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Mandioquinha

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A mandioquinha de boa qualidade é firme, lisa e de cor amarelo clara.

Na hora de comprar, prefira as raízes mais retas, sem muitas reentrâncias e pontos escuros. Para saber quanto comprar, calcule 1/2 kg de mandioquinha para 4 pessoas.

Durante uma semana, a mandioquinha se conserva bem dentro da gaveta da geladeira. Passado esse tempo, ela se torna mole e começa a enrugar, perdendo o sabor. Depois de especialmente preparada, a mandioquinha pode ser congelada.

Uma porção de 100 g de mandioquinha fornece cerca de 125 calorias.

Origem

MandioquinhaMandioquinha

Originária dos Andes, talvez seja a planta cultivada há mais tempo na América do Sul.

Recebe em cada região do Brasil uma denominação diferente: mandioquinha-salsa, batata baroa, batata salsa, batata fiuza, batata aipo, aipim branco, cenoura amarela e salsa. Fica deliciosa em purês, sopas, como bolinhos ou chips. Abundante e de preço acessível, Erick Jacquin e Renata Vanzetto avisam que não se pode viver sem experimentar essa hortaliça.

A Mandioquinha

A mandioquinha (Arracacia xanthorrhiza), também chamada de Mandioquinha-salsa, Batata-baroa, baroa e Batata-salsa, pode atingir cerca de 1 m de altura.

É uma planta herbácea, semiperene, com raízes ricas em vitaminas do complexo B. Sua composição é rica em vitaminas A, B1, B2, C, D e E, carboidratos, potássio, silício, fósforo, enxofre, cloro, cálcio, ferro e magnésio. A raiz é utilizada para fabricação de pães e bolos. Suas folhas podem ser usadas como complemento para ração animal.

A parte aérea das folhas atinge de 30 a 50 cm de altura, formando uma coroa resultante da brotação da muda. Já a parte externa, ou zona dos filhotes, é um produto de brotações laterais da coroa. Quanto ao consumo das folhas, se jovens podem ser consumidas cruas ou cozidas e se velhas somente após o seu completo cozimento.

Cultura da Mandioquinha-Salsa

A mandioquinha-salsa, batata-aipo, batata-baroa, batata-fiúza ou barão, diversas denominações com que é chamada, é uma hortaliça originária dos Andes, sendo assim cultivada em regiões de clima frio, com altitudes entre 1500 e 2500 m. No Brasil, é principalmente cultivada na Região Centro-Sul, principalmente nas áreas elevadas onde ocorrem condições climáticas similares ao seu local de origem, mas com algumas exceções, onde atualmente seu cultivo tem sido bem sucedido em regiões do Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

Seu cultivo, de modo geral no país, é efetuado subseqüente ao da batata. Pertence ao grupo das umbelíferas, que abrange alimentos considerados energéticos.

Apesar de demandar larga mão-de-obra, esta tem sido atendida, em parte, pela utilização do trabalho familiar. Possui um baixo custo de produção, por ser uma cultura rústica.

MandioquinhaMandioquinha

MandioquinhaMandioquinha

Botânica

A mandioquinha-salsa é provavelmente a planta mais antiga cultivada da América do Sul. Pertence a família Umbelliferae ( Apiaceae), ao gênero Arracacia e a espécie Arracacia xanthorrhiza.

É originária da região andina da América do Sul, correspondida pela Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

A mandioquinha-salsa é uma planta dicotiledônia, herbácea, de porte baixo, com altura variando entre 40 e 60 cm, podendo as folhagens alcançar até 1,5 m de altura. É anual quanto a produção das raízes tuberosas e bianual quanto ao ciclo biológico, a razão pela qual raras vezes completa o ciclo em plantios comerciais.

A parte subterrânea é constituída principalmente pelas raízes tuberosas, em número de quatro a dez, que saem da parte inferior da coroa. As raízes são ovóides, cônicas ou fusiformes, de coloração amarela, com 5 a 25 cm de comprimento e 3 a 8 cm de diâmetro.

As flores são pequenas, com cinco pétalas que se alternam com cinco estames compridos e finos, e são reunidos em inflorescência chamada umbela. O fruto é do tipo diaquênio. As sementes são viáveis.

