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Israel

Israel é uma terra e um povo. A história do povo judeu e de suas raízes na Terra de Israel abrange cerca de 35 séculos. Foi nesta terra que se formou sua identidade cultural, nacional e religiosa; sua presença física se manteve aqui continuamente através dos séculos, mesmo depois que a maioria do povo foi exilada à força. Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, foi restaurada a independência judaica, perdida há 2.000 anos atrás.

Localização

Israel está localizado no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo, limitando-se com o Líbano, a Síria, a Jordânia e o Egito. Está situado no ponto de encontro de três continentes: a Europa, a Ásia e a África.

Geografia

Com sua forma longa e estreita, o país tem 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. Embora pequeno em tamanho, Israel apresenta a variedade topográfica de um continente, e nele se encontram desde montanhas cobertas de florestas e verdes vales férteis até desertos montanhosos; a planície costeira e o vale do Jordão semi-tropical, sem falar no Mar Morto, o ponto mais baixo da Terra. Aproximadamente metade da área do país é semi-árida.

Clima

O clima de Israel se caracteriza por muito sol, sendo que a estação das chuvas vai de novem-bro a abril. O índice anual de precipitação pluvial varia de 50-125 cm no norte a apenas 2,5 cm no extremo sul. As condições climáticas regionais são bastante variadas: na planície costeira, o verão é quente e úmido e o inverno, ameno e chuvoso; nas regiões montanhosas, o verão é cálido e seco, sendo o inverno modera-damente frio, com chuvas e às vezes um pouco de neve; no vale do Jordão, o verão é quente e seco e o inverno é agradável; finalmente no sul, nas regiões semi-áridas, o dia é muito quente e a noite bastante fria.

Flora e Fauna

A riqueza da fauna e da flora de Israel é conseqüência de sua localização geográfica, assim como da diversidade topográfica e climática. Mais de 380 pássaros diferentes, cerca de 150 espécies de mamíferos e répteis, e cerca de 3.000 variedades vegetais (entre as quais 150 nativas) são encontradas em seu território. 150 reservas naturais e 65 parques nacionais, num total de quase 1.000 km2, espalham-se pelo país.

Água

Por causa da escassez de água na região, o país dedica intensos esforços no sentido de aproveitar ao máximo os recursos disponíveis e na procura de novas fontes de abastecimento. Na década dos 60, todas as fontes de água potável de Israel foram reunidas numa rede integrada, cuja principal artéria, o Conduto Nacional, traz água do norte e do centro do país ao sul semi-árido. Entre os projetos em desen-volvimento cujo objetivo é a ampliação do potencial hidráulico, podemos citar chuvas artificiais, reciclagem de águas de esgosto e dessalinização da água do mar.

População

Israel é um país de imigrantes. Desde sua criação, em 1948, sua população se multiplicou por sete. Seus 6,3 milhões de cidadãos formam um mosaico de gente com vários antecedentes étnicos e diferentes estilos de vida, religiões, culturas e tradições. Os judeus constituem atualmente 78,1% da população do país, sendo que a proporção dos cidadãos não-judeus, em sua maioria árabes, é de 21,9%.

Estilo de Vida

Aproximadamente 91% dos habitantes de Israel vivem em cerca de 200 centros urbanos, alguns dos quais se situam no local de antigas cidades históricas. Cerca de 5% da população vive em cooperativas agrícolas, únicas no gênero - o kibutz e o moshav.

Principais cidades

Jerusalém (com 657.500 habitantes), a capital do país, é o centro da vida nacional e espiritual do povo judeu desde que o Rei David fê-la capital de seu reino, há cerca de 3.000 anos atrás. Hoje é uma metrópole vibrante e florescente, a sede do governo e a maior cidade do país.

Tel Aviv (com 354.400 habitantes) foi fundada em 1909, tendo sido a primeira cidade judia dos tempos modernos; hoje é o centro da vida industrial, comercial, financeira e cultural do país.

Haifa (com 270.500 habitantes), cidade costeira conhecida desde os tempos antigos, é importante porto mediterrâneo e o centro industrial e comercial da região setentrional de Israel.

Beer Sheva (com 172.900 habitantes), citada na Bíblia como um acampamento dos Patriarcas, é hoje em dia o maior centro urbano do sul do país, proporcionando serviços administrativos, econômicos, educacionais, culturais e hospitalares a toda a região meridional.

