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Alface

 

História e Origem

A alface é um dos nossos legumes mais antigos.

É nativa do Mediterrâneo e Oriente Próximo.

Foi cultivada na China, no século V.

A Alface foi cultivada em jardins reais de reis persas (Irã) há mais de 2000 anos atrás. Cristovão Colombo trouxe alface para as Bahamas em 1494.

Cristovão Colombo e outros exploradores europeus trouxeram sementes de alface para o Novo Mundo.

Na verdade, a palavra "alface" é derivado da raiz da palavra latina "lac", que significa "leite", referindo-se ao suco leitoso encontrada em alface maduro caules.

Originária da Asia e trazida para o país pelos portugueses, no século.XVI, a alface, Lactuca sativa I., é a hortaliça folhosa de maior consumo no Brasil.

Propriedades Nutricionais

A alface é um alimento rico em betacaroteno (provitamina A), vitaminas C, E e do complexo B.

Também é rica em fibras e apresenta boas quantidades dos minerais cálcio, fósforo, potássio e ferro.

Valor Calórico

100 gramas de alface fornecem 16 calorias.

Propriedades Medicinais

Por possuir um principio ativo, que é um calmante muito eficaz, a alface é um alimento indicado para pessoas que têm insônia ou as que são muito tensas e agitadas.

Além disso, ajuda a tratar e prevenir anemia (se temperada com gotas de limão, melhora ainda mais a absorção de ferro) e combate os radicais livres produzidos em excesso pelo organismo, protegendo-o de diversas doenças como o câncer, por exemplo

Tipos de Alface

Alface
Alface

A salada verde geralmente faz parte de uma refeição saudável e, mesmo que se utilize muitas outras verduras, a alface é definitivamente o ingrediente mais popular.

Alguns tipos de alface tem quantidades razoáveis de folato, betacaroteno, vitamina C, cálcio, ferro e potássio, mas as quantidades variam variam de um tipo para o outro.

Na medicina popular, a alface é considerada um ótimo calmante e remédio contra a insônia. O período de colheita é de maio a novembro. Ao comprar a verdura, dê preferência para as de folhas limpas e brilhantes. Cuide também para que não haja marcas de picadas de insetos.

Tipos mais conhecidos de alfaces:

Alface americana: Alface crespa de cabeça compacta. Seu valor nutritivo é inferior ao de outras variedades de alfaces e folhas.
Alface-de-cordeiro:
Tem folhas pequenas e delicadas. Esta verdura, muito valorizada, pode ser encontrada em delicatessens.
Alface de folha solta:
Inclui alfaces de ramos ou folhas verdes ou orxas, assim como outros tipos que não formam cabeças.
Alface lisa:
A mais consumida, com folhas soltas, macias e sabor suave.
Alface romana:
Tem folhas verdes-escuras, longas e crespas que formam uma cabeça de folhas soltas. É utilizada em receitas de saladas como a salada Caesar.

Fonte: www.geocities.com/www.maputo.co.mz

Alface

ALFACE: A HORTALIÇA DA GLOBALIZAÇÃO

Vivemos a era da globalização. E há, certamente, entre os alimentos, alguns entre os quais têm um maior destaque na esfera mundial, sendo por isso mesmo passíveis de identificação como sendo os alimentos mais característicos desse fenômeno de mundialização.

O alface é, nesse sentido, um desses alimentos e responde, enquanto hortaliça, como o gênero alimentício dessa natureza específica que apresenta mais características relacionadas a globalização. Historicamente consumido desde as civilizações da Antiguidade, o alface em suas mais populares variedades é o tema desse artigo que tem como objetivo desvendar o seu uso, a sua história, o seu consumo e as razões de seu sucesso em todo o mundo.

Entre as variedades mais comuns dessa hortaliça mundialmente conhecida e consumida encontram-se a romana e a americana, as quais descreveremos mais atentamente nas próximas linhas ao lado de outras variedades. Chamo a atenção para a nomenclatura desses dois tipos de alface no intuito de revelar que, até mesmo a história e a geografia referendam a presença desse alimento mundialmente. O que quero dizer com isso? Que ao assumir variedades que são denominadas a partir de dois diferentes continentes, já podemos perceber tratar-se de um alimento globalizado. As matrizes geográficas associadas aos nomes dessas variedades as colocam em voga na Europa e na América e nos induzem a pensar em trocas mercantis e culturais que permitiram seu deslocamento para as outras regiões do mundo.

Ao mesmo tempo, há também a consideração de caráter histórico a partir dos paralelos que podemos traçar entre os impérios romano e norte-americano e os processos de imposição cultural desenvolvidos pelos mesmos que levaram seus hábitos, artes, vestuários, línguas, habitações, veículos, estruturas de trabalho, gastronomias (e alimentos, evidentemente) para muito além de suas fronteiras originais.

A presença da alface no cardápio de povos de todos os cantos do mundo aproxima esse alimento da idéia de imperialismo exercido pelos romanos na Antiguidade e pelos norte-americanos no mundo contemporâneo. Não queremos com essa comparação desvalorizar ou antipatizar aos olhos do grande público essa tão popular base de saladas consumidas mundialmente. Pretendemos apenas destacar que, independentemente da ação desses povos, a alface realmente ganhou o mundo e conquistou os povos e locais por onde passou, tornando-se soberana em cardápios e culturas tão díspares quanto as orientais e as ocidentais.

Diga-se de passagem, que a alface não é originária da Itália ou dos Estados Unidos e que a comparação com os impérios oriundos dessas localidades é apenas uma consideração quanto ao alcance e “submissão” de novos povos e paladares ao charme dessa hortaliça. Vale ressaltar que, diferentemente dos impérios mencionados, a alface não se estabeleceu através da força ou da aculturação, e sim a partir de suas propriedades naturais que a fizeram reconhecidamente valorosa para a dietética e nutrição.

Como estava dizendo, de acordo com os estudiosos da história da alimentação, as origens da alface remontam à Índia e ao Egito, de onde se deslocaram para outras partes do mundo, como as civilizações da Antiguidade Clássica, Grécia e Roma. Foram justamente esses povos, a partir de suas ações comerciais, culturais e bélicas, que levaram essa cultura agrícola a expandir suas áreas de fomento e produção e estabelecer-se como alimento globalizado.

No Egito, todas as hortas produziam cebola, alho-poró e alho; a alface, s vezes muito grande, era consagrada, devido à sua forma, ao deus Min, protetor da agricultura e da fertilidade. (BRESCIANI, 1998)

Herança romana repassada ao mundo medieval a partir de suas práticas imperialistas, a alface faz parte de uma prática regular entre os camponeses do medievo que lhes garantia a complementação fundamental de sua dieta alimentar, a produção de leguminosas e verduras em hortas. Garantida em sua produtividade pela utilização de esterco humano e animal e salvaguardada das tributações dos senhores feudais, a produção nas hortas dava aos servos medievais a alface, os nabos, o alho, as couves, a acelga, o repolho,...

Essa prática de horticultura não se deteve nem mesmo diante de ferrenhas oposições religiosas, como as que deram origem ao cristianismo ortodoxo baseado em Bizâncio após a partição do império romano em ocidental e oriental. As regras que pautavam a organização e o funcionamento de Bizâncio previam listas de plantas que deveriam ser produzidas regularmente nos arredores da cidade e que incluíam desde a cenoura, o feijão, o brócolis, a beterraba ou a menta até a alface, a chicória e o agrião. Os árabes igualmente aderiram ao consumo da alface, que acompanhava a carne em algumas produções locais e era comida em guisados. Para os judeus, por sua vez, esse alimento simboliza a alegria e compunha, juntamente com o aipo, uma salada temperada a base de vinagre no que eles celebravam como ágape pascal.

A Idade Média relegou a alface, porém, ao status de alimento de populações pobres. Durante a “grande noite” de mil anos que se abateu sobre a Europa após a queda do Império Romano do Ocidente, segundo alguns historiadores, as hortaliças foram sendo extirpadas dos cardápios dos senhores e, com o Renascimento Comercial e Urbano, também os citadinos fizeram pouco caso desses recursos alimentares.

A Modernidade que traz de além-mar uma série de novos produtos para o contexto mercantil europeu (e que, em contrapartida, também leva para os outros continentes as produções caracteristicamente européias) também resgata do ostracismo ou do anonimato esses alimentos da terra, extraídos das pequenas hortas domésticas, dando-lhes novamente reconhecimento, valor e dignidade entre os consumidores do velho mundo e permitindo-lhes a viagem de transposição das distâncias que os separavam dos demais mundos então identificados. A alface entra nessa história e cruza os sete mares para sua consagração definitiva, ganhando os espaços que ainda não havia conquistado.

