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Judéia

Para o sul de Jerusalém extende-se a antiga Região de Judéia (sul de Cisjordânia). realizaremos uma rápida visita pelos seus principais atrativos.

BELÉM

Situada a 10 Km. de Jerusalém, a pequena e formosa cidade de Belém é um dos principais pontos de peregrinação para os cristãos. Não há que esquecer que aqui se afirma que nasceu Jesus. Conta com uma população próxima aos 30 mil habitantes, a maioria católicos, seguidos de ortodoxos, armênios e muçulmanos.

A Praça do Pesebre ou da Natividade é o melhor local para descobrir Belém. Em suas aproximidades encontram-se diversos conventos e a esplêndida Basílica da Natividade, edificada na gruta na que se crê que nasceu Jesus. O primeiro santuário construido neste local foi no ano 323 pelo imperador Constantino. Foi reconstruida, depois de um incêndio, pelos cristãos durante o reinado de Justiniano, no ano 540 dC. Desde então tem sofrido pouquíssimas remodelações. Chega-se ao interior pelas Portas da Humildade, chamadas assim, porque têm uma altitude de 1.25 m. o que obriga a postrar-se. O interior, que conta com cinco naves divididas por 40 colunas de 6 m. de altitude, desconcerta pela justaposição de capelas e lugares de culto das diferentes confissões cristãs, sem dúvida, o lugar fascina pelo passado, que rezuma por todos os locais. O solo é de mármore e distinguem-se os mosaicos dourados que decoram a Basílica, o iconostássio do século XVII, o Altar dos Reis e a Gruta da Natividade, uma cripta de 12 m. de extensão e 3 de comprimento, iluminada por numerosas lâmpadas. A um encostado encontra-se o altar do Nascimento de Jesus e na parte superior a estrela que leva inscrita a frase: "Hic de Virgine Maria Jesus Christus natus est 1717" ("Aqui nasceu Jesus Cristo da Virgem Maria"). Durante a restauração da gruta se encontrou um mosaico da Natividade fechado, no ano 1160. Desde aqui pode-se visitar as Grutas Subterrâneas que se iniciam na Igreja de Santa Catalina. A esta última chega-se pela porta noroeste do cruzeiro norte da Basílica. Destacam, além, o Convento Ortodoxo com a Torre de Justiniano e o Convento Armênio com uma preciosa sala medieval chamada a Escola de São Jerônimo.

A Gruta da Leite, na rua do mesmo nome, é uma igreja construida por Santa Paula na gruta onde se cre que a Sagrada família se deteve em sua fuga para Egito. Segundo a tradição, enquanto Maria amamentava ao Menino cairam umas gotas de leite, envolvendo a rocha de cor branca. A atual igreja é do século. XIX, reconstruida pelos franciscanos. Outro dos templos de interesse é a Igreja de São José do século XIX.

Na frente da Basílica encontra-se a Mesquita de Omar, desde onde nascem numerosas ruas que conduzem ao Mercado Central, um dos melhores lugares para fazer as compras. É aconselhável visitar o Museu da Antiga Belém, administrado pela União de Mulheres Palestinas para ver formosos bordados, móveis, artesanato e documentos antigos. Se dispõe de tempo pode-se visitar Beit Sahur, o povoado dos pastores, a 1 Km. de Belém. Segundo a tradição este foi o lugar de onde procediam os pastores, que se aproximaram a saudar ao Menino. Ali encontram-se as ruinas de uma igreja bizantina.

HERODIÓN E MAR SABA

A 10 Km. de Belém encontra-se o Herodióm um antigo e importante conjunto arquitetônico que servia de fortaleza e refúgio para Herodes, situado no alto de uma pequeño cume. As ruinas não são muito impressionantes, mas podem dar idéia de que foi este belo palácio construido em um hoyo (especie de cratera) de forma circular. Rodeado de uma dupla muralha, resguardava em seu interior os quartos, salas, banhos e pátios.

15 Km. ao sudeste localiza-se o recinto arqueológico de Tegoá, antiga cidade cananéia, junto aos restos de uma igreja bizantina. , para o leste encontra-se o Monastério de Mar Saba, pendurado nos acantilados do Vale do Cedrão.

Desde Belénm em direção a Hebróm encontram-se as Piscinas de Salomão, três cisternas talhadas na rocha e escalonadas que serviam para recorrer a água de chuva para abastecer a Jerusalém.

HEBRÓN

A 38 Km. de Jerusalém e a 49 Km. de Berseba encontra-se Hebrão, a cidade onde foi ungido David como Rei de Israel. Se a situação o permite, a vista é aconselhável para desfrutar da Tumba dos Patriarcas (onde, diz-se, encontram-se os restos de Abraham), um recinto sagrado que parece uma fortaleza. Conhecido como o Santuário do Amigo, a atual edificação acolhe uma Mesquita e uma Sinagoga que aloja as túmulos de Jacob e Lea. Ao redor dela nascem ruas que vão ao bairro judeu, ao pitoresco bairro Harat o Quittun ou ao bairro de curtidores ou zoco, onde encontram-se numerosos objetos como alaria, têxteis, mantas de lã e as famosas peças de vidro soprado de cor azul, chamado também vidro de Hebrão.

Não deixe de visitar o Museu Municipal, com modestas coleções de arte e artesanato e que será o futuro Museu Arqueológico de Palestina e o Tel Rumeida, o principal assentamento arqueológico, onde se sobrepõem várias cidades dos tempos bíblicos.

Fonte: www.rumbo.com.br

Judéia

A Judéia é uma região localizada a oeste do mar Morto, entre o mar Morto e o mar Mediterrâneo, estendendo-se ao norte até as colinas de Golan e ao sul à faixa de Gaza, sendo estas, atualmente, regiões em contínuo conflito entre Israel e Palestina.

Judéia
Judéia

História Curta

No terceiro milénio anterior à era cristã começaram a surgir as primeiras cidades, certamente em contacto com as grandes civilizações que se desenvolveram nos vales do Nilo e da Mesopotâmia. Quando os hebreus chegaram à Palestina, a região encontrava-se já ocupada.

O povo hebreu, semita, que se refugiara no Egipto, teve que partir por volta de 1550 a.C., quando os seus protectores foram expulsos do território egípcio. De início, fixaram-se nas regiões localizadas a oeste do mar Morto, mas pouco a pouco ocuparam as margens do Mediterrâneo e as terras do norte da Palestina. No século XII a.C., os chamados povos do mar, entre eles os filisteus, ocuparam as planícies litorais. As constantes lutas entre os dois povos terminaram com a vitória dos hebreus. No século X a.C., a Palestina aproveitou o enfraquecimento dos grandes impérios vizinhos para expandir o seu território.

O país, que alcançou o seu apogeu ao longo dos reinados de David e Salomão, foi mais tarde dividido em dois reinos: Israel, ao norte, e Judá, ao sul. Israel foi transformado em tributário da Assíria e logo após subir ao trono, em 721 a.C., Sargão II conquistou o país e deportou a maior parte de seus habitantes. No sul, o reino de Judá conservou sua precária independência até 587 a.C., quando Nabucodonosor o arrasou e deportou sua população para a Babilónia. Em 539, quando o imperador persa Ciro o Grande apoderou-se da Babilônia, muitos hebreus puderam regressar à Palestina. Depois da conquista do Império Persa pelo macedônio Alexandre o Grande, a Palestina ficou submetida à influência Helenística.

Fonte: pt.wikipedia.org

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