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Cafeína

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Apesar que a cafeína muitas vezes pareça ser ruim ao organismo, quantidades sensatas são realmente benéficas. A cafeína é localizada naturalmente em alimentos e bebidas cotidianas, como chá, café e chocolate, mas este estimulante natural também é adicionado a produtos que melhoram o desempenho, analgésicos e xampus especializados projetados para ajudar a retardar a queda de cabelo.

Veja alguns benefícios surpreendentes de saúde de cafeína em sua dieta e estilo de vida.

Cafeína ajuda você a pensar diretamente

Por razões óbvias, muitas pessoas buscam uma xícara de café para ajudá-las a ficar acordadas. De fato, a cafeína é o estimulante mais amplamente consumido no mundo. Classificada como nootrópica , a cafeína bloqueia os receptores de adenosina no cérebro para aumentar o estado de alerta, aumentar a atenção e reduzir a percepção de fadiga.

Algumas evidências sugerem que a ingestão regular de cafeína pode ter um efeito protetor contra a demência, embora mais estudos sejam necessários para confirmar isso.

Cafeína aumenta o seu metabolismo

Beber uma xícara de café contendo 200mg de cafeína pode aumentar sua taxa metabólica em 7% nas três horas seguintes, para que você queime mais gordura e gere mais calor. Esse efeito é o motivo pelo qual a cafeína é frequentemente adicionada a analgésicos vendidos sem receita médica, pois acelera a ação de outros ingredientes, como o ibuprofeno.

É também por isso que a cafeína é adicionada a alguns suplementos de perda de peso. Em alguns estudos, a ingestão regular de cafeína resultou na queima de um extra de 79 kcal para 150 kcals por dia.

A cafeína é um antioxidante

Os efeitos antioxidantes da cafeína contribuem para os benefícios para a saúde do café e do chá, aumentando os efeitos de seus polifenóis antioxidantes. Estudos descobriram que as pessoas que bebiam duas ou mais xícaras de café por dia tinham, em média, 14% menos probabilidade de morrer de qualquer causa durante os períodos de acompanhamento do estudo do que aquelas que bebiam pouco ou nenhum café.

Benefícios semelhantes foram encontrados para o chá . Aqueles que bebiam três xícaras de chá por dia tinham 24% menos probabilidade de morrer de qualquer causa médica durante a duração do estudo, em comparação com aqueles que não bebiam chá. De acordo com estudos, a cafeína também pode contribuir para diminuir o risco de carcinoma basocelular (uma forma de câncer de pele), ter um efeito favorável sobre o câncer de mama e fornecer proteção contra o diabetes tipo 2 de início na idade adulta .

A cafeína é uma droga socialmente aceita e amplamente consumida mundialmente. Pertence a um grupo de compostos lipídicos solúveis denominados de purinas, quimicamente conhecida como 1,3,7,-trimetilxantina (C8H60N4O2).

É considerada, juntamente com as anfetaminas e a cocaína, uma droga estimulante psicomotora, possuindo um efeito acentuado sobre a função mental e comportamental que produz excitação e euforia, redução da sensação de fadiga e aumento da atividade motora. Encontrada naturalmente em grãos de café, em chás, chocolates, grãos de cacau, e nozes da planta cola que está presente em refrigerantes a base de cola. Cerca de 95% da cafeína ingerida é metabolizada pelo fígado, e só cerca de 3% a 5% é recuperada na sua forma original na urina.

Aproximadamente 63 espécies de plantas contém cafeína em suas folhas, sementes, ou frutos, sendo que o Brasil parece ser o segundo maior consumidor de bebidas contendo cafeína, mais precisamente fornecida pelo café, perdendo apenas para os EUA. Nos EUA 75% da cafeína ingerida é proveniente do consumo do café, 15% do consumo de chás e o restante proveniente de refrigerantes, chocolates e outros. A concentração de cafeína presente em bebidas depende muito da origem da planta de café e do processamento dos grãos, assim como, da concentração da preparação. Geralmente, o café instantâneo ou solúvel contém menos cafeína que o café torrado e moído, se for ingerido o mesmo volume.