Consumida em larga escala em praticamente todo o mundo, no Brasil não poderia ser diferente. Calcula-se que aproximadamente 40% do total investido pelos brasileiros na compra de verduras destinem-se a aquisição da alface, tornando-a a hortaliça mais consumida em nosso país. Somente no estado de São Paulo são produzidas mais de 130 mil toneladas de alface por ano. E a produção tem se realizado de diferentes formas (hidroponia, produção em estufa e cultivo orgânico), o que aumenta a produtividade e oferece resultados mais satisfatórios e saudáveis aos consumidores finais.

A Lactuca Sativa (nome científico) é um vegetal composto de 95% de água, vitaminas A e E, complexo B e também de minerais (cálcio, fósforo, potássio e ferro). Pode ser encontrada nas variedades americana (verde-clara, com folhas mais fechadas, firmes e rijas), romana (verde-clara, com folhas estreitas e lisas, com o miolo macio), crespa (verde-clara ou marrom esverdeada, com folhas abertas e frisadas nas pontas) e repolhuda (verde-escurecidas, com miolo firme e amarelado).

A alface também pode ser utilizada para a produção de cosméticos, em tratamentos de rejuvenescimento da pele e possui qualidades hipnóticas e sedativas que a fazem ser usada como calmante e no combate à insônia.

Seu aproveitamento na alimentação humana está normalmente associado às saladas, mas também podem ser consumidas refogadas, em sanduíches, caldos e sopas ou ainda em cozidos. Quando consumidas in natura, as folhas da alface devem antes ficar de molho, para sua purificação e limpeza, numa solução composta por vinagre e água.

João Luís de Almeida Machado

Referências

ALGRANTI, Márcia. Pequeno Dicionário da Gula. Rio de Janeiro: Record, 2000.
BRESCIANI, Edda. Alimentos e Bebidas do Antigo Egito. In: FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. 2ª ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
CEASA Campinas. Disponível em www.ceasacampinas.com.br/padronizacao_alface.htm. Acesso em 21 Ago 2006.
CONNERY, Clare; HILL, Christopher. The Salad Book. New York: Random House, 1994.
DOLADER, Miguel Angel Motis. A alimentação judia na Idade Média. In: FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. 2ª ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
FLANDRIN, Jean-Louis. Os tempos modernos. In: FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. 2ª ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
GOMENSORO, Maria Lúcia. Pequeno Dicionário de Gastronomia. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999.
GONSALVES, Paulo Eiró. Livro dos Alimentos. São Paulo: Summus, 2001.
KISLINGER, Ewald. Os cristão do Oriente: regras e realidades alimentares do mundo bizantino. In: FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. 2ª ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
LANG, Jennifer Harvey. The Larrouse Gastronomique. Nova Iorque, EUA: Crown Publishers Inc, 1998.
ROSENBERGER, Bernard. A cozinha árabe e sua contribuição à cozinha européia. In: FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. 2ª ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
SPENCER, Colin. Vegetable book. Londres: Conran Octopus, 1995.

Fonte: www.artigocientifico.com.br

Alface

Alface
Alface

A Primavera é uma estação do ano em que a energia é ascendente, tudo o que germinou no Inverno deita para fora os seus rebentos, folhas, flores e frutos. É também a época do ano em que o organismo está receptivo a processos de eliminação e desintoxicação, libertando-se dos excessos do Inverno. O órgão associado Primavera é o Fígado e esta é a época indicada para o desintoxicarmos de gorduras acumuladas, ingerindo alimentos frescos, rebentos, sumos, entre outros.

Um dos principais vegetais desta época é a Alface, também conhecida como Alface-Hortense, Salada e Selada, planta herbácea rica em nutrientes e clorofila.

Precisamente por ser rica em clorofila e por ter efeitos coleréticos e diuréticos, ela tem uma ação benéfica no Fígado.

Tem função alcalinizante e é rica em provitamina A e em ferro que o organismo consegue assimilar bem porque não contém ácido oxálico. É igualmente rica em vitaminas B1, B2 e C. Também contém substâncias anti-cancerígenas.

Sopa de alface ou salada de alface comidas à noite têm um efeito calmante combatendo a insónia.

Estimula a secreção dos sucos digestivos e deve ser comida, preferencialmente, no início das refeições e não no fim do prato principal.

Pode ser utilizada em cru em sumos e saladas, e cozinhada em sopas ou em infusões medicinais.

Cozimento: durante 5 minutos ferver 40g de alface num litro de água; é útil para fazer lavagens dos olhos e tratar conjuntivites; lavar os olhos com o preparado quente duas vezes por dia, ao acordar e antes de deitar.

Infusão: ferver 1 litro de água e juntar 5 folhas de alface e deixar em infusão cerca de 10 a 15 minutos e beber antes de deitar ou durante o dia se necessário.

Esta infusão é excelente para acalmar, relaxar e conciliar o sono.

Sumo: numa liquidificadora, misturar a 500ml de água mineral: 6 folhas tenras de alface, 6 folhas de chicória, 1 colher de chá de alecrim, salsa e coentros q.b., 4 rodelas finas de gengibre. Beber de imediato, em jejum. Limpa o organismo e purifica o Fígado.

Salada Protetora do Fígado: numa saladeira misturar a alface bem lavada aos bocados e juntar: cenoura ralada, folhas novas de cardo-de-santa-maria, flores de dente-de-leão, salsa e rebentos de bambu. Temperar com um fio de azeite de muito boa qualidade, 1 colher de chá de molho de soja (shoyo), gengibre ralado e curcuma (açafrão das Índias).

NOTA: Para que estas pequenas receitas tenham de fato o efeito desejado, os ingredientes devem ser biológicos.

Fonte: www.centrovegetariano.org

Alface

Classificação Botânica

A alface cultivada, Lactuca sativa, faz parte da Família das Asteraceae e da Tribo das Lactuceae. O gênero Lactuca compreende por volta de 100 espécies conhecidas.

Geralmente os botânicos consideram que Lactuca sativa é saída da espécie selvagem Lactuca serriola. Existe uma enorme variabilidade no seio de Lactuca sativa.

Geralmente são determinados quatro tipos em função das características morfológicas:

1. Lactuca sativa capitata: É a alface de pomo que se subdivide em alface repolhudas e em alface manteiga. A alface manteiga se caracteriza por uma folhagem lisa e pouco recortada. A alface repolhuda se caracteriza por uma folhagem quebradiça, mais ou menos recortada, cuja cor varia do amarelo-verde das alfaces chamadas “européias” ao verde muito escuro das alfaces chamadas “americanas” de tipo iceberg.
2. Lactuca sativa longifolia:
É a alface romana cujas folhas são alongadas e cuja forma é oblonga.
3. Lactuca sativa crispa:
É a alface chamada “para cortar” ou crespa que geralmente não forma coração e cujas certas variedades têm folhas muito frisadas.
4. Lactuca sativa angustana ou cracoviensis:
É a alface aspargo cujo atrativo culinário principal reside na haste carnuda, mais particularmente na Ásia.

Alface
Alface repolhuda

História

Na mitologia Grega, a história de amor entre a deusa Afrodite e o jovem Adonis teve um fim dramático quando esse último foi morto por um porco selvagem no jardim das alfaces no qual ele estava escondido.

Nessa mitologia, a alface foi assim simbolicamente relacionada a um aspecto de morte e ainda por cima, a um aspecto de impotência masculina (no coração da história de Adonis).

Entretanto, essas diversas conotações mitológicas não parecem ter tido muita influência sobre o povo Romano, pois desde a época do Imperador Domitien, do ano 81 ao ano 96, era costume das elites servir alface como entrada, antes do prato principal, com rabanetes e outros legumes crus. Essa prática ainda perdura em algumas regiões ou em certos países.

Na época Romana, a alface já era rica de todo um conteúdo cultural, medical, religioso e alimentício, é claro. Ela foi cultivada pelos antigos Egípcios e nós temos representações em certos túmulos que datam de quase 2700 anos antes de Cristo.

Alface
Alface para cortar: Devil's tongue

Uma das representações é visível no Museu Egípcio de Berlim: é uma alface com quase 90 cm de altura. Os Egípcios desenvolveram a cultura dessas alfaces que agora chamamos “Romanas”, pois os romanos adotaram o ‘savoir-faire’ dos Egípcios nesse tipo de alface. Segundo Pline e Columelle, os Romanos no início da era cristã cultivavam também alfaces de pomo e frisadas.

Os Romanos só consumiam as jovens alfaces cruas: eles cozinhavam as alfaces chegadas à maturidade ou então colocavam um molho com óleo e vinagre quente diretamente sobre as folhas. Eles exaltavam o gosto da alface com um tempero de rúcula. Parece que na França, por volta dos anos 1500, somente algumas variedades de alfaces eram conhecidas. Rabelais, o escritor, trouxe um certo número de variedades de Nápolis por volta de 1535.

