO SERGIPANO

Alegrai-vos, Sergipanos,
Eis surge a mais bela aurora
Do áureo jucundo dia
Que a Sergipe honra e decora.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

A bem de seus filhos todos
quis o Brasil se lembrar,
de seu imenso terreno
em províncias separar.

O dia brilhante ...

isto se fez, mas contudo
tão Cômodo não ficou,
como por más consequências
depois se verificou.

O dia brilhante ...

Cansado da dependência
com a província maior,
Sergipe ardente procura
um bem mais consolador.

O dia brilhante ...

alça a voz que o trono sobe
que ao soberano excitou,
e, curvo o trono a seus votos,
independente ficou.

O dia brilhante ...

Eis, patrícios sergipanos,
nossa dita singular,
Com doces, alegres cantos
nós devemos festejar.

O dia brilhante ...

mandemos, porém, ao longe
essa espécie de Rancor,
que ainda hoje alguém conserva
aos da província maior.

O dia brilhante ...

a união mais constante
nós deverá congraçar,
sustentando a liberdade
de que queremos gozar.

O dia brilhante ...

Se vier danosa intriga
nossos lares habitar,
desfeitos os nossos gostos
tudo em flor há de murchar.

Fonte: www.se.gov.br

Sergipe

Sergipe

LOCALIZAÇÃO

Sergipe fica no leste da região Nordeste

FRONTEIRAS

Leste = Oceano Atlântico

DIVISAS

Noroeste = Alagoas; Sul = Bahia; Oeste = Bahia

ÁREA (km²)

22.050,4

RELEVO

Planície litorânea com várzeas, depressão na maior parte do território

RIOS PRINCIPAIS

São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Real, Piauí, Japaratuba

VEGETAÇÃO

Mangues no litoral, faixa de floresta tropical e caatinga na maior parte do território

CLIMA

Tropical atlântico no litoral e semi-árido

CIDADES MAIS POPULOSAS

Aracaju, Lagarto, Itabaiana, Estância

HORA LOCAL (em relação a Brasília)

A mesma

HABITANTE

Sergipano

CAPITAL

Aracaju, fundada em: 17/3/1855

HABITANTE DA CAPITAL

Aracajuano

A economia se baseia no extrativismo (petróleo e gás natural), na agricultura (laranja, cana-de-açúcar, coco) e na pecuária.

Em 1575, os jesuítas tentaram colonizar as terras sergipanas, mas apenas em 1590 os indígenas foram derrotados definitivamente por Cristóvão de Barros, fundador do forte e do arraial de São Cristóvão.

Entre 1637 e 1645, Sergipe esteve sob o domínio dos holandeses, período no qual sua economia foi bastante prejudicada. Com a recuperação das terras pelos portugueses, desenvolveu-se a cultura canavieira e a criação de gado.

Em 1820, tornou-se uma capitania autônoma, desmembrada da Bahia. As plantações de algodão passaram a ter importante papel na economia deste período.

Em 1855, a capital foi transferida de São Cristóvão para o arraial de Aracaju.

Na segunda metade do século 19, Tobias Barreto e Sílvio Romero projetaram Sergipe no panorama cultural do país. Na vida política, porém, ocorreram revoltas causadas pela interferência do governo central.

Fonte: www.brasilrepublica.com

Sergipe

Conheça Sergipe

Do litoral ao semi-árido, Sergipe apresenta diversos pontos turísticos, seja para quem gosta de aventura, para aqueles que não abrem mão do conhecimento histórico ou apenas para quem quer relaxar à sombra de um coqueiro numa das belas praias do litoral sergipano.

O folclore local também é uma atração a ser vivenciada; é onde o turista perceberá o regaste e a importância que o sergipano atribui às suas raízes. “Serjipe”, que logo depois de ser desbravado foi denominado Sergipe Del Rey, evolui, desde então, mantendo o que há de mais precioso por aqui: a sua história, suas belezas naturais e alegria de um povo que não cansa de ser feliz e de acolher bem!

ARACAJU – CAPITAL DA QUALIDADE DE VIDA

Sergipe

O menor estado brasileiro tem sua principal cidade considerada a “capital da qualidade de vida” do país. Rica em belezas naturais, cidade aconchegante e repleta da alegria do seu povo hospitaleiro, Aracaju é a expressão resumida do que todo o Sergipe pode oferecer: muito praia, sol e mar, além de encantadoras surpresas, capazes de conquistar todos aqueles que têm a oportunidade de conhecer este pedaço do nordeste. A tranquilidade aracajuana contrasta com as linhas planejadas de uma cidade moderna com lugares fascinantes, que enchem os olhos com suas belezas naturais e sua riqueza histórica.

CENTRO HISTÓRICO E OUTROS PONTOS TURÍSTICOS

Aqui você vai encontrar os mercados Antônio Franco (1926) e o Thales Ferraz (1949), agora reformados. Um excelente complexo de cultura, história e também um ótimo local de compras de artesanato e comidas típicas.

Calçadão da Rua João Pessoa

Localizado a 200 dos mercados é um excelente complemento para esse passeio onde encontramos o centro da nossa capital. Diversos bancos, lojas, restaurantes, casas lotéricas e os mais variados segmentos comerciais onde você poderá também caminhar no calçadão da rua de Laranjeiras.

Praça Fausto Cardoso

É onde verdadeiramente começa o calçadão da rua João Pessoa, também conhecida como Praça do Palácio ou Praça dos Três Poderes, é onde está a antiga sede do Governo Estadual.

Ponte do Imperador

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Situada bem a frente da praça Fausto Cardoso é um marco na história da cidade, fundada em 11 de Janeiro de 1860, durante muitos anos serviu de ancoradouro para embarque de passageiros e mercadorias. Hoje é sede do Museu de Rua.

Centro de Turismo e Artesanato

Com uma arquitetura ligada ao ecletismo, o prédio abriga hoje o Museu do Artesanato e também o Bureau de Informações Turísticas.

Calçadão 13 de Julho

Localizado na zona nobre de Aracaju, o calçadão do bairro 13 de Julho é uma das melhores opções para quem quer caminhar e sentir a brisa do rio Sergipe se encontrando com o mar. O complexo do calçadão ainda conta com pista para cooper, parque infantil,quadras de esportes, mirante e quiosques.

Passarela do Caranguejo

O point mais alto astral e badalado de Aracaju, localizado na praia de Atalaia, abriga os melhores bares da cidade. Música ao vivo, água de coco, cerveja gelada, petiscos saborosos, caranguejo e muita gente bonita te esperam para curtir a noite sergipana na beira da praia.

Parque da Cidade

Recentemente reformado, o Parque da Cidade volta a ser novamente uma opção de lazer e diversão para a família sergipana e o turista que visita Aracaju. O parque oferece quadras esportivas, pista para caminhadas e ciclismo, zoológico, lanchonete e restaurante. Destaque para o teleférico que percorre o parque de ponta a ponta.

Orla do Bairro Industrial

Próximo ao Calçadão e ao lado dos mercados centrais, é outro ponto da cidade que foi recentemente revitalizado com bares e restaurantes. Atualmente foi contemplado com uma bela vista que abrange a ponte Aracaju – Barra, inaugurada há pouco mais de 2 anos. Destaque ainda para o novo mirante, que possibilita uma visão mais ampla do local.

Oceanário

O Oceanário de Aracaju apresenta em sua estrutura diversos aquários contendo exemplares da vida marinha presentes no litoral do nosso país. O principal destaque fica por conta das tartarugas marinhas do Projeto Tamar. O complexo ainda ressalta as idéias de preservação ambiental e a aproximação com as espécies marinhas.

Parque da Sementeira

Este belo parque passou por uma recente revitalização, proporcionando assim maior conforto e segurança para esportistas que fazem caminhadas e ciclismo. Para o lazer em família o parque tem pedalinho, restaurante, lanchonete e espaço para piquenique.

HISTÓRIA E FOLCLORE SERGIPANOS

Sergipe

Sergipe também tem muita história pra contar. As cidades de Laranjeiras e São Cristóvão (sendo esta última a quarta cidade mais antiga do Brasil) guardam em suas ruas, prédios, museus e arquivos grandes momentos da história do estado, o que fez com que ambas as cidades fossem tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional.

A beleza de seus acervos arquitetônico, cultural e religioso rendem até hoje o destaque destas duas cidades não apenas dentro das demais cidades sergipanas, como entre as grandes cidades históricas do nosso país.

Sergipe

São Cristóvão traz consigo a memória da primeira capital de Sergipe. Fundada por Cristóvão de Barros em 1590, além de preservar um belíssimo conjunto arquitetônico dos séculos XVII e XVIII, desenvolvido segundo o modelo urbano português, e um folclore, com sua maior representatividade nos Bacamarteiros conhecidos em todo o estado, destaca-se pelo seu patrimônio religioso, que inclui diversas igrejas como a Matriz Nossa Senhora da Vitória e a do São Francisco, conventos, como o do Carmo, que inclui em seu complexo a Igreja e a Ordem Terceira, e o Museu de Arte Sacra de Sergipe, o terceiro maior do país em número de peças expostas.

Sergipe

Em Laranjeiras, além do vasto complexo religioso, que inclui 16 igrejas, entre elas a do Bom Jesus dos Navegantes e a de Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, o patrimônio cultural é preservado e apresentado ao público como forma de manutenção da história do estado.

A cidade, que se desenvolveu através da produção de cana-de-açúcar e cresceu às custas do trabalho escravo, hoje é conhecida como o berço da cultura negra de Sergipe e reúne um grande número de manifestações folclóricas, por diversas vezes divulgadas em nível nacional.

A chegança, as taieiras, os lambe-sujos e os caboclinhos são algumas das expressões que atraem diversos curiosos e simpatizantes do folclore regional todos os anos para as festas realizadas na cidade.

AS RIQUEZAS NATURAIS DO ESTADO

O esforço conjunto do homem e da natureza deu ao Agreste sergipano um dos mais belos espetáculos do planeta. Paisagens belíssimas, formações rochosas deslumbrantes, água cristalina, trilhas ecológicas, vegetação exuberante e fauna diversificada: Isso é Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 km da capital.

Navegar por entre as rochas dessa gigantesca muralha encravada no meio do Alto Sertão de Sergipe é algo inesquecível. São vales grandiosos, formando canyons de 50 metros de altura, circundando um lago que, em alguns pontos, atinge até 190 metros de profundidade. Ninhais de garças e ilhas flutuantes completam o espetáculo.

Sergipe

Em Xingó, a natureza caprichou em todos os detalhes. As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram a mais de oito mil anos. E, também, as marcas das andanças do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos distantes.

A trilha de Angico, no município de Poço Redondo, leva à grota do mesmo nome, local onde morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros. Ver e dar um mergulho no rio São Francisco é uma emoção muito forte, uma experiência cheia de energia.

Mas emocionante, mesmo, é conhecer o Canyon de São Francisco e o Lago de Xingó – resultado do represamento de parte do rio para a construção da Hidrelétrica de Xingó – mergulhar nas suas águas esverdeadas e sentir a grandiosidade proporcionada por paredões de arenito rochoso, contrastando com pássaros de diversas espécies é um espetáculo à parte.

Em pleno semi – árido nordestino, na ponta de entrada da caatinga, tendo ao fundo a Serra do Chapéu de Couro, o canyon, com seu lago navegável por 60 quilômetros – de Xingó a Paulo Afonso – oferece deslumbramento em cada reentrância de seus paredões.

As antes inavegáveis corredeiras deram lugar a águas mais calmas, possibilitando inesquecíveis passeios de catamarã num labirinto de belíssimas formações rochosas, de 60 milhões de anos de existência, que infundem respeito e admiração em quem as contempla. De catamarã ou lancha, percorrer esse mar em pleno sertão – que une os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco – é uma sucessão de belas imagens, geradas pela evolução dos pássaros ao entardecer e pelas formas de seus rochedos, identificados um a um pelos ribeirinhos.

