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Sri Lanka

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Sri Lanka, oficialmente a República Democrática Socialista do Sri Lanka.Conhecido como Ceilão antes de 1972 é uma nação insular no sul da Ásia, localizada a cerca de 31 quilômetros (18 milhas ½) ao largo da costa sul da Índia. Originalmente conhecido como Heladiva.

O Sri Lanka é uma ligação estratégica naval entre Ásia Ocidental e Sudeste Asiático e tem sido um centro budista de religião e cultura dos tempos antigos.

Sri Lanka

Hoje, o Sri Lanka é uma nação multi-religiosa e multi-étnica, com um quinto da população seguindo outras religiões do budismo – nomeadamente o hinduísmo, cristianismo e islamismo. A comunidade cingalesa constitui a maioria da população (cerca de 78%), com os tâmeis, que são na sua maioria concentrados no norte e leste da ilha, formando a maior minoria étnica. Outras comunidades incluem os mouros muçulmanos e malaios, bem como burgueses. Inglês é amplamente falado e é estudada como uma língua obrigatória no ensino secundário.

Ilha tem um agradável clima tropical e temperatura média dos intervalos de várzea entre 25-30 graus Celsius. Famosa pela produção e exportação de chá, café, borracha e coco, Sri Lanka possui uma economia progressiva e industrial moderna. A beleza natural das florestas tropicais do Sri Lanka, praias e da paisagem, bem como a sua rica herança cultural torná-lo um mundo famoso destino turístico.

A renda per capita do Sri Lanka é atualmente EUA US $ 900 – o maior no Sul da Ásia e da taxa de alfabetização é de 92% – a mais alta no sul da Ásia e segunda maior na Ásia. De acordo com a Economist Intelligence Unit (EIU) Previsão de 1998, o Sri Lanka Ambiente de Negócios 11 º lugar na região, e 42 no mundo, frente da Índia, China, Indonésia, Vietnã e Paquistão.

Depois de mais de dois mil anos de governo reinos locais, partes do Sri Lanka foram colonizados por Portugal e Holanda a partir do século 16, antes do controle de todo o país foi cedido ao Império Britânico em 1815.

Durante a Segunda Guerra Mundial Sri Lanka serviu como uma base importante para as forças aliadas na luta contra o Império Japonês.

Um movimento político nacionalista surgiu no país no início do século 20, com o objetivo de obter a independência política, que acabou por ser concedido pelos britânicos após negociações pacíficas em 1948. Desde então, o Sri Lanka tem desfrutado de uma democracia estável e progresso econômico contínuo, apesar do conflito entre o governo do Sri Lanka e um grupo separatista militante conhecido como Tigres Tamil nas partes do nordeste do país.

Nomeação de Sri Lanka

Conhecido como Lamka, Lankadeepa, Taprobane .. etc

Nos tempos antigos, o Sri Lanka era conhecido por uma variedade de nomes: antigos geógrafos gregos chamavam Taprobane e árabes que se refere a ele como Serendib (a origem da palavra “serendipity”).

Ceilão foi o nome dado ao Sri Lanka pela Português quando eles chegaram à ilha em 1505, que foi transliterado em Inglês como Ceilão.

Em 1972, o nome oficial do país foi mudado para “República Livre, soberano e independente do Sri Lanka”.

Em 1978 foi mudado para “República Democrática Socialista do Sri Lanka”.

O nome atual é derivada da palavra sânscrita lamk, Que significa “terra resplandecente”, que era também o nome da ilha, como descrito no antigo indiano épicos Mahabharata e Ramayana.

Breve História

Assentamentos humanos do Paleolítico foram descobertos em escavações em sítios rupestres diversas na região ocidental das planícies e da face sul-ocidental da região Hills Central. Os antropólogos acreditam que alguns ritos funerários descobertos e certos artefatos decorativos exibem semelhanças entre os primeiros habitantes da ilha e os primeiros habitantes do sul da Índia. Recentes estudos bioantropológicas têm, porém, rejeitou estas ligações, e ter colocado a origem das pessoas para as partes do norte da Índia. Uma das primeiras referências escritas a ilha é encontrado no épico indiano Ramayana, que descreveu a Ravana imperador como monarca do poderoso reino de Lanka. Inglês historiador James Emerson Tennent também teorizou Galle, uma cidade do sul do Sri Lanka, foi o porto antigo de Társis a partir do qual o rei Salomão disse ter desenhado marfim, pavões e outros objetos de valor. As principais contas escritas de história do país são as crônicas budistas de Mahavansa e Dipavamsa.

Os habitantes primitivos conhecidos da ilha hoje conhecida como Sri Lanka foram provavelmente os ancestrais do povo Wanniyala-Aetto, também conhecidos como Veddahs e numeração cerca de 3.000. A análise lingüística encontrou uma correlação da língua cingalesa com as línguas do Sindh e Gujarat, embora a maioria dos historiadores acreditam que a comunidade Sinhala surgiu bem depois da assimilação dos vários grupos étnicos. Dravidian pessoas pode ter começado a migrar para a ilha a partir do período pré-histórico. A partir da data período antigo alguns locais arqueológicos notáveis, incluindo as ruínas de Sigiriya, o chamado “Fortaleza no Céu”, e enormes obras públicas. Entre estes últimos são grandes “tanques” ou reservatórios, importantes para a conservação da água em um clima que se alterna período chuvoso, em tempos de seca, e aquedutos elaborados, alguns com uma inclinação tão finamente calibrada como um centímetro para a milha. Antiga Sri Lanka também foi o primeiro no mundo a ter estabelecido um hospital dedicado em Mihintale no quarto século aC.

Antiga Sri Lanka foi também o principal exportador mundial de canela, que foi exportado para o Egito, já em 1400 aC. Sri Lanka também foi o primeiro país asiático a ter um governante feminino em Queen Anula (47 – 42 aC).

Desde os tempos antigos Sri Lanka foi governada por monarcas, mais notadamente do real Sinha dinastia que durou mais de 2000 anos. A ilha também foi invadida por pouca freqüência do sul da Índia reinos e partes da ilha foram governados de forma intermitente pela dinastia Chola, a dinastia Pandya, a dinastia Chera e da dinastia Pallava. A ilha também foi invadida pelos reinos de Kalinga (moderna Orissa) e os da Península Malaia.

O Budismo chegou da Índia no século 3 aC, trazido por Bhikkhu Mahinda, que se acredita ter sido o filho do imperador Ashoka Maurya. Missão de Mahinda conquistou o monarca cingaleses Devanampiyatissa de Mihintale, que abraçou a fé e propagou por toda a população cingalesa. Os reinos budista do Sri Lanka se manter um grande número de escolas e mosteiros budistas, e apoiar a propagação do budismo no Sudeste da Ásia.

O Sri Lanka sempre foi um importante porto e posto de comércio no mundo antigo, e foi cada vez mais frequentado por navios mercantes do Oriente Médio, Pérsia, Birmânia, Tailândia, Malásia, Indonésia e outras partes do sudeste da Ásia. As ilhas eram conhecidos os primeiros exploradores europeus do sul da Ásia e liquidados por muitos grupos de comerciantes árabes e malaios. Uma missão colonial Português chegou à ilha em 1505 liderado pelo Lourenço de Almeida, filho de Francisco de Almeida. Nesse ponto da ilha consistia em três reinos, ou seja, Kandy nas colinas centrais, Kotte na costa ocidental, e Yarlpanam (Jaffna anglicizada) no norte. Os holandeses chegaram no século 17. Embora grande parte da ilha ficou sob o domínio dos poderes europeus, a região, interior montanhoso da ilha permaneceu independente, com capital em Kandy. A British East India Company estabeleceu o controle da ilha em 1796, declarando-o uma colônia da coroa em 1802, apesar de a ilha não seria oficialmente conectado com a Índia britânica. A queda do reino de Kandy, em 1815, unificou a ilha sob domínio britânico.

Colonizadores europeus estabeleceram uma série de chá, canela, borracha, açúcar, plantações de café e índigo. Os britânicos também trouxe um grande número de trabalhadores contratados de Tamil Nadu para trabalhar na economia de plantação. A cidade de Colombo foi estabelecido como o centro administrativo, e os britânicos estabelecidos modernas escolas, colégios, estradas e igrejas que trouxeram de estilo ocidental de educação e cultura para o povo nativo. Aumentar queixas sobre a negação de direitos civis, maus tratos e abuso de nativos pelas autoridades coloniais deu origem a uma luta pela independência na década de 1930, quando as Ligas da Juventude contra o “Memorando de Ministros”, que perguntou a autoridade colonial para aumentar os poderes de do conselho de ministros sem concessão representação popular ou liberdades civis. Durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha serviu como uma base militar importante aliado.

Um grande segmento da frota britânica e americana foram implantados na ilha, assim como dezenas de milhares de soldados comprometidos com a guerra contra o Japão no Sudeste Asiático.

Após a guerra, a pressão popular pela independência se intensificou. Em 04 de fevereiro de 1948 o país conquistou a sua independência como a Comunidade de Ceilão. Don Stephen Senanayake se tornou o primeiro primeiro-ministro do Sri Lanka.

Em 1972, o país se tornou uma república dentro da Commonwealth, eo nome foi mudado para o Sri Lanka. Em 21 de julho de 1960 Sirimavo Bandaranaike tomou posse como primeiro-ministro, e tornou-se a primeira mulher chefe de governo no pós-colonial da Ásia e da primeira mulher primeira-ministra no mundo.

A ilha boas relações com o Reino Unido e teve a Marinha Real Britânica estacionado em Trincomalee. Desde 1983, tem havido em-e-off guerra civil, predominantemente entre o governo e os Tigres de Libertação do Tamil Eelam (LTTE, também conhecido como Tigres Tamil), um grupo separatista (terrorista) militante que luta para criar um Estado independente chamado Tamil Eelam, no norte e leste da ilha.

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br

Sri Lanka

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Os estrangeiros procedentes da Comunidade Européia somente necessitam o passaporte em vigor e não necessitam visto se a estadia é menor de 30 dias. Para uma estadia inferior a seis meses tem que solicitar o visto com duas semanas de antecipação nas delegações de Sri Lanka. É necessário justificar fundos suficientes para a estadia no país e apresentar a passagem de volta.

É imprescindível preencher o cartão de embarque e desembarque, especificando a quantidade de moeda que se vá a introduzir no país. Para os cidadões de Europa e Norte América não existem restrições de importação de divisas, é necessário justificar os câmbios na saída do país. Podem-se exportar as pedras preciosas que queira, sempre que se demonstre que se levava o dinheiro suficiente para adquiri-las. Está estritamente proibido exportar antigüidades de mais de cem anos, assim como peles de animais e marfim.

CLIMA

O clima é tropical com temperaturas que alcançam mais de 30 graus centígrados nos meses de março e junho e entre 15 e 25 graus na área de montanha.

O grau de umidade é alto, sobre tudo durante a época dos monções que chegam ao país duas vezes ao ano: dezembro-janeiro e maio a julho.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

É aconselhável levar roupas de algodão e alguma roupa de agasalho, no caso de viajar no inverno ou se pense visitar a zona de montanha. O calçado deve ser cômodo. Não esqueça levar um chapéu, óculos de sol, anti-diarréicos, protetor solar e repelente contra insetos.

IDIOMA

Os idiomas oficiais são o cingalés e o tamis sendo que em quase toda a ilha se fala inglês.

RELIGIÃO

O 70% da população é budista, o 11% hindu, o 7% muçulmano, o 6% cristãos e o resto praticam diversos credos.

ELETRICIDADE

A tensão é de 220-240 voltz a 50 Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é a rupia cingalesa (LKR), igual a 100 piastras. Pode-se trocar em bancos, aeroportos e organismos oficiais autorizados. Não é aconselhável fazer de maneira ilegal já que é necessário apresenta os comprovantes da troca ao abandonar o país.

