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Alho

 

Alho (Allium sativum), uma erva amplamente utilizado como um condimento na culinária, também tem sido usado como um medicamento em toda a história antiga e moderna para prevenir e tratar uma ampla gama de condições e doenças.

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Desde a Antiguidade acredita-se nos benefícios que o alho traz para a saúde humana. As culturas egípcia, indiana, grega e romana tinham a visão de que o alho continha propriedades profiláticas e terapêuticas. O primeiro a descrever o efeito bactericida do alho foi Louis Pasteur. Atualmente se reconhece cientificamente que o alho previne e trata infecções patogênicas, câncer e doenças cardiovasculares, tornando-se uma das ervas medicinais mais utilizados no mundo (1).

Os componentes sulfurados do alho, como a aliina, alicina, dialil sufeto, dentre outros, são os que se destacam como benéficos para a saúde humana, e que promovem o odor característico do alho. Além disso, a grande quantidade desses componentes presentes no alho diferencia-o dos outros vegetais pertencentes ao mesmo gênero Allium. O nome científico do alho é Allium sativum (2,3).

Além desses componentes sulfurados, encontram-se outros nutrientes na composição nutricional do alho, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) da Unicamp (4):

Alimento em 100g/nutriente

Alho cru

Energia (kcal)

113

Proteína (g)

7

Lipídeos (g)

0,2

Carboidrato (g)

23,9

Fibra (g)

4,3

Cálcio (mg)

14

Fósforo (mg)

149

Sódio (mg)

5

Potássio (mg)

535

Magnésio (mg)

21

Vitamina B6

0,44

Pesquisadores de distintas regiões do mundo se debruçam sobre as propriedades medicinais do alho, para entender os mecanismos e o efeito de seus compostos em algumas doenças. Pesquisa científica do Kuwait avaliou os efeitos do consumo de alho cru e extrato fervido em água nos níveis séricos de glicose, colesterol e triglicerídeos em ratos durante quatro semanas. Diferentes dosagens dos dois tipos de alho (50 e 500 mg/kg) foram oferecidas.

Os autores observaram que o alho cru apresentou um intenso efeito na redução dos parâmetros analisados, podendo ter importante papel na prevenção de aterosclerose e diabetes. Já o alho aquecido teve menor efeito nos níveis séricos de colesterol e triglicérides, e nenhum efeito foi encontrado na dosagem de glicose. Eles acreditam que o processo de fervura destrua os ingredientes voláteis, ativos e quimicamente instáveis do alho (5).

Cientistas argentinos fizeram uma análise mais detalhada da melhor forma de preparo do alho para verificar suas propriedades antiplaquetárias, e assim avaliar sua contribuição para a prevenção de doença cardiovascular. Os resultados mostraram que a alicina e o tiosulfinato são os componentes que contribuem para essa propriedade antiplaquetária. Porém, moer o alho antes do cozimento pode reduzir essa ação. Mas a perda parcial dessa ação pode ser compensada se o consumo do alho for aumentado (6).

Para verificar os efeitos hipocolesterolêmicos do alho, estudo randomizado, duplo-cego, controlado com grupo placebo foi realizado em homens com hipercolesterolemia entre 220 a 285 mg/dl e simultaneamente em animais. O grupo que recebeu cápsulas de suplemento de extrato de alho, 800 mg diariamente durante cinco meses, teve diminuição de 7% no colesterol plasmático total e 10% no LDL-colesterol (lipoproteína de baixa densidade) plasmático, comparados com o grupo placebo. Similarmente em ratos a mesma suplementação reduziu 15% do colesterol total plasmático e 30% da concentração de triglicerídeos plasmático. Com esse estudo pôde-se verificar que a ação do alho na redução do colesterol e triglicerídeos ocorreu, em parte, pela inibição da síntese de colesterol no fígado, por meio dos componentes sulfurosos do alho, especialmente o S-alil-cisteína (7).

Outro possível mecanismo dos efeitos benéficos do alho na doença cardiovascular é a de impedir a oxidação do LDL-colesterol, inibindo a iniciação e progressão da aterosclerose. Essa oxidação do LDL promove disfunção vascular pela ação citotóxica direta das células endoteliais, pelo aumento da propriedade quimiotática de monócitos e pelo aumento da proliferação de células endoteliais, monócitos e células musculares. Todos esses eventos contribuem para o desenvolvimento da doença cardiovascular (8,9). Dessa maneira, a Associação Dietética Americana recomenda um consumo de 600 a 900 mg de alho por dia, correspondente a um dente de alho cru por dia, para a redução de colesterol sangüíneo total. Essa ingestão também pode ser proveniente da suplementação de alho (10).

Há ainda outros benefícios. Estudo chinês observou que o consumo de alho e outros alimentos do mesmo gênero, como cebola, cebolinha e alho porro, reduz o risco de câncer de próstata independentemente do peso corporal, ingestão total de calorias e de outros produtos alimentícios. Além disso, verificaram maiores efeitos em homens com câncer de próstata avançado. O consumo médio de alho foi de cerca de dois dentes por semana (11).

Além disso, estudo clínico randomizado, duplo-cego, ainda verificou que o consumo de quatro cápsulas por dia contendo 500 mg de extrato de alho, que não tem odor forte, melhorou o sistema imune de pacientes com câncer avançado (cólon, fígado e pâncreas). Os autores consideram que o alho seja um tratamento alternativo para esses pacientes, pois houve aumento da atividade de células exterminadoras naturais (natural killer), que destroem células tumorais, durante os três meses de acompanhamento (12,13).

O Instituto Nacional de Saúde norte-americano lançou uma revisão sistemática de todo esse corpo de evidências a respeito do alho. No trabalho, que avaliou os efeitos do alho em diversas situações clínicas, verificou-se que o consumo de diferentes preparações, comparado com placebo, reduziu o colesterol sangüíneo total significativamente após um mês (reduções de pelo menos 1,2 mg/dl até 17,3 mg/dl em alguns casos). Porém, um acompanhamento durante seis meses não identificou nenhuma diminuição no colesterol decorrente da utilização de alho. Assim também a ingestão de diversas formas de preparações de alho mostrou redução da agregação plaquetária. Contrariamente, observaram que o uso do alho não trouxe benefícios para a redução da pressão arterial, nem na glicemia de pacientes com ou sem diabetes, nem no câncer gástrico, colorretal, endometrial e laríngeo. Os possíveis efeitos adversos no consumo do alho encontrados nos trabalhos analisados nessa revisão foram mau hálito e forte odor corporal (14).

Finalmente, também se verifica no alho a propriedade antimicrobiana, destacando dentre seus componentes alicina e ajoene, com essa atividade mais intensa (15).

Isso é de interesse para alguns pacientes que sofrem de doenças infecciosas, quando optam por tratamento natural. Por isso, foi realizado um estudo que avaliou o sinergismo entre antibióticos e extratos de plantas, que incluía o alho, contra o Staphylococcus aureus. Dentre as plantas analisadas, o alho apresentou capacidade antimicrobiana sobre o Staphylococcus, porém com menor atividade sinérgica com as drogas (16). Porém, há autores que não observaram um resultado positivo, por exemplo, no uso do alho para o tratamento de infecção por Helicobacter pylori (17-18).

Portanto, evidências científicas identificam os efeitos benéficos do uso do alho em diferentes doenças. Novos estudos devem ser conduzidos para avaliar os efeitos terapêuticos do consumo prolongado do alho, e para definir os tipos de preparações do alho in natura e a concentração dos componentes ativos para se obterem resultados efetivos.

Thiago Manzoni Jacintho

Referências

1. Jakubowski H. On the health benefits of Allium sp. Nutrition. 2003;19(2):167-8.
2. Itakura Y, Ichikawa M, Mori Y, Okino R, Udayama M, Morita T. How to distinguish garlic from the other Allium vegetables. J. Nutr. 2001;131(3s):963S-7S. Disponível em: http://jn.nutrition.org/cgi/content/full/131/3/963S. Acessado em 1/11/07.
3. Jones MG, Hughes J, Tregova A, Milne J, Tomsett AB, Collin HA. Biosynthesis of the flavour precursors of onion and garlic. J. Exp. Bot. 2004;55(404):1903-18. Disponível em: http://jxb.oxfordjournals.org/cgi/reprint/55/404/1903. Acessado em 1/11/07.
4. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – UNICAMP. Disponível em: http://www.nutritotal.com.br/tabelas/?acao=bu&id=53&categoria=3. Acessado em 1/11/07.
5. Thomson M, Al-Qattan KK, Bordia T, Ali M. Including garlic in the diet may help lower blood glucose, cholesterol, and triglycerides. J. Nutr. 2006;136(3 Suppl):800S-802S. Disponível em: http://jn.nutrition.org/cgi/content/full/136/3/800S. Acessado em 1/11/07.
6. Cavagnaro PF, Camargo A, Galmarini CR, Simon PW. Effect of cooking on garlic (Allium sativum L.) antiplatelet activity and thiosulfinates content. J. Agric. Food Chem. 2007;55(4):1280-8. Disponível em: http://pubs.acs.org/cgi-bin/sample.cgi/jafcau/2007/55/i04/pdf/jf062587s.pdf. Acessado em 1/11/07.
7. Yeh YY, Liu L. Cholesterol-lowering effect of garlic extracts and organosulfur compounds: human and animal studies. J Nutr. 2001;131(3s):989S-93S. Disponível em: http://jn.nutrition.org/cgi/content/full/131/3/989S. Acessado em 1/11/07.
8. Lau BH. Suppression of LDL oxidation by garlic compounds is a possible mechanism of cardiovascular health benefit. J. Nutr. 2006;136(3 Suppl):765S-768S. Disponível em: http://jn.nutrition.org/cgi/content/full/136/3/765S. Acessado em 1/11/07.
9. Durak I, Kavutcu M, Aytac B, Avci A, Devrim E, Ozbek H, Ozturk HS. Effects of garlic extract consumption on blood lipid and oxidant/antioxidant parameters in humans with high blood cholesterol. J Nutr Biochem. 2004;15(6):373-7.
10. Hasler CM, Bloch AS, Thomson CA, Enrione E, Manning C. Position of the American Dietetic Association: Functional foods. J Am Diet Assoc. 2004;104(5):814-26.
11. Hsing AW, Chokkalingam AP, Gao YT, Madigan MP, Deng J, Gridley G, Fraumeni JF. Allium vegetables and risk of prostate cancer: a population-based study. J. Natl. Cancer Inst. 2002;94(21):1648-51. Disponível em: http://jnci.oxfordjournals.org/cgi/content/full/94/21/1648. Acessado em 1/11/07.
12. Ishikawa H, Saeki T, Otani T, Suzuki T, Shimozuma K, Nishino H, et al. Aged garlic extract prevents a decline of NK cell number and activity in patients with advanced cancer. J Nutr. 2006;136(3 Suppl):816S-820S. Disponível em: http://jn.nutrition.org/cgi/content/full/136/3/816S. Acessado em 1/11/07.
13. Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Células e Órgãos do Sistema Imune. Disponível em: http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2004/2ano/imuno/celulas.htm. Acessado em 1/11/07.
14. Garlic: Effects on Cardiovascular Risks and Disease, Protective Effects Against Cancer, and Clinical Adverse Effects. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/bv.fcgi?rid=hstat1.chapter.28361. Acessado em 1/11/07.
15. Naganawa R, Iwata N, Ishikawa K, Fukuda H, Fujino T, Suzuki A. Inhibition of microbial growth by ajoene, a sulfur-containing compound derived from garlic. Appl Environ Microbiol. 1996;62(11):4238-42.
16. Betoni JE, Mantovani RP, Barbosa LN, Di Stasi LC, Fernandes Junior A.
Synergism between plant extract and antimicrobial drugs used on Staphylococcus aureus diseases. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2006;101(4):387-90. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0074-02762006000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en. Acessado em 1/11/07.
17. Martin KW, Ernst E. Herbal medicines for treatment of bacterial infections: a review of controlled clinical trials. J Antimicrob Chemother. 2003;51(2):241-6. Disponível em: http://jac.oxfordjournals.org/cgi/content/full/51/2/241. Acessado em 1/11/07.
18. O'Mahony R, Al-Khtheeri H, Weerasekera D, Fernando N, Vaira D, Holton J, Basset C. Bactericidal and anti-adhesive properties of culinary and medicinal plants against Helicobacter pylori. World J Gastroenterol. 2005;11(47):7499-507. Disponível em: http://www.wjgnet.com/1007-9327/11/7499.asp. Acessado em 1/11/07.