O mais famoso é a Pedra da Águia, um capricho da natureza com a forma da ave. Todos os passeios incluem paradas para mergulho, sendo um dos melhores pontos a Gruta do Talhado.

LITORAL SUL DO ESTADO – COSTA DAS DUNAS

As praias do Saco, Abaís, Pontal, Terra Caída, Caueira e a ilha do Sossego traduzem a beleza de toda a Costa das Dunas, na região Sul de Sergipe. Uma região que se completa com Mangue Seco, na Bahia, onde o escritor Jorge Amado inspirou- se para o romance Tieta. Chega – se a ela por Sergipe.

Sergipe

Em Estância, as praias do Abaís e Saco têm completa infra – estrutura turística, com pousadas, hotéis, camping e restaurantes. Dunas e coqueirais silvestres são um privilégio de toda a região. Um verdadeiro paraíso litorâneo, que se estende até o município de Itaporanga D’Ajuda, precisamente à praia da Caueira, um dos recantos mais encantadores de Sergipe.

HISTÓRIA

Os portugueses logo perceberam que era necessário a conquista e colonização das terras sergipanas, ocupadas pelos índios e franceses (contrabandistas de pau-brasil), pois a ligação por terra entre Pernambuco e Bahia, principais núcleos econômicos da Colônia, estava prejudicada. A primeira tentativa de colonização de Sergipe ocorreu em 1575, quando foram enviados para perto do rio Real os padres Gaspar Lourenço e João Salônio, com o objetivo de catequizar os índios.

Fundaram a aldeia de São Tomé, no povoado de Santa Luzia. Os jesuítas conquistaram facilmente os índios que ali viviam.A conquista gerou guerras sangrentas e terminou em 1º de janeiro de 1590, quando Cristóvão de Barros venceu o cacique Boi peba (Serigy).Nessa época, Portugal estava sob o domínio da Espanha. Cristóvão de Barros, por ordem do rei Felipe II., fundou a capitania de Sergipe Del Rey, abrindo o caminho entre a Bahia e Pernambuco.

Os objetivos da Coroa eram alcançados. Por causa da conquista das terras de Sergipe e porque era amigo dos donos de engenhos e do rei de Portugal, o português Cristóvão Cardoso de Barros foi nomeado governador da capitania de Sergipe Del Rey. Cristóvão de Barros edificou um fortim e fundou o arraial de São Cristóvão, próximo ao rio Poxim, que ficou sendo a sede do Governo.

Anos depois o arraial tornou-se uma vila e passou a ser chamado de vila de São Cristóvão. Outras vilas foram fundadas nas regiões do rio Real e do rio Piauí, ao sul do estado, e nas terras banhadas pelo Vaza-Barris, Cotinguiba e rio Sergipe, ao norte do Estado.

Ao deixar a terra sergipana, Cristóvão de Barros escolheu Tomé da Rocha para ser o capitão-mor da nova capitania.

Este começou a criar gado e plantar cana-de-açúcar nas terras de Sergipe. Quando foi fundada a cidade de São Cristóvão, que ficou sendo a capital da província de Sergipe, muitos negros foram trazidos da África para trabalhar como escravos na lavoura da cana-de-açúcar.

Em 1594, Tomé da Rocha foi substituído por Diogo de Quadros e a colonização se fez lentamente. Expandiu-se a criação de gado, principal setor de desenvolvimento da capitania, com a finalidade de abastecer a Bahia.

ARACAJU

Aracaju orgulha-se de seu novo perfil, marcado pelas largas avenidas e pela moderna arquitetura dos novos edifícios. Seus shopping centers são bem equipados e o aeroporto é um dos melhores do país. Os 445.555 habitantes da capital sergipana desfrutam de uma qualidade de vida superior à média nacional.

A Praia de Atalaia, um dos cartões-postais da capital, é bem iluminada e concentra bons hotéis, restaurantes e bares com mesas na calçada. Nas barraquinhas à beira-mar, saboreia-se a mais doce e refrescante água de coco do Nordeste, vendida inclusive em Salvador.

Mas não pára por aí. No litoral de Aracaju ficam ainda as praias de Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro, todas com uma larga faixa de areia batida, águas rasas e mornas. Sem pressa, os visitantes vão descobrir porque Aracaju é o lugar ideal para ser feliz, como na canção de Caetano Veloso.

Capital projetada antes de Brasília

Desde 1669, já há notícias do povoado de Santo Antonio de Aracaju, situado à beira-mar. Mas o vilarejo só ganhou status de cidade tempos depois.

Em 17 de março de 1855, o presidente da Província de Sergipe, Inácio Barbosa, elevou Aracaju à condição de cidade e imediatamente transferiu a capital – até então São Cristóvão – para lá. É por isso que se diz que Aracaju já nasceu capital.

A nova capital ganhou projeto urbanístico elaborado por uma comissão de engenheiros, coordenada por Sebastião Basílio Pirro. O lugar foi escolhido porque suas características físicas asseguravam um ótimo porto. Assim, Aracaju passou a ser a primeira cidade planejada do Brasil, mais de um século antes de Brasília.

De 1910 a 1930, a nova capital ganhou um perfil urbano. As primeiras inovações vieram no início do século: bonde de tração animal (1901), água encanada (1908) e cinema (1909). Ao longo das décadas de 10 e 20, chegaram os serviços de energia elétrica (bondes elétricos em 1926), esgoto, aterros e drenagem de lagoas e pântanos

OCEANÁRIO

O Oceanário de Aracaju fica na Orla de Atalaia, em Aracaju, o primeiro oceanário do Nordeste, com cerca de 60 espécies de peixes, vertebrados e crustáceos que habitam o litoral sergipano. A nova atração deve se tornar em pouco tempo um importante instrumento de informação e educação ambiental.

O Oceanário chama a atenção pelo interessante formato de tartaruga gigante, feita de palha, e abriga 18 aquários, cinco dos quais de água doce, e dois tanques repletos de peixes, tartarugas, lagostas, cavalos-marinhos, estrelas-do-mar, entre uma infinidade de outros animais marinhos.

Melhor de tudo: é possível ver o fundo do mar. As imagens são captadas por uma câmera submarina instalada a 12 metros de profundidade, na plataforma da Petrobrás Camurim-09, localizada em frente ao oceanário, a uma distância de 10 quilômetros da praia.

PRAIAS

Aqui tudo é fácil, perto e gostoso. Quem já conhece Sergipe sabe que isso é verdadeiro. Aracaju é o portão de entrada, com seus 30 km de orla. As praias da Coroa do Meio, Atalaia, Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro fazem esse conjunto litorâneo de extrema beleza onde a pedida é tomar água de coco e degustar os petiscos feitos com frutos do mar.

Nos bares e restaurantes rústicos da orla são servidas deliciosas moquecas de arraia e de cação, caldinhos variados, pastéis, peixes fritos, pirão de guaiamum e os tradicionais caranguejos.

Há outras praias no Estado igualmente belas. A Atalaia Nova, em Barra dos Coqueiros, as praias do Abaís e Saco, em Estância e Crasto, em Santa Luzia do Itanhy, no sul de Sergipe. Na mesma região, a praia da Caueira, em Itaporanga d’Ajuda. No norte, a excêntrica praia de Pirambú, um lugarejo que no passado foi uma colônia de pescadores, que ainda resistem e mantêm-se na região.

AREIA BRANCA

Situada a 31 km da Capital, tem apenas 22 anos de emancipação política. Situada na região do Cotinguiba, caminho de entrada da região do agreste. A festa de São João dessa cidade é considerada uma das melhores do Brasil. É uma tradição popular bem própria desse povo nordestino. Conta com um forródromo de 50.000m2.

BARRA DOS COQUEIROS

(Ilha de Santa Luzia – Atalaia Nova) – Foi conhecida pelos franceses que navegavam rio adentro para fazer comércio com indígenas que habitavam suas margens. Esse município é dividido pelos povoados de Barra dos Coqueiros, Atalaia Nova e junto ao Porto Marítimo na Praia da Costa, existe alguns povoados como: Capuã, Olhos D’Água e Canal que sobrevivem da pesca primitiva e da cultura do coco. É ponto turístico principal de Sergipe e fica a 3 km de Aracaju.

CANINDÉ DO SÃO FRANCISCO

186 km a separam da Capital, sua povoação data o início da província concedida em 1629 ao desembargador Burgos. Até o início do século passado apresentava somente de 3 a 4 Desperjas. A primeira casa, por ser costume dá surgimento a um povoado. Em 1936 já contava com 120 casas e uma capela. Até que em 25/12/53 é elevada à categoria de cidade inaugurada em 6/3/87 a nova Canindé do São Francisco. XINGÓ PARQUE HOTEL.

ESTÂNCIA

Fundada em 1621, por Pedro Homem. Monumentos e bustos em bronze homenageiam alguns personagens. Entre eles D. Pedro II., que expressou a frase: “Estância Jardim de Sergipe”. Terra de grandes festejos folclóricos, destacando-se sua padroeira Nossa Senhora de Guadalupe, em 12/12 atraindo grandes multidões. Localiza-se a 65 km da capital. Seu forró é um atrativo internacionalmente conhecido pelas atrações dos busca-pés, pisa-pólvora, barco de fogos, batuques e samba de coco.

INDIAROBA

A “Terra do Divino”, fica a 99 km da Capital. Se ostenta como um templo ecológico no seu extenso estuário cercado por um forte manguesal, com exuberante fauna estuária. Com a abertura da “Linha Verde”, transformou-se em um ponto de ligação entre Sergipe e o Estado da Bahia, ficando a 190 km de Salvador.

ITABAIANA

São 50 km de rodovias bem cuidadas que a distanciam da Capital. Tem-se na história a lenda contada por moradores, da existência de ouro, prata e salitre. Contudo, sem garimpo, Itabaiana em sua atração maior é a feira do ouro e lojas especializadas neste tipo de comércio.

ITAPORANGA D’AJUDA

Fundada no século XVI pelo padre jesuíta Gaspar Lourenço, também chefe indígena Surubim, tem como padroeira a Senhora D’Ajuda. A 29 km da Capital, suas fontes de rendas são a pecuária e a agricultura. Tem como atração turística, artesanato de renda e cerâmica.

LARANJEIRAS

Cidade Patrimônio Histórico Nacional, fica a 17 km da Capital Aracaju, situada no Vale do Cotinguiba. É considerada um “Museu a Céu Aberto”, pois preserva as características coloniais de sua fundação na sua Arquitetura e na sua Cultura. Cidade cenário para grandes temas da Rede Globo como: “Tiêta” e “Tereza Batista”, possui monumentos religiosos espetaculares, como o Conjunto do RETIRO, 1ª Residência dos Jesuítas no Vale do Cotinguiba, a igreja de Nossa Senhora da Conceição da Com andaroba, e várias outras, Casarios e Sobrados de antigos Senhores de Engenhos.

Possui manifestações únicas no País, como o Combate do Lambe-Sujo X Caboclinho, vários grupos folclóricos e parafolclóricos, patrimônios naturais como a Pedra Furada e algumas Cavernas e Museus, destacando-se o Museu Afro-Brasileiro de Sergipe, dedicado à Cultura Negra, recebendo visitas ilustres como D. Pedro II., Senadores e Embaixadores. Terra de João Ribeiro e Horácio Hora, mostrando assim porque tem o título de “ATENAS SERGIPANA

NEÓPOLIS

É um município dominado pela paisagem do rio São Francisco a 112 km da Capital. Situada nesse mesmo rio encontram-se algumas ilhas, destacamos as de Nozinho, Saúde e Mato. Sua riqueza vem da agricultura, pecuária, silvicultura, indústria extrativa, cerâmica, olaria, etc. Fica vizinho a Santana do São Francisco (Ex-Carrapicho).

PIRAMBU

Distanciada da capital por 74 km, fica situada num lugar paradisíaco por sua beleza natural. Ótima escolha para se passear finais de semana. Há pousadas, restaurantes e choças com sua gastronomia regional. Lá existe o Projeto Tamar, onde se preservam as Tartarugas marinhas, protegendo a desova.