Clima

Associada a sua origem andina, a cultura no Brasil concentrou-se nas regiões montanhosa, de clima ameno, altitudes entre 600m à 1.500m, precipitação média de 600mm, bem distribuída, de forma a dispensar o uso da irrigação suplementar, e temperatura média anual de 17oC.

Admite-se hoje seu cultivo em regiões de clima como o do Planalto Central onde a temperatura média situa-se na faixa de 20 a25oC, altitudes inferiores a 600m, havendo neste caso, a necessidade de irrigação suplementar.

Pelas características de clima e solo do Planalto Central, deve-se ressaltar alguns fatores para produções elevadas, como: uso de corretivos, exigência de adubação de plantio e em cobertura e irrigação. A temperatura média mais elevada, em relação aos locais tradicionais de cultivo, possibilita o uso de mudas menores e mais novas, o que ocasiona ausência de florescimento e colheitas mais precoces, além de contribuir para o aumento da produtividade.

Cultivares

Há um número muito reduzido de Cultivares (clones) sendo propagados no Brasil. Fitomelhoristas Brasileiros, vem atuando em instituições federais de ensino ou der pesquisa e têm obtido novos clones, usando semente Botânica. Tais cultivares melhorados, apresentam raízes com coloração amarelo-claro ou amarelo-dourada com produtividade e precocidade favoráveis, permitindo a colheita aos oito meses do plantio.

Época de Plantio

Teoricamente pode se plantar o ano todo. Em regiões com possível ocorrência de geadas o plantio é feito de setembro a novembro. Na região sul de Minas os plantios são realizados entres os meses de fevereiro e setembro. De março a maio , o plantio é comum em outras regiões de MG, ES, DF, GO, SP.

Nos meses quentes, com alta precipitação, o risco do apodrecimento das mudas, causado por bactérias, é mais elevado. A grande alternativa para os plantios efetuados entre dezembro e fevereiro é o uso da técnica de pré-enraizamento, em canteiros com telados, com cobertura plástica, ou ainda em recipientes adequados para a formação de mudas de hortaliças. Utilizam-se 2 t/ha de rebentos no plantio.

O espaçamento de plantio é de 70 a 80 x 30 a 40 cm, espaçamentos mais estreitos originam raízes tuberosas menores, que demandarão mais tempo para atingir o tamanho desejado.

Solos

A planta da mandioquinha-salsa desenvolve melhor e é mais produtiva quanto cultivadas em solos de textura média, com boa capacidade de drenagem e bem profundo, uma vez que esta espécie não tolera encharcamento.

Solos anteriormente cultivados com feijão correm o risco de estarem contaminados por Sclerotinia sclerotiorum, fungo causador do “mofo branco” e que ataca a mandioquinha-salsa causando “murcha de esclerocium”.

O sistema de cultivo mínimo restringe-se apenas ao coveamento, ele é utilizado em áreas de topografia acidentada, principalmente em associação com o café. Este sistema é viável em solos profundos e friáveis.

Em solos profundos e com topografia mais suave, procede-se à aração e gradagem. Essa prática melhora a estrutura do solo, contribuindo para o bom desenvolvimento das raízes de reserva. Após a gradagem recomenda-se levantar camalhões com altura variável entre 20 e 40 cm, sobre os quais são feitos os sulcos onde é distribuído o adubo de plantio.

Em solos arenoso, de pouca retenção de umidade, não se recomenda o uso de camalhões, mas deve-se proceder neste caso à incorporação de 5 t/ha de cama de galinha ou 10 t/ha de esterco de gado, com o objetivo de melhorar as condições de retenção de umidade e dos nutrientes oriundos da adubação química.

Adubação

A faixa ideal de pH para a cultura é de 5,5 a 6,5; Em solos mais ácidos, a Calagem é recomendado elevando-se a Saturação por Bases a 80%, alem do efeito corretivo, também fornece Ca e Mg.

Em muitos casos, torna-se viável o emprego de fosfato natural como opção mais econômica de fonte de fósforo, uma vez que o ciclo de 10 a 12 meses permitirá a absorção pela planta, durante sua lenta solubilização.