Sistema de Governo

Israel é uma democracia parlamentar em que funcionam os poderes legislativo, executivo e judicial. O presidente é o chefe do estado, cujos deveres são sobretudo formais e cerimoniais; ele simboliza a unidade e a soberania do estado. O Knesset, o poder legislativo de Israel, é um parlamento de uma só câmara, constituído por 120 membros, e funciona em sessões plenárias e através de 14 comissões permanentes. Os deputados são eleitos por um período de quatro anos, em sufrágio universal nacional. O Governo (gabinete ministerial) é responsável pela administração dos negócios internos e pelas relações exteriores. É chefiado pelo primeiro-ministro e deve prestar contas coletivamente ao Knesset.

Educação e Ciência

O ensino é obrigatório a partir dos 5 anos e gratuito até os 18 anos. Quase todas as crianças de três e quatro anos freqüentam algum tipo de estabelecimento pré-escolar. A média de escolaridade da população é de 12,1 anos.

O ensino superior em Israel é ministrado nas universidades, que oferecem uma ampla gama de cursos de ciências e humanidades, e que são também instituições de pesquisa de reputação mundial; em faculdades que oferecem cursos de nível acadêmico e nas escolas vocacionais. O alto nível da pesquisa e do desenvolvimento científicos e suas aplicações compensam a falta de recursos naturais do país.

Saúde

A Lei do Seguro Nacional de Saúde, em vigor desde janeiro de 1995, estipula um conjunto padronizado de serviços médicos, inclusive hospitalização, para todos os residentes em Israel. Todos os serviços médicos continuam a ser proporcionados pelos quatro planos de seguro de saúde do país.

A expectativa de vida alcança pouco mais de 80,3 anos para as mulheres e quase 76,1 anos para os homens, e a mortalidade infantil é de 5,8 para 1.000 nascimentos vivos. A proporção de médicos em relação à população e o número de especialistas podem se comparar favoravel-mente com os índices dos mais adiantados países do mundo.

Trabalho e Assistência Social

O serviço social se baseia em legislação que proporciona proteção aos trabalhadores e uma ampla gama de serviços nacionais e comunitários, como a assistência aos idosos e às famílias monoparentais, programas para crianças e jovens, agências de adoção, assim como a prevenção e o tratamento do alcoolismo e do narcotismo.

O Instituto de Seguro Nacional proporciona a todos os residentes permanentes (inclusive aos cidadãos estrangeiros) uma ampla variedade de benefícios, que incluem seguro de desemprego, pensão por velhice, pensão a órfãos e viúvos, auxílio-maternidade e licença por parto, subsídio infantil, pagamento para complementação de renda-mínima e muitos outros.

Indústria

A indústria de Israel se dedica principalmente à manufatura de produtos de alto valor agregado, sobretudo baseados em inovação tecnológica, como artefatos medicinais eletrônicos; produtos agrotecnológicos; material de telecomunicação; computação (hardware e software); artefatos de energia solar; alimentos processados e produtos químicos sofisticados.

Agricultura

A agricultura de Israel é o resultado de uma longa luta contra condições difíceis e adversas e do aproveitamento máximo da água escassa e da pouca terra arável. Hoje a agricultura representa cerca de 2,5% do PIB e 3% das exportações. Israel produz 93% de suas necessidades alimentícias, suplementadas com a importação de cereais, sementes oleaginosas, carne, café, cacau e açúcar, que são mais do que pagos pela ampla gama de produtos agrícolas de exportação.

Comércio Exterior

Israel mantém relações comerciais com países dos seis continentes. Cerca de 48% das importações e 39% das exportações se realizam com a Europa, graças ao acordo de livre comércio assinado com a UE em 1975. Acordo semelhante foi assinado em 1985 com os Estados Unidos, cujo comércio com Israel representa 24% das importações e 35% das exportações israelenses.

Cultura

Vários milênios de história, a reunião de judeus de mais de 70 países, uma sociedade composta por comunidades multi-étnicas vivendo lado a lado, e um fluxo constante de comunicação internacional via satélite ou por cabos - tudo isso contribui para a formação da cultura israelense que reflete elementos internacionais, embora sempre em busca de sua própria identidade. A expressão cultural é tão variada quanto o próprio povo, expressando-se através da literatura, do teatro, de concertos, programas de rádio e televisão, espetáculos, museus e galerias, para todos os gostos e interesses.

As línguas oficiais de Israel são o hebraico e o árabe, mas nas ruas pode-se escutar muitos outros idiomas. O hebraico, idioma da Bíblia, fora durante séculos usado apenas para liturgia e literatura; seu renascimento como língua falada iniciou-se há um século atrás, com a renovação da vida judaica na Terra de Israel.