Fonte: www.portalfarmacia.com.br

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O alho (Alium sativum) é um alimento que dispensa qualquer apresentação.

A utilização desta planta bolbosa, da família das Liliáceas, terá começado muito cedo na história da humanidade, o que é documentado por vestígios com mais de 10 000 anos encontrados em cavernas.

Muitas foram as civilizações que ao longo dos milénios sucumbiram aos “encantos” do bolbo desta planta.

Os egípcios integraram-no em fórmulas para o tratamento de problemas de coração, dores de cabeça, tumores e outros “males” e incluíram-no nos bens colocados nos túmulos dos faraós.

Foram encontrados documentos chineses, datados de 2700 a. C., que descrevem o alho como uma substância que trata diversos problemas e potencia o vigor.

Num livro persa de plantas medicinais, escrito há milhares de anos atrás, pode ler-se “… ele cura tosse e supurações do peito, não importa quão violentas sejam.

Tem o poder de prevenir a estagnação do sangue”.

Também o médico grego Hipócrates, considerado o pai da Medicina, exaltou as propriedades terapêuticas do alho, incluindo-o na sua lista de plantas medicinais mais benéficas, enquanto Dioscórides, igualmente médico da Grécia Antiga, escreveu: “O seu aroma limpa as artérias”.

Mais tarde, Paracelso considerou-o uma planta sagrada. Mas até os escritores clássicos não foram indiferentes aos efeitos desta planta.

O poeta Virgílio recomendava-o como alimento fortificante para quem efetua trabalhos pesados e Homero inclui-o numa das suas mais famosas obras – A Odisseia – num episódio em que Ulisses usa o alho para fazer render a feiticeira Circe aos seus encantos.

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Apesar de ser indiscutível o interesse suscitado por esta planta, as suas aplicações foram tendo objetivos diferentes e a sua popularidade não foi constante. Ao longo dos tempos, e em diferentes períodos, ela foi usada pelas suas propriedades regenerativa, antigripal, estimulante circulatória, purificadora do sangue, antibiótica, vermífuga e até afrodisíaca. No entanto, foi também utilizado como antídoto contra mordeduras de cobra e no tratamento de mordeduras de cães e ratos, como tratamento de problemas digestivos, para expulsar parasitas intestinais e para bochechar contra dores de dentes.

Na idade média foi usado na Europa Central como remédio contra a surdez e lepra e no século XVII como prevenção da peste bubónica. Durante a II Guerra Mundial, os soldados russos faziam-se acompanhar por dentes de alho que esmagavam nos bordos das feridas, para evitar possíveis infecções. Os próprios médicos de campanha utilizavam uma pasta de alho para tratar os ferimentos infectados dos soldados, especialmente como proteção contra gangrenas e sepsia. No entanto, esta utilização do alho foi sendo abandonada à medida que se descobriam “drogas milagrosas”, como a penicilina.

Mas o alho nunca deixou de ser utilizado e uma nova área de investigação nasceu em torno deste bolbo nas duas últimas décadas, multiplicando-se os trabalhos a um ritmo impressionante, acompanhando o consumo crescente.

Os consumidores diários do alho garantem que este produto natural possui um misterioso poder. São comuns descrições das suas potencialidades no tratamento de problemas respiratórios, dores de ouvidos, de cabeça e de estômago, congestão, diarreia, disenteria, arteriosclerose, hipertensão, reumatismo, gota, parasitas intestinais, tosse convulsa, úlceras, mordeduras de cobras, como afrodisíaco, tendo, ainda, como efeito último, a promoção da longevidade, retardando o envelhecimento. Grande parte desta panóplia de utilizações não possui qualquer credibilidade científica, mas para outras existem já algumas evidências de confirmação.

É possível encontrar algumas dezenas de estudos que atestam que o alho, sob variadas formas, pode promover um decréscimo nos níveis de colesterol e triglicéridos, em pacientes com elevados níveis destes lípidos, o que resultará numa redução dos distúrbios cardiovasculares, nomeadamente, a arteriosclerose, a trombose e o enfarte do miocárdio. Também o envelhecimento das paredes da aorta parece ser retardado pelo consumo diário de alho, resultado extremamente importante para explicar a sua atuação na redução da pressão sanguínea. Por exemplo, investigadores do Departamento de Medicina do New York Medical College encontraram uma redução de 5,5% na pressão sistólica e uma suave redução na pressão diastólica do sangue, como resposta ao consumo de extratos de alho. São, assim, muitos os estudos que relacionam o alho com a prevenção e tratamento da hipertensão.

Outra área de investigação pretende determinar os efeitos do alho na prevenção e tratamento de tumores. Foi provado que ele consegue travar o desenvolvimento de tumores em ratos, no cólon, reto, esófago, estômago e pele. Existem estudos em tubos de ensaio que demonstram a capacidade do alho inibir o crescimento das células cancerígenas da próstata, embora não se saiba ainda se o mesmo acontece no ser humano. Sabe-se, por exemplo, como resultado de estudos chineses comparativos de comunidades consumidoras regulares de alho com outras que não o incluem na sua dieta, que o cancro gastrointestinal apresenta uma menor incidência nas primeiras comunidades. No entanto, não se pode esperar que o alho consiga suspender completamente o desenvolvimento destes tumores, apesar das evidências apontarem para a existência de três tipos de mecanismos de ação – afetando diretamente as células cancerígenas, aumentando as células do sistema imunitário que combatem as cancerígenas e inibindo determinadas substâncias químicas que se crê funcionarem como indutoras do desenvolvimento de carcinomas.

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Apesar da maioria dos estudos desenvolvidos nos últimos 15 anos incidir sobre a relação do alho com as doenças cardiovasculares e o cancro, existem ainda outras linhas de investigação, nomeadamente a que explora as propriedades antibióticas do alho. Testes in vitro revelam as potencialidades dos compostos ativos do alho no combate a agentes infecciosos, como os da gripe, do herpes e outros vírus. Para além disso, certos compostos interferem com o metabolismo dos fungos, impedindo o seu desenvolvimento, e combatem infecções bacterianas, por vezes de forma mais eficaz do que a penicilina. As propriedades antibióticas do alho revestem-se de extrema importância, à medida que as investigações médicas sobre a etiologia de diversas doenças mostram que estas são provocadas maioritariamente por processos inflamatórios. Por exemplo, a Heliobacter pylori é uma bactéria que tem sido relacionada com o desenvolvimento de úlceras no estômago e o alho parece ser eficaz no seu combate. Outra das suas ações mais notáveis, e à qual tem sido dada muita atenção atualmente, é a sua capacidade de combater a candidíase, uma infecção provocada pela Candida albicans, um fungo indesejável.

Uma questão com a qual os cientistas se mostram cada vez mais preocupados prende-se com a velocidade com que os microrganismos adquirem resistência aos antibióticos, através de mutações. No entanto, parece que o alho mantém as suas propriedades antibióticas através dos tempos, para além de existirem evidências da sua capacidade de atuação sobre o sistema imunitário, ao estimular a atividade dos glóbulos brancos que destroem os agentes infecciosos invasores. Os seus compostos possuem, ainda, propriedades anti-oxidantes, protegendo as membranas celulares e o material hereditário.

Investigações recentes demonstram que tomado durante a gravidez o alho pode reduzir os riscos de pré-eclampsia (perigoso aumento da pressão sanguínea, que pode colocar em risco a vida da gestante e do feto). Os seus autores concluíram que, apesar desta disfunção ser resultante de uma complexidade de fatores, o consumo regular de pastilhas de alho durante a gestação pode diminuir a sua probabilidade.

Os dados epidemiológicos, clínicos e laboratoriais de muitos dos estudos realizados mostram que o alho é uma espantosa fonte de agentes fitoquímicos, em cuja composição deve residir os seus segredos. Das inúmeras análises químicas, os cientistas chegaram à conclusão de que a grande riqueza do alho se encontra especialmente nos seus componentes derivados do enxofre. Entre eles, o mais importante é, sem dúvida, a alicina, responsável pela maioria das propriedades farmacológicas do bolbo, assim como do seu odor intenso. Na verdade, a alicina só aparece quando o alho é esmagado, cortado ou mastigado, pois nestas situações as células são rompidas e a aliína, o seu percursor inodoro, é degradada pela enzima aliinase.

Embora sejam reconhecidos alguns efeitos benéficos dos alho, as vantagens para a saúde continuam a ser uma área controversa. As evidências são ainda insuficientes para recomendar o consumo como uma terapêutica clínica de rotina e considera-se que existe ainda muita especulação em torno dos poderes misteriosos desta planta. Existem mesmo estudos que afirmam que não existem dados suficientes para retirar conclusões, ou que o alho não exerce qualquer tipo de efeito nas doenças cardiovasculares, nomeadamente na diminuição da pressão sanguínea, dos níveis de colesterol e na redução do risco de desenvolvimento de tumores. Foram mesmo reportados diversos efeitos adversos do consumo de alho, incluindo náuseas, dermatites, sangramentos, sintomas abdominais e flatulência.

Mas mesmo com a falta de unanimidade entre a comunidade científica, o que é fato é que os adeptos deste produto aumentam. Por exemplo, na Alemanha, grande parte dos adultos tomam diariamente um suplemento de alho para promover a saúde. Para tentar evitar os odores desagradáveis, existem no mercado comprimidos e cápsulas sem odor, pois contêm aliína, que só no corpo é transformada em alicina. Quanto às doses recomendadas, as opiniões estão longe de ser concordantes. Os óleos de alho são também uma opção. Eles constituem os mais antigos preparados e foram comercializados, pela primeira vez, há mais de 70 anos, muito antes de se terem caracterizado os seus constituintes e respectivos efeitos.

Mas mesmo com toda a controvérsia, se o alho tivesse sido criado num laboratório em vez de ser um produto da natureza, provavelmente seria uma droga frequentemente prescrita e de elevado preço.

Bibliografia

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Dausch JG e Nixon DW. (1990). Garlic: a review of its relationship to malignant disease. Prev Med. 19(3):346-361.
Guo NL, Lu DP, Woods GL, Reed E, Zhou GZ, Zhang LB e Waldman RH. (1993). Demonstration of the anti-viral activity of garlic extract against human cytomegalovirus in vitro. Chin Med J (Engl). 106(2):93-96.
Harenberg J., Giese C. e Zimmermann R. (1988). Effect of dried garlic on blood coagulation, fibrinolysis, platelet aggregation and serum cholesterol levels in patients with hyperlipoproteinemia. Atherosclerosis. 74: 247-249.
Hughes BG e Lawson LD. (1991). Antimicrobial effects of Allium sativum L. (garlic), Allium ampeloprasum L. (elephant garlic) and Allium cepa L. (onion), garlic compounds and commercial garlic supplement products. Phytother Res. 5:154-158.
Mei, X. (1982). Garlic and gastric cancer: the influence of garlic on the level of nitrate and nitrite in gastric juice. Acta Nutr Sin. 4: 53-56.
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Reuter HD. (1995). Allium sativum and Allium ursinum: Part 2. Pharmacology and medical applications. Phytomedicine. 2(1):73-91.
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Warshafsky S, Kamer RS, Sivak SL. (1993). Effect of garlic on total serum cholesterol. A meta-analysis. Ann Intern Med. 119:599-605.

Fonte: www.naturlink.pt

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As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos. Há controvérsias sobre sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático.