No desembarque, se entrega um formulário de entrada de divisas que é necessário preencher com os câmbios de moedas realizados. Em Sri Lanka, nas principais cidades, se aceitam os cartões de crédito mais conhecidos, assim como os cheques de viaje.

EMERGÊNCIA-SAÚDE-POLICIAMENTO

Se procede de África ou América Latina é necessário apresentar o certificado de vacina contra a febre amarela. Em caso de emergência médica pode-se acudir a qualquer dos hospitais e dispensários médicos da ilha cujo serviço é gratuito. Caso prefira outro tipo de tratamento, em Sri Lanka podem-se encontrar homeopatas e os que praticam a ayurveda, medicina milenária baseada em plantas e tratamentos naturais.

Se necessita alguma medicina em concreto é preferível leva-la desde o país de origem. É aconselhável levar anti-diarreicos, repelente contra insetos e protetores solar de alto grau de proteção. É imprescindível beber água engarrafada, não beber nada com pedras de gelo nem verduras frescas. Em caso de necessitar ajuda tanto de um serviço de urgências como policial é aconselhável acudir a recepção de um hotel ou uma oficina de turismo. É importante conservar uma reserva do dinheiro que se leva, e uma fotocópia do passaporte para agilizar os tramites em caso de roubo.

CORREIOS E TELEFONIA

As agência de Correios cingalesas funcionam muito bem. Também podem-se utilizar os serviços postais e o telex que oferecem os hotéis.

É preferível ligar por telefone dos hotéis mesmo sendo um pouco mais caro.. Para comunicar com Sri Lanka tem que marcar o 00-94 mais o prefixo da cidade e o número desejado. >

FOTOGRAFIA

O material fotográfico é caro e difícil de encontrar em Sri Lanka pelo que convêm leva-lo desde o país de origem.

HORÁRIO COMERCIAL

Os comércios normalmente abrem diariamente das 8:30 às 16:30 horas. Os sábados são livres e os comércios abrem ou fecham quando querem. Permanecem fechados nos feriados e durante as festividades religiosas.

GORJETAS

Quando não se inclui o serviço na fatura o habitual é deixar o 10% sobre o total do importe. Camareiros e prestadores de serviços, esperam uma gorjeta.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Sri Lanka, a antiga Ceilão, é uma ilha banhada pelo Oceano Índico, situada a sudoeste da península da Índia da que está separada pelo Canal de Palk de 35 quilômetros de longitude.

Com extensão de 65.610 quilômetros quadrados, seu território é uniforme ainda conta com quatro zonas diferenciadas: a norte as planícies, a leste as colinas, a sudeste serra e no centro montanhas.

Como acidentes geográficos destacam a Península de Jaffna, situada sobre arrecifes de coral, ao norte, a de Pitiya ao oeste, das montanhas do centro, cujos picos mais altos são o Pidurutalagala com 2.524 m de altura e o Adão de 2.244 m e a cordilheira de Rakwana no sudoeste. Os rios que nascem nestas montanhas são numerosos, sendo o mais importante o Makaweli Ganga.

A Ilha de Mannar é a principal do grupo de ilhas de menor tamanho com arrecifes coralinos que estão de frente a costa oeste de Sri Lanka.

FLORA E FAUNA

Sri Lanka oferece uma grande variedade de paisagens dentro do seu território. Dependendo da altura a vegetação muda, dos bosques perenes do tipo seco-mixto no noroeste, para matorrais espinhosos ao noroeste e sudoeste e pradarias de altos pastos no leste. Os monções influenciam de maneira notável, provocando altos índices de umidade que propiciam uma flora tropical muito variada entre as de destaque a manga, mangostino, palmeiras, pé de papaia, a sapodilha, o rambutão e os coqueiros. Não podemos esquecer como parte da paisagem vegetal de Sri Lanka as plantações de chá e os cafezais.

A fauna é também muito variada e, na atualidade, está fortemente protegida pelo governo que tem criado numerosos Parques Nacionais e Reservas Naturais (que não podem ser visitados, para que os animais possam viver com tranqüilidade no seu próprio entorno). Podemos contemplar, entre outras muitas espécies, cervos, javalis, numerosas raças de macacos, chacais, leopardos, ursos, búfalos, crocodilos, sambhures e, especialmente, elefantes. No Orfanato de Pinnwala acolhem aos bebês-elefantes de fêmeas doentes e mortas, proporcionando-lhes uma mãe adotiva. Esta medida se fez necessária já que dos 30.000 elefantes que viviam na ilha, no começo do século, foi reduzido a 2.000.

Sri Lanka é um verdadeiro paraíso ornitológico, pelicanos, abelhas, flamengos, papa-moscas, abulias, distintas espécies de cegonhas, pavões reais, louros, águias e muitíssimas mais, completam este importante universo.

HISTÓRIA

Se crê que os primeiros habitantes de Sri Lanka foram um grupo étnico australóide que se mesclaram com os vedas do norte da Índia, dando lugar ao povo cingalés. O budismo chegou a ilha no século III a.C. iniciando-se a emigração dos tamiles que ocuparam o norte da ilha.

Em 1517 os portugueses fundam uma colônia em Colombo, a capital, que manteve até a chegada dos holandeses em 1658. Em 1796 chegam a Sri Lanka, os ingleses, que obtêm através do Tratado de Amiens, a posse do território criando uma colônia britânica.

Em 1931 a então conhecida como Ceilão consegue sua autonomia que se transforma em 1948 em independente, esto sim, associada a Commonwealth.

Em 1956 o Partido da Liberdade de Sri Lanka, PLSL, ganha as eleições. O país é admitido pela ONU. Três anos mais tarde é assassinado por um monge budista o primeiro ministro Salomão Gandaranaike. Em 1960 se celebram novas eleições nas que o Partido Nacional Unido, PNU, sai vencedor mas cai imediatamente, para ser substituído pelo governo PLSL, sendo primeira ministra Sirimavo Bandaranaike, quem dá um giro ao comunismo.

Em 1972 se aprova a Constituição e se proclama uma República dentro da Comunidade Britânica. Ceilão passa a denominar-se Sri Lanka.

Em 1977 se produz graves incidentes entre cingaleses e tamiles que obrigam a estes últimos a regressar a Índia. Um ano mais tarde se emenda a Constituição e Jayawardene se converte em Presidente da República.

Em 1979 se reemprende a luta entre tamileses e cingaleses.

Em 1980 Sirimavo Bandaranaike é expulso do Parlamento por abuso de poder. Um ano depois se proclama o estado de emergência ao norte ante a violência tamil.

Em 1983 o Parlamento proíbe aos partidos que trate o tema da separação territorial ou étnica. Indira Gandhi se oferece como mediadora para solucionar a disputa entre tamiles e cingaleses, assim, que um ano depois, se celebram conversações multi-partidistas nas que participa a Frente Unido da Liberação Tamil, FULT. Em 1985 ante novos brotes de violência, Índia garante a cidadania e repatriação de 600.000 tamiles enquanto que o governo de Sri Lanka faz o mesmo com 49.000 membros de esta etnia.

Durante os seguintes anos continua os focos de violência e, a pesar da chegada de 7.000 soldados hindus, a luta continua. Em 1990 retiram-se os soldados hindus. O Presidente Ranasinghe Premadasa é assassinado por um tamil sendo substituído por uma eleição especial realizada pelo Parlamento Dingiri Banda Wijetunge.

ARTE E CULTURA

Sri Lanka possui uma arte e uma cultura próprios e, apesar de que se percebe a influência budista tanto em arquitetura como na escultura, as manifestações artísticas tem um estilo pessoal, que sem dúvida surpreende agradavelmente aos visitantes.

Na arquitetura destacam as stupas, denominadas nesta ilha, dagobas. Podem ser de distintos tamanhos e proporções porém tem como características particulares as cúpulas que descansam sobre uma construção circular e sobre elas uma agulha ou torre, as rampas, escadas e as pedras da lua. Os santuários, devalas, e os mosteiros, viharas, costumam conter no seu interior uma dagoba e um recinto para a Árvore da Iluminação, além das estâncias habituais.

Em escultura os materiais mais utilizados são o mármore, ladrilho, estuco, pedra da lua e a roca. A maioria das representações são de tema religiosos.

A pintura desenvolve-se fundamentalmente em forma de afrescos que adornam as paredes dos monumentos arquitetônicos.

O teatro de Sri Lanka é de caráter mágico. Sua formula mais célebre é o Klam Natima, representações iniciáticas e eróticas. Os atores cobrem seus rostos com maravilhosas máscaras enquanto atuam ao ritmo da música, já que a dança e a mímica são os elementos mais característicos desta arte dramática.

Se o teatro é uma manifestação impressionante da cultura popular, a música e a dança são realmente originais e impactantes. Os sons vitais da música, com os tambores e as trombetas como principais instrumentos produzem um ritmo contínuo e harmônico que transporta a alma a lugares desconhecidos. Tanto a música como a dança são utilizados com fins mágicos. A dança que se executa para os exorcismo é fascinante e também surpreendente; sua finalidade é neutralizar os demônios e pedir as benções dos deuses. A sanni yakuma é simplesmente impressionante, com ela se pretende distanciar os demônios que provocaram uma doença e se dança durante toda a noite, e fazem oferendas. Na dança do diabo, um bailarino com uma máscara pavorosa, dança a um ritmo escandaloso em frente a pessoa que vai ser exorcizada. As kandyanas destacam pelo colorido dos trajes dos dançarinos e pelos rápidos e vigorosos ritmos. Por último, as danças chamánicas tem como finalidade conseguir o transe com movimentos lentos e repetitivos.

Como mostra cultural chocante destaca a Peregrinação de Skanda em kataragama. Fiéis de todos os credos sofrem com gosto penitências muito cruéis para conseguir o favor de Skanda, o destruidor dos obstáculos para o qual não existe nada impossível. Podem-se ver pessoas que atravessam distintas partes do corpo, sobre toda a língua, com objetos pontudos, prendem fogo a sua boca com pastilhas de alcândor, dançam com arames nas costas e cordas nas pernas ou caminham sobre brasas viva. Este espetáculo religioso é celebrado nas duas semanas de julho, antes da lua cheia.

Principais Museus de Sri Lanka

National Museum, em Sir Marcus Fernando Mawatha em Colombo.

Com uma excelente amostra de antigüidades, objeto de arte, uma seção de Ciências Naturais, uma biblioteca com mais de 200.000 publicações e 4.000 manuscritos em folha de palmeira, esculturas em pedra e bronze e porcelana china.

Simamalaka Museum on Buddhism, em Sir James Pieris Mawatha, Colombo. Nele se expõe uma completa coleção de objetos budistas.

Museu Nacional de Kandi, em Kandi, onde pode-se contemplar objetos reais da cidade.

Museu Arqueológico de Jaffna, com importantes restos arqueológicos e esculturas budistas e hindus.

Museu Arqueológico e o Museu Folclórico, ambos em Anuradhapura, onde pode-se ver peças pré históricas e uma excelente amostra de artesanato com uma interessante coleção de objetos ilustrativos da vida rural da região.

Museu Arqueológico de Polonnaruwa, com objetos procedentes dos Chola.

Museu Nacional de Ratnapura, onde se expõe restos pré históricos e fósseis.

Museu Arqueológico de Sigiriya.

Ratnapura Gen Bureau Museum no 10 de Anderson Road, Colombo, onde pode-se desfrutar com as jóias e as maravilhosas pedras preciosas de Sri Lanka.

LOCAIS TURÍSTICOS

Sri Lanka oferece lugares dignos de serem visitados. Desde as cidades até as paisagens naturais de extraordinária beleza, o país, cravado em uma ilha, é uma contínua surpresa. Iniciaremos nosso recorrido por Colombo, capital, e seus arredores, para continuar até Kandy. Daqui viajaremos pelo Norte de Kandy e o Sul de Kandy, finalizando em Outros Lugares Turísticos de Sri Lanka.

