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Couve

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Couve

A couve (Brassica) pertence à numerosíssima família das Crucíferas (umas 1.900 espécies), que compreende quase sem exceção todas as verduras.

Contém numerosos óleos consistentes e enxofrados que estimulam o apetite e reforçam as secreções das glândulas, especialmente no tubo gastrintestinal.

As formas de cultivo mais comuns são a couve portuguesa, a couve galega, a couve lombarda, a couve crespa ou de Sabóia, a couve de Bruxelas, a couve-rábano, a couve-flor, o repolho, os brócolos, os nabos e as nabiças.

Composição e Propriedades

Até hoje, infelizmente, os químicos não nos podem dizer muita coisa a este respeito. Conhece-se, porém, o conteúdo das diferentes variedades de couves quanto às principais substâncias alimentares, conforme se vê no quadro que se segue.

O conteúdo mineral corresponde completamente ao das outras espécies de verdura. Além disso, todas as variedades de couve, assim como todos os legumes, possuem elevado conteúdo de bases.

Todas as variedades de couve mostram, de resto, um pequeno conteúdo de caroteno, primeiro escalão da vitamina A, assim como de vitaminas B i, B2, C e K.

Os elementos que entram na sua composição são muito escassos em calorias, mas, segundo a experiência mostra, satisfazem muito bem a sensação de apetite. Esta característica pode aproveitar-se no regime para obesos, preparando pratos pobres em calorias, isto é, sem gordura nem fécula.

As variedades de couves com paredes celulares delgadas, como a couve-flor, a couve-nabiça, podem, por outro lado, preparar-se com a ajuda de nata, ovos e gordura para a alimentação de enfermos desnutridos ou de alimentação difícil.

Também, como nas demais verduras de folhas, as variedades de couves constituem um alimento sumamente apropriado para os diabéticos, porque suportam muitíssimo bem o seu conteúdo em hidrocarbonatos, talvez por facilitarem o aproveitamento das matérias auxiliares, que atuam de forma análoga à insulina.

Para o homem são, a couve tem sido desde a Idade Antiga um alimento sempre importante e variado, como hoje.

Nunca se insistirá demasiado em que os legumes, as verduras, os cereais, as frutas e os produtos lácteos, numa preparação simples e natural, oram sempre a base (la alimentação sã, continuando ainda agora a sê-lo.

Com respeito à composição química da couve e das suas variedades, indica-se com frequencia que são pobres em proteínas e matérias nutritivas, que cheiram mal, que são de difícil digestão e de pouco proveito, que têm poucas calorias, que carregam os intestinos, que produzem flatulências, etc.

Estas propriedades negativas, freqüentemente atribuídas às hortaliças, e em especial à couve e suas variedades, só se justificam quando as verduras se desnaturalizam e se desvalorizam totalmente na cozinha «seleta», cozendo-as, suavizando-as com bicarbonato de sódio, branqueando-as, salgando-as e recobrindo-as de farinha ou de extratos de carne ou de gorduras salgadas.

Na forma mais simples, consumidas em parte como alimento cru, em parte impregnadas com pouca gordura, as nossas variedades de couve tomadas em quantidades moderadas constituem um importante alimento preventivo para jovens e velhos.

Emprego do Suco de Couve nas úlceras do Estômago

O suco de couve pode ostentar já um significado médico. O médico americano Dr. Carnett Cheney (Universidade de Stanford) tem publicado, desde 1940, uma série de trabalhos científicos sobre o tratamento das úlceras do estômago e do duodeno com suco de couve.

Obtinha o suco centrifugando couve crua e fazia os doentes tomarem quatro ou cinco vezes diariamente, de 200 a 250 cm3 de suco cru. Informou que mediante este tratamento ao cabo de cinco dias, no máximo, conseguia fazer cessar as dores, curando-se as úlceras, nuns catorze dias. O Dr. Cheney vê a causa deste efeito principalmente na presença de algum elemento ainda desconhecido e a que chama vitamina U. Esta substância, de existência ainda insegura, está contida na gordura da couve, encontrando-se também provavelmente na salsa, na alface, no aipo, nos ovos e no leite cru. A couve refogada ou murcha perde esta vitamina.

