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Alcachofra

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Nome científico: Cynara scolymus L.

Família: Asteracear

Origem: Região Mediterrânea

Características da planta

Alcachofra
Alcachofra

Planta herbácea, perene e rizomatosa, que pode atingir até 1,50m de altura. Apresenta caule estriado, com folhas carnosas e pubescentes, que podem ou não ser providas de espinhos. Suas inflorescências quando imaturas apresentam o receptáculo e a base das brácteas comestíveis, de sabor muito agradável. Pode também ser cultivada como planta ornamental, quando suas inúmeras flores desabrocham sobre o capítulo comestível. Os frutos são secos e indeiscentes.

Características da flor

Apresenta coloração azul-arroxeada, com grandes brácteas carnosas na base, de coloração verde ou vermelha. Estas flores estão reunidas numa inflorescência do tipo capítulo.

Melhor variedade: Roxa-de-são-roque.

Época de plantio: Abril-maio.

Espaçamento: 2 x 1m.

Mudas necessárias: 5.000 por hectare.

Combate à erosão: Plantio em nível.

Adubação

Por metro de sulco

15kg de esterco de curral, curtido
200g de superfosfato simples 500g de farinha de ossos
50g de cloreto de potássio
Em cobertura, 30 e 60 dias após o plantio

Por planta

50g de Nitrocálcio ou sulfato de amônio, em cada aplicação.

Tratos culturais: Capinas.

Irrigação: Por infiltração ou aspersão quando necessária.

Combate à moléstias e pragas

Pseudococcus sp.: fazer rotação com plantas não hospedeiras e manter o terreno no limpo; afídios: Metasistox, no verão, até 40 dias antes da colheita, e Phosdrin ou Malatol durante a colheita, com preucauções.

Época de colheita: Junho – dezembro.

Produção normal: 2.000 a 4.000 dúzias de alcachofras por hectare.

Melhor rotação: Cereais, tomate, cucurbitáceas.

Observações

Medidas profiláticas contra Pseudococcus são indispensáveis. Cultura própria para zonas de serra (800 metros). Após o final da colheita , efetuar novamente a adubação indicada.

Indicações Terapêuticas

anti-diabetica, colagoga, descongestionante, diuretica, anti-diarreico, metabolismo da ureia, metabolismo do colesterol, amargo-tonica, febrifuga, dispeptica, anti-hemorroidal, contra ictericia, hidropsia, doencas do figado, doencas das vias biliares, hipertiroidismo, hipertensao arterial, males derivados de arterioscle, reumatismo articular, clorose, debilidade geral, raquitismo, obesidade, toxemia, calculo na bexiga, calculo renal, inflamacao rebelde, paludismo, asma, sifilis, nefrite, gota, hipoglicemia, hiperazotemia. Fonte: CIAGRI/USP

A alcachofra, além de seu uso alimentar, apresenta atividade farmacológica reconhecida, especialmente pelas propriedades terapêuticas da cinarina, o seu principal componente ativo.

A cinarina é conhecida comercialmente como Listrocol e Plemocil (ácido 1,3-dicafeoilquínico).

Entretanto, sabe-se que os componentes minoritários do extrato de alcachofra, muitos dos quais com estruturas que contêm núcleos fenólicos, devem ser responsáveis pelas propriedades terapêuticas atribuídas às infusões de folhas de alcachofra: colerética, indicada para doenças de fígado, em sídrome hiperlipêmico, redução de colesterol no fígado, gota, etc.

Por sua vez, os compostos fenólicos de modo geral são reconhecidos como antimicrobianos, o que permite supor atividade biológica nos extratos de alcachofra, distinta daquela esperada. no caso da. cinarina.