COLOMBO

A capital de Sri Lanka, Colombo, é uma cidade moderna que soube combinar elementos de oriente e ocidente. Em pleno centro da cidade encontra-se o Lago Beira ao que rodeiam os melhores hotéis. Desde o lago, passeando por Galle Face, o passeio marítimo, podemos contemplar entardecer inesquecíveis, assim como a Igreja de Santo André. Nos arredores de Lighthouse Clock Tower, situa-se a zona comercial e colonial conhecida como o Distrito do Forte porque funcionava como cidade durante a ocupação portuguesa e holandesa. Nele podemos ver as principais órgãos do governo. Para impregnar-se do ambiente da cidade tem que recorrer Perrah, onde encontrará os bazares com objetos variados e multicolores.

Existem várias igrejas cristãs dignas de visitar como a Catedral de Santa Lúcia situada no topo da colina, Wolvendaal Kerk com um formoso altar, a Igreja de São Pedro com uma curiosa coleção de vasilhas sagradas e a de Santo Antônio do século XIX.

Como templos hindus destacam Pri Ponnambala Vaneshavara o templo de Shiva mais venerado pelos hindus columbinos, Sri New Kathiresan com impressionante gopuram, o Templo de Ganesha o deus-elefante com formosas esculturas do deus e o Sri Muthumariamman morada da deusa Pattini a quem se atribui numerosos milagres.

Colombo conta também com formosas mesquitas como as de Akbar, Devatagaha, Borah visitada principalmente por parsis, Military Mosque e Jamir-ul-Alfar, a mais importante da cidade.

O budismo se desenvolve em seus próprios templos e santuários: o Templo de Dipadutaramya com formosos murais que também pode-se contemplar no Paramananda Purana Vihara, a Dagoba do Buda Jayanthi; construída para comemorar ao maestro que dá nome, a Dagoba e o Vihara de Isipathanaramaya e a Asokaramaya Vihara, ambas com formosos afrescos e o Mosteiro de Varjirarama com uma bela dagoba rodeada por um agradável jardim.

São interessante também o Colégio de Treinamento de Monges em Maharagama, o Parque de Vihara Maha Devi famoso por suas árvores e por suas mansões, o Zoológico de Dehiwala com 15 hectares e mais de 2.000 animais, o Planetário, e o Museu Nacional e o Museu de Pedras Preciosas.

ARREDORES DE COLOMBO

Nos arredores de Colombo destacam Monte Lavinia (a 11 quilômetros de Colombo), antigo lugar de descanso do governador britânico Edward Barnes, Kelaniya (9 quilômetros da capital), lugar onde Buda permaneceu meditando e convertido hoje em um importante centro de peregrinação e recolhimento, Negombo (29 quilômetros), famoso povoado de pescadores com mais de 100 anos de antigüidade, das praias de Beruwala e Bentoa, Kalutara, com pequenos fortes, com uma dagoba rodeada de plantações de canela, Kosgoda famoso por sua criação de tartarugas, Chilaw (a 80 quilômetros de Colombo), centro da industria de coco onde pode-se comer excelentes mariscos, Mahawewa onde se fabrica o batik de formosos cores e desenhos, Ambalangoda com originais mascaras e onde em ocasiões se celebram chamativos exorcismo e Hikaduwa, praia de areias finas e grande beleza desde onde pode-se visitar os maravilhosos Jardins de Coral.

KANDY

Kandy é conhecida como a capital das montanhas e está situada a 115 quilômetros de Colombo. A cidade destaca por sua beleza e por ser o coração do budismo cingalês, por ser o lugar onde se guarda o Dente de Buda.

Começando o recorrido pelo Lago, artificial e rodeado de montanhas, pode-se passear por uma vereda contemplando as árvores e as mansões.

Caminhar pela cidade é uma delícia. No meio das ruas e bazares sempre animados como o Mercado Municipal com aroma das frutas tropicais, o Centro das Artes e Artesanato e o Dalada Maligawa, conjunto arquitetônico formado por pavilhões cor de rosa com tetos vermelhos onde encontra-se o Templo do Dente de Buda, principal centro religioso dos budistas. No mês de julho se enche de vida durante o festival que ali se celebra com milhares de peregrinos, elefantes belamente adornados, dançarinos, acrobatas e milhares de luzes. A relíquia guarda-se em um cofre rodeado de outros seis cofrinhos em um santuário, protegido por cristais. Ao lado do Dalada Maligawa está o Museu Nacional e o Museu Arqueológico.

Além do Templo do Dente de Buda, destacam outras construções religiosas como o Templo de Kataragama, muito animado, Templo de Vishnú, o de Pattini, de Natha Devala do século XIII, o Mosteiro de Asigiriya com uma interessante biblioteca e o Mosteiro de Malwata de finais do XVI e com uma sala de cabido com tetos pintados.

Outros lugares turísticos são a Igreja de São Paulo onde segue o culto anglicano, o Castelo da Colina desde onde se divisa uma magnífica panorâmica da cidade, o Santuário Udawattakele situado no bosque úmido com numerosas aves, o Jardim Botânico de Peradeniya na qual se destaca o pavilhão de orquídeas, Katugastota onde pode-se desfrutar do banho diário dos elefantes e o Templo Degaldoruwa, subterrâneo e com formosos murais.

ARREDORES DE KANDY

Nos arredores de Kandy destacam Medawela, famosa por seus trabalhos de artesanato cinzelada, o Vihara de Galadeniya construído em uma roca em 1344, o Devala de Kataragama levantado com madeiras preciosas belamente talhadas, o Vihara de Lankatikala de paredes brancas e tetos marrons, a Dagota de Mahiyangana onde guardam cabelos do Buda, Henawala famosa por suas esteiras, Mawanella com seus jardins de espécies onde pode-se cheirar e degustar estes condimentos e o Castelo da Roca de Utuwankanda.

NORTE DE KANDY

Ao norte de Kandy pode-se visitar vários lugares turísticos como os jardines de espécies de Matale ou Dambulla, com um excepcional conjunto de templos-grutas escavados na roca, com formosas estátuas, talhas e pinturas, onde se reúnem numerosos budistas para meditar. Sigiriya, denominada a montanha de leão, acolhe um palácio com salões, habitações, terraços, maravilhosas pinturas do século V, lagos e jardins que se completam com uma impressionante estátua de um leão do qual somente se conserva as patas. Na base da montanha existem duas cidades fortificados rodeados pela selva.

Também nesta zona se encontra Polonnaruva, capital do reino do século XI ao XIII. O conjunto arquitetônico se levanta ao redor de um lago artificial e está composto por palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros, dagovas colossais e diversos templos entre os que destacam os de Lankatilaka e Tivanka, com formosas decorações de estuque e ladrilho e o de Vatadage, de forma circular com numerosas estátuas de Buda. Em cada uma das suas quatro entradas se levanta uma minúscula dagova central. Os monumentos mais famosos de Polonnaruva são os Calosos de Gal Vihara, gigantescas estátuas de Buda em diversas posições talhadas em roca.

Anuradhapura é a cidade mais sagrada de Sri Lanka já que nela se encontra o Árvore Sagrada Bo, tronco da Árvore da Iluminação onde se sentou o Buda na Índia. Alem da árvore, são também interessantes a Dagova de Ruwanvali, stupa com um muro de elefantes de 50 m de altura, o Palácio Brazen atualmente em ruínas com 1.600 colunas, a Dagova de Jetavanarama cuja construção se iniciou no século III d.C., também deste século é a Dagova Vihara Kiribat com maravilhosas estátuas, os Viharas de Asokaramaya do X, o Maligawa Dalada que albergou por primeira vez o Dente de Buda, a Cidadela, o Palácio de Vijayabahu, as Piscinas de Kuttan Pokuna harmônicas de grande beleza, o Museu Arqueológico e os Jardins Reais.

Mihintale é o berço do budismo cingalês. Este mosteiro foi construído pelo rei Devanampiyatissa na montanha para Mahinda e seus três mil monges, em agradecimento por haver-lhe convertido ao budismo. Destacam dentro do complexo a Dagova Ambasthala erguida no lugar onde se encontraram Mahinda e o rei, a Dagova Maha Seya que conserva um cabelo do Buda, Aradhana Gala, a roca das invocações, a Cama de mahinda roca onde dormia o conversor, a Capilha Kantaka com belos frisos e a Cisterna conhecida como o Banho do Leão.

Deve-se visitar também Panduwasnuwara com os restos da muralha, o fosso e a torre, assim como Yapahuwa e Pnnawela onde se encontra o célebre orfanato para elefantes.

SUL DE KANDY

Nuwara Eliya, antigo encravo britânico, é um povoado com grande encanto que se percebe passeando por suas ruas onde se encontram construções tipicamente inglesas como a Casa da Rainha, o Hipódromo e a Oficina de Correios, ou navegando em bote pelo lago Gregory ou desfrutando com as árvores e jardins do Parque Vitória.

Nos arredores de Nuwara Eliya destacam os Jardins Botânicos de Haggala com uma formosa roseira, a Roca da Quijada, a Reserva da Hagkala, as Plantações de chá, as Planícies de Horton, espaço natural de grande beleza onde fluem os rios Walawe, Mahaweli e Kelani, Wellimada com as cavernas de Istripura, Haputale e Bandarawela, um povoado muito pitoresco.

Sinhagarh é um bosque tropical de grande antigüidade onde pode-se contemplar 170 variedades de orquídeas exóticas.

Badulla é a capital do distrito da Uva, zona de grande beleza. Destacam a Igreja de St. Mark, a Residência Britânica de Kachcheri erguida sobre o Palácio do Príncipe de Kandy, Vihara Mutiyangara, de credo budista, Kataragana Devale, de credo hindu, a Cascata de Duhinda, a de Rawana, perto da caverna do Templo de Dowa, com um grande Buda escavado na roca e as talhas na roca de Buduruvagala.

Tissamaharama é uma cidade abandonada, antiga capital de Ruhuna. São de interesses o Maha Devala com vários santuários adjacentes, as Colinas sagradas de Kataragama nas que se levanta a Stupa de Kirivehera e a Mesquita Masajad-ul-Dhirt.

Hambantota é um importante porto pesqueiro onde se concentra a população malaya da ilha. Conta com uma formosa baía, praias de areias brancas e o Santuário Bundala, onde pode-se contemplar animais em liberdade, como máximos atrativos. Em Tangalle além de uma fortaleza holandesa, pode-se desfrutas com sua maravilhosa baía de 6 quilômetros de comprimento. O Santuário de Wirawila é o único para observar numerosas espécies de aves.

O Pico de Adão é um importante lugar de peregrinação para todas as religiões. Os peregrinos iniciam a subida de noite para alcançar o topo, a 2.243 m de altura, ao amanhecer. Se crê que em este lugar descansaram Adão e Eva depois de serem expulsos do paraíso.

Matara é uma antiga cidade fortificada com vários fortes constituídos pelos holandeses como o Forte Matara e o Forte Estrela. Nas suas ruas podemos ver as carreiras de bois típicas do país Nos arredores destacam Dondra, com seu farol e um templo de pedra do século VIII, o Templo de Weherahena com uma cripta formosamente decorada, as praias de Polhena e Dikwella e a cidade Mawella, uma das típicas do sul do país.

Arugam Bay, é uma baía de grande beleza e constituí um bom ponto de partida para descobrir as excepcionais paragens naturais como o Santuário de Lahugala, onde habita o elefante selvagem, os bosques que rodeiam a Gal Oya, onde além dos restos pré-históricos pode-se desfrutar de numerosas espécies de animais e vegetais, o Santuário de Pássaros Kumana e o Parque Nacional Ryhuni com uma extensão de 1.264 quilômetros quadrados em que pode-se ver javali, chacais, servos, ursos, elefantes e grande numero de aves.

Também são formosas as paisagens de Batticaloa com sua fascinante lagoa navegável e o Forte construído pelos holandeses no século XVI. Perto se encontram Kalkudah com uma bonita baía, Passakudah onde pode-se praticar diversos esportes náuticos, praia de Chenaikkyda e da Laguna Uppar.

