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Israel

Israel, A Terra Prometida

Israel, a Terra Santa, a Terra Prometida, um país de infinitos caminhos, tudo um mundo de surpresas.

Viajar em Israel é fazer um percurso pelos cenários da Bíblia, do Antigo e do Novo Testamento, uma odisséia pelo tempo, uma travessia por um crisol onde confluem diversas e variadas culturas (onde a complexidade étnica, religiosa, política e social é a nota característica) que procuram afanosamente uma senda nova, que conduza à convivência pacífica. E é que Israel é a capital das religiões monoteístas mais importantes, que professa o homem, um importante centro de culto. Para muitos é o encontro, com um Deus viajante, em procura da humanidade e para outros a procura de Deus.

Porém, Israel é mais do que isso. Em suas terras se respira algo invencível, algo mágico, algo que pertence a tempos distantes e que se percebe em seus diversos ambientes. Um lugar onde o sagrado se envolve com o cotidiano e próximo, para deixar-se tocar em suss paisagens tão variadas, em seus delicados aromas e em seus fundos silêncios. Desde a Antiga Jerusalém até a moderna Tel Aviv, desde as costas do Mediterrâneo até o insondável Deserto do Neguev, desde o Lago Tiberiades até os férteis vales de Galiléia, desde as praias de corais do Mar Vermelho, até as profundidades do Mar Morto (o ponto mais baixo do planeta), desde as regiões, como Samaria, Judéia, até os zocos árabes, desde o passado ao presente, em uma só palavra, Israel é, a terra Prometida.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Para os cidadãos de Espanha tão só é necessário apresentar o Passaporte em vigor, com uma validez mínima de 6 meses, no momento da entrada. Há de preencher um formulário que deve conservar-se até o dia da saída. Aqueles que não desejem que se sele o Passaporte deverão informar ao oficial antes de apresentar os documentos, para que o estampe em um formulário por separado.

Em Israel, igual que na Europa, as alfândegas operam com o sistema de duplo canal. Por canal verde devem passar os turistas que não levam artigos que declarar como roupa de uso pessoal, um litro de bebida alcólica e de 2 litros de vinho (para maiores de 16 anos), 250 ml. de perfume, 250 gr. de tabaco ou 250 cigarros por pessoa (maiores de 16 anos) e presentes a condição de que não sejam bebidas alcólicas, perfumes, tabaco ou televisores e que não excedam o total de 125 dólares norte americanos. Estão isentos, além, uma máquina de escrever, todo tipo de câmaras de cine, rádios, cassetes, binóculos, jóias pessoais, instrumentos musicais, material de camping e uma bicicleta.

Pelo canal vermelho devem declarar-se os seguintes artigos, deixando um depósito que se reembolsará no momento da saída: equipamento de vídeo, computadores pessoais e material de submarinismo. Animais, plantas, armas de fogo ou carne fresca não podem ser importados a Israel, a menos que possuam as permissões correspondentes.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Para os meses de verão se aconselham as roupas leves de algodão ou de fibras naturais e uma jaqueta, pois pelas noites as temperaturas costumam baixar. São imprescindíveis os óculos escuras, chapéu e protetores solares para a pele e umas sandálias para as praias. Para as mulheres se aconselha um pano, sobre tudo, para entrar em alguns lugares santos. Se pensa visitar clubes noturnos ou lugares de espetáculos, uma roupa casual é bem aceita. Não é necessário gravata.

IDIOMA

O idioma oficial é o hebreu e o árabe. Porém, a maioria costuma falar inglês. , Francês, espanhol, alemão, yiddish, russo, polaco e húngaro são também muito falados.

RELIGIÃO

Em Israel convivem numerosas crenças. Existem mais de 15 seitas judias, cristãos, muçulmanos ou samaritanos.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica é de 220 volts a 50 Hz. As tomadas são de três tomadas (ainda há de duas) pelo que é conveniente levar um adaptador e transformador. Os principais hotéis costumam dispõr de tomadas universais de 220ou 110 volts para as máquinas de barbear.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda nacional é o sheqel (NIS, New Israelí Sheqel), igual a 100 agorot (Ag). Existem moedas de 5 e 10 agorot e de 1/2, 1, 5 e 10 sheqalim. Cédulas de 10, 20, 50 e 100 sheqalim. A troca de divisas, especialmente dólares e cheques de viagem não significa nenhum problema, pois podem serem trocadas em todos os aeroportos internacionais, bancos e grandes hotéis, além de que se aceitam como moeda de troca. Em numerosos estabelecimentos se admitem os principais cartões de crédito. Os caixas automáticos estão extendidos por muitos locais e pode-se sacar dinheiro, através das cartões Visa, MasterCard, Eurocard ou Acces, nos que exista a indicação ATM.

CORREIOS E TELEFONIA

O serviço de correios é muito eficiente. O horário das escritórios principais é das 8.00 às 18.00 horas de domingo a quinta-feira de segunda-feira a sexta-feira.

Nas quartas-feiras das 8.00 às 13.30 horas e nas sextas-feiras e vésperas de festas das 8.00 às 12.00 horas Os escritórios secundários costumam fechar das 12.30 às 15.30 horas. Pode-se adquirir selos, além, nas recepções de alguns hotéis.

Existem caixas de correio de duas cores: amarelos para as cartas urbanas e vermelhos para as cartas nacionais e internacionais.

O serviço de telefone é muito eficiente e moderno. Existem cabines telefônicas que funcionam com fichas (asimonim), que pode-se adquirir nos escritórios de correios, pequenos comércios e quiosques. Porém, o mais recomendável é adquirir um cartão (telecard) pois as cabines que funcionam com este cartão são mais frequentes. Para chamar a Israel há que marcar 00-972, seguido do prefixo da cidade, mais o número do assinante.

FOTOGRAFIA

Em Israel não existe nenhm problema para adquirir material fotográfico de todo tipo. Os preços no relativo a filmes e revelado são mais elevados que os preços de Espanha. Em determinadas zonas, sobre tudo nas zonas desérticas, a intensidade da luz é muito alta e é aconselhável utilizar filtros polarizadores e guardar o equipamento em um lugar fresco. São muito úteis os zoom para fotografar às pessoas sem molestar e, em caso contrário o melhor é solicitar permissão. Em alguns museus e Mesquitas há que pagar uma taxa para poder fotografar. Como em muitos países se recomenda evitar a fotografia nos aeroportos e postos militares.