Na região do altto Uruguai, atualmente a alcachofra é cultivada unicamente com fins alimentares, sendo que suas folhas não são aproveitadas. Neste trabalho busca-se a viabilização de seus extratos diclorometânicos e etanólicos para fins terápicos. Folhas dos cullivares Violet de Provence e TOT-044 foram coletadas no município de Erechim no outono de 1996. Após serem secas à sombra por 72 h e moídas, foram extraídas exaustivamente com diclorometano e etanol em aparelho tipo Soxhlet com o processo de polaridade crescente. O extrato etanólico apresentou um maior rendimento de extrato seco em comparação com o extrato diclorometânico.

Cromatografias de camada delgada mostraram que ambos os extratos possuem uma grande quantidade de componentes fenólicos. Os extratos diclorometânicos e etanólicos foram preparados para testes de atividade antimicrobiana pelo método de Muller e Hinton com inóculos de 106-8 microorganismos cultivados em placas na presença dos extratos.

Os microorganismos utilizados foram: Bacillus sp., SalmonelIa sp., Escherichia coli, Klebsiella sp., Providencia sp., Enterobacter sp., Pseudomonas sp., Bacillus cereus, Sarcina lutea e Staphylococcus aureus. Os extratos foram impregnados em discos de papel (5 mg/disco) e comparados com a atividade de discos contendo gentamicina. O trabalho mostrou que os extratos diclorometânicos apresentaram atividade sobre vários microorganismos (Bacillus sp., Staphylococcus aureus, Sarcina e Bacillus cereus).

A comparação entre cultivares de alcachofra mostra diferença de atividade antimicrobiana, o que justifica a escolha de cultivares quando se procura a utilização de alcachofra para fins farmacológicos e o direcionamento dos programas de melhoramento no sentido de aumento de componentes ativos neste vegetal.

História da Alcachofra

A alcachofra cujo nome botânico é Cynara scolymus L., pertence a família Compositae. É uma planta vivaz, com folhas compostas pinatifidas e espinhosas, sendo as superiores bem menores que as da base. Flores púrpuras reunidas em um grande capítulo envolvido por grandes brácteas que são a parte comestível da inflorescência. Provavelmente originária do mediterrâneo, considerada durante muito tempo como uma hortaliça rara, é hoje abundantemente cultivada nas regiões Atlânticas com invernos suaves.

A alcachofra não é só uma planta alimentícia indicada para os diabéticos, mas também uma importante erva medicinal que recebeu dos médicos árabes medievais o nome de al-Kharsaf. O nome genérico Cynara vem do latim canina, que se referem a semelhança dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro.

As folhas da alcachofra lhe conferem a atividade terapêutica e as mesma devem ser colhida antes da floração

A alcachofra (Cynara scolymus L.) é uma planta herbácea que atinge até 1,50m de altura.

Suas folhas são grandes, podendo chegar a mais de 1m de comprimento.

As variedades existentes são a alcachofra comum, a alcachofra hortícola e a alcachofra cultivada. É um vegetal originário da região mediterrânea que costuma ser cultivada como alimento, planta medicinal ou ainda, como planta ornamental.

Origem

Planta européia das regiões do Mediterrâneo, sendo cultivada no sul da Europa, na Ásia menor e ainda na América do Sul, principalmente no Brasil.

Cultivo

É uma planta que, devido à sua região originária, se adapta melhor aos climas temperados-quentes.

Em locais com temperaturas médias muito elevadas, é comum o desenvolvimento de pragas e doenças. Apesar disso, precisa de muito sol. As regiões mais adequadas ao cultivo da alcachofra devem apresentar uma alta umidade relativa do ar.

Adapta-se melhor em solos argilo-silicosos, profundos e drenados, com pH próximo de 6,5, ou seja, neutro. Outro cuidado importante que devemos tomar no cultivo da alcachofra é de fazer a plantação em locais abrigados ou protegidos contra os ventos fortes.

