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Neurônios

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Tudo o que o ser humano faz, pensa ou sente, é o resultado das unidades básicas da estrutura cerebral que são os neurônios.

O cérebro humano possui mais de cem mil neurônios. Apenas um único neurônio não pode sentir, pensar ou ter lembranças.

O poder de um neurônio é o resultado das ligações com outros neurônios e essas ligações são chamadas de ‘’campos de jogos’’, onde se dá a atividade complexa do cérebro.

Cada neurônio pode ligar ou desativar os seus vizinhos, dependendo do sinal que lhes envia e os padrões de atividade neuronal que daí resultam imagens, memórias e pensamentos.

Por Colégio São Francisco

O Sistema Nervoso tem a capacidade de receber, transmitir, elaborar e armazenar informações. Recebe informações sobre mudanças que ocorrem no meio externo, isto é, relaciona o indivíduo com seu ambiente e inicia e regula as respostas adequadas. Não somente é afetado pelo meio externo, mas também pelo meio interno, isto é, tudo que ocorre nas diversas regiões do corpo.As mudanças no meio externo são apreciadas de forma consciente, enquanto as mudanças no meio interno não tendem a ser percebidas conscientemente.

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Quando ocorrem mudanças no meio, e estas afetam o sistema nervoso, são chamadas de estímulos.

O sistema nervoso, junto com o endócrino, desempenha a maioria das funções da regulação do organismo. O sistema endócrino regula principalmente as funções metabólicas do organismo.

Com a denominação de sistema nervoso compreendemos aquele conjunto de órgãos que transmitem a todo o organismo os impulsos necessários aos movimentos e às diversas funções, e recebem do próprio organismo e do mundo externo as sensações.

No sistema nervoso distingue-se uma parte nervosa central, formada pelo eixo cérebro-espinhal, da qual partem os estímulos e à qual chegam as sensações, e uma parte nervosa periférica, formada pelos nervos, os quais servem para “conduzir” a corrente nervosa. Os nervos transportam à periferia os estímulos e dela recebem as diversas sensações que, com percurso inverso, são conduzidas ao sistema nervoso central.

O sistema nervoso central é a parte nobre do nosso organismo: por presunção é a sede da inteligência, o lugar onde se formam as idéias e o lugar do qual partem as ordens para a execução dos movimentos, para a regulação de todas as funções; é o anteparo ao qual chegam as impressões da vista, do ouvido, do tato, do olfato, dos sabores. No sistema nervoso central fica, em suma, o comando de todo o organismo, seja entendido no sentido físico, seja no sentido psíquico. Toda a lesão que ocorra em uma parte qualquer do sistema nervoso central é quase sempre permanente e não pode ser reparada. As células do sistema nervoso têm caráter “definitivo”, não se regeneram quando são destruídas, como acontece, por exemplo, com os outros tecidos, como a pele, os músculos, etc.

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O tecido nervoso é constituído por uma parte nobre, à qual está confiada a atividade nervosa, e de uma parte de sustento, que tem a função de constituir o arcabouço da primeira. A primeira parte é o tecido nervoso propriamente dito, a segunda é chamada neuróglia. Ela desempenha no sistema nervoso aquela função que nos outros aparelhos é desempenhada pelo tecido conjuntivo.

O tecido nervoso é formado de células e fibras nervosas. A célula nervosa é caracterizada por numerosos e longos prolongamentos chamados dendrites. Entre esses há um mais longo do que os outros, o cilindro-eixo.. que, a certa distância do corpo celular, se reveste de uma bainha chamada neurilema (análoga ao sarcolema da fibra muscular) e constitui a fibra nervosa. Os outros prolongamentos da célula nervosa, as dendrites, servem para estabelecer os contatos com as outras células. A fibra nervosa, ao contrário, unindo-se aos cilindros-eixos de outras células, isto é, com outras fibras, forma o nervo. O complexo formado por uma célula nervosa, pelas dendrites e pelo cilindro-eixo toma o nome de neurônio, o qual constitui uma unidade fundamental nervosa.

Ao estudar o sistema sensorial constatamos que ele funciona em conjunto com o sistema nervoso.
Para compreender melhor como percebemos os estímulos externos e como respondemos a eles é fundamental conhecer o sistema que forma a rede de comunicação do corpo.