PROPRIÁ

Localizada a 94 km de Aracaju às margens do São Francisco. O principal produto é o arroz. Conta com o cultivo do milho, mandioca e outros. Sua pesca é artesanal. De rara atração está sendo construído o Museu do Cangaço. A festa de Bom Jesus dos Navegantes é o ponto mais alto do turismo.

SALGADO

São 54 km da Capital até a cidade de Salgado. Seu povoado se faz reconhecer desde a segunda metade do século passado. Foram as águas medicinais da fonte Termal que vem sendo a principal riqueza natural. Sua economia se fundamenta na agricultura e pecuária, tendo como atração turística piscinas e fontes.

SÃO CRISTÓVÃO

A quarta cidade mais velha do Brasil e primeira capital de Sergipe Del Rey. Dista da capital pela BR 101, 27 km e pela rodovia João Bebe Água, 17 km. A exemplo de outras cidades brasileiras da época de sua colonização, São Cristóvão desenvolveu-se segundo o modelo português de cidade em dois planos: cidade alta com a sede do poder civil e religioso; e cidade baixa com o porto, fábricas e a população de baixa renda.

Possui um dos conjuntos arquitetônicos mais bonitos do país, é marcada principalmente por seus belos monumentos históricos como: o museu de Arte-Sacra (um dos mais belos do país), o museu histórico (sobrado do antigo palácio provincial), além de suas belas igrejas com seus altares e retábulos em madeira esculpida dourada no estilo neoclássico. Boas opções: RESTAURANTES BELAS ARTES – CENTRO E TIA IVONETE – PIER DO CATAMARÃ.

TOBIAS BARRETO

Seu primeiro nome foi Rio Real de Lima. Em 1943, por decreto recebe esse nome em homenagem ao poeta, filósofo e jurisconsulto consagrado nos mais altos meios culturais do País , o seu filho Tobias Barreto de Menezes. Suas riquezas econômicas tem em suas reservas grandes diversidades. Artesanato em bordados tem atraído turistas, assim como a festa de Nossa Senhora Imperatriz, a principal do ano, reunindo pessoas de toda vizinhança. Fica a 130 km de Aracaju.

DISTÂNCIAS EM Km DE ARACAJU PARA:

Amparo do São Francisco 116 Km Malhada dos Bois 82 Km
Aquidabã 98 Km Malhador 49 Km
Arauá 99 Km Maruim 30 Km
Arei Branca 36 Km Moita Bonita 64 Km
Barra dos Coqueiros 02 Km Monte Alegre 156 Km
Boquim 82 Km Muribeca 72 Km
Brejo Grande 137 Km Neópolis 121 Km
Campo do Brito 64 Km Nossa Senhora Aparecida 93 Km
Canhoba 124 Km Nossa Senhora da Glória 126 Km
Canindé do São Francisco 213 Km Nossa Senhora das Dores 72 Km
Capela 67 Km Nossa Senhora de Lourdes 152 Km
Carira 112 Km Nossa Senhora do Socorro 13 Km
Carmópolis 47 Km Pacatuba 116 Km
Cedro de São João

94 Km

Pedra Mole 95 Km
Cristinápolis 115 Km Pedrinhas 89 Km
Cumbe 90 Km Pinhão 98 Km
Divina Pastora 39 Km Pirambú 76 Km
Estância 68 Km Poço Redondo 184 Km
Feira Nova 104 Km Poço Verde 145 Km
Frei Paulo 74 Km Porto da Folha 190 Km
Gararu 161 Km Propriá 98 Km
General Maynard 45 Km Riachão do Dantas 99 Km
Graccho Cardoso 118 Km Riachuelo 29 Km
Ilha das Flores 135 Km Ribeirópolis 75 Km
Indiaroba 100 Km Rosário do Catete 37 Km
Itabaiana 58 Km Salgado 53 Km
Itabaianinha 118 Km Santa Luzia do Itanhy 76 Km
Ilha das Flores 135 Km Santa Rosa de Lima 49 Km
Indiaroba 100 Km Santo Amaro das Brotas 37 Km
Itabaiana 58 Km São Cristóvão 25 Km
Itabaianinha 118 Km São Domingos 76 Km
Itabí 138 Km São Francisco 85 Km
Itaporanga D`Ajuda 29 Km São Miguel do Aleixo 95 Km
Japaratuba 54 Km Simão Dias

100 Km

Japoatã 94 Km Siriri 55 Km
Lagarto 75 Km Telha 107 Km
Laranjeiras 20 Km Tobias Barreto 127 Km
Macambira 74 Km Tomar do Geru 131 Km
    Umbaúba 98 Km

Fonte: www.sergitur.com.br

Sergipe

Pontos Turísticos

Aracaju

Cidade e porto fluvial do nordeste do Brasil, capital do estado de Sergipe, situada às margens do rio Cotinguiba, próximo ao oceano Atlântico. Ligada ao interior por ferrovia, é a sede das indústrias especializadas no setor têxtil, artigos de couro, sabão e cal. A atividade comercial de exportação é baseada em produtos como a madeira, café, algodão, couro e artigos de couro, açúcar, arroz, coco e sal.

Sergipe

O pequeno povoado de Santo Antonio do Aracaju foi escolhido para substituir a cidade de São Cristóvão como capital do estado devido a seu excelente porto, sobre um afluente da margem direita do rio Sergipe. Em 1855 o governador Joaquim Barbosa encomendou a um engenheiro militar o traçado, em forma de tabuleiro de xadrez, da nova capital, que foi assim a primeira cidade planejada do Brasil.

Além de suas funções portuárias e administrativas, Aracaju desempenha o papel de centro das comunicações terrestres entre o porto e o interior, estendendo sua influência até o norte da Bahia, e tem uma vida cultural de razoável intensidade, na qual uma das instituições mais destacadas é a Universidade Federal de Sergipe.

Atrações turísticas

Menor estado brasileiro em área, Sergipe situa-se no litoral do Nordeste, entre Alagoas e Bahia. O clima tropical é úmido na Zona da Mata e mais árido no sertão. No litoral há praias muito visitadas, como a de Atalaia Velha, em Aracaju, a capital. Primeira cidade planejada do país, Aracaju tem papel importante na resistência contra os franceses no período colonial. O acervo arquitetônico dessa época é conservado em São Cristóvão – a primeira capital do estado, tombada como monumento nacional – e Laranjeiras, um dos maiores centros produtores de açúcar do período colonial.

Sergipe

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Na culinária predominam pratos à base de peixes e crustáceos, entre eles a moqueca de pitu, a caranguejada e o surubim na brasa. Há também doces feitos com frutas locais, como o jenipapo. No interior é famosa a paçoca, carne desfiada com farinha de mandioca. A festa de São João é a mais popular do estado, comemorada principalmente nos municípios de Areia Branca e Estância. No artesanato destacam-se os produtos confeccionados em cerâmica, couro, madeira e corda.

HISTÓRIA

Como ocorre nos demais estados nordestinos, o litoral de Sergipe também é frequentado por corsários franceses interessados no escambo de pau-brasil com os índios. A madeira é o principal produto econômico da região até o início do século XVII.

Entre o final do século XVI e as primeiras décadas do século XVII, a atuação dos missionários e de algumas expedições militares afasta os franceses e vence a resistência indígena. Surgem os primeiros povoados, como o arraial de São Cristóvão, e engenhos de açúcar. A existência de áreas inadequadas à plantação de açúcar no litoral, no entanto, favorece o surgimento das primeiras criações de gado. Sergipe torna-se então um fornecedor de animais de tração para as fazendas da Bahia e de Pernambuco.

Há também uma significativa produção de couro. Passa a ser capitania independente com o nome de Sergipe d’El Rey. Durante as invasões holandesas, a região sofre com a devastação econômica e volta a ficar subordinada à capitania da Bahia.

Em 1823, depois da Independência, Sergipe recupera sua autonomia. Mas o progresso da província é pequeno durante o Império, com exceção de um breve surto algodoeiro na segunda metade do século XIX. O quadro permanece assim durante o primeiro período republicano, com setores das camadas médias urbanas sendo as únicas forças a enfrentar a oligarquia local, como nas revoltas tenentistas em 1924.

Fonte: www.braziliantourism.com.br

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ATALAIA

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Localizada na avenida Santos Dumont, Atalaia é a mais extensa praia de Sergipe, com seis quilômetros, larga faixa de areia e mar raso, propício para as crianças. É também o maior atrativo turístico da região. Sua orla, que acaba de ser revitalizada, é considerada uma das melhores do Brasil. Conta com quadras poliesportivas (a exemplo de tênis e futebol), lagos artificiais com chafarizes, Oceanário do projeto Tamar, salão de festas, delegacia de turismo, bares, quiosques onde não faltam as famosas tapiocas recheadas de queijo coalho, carne de sol, coco ralado, banana e canela e outras que a imaginação e o apetite mandarem.

PRAIA DO REFÚGIO

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Águas límpidas, cor de pérola, com temperatura média de 25ºC são uma constante nas praias de Sergipe. Referência turística obrigatória, o litoral sul é composto por cerca de 24 quilômetros dessas belezas, dentre as quais se destaca as areias do Refúgio. Lá, o banho de mar é seguro, podendo-se andar até 50 metros dentro d´ água, sem riscos.

As ondas não são altas, o que possibilita às pessoas desfrutar da natureza, composta por dunas e coqueirais. Outra vantagem é a infra-estrutura que o lugar oferece. Ao longo de toda a avenida José Sarney, onde a praia está localizada, bares e restaurantes agradam sobretudo aos visitantes que buscam saborear as comidas típicas região, a exemplo do caranguejo ou da carne de sol.

PIRAMBU

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A recente inauguração da ponte Construtor João Alves, uma das maiores do gênero urbano do Brasil, facilitou a locomoção e encurtou a distância rumo ao litoral norte de Sergipe. Para quem tem como destino Pirambu, um dos roteiros mais procurados da região, o trajeto foi reduzido de 68 para 32 quilômetros.

Apesar de a população de Pirambu sobreviver da pesca, o turismo é também ponto alto no município, onde são realizadas festas conhecidas em todo o Estado. Suas praias ainda pouco exploradas - algumas protegidas pelo Ibama - compõem 45 quilômetros de orla com areias claras - 14 deles de dunas - e mar propício aos esportes náuticos.

A vegetação é variada, com predominância de coqueiros, matas de restinga e manguezais, propícios para o desenvolvimento de caranguejos e camarões. O local tornou-se referência também por abrigar a Reserva Ecológica de Santa Isabel, uma área de 2776 hectares que mantém um dos principais centros de estudos do país de tartarugas marinhas do Projeto Tamar-Ibama.

Outro ponto de destaque da região é Lagoa Redonda. Nas dunas, os turistas aproveitam as ondulações para praticar o ´ski-bunda´ - uma variação do sandboard -, que é simplesmente descer o areal escorregando sentado.

PRAIA DO SACO

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A praia do Saco ou Boa Viagem, como também é conhecida, é considerada uma das mais bonitas de Sergipe e uma das cem melhores do Brasil. Localizada na pontinha sul do Estado, na barra do mesmo rio Real que banha Mangue Seco, é formada por uma enseada de cinco quilômetros de extensão e estreita faixa de areia. Há trechos em que a sombra dos coqueiros refresca a quem quer admirar o mar verde e calmo da região.

Além das belezas naturais, o local oferece casas de veraneio, hotéis, pousadas e alguns restaurantes e bares para o lazer dos visitantes.

Fonte: www.praia.guiadolitoral.uol.com.br

Sergipe

Sigla: SE
Habitante: Sergipano

Sergipe está localizado no litoral do Nordeste e possui a menor área territorial dentre os estados brasileiros.

A economia do estado esteve baseada, durantes muitos anos, no cultivo da cana-de-açúcar e na criação de gado de corte e de tração.

Na década de 90, Sergipe iniciou um período de desenvolvimento industrial, época em que dezenas de indústrias se instalaram no estado, atraídas por benefícios fiscais e por sua capacidade geradora de energia elétrica.