Alface
Alface com pomo: Forellenschuss

As alfaces Romanas foram sem dúvida trazidas para a França pelos papas em Avignon. A primeira menção desse tipo de alface se encontra no Tratado de Agricultura de Crescenzi, agrônomo italiano do século 13.

Cultiva-se hoje em dia um grande número de variedades cuja determinação por tipo não é muito fácil.

Nutrição

O aspecto nutricional das alfaces varia consideravelmente em função dos diferentes tipos. Eis aqui, por exemplo, os resultados de um estudo americano cujos números são dados por 100 gramas de folhas. Para a Vitamina A, são as Romanas e as Alfaces “a cortar” ou crespas que detêm a palma, com 1900 UI (Unidades Internacionais) contra 970 UI para as Alfaces “manteiga” e somente 330 UI para as Repolhudas.

Para a Vitamina C e o cálcio, nós temos a mesma ordem de grandeza: para as Romanas e as Alfaces “a cortar”, 18 mg de Vitamina C e 68 mg de cálcio, para as Alfaces “manteiga” 8 mg de Vitamina C e 35 mg de cálcio e para as Repolhudas, somente 6 mg de Vitamina C e 20 mg de cálcio.

Quanto ao ferro, são as Alfaces “manteiga” que levam, com 2 mg contra 0,5 mg para as Repolhudas e 1,4 mg para as Romanas e as Alfaces “a cortar” ou crespas.

Alface
Alface romana: Cimarron

Polinização

A inflorescência da alface, que chamamos de capítulo, contém aproximadamente 24 floretos. Esses floretos são auto-fecundos. Entretanto, as polinizações cruzadas podem se manifestar entre diversas variedades cultivadas por um lado, e entre duas alfaces cultivadas e alfaces selvagens por outro lado.

Assim, Lactuca sativa pode se hibridar naturalmente com Lactuca serriola que é encontrada em volta da bacia mediterrânea, por exemplo na Argélia, nas Ilhas Canárias, e em certas regiões da Ásia Ocidental temperada. Encontra-se também na Índia do Norte e no Nepal.

Nas alfaces cultivadas, pudemos observar até 8% de hibridações naturais entre diferentes variedades. Isso depende muito das variedades e do tipo de floração.

Assim, para algumas variedades, as flores ficam abertas durante 30 minutos enquanto que para outras, elas ficam durante muitas horas. A tendência à alogamia é mais elevada quanto mais o clima é quente e ensolarado. Nossas experiências de produção de sementes de alfaces na região de Aïr no norte da Nigéria destacaram uma alogamia muito forte com as dezenas de variedades nos jardins.

Em zona temperada, é normalmente aconselhável deixar alguns metros entre cada variedade. É também aconselhável nunca colher sementes de alfaces que foram re-semeadas espontaneamente.

Os amadores querendo produzir sementes de alface podem aumentar as distâncias de isolamento ao máximo, se o espaço no jardim o permite.

Alface
Porta-sementes de alfaces

Produção de sementes

A seleção e a eliminação das plantas não conformes ao tipo são principalmente fundadas na observação das características morfológicas a partir da emergência da planta até a emergência da haste porta-sementes. Esse processo de seleção pode se efetuar durante três fases do crescimento da planta.

A primeira fase é o estádio da plântula da quarta à sexta folha.
A segunda fase é o início da formação do pomo ou do coração.
A terceira fase é a emergência da haste porta-sementes.

A alface é uma planta muito sensível a seu ambiente e alguns tipos são facilmente influenciados pela duração do dia. É então aconselhável, para a produção de sementes, de respeitar os ciclos próprios a cada variedade. Assim, uma alface de inverno será conduzida em bianual enquanto uma alface de primavera será conduzida em anual. Além disso, o respeito ao ciclo próprio de cada variedade permite de confirmar muito mais facilmente as características morfológicas em vista de uma seleção eficaz.

A haste porta-sementes não sai sempre facilmente do coração da alface.

É o caso, por exemplo, das variedades de tipo repolhudas cujos primeiros pomos duros têm folhas muito apertadas. Os pomos muito duros constituem assim uma barreira bastante intransponível pela haste porta-sementes.

Existem muitos métodos para favorecer a emergência dessa haste. Pode-se cortar o topo da alface tomando cuidado para não tocar o ponto de crescimento muito frágil. Pode-se também dar uma palmada aplicada secamente sobre o topo da alface para soltar as folhas basais e arrancar a cabeça. Nesse caso onde somente algumas porta-sementes devem ser ajudadas, pode-se simplesmente retirar as folhas que envolvem o coração, uma a uma.

Alface
Tamis para fazer a triagem das sementes

É muito aconselhável conservar somente as porta-sementes que são saídas de alfaces que se desenvolveram de forma harmoniosa. De fato, as sementes saídas de alfaces que brotaram prematuramente vão induzir a uma degeneração da variedade, sobretudo quando essa prática perdura durante anos.

É por isso que a agricultura química precisa de dois tipos de produtores de sementes de alface: os que produzem as sementes “elite” respeitando os ciclos de crescimento e os que produzem semente “sem triagem” que vai ser comercializada. Esses últimos utilizam, por exemplo, o ácido giberélico, para induzir o crescimento antes da formação completa da alface.

Uma bela alface vai produzir uma bela porta-sementes, pesada de sementes, que corre o risco de virar com grandes ventos. Em regiões um pouco turbulentas é mais seguro tutorar as porta-sementes maiores ou passar um fio entre a primeira e a última da fileira.

A abertura dos capítulos da alface porta-sementes se efetua de forma progressiva. A maturidade das sementes se efetua então igualmente de forma progressiva.

Para cada capítulo, do início da floração até a formação da semente, se passam de 12 a 21 dias, em função das condições ambientais. As temperaturas elevadas favorecem a rapidez de crescimento e de maturidade.

Além disso, a evolução das temperaturas diurnas e noturnas, durante o processo de maturação, influencia sobre a produtividade das porta-sementes: de 15 à 27 gramas de sementes por planta. Ela influencia também sobre a velocidade de germinação, a emergência da plântula e a formação da alface.

A priori, não são as temperaturas mais elevadas que geram a maior produtividade das sementes.

Como as sementes amadurecem de forma muito progressiva, é aconselhável colher as porta-sementes quando se estima que a metade dos capítulos são maduros.

Se espera-se que as sementes dos últimos capítulos esteja maduros, as sementes que terão amadurecido primeiro já terão caído no chão.

Uma outra técnica de colheita consiste em passar a cada 2 ou 3 dias, para sacudir as porta-sementes para fazer cair as sementes maduras em um recipiente ou um saco de tela. Esse método requer mais tempo, mas permite colher a quase totalidade das sementes produzidas.

É aconselhável deixar as porta-sementes colhidas em um abrigo ventilado para que as sementes continuem a secar durante alguns dias. As porta-sementes são sacudidas em seguida contra as paredes interiores de um grande recipiente (as grandes lixeiras de plástico de 50 litros são perfeitas), o que permite às sementes maduras de se soltarem. Resta apenas fazer a triagem das sementes com um tamis ou um ventilador, pois caem muito destroços durante a fase de extração das sementes.

As sementes de alface têm uma duração germinativa média de 5 anos. Entretanto elas podem conservar uma faculdade germinativa até 9 anos.

Se as condições de estocagem não são adequadas, as sementes de alface perdem 50% de viabilidade no final de dois anos e até 90% de viabilidade no final de 3 anos, e isso mais particularmente nas zonas tropicais.

O milhar de sementes pesa de 0,6 a 1 grama em função da variedade. Belas porta-sementes podem facilmente produzir 10-15 gramas de sementes.

Fonte: www.kokopelli-seed-foundation.com

Alface

Origem asiática, mas segundo as informações essa verdura foi utilizadas por egípcios, gregos e romanos.

Essa verdura tem preferência em solos arenos argilosos com baixa acidez e com bastante matérias orgânicas, poderá ser recolhidas 70 dias depois da semeadura.

Outros nomes, Alface-comum ou Leituca.

Evite comprar alfaces molhadas, pois normalmente os comerciantes as molham para dar uma aparência mais fresca. Veja se as folhas já não estão moles ou "quebradas", as folhas devem estar firmes e consistentes.

Tem propriedades laxante, diurética, calmante, mineralizante, vitaminizante, analgésica, anti-inflamatória, anti-hemorróidica e eupéptica.