A maioria dos estudos indica que a Ásia é o local de origem. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, que tenha sido levado para o Egito por tribos asiáticas nômades, dali tenha seguido para o extremo oriente através do comércio com a Índia e então chegado à Europa.

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Para todas as culturas o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. A diferença de importância foi dada pela rejeição das classes mais altas, em razão do seu cheiro. Chegou a ser usado pelo clero como indicador de classe social. Era muito apreciado como alimento e medicamento pelas massas, tanto que o escritor francês Raspail o apelidou de "cânfora dos pobres".

A despeito do preconceito das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis. No antigo Egito, com 7 kg de alho podia-se comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho.

Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem. Foi bastante utilizado na conservação de carnes e até mesmo de cadáveres. Os egípcios usavam-no como parte do processo de mumificação dos mortos. Consta que no túmulo de Tutankamon foram encontrados seis dentes de alho e em cemitérios pré-históricos descobriram-se bulbos de alhos moldados em argila, que lá foram colocados para afastar os espíritos malignos.

A nenhuma outra planta na história do mundo foi atribuído tamanho poder de destruir malignidades, poder este afinado com suas qualidades medicinais, sobre as quais já se publicaram mais de dois mil artigos em revistas científicas.

Ao longo da Antigüidade, o alho foi considerado uma proteção dos vulneráveis ao mau-olhado - virgens, recém-nascidos, casais de noivos. No Egito moderno, continua-se a realizar uma festa na qual o alho é comido, usado e esfregado nas portas e janelas para manter as forças do mal afastadas.

A chegada ao Brasil

O alho teria chegado ao Brasil junto com as caravelas de Cabral. A resistente hortaliça seria parte do magro cardápio consumido pelas tripulações. Mas, uma vez no país, levou cinco séculos para sair dos quintais, onde era cultivado em pequenas quantidades como tempero e ingrediente de remédios caseiros, para enfim virar uma cultura capaz de gerar riqueza no campo.

Fonte: www.anapa.com.br

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ORIGEM

O alho é uma planta de cultivo milenar oriunda do Oriente e da Europa Meridional pertence à família das "Liláceas” seu nome científico é “allium sativum”, segundo historiadores os egípcios consumiam alho em abundância.

Seu uso é empregado largamente como tempero em todas as cozinhas, seus “dentes” tem gosto característico e ativo, se comporta como um excitante do apetite.

Existem três tipos básicos de alho que se distinguem pela cor da película que envolve os balbilhos: alho branco ou alho comum, alho rosa ou alho temporão, alho “rocambole” vermelho, não confundir com “allium sativum” trata-se de uma espécie diferente chamada allium scorrodoprasum.

PROPRIEDADES TERAPEÚTICAS

O alho apresenta propriedades bactericidas, preventivo de doenças cardiovasculares é ótimo contra a hipertensão, seus efeitos são potencializados quando o alho é triturado ou cortado. Pelo seu efeito bactericida extermina bactérias malignas do intestino, combate o câncer grastrointestinal por impedir o crescimento das células cancerígenas.

Fortalece o sistema imunológico como um todo, aumentando a resistência orgânica a infecções, fluidifica e desodoriza as secreções no caso de bronquite, tuberculose, diminui a tosse, provoca a expectoração. Pode ser utilizado também em ferimentos e cortes de prego enferrujado, espinhos, espetos de madeira e cacos de vidro, mordedura de bichos venenosos, promove a desintoxicação do sangue.

O uso regular do alho aumenta a longevidade reduz os riscos de infarto, reduz o colesterol LDL (ruim), aumenta o colesterol HDL (bom) combate bactérias e vírus, previne a aterosclerose, o câncer. Ativa o funcionamento do fígado, cura hemorróidas e varizes, elimina prisão de ventre, combate o ácido úrico, aliviando dores musculares e articulares como reumatismo, gota e ciática.

Elimina o cansaço, melhora visão, é indicado contra dores de cabeça, insônias e nevralgias, elimina vermes como: lombrigas e tênia, auxilia no emagrecimento, bom para os rins e bexiga eczemas e herpes, alivia o diabete l e proporciona uma qualidade de vida mais saudável como um todo.

COMPOSIÇÃO EM CADA 100 GRAMAS

Energia 140,00 kcal
Carboidratos 29,30 g
Proteínas 5,30 g
Lipídios 0,20 g
Fibras 1,66 g
Potássio 4 00,00 mg
Vitamina B1 (Tiamina) 02,00 mcg
Vitamina C (Ácido ascórbico) 31,10mg
Ácido Fólico 3,10 mg
Fósforo 150,00 mg
Cobre 0,26 mg
Cálcio 181,00 mg
Selênio 24,90 mg
Ferro 1,70 mg
Zinco 8,83 mg

Fonte: www.vigorevida.com.br

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Origem e propriedades

Embora haja controvérsias, estudos indicam a Ásia como local de origem do alho. Usado em larga escala na culinária do mundo todo, é também conhecido pelas suas propriedades terapêuticas, como por exemplo, redução de níveis de colesterol e da pressão sangüínea. O alho (Allium sativum) é formado por um bulbo arredondado (conhecido como cabeça), composto de 10 a 12 dentes, envoltos por uma casca fina, que pode ser branca, rosada ou roxa. Seu forte aroma deve-se à presença da alicina (óleo volátil sulfuroso).

Como comprar

As cabeças de alho devem ser redondas, firmes e cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho cujos dentes estejam soltos, moles ou murchos.

Como armazenar

Embora sejam bonitas e decorativas, as réstias de alho não devem ficar muito tempo penduradas na cozinha, pois correm o risco de secar sobrando apenas cascas. Guarde o alho em lugar fresco (de preferência frio), seco e levemente arejado. Se for mantido em locais úmidos e quentes, vai mofar rapidamente e murchar. Uma boa maneira de armazenar a cabeça de alho inteira é colocá-la num recipiente de cerâmica com orifícios para ventilação.

Desde que tomados os devidos cuidados na compra, é possível armazená-lo por até um mês.

Se as condições do ambiente forem adequadas, pode chegar a até 2 meses. Outra forma de armazenamento é esmagar o alho e colocá-lo num vidro bem limpo e seco e mantê-lo fechado na geladeira. O alho não tem bons resultados quando congelado. Ao congelar pratos, deixe para adicionar o alho no momento de descongelá-los. Outra opção é guardar os dentes de alho inteiros, descascados. Neste caso, você pode cobri-los com azeite de oliva ou outro óleo, o que, além de conservar, permite usá-lo posteriormente na preparação de arroz, legumes e saladas.

Alho
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Os poderes e propriedades do alho

O alho é um parente das cebolas e alho-porós, tem o poder de reduzir o colesterol e a pressão arterial, tem ação germicida combatendo infecções além de possuir antioxidantes e flavonóides que combatem o envelhecimento e muitas outras propriedades. Acredita-se que a maioria dessas propriedades se devem à riqueza de substâncias sulfurosas na sua composição.

A ação mais saudável do alho é sua capacidade de melhorar as condições cardíacas, suas ações germicidas e anticancerígenas. Enfim, o alho é um dos alimentos acessíveis mais saudáveis.

Alguns fatos sobre o alho

Previne doenças coronárias e circulatórias
Previne infartos
Reduz a coagulação do sangue
Reduz a pressão sangüínea
Combate infecções bacterianas, viróticas e fúngicas, inclusive infecções de pele Diminui o risco de câncer do estômago, gástrico e outros
Reduz os níveis de açucar e glicose, ajudando no tratamento da diabetes

Alho
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Como utilizar

Os dentes de alho podem ser usados inteiros, amassados ou em lâminas, dependendo da intensidade de aroma e sabor que se queira dar ao prato. O dente inteiro permite que o alho seja eliminado, o que deixa a preparação mais suave. O uso de espremedor é a forma mais comum de esmagar o alho, que também pode ser amassado com a faca, pressionando-se a lâmina na parte mais larga do dente.

Para picar o alho, descasque os dentes e corte-os em tiras no sentido do comprimento. Em seguida, corte na largura, fazendo movimentos de balanço com a faca.

Dicas culinárias

Ao refogar o alho em óleo ou azeite de oliva não doure muito, para evitar que fique amargo. Se desejar um sabor mais suave na preparação, frite o dente inteiro em óleo quente e, em seguida, retire o alho e despreze-o. Para dar um sabor mais suave nas preparações que irão ao forno, corte um dente de alho ao meio e esfregue na parte interna da assadeira. A quantidade de alho a ser adicionada na preparação deve ser 0,5% do peso do alimento a ser elaborado. Assim, um pedaço de carne de 2 kg deve ser temperado com 10 g de alho (cerca de 2 dentes grandes). Devido ao seu sabor marcante é recomendado usar o alho somente numa das preparações de uma refeição, a não ser que seja adicionado em pequenas quantidades.

Fonte: www.brazuka.info

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Alho
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O alho é indicado nas afecções catarrais agudas e crônicas, como as bronquites que dificultam a respiração, tuberculose, pneumonia e asma. É excelente nos resfriados e gripes.

Usa-se o alho ainda como hipotensor, em casos de pressão alta; e no tratamento das varizes. Ele combate as toxinas intestinais e expulsa os vermes. Para isso, use o alho em forma de chá, com leite, e tome 3 ou 4 vezes por dia.

É empregado também com bons resultados como antisséptico, depurativo do sangue, diurético, emoliente e no combate à febre. É usado ainda em casos de ácido úrico, cálculos, diabetes, enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, esgotamento, insônia, picaduras de insetos, reumatismo e úlceras.

Externamente, usa-se o alho contra calos, verrugas, sarna e manchas da pele.

Não devem fazer uso do alho as pessoas com hipotensão arterial, pois este abaixa mais ainda a pressão. Em doses muito elevadas, o alho produz dor de cabeça, dor no estômago, nos rins, cólicas, vômitos, diarréia e tontura.

O período de safra do alho estrangeiro é de janeiro a junho. Já o alho nacional é encontrado a melhores preços nos meses de dezembro e janeiro e setembro e outubro.

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br

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Nome: alho.

Parte utilizada: bulbo.

Família: liláceas.

Alho
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Medicinal

Na prevenção de gripes e resfriados, regula a gordura do sangue, equilibra a flora intestinal e a glicose do sangue, asma, bronquite, pneumonia, desinfeta o organismo e combate toxinas intestinais, expulsa vermes, tônico superestimulante revitalizador de pessoas esgotadas e enfraquecidas, reduz pressão alta, desintoxica os fumantes.

Utilizado também em picadas de insetos, calos e sarna, estimula o apetite, excita as glândulas digestivas, extermina as bactérias malignas do intestino ao mesmo tempo que fomenta a reprodução de colibactérias - os agentes intestinais normais, calmante intestinal, adstringente e bactericida, diminui a tensão arterial e torna o pulso mais lento e tranqüilo, dilata os vasos coronários - os músculos cardíacos são melhor alimentados e portanto tornando-se mais fortes. Depurativo do sangue. Baixa as taxas de colesterol.

Bom em dietas para diabéticos - muito eficaz no combate à diabetes. Aumenta a resistência contra as infecções. Aplicação contra nematóides e ascarídeos, em forma de irrigação.

Nas doenças da circulação: hipertensão, arteriosclerose de vasos coronários, debilidade dos músculos cardíacos.

Gastrintestinais

Catarros do estômago e intestino com diarréia e prisão de ventre, tuberculose intestinal, flatulência, catarros intestinais crônicos, infecciosos e agudos, cólicas, inflamações do intestino grosso e do reto, diarréia, doenças hepáticas e biliares, disenteria amebiana, cólera, tifo e paratifo. Como auxiliar em tumores cancerosos recomenda-se em todo o tempo. Câncer no estômago.

Nas doenças das vias respiratórias: catarros das vias respiratórias, enfisema pulmonar, tuberculose, gangrena pulmonar, asma pulmonar e bronquiectasias.