A propagação é feita por sementes ou através de mudas, que nascem na base da própria planta. Para o plantio comercial ou mesmo caseiro, as mudas devem ser cultivadas, primeiramente, em um viveiro e, depois, transplantadas para o local definitivo. O tempo de germinação das sementes é de 15 dias, em condições apropriadas.

Por não se adaptar em regiões com temperaturas muito altas, a cultura da alcachofra não é recomendada na região Nordeste do Brasil. O plantio deve ser feito durante o período de outono e inverno, do final de março até final de agosto.

As pragas mais comuns a atacarem a alcachofra são os pulgões cinzentos e a cochonilha vermelha. Há, ainda, a ocorrência ocasional de uma doença causada por um fungo, que deixa manchas acinzentadas nas folhas.

Os tratos culturais necessários para a obtenção de bons resultados no cultivo da alcachofra são simples: capinas, irrigação (a alcachofra necessita de grande quantidade de água, devido ao número e tamanho de suas folhas), controle das pragas (principalmente os pulgões) e desbastes.

Os resultados obtidos com uma plantação de alcachofra, bem cuidada, são uma colheita de cerca de 3,5ton de folhas frescas, por hectare.

Para uso medicinal, também se aproveita as raízes dessa planta.

A colheita é feita à medida que as folhas vão alcançando seu tamanho máximo, portanto, não se deve colher tudo de uma só vez.

Alcachofra
Alcachofra

Uso medicinal

Possui substâncias com efeito benéfico nas doenças das vias biliares e hepáticas. Possui como princípios ativos a cinarina e o ácido cafeico que estimulam a formação da bile hepática, regularizam a formação de sais biliares e o colesterol, e o seu uso é indicado para os diabéticos.

São usadas igualmente com sucesso contra a icterícia, cujos sintomas desaparecem mais rapidamente. As folhas reduzem a taxa de açúcar no sangue e são usadas como adjuvantes no tratamento da diabetes. Tem efeito antiesclerótico, ou seja, é um bom combatente do endurecimento das artérias e servem também para fabricar licores e bebidas amargas.

O suco fresco é utilizado externamente para tratar eczemas e erupções cutâneas. O consumo da cabeça de alcachofra é excelente para quem sofre de anemia, pois é uma fonte muito rica em ferro. Por ter ação digestiva, auxilia também na prisão de ventre. Combate o escorbuto e o raquitismo pelo conteúdo de suas vitaminas.

É portadora da enzima cinerase, que coagula o leite na fabricação de queijos.

Possui como matérias minerais: cal, ácido silícico, óxido de ferro, cloreto de sódio, magnésio e ácido fosfórico.

Características medicinais
Além de ser muito apreciada como alimento, a alcachofra apresenta características terapêuticas pois atua na regularização das funções do fígado.

Por conter uma quantidade bastante expressiva de ferro em sua composição, principalmente em suas folhas, a alcachofra é muito útil para pessoas com problemas de anemia. Atua, também, no combate a cálculos biliares, além de ser um ótimo diurético.

Todas as principais aplicações medicinais desta planta tem como matéria prima as folhas da alcachofra utilizadas, principalmente, em chás e sopas.

Alcachofra
Alcachofra

Uma flor na mesa

Ao saborear uma alcachofra, além de consumir um poderoso alimento, você estará se deliciando com uma flor exótica e medicinal.

Na verdade, a alcachofra (Cynara scolymus) que consumimos é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis – a família das Compostas. Conta-se que ela saiu do jardim e foi para a mesa na época do Império Romano, quando suas propriedades nutritivas e medicinais foram descobertas e a alcachofra passou a ser privilégio apenas da mesa de nobres e reis. Hoje, felizmente, não é preciso ser nobre para desfrutar deste privilégio (apesar do preço ser às vezes proibitivo!).

Considerada uma iguaria exótica, esta hortaliça parece ter sido feita para ser deliciada a cada pétala e não para ser devorada. Afinal, dela consumimos apenas a parte carnuda das “pétalas” e o “fundo” da flor, depois de retirados os espinhos.