Atualmente, os setores de comércio e de serviços, esse concentrado na capital, respondem por grande parte da economia sergipana. Além da indústria, a agricultura continua dando sua contribuição, tendo na laranja seu principal produto.

A capital de Sergipe, Aracaju, fundada em 1855, foi a primeira cidade planejada do país. Um dos seus principais símbolos é a ponte do Imperador, construída em 1860 para a visita de D.Pedro II.

As cidades de São Cristóvão e Laranjeiras preservam parte do acervo arquitetônico do período colonial.

Fatos Históricos

Na segunda metade do século XVI, o litoral de Sergipe foi invadido por franceses, que trocavam objetos diversos por pau-brasil e pimenta-do-reino. Foram afastados após a atuação de missionários e de expedições militares. Nessa época, a madeira era o principal produto econômico.

Com o surgimento dos engenhos de açúcar, nasceram os primeiros povoados, como o arraial de São Cristóvão, que se tornaria a capitania de Sergipe d-El Rey. As primeiras criações de gado surgiram no litoral, porque não tinha áreas apropriadas ao cultivo da cana-de-açúcar. O estado foi um grande produtor de couro e fornecedor de animais de tração para fazendas de outros estados.

Em 1723, teve sua área anexada à Bahia e foi responsável por grande parte da produção baiana de açúcar.

Depois de se tornar capitania independente com o nome de Sergipe d-El Rey, voltou a subordinar-se à capitania da Bahia. Só em 1823, recupera a sua autonomia, emancipando-se da Bahia. A partir da proclamação da República, em 1889, Sergipe passou a ser um dos estados do Brasil.

Dados Gerais

Localização

Área: 21.962,1 km² 
Relevo: Relevo: planície litorânea com várzeas e depressão na maior parte do território
Ponto mais elevado: Serra Negra (742 m)
Rios principais: São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Real, Piauí, Japaratuba
Vegetação: mangues no litoral, faixa de floresta tropical e caatinga na maior parte do território
Clima: tropical atlântico no litoral e semi-árido
Hora local: Horário de Brasília
Capital - Aracaju
Habitante: aracajuano, aracajuense
Data de fundação: 17/3/1855

Fonte: www.brazilsite.com.br

Sergipe

Estado de Sergipe

Limita-se ao norte com Alagoas, a leste com o oceano Atlântico e ao sul e oeste com a Bahia. Localizado ao leste da região nordeste, tem área de 22.050,4 km2 e é o menor da Federação. Seu relevo caracteriza-se pela predominância de terrenos baixos e várzeas nas proximidades do litoral, onde há uma faixa úmida voltada para o oceano, planícies na parte norte, e planalto semi-árido em sua região noroeste. O clima é tropical, com chuvas mais frequentes na costa e longas estiagens no interior, especialmente na região semi-árida. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 23 e 24ºC.

A vegetação predominante distingue a paisagem típica litorânea, de coqueiros e vegetação rasteira, da caatinga encontrada no interior. As extensas florestas anteriormente existentes, desapareceram substituídas pelo cultivo agrícola ou pela exportação das madeiras nobres, ainda nos tempos da colônia.

O transporte rodoviário é o mais utilizado no Estado, que possui 9.480 km de estradas de rodagem, sendo cerca de 23% pavimentadas. A malha ferroviária tem extensão de 286 km.

A população do Estado de Sergipe é de 1.491.876 habitantes, distribuídos entre 75 municípios, com densidade populacional de 67,6 habitantes por km2. A faixa etária de 0 a 14 anos representa 39,2% e acima de 15 anos responde por 70,8% do total de habitantes. Vivem nas áreas urbanas 67,2% e na zona rural encontram-se 32,8% dos habitantes. As mulheres representam 51% e os homens correspondem a 49% da população. A cidade mais importante e mais populosa do Estado é a capital, Aracaju, seguida por Lagarto, Socorro, Itabaiana, e Estância. O índice de mortalidade no Estado é de 5,46 por mil habitantes e a taxa de mortalidade infantil está em torno de 50 mortes antes de completar um ano de vida, por cada grupo de mil crianças nascidas vivas.

Economia

Inclui atividades ligadas ao extrativismo, agricultura, agroindústria e pecuária. Entre os principais produtos agrícolas cultivados no Estado encontram-se a laranja, a cana-de-açúcar e o coco. Na pecuária, destacam-se as criações de bovinos, com um milhão de cabeças, mas existe também grande quantidade de ovinos, suínos, equinos e galináceos. Existem ainda reservas de petróleo no Estado, calculadas em cerca de 2,3 milhões de metros cúbicos, e de gás natural, que alcançam um volume aproximado de 720 milhões de metros cúbicos.

A colonização teve início na segunda metade do século XVI, quando ali começaram a chegar navios franceses, cujos tripulantes trocavam objetos diversos por pau-brasil, algodão e pimenta-da-terra. Os portugueses, quando se dirigiam à Bahia, também aportavam frequentemente na enseada do rio Real. A conquista das terras ao norte da Bahia, onde se encontra o território do Estado de Sergipe, foi iniciativa de Garcia D’Ávila, grande proprietário de terras na região, que com a ajuda dos jesuítas tentou catequizar os nativos que ali encontraram. A conquista e colonização do território facilitaria as comunicações por terra entre a Bahia e Pernambuco e permitiria a sujeição das tribos indígenas, além de impedir novas incursões dos franceses. O território que viria a ser a capitania de Sergipe D’El-Rei originou-se de um povoado chamado São Cristóvão.

Mas a colonização propriamente dita somente aconteceu em 1590, após a destruição das tribos indígenas hostis. A região do arraial de São Cristóvão, sede da capitania de Sergipe D’ El-Rei tornou-se então importante pólo de criação de gado e de cana-de-açúcar. No período das invasões holandesas, que correspondeu à primeira metade do século XVII, a economia de Sergipe D’El-Rei ficou prejudicada, recuperando-se, no entanto, com a retomada da região pelos portugueses, em 1645. Em 1723 foi anexada à Bahia, tornando-se responsável por um terço da produção açucareira baiana da época.

Em 1820 houve uma primeira tentativa de se conceder autonomia ao território sergipano, mas somente em 1823, depois de várias guerras e resistência às tentativas de anexação, a capitania de Sergipe tornou-se definitivamente emancipada da Bahia. Com a proclamação da República, em 1889, a província de Sergipe passou a ser um dos Estados da Federação, com sua primeira Constituição promulgada em 1892.

Aracaju

Em 1855 a capital do Estado de Sergipe foi transferida da vila de São Cristóvão, para Santo Antonio do Aracaju, cidade fundada por portugueses em 1592. A principal razão da transferência da capital parece ter sido a existência de um porto com razoável profundidade em Aracaju, o que facilitava o comércio de exportação dos produtos da província. A cidade está localizada na foz do rio Sergipe, 294 km ao sul de Maceió, capital do Estado de Alagoas, 356 km ao norte de Salvador, capital do Estado da Bahia e a 1.737 km de Brasília, a capital do País. Ocupa área de 176 km2 e está ligada às demais cidades do litoral brasileiro pela rodovia BR-101. Sua população compõe-se de 53,1 % de mulheres e 46,8 % de homens.

Aracaju foi uma das primeiras cidades planejadas do Brasil e considerada hoje, uma das mais seguras para sua população. São diversas as atrações turísticas ali encontradas, entre as quais se destaca a Ponte do Imperador, construída quando da visita à cidade, do Imperador D. Pedro II. As construções mais típicas da cidade, como os prédios governamentais, o Parlamento e a Suprema Corte de Sergipe, encontram-se na Praça Fausto Cardoso, entre a Ponte do Imperador e a estação rodoviária. Ainda nas proximidades da Ponte do Imperador está o Mercado Municipal, onde podem ser encontradas variedades de artesanato local.

Entre os museus, destacam-se o Museu Histórico e Geográfico; o Museu da Polícia Militar, com farto material ilustrativo do período em que atuavam os cangaceiros na região; e o Museu Rosa Faria, onde se encontra grande quantidade de pratos de porcelana e painéis de azulejos representando a história de Sergipe. O Parque dos Cajueiros, localizado ao sul do centro da cidade de Aracaju, na Praia da Atalaia, constitui-se amplo e agradável espaço de lazer onde também existe um lago, chamado Mare Apicum, através do qual flui o rio Poxim. Na ilha de Santa Luzia, situada no estuário do rio Sergipe, existe uma pequena aldeia de pescadores chamada Barra dos Coqueiros e a praia de Atalaia Nova. Em 1988 foi construído o primeiro hotel no local, que se transformou em ponto de partida para interessantes passeios pelas praias inexploradas das redondezas.

São Cristóvão

Antiga capital de Sergipe a cidade histórica de São Cristóvão encontra-se 25 km ao sul de Aracaju. Protegida atualmente como monumento nacional, muitas de suas construções seculares continuam preservadas em seu aspecto original. Entre as principais construções do século XVII, destacam-se a igreja e o monastério de São Francisco, datados de 1693, que hoje ainda abrigam o Museu de Arte Sacra; a igreja da Misericórdia, construída em 1627; o Museu de Sergipe, situado no antigo Palácio do Governo, contendo quadros, objetos em cerâmica, mobiliário e outras relíquias do passado; as igrejas do Senhor dos Passos, construída entre 1739 e 1743, e da Ordem Terceira do Carmo, de 1776; e a igreja de Nossa Senhora da Vitória, também uma construção do século XVII. Situadas a 10 km de São Cristóvão encontram-se as ruínas da igreja dos Capuchinhos, datada de 1746, que foi destruída durante a invasão holandesa na época.

Laranjeiras

Pequena cidade situada 23 km ao norte de Aracaju, foi fundada em 1605, totalmente destruída pelos holandeses durante sua ocupação e reconstruída pelos padres Jesuítas no século XVIII. Os Jesuítas também construíram a igreja de Comandaroba, com um altar barroco, 4 km distante da cidade. Conta a lenda do local, que havia um túnel de 3 km desde o altar mor até a Gruta de Pedra Furada, acompanhando a estrada que levava até a igreja, para que, em caso de perigo, os monges tivessem um refúgio onde se proteger.

Praias

Ao longo dos 200 km de litoral existem inúmeras praias, algumas paradisíacas, onde a civilização não se desenvolveu ainda. Em direção ao sul de Aracaju, encontram-se as praias de Coroa, Meio e Atalaia Velha, famosas pela quantidade e o tamanho de seus caranguejos, que chegam a alcançar 25 cm de diâmetro. Ainda na direção sul, ao longo da rodovia BR-101, estão as praias dos Náufragos, Abaís e Caueira, todas ainda com baixo índice de exploração comercial, e na divisa dos Estados de Sergipe e Bahia podem ser encontradas as imensas dunas de areia da praia do Saco.

Ao norte da cidade de Aracaju, em direção à fronteira com o Alagoas, estende-se vasta faixa de areia branca, praticamente virgem, até alcançar o rio São Francisco, onde se encontra a Ponta do Arambipe, praia situada no extremo norte do território de Sergipe.

Indígenas

Os nativos que os europeus encontraram na região onde hoje se localiza o Estado de Sergipe resistiram com muita luta à ocupação dos colonizadores, tendo ficado conhecidos, da mesma forma que os antigos habitantes dos Estados de Alagoas e Espírito Santo, como bravos guerreiros e grande ameaça aos brancos que tentavam se instalar naquelas terras. No Estado de Sergipe propriamente dito, apenas restou uma tribo remanescente desses nativos, o grupo Caiçara Ilha de São Pedro, com população de aproximadamente 200 pessoas, que ocupa área de 4.316 hectares, já demarcada pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do Governo Federal responsável pela questão indígena no País.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Sergipe

Menor estado do Brasil, Sergipe é também um dos maiores produtores e exportadores de petróleo e de laranja do país. O litoral do estado, com paisagens naturais intocadas, e as cidades históricas tombadas pelo patrimônio são importante pólo de atração turística da região Nordeste.

