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Aipo

Nome Científico: Apium graveolens L.
Nome Popular: salsão, ápio, aipo – cultivado, aipo – d´água, aipo – doce, celeri.
Família: Umbelliferae.

Aspectos Agronômicos

Reproduz-se por sementes as quais são obtidas de plantas somente no segundo ano de vida. As mudas são produzidas em sementeiras e depois transplantadas para local definitivo após 60 a 80 dias ou mais.

Os solos devem ser permeáveis e ricos em húmus. Porém, solos areno – argilosos, por serem ricos em húmus, são os mais indicados.

Sendo uma planta que prefere regiões úmidas, a irrigação é uma necessidade permanente, principalmente em regiões secas, pois o Aipo é exigente em água.

A colheita das raízes e folhas se faz, preferencialmente, na primavera. As sementes são colhidas após a formação das umbelas, as quais são cortadas antes da queda espontânea das mesmas.

Parte Utilizada

Raízes

Folhas

Sementes

Constituintes Químicos

Água

Carboidratos

Sais

Potássio
Sódio
Cálcio
Fósforo
Ferro

Vitaminas

B1 = tiamina
B2 = kiboflavina
C = ácido ascórbico
Niacina

Óleo essencial rico em apiósido, limoneno, sileneno, eudesmol, sedanólido, anidrido sedanônico.

Açúcares

Manitol

Pentasonas

Ácidos glicérico, glicólico, málico, tartárico, cumárico, caféico, ferrúlico, químico, xiquímico.

Apéina e outros flavonóides.

Cumarinas como a sesilina, isopimpenelina e a apigravina.

Origem

Europa

Aspectos Históricos

Muito popular, o aipo é cultivado como verdura aromática e saborosa, sendo encontrado todo o ano no mercado.

Muito conhecido, o aipo tem, todavia, qualidades terapêuticas não conhecidas por todos.

Era com o aipo que se coroavam os vencedores dos jogos nemianos gregos, que se realizavam em honra de Zeus, mas quando o filho do rei nemiano foi morto por uma cobra escondida no aipo, este passou a ser usado como coroa funerária. Os gregos também utilizavam essa erva na medicina, e os romanos exploraram as suas propriedades culinárias.

Muito mais tarde, no século XIX, os shakers americanos cultivavam o aipo para fazerem os seus remédios e outros preparos medicinais.

Uso

Fitoterápico

Nefrite, dismenorréia, hepatite, afecções febris.

Colites crônicas, anemias ferroprivas e perniciosas.

Disenteira.

Bronquite asmática.

Contusões e ferimentos.

Laringite e bronquite.

Úlceras de difícil cicatrização.

Distúrbios no metabolismo do ácido úrico.

Acidose.

Afonia.

Catarros pulmonares crônicos.

Falta de apetite.

Chagas cancerosas.

Depurativo do sangue, distúrbio digestivo, diurese, escorbuto, escrofulose.

Doenças do estômago, doenças do fígado.

Flatulência, gases intestinais.

Gota, icterícia, inapetência.

Malária, favorece a menstruação.

Tônico para o sistema nervoso, oftalmia, pneumonia, cólicas renais, cálculos nos rins, doenças nos rins.

Rouquidão, sarna.

Intumescimento leitoso dos seios.

Farmacologia

Acredita-se que o aipo encerre propriedades alcalinizantes, antipalúdicas, aperientes, carminativas, estimulantes, emenagogas, expectorantes, febrífugas, levemente laxantes, tônicas.

Graças ao seu elevado teor vitamínico, o aipo protege o organismo contra diversas enfermidades carenciais.

Vitamina A

Proteção contra a xeroftalmia

Vitamina B

Fortalecimento dos nervos

Vitamina C

Prevenção dos escorbutos.

O aipo cru, usado nas saladas, é tônico para o sistema nervoso. Já em sucos é carminativo, diurético, febrífugo e tônico; bom nos casos de anúria, dismenorréia e debilidades em geral. O aipo tem efeito espectorante. Graças ao seu conteúdo em sais e vitaminas, o aipo é usado tanto em saladas cruas como sopas, caldos, sucos e condimentos.

Riscos

Sob forma de saladas é contra indicado para diabéticos.

Fitoterápico

Uso Interno

Suco

1 xícara ao dia, dividida em 3 ou 4 vezes.

Chá por decocção

30g de folhas frescas em 1 litro de água, adoçar com 1 colher de mel, tomar diariamente pela manhã em jejum ( bronquite asmática ).

Infuso

1 colher de sopa de folhas verdes em 1 litro de água. Raízes a mesma quantidade. Tomar 3 xícaras (chá) diariamente. O chá deve estar quente.

Uso Externo

Sob forma de cataplasma, aplicadas duas vezes ao dia na região afetada. (contusões e ferimentos)

Raízes secas e moídas, polvilhadas sobre as lesões duas vezes ao dia. (Úlceras de difícil cicatrização)

Bibliografia

Caribé, J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamento, 11ª edição, 1999, p.14.
Martins, E.R.; Castro, D. M.; Castellani, D.C.; Dias, J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p.68-69.
Boarim, D.; Balbach, A. As Hortaliças na Medicina Natural. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ª edição, 1993, p.46-53.
Breminess, L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, agosto 1993, p.24.
Francisco, I.; Hertwing, V. Plantas Aromáticas e Medicinais. São Paulo: Ícone, 1986, p. 164 – 169.
Balmé, F. Plantas Medicinais. São Paulo: Hemus, 5ª edição, p.28-29.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Aipo

Aipo

Benefícios

Baixas calorias e rico em fibras

Boa fonte de potássio

Pode reduzir inflamações e proteger contra o câncer

Contém alto teor de nitratos vegetais.

As pessoas em regime alimentar geralmente comem bastante aipo, uma vez que ele contém baixas calorias até mesmo para os padrões geralmente verificados em vegetais. Dois talos contêm menos de 10 calorias. No entanto seu alto teor de fibras dá a sensação de saciedade. O aipo é uma boa fonte de potássio; contribui também com pequenas quantidades de vitamina C e uma boa quantidade de folato e vitamina A.

Embora não contenha muitos nutrientes, o aipo acrescenta um sabor especial a um variado número de receitas - desde sopas e guisados a saladas e recheios de aves. As folhas de aipo não são geralmente aproveitadas, embora constituam a parte mais nutritiva da planta, pois contém mais cálcio, ferro, potássio e vitaminas A e C do que os talos.

As folhas devem ser utilizadas em sopas e saladas por seu sabor.

Fonte: www.herbario.com.br

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