O trabalho é compensador, se levarmos em conta suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais: a cada 100g comestíveis, encontramos boas doses de vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. A lista de suas qualidades terapêuticas também é digna de registro. Para começar, o sabor amargo estimula as secreções digestivas. A água do cozimento da alcachofra é um verdadeiro chá de efeito diurético, estimulante da vesícula biliar e ativador da digestão.

Aliás, a alcachofra é considerada um eficiente auxiliar da digestão e a ciarina – substância encontrada na planta – pode melhorar as funções do fígado. A medicina popular já consagrou esta iguaria como um perfeito alimento-remédio, ideal para as pessoas com problemas hepáticos e para os diabéticos.

Várias experiências realizadas com o extrato da alcachofra atestaram sua eficiência na redução do excesso de gordura no sangue, porém, o simples fato de consumí-la já traz inúmeras vantagens, entre elas, o poder de combater anemias e raquitismo, pela boa dose de ferro e vitamina C que contém.

Proibida para mulheres?

Quando se fala em alcachofra é preciso esclarecer alguns enganos. No início do texto as palavras pétalas e fundo aparecem entre aspas. Isso porque o que se chama de “flor” na planta é, na verdade, uma inflorescência. A flor é constituída por um capítulo de grandes dimensões do qual consumimos apenas o receptáculo carnudo chamado “fundo ou coração da alcachofra“. As partes chamadas impropriamente de pétalas são as brácteas da planta.

Feita a observação, vale a pena lembrar que as alcachofras sempre tiveram suas propriedades reconhecidas. Na Antiguidade, elas já eram utilizadas pelos médicos no preparo de medicamentos contra a febre, doenças do fígado, reumatismo e até como antidepressivo.

Mas convém contar uma passagem não tão gloriosa desta planta: ao que parece, por volta do século XVI, o consumo da alcachofra na França chegou a ser proibido para mulheres. É que a esposa do rei Henrique II, a italiana Catarina de Médicis, adorava alcachofras e corria a fama de que a iguaria era um poderoso afrodisíaco. O comportamento da esposa do rei não devia ser muito exemplar, pois, juntando uma coisa com a outra, acharam que as damas não deviam comer alcachofras e viram por bem, proibir o consumo apenas pelas mulheres.

Perfeita no prato

As alcachofras foram trazidas para o Brasil pelos imigrantes europeus, há cerca de 100 anos. Nativa do sul da Europa e norte da África é uma planta de clima temperado a frio (média de 20 graus C) e áreas úmidas. Em regiões quentes vegeta bem, mas não forma os botões florais comestíveis.

De agosto a novembro, estamos em plena época de colheita da alcachofra. É quando a encontramos com ótima qualidade e melhores preços.

São quatro as variedades mais encontradas no mercado: Violeta de Proença, Roxa de São Roque, Verde Lion e Verde Grande da Bretanha.

A maioria dos nutricionistas concorda: o ideal é consumir a alcachofra no mesmo dia da compra, pois ela começa a perder suas qualidades logo depois de colhida. Na hora da compra, recomenda-se escolher as que apresentarem talo longo e inflorescência firme e bem arroxeada.

Para os apreciadores desta flor comestível, os “espinhos” só devem ser retirados após o cozimento – é quando chegamos ao gran finale da iguaria: o famoso fundo da alcachofra.

Outro detalhe: recomenda-se consumir a planta logo após o cozimento ou preparo, para melhor aproveitamento de suas propriedades medicinais e nutricionais.