O estado de Sergipe (em tupi, "rio dos siris") ocupa uma superfície de 22.050km2. Limita-se a leste com o oceano Atlântico, ao norte com Alagoas e a oeste e ao sul com a Bahia. A costa sergipana se estende por 163km, da foz do rio São Francisco até à do rio Real. Sua capital é Aracaju.

Relevo

Sergipe tem relevo baixo e regular: cerca de 86% do território está abaixo de 300m de altitude. Três unidades compõem o quadro morfológico: os tabuleiros sedimentares, o pediplano e a planície aluvial do São Francisco. Os tabuleiros sedimentares são um conjunto de baixas elevações, com forma de mesa, separadas por vales de fundo chato, onde se desenvolvem amplas várzeas. Ao contrário dos demais estados nordestinos situados ao norte, a faixa dos tabuleiros, em Sergipe, estende-se até o centro do estado. O pediplano domina toda a porção ocidental do estado, com uma topografia regular ou ligeiramente ondulada, em meio à qual despontam picos isolados (inselbergs). A planície aluvial do São Francisco estende-se ao longo da divisa com Alagoas e termina, no litoral, em grande formação deltaica.

Clima

Registram-se em Sergipe dois tipos climáticos: o clima quente e úmido com chuvas de outono-inverno (As') e o clima semi-árido quente (BSh). O primeiro domina a parte oriental do estado, com temperatura média anual de 20°C e pluviosidade superior a 1.400mm anuais. O clima BSh caracteriza todo o interior de Sergipe, com temperaturas igualmente elevadas e pluviosidade bastante reduzida (800mm anuais).

Vegetação

A cobertura vegetal, hoje grandemente modificada pela ação do homem, compreende a floresta tropical, o agreste e a caatinga. A floresta tropical revestia a fachada oriental, à qual emprestou o nome de zona da mata. O agreste, vegetação florestal de transição para um clima mais seco, recobre o centro do estado. A caatinga desenvolve-se na porção ocidental.

Hidrografia

Os rios do território sergipano pertencem a duas bacias hidrográficas: a do São Francisco e a do Nordeste. Só a primeira apresenta bom potencial hidráulico. A segunda é formada por rios de baixada, dos quais os quatro principais são o rio Real, o Piauí, o Vaza-Barris, que banha a capital, e o Sergipe. Todos desembocam no oceano Atlântico em amplos estuários e permitem a navegação a embarcações de pequeno calado.

População

Os habitantes do estado se concentram na zona da mata e no agreste. Mais de metade da população vive em centros urbanos. Além da capital, as maiores cidades são Lagarto, Itabaiana, Estância, São Cristóvão, Tobias Barreto, Simão Dias e Propriá.

O território estadual está no limite das zonas de influência das cidades de Salvador e Recife. Aracaju, além de capital político- administrativa, é o centro econômico do estado. Sua ação se faz sentir em toda a área estadual.

Economia

Agricultura e pecuária

Os principais produtos agrícolas do estado são a laranja, cultura de exportação própria do agreste; a cana-de-açúcar, cultivada tradicionalmente na zona da mata; a mandioca, que, cultivada sobretudo no agreste, embora apareça dispersa em outras regiões, se destina ao consumo local das populações rurais; e o coco-da-baía, de que Sergipe é um dos maiores produtores nacionais. São importantes ainda as culturas de feijão e milho e, em menor escala, as de arroz, algodão arbóreo (principal produto do sertão) e fumo.

Para enfrentar o problema da seca, o governo investiu no desenvolvimento das pequenas propriedades rurais, que têm papel fundamental na produção de alimentos, e implantou sistemas conjugados de adutoras, barragens, açudes, poços, cacimbas e cisternas, além de difundir culturas, lavouras e animais resistentes à seca.

O rebanho estadual tem aumentado bastante. Contribui para esse desenvolvimento a existência de um moderno frigorífico na capital. A pecuária tem-se ampliado tanto no agreste como nos vales do litoral e nas áreas sertanejas.

Indústria e mineração

A atividade industrial concentra-se em Aracaju (produtos alimentícios, têxteis e beneficiamento de produtos agrícolas). Além da capital, a indústria se faz presente ainda em Estância e São Cristóvão, centros têxteis. Uma fábrica de cimento em Aracaju supre o consumo estadual. Entre as indústrias do setor alimentar, destaca-se a produção de leite de coco e raspas de coco em conserva.

O desenvolvimento de Sergipe foi estimulado pela implantação, a partir da década de 1960, do Distrito Industrial de Aracaju, numa área ligada às principais rodovias. O estado está entre os maiores produtores de petróleo do país. A exploração se faz tanto no continente (campos de Carmópolis, Siririzinho, Riachuelo e outros) como na plataforma continental. Desde 1985, opera no estado a primeira mina de potássio do país. Sergipe conta também com grandes reservas de magnésio, sal-gema e enxofre.

O Pólo Cloroquímico do estado integra as diversas unidades industriais de processamento de matérias-primas minerais, como as reservas de petróleo, gás, potássio, granito, halita, silvinita, carnalita, calcário e enxofre.

Energia e transportes

A energia elétrica é fornecida por termelétricas e hidrelétricas e pela usina de Paulo Afonso, situada no estado da Bahia. Com a inauguração da hidrelétrica de Xingó, na divisa com Alagoas, Sergipe passou a ter maior disponibilidade de energia.

A principal rodovia pavimentada de Sergipe é a BR-101, que corta o território do estado de norte a sul. A estrada de ferro segue traçado aproximado. Ambas cruzam o rio São Francisco pela ponte rodoferroviária que liga Propriá a Porto Real do Colégio, em Alagoas. Em 1986, foi inaugurada a rodovia Juscelino Kubitschek, que atravessa toda a zona semi-árida do estado, ligando Monte Alegre a Canindé do São Francisco. Oito anos depois foi aberta a estrada das Dunas, ou estrada do Coco, rodovia que corta o litoral sul de Sergipe e percorre um verdadeiro paraíso de dunas, coqueirais, lagoas, rios, manguezais e mar.

O porto de Sergipe, um terminal off-shore de propriedade do estado, faz articulação com o Pólo Cloroquímico, a zona de processamento de exportações e os grandes projetos de irrigação, e opera com cargas gerais, além de ser uma peça-chave para expandir o turismo sergipano.

Cultura

Entidades culturais

As principais instituições culturais do estado de Sergipe são o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a Sociedade de Cultura Artística de Sergipe, a Academia Sergipana de Letras e a Associação Sergipana de Imprensa, todas na capital.

Os museus de maior importância são o do Instituto Histórico e Geográfico, o de Arte e Tradição e a Pinacoteca do estado, na capital, além do museu do convento de São Francisco, em São Cristóvão, um dos mais ricos museus de arte sacra do Brasil. Entre as bibliotecas, destacam-se a Biblioteca Pública do Estado de Sergipe, a da Universidade Federal de Sergipe, fundada em 1967, e a do Instituto Histórico e Geográfico, todas em Aracaju.

Monumentos

No território sergipano estão localizados diversos monumentos tombados pelo patrimônio histórico: a igreja matriz da Divina Pastora, em Divina Pastora; a antiga residência jesuítica, atual casa da Fazenda Iolanda, e capela anexa, em Itaporanga d'Ajuda; a casa do engenho Retiro e sua capela de Santo Antônio e a igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Comendaroba, ambas fundadas pelos jesuítas; a igreja matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Nossa Senhora do Socorro; a capela do Engenho da Pedra, em Riachuelo; e a igreja Nossa Senhora do Socorro, em Tomar do Geru.

Outros monumentos estão localizados nas cidades históricas de Laranjeiras -- a matriz do Sagrado Coração de Jesus (século XVIII) e a capela do Engenho Jesus, Maria, José; São Cristóvão -- os sobrados coloniais da praça Getúlio Vargas, a Santa Casa de Misericórdia e sua igreja (1627), a igreja de Nossa Senhora do Rosário (1749) e a igreja matriz de Nossa Senhora da Vitória (século XVII); e Santo Amaro das Brotas -- a igreja matriz de Santo Amaro e a capela de Nossa Senhora da Conceição no Engenho Caieira.

Folclore e turismo

As grandes festas religiosas de Sergipe são, na capital a procissão do Bom Jesus dos Navegantes (procissão fluvial que percorre o estuário do rio Sergipe, em 1º de janeiro); os festejos de Natal, de 25 de dezembro a 6 de janeiro, em que se destaca o tradicional carrossel do "Tobias", um boneco preto que toca um grande realejo; e a de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro. No interior, as principais festas populares são a do Senhor do Bonfim, em Estância, que dura três dias; a de Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto, em 8 de setembro; e a dos Passos, em São Cristóvão, na Quaresma. A culinária típica sergipana tem como prato principal a buchada, feita de sangue e miúdos de carneiro.

Aracaju conta com numerosas e belas praias, como Atalaia Velha, Atalaia Nova, Aruana, Mosqueiro, do Robalo, entre outras; um horto florestal e um estádio com capacidade para cerca de cinquenta mil espectadores, conhecido como "Batistão" (estádio Lourival Batista). As cidades históricas, por seu acervo arquitetônico, são uma das principais atrações turísticas do estado.

Fonte: www.scribd.com.br

Sergipe

Geografia de Sergipe

I- Formação Territorial e Organização político-espacial.

Sergipe menor Estado brasileiro, com área de 22.050,4 km, localizado no Leste da região Nordeste, equivalência de: 0,26% do Território Nacional e 1,43% da Região Nordeste.

No litoral há praias concorridas como a de Atalaia Velha, em Aracaju, a capital. Primeira cidade planejada do país, Aracaju tem papel importante na resistência contra os Franceses no período colonial. O acervo arquitetônico dessa época é conservado em São Cristóvão- a primeira capital do Estado, tombada como monumento nacional- e laranjeiras, um dos maiores centros produtores de açúcar do período colonial.

Como ocorre nos demais Estados Nordestinos, o litoral de Sergipe também é frequentado por corsários franceses interessados no escombro de pau- brasil com os índios. A madeira é o principal produto econômico da região até o inicio do século XVII. Entre o final do século XVI e as primeiras décadas do XVII, a atuação dos missionários e de algumas expedições militares afasta os franceses e vence a resistência indígena. Surgem os primeiros povoados, como o arraial de São Cristóvão, e engenhos de açúcar.

A existência de áreas inadequadas à plantação de açúcar no litoral, no entanto, favorece o surgimento das primeiras criações de gado.

Passa a ser capitania independente com o nome de Sergipe d’EL Rey. Durante as invasões holandesas, a região sofre com a devastação econômica e volta a ficar subordinada à capitania da Bahia.

Em 1823, depois da independência, Sergipe recupera sua autonomia. Mas o progresso da província é pequeno durante o império, com exceção de um breve surto algodoeiro na Segunda metade do século XIX. O quadro permanece assim durante o primeiro período republicano, com setores das camadas médias urbanas sendo as únicas forças a enfrentar a oligarquia local, como nas revoltas tenentistas em 1924.

No tocante à sua posição absoluta, Sergipe situa-se entre as latitudes sul de 9°31´11°34´ e as longitudes oeste de 36°25´e 38°14´,cujos pontos extremos são:

Ao norte, a barra do rio Xingó ,em Canindé de São Francisco;

Ao sul, a curva do rio Real, no povoado Barbeiro em Cristinápolis;

Ao leste, a barra do rio São Francisco, na ilha de Arambipe , em Brejo Grande;

Ao oeste, a curva do rio Real, no povoado Terra Vermelha, em poço Verde;.

O estado de Sergipe possui 75 municípios : uns são grandes como Poço Redondo (1.224,4 km), Lagarto ( 939,8 km ) , Porto da Folha ( 892,5 km );

Outros são pequenos como General Maynard (18 km ), Pedrinhas (33,2 km ), Riachuelo (31 km ) e Amparo do São Francisco (39,3 km ) que foram agrupadas em treze microrregiões Geográficas;

Conheça como formou algumas das principais cidades :

Aracaju

O povoado de St° Antônio do Aracaju é elevado á categoria de cidade, com o nome de cidade Aracaju, através de Resolução de N° 413 de Março de 1855.