Nas doenças da circulação: hipertensão, arteriosclerose de vasos coronários, debilidade dos músculos cardíacos, intoxicação de nicotina.

Em casos de lombrigas - oxiúricos e ascarídeos.

Reduz o colesterol ruim, a pressão sangüínea, diminuir o risco da formação de coágulos, prevenir o câncer e fortalecer o sistema imunológico. Outras substâncias, como o sulfito alílico e a alicisteina, ajudam a deter os processos inflamatórios, estimulam enzimas anticancerígenas e bloqueiam a formação de nitrito no estômago.

O componente alicina: é responsável pelo odor característico do alho e, inibe o desenvolvimento de bactérias, destrói fungos, estimula o fluxo das enzimas digestivas e elimina toxinas através da pele.

Vitamina

E (na ruptura das células vermelhas do sangue, fraqueza muscular e depósito excessivo de gordura nos músculos).

Mineral

Potássio (arritmina, rins intoxicados, nervosismo, pressão alta e fraqueza geral).

Uso

A melhor forma de uso é o consumo cru. Diariamente de meio dente a um dente.

Propriedades

Rrico em iodo, flúor, cálcio, ferro (combate anemia), fósforo e as vitaminas A, B e C.

Contra-indicação

Pessoas com pressão baixa podem ter seu quadro clínico agravado. Não indicado a pessoas que tenham hipersensibilidade ao óleo de alho.

Algumas pessoas apresentam reação alérgica da pele ao contato com o alho. Os que sofrem de hipotensão devem ser cautelosos no uso do alho, um vez que este provoca queda de pressão. As lactentes devem evitar o uso liberal do alho, de vez que pode provocar cólicas no ventre do lactente.

Às crianças muito pequenas e às mães que amamentam, os médicos também recomendam que consumam alho cozido e, mesmo assim, em quantidades pequenas.

Uso em demasia: pode produzir dores de cabeça, no estômago, rins, cólicas, vômitos, diarréia e tontura. Mau hálito, irritações gástricas e náuseas.

Fonte: www.plantaservas.hpg.ig.com.br

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Allium sativum é a sua designação em Latim e referimo-nos ao alho comum.

Alho
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Regra geral quase todos nós utilizamos os dentes de alho na nossa alimentação como tempero, a verdade é que ele tem mais propriedades agradáveis além do paladar.

Muito utilizado, desde a antiguidade, os estudos têm vindo a comprovar a sua real eficácia.

Outrora as pessoas comiam ou engoliam dentes de alho, hoje já não é necessário - um dos benefícios da atualidade: as cápsulas! - vieram evitar esse desconforto, mas sobretudo vieram aumentar a quantidade de óleo concentrado responsável pelos efeitos benéficos.

O Alho tem várias aplicações… e não só para afastar vampiros e criaturas dessas, mas sobretudo outros ” montros” mais reais! As bactérias, vermes, parasitas…

As aplicações do alho regra geral são as seguintes:

Antibiótica
Anti-inflamatória
Anti-microbiana
Anti-asmática
Anti-oxidante
Anti-cancerígeno
Protetor cardiovascular

As patologias ou sintomas a serem tratados pelo alho são muito vastos, mas pode-se resumir a sua eficiência em: Distúrbios gastrointestinais, colesterol elevado, tensão arterial elevada, asma, bronquite, gripe, dores de dentes e mais recentemente os estudos comprovam a sua eficácia em cancro da mama e próstata.

O Alho deve ser consumido cru, pois após ser aquecido ou transformado, perde ou transforma as suas propriedades benéficas. No caso das cápsulas, estamos a falar de extratos prensados a frio, macerações ou ainda alho envelhecido, que tem vindo a ser provado a sua eficácia e a ultrapassar as outras apresentações devido ao aumento da concentração das substâncias ativas.

A nossa recomendação vai para 500 a 1000mg de óleo Alho por dia, como efeito protetor ou 1 a 2 dentes crus e frescos por dia.

O seu uso excessivo ou em dosagens elevadas pode causar má digestão e irritabilidade da mucosa gástrica. Deve ser evitado se estiver a tomar drogas sintéticas, pode haver o risco de potenciar algumas.

Suspender nos casos: se já teve algum sintoma alérgico após a sua ingestão, em grávidas, lactentes e crianças até quatro anos e em pré e pós operatótio pois tem efeito anti-plaquetário.

Fonte: sounatural.com

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Alho
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Tradicionalmente, o alho como um alimento Yang tem sido usado para promover circulação de energia, aquecer o estômago e remover algumas substâncias tóxicas acumuladas. Isso é compatível com o descobrimento moderno do alho ser capaz de matar germe, promover a digestão e melhorar o apetite. Mas descobriram-se nos últimos anos que o alho possui muitas funções terapêuticas mais importantes, tanto quanto sendo usado como um remédio para hipertensão, hepatite e câncer.

O alho tem estado em uso popular no Japão há um longo tempo, e um recente estudo Japonês revelou que o alho contém um mineral chamado Ge que é capaz de prevenir o câncer de estômago. Um time de médicos do “Hunam Medical College” na China, o qual chamou a si próprio de Grupo Pesquisador do Alho como Agente Anticancerígeno, usou um medicamento patenteado feito de alho para tratar 21 casos de carcinoma de nasofaringe (câncer do nariz e da garganta) com resultados significantes na maioria dos casos.

Além disso, o mesmo grupo de médicos também descobriu que o alho é eficaz para tuberculose pulmonar, coqueluche, disenteria amebiana e bacilar, enterite (inflamação dos intestinos), oxiuríase (oxiúro), ancilostomíase (uncinariose), prevenção de gripe e de epidêmica (inflamação do cérebro e aplicação externa para o tratamento de vaginite por tricomonas)

Há um número de receitas de alho que podem provar serem úteis. Para tratar disenteria bacilar e enterite, ferva dois dentes de alho em água e consuma uma dose antes das refeições, três vezes diariamente, por 2 à 3 dias. Para tratar estágios iniciais de resfriado comum, pegue 50g de alho, cabeças brancas de cebolas verdes e gengibre fresco, ferva em água, e então beba quente e cubra-se com cobertor, logo transpirará.

Para tratar coqueluche, mergulhe 60g de alho em água gelada de 5 à 6 horas, remova-os da água, adicione um pouco de açúcar branco, e beba uma colher de sopa três vezes diariamente por alguns dias.

Para tratar vaginite por tricomonas, mergulhe uma gaze no suco de alho antes que seque completamente, e então pressione a gaze dentro da genitália. Troque esta gaze uma ou duas vezes diariamente, e use essa série de tratamentos por 3 à 5 dias, é eficaz em mais de 95% dos casos de tricomona. Para tratar oxiuríase, esmague 9 à 15 gramas de alho e misture com gelatina de petróleo para aplicação externa no orifício retal e região circulantes. Para desfazer-se dos germes na boca e prevenir o resfriado comum e infecções da boca e intestinos, coma um pouco de dentes de alho todos os dias.

O alho tem efeitos colaterais, entretanto, e por esta razão, deveria ser usado com cuidado. O alho pode fazer com que as hemácias se tornem marrom escuras pelo contato, e também podem dissolver as hemácias quando aplicado em grandes concentrações.

Além disso, o óleo volátil contido no alho pode inibir a secreção de sucos gástricos e também pode causar anemia. Sabe-se bem que o alho pode causar mau hálito, o qual pode ser reduzido ou eliminado pelo gargarejo com chá forte, comendo algumas tâmaras vermelhas ou bebendo algumas xícaras de chá.

A seguir o valor alimentar de 100g de alho:

Componentes Valor alimentar
Água 69,8g
Proteínas 4,4g;
Gordura 0,2g
Vitamina B2 0,03mg
Ácido Nicotínico 0,9mg
Vitamina C 3mg
Cálcio 5mg
Fósforo 44mg
Ferro 0,4mg
Potássio 130mg
Sódio 8,7mg
Magnésio 8,3mg
Cloro 35mg

Além disso, cada 100g de folhas de alho contém 77mg de vitaminas C, que está além, até 20 vezes, no alho.

Fonte: www.chinaonline.com.br

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Alho
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O alho é originário da Ásia Central, e desde 1500 suas propriedades medicinais já eram conhecidas em diversos países. Na antiga China e na Índia, era utilizado para diminuir a coagulação sangüínea, e no Egito e na Grécia era considerado afrodisíaco.

No século XIX Luis Pasteur, grande químico francês, demonstrou as propriedades anti-sépticas do alho.

Nos últimos anos os cientistas começaram a estudá-lo mais intensamente. Muitas pesquisas enfocam os efeitos do alho no colesterol e na pressão arterial e indicam que a alicina, uma substância química que se forma quando ele é esmagado e confere o seu odor característico, reduz os níveis de colesterol e promove a diminuição da pressão arterial. Por sua vez, parte da alicina é rapidamente degradada em outros compostos sulfúricos, como o ajoeno, que também pode ter propriedades medicinais.

Os benefícios do alho podem ser atribuídos a sua ação antioxidante, combatendo os radicais livres, sendo esses altamente reativos, prejudicando a estrutura celular e o funcionamento normal do metabolismo da célula.

O alho tornaria menos provável a agregação das plaquetas (as células envolvidas na coagulação sangüínea) e a sua aderência às paredes das artérias, reduzindo a chance de um infarto do miocárdio. Há evidências de que ele dissolve as proteínas formadoras de coágulo, que podem afetar o desenvolvimento da placa aterosclerótica. Além disso, reduz discretamente a pressão sanguínea, principalmente graças à sua capacidade de dilatar os vasos sanguíneos e ajudar a circulação do sangue.

Outras pesquisas em andamento indicam que o alho contém potencial anticancerígeno. Por enquanto, acredita-se que o seu consumo diminui o risco de câncer de cólon no ser humano. Além disso, as pesquisas em animais de laboratório mostraram que ele ajuda a diminuir o câncer de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer do cólon e do esôfago.

A quantidade de alho a ser consumida para se obter algum benefício à saúde ainda não foi determinada. Alguns médicos alemães receitam 4 gramas, ou o equivalente a 2 dentes, diariamente, para tratar da hipertensão ou do colesterol elevado.

Algumas pessoas, no entanto, desenvolvem azia (pirose), gases intestinais e diarréia quando tomam doses altas de alho.

Fonte: www.rgnutri.com.br

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O alho é uma hortaliça de bulbo muito protegida contra a água formada por bulbilhos (dentes) um número variável de dentes protegidos individualmente por uma túnica e protegidos coletivamente por uma túnica de folhas secas. O alho é um produto reconhecido pelo seu valor medicinal e usado principalmente como tempero. A principal substância pungente que compõem o sabor característico do alho é o dialil dissusfeto que compõem aproximadamente 70% dos compostos voláteis deste produto (Wu et al., 1996)

O alho deve ser colhido quando cerca de 2/3 de sua folhas já começam a amarelecer e ou secar, pode ou não ocorrer tombamento dependendo da cultivar.

Bulbos colhidos ainda imaturos deterioram rapidamente e a colheita muito tardia também causa aumento de perdas. Para colher os bulbos mais secos, deve-se suspender a irrigação 2 a 3 semanas antes da colheita. Após a colheita as ramas só devem ser cortadas após estarem amareladas e secas (cura). O corte das ramas ainda verdes expõem tecidos vivos e feridos a ação de patógenos, que causam apodrecimento. O corte das ramas deve ser feito deixando-se um pescoço de pelo menos 2cm, o corte muito rente da rama causa aumento de deterioração no armazenamento.