Fonte: www.mfa.gov.i

Israel

A área de Israel, dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo, inclusive os territórios sob o autogoverno palestino, é de 27.800 km2. Com sua forma longa e estreita, o país tem cerca de 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. Limita-se com o Líbano ao norte, a Síria a nordeste, a Jordânia a leste, o Egito a sudoeste e o Mar Mediterrâneo a oeste.

A distância entre montanhas e planícies, campos férteis e desertos, pode ser coberta em poucos minutos. A largura do país, entre o Mar Mediterrâneo a oeste e o Mar Morto, a leste, pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos; e a viagem desde Metula, no extremo norte, a Eilat, o ponto mais meridional, leva umas seis horas.

Aspectos Geográficos

Israel pode ser dividido em quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de norte a sul e uma vasta zona, quase toda árida, na metade sul do país.

A planície costeira paralela ao Mediterrâneo, é formada por uma faixa arenosa junto ao mar, flanqueada por terrenos férteis que avançam até 40 km em direção ao interior do país. No norte, extensões de praia arenosa são às vezes pontuadas por calcário entalhado e rochedos de arenito. Na planície costeira vive mais da metade dos 5,5 milhões de habitantes de Israel e nela se situam os principais centros urbanos, portos para navios de grande calado, a maior parte da indústria do país e grande parte de sua agricultura e instalações turísticas.

Várias cadeias de montanhas acompanham o comprimento do país. No nordeste encontra-se o Planalto do Golan, com suas rochas de basalto, testemunhas de erupções vulcânicas no passado distante, que se ergue como uma parede íngreme a contemplar o Vale do Hula. As montanhas da Galiléia, em sua maioria compostas de rocha calcárea branda e dolomita, atingem altitudes entre 500 e 1.200 m acima do nível do mar. Pequenos córregos perenes e um índice pluviométrico relativamente elevado mantêm a cor verde da região durante todo o ano. Os habitantes da Galiléia e do Golan, cerca de 17% da população de Israel, trabalham sobretudo em agricultura, atividades turísticas e indústria leve.

O Vale do Jezreel, entre as montanhas da Galiléia e da Samaria, é a região agrícola mais rica de Israel, cultivado por muitas comunidades cooperativas (kibutzim e moshavim). As colinas arredondadas da Samaria e Judéia apresentam um mosaico de cumes rochosos e vales férteis, pontilhados de pomares de velhas oliveiras verde-prata. As encostas aterraçadas, lavradas por agricultores em tempos imemoriais, incorporaram-se à paisagem natural. A população se concentra principalmente em pequenos centros urbanos e grandes aldeias.

O Neguev, que constitui cerca da metade da superfície de Israel, é habitado apenas por 8% da população, concentrada em sua região setentrional. A economia se baseia sobretudo em agricultura e indústria. Mais para o sul, o Neguev se torna uma zona árida, caracterizada por pequenas colinas e planícies de arenito, cortadas por várias gargantas e wadis, nos quais as chuvas hibernais causam freqüentemente súbitas torrentes. Prosseguindo para o sul, a paisagem dá lugar a uma área de cumes rochosos desnudos, crateras, elevados platôs de clima seco e altas montanhas. Três crateras erosivas, a maior das quais com 8 km de largura e 35 km de comprimento, cortam profundamente a crosta terrestre, apresentando rica variedade de cores e tipos de rochas. Na ponta sul do Neguev, próximo a Eilat e ao Mar Vermelho, agudas elevações de granito cinza e vermelho são cortadas por gargantas secas e rochedos íngremes, cujas camadas de arenito resplandecem à luz do sol.

O Vale do Jordão e o Arava, que acompanham o comprimento do país na fronteira oriental, são parte da Fenda Sírio-Africana, que dividiu a crosta terrestre há milhões de anos. Sua área setentrional é extremamente fértil, ao passo que o sul é semi-árido. Agricultura, pesca, indústria leve e turismo são as principais atividades econômicas da região. O Rio Jordão, que corre de norte a sul através desta fenda, desce mais de 700 m no seu curso de 300 km. Alimentado por regatos que descem do Monte Hermon, ele atravessa o fértil vale do Hula até o Lago Kineret (Mar da Galiléia), continuando a serpentear através do vale do Jordão até desembocar no Mar Morto. Embora se avolume durante a estação chuvosa no inverno, o rio é, de modo geral, estreito e pouco profundo.