Seu uso na medicina caseira é notório:

Alface
Alface

Folhas: Arteriosclerose, nefrite, uretrite, hemorróidas, gastralgias, bronquite, artrite, gota, acidose, eczemas, diabetes, bócios e varizes. Para uso interno, saladas, podendo ser consumidas diariamente , ou tomar chá na proporção de 100 g de folhas para 1 litro de água e ingerir 3 xícaras diariamente.
Talos:
Insônia, palpitação, gripe, reumatismo, irritabilidade, tosses - Tomar suco , 1 a 3 vezes por dia. Impulsos sexuais diários e asma - Cozinhar 50g de talos para 1 litro de água, e tomar 1 xícara pouco antes de deitar.
Folhas e talos:
Bronquite com tosse e secreção. Para uso interno, adicionar 2 cabeças de alfaces com os talos, em 1 litro de água fervente, até que a água rezuda na evaporação na metade do seu volume inicial, e adoçar com mel. Tomar 1 xícara 4 vezes diários. Epilepsi, ansiedade, angústia, irritabilidade e hipocondria. Para uso interno, suco fresco de alface, tomar uma xícara 3 a 4 vezes diariamente.
Inflamações e edema externos:
Para uso externo, folhas aquecidas em água quente numa temperatura suportável, e aplicar duas ou mais vezes ao dia nas regiões inflamadas.
Epilepsia, ansiedade, angústia, irritabilidade e hipocondria:
Em uso interno, suco fresco de alface, tomar uma xícara 3 a 4 vezes diariamente.

Alface
Alface

Propriedades

Laxante, Diurética, Calmante, Laxante, Mineralizante, Vitaminizante, Analgésico, Anti-inflamatória, Anti-hemorróidica e Eupéptica.

Evite comprar alfaces molhadas, normalmente os comerciantes molham para dar uma aparencia mais fresca. Veja se as folhas já não estão moles ou "quebradas", as folhas devem estar firmes e consistentes.

Fonte: www.horti.com.br

Alface

Valores Nutricionais

Porção: 100 g
Kcal: 19
HC: 2.9
PTN: 1.3
LIP: 0.2
Colesterol: 0
Fibras: 0.7

Sempre foi um vegetal conhecido. Sua utilização foi relatada dos arquivos da civilização Sumeriana , os gregos e romanos o utilizam com finalidades medicinais tão bem como culinárias.

Outra espécie, L. virosa foi especificamente cultivada para fornecer um ingrediente utilizado com um substituto barato para o ópio durante os séculos XVIII e XIX na Europa Ocidental.

Nutricionalmente, a alface contém mais quantidade de caroteno do que a maioria dos outros vegetais, com vitamina C.

A alface também contém fibra dietética, minerais, poucas calorias e uma grande quantidade de água.

Além disso, pode ajudar muito nos casos de insônia. Na culinária, sua primeira utilidade deve ser como ingrediente de saladas, porém pode ser cozido, utilizados em sopas ou como coberturas delicadas para recheios.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Alface

ORIGEM: Asiática, mas há registros de que foi também muito consumida por romanos, gregos, egípcios e outros povos antigos.

CUIDADOS: É fundamental lavar bem (principalmente se for usada crua), em várias águas ou deixá-la de molho, com algumas gotas de limão – evitar as folhas mais externas, que concentram mais agrotóxicos.

TIPOS:

Varia de coloração: verde-claro ou escuro; e de
Forma:

Francesa;
Repolhuda;
Lisa;
Crespa ou frisada).

MODO DE CONSUMO: Pode ser usada crua, em saladas, ou cozida, em sopas.

COMPOSIÇÃO

Sais minerais

Fósforo,
Cálcio;
Potássio;
Iodo;
Ferro;
Manganês;
Mmagnésio.

Vitaminas A, B, C, D, E;

Fibras.

VALOR ENERGÉTICO: Em cada 100 gramas, há 15 calorias apenas

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Insônia
Diabetes
Bronquite
Reumatismo
Artrite
Ansiedade
Diurese
Anemia (temperar com gotas de limão)
Tem grande teor de água, daí o seu consumo ser muito indicado para pessoas que fazem dietas de emagrecimento
É de fácil digestão, refrescante e diurética.

Fonte: www.posto7.com.br

Alface

Alface
Alface

A alface é uma folha que tem quantidades razoáveis de vitamina A, Niacina, C e também os minerais Cálcio, Fósforo e Ferro.

A vitamina A é um elemento importante para o bom funcionamento dos órgãos da visão, conserva a saúde da pele e das mucosas; a vitamina Niacina evita problemas de pele, do aparelho digestivo e do sistema nervoso; e a vitamina C dá resistência aos vasos sanguíneos, evita a fragilidade dos ossos e má formação dos dentes, age contra infecções e ajuda a cicatrizar os ferimentos.

O Cálcio e o Fósforo participam da formação dos ossos e dentes, ajudam na coagulação do sangue e na construção muscular, e o Ferro contribui para a formação do sangue.

Entre as muitas propriedades a alface é também considerada como ótimo calmante e remédio contra insônia.

Em casos de inflamação e inchaços, faz-se aplicações tópicas de cataplasmas quentes de alface.

Para compra, deve-se dar preferência às de folhas limpas, de cor brilhante e sem marcas de picadas de insetos; e para conservação, convém retirar as folhas machucadas e murchas e guardá-la na geladeira, embrulhada em saco plástico, onde conserva-se por 5 a 7 dias.

Seu período de safra é de maio a novembro.

Cem gramas de alface fornecem 15 calorias.

Alface
Alface Romana

A alface romana de folha verde que se cultiva ao ar livre é a variedade mais rica em vitaminas e minerais, especialmente se for cultivada na Primavera ou em terreno rico e com um clima temperado. As alfaces mais esbranquiçadas contêm menor quantidade de clorofila, vitaminas C, A e aminoácidos.

Além dos benefícios já apontados, a alface é um sedativo natural – o talo da alface contém um látex rico em lactucina, um anestésico e sonífero que os romanos já utilizavam para dormir bem depois dos grandes jantares e que deu origem ao lactucarium, um popular sonífero e hipnótico do século XIX que se tomava como substituto do ópio sem provocar adição.

A alface romana possui cabeças fofas e bem alongadas e folhas compridas, ovaladas, lisas, consistentes e de cor verde variável. Pode ser consumida como salada ou cozida. Entre nós é comum a variedade denominada “Romana Branca”.

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br

Alface

As alfaces contêm muito poucas calorias – apenas 17 calorias por 100 grs, sendo constituídas por uma grande quantidade de água (entre 90 a 95% do seu peso). Proporcionam maioritariamente água e quantidades muito inferiores de hidratos de carbono e proteínas, pelo que são pouco energética, embora constituam um alimento rico em vitaminas, sais minerais e fibras. A alface é a verdura mais rica em contributos de nutrientes.

Quanto a vitaminas, destaca-se a presença de vitamina A, vitamina C e betacaroteno ou pro-vitamina A. As alfaces caracterizam-se por serem especialmente úteis numa dieta de emagrecimento, dado que contêm uma boa fonte de fibra laxante, que aumenta a sensação de saciedade.

São ainda recomendadas às mulheres que desejam ficar grávidas e a grávidas que tiveram toxoplasmose, dado que são uma boa fonte de folatos (substâncias que ajudam a evitar anemias dado intervirem na formação dos glóbulos vermelhos e brancos, e também são necessários para a síntese de ADN para formar novas células).

As alfaces, especialmente as de cor roxa e verdes intensos, fornecem também provitamina A ou betacaroteno. Além disso, contém quantidades consideráveis de vitaminas C e E.

A alface é também uma boa fonte de vitamina K, essencial na coagulação sanguínea. A fibra mais abundante na alface é a celulose, que não conseguimos digerir mas que tem a excelente propriedade de diminuir o nosso contacto com eventuais carcinogénios pois acelera o esvaziamento intestinal e diminui a pressão no seu interior.

No que se refere aos minerais, as alfaces fornecem:

Potássio, um mineral necessário para a formação e transmissão do impulso nervoso e para a actividade muscular. Além disso, o potássio é um diurético natural que ajuda a eliminar líquidos e a evitar ganhar peso por retenção de líquidos.
Magnésio, pelo que a ingestão de alface é importante também na defesa de cãibras musculares.
Selénio, um mineral antioxidante que ajuda a manter as células fortes e atrasar o envelhecimento.

A alface romana de folha verde que se cultiva ao ar livre é a variedade mais rica em vitaminas e minerais, especialmente se for cultivada na Primavera ou em terreno rico e com um clima temperado. As alfaces mais esbranquiçadas contêm menor quantidade de clorofila, vitaminas C, A e aminoácidos.

Além dos benefícios já apontados, a alface é um sedativo natural – o talo da alface contém um látex rico em lactucina, um anestésico e sonífero que os romanos já utilizavam para dormir bem depois dos grandes jantares e que deu origem ao lactucarium, um popular sonífero e hipnótico do século XIX que se tomava como substituto do ópio sem provocar adição.