Dicas para preparar a alcachofra

Corte o talo perto da base e lave a alcachofra em água corrente abrindo bem as pétalas para que a água penetre.
Deixe de molho em água com sal e algumas gotas de limão ou vinagre para não escurecer.
No cozimento, use panelas esmaltadas ou em aço inoxidável. As panelas de alumínio escurecem a alcachofra.
O tempo médio de cozimento é de aproximadamente 40 minutos, dependendo do tamanho e idade da alcachofra. Em panela de pressão o tempo cai para uns 20 minutos.
Para saber se a alcachofra está cozida, é só puxar uma folha: se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.
No cozimento, evite o excesso de água: coloque o suficiente para cobrir metade da alcachofra.
Os talos das alcachofras também podem e devem ser aproveitados. Para isso, é só retirar a parte fibrosa que os envolve, descascando-os com uma faca.
Depois, deixe os talos mergulhados em água com limão ou vinagre durante alguns minutos e leve para cozinhar por 30 minutos ou 15 minutos em panela de pressão.

Receitas:

Alcachofra dos Nobres

Corte as pontas das pétalas de 6 alcachofras grandes, deixando-as todas com a mesma altura. Retire as pétalas mais duras e esfregue as partes cortadas com limão. Ponha para ferver 8 xícaras (chá) de água com sal e coloque as alcachofras, junto com metade de um limão. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 30 minutos. Escorra e deixe esfriar.

Retire, cuidadosamente com uma colherinha, a parte fibrosa central de cada alcachofra, isto é, os “espinhos”. Retire também todas as pétalas, cubra os fundos com papel alumínio e leve à geladeira.

Enquanto isso misture num recipiente 1/2 xícara (chá) de azeite, 2 colheres (sopa) de suco de limão, 2 colheres (sopa) de vinagre, salsa picada, 2 colheres (chá) de mostarda e sal a gosto. Retire os fundos das alcachofras da geladeira e arrume-os numa travessa, sobre as pétalas reservadas. Espalhe por cima o molho preparado e leve novamente à geladeira, até a hora de servir.

Alcachofras à Romana

Retire os talos de 4 alcachofras, limpe-as e corte a ponta das folhas. Coloque-as em uma vasilha com água, sal e limão e reserve. Misture 1/2 pãozinho amanhecido e ralado com salsa picada e sal a gosto.

Escorra as alcachofras, achate-as um pouco no centro, para formar uma cavidade entre as pétalas e recheie com a mistura. Leve as alcachofras ao fogo, em uma panela com um pouco de água e óleo. Tampe e deixe cozinhar até que as pétalas se soltem facilmente.

Rose Aielo Blanco

Alcachofra
Alcachofra

Hortaliça herbácea, perene, pertencente à família Compostas, genero Cynara cardunculus e da família das asteráceas, originária da região mediterrânea, introiduzida na Brasil pelos imigrantes italianos na década de 50, na cidade de São Roque-SP.

As partes comerciáveis são as inflorescéncias, vulgarmente chamadas “botões”, utilizadas para consumo in natura. A parte interna do talo pode ser consumida como palmito. A alcachofra é considerada planta medicinal tendo efeitos benéficos nas atividades gastro intestinais e do coração, auxiliando ainda o fígado na sua ação neutralizante de toxinas presentes no organismo, baixando o colesterol.

Variedades

Roxa Comprida, Roxa Romana, Roxa de São Roque, Verde Redonda.