HORÁRIO COMERCIAL

O horário de bancos é das 8.30 às 12.30 h. de domingos às quintas-feiras; das 16.00 ás 18.00 horas, aos domingos, terças-feiras e quintas-feiras. As vésperas de festas judias maiores é das 8.30 às 12.00 horas a maioria das lojas abrem de domingo a quinta-feira das 9.00 às 19.00 horas, embora alguns estabelecimentos fecham das 13.00 às 16.00 horas, nas sextas-feiras e vésperas das festas maiores, as lojas abrem das 9.00 às 12.00 horas. Os estabelecimentos mulçumanos fecham nas sextas-feiras e os cristãos aos domingos.

TAXAS E IMPOSTOS

As taxas para os vôos internacionais estão incluidas no preço da passagem.

Israel, Sistuação e Geografia

O pequeno estado de Israel tem fronteiras ao nordeste com Síria, ao norte com Líbano, ao leste com Jordânia, ao sudoeste com Egito e ao oeste com o Mar Mediterrâneo.

O país apresenta quatro regiões bem diferenciadas: a depressão do Jordão ou depressão tectônica Ghor, um impressionante vale que discorre de norte a sul, desde o Monte Hermóm e que continua pelo Lago Tiberiades (conhecido também como Galileu lago Kinnereth, -200 metros do nível do mar), passando pelo Mar Morto (que encontra-se a -400 m. do nível do mar, sendo o ponto mais baixo do mundo e o mar mais salino), até o Golfo de Eilat; a franja montanhosa de Galiléia, Samaria e Judéia, onde encontram-se numerosas colinas entre as que destaca o Monte Meróm, com 1.208 m. em Galiléia. Na cadeia montanhosa de Samaria, paralela ao rio Jordão, as colinas chegam a atingir os 900 m. de altitude e já, junto ao Mar Morto, os Montes de Judéia onde distingue-se o monte Hebróm com 1.027 m; a planície do litoral, que extende-se desde Líbano até Gaza, interrompida, tão somente, pelo Monte Carmelo, muito perto de Haifa. Ao norte desta cidade a largura máxima da planície é de 15 Km. aproximadamente, enquanto que ao sul é de 5 Km. É, além, a zona mais povoada e industrializada do país. Finalmente, na região meridional extende-se o vasto deserto do Neguev, que ocupa 50% da superfície total do território nacional, com uma altitude média de entre 400 e 600 m. formado em sua maioria por barrancos que desaguam no Mediterrâneo ou no Mar Morto.

No há que esquecer que Israel, apesar de ser um território principalmente desértico, tem-se convertido em um país fértil, graças a genialidade e perseverânça de seus habitantes. Em poucas palavras, Israel fascina pela sua variedade geográfica, onde há belas praias, verdes vales, místicas montanhas, oásis, wuadis e desertos.

Flora e Fauna

Israel possui uma variada geografía, dando lugar a uma rica gama de meios naturais que alojam uma extensa gama de espécies de animais e plantas.

O país apresenta três zonas claramente diferenciadas: para o leste, por toda a franja fronteriça, a região da savana subtropical, onde encontra-se o Vale da Arábia que se caracteriza pelos suas altas temperaturas, pelos suas extensas planícies povoadas de acácias. Aqui pode-se ver gazelas arábes, gatos monteses, hienas, ratos de areial, jerbillos, jerbos, camechuelos tromperos, suimangas paistinas e alondras ibis. , para o norte da zona mediterrânea, que se caracteriza pelos suas espécies arbústivas distinguem-se orquídeas, tojos, gladiolas, jaras e outras espécies típicas dos carrascais. Nesta zona há que mencionar a presença da tartaruga grega. Aqui pode ver-se uma rica variedade de aves como cernícalos, currucas, jilgueros, tórtolas e golondrinas. O mamífero mais destacado é a mangosta. E para o sul, a estepe do Neguev, onde a característica predominante é a presença do deserto e das áridas estepes, que dão lugar a gramíneas, terebintos (um dos mais antigos da terra Santa), lírios negros e gamones. A fauna está representada por gazelas comuns, lebres, cornejas cenicientas, alcaravanes, ortegas, hubaras e cogujadas comuns, sem esquecer o temível lobo.

Em Israel há que destacar, além, os belos "wuadis", impressionantes gargantas causadas por antigos cursos de água e que dão lugar a uma flora efêmera, segundo sejam as precipitações pluviais. Distinguem-se plantas parasitas, azufaifos (uma planta muito espinhosa), e a vegetação própria dos wuadis convertidos em palmerais. Respeito à fauna distinguem-se a cabra de Nubia, damanes de roca, lagartos cola de látigo, moscaretas, cornejas, camachuelos e estorninos de Tristram.

Nas águas do Mediterrâneo predominam os camarões, salmonetes, chicharros, salmonetes do Nilo, sargos, sardinhas, bonito, cavalas, mújol, mero, peixe limão e sepias. Não há que esquecer, por outro lado, o espetacular arrecife de coral do Mar Vermelho. Eilat constitui um privilegiado ponto de observação das aves migratórias, além de destacar pelas cosechas de cítricos que dão fama a Israel, pelos seus inovadores sistemas de irrigação e técnicas de cultivo. Os "triunfadores do deserto" obtém importantes cosechas de sandías, melões, pomelos, laranjas, uvas, pêssegos, maças, pimentões, berinjelas, pepinos, tomates e abacates.

História

Tem indícios da presença humana em Canaám desde a era paleolítica, para o ano 100.000 aC. habitou no monte Carmelo o homem conhecido como "protocromanhão" e para o ano 8.000 fez seu aparecimento a agricultura e a criação de gado, momento no que se inicia a extensão dos povos, dando lugar a manifestações artísticas e religiosas. A Terra Santa se converte assim, na cúspide do desenvolvimento cultural do homem atual.

No há nada como ler os textos do Antigo Testamento para conhecer a fundo a história de Israel e do povo Judeu. Este tem suas orígens quando o Patriarca Abraham, junto a doce tribos nômades de Caldea (Mesopotâmia), partem para Canaán, a Terra Prometida, para estabelecer-se nela. A fome obriga-os a emigrar para Egito, onde são cruelmente dominados. Foi Moisés quem liberou o povo da escravidão, dando passo ao êxodo para a terra Prometida. Durante 40 anos se avança para Canaán. Durante o caminho o povo recebe as Tábuas da Lei no Monte Sinai.