Os médicos suíços Strehler e Hunziker praticaram o tratamento de úlceras com suco de couve.

Fizeram os doentes tomarem, além de um litro diário do dito suco, com uma ligeira alimentação básica, um litro de purê de banana com um pouco de nata e ovos.

Com este regime não conseguiram acelerar o processo de cura por efeito da vitamina U (fator antiulceroso) nos doentes de gastrite e úlcera do estômago. Nos enfermos de úlcera do duodeno e de colite ulcerosa puderam, em contrapartida, comprovar uma redução do tempo de cura. Esta, nos doentes de úlcera do duodeno, precisou, em média, de três semanas e, num dos casos, apenas de sete dias. Os êxitos dos mencionados médicos na inflamação do duodeno, sempre de difícil cura, resultaram sobremaneira decisivos e deverão servir de base para posteriores investigações.

Outras Indicações Terapêuticas

Na alimentação dos doentes, como se disse atrás, cumpre ter em conta as características dietéticas das diversas variedades da couve.

Assim, aos doentes do estômago e do intestino devem dar-se naturalmente só as espécies mais finas, tais como couve-nabiça e couve-flor, ao passo que aos doentes de atonia intestinal ou com prisão de ventre crônica se devem dar as espécies mais fortes, excitantes das paredes intestinais, como couve galega e couve de Bruxelas, com as quais se sentirão aliviados, desde que não se apresente uma excepcional proliferação bacteriana intestinal; neste caso, seria mais oportuno um produto ácido do repolho, cru ou cozido ou em suco, e chegaríamos assim a um derivado da couve que não só é são como também possui um evidente valor médico, a couve fermentada (Chucrute).

Não só na Alemanha, como também em muitos outros países se aprecia muito como alimento o repolho fermentado ou chucrute.

Mas não se passou por alto o seu valor medicinal. De acordo com os nossos atuais conhecimentos, a couve fermentada consegue atuar como meio de cura e de correção de uma série de doenças. A prevenção das avitaminoses assim como a sua cura é devida ao elevado conteúdo deste alimento em minerais e vitaminas, e especialmente a C .

Evacua os sucos e gases pútridos, atua como remédio na úlcera do estômago, reforça os nervos e colabora em grau considerável para a formação de sangue; deste modo, muitas pessoas que comem o chucrute vêem transformar-se a palidez do rosto num belo colorido que é sinal de saúde.

O princípio curativo da couve fermentada é devido provavelmente ao elevado conteúdo em ácido láctico natural, de cujo favorável efeito em doenças muito difundidas, como arteriosclerose, reumatismo, gota e males hepáticos, muito haveria que dizer.

E temos de citar ainda outra coisa. A couve fermentada já demonstrou o seu valor como alimento para diabéticos; consumida em grande quantidade tem influído muitas vezes favoravelmente no quadro clínico.

O suco de couve crua é especialmente eficaz como remédio contra as lombrigas, nomeadamente nas parasitoses intestinais infantis. Não só é barato como também, e ao contrário dos específicos vermífugos freqüentemente tóxicos, é absolutamente inofensivo.

Se se deseja conservar o valor medicinal da couve fermentada, devido ao seu conteúdo em vitaminas, minerais, ácido láctico e colina, o consumo deverá ser a cru.

Podemos prepará-la de diferentes modos.

Corta-se ou pica-se, depois de espremido o suco, para que este não encharque a tábua de picar e se perca. Uma vez fragmentadas as folhas, volta-se a acrescentar-lhes o suco. Mistura-se depois cebola e finalmente alho e azeite. Se não se tinha já deitado temperos, juntam-se agora. Douram-se em azeite cebolas finalmente cortadas e deitam-se sobre a couve. Querendo comer morna, levar ao forno, mas não deve chegar a aquecer.

