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Bengala Occidental y Calcuta

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Bengala Ocidental surgiu ao dividir-se o estado. Bengala Oriental passou fazer parte do Paquistão, enquanto a parte ocidental continuou sendo indiana. O estado é comprido e estreito e extende-se desde o Golfo de Bengala até o Himalaia. Sua capital é Calcutá mas conta com outros lugares de interesse.

Calcutá

Calcutá, a maior cidade da Índia, é um lugar fascinante e cheio de vida. Pode-se ver de todo em suas complicadas ruas e seus habitantes são muito gentis e cordiais.

O Forte William é o centro da cidade. Esta construção, findada em 1781, está rodeada por sólidas muralhas e profundos fossos. Não pode-se visitar o interior sem ter permissão especial. A zona que derrubou-se em volta do forte é conhecida como o Maidam e é o pulmão da vila.

Este jardim de trêsquilômetros de comprimento e um de largura conta no interior com instalações esportivas, tanques, árvores, vacas e os mais pitorescos lugares. Também pode-se ver numerosas atuações de diferentes tipos. Destacam no seu interior os Jardins Éden com uma pagoda birmana situada no centro de um lago, a Estátua de Gandhi e o Vitória Memorial, o edificio mais espetacular da dominação britânica.

Este enorme Museu de mármore branco no que podem contemplar-se retratos, esculturas e bustos dos protagonistas da história da Índia britânica junto a pinturas da Calcutá antiga, miniaturas e manuscritos antigos.

Para o oeste encontramos Strand Road e o Hoogly, afluente do Ganges. Não muito longe estão situados o Hospital Geral Presidency, onde em 1898 descubriu-se que o mosquito anopheles era o portador da malária e o Hipódromo, com seu Calcutá Polo Club.

Em Cathedral Road levanta-se a Catedral de São Paulo, de estilo neo-gótico, uma das igrejas mais importantes do país. De lado ficam a Academia de Belas Artes com uma excelente mostra da arte moderna bengalí e o Rabindra Sadan, uma sala de concertos na que durante o ano todo há atuações. Também perto encontra-se o Planetário Birla, um dos maiores do mundo e o Museo das Crianças Nehru que conta com dois dioramas que narram o Ramaiana e o Mahabharata em 61 cenas.

Para o norte do Maidam levantam-se os 48 m. do monumento a Ochterlony, chamado oficialmente o Minarete do Mártir, em homenagem de sir David Ochterlony a quem atribui-se a vitória da Guerra do Nepal.

Passeando por Chowringhee chega-se no Templo de Kali, com uma antigüidade de 500 anos do que a cidade tirou o nome. Nos arredores encontra-se o Oberoi Grand e o Museu da ndia, excelente, no que pode-se contemplar meteoritos, fósseis e arte de diferentes épocas.

Ao longo do rio encontram-se diferentes edifícios oficiais britânicos como o Baj Bhavan, residência do governador de Bengala ocidental de acesso restringido, a Prefeitura de estilo dórico, o Tribunal Supremo e a Assembléia. Caminhando para a direita levanta-se a Igreja de São Jõao com uns órgãos excelentes e o Edifício dos Escritores, sede do governo de Bengala ocidental.

Se deseja efetuar todo tipo de compras, Calcutá oferece-lhe uma grande variedade de bazares para realizá-las. Entrando pela Rua Bentinck encontram-se espalhadas as sapatarias chinesas, alfaiatarias muçulmanas e lojas de doces e chás. Um pouco mais para lá, está o Mercado Tiretta de produtos perecíveis como carne, peixe e verduras que conta com uma pequena Chinatown.

No Antigo Bazar China, além de poder fazer as mais variadas compras, pode-se admirar o Templo do Fogo dos parsis, a Mesquita dos ismaelitas, os Jaina Gujaratis, encantadores, e três sinagogas. Nos arredores pode-se visitar a Igreja armenia de Nossa Senhora de Nazaret.

A Mesquita Nakhoda é o principal centro de culto muçulmano com uma capacidade para 10.000 pessoas. Construida em areia calcária vermelha tem dos minaretes de 46 m. de altura e uma cúpula de vivas cores.

Outros lugares de interesse são Joransanko lotado de casas e palácios de grande encanto entre os que destaca o Castelo de Tagore que parece tirado de uma fábula. Perto encontra-se a Casa de Tagore onde nasceu e morreu o maravilhoso poeta, Kumarthuli é famoso por ser o bairro onde modelam as imágens de barro de diferentes deuses que aparecem nos festivais, o Templo Sitambara, de culto jainista, decorado com espelhos, pedras de cores e mosaicos de vidro, a Universidade de Calcutá com um animado paraninfo, o Palácio dos Franc-masões, construido no XIX, o Templo Radha Govinda of Iskon, antigo Castelo de Raychowdhury que acolhe atualmente à Sociedade Internacional para a consciência de Krishna, o Cemitério de South Park Street, o mais antigo da cidade e o Netaji Bahwan.

Para o sul da cidade encontram-se a Biblioteca Nacional, o Zoo com 16 hectares de superfície que conta com espécies tão estranhas como um tigrão mistura de leoa asiática e tigre e um litigrão, mistura de tigrão e uma leoa. Esta é a zona onde reside a burguesia de Calcutá e conta com os mais variados clubes situados em antigas residências coloniais.

O Jardim Botânico, criado em 1786, com 109 hectares de superfície tem como máximo atrativo a árvore banyam com 200 anos de antigüidade e 400 m. de perímetro.