Saúl, o primeiro rei de Israel do ano 1004 ao 967 aC. , foi derrotado pelos filisteos, sucedendo -lhe David (depois de vencer a Golias), que converte Jerusalém na capital do reino. Depois de sua morte lhe sucederia o rei Salomão, o rei sábio.

Com a morte deste, o reino divide-se em dois: ao norte dez tribos fundam Israel com capital em Samaria, enquanto que as duas tribos restantes fundam o Reino de Judá, com capital em Jerusalém. Este último permaneceria fiel à dinastia de David.

Para o século VI aC. o rei Nabucodonosor de Babilônia destruiu Jerusalém e o Templo de Salomão, deportando aos judeus a Babilônia (a primeira diáspora judia) A meados desse século, o Rei dos Persas, Ciro, conquista Babilônia e autoriza aos hebreus a regressar a Jerusalém, que reconstroem o Segundo Templo.

De 336 ao 168 aC. Palestina é dominada por Alexandre Magno ao vencer os Persas. E já no ano 63 os romanos se apoderam de toda a região, à que chamam Judéia, constituindo parte da Província Romana de Síria.

Durante o reinado de Herodes os partos invadem Judéia e Herodes procura ajuda em Roma. Graças à intervenção de Otávio e Marco Antonio, é proclamado rei dos judeus e se lança à reconquista. Durante seu reinado edifica palácios, fortalezas, engrandece o Segundo Templo e inicia um importante desenvolvimento urbano.

Já em nossa era, do ano 66 ao 73, os judeus se subelevam, o que provoca que o imperador Tito arrase o templo (momento no que os zelotes se suicidam em Massada). Com isto se põe fim à soberania judia e se inicia a segunda diáspora do povo judeu. Sucede-se a segunda grande revolta, entre os anos 132 e 135, sendo a repressão mais cruel, proibindo a entrada aos judeus.

Judéia se transforma em uma província romana do ano 70 ao 395. Com a conversão de Constantino, o cristianismo se converte na religião oficial e Teodosio o Grande obriga os judeus a aceita-la.

No século IV, ao ficar dividido o império romano em oriental e ocidental, Terra Santa fica abaixo da administração bizantina, correspondendo seu governo ao Patriarcado de Jerusalém. Entre o século VII e o século XI é conquistada pelos árabes e passa ao controle da dinastia Omeya (até o ano 750), de Absi até o 969 e de Fátima de Egito até o ano 1091. Com esta última se inicia uma série de guerras e perseguições religiosas. É o tempo, quando numerosos árabes se instalam na região. No ano 1071 os seléucidas turcos ocupam terra Santa.

Do ano 1099 ao 1291, as cruzadas cristãs conquistam a Terra Prometida, sem dúvida, do ano 1516 ao 1917 Palestina fica anexada ao império otomano. Em princípio o país formava parte da província de Damasco, mas foi dividida em vários distritos. Jerusalém conserva certa autonomia, mas dependendo diretamente de Constantinopla.

Entre os anos 1917 e 1948 Palestina está a baixo mandato britânico. A Declaração Balfour do ano 1917 e a Sociedade de Nações, reconhece o direito dos judeus a uma moradia nacional na Palestina, fazendo fincar pé em que devem respeitar-se os direitos das outras comunidades civis e religiosas já estabelecidas.

As migrações de judeus dispersos por todos os locais do mundo vinham-se realizando desde finais do século XIX e foram proibidas pelo mandato britânico, durante e depois do holocausto.

A regularização da terra é remitida à ONU, que no ano de 1947, através da Comissão Especial UNSCOP declara a criação de dois estados: um judeu e o outro árabe, mas estes últimos se opõem à decisão, ameaçando às comunidades judias, pelo que o Estado Árabe não chega a ver a luz.

No ano de 1948 David Bem Gurióm proclama o Estado de Israel. Imediatamente Egito, Iraque, Líbano, Síria, Jordânia e Arábia Saudita declaram a guerra, invadindo o recente estado.

No ano de 1949 Egito ocupa a Franja de Gaza, enquanto que Jordânia se anexa Cisjordânia (Judéia e Samaria) e Jerusalém Leste. No ano de 1952 Os Israelitas e os Sírios aceitam um cessar fogo imposto pela ONU.

Em 1956, durante a Guerra de Suez, Israel, com a ajuda dos exércitos britânico e francês, ocupa a península do Sinai. No ano de 1967 tem lugar a chamada "Guerra dos Seis Dias", quando Israel se enfrenta com os países árabes, apoderando-se dos Altos do Golán, Cisjordânia, Jerusalém Leste e da Franja de Gaza.

Em 1973, durante a celebração do Yom Kippur (Dia do Perdão), os egípcios e os sírios aproveitam para atacar Israel. Os primeiros pelo Canal de Suez e os segundos pelos Altos do Golán. É a chamada Guerra Yom Kippur. Esta situação se resolve parcialmente, no ano de 1979, quando Israel devolve o Sinai a Egito, após os acordos de Camp David, sendo um dos primeiros passos para atingir a paz. Egito reconhece a Israel.

Em 1986 Espanha reconhece oficialmente a existência do Estado de Israel e aceita o intercâmbio de embaixadores.

Em 1987, o dia 9 de dezembro, se inicia a "intifada" com as primeiras manifestações violentas nos territórios. Em 1988 Yaser Arafat reconhece perante a ONU o direito à existência do estado de Israel, mas solicita igual, o reconhecimento da Palestina.

Em 1991 se celebra, em Madri no dia 30 de outubro, a Conferência de Paz no Oriente, constituindo o primeiro passo para atingir a paz na região. Isto provoca no ano de 1993 a assinatura do acordo de paz entre Yaser Arafat, líder da OLP (Organização para a Liberação de Palestina) e Isaac Rabin, primeiro ministro de Israel (assassinado brutalmente em novembro de 1995), no que se declara a Autonomia de Jericó e Gaza.

Nas recentes eleições do ano 1996 tem sido eleito como primeiro ministro o conservador Benjamím Netanyahu, que espera concretiCzar os acordos definitivos, para estabelecer a paz na região.

Gastronomia

Não existe uma comida propriamente israelita, devido à forte e diversa imigração. A gastronomia do país reflete este feito que se caracteriza por esse toque cosmopolita de seus pratos que tem sido incorporado sabores de inumeráveis locais do planeta, o melhor de cada família e de cada cozinha. Assim, em Israel pode-se encontrar pratos de sabores incomparáveis com gostos sefardíes, europeus ou orientais, por citar alguns. Além, existe uma boa variedade de locais para todos os gostos e bolsos desde os maravilhosos e finos restaurantes até os snacks, baresou estabelecimentos de comida rápida. Os menús estão escritos geralmente em hebreu e em inglês e os preços se exibem em um lugar visível à entrada.