Plantio

Épocas de plantio: de março a maio, em altitude superior a 800 m.
Entresafra:
julho a setembro.
Espaçamento:
2,0 a 2,5 m x 1,0 a 1,5 m. Os maiores espaçamento devem ser usados nas terras mais férteis.
Densidade:
2.666 a 5.000 plantas/hectares.
Propagação:
pode ser feita por sementes e por mudas. A propagação por se-mentes não é recomendável, pois nem sempre reproduz as características desejáveis da planta-mãe originando plantas espinhosas, que não produzem botões comerciáveis. É aconselhável a vegetativa, feita pelo plantio de “filhotes” ou rebentos, que nascem ao redor da planta-mãe, em grande número, após a colheita.
Mudas necessárias:
5.000 a 6.000 mudas/hectare, originárias da planta-mãe, após a poda da planta, realizada em janeiro.
Técnica de plantio:
recomenda-se o transplante manual das mudas. O sistema de condução é feito em linha.
Controle da erosão:
plantio em nível.
Calagem e adubação:
aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%. O teor mínimo de magnésio no solo deve ser de 4 mmol/dm3. Na adubação de plantio aplicar, por hectare, 40 a 50 t de esterco curtido de curral, ou 1/4 dessa dose de esterco de galinha; 40 kg de N; 100 a 400 kg de P2O5 e 4O a l6Okg de K205, 1 a 2 kg de B, conforme análises de solo, pelo menos 15 dias antes do transplante das mudas. Em cobertura, aplicar 50 a 100 kg/ha de N, dividindo em 2 aplicações, aos 30 e 60 dias após o transplante; em solos pobres em potássio, aplicar 50 kg/ha de K2O5.

Clima e Solo

Prefere clima ameno – com temperaturas entre 18 e 19ºC, não tolera frio intenso e encharcamento do solo. É cultivada, principalmente, em regiões serranas, com verão ameno e inverno com geadas fracas. Em local quente e seco ocorre a abertura precoce do botão, prejudicando a qualidade da porção comestível.

O solo deve ser argilo-arenoso, fértil e bem drenados de encostas ou baixadas, com acidez de media para baixa.

Tratos Culturais

Regas frequentes, mas sem encharcar, são necessárias, duas vezes por semana, principalmente no período seco e no período do apafrecimento dos botões.

Capinas devem ser constantes. Elimine os brotos que aparecerem antes da colheita. Realizar a operação de desbrota 3 a 4 meses após a colheita, cortando rebentos fracos e deixando apenas os seis mais vigorosos por planta; Ensacar as “cabeças” com sacos de papel quando atingem o tamanho de corte, para adquirir cor roxa mais escura, caso contrário, a cor será verde-clara, de menor valor comercial. Poda em janeiro, após a colheita, outra poda em fevereiro e maio, para retirar as mudas, exceto uma, que responderá pela produção do ano seguinte.

Colheita e Embalagem

Colheita: início em agosto e término em novembro. Nas condições de São Paulo, no primeiro ciclo(ano), do plantio das mudas até a colheita varia de 4 a 5 meses, e no ponto de colheita, os botões apresentam brácteas aderentes, carnosas, e de cor arroxeada. A colheita é feita manualmente, cortando as hastes com maior comprimento possível, sem prejudicar as ramificações inferiores. Normalmente, são necessárias duas colheitas por semana. No inicio da colheita, os botões são grandes, depois, seu tamanho vai decrescendo e a quantidade aumentando. A produção comercial pode ser viável, em média, por 5 anos.

Produtividade normal: 25.000 a 50.000 botões (cabeças) por hectares. Cada cabeça pesa, em média 100 gramas, com 40 a 50 gramas de massa comestível.
Comercialização:
caixa K (12 a 13 kg).
Armazenamento:
in natura, o produto dura cinco dias após o corte, durabilidade aumenta quando o miolo é cozido e congelado.

Pragas e Moléstias

As pragas mais comuns são: caramujo, cochonilha da raiz e das mudas, lesmas, lagarta-rosca, nematóides e pulgões.

Fonte: www.criareplantar.com.br

A Alcachofra

Nome comum de duas plantas da mesma família. Uma é grande e viçosa, de cor verde-acinzentada. Atinge de 60 a 90 cm de altura e suas folhas são grandes e espinhosas. Essa alcachofra, originária do Mediterrâneo, é rica em vitamina C, além de ser importante fonte de vitaminas A, B1 e B2. Seu efeito terapêutico é recomendado nas doenças do fígado ou da vesícula biliar e em todas as doenças dos órgãos do sistema digestório.