Galle é encantador. Tem uma formosa praia de águas mornas, um forte com duas muralhas, uma Igreja Holandesa com um interessante retábulo e casas coloniais bem conservadas. Nos arredores de Galle destacam Weligama, um aconchegante povoado de pescadores desde onde pode-se aceder a Ilha das Diablesas.

Outros dos lugares turísticos desta zona são Ahangama, onde os pescadores caminham sobre jangadas, o Templo de Kalatuwa com formosos afrescos, Deniyaya cujas paisagens montanhosas contrastam com as paisagens costeiras e Koggala onde se encontra o Museu de Arte e Cultura Martín Wickramasinghe.

Hikkaduwa é um reduto hippie com uma alucinante praia de águas transparentes e um arrecife no que vivem numerosos peixes em meio de corais.

Desde Dodanduwa pode-se viajar a Ilha de Pelgasduwa onde habitam monges de distintas nacionalidades. Não é fácil aceder a ilha e é necessário solicitar uma permissão ao abade para que envie o bote dos eremitas.

Jaffna, península situada ao norte de Sri Lanka, é a parte mais árida do país. Destacam o Forte Holandês com uma ponte levadiça e a Casa do Rei, o Templo de Nallur Kandaswamy e o Museu Arqueológico. Na península existem diversos povoados de grande encanto como Kankesanturai e Chunnakam, várias ilhas, a de Delft, a mais bela, a de Karaitivu e a de Kayts, unida a de Punkudutivu, sem esquecer as exóticas paisagens como das Dunas de Manalkadu.

Ratnapura é o centro da mineração do país. As betas se encontram por baixo preço e pode-se regatear com os mineiros para adquirir pedras preciosas. Pode-se visitar o Museu Nacional, o Gemológico e o Museu de Gemas da Ratnapura.

Trincomalee é o porto natural maior do país e também o mais belo. Nos arredores se encontram as praias mais belas de Sri Lanka com areias brancas e águas transparentes. Na cidade destacam o Forte Frederick, a Mansão de Wellington onde descansou o Duque de Ferro em 1979, o Forte de Ostenburg, a Roca Swami que se eleva mais de 100 m sobre o mar e o Templo de Tirunesvaran. Nos arredores pode-se visitar as Fontes Termais de Kanniyai e a Ilha das Pombas.

Gastronomia

A comida cingalesa tem como ingredientes fundamentais o arroz e os temperos.

O curry, em Sri Lanka mescla os seguintes temperos: pimenta vermelha, corindo, cominho branco, mostarda, pimenta, funcho, canela, cravo e cardamono para posteriormente cozinhar em leite de coco.

Os pratos mais típicos são o sambol, prato composto por peixe, coco, limão, pimenta e cebola que se come com arroz muito picante, o arroz ao curry, o indiappa, espécie de espaguetes feitos com farinha e arroz que se come com pão acompanhado a outros pratos, os papadamus, tortas de farinha fritas e o lamprais, berinjelas com macarrão de camarão, carne, arroz e curry.

A carne e o peixe são excelentes, sem esquecer os deliciosos frutos do mar. A Lagosta é saborosa e muito barata. Não deixe de prová-la.

As sobremesas cingaleses são muito doces. As frutas frescas são tropicais, destacando a manga, o abacaxi, o papaia, a sapodilha (que tem forma de batata, cor de damasco e sabor de datil e mel), o rambutão, muito doce e o coco. Também pode-se comer um excelente requeijão.

Como bebidas destacam a água de coco, muito refrescante, os sucos naturais e, principalmente, o chá, que se bebe muito forte.

Em hotéis das principais cidades pode optar por menus ocidentais, chinos o hindus. Os preços não são excessivos em nenhum caso. Recorde que se come unicamente com a mão direita porque a esquerda se considera impura, mesmo que tenha costume de comer com a mão se utiliza talheres.

COMPRAS

Sri Lanka oferece uma grande variedade de produtos para desfrutar das compras, principalmente, objetos de artesanato cujo processo de criação pode contemplar-se em distintos pontos do país.

Os tecidos, confeccionados em telas manuais, são muito bonitos e de excelente qualidade. Seus preços não são caros. Tanto na roupa como no cachecol, tapete, sarongs e panos por peças se encontra o Batil, antiga arte cingalês onde cada peça é única. Também pode adquirir roupa para o lar, tapetes e vestidos típicos de distintos panos e desenhos.

Resultam muito originais as bonecas feitas de papel e de pano vestidas com trajes regionais do país.

Especial menção merecem as jóias e as pedras preciosas. Originais desenhos em ouro encrustadas de safiras azuis, rubis, amatistas e topázios, entre outras. Estas pedras podem adquirir-se também soltas.

A cerâmica de Sri Lanka é fundamentalmente de argila e se modelam todo tipo de objetos como jarras, cinzeiros, caixas, jogos de chá e café. Em ocasiões podem se encontrar estas peças adornadas com pedras preciosas. São interessantes também os objetos em latão e cobre.

As esculturas de madeira são muito bonitas. Pode-se encontrar talhadas em vermelho, preto, amarelo e verde. Em ébano destacam as figuras de animais, principalmente, as de elefantes. A madeira de sândalo se utiliza principalmente para cofres. Por outro lado, todas as madeiras se utilizam para a fabricação artesiana de móveis, que podem ser enviados ao exterior. Também pode-se encontra móveis feitos de cana.

São muito curiosos e originais os objetos realizados em casco de tartaruga, os trabalhos com plumas e púas de puercoespín, as belas mascaras os tambores de madeira e couro e as talhas de animais em chifre e osso. As esteiras, escovas e felpudos de fibra de coco e as de canhamo tingidas com brilhantes cores resultam muita atrativas.

Não pode deixar de adquirir o delicioso chá de Sri Lanka e os aromáticos temperos como a canela, o cardomomo, a pimenta, o gengibre e a baunilha, entre muitas outras.

POPULAÇÃO E COSTUMES

Em Sri Lanka convivem pessoas de distintas etnias com diferentes costumes e credos religiosos, formando um mosaico muito atrativo.

A maioria da população é cingalesa, seguida a distância pelos tamiles. Entretanto embargo, também encontram-se na ilha índios, aborígines, árabes, malayos, ciganos, descendentes de portugueses, euro-asiáticos e holandeses denominados burghers.

Os cingaleses são na sua maioria budistas e a sociedade está regida pelo sistema de castas. Este povo é muito sociável e tratam ao visitante com extrema cortesia.

Os velhos são muito respeitados e as crianças vivas. A mulher continua ocupando um segundo plano na sociedade.

Os tamiles habitam, maioritariamente, a norte e a leste do país. Este povoado há mantido seus costumes sem misturar-se com as cingalesas, se casam entre eles e unicamente se dividem na hora de eleger a religião, um 20% são cristãos, enquanto que a maioria segue o credo hindu, convivendo segundo o rígido sistema de castas.

Os burghers mantêm costumes e vestimentas européias ainda que cada vez mais são minoritários. Também são minoritários os aborígenes, conhecidos como devas, que se viram obrigados a mesclar com outras raças para não desaparecer. São animistas e vivem da agricultura. Os ciganos, também uma das minorias, são nômadas e se dedicam as mais variadas atividades, desde encantadores de cobras até a fabricação de artesanato, passando por predições ao futuro.

Muçulmanos e cristãos convivem mantendo seus credos e celebrando suas festividades em paz.

A saúde pública funciona adequadamente e a esperança de vida é relativamente alta para um país destas latitudes: os homens 67 anos e as mulheres 72.

A mortalidade infantil é de 31 por cada mil nascidos vivos. O ensino é obrigatório desde os cinco anos até os quinze anos e gratuita até a universidade.

ENTRETENIMENTO

Sri Lanka conta com uma amplia oferta de entretenimento para desfrutar durante o tempo de ócio.

Sendo uma ilha, as praias são um dos lugares mais gratificantes para os amantes do mar e do sol. Areias finas e águas transparentes que também fazem as delícias para mergulhadores e submarinistas. Os arrecifes de coral, cheios de vida, oferecem um espetáculo maravilhoso de peixes de cores das mais variadas espécies, podendo inclusive ver tubarões cinzas. Também pode passear em barcos com chão de cristal, que permitem desfrutar de uma esplêndida visão enquanto se navega.

Na capital, Colombo, se encontram vários clubes que proporcionam o necessário para praticar diversas atividades aquáticas como o windsurf, surf ou esqui aquático. Também é possível alugar um iate e navegar por conta própria. A capital conta com um excelente campo de golfe e vários centros nos que pode-se aprender artes marciais.

Se prefere algo mais relaxante, em Sri Lanka pode-se aprender yoga ou bem, assistir a cursos de meditação budista vipassana. Outra possibilidade é visitar uma exposição em uma galeria de arte e um museu.

Nas principais cidades podem-se assistir a diversos espetáculos como teatro com representações típicas cingalesas, e eventos de danças e músicas populares ou assistir aos “night-clubs” onde pode-se beber um drink e dançar.

FESTIVIDADES

Sri Lanka conta com numerosas festas e festividades que são principalmente religiosas. Não por isto são menos animadas, as ruas se vestem de cores e os habitantes das cidades vestem suas melhores roupas, enquanto que a música toca pelos auto falantes.

Em janeiro se homenageia ao deus Sol no Thai Ponga. A primeira procissão que congrega multidões é durante o Festival Duruthu onde se comemora a visita que Buda fez a Kelaniya.

Em Vesak, durante o dia de lua cheia, em maio, se comemora o nascimento e a morte de Buda. As casas e ruas se iluminam com lâmpadas de papel oferecendo um bonito espetáculo ao entardecer.

Em junho se celebram o Poson, festival em que se agradece a entrada do budismo no país. Numerosos peregrinos se dirigem aos templos de Mihintale e Anuradhapura, se adornam e iluminam as ruas.

Julho e agosto são os meses onde se celebram os principais festivais em Sri Lanka: em Kandy, durante os dias de lua cheia, se comemora o Esala Perahera, o mais famoso e também o mais animado, sobre tudo na última noite. As ruas da cidade se inundam de peregrinos que caminham em processão até o Templo do Dente de Buda, onde se guarda essa relíquia do deus. Desde quatro santuários saem as divindades principais de Kandy, acompanhados por mais de cem elefantes formosamente adornados, enquanto os músicos, acrobatas e dançarinos com enfeites de prata, brincos, cinturões e peitorais com jóias seguem o ritmo insistente e rápido da música com movimentos muito estudados. Um elefante de grande tamanho leva somente o cofre no que guarda o Dente de Buda, já que o dente jamais abandona o santuário.

Resulta muito interessante a Peregrinação de Skanda em Kataragama. Fiéis de todos os credos sofrem com gosto as penitencias verdadeiramente cruéis para conseguir o favor de Skanda, o destruidor dos obstáculos para o qual não há nada impossível. Se podem ver pessoas que atravessam distintas partes do corpo, sobre todo a língua, com objetos pontudos, prendem fogo na sua boca com pastilhas de alcanfora, dançam com arames nas costas e cordas nas pernas ou caminham sobre brasas em chamas, chegando inclusive a lançar petróleo para atravessar as chamas. Este espetáculo religioso se celebram duas semanas de julho antes da lua cheia.

O 15 de agosto é o Festival de Madhu onde se festeja, pelos cristãos, a Virgem Maria.

Em outubro-novembro se celebra o festival das luzes, Deepavali.

O Dia de Sangamitta se comemora durante a lua cheia de dezembro. Se crê que nestas datas a princesa Sangamitta chegou à ilha com a raiz da Árvore da iluminação, procedente da Índia.

De abril a dezembro milhões de peregrinos sobem ao Pico Adão para homenagear a marca das pegadas de Buda. Conta a lenda que Adão e Eva se refugiaram no topo desta montanha de 2.600 m de altura depois de ser expulsos do paraíso. A ascensão se realiza de noite para chegar ao pico ao amanhecer.