Para se ter uma ideia, em uma xícara(150 ml) de infusão de café pode conter em média 60 a 150 mg de cafeína, já de café instantâneo 100 mg. Uma xícara de chá pode conter em média 20 a 50 mg de cafeína, e 360ml de refrigerante a base de cola por volta de 50 mg. Em 2,5 xícaras de café expresso (100ml) contém por volta de 250 a 400mg de cafeína, sendo que, a ingestão média de cafeína pode variar entre 100 a 300 mg/dia.

A cafeína, até pouco tempo atrás, era considerada doping pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), se fosse encontrada uma concentração maior do que 12mg/ml na urina do atleta. Esse valore pode ser alcançados com a ingestão de 4 a 7 xícaras de café (600 a 800 mg) consumidos num período de 30 minutos.

Ainda, indivíduos os quais degradam a cafeína lentamente ou excretam grandes quantidades de cafeína não metabolizada na urina, tinham elevado risco de atingir os valores considerados doping. Além disso, a ingestão de tabletes de cafeína, que parecem aumentar a absorção da droga quando comparados à ingestão no próprio café, ou o uso de supositórios de cafeína ou de injeções, atingiam facilmente os valores considerados doping.

As metilxantinas têm duas ações celulares bem caracterizadas que são a grande habilidade em inibir as fosforilases do ciclo dos nucleotídios, aumentando desse modo o AMPc intracelular; e antagonizar a ação de receptores mediados pela adenosina.

As propriedades farmacológicas dessas metilxantinas são: relaxamento da musculatura lisa (notadamente dos brônquios); estimulam o sistema nervoso central e o músculo cardíaco; e atuam como um diurético aumentando a produção de urina. Essa última parece ser devido ao aumento da filtração glomerular e do fluxo renal, especialmente na medula, no entanto, os mecanismos envolvidos permanecem ainda controversos.

Dentre as metilxantinas a absorção de cafeína pelo trato gastrointestinal é mais rápida e tem seu pico plasmático atingido dentro de uma hora. No entanto, o clearance renal é muito rápido, e sua meia vida plasmática está por volta de 3 a 7 horas, sendo prolongada em duas vezes em mulheres que se encontram nos últimos estágios de gravidez, ou com o uso prolongado de anticoncepcionais esteroidais. As metilxantinas estão distribuídas em todos os tecidos corporais em volumes similares (0,4-0,6 l/kg), atravessam facilmente a placenta e se difundem, também, para o leite materno. O primeiro passo do metabolismo da cafeína acontece no fígado por um processo conhecido como desmetilação e oxidação na posição 8, portanto envolve o citocromo P450.

Seus efeitos ergogênicos sobre a performance aparecem em doses da ordem de 3 a 5mg/kg, 1 hora antes do exercício, e foram observados, notadamente, em exercícios de endurance (longa duração), força e potência. Esses efeitos se embasam na capacidade que a cafeína tem em facilitar a liberação de epinefrina, estimular a vasodilatação, a lipólise, a glicogenólise, e funciona como um broncodilatador. O aumento da lipólise pode resultar em “glicogen sparing”, ou seja, um efeito poupador do glicogênio levando o atleta a resistir maior tempo ao exercício prolongado. Como inibidor da enzima fosfodiesterase, a cafeína pode pontecializar a ação do AMPc, elemento importante para conversão das fosforilases e da lipase hormônio sensível em suas formas ativas. Facilita a mobilização do cálcio do retículo sarcoplasmático e aumenta a sensibilidade das miofibrilas e das subunidades da troponina C a esse íon. Atua como antagonista competitivo dos receptores para adenosina, um depressor do SNC. Pesquisas recentes tem se voltado para seus efeitos no SNC e sobre o desenvolvimento da força muscular como mecanismos ergogênicos promissores.

Um estudo realizado com corredores de endurance que consumiram aproximadamente 10 mg de cafeína por kg de peso corporal mostrou aumento significante de 1,9% no tempo de esforço até a exaustão, demonstrando que grande dose de cafeína aumenta a performance de endurance. Outros mostram, ainda, que não existe uma relação direta dose-resposta sobre a performance de endurance, não havendo nenhum benefício quando ciclistas ingeriram doses de cafeína acima de 5mg/kg do seu peso corporal, e que nenhum dos sujeitos do estudo ultrapassou o limite urinário que era estipulado pelo COI. A cafeína parece ter, ainda, um efeito benéfico sobre a performance durante eventos de curta duração (até 25 minutos). No entanto, a performance em tais eventos não parece ser limitada pelo esgotamento do glicogênio, mas possivelmente por outros fatores, incluindo a estimulação neural e muscular.