Pegue o lápis que está sobre a sua mesa.

Ter ossos e músculos sadios basta para que alguém faça essa tarefa, pegar o lápis ? Por quê ?

Não. Porque para captar a mensagem são necessários os órgãos de sentido da audição, que é ouvir a ordem; da visão, identificar o lápis sobre a mesa; e movimentar o braço, mão e dedos, sob o comando do sistema nervoso.

OS NEURÔNIOS

Neurônios

O sistema nervoso é formado pelo conjunto de órgãos que têm a capacidade de captar as mensagens, os estímulos do ambiente, decodificá-las, isto é, interpretá-Ias, arquivá-Ias ouelaborar respostas, se solicitadas. As respostas podem ser dadas na forma de movimentos, de sensações agradáveis ou desagradáveis ou, apenas, de constatação.

O sistema nervoso integra e coordena praticamente todas as funções do organismo e funciona por meio de mecanismos elétricos e químicos, conjugados a eletroquímicos.

O tecido nervoso é formado por células nervosas, os neurônios. As células típicas deste sistema têm a forma alongada e ramificada, o que representa uma vantagem na condução das mensagens, isto é, dos impulsos do sistema nervoso.

A célula ou unidade estrutural e funcional do tecido nervoso é o neurônio. É uma célula muito especializada cujas propriedades de excitabilidade e condução são as bases das funções do sistema.

Neurônios
Neurônio motor (eferente)

Pode-se distinguir nela um corpo, ou soma, no qual se acham os distintos orgânulos citoplasmáticos e o núcleo.

Do corpo neuronal emergem prolongações:

Dendritos: cuja função é conduzir impulsos até o corpo celular (aferentes). São numerosas, curtas e ramificadas. À medida que se ramificam vão diminuindo seu calibre.
Axônio:
sua função é a condução de impulsos do corpo neuronal (eferentes), é uma só prolongação longa de calibre uniforme em toda seu comprimento e se ramifica apenas na proximidade de sua terminação.

Segundo o número de dendritos os neurônios podem dividir-se em:

Neurônio mono ou unipolar: Um só axônio, nenhuma dendrito. Presente nos órgãos dos sentidos. Os receptores sensoriais ocupam o lugar dos dendritos.
Neurônio bipolar:
Um axônio, uma dendrito. Presente também nos órgãos dos sentidos.
Neurônio pseudomonopolar:
Dendrito e axônio se fusionam perto do corpo neuronal.
Neurônio multipolar:
Várias dendritos, um axônio. Predomina no sistema nervoso central.
Células Neuróglicas:
No tecido nervoso há, além das células neuronais, as células neuróglicas. Esse tipo celular cumpre a função de sustentar, proteger, isolar e nutrir os neurônios.
Distinguem-se, entre elas, os astrócitos, oligodendrocitos, microglia etc. Têm formas estreladas e prolongações que envolvem as diferentes estruturas do tecido.

Nervos

Os grupos de feixes de fibras nervosas (axônios) constituem a estrutura macroscópica chamada nervo.

Os nervos são formados por:

Feixes de fibras nervosas com bainhas de células neuróglicas que as recobrem.
Tecido envolvente conectivo.
Vasos sangüíneos de pequeno calibre (vasa vasorum).
Os nervos conduzem impulsos de ou para o Sistema Nervoso Central.

Dependendo do sentido de condução podem dividir-se em:

Nervos motores: Predominantemente eferentes.Conduzem os estímulos do sistema nervoso central à periferia onde alcançam os músculos.
Nervos sensitivos:
Predominantemente aferentes. Transmitem os estímulos da periferia até o sistema nervoso central.
Nervos mistos:
Têm um componente motor e outro sensitivo.

De um certo sentido deveríamos considerar como mistos todos os nervos periféricos. Já que nos motores também encontramos vias aferentes provenientes dos ossos musculares, e nos sensitivos se observam também fibras nervosas eferentes para as glândulas da pele e os músculos eretores dos pelos.

A palavra nervo em geral é usada para falar do sistema nervoso periférico, no sistema nervoso central as fibras formam feixes segundo a função exata que desempenham. Aqui o grupo de feixes de fibras de igual função se chama fascículo. Os fascículos têm nomes compostos. A primeira parte do nome indica onde começa o impulso e a segunda onde termina.

