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Azerbaijão

Azerbaijão

Nome Oficial: Azerbaycan Respublikas (República do Azerbaijão)
Capital do Azerbaijão: Baku
Área: 86.600 km² (111º maior)
População: 7.83 milhões (2003)
Idioma Oficial: Azeri
Moeda: Manat
Nacionalidade: Azeri ou Azerbaidjano
Principais Cidades: Baku, Gyandzha, Sumgayit, Mingechaur e Ali Bayramli

Fonte: www.webbusca.com.br

Azerbaijão

AZERBAIJÃO, A BEIRA DO MAR CÁSPIO

Azerbaijão é outro dos antigos países da extinta União Soviética que tenta abrir-se caminho. As suas montanhas, as suas praias no Mar Cáspio, os seus vales e a sua população são o melhor aliciente para quem decide viajar a Azerbaijão.

Situação e Geografia do Azerbaijão

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Azerbaijão é um estado da Ásia do Sul Ocidental, com fronteiras ao leste com o Mar Cáspio, ao sul com Irão, ao leste com Armênia e ao norte com Geórgia e Rússia. Ocupa uma superfície de 87.000 quilômetros quadrados e com uma população aproximada de 7.398.000 habitantes, segundo o censo do ano 1993.

A geografia do país caracteriza-se por uma planície, na que flui o principal rio, o Kurá. Ao norte localiza-se uma zona de montanhas com altitudes que superam os 4.000 metros sobre o nível do mar, e que prolonga-se até a Península de Apserão, enquanto que ao sul, o chamado Pequeno Cáucaso fusiona-se com a planície da Armênia.

A capital do país é Baku. Outras cidades de importância são Gyandzaha, Sumbait e Nakhicheván.

A criação da Comunidade de Estados Independentes (CEI) em 1991, supos a reorganização tanto geográfica como política da antiga União Soviética. A CEI extende-se atualmente ao longo de 22.100.900 quilômetros quadrados, os quais 5.269.100 são europeus e o resto asiáticos.

A CEI européia está separada da asiática pelos Urais, cadeia montanhosa de mais de 2.000 quilômetros quadrados que extende-se desde o mar de Kara até a depressão carcásica. O nível de erosão desta cadeia montanhosa é muito avançado, pois a sua antigüidade remota-se em algumas zonas até o Paleolítico. Dividem-se em Polares, Setentrionais nos que encontra-se a montanha mais alta do sistema, a Narodnaja com 1, 895 mt. Centrais e Meridionais. Ao oeste dos Urais encontramos uma enorme planície, cuja origem procede das glaciações quaternárias e que conforma o território natural de Rússia e Ucrânia. Também podemos encontrar outras montanhas nos Cárpatos Orientais, na república ucraniana, cujo pico mais alto é o Goverla com 2061 mt. e, dividindo o Mar de Azov do Mar Cáspio, o Cáucaso.

A bacia fluvial é muito abundante e costuma ser navegável. Habitualmente os distintos rios comunicam-se através de canais. Os mais importantes são o rio Dniéster, 1, 350 km, o Dinéper, 2, 200 km, o Volga, 3, 530 km, e o Ural com 2, 430 km Também são abundantes os lagos como o Ladoga com 18, 400 quilômetros quadrados, o Onega com 9, 610, o Rybins com 4, 100 e o Peipus com 3, 550 km.

FLORA E FAUNA

Dentro da zona européia da Comunidade de Estados Independentes pode-se encontrar distintos tipos de vegetação e de fauna devido aos distintos climas que encontram-se na região.

Ao norte, desde o golfo da Finlândia até os Urais, espalha-se a famosa taiga com extensos bosques de pinhos, abetos, alerces, fresnos, álamos temblones e betúnias. As temperaturas são quentes no verão, uns 16 graus centígrados e extremas no inverno com abundantes chuvas, atingindo os 15 graus centígrados a baixo de zero. A fauna desta zona é rica e variada com o urso, o lince, o lobo, a marta, a raposa comum e a cibelina, como máximos representantes, junto a um inacreditável leque de espécies de aves.