O Lago Kineret, aninhado entre as montanhas da Galiléia e o Planalto do Golan, situa-se a 212 m abaixo do nível do mar, tendo 8 km de largura e 21 km de comprimento. É o maior lago de Israel e seu principal reservatório de água potável. Ao longo da costa do Kineret há locais de importância histórica e religiosa, assim como colônias agrícolas, empresas de pesca e pontos de atração turística.

O Aravá, a savana de Israel, inicia-se ao sul do Mar Morto e se estende até o Golfo de Eilat. Apesar de suas condições climáticas - um índice pluviométrico médio de menos de 25 mm e temperaturas que chegam a 40 no verão - aí são cultivadas frutas e verduras fora da estação, sobretudo para exportação, graças ao uso de sofisticadas técnicas agrícolas. O Golfo sub-tropical de Eilat é famoso por suas águas azuis profundas, seus recifes de coral e a exótica fauna marítima.

O Mar Morto

O ponto mais baixo da Terra, cerca de 400 m abaixo do nível do mar, situa-se ao sul do Vale do Jordão. Suas águas, que têm o mais alto grau de salinidade e densidade do mundo, são ricas em potássio, magnésio e bromo, assim como em sal de cozinha e sais industriais.

O ritmo natural de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos anos, devido a uma taxa muito alta de evaporação (1,6 m por ano), e a vários projetos de desvio em alta-escala realizados por Israel e pela Jordânia, para atender às suas necessidades de água, o que causou a redução de 75% da descarga de água. Em conseqüência, o nível do Mar Morto baixou em cerca de 10,6 m desde 1960.

Um projeto de ligação do Mar Morto com o Mar Mediterrâneo através de um canal e sistema de tubulação, que poderá devolver ao Mar Morto suas dimensões e nível natural, está sendo considerado.

A Flora e a Fauna

A vida animal e vegetal de Israel é rica e diversificada, em parte devido à localização geográfica do país, na junção de três continentes. Mais de 2.800 tipos de plantas foram identificados, desde espécies alpinas nas encostas das montanhas setentrionais a espécies do Sahara, na Aravá, ao sul. Israel é o ponto extremo setentrional para a presença de plantas como o papiro e o limite meridional de outras, como a peônia vermelho-coral brilhante.

Florestas naturais, principalmente de carvalhos, cobrem partes da Galiléia, do Monte Carmel e de outra regiões montanhosas. Na primavera, cistos baixos e giestas espinhosas predominam, com suas variações de branco, rosa e amarelo. Madressilvas trepam sobre os arbustos e grandes plátanos proporcionam sombra ao longo dos córregos de água fresca da Galiléia. Nos planaltos do Neguev, massivas pistaceiras atlânticas acrescentam uma nota espetacular ao longo dos leitos dos rios secos, e tamareiras crescem onde quer que haja bastante água subterrânea.

Muitas flores cultivadas, como a íris, a açucena, a tulipa e o jacinto são aparentadas a algumas das flores silvestres de Israel. Imediatamente após as primeiras chuvas, em outubro-novembro, o país se cobre de um tapete verde que dura até a chegada do verão seco. Ciclames brancos ou cor-de-rosa e anêmonas vermelhas, brancas e púrpuras florescem de dezembro a março; as tremoceiras azuis e as margaridas amarelas surgem pouco depois. Muitas das plantas nativas, como o açafrão e a cila, são litófilas, isto é, armazenam seus nutrientes em bulbos ou tubérculos, e florescem no fim do verão. Pairando sobre os campos, há cerca de 135 variedades de borboletas, de matizes e padrões brilhantes.

Mais de 380 espécies diferentes de pássaros podem ser vistas em Israel. Algumas, como o rouxinol oriental comum, residem permanentemente no país; outros, como o galeirão e o estorninho, passam aqui o inverno, regalando-se com o alimento encontrado nos campos e lagos piscosos. Centenas de milhares de pássaros atravessam Israel duas vezes por ano, em suas migrações, fornecendo excelentes oportunidades aos ornitólogos. Bútios, pelicanos e outras aves migratórias, grandes e pequenas, enchem os céus do país em março e outubro. Várias espécies de aves de rapina, como águias, falcões e gaviões, assim como minúsculos pássaros canoros, como a toutinegra e o pintassilgo, nidificam em Israel.