Sugestão

Se tiver dificuldade em adormecer, coma uma salada de alface ao jantar, deixando algumas com talos mais grosso.

Caso pretenda algo mais forte, sem ter de recorrer a medicamentos, coza os talos cortados e deixe-os ferver durante 15 minutos e tome a infusão quente antes de dormir. Este caldo do talo de alface também é benéfico para acalmar queimaduras, golpes e, de uma forma geral, qualquer zona dorida.

Fernando Póvoas

Fonte: www.fernandopovoas.com

Alface

Rainha das saladas

A alface constitui uma importante fonte de sais minerais, principalmente de cálcio e de vitaminas, especialmente a vitamina A. Juntamente com o tomate, é a hortaliça preferida para as saladas devido ao seu sabor agradável e refrescante e facilidade de preparo.

Originária da Europa e da Ásia, a alface pertence à família Asteracea, como a alcachofra, o almeirão e a chicória ou escarola. É conhecida desde 500 anos antes de Cristo.

Como comprar

Alface
Alface Americana

A alface pode ter a folha lisa ou crespa, com ou sem formação de cabeça. Também existem alfaces com folhas roxas ou folhas bem recortadas. A alface tipo americana possui as folhas mais crocantes e forma cabeça.

Quaisquer das alfaces citadas acima podem ser cultivadas no solo ou em solução nutritiva (mistura de água e nutrientes). A alface cultivada em solução nutritiva, é chamada alface hidropônica.

As folhas da alface devem apresentar aspecto de produto fresco, ou seja, devem ser brilhantes, firmes, sem áreas escuras. Ao escolher a alface, deve-se evitar amassá-la ou quebrar as folhas, selecionando-a com cuidado, pelo seu aspecto. Em respeito aos outros consumidores, deve-se evitar pegar em todas as unidades expostas na banca.

A alface também pode ser comercializada já picada e embalada. É fundamental que esse produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a adequada conservação. Evite comprar este produto quando as folhas estiverem murchas, amarelecidas, com pontos escuros e mela, principalmente nas bordas.

Como conservar

A alface é uma das hortaliças que se estraga mais rapidamente. Fora da geladeira deve ser mantida com a parte de baixo dentro de uma vasilha com água ou dentro de saco de plástico aberto, em local bem fresco, por até 1 dia. Quando conservada em geladeira, deve ser mantida em saco de plástico ou em uma vasilha de plástico tampada, retirando-se as folhas de acordo com a necessidade de consumo. Nesta condição, a alface pode ser mantida por três a quatro dias. Quando já picada, deve ser mantida na embalagem original ou em vasilha de plástico tampada, por dois a três dias. A alface de hidroponia deve ser conservada com as raízes; assim durará por mais tempo.

A alface não tolera congelamento.

Como consumir

Deve-se lavar as folhas uma por uma em água corrente, e depois deixá-las de molho em solução de água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água filtrada) por 30 minutos. Em seguida, as folhas devem ser enxaguadas com água filtrada. Ao contrário do que muitos pensam, a água sanitária ou vinagre não retiram os resíduos de agrotóxicos ou de pesticidas, mas eliminam microorganismos que podem estar nas folhas e causar doenças.

Dicas

A alface roxa é muito saborosa e é consumida da mesma maneira que a alface verde. A alface americana é mais crocante, e indicada para o preparo de sanduíches por ser mais resistente ao calor do hambúrguer ou do bife.

As folhas externas da alface, (aquelas de cor verde mais escura) são mais ricas em vitamina A .

A alface deve ser servida separada do molho da salada, porque assim as sobras de alface poderão ser guardadas separadamente, servindo para outros pratos.

Fonte: www.cnph.embrapa.br

Alface

Lactuca sativa L.

Nome em inglês: lettuce.

Origem: Ásia.

Valor alimentício: Vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro.

Clima: Ameno ( existem cultivares de inverno e verão). pH do solo: 5,8 a 6,7.

Cultivares

Alface
Alface

Popularmente, podem ser divididos em 3 grupos:

a) alface tipo americana: Salinas, Tainá, Great Lakes, etc.
b) alface tipo crespa: Brisa, Grand Rapids, Vanessa, Verônica,etc.
c) alface tipo lisa: Elisa, Áurea, Aurora, Floresta, Regina, etc.

Época de plantio: De fevereiro a agosto (cultivares de inverno) e ano todo (cultivares e verão).

Semeadura: Pode-se utilizar a semeadura direta em canteiro definitivo, porém o mais indicado é em sementeira, para transplante posterior.

Principais pragas e doenças: Lagarta-rosca, pulgão, trips, podridão-de-esclerotínia e septoriose.

Colheita: De 50 a 80 dias.

Fonte: www2.petrobras.com.br

Alface

Cultura da Alface

A alface é uma cultura que pode ser plantada o ano todo, dependendo da cultivar, sendo as folhas o produto consumido. O espaçamento mais recomendado é o de 0,30 x 0,30 m. São necessários 4 kg de semente para se plantar um hectare.

A alface deve ser semeada em bandejas e transplantado para o campo por volta de 20 a 30 dias, ou semeadura direta.

Alface
Alface

Calagem e Adubação

A calagem deve ser realizada 30 dias antes do plantio, se necessário. Coloca-se 80 toneladas de esterco de curral, ¼ dessas quantidades de esterco de galinha curtido, misturando com a terra do canteiro. No plantio deve-se colocar 40 kg/ha de nitrogênio, 300 kg/ha de fósforo, 150 kg/ha de potássio e 1 kg/ha de Boro.

Em cobertura, fazer três aplicações de 30 kg/ha de nitrogênio, aos 15, 30 e 45 dias após a germinação (semeadura direta). No sistema transplante de mudas, aplicar as três parcelas de nitrogênio, decorridos 10, 20 e 30 dias após o transplante.

Pragas que atacam a alface

As principais pragas que atacam a alface são: pulgão, lagarta minadora e tesourinha.
Utilizar os seguintes produtos para controle:
carbaryl, dimethoate, malathion, etc.

Doenças que atacam a alface

As principais doenças que atacam a alface são: septoriose, cercosporiose, tombamento, podridão de Sclerotinia, podridão da saia, míldio, mancha bacteriana, vírus do mosaico.
Os produtos usados para controle:
captan, folget, iprodione, oxicloreto de cobre, etc.

Colheita

A colheita é realizada entre 50 e 80 dias após a semeadura, dependendo do clima e cultivar. A alface produz normalmente de 100.000 a 120.000 plantas/ha em campo.

Alface
Alface lisa

Dicas

Não pulverize com inseticidas perto da comercialização.
Faça a rotação com repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão-vagem. E evitar cultivos sucessivos de alface na área a fim de reduzir a ocorrência de doença.
Cultivares: lisa (verão e inverno), crespa (verão e inverno), crespa repolhuda (verão e inverno).
A irrigação deve ser freqüente, por infiltração ou por aspersão.
Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema de irrigação a ser utilizado.
Cuidado na aplicação de água: água em excesso pode matar a planta.
Tratos culturais: cobertura morta, fazer desbaste deixando apenas 1 planta por cova.
Controlar plantas daninhas, herbicidas registrados:
fenoxapropetil, fluazifop-butil e glufosinato de amônio.

Fonte: www.agronomiacassilandia.uems.br

Alface

A Alface é perfeita para emagrecer, mas ao mesmo tempo fica deliciosa em uma salada e para completar têm propriedades e benefícios nutricionais muito grandes. De modo que incorporá-la na dieta é quase uma obrigação.

É rica em betacaroteno, pectina, fibra, lactucina e uma grande variedade de vitaminas como, A, E, C, B1, B2 e B3.

Também possui cálcio, magnésio, potássio e sódio.

Como é um vegetal que se come cru, não sofre o processo de cozimento que lhe tiraria propriedades.
Contém uma boa quantidade de ferro, o que ajuda a combater a anemia.
Recomenda-se consumi-la também quando se sofre de estados gripe os resfriados, já que fortalece as vias respiratórias.
Tem propriedades analgésicas e acalma dores musculares.
Tem antioxidantes o que contribui a diminuir o envelhecimento celular, melhora os níveis de colesterol e ajuda à circulação.
É ideal para as pessoas diabéticas já que regula os níveis de açúcar no sangue.
Além de ter propriedades digestivas, combate problemas de flatulências, já que atua como um agente desinflamante muito efetivo em casos de inflamação abdominal.
É de grande ajuda em casos de retenção de líquidos e cálculos renais.

A alface é econômica e fácil de combinar para fazer pratos com poucas calorias. De modo que pode incorporá-la a sua dieta para a hora do jantar, quando menos calorias se devem consumir.