Por outro lado, a cozinha kosher não é uma especialidade sem que consiste em uma série de normas e preceitos judeus a ter em conta, assim como, modos para a preparação de alguns pratos. Nesta se obedece às normas ditadas pela Torá, na que segundo os preceitos da lei judia, alguns alimentos como o porco, os mariscos, o coelho, os crustáceos, os moluscos e as enguias estão proibidas, além, a carne e alguns produtos de uso diário não podem servir-se na mesma comida. Por exemplo, a carne nunca pode ser acompanhada com molho ou creme, a norma de não comer um produto lácteo até passadas 6 horas depois de haver ingerido carne. Os alimentos que se enquadram a estas restrições são os chamados kosher.

O desjejum em Israel costuma ser abundante, a base de frutas, ovos, queijo, azeitonas, saladas de verduras, iogurtes, peixe, pão e mermelada. Porém, a comida principal é a do meio dia, o melhor momento para provar os kebab, lonchas de cordeiro assados ou os populares felafel, que consistem em uma pasta de garbanzos misturada com ervas e espécies em forma de bolas que se fritam e se põem dentro do típico pão pita, junto a tiras de couve, pimentões e azeitunas, temperadas com umas colheres de molho de sésamo (tahina) ou molho picante de cor vermelha (harif). A pita, uma torta de pão, se serve para acompanhar as comidas ou bem, como ingredientes para outros pratos. Prepara-se com levedura seca, sal, mel e farinha de trigo, enquanto que a jalá (pão que se consome nos dias de Shabbath e nas festividades judias) requer de ovos, gergilim, açúcar e azeite vegetal (sem mel).

Pode-se começar por um bom sortido de matza (entradas e saladas) com azeitonas, puré de berinjelas, pepinos marinhados, pimentões morrons ou verduras à vinagrete. E como segundo, aconselhamos que prove o chachlik, brochetas de carne, o tcholent, umpote feijões, carne e ovos que se come geralmente, as sextas-feiras e aos sábados, o shvarma, pedaços de cordeiro, fincados em dois em um pau e assados ao fogo acompanhados de tomate e cebola, o hummus, um prato de origem árabe a base de purê de de grão de bico, vinagre, alho e molho sésamo, o famoso kabab, almondegas de carne temperadas com várias espécies ou bourekas, especialidade turca que consiste em vinagre recheado de queijo, batata e espinafres.

Não deixe de desfrutar de um bom shislik, parecido ao kabab mas com um toque picante, das beringelas, ou jatzilim preparadas de múltiplas formas ou de uma boa sopa de frango. Para os estômagos mais resistentes e atrevidos recomendamos o katshuts, prato a base de fígado, cebola e ovo duro e o radisha, almondegas de peixe com nozes, pão, açúcar, misturadas com guefilte, uma raíz picante. E para os menos atrevidos nada melhor que um bife, uma chuleta de cordeiro, um pedaço de frango ou as sempre eternas pizzas ou hamburgues (em Israel encontrará uma ampla variedade de restaurantes onde se serve comida indiana, americana, espanhola ou italiana). Para finalizar uma boa sobremesa como o baklavas, trigo com pistache e melão, doces árabes como o basbusa, halvah, kunafaou ataif, sem esquecer as gelatinas e a interminável lista de frescas frutas, especialmente as cítricas como a laranja.

O jantar judeu costuma ser mais bem ligeiro, diferente do jantar árabe que é abundante.

Bebidas

A água em Israel é potável, mas convidamos beber os deliciosos sucos de frutas e se esquecer da água por uns dias. Respeito à cerveja as marcas mais populares são a Maccabee, Goldstar e Lager, enquanto que a Nesher é uma cerveja de malte. Para acompanhar as comidas, nada melhor que um dos bons vinhos do país como o tinto Irmão ou os vinhos do Carmel (vinhos de Rotschild). O café se bebe carregado e pequeno. Respeito a licores há que ressaltar o sabra, um licor de chocolate e laranja o brandy 777 e o araque, uma bebida árabe parecida ao anis.

Compras

Israel é um paraíso para os amantes das compras. Aqui pode-se adquirir quase qualquer coisa e satisfazer quase qualquer desejo. Apesar de que são três os artigos estrela (diamantes, peles e marroquineria) estamos convencidos de que a grande variedade de lembranças lhe cativaram.

Nos Lugares Santos abundam as lembranças de carácter religioso, como bolsas com Terra Santa, estampas de Getsemaní em madeira de oliveira, medalhas, talhas, kipás (espécie de solideo), talmudes, menorahs (candelabros de sete braços), exemplares da Torá encadernados em pielou tela, rosários, crucifixos, velas, água do rio Jordão e uma interminável lista.

Aconselhamos os cosméticos elaborados nas aproximidades do Mar Morto, como sais e cremes, excelentes para o cuidado da pele, a cristaleria de Cesarea, os belos corais já seja em brutoou trabalhados de Eilat, os pratos talhados em bronze de Acreou as jóias beduinas de Berseba. Somente é questão de deixar-se seduzir e surpreender-se pelos elaborados bordados, pelas pequenas cacerolas para café (especialmente no mercado de Carmelo em Tel Aviv) ou pelos desenhos de moda mais vanguardista. Não há que esquecer que Israel é a capital dos banhadores e dos biquinis.

Não deixe de fazer uma visita a um dos centros de talhado de diamantes, a principal indústria do país. Ali encontrará os melhores preços, assim como, uma rica variedade de pedras preciosas engarçadas em ouro e prata. Outra alternativa são as visitas organizadas aos centros de confecção.

Uma vez finalizada estas compras, nada melhor que perder-se no mundo dos olores, dos sons e das espécies, nos belos e intrincados zocos e bazares. O maior encontra-se na Cidade Velha de Jerusalém, onde podem-se adquirir artesanato árabe, esculturas em madeira de oliveira, jogos de café, colares, tapetes feitos à mão, jóias yemeníes, cántaros fenícios, jarros árabes, cestos de laranjas de Jaffa, garrafas de vinho do monte Carmelo, bandeijas de cobre, ramas de oliveira, especiarias orientais como pimenta, menta, pimentão, açafrão, trajes tradicionais, artigos religiosos, artigos de couro e pele, cerâmica, batiques, lamparinas de azeite, madrepérola, peças de palha, cristal soprado e jóias tradicionais a bons preços. Além dos bazares de Jerusalém (rua de Zócalo e do Cardo), há que distinguir o de Jaffa (Praça Kedumin) e o de São Jõao de Acre (arrededor de Jam o Umdan).