Exemplo: corticospinal-corteza-medula.

Neurônios
Corte Transversal de um Nervo
1 – Feixe de fibras Nervosas
2 – Tecido Conjuntivo
3 – Vasos Sanguíneos

Substância gris e substância branca

Num corte dos órgãos que integram o sistema nervoso, tais como encéfalo ou medula espinal, se vêem zonas mais escuras e mais claras bem definidas. Elas são a substância gris e branca respectivamente. A substância gris é formada pelos corpos neuronais e forma centros de processamento de informações.

A substância branca é formada, na sua maior parte, por vias de condução. Aqui se agrupam vias aferentes, eferentes, vias de comunicação dos centros entre si. A cor branca se deve às bainhas mielínicas das fibras que possuem lípides.

O sistema nervoso pode dividir-se funcionalmente em:

Sistema nervoso central, da vida de relacionamento ou somático: rege as funções de relação com o meio externo.
Sistema nervoso autônomo ou vegetativo: ocupa-se do aspecto interior, a regulação, a coordenação dos órgãos. É autônomo, já que estes processos não dependem da vontade do homem.

De acordo com a sua localização, o sistema nervoso de relacionamento se divide em:

Sistema nervoso central: consta do encéfalo e da medula espinal (cérebro espinal), estes são os principais centros onde se relaciona e integra a informação nervosa. Encontram-se suspensos em líquido cefalorraquidiano e estão protegidos por estruturas ósseas, o crânio e a coluna vertebral.

Sistema nervoso periférico: composto pelos nervos que conduzem informação para o sistema nervoso central (aferentes) e deste (eferentes) e pelos gânglios associados. O ser humano tem 12 pares de nervos craniais, que partem do encéfalo; 31 pares de nervos raquidianos, que partem da medula.

Todo o eixo encefalo-espinal se acha envolto e definido por tecido conectivo fibroso dando lugar às meninges: dura-máter, pia-máter e aracnóides. A dura-máter é grossa e resistente e, nas aracnóides, circula o líquido cefalorraquiano e encontram-se os vasos sangüíneos.

Sistema nervoso autônomo

Corresponde à porção do sistema nervoso que se ocupa da inervação das estruturas involuntárias, tais como o músculo cardíaco, músculo liso, glândulas etc. Regula as funções respiratórias, circulatórias, secreções etc. Compõe-se de centros ao nível do talo encefálico, da medula e dos gânglios; dispondo-se em sua maioria aos costados da coluna vertebral.

Segundo a origem e a função das fibras nervosas, divide-se em:

Sistema nervoso simpático: origina-se na medula torácica e na lombar. Um pouco fora dos corpos vertebrais está situada uma cadeia de gânglios conectados por fibras. As cadeias (são duas, uma de cada lado da coluna) se chamam cadeias simpáticas e seus gânglios são conhecidos como paravertebrais. Prepara o organismo para uma emergência, para luta ou para fuga.

Exemplo: Uma batida de porta repentina que ocorre no meio da noite produz uma grande quantidade de impulsos simpáticos eferentes.

As pupilas se dilatam, a pele fica arrepiada, o coração bate mais rapidamente, os vasos sangüíneos periféricos contraem-se elevando a pressão arterial.

Distribui-se o sangue de maneira que se dirija ao coração, o cérebro e o músculo esquelético. Aumentam as respirações, isto é, o corpo inteiro está em alerta.

Ao mesmo tempo, as funções corporais que não são de ajuda são suprimidas. A digestão se retarda, a musculatura da parede vesical fica comparativamente relaxada e as funções dos órgãos sexuais são inibidas.

Sistema nervoso parassimpático: os corpos do primeiro neurônio se encontram em duas zonas bem separadas, uma é o talo encefálico e a porção sacra da medula espinal. Os gânglios parassimpáticos se encontram afastados da coluna vertebral e perto dos órgãos efetores. Intervém nos processos de recuperação, se encarrega de restituir a energia, reduz freqüências cardíacas e se relaciona principalmente com as atividades funcionais que ocorrem quando tudo está tranqüilo e silencioso. O nervo mais importante se chama pneumogástrico e sai da zona cefálica.