Valores nutricionais da alface

100 gramas de alface contribuem:

Quilocalorias: 10
Carboidratos: 0,9
Proteínas: 1,3
Gorduras totais: 0,2
Fibra: 1,5
Colesterol (mg): 0
Vitaminas: (A, [retinol]: 150 / B1, [tiamina]: 0,06 / B2, [riboflavina]: 0,06 / B3, [niacina]: 0,4 / B6, [piridoxina]: 0,06 / C: 10 / E: 0,4).
Minerais: (Sódio: 10 / Potássio: 224 / Cálcio: 37 / Fósforo: 31 / Magnésio: 11 / Ferro: 1 / Flúor: 0,03).

Fonte: www.vivendosaudavel.com

Alface

Nome: alface.

Esta hortaliça possui diversas variedades. Todos podem usar a alface, gestantes, em fase de amamentação e crianças.

A alface age como

Sedativa, calmante, analgésico, emoliente, cicatrizante, depurativa e desintoxicante.

Indicação

Auxiliar no tratamento contra insônia, vertigens, perturbações gerais do sistema nervoso, hipocondria, falta de tranqüilidade, inchaços e contusões.
Máscaras e compressas de alface reduzem o inchaço e a irritação da área dos olhos e servem como calmante e purificante da pele.
Na alface encontra-se um elemento ativo semelhante ao ópio que lhe confere o poder de sedativo, sonífero e redutor da tosse.

O chá

Das folhas da alface fervidas funcionam como calmante, assim como regulador do intestino.
Purificar e acalmar a pele: picar a alface, adicionar algumas gotas de óleo de oliva , duas colheres de sopa de iogurte. Usar como mascara facial, que deve ser espalhada sobre uma gaze (não espalhada diretamente sobre o rosto), e então colocar no rosto por um período de 30 minutos.

Irritação nos olhos

Amassar as folhas de alface até virar uma papa, e usar como compressa.
Não há contra-indicação. Fonte: Revista - Ervas & Plantas que Curam Nº 4. Editora Escala LTDA. São Paulo.SP. www.escala.com.br

Indicações

Usada com malva, ajuda a combater tosse e catarro. A aface ajuda o estômago a funcionar bem, e nas vertigens. Problemas com insônia, palpitações, reumatismo, hipocondria, nevralgias intestinais e conjuntivites (não foi explicado o modo de aplicação para estas indicações na bibliografia).
O suco extraído do seu caule contém, além de óleo essencial, sais minerais, albumina, asparagina, mannita e lactucina, um princípio ativo amargo. Fonte: Revista - Ervas & Plantas que Curam. Editora Escala LTDA. SP.

Constituintes químicos

Vários princípios amargos, lactupicrina. Manitol, vitamina E, óleo essencial, substâncias resinosas e mucilaginosa. O suco leitoso do caule chama-se Lactucario (francês) e é obtido por incisões (cortes) transversais no caule.

Indicações

Usada como hipnótico leve para combater as insônias. Como calmante nas excitações nervosas e como sedativo da tosse, principalmente na coqueluche.

Para o Prof. H. Vignes, o extrato fluido, na dose diária de 2 a 3 colheres de café, seria um excelente remédio da vagotonia em certas formas de dismenorréia e especialmente como calmante em casos de ninfomania acompanhada de congestão dos órgãos genitais externos e internos.

Fonte: Notas de Fitoterapia. Farmacêutico Raul Coimbra. 1ª ed. 1941.

Câncer no pulmão dos fumantes, desde que consumidos diariamente (não especificou se cura ou auxilia contra o câncer). O silício é bom para o crescimento dos cabelos e o complexo de vitaminas B, principalmente o ácido fólico, contribui para uma pele sadia e bonita, além de ajudar o metabolismo das proteínas necessárias para o crescimento e divisão das células.

O valor alimentício encontra-se nas folhas mais escuras e, quando comida crua, a alface ajuda a digestão, beneficia os dentes e as gengivas. O suco de alface deve ser sempre misturado a outros, como o de salsinha, que suaviza o amargor dos talos mais grossos (observa-se que para um tratamento com alface deve constar os talos nos sucos, e não somente as folhas - lavar bem com água corrente antes de usar).

Indicações

Anemia, distúrbios hepáticos e nervosos, insônia, prissão de ventre e queda de cabelo.

Encontra-se na alface: Vitamina A e E, ferro, magnésio e potássio.

Fonte: www.plantaservas.hpg.ig.com.br

Alface

Alface
Alface

As palavras alface e salada são praticamente indissociáveis, já que a grande maioria das saladas são predominantemente feitas de tenras e verdes folhas de alface.

A maioria das alfaces exalam pequenas quantidades de um líquido branco e leitoso quando as suas folhas são quebradas. Esse “leite” atribui à alface um sabor ligeiramente amargo e está na origem do seu nome cientifico, Lactuca Sativa, já que Lactuva deriva da palavra latina para “leite”.

As alfaces podem ser classificadas em várias categorias, mas as mais comuns são:

Alface Romana: Também conhecida como Alface-orelha-de-mula, esta variedade de alface tem folhas de um verde profundo, com uma textura crocante e sabor intenso.
Alface Repolhuda (Alface Iceberg):
Com folhas verdes no exterior e no interior folhas esbranquiçadas e doces, esta variedade tem uma textura fresca e aquosa e sabor suave. A mais conhecida deste tipo de alface é a variedade Iceberg.
Alface Butterhead:
Este tipo de alface tem folhas grandes que formam a cabeça e que pode ser facilmente separada do caule. Tem um sabor suave e adocicado. As variedades mais conhecidas são a alface tipo Boston e a alface tipo Bibb.
Alface-crespa:
Apresenta folhas amplas e encaracoladas que podem ser verdes e/ou vermelhas com um sabor delicado e crocante.

Benefícios para a Saúde

Transtornos Digestivos
Insônia
Prisão de Ventre
Obesidade
Transtornos Funcionais do Sistema Nervoso
Diabetes

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Alface

A alface é uma planta herbácea rica em nutrientes e clorofila; e tem a função de alcalinizar e desintoxicar o corpo — principalmente o fígado. Esta hortaliça constitui uma importante fonte de vitaminas (A, C e niacina) e sais minerais (sais de enxofre, fósforo, ferro, cálcio e silício).

As vitaminas são importantes para o bom funcionamento dos órgãos da visão, pele, mucosas, aparelho digestivo, sistema nervoso e vasos sanguíneos; além de evitar a má formação dos dentes, combater infecções e ajudar na cicatrização dos ferimentos.

Os minerais são vitais para a saúde dos cabelos e do tecido cutâneo. O cálcio e o fósforo participam na formação dos ossos e dentes, ajudam na coagulação do sangue e na construção muscular. O ferro contribui para a formação do sangue.

A alface tem propriedade calmante, sendo capaz de tratar casos de insônia. A hortaliça ajuda as pessoas a ter um sono reparador e a controlar os acessos de histeria. Aconselha-se consumir alface à noite para dormir melhor, principalmente quando seu suco é adicionado a uma bebida quente que contenha mel. Ela também é considerada uma hortaliça benéfica em tratamentos faciais.

Em casos de inflamação e inchaços, faz-se aplicações tópicas de cataplasmas quentes de alface.

A alface é uma hortaliça que estraga rápido. Fora da geladeira, deve ser mantida com a parte de baixo dentro de uma vasilha com água ou dentro de saco plástico aberto, em local bem fresco por até um dia. Quando conservada em geladeira, deve ser mantida em saco plástico ou em uma vasilha de plástico tampada, retirando-se as folhas de acordo com a necessidade de consumo.

Fonte: belezaesaude.dae.com.br

Alface

Alface
Alface

Considerações Gerais

A alface, botanicamente Lactuca sativa, L., pertencente à família das Compostas, é planta anual, cultivada desde a antiguidade. As suas folhas foram modificadas e aumentadas progressivamente através dos séculos, constituindo, hoje a hortaliça mais popular para consumo como salada.

Pode ser considerada como hortaliça de inverno, existindo, contudo, em certos países, variedades já adaptadas às outras estações.

É excelente fonte de vitamina A, possuindo quantidade apreciável das vitaminas B1 e B2, e ainda, certa porção de vitamina C, além dos elementos cálcio e ferro.

Pelo fato de ser consumida crua, conserva todas as suas propriedades nutritivas. De agradável paladar, é aconselhada nas dietas de baixas calorias, devido ao seu pequeno valor energético.

Variedades

As diferentes variedades se agrupam em cinco tipos bem distintos: de cabeça crespa, de cabeça lisa, romana, de folha e de haste.

Embora a maneira de cultivar qualquer um dos tipos seja a mesma, eles diferem bastante entre si quanto à sua adaptação às condições ambientais, resultando um produto comercial inteiramente distinto para cada tipo.

Pertencem aos dois primeiros tipos as variedades repolhudas que, comercialmente falando, são as mais importantes.