Também se acrescentam maçãs raladas e mistura-se tudo isto com alguma nata batida. Finalmente, também se pode preparar a couve fermentada com beterraba, um pouco de cenoura, nata ou azeite.

Couve
Couve

A cultura das couves é muito comum em todo o País.

Pertencem à família das Brassica oleracea L., variedade acephala.

Originária da costa do Mediterrâneo onde é cultivada desde antes de Cristo.

Variedades

As variedades de couves mais conhecidas são: Manteiga verde lisa, Manteiga verde crespa, Manteiga roxa e Gigante.

Dentre as variedades cotadas, as couves-manteiga são preferidas por serem mais tenras, enquanto que a couve gigante tem as folhas muito mais desenvolvidas.

Plantio

A melhor época para o plantio vai de fevereiro a maio, mas pode ser cultivada o ano todo.

O meio mais fácil e rápido de propagação é feito por mudas destacadas do “pé-mãe”, essas mudas são brotos que nascem nas axilas das folhas, principalmente durante a época mais quente.

Propaga-se também por sementes. Neste caso, semeia-se em lugar sombreado, transplantando-se para o definitivo, quando as mudinhas tiverem cerca de um palmo de altura, deixando-as a 50cm em todos os sentidos. Um grama (1 gr.) de semente fornece mudas para cerca de 50 metros quadrados.

Solo e Clima

Não é muito exigente, mas prefere solos levemente argilosos, ricos em matéria orgânica, úmidos e drenados, com pH entre 6 e 6,8.

Nas regiões de clima ameno (até 22graus) pode ser plantada o ano inteiro, sendo que nas demais regiões deve escolher o período de meses úmidos e de calor menos intenso, portanto é uma planta típica de outonoe inverno.

Tratos culturais

Adubação

Adubação aconselhável para esta cultura, como para qualquer outra só poderia ser indicada após se conhecer a fertilidade do solo, através da análise química.
Contudo, pode-se ter, com base para os solos de média fertilidade, a seguinte adubação: 3 litros de esterco para o espaçamento usual que é de 1,00 x 0,50 m.
Os tratos culturais a serem executados nesta cultura são: as usuais capinas, as desbrotas freqüentes o a condução da planta de modo a deixar as hastes crescerem livremente.
Deve-se, também, observar que, quando já estiverem bem altas, a possibilidade de se fazer o corte do broto central favorecendo, assim, a formação de mudas.

Colheita e embalagem

A colheita se processa 50 dias após o plantio das mudas e 90 dias após a semeação e colhe-se praticamente o ano todo. Uma boa planta produz cerca de 4 a 5 kg de folhas por ano.

Pragas e moléstias

As pragas desta cultura são as lagartas, traças e pulgões; as moléstias mais comuns são podridão mole, fusariose, mosaico e podridão negra.

Couve
Couve

ORIGEM

Oriunda das regiões do Mar Mediterrâneo, é cultivada no Brasil desde a época colonial.

TIPOS

Couve simples (Manteiga ou Mineira)
Couve–de-Bruxelas
Couve-Flor

COUVE SIMPLES (Manteiga ou Mineira)

CARACTERÍSTICAS: É a mais conhecida e consumida, tem folhas grandes e lisas, recobertas por um tipo de serosidade, que lhe dá brilho e resistência; a cor é do tipo verde-brilhante.

MODO DE COMPRAR: Idêntico à chicória e a todas as hortaliças folhosas.

MODO DE CONSERVAR: A couve pode ser conservada até por 1 semana, se as folhas forem guardadas inteiras (sem arrancar os talos), acondicionadas na gaveta da geladeira, dentro de saco plástico. O ideal é consumir até, no máximo, 3 dias após a compra. Se quiser conservá-la por período maior, é conveniente congelar.