TRANSPORTES

Avião

O 90% dos visitantes chegam ao país por via aérea. No aeroporto de Colombo, a capital, se recebem numerosos vôos diretos desde Jakarta, Bombay, Katmandú, Moscou, Bangkok e as principais capitais européias. Os vôos charter também abundam e os preços são mais econômicos. O aeroporto de Colombo se denomina Bandaranaike e está situado a 30 quilômetros da cidade. Existe um serviço de ônibus e trens que comunicam estes dois pontos, com trajetos de uma meia hora. Os taxis costumam cobrar umas 250 rupias pelo recorrido.

As principais cidades de Sri Lanka estão comunicadas por via aérea. Por outro lado, é possível alugar avionetas em Helitours.

Barco

Linhas marítimas como Hansa Line, American President Lines, Bank Line, Hellenic Line, Holland America Line e Inter Ocean Lines, entre outras, oferecem a possibilidade de aceder a Sri Lanka pelo mar em cruzeiros de distintas qualidades e preços. Pode-se chegar também por dentro abordando os barcos em Rameshwaram até Tailamannar, já em Sri lanka. Em terras índias os barcos saem de segunda a quinta as 14:00 h e de Tailamannar terça, quarta e sexta às 10 h.

É conveniente verificar os horários e a classe de serviços previamente. Na época dos monções este serviço se suspende. Pode-se embarcar, carro e moto.

Transportes terrestres

Viajar pela ilha não representa nenhum problema. Sri Lanka conta com uma boa rede de ônibus que passam pelos principais povoados, com preços muito econômicos. Os microônibus são mais rápidos. As principais cidades estão conectadas também por trem, sendo a rede ferroviária cômoda e regular em seus horários.

Se podem alugar carros com ou sem motoristas. As estradas estão em bom estado. Durante a época dos monções é conveniente evitar este meio já que o clima é imprescindível. Os preços são moderados e é preferível ter a carteira de motorista internacional e contratar seguro.

Os taxis tem o teto amarelo e costumam cobrar umas 10 rupias por quilômetros e meio, o melhor é combinar o preço do trajeto antes de sair. Também se podem utilizar as motos-richkhaws.

Fonte: www.rumbo.com.br

Sri Lanka

Nome oficial: República Democrática Socialista do Sri Lanka

Presidente: Mahinda Rajapaksa

Primeiro Ministro: Ratnasiri Wickremanayake

População: 19 milhões

Tamanho: Superfície total – 65,610 km2, que inclui água interior 
(total da área de água interior – 2905 km2)

Fuso Horário: +9 GMT

Capital: Capital do país – Sri Jayawardenapura, Kotte,

Capital comercial – Colombo

Principais idiomas: Singalês, Tamil, Inglês,

Etnias: Sinhalese, Tamils do Sri Lanka, Tamils indianos, mouros do Sri Lanka, Burgueses e Eurasiáticos, Malays, Outros (os mouros indianos, europeus e Veddhas)

Principais religiões: Budismo, Hinduísmo, Islãmismo, Cristianismo (o católico romano e outras seitas Cristãs)

Expectativa de vida: 71 anos (os homens), 75 anos (as mulheres)

Taxa de alfabetização (10 ou mais anos de idade):

Homens – 92.5%

Mulheres – 87.9%

Unidade monetária: 1 Rupia Cingalesa = 0.02298 Real / 1 Real = 43.52188 Rupias Cingalesas (Cotação de 27/12/2005)

Principais produtos de Exportações: Vestuário e tecidos, chá, pedras preciosas, borracha e coco

Renda anual média: US$ 870

Símbolos Nacionais: Árvore – Naa Tree (Pau Ferro) / Flor – Nil Mahanel (Blue Lotus)

Hino Nacional: Namo Namo Matha composto por Ananda Samarakoon

Código telefônico internacional: + 94

Temperatura média: 27 cg. (9c. em colinas centrais – 32 em baixa terra)

Taxa média de chuvas: 1000 mm.

Localização: 880 Norte de km da Linha do Equador no Oceano Índico

Divisão física: 9 Províncias e 22 Distritos

Voltagem Elétrica: 230 – 240 Volts

Horário Bancário: 09:00 às 15:00

A República do Sri Lanka, anteriormente conhecida como Ceilão, é uma ilha verde e agradavelmente ensolarada, situada na região tropical, a 35 km do sul da extremidade oriental da Índia. Os cidadãos do Sri Lanka se orgulham de sua herança cultural característica, a qual teve suas origens numa civilização avançada, que nasceu há mais de 2000 anos. O Sri Lanka era conhecido por muitos viajantes como a Pérola do Oceano Índico. A ilha de Ceilão como era então conhecida, situada próximo à extremidade Meridional da Índia, era propensa a constantes invasões, devido a sua posição geográfica estratégica, que a tornou um centro comercial atraente. Os comerciantes visitavam freqüentemente o país, já que era uma localização chave na Rota da Seda.

A história do Sri Lanka é mais antiga que se pode imaginar. Pesquisas modernas sugerem que o homem tenha, provavelmente, habitado o país há 500.000 anos.

Recentemente, evidências mostraram que existia uma cultura sólida há aproximadamente 10.000 anos e que definiram duas fases da sua história. Mais adiante, evidências pré-históricas sugeriram que plantações domésticas e caçadores podem ter existido há 7.000 anos. O famoso homem Balangoda, com sua cultura, foram descritos como sendo os habitantes da ilha há 7.000 anos.

No ano de 247 AC Arahath Mahinda, filho do Imperador da Índia, trouxe de seu país, a religião budista para o Sri Lanka, um evento que marcou o princípio do período clássico da Ilha. As primeiras escrituras no Mahavamsa ou “Grande História” e sua subseqüente Culavamsa, contêm detalhes de uma história que é rica e colorida. Em 543 AC com a chegada do Príncipe Vijaya à ilha, passaram a chamá-la de Thambapanni. Logo, os colonos começaram a cultivar a terra em que habitavam, localizada na zona árida da ilha. O período de Anuradhapura ocorreu 300 anos depois e foi regido pelo primeiro Rei, Devanampiya Tissa. Foi durante esse período que a muda da árvore de Bo, conhecida como Sri Maha Bodhi que, debaixo da qual, Buddha atingiu o esclarecimento, foi trazido para o Sri Lanka.

O Sri Maha Bodhi cultivado durante o Anuradhapura já possui 23 séculos de história e é a árvore, historicamente documentada, mais antiga. Foi durante o grande período de Anuradhapura que foram elaborados os grandes feitos de engenharia hidráulica, os reservatório de água, chamados de tanques.

A última parte do Período de Anuradhapura, que começou em 459 DC, foi reinado pelo Rei Kasyapa, o qual construiu Sigiriya, a fortaleza de pedra considerada a mais fascinante do mundo. O período de Polonnnaruwa começou em 1073 DC com a transferência da capital de Anuradhapura para Polonnaruwa.

Anuradhapura e Polonnaruwa eram o grande reino histórico onde o Sri Lanka floresceu e construiu os maiores monumentos e palácios que o Sri Lanka já teve.

Em vários momentos de sua história, o Sri Lanka teve diferentes reinados fragmentados e as capitais foram mudando de uma cidade para outra, de norte a sul do país, de acordo com as diferentes estratégias militares. Em 1505 DC os portugueses invadiram o país e ocupando o litoral. Durante a invasão portuguesa o Sri Lanka teve três reinos principais. O reino de Kandy, localizada no planalto central; o reino de Jaffna, no norte e o de Kotte, sendo este o mais poderoso, que ficava no sudoeste.

Mais tarde, em 1658 DC, os portugueses foram expulsos pelos holandeses, assumindo o litoral da ilha que estava sob domínio português. Porém, o reino de Kandy permaneceu, apesar das tentativas de invasão dos holandeses. Os holandeses estavam mais interessados no comércio, enquanto os portugueses queriam difundir sua religião e manter controle físico.

Em 1796 DC os britânicos, que estavam construindo fácil e gradualmente seu império, derrotaram os holandeses. Eles foram a primeira nação européia a reger o país inteiro, quando em 1815 foi conquistado o reino de Kandy. Considerando que os portugueses e holandeses estavam contentes em utilizar a estrutura social e econômica tradicional de Sri Lanka, os britânicos estabeleceram a nova capital no principal porto, Colombo e sua administração foi caracterizada por uma série de desenvolvimentos industriais e políticos que, eventualmente, serviram para a recuperação de sua independência em um processo pacífico. Em fevereiro de 1948, o Sri Lanka ou Ceilão, como era então conhecido, se tornou um membro independente da Comunidade britânica.

Houve um grande esforço de reconstrução e reabilitação para restabelecer a paz e o desenvolvimento no país. Isto acelerou, já que era um sinal de trégua, o acordo entre o governo e a LTTE, em fevereiro de 2002. A imagem do Sri Lanka no exterior e as relações internacionais do país, melhoraram, consideravelmente, nos últimos tempos, principalmente com o esforço combinado do governo e da LTTE, em busca de paz. Ultimamente, o apoio dado pelos países estrangeiros, vem aumentando e em 2002 alguns distintos dignitários estrangeiros visitaram o Sri Lanka para promover paz e desenvolvimento no país.

A República do Sri Lanka, anteriormente conhecida como Ceilão, é uma ilha verde e agradavelmente ensolarada, situada na região tropical, a 35 km do sul da extremidade oriental da Índia. Os cidadãos do Sri Lanka se orgulham de sua herança cultural característica, a qual teve suas origens numa civilização avançada, que nasceu há mais de 2000 anos. O Sri Lanka era conhecido por muitos viajantes como a Pérola do Oceano Índico. A ilha de Ceilão como era então conhecida, situada próximo à extremidade Meridional da Índia, era propensa a constantes invasões, devido a sua posição geográfica estratégica, que a tornou um centro comercial atraente. Os comerciantes visitavam freqüentemente o país, já que era uma localização chave na Rota da Seda.

A história do Sri Lanka é mais antiga que se pode imaginar. Pesquisas modernas sugerem que o homem tenha, provavelmente, habitado o país há 500.000 anos.

Recentemente, evidências mostraram que existia uma cultura sólida há aproximadamente 10.000 anos e que definiram duas fases da sua história. Mais adiante, evidências pré-históricas sugeriram que plantações domésticas e caçadores podem ter existido há 7.000 anos. O famoso homem Balangoda, com sua cultura, foram descritos como sendo os habitantes da ilha há 7.000 anos.

No ano de 247 AC Arahath Mahinda, filho do Imperador da Índia, trouxe de seu país, a religião budista para o Sri Lanka, um evento que marcou o princípio do período clássico da Ilha. As primeiras escrituras no Mahavamsa ou “Grande História” e sua subseqüente Culavamsa, contêm detalhes de uma história que é rica e colorida. Em 543 AC com a chegada do Príncipe Vijaya à ilha, passaram a chamá-la de Thambapanni. Logo, os colonos começaram a cultivar a terra em que habitavam, localizada na zona árida da ilha. O período de Anuradhapura ocorreu 300 anos depois e foi regido pelo primeiro Rei, Devanampiya Tissa. Foi durante esse período que a muda da árvore de Bo, conhecida como Sri Maha Bodhi que, debaixo da qual, Buddha atingiu o esclarecimento, foi trazido para o Sri Lanka.

O Sri Maha Bodhi cultivado durante o Anuradhapura já possui 23 séculos de história e é a árvore, historicamente documentada, mais antiga. Foi durante o grande período de Anuradhapura que foram elaborados os grandes feitos de engenharia hidráulica, os reservatório de água, chamados de tanques.

A última parte do Período de Anuradhapura, que começou em 459 DC, foi reinado pelo Rei Kasyapa, o qual construiu Sigiriya, a fortaleza de pedra considerada a mais fascinante do mundo. O período de Polonnnaruwa começou em 1073 DC com a transferência da capital de Anuradhapura para Polonnaruwa.