Delicadas gazelas correm sobre as colinas; raposas, gatos selvagens e outros mamíferos vivem nos bosques. Cabritos monteses da Núbia de chifres majestosos saltam sobre os rochedos no deserto; e camaleões, cobras e lagartos de todos os tipos contam-se entre as 80 espécies nativas de répteis.

O Fundo Nacional Judaico

O Keren Kayemet – Fundo Nacional Judaico (KKL) foi fundado em 1901 com o objetivo de comprar terras para as colônias agrícolas judaicas, assim como para executar projetos de desenvolvimento, saneamento e reflorestamento na Terra de Israel.

Quando Israel se tornou independente, em 1948, o KKL já havia comprado, com fundos coletados do judaísmo mundial, uns 96.000 hectares de terras, que em sua maioria precisaram ser tratadas após séculos de abandono, e havia plantado cerca de 4,5 milhões de árvores nas colinas rochosas do país.

Hoje, mais de 200 milhões de árvores, plantadas em florestas e bosques que cobrem 120.000 hectares, proporcionam aos israelenses uma ampla gama de oportunidades de recreação ao ar livre e apreciação da natureza. Paralelamente a suas atividades de reflorestamento e manutenção florestal, o KKL também cria parques e sítios de recreação, prepara a infra-estrutura de novos assentamentos, executa vários projetos de acumulação de água e participa ativamente dos esforços de conservação ambiental em todo o país.

Preservação da Natureza

No esforço de conservar o meio-ambiente natural, foram adotadas severas leis de proteção da natureza e da fauna, tornando ilegal até mesmo colher a mais simples das florzinhas que crescem à beira das estradas. Encarregada de promover a preservação da natureza, a Autarquia de Reservas Naturais, juntamente com a Sociedade pela Proteção de Natureza em Israel, procura equilibrar as exigências de desenvolvimento da infra-estrutura com a proteção da paisagem e do ambiente natural. 150 reservas naturais e 65 parques nacionais, em todo o país, numa área total superior a 1.000 km2, encontram-se sob a supervisão da Autarquia. Dentre elas, 20 foram adaptadas ao uso do público, com centros para visitantes, estradas e trilhas, atraindo mais de 2 milhões de pessoas anualmente.

Inspirados por um profundo sentimento de herança nacional, têm sido feitos esforços por preservar e reintroduzir a vida vegetal e animal existente em tempos bíblicos, mas que desapareceu da região ou está em vias de extinção. Neot Kedumim, uma reserva paisagística situada no centro do país, que se dedica a colecionar e conservar variedades vegetais mencionadas na Bíblia e ainda existentes, criou grandes jardins com flora nativa de várias áreas geográficas da Terra de Israel nos tempos antigos.

Os projetos Hai Bar de fauna selvagem, na Aravá e no Monte Carmel, foram criados para reintroduzir, em seu antigo habitat natural, espécies animais que antigamente enchiam as colinas e desertos da Terra de Israel. Biólogos israelenses especializados em vida animal selvagem correm o mundo em busca destes animais que, uma vez localizados, são trazidos às reservas do Hai Bar, onde aprendem a se adaptar ao ambiente antes de serem postos em liberdade. Entre os animais criados atualmente no país citam-se avestruzes, gamos persas, órixes, onagros e burros selvagens da Somália.

A conscientização do público a respeito da preservação natural é promovida nas escolas e entre a população em geral, através de excursões guiadas, publicações e campanhas de esclarecimento.

Clima de Israel

O clima de Israel varia do temperado ao tropical, com muito sol. Há duas estações distintas predominantes: o inverno chuvoso, de novembro a maio, e um verão seco nos seis outros meses. As chuvas são relativamente abundantes no norte e centro do país, bem mais raras no norte do Neguev e quase inexistentes no extremo sul.

As condições regionais são bastante variadas, com verões úmidos e invernos amenos na região costeira; verões secos e invernos moderadamente frios nas montanhas; verões quentes e secos e invernos agradáveis no Vale do Jordão; e condições de clima semi-desértico o ano todo no Neguev.

A situação do clima varia desde a neve ocasional nas regiões elevadas, no inverno, a dias de temperatura extremamente alta, por causa de ventos secos e quentes, que sopram periodicamente no outono e primavera.

Água

Localizado às margens de um cinturão desértico, Israel sempre sofreu por causa da escassez de água. Descobertas arqueológicas no Neguev e outras partes do país revelam que os seus habitantes, há milhares de anos atrás, já se preocupavam com a conservação de água, conforme se evidencia por uma variedade de sistemas, destinados tanto a recolher e armazenar a água das chuvas, quanto para levá-la de um lugar para outro.