É capital Do Estado e está localizada à margem direita do rio Sergipe, com uma área municipal de 176 km.

Itabaiana

Localizada no centro do Estado. Elevada à categoria de cidade em 28 de Agosto de 1888 pela Resolução N° 1.331.

Seu nome é de Origem Tupi- Guarani e significa “Pedra grande “.

É considerada o principal centro comercial do estado.

Lagarto

Elevada á categoria de cidade em 20 de agosto de 1880, pela Lei Provincial N°1.140.

Localizada no centro- sul do Estado. a origem do seu nome supõe-se ser devido à existência de muitas pedras próximas ao povoado com relevo em forma de lagarto .

Estância

Elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial de 04 de Maio de 1848. Localizada ao sul do estado, à distância de 98 km da capital.

È considerada o principal centro industrial depois da capital.

Estância “Cidade Jardim “, assim denominada em 1860, por D. Pedro II.

Propriá

Elevada à categoria de Cidade em 21 de fevereiro de 1866. Localizada á margem direita do São Francisco. Seu sistema de trocas é crescente, estimulado pelo rio e pela sua localização no eixo viário da BR- 101,elo de ligação entre Sergipe e o restante do País.

Primeiro núcleo populacional surgiu próximo à localidade conhecida com o nome de Urubu de Baixo e mais tarde recebeu a denominação de Santo Antônio do Urubu de Baixo, sendo escolhida como sede da freguesia em1718. Em setembro de 1801, foi elevada á categoria de vila. É sede da diretoria regional da CODEVASF ( companhia de Desenvolvimento do vale do São Francisco ), que implantou vários projetos de irrigação nas vá rzeas ( Betume, Propriá e Contiguiba ) onde atua um sistema de parcelas, trabalhando pelos parceleiros .

A cidade de Propriá é porto fluvial e também servida pela Ferrovia Federal Leste Brasileiro. Sua feira é bastante procurada por moradores das margens do rio,tanto do lado sergipano como do alagoano.

Aspectos Políticos

1575

Primeira tentativa de conquista do território sergipano. Era Governador Geral da região norte, Luís de Brito, que tenta a colonização do território entre os rios Real e São Francisco .

1590

Conquista oficial de Sergipe por Cristóvão de Barros, que funda a capitania de Sergipe D’EL Rey com sede na cidade de São Cristóvão .

1820

D. João VI assina em 08 de julho, o Decreto- Régio que torna Sergipe Carlos César Bulamarque (governa apenas um mês.logo deposto entre um período de lutas pela emancipação política do Estado e pela independência do Brasil).

1822

Sergipe festeja a aclamação de D. Pedro I como Imperador.

É nomeado presidente o Brigadeiro Manoel Fernandes da Silveira.

1834

O ato adicional trouxe à província de Sergipe maior autonomia administrativa com a instalação da Assembléia Legislativa Provincial.

1853

O presidente Pereira Franco passou a administrar da província de Sergipe ao Dr. Inácio Joaquim Barbosa.

1855

Inácio Joaquim Barbosa transferiu a Capital de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio do Aracaju.

1888

É fundado em Sergipe o partido do Republicano, na cidade de Laranjeiras.

A proclamação da República fora recebida com festa em Sergipe .

Assume provisoriamente o governo de Sergipe uma junta governativa.

O historiador Felisbelo Freire é nomeado pelo Marechal Deodoro como presidente da Província.

1891

Eleito o primeiro Presidente constitucional –o capitão José Calasans.

O Presidente é deposto por um movimento revolucionário e volta ao comando político de Estado as oligarquias.

1906

Governo de Guilherme de Campos.

Revolta liderada por Fausto Cardoso, tendo fim com a morte do poeta.

É assassinado no rio de Janeiro o mentor da política em Sergipe Monsenhor Olímpio Campos.

Sucederam Guilherme de Campos os Presidentes:

Rodrigues Dória - Siqueira Campos - Oliveira Valadão

Pereira Lobo.

1930

Assume o governo de Sergipe Augusto Maynard Gomes ( Interventor nomeado por Getúlio Vargas.

1935

A Assembléia Nacional Constituinte elegeu Presidente o Dr. Eronildes de Carvalho. Este permenece até 1941, quando foi substituído pelo Capitão Milton Azevedo.

1942

Maynard volta ao governo, ficando no poder até 29/11/1945, quando foi deposto.

1947

Assume o governo de Estado o Dr. José Rollemberg Leite (1947-1951).

Nos quadriênios seguintes o governo fora ocupado por:

Arnaldo Garcez

Leandro Maciel

Luís Garcia

Seixas Dória

II - As paisagens Naturais e a ação do Homem.

O meio ou paisagem Natural constitui sempre o resultado de uma interação dinâmica entre certos elementos da natureza: Clima, estrutura geológica e relevo, solo, vegetação e hidrografia.

" Clima"

1- Tipos de clima em Sergipe:

O clima em Sergipe é zonal, controlado pelos sistemas tropical e equatorial e compreende um clima litorâneo subúmido , sob forte influência dos alísios de sudeste, e um clima tendente a seco na porção interiorana , devido às irregularidade dos sistemas meteorológicos responsáveis pela queda de chuva.

Assim, define-se para Sergipe um domínio de clima quente com temperamento médias mensais superiores a 18° c e de regime mediterrâneo. Em função da maior ou menor duração do período seco, têm-se os seguintes subdomínios climáticos ou tipos de clima

Subúmido

Semi-árido brando

Transição semi-árida

Semi-árido acentuado

A) Clima Subúmido

É encontrado a partir do litoral numa faixa de 20 a 40 km de largura, sendo a parte sul mais larga que a norte . compreende todos os municípios litorâneos ( Brejo Grande, Pacatuba, Pirambu, Barra dos Coqueiros, Aracaju, São Cristóvão, Itaporanga d’Ajuda e Estância etc. ).

As chuvas se distribuem durante todo o ano, concentrando-se de abril a agosto, havendo somente de um a três meses secos, com os totais anuais oscilando entre 1.000 e 1.400 mm anuais. A temperatura se mantém elevada, em torno dos 25° c, e pouco varia ao longo dos meses, pela proximidade do oceano. Os efeitos das secas são pouco observados por se tratar de uma região de rios perenes e chuvas frequentes, embora seja a parte que menos chove em toda a costa oriental do nordeste brasileiro.

B) clima de Transição Semi-árida

Ocorre aproximadamente na região do Agreste, com chuvas em torno de 700 a 900 mm anuais e contando com quatro a seis meses secos ( outubro a março ), sendo sensível ao efeito das secas e grandes estiagens. As chuvas. As chuvas são mal distribuídas e irregulares, porém há certa concentração no período de abril a agosto. As trovoadas são frequentes nos meses de dezembro e janeiro. A temperatura, durante o dia, se eleva a mais de 30° c, baixando durante o período noturno. As médias mensais dos meses de inverno são mais baixas que as dos meses de verão, em torno de 5°c.

C) Clima Semi- árido

Distribui- se por toda a parte oeste do Estado e se caracteriza sobretudo por apresentar de sete a onze meses secos, isto é, com deficiências de água; precipitação ( chuva ) média anual oscilante entre 400 a 700 mm; chuvas irregulares e mal distribuídas ao longo do ano que caem sob a formação de trovoadas e fortes aguaceiros, secas periódicas e longas estiagens; temperaturas elevadas, ( ultrapassando pelo dia 40°c e pela noite 20°c ou menos ), forte insolação com o sol brilhando várias horas por dia, mesmo no inverno; acentuada evaporação , que devolve para o ar, sob a forma de vapor, quase toda a chuva caída; os rios temporários, na sua maioria de água salgada ou salobra.

Estas características acentuam-se à medida que se penetra para o interior e, de acordo com o grau de secura ou aridez observado, pode-se definir dois subtipos deste clima para Sergipe:

Semi-árido brando

As precipitações oscilam entre 500 e 700 mm anuais, com sete ou oito meses secos, havendo pequena concentração de chuvas de abril a julho.

Semi-árido acentuado

As deficiências hídricas são maiores, com nove a onze meses secos. As precipitações pluviométricas raramente ultrapassam 600 mm anuais e os efeitos das secas e estiagens prolongadas são observadas com mais intensidade e rigor.

2 – Estruturas Geológica:

O Estado de Sergipe possui terrenos ou rochas de várias Eras e Idades, desde as mais antigas que existem na terra até as mais recentes .

As estruturas mais antigas, das Eras Arqueozóicas e proterozóicas, constituem o embassamento cristalino e são representadas pelos grupos Estância, Miaba, Vaza- Barris e Macureré, pelos complexos Granítico e Metamórfico, os quais são formadas de granitos, gnaisses e metassedimentos que ocupam toda a região centro oeste, englobando 3 /4 do Estado. Essas rochas são normalmente resistentes e por causa desta dureza constituem os locais de maiores elevações, denominadas de “ Serras “. Como exemplos, têm-se a Serra Negra ( 750 m ), Itabaiana ( 659 m ) Miaba ( 630 m ), Palmares ( 600 m ), Comprida ( 600 m ) etc.

Os terrenos de idade intermediária, da era Mesozóica, são representadas pelos sedimentos que constituem a bacia sedimentar de Sergipe e de Tucano. As manchas dos sedimentos da bacia de Tucano afloram na porção Oeste de Estado na divisa com a Bahia. A bacia sedimentar de Sergipe localiza-se na faixa litorânea, estando melhor caracterizada na parte Nordeste do rio São Francisco até o rio Vaza-Barris. O calcário, pedra de cor esbranquiçada, utilizada na construção da casa e no fabrico de cimento e cal, é o melhor exemplo destes sedimentos. Associados com os sedimentos da bacia, também se encontram jazidas de minerais como o potássio, magnésio, sal-gema, petróleo, gás natural etc. , que ajudarão Sergipe a se tornar no futuro, um grande centro industrial.

Finalmente, tem-se os terrenos recente e atuais ( Era Cenozóica ) constituídos dos materiais dos tabuleiros ( sedimentos Barreiras ), dos aluviões e das areias das praias e dunas, veja o mapa a seguir.

2- Relevo

O relevo de Sergipe é pouco movimentado, constituído por um modelado suave com áreas planas e altitudes modestas que vão aumentando em direção ao interior, interrompido localmente por elevações denominações de serras que constituem os pontos mais elevados do Estado.

Quanto a compartimentação do relevo, pode-se identificar as seguintes unidades geomorfológicas ou de relevo:

A) Planície Litorânea

Ocorre ao longo de toda faixa costeira e é caracterizada por suas formas planas baixas ( praias e restingas) construídas pela deposição de areias e outros materiais retrabalhados pelo mar ( Sedimentos de praias e aluviões ). As dunas, morros de areia feito pelos ventos, representam as partes mais elevadas desta área, porém sua altitude não ultrapassa trinta metros.

B) Tabuleiros Costeiros

Ocorrem logo após a planície litorânea em direção ao interior; constituem baixo planalto pré- litorâneo com altitudes em torno de cem metros. Os Tabuleiros próximos aos rios foram erodidos e escavados, aparecendo morros e colinas, como os observados ao longo das rodovias que ligam Aracaju a Itabaiana, a Maruim e a Itaporanga d’ ajuda.

C) Pediplano Sertanejo

Aparece no Oeste do Estado, ocupando extensas áreas aplainadas que se elevam gradativamente de 150 a 300 metros, à medida que avança para a divisa com a Bahia. É comum a ocorrência de morros residuais denominados de inselbergs que se destacam na planura generalizada da região.

Apesar desse relevo aplainado, destacam-se algumas áreas elevadas como a Serra Negra, no município de Poço Redondo, divisa com a Bahia, com altitude de 750 metros, o ponto culminante do Estado.

D) Serras Residuais

Situam-se em volta de Itabaiana, no centro do Estado, são representada pela serra de Itabaiana, segundo ponto mais alto do estado com 659 m de altitude, pela serra da Miaba com 630 metros, terceiro ponto culminante, e ainda pelas serras Comprida, Quizongo, Cajueiro, Capunga e outros.