Anuradhapura e Polonnaruwa eram o grande reino histórico onde o Sri Lanka floresceu e construiu os maiores monumentos e palácios que o Sri Lanka já teve.

Em vários momentos de sua história, o Sri Lanka teve diferentes reinados fragmentados e as capitais foram mudando de uma cidade para outra, de norte a sul do país, de acordo com as diferentes estratégias militares. Em 1505 DC os portugueses invadiram o país e ocupando o litoral. Durante a invasão portuguesa o Sri Lanka teve três reinos principais. O reino de Kandy, localizada no planalto central; o reino de Jaffna, no norte e o de Kotte, sendo este o mais poderoso, que ficava no sudoeste.

Mais tarde, em 1658 DC, os portugueses foram expulsos pelos holandeses, assumindo o litoral da ilha que estava sob domínio português. Porém, o reino de Kandy permaneceu, apesar das tentativas de invasão dos holandeses. Os holandeses estavam mais interessados no comércio, enquanto os portugueses queriam difundir sua religião e manter controle físico.

Em 1796 DC os britânicos, que estavam construindo fácil e gradualmente seu império, derrotaram os holandeses. Eles foram a primeira nação européia a reger o país inteiro, quando em 1815 foi conquistado o reino de Kandy. Considerando que os portugueses e holandeses estavam contentes em utilizar a estrutura social e econômica tradicional de Sri Lanka, os britânicos estabeleceram a nova capital no principal porto, Colombo e sua administração foi caracterizada por uma série de desenvolvimentos industriais e políticos que, eventualmente, serviram para a recuperação de sua independência em um processo pacífico. Em fevereiro de 1948, o Sri Lanka ou Ceilão, como era então conhecido, se tornou um membro independente da Comunidade britânica.

Houve um grande esforço de reconstrução e reabilitação para restabelecer a paz e o desenvolvimento no país. Isto acelerou, já que era um sinal de trégua, o acordo entre o governo e a LTTE, em fevereiro de 2002. A imagem do Sri Lanka no exterior e as relações internacionais do país, melhoraram, consideravelmente, nos últimos tempos, principalmente com o esforço combinado do governo e da LTTE, em busca de paz. Ultimamente, o apoio dado pelos países estrangeiros, vem aumentando e em 2002 alguns distintos dignitários estrangeiros visitaram o Sri Lanka para promover paz e desenvolvimento no país.

Religião de Sri Lanka

O Sri Lanka é considerado o melhor país para se viver em harmonia, quando se trata de uma nação de múltiplas religiões. Os grupos étnico Sinhaleses predominam, com 76% da população total. O Budismo é o credo dominante desse grupo étnico, tem uma influência considerável no pensamento de políticos, na formação das Políticas Governamentais e sempre esteve presente ao longo da história do Sri Lanka. Os Hindus contam com 7.9% da população total, assim como outras práticas religiosas. O Islã que representa 8.4%, coabitam pacificamente com outros devotos religiosos. Os Cristãos correspondem a 7.9% da população, que dividem seus valores e éticas com as outras.

Política de Sri Lanka

A República Democrática Socialista do Sri Lanka é uma república soberana com um Presidente Executivo, que é eleito diretamente pelo povo, ocorrendo o sufrágio eleitoral no intervalo de seis anos. O Presidente é o Chefe de Estado e também o Comandante na Chefia das forças armadas. O atual Presidente se chama Mahinda Rajapaksa, eleito em novembro de 2005. O Presidente também é responsável pela legislação que norteia o país. O Parlamento é a legislatura que exerce a soberania do povo, e é composto por 225 representantes.

O primeiro-ministro é nomeado pelo Presidente, sendo este um dos membros do Parlamento. O Presidente encabeça e designa o gabinete de ministros. O Judiciário é encabeçado pelo Principal Juiz que também é indicado pelo Presidente. O atual primeiro-ministro se chama Ratnasiri Wickramanayaka, e foi nomeado pelo Presidente logo após este ser eleito, em novembro de 2005.

Educação de Sri Lanka

O Sri Lanka possui uma taxa de alfabetização e de matrículas escolares maiores que a maioria dos países em desenvolvimento e está em paridade com países desenvolvidos. O forte compromisso de sucessivos governos em expandir e dar continuidade ao sistema de ensino gratuito, promoveu o acesso universal a educação primária. A taxa de alfabetização (10 ou mais anos de idade) é de 92.5% dos homens e 87.9% das mulheres. Há mais de 10.548 escolas no país, que servem a uma população escolar de 4.3 milhões. O número de universidades nacionais, inclusive a Universidade Aberta do Sri Lanka chegou a 13 no fim 2001 e em torno de 30 faculdades técnicas e institutos que promovem facilidades em treinamentos para professores e profissionais. Há 6 faculdades médicas ligadas às Universidades do Sri Lanka

A demanda da mão-de-obra altamente qualificada do Sri Lanka é imensa. Isto é mostrado por aproximadamente 900.000 cidadãos do Sri Lanka que estão sendo empregados mundo a fora, e que contribuem, anualmente, com mais de Rs.100 bilhões.

Arte e Cultura de Sri Lanka

Quando o assunto é arte e música, nenhuma divisão pode ser traçada para separar o Sri Lanka da Índia e do resto do mundo. De fato, ao longo do tempo, todas as belas artes do Sri Lanka evoluíram como parte da Maior Tradição Indiana. Atualmente as novas tendências da arte vêm do Ocidente, de forma que arrulhos portugueses e hinos cristãos combinaram-se aos “ragas” do norte da Índia e aos cantos budistas e tornaram-se parte da herança musical da ilha.

O Prêmio de Jornalismo, Literatura, e artes de Comunicação Criativa Ramon Magsaysay de 2001 é o renomado K.W.D. Amaradeva nascido no Sri Lanka; um brilhante compositor que mostrou a muitos, de que trata a música do Sri Lanka.

Dr. Lester Jems Peiris, produtor de filmes do Sri Lanka é um dos três mais famosos internacionailmente da Ásia. De fato, este gênio dos filmes foi aplaudido por vários críticos pelo filme “The Satyajit Ray of Sri Lanka”. Ele ganhou vários prêmios Internacionais por seu filme, “Gamperaliya” (1964), que alcançou o estatus de clássico. Ganhou o Pavão de Ouro no Festival de Filme Internacional de Delhi em 1965. Filmes como Kaliyugaya, Nidhanaya, Goluhadawatha, Ahasin Polawata, Pinhamy e muitos outros dos seus trabalhos ganharam prêmios internacionais prestigiados e receberam reconhecimento internacional.

O Sri Lanka não é rico apenas em música, mas em dança também. Suas formas de danças populares associadas com as de tradicionais, logo se tornaram moda. A Fundação Channa e Upuli de Dança, e artistas brilhantes como Chitrasena introduziu a rica tradição do Sri Lanka, no mundo, em forma de dança.

George Keyt era um dos maiores artistas do Sri Lanka que fez sua marca através do seu estilo único e mostrou a vida do Sri Lanka em forma de arte. Sua arte era reconhecida por sua vibração e realidade.

Turismo no Sri Lanka

O Sri Lanka é um destino turístico chave. O número de turistas que visitaram o Sri Lanka foi de 400.000 em 2000 e 336.794 em 2001. Há mais de 250 hotéis de várias categorias prontos para receber turistas do mundo inteiro. As Praias de Unawatuna em Galle, Nilawelli em Trincomalee, a Baía de Arugam em Batticaloa Negombo, Monte Lavinia, Beruwela, Hikkaduwa e Polhena em Matara atraem muitos turistas. Os parques nacionais em Yala, Uda Walawe, Planícies de Horton e Wasgamuwa são ricos em florestas tropicais. Os santuários de pássaro em Kumana, Wirawila, Bundala e Kalametiya são todos localizados na costa ao extremo sudeste do Sri Lanka. A floresta natural Sinharaja, que acredita-se ser o uma das mais ricas em biodiversidade no mundo, é um lugar excelente para se visitar. O Pico de Adão, define a harmonia da diversidade religiosa do Sri Lanka. Os rituais de Kandy Esala Perahera, de Kelaniya Perahera e de Kataragama, são conhecidos por serem as mais antigas festividades do mundo.

Esportes no Sri Lanka

Os desportistas do Sri Lanka começaram a brilhar, pois tiveram desempenhos notáveis na área esportiva. Em 1996, momentos gloriosos da história do esporte do Sri Lanka assombraram o mundo do cricket, quando ganharam a Copa Mundial nesta modalidade esportiva. O melhor resultado do Sri Lanka na área atlética, foi na corrida de curta distância, em que a rainha Susanthika Jayasinghe honrou o Sri Lanka nos Jogos Olímpicos de 2000 na Austrália, ganhando uma medalha de Bronze, foi a primeira e única atleta a ir tão longe. Jayasinghe é considerada uma das melhores atletas da Ásia. Ela ganhou muitos encontros de atletismo internacionais e trouxe várias medalhas para o país. O voleibol do Sri Lanka está a ponto de se realizar no campo internacional de esportes.

O Futebol, Rúgbi, Netball, Hóquei, Sinuca e Golfe são os jogos esportivos que o Sri Lanka alcançou mais sucesso em nível Internacional nos jogos esportivos.

Fonte: www.consulanka.org.br

Sri Lanka

Já se chamou Taprobana, Serendib e Ceilão. Em 1972 voltou a adoptar o nome original – Lanka – ao qual juntaram o prefixo Sri, que expressa resplandecência e bons auspícios.

A terra do chá, das paisagens maravilhosas, das praias enfeitadas com coqueiros e dos templos coloridos tem tudo para ser um paraíso terrestre. No Sri Lanka, só falta o bom entendimento entre cingaleses e tamil.

SRI LANKA, A ILHA DE ADÃO

Parece uma lágrima caída da face magra do sul indiano no azul do Índico, ou uma jangada que tivesse cortado as amarras que a prendiam ao subcontinente. Já houve ligação marítima entre Rameswaram e Talaimannar, mas as suspeitas de transporte de armas e de mantimentos da Índia para os rebeldes tamil acabaram com o serviço de ferry há mais de dez anos.

Sri Lanka
Templo budista em Mulgirigala, Sri Lanka

Com as passagens aéreas, o que se ganha em tempo perde-se em emoção; o voo de Trivandrum para Colombo, a capital, é tão rápido que quase não dá tempo para engolir o lanche. O mar separa planícies idênticas repletas de coqueiros verdejantes, arrozais como mantas de retalhos e cursos de água que abrem caminho com contorções de réptil. Apesar das semelhanças e da proximidade geográfica, o Sri Lanka não é de modo algum um apêndice da Índia, mas um país com características muito próprias e atmosfera bem distinta. A atração por esta terra exótica e luxuriante é enorme; Marco Polo dizia que navegando mil milhas para sudoeste de Andaman se chegava ao Ceilão, “que é sem dúvida a mais bela ilha do seu tamanho em todo o mundo”.

As belezas naturais são indiscutíveis e muito diversificadas: mar convidativo que se espraia ao longo de quilómetros de areia fina ponteada por coqueiros esguios e com a sensualidade de bailarinas; estradas que rasgam floresta tropical, jardins de especiarias e arrozais alagados onde trabalham homens e búfalos; quedas de água, colinas cobertas de chá e montanhas onde moram deuses. Junta-se um povo simpático, comunicativo e hospitaleiro que tem moldado a natureza conforme as suas necessidades básicas, tratando-a como se ela fosse uma riqueza inultrapassável e divina. Polvilha-se com inúmeros templos coloridos, sobretudo budistas, construídos em nome de uma filosofia e de um código moral que salientam a importância do amor, da compaixão, da gentileza e da tolerância.