Outros dois locais recomendados para fazer compras é a rua Jaffa, importante arteria da Cidade Nova de Jerusalém, onde pode-se encontrar kipás e talit (manto para a oração) ou o ruajóm chamado Arts and Crafts Lane, que cruza o jardim Mitchel ao pé das muralhas, onde pode-se encontrar muito fino artesanato. Em Safed, ao pé das muralhas encontra-se o bairro dos artistas, que concentra um bom número de galerias de arte e taieres artesanais, que produzem peças inspiradas na religião judia.

Em Tel Aviv as principais lojas de moda e centros comerciais de prestígio encontram-se na ruas de Dizengoff, enquanto que em Jerusalém se concentram nas ruas de Bem Yehudaou King David.

No relativo às antigüidades, consideradas todas aquelas obras que se têm realizado antes do ano 1.700 dC. não podem exportar-se, a menos que vão acompanhadas da permissão expedida pelo Departamento de Antiguidades.

Por outro lado, o IVA (18%) se cobra em todos os artigos e se inclui no preço final. Porém, os turistas estão isentos deste imposto, sempre e quando realizem o pagamento em moeda estrangeira e, só para liquidar o alojamento, as excursões organizadas, o aluguel de carros, os vôos e excursões operadas por companhias de aviação domésticos e as comidas nos hotéis ou as organizadas pelos tour operadores. Por outro lado, nos estabelecimentos recomendados pelo Ministério de Turismo e que exibem um símbolo de forma visivel no que se lê "Tax V. A. T. refound and 5% discount" pode-se obter um desconto de 5%, sempre e quando a compra supere o valor de 50 dólares norte americanos e se pague com moeda estrangeira, assim como, a devolução do IVA no porto de saída (estão isentos destas vantagems o tabaco, os aparelhos elétricos, as câmaras, os carretéis e o material fotográfico). É aconselhável solicitar a fatura, onde deve especificar a quantidade de IVA pago. Estes artigos serão depositados em uma bolsa transparente e selada que abrirá um oficial da alfândega (do Banco Leumi) na sala de embarque, que verificará seu conteudo e a fatura para devolver o IVA em dólares norte americanos (menos uma comissão). Em outros pontos de saída que não sejam o aeroporto de Bem Gurião ou o Porto de Haifa, o oficial selará a fatura e a devolução do IVA será remitida por correio ao domicílio indicado na mesma.

Entretenimento

Em Israel se desconhece o tédio e o aborrecimento. O país oferece uma rica e variada gama de possibilidades para entretener o espírito e o corpo. Atividades para quem gosta de participar e para quem desfruta contemplando. De qualquer forma, garantimos que Israel é sinônimo de entretenimento.

Se você é dos que gostam das atividades ao ar livre, Israel conta com numerosos Parques Nacionais providos de inquietantes e excitantes senderos para a prática do trekking. Nada melhor que realizar algumas das excursões pela Alta Galiléia ou nos Altos do Golám, em entornos de desníveis consecutivos e frequentes. No deserto de Judéia pode-se praticar os descensos de canhões nos arredores dos wuadi, enquanto que no wuadi Qelt pode-se baixar a rappel pelas impressionantes gargantas rodeadas de cascatas de água. Se é dos que gostam da água, as atividades náuticas estão à ordem do dia. O país conta com excelentes praias para nadar, muito próximas às principais cidades e aos centros vacacionais. As praias do Mar Mediterrâneo estão dotadas de excelentes instalações em todas as cidades como Ashkelão, Tel Aviv, Netania, Cesárea, Herzlía, Haifa, Akko e Nahariya, assim como, as das costas do mar de Galiléia.

Aqui pode-se praticar o windsurfing, a vela, o surf e o esqui aquático. As condições para a navegação resultam excelentes em Tel Aviv, Jaffaou Akko, sem esquecer as belas praias de corais do Mar Vermelho, junto a Eilat, uma vibrante cidade que nunca dorme. Aqui os amantes do mergulho encontrarão um imenso paraíso nos ricos arrecifes de coral. É conveniente informar-se sobre as distâncias, clima e permissões correspondentes e fazer os planos com antecipação.

Existem vários clubes em Eilat que oferecem rápidos cursos de mergulho e alugam equipamentos.

Continuando com a água, não deixe de experimentar e desfrutar de um descenso pelos "rápidos" do país em barca, balsa, canoa, caiaque em motor sobre os rápidos afluentes do rio Jordão em sua desembocadura no mar de Galiléia, especialmente durante os meses de primavera e verão.

Entre as possibilidades mais interessantes encontram-se os passeios a cavalo por montanhas, vales ou pela franja litoral, assim como, os safaris e excursões em camelo ou em todo terreno pelo deserto de Judéia, alojando-se em genuinos acampamentos de beduinos. Não há que esquecer a bússula e um bom mapa e, se for possível, contar com a companhia de um guia que conheça o terreno. É aconselhável fazer os caminhos providos de suficiente reserva de combustível e de água, assim como, anotar detalhadamente as rotas realizadas e a quilometragem do percurso.

E para repor as forças, nada melhor que ir às termais do Mar Morto. Os banhos com barro negro são ótimos para os tratamentos contra a psoriasis, asma e reumatismo, além de poder desfrutar da surpreendente experiência de flutuar sobre as águas do ponto mais baixo da terra. Os balneários do Mar de Galiléia são recomendados para quem padece reumatismo e artrosis.

Embora possa parecer inverossímil, em Israel pode-se praticar esqui no Monte Hermão, nos meses de inverno. A estação, provida de todo o necessário, está aberta desde meados de dezembro a princípios de março. Nos meses de verão pode-se subir através de um teleférico para desfrutar das belas panorâmicas.

Outra das possibilidades é apontar-se a uma das expedições que realizam escavações ou bem, passar uma temporada em algum quibutiz ou moshav como voluntário, com a condição de trabalhar oito horas diárias, seis dias à semana por um tempo mínimo de dois meses, em troca de manutenção e alojamento.