O total anual de recursos hídricos renováveis de Israel é de 1,7 bilhão de metros cúbicos, 75% dos quais são usados para irrigação e o restante para fins urbanos e industriais. Os recursos de água do país incluem o Rio Jordão, o lago Kineret e alguns rios menores.

Também são utilizados fontes naturais e lençóis dágua subterrâneos, canalizados em quantidades controladas para evitar a exaustão e a salinização. Como já se chegou à utilização máxima de todas as fontes de água doce existentes, estão sendo desenvolvidos os métodos para aproveitar recursos alternativos, como a reciclagem de água de esgotos, as chuvas artificiais e a dessalinização de água salobra.

O Conduto Nacional

Para superar desequilíbrios regionais de disponibilidade de água, a maioria dos recursos hídricos potáveis de Israel está reunida numa rede integrada. Sua artéria principal, o Conduto Nacional, concluído em 1964, traz água do norte e do centro do país ao sul semi-árido, através de um sistema de canos gigantescos, aquedutos, canais abertos, reservatórios, túneis, represas e estações de bombeamento.

Infra-estrutura de Israel

Comunicações

Israel está ligado às principais redes mundiais de dados comerciais, financeiros e acadêmicos e está totalmente integrado aos sistemas de comunicação internacionais, por cabos submarinos e satélites. Serviços telefônicos, de telex, de correio eletrônico e de fax podem ser obtidos em todo o país, proporcionando rápidos meios de comunicação dentro do país e com o resto do mundo. Os serviços postais operam em todo o país, ligando-o a quase todos os países do mundo. O Serviço Filatélico já emitiu mais de 1.200 selos. Muitos conhecidos artistas israelenses projetaram estes ´cartões de visita´ do país, alguns dos quais já são considerados clássicos e avidamente procurados por colecionadores.

Rodovias

Num país de curtas distâncias como Israel, os automóveis, ônibus e caminhões são os principais meios de transporte. Nos últimos anos, a rede rodoviária foi enormemente ampliada e melhorada, para adaptar-se ao rápido aumento do número de veículos, assim como para tornar acessível a mais remota comunicação. Atualmente está sendo construída uma auto-estrada de várias pistas, de quase 300 km, a se iniciar em Beer Sheva, no sul, ramificando-se até Rosh Hanikrá e Rosh Pina no norte. Esta estrada, para a qual se deverá pagar pedágio, tornará possível contornar as áreas densamente povoadas, aliviando os congestionamentos de trânsito e possibilitando um mais fácil acesso à maioria das regiões do país.

Ferrovias

A Companhia Ferroviária de Israel opera serviços de passageiros entre Jerusalém, Tel Aviv, Haifa e Naharia. Transportes de carga também operam no sul, servindo o porto de Ashkelon, as cidades de Ashkelon e Beer Sheva e as minas ao sul de Dimona. Nos últimos anos, vem aumentando o uso do transporte ferroviário, tanto de passageiros como de carga. Para ajudar a reduzir os problemas causados pela intensificação do tráfego rodoviário, funcionam nas áreas de Tel Aviv e Haifa serviços rápidos de transportes de passageiros, utilizando as linhas férreas existentes, operados em coordenação com linhas de ônibus. Muitos vagões obsoletos ainda em uso estão sendo substituídos por outros mais modernos, com ar condicionado, e equipamento moderno de manutenção mecânica está sendo posto em operação.

Portos marítimos

Os antigos portos de Iafo, Cesaréia e Acre (Aco) foram substituídos por três portos modernos de grande calado, em Haifa, Eilat e Ashdod, que servem à navegação internacional. Haifa é, atualmente, um dos maiores portos mediterrâneos para navios de carga, assim como um movimentado terminal de passageiros. O de Ashdod é usado sobretudo para mercadorias e Eilat, no Mar Vermelho, liga Israel ao hemisfério sul e ao Extremo Oriente. Além disso, há um porto para navios-tanque em Ashkelon, e em Hadera funciona um equipamento moderno de descarga direta para cargueiros que abastecem de carvão a usina elétrica próxima.

Reconhecendo que a localização geográfica de Israel o transforma potencialmente em país de trânsito para passageiros e mercadorias em travessia da região, a Autarquia de Portos e Ferrovias delineou um plano-mestre de longo termo para fazer frente às necessidades futuras. Entre outras prioridades, ele prevê o desenvolvimento de um moderno sistema ferroviário, a instalação do equipamento mais moderno possível em cada fase de suas operações terrestres e marítimas e a criação de sistemas computadorizados para o controle e supervisão de todos os seus serviços.