A receita tem os ingredientes necessários para transformar qualquer país em paraíso terrestre. Mas o Sri Lanka suporta uma guerra desgastante, cuja resolução tem sido eternamente adiada, provocando a destruição da economia e a esperança de melhores dias.

SRI LANKA, TERRA DE CONFLITOS ENTRE CINGALESES E TAMIL

Apesar das guerras ancestrais entre cingaleses e tamil, que se consideram inimigos natos, não há memória de graves problemas durante o período colonial e os primeiros anos após a independência. Os cingaleses constituem 72% da população, têm uma língua própria, são geralmente budistas e desenvolveram um sistema de castas, já que são originários dos primeiros colonos vindos da Índia.

Quanto aos tamil, o segundo maior grupo populacional, também têm língua própria e sistema de castas, mas professam o hinduísmo e vivem concentrados em zonas distintas, sobretudo no norte e no leste. Esta minoria conseguiu ocupar a maior parte dos postos administrativos e de responsabilidade até à promulgação da lei “Sinhala Only” – só cingaleses – criada na sequência de um movimento nacionalista que “tomou o poder” em nome do budismo e da língua oficial, originando graves confrontos em 1956.

Sri Lanka
Pesagem do chá em Ella

Completamente ultrapassados pelos acontecimentos, os tamil viram-se discriminados no acesso ao ensino superior e aos postos de trabalho, e “invadidos” nos seus territórios de origem por agricultores sem terra enviados pelo governo. Os problemas econômicos e sociais criados por esta colonização e pelo aumento do desemprego estão na origem de uma tomada de força que degenerou em guerrilha.

Assim nasceram os Tigres de Libertação de Eelam Tamil, um verdadeiro exército que luta pela formação de um país independente, de religião hindu, tendo conseguido o controlo total da península de Jaffna. Este Estado de fato conta com uma administração própria, polícia e rede de transportes, sendo por isso o alvo preferido das tropas cingalesas. Nesta guerra que se arrasta há doze anos já morreram mais de 30.000 pessoas e os Tigres têm sido responsáveis por atentados suicidas que visam, sobretudo, chefes políticos e militares – veja-se o caso de Rajiv Ghandi, então primeiro-ministro indiano e o próprio Presidente da República do Sri Lanka, Ranasinghe Premadasa, assassinados em 1991 e 1993. As notícias que nos chegam desta ilha longínqua resumem uma situação insuportável que vai alternando vitórias e derrotas de ambos os lados. A via das negociações nunca foi realmente tomada e as hostilidades já não agradam a ninguém, nem mesmo à comunidade tamil, que optaria mais facilmente por um compromisso com o governo do que pela independência do Eelam.

A economia nacional tem sido duramente afetada pela guerra e a vida continua bastante difícil para a maioria da população, um contraste evidente com os gloriosos tempos pós-independência, em 1948, em que o Sri Lanka tinha um dos mais altos níveis de vida da Ásia. A explosão demográfica das últimas décadas também contribuiu para o desequilíbrio; a produção de alimentos ainda é insuficiente, apesar da tradição agrícola, já que a maior percentagem de terra arável se destina ao cultivo de chá, borracha e coco, os produtos que realmente sustentam a economia. As famosas pedras preciosas e semipreciosas conseguem divisas através do mercado negro e de exportações ilegais, e o investimento estrangeiro, tão desejado pelo governo para a Zona Franca de Colombo, não alcançou as expectativas. A indústria ligada ao turismo está em queda livre, embora se saiba que os visitantes não são diretamente afetados pelos problemas entre cingaleses e tamil; mas numa situação de terrorismo o bom senso diz-nos que não devemos estar no sítio errado à hora errada…

O tema da guerra já não é tabu, sobretudo para os jovens e há sempre alguém disposto a dar uma opinião sincera. “A nossa vida está difícil. Os problemas continuam porque há quem tire bom proveito. Tínhamos aqui um paraíso, mas acabou. Muitos turistas chegam e partem sem se terem apercebido de nada, acham que está tudo bem, que somos felizes…”

NA CAPITAL COLOMBO

No aeroporto de Colombo, à chegada, nota-se de imediato uma simpatia e uma disponibilidade a toda a prova. Os visitantes independentes, mesmo aqueles que não apresentam muitos sinais exteriores de riqueza, são abordados por funcionários dos melhores hotéis que oferecem estadias a preços demasiado ocidentais.

Sri Lanka
Monge junto ao templo de Lankatilaka, Sri Lanka

Não é raro encontrar-se crachás de identificação com nomes familiares: Silva, Fernando e Perera. São descendentes de portugueses e tiveram uma enorme influência na política e no comércio, mesmo após a independência, mas acabaram subjugados pelos movimentos nacionalistas cingalês e tamil. Foi em 1505 que Lourenço de Almeida chegou à Taprobana dos romanos, “por mares nunca dantes navegados”, iniciando uma boa relação de amizade com o poderoso soberano de Kotte. Além de ter dado um novo mundo ao mundo, ganhou o monopólio do comércio de especiarias, canela incluída, que seria tão apreciada nessa Europa sedenta de exotismo. Em troca, pôs D. Lourenço a força das armas ao serviço do seu aliado, conseguindo conquistar quase todo o território, com excepção de Kandy, um reino quase inacessível nas montanhas do centro.

A fama de um povo aguerrido tornou-se lenda e é com um brilho nos olhos que muita gente relembra o estribilho da canção principal de um filme de capa e espada dos anos sessenta:

“Os portugueses são muito espertos nas conquistas/ são demônios para os inimigos/ fazem tremer o mundo inteiro. Vieram de Lisboa para a guerra/ gozaram toda a viagem. Hábeis no comer e no beber/ mas muito mais nas artes da guerra. O vinho também lhes serve de arma/ leva-os à estrada do Paraíso.” Imagine-se, também, a admiração que pode causar a chegada de centenas de pessoas embrutecidas por tanto mar e “que comiam pedras e bebiam sangue”! (Leia-se: pão saloio e vinho tinto, completamente desconhecidos dos indígenas).

Uma pedra gravada com as armas portuguesas é o único testemunho palpável deste acontecimento, mas encontra-se longe da vista dos curiosos, nos Jardins da Queen’s House, a residência presidencial. Toda esta área é chamada “Fort”, em memória de uma fortificação edificada pelos colonizadores lusos e holandeses, desaparecida sem deixar vestígios. Hoje é uma zona inteiramente dedicada ao comércio e onde plantaram vários hotéis de luxo, restaurantes e lojas a condizer, escritórios, supermercados ao estilo ocidental e centros comerciais com seguranças à porta que, delicadamente, vistoriam qualquer tipo de saco, que os atentados na capital não são coisa rara. De resto, a capital não reúne atrações dignas de referência, mas é obrigatoriamente o ponto de partida para a descoberta do verdadeiro Sri Lanka.

Os retalhos de paraíso natural que ocupam grande parte das costas oeste e sul, de Negombo a Hambantota, ultrapassam a expectativa de qualquer visitante. São quase 270 quilómetros de praias de sonho, com a água do mar a espreguiçar-se no espelho de areias finas onde se projetam as formas sensuais de coqueiros.

As aldeias de pescadores dissimulam-se na vegetação tropical, com os barcos típicos ancorados ao pé de cabanas de madeira e colmo que albergam famílias numerosas, robinsons forçados a viver das colheitas do oceano e de pequenas parcelas de terra.

A indústria hoteleira aproveitou ao máximo esta dádiva divina e é possível encontrar alojamento para todos os gostos, desde a modesta guest house familiar, ao luxuoso e confortável hotel de várias estrelas. Apesar desta exploração e exceptuando Hikkaduwa, a zona balnear mais descaracterística da costa, a natureza continua a manter o esplendor e a exuberância primordiais, transmitindo uma energia revigorante tão necessária ao equilíbrio do homem. Estar ali é mesmo estar algures, em locais que nem os sonhos conseguem construir.

GALLE, NO EXTREMO SUL DO SRI LANKA

Em Galle encontra-se novamente a memória da passagem dos navegadores portugueses.

E não só: “a cidade histórica mais interessante do Sri Lanka”, como reza nos folhetos, pode ter sido o local onde o rei Salomão obtinha gemas, especiarias e pavões. Foi aqui que os nossos antepassados, vindos das Maldivas, procuraram abrigo numa noite de borrasca e lhe chamaram “Galo”, inspirados na sinfonia que os despertou na manhã seguinte.

Sri Lanka
Hora do banho para os búfalos, Lankatilaka

Em 1589 construíram um pequeno forte, bastiões e muralhas, temendo as investidas do poderoso soberano de Kandy, mas foram os holandeses que arrasaram tudo em 1640, tendo arquitetado uma fortaleza que ainda se encontra em bom estado, apesar de não ser um grande chamariz turístico. Os grupos passam fechados no ar condicionado das carrinhas e poucos são os que gastam película com estas pedras antigas, com a agravante de terem que aturar a insistência quase doentia das vendedeiras de toalhas de renda.

Se a História é importante e se mistura, em alguns casos, com os mistérios obscuros das lendas, então a religião tem sido fundamental no desenrolar de todas as atividades nacionais, desde a cultura à política, passando pela literatura, arquitetura e até na própria maneira de agir. O budismo é predominante e foi introduzido por Mahinda, filho do imperador indiano Ashoka, expandindo-se rapidamente e obtendo uma enorme aceitação. No século XIX assistiu-se ao desenvolvimento de um movimento budista militante e radical, que procurava aniquilar todas as influências vindas do cristianismo e do hinduísmo, exercendo grande pressão sobre os políticos no poder.

Aliás, alguns monges bem colocados na escala hierárquica têm demonstrado uma reduzida indulgência em relação ao problema tamil, contrariando os princípios básicos do budismo: amor, compaixão, delicadeza e tolerância.

O respeito por Siddhartha Gautama, que dizem ser o quarto Buda, ou o “Iluminado” e a fé num sistema filosófico e num código moral (e não num deus), têm originado obras arquitetônicas espantosas, como é o caso de Wewurukannala Vihara, na aldeia de Dikwella, a maior representação de Buda do Sri Lanka, que do cimo dos seus cinquenta metros e com aquela expressão de total desprendimento terreno, medita extasiado olhando o mar de coqueiros e os retângulos perfeitos dos arrozais pintados de verde vivo. A construção é imponente, muito bela e exala uma serenidade impressionante.

Sri Lanka
Ruínas da cidade de Anuradhapura, Sri Lanka

Nada mais haveria a assinalar se nos ficássemos pelas frentes; é que lhe colaram às costas um prédio de oito andares sem qualquer estética, com centenas de escadas que acabam num terraço mesmo ao nível dos ombros. Cada andar tem as paredes repletas de imagens como nas bandas desenhadas, em quadrados numerados que relatam a vida de Buda e toda a sua filosofia, num estilo incrivelmente infantil e no limite do delirante! Para cúmulo, num túnel do rés-do-chão, instalaram uma espécie de câmara de torturas de um kitsch inultrapassável, onde somos intimidados com os castigos que nos esperam no Além se não nos portarmos condignamente.

Cada pecado terreno tem o respectivo grau de punição e é como se fôssemos nós que ali estivéssemos no maior dos sofrimentos: serrados a meio, decepados, esborrachados, queimados vivos, cozidos em caldeirões… É o Inferno na versão budista.

Apesar das divergências religiosas, o Sri Lanka pode orgulhar-se de ter um local altamente sagrado para budistas, hinduístas e muçulmanos – Kataragama – onde afluem milhões de peregrinos durante todo o ano. Em dias normais, músicos e dançarinos embelezam o ritual das oferendas (pujas) com ritmos e movimentos cheios de sensualidade. As cerimónias dirigidas pelo sacerdote-chefe são complicadas e difíceis de acompanhar, mas a originalidade do acontecimento prende os sentidos, com a vantagem de termos direito a uma braçada de frutos tropicais devidamente purificados.