Atualmente já há vários alhos nobres, que podem ser cultivados no Brasil. Estas cultivares de alho nobre possuem menos de 20 dentes ou bulbilhos e formam um bulbo com diâmetro da ordem de 6cm. Cultivares comuns apresentam mais de 20 dentes por bulbo. As cultivares de alho tipicamente tem cor branca ou roxa. A cultivar Peruano, uma das cultivares, roxas que produz dentes grandes apresenta perfilhamento, e produz os chamados bulbo sorriso nos quais a túnica não envolve os bubilhos. Como este defeito não chega a causar sérios prejuízos à conservação, esta cultivar é bem aceita por comerciantes e consumidores. O defeitos mais graves do alho são o chochamento, a brotação e o apodrecimento. Outros defeitos que podem ter importância variável são os ferimentos, rachaduras e os danos de pragas (Brasil, 1986)

A principal vantagem da armazenagem do alho é permitir a venda do produto por melhor preço em períodos de entressafra. O alho pode ser conservado por 4 a 6 meses em armazéns não refrigerados. Neste tipo de armazenamento a perda de água e chochamento são as principais causas de perdas pós-colheita (Finger & Puiatti, 1994; Luengo et al., 1996). O alho pode ser armazenado com a rama, solto ou em réstias (Figura 3) ou sem a rama em caixa e sacos. Os bulbos com rama seca soltos ou em réstias servem para o armazenamento de curta duração feito na propriedade agrícola. O armazenamento prolongado deve ser feito após a toalete dos bulbos apropriadamente curados. Não se prestam para o armazenamento prolongado os bulbos que sofreram deficiência de cálcio ou boro durante o cultivo, visto que estas deficiência minerais tornam os bulbos mais susceptíveis ao chochamento por desidratação. No armazenamento as perdas por chochamento podem também ter outras causas. Por exemplo, o chochamento com amarelecimento interno e nas escamas dos bulbilhos é usualmente causado por nematóides como o (Ditylenchus dipsaci), outros tipos de chochamento podem envolver a ação de ácaros e de fungos, Charchar (2001).

O alho é uma das poucas hortaliças que deve ser armazenada sob umidade relativa do ar baixa (70 a 85%). Umidade relativa inferior a 70% causa excessiva perda de água e umidade maior que 85% pode favorecer o apodrecimento dos bulbos mesmo que não ocorra condensação de água na superfície deste produto.

Temperaturas entre 5 e 15 °C são ótimas para a quebra da dormência e tem efeito de vernalização (Mann, 1952; Silva, 1985). Por esta razão o alho deve ser armazenado em temperaturas ao redor de zero graus. Há recomendações de armazenamento de alho entre -1,0 e -2,0 oC (Bottcher & Gunther, 1994). Na verdade há até recomendações de armazenamento do alho a -3,0 e a -4,0 (Bertolini & Tian, 1996), no entanto, estas temperaturas mais baixas de armazenamento envolvem o risco de perda do produto por congelamento se não houver controle acurado de temperatura na câmara fria ou se o alho armazenado não estiver bem curado. Em termos de se Temperaturas próximas a 0 oC também causam quebra da dormência e vernalização, porém inibem o desenvolvimento da brotação dos bulbilhos. Assim os bulbilhos armazenados em baixa temperatura brotam rapidamente quando voltam para temperaturas próximas a 20 oC.

Temperaturas acima de 28 oC inibem a brotação, porém causam excessiva desidratação e deterioração do alho.

O armazenamento refrigerado do alho facilita o controle de pragas, como os ácaros que causam chochamento dos bulbilhos. No armazenamento em temperatura ambiente no Brasil (>20oC) o controle de pragas de armazenamento é feito com o uso de fumigação como fosfina e brometo de metila (Cosenza et al., 1981; Santos et al., 1972).

Durante o armazanamento alho ocorre uma superação da dormência que é governada por possivelmente pelo balanço de promotores e inibidores de crescimento.

Após a superação da dormência se houver condições apropriadas de temperatura e umidade suficiente ocorre a brotação e a formação de raízes. Neste processo as reservas dos bulbilhos são consumidas num processo que envolve aumento da respiração, aumento da transpiração e perda da firmeza e da qualidade do bulbilho para consumo. Por esta razão a brotação é um dos grandes problemas do armazenamento prolongado de cultivares de alho com período de dormência curto.

A brotação do alho pode ser controlada como o uso de uma dose ao redor de 100 Gy de irradiação gama de fontes de Césio (137Ce) ou de Cobalto (60Co) (Kader, 1986; Maxie et al., 1971). Alternativamente a brotação pode ser inibida com 2000mg/L de hidrazida maleica aplicada como pulverização folhar cerca de duas semanas antes da colheita (El-Oksh et al. 1971; Kader, 1986), quando cerca de 40% das plantas apresentaram o tombamento. Apesar de numerosos estudos terem evidenciado que frutas e hortaliças irradiadas com fontes que não causem radiação induzida serem seguras, estes produtos irradiados ainda não este liberados para consumo no Brasil. A hidrazida maleica após controvérsias sobre possíveis efeitos cancerígenos voltou a ser liberada pelo ministério da agricultura no Brasil, e em alguns países que tinham suspendido o uso deste produto. Do ponto de vista de controle de brotação a hidrazida maleica é comprovadamente eficiente e pode ser inclusive ser utilizada para a desvitazação do alho importado, que não deva ser utilizado pelos agricultores.

Recentemente tem se tornado popular a comercialização dos bulbilhos descasdos dentro de embalagens plásticas. A remoção das folhas protetoras dos bulbilhos causa a quebra da dormência.

Assim o alho minimamente processado é um produto muito mais perecível que murcha e deteriora com mais facilidade. Por esta razão este produto minimamente processado deve ser armazenado em temperatura entre -1,0 e 0,0 oC. Temperaturas acima de 3oC devem ser consideradas altas e prejudiciais.

Fonte: www.cnph.embrapa.br

Alho

Alho
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O alho é o remédio preferido dos adeptos da terapia com ervas e dos naturopatas. Há cerca de 5 mil anos é usado medicinalmente, sendo considerado , com aprovação médica, uma das plantas medicinais mais versáteis e eficazes.

O alho era conhecido entre os gregos antigos por " rosa de mau cheiro" e pertencente ao mesmo grupo botânico da cebola, da cebolinha , e do alho-poró .

A lista de doenças para as quais o alho te sido receitado e´ bastante extensa. As doenças tratadas vão desde acne, asma, e artrite até bronquite, distúrbios intestinais, dores de dente, picadas de insetos, parasitas, problemas digestivos, problemas de rins, reumatismo, pressão arterial elevada, coqueluche, tuberculose e verrugas, entre outras.

Sabe-se que o alho contém vitaminas B1, B2,C e a provitamina A, além de vários antibióticos naturais, agentes anticoagulantes e ingredientes controladores do colesterol.

Entre os efeitos benéficos que se atribuem ao alho, contam-se: capacidade para destruir bactérias nocivas( patogênicas) nos intestinos, sem qualquer efeito sobre os organismos benéficos que auxiliam a digestão; capacidade de decomposição do colesterol, a substância gorda que se acumula nas artérias e pode provocar doenças do coração; eficácia contra bactérias que podem não ser afetadas por antibióticos, capacidade de melhorar a resistência à infecções virais; eficácia como preventivo contra muitas doenças , especialmente as chamadas doenças de inverno, tais como resfriados e gripe, problemas dos seios perinasais e males dos brônquios.

Julga-se que o alho tem a propriedade de baixar a pressão arterial. Um especialista da Universidade de Genebra declarou que o alho provoca a dilatação dos vasos sangüíneos, reduzindo assim, a pressão no interior deles.

Alho em capsula , suas propriedades e onde consegui-lo.

O alho se apresenta em diversas formas:

Natural ou dente de alho
Industrializado
Em cápsulas

O inconveniente do alho é o hálito que ele deixa após o uso e também o odor que transpira, por isso o seu uso é pouco popular.

Fonte: www.fortunecity.com

Alho

Existem mais de 500 espécies bem diferenciadas de alho, planta da mesma família da cebola, cebolinha e alho porró. Ele vem sendo usado para fins terapêuticos ao longo dos últimos 5000 anos, é uma das plantas mais utilizadas como condimento em todo o mundo.

Alho
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Informações Nutricionais

O alho destaca-se pela presença de vários antibióticos naturais, agentes anticoagulantes e ingredientes controladores do nível de colesterol no sangue.

É rico em tiamina (vitamina B1) e fósforo.

Entre os efeitos benéficos tradicionalmente atribuídos ao alho, destacam-se:

Ativação da circulação do sangue;
Aumento da resistência imunológica do organismo.
Destruição de bactérias patogênicas nos intestinos, sem qualquer efeito sobre os organismos benéficos que auxiliam a digestão;
Eficácia contra bactérias resistentes a antibióticos,
Aumento da resistência a infecções virais;
Ação preventiva contra resfriados, gripe, problemas dos seios perinasais e males dos brônquios;
Ação terapêutica no tratamento de asma, artrite, reumatismo, bronquite, distúrbios intestinais, dores de dente, picadas de insetos, parasitas, problemas digestivos, problemas de rins, tuberculose, verrugas e outras.

100 g contêm, em média:

Macrocomponentes Glicídios (g) 29
Proteínas (g) 5
Lipídios (g) 0
Fibras alimentares (g)  
Vitaminas Vitamina A1 (mg) 0
Vitamina B1 (mg) 224
Vitamina B2 (mg) 74
Vitamina B3 (mg) 0
Vitamina C (mg) 14
Minerais Sódio (mg) 118
Potássio (mg) 210
Cálcio (mg) 38
Fósforo (mg) 134
Ferro (mg) 1
Conteúdo energético (kcal) 140

Como Comprar

Os dentes devem estar bem definidos, limpos, firmes e sem machucados.

Como Conservar

Com a casca conserva-se por até três meses em local seco e fresco. Quando descascado, conserva-se na geladeira, embrulhado em saco plástico ou imerso em óleo.

Como Consumir

Pode se valorizar o sabor de inúmeros pratos adicionando o alho.

Para retirar a película da cabeça de alho e deixar os dentes inteiros, coloque o lado côncavo para baixo sobre uma superfície firme (e lavável) e pressione levemente com o dedo polegar.

Se desejar esmagar e descascar o dente de alho, utilize um pilão.

Fonte: www.ceasacampinas.com.br

Alho

Alho
Alho

Conhecido também como Alho-manso ou alho-hortense.

Origem

Ásia Ocidental, solos de preferência arenosos e ricos em matérias organicas e não muito úmidos, A temperatura ideal seria de 13º a 25º , e recolhidas quando surgirem folhas amareladas e secas.

O alho apesar de possuir elevadas dicas terapêuticas, devem tomar preucações nas doses, pois em doses elevadas poderão causar cefaléia, gastralgia, vômito, diarréia e cólica intestinal. Contra indicações para gestantes podendo provocar distúrbios e cólicas intestinais no bebê. Contra-indicação também para hipotensos.

Essas contra-indicações estão relacionados a doses elevadas de alho, como tempero,crua, e outras formas de serem ingeridas. Tomar em doses maiores não irá acelerar os tratamentos terapêuticos. O alho faz bem, mas não faz milagres.

Suas propriedades terapêutica como anti-inflamatória, diurética, anti-séptico, vermífuga, anti-térmico, ideal contra tuberculose, hipertensão arterial, diabetes, difteria.

O Alho

O alho é um antibiótico natural extremamente eficaz à nossa saúde. Ele é um antimicrobiano com efeitos benéficos ao coração e circulação, além de possuir propriedades anti-sépticas, diuréticas e de combate à febre.

O alho possui um valor nutricional muito grande, e é composto de vitaminas (A1, B2, B6, C), aminoácidos, adenosina, sais minerais (ferro, silício, iodo), enzimas e compostos biologicamente ativos como a alicina.

Ele ajuda a evitar resfriados e a evolução da arteriosclerose. Por isso, é indicado nas afecções catarrais agudas e crônicas, como as bronquites que dificultam a respiração, tuberculose e pneumonia. ,

Se o alho for preparado sob a forma de essência, este ajuda a aliviar os estados asmáticos e funciona como depurativo do sangue. As aplicações de preparados à base de alho estimulam o crescimento dos cabelos.

É recomendado o uso do alho em casos de ácido úrico, cálculos, diabetes, enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, além de esgotamento, insônia, picaduras de insetos, reumatismo e úlceras.