MODO DE PREPARAR: Todas as hortaliças folhosas devem ser lavadas abundantemente em água corrente, a fim de remover pequenos insetos e impurezas diversas.

Outras dicas

1 – após essa lavagem, mergulhar as peças numa vasilha, contendo uma mistura de água com limão
2
– na secção de verduras dos supermercados, há produtos que ajudam a promover essa limpeza.

MODO DE CONSUMIR:

A couve pode compor pratos como:

Cozidos e ensopados;
Feijoada;
Feijão tropeiro;
Tutu à mineira;
Refogada;
Saladas cruas, quando são bem melhor aproveitados os seus nutrientes.

OBSERVAÇÃO: É uma boa prática mastigar bastante todo e qualquer alimento antes de ingerir, para que não haja má digestão e, no caso da couve, com muito mais razão, devido à sua consistência mais rija.

COMPOSIÇÃO

Em 100 gramas, encontramos:

Proteínas = 4 g
Cálcio = 31 mg (Atenção: Tanto quanto o leite de vaca)
Fósforo = 77 mg
Ferro = 1,1mg
Sódio = 9 mg
Potássio = 411 mg

Vitaminas:

A (Beta-caroteno)
Complexo B;
C;
K

OBSERVAÇÃO: Mesmo cozida pode causar flatulência (gases intestinais).

VALOR CALÓRICO: 100 gramas de couve-manteiga crua apresentam 25 calorias e, quando refogada, 146 calorias

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Previne e combate distúrbios diversos:

Glândula tireóide
Fígado
Cálculos (pedras) da vesícula biliar e dos rins
Hemorróidas

Tem eficaz efeito para:

Rins
Coração
Olhos
É desintoxicante

O suco de couve é bastante eficaz no tratamento de úlcera do estômago e do duodeno. Segundo pesquisadores americanos e suíços, o suco deve ser preparado coma couve crua, caso contrário, não fará o efeito desejado.

Tomado várias vezes ao dia, em torno de 5 dias, as dores cessam e, após 2 semanas, a úlcera desaparece.

COUVE DE BRUXELAS

ORIGEM: É originária da região mediterrânea Esta hortaliça foi submetida a um processo de pesquisa, em 1750, na Bélgica, mais precisamente, na capital, Bruxelas, daí a sua denominação

CARACTERÍSTICAS: Tem a forma de repolho, motivo pelo qual também é chamada de “repolinho” ou “repolho de Bruxelas”; – Cresce em toda a extensão do talo, de tal maneira que este fica totalmente coberto pelos repolinhos.

MODO DE COMPRAR: É vendida por quilo e convém escolher as mais redondas e pesadas; quanto mais firme e verde, mais fresca ela estará.

Quantidade: Calcular 1 quilo para 6 pessoas.

MODO DE CONSERVAR: Esta hortaliça é bem mais resistente do que a couve comum, podendo, portanto, ser conservada por mais tempo, cerca de uma semana. Uma boa dica: retirar as folhas manchadas ou com imperfeições e, em seguida, colocar num saco plástico e guardar na gaveta inferior da geladeira.

MODO DE CONSUMIR:

Na cozinha, a couve-de-bruxelas é usada de várias maneiras:

Em sopas;
Ensopada;
Cozida;
Refogada;
Crua, em saladas;
Para aproveitarmos melhor seus nutrientes, devemos cozinhar no vapor ou em fogo baixo com pouca água.

COMPOSIÇÃO

É uma hortaliça rica em: Celulose (fibras)

Sais Minerais:

Fósforo
Ferro
Enxofre
Potássio

Vitaminas

Vitaminas A, C

VALOR CALÓRICO

100 gramas de Couve-de-bruxelas crua fornecem 45 calorias.
100 gramas de Couve manteiga cozida fornecem 66
100 gramas de Couve manteiga crua fornecem 27
100 gramas de Couve manteiga refogada fornecem 90

Fonte: www.geocities.com/www.criareplantar.com.br/www.posto7.com.br

 

 

 

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