E) Planalto do Sudoeste e da Serra Negra

Constitui um maciço residual de topo aplainado com seus rebordos apresentando inúmeras elevações em torno de 500 metros como as “serras” das Aguilhadas, Jabiberi, Boqueirão, Marota, Poço Verde e Simão Dias.

4- Solo

Levando-se em consideração uma ou mais propriedades e a sua distribuição geográfica, pode identificar em Sergipe os vários tipos de solos:

A) Solos arenosos do litoral

São solos ácidos profundos, bastante arenoso e soltos, de fertilidade baixa. Este tipo de solo ocorre ao longo de todo o litoral Sergipano. Devido á baixa fertilidade, elevada porosidade ( que drena com rapidez toda água que cai ), alta acidez e salinização , torna-se difícil a sua utilização agrícola. É recomendável, somente, para o desenvolvimento dos coqueirais, que adaptam muito bem a estas condições do solo.

B) Solos areno - argilosos dos tabuleiros

São muitos desenvolvidos, de coloração avermelhada por causa da liberação de ferra que existe na rocha, e pobre em nutrientes. Nestes tipos de solos, desenvolve-se a cultura da laranja e da cana- de- açúcar plantada nos tabuleiros, porém necessitam de constante adubações.

Os solos são profundos, com horizontes bem caracterizados. A acidez é alta e para sua utilização agrícola, é necessário aplicar adubação orgânica, inclusive com adoção de fertilizantes e corretivos do solo. A textura arenosa aumenta o risco da erosão principalmente quando o terreno é ondulado ou colinoso. Ao longo da BR 101 e estradas vizinhas, observam-se, com frequência, marcas da ação erosiva como valas, ravinas e voçorocas. A degradação é outra constante, pois, com a retirada da Floresta Atlântica, estas áreas ficaram expostas à chuva, que não encontrando obstáculos, retira os nutrientes do solo através da lixiviação e do escoamento superficial. Hoje, em lugar da floresta, observa-se o desenvolvimento de cerrados e capoeiras.

Pela facilidade com que a erosão os ataca, estes solos exigem técnica de controle de degradação, tais como proteção das encostas íngremes, plantio em curva –de – nível e rotação de cultivos.

C) Solos Massapê

São derivados de decomposição do calcário e se caracterizam pelo seu aspecto pegajoso, textura argilosa, coloração escura e fertilidade alta, não precisando de adubação para o desenvolvimento das plantas. A área de maior ocorrência é a região da Continguiba, onde florescem e se desenvolve a cultura da cana – de – açúcar. O massapê constitui a melhor mancha de solo do Estado, apresenta pH básico e é rico em nutrientes.

A sua grande limitação prende-se ao fato de não poder ser manejado no verão, quando fica ressequido e endurece muito, e no período das chuvas, quando fica mole e pegajoso.

A sua alta fertilidade natural compensa, ainda hoje, essas limitações. Este tipo de solo vem sendo utilizado há mais de trezentos anos em Sergipe e , para compensar a degradação, proviniente desta utilização contínua e prolongada, tem-se recorrido à aplicação de fertilizantes para a elevação da produtividade.

D) Solos rasos arenosos ou pedregosos do sertão e agreste

São solos pouco desenvolvidos, rasos de fertilidade média ou baixa, de textura arenosa, associada à ocorrência de materiais grosseiros ( pedras, pedregulho, cascalho) o que torna a sua utilização agrícola muito dificíl. A ocorrência destes tipos de solo em região de clima

Fonte: www.josevalter.com.br

Sergipe

Origem

As origens do Estado de Sergipe datam de 1534, quando a divisão do Brasil em capitanias hereditárias integrou o território sergipano à Capitania da Baía de Todos os Santos. Desta época, até conseguir sua autonomia, a região passou por invasões de piratas, expulsão de índios, domínio de holandeses, retomada do governo português, até chegar à província independente.

Sergipe Del Rey

Por ordem da Coroa portuguesa Cristóvão de Barros fundou o Arraial de São Cristóvão, sede da capitania, à qual deu o nome de Sergipe Del Rey. Com o crescente povoamento de Sergipe, inicia-se a criação de gado e o plantio de cana-de-açúcar. O gado serviu de base para a economia, mas foi superado pela cana-de-açúcar, cultivada principalmente no Vale do Cotinguiba. O cultivo da cana trouxe os primeiros escravos da África para trabalhar na lavoura.

A presença dos holandeses

A presença dos holandeses no Brasil, em 1637, deixou marcas em Sergipe. Ao contrário da invasão a Pernambuco, que resultou em consequências positivas, em Sergipe foi só destruição. Em São Cristóvão, ocupam e incendeiam a cidade, destruindo lavouras, roubando gado, desestruturando toda a vida social e econômica da área. Somente em 1645 as terras são retomadas pelos portugueses e é reiniciado o processo de povoamento e recuperação da economia.

Mudança da Capital

A prosperidade com a produção e exportação de açúcar leva à transferência, em 1855, da capital São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio de Aracaju. A nova capital é uma das primeiras cidades planejadas do Brasil, com seu traçado geométrico de ruas direcionadas às margens do rio Sergipe.

Localização e Área Territorial

Sergipe é o menor estado da federação em superfície com 22.050,4 km² de área total, abriga 1.779.522 habitantes distribuídos entre as 75 cidades existentes.

Está situado na região Nordeste do Brasil (porção leste), fazendo limites com os Estados de Alagoas (Norte) e Bahia (Sul e Oeste) e com o Oceano Atlântico (Leste).

Dos 75 municípios sergipanos, destacam-se Aracaju, Lagarto, Itabaina, Estância, Propriá, Pirambú, Tobias Barreto e São Cristóvão.

Sergipe

Principais Cidades

Aracaju (capital) 
Poço Verde 
Simão Dias 
Boquim 
Lagarto 
Estância 
Itaporanga
Salgado
Própria 
Cristinápolis 
Laranjeiras 
São Cristóvão 
Penedo 
Santo Amaro das Brota 
Itabaiana

Folclore Sergipano

O folclore sergipano é rico e diverso. Muitos grupos já extintos em outras localidades do Brasil ainda atuam em algumas partes do Estado. Há uma preocupação constante na preservação dessas manifestações, cujas origens são em sua maioria africanas e portuguesas.

Louvações e representação de passagens históricas são os principais componentes do folclore sergipano, expondo a conotação religiosa característica desta forma de expressão.

Bacamarteiros

Sergipe
Carmópolis. O grupo comemora a noite de São joão com dança, música e muitos tiros de bacamarte.

ARTESANATO

O artesanato sergipano é bastante variado, com peças de renda, bordado, couro, sisal, esculturas de madeira e barro. Os trabalhos de couro e sisal têm sua maior concentração no sertão do Estado.

Sergipe

Pontos Turísticos

Canyon de Xingó
Costas das Dunas
Costas dos Manguezais
Prais de Segipe
Foz do Rio São Francisco
Laranjeiras
São Cristovão

São Cristóvão

Sergipe
A cidade São Cristóvão - Quarta cidade mais antiga do brasil

São Francisco

Sergipe
Uma fartura e sucessão de beleza naturais, formadas pelo rio São Francisco, mar e muito. É assim que se pode definir o que é o Cabeço em Sergipe. De beleza indiscutível e serenidade absoluta, o local dá ao visitante.

Costa dos Manguezais

Sergipe
No litoral Norte de Sergipe, a Costa dos Manguezais abriga uma região de praias inexploradas, como a de ponta dos Mangues, no município de Pacatuba.

Laranjeiras

Sergipe
Laranjeiras era berço da economia da Província. A cidade formou a sua economia na cana-de-açúcar e no comércio de escravos, cuja presença deixou traços marcantes na cultura, preservados no Museu Afro-Brasileiro, e na religiosidade.

Boa Luz "Laranjeiras"

Sergipe
O parque aquático do Boa Luz Parque Resort é um espetáculo. São doze piscinas sendo sete Hidromassagem.

Canyon de Xingó

Sergipe
Agreste Sergipano um dos mais belos espetáculos do planeta. isso é Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 Km da capital.

Litoral Sul

Sergipe
Em estância, as Praias do Abaís e Saco têm completa infra-estrutura turística, com pousadas, hotéis, camping e restaurantes

Fonte: www.e.m.e.f.santarita.vilabol.uol.com.br

Sergipe

Cultura Sergipana

Arte Popular

A variedade de formas e matérias-primas atesta uma tradição que sobrevive com originalidade ao tempo

O artesanato, cuja técnica é transmitida de geração a geração, é uma forma de trabalho espalhada por grande parte do território sergipano. Para muitos, esse trabalho constitui fonte de complementação ou até única fonte de renda.

Entre as peças, há aquelas que se destacam pela beleza e riqueza de detalhes, como é o caso da renda irlandesa, confeccionada no município de Divina Pastora. Além disso, o visitante poderá encontrar verdadeiras preciosidades que demonstram a criatividade do artesão sergipano, capaz de inovar sem que sua obra perca as características típicas.

O artesanato de Sergipe ultrapassa fronteiras regionais, abastece lojas sofisticadas de artigos de decoração e fornece rendas e bordados para confecções de grifes famosas.

A cerâmica de Santana do São Francisco, antiga Carrapicho, reúne comunidades de artesãos. A principal fonte de renda do município é o artesanato de argila e sua confecção envolve adultos e crianças. A maior parte da produção é utilitária e constituída de moringas, potes, vasos, panelas e pratos que são vendidos a granel nas feiras. A cerâmica figurativa retrata o homem rural e seu modo de vida. Entre os ceramistas destacam-se Beto Pezão, natural de Santana de São Francisco, porém residente em Aracaju, e Judite Santeira, do município de Estância.

Além da renda irlandesa e da cerâmica, a cestaria é outro tipo de artesanato encontrado em Sergipe. A prática veio de herança indígena e africana (como a cerâmica) e utiliza como matéria prima, cipó, taquara, junco, fibra e palha de palmáceas. São confeccionados, entre outros, caçuás, balaios, cestas, bolsas, chapéus e esteiras.

Todavia, é no setor de bordados e rendas, que o artesanato sergipano ostenta grande produção. É frequente observar, em vilarejos e povoados, mulheres sentadas em frente às suas casas bordando. O bordado característico de Sergipe é o rendendê, associado ou não ao ponto de cruz. O rendendê é produzido nos municípios de Própria, Malhada dos Bois, Cedro de São João, Aquidabã, Tobias Barreto e Lagarto. Há bordados de considerável refinamento quanto ao desenho, combinação de cores e acabamento. São produzidas toalhas e caminhos de mesas, colchas, panos de prato, blusas, entre outros.

Ainda é possível encontrar no sertão do estado, mais precisamente no município de Poço Redondo, as rendas de bilro, peças de madeira compostas de uma haste com a extremidade em forma de bola ou fuso, que recebe o nome de 'cabeça de bilro'.

Artesanato e o sertanejo

O artesanato de couro está ligado à vida sertaneja. Chapéus, apetrechos de montaria, gibão, sandálias, além de cintos e carteiras. Além do couro, a madeira também é utilizada para confecção de utensílios, como colheres de pau e gamelas de todos os tamanhos, tamboretes, apitos de chamar passarinhos e produção figurativa.

No artesanato de madeira, o destaque cabe a Cícero Alves dos Santos, nome de batismo do artista conhecido como “Veio”. O artesão mantém, a 8 km da sede do município de Nossa Senhora da Glória, na Rodovia Engenheiro Jorge Neto, um museu a céu aberto. É o 'Sítio Sóarte', com suas esculturas gigantes iluminadas pelo sol da caatinga. Escultor intuitivo, “Veio” usa o canivete e o formão para fazer emergir de troncos e galhos retorcidos de mulungu ou jurema, catados na região, totens, carrancas, animais e figuras humanas. Suas esculturas são despojadas, rústicas e de vigorosa expressividade.