Aeroportos

O Aeroporto Internacional Ben-Gurion (25 minutos de carro de Tel Aviv e 50 minutos de Jerusalém) é o maior e mais importante terminal aéreo do país. Em virtude do rápido aumento do número de chegadas e partidas de passageiros, o aeroporto foi recentemente ampliado. Vôos tipo charter, sobretudo da Europa, e viagens domésticas também aterrisam no aeroporto de Eilat, ao sul, e em pequenos aeroportos situados nas proximidades de Tel Aviv e Jerusalém, no centro do país, e em Rosh Pina, no norte.

Vida Rural em Israel

Cerca de 9% da população de Israel vive em áreas rurais, tanto em aldeias como em dois tipos de colônias agrícolas cooperativas singulares, o kibutz e o moshav, que se desenvolveram no país no início do século XX. As aldeias de vários tamanhos são habitadas principalmente por árabes e drusos, que representam um sexto da população rural de Israel. As terras e casas são propriedades privadas, e os agricultores cultivam e comercializam seus produtos individualmente.

Os árabes beduínos do Neguev, anteriormente nômades, constituem uma minoria dentro do setor árabe (70.000 pessoas) e vêm passando por um processo de urbanização, refletindo a transição de uma sociedade tradicional para um estilo de vida moderno e sedentário.

O kibutz é uma unidade sócio-econômica autônoma, na qual as decisões são tomadas pela assembléia geral de seus membros, sendo os bens e os meios de produção de propriedade coletiva. Hoje em dia, aproximadamente 2,3% da população do país vive em cerca de 270 kibutzim. Os membros trabalham nos diferentes ramos da economia kibutziana; as crianças passam grande parte das horas do dia com seus companheiros de idade, desde a mais tenra infância até o fim da escola de 2 grau, em marcos estruturados. Tradicionalmente a espinha dorsal da agricultura de Israel, os kibutzim produzem atualmente 33% da produção agrícola do país; dedicam-se também à indústria, turismo e serviços.

O moshav é uma colônia rural na qual cada família é proprietária de seu próprio campo e residência. No passado, a cooperação estendia-se às compras e comercialização conjunta; hoje em dia os membros dos moshavim preferem ser mais independentes economicamente. Cerca de 450 moshavim, com uma média de 60 famílias cada um (3,1% da população), fornecem uma boa parte da produção agrícola de Israel.

O ishuv kehilati (é uma nova forma de comunidade rural, e em cada um dos 50-60 já existentes vivem centenas de famílias. Embora a vida econômica de cada família seja completamente independente, e a maioria dos membros trabalhe fora da comunidade, o nível de participação voluntária dos membros na vida comunitária é muito alto.

A instituição central de administração é a assembléia geral, composta pelos chefes de cada família, que estabelece e aprova o orçamento comunitário em sua reunião anual. Além dos comitês de gerência e de fiscalização, grupos de trabalho dedicam-se a assuntos como educação, cultura, juventude, finanças e outros.


Um secretariado pago administra os assuntos diários de acordo com as decisões dos órgãos eleitos. Novos membros são aceitos somente se aprovados pela comunidade.

Vida Urbana

Mais de 90% dos israelenses vivem em centros urbanos. Várias cidades modernas, onde se misturam o antigo e o novo, estão construídas em locais conhecidos desde a antiguidade, como Jerusalém, Safed, Beer Sheva, Tiberades e Aco.

Outras, tais como Rechovot, Hadera, Petach Tikva e Rishon Letzion eram aldeias agrícolas na época anterior da independência e tornaram-se gradualmente importantes centros populacionais.

Cidades em desenvolvimento, como Carmiel e Kiriat Gat, foram construídas nos primeiros anos da criação do estado para atender ao rápido crescimento populacional gerado pela imigração em massa, assim como para melhor distribuir a população por todo o país, e promover a integração econômica rural e urbana, atraindo indústrias e serviços a áreas até então despovoadas.

Principais Cidades

Jerusalém

Situada nas colinas da Judéia. É a capital de Israel, a sede do governo e o centro histórico, espiritual e nacional do povo judeu desde que tornou-se capital em função do Rei David em seu reinado há 3.000 anos. Santificada pela religião, tradição e pelos lugares santos. É reverenciada por judeus, cristãos e muçulmanos de todo o mundo.