Existem inúmeras controvérsias sobre o consumo de cafeína e problemas relacionados à saúde, porém, alguns pequenos problemas são relatados quanto ao excesso do consumo dessa droga como: agitação, ansiedade, irritabilidade, tremor das mãos, insônia, dor de cabeça, irritação gástrica, aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Alguns estudos isolados sugeriram que o consumo de cafeína aumentava o risco de câncer, doença cardíaca coronariana, câncer de mama, osteoporose, e outras. Pesquisas mais recentes descartam essas possibilidades visto que o consumo moderado (média de 200 mg/dia), ou seja, 2 a 3 xícaras de café, não irá colocar a maioria dos indivíduos saudáveis sobre risco de saúde. Quanto aos efeitos do consumo excessivo de cafeína, geralmente não ocorre risco significante à saúde ou lesão permanente, porém, a overdose pode ocorrer, sendo que a LD-50 (dose oral letal necessária para matar 50% da população) para cafeína está estimada em 10g (150-170mg/kg de peso corporal), quando se alcançam valores plasmáticos acima de 30mg/ml.

Reinaldo A. Bassit

O que é cafeína?

A cafeína é encontrada nas folhas, sementes ou frutas de mais de 60 plantas.

É amplamente encontrada em bebidas e alimentos, como café, chá, refrigerantes cola e chocolate.

Segurança

A cafeína é um dos ingredientes mais amplamente estudados no suprimento de alimentos.

Em 1958, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA designou a cafeína nas bebidas do tipo cola como “geralmente considerada como segura”.

A FDA considera a cafeína segura para todos os consumidores, inclusive crianças.

O consumo moderado da cafeína por adultos, considerado como sendo cerca de 300 mg por dia (ou uma quantidade contida em 2 a 3 xícaras de café ou 5 a 6 latas de refrigerantes cafeinados) não foi associado a efeitos adversos para a saúde.

Embora não definido, espera-se que o consumo moderado de cafeína seja menor para as crianças. Mulheres grávidas ou amamentando ou mulheres tentando engravidar devem consultar o médico sobre o consumo de cafeína.

VOCÊ SABIA?

Uma xícara dos refrigerantes que mais contêm cafeína contém somente cerca de um terço da quantidade de cafeína encontrada em uma xícara de café.

Uma porção de 240 ml de refrigerante contém cerca de 23 a 31 miligramas de cafeína.

Uma porção de 240 ml de café contém entre 104 e 192 miligramas, dependendo da infusão. O chocolate normal contém cerca de 35 miligramas por 29,6 mililitros.

Cafeína

As bebidas cafeinadas me deixam desidratado?

Apesar da cafeína poder ter um efeito diurético suave e de curto prazo em pessoas que não consomem cafeína normalmente, estudos demonstraram que isto não é o que ocorre em pessoas que consomem cafeína regularmente. Como conseqüência, um relatório sobre as necessidades de água publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências concluiu que todas as bebidas, inclusive as que apresentam cafeína, contribuem para a hidratação.

Tomar bebidas cafeinadas diariamente causa problemas de saúde?

A cafeína é um dos ingredientes mais estudados na oferta de alimentos atualmente e as autoridades de alimentos e saúde em todo o mundo, inclusive a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), aprovaram a cafeína como ingrediente em refrigerantes e em outros produtos, como remédios para a dor de cabeça.

A maioria dos especialistas considera o consumo moderado como sendo de até 300 mg por dia – a quantidade contida em 2 a 3 xícaras de café ou 5 a 6 latas de refrigerantes cafeinados.

Claro que o consumo de cafeína moderado deve ser menor para crianças. Mulheres grávidas ou amamentando ou mulheres tentando engravidar devem consultar o médico sobre o consumo de cafeína.

Por que se adiciona cafeína aos refrigerantes?

A cafeína é parte integrante do sabor complexo e do perfil geral de alguns refrigerantes, que os consumidores apreciam por sua refrescância, sabor e hidratação.

