Alface
Alface

Alface

Lactuca sativa L.

Alface Lisa Verde

Alface Roxa
Plantas de alface lisa verde e roxa.

Hortaliça da família Cichoriaceae, tem como centro de origem a região Asiática. Ao redor do ano 4.500 a.C. já era conhecida no antigo Egito e chegou ao Brasil no século XVI, através dos portugueses. É a hortaliça folhosa de maior consumo no Brasil.

A alface é uma planta herbácea, com um caule diminuto ao qual se prendem as folhas. Estas são a parte comestível da planta e podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma "cabeça". A coloração das plantas pode variar do verde-amarelado até o verde escuro e também pode ser roxa, dependendo da cultivar.

A alface é classificada comercialmente, segundo o Programa Horti & Fruti Padrão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em Americana, Crespa, Lisa, Mimosa e Romana. Desses tipos, o mais consumido é a alface Crespa. Segundo dados da CEAGESP para o quinqüênio 2000-2004, o tipo Crespa teve uma participação percentual em função da quantidade de engradados comercializados de 61%

Obs: O tipo Mimosa foi incluído no grupo das alfaces crespas.

Cultivares

Crespa

Gizele (Topseed), Grand Rapids (Hortec), Hortência (Hortec), Marianne-Orgânica (Horticeres), Marisa (Horticeres), PiraRoxa (Tecnoseed), Red Fire (Takii), Renata (Hortec), Veneza Roxa (Sakata), Vera (Sakata), Verônica (Sakata), Vanda (Sakata)

Americana

Irene (Eagle), Laurel (Sakama), Lorca, Lucy Brown (Seminis), Raider (Seminis), Raider Plus (Seminis), Tainá (Sakata)

lisa

Elisa (Sakata), Karla (Hortec), Lídia (Sakata), Luisa-Orgânica (Horticeres), Regina (Hortec, Sakata e Topseed)

Mimosa

Roxane (Sakata), Salad Bowl (Sakata, Seminis, Topseed), Salad Bowl Green (Hortec)

Romana

Lente a Monter (Sakama), Mirella (Sakata), Paris Island Cos (Ferry Morse).

Alface
Cultivares de alface crespa.

Alface
Planta de alface americana.

Época de plantio

Pode ser plantado o ano todo, de acordo com as exigências climáticas de cada cultivar.

Espaçamento

0,20 a 0,30 m x 0,20 a 0,30 m, de acordo com as características botânicas de cada cultivar.

Sementes necessárias

Sementes peletizadas - 110.000 unidades/ha
Sementes nuas - 0,6 a 4 kg/ha (semeadura direta) e 0,4 kg/ha (transplante).

Mudas de Alface
Mudas de alface em bandejas de 200 células.

Controle da erosão

Curvas de nível, patamares, terraços e canteiros em nível.

Calagem

Aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo a 80%.

Adubação orgânica

Aplicar 40 a 60 t/ha de esterco de curral curtido ou a quarta parte dessa quantidade de esterco de galinha.

Adubação mineral de plantio

Aplicar 40 kg/ha de N, 200 a 400 kg/ha de P2O5, 50 a 150 kg/ha de K2O e 1 kg/ha de Boro, conforme análise de solo.

Adubação de cobertura

Aplicar 60 a 90 kg/ha de N, parcelando em 3 vezes aos 15, 30 e 45 dias após a germinação (semeadura direta) ou aos 7, 14 e 21 dias após o transplante ( sistema de mudas).

Plantio de Alface

Plantio de Alface
Canteiros construídos em curvas de nível, antes e após o plantio de alface.

Irrigação

Por aspersão ou localizada, de acordo com as necessidades. Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema de irrigação a ser utilizado.

Outros tratos culturais

Eliminação de plantas com vírus e controle de plantas daninhas. Princípios ativos registrados para controle químico de plantas daninhas no Estado de São Paulo em 25/07/2005: glufosinato de amônio, clethodim + fenaxaprop-P-ethyl e fluazifop-p-butil.

Pragas

Pulgões, lagartas, mosca-branca, cochonilha, paquinhas, grilo, lesmas, caracóis, tatuzinhos, tripes do fumo, tesourinha e besouro preto. Princípios ativos registrados para controle no Estado de São Paulo em 25/07/2005: fenamidone, fenitrothion, imidaclorprid, malathion, parathion methyl, pirimifos-metílico, thiacloprid, thiamethoxam, trichlorfon.

Doenças

Septoriose, mancha de cercospora, tombamento de mudas, podridão de esclerotinia (mofo-branco), queima da saia, míldio, mancha bacteriana, mancha de alternaria, mofo cinzento, ferrugem, podridão mole, antracnose (mancha em anéis), oídio, mosaico (LMV), vira cabeça, podridão da base das folhas externas e nematóides (Meloidogyne). Princípios ativos registrados para controle no Estado de São Paulo em 25/07/2005: azoxystrobin, captan, difenoconazole, folpet, iprodione, oxicloreto de cobre, oxicloreto de cobre + mancozeb, pencycuron, procymidone.

Colheita

Efetuá-la quando a planta ou "cabeça" atingir o desenvolvimento máximo, porém, com as folhas tenras e sem indício de pendão floral (pendoamento). Em geral é feita entre 50 e 70 dias após a semeadura. A colheita é manual, cortando-se as plantas logo abaixo das folhas basais (saia).


Alface cultivada em túnel baixo.

Alface
Alface em ambiente protegido (estufa).

Produtividade normal

80.000 a 120.000 plantas/ha em campo.

Rotação

Repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão-vagem.

Evitar cultivos sucessivos de alface, a fim de reduzir a ocorrência de podridão de esclerotínia, queima da saia, míldio , bacterioses e nematóides.

Fonte: www.iac.sp.gov.br