O alho pode ser indicado para auxiliar no tratamento de hipertensão arterial, redução dos níveis de colesterol e prevenção das doenças ateroscleróticas.

Como percebemos, o alho pode ser utilizado para curar e prevenir várias doenças, e não só como um simples tempero. Por isso, jamais deixe de usar essa maravilha que a natureza nos proporcionou.

Fonte: www.horti.com.br/belezaesaude.dae.com.br

Alho

Há muito tempo que o alho vem sendo utilizado, não só na culinária, como tempero que garante um sabor especial, mas também em tratamentos de diversos males corporais.

Sociedades antigas, no Egito, Grécia e Índia, já o empregavam em fórmulas medicinais.

Na idade Média, era considerado tão poderoso, que a cultura popular consagrou o seu uso, pendurado em réstias pelas paredes, como uma verdadeira arma para proteger as casas de visitas indesejáveis de vampiros.

Alho
Alho

Crendices a parte, as pesquisas modernas endossam o que os antigos, em sua sabedoria aplicavam no dia-a-dia: o alho tem efeitos benéficos comprovados.

Funciona como antitérmico e expectorante natural, sendo amplamente utilizado em casos de bronquite e asma.

Em cortes ou lesões na pele, funciona como antisséptico; seu poder é superior ao do álcool a 90º.

Embora o sabor do dente de alho puro nem sempre agrade ao paladar, age como desinfetante na boca, estimulando diversas funções, entre elas a secreção salivar e a de suco gástrico. ’’O alho aumenta o apetite, regula a digestão e combate as fermentações pútridas do intestino’’.

Chás feitos com a folha do alho combate a diarréia, colites e parasitoses intestinais.

Efeitos Benéficos

Se a importância do alimento para o bom funcionamento do aparelho digestivo é indiscutível, no campo da medicina cardiovascular, suas propriedades são ainda mais evidentes. ‘‘O alho fresco possui aliina, um amino-ácido sulfurado que se transforma em alicina, princípio ativo antisséptico e eficaz no tratamento de doenças coronarianas’’. Sua ação no aparelho circulatório é auxiliar na prevenção de eventuais tromboses em vasos arteriais importantes, que irrigam coração, pulmão e cérebro.

As tromboses são conseqüência de coágulos sanguíneos que se formam e se desprendem podendo criar bloqueios no fluxo.

E o alho tem justamente a propriedade de diminuir a agregação plaquetária e a quantidade de fibrinogênio. Igualmente importante é a sua capacidade de baixar a pressão arterial, o nível do mau colesterol e dos triglicerídeos.

Por isso, o consumo de um dente de alho, 3 vezes ao dia é recomendado pelos médicos, principalmente para pessoas que estão no grupo de grande risco para o infarto, como diabéticos, hipertensas, obesas, com hipertireoidismo e que costumam exceder-se no tabagismo e bebidas alcoólicas.

O consumo de 3 dentes de alho por dia diminui o LDL, que é a lipoproteína que transporta colesterol para os tecidos. Nos diabéticos, a ingestão regular ajuda a controlar o nível de glicose.

Para a saúde, a melhor forma de consumir o alho é cru mesmo. Frito ou cozido, porém, ainda conserva propriedades medicinais. Para conseguir uma ação preventiva e curativa, é preciso incluí-lo na rotina diária. ‘‘Ao tomar uma sopa, comer uma salada ou pão, aproveite e jogue pedacinhos de alho cru por cima’’. O ideal é ingerir, além de 3 dentes de alho ao dia, uma ou duas cebolas cruas, aí então, o remédio estará completo. Tanto o alho como a cebola são ricos no mineral germânio, antioxidante, capaz de neutralizar a ação dos radicais livres. Mas, nada de exagero no consumo, para não causar irritações gástricas.

Quando há equilíbrio interno no organismo, os reflexos manifestam-se logo no visual. E o uso freqüente do alho, na dosagem recomendada pelos médicos, promove uma reorganização no funcionamento dos órgãos que acaba se refletindo na aparência externa. Uma vez que o alho fortalece as paredes das capilares e artérias, melhorando a circulação sanguínea, este movimento de dentro-para-fora, manifesta-se através de uma pele luminosa, com mais tônus e elasticidade. Toda a área periférica da pele passa a ser melhor irrigada e, portanto, ganha um aspecto mais saudável e bonito.

Dicas Para Aproveitar O Alho

1. É comum, após o consumo de alho, uma halitose característica. Para conseguir comer um belo filé ao alho, por exemplo, sem deixar rastros, uma ótima dica é ingerir suco de limão ou laranja logo a seguir. Mastigar por algum tempo alface, salsa, aipo, erva-doce, grãos de coentro e casca de maçã também solucionam esse incômodo.
2. Uma receita caseira que ajuda a dilatar as vias aéreas superiores e permite respirar melhor:
coloque 3 dentes de alho numa xícara de chá fervendo e faça inalação. É ótimo também para aliviar dores de garganta, faringites e amigdalites.
3.
Para acabar com a gripe, pegue um dente de alho e corte em quatro pedaços. Deixe tudo em um copo com água, em maceração, ? noite, por 12 horas. Pela manhã, em jejum, tome a mistura. Repita por 2 ou 3 dias e terá alivio rápido da doença.
4.
Ótimo também para diminuir o colesterol é tomar um chá feito com um dente de alho fervido em um copo de água.

Fonte: www.medicinageriatrica.com.br

Alho

Alho
Alho

NOME CIENTÍFICO: Allium sativum

DESCRIÇÃO DA PLANTA: É uma raiz, cujo bulbo se constitui de vários dentes.

AROMA E SABOR: O seu aroma típico é fornecido por uma substância que o compõe, de noma alicina, a qual contém enxofre.

ORIGEM: Ásia Central.

COMPOSIÇÃO: viatminas B1, B2 e C

PROPRIEDADES

Antibiótica
Anticoagulante
Controlador de colesterol
Anti-inflamatória
Vermífuga
Anti-séptica
Diurética
Anti-térmica

HISTÓRICO E CURIOSIDADES

O alho é usado medicinalmente há mais de 5 mil anos, e era conhecido pelos gregos como "rosa de mau cheiro". No século XIX, Louis Pasteur demonstrou as propriedades antisépcticas do alho, informação que foi utilizada nas Guerras Mundiais pelos exércitos ingleses, alemães e russos.

Para retirar o cheiro do alho das mãos, experimente esfregá-las debaixo da água corrente com uma colher de inox, como se fôsse sabonete.

No Egito era usado para combater diarréia.

Os gregos, antigamente, o utilizavam para combater doenças pulmonares e intestinais.

Existem referências ao alho, nas pirâmides de Gisé, no Egito.

Já no Egito antigo, acreditava-se que a ingestão de alho aumentava o rendimento físico e protegia contra as epidemias, por isso, os escravos, durante a construção da pirâmide de Queóps, eram alimentados com esta raiz.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o alho foi usado, em especial pelos ingleses, para combater a tuberculose e infecções.

PARTES USADAS

Os dentes da raiz.

FORMAS EM QUE SE ENCONTRA

Fresco, desidratado ou em pó.
O período de safra em janeiro e fevereiro, embora nesta época o preço não seja o melhor.

COMO CONSERVAR

Fresco – (deve ter consistência firme e a polpa clara), conserve-o em lugar ventilado.
Desidratado ou em pó – guarde-o em recipiente fechado, em lugar protegido da umidade.

CURISODADES MÍSTICAS

Símbolo da saúde e fertilidade.
Planeta – Marte.
Pendurado na casa, ajuda a proteger.
Nos florais é usado para pessoas com esgotamento físico ou mental, hipocondríacas, com problemas de insônia.

USO GERAL

Além de ser uma raiz usada no mundo inteiro, para agregar um agradável sabor e aroma aos alimentos, o alho também é usado em remédios de propriedades específicas.

USO INDICADO EM ALIMENTOS

Quando fritar o alho, tenha cuidado para não queimá-lo, pois o prato ficará com um sabor ácido.
Para retirar o cheiro do alho das mãos, experimente esfregá-las debaixo da água corrente com uma colher de inox, como se fôsse sabonete.
Para eliminar o desagradável hálito provocado pelo alho, masque salsa fresca ou grãos de café.

Fonte: www.sensibilidadeesabor.com.br

Alho

O alho é um dos mais versáteis sabores da culinária. Muito utilizado na cozinha brasileira e indispensável na cozinha provençal, o alho seduz não só pelo seu sabor e aroma, como pelo seu poder na cura de alguns males que afetam a nossa saúde.

Combate à gripe, o mal-olhado e até vampiro! Sem falar na sua vasta utilização na culinária, o alho é um condimento que seduz muitas pessoas, mas que também, provoca um mal estar em seus consumidores por causa do seu cheiro forte. Esse trabalho tentará explicar essas e outras tantas características deste condimento fascinante.

Primeiramente apresentaremos uma breve história do alho, seguidas de suas características botânicas, de cultivo e químicas. Depois de sua utilização na culinária e por último de sua utilização fototerápica.

O alho não é apenas um tempero, é um alimento que faz muito bem a saúde.

O Alho na História

As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos, ou até mais, se pensarmos na visão maometana de Satã a ser expulso do Paraíso, com cebolas a brotar da pegada direita e alho da esquerda.

Em verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, que tenha sido levado para o Egito por tribos asiáticas nômades, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa.

Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi a rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Nos cultos de alguns deuses gregos era vetada a entrada de pessoas recendendo a alho. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, esnobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo.

A despeito do preconceito advindo das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis.

No antigo Egito, 7 kg de alho eram suficientes para comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho. Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem, não tendo faltado, por exemplo, na dos construtores das pirâmides. Foi largamente utilizado na conservação de carnes e até mesmo de cadáveres. Os egípcios usavam-no como parte do processo de mumificação dos mortos. Consta que no túmulo de Tutankamon foram encontrados seis dentes de alho e em cemitérios pré-históricos descobriram-se bulbos de alhos moldados em argila, que lá foram colocados para afastar os espíritos malignos.

Por sinal, a nenhuma outra planta na história do mundo foi atribuído tamanho poder de destruir malignidades, poder este afinado com suas qualidades medicinais, sobre as quais já se publicaram mais de dois mil artigos em revistas científicas. Ao longo da Antigüidade, o alho foi considerado uma proteção dos vulneráveis ao mau-olhado – virgens, recém-nascidos, casais de noivos. No Egito moderno, continua-se a realizar uma festa na qual o alho é comido, usado e esfregado nas portas e janelas para manter as forças do mal afastadas.

Enfim, o alho era sagrado nas culturas mediterrâneas e orientais, protegendo de todas as doenças e, ainda, afastando maus espíritos. Tantos poderes apontaram para incríveis propriedades desses bulbos, pouco a pouco confirmadas pela ciência.

Características Botânicas

O alho, Allium Sativum, da família Liliaceae (a mesma da cebola e da cebolinha), é uma planta assexuada que se propaga através do plantio dos bulbilhos ou dentes.

Caracteriza-se por um bulbo arredondado, conhecido como cabeça, composto por 10 a 12 dentes, envoltos por uma casca, que pode ser branca, rosada ou roxa. Do bulbo desenvolve-se um talo, longo e fino e que no seu extremo localiza-se uma flor. Ele também apresenta folhas longas e achatadas como capim.

Existem diferentes tipos de alho e quase todos diferem em relação a tamanho, cor, forma, sabor, número de dentes por bulbo, acidez e capacidade de armazenamento.

A botânica classifica todos os tipos de alho derivados da espécie Allium sativum.

Desta espécie, origina-se duas sub-espécies: a Ophioscorodon e a Sativum.

Uma pesquisa recente mostrou que existe, hoje em dia, oito variedades de alho provindas destas duas sub-espécies.