Se preferir atividades mais sossegadas recorde que Israel conta com um excelente campo de golfe em Cesarea e boas canchas de tênis, sem esquecer que pode nadar nas piscinas dos hotéis de prestígio ou, relaxar-se e descansar em algum jacuzzi.

Se ao cair a noite o espírito pedir mais movimento, encontrará uma rica variedade de discotecas para escolher aquela que melhor se adeque a suas preferências, especialmente nas grandes cidades. Pois se o que lhe pede o corpo é mais tranquilidade pode beber uma xícara de café ou uma cerveja em alguma cafeteria ou terraço e engradecer o espírito, observando o ritmo de vida dos israelitas.

FESTIVIDADES

O Sabbath, dia de descanso em Israel, começa com a caída do sol na sexta-feira pela tarde e conclui ao anoitecer do sábado. Durante este dia, todas os estabelecimentos comerciais judeus, negócios, escritórios e instituções fecham, igual que nas Festas maiores (fm), que também começam a tarde anterior e terminam na noite do dia seguinte. Nestes dias não funciona a maior parte do transporte público (exceto os taxis) e muitos lugares de diversão fecham embora alguns restaurantes, cinemas e pubs mantém suas portas abertas. O calendário hebreu, igual que o mulçumano, está baseado no ano lunar, pelo que as festas judias variam de um ano a outro. Para os cristãos o Dia do Senhor é o domingo e para os mulçumanos, o dia de descanso é a sexta-feira.

As principais festas judias são:

Tu Bi´Shvat, Ano Novo dos Árboles (em janeiro ou fevereiro).

Purim, Festa das Sortes (fevereiro ou março). Em algumas cidades festeja-se com coloridos disfarces, desfiles e jogos para celebrar a caída de Amán, quando a rainha Esther liberou os judeus do cativeiro de Babilônia.

Primeiro Dia de Pésaj, Páscoa Judia (fm- março ou abril). Festa que celebra o êxodo do povo judeu, igual que a colheita da primavera. Durante sete dias se come pão sem levedura.

Dia 7o. de Pésaj (fm-abril).

Yom Haatzmaut, Dia da Independência de Israel e Reunificação de Jerusalém (abril-maio). Todo o país sai à rua para bailar, comer e desfrutar dos espetáculos ao ar livre.

Shavout (fm – maio ou junho).

A Festa das Semanas que recorda a entrega das Tábuas no Monte Sinai.

Tisha B´Ab (julho ou agosto).

Festa em memória do Holocausto.

Rosh-Hashaná (fm - setembro).

O Ano Novo Judeu, aniversário da criação e celebração do Dia do Juizo.

Yom Kipur (fm - setembro ou outubro).

Dia do Perdão. Dia no que o país se paraliza por completo, pois é a solenidade mais importante para os judeus. Dias de jejum, abstenção, reconciliação e perdão.

Primeiro Dia de Sucot (fm - setembro e outubro).

Dia de Tabernáculos e tem lugar cinco dias depois do Dia do perdão. Esta festa se prolonga por sete dias, para comemorar a viagem pelo deserto do Sinai, após a fuga de Egito.

Simchat Torá (fm - setembro e outubro).

Alegria da Lei Com esta festa se finaliza a entrada do ano novo. Le-se em voz alta as leituras da Torá.

Primeiro Dia de Janucá (fm – novembro ou dezembro).

Festa da Luz, quando os judeus recuperam Jerusalém e consagram de novo o Templo.

Além destas festas, há que destacar os preciosos festivais que têm lugar em Israel. Destacam, o Festival do Cor, Som e Natureza na terra das Mil Grutas, que festeja-se em abril nas Grutas de Beit Guvrin, música todo o tempo sem parar, durante uma semana, a beira do Mar de Galiléia; os Festivais de Danças Populares em Carmiel e Haifa; o Festival de Corais em Arad; a Festa da Cerveja em Eilat; os Festivais de Cinema em diversas cidades; o Festival das Flores em Holão; as Festas de Canções Populares na Reserva Natural Jurshat Tal; o Teatro de Vanguarda em Akko; Harp Contest, quando Tel Aviv recebe os melhores arpistas do mundo; o Festival Dramático Inglês em Tel Aviv; a Festa dos Cítricos em Netania; o Festival Cinematográfico de Jerusalém; o Festival Internacional de Jazz em Eilat e o Festival de Israel em Jerusalém, com a presença de artistas de todo o mundo, o mais importante acontecimento cultural do país. São vinte dias de espetáculos de teatro, música e dança.

Transportes

Avião

O Al Israel Airlines oferece quatro vôos semanais desde Espanha (Madri e Barcelona) ao aeroporto Internacional Bem Gurióm de Tel Aviv que encontra-se a 18 Km. da cidade. Dali, várias companhias de ônibus ligam as cidades de Tel Aviv, Jerusalém e Haifa. É muito recomendável apresentar-se no mostrador três horas antes do vôo, pois os controles de O AL são muito rigorosos.

Devido às curtas distâncias, os vôos nacionais só se recomendam quando há que encaminhar-se de um extremo a outro. Arkia é a linha aérea que serve os vôos nacionais desde Jerusalém, Tel Aviv, Haifa, Berseba, Eilat. Masada e Rosh Pinna. A companhia Snunit liga as cidades de Tel Aviv e Mahanayim em aviões pequenos.

Trens

Apesar de que a rede de trens é reduzida, existem estações de ferro em Acre, Haifa, Tel Aviv, Gaza, Quiriat Gat, Jerusalém, Berseba, Tzefa, Orom e em outros pontos. Geralmente, as estações encontram-se fora da cidade, sem dúvida, é um bom meio de transporte, pois é econômico, limpo e mais pitoresco que outros meios. A maioria dos trens dispõem de um carro-bar. Os Sabbath e os dias de festas maiores não circulam.

Ônibus

Este é o meio de transporte mais utilizado em Israel. A companhia de ônibus Egged é a que cobre a maior parte do território nacional, além de oferecer o serviço urbano na maioria das populações. Porém, a companhia Dam é a que cobre Tel Aviv e seus arredores. Existe um bônos de viagem chamado Israbus para 7, 14, 21 e 30 dias e que pode-se utilizar em todas as linhas (exceto na que faz o percurso turístico de Jerusalém). Não há que esquecer que o Sabbath (desde a sexta-feira pela noite até noite do sábado) e os dias de festa o serviço é interrompido.

Os ônibus Egged Tours (filial de Egged) e United Tours (filial de Dan) oferecem circuitos turísticos de vários dias pelas principais cidades e locais de interesse.

