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Acelga

A acelga (Beta vulgaris var. cicla) pertence à mesma espécie botânica da beterraba, da qual se diferencia pelo notável desenvolvimento de suas folhas, que são maiores e mais numerosas e por suas raízes que não são tuberosas. A parte consumida são as folhas.

Acelga

Informações Nutricionais

Acelga é excelente fonte de fibras e das vitaminas A e C.

100 g contêm, em média:

Macrocomponentes Glicídios (g) 4
Proteínas (g) 2
Lipídios (g) 0
Fibras alimentares (g) 3
Vitaminas Vitamina A1 (mg) 290
Vitamina B1 (mg) 30
Vitamina B2 (mg) 90
Vitamina B3 (mg) 0
Vitamina C (mg) 42
Minerais Sódio (mg) 102
Potássio (mg) 214
Cálcio (mg) 112
Fósforo (mg) 40
Ferro (mg) 2
Conteúdo energético (kcal) 28

Como Comprar

Dê preferência a acelga de folhas limpas, cor brilhante e sem picadas de insetos.

Como Conservar

Conserva-se em geladeira, embrulhada em saco plástico transparente, por cinco a sete dias.

Como Consumir

As folhas mais tenras podem ser consumidas cruas, em saladas. Podem também ser cozidas ou refogadas. Os caules podem ser consumidos fritos, cozidos ou em sopa de legumes.

Fonte: www.ceasacampinas.com.br

Acelga

Classificação Botânica

A Acelga, Beta vulgaris cicla, pertence à Família das Quenopodiaceae e à Tribo das Cyclolobeae. O gênero Beta compreende 6 espécies conhecidas. Botanicamente falando, a Acelga e a Beterraba são uma só e mesma planta.

Acelga
Acelga amarela

História

A cultura da Acelga remonta à antiguidade clássica: os Gregos e Romanos faziam grande uso dela. Seu nome "cicla" seria de origem feniciana. A acelga só se tornou popular na França na Idade Média. Segundo o “Ménagier de Paris”, a verdadeira “porée” (sopa de legumes) era a “porée” de Acelga. Sua cultura se difundiu largamente no século dezessete.

Acelga
Acelga rosa

Hoje em dia, é sobretudo, a variedade a costelas brancas e a costelas muito largas que são cultivadas nos jardins. Existiam numerosas cores. Segundo Bois, a introdução de Acelga a cardos do Chile vem de 1834, mas ele nota que apesar disso, desde 1651 Gerard mencionava a existência de Acelgas coloridas. Essas variedades estão no jardim de mais belo efeito.

Suas cores são, de fato, rosa, vermelho, amarelo e laranja. Seu tamanho varia em função dos cultivos assim como a cor e a textura de suas folhas. As hastes dessas variedades são geralmente bastante finas e elas são deliciosas cozinhadas no vapor exaltadas com um molho de óleo com vinagre ou limão. Existe uma magnífica ilustração na prancha 13 do Álbum Vilmorin.

Polinização

A Acelga é polinizada, de forma predominante pelo vento. Entretanto acontece dela ser polinizada por insetos tais como os Dyptera. Seu pólen é tão leve que ele pode viajar mais de 7 km, segundo o clima, a topografia e a temperatura do ar.

Acelga
Acelga vermelha

Para assegurar a pureza absoluta da variedade, são necessários muitos quilômetros entre duas variedades de Acelga. Entretanto na maior parte dos casos, para o jardineiro amador, uma distância de 500 m a 1 km será suficiente.

A Acelga pode também se hibridar naturalmente com a beterraba açucareira, a beterraba para forragem e a beterraba hortense.

O jardineiro pode então deixar brotar uma acelga, ou uma beterraba hortense, uma beterraba açucareira ou uma beterraba para forragem.

Para o jardineiro amador, a técnica de produção de sementes mais fácil, quando se deseja deixar brotar muitas variedades de Beta vulgaris, é de cortar as porta-sementes na forma de um “boné”. Então é aconselhável, a fim de evitar o que chamamos de depressão genética, de cortar muitas plantas porta-sementes com a mesma forma “boné”.

Produção de sementes

Na maioria das regiões francesas pode-se conservar a Acelga na terra durante o inverno. Entretanto, parece que algumas variedades, em particular as vermelhas, laranjas, amarelas e rosas, sejam às vezes menos rústicas em função da qualidade dos solos, da temperatura e da taxa de umidade no solo. Deve-se então desenterrá-las no outono, colocá-las no celeiro e replantá-las na primavera, quando os riscos de geadas fortes já passaram.

Uma outra solução consiste em cobri-las em “mulcher” com palha: deve-se ficar muito atento para que os roedores não estabeleçam aí suas habitações invernais, já que a Acelga “mulchadas” lhes propõe ao mesmo tempo casa e comida!

Acelga
Acelgas: porte-sementes

É aconselhável ter no jardim, uma dúzia de plantas porta-sementes da mesma variedade a fim de beneficiar de uma boa diversidade genética. Alguns jardineiros cortam a parte superior das hastes da porta-sementes da Acelga para favorecer o desenvolvimento das belas ssementes na parte inferior dessas hastes. Deve-se cuidar para colher as sementes desde que elas sejam maduras, pois elas caem no chão muito facilmente.

A “semente” de Acelga é um glomérulo contendo de 2 a 6 sementes. Os glomérulos podem ser colhidos individualmente, ao mesmo tempo em que a planta amadurece. Pode-se também cortar os galhos quase maduros a fim de colocá-los a secar em um lugar protegido, seco e bem ventilado.

O processo de brotamento da Acelga pode se mostrar trabalhoso ou impossível nas zonas onde a diferença de duração do dia e da noite não é bastante marcada. A Acelga é de fato, considerada como uma bianual que necessita de dias longos de verão para a frutificação.

As sementes da Acelga têm uma duração germinativa média de 6 anos. Entretanto elas podem conservar uma faculdade germinativa até 10 anos ou mais. Um grama contém por volta de cinqüenta glomérulos.

Fonte: www.kokopelli-seed-foundation.com

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