Seis são do tipo Ophioscorodon e se chamam: Asiático, Criolo, Listra Roxa, Listra Roxa Marmorizada, Porcelana e o Rocambole ( Asiatic, Creole, Purple Stripe, Marbled Purple Stripe, Porcelain e Rocambole) e dois são do tipo Sativum: o Alcachofra e o Prata ( Artichoke e Silverskin).

Abaixo dessas oito variedades, existem outros 17 grupos de sub-variedades de alho. Acredita-se que exista mais de 600 sub-variedades de alho no mundo. Isso ocorre porque as características individuais do alho são modificadas de acordo com as condições de cultivo, do solo, da temperatura, do período de chuvas, da altitude e do tempo de cada lugar.

A característica mais marcante do alho é o seu cheiro e este se deve à presença da alicina (óleo volátil sulfuroso). Quando as células do alho são quebradas, libera-se uma enzima chamada aliniase que modifica quimicamente a substância alinia em alicina, que resulta no cheiro do alho.

Características de Cultivo

Para o cultivo do alho, devem-se separar os dentes do bulbo, enterrando-os a uma profundidade de cerca de 6 cm, com a extremidade em bico voltada para cima. São semeados às fileiras (distantes entre si em cerca de 30 a 50 cm), deixando-se aproximadamente 15 cm entre uma planta e outra.

Quanto ao tipo de solo, a planta de alho prefere solos leves, finos, ricos em matéria orgânica e bem drenados. Não suporta terrenos úmidos. Solos pesados e mau drenados não permitem o bom desenvolvimento das raízes, prejudicando a nutrição da planta.

No que respeita às condições climáticas, o alho é uma cultura de clima frio, suportando bem baixas temperaturas, sendo, inclusive, resistente a geadas. A planta exige pouco frio no início da cultura, muito no meio do ciclo e dias longos no final. Portanto, temperatura e fotoperíodo são fatores de clima extremamente importantes à cultura do alho, influindo na fase vegetativa, no bom desenvolvimento e na produtividade. O comprimento do dia, ou fotoperíodo, determina em que região e em que época cada variedade deve ser plantada. No alho, tais fatores têm papel visivelmente mais destacado.

Enfim, quanto à colheita, de modo geral, colhe-se a planta quando ela apresenta, no final do ciclo, três a quatro folhas verdes e as demais secas. É fundamental conhecer o ciclo da planta, pois doença, ataque de pragas, nutrição deficiente e outros problemas podem levar ao mesmo aspecto visual. Após a colheita, os bulbos devem secar ao sol, por três a quatro dias, preferivelmente em gavetas de madeira, evitando que sejam banhados por chuva. O armazenamento pode ser feito em câmaras frias a 0° C, com umidade de 70 a 75%.

O alho é uma das poucas hortaliças que deve ser armazenada sob umidade relativa do ar baixa.

Embora o alho possa ser cultivado com sucesso em quase todo o Brasil (exceto na maior parte da Amazônia), nosso país não é auto-suficiente na cultura, realizando importações anuais, principalmente da Argentina, para abastecer o mercado interno.

Época de Plantio
Sul Sudeste Nordeste Centro-Oeste Norte
Maio/Junho Março/Abril Maio Março/Abril *

* não recomendável

Características Químicas

A seguir o valor alimentar de 100g de alho:

Água, 69,8g
Proteínas, 4,4g
Gordura 0,2g
Vitamina B2, 0,03mg
Ácido nicotínico, 0,9mg
Vitamina C, 3mg
Cálcio, 5mg
Fósforo, 44mg
Ferro, 0,4mg
Potássio, 130mg
Sódio 8,7mg
Magnésio, 8,3mg
E cloro, 35mg.

Além disso, cada 100g de folhas de alho contém 77mg de vitaminas C, que está além, até 20 vezes, no alho.

O Poder da Alicina

O componente alicina

É responsável pelo odor característico do alho e, inibe o desenvolvimento de bactérias, destrói fungos, estimula o fluxo das enzimas digestivas e elimina toxinas através da pele.

Depois de inúmeras análises químicas, os cientistas chegaram à conclusão de que a grande riqueza do alho se encontra nos seus componentes - mais de trinta já foram isolados - especialmente nos derivados de enxofre (sulfatados). Entre eles, o mais importante é, sem dúvida, a alicina (di-propenyl tiosulfinato), responsável pela maioria das propriedades farmacológicas da planta.

Na verdade, a alicina, um líquido de coloração amarelada, só aparece de fato quando o alho é mastigado ou cortado, rompendo-se as células do bulbo. E é também a alicina a responsável pelo forte odor característico da planta.

Experiências comprovam que a alicina é um antimicrobiano poderoso. Atua, por exemplo, na morte de bactérias gram-negativas, causadoras de infecções e furunculoses. Funciona também como agente antiviral, combatendo, entre outros o vírus da gripe. Na China, estão estudando há mais ou menos três anos o efeito do extrato injetável do dialil sulfeto, outro dos componentes do alho, contra o citomegalovírus e alguns outros tipos do vírus causadores do herpes, muitas vezes presentes em transplantados, devido à queda do sistema imunológico.

Embora a ciência não saiba precisar com exatidão como funcionam os compostos sulfurados, os pesquisadores acreditam que eles atuem diretamente no núcleo dos vírus, impedindo sua proliferação. Dessa mesma maneira, a alicina agiria contra bactérias e fungos como a "Candida albicans", responsável pela candidíase ou sapinho.

Outros estudos, porém, apontam nos derivados do enxofre um efeito diferente, mas igualmente benéfico: o fortalecimento do sistema imunológico, com o aumento do número de linfócitos T, uma das mais combativas células de defesa do sangue. Dessa forma, a proliferação dos microorganismos também ficaria prejudicada.

Utilização na Culinária

É infinita a utilização do alho na culinária. Veremos aqui, resumidamente como escolher, armazenar, preparar e cozinhar com o alho.

Como Comprar

As cabeças de alho devem ser redondas, formes e cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho cujo dentes estejam soltos, moles e murchos.

Como armazenar

Embora sejam decorativas e bonitas, as réstias de alho não devem ficar muito tempo penduradas na cozina, pois correm o risco de secar sobrando apenas cascas. Guarde o alho em lugar fresco, seco e levemente arejado. Se for mantido em lugares úmidos e quentes, vai mofar rapidamente e murchar. Uma boa maneira de armazenar uma cabeça de alho inteira é colocá-la num recipiente de cerâmica com orifícios para a ventilação. Desde que tomados os devidos cuidados na compra, é possível armazená-lo por até um mês. Se as condições do ambiente forem adequadas pode chegar até dois meses. Outra forma de armazenamento é esmagar o alho e colocá-lo num vidro bem limpo e seco na geladeira. Grandes quantidades de dentes de alho, podem ser descascados e guardados com óleo num vidro na geladeira ou congelado. Nunca consuma alho guardado em óleo fora da geladeira, pois em temperatura ambiente ele pode desenvolver bactérias nocivas à saúde, sendo uma grande fonte para o botulismo. Outra forma para armazená-lo seria picá-lo ou triturá-lo e secá-lo.

Existem muitos produtoas à venda no mercado, onde encontramos o alho já pronto para ser utilizado, porém para obter melhores resultado recomendamos apenas o alho fresco.

Como preparar

Existem muitas formas de preparar o alho, mas primeiro é necessário descascá-lo. Para descascar o alho é necessário somente, dar uma leve pancada com a parte achatada da faca sobre o alho, assim a sua casca sai mais facilmente. Para descascar grande quantiades, cubra os dentes com um pano de prato e de pancadinhas com uma panela pesada. Também é possível cortar as pontas dos dentes e descacar um por um. As vezes é necessário manter intacta a forma do alho, para isso existe um descascador de alho. Existem pessoas que aquecem o alho no microondas por um minuto, sua casca sai facilmente, mas o alho perde um pouco do seu sabor. Deixar os dentes de molho na água, também ajuda a retirar a sua casa e em certas religiões, como no candomblé, o alho só pode ser descascado assim.

Para utilizar o alho em suas receitas, você pode picá-lo, amassá-lo, fatiá-lo, cortá-lo em pedaçõs, ralar em ralador e até utilizá-lo inteiro. O dente inteiro deixa um sabor mais suave. Fatiado ou picado o seu sabor fica mais presente e amassado fica mais forte, devido a liberação da alicina.

Como utilizar

O aroma do alho é um dos mais exitantes da cozinha, mas se for cozinhado de forma errada, pode estragar um prato. O erro mais comum é cozinhar o alho em fogo alto, pois ele queima rapidamente e seu gosto torna-se amargo. Quando for sautear, fritar ou refogar o alho, deve se tomar sempre bastante cuidado para o alho não queimar.

Dar uma fervura no alho, preserva a sua forma e o sabor fica mais delicado. Nesse caso não é necessário tirar a casca, pois ela sairá facilmente e se quiser fazer um purê de alho é só continuar o cozimento até que os dentes estejam bem macios para serem amassados.

Assar o alho no forno é uma forma de potencializar o seu sabor e aroma e dar uma cor de caramelo ao alho (forma mais utilizada para fazer bruschettas). Você também, pode assar o alho com aguá, assim ele será cozinhado ao mesmo tempo e terá um resultado com sabor mais ameno.

Outra forma de utilizar o alho seria grelhando-o: grelhar os dois lados do dente, virando quando um dos lados estiver marrom. Usar como se fosse assado, mas o sabor fica mais marcante.

O alho também é utilizado para fazer a Vinha D’alho, mais conhecida como marinada e que tem a finalidade de conservar e dar gosto especial a certos tipos de carne.

Para não ficar com cheiro de alho: Para evitar ficar com cheiro de alho nas mãos, algumas pessoas esfregam as mãos no sal, no limão ou na salsa. Dizem que esfregar as mãos nas costas de uma colher de metal também adianta, mas existem um útensílio de metal, á venda em mercados, que promete tirar o cheiro de alho das mãos e parece funcionar. Também, existem sabonetes que ajudam a tirar o cheiro.

Para não ficar com bafo de alho, recomenda-se chupar limão ou cravos da índia, mascar uma semente de anis ou um raminho de salsa, beber um copo de vinho ou de extrato de clorofila. Mas a melhor solução seria oferecer alho às pessoas a sua volta, assim ninguém notará o cheiro.

SEU ODOR

Seu odor forte "ofende" só a quem não come e fica perto de quem come... Portanto, para os que gostam de comer alho e cozinhar com alho, sugerimos alguns truques:

Mastigar salsa ou qualquer espécie verde que contenha muita clorofila para manter o hálito fresco
Os árabes usavam mastigar grãos de coentro como recurso contra o hálito forte do alho
Beber um copo de leite ou de vinho também dá bons resultados
Esfregar bem as mãos com sal e limão e lavá-las em água fria, tira o cheiro forte das mãos de quem está cozinhando

COMPRAR

Não compre nunca mais do que necessite por uma semana.

Não importa que sejam brancos ou rosados: o sabor deste último pode ser um pouco mais suave.

CONSERVAR

Guarde-os em lugar seco, ventilado e não muito quente. Na geladeira, perdem o aroma! Para conservá-los por mais tempo, deve pelar os dentes, colocá-los num vidro e cobri-los com azeite. Deste modo, parte do aroma dos alhos será absorvido pelo azeite e logo poderá usar os dois em conjunto, por exemplo, para temperar uma salada.

Utilização Fitoterápica

O alho era muito utilizado há milhares de anos pelos hebanários (estabelecimento que vende ervas medicinais) e curandeiros para combater inúmeras doenças.

Louis Pasteur, químico francês do século XIX, evidenciou propriedades anti-sépticas que há no alho, informações, estas usadas na Primeira e Segunda Guerra Mundial, pelos exércitos inglês, alemão e russo. Hoje o alho é receitado pelos naturalistas e outros que acreditam na cura pelas ervas como também para prevenir resfriados, gripes e doenças infecciosas.