Carro

Este é um bom meio de transporte para conhecer o país. As normas e senhas de circulação são as mesmas que na Europa e os caminhos, em geral, encontram-se em bom estado. Em Israel se circula pela direita, a velocidade máxima é de 90 km. por hora nas estradas, 110 km. nas autopistas e 60 Km. nas zonas urbanas. É aconselhável viajar provido de um mapa detalhado já que, apesar de que as senhas turísticas estão escritas em inglês, algumas podem resultar indescifráveis.

As empresas internacionais de aluguel de automóveis contam com escritórios no aeroporto Internacional de Bem Gurióm e nas principais cidades (Pode-se alugar automóveis com chofer). É necessário ser maior de 21 anos de idade, contar com um permissão de conduzir com ao menos um ano de antigüidade, possuir uma carteira de crédito internacional e deixar uma quantidade como depósito.

Taxi

Em Israel, além dos taxis comuns para realizar percurso urbanos, providos de taxímetro, existem os chamados sherut, taxis coletivos que comunicam as cidades entre si, como se de um ônibus se tratará. São mais espaçosos e maiores que os comuns e pode-se recorrer nas paradas especiais e nas proximidades das estações de ônibus. Os preços são fixos por passageiro e por trajeto, mas sempre pode-se regatear. Os taxis comuns têm suplementos por serviço noturno, pelo serviço de tele taxi ou pelo serviço no Sabbathou dias de festas.

Fonte: www.rumbo.com.br

Israel

Israel
Israel é um país no Oriente Médio

Israel é uma terra e um povo.

A história do povo judeu e de suas raízes na Terra de Israel abrange cerca de 35 séculos. Foi nesta terra que se formou sua identidade cultural, nacional e religiosa; sua presença física se manteve aqui continuamente através dos séculos, mesmo depois que a maioria do povo foi exilada à força. Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, foi restaurada a independência judaica, perdida há 2.000 anos atrás.

Localização

Israel está localizado no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo, limitando-se com o Líbano, a Síria, a Jordânia e o Egito.

Está situado no ponto de encontro de três continentes: a Europa, a Ásia e a África.

Geografia

Com sua forma longa e estreita, o país tem 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. Embora pequeno em tamanho, Israel apresenta a variedade topográfica de um continente, e nele se encontram desde montanhas cobertas de florestas e verdes vales férteis até desertos montanhosos; a planície costeira e o vale do Jordão semi-tropical, sem falar no Mar Morto, o ponto mais baixo da Terra. Aproximadamente metade da área do país é semi-árida.

Clima

O clima de Israel se caracteriza por muito sol, sendo que a estação das chuvas vai de novem-bro a abril. O índice anual de precipitação pluvial varia de 50-125 cm no norte a apenas 2,5 cm no extremo sul.

As condições climáticas regionais são bastante variadas: na planície costeira, o verão é quente e úmido e o inverno, ameno e chuvoso; nas regiões montanhosas, o verão é cálido e seco, sendo o inverno modera-damente frio, com chuvas e às vezes um pouco de neve; no vale do Jordão, o verão é quente e seco e o inverno é agradável; finalmente no sul, nas regiões semi-áridas, o dia é muito quente e a noite bastante fria.

Flora e Fauna

A riqueza da fauna e da flora de Israel é conseqüência de sua localização geográfica, assim como da diversidade topográfica e climática. Mais de 380 pássaros diferentes, cerca de 150 espécies de mamíferos e répteis, e cerca de 3.000 variedades vegetais (entre as quais 150 nativas) são encontradas em seu território. 150 reservas naturais e 65 parques nacionais, num total de quase 1.000 km2, espalham-se pelo país.

Água

Por causa da escassez de água na região, o país dedica intensos esforços no sentido de aproveitar ao máximo os recursos disponíveis e na procura de novas fontes de abastecimento. Na década dos 60, todas as fontes de água potável de Israel foram reunidas numa rede integrada, cuja principal artéria, o Conduto Nacional, traz água do norte e do centro do país ao sul semi-árido. Entre os projetos em desen-volvimento cujo objetivo é a ampliação do potencial hidráulico, podemos citar chuvas artificiais, reciclagem de águas de esgosto e dessalinização da água do mar.

População

Israel é um país de imigrantes. Desde sua criação, em 1948, sua população se multiplicou por sete. Seus 6,3 milhões de cidadãos formam um mosaico de gente com vários antecedentes étnicos e diferentes estilos de vida, religiões, culturas e tradições. Os judeus constituem atualmente 78,1% da população do país, sendo que a proporção dos cidadãos não-judeus, em sua maioria árabes, é de 21,9%.

Estilo de Vida

Aproximadamente 91% dos habitantes de Israel vivem em cerca de 200 centros urbanos, alguns dos quais se situam no local de antigas cidades históricas. Cerca de 5% da população vive em cooperativas agrícolas, únicas no gênero - o kibutz e o moshav.

Principais cidades

Jerusalém (com 657.500 habitantes), a capital do país, é o centro da vida nacional e espiritual do povo judeu desde que o Rei David fê-la capital de seu reino, há cerca de 3.000 anos atrás. Hoje é uma metrópole vibrante e florescente, a sede do governo e a maior cidade do país.

Tel Aviv (com 354.400 habitantes) foi fundada em 1909, tendo sido a primeira cidade judia dos tempos modernos; hoje é o centro da vida industrial, comercial, financeira e cultural do país.

Haifa (com 270.500 habitantes), cidade costeira conhecida desde os tempos antigos, é importante porto mediterrâneo e o centro industrial e comercial da região setentrional de Israel.

Beer Sheva (com 172.900 habitantes), citada na Bíblia como um acampamento dos Patriarcas, é hoje em dia o maior centro urbano do sul do país, proporcionando serviços administrativos, econômicos, educacionais, culturais e hospitalares a toda a região meridional.

Sistema de Governo

Israel é uma democracia parlamentar em que funcionam os poderes legislativo, executivo e judicial. O presidente é o chefe do estado, cujos deveres são sobretudo formais e cerimoniais; ele simboliza a unidade e a soberania do estado. O Knesset, o poder legislativo de Israel, é um parlamento de uma só câmara, constituído por 120 membros, e funciona em sessões plenárias e através de 14 comissões permanentes. Os deputados são eleitos por um período de quatro anos, em sufrágio universal nacional. O Governo (gabinete ministerial) é responsável pela administração dos negócios internos e pelas relações exteriores. É chefiado pelo primeiro-ministro e deve prestar contas coletivamente ao Knesset.