Por mais de 100 anos, em alguns casos, as fórmulas destas bebidas têm sido uma mistura cuidadosamente equilibrada de ingredientes, incluindo adoçantes, carbonatação, cafeína e outros aromatizantes, para produzir o sabor refrescante e a qualidade divertida que os consumidores preferem, especialmente quando servidos gelados ou com gelo. O gosto amargo da cafeína é parte do perfil de sabor complexo dessas bebidas.

A quantidade de cafeína na maioria dos refrigerantes que a contêm é relativamente pequena – cerca de 30 miligramas de cafeína por porção de 240 ml, ou menos de um terço da quantidade presente em uma xícara de 240 ml de café comum (104 a 192 mg por 240 ml). Entretanto, como algumas pessoas preferem bebidas sem cafeína, muitos refrigerantes também estão disponíveis em versões sem cafeína.

A cafeína vicia?

Vício é uma palavra usada de forma vaga e, às vezes, capciosa, que significa coisas diferentes para pessoas diferentes e, frequentemente, é definida de forma diferente pelos membros do público em geral. As pessoas que se dizem “viciadas” em cafeína tendem a usar o termo de forma vaga, como se dissessem que são “viciados” em chocolate, correr, fazer compras, trabalhar ou assistir à televisão.

Entretanto, a cafeína não vicia da forma como os especialistas da comunidade científica definem o termo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde “Não há nenhuma evidência de que o uso da cafeína tenha conseqüências sociais e físicas remotamente comparáveis às associadas ao abuso de drogas”.

Na versão mais recente do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais, o texto oficial da Associação Americana de Psiquiatria, a cafeína não é classificada como causadora de “dependência”.

Ao contrário das drogas que viciam, as pessoas podem controlar ou moderar sua ingestão de alimentos e bebidas que contêm cafeína. A maioria das pessoas que consomem cafeína mantém um nível relativamente consistente de ingestão.

A cafeína é considerada um estimulante leve. Estudos científicos confirmam que, embora muitas pessoas gostem de produtos descafeinados, aquelas que escolhem parar de consumir ou reduzir a cafeína de suas dietas podem fazê-lo sem intervenção médica séria ou sem efeitos físicos ou psicológicos sérios. Os efeitos colaterais que algumas pessoas sentem, como dores de cabeça, tendem a ser suaves e passam dentro de alguns dias.

Introdução

A Cafeína é um alcalóide que se encontra,na natureza, em mais de 63 espécies de plantas. Entre os vários alcalóides existentes na natureza, encontram-se as metilxantinas.

Existem 3 metilxantinas particularmente importantes: a 1,3,7-trimetilxantina (cafeína), a 1,3-dimetilxantina (teofilina) e a 3,7-dimetilxantina (teobromina). Todos são derivados da purina (o grupo xantina é a 2,6-dioxopurina) e inibem a cAMP fosfodiesterase. Teobromina e teofilina são duas dimetilxantinas, com dois grupos metilas somentes, em contraste à cafeína, que possui três. Ambas têm efeitos similares à cafeína, porém bem menos acentuados.

A teobromina é encontrada no chocolate, no chá, na noz moscada, mas não no café. No cacau, a concentração de teobromina é 7 vezes maior do que de cafeína! A teofilina possui mais efeitos no coração e na respiração, sendo, por isso, mais empregada em medicamento para asma, bronquite e efisemas do que a cafeína. É encontrada, também, no café. No organismo, estes compostos são facilmente oxidados para o ácido úrico e outros derivados.

A cafeína pura é inodora e possui sabor amargo; é estável a variações de temperatura e pH e possui alta solubilidade em água e determinados solventes orgânicos.

É considerada como a substância psicoativa mais consumida do mundo, 120 000 toneladas ano. Dados estatísticos referem que 81% das pessoas consomem refrigerante, 75% café, 65% produtos de chocolate (56% em barra e 38% em pó) e 37% chá.

Os efeitos fisiológicos dependem da sensibilidade de cada pessoa, como também do tempo de permanência da cafeína no plasma sanguíneo, o que por sua vez depende de muitos outros fatores. Normalmente são mais sensíveis as pessoas que não costumam ingerir cafeína.