No festival de Julho e Agosto, com predominância hindu, as manifestações ultrapassam a nossa concepção de racional: são os estados de transe e os corpos perfurados por varetas afiadas, são os homens-santos pendurados por ganchos espetados nas costas, balançando como se nada fosse e sem derramar uma gota de sangue, são as línguas atravessadas por pequenas lanças e as caminhadas sobre brasas… É a demonstração violenta e masoquista do poder absoluto da alma sobre o corpo.

VIAJANDO PARA O INTERIOR DA ILHA

O interior da ilha, conhecido por hill country, é um mundo completamente diferente. A esta altitude já não chega o calor das zonas costeiras nem a aridez das planícies do norte; o tempo é uma Primavera constante. As estradas contorcem-se nas colinas cobertas de plantas de chá e algumas quedas de água quebram a monotonia dos tons de verde. Subsiste alguma arquitetura colonial em aldeias sem grandes características, outrora dominadas por ingleses que conseguiram fortunas à custa de mão-de-obra barata importada da Índia.

Nem os métodos da apanha do chá se modificaram, nem as condições de trabalho se tornaram muito mais dignas: as mulheres mantêm um silêncio subserviente e colhem aquelas folhinhas singelas com a rapidez imposta pela quota mínima de sete quilos diários, pelos quais recebem uma média de sessenta rupias.

Como termo de comparação, um quarto duplo na mais espartana das pensões de família, sem cotação no ocidente, pode custar 180 rupias. A falta de diálogos com quem trabalha, por não haver uma língua comum e pela timidez ancestral dos explorados, é largamente compensada pelas explicações do capataz de serviço, muito mais interessado em obter qualquer presente do visitante do que prestar atenção à pesagem da colheita, é mais quilo, menos quilo. “Não tem uma Parker? E daquelas calculadoras eletrônicas?…”

Sri Lanka
Fortaleza de Sigiriya, do século V

A memória dos portugueses surge novamente em Kandy, centro espiritual e cultural do Sri Lanka. Este reino conseguiu resistir mais de três séculos às investidas dos invasores devido ao seu isolamento, mas acabou por ceder ao poder britânico em 1815. Dizem que foi tomada uma vez pelos holandeses e três vezes pelos portugueses, mas durante muito pouco tempo.

Verdade ou mentira, foi nessa altura que desapareceu um dente de Buda, relíquia de valor inestimável que aqui chegou no século IV camuflado nos cabelos de uma princesa. Teria sido destruído em Goa com todos os requintes do fervor católico, mas os cingaleses garantem que os conquistadores levaram uma réplica.

No século XVII construíram um templo para albergar a relíquia, o Dalada Maligawa, onde todos os dias se festeja a sua existência e se abrem as portas da sala onde está fortemente guardada a todos os fiéis e visitantes. O dente, se ainda existe, está encerrado em cofres de ouro de vários tamanhos, imitando o sistema das matrioskas soviéticas. A sua importância é de tal ordem, que lhe dedicam um festival anual de dez dias na lua cheia de Julho-Agosto (Esala Perahera), que conta com milhares de dançarinos, percussionistas e dezenas de elefantes, sendo considerado um dos mais famosos da Ásia.

Mais a norte fica Anuradhapura, a primeira capital do país, cuja fama chegou a Roma e à China. Com Polonnaruwa, Mihintale, Sigirya e Dambulla fazia parte das chamadas Cidades Antigas, berço de uma civilização que nasceu cinco séculos antes de Cristo. Foram abandonadas com o avanço das invasões indianas, obrigando a uma migração para as montanhas de Kandy. São pontos de visita obrigatória pela qualidade e quantidade dos templos, inseridos em cenários naturais dos mais famosos da ilha e que começaram a ser reanimados do longo sono imposto pela selva a partir do século passado. O circuito completo das Cidades Antigas inteira-nos do carácter imaginativo, cultural e filosófico de um povo com um passado glorioso, que procura desesperadamente soluções para um futuro com paz e qualidade de vida.

Adão, que para aqui veio quando banido do Paraíso, já não poderá ajudar. Talvez valha a pena invocar Rama e o seu aliado Hanuman, que salvaram Sita das garras do demônio Rawana, rei de Lanka, num triunfo do Bem sobre o Mal. Só que agora não se trata de deuses imaginários nem de lendas; o problema é real e envolve homens, mulheres e crianças.

Fonte: www.almadeviajante.com

Sri Lanka

História e Política

Sri Lanka, antigo Ceilão, é uma ilha localizada a cerca de 30 quilômetros da costa da Índia. Montanhas dominam a região centro-sul e algumas delas fazem parte de roteiros de romarias e peregrinações cumpridas por adeptos de várias religiões. Planícies se estendem da região montanhosa até a faixa costeira ao norte do país. Grande parte da ilha é coberta por florestas tropicais. Seu nome significa em sânscrito*  “terra santa” (Sri= santa, Lanka= terra). Antigamente o país era conhecido como Ceilão. Segundo alguns arqueólogos, as terras do Sri Lanka são habitadas há mais de 10 mil anos por povos conhecidos como Vedas. Os primeiros registros conhecidos sobre os habitantes desse país são do século VI a.C., quando os cingaleses migraram para o subcontinente indiano**.

No século III a.C., a religião budista chegou ao país através do rei Arahath Mahinda, o que mudou a história dessa ilha. Durante o reinado do Rei Kassyapa (477-495 a.C.), foi construída a cidade de Sigiriya, conhecida como “fortaleza de pedra” e considerada patrimônio histórico mundial. Sigiriya é a antiga capital do Sri Lanka, mas durante toda a sua história o país foi um conglomerado de reinos fragmentados e teve diversas capitais.

Os portugueses chegaram à ilha no século XVI e a dividiram em três diferentes reinos. No século seguinte, foi a vez de os holandeses exercerem influência política e militar sobre o país. Por último, no século XVIII o império britânico derrotou os holandeses, dominando a ilha e unificando os reinos sob seu poderio político-militar. Além disso, os ingleses introduziram no país o cultivo de chá, café e borracha. O Sri Lanka tornou-se independente do domínio colonial britânico em 1948 mediante tratados militares com os ingleses.

Em 1983, a etnia minoritária Tâmil reivindicou a independência da região noroeste do país, denominada por eles de “pátria tâmil”. Tal fato gerou uma guerra civil no país que se encerrou em 2009, com a vitória do exército do Sri Lanka sobre os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (grupo revolucionário separatista) e cujo saldo foi de mais de 70 mil mortes. Até os dias de hoje, a população do Sri Lanka sofre com ataques terroristas dos Tigres em regiões isoladas do país e com os contra-ataques do governo.

No final de dezembro de 2004, o tsunami matou 31 mil pessoas, deixando mais de 6.300 desaparecidos e 443 mil desabrigados. O desastre afetou também a pequena economia do país. Os gastos do governo com a reconstrução do país diminuíram o crescimento econômico da nação.

População

O povo cingalês está bastante dividido em etnias. A maioria da população (74%) é da etnia cingalesa, que chegou à região no século VI a.C.

Os demais grupos são etnias minoritárias: 18% de tâmis; 7% de “mouriscos do Ceilão” (descendentes de mercadores árabes); 1% de burgher (descendentes de colonos holandeses e portugueses); maleses (originários da Malásia) e veddas (aborígines).

Cada uma dessas etnias tem uma língua própria. Mais de 90% da população é alfabetizada e o desemprego é pequeno. Cerca de 800 mil cingaleses trabalham no exterior, 90% deles no Oriente Médio.

Pode-se dizer que o Sri Lanka é uma nação predominantemente budista. O budismo não é a religião oficial, mas é bastante estimado pelo governo.

Economia

A economia do Sri Lanka é baseada na exportação de produtos primários como chá, coco, borracha, grafite e produtos têxteis. Sua privilegiada posição geográfica faz do país um dos principais portos do Oceano Índico. O turismo é outra importante fonte econômica do país, mesmo após a guerra civil e o tsunami terem devastado o país.

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

Diz a tradição que Tomé, o apóstolo, foi o primeiro a evangelizar a ilha. Relatos de visitantes, feitos anteriormente ao século VI, reportam a existência de inúmeras igrejas e convertidos.

Com a chegada dos portugueses, em 1505, houve a introdução do catolicismo no país. Já no século XVII, os holandeses introduziram o cristianismo reformado e, no século XIX, os britânicos trouxeram o anglicanismo.

Atualmente, os católicos são o maior bloco cristão, correspondendo a 90%. As novas igrejas independentes do Sri Lanka (não associadas às denominações existentes) são frequentadas por 1,3% dos habitantes do país. Essas novas igrejas são formadas principalmente por ex-budistas e ex-hindus.

A Perseguição

O crescimento da Igreja tem suscitado reações das comunidades budistas e hindus. Para conter sua expansão, foram introduzidas leis que fazem das conversões um crime punido por lei.

Em consequência, a propaganda anticristã tem aumentado substancialmente na mídia, acompanhada de acusações contra igrejas, exigências de restrições mais severas e, em casos mais extremos, do incêndio criminoso de templos cristãos, que são realizados por extremistas budistas, inspirados por relatos de conversões forçadas de budistas ao cristianismo. Desde 2004 circula uma proposta de lei “anticonversão” criada pelo partido Jathika Hela Urumaya (JHU). Tal lei tornaria crime conversões realizadas de maneira antiética. A lei já foi revisada duas vezes e enviada ao Parlamento para nova aprovação.

Em fevereiro de 2008, o pastor protestante Neil Samson, 37 anos, foi assassinado em Ampara. Ele foi baleado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Sua esposa, Shiromi, de 31 anos, estava presente e ficou seriamente ferida. O pastor recebeu um tiro no tórax, e sua esposa, no estômago. Seu filho, que também presenciou a situação, entrou em estado de choque.

Para a cúpula anglicano, é provável que a morte esteja relacionada com as tensões sectárias que aumentaram em Ampara, assim como pelo trabalho missionário do casal. O pastor Neil trabalhava há anos na Fundação de Igrejas Domésticas e sofria acusações de “converter pessoas”. Ele já havia sido vítima de um atentado em sua própria casa, em novembro de 2007.

De acordo com uma circular de notícias da Christian Solidarity Worldwide, mais de mil líderes de igrejas no Sri Lanka estiveram no funeral do pastor Neil. A polícia prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento com o assassinato. Dois desses presos são membros do grupo Guardas de Casa, estabelecido pelo governo para ajudar a polícia e o Exército em questões de segurança e outros deveres.

O Futuro

Embora a igreja esteja crescendo em número por meio dos nascimentos em lares cristãos, ela está perdendo membros para o budismo e sua participação percentual na população total do país está em declínio. No entanto, o atual processo de crescimento parece estar ganhando velocidade e revertendo declínios anteriores. Há uma onda de renovação na vida espiritual, especialmente entre os evangélicos. Por volta de 2050, a igreja poderá alcançar a casa de dois milhões de membros,

Motivos de Oração

1. A igreja desfruta de uma liberdade limitada. O crescimento da igreja causa reações e testa os limites das oportunidades que o cristianismo possui no país. Ore para que a igreja no Sri Lanka trabalhe de forma eficaz e eficiente, compartilhando o Evangelho com ousadia.

2. A igreja sofre com o nominalismo. Quando foi inicialmente implantada, a igreja, de maneira geral, adotou os moldes ocidentais e falhou completamente em se contextualizar na cultura do Sri Lanka. Como resultado, a evangelização foi ineficaz e a igreja sofreu perdas para o budismo. Ore para que as igrejas contextualizem o Evangelho e voltem a valorizar a santidade e a teologia bíblica.

3. A igreja é atingida pelos constantes conflitos étnicos. Mais de 25 mil pessoas já morreram e cerca de 1,4 milhão fugiram das áreas de conflito, ou mesmo do país, como resultado da guerra civil. Ore e peça o término dos conflitos e o estabelecimento da paz no Sri Lanka. Ore também para que a igreja seja um agente de peso nos processos de reconciliação e restauração.

Fonte: www.portasabertas.org.br

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