Até 1860, Jerusalém era uma cidade murada, formada por quatro quarteirões - judeu, muçulmano, armênio e cristão. Naquela época, os judeus, que constituam a maioria da população da cidade, começaram a construir novos bairros fora dos limites da muralha, formando o núcleo da Jerusalém moderna. Durante a administração britânica (1918-48), ela gradualmente se transformou, e a cidadezinha provincial abandonada da época do Império Otomano (1518-1918) tornou-se uma florescente metrópole, com novos bairros residenciais, cada um refletindo o caráter do grupo específico que nele vivia. Após o ataque árabe conjunto desfechado contra o recém-fundado Estado de Israel, a cidade ficou dividida, sendo administrada por Israel e a Jordânia; durante dezenove anos uma parte estava hermeticamente separada da outra por muros de concreto e arame farpado. Após o ataque a Jerusalém, desencadeado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a cidade foi reunificada.

Jerusalém hoje é a maior cidade de Israel. Conta com mais de meio milhão de habitantes. Ao mesmo tempo antiga e moderna, uma cidade de diversidades, e seus habitantes representam uma mistura de culturas e nacionalidades e de estilos de vida que vão desde o estritamente religioso ao secular. É uma cidade que preserva seu passado e constrói para o futuro. Possui locais históricos cuidadosamente restaurados, áreas de paisagem verde, zonas comerciais modernas, parques industriais e bairros em expansão, que atestam sua continuidade e vitalidade.

Tel Aviv

Cidade moderna na costa mediterrânea. O centro comercial e financeiro de Israel, assim como o foco de sua vida cultural. Nela estão sediadas as mais importantes organizações industriais e agrícolas, a Bolsa de Valores, os principais jornais, periódicos e editoras. Tel Aviv é a primeira cidade exclusivamente judaica dos tempos modernos, foi fundada em 1909 como um subúrbio de Iafo, uma das mais antigas cidades do mundo. Em 1934, Tel Aviv foi elevada à categoria de município e, em 1950, foi fundida com Iafo, absorvendo a antiga cidade.

Haifa

Situa-se na costa do Mediterrâneo, sobe pelas encostas do Monte Carmel. Foi construída em três níveis topográficos: a cidade baixa, cujos terrenos foram parcialmente recuperados do mar, o centro comercial e a zona portuária; o nível intermediário era a área residencial antiga; e o nível mais elevado consiste de bairros modernos em rápida expansão, com ruas arborizadas, parques e bosques de pinheiros, que contemplam a zona industrial. A cidade é um importante porto, Haifa é também, um foco de comércio internacional, além de ser o centro administrativo da região norte de Israel.

Safed

Aninhada entre as montanhas da Galiléia. Trata-se de um centro turístico, com um quarteirão de artistas e várias sinagogas. No século XVI, Safed era o mais importante centro de criatividade e de estudos judaicos - ponto de encontro de rabinos, eruditos e místicos que estabeleceram leis e preceitos religiosos, muitos dos quais seguidos até hoje pelos judeus observantes.

Tiberades

A cidade situa-se às margens do lago Kineret, famosa por suas fontes termais medicinais. Hoje em dia a cidade é um movimentado centro turístico, onde vestígios arqueológicos do passado misturam-se a modernos edifícios e hotéis. Fundada no século I, a cidade deve seu nome ao imperador romano Tibrio. Mais tarde, tornou-se um centro de erudição judaica e a sede de uma academia rabínica famosa.

Beer Sheva

A cidade situa-se no norte do Neguev, na interseção das estradas que levam ao Mar Morto e a Eilat. Beer Sheva é uma cidade nova, construída num local já conhecido no tempo dos Patriarcas, há 3.500 anos atrás. Chamada “a capital do Neguev”, Beer Sheva é um centro administrativo e econômico, onde a educação e cultura prestam serviços a toda a região sul do país.

Eilat

A cidade mais meridional do país, a saída de Israel para o Mar Vermelho e o Oceano Índico. Seu porto moderno, que se acredita estar localizado onde se erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão. Era a via comercial de Israel com a África e o Extremo Oriente. Eilat possui invernos cálidos, um espetacular cenário submarino, belas praias e a facilidade de acesso da Europa fazem de Eilat uma próspera cidade turística durante todo o ano. Desde o estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia (1994), foram iniciados projetos conjuntos de desenvolvimento para incrementar o turismo na região.

Fonte: www.fisemg.com.br

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