Não pode-se visitar Calcutá sem percorrer seus exóticos Gaths do Ganges nos que pode-se contemplar um espetáculo único no mundo: peregrinos do mundo todo que preparam-se para purificar-se no rio sagrado, as fogueiras funerárias, os gurus, brahamanes, parias, mulheres com os saris recogidos, anciões que preparam-se para morrer, vendedores, mendigos, em definitiva, todo um mundo estranho e fascinante aos olhos dos visitantes.

Nos últimos tempos existem dois lugares que os turistas querem visitar, embora que não sejam formosos, o humilde hospital que foi atendido pela Madre Teresa de Calcutá e Anand Nagar, o bairro descrito por Dominique Lapierre em “A Cidade da Alegria”.

Nos arredores de Calcutá destacam o Templo de Kali Bhavatarini em Dakshineshwar e a Missão Ramakrishna em Belur Math.

OUTROS PONTOS DE INTERESSE DA BENGALA OCIDENTAL

Serampore foi o lugar onde instalou-se a Companhia das Índias Danesa até 1845 que passou às mãos britânicas. Durante o domínio danés esta cidade foi um importante centro cultural como ainda pode-se ver visitando a Escola Serampore, primeira Universidade moderna da Ásia e a Igreja de São Olaf de 1747.

Chandernagor ainda conserva vestígios dos franceses que povoaram-na de 1673 a 1952 como a Igreja do Sagrado Coração com uma estátua de Joana D’ Arc. Os holandeses deixaram sua pegada em Chinsula e os portugueses conseguiram a consagração em 1599 da Igreja de Nossa Senhora de Bandel.

Para o noroeste do estado encontram-se vários templos de importância como o Templo de Nndadulal em Lal Bagam dedicado a Krishna, o Vasudeva e o Hangseshwari, com 13 torres, todos dois em Bansberia, o Templo de Benimadhava em Triveni e como muçulmanos destaca o Darya Zafar Khan, monumento construido no século XIII.

A 125 quilômetros de Calcutá, também ao norte, ficam as nove Ilhas do Ganges que compõem Nawadwip, conhecido como Nadia. Em março milhares de peregrinos acodem a este lugar para o padikrama, percurso de 50 quilômetros por lugares sagrados. Muito perto encontra-se o Sri Mayappur, sede da Sociedade Internacional para a Conciência de Krishna.

Murshibadab é famosa por suas sedas e esculturas de marfim, além de poder-se contemplar monumentos de interesse como o Palácio Jaffraganj Deorhi, a Mesquita de Katrao o Mausoléu de Murshid Kuli Khan.

Em Pandua, capital de Malda, pode-se ver curiosos edificios construidos com materiais procedentes de templos hindus como a Mesquita Barazona Baroduari, o Feroz Minar, de 26 m. de altura e a Mesquita Chika, cujas portas estão adornadas com ídolos hindus.

Para o sul de Calcutá pode-se desfrutar dos grandes bosques formados nas desembocaduras do Ganges e do Brahmaputra. Estes bosques são muito intrincados e neles habita o tigre real que mata a umas 200 pessoas no ano.

Nesta zona pode-se realizar um percurso através do rio Hooghly contemplando Falta, local holandes ocupado mais tarde pelos britânicos; Tamluk, importante centro budista; Diamond Harbor, centro turístico que foi um local de piratas portugueses; Digha, balneário muito bem acondicionado; e Sagardwip, ilha sagrada que recebe todos os anos em meados de janeiro, milhares de peregrinos que celebram o Gangasagar Mela.

Darjeeling

Darjeeling é famoso principalmente por suas plantações de chá de excelente qualidade e um dos mais caros da Índia. Remanso de paz, nesta cidade pode-se visitar a Colina do Observatório na que levanta-se um mosteiro budista da seita dos Bonés Vermelhos, a Colina de Birch, onde situa-se a residência do governador de Bengala Ocidental, o Mall, zona comercial da vila, o Zoo com animais próprios das grandes alturas como yaks, ursos pretos e ursos pandas e o Jardim Botânico Lloyd.

São interessantes o Instituto Himalaia do Montanhismo, o Club Planter no que reunem-se aos domingos os plantadores de chá e o Centro de Ajuda aos Refugiados Tibetanos.

É indispensável a subida ao monte Tiger desde onde pode-se contemplar uma paisagem maravilhosa, toda a mística montanhosa com o Kanchenjunga, 8.598 m., o Kabru, 7.338 m., o Pandim, 6.691 m., o Everest, 8.842 m., o Makalu, 8.482 m. e o Lhotse com 8.500 m. de altura.

Pode-se realizar excursões de montanha desde Dandakphu e desde ali a Kalimpong que conta com dos mosteiros budistas dos Bonés Amarelos. Na Reserva Natural de Jaldapara pode-se ver rinocerontes unicórnios, elefantes, búfalos e cervos.

No oeste os máximos pontos de interesse são o Templo de Tarakeshwar com um linguagem de pedra preta; Kamarkupur lugar de nascimento de Ramakrishna Paramhansdeb, Visnupur que conta com templos construidos segundo os padrões da arquitetura bengalí entre os que destacam o Rasmancha, fogueiras, o Shamroy Mandir de adobe e o Mandam Gopal com cinco torres; Shantiniketam lugar escolhido por Tagore para fundar uma institução educativa que converteu-se em Universidade em 1921; Kendubilwa onde em meados de janeiro os poetas bengalís recitam suas obras; Bakreshwar com mananciais de águas sulfurosas e Tarapith.

Fonte: www.rumbo.com.br

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