A planta de mandioquinha-salsa responde à adubação fosfatada, na qual doses mais altas de fósforo devem ser combinadas com altas doses de resíduo orgânico. Porém, a prática da adubação com 5 Kg/ha de sulfato de zinco deverá ser considerada. Apesar de pouco utilizada, a adubação orgânica é recomendável para melhorar o desenvolvimento das plantas.

Propagação

Propagação vegetativa

Mudas novas podem diminuir a capacidade de enraizamento, devido ao baixo teor de matéria seca acumulado.

Os rebentos são separados da touceira, selecionando-se os mais vigorosos e sadios. O comprimento dos rebentos variam de acordo com o clone utilizado. Uma touceira pode fornecer de 10 a 30 rebentos ou mudas selecionadas.

Após a colheita, destacam-se as raízes tuberosas e deixam-se as touceiras espalhadas e armazenadas `a sombra, por 10 a 15 dias, para que ocorra o murchamento das folhas. Este murchamento auxilia no enraizamento e no pegamento das mudas no campo, desde que a água não seja fator limitante após o plantio.

OBS: “Propagação por Sementes” não é viável comercialmente, apenas para fins de melhoramento genético

Tratos Culturais

A cultura não é muito exigente em tratos culturais, dependendo das condições pluviométricas regionais, exige-se irrigação, dando atenção especial na fase de crescimento vegetativo. Esta irrigação pode ser realizada através de Aspersão, ou por sulco de irrigação.

Fazer o Manejo das Plantas Daninhas, visando diminuir a concorrência por água, luminosidade, nutrientes, CO2, além de promover maior controle de pragas e doenças das quais são hospedeiras.

Controle Fitossanitário

A cultura não é sujeita a ataques freqüentes de doenças e pragas. A bacteriose podridão- mole pode ocorrer, sendo causada por Erwinia carotovora, provocando danos às raízes tuberosas. Solos mal drenados, temperaturas e pluviosidade elevados, favoracem a doença. Na pós-colheita é agravado por ferimentos ,transporte e comercialização.

Colheita e Comercialização

O ciclo da cultura, do plantio a colheita varia de 8 a 11 meses. O sinal de que a planta completou seu ciclo é o amarelecimento e a secagem das folhas. A produtividade é variável, de 15 a 25 t/ha, sendo até mais elevada quando utilizado material de plantio livre de vírus ou uso de clones melhorados.

Verifica-se, atualmente, uma tendência de incremento no volume comercializado de mandioquinha-salsa.

O fluxo da mandioquinha-salsa comercializada no Brasil está bem definido: Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina concentram a comercialização na CEAGESP, principal centro de consumo e distribuição dessa hortaliça no país.

Referências Bibliográficas

Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. Fernando Antônio Reis Figueira – Viçosa: UFV, 2000.
Recomendações para o uso de Corretivos e Fertilizantes em Minas Gerais: 4a Aproximação-CFSEMG-Lavras.1989.Artigos da Internet
Recomendações de Adubação e Calagem para o Estado de São Paulo. Boletim Técnico número 100 – IAC – Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. 1985.

Como é a mandioquinha-salsa?

É uma planta herbácea, com altura variando entre 40 e 60 cm, de ciclo entre 6 e 14 meses para produção de raízes tuberosas. A coloração das folhas e do pecíolo varia de verde a roxa. Compõe-se de uma coroa que é originada da muda que formou a planta.

Da parte superior saem ramificações conhecidas como rebentos ou filhotes em número de 10 a 50, de onde nascem as folhas.

Esses rebentos são utilizados para fazer mudas. A parte subterrânea é constituída de raízes tuberosas, em número de 4, 10 ou mais, que saem da parte inferior da coroa.

Essas raízes tuberosas é que são comercializadas. O formato das raízes pode ser ovóide ou cônico, de coloração branca, amarela, arroxeada ou alaranjada, dependendo da variedade.

Onde ela é indicada para o plantio?

O cultivo pode ser realizado o ano todo em altitudes superiores a 800 metros, porém, em altitudes inferiores, o cultivo de verão pode não ter sucesso.

Como pode ser utilizada?