As alfaces de cabeça lisas possuem folhas externas bastante macias, as internas apresentam-se como recobertas por uma substancia que lembra manteiga. É o tipo de alface que mais se cultiva no Estado de São Paulo, contando com a preferência do mercado consumidor.

As variedades mais disseminadas, por terem-se adaptado bem às nossas condições, são: “Repolhuda Francesa”, “Sem Rival” e “Gigante”.

As duas primeiras produzem cabeças de tamanho médio, menos firmes que as do tipo anterior, com aparência boa, bem fechada, arredondada ou um tanto pontudo, folhas largas, sendo as mais externas lisas ou levemente enrugadas, espessas, não quebradiças, de tom verde-claro opaco, podendo ser colhidas com 80 dias após a semeação.

A variedade “Gigante” produz plantas maiores do que as anteriores. Pelo fato de resistir em parte ao calor, é impropriamente chamada “Gigante de Verão”. No inverno, se assemelha à “Sem Rival”, com cabeças lisas e duras. Nos meses mais quentes não forma cabeças, e sim um tufo folhas grandes, mais ou menos crespas. As romanas e as de folhas, são indicadas para as pequenas hortas domiciliares, e de haste ou caule, é quase desconhecida em nosso meio.

A alface romana possui cabeças fofas e bem alongadas e folhas compridas, ovaladas, lisas, consistentes e de cor verde variável. Pode ser consumida como salada ou cozida. Entre nós é comum a variedade denominada “Romana Branca”.

O tipo de folha não forma cabeças, possuindo a vantagem de se desenvolver bem, mesmo que o clima do local não permita o plantio de alfaces.

Suas principais variedades são: “Black-Seeded Simpson”, entre nós, comumente conhecida por “Folha de Seda” e “Grand Rapids”.

As alfaces de haste se caracterizam por seu caule volumoso e ausência absoluta de cabeça. Apesar de já existirem diversas variedades desse apenas uma, denominada “Celtuce”, é um tanto conhecida, porém, o valor comercial é nulo para nós.

Atualmente são mais cultivadas

De verão: Babe, Grand Rapid 248, Brasil 48
De Inverno:
White Boston, Sem Rival, Repolhuda Francesa e Aurélia.

Solo

A alface é planta levemente tolerante à acidez do solo, preferindo, no entanto, terras com pH de 6,0 a 6,8.

Pelo fato de possuir sistema radicular muito superficial, não pode explorar grande extensão do solo, em busca de fertilizantes. Tem preferência pelas terras soltas, férteis e ricas em húmus, que devem ser previamente bem preparadas e adubadas.

Plantio

A melhor época para a semeação da alface, no planalto paulista, é a que vai do início de março até final de julho, quando haverá bom desenvolvimento das plantas e formação de boas cabeças ou de folhas tenras e viçosas.

Fora desses meses, também se obtêm alface, mas as do tipo de cabeça não se fecham bem, preferindo-se, por isso a plantação dos tipos de folha romana. No verão, devido ao calor excessivo e as chuvas constantes, é indispensável a proteção dos canteiros de semeação, com coberturas de plásticos, aniagem ou sapé, na altura de 0,60m na parte da frente e 0,80m na parte de trás. É de todo conveniente retirar a cobertura à tarde, para que o canteiro receba o orvalho da noite.

Recobre-se na manhã seguinte, agindo assim alguns dias após a germinação das sementes. Desse ponto em diante, é aconselhável cobrir somente nas horas mais quentes do dia, até o momento do transplante.

A semeação também poderá ser feita em caixas. Estas serão conservadas na sombra e, logo após a germinação, expostas ao calor e aos raios solares, somente no período da manhã e da tarde. Três ou quatro dias depois, ficarão a pleno sol, sendo, contudo, protegidas com coberturas nas horas mais quentes do dia.

Para a obtenção de plantas mais viçosas e cabeças bem formadas convém conservar uma leve cobertura, mesmo nos canteiros de transplante.

Nas zonas frescas do Estado não haverá, entretanto necessidade desses últimos cuidados, mesmo nos meses quentes.

Nos arredores da capital de SP, onde essa hortaliça encontrou condições altamente favoráveis de desenvolvimento e de produtividade, o plantio de variedades do tipo de cabeça, é feito o ano todo, conseguindo-se, no mesmo local, várias colheitas anuais.

Adubação

Semear em pequenos sulcos espaçados de 10cm. no sentido da largura do canteiro, colocando as sementes a uma profundidade de 0,5cm., cobrindo-as em seguida com a terra do próprio canteiro. Depois dessa operação, cobrir todo o canteiro com um pano ralo, palhas dos arrozais ou capim seco, sem sementes.

Retirar a cobertura ao se iniciar a germinação. Regar diariamente, desde a semeadura. Cada metro quadrado de canteiro deve levar 2,5 a 3,0g, sendo preciso 500g/hectare de semente, com germinação média de 70%.

O salitre deve ser aplicado, preferivelmente, dissolvido na água da irrigação, aos 10, 20, 30 e 40 dias após o transplante, um quarto da quantidade em cada aplicação. A dissolução será feita na proporção de 10g do sal para 10 litros de água, por metro quadrado de canteiro. Logo após essa operação, é aconselhável irrigar bem as plantas com água limpa, a fim de retirar das foIhas as partículas de adubo aí depositadas.

O salitre também pode ser empregado em cobertura, em quatro vezes, tal como acima recomendado. Nesse caso, sua aplicação será feita em faixas entre as linhas da plantação, escarificando em seguida a terra, levemente, sempre que possível.

O esterco de curral e o superfosfato deverão ser incorporados ao solo, 8 a 10 dias antes do transplante das mudas. O esterco de curral poderá ser substituído pelo “composto”, na mesma quantidade, ou por esterco curtido de galinha, na terça parte.

Transplantar as mudinhas de 25 a 30 dias após a semeação, quando as mudas atingirem a altura de 8 a 10cm e tiverem de 4 a 6 folhas verdadeiras. É aconselhável não irrigar os canteiros de semeação na véspera do transplante, para não encharcar as mudas. Porém, irrigar no momento do transplante, a fim de facilitar o arrancamento das mudinhas.

As mudas serão plantadas nos canteiros definitivos, com auxílio do plantador, adotando os espaçamentos de 0,25 x 0,25m ou 0,25 x 0,30m para as variedades de cabeça crespa, como a “Great Lakes”, cuja planta é mais volumosa.

Tratos Culturais

Manejo

Consistem em conservar o solo sempre isento de ervas daninhas, fofo e irrigado freqüentemente.

Deve ainda ser conservado com bom teor de umidade, o que se consegue com o controle da irrigação, quer por aspersão, quer por infiltração.

Salientamos, aqui, que a alface é hortaliça muito exigente em água. Quando convenientemente irrigada, conseguem-se plantas bem desenvolvidas e de melhor qualidade. Caso contrário, o crescimento é prejudicado resultando plantas com folhas menores e rijas, cabeças pequenas e mal formadas.

Fazer o plantio definitivo em canteiros em nível ou em patamares, evitando a erosão;

Rotação de culturas

Terminada a colheita, convém procurar uma planta de outra família para ocupar o lugar da alface, como o repolho “Louco”, a cenoura, o pimentão, a berinjela ou a vagem.

É sempre interessante fazer rotação de cultura, de preferência com uma leguminosa (adubo-verde). Semear 2 ou 3 anos, de outubro a dezembro, um adubo verde, como a mucuna preta, crotalária paulina, o guandu, ou o feijão de poro, que será enterrado quando florescer. O adubo verde melhora o solo sob vários aspectos.

Culturas consociadas são uma necessidade na horta intensiva. Tudo é valido nesse tipo de olericultura. Alface constitui uma inesgotável fonte de riqueza para muitos horticultores residentes no “Cinturão Verde”, da Capital de S. P. Ela se constitui na legítima monocultura, de alta rentabilidade, um autêntico filão de ouro.

Devido à intensidade de plantio, semana após semana, anos a fio, há o esgotamento do solo e proliferação de pragas e moléstias; há a necessidade de rotação periódica e continua de culturas.

Pragas e Moléstias

Para combater os insetos vetores do “vira-cabeça” e do “mosaico”, moléstias de vírus comuns à alface, é aconselhável pulverizar a sementeira duas vezes, com inseticidas comerciais. A primeira, logo após a retirada da palha do canteiro de semeação; a outra decorrida uma semana. Pulverizar novamente com o mesmo inseticida, na mesma concentração, 15 dias depois do transplante, atingindo também o solo ao redor das plantas.

O combate direto aos afídios e aos trips, também poderá ser feito por meio de pulverizações quinzenais, com solução de sulfato de nicotina a 40%, com 13g para cada litro de água. Esse tratamento, que deve ser interrompido pelo menos uma semana antes do corte das plantas, evitando danos ao consumidor.