Depois de ingerida, a cafeína é rapidamente absorvida pelo trato gastrointestinal, e distribuída para todos os tecidos do corpo, sendo quase totalmente metabolizada pelo fígado e seus metabólitos eliminados pelos rins. No homem 70% da cafeína é convertida em paraxantina, sendo o ácido 1-metilúrico o principal produto de excreção.

A ingestão de altas doses diárias de cafeína, como por exemplo, 1,8 g ou mais, 50 chávenas ou 3 litros de café forte, pode produzir efeitos psicóticos, incluindo mania, desorientação, histeria, doença do pânico e agressividade.

A overdose, ou dose letal é tida como sendo de 10 g, 285 chávenas ou 17 litros de café forte, ou 270 latas de refrigerante, ou 4 kg de chocolate preto em barra.

Estudos mostram que a cafeína atua tanto aumentando a vigilância quanto a capacidade de raciocínio, ao mesmo tempo que diminui a resposta visual e auditiva; doses ao redor de 300 mg podem levar ao estado de hiperatividade e como consequência a queda de atenção. Mostram ainda que a cafeína prejudica o sono marcantemente, tanto na qualidade quanto na redução do tempo de sono, atuando de modo a retardar o início, quando ingerida de 30 a 60 minutos antes do repouso.

Ao contrário da opinião popular, a cafeína não o tem efeito de deixar sóbria uma pessoa alcoolizada. O café diminui a sonolência causada pela ressaca, porem não recupera a atividade psicomotora e o raciocínio perdido. Alguns estudos incluem, a potencialização dos efeitos do álcool e outros a ausência de efeitos associados.

Propriedades Físicas

Aspeto
Cristais ou pó cristalino branco
Textura
Macia
Fórmula Química
C8H60N4O2
Peso Molecular
194.19 g/mol
Ponto de Fusão
234-239 ºC
Solubilidade em água
1-5 g/100 mL
Nome Químico
1,3,7-Trimetilxantina

Método de Isolamento da Cafeína do Chá por Extração Sólido-Líquido

Colocar 15 g de chá em pó, 150 cc de água, 7 g de carbonato de cálcio e alguns regularizadores de ebulição num copo de 250 cc.

Deixar ferver a mistura suavemente, agitando de vez em quando, durante 15 a 20 minutos. Deixar arrefecer À temperatura ambiente.

Enquanto a mistura arrefece, preparar um funil de Büchner e um kitasato de 500 cc, colocar o papel de filtro no funil e umedecer para melhor aderência. Fazer então uma mistura de 10 a 15 g de celite com 50 a 100 cc de água e deitar no funil com sucção.

Filtrar a solução de chá, lavar o copo com alguns milímetros de água e juntar ao funil com sucção.

Colocar o filtrado numa ampola de decantação de 250 cc e extrair com 2 porções de 50 cc de diclorometano (CH2Cl2). Secar o extrato de CH2Cl2 sobre 1 g de sulfato de sódio.

Remover o sulfato de sódio filtrando através de um filtro de pregas. Lavar o erlenmeyer onde estava a solução e o funil com CH2Cl2. Evaporar o filtrado à secura, ficando com o resíduo de cafeína.

Pesar a cafeína extraída e purificá-la por sublimação num “cold-finger” a vácuo e com aquecimento em banho de óleo de silicone a 180 ºC.

Aspectos Positivos e negativos do consumo de Cafeína

Positivos

A cafeína pode ajudar a mantê-lo desperto e num estado de alerta;

Pode aumentar a boa disposição e reduzir a fadiga;

Um pouco de cafeína (uma simples chávena de café) pode ajudá-lo a respirar um pouco melhor se sofrer de asma. A cafeína é um parente próximo da teofilina, medicamento usado para tratar a asma;

Uma pequena dose de cafeína pode representar um alívio para as dores de cabeça. Por isso, a cafeína está presente na maioria dos medicamentos para aliviar dores;

A cafeína é relativamente segura. Embora possa aumentar um pouco a tensão arterial e o ritmo cardíaco, a grande maioria da população consome cafeína regularmente todos os dias e muito poucas pessoas apresentam consequências incômodas ou preocupantes.