As raízes são a parte comercial, destinadas à alimentação humana, usadas para o preparo de sopas, pães, bolinhos, etc. As folhas também podem ser utilizadas para fazer saladas e na alimentação de animais, especialmente coelhos e bovinos.

A mandioquinha-salsa é uma boa opção para o produtor?

Sim, por ser uma cultura bastante rústica, ter baixo custo de produção, possibilitando grande retorno econômico, devido aos altos preços alcançados no mercado durante o ano todo.

Quais as características nutricionais da mandioquinha-salsa?

A mandioquinha-salsa faz parte do importante grupo de alimentos considerados energéticos, ou seja, alimentos ricos em carboidratos. Também é excelente fonte de minerais, tais como cálcio, fósforo, ferro, e de vitaminas A, C, do complexo B e Niacina.

Para suprir as necessidades diárias de minerais em crianças, doentes e idosos, 100 gramas de mandioquinha-salsa aão suficientes.

Quais os cultivares de mandioquinha-salsa indicados para o Estado de São Paulo e onde podem ser encontrados?

Amarelo comum: Ciclo de 10 a 12 meses, com potencial de produtividade de 10 toneladas por hectare.
Amarelo Senador Amaral:
Ciclo de 7 a 12 meses e com potencial de produtividade de 25 toneladas por hectare.

Como se propaga a mandioquinha-salsa?

A propagação da mandioquinha-salsa se faz através de rebentos ou filhotes, que são ramificações da parte superior, que formam as folhas. Essas mudas são retiradas de touceiras comerciais produtivas, sadias e vigorosas, as quais são submetidas à rigorosa seleção quanto à fitossanidade (livres de pragas e doenças).

Após eliminação das folhas e raízes, as touceiras devem ser lavadas em água corrente, a fim de eliminar todo resíduo de terra.Os rebentos destacados devem ser mergulhados por quinze minutos em uma solução de um litro de água sanitária para 10 litros de água. Logo a seguir é realizado o corte em bisel das mudas, que são polvilhadas com cal hidratada, a fim de se promover o processo de cura.

Quais os sistemas de plantio de mandioquinha-salsa?

Existem dois sistemas de plantio, o plantio direto e o plantio de mudas pré-enraizadas.

Plantio direto

As mudas preparadas são plantadas no local definitivo, no espaçamento de 40 x 70 centímetros.

Plantio de mudas pré-enraizadas: as mudas preparadas são colocadas em canteiros com um espaçamento de 5 x 5 centímetros e cobertas com uma fina camada de terra. A cobertura morta e o sombreamento até o início da brotação promovem menores perdas de mudas. Após 45 a 60 dias, as mudas enraizadas são transplantadas no local definitivo.

Quais as vantagens do plantio de mudas pré-enraizadas?

O plantio de mudas pré-enraizadas estabelece na lavoura um estande uniforme e uma economia de no mínimo duas capinas, além de irrigações e pulverizações durante esse período de 45 a 60 dias, já que com 100m² de canteiro há a possibilidade de formar um hectares de lavoura.

Durante o período em que as mudas estão no canteiro, há também a possibilidade de retirar mudas que florescem, morrem, adoecem ou são atacadas por pragas, e ainda selecioná-las por tamanho, no ato do plantio.

Quais os tratos culturais para a mandioquinha-salsa?

Devido à sua rusticidade, essa cultura é pouco exigente em tratos culturais. Entretanto, necessita de capinas até o fechamento entrelinhas e no final do ciclo para facilitar a colheita. Na fase inicial da cultura, é necessário o controle de pragas que danificam as mudas. As irrigações proporcionam maior pegamento das mudas e garantem maior produtividade. A cobertura morta entre as linhas também é benéfica para a cultura.

A irrigação é importante para a cultura da mandioquinha-salsa?

A irrigação é fundamental por influenciar diretamente no aumento da produtividade. Entretanto, o excesso de água é tão prejudicial quanto a falta. O manejo correto da irrigação, o conhecimento do solo e do clima da região, bem como a quantidade de água de que a planta necessita em suas diferentes fases de crescimento são muito importantes para o sucesso da cultura.

Fonte: www.horti.com.br/www3.ufla.br/www.cati.sp.gov.br/

 

 

 

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