Mais para o norte, na zona banhada pelo Glacial Ártico, a taiga deixa passo à tundra com os seus permanentes gelos nos que só podem crescer, quando o verão está no apogeu com uns 6 graus centígrados, musgos, líquens e árvores anãs, como as bétulas. No inverno as temperaturas extremas que atingem inclusive os 40 graus a baixo de zero fazem muito difícil a sobrevivência que, porém, conseguem alguns roedores, como o leming, a lebre polar, a raposa cibelina, o glotão, algumas aves e animais domésticos como o reno.

Ao sul da taiga encontramos as terras negras. É a zona mais fértil do país e está considerada como o celeiro da Rússia, pois embora os invernos continuem a ser duros, os verãos são mais quentes, com frequentes precipitações. É zona de cereais e de espécies erváceas e halófilas. Esta zona contrasta com o sul, onde é necessário irrigação artificial, para conseguir alguma colheita e, que se intensifica ainda mais a beira do mar Cáspio, onde os terrenos convertem-se em semi desérticos.

Para desfrutar plenamente com a fauna e a flora da CEI pode-se visitar alguns dos 140 zapoved-niki, parques e reservas de interesse nacional que nasceram em tempos da União Soviética, perante a necessidade de preservar as espécies em extinção que tinham sobrevivido ao ataque incontrolado dos caçadores.

História do Azerbaijão

Os restos arqueológicos encontrados na zona datam do Paleolítico. Desde a pré-história, a Comunidade de Estados Independentes tem sido um terreno habitual de passagem entre oriente e ocidente. Tem encontrado restos de escitas, sármatas do século VII aC., godos e hunos no III dC. e membros de tribos eslavas que, no século VII, conseguem fazer-se com o território, que hoje ocupa o centro da Rússia e embora tenha se mantido até nossos dias, tiveram de lutar com kázaros e vikings, que também obtiveram uma parte do território.

Os Eslavos

Perante a chegada dos vikings, os eslavos juntaram-se criando, no século IX, o seu próprio domínio desde o que se extenderam a Kiev, ocupando as atuais BielorRússia, Ucrânia e parte da Rússia. A Rus de Kiev foi adquirindo cada vez mais poder vencendo aos kázaros, chegando inclusive a ameaçar o Império Bizantino. No ano 988, a Rus converte-se ao cristianismo propiciando o acercamento com os estados europeus e a criação de uma autêntica cultura russa herdeira da eslava, do alfabeto cirílico que segue a funcionar nos nossos dias e das influências de Bizâncio que decai ostensivamente a partir do 1054, quando rompem-se as relações entre Roma e o Império Bizantino. Esta ruptura consiguiu que o isolamento fosse maior potenciando as relações interiores entre Igreja e Estado, durante o governo de Yaroslav o Sábio. Após a sua morte, produz-se uma fragmentação do poder e do território.

A Presença dos Tártaros e os Czares

Outras cidades tomam o relevo sendo Vladimir a mais importante e da que emprende-se a união do território russo. O príncipe governante em Vladimir, Yuri Dolgoruki, é o fundador de Moscou, no ano de 1156. As lutas entre os russos favoreceram a invasão dos tártaros que instalaram-se em Saraj. Moscou foi um fiel aliado dos invasores pelo que consiguiu aumentar o seu poder, além de que a sua situação geográfica influiu, pois encontrava-se no centro, onde passavam todas as rotas comerciais com Ásia. Este apoio finalizou no século XV, quando Moscou derrota às forças tártaras, anexando Novgorod, deixa de pagar o tributo ao Kam e reconquista os terrenos ocupados pelos lituanos. Uma vez consolidado o território, era necessário consolidar a economia, assim os camponenses tinham de pagar cada vez mais impostos e em troca obtinham leis, que concediam-lhes cada vez menos direitos, em favor dos seus senhores, chegando a converter-se em servos da gleba. Por outra parte, os governantes deixaram de lado a antiga aristocracia para outorgar a propriedade das terras àqueles homens que não duvidaram em combater ao seu lado, acabando assim com as heranças. Ivan III se auto proclamou czar no século XVI, convertendo o seu reinado no último bastião ortodoxo do mundo. O sucessor Ivan IV, conhecido mundialmente como O Terrível, conseguiu consolidar o poder autocrático dos czares de maneira indiscutível, através de contínuas guerras e de uma persiguição desumana, contra os boyardos, membros da antiga aristocracia. Após a sua morte, Moscou estava seriamente debilitada em todos os aspectos.

A sucessão de Ivan o Terrível, deu lugar a numerosos conflitos internos, que não terminaram até 1613, com o nomeamento de Mijail Romanov, cujos descendentes governaram Rússia até 1917. Durante este período os camponenses pioraram ainda mais a sua condição, foi conquistada Sibéria, anexaram parte da Ucrânia e Kiev, produziram-se múltiplos conflitos bélicos e religiosos e, foi incrementada a abertura para o ocidente da mão de Pedro I o Grande, de uma maneira absolutamente sanguinária. No interior do país promulgaram leis que condenavam com a morte àquelas pessoas, que não vestiam roupas ocidentais ou não aparavam as barbas e, desapropiaram a maior parte dos bens da Igreja ortodoxa. Mudou a capital do estado para uma cidade recentemente criada, São Petersburgo. Com a morte do czar em 1725, chegou o conhecido como reinado das czarinas, que supos uma volta às tradições e a consolidação da Rússia, como potencia mundial.

O século XIX

O século XIX começa com o nomeamento de Alexandro I como czar. Foi ele quem consiguiu vencer a invasão das tropas de Napoleão em 1812 graças ao duro inverno ruso. Os sucessores continuaram com as guerras expansionistas, enquanto no interior, a parte de uma tentativa de abolir a servidão da gleba por parte de Alexandro II que morreu assasinado, a situação deteriorava-se cada vez mais. A princípios do século XX sucedem-se as ondas revolucionárias, que obrigam a Nicolás II a outorgar uma constituição em 1906. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial, Rússia alia-se com a Inglaterra e a França, desde o primeiro momento, sofrendo a invasão da Polônia pelas tropas alemãs.

O Comunismo e a Segunda Guerra Mundial

Em 1917 começa a Revolução Russa, que acabou com o poder dos czares e a transformação do país na União de Repúblicas Socialistas Soviéticas. Com a morte de Lenim, em 1924, a economia sofre um forte retrocesso, enquanto que o governo passa às maõs da troika, Kamenev, Zinoviev e Stalin. Este último consegue fazer-se com o poder expulsando aos outros dois membros da troika. Durante este período a economia russa, revitaliza-se através de uma forte industrialização, posta em marcha no primeiro plano quinquenal e, a estabilização das relações diplomáticas que culminaram com a entrada na Sociedade de Nações, em 1934. De 1936 a 1938 Stalim realiza uma minuciosa depuração do regime, acabando com qualquer mostra de dissidência para seu trabalho, inicia o II plano quinquenal e põe em andamento o III que é interrompido pela invasão alemã na Segunda Guerra Mundial que ao finalizar divide o poder político mundial em dois bandos: os Estados Unidos e Rússia, iniciando a Guerra Fria.

Depois da morte de Stalin

Com a morte de Stalin em 1953, a diplomacia russa adquire uma importância enorme cujo objetivo é conseguir a coexistência pacífica das potencias. Não foi fácil, entre outros incidentes o muro de Berlim, em 1961 e a crise em Cuba, em 1962, estiveram perto de ocasionar uma guerra, que teria efeitos catastróficos. Com a chegada de Brezhnev, em 1964, inicia-se uma intensificação de relações com os outro países do leste, seguindo a linha marxista mais pura. A situação mundial tensiona-se cada vez mais, a China começa um processo de abertura para o capitalismo, que não gosta nada da URSS, a invasão do Afganistão provoca uma séria crise, com os Estados Unidos, que agrava ainda mais, com a instalação, em 1983, dos primeiros mísseis em solo europeu, para potenciar a política de força comandada pelo Presidente Reagan. Andropov e Chernenko continuam na mesma linha, mas com a chegada ao governo russo de Gorvachov, em 1985, tudo começa a mudar.

O princípio das mudanças

Os presidentes norte-americano e russo, Reagan e Gorvachov, reunem-se pela primeira vez em Genebra em novembro de 1985. Os frutos percebem-se claramente no interior da União Soviética, produzindo uma clara abertura, assim como uma menor pressão ao resto dos países do leste, no exterior as relações diplomáticas com ocidente melhoram notavelmente culminando com a assinatura da eliminação dos euro mísseis e a retirada das tropas russas do Afganistão. Porém, esta abertura não foi fácil para Gorvachov, múltiplas críticas do setor mais reacionário, movimentos independentistas em distintas repúblicas e o Golpe de Estado falido de 1991, que acabou com a proibição do Partido Comunista da União Soviética, melhorando notavelmente a credibilidade no interior do país, a favor de Boris Yeltsin, atual presidente russo. Gorvachov destitui o dia15 dezembro de 1991, criando o dia 21 desse mesmo mês, a Comunidade de Estados Independentes. A CEI está composta por 11 repúblicas da antiga URSS: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Kazajstán, Kirguizistán, Moldavia, Rússia, Tadzhikistán, Turkmenistán, Ucrânia e Uzbekistán. Nos acordos de constituição todas elas cederam à Rússia o controle do armamento nuclear estratégico e BielorRússia e Ucrânia assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear comprometendo-se a eliminar as armas nucleares do seu território. A situação da CEI não está ainda, claramente definida, com uma economia francamente deteriorada e problemas políticos sérios na Rússia tudo está ainda no ar.

Arte e Cultura do Azerbaijão

A arte e a cultura da Comunidade de Estados Independentes está fortemente marcada pelo regime comunista, que manteve unificados os critérios em todo o território (no fim deste apartado encontrará uma lista sugestiva de museus, para apreciar a arte da região). Até o desaparecimento da URSS, pode-se diferenciar os seguintes períodos:

Da pré-história ao bizâncio

Neste período destacam os restos dos escitas e dos gregos que encontra-se, sobretudo na Península de Crimea.

Arte bizantina

A partir do século X a influência bizantina deixa-se sentir em todo o Rus de Kiev e Novgorod. Começa a literatura e a arquitetura propriamente russas. As construções substituem a madeira como elemento fundamental pela alvenaria. As edificações religiosas seguem o exemplo de Santa Sofia de Constantinopla, de grande tamanho, com preciosas cúpulas e fortes pilastras para sustentar o peso, e com uma preferência especial pela verticalidade imposta, talvez, pelo clima, pois as grandes nevadas necessitavam de eixos verticais, para sustentar o peso. Com o passar dos anos tende-se a uma maior simplicidade nas formas. As influências ocidentais misturam-se com as orientais. Aparecem os afrescos, mosaicos e os magníficos iconos que pretendem descobrir o misticismo frente à realidade palpável.

Moscou

A importância desta cidade durante os séculos do XV ao XVIII fica plasmada na arte dessa época. Volta-se à madeira como principal suporte, pois a sua utilização procedia tradicionalmente da Rússia Central. As construções são realizadas para deixar constância do poder dos governantes, seguindo as linhas mais tradicionais da arquitetura russa. Uma boa mostra são as igrejas votivas. Percebem-se as influências do Renascimento italiano e do barroco francês.

São Petersburgo

Com o translado da capital para esta cidade, também o epicentro artístico varia durante o século XVIII. As duas chaves da arquitetura deste período foram simplicidade e funcionalidade em uma primeira parte, deixando passagem à morte de Pedro I, à grandiosidade e a decoração abundante, com claras influências barrocas e rococós.

A Academia das Artes

Catarina II decide criar a Academia das Artes, a qual os jovens russos com talento, podiam desenvolver plenamente a sua educação. Os frutos não tardaram em chegar. Pintores da talha de Rokotov, Levicki e Briullov, entre outros, saIrãoo dela. Ao longo do XIX a pintura russa consegue sair dos moldes rígidos da Academia e, embora não fosse fácil, começam a desenvolver outros temas, como as cenas camponesas de Venecianov. Os intelectuais e artistas juntam-se para acabar com o monopólio artístico da Academia, criando a Associação de Exibições Itinerantes que leva a arte a todo o país. A este grupo pertencem talentos como os de Perov, Kramskoi, Miasoedov, Savrasov, Dostoievski, e Tolstoi, entre outros.

A arte soviética junta aos critérios artísticos em serviço da funcionalidade. O metro, uma estação de trens ou uma indústria podem ser uma autêntica obra de arte. Na pintura foram reprimidos em um primeiro momento os movimentos abstratos, como o praticado por Maevich, dando passagem ao realismo puro de Nesterov, Mashcov ou Guerasimov, na pintura ou a Merkurov ou Komenkov, na escultura.

A literatura russa é conhecida mundialmente por autores como Pushkin, Gogol, Turguéniev ou Benediktov e Tiuchev, na poesia. Especial importância tem tido o realismo de Tolstoi e Dostoievski nos finais do século. XIX. Já em nosso século, Chejov, Bunim e Gorki, na novela, Briusov, Ivanov e Block, na poesia, Treniov, Zamjatim e Ivanov, no teatro e Evreinov, Stanislavski e Tairov, nas vanguardas. Durante o governo de Stalin aconteceu um sério retrocesso, devido à censura existente, que finalizou com a sua morte e aos poucos foram aparecendo novas vozes dissidentes com o sistema soviético, Ehrenburg, Nekrasov, Kazakov e Amalrik, entre outros.

A música russa tem tido excelentes compositores: Balakirev, Cui, Musorgski, Borodim e Korsakov, como seguidores das normas mais tradicionais. Influenciados por ocidente destacam Rubinstein, Chaikovski, Rajmaninov e Liapunov. Revolucionários e originais Stravinski, Prokofiev, Kabalievski e Jachaturiam, entre outros. Não podemos esquecer os bailarinos tão maravilhosos, como Nureyev saido da escola do Teatro do Bolshoi ou filmes tão importantes para a história do cinema como "O Acorazado Potenkim".

Os artistas russos que pretendiam sair da norma, foram censurados continuamente. Muitos deles decidiram exiliar-se a países ocidentais, sobretudo, os Estados Unidos, onde podiam desenvolver, sem dificuldades, o imenso caudal criativo, que levavam no seu interior. Atualmente ressurgem timidamente, novos movimentos embora ainda sem muita força.

Locais Turísticos do Azerbaijão

Azerbaijão conta com cidades típicas de grande riqueza cultural, com um artesanato local interessante, com uma modesta, mas deliciosa gastronomia e com belas Paradas Naturais, com uma fauna e flora variadas.

Entre os locais que deve visitar, encontra-se Baku, a capital do país, o Litoral do Mar Cáspio e as cidades de Kirovabad, Nakhitchevan, Shemakha, Lenkoran, Astara, Stepanakert.

Gastronomia do Azerbaijão

A gastronomia da Comunidade de Estados Independentes é realmente maravilhosa, com uma grande variedade de ingredientes e sabores e uma preparação muito cuidadosa. Atualmente, devido ao grave problema econômico que sofrem os restaurantes, têm problemas para abastecerem-se das matérias primas para cozinhar, mas ainda assim pode-se desfrutar de uma boa comida em um ambiente acolhedor.

A gastronomia da CEI tem sabido misturar o melhor das cozinhas oriental e ocidental. Não é costume oferecer pratos de digestão pesada, nem de sabor picante, mas a mistura de sabores agridoces é realmente magistral.

Os habitantes da CEI acostumam comer copiosos lanches, nos que junto à tradicional sopa de sémola, kasa e o delicioso iogurte, pode-se encontrar carne, peixe e ovos para beber café, chá e leite. Segundo o trabalho, a comida principal pode ser feita ao meio dia ou a noite mas, em qualquer caso, pode considerar-se um autêntico banquete. Para iniciar, as famosas entradas entre as que não faltarão o caviar e os blimis, tortas de milho com arenques em um molho de nata agria. Depois servem-se as densas sopas, proibe a de beterraba ou a de verduras, são deliciosas. Na continuação os pratos fortes. Em relação as carnes pode-se desfrutar de bovino, novilho ou vitela, enquanto que a caça tem uma preparação excelente com molhos maravilhosos com sabores suaves que compensam perfeitamente o sabor de perdizes ou faisões. Em respeito aos peixes, o salmão e o esturião são os mais conhecidos, mas também encontram-se variedades de peixes de água doce de sabor maravilhoso. Como pratos típicos de peixe destaca-se o recheado, ao papillote ou em gelatina, embora se comer grelhado não sentirá desiludido. Como sobremesa pode-se comer queijos, como o tvorog, uma espécie de requeijão ou o zelenyisyr, queijo verde muito picante, cremosos iogurtes, tortas, mousses ou sorvetes, elaborados artesanalmente que destacam-se pela sua variedade.

Bebidas

Para acompanhar esta abundante comida costuma-se beber vodka muito fria ou kvas, uma espécie de cerveja doce feita de malte de cevada, centeio e muito açúcar. Também pode-se beber a cerveja local. Como licores destaca-se o conhaque armênio, a nevoduja, águamiel envelhecida com álcool e vodkas de ervas, limão ou anhejos. O café é de boa qualidade e pode tomar-se como o irlandês, só que em lugar de whisky, colocam vodka. O chá costuma levar uma colher de marmelada de framboesa o que dá um sabor muito especial.

Para Comer

Se decidir ir jantar em um restaurante é necessário que tenha em conta o seguinte: fazer reserva, para poder desfrutar da mesa tanto tempo que desejar e ter muita paciência, pois pode esperar bastante tempo até conseguir sentar-se para desfrutar dos estupendos manjares. Em troca receberá um excelente serviço, enquanto saboreia a comida, que estará amenizada na maioria dos restaurantes, por uma orquestra de qualidade. Recorde-se que costumam fechar às 24 horas e não esqueça de deixar uma gorjeta de 5 a 10 por cento do total da fatura, se tem ficado plenamente satisfeito. Não é obrigatório, mas é habitual.

Compras em Azerbaijão

Se pensar na Comunidade de Estados Independentes e quiser comprar ali, é certo que vem-lhe à cabeça três coisas: vodka, caviar e matrioskas. Efetivamente, em qualquer ponto, poderá encontrar estes três produtos. As matrioskas formam parte do artesanato tradicional do talhado de madeira, tão típica do centro da planície européia da CEI. Pintados com alegres cores, entre as que primam o vermelho e o amarelo, tirar umas de dentro de outras e colocá-las por tamanho é um bom entretenimento, para as crianças, além de um formoso adorno para qualquer casa. Se comprar caviar, vermelho ou preto, assegure-se da sua qualidade e recorde que só poderá passar pela alfândega 400 gramas apresentando as faturas. Respeito ao vodka informe-se das marcas, pois no mercado encontra-se desde o de maior qualidade até autênticos "matarratos". Também oferecem-se aromatizados com distintas ervas, limão e inclusive guindillas.

O artesanato da CEI oferece uma mostra realmente impressionante, esplêndidos lacados sobre madeira em móveis e mesas ou em pequenas caixas de desenhos realmente bonitos, esmaltes de grande qualidade, miniaturas maravilhosas, peças de vidro ou delicadas porcelanas de acabado perfeito.

Menção aparte são as balalaikas, instrumentos musicais de forma triangular, os preciosos xadrezes de madeira, os chás bordados de alegres cores, os produtos realizados em pasta de papel, entre os que pode-se encontrar broches e pitilleras e todos os artigos de pele e couro, casacos de vison, gorros de raposa ártica, cintos e sapatos de excelente qualidade. Também pode-se adquirir aromáticos perfumes de embriagadores aromas.

As repúblicas da CEI destacam-se pela sua maravilhosa joalheria. Pode-se adquirir delicadas figuras de malakita, colares em prata ou em ouro, com brilhantes e pedras preciosas, braceletes de âmbar, broches de selenita e todo tipo de marfims.

A cerâmica acostuma estar adornada em cor branca e azul, as mais conhecidas são as de Gzel. Também pode-se encontrar livros antigos, discos de música clássica dos melhores compositores russos, selos, gravados e como, preciosos iconos. Recorde que não pode exportar obras de arte anteriores a 1975, sem uma permissão especial outorgado, pelo Ministério da Cultura.

As compras podem ser feitas em lojas, as quais paga-se em rublos ou nas Berioska, lojas que só admitem moeda estrangeira e que estão especializadas em oferecer aos turistas qualquer produto artesanal. Os horários costumam ser os mesmos que no resto da Europa. Alguns comércios costumam abrir aos domingos. Não esqueça guardar todas as faturas, pois as autoridades da alfândega podem solicitá-las.

População e Costumes do Azerbaijão

Os habitantes da Comunidade de Estados Independentes são pessoas acolhedoras, hospitaleiras e risonhas, apesar dos duros marcos históricos que têm sofrido, este povo é de talento nobre e sabe encarar os maus momentos, com um impressionante otimismo.

O clima, tão frio no inverno, tem reforçado o caráter familiar da sociedade. Quando as grandes nevadas tornam difícil o trânsito, pelas ruas e estradas, os habitantes de Azerbaijão ficam em casa, com as conversações, o rádio e a televisião, como entretenimentos. A leitura também ocupa um lugar importante nas suas preferências, de fato, este povo está considerado desde há tempo como um povo culto. Porém, as cidades não ficam completamente vazias, sempre há movimento de pessoas envolvidas em pesados abrigos e calçados forrados, que vão de um lado para outro, e não duvidem um instante antes de manter uma conversação com um conhecido, apesar do frio. Os lugares de lazer encontram-se repletos de gente, com vontade de passar bem em relação ao frio. Com a mudança política, a noite tem vida própria. Nesta sociedade madrugam muito e vão à cama muito tarde, assim que, é certo que dormirá muito pouco se decidir seguir o ritmo.

É necessário ter em conta que um turista, sempre é considerado como uma boa fonte de informação sobre política exterior, costumes e nível de vida. Curiosamente o estrangeiro não é o que mais observa nesta sociedade, a curiosidade é outro componente essencial no carácter deste povo.

Apesar da sua amabilidade e simpatia, talvez influenciados pelo clima e as transformações políticas, os habitantes da CEI são reservados, não contarão facilmente a sua vida, mas farão perguntas de um modo correto, com uma hábil mudança de conversação. Também têm fama de serem teimosos e, é melhor não discutir com eles. As mulheres e os homens estão plenamente equiparados. O regime comunista não admitia diferenças e com a mudança política, esta característica tem-se mantido. Os jovens têm um grande sentido de humor e é fácil relacionar-se com eles. De fato, "ligar" é um dos alicentes da movida noturna destas cidades, mas sempre de uma maneira sã e correta. As mulheres neste aspecto, também têm-se igualado aos homens.

A difícil situação econômica que atravessa tem levado algumas pessoas ao desespero mais absoluto. O álcool tem sido a única resposta aos problemas, pelo que não é estranho ver a algumas pessoas embriagadas na rua. Lembre que está muito mal visto fotografa-las. Também é muito frequente ver longas filas, perante os comércios, embora os turistas não padecem delas, pois vão às lojas destinadas para eles. Os habitantes da CEI passam muitas horas nelas, mas em lugar de desesperarem-se, aproveitam para relacionar-se e conversar com outras pessoas. São realmente pacientes.

Também são muito respeituosos com as costumes, talvez porque desde tempos muito remotos têm convivido com homens e mulheres de distintas culturas. É importante respeitar as suas: nas igrejas os homens devem tirar os chapéus e gorros, as mulheres devem levar cobertos os ombros e, nas ortodoxas, as senhoras não podem usar calças. Nos transportes públicos é habitual ceder o assento aos anciãos, crianças e mulheres. Por último lembre-se que ninguém senta nas escadas, umbrais, valas e sobretudo no céspede.

Entretenimento no Azerbaijão

ENTRETENIMENTO

Se gosta de caminhar, as amplas avenidas e as formosas praças são um marco incomparável para respirar o verdadeiro movimento desta cidade e observar o comportamento dos seus moradores. Também os espaços verdes oferecem um entorno muito agradável e cuidado ao dar um bonito passeio.

Além do xadrez pode-se desfrutar de esportes, como o futebol, o basquete, o atletismo ou a natação.

Os cafés têm merecida fama. costumam estar decorados com um gosto excelente e na maioria deles pode-se comer algo leve, enquanto escuta música variada. Os bares também são um centro de reunião habitual para os habitantes.

FESTIVIDADES

A primeira celebração importante que celebram os habitantes da Comunidade de Estados Independentes fica entre a última noite do ano que se acaba e o primeiro do recém estreiado. A Noite Velha, o dia 31 de Dezembro, igual a Espanha, reune-se a família e amigos em copiosos jantares e alegres danças. No dia seguinte todos as casas acordam com as risadas e a ilusão das crianças. Por fim, tem chegado a festividade da Ika, o Ano Novo, denominado assim, porque em todas as praças de todas as cidades assim como em todos os domicílios particulares há um precioso abeto (elka) repleto de adornos e luzes coloridas. É o dia dos presentes. O Ded Moroz (Avô Gelo) e Snegurocka (Copo de Neve), deixam os presentes para todos os membros das famílias com especial atenção às crianças. Conta a lenda que Copo de Neve tinha sido enviada ao bosque para que fora devorada pelos lobos pela sua malvada madrastra. Esses pérfidos desejos foram desbaratados pelo Avô Gelo, que salvou a jovem, que desde então vive feliz na sua companhia.

O dia 8 de Março celebra o dia da mulher trabalhadora. Neste dia as mulheres aparecem em todas as ruas e praças em uma homenagem às mães, esposas, noivas, filhas e amigas que neste dia são tratadas com carinho e cheias de atenção pelos homens como reconhecimento pelo seu trabalho e valor.

Nos dias 1 e 2 de Maio os habitantes da CEI saem às ruas para comemorar a Festividade do Trabalho. Igual a outros muitos países, incluindo Espanha, convocam-se manifestações populares, onde os trabalhadores são os protagonistas. Neste mesmo mês, no dia 9, celebra-se o Dia da Vitória com impressionantes desfiles do exército russo que constitui um espetáculo. Em outubro, no dia 7, comemora-se o Dia da Constituição. Estas festividades oficiais são celebradas em toda a comunidade dos Estados Independentes. Fecham todas as instituições públicas e também s empresas privadas, o comércio, indústrias e bares. Sem dúvida, tem trabalho extra os meios de transporte, já que produz muito movimento de pessoas que não querem perder os eventos.

Também celebram-se festas próprias de cada república componente da CEI.

As festividades religiosas são muito importantes e existe um amplo leque delas, pois variam segundo cada credo. Por exemplo, os ortodoxos se reunem para celebrar o Ano Novo, no dia 7 de Janeiro, enquanto que os mçulmanos realizam em meados de agosto e os católicos rememoram o nascimento de Cristo nos dias 24 e 25 de Dezembro. Porém, existem muitas mais festividades religiosas, armênios, georgianos e hebreus, entre outros, têm as suas próprias celebrações. Cada grupo religioso segue o seu calendário pelo que não é estranho encontrar festividades durante todo o ano. Todas elas são muito atrativas para pessoas de uma cultura diferente e recorde que é muito importante mostrar um enorme respeito por estas celebrações que despertam nos seus fiéis sentimentos profundos.

No dia 7 de Novembro celebra-se o Aniversário da Revolução Russa. Os nostálgicos de tempos passados, saem à rua para lembrar o triunfo do regime comunista. Nos últimos anos também se manifestam pessoas sem nenhuma ideologia definida que pedem uma melhora da difícil situação econômica destes países.

Transportes no Azerbaijão

Avião

Existem vôos das principais cidades européias para as capitais dos países da Comunidade de Estados Independentes.

Carro

Se vai conhecer Azerbaijão através de um tour turístico, fixado por uma agência de viagens, não terá nenhum problema, mas se decider fazê-lo em automóvel lembre-se que deve passar antes por uma agência turística, para indagar que fronteiras de entrada e saída do país vai utilizar e qual o percurso previsto. Não terá problemas para alugar um carro, pois existem empresas de aluguel tanto no aeroporto como nos principais hotéis. Lembre fazer a reserva do carro com antecedência.

Transporte Público

No interior das cidades não terá nenhum problema para utilizar o transporte público. Os horários vão desde as 5.30 horas até a uma da madrugada. Embora os indicadores das estações, percursos e linhas estão escritos em alfabeto cirílico.

Se você preferir utilizar o ônibus, o transvía ou os trolebus leve em conta, de que não existe cobrador. Os bilhetes compram-se em máquinas automáticas que estão instaladas no interior dos veículos ou senão, comprando um talonário com o condutor que destacará um em cada viagem.

Os taxis são de vários cores, pretos, verdes e amarelos, todos eles com uma linha branca e negra nas portas que imita um tabuleiro de xadrez, assim como, uma luz verde no lado direito, por cima dos parabrisas. Funcionam as 24 horas do dia e embora a maioria levam taxímetro o certo é que utiliza-se pouco. O habitual é acordar o preço da corrida antes de empreende-la e costuma-se pagar em dólares. A precária economia das repúblicas da CEI puxa alguns taxistas a querer abusar dos turistas pelo que deve ter cuidado.

Fonte: www.rumbo.com.br

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