 

Estímulos

Todos os estímulos do nosso ambiente causando sensações como dor e calor, todos os sentimentos, pensamentos, programação de respostas emocionais e motoras, bases neurais da aprendizagem e memória, ação de drogas psicoativas, causas de distúrbios mentais, e qualquer outra ação ou sensação do ser humano, não podem ser entendidas sem o fascinante conhecimento do processo de comunicação entre os neurônios.

Neurônios são células especializadas.

Eles são feitos para receber certas conecções específicas, executar funções apropriadas e passar suas decisões a um evento particular a outros neurônios que estão relacionados com aqueles eventos.

Estas especializações incluem uma membrana celular, que é especializada para transportar sinais nervosos como pulsos eletroquímicos; o dendrito, (do grego dendron, ou árvore) que recebe e libera os sinais, o axônio (do grego axoon, ou eixo), o “cabo” condutor de sinais, e pontos de contatos sinápticos, onde a informação pode ser passada de uma célula a outra (veja figura abaixo).

Neurônios
A Estrutura do Neurônio
Um neurônio típico tem quatro regiões morfologicamente definidas: dendritos (1), corpo celular (2), axônio (3), e terminais pré-sinápticos (5). Neurônios recebem sinais nervosos de axônios de outros neurônios.
A maioria dos sinais é liberada aos dendritos (1). Os sinais gerados por um neurônio são enviados através do corpo celular (2), que contém o núcleo (2a), o “armazém” de informações genéticas. Axônios (3) são as principais unidades condutoras do neurônio. O cone axonal (2b) é a região na qual os sinais das células são iniciados.

Células de Schwann (6), as quais não são partes da célula nervosa, mas um dos tipos das células gliais, (Glia-as células da glia, de diversos tipos, possuem a função de sustentação equivalente àquela desempenhada pelo tecido conjuntivo nos outros órgãos do corpo. Além da função de sustentação, elas participam da formação das bainhas mielínicas das fibras nervosas e provavelmente colaboram na alimentação do neurônio.

Elas são mais numerosas que os neurônios e preenchem os espaços entre eles, fornecendo uma estruturação para os neurônios, especialmente durante o desenvolvimento cerebral.) exercem a importante função de isolar neurônios por envolver seus processos membranosos ao redor do axônio formando a bainha de mielina (7), uma substância gordurosa que ajuda os axônios a transmitirem mensagens mais rapidamente do que as não mielinizadas.

A mielina é quebrada em vários pontos pelos nodos of Ranvier (4), de forma que em uma secção transversal o neurônio se parece como um cordão de salsichas.

Ramos do axônio de um neurônio (o neurônio pré-sináptico) transmitem sinais a outro neurônio (o neurônio pós-sináptico) em um local chamado sinapse (5). Os ramos de um único axônio podem formar sinapses com até 1000 outros neurônios.

O Que Faz Os Neurônios Serem Diferentes de Outras Células?

Assim com as outras células, os neurônios se alimentam, respiram, têm os mesmos genes, os mesmos mecanismos bioquímicos e as mesmas organelas. Então, o que faz o neurônio diferente?

Neurônios diferem de outras células em um aspecto importante: eles processam informação. Ele devem desencadear informações sobre o estado interno do organismo e seu ambiente externo, avaliar esta informação, e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades correntes das pessoas.

A informação é processada através de um evento conhecido como impulso nervoso. O impulso nervoso é a transmissão de um sinal codificado de um dado estímulo ao longo da membrana do neurônio, a partir do ponto em que ele foi estimulado.

Dois tipos de fenômenos estão envolvidos no processamento do impulso nervoso: elétrico e quimico. Eventos elétricos propagam um sinal dentro do neurônio, e processos químicos transmitem o sinal de um neurônio a outro ou a uma célula muscular. Processos químicos sobre interações entre neurônios ocorrem no final do axônio, chamado sinapse. Tocando intimamente com o dendrito de outra célula (mas sem continuidade material entre ambas as células), o axônio libera substâncias químicas chamadas neurotransmissores, os quais se unem a receptores químicos na membrana do neurônio seguinte.

O Cérebro é Cinzento e Branco. Por que?

Neurônios

Talvez você já tenha ouvido o termo ” matéria cinzenta” para o cérebro. Em uma secção transversal feita no cérebro, é fácil ver as áreas cinzentas e brancas. O córtex e outras células nervosas são cinzentos, e as regiões entre eles, brancas.