O outro tipo de alcachofra pertence ao mesmo gênero que o girassol. É uma planta resistente e áspera que alcança de 1,50 a 3,70 m de altura. Produz flores amarelas que desabrocham no outono. Suas raízes, semelhantes a batatas, são utilizadas como alimento. Essa alcachofra vem sendo cultivada na França e é encontrada em estado natural no sudoeste norte-americano. Os tubérculos da alcachofra têm um alto valor nutritivo.

Nome científico: Cynara scolymus L.

Família: Asteraceae (Compositae)

Alcachofra
Alcachofra

A parte da alcachofra que se consome é a flor, considerada um dos legumes mais requintados e saborosos.

A alcachofra tem cinco partes: a ponta das folhas, não comestível; as “sedas’, que também não se come; o “coração”, ou fundo, que é comestível, sendo a parte mais suculenta; a base das folhas, carnuda e também comestível; e o talo que, depois de limpo (sem as fibras), pode ser usado em sopas e saladas.

A alcachofra tem ótimas propriedades nutritivas. E rica em vitaminas do complexo 13, em vitamina A e em sais minerais, como ferro, cálcio e fósforo. Além disso, a alcachofra também tem tanino, um eficiente antidiarréico, e um elemento chamado ciarina, que é excelente como regulador d fígado. Por ter poucas calorias, ela é recomendada nos regimes para emagrecer.

Para ver se a alcachofra está boa para o consumo, segure-a pelo talo e sacuda suavemente. Se ela está flexível, é sinal de que já está madura e pode ser consumida.

A escolha da alcachofra deve ser feita de acordo com o prato a ser preparado. Quando se pretende usar o fundo ou rechear, convém escolher alcachofras grandes, com folhas firmes e brilhantes.

As alcachofras pequenas são mais indicadas para saladas ou para serem preparadas ao vinagrete. Em geral, serve-se uma alcachofra por pessoa.

Guarde as alcachofras na gaveta da geladeira, dentro de um saco plástico.

Dessa forma, elas se conservam por 4 ou 5 dias.

A alcachofra também pode ser congelada, mas antes precisa ser cozida.

Alcachofra
Alcachofra

A alcachofra propriamente dita, consiste em um botão de flor comestível, sustentado por hastes retas que nascem no centro de uma folhagem, a qual forma um tufo de um metro de altura. Vive por vários anos e atinge 1,2 metro de altura. As partes comestíveis são o miolo e a parte macia e polpuda na base da flor.

A alcachofra é um vegetal muito nutritivo com baixas calorias. Uma alcachofra grande proporciona 15% das necessidades diárias de vitamina C, 300mg de potássio e 2g de fibra. Contém cinarina, substância química que melhora as funções do fígado e diminui o mau colesterol. Inibe o envelhecimento das células.

A alcachofra é originária dos países do Mar Mediterrâneo. Já era consumida na Idade Média, e durante este período, na Europa, representava um alimento com propriedades afrodisíacas.

No século XVIII, suas propriedades medicinais passaram a compor mais um dos seus atributos.

Após a Segunda Guerra Mundial, seu consumo alimentar generalizou-se.

Fazia parte da mesa dos nobres na Grécia Antiga.

No século XIX, na França e Espanha, as flores secas da alcachofra eram usadas para coalhar o leite.

Devido á sua coloração, era usada na preparação de tintas para tecidos de algodão.

Planta muito cultivada como ornamental, nos jardins brasileiros do século XIX.

Na Índia é usada apenas como planta ornamental.

A Itália é o maior consumidor de alcachofra.

A alcachofra pode ser servida quente ou fria, inclusive como aperitivo, acompanhada de molhos com ervas ou apenas azeite de oliva.

Fonte: www.agrov.com/www.saudenarede.com.br/www.herbario.com.br/www.jardimdeflores.com.br/batuquenacozinha.oi.com.br/www.klickeducacao.com.br/www.horti.com.br/www.sensibilidadeesabor.com.br

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