Há ainda toda uma produção artesanal voltada para as brincadeiras de criança, como o mané-gostoso, pião, bonecas de pano, carrinhos de lata ou madeira, panelinhas de barro e outros utensílios de cozinha, miniaturas de mobiliários, além de cavalos e bois, que transportam o mundo dos adultos para o faz-de-conta infantil.

As cidades do estado que se destacam pelo artesanato são: Santana do São Francisco, Simão Dias, Cedro de São João, Aquidabã e Própria. Em Aracaju, o artesanato de todo o estado pode ser encontrado no Centro de Turismo, no Mercado Central, no Centro de Arte e Cultura da Orla de Atalaia e na feirinha da Praça Tobias Barreto.

Cultura Sergipana

Música sergipana

Breve história da música em Sergipe

Até 1970 a música popular massiva sergipana praticamente não existia. Não se produzia discos e ela se limitava a alguns intérpretes dos ritmos ouvidos em todo Brasil à época: boleros, chorinhos e muita música romântica e saudosista.

Os nomes que se destacaram foram: Luís Americano, que teve seu chorinho apresentado nos Estados Unidos, e Francisco Alves, conhecido em todo o Brasil. Contudo, o forró se apresentava como ritmo que atraia o gosto popular e a iniciativa artística local. Grandes nomes forrozeiros acompanharam o sucesso do ritmo levado ao país inteiro por Luiz Gonzaga, e fizeram sucesso nacionalmente representando Sergipe. Dentre eles estão Clemilda e Erivaldo de Carira.

É no final da década de 70 e início dos anos 80, que começa a surgir um sentimento ufanista em nosso Estado em relação à música. Desenvolve-se o conceito de música popular sergipana, que traz a idéia de uma música autêntica de Sergipe.

Os festivais

As décadas de 70 e 80 foram marcadas por grandes Festivais de Música no Brasil, valorizando a música popular brasileira e revelando grandes artistas. Sergipe também acompanhou este movimento, pois, além dos Festivais Nacionais, havia vários outros festivais regionais e estaduais dos quais nossos artistas participavam. Além disso, Sergipe também teve seus festivais, e um dos primeiros que entraram para a história foi o FMPS - Festival de Música Popular Sergipana, na década de 80, cujo primeiro vencedor foi o grupo Cata Luzes. A sua segunda edição revelou o cantor Mingo Santana, que ganhou o primeiro lugar com a música 'Sementeira'.

Outro festival importante foi o Novo Canto - Festival de Música Estudantil, que em 86, 87 e 88, lançou nomes como Chico Queiroga, Antônio Rogério, Sena e Sergival, Nininho Silveira, hoje Nino Karva, entre outros. Vale lembrar que o festival gravava um disco com as 10 melhores músicas.

Música popular sergipana

Intimista, a música popular sergipana surgiu nos anos 1980. Ufanista, a música produzida optou por temas sempre ligados à nossa cultura, aos aspectos físicos e naturais do Estado, ou simplesmente, à situações ou pessoas do lugar, como pode ser notado em trabalhos do já mencionado grupo Cata Luzes, além dos cantores Paulo Lobo, Lula Ribeiro e Irineu Fontes.

Quanto ao ritmo, variava de blues a rock, passando pelo forró, é claro. Também nessa década, surgiu, de forma acanhada, a bossa nova sergipana, tendo como propiciadores Joubert Moraes, Lina e Marco Preto.

Os encontros culturais em Sergipe tiveram uma participação importante na divulgação de nossa música e ritmos folclóricos. Destaca-se nesse período o Encontro Cultural de Graccho Cardoso, que, em sua edição de 98, aboliu qualquer tipo de música massiva como o axé ou o pagode.

Os demais encontros, sendo os principais o Encontro Cultural de Laranjeiras, o Festival de arte de São Cristóvão (FASC) e o Encontro Cultural de Propriá, que biscavam dar ênfase ao folclore, às manifestações populares e à arte.

Nas décadas de 70 e 80, o principal elemento de divulgação dos músicos sergipanos foram, sem dúvida, os bares. Cada dia da semana era destinado a um barzinho.

A Universidade Federal de Sergipe também foi um dos fomentadores da nossa produção musical, embora tenha sido de maneira esporádica, mas, indiretamente, lá se articulava o movimento da música popular do Estado. A UFS promoveu em 1989 o Festival de Música Ecológica, cujo vencedor foi Nininho Silveira, e em 92, o Femufs - Festival de Música Universitária.

Em 1997 surgiu uma nova tentativa de articular o Novo canto, mas que não obteve o mesmo referencial das edições anteriores. Projetos como o Prata da Casa e o Projeto Seis e Meia, promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura, incentivaram o trabalho de muitos artistas.

O Canta Nordeste, na década de 1990, estimulou a produção musical de Sergipe, reunindo grandes intérpretes e compositores como Amorosa, Ismar Barreto e Patrícia Polayne.

Em nível local, o Sescanção, festival realizado pelo Sistema Fecomércio, pode ser considerado hoje o evento mais articulador da música em Sergipe.

A década de 1990 e a Pausterização da Música

O aparecimento da Axé-music começa a tomar lugar no gosto popular estimulado pela mídia. Depois com a prévia carnavalesca inspirada na axé-music baiana, o Pré-caju, e do Forró eletrônico, o processo de gravação da música popular sergipana foi totalmente interrompido.

A onda da forró-music conta com inúmeras bandas locais que são sucesso todo ano. Poderíamos citar Raio da Silibrina, Brucelose, Calcinha Preta, Bando de Mulheres e Chamego de Menina.

Dessa forma, muitos dos artistas de referência dessa música tiveram que buscar outras formas de divulgação de seus trabalhos participando de festivais em outras partes do Brasil, como o de Campos do Jordão ou Maringá, ou tentando divulgar seus trabalhos nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, como Lula Ribeiro, Doca Furtado e Chico Queiroga, mas não fugindo totalmente de suas origens.

Alguns artistas destacaram-se naqueles festivais como a dupla Sena e Sergival. Outros artistas como Amorosa, Rogério tiveram que se adaptar ao mercado dos mass media em um desses momentos, embora buscassem manter um sentido mais artístico e caracterizador da cultura local.

Dos artistas em destaque nos anos 1980, só em meados da década de 1990 é que alguns conseguiram realizar um trabalho completo como Chico Queiroga, que formou dupla com Antônio Rogério, Joésia Ramos, Mingo Santana, Antônio Rogério e Rubens Lisboa. O grupo Cata Luzes também consegue nesta década gravar seu segundo CD.

A década de 90

Outros gêneros musicais são fomentados na década de 1990. O gênero pop-rock, em Sergipe, desponta com o festival de Rock-SE. Alguns artistas se destacam, a exemplo de Minho San-Liver e Mosaico.

A banda Snooze, que apresentou álbuns com selos independentes, considerados pela crítica bons trabalhos, é um bom exemplo do rock sergipano. Tempos depois, surgem artistas como Alex Sant'anna e bandas como Cartel de Bali, Java, Plástico Lunar, Sibberia, e Alapada, que recentemente conseguiu lançar uma música em novela da rede Record.

O rock mais pesado tem seu representante com a banda Karne Krua, que faz shows até hoje, Triste fim de Rosilene, além de bandas mais novas, como a MAUA.

A diversidade musical em Sergipe cada vez mais se consolida também em outros estilos, a exemplo do reggae, que tem na banda Reação um grande nome.

Identidade e folclore na música sergipana

Parte do momento de valorização das manifestações culturais folclóricas duas modalidades que podem ser observadas na relação entre folclore e música em Sergipe: a inserção de temas e versos dos folguedos na canção popular sergipana, e a hibridização da música misturando ritmos do rock, jazz e blues a ritmos folclóricos. O ponto comum é a valorização da cultura de Sergipe e a inserção nas tendências mundiais da produção musical.

O folclore tem sido valorizado nas canções populares. Mingo Santana foi um dos primeiros a vislumbrar os ritmos folclóricos misturando aos seus blues ritmos do folguedo Cacumbi. Suas letras também refletem sua relação com a natureza e o folclore local.

A dupla Chico Queiroga e Antônio Rogério também trazem o folclore, embora cantando versos da dança de São Gonçalo, como contraponto à sequência da música.

Na segunda modalidade, a música contemporânea sergipana carrega de sons diversos, misturando ritmos folclóricos sergipanos e nordestinos com rock, reggae e música eletrônica. A influência do movimento Manguebit de Pernambuco constitui uma das principais características de muitos grupos, como na banda Sulanca. A banda Sulanca de forma mais definida trabalha vários sons inspirados em várias danças e folguedos sergipanos bem como dos emboladores típicos das feiras nordestinas. No seu álbum 'Megafone' insere diversas faixas incidentais desses ritmos.

As bandas Naurêa e Maria Scombona têm ganhado destaque no cenário nacional, participando de feiras de música alternativas e independentes, sobretudo a de Brasília e de Fortaleza.

Suas músicas trazem uma proposta de interação de culturas, e ao mesmo tempo de preservação e resgate da cultura local.

O próprio nome da banda Maria Scombona já reflete um engajamento com a identidade sergipana, pois trata-se de uma expressão coloquial que significa cambalhota. A banda tem como característica básica a mistura de ritmos regionais com rock, jazz e blues, e letras despojadas com expressões do cotidiano e de uso coloquial.

A banda Naurêa trouxe no seu segundo CD, lançado em 2006, ritmos trazidos do Reisado e do Maracatu, inclusive com uma referência a dona Lalinha, mestre do grupo de reisado da cidade de Laranjeiras, que mantém a tradição mesmo a pós a sua morte.

A banda Lacertae também se insere nesse contexto, trazendo uma proposta híbrida: embora priorize o rock experimental, misturam a MPB e o folclore da música nordestina. A banda inova inserindo outras artes, como é típico da música contemporânea, como no CD 'A Volta que o Mundo Deu', com versos de 'Amiga Folhagem', do escritor sergipano Sílvio Romero.

Nova fase

Nova Música de Sergipe tem rendido gratas surpresas, a exemplo de bandas como a Rótulo e Ode ao Canalha, e novos festivais tem acontecido para dar visibilidade aos artistas da música, a exemplo do Coverama (festival de música cover) e Sonorama (festival de música autoral).

Outros bons exemplos de espaços para a visibilidade da música local são os eventos 'Verão Sergipe', 'Rock Sertão', 'Projeto Verão', 'Forró Caju' e 'Arraiá do Povo'.

Com o tempo, a valorização da produção musical sergipana tem sido maior e vista como investimento, afinal, a cultura é um grande produto de exportação de Sergipe, e todos precisam conhecer o que existe de melhor no estado quando o assunto é música.

Fonte: Cultura Sergipana

Sergipe

Cidades Históricas de Sergipe

Uma viagem ao interessante passado histórico de Sergipe

Sergipe possui uma grande herança histórica e cultural. Duas cidades se destacam por serem verdadeiros museus 'vivos' a céu aberto: São Cristóvão e Laranjeiras, cada uma com suas peculiaridades.

A primeira é a quarta cidade mais antiga do Brasil e foi também, a primeira capital sergipana. A segunda ainda preserva seus antigos casarões, frutos de uma época na qual a cidade, no auge do ciclo canavieiro, foi chamada de 'Atenas Sergipana'. Laranjeiras abrigou, em séculos passados, uma vida econômica e sócio-cultural pulsante, com gabinetes de leitura, clubes de teatro e jornais.

Ainda hoje, nas suas ladeiras de pedras, nas informações de seus museus ou em uma breve conversa com moradores mais antigos, a memória histórica é preservada para as futuras gerações.

Além do patrimônio material, as duas cidades históricas também são conhecidas pelo folclore de tradição secular, com seus cantos e contos sobre a história do passado em constante diálogo com o presente. Seguindo por estes caminhos, o turista poderá levar para si mais conhecimento sobre esse pedaço do Brasil.

O acesso para essas cidades é rápido, a poucos minutos de Aracaju, apresentando uma agradável surpresa. Conhecer as cidades históricas de Sergipe representa uma viagem ao passado de seu povo.

Fonte: www.se.gov.br

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