A coloração acinzentada é produzida pela agregação de milhares de corpos celulares, enquanto que branco é a cor da mielina. A cor branca revela a presença de feixes de axônios passando pelo cérebro, mais que em outras áreas nas quais as conexões estão sendo feitas.

Nenhum neurônio tem conexão direta com outro. No final do axônio encontram-se filamentos terminais, e estes estão próximos de outros neurônios. Eles podem estar próximos dos dendritos de outros neurônios (algumas vezes em estruturas especiais chamadas espinhas dendríticas, ou próximo ao corpo celular.

Corpo Celular

O corpo celular (soma) é a “fábrica” do neurônio. Ele produz todas as proteínas para os dendritos, axônios e terminais sinápticos, e contém organelas especializadas tais como mitocôndrias, aparelho de Golgi, retículo endoplasmático, grânulos secretórios, ribosomos e polissomos para fornecer energia e agrupar as partes em produtos completos.

Citosol

É o fluído aquoso e salgado com uma solução rica em potássio dentro da célula contendo enzimas responsáveis pelo metabolismo da célula.

Núcleo

Derivado do Latin “nux”, castanha, o núcleo é o arquivista e o arquiteto da célula. Como arquivista ele contém os genes, consistindo de DNA, o qual contém a “história”da célula, a informação básica para manufaturar todas as proteínas características. Como arquiteto, ele sintetiza RNA a partir do DNA e o transporta através de poros ao citoplasma para uso na síntese de proteínas.

Nucleolo é uma organela que está envolvida ativamente na síntese de ribossomos e na transferência do RNA ao citosol.

Aparelho de Golgi

É uma estrutura ligada à membrana que exibe um papel no empacotamento de peptídios e proteínas (incluindo neurotransmissores) dentro das vesículas.

Poliribosomos

Existem vários ribossomos unidos por um cordão. O cordão é um fio único de RNAm (RNA mensageiro, uma molécula envolvida na síntese de proteínas do lado de fora do núcleo) Os ribossomos associados atuam nele para fazer múltiplas cópias da mesma proteína.

Mitocôndria

Esta é a parte da célula responsável pela energia na forma de ATP (adenosina trifosfato). Os neurônios necessitam de uma enorme quantidade de energia. O cérebro é um dos tecidos mais ativos metabolicamente . No homem, por exemplo, o cérebro usa 40 ml de oxigênio por minuto. A mitocôndria usa oxigênio e glucose para produzir a maioria da energia da célula.

O cérebro consome grandes quantidades de ATP. A energia química armazenada em ATP é usada como combustível na maioria das reações bioquímicas do neurônio. Por exemplo, proteínas especiais na membrana neuronal usam energia liberada pela quebra de ATP em ADP para bombear certas substâncias através da membrana para estabelecer diferenças de concentração entre o lado interno e externo do neurônio.

Retículo Endoplamático Rugoso (RE rugoso) e Retículo Endoplamático Liso (RE liso) (7) – É um sistema de tubos para o transporte de materiais dentro do citoplasma. Ele pode ter ribossomos (RE rugoso) ou não (RE liso). Com ribossomos, o RE é importante para a síntese de proteínas.

Membrana Neuronal

A membrana neuronal serve como uma barreira na união do citoplasma interno do neurônio e excluir certas substâncias que flutuam no fluído que banha o neurônio.

A membrana com seu mosaico de proteínas é responsável por muitas funções importantes:

  • mantém certos íons e pequenas moléculas fora da célula e deixa outras dentro,
  • acumula nutrientes, e rejeita substâncias nocivas,
  • cataliza reações enzimáticas,
  • estabelece um potencial elétrico dentro da célula,
  • conduz um impulso,
  • é sensível a certos neurotransmissores e neuromoduladores.

A membrana é feita de lipídios e proteínas – gorduras e cadeias de aminoácidos. A estrutura básica desta membrana é uma camada bilateral ou um “sandwich” de fosfolipídios, organizado de tal forma que a região polar (carregada) está voltada para fora e a região não polar para dentro.

A face externa da membrana contém os receptores, pequenas regiões moleculares especializadas que fornecem uma espécie de “recipiente” para outras moléculas externas, em um esquema análogo a uma chave e fechadura. Para cada molécula externa existe um receptor correspondente.