Foi feito um estudo pelos cientistas mais profundo, a respeito do uso do alho para o colesterol e na hipertensão, eles explicam que a alicina, uma substancia química que se forma quando o alho é esmagado, reduz os níveis de colesterol e baixa a pressão arterial, também nesta pesquisa descobriram que reduz as coagulações sanguíneas, diminuindo assim o risco de infarto e derrame cerebral.

Foram feitas pesquisas em laboratórios com animais, que mostram que o alho ajuda a diminuir o câncer de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer do cólon e do esôfago.

Ainda não foi determinada a quantidade de alho a ser consumida para obter esses benefícios a saúde. Alguns médicos alemães acreditam que quatro gramas, que seria o equivalente a dois dentes de alho, seria o suficiente para tratar a hipertensão ou o colesterol, já para inibir a coagulação sanguínea, teria no mínimo ser 10 dentes de alho.

Já os clínicos descordam quanto a ser cozido ou desidratado que o consumo seja cru, o seu inconveniente é que o alho cru pode causar indigestão, e também pode causar irritação na mucosa, e na pele.

Não existem garantias de que ele evita as doenças. Mas de qualquer forma sabemos que o alho enriquece as refeições deixando com mais sabor.

Tradicionalmente, o alho como um alimento Yang tem sido usado para promover circulação de energia, aquecer o estômago e remover algumas substâncias tóxicas acumuladas. Isso é compatível com o descobrimento moderno do alho ser capaz de matar germe, promover a digestão e melhorar o apetite. Mas descobriram-se nos últimos anos que o alho possui muitas funções terapêuticas mais importantes, tanto quanto sendo usado como um remédio para hipertensão, hepatite e câncer.

O alho tem estado em uso popular no Japão há um longo tempo, e um recente estudo Japonês revelou que o alho contém um mineral chamado Ge que é capaz de prevenir o câncer de estômago. Um time de médicos do “Hunam Medical College” na China, o qual chamou a si próprio de Grupo Pesquisador do Alho como Agente Anticancerígeno, usou um medicamento patenteado feito de alho para tratar 21 casos de carcinoma de nasofaringe (câncer do nariz e da garganta) com resultados significantes na maioria dos casos. Além disso, o mesmo grupo de médicos também descobriu que o alho é eficaz para tuberculose pulmonar, coqueluche, disenteria amebiana e bacilar, enterite (inflamação dos intestinos), oxiuríase (oxiúro), ancilostomíase (uncinariose), prevenção de gripe e de epidêmica (inflamação do cérebro e aplicação externa para o tratamento de vaginite por tricomonas)

O alho tem efeitos colaterais, entretanto, e por esta razão, deveria ser usado com cuidado. O alho pode fazer com que as hemácias se tornem marrom escuras pelo contato, e também podem dissolver as hemácias quando aplicado em grandes concentrações. Além disso, o óleo volátil contido no alho pode inibir a secreção de sucos gástricos e também pode causar anemia. Sabe-se bem que o alho pode causar mau hálito, o qual pode ser reduzido ou eliminado pelo gargarejo com chá forte, comendo algumas tâmaras vermelhas ou bebendo algumas xícaras de chá.

O alho na fitoterapia

A utilização do alho como fitoterápico ou como alimento funcional remonta à antiguidade. Há indícios de seu uso no Antigo Egito, na Grécia (onde era conhecido como “rosa de mau cheiro”) e na Babilônia, há mais de 5 mil anos. Documentos Chineses de 3 mil anos, anotados por Marco Polo falam do uso medicamentoso do alho, para desintoxicação.

Foi Hipócrates o primeiro a descrever com detalhes o uso terapêutico do alho, como diurético e laxante. Plínio e Galeno, médicos romanos também utilizavam o alho para o tratamento de infecções intestinais, problemas digestivos, pressão alta, senilidade e impotência.

Consta que a uma das primeiras greves de que se tem notícia aconteceu quando os trabalhadores que construíam as pirâmides do Egito deixaram de receber sua porção diária de alho, que estava em falta no mercado. Eles acreditavam que tal alimento os deixava com maior rendimento físico e os protegia das endemias típicas da época, como o cólera, o tifo e a varíola.

Louis Pasteur demonstrou as propriedades anti-sépticas do alho, o que motivou seu uso nas Grandes Guerras, tanto por ingleses, como por alemãs e russos.

Com o desenvolvimento dos antibióticos durante a segunda grande guerra, os estudos com o alho foram abandonados até recentemente, quando se renovou o interesse devido ao aparecimento de microorganismos resistentes aos antibióticos.

De fato, a alicina – substância presente na planta – tem ação bactericida em infecções de pele como a furunculose e também ação antiviral comprovada contra o vírus da gripe. O extrato de alho é usado atualmente como antibiótico e antifúngico e como antiviral no tratamento da herpes e outros vírus relacionados. Aumenta a ativação das células T e acentua a função antitumoral dos macrófagos. Na China, altas doses provaram ter eficiência no tratamento da meningite criptocócica, infecção fúngica muito resistente à terapia convencional.

São também muito conhecidas as propriedades vermífugas do alho, tanto anti-helmínticas quanto antiprotozoários, principalmente a ameba.

Por ser um inibidor das proteases, o alho afeta a concentração sérica de alguns antiretrovirais que utilizam a mesma via metabólica, como o indinavir e o saquinavir, reduzindo sua concentração em até 50%. Isto serve de alerta para que se tenha cautela no uso indiscriminado da planta, principalmente em pacientes que vivem com HIV e que façam uso do “coquetel” anti-HIV.

Além deste caso, foram descritos alguns casos de dermatite de contato e asma alérgica após a ingestão de alho.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o risco de homens que comem mais alho e cebola em desenvolver câncer de próstata é 50% menor que os que não fazem o uso destes vegetais na dieta.

Foi comprovada a atividade dos leucócitos de pessoas alimentadas com alho 139 % superior que os de pessoas sem alho na dieta.

Esta proteção parece ser resultado de vários mecanismos, incluindo: bloqueio da formação de compostos nitrosaminas, hepatoproteção seletiva contra substâncias carcinogênica, supressão da bioativação de vários carcinogênicos, aumento seletivo do reparo do DNA, redução da proliferação celular e indução da apoptose. Possivelmente vários destes eventos ocorrem simultaneamente e a ação dos componentes sulfurados parece ser influenciada por diversos componentes da dieta. Por exemplo, a presença do selênio, seja como parte da dieta, seja componente do suplemento alho, contribui para aumentar a proteção contra carcinogênese mamária induzida pelo 7,2 dimetilbensa (a) antraceno.

Esta capacidade de alimento funcional parece ser devida a um composto sulfuroso, o allium, que também é o responsável pelo cheiro característico.

Os compostos de enxofre e flavonóide quercetina parecem ser os responsáveis pela prevenção do aparecimento de células cancerosas no estômago e fígado.

A ação antioxidante da alicina, da aliina e do ajoeno justificam o efeito do alho sobre as LDL pois inibem a peroxidação lipídica por meio da inibição da enzima xantina oxidase e de eicosanóides. O alho também eleva a capacidade total antioxidante do organismo devido à ação dos bioflavonóides quercitina e campferol, por meio de um mecanismo mediado pelo óxido nítrico e, in vitro, age diretamente como varredor dos radicais livres. a alicina mostrar analogia estrutural com o dimetilsulfeto, o qual possui uma boa capacidade varredora de radicais livres. A presença de selênio em sua composição também contribui com este efeito. Isto quer dizer que os compostos sulfurados aliados aos bioflavonóides incrementam, a ação medicamentosa do alho.

Indica-se a suspensão de suplementos de alho para gestantes, nutrizes, crianças abaixo de quatro anos e nos períodos pré e pós-cirúrgicos devido ao seu efeito antiplaquetário. Este mesmo efeito indica seu uso como adjuvante no tratamento da hipertensão arterial e das arritmias cardíacas.

Há evidências, cuja comprovação depende ainda de estudos mais profundos e sistemáticos, com relação à funcionalidade alimentícia do alho no que tange ao aparelho cardiovascular. Os achados até agora indicam possíveis benefícios no controle dos níveis de colesterol no sangue, bem como no controle da hipertensão arterial.

Várias pesquisas têm atribuído os efeitos terapêuticos do alho à presença de algumas substâncias, cujas mais notáveis são:

Óxido dialildissulfeto – redução dos níveis de colesterol e outros lipídeos
Germânio
– elemento condutor de oxigênio, agente hipotensor
Selênio
– mineral com efeito protetor no coração, pois ajuda a prevenir a formação de ateroma, anticoagulante e hipotensor.

água 59g
calorias 149 kcal
lipídeos 0,5 g
carboidratos 33,07 g
fibra 2,1 g
manganês 1672 mg
potássio 401 mg
enxofre 70 mg
cálcio 181 mg
fósforo 153 mg
magnésio 25 mg
sódio 17 mg
vitamina B-6 1235 mg
vitamina C 31 mg
ácido glutamínico 0,805 g
arginina 0,634 g
ácido aspártico 0,489 g
leucina 0,308 g
lisina 0,273 g
proteínas 6,05 g
aalfa-tocoferol 10,00 micro g

Outros

Ácido alfa-aminoacrílico; ácido fosfórico livre; ácido sulfúrico; ajoeno (produzido por condensação da alicina); açúcares (frutose e glicose); alil; alil-propil; aliína (que se converte em alicina); aliinase; aminoácidos (ácido glutamínico, arginina, ácido aspártico, leucina, valina e lisina); citral; desoxialiina; dissulfeto de dialila; felandreno; galantamina; geraniol; heterosídeos sulfurados;insulina; inulina; linalol; minerais (manganês, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, selênio, sódio, ferro, zinco, cobre); nicotinamida; óleo essencial (muitos compostos sulfurados, dentre eles: disulfuro de alil, trisulfuro de alil, tetrasulfuro de alil); óxido dialildissulfeto; polissulfeto de dialila, trissulfeto de dialila; prostaglandinas A, B e F; proteínas; quercetina; sulfetos de vinil; trissulfeto de alila; vitaminas A, B6, C, ácido fólico, pantotênico, niacina).

composto possível atividade biológica
aliina hipotensor, hipoglicemiante
ajoeno(ajocisteína) prevenção de coágulos, antiinflamatório, vasodilatador, hipotensor, antibiótico
alicina e tiossulfatos antibiótica, antifúngica, antiviral
alil mercaptano hipocolesterolemiante
s-alil cisteína e compostos gama glutâmico hipocolesterolemiante, antioxidante, quimioprotetor frente ao câncer
sulfeto dialil hipocolesterolemiante
adenosina vasodilatadora, hipotensora, miorelaxante
fructanos (escorodosa) cardioprotetora
fração proteica F-4 imunoestimulante
quercetina antialergênica
saponinas (gitonina F, eurobosído B)
hipotensora, antimicrobiana
escordinina hipotensora, aumenta a utilização de B1, antibacteriana
selênio
antioxidante
ácidos fenólicos antiviral e antibacteriana
saponinas anticancerígena

Conclusão

Com o sabor marcante e aroma envolvente, este pequeno alimento, parente da cebola, nos é de grande utilização. Muito usado por nós brasileiros como tempero e como remédio.

Vimos que este condimento tem enorme importância em nossas casas, não só por ser indispensável na cozinha como faz muito bem à saúde. Gripou? Tome um chá de alho.

Se você é um amante do alho, abuse do seu sabor, que assim sua saúde será privilegiada com a ação fitoterápica deste bulbo. Mas lembre-se de dar alho às pessoas a sua volta, assim ninguém irá perceber que você comeu alho também.

Bibliografia

1. O Prazer do Alho – Produzido por Quintet Publishing Limited. Editado por Lydia Darbyshire. Tradução de Zita Mores, Lisboa.
2. www.sebraemg.com.br
3. www.editora.ufla
4. www.gourmetgarlicgardens.com
5. www.thegarlicstore.com
6. www.chinaonline.com.br/medicina/alimentos/alho.asp
7. www.plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas/alho.htm
8. revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC578272-1641,00.html

Fonte: www.unirio.br

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