Nome oficial: Druk-yul.
Capital: Timfú (Thimphu).
Nacionalidade: butanesa.
Idioma: zoncá (Dzongkha) oficial (parece que é de origem tibetana), nepalês.
Religião: Budismo 69,6%, hinduísmo 24,6%, islamismo 5%, outras 0,8% (1980).
Localização: centro-sul da Ásia. Entre a China ao norte e a Índia ao sul, ao leste do Himalaia.
Características: território circundado pela cordilheira do Himalaia; vales férteis (O); planície de Duar recoberta por florestas (S).
Clima: de montanha.
População: 1,7 milhão (1997); composição: butaneses 60%, nepaleses 25%, charchopes 15% (1996).
Cidades principais: Paro Dzong (selo mais abaixo), Phuntsholing.
Divisão administrativa: 18 distritos.
Soberano: Jigme Singye Wangchuk (desde 1972). Dinastia: Wangchuk.
Moeda (numismática): Ngultrum (Ngultrum). Código internacional ISO 4217: BTN. Abreviação: "nu". Chetrum...? A palavra "ngultrum", pronunciada como "engultrum", significa "prata" em zoncá.
Situado na encosta da cordilheira do Himalaia, entre a China e a Índia, Butão é um reino de mosteiros, a maioria deles fechada aos estrangeiros. Dzong significa forte-monastério, por isso as cidades levam esse nome...
Cerca de 70% da população pertence à etnia drukpa, de origem tibetana e seguidora do budismo. A Monarquia religiosa de Butão não admite a existência de partidos políticos e proíbe a televisão.
Apesar de somente 6% do território ser cultivável, o país vive da agricultura, que emprega cerca de 90% dos butaneses.
A ênfase do governo, de acordo com o plano econômico de 1992 a 1997, está no desenvolvimento da infra-estrutura, especialmente estradas, telecomunicações e energia hidrelétrica.
Até metade de 1997, os atentados terroristas no sul do país, palco de conflito étnico, haviam quase cessado, mas permanecia o impasse no diálogo entre Butão e Nepal – país que abriga a maior parte dos 75 mil refugiados butaneses de origem nepalesa.
Dominado pelos tibetanos, Butão torna-se no século XIX uma colônia do Reino Unido.
Os britânicos preservam o sistema de governo local, uma Monarquia teocrática em que o poder é exercido pela seita budista Druk (dragão).
Em 1907, esse sistema é substituído por uma Monarquia hereditária, com o início da dinastia Wangchuk. Em 1949, o país obtém a independência.
O reinado de Jigme Dorji Wangchuk, entre 1952 e 1972, introduz a prática de eleições parlamentares, mas reserva ao rei o cargo de primeiro-ministro. Em 1971, o país é admitido na ONU.
Em 1990 eclodem conflitos étnicos no sul do país, onde os habitantes de origem nepalesa, um quarto da população, exigem igualdade de direitos.
O governo reage com prisões em massa e uma política autoritária de imposição da cultura butanesa. O zoncá torna-se a língua oficial, e a população é obrigada a vestir em público os trajes típicos de Butão.
Intimidados, 75 mil butaneses de origem nepalesa deixam o país e refugiam-se na Índia e no Nepal. O diálogo com o Nepal sobre refugiados é retomado em janeiro de 1996, mas até julho de 1997 não havia progresso.
Em abril de 1997, cerca de 10 mil refugiados butaneses protestam em Damak, leste do Nepal, contra a prisão de seu líder, Rongthong Kuenley Dorji, em Nova Délhi (Índia).
Dorji teria infringido a Lei de Registro de Estrangeiros indiana ao não se cadastrar no departamento de migração daquele país...
O Butão foi um Estado Feudal da Índia, budista e regido por um marajá. Depois da independência da Índia (1947), o marajá tornou-se um rei e continuou a reger o estado.
Porém, por um tratado formal, a defesa e a força policial do Butão foram controlados pela Índia. O Butão não emitiu selo postal enquanto Estado Feudal. O país emitiu seu primeiro selo como reinado em 1962.
Selos são emitidos por Butão desde 1962. O primeiro data de 10/10/1962 (Scott: 1), com valor facial de 2 Chetrum (vermelho e cinza).
Fonte: www.sergiosakall.com.br
A tradição situa o início da sua história no século VII, quando o rei tibetano Songtsen Gampo construíu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang. No século VIII, é introduzido o budismo tântrico pelo Guru Rimpoche, "O Mestre Precioso", considerado o segundo Buda na hierarquia tibetana e butanesa. Os séculos IX e X são de grande turbulência política no Tibet e muitos aristocratas vieram instalar-se nos vales do Butão onde estabeleceram o seu poder feudal.
Nos séculos seguintes, a actividade religiosa começa a adquirir grande vulto e são fundadas várias seitas religiosas, dotadas de poder temporal por serem protegidas por facções da aristocracia.
No Butão estabeleceram-se dois ramos, embora antagônicos, da seita Kagyupa. A sua coexistência será interrompida pelo príncipe tibetano Ngawang Namgyel que, fugido do Tibet, no século XVII unifica o Butão com o apoio da seita Drukpa, tornando-se no primeiro Shabdrung do Butão, "aquele a cujos pés todos se prostram". Ele mandaria construir as mais importantes fortalezas do País que tinham como função suster as múltiplas invasões mongóis e tibetanas. A partir do seu reinado estabeleceu-se um sistema político e religioso que vigoraria até 1907, em que o poder é administrado por duas entidades, uma temporal e outra religiosa, sob a supervisão do Shabdrung.
Desde sempre que o Butão só mantinha relações com os seus vizinhos na esfera cultural do Tibet (Tibet, Ladakh e Sikkim) e com o reino de Cooch Behar na sua fronteira sul. Com a presença dos ingleses na Índia, no século XIX, e após alguns conflitos relacionados com direitos de comércio dá-se a guerra de Duar em que o Butão perdeu uma faixa de terra fértil ao longo da sua fronteira sul. Ao mesmo tempo, o sistema político vigente enfraquecia por a influência dos governadores regionais se tornar cada vez mais poderosa. O país corria o risco de se dividir novamente em feudos.
Um desses governadores, o "Penlop" de Tongsa, Ugyen Wangchuck, que já controlava o Butão central e oriental, conseguiria dominar os seus opositores de Thimbu e, assim, implantar a sua influência sobre todo o país. Em 1907 seria coroado rei do Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo, e com a aliança dos ingleses. Foi assim criada a monarquia hereditária que hoje vigora.
Capital: Thimbu (Thimphu).
Regime: Monarquia. O chefe religioso do Reino, o Je Khenpo, goza de uma importância quase idêntica à do Rei.
Fonte: pt.wikipedia.org