Quando as moléculas se unem aos receptores, seguem-se algumas alterações da membrana e no interior da célula, tais como a modificação da permeabilidade de alguns íons.

Dendritos

Estas estruturas se ramificam como galhos de uma árvore e serve como o principal aparato para receber sinais de outras células nervosas. Eles funcionam como “antenas” do neurônio e são cobertos por milhares de sinapses. A membrana dendrítica sob a sinapse (a membrana pós-sinaptica) tem muitas moléculas de proteínas especializadas, os receptores, que detectam os neurotransmissores na fenda sinaptica. Uma célula nervosa pode ter muitos dendritos que se ramificam muitas vezes, sua superfície é irregular e coberta em espinhas dendríticas que é o local onde as conexões sinapticas são feitas.

Axônio

Geralmente, é um longo processo que se projeta a regiões distantes do sistema nervoso. O axônio é a principal unidade condutora do neurônio, capaz de conduzir sinais elétricos a distâncias longas e curtas, ou seja, desde 0.1 mm até 2 m. Muitos neurônios não têm axônios. Estes neurônios, chamados de “células amácrinas”, todos os processos neuronais são dendritos. Neurônios com axônios muito curtos também são encontrados.

Os axônios de muitos neurônios são envolvidos em uma bainha de mielina, que é composta de mebranas de células intersticiais e é envolvida ao redor do axônio para formar várias camadas concêntricas. A bainha de mielina é quebrada em vários pontos pelos nodos de Ranvier. A mielina protege o axônio, e prevene interferência entre axônios à medida que elas passam ao longo dos feixes.

As células que circundam as fibras nervosas periféricas, ou seja, fibras dispostas fora do cérebro e medula espinhal, são chamadas células de Schwann cells (porque elas foram primeiro descritas por Theodor Schwann). As células que envolvem os axônios dentro do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) são chamadas oligodendrócitos. Entre cada par de células de Schawann sucessivas, existe o nodo de Ranvier.

O Cone Axonal

O cone axonal é onde o axônio de junta à célula. É daí que a despolarização elétrica conhecida como potencial de ação ocorre.

Terminal Nervoso (Terminal Pré-sináptico)

Sinapses são junções formadas com outras células nervosas onde o terminal pré-sináptico de uma célula faz contato com a membrana pós-sinaptica de outra. São nestas junções que os neurônios são excitados, inibidos ou modulados. Existem dois tipos de sinapses, a elétrica e a química.

Sinapses Elétricas ocorrem onde o terminal pré-sináptico está em continuidade com o pós-sináptico. Íons e pequenas moléculas passam por eles, conectando então canais de uma célula a próxima, de forma que alterações elétricas em uma célula são transmitidas quase instantaneamente à próxima. Os íons podem gerar fluxos em ambos as direções destas junções, embora eles tendam a ser unidirecionais.

Sinápses Químicas

O modo de transmissão não é elétrico, e sim carreado por neurotransmissores, substâncias neuroativas liberadas no lado pré-sináptico da junção. Existem dois tipos de junções químicas. O tipo I é uma sinapse excitatória, geralmente encontrada em dendritos; o tipo II é uma sinápse inibitória, geralmente encontrada em corpos celulares. Substâncias diferentes são liberadas nestes dois tipos de sinapses.

Cada botão terminal é conectado a outros neurônios através de uma pequena fenda chamada sinapse. As características físicas e neuroquímicas de cada sinapse determina a força e polaridade do sono sinal de input. Mudando a constituição de vários neurotransmissores químicos pode ocasionar um aumento ou diminuição da estimulação que a desporalização do neurônio causa no dendrito vizinho. Alterando os neurotransmissores também altera a estimulação, que pode ser inibitória ou excitatória.

Nosso corpo

 

O nosso corpo é formado de bilhões de células. Células que fazem parte do sistema nervoso são chamado de neurônios e são especializadas em transmitir “mensagens” através de um processo que mistura a transmissão elétrica e química. O cérebro humano tem aproximadamente 100 bilhões de neurônios. Para saber mais sobre como os neurônios transmitem estas mensagens não perca o nosso artigo sobre potencial de ação (disponível em breve neste site).