Fonte: www.criareplantar.com.br

Alface

Alface Bola de Manteiga

Nome Científico: Lactuca sativa L. var. capitata. Cultivar “Bola de manteiga”.
Nome Comum: Alface Bola de Manteiga.
Nomes Populares:
Alface, leituga.
Família: Asteraceae.
Origem: Leste do Mediterrâneo, Indía.

História

O nome "alface" vem do árabe "al-khass" ou "aa-lhaç". No Antigo Egipto era cultivada para aproveitamento do óleo extraido das sementes. Na mitologia Grega, a alface foi simbolicamente relacionada com a morte, pois segundo a lenda, o amor entre a deusa Afrodite e o jovem Adonis teve um fim trágico quando este último foi morto por um porco selvagem no jardim das alfaces onde Adonis se escondia. O povo romano, desde a época do Imperador Domitien, começou a ser consumidor da alface e era costume as elites servirem alface como entrada, antes do prato principal, com rabanetes e outros legumes crus. Essa prática ainda perdura em algumas regiões e países. Na época Romana, a alface já era possuídora de todo um conteúdo cultural, medical, religioso e alimentício. A alface foi cultivada pelos antigos Egípcios, existindo representações em alguns túmulos que datam de quase 2700 anos antes de Cristo.

Descrição

Planta herbácea, anual, compacta, hermafrodita, com raíz aprumada e muito curta, não ultrapassando geralmente os 25 cm de profundidade e com pequenas ramificações. Enquanto a planta está na fase de roseta o caule é impercéptivel mas quando atinge o estado de perfeito repolhamento já se pode considerar como um pequeno caule em forma cónica e na fase de espigamento surge então um de maior tamanho e ramificado, que vai sustentar as flores. Esta variedade caracteriza-se por formar um repolho arredondado, não muito compacto, as folhas são lisas, muito delicadas, tenras, de nervação peninérvea, de coloração verde-amarelada e aspecto amanteigado. É uma excelente variedade de Primavera/Verão com óptima produtividade.

A cultura da alface pode ser realizada durante todo o ano na nossa região, quando produzida em estufa, existindo variedades bem adaptadas ás diferentes estações do ano. É a cultura hortícola protegida de maior expressão na época de Outono/Inverno, pois é capaz de crescer a baixas temperaturas e de tirar partido da fraca luminosidade da época.

Sementeira:

No local definitivo entre Abril/Agosto ou em estufa ou estufim entre Fevereiro/Março, podendo-se semear em tabuleiros ou alvéolos e depois transplantar para o terreno quando a planta tiver cerca de 5-6 folhas verdadeiras e 7-8 cm de altura. Podem ser semeadas no terreno e protegidas do frio com uma cobertura de plástico ou uma manta térmica. Entre os 10-20 Cº de temperatura, a germinação ocorrerá entre 3-7 dias após a sementeira. A sementeira de alface deve ser feita a pequena profundidade, entre 0,5-1 cm. Evitar as horas de maior calor e manter sempre o substrato bem humedecido após esta operação.

Crescimento: Rápido.

Transplantação: Entre Abril/Setembro, com espaçamento de cerca de 20 cm. No Outono/Inverno deve-se aumentar o espaçamento(densidades menores), para que o aproveitamento da luz e o arejamento entre plantas seja melhor.

Luz: Requer boa luminosidade (sol/sombra).

Temperatura

Planta de clima fresco ou temperado. A alface consegue germinar bem a temperaturas baixas, aumentando a velocidade dessa germinação com temperaturas até 20-25 Cº. A temperatura óptima situa-se entre os 15-21 Cº. Acima dos 25-27 Cº a semente pode entrar em dormência sendo a percentagem de germinação muito baixa. Temperatura óptima para o desenvolvimento da planta situa-se entre os 15-20 Cº, podendo suportar temperaturas inferiores, mas abaixo dos 6 Cº, em algumas variedades podem surgir problemas de ordem nutritiva, levando ao aparecimento de algumas doenças. Temperaturas acima dos 25 Cº leva ao espigamento da planta. O repolhamento depende principalmente do equilibrio luz/temperatura.

Humidade: Entre 60-80 %

Solos: Férteis, ricos em azoto, ligeiros e bem drenados, com pH ideal entre os 6,5-7,5.

Rega

Regular, sem encharcar. As necessidades de água aumentam com o aumento da área das folhas e com o aumento da temperatura. Nos solos arenosos as regas devem ser frequentes e em doses baixas enquanto nos argilosos devem ser menos frequentes mas em doses mais elevadas. Evitar o excesso de água no solo pois pode provocar asfixia radicular, paragem de crescimento e aparecimento de doenças. Evitar regar em horas de calor para prevenir certas doenças e evitar molhar as folhas pois são sensíveis a podridões. De preferência optar por rega gota a gota e manter a superficie do solo seca entre regas.

Adubação

Fertilizar antes da plantação incorporando matéria orgânica bem composta no solo bem mobilizado. Poderá também efectuar uma adubação de fundo com fertilizante mineral completo. Ex: 8-15-15, 15-15-15. Ter em atenção ao excesso de azoto, pois pode provocar dificuldades no repolhamento e acumulação excessiva de nitratos nas folhas.

Pragas e doenças

Larva mineira, mosca branca, pulgões, tripes, lesmas e caracóis, Agrotis segetum, Spodoptera littoralis, Phorbia platura, Plusia gamma. Míldio, podridão cinzenta, Antracnose, Esclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum), Septoriose (Septoria lactucae), vírus do mosaico da alface, vírus do bronzeado do tomate.

Multiplicação

Semente.

Colheita

Entre Junho/Outubro. A alface é uma planta frágil e a sua degradação é rápida. Depois de colhida deve ser imediatamente conservada em frio, e embalada caso seja esse o objectivo. A colheita deve ser realizada logo pela manhã ou ao final da tarde para que não perca a frescura, cortando as plantas pela base, junto ao solo.

Após a colheita, deve-se realizar a rotação de culturas, plantando uma leguminosa ou uma hortaliça de outra família, como cenoura, pimentão, berinjela, ou repolho.

Evitar cultivos sucessivos de alface, para reduzir a ocorrência de podridão, míldio e bacterioses.

Conservação

Lavar as alfaces em água fria, escorre-las e deixar secar, colocando depois em sacos plásticos no frigorífico. Devido á grande % de quantidade de água existente na sua constituição (95%), a sua conservação é curta, aguantando apenas 10-12 dias no frigorífico. Evitar conservá-las junto de maçãs, bananas e pêras pois estes frutos libetam gás etileno que provoca o aparecimento de manchas e podridões nas folhas.

Utilização

Muito utilizada pelas suas folhas, na culinária e por vezes em usos medicinais.

Uso Medicinal

Indicações: agitação, conjuntivite, hipocondria, insónia, nervos, palpitação do coração, reumatismo, tosse, tensão nervosa, vertigem, nevralgia intestinal.
Parte Utilizada: folhas, talos, raíz, seiva extraída dos caules.

Modo de Usar

Sumo e chá das folhas, talos e raízes, tem efeito sonífero, calmante do estômago e do sistema nervoso. O seu sumo pode também ser usado no fabrico de loções e cremes para hidratar e acalmar a pele e aliviar queimaduras do sol.

Cataplasma: ferver algumas folhas de alface em pouca água, por cinco minutos. Deixar amornar e untar as folhas com azeite, estendendo-as sobre uma gaze.

Aplicar sobre a região atingida, para evitar inflamações, contusões, inchaços, pele irritada e avermelhada.

A infusão das folhas é tranquilizante, boa para a tosse, anti-reumática, sonífera, digestiva, laxativa suave.

Constituintes Químicos

Óleo essencial, albumina, vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro. Matéria seca: 2,2% amido, 1,4% proteína, 0,3 % lípidos.

Propriedades Medicinais

Antiácida, anti-reumática, calmante do estômago e do sistema nervoso, diurética, eupéptica, laxante (leve), rejuvenescedora, sonífero.

Outras Sementes de Plantas Hortícolas e de Outros Frutos e Vegetais

A Alface "Bola de Manteiga" ou Alface "Sem Rival" é muito repolhuda, tenra e das melhores para a Primavera e Verão.

Em geral, as sementes de Alfaces semeiam-se em alfobre (de onde se transplantam mais tarde) desde o final do Inverno a meados de Outono.

(Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro).

As sementes de Alface são muito sensíveis, no momento da germinação, a temperaturas superiores a 20ºC., podendo ser sujeitas, por isso a dormência.

Recomenda-se, então, a colocação da semente no frigorífico durante cerca de 48 horas, antes de proceder à sua sementeira.

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

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