Negativos

Pode ficar-se dependente da cafeína após um período de uso intensivo;

Se deixar subitamente de ingerir cafeína pode sofrer uma ressaca: dores de cabeça severas e um estado de depressão;

Desde que o organismo se habitue à cafeína, a quantidade usada torna-se menos eficiente cada dia que passa. Cada vez é necessário um maior consumo para obter um efeito idêntico;

A cafeína, em especial em excesso, pode provocar nervosismo, irritabilidade e estados de ansiedade. O excesso de ingestão de cafeína pode provocar também tremuras das mãos;

Pode aumentar a tensão arterial e o ritmo cardíaco;

A cafeína pode interferir com o sono e provocar insônias;

A cafeína não deve ser consumida juntamente com certos medicamentos.

Conteúdo médio em cafeína

Café coado

    150 mg/chávena

Café expresso

    350 mg/chávena

Café instantâneo

    100 mg/chávena

    Descafeinado

    4 mg/chávena

Chá

    70 mg/chávena

Coca-cola

    45.6 mg/lata

Coca-cola Diet

    45.6 mg/lata

Pepsi Cola

    37.2 mg/lata

Pepsi Diet

   35.4 mg/lata

    Chocolate

    7 mg/tablete (200 g)

Ação Biológica

A molécula é parecida à das drogas ilegais, atua mediante os mesmos mecanismos químicos do cérebro que operam quando se consomem algumas delas.

Obviamente, os seus efeito são menos intensos.

Em geral , estes mecanismos químicos podem resumir-se em dois: o dos receptores de adenosina e dopamina.

Ao longo do dia e, em especial, após a realização de atividades físicas consideráveis, o cérebro começa a produzir moléculas de adenosina que, com o tempo, vão saturando os neurônios. Quantos mais receptores forem ocupados, maior o cansaço que se fará sentir. A adenosina produz um ligeiro alívio, diminui a atividade do neurônio e a pressão sanguínea no cérebro, preparando para dormir. Por outro lado, a perda de concentração torna-se evidente e o rendimento nas atividades desempenhadas é inferior se se tiverem muitas moléculas deste neurotransmissor localizadas nos seus respectivos receptores.

E aqui surge a cafeína. Os neurônios não podem distinguir entre uma molécula de adenosina e uma de cafeína. Assim, as moléculas de cafeína podem ocupar os mesmos receptores, enganando o cérebro. A diferença é que a cafeína não produz cansaço, o único que faz é “ocupar espaço” impedindo que mais adenosina se una ao seu receptor. Como resultado teremos muitos neurônios que não diminuem a sua atividade, mantendo a mente mais clara e ativa.

A atividade cerebral incrementada, em um momento que normalmente deveria ser baixa, é registrada pelos centros reguladores glandulares do corpo e é interpretada como uma emergência. Então, liberta-se a hormona adrenalina na corrente sanguínea. A situação agrava-se.

A Adrenalina, foi desenhada para a sobrevivência, permite ao indivíduo escolher entre duas alternativas perante uma emergência. A primeira é escapar; a hormona (entre outras coisas) incrementa o pulso, aumenta a pressão arterial e redistribui o fluxo sanguíneo nos músculos que lhe permitirão agir rapidamente, além disto, aumenta a eficácia da respiração e induz o fígado a libertar energia sob a forma de açúcar para o sangue. A segunda opção é lutar e para esta atividade o corpo aproveita os câmbios fisiológicos já mencionados e mais o fato de que, em grandes doses, a adrenalina diminui o pensamento racional tornando o indivíduo menos propenso a tomar em conta as consequências dos atos.

Farmacologia

A cafeína é uma metilxantina, rapidamente absorvida por via oral. Atinge o pico plasmático cerca de uma hora após sua ingestão, e tem meia vida plasmática de 3 a 7 horas. É metabolizada no fígado, por desmetilação no sistema P450, e tem como metabólitos a paraxantina, a teofilina e a teobromina. A cafeína é excretada na urina. A nicotina aumenta a eliminação da cafeína, e antibióticos, notadamente as quinolonas, aumentam sua concentração sérica. A dose letal de cafeína para o ser humano é de cerca de dez gramas, lembrando-se que uma xícara de café contém cerca de 125 mg de cafeína.

Fonte: www.totalnutrition.com.br/www.thebeverageinstitute.com/www.dq.fct.unl.pt

 

 

 

 

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