Educação e Ciência

O ensino é obrigatório a partir dos 5 anos e gratuito até os 18 anos. Quase todas as crianças de três e quatro anos freqüentam algum tipo de estabelecimento pré-escolar. A média de escolaridade da população é de 12,1 anos.

O ensino superior em Israel é ministrado nas universidades, que oferecem uma ampla gama de cursos de ciências e humanidades, e que são também instituições de pesquisa de reputação mundial; em faculdades que oferecem cursos de nível acadêmico e nas escolas vocacionais. O alto nível da pesquisa e do desenvolvimento científicos e suas aplicações compensam a falta de recursos naturais do país.

Saúde

A Lei do Seguro Nacional de Saúde, em vigor desde janeiro de 1995, estipula um conjunto padronizado de serviços médicos, inclusive hospitalização, para todos os residentes em Israel. Todos os serviços médicos continuam a ser proporcionados pelos quatro planos de seguro de saúde do país.

A expectativa de vida alcança pouco mais de 80,3 anos para as mulheres e quase 76,1 anos para os homens, e a mortalidade infantil é de 5,8 para 1.000 nascimentos vivos. A proporção de médicos em relação à população e o número de especialistas podem se comparar favoravel-mente com os índices dos mais adiantados países do mundo.

Trabalho e Assistência Social

O serviço social se baseia em legislação que proporciona proteção aos trabalhadores e uma ampla gama de serviços nacionais e comunitários, como a assistência aos idosos e às famílias monoparentais, programas para crianças e jovens, agências de adoção, assim como a prevenção e o tratamento do alcoolismo e do narcotismo.

O Instituto de Seguro Nacional proporciona a todos os residentes permanentes (inclusive aos cidadãos estrangeiros) uma ampla variedade de benefícios, que incluem seguro de desemprego, pensão por velhice, pensão a órfãos e viúvos, auxílio-maternidade e licença por parto, subsídio infantil, pagamento para complementação de renda-mínima e muitos outros.

Indústria

A indústria de Israel se dedica principalmente à manufatura de produtos de alto valor agregado, sobretudo baseados em inovação tecnológica, como artefatos medicinais eletrônicos; produtos agrotecnológicos; material de telecomunicação; computação (hardware e software); artefatos de energia solar; alimentos processados e produtos químicos sofisticados.

Agricultura

A agricultura de Israel é o resultado de uma longa luta contra condições difíceis e adversas e do aproveitamento máximo da água escassa e da pouca terra arável.

Hoje a agricultura representa cerca de 2,5% do PIB e 3% das exportações. Israel produz 93% de suas necessidades alimentícias, suplementadas com a importação de cereais, sementes oleaginosas, carne, café, cacau e açúcar, que são mais do que pagos pela ampla gama de produtos agrícolas de exportação.

Comércio Exterior

Israel mantém relações comerciais com países dos seis continentes. Cerca de 48% das importações e 39% das exportações se realizam com a Europa, graças ao acordo de livre comércio assinado com a UE em 1975. Acordo semelhante foi assinado em 1985 com os Estados Unidos, cujo comércio com Israel representa 24% das importações e 35% das exportações israelenses.

Cultura

Vários milênios de história, a reunião de judeus de mais de 70 países, uma sociedade composta por comunidades multi-étnicas vivendo lado a lado, e um fluxo constante de comunicação internacional via satélite ou por cabos - tudo isso contribui para a formação da cultura israelense que reflete elementos internacionais, embora sempre em busca de sua própria identidade. A expressão cultural é tão variada quanto o próprio povo, expressando-se através da literatura, do teatro, de concertos, programas de rádio e televisão, espetáculos, museus e galerias, para todos os gostos e interesses.

As línguas oficiais de Israel são o hebraico e o árabe, mas nas ruas pode-se escutar muitos outros idiomas. O hebraico, idioma da Bíblia, fora durante séculos usado apenas para liturgia e literatura; seu renascimento como língua falada iniciou-se há um século atrás, com a renovação da vida judaica na Terra de Israel.

Fonte: www.mfa.gov.i

Israel

Nome oficial: Estado de Israel (Medinat Yisra'el).

Nacionalidade: israelense.

Data nacional: 28 de abril (Independência).

Capital: Jerusalém (não reconhecida pela ONU), Telaviv (sede da maioria das embaixadas estrangeiras).

Cidades principais: Jerusalém (633. 700), Telaviv (348.100), Haifa (265.700), Rishon Leziyyon (188. 200), Holon (163.100) (1998).

Idioma: hebraico (oficial), árabe.

Religião: judaísmo 80,6%, islamismo 14,6% (maioria sunita), cristianismo 3,2%, drusos 1,6% (1997).

GEOGRAFIA

Localização: oeste da Ásia.
Hora local: +5h.
Área: 20.700 km2.
Clima: mediterrâneo.
Área de floresta: mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 6,2 milhões (2000), sendo israelenses nativos de origem européia 41%, europeus, americanos, africanos e médio-orientais 40%, árabes 19% (1996).
Densidade: 299,52 hab./km2.
População urbana: 91% (1998).
População rural: 9% (1998).
Crescimento demográfico: 2,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 2,68 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 76/80 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 8 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 3,9% (2000).
IDH (0-1): 0,883 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República parlamentarista.
Divisão administrativa: 6 distritos subdivididos em municipalidades.
Principais partidos: Trabalhista de Israel, Likud, Shas, Meretz, Israel B'Aliyah.
Legislativo: unicameral - Assembléia, com 120 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição EM VIGOR: não há Constituição escrita.

ECONOMIA

Moeda: shekel novo.
PIB: US$ 100,5 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 4,2% (1998).
PIB indústria: 29% (1998).
PIB serviços: 66,8% (1994).
Crescimento do PIB: 5,4% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 16.180 (1998).
Força de trabalho: 3 milhões (1998).
Agricultura: batata, tomate, trigo, maçã, frutas cítricas, melão.
Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves.
Pesca: 23,3 mil t (1997).
Mineração: bromita, magnésio, sais de potássio.
Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, máquinas (elétricas), química, petroquímica, carvão, metalúrgica, equipamentos de transporte, jóias (polimento de diamante).
Exportações: US$ 23,3 bilhões (1998).
Importações: US$ 29,3 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda (Países Baixos), Suíça.

DEFESA

Efetivo total: 175 mil (1998).
Gastos: US$ 11 bilhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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