Os neurônios existem em diferentes formas e tamanhos. Alguns dos menores tem corpos celulares com apenas 4 microns (milionésimos de metro), enquanto que alguns neurônios maiores tem corpos celulares com mais de 100 microns.

Os Neurônios são semelhantes à outras células de várias formas:

São envoltos por uma membrana plasmática
Tem núcleo que contém genes
Tem citoplasma, mitocôndrias e outras organelas
Tem processos de produção de energia e síntese de proteína

Porém são diferentes em outros aspectos como:

Tem extensões especializadas chamadas de dendritos e axônios. Os dendritos são responsáveis pela recepção de informações e os axônios pela sua transmissão.
Os neurônios se comunicam através de processos eletro-químicos.
Possuem estruturas específicas (por exemplo, sinapses) e substâncias químicas também específicas (como por exemplo os neurotranmissores)

Neurônio

Neurônios

Uma das formas de classificação utilizadas em neurônios é baseada no número de extensões que saem do corpo celular:

Neurônios

Neurônio Bipolar tem duas extensões saindo do corpo celular (exemplo: células da retina).

Neurônios

Neurônio Pseudounipolar (Ex: células dos gânglios dorsais). Na verdade estas células tem dois axônios ao invés de um axônio e um dendrito.

Um dos axônios vai até a medula espinhal, enquanto outro vai em direção da pele ou músculo.

Neurônios

Neuônios Multipolares tem muitas extensões saindo do corpo celular, embora apenas um seja o axônio. (Exemplos: Neurônios piramidais, células de Purkinje).

Existem algumas diferenças entre Axônios e Dendritos

Axônios

Leva informação do corpo celular
Superfície lisa
Normalmente apenas 1 por célula
Sem ribossomos
Pode ser recobertos com mielina
Ramifica longe do corpo celular

Dendritos

Traz informação para o corpo celular
Superfície irregular (espinhas dendríticas)
Muitos dendritos por célula
Tem ribossomos
Sem recobrimento de mielina
Ramificam perto do corpo celular

O que existe dentro do neurônio?

O neurônio tem muitas das mesmas “organelas”, como mitocôndria, citoplasma e um núcleo, como as outras células do corpo.

Núcleo

Contém material genético (cromossomos) incluindo informações para o desenvolvimento da célula e síntese de proteínas necessárias para a manutenção e sobrevivência da célula. É recoberto por uma membrana

Nucléolos

Produz os ribossomos necessários para a transcrição de material genético em proteínas

Corpos de Nissl

Grupos de ribossomos utilizados para a produção de proteínas

Retículo Endoplasmático (RE)

Sistema de tubos que realizam o transporte dentro do citoplasma. Podem ter ribossomos (Retículo Endoplasmático Rugoso) ou não (Retículo Endoplasmático Liso. O Retículo Endoplasmático Rugoso é importante para a síntese de proteínas

Complexo de Golgi

Estrutura responsável pela colocação de peptídios e proteínas (incluindo neurotransmissores) em vesículas.

Microfilamentos/Microtúbulos

Sistema de transporte de materiais dentro do neurônio e que também pode ser utilizado na estrutura da célula.

Mitocôndria

Produz a energia necessária para as atividade celulares

Você sabia?

Que os neurônios são as células mais antigas e mais longas do seu corpo! Você mantem os mesmos neurônios por toda a sua vida. Enquanto outras células são renovadas, os neurônios não são. Na verdade você tem menos neurônios quando você fica mais mais velho do que quando você era novo. Os que você tem quando fica velho são os mesmo que você tinha quando era novo!

Novos estudos estão mostrando que em pelo menos uma área do cérebro (hipocampo) podem surgir novos neurônios em pessoas adultas. Derrubando o dogma que existia anteriormente de que células neuronais nunca podem surgir após uma certa idade.

Os Neurônios podem ser bem grandes, em alguns casos como os neurônios que ligam áreas da medula espinhal até o a área motora do cérebro podem ter até cerca de 1 metro de comprimento!

Em 1898, o famoso neuroanatomista Camillo Golgi descreveu que ele descobriu uma estrutura parecida com uma fita dentro de neurônios do cerebelo. Esta estrutura ganhou o nome de “Complexo de Golgi” em homenagem ao seu descobridor

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br/www.escolavesper.com.br/br.geocities.com

 

 

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