Poucas calorias e muito sabor são as qualidades apreciadas dessa espécie que faz um bonito papel nas mais variadas preparações culinárias. Vale a pena experimentar e conferir os resultados positivos na balança
Assada, fervida, cozida no vapor ou no microondas, a abóbora é um alimento versátil e tanto pode ser o ingrediente principal de um prato doce quanto o de um salgado. Da entrada até a sobremesa, ela tem um belo papel. Muito utilizada na alimentação brasileira – tem um sabor inconfundível, com um toque meio adocicado – faz bonito também como acompanhamento de carnes, substituindo alimentos bem mais calóricos.
“Tem poucas calorias, uma vez que aproximadamente 95% da sua composição é água. Em 100 g de abóbora cozida somam 40 calorias, no máximo, 9,8 g de carboidratos, 1,2 g de proteína, 0,30 g de gordura e 1 g de fibra”, ensina a nutricionista Sônia Almeida, dos Vigilantes do Peso. Por seu baixo teor calórico – dependendo da espécie, pode ter de 20 a 40 calorias por 100 g –, comparada com outros alimentos, como a batata e a cenoura, por exemplo. Assim, é uma boa opção para substituir esses legumes em recheios, reduzindo consideravelmente as calorias.
Além disso, ela tem alto valor nutritivo, com vitaminas E, A e as do complexo B e sais minerais. Possui, ainda, o betacaroteno, um poderoso antioxidante encontrado em frutas e legumes de coloração alaranjada. Ele ajuda a combater os radicais livres, prevenindo inúmeras doenças degenerativas, como o câncer.
O melhor de adicionar a abóbora ao cardápio da família é que dessa planta tudo se aproveita. A polpa nem precisa de apresentação, já que o doce de abóbora é uma das receitas tradicionais da culinária de vários Estados brasileiros. E o jerimum (como ela é chamadada no Nordeste) com carne-seca é de dar água na boca. Mas ela pode ainda dar um charme a pratos, como o nhoque, a panqueca e as massas em geral.
As sementes são um aperitivo e tanto. “Quando torradas por mais de 10 minutos, exalam um aroma parecido com o do amendoim e são ideais para ser consumidas como petisco, pois promovem a sensação de saciedade. Excelente fonte de minerais, como ferro, fósforo, potássio, magnésio e zinco”, informa a especialista dos Vigilantes do Peso, elas também podem ser transformadas em farinha e misturadas à de trigo na confecção de bolos e biscoitos.
Quem pensa que a utilização culinária da abóbora pára por aí está enganada. Os brotos de suas folhas podem ser mais um item saboroso em ensopados; e as fl ores, conhecidas também como cambuquira, fazem a diferença numa omelete ou à milanesa. Até a casca, rica em fibras, pode ser cozida e consumida sem susto. É só lavar bem com uma escova, deixar de molho em água e solução que elimina bactérias (que a gente usa normalmente nas verduras) e está pronta para enriquecer o arroz, a carne moída ou a farofa.
Dentro da família das abóboras (veja foto acima), chamadas de curcubitáceas, existem várias espécies. Segundo a nutricionista Camila Zago, do Hospital São Camilo Ipiranga, de São Paulo, “todas elas têm baixas calorias. Só é preciso ficar atenta aos ingredientes agregados na hora do preparo para não tornar o prato calórico demais. Tendo esse cuidado, qualquer tipo de abóbora é bem-vindo numa alimentação equilibrada”. As principais espécies são:
É a mais comum no Brasil e a maior, chegando a pesar até 15 kg. É alaranjada, tem textura fibrosa e é mais úmida. Pode ser utilizada em pratos doces ou salgados. E, também, consumida crua, ralada fina, em saladas.
Idêntica à menina brasileira, só que o seu tamanho não passa de 1,5 kg. Também pode ser usada em sopas, refogados, chutney e doces variados.
MORANGA
Tem o gosto mais delicado e a consistência menos densa. Sua polpa alaranjada é utilizada em refogados e sopas e a sua casca é um ótimo recipiente para sopas ou o conhecido Camarão na Moranga.
Apresenta uma casca verde e amarela. Pode ser consumida antes de amadurecer, em refogados, quando apresenta uma polpa verde, ou madura, já com o interior alaranjado.
É a tão conhecida abobrinha que fica ótima em pratos salgados, refogada, recheada e grelhada.
Bem mais consistente e menos úmida, esta abóbora tem um sabor delicado. Ela é ideal e bastante usada principalmente na preparação de pratos salgados.
Tem o formato de uma pêra imensa, com numerosas sementes. A polpa é alaranjada com sabor mais doce e um requisitado ingrediente para fazer doces, pães e bolos.
Também chamada de gília, é uma abóbora com um alaranjado mais pálido e que, depois de cozida, a sua polpa se separa como se fosse longos fios de espaguete. Muito usada em pratos salgados.
Fonte: www.espacoecologiconoar.com.br

Parece ser nativa das Américas, apesar de estar espalhada pelo mundo. Existem cerca de 760 espécies de abóbora. Algumas são nativas do Velho Mundo, outras da América do Sul, outras do México e América Central e até existem relatos nos Estados Unidos que datam de 2700 a.C. Na América antiga algumas espécies eram utilizadas como recipiente para bebidas, nas classes mais altas.
Era cultivada pelos índios sul-americanos por centenas de anos. No século XVII eram utilizadas em tortas junto com maçãs na Inglaterra. Também em 1824, foi encontrado um livro onde falavam de uma abóbora pesando 120kg. São da família das Corcubitáceas, assim como o pepino e o melão. Rica em betacaroteno (precursor da Vit. A) e potássio. Também contém vitaminas do Complexo B, um pouco de cálcio e ferro.
Abóbora em gera: 40
Abóbora Moranga: 35
Flores de abóbora: 18
Sementes: 573
